O mito e as marcas na publicidade. Iara GOMES 1 Níncia Cecília Ribas Borges TEIXEIRA 2 Universidade Estadual do Centro-Oeste - Unicentro

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O mito e as marcas na publicidade. Iara GOMES 1 Níncia Cecília Ribas Borges TEIXEIRA 2 Universidade Estadual do Centro-Oeste - Unicentro"

Transcrição

1 O mito e as marcas na publicidade Iara GOMES 1 Níncia Cecília Ribas Borges TEIXEIRA 2 Universidade Estadual do Centro-Oeste - Unicentro ISSN Referência: GOMES, Iara; TEIXEIRA, Níncia Cecília Ribas Borges. O mito e as marcas na publicidade. In: Mídia Cidadã 2009 V Conferência Brasileira de Mídia Cidadã, Guarapuava. Anais. Guarapuava, p RESUMO As marcas carregam em si características da empresa e de seus idealizadores, contudo, é possível uma marca que nunca esteve entre as líderes da categoria ser vista sob outra ótica por seus consumidores? Afinal, quais os caminhos que uma marca poderosa pode, ou não, traçar? Através de análise de duas marcas de um mesmo setor é possível desvendar os fatores que favorecem ou desarticulam uma marca frente a seu mercado consumidor e, sobretudo, ações que despertam a atenção e a preferência de seu público. Palavras-chave: marcas; mito; análise; publicidade. INTRODUÇÃO O objetivo desta pesquisa foi traçar pressupostos teóricos básicos, os quais servirão de modelo comparativo para a análise que será feita com as duas maiores fabricantes de bebidas do mundo. E, dentre as empresas destacadas serão analisadas a aplicação e manutenção da 1 Graduanda em Comunicação Social Publicidade e Propaganda pela Universidade Estadual do Centro- Oeste (UNICENTRO), Guarapuava-PR. Aluna de Iniciação Científica em análise semiótica em Publicidade e Propaganda. 2 Professora Adjunta do Departamento de Letras pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO), Guarapuava PR. Doutora em Letras (UNESP) e Pós-Doutora em Ciência da Literatura (UFRJ). 1

2 UNICENTRO, Guarapuava /PR 8 a 10 de ou tubro de 2009 mitologia na construção e continuação da credibilidade transmitida pela marca por meio da publicidade, serão avaliadas os conceitos constituintes de tais miologias enraizadas no inconsciente de seus consumidores. Inicialmente, foi explorada a definição marca, situando sua função ideológica e prática na identificação de bens ou serviços. Em seguida, o conceito de mito, sua aplicação dominadora e sua interpretação, elementos utilizados para a aceitação e credibilidade da marca. Tomando por base a hipótese de que o mito é um ponto fundamental a ser trabalhado à favor da marca, cria a idéia de essa ser um elemento fundamental na criação de uma marca. A hipótese adotada para o desenvolvimento do corpus é a de que as empresas estão cada vez mais dispostas a investirem na atualização de conceitos, mais próximos possíveis das aspirações de seus consumidores. Para comprovar tal hipótese, serão apresentados estudos teóricos a serem utilizados como critérios de relevância para uma efetiva pesquisa referente ao objetivo almejado. Os autores presentes no recorte bibliográfico são Jones (2000) e Randazzo (1996), os quais através de importantes citações e estudos complementam suas idéias sobre a atuação do mito na constante aceitação da marca. JUSTIFICATIVA E REFERENCIAL TEÓRICO O conceito de marca Marca é um conceito utilizado para evidenciar características próprias do produto, sua diferenciação frente ao mercado e assumir um papel motivador á compra ou fidelização ao objeto anunciado. A marca trata de uma entidade ao mesmo tempo física e perceptual que se desenvolvem no campo psicológico e físico. Podendo, assim, estabelecer relações mentais e atributos 2

3 palpáveis que vem ao encontro com as aspirações do seu mercado consumidor. As sensações produzidas pela marca não são compreendidas conscientemente, mas de forma latente. Por esse motivo, esse elemento deve ser enunciado ao consumidor como característica pertencente ao produto/marca, mesmo não sendo visível ou percebido concretamente por seu público-alvo, tais atributos são conhecidos como valores agregados. Conforme aponta Biel apud. Ogilvy (1955, p.193):...é o retrato das imagens de uma marca que as pessoas carregam em suas mentes. É a soma intangível de atributos de um produto, seu nome, sua embalagem e seu preço, sua história e reputação e o modo como ela é apresentada ao público. As definições sobre marca são entendidas sob diferentes aspectos. Jones (2004, p.35) entende-a por um produto que oferece benefícios funcionais além dos valores agregados que os consumidores valorizam o bastante para adquiri-lo. Enquanto Lannon (2004) adota uma visão mais subjetiva do tema. A marca é o que o consumidor compra, e até chegar ao consumidor final terá adquirido muitas camadas de significado. Os conceitos apresentados remetem a elementos básicos que constroem a marca e sua imagem: símbolos, valores agregados e mitologia. A publicidade atua em diferentes fases com ciclo de vida tanto do produto quanto da marca. Desde seu lançamento, posteriormente no processo de diferenciação, fidelização e manutenção dos conceitos abordados ao decorrer da história da marca/produto. Esse artifício utilizado para propor uma roupagem de conceitos psicológicos, atua de modo a agregar características supostamente atreladas ao que está sendo evidenciado. Contudo, conforme ilustra Jones (2004, p.42), a publicidade pode até exercer um importante papel na apresentação da marca, mas essa impressão se auto-anula caso o produto não satisfaça a expectativa do consumidor, o produto não será lembrado ou indicado para futuras compras. 3

4 Uma vez consolidado o conceito de marca, é preciso gerenciá-la. Segundo White (2004), as marcas para manterem sua credibilidade precisam ser devidamente gerenciadas, isto é, ser regida por pessoas que acreditem na força do empreendimento, a capacidade de controlar marcas e operá-las agressivamente, e do oportunismo para se valer em situações favoráveis, ou não, do mercado. Um importante ponto a ser ressaltado pelo gerenciamento é a fase do ciclo de vida em que a marca está vivendo. As marcas têm várias etapas a serem cuidadosamente desenvolvidas: o nascimento, crescimento, maturidade e declínio. Segundo Randazzo (1996, p. 251), a publicidade tem papel fundamental na mitologia de uma marca na mente de seus consumidores. Entretanto, para que haja a criação desse fator deve-se apropriar de dados básicos obtidos na pesquisa de mercado, informações, percepção de idéias, percepções acerca do consumidor, posicionamento, mensagens e anúncios. Desenvolver percepções e ideias é tarefa primordial para que haja motivação do cliente a consumir o produto. E, para conquistar continuamente a atenção do seu público-alvo, utiliza-se um dos conceitos mais marcantes da publicidade: o mito. Mito em busca de definições Tavares (2000, p.35) entende por mito tudo o que significa uma forma de comunicação. É a representação do valor, através de um simbolismo que expressa fixa e exalta o seu significa do, como uma verdade profunda da na mente. E a comunicação de massa serve-se dos mitos por se mais fácil para a mente expressar os conteúdos valor através das histórias e narrativas do que dos conceitos. A utilização dos mitos como uma maneira de ágil cognição, faz a comunicação estabelecer a realidade como resultado da união entre a sensibilidade pós-moderna e a cultura de enredos antigos, formando, portanto, uma realidade meramente perceptiva. O que Tavares (apud. Barthes 1975, p. 36) descreve como uma forma de discurso, um 4

5 sistema semiológico e uma modalidade de significação. O mito já não é definido pelo objeto do discurso, mas como o próprio sistema comunicativo se expressa pela maneira na qual é apresentado. A percepção mitológica passa a ser o meio que se utiliza do que existe previamente e transmite tal significado através da comunicação. Ele é um sistema semiológico, resultado de outro sistema, onde a imposição das idéias propostas pelo primeiro conceito seja feita pela repetição histórica. E essa repetição é responsável pela propagação das ideologias aposentadas pelo sistema original, fato que torna a assimilação mitologias mais fácil e rápida. Após ser descoberto como arma dominadora por parte dos meios de comunicação, o mito passou a ser objeto de forte atração devido à sua presença histórica e a capacidade de encantamento transmitida por diversas maneiras nas quais são apresentadas (som, imagem, ideologia). A necessidade da imediata aceitação faz milhares de consumidores ao redor do mundo. Tal vulnerabilidade abre espaço para a disseminação de mensagens cada vez mais dinâmicas, mas sempre tão exatas na sua forma de aceitação e em sua individualidade. Posição defendida pelo estudioso Tavares (apud. Orlando Miranda 1978, p.47), que define mito como: (...) o mito, como todo mito, procura impor uma crença, e a serviço de uma ideologia. O mito da massa recusa possibilidade às ações coletivas e propõe como substitutas fugas individuais (para as quais os media fornecem os meios). O mito da massa nega racionalmente à consciência coletiva, e a nega também ao indivíduo por ser sua consciência somente condicionada. Sempre presente no imaginário da comunicação, o mito, sobretudo, na publicidade permite a representação do herói como fonte de força e autonomia. Pressler (apud. Benjamim, 2006, p. 72) defende a existência de um valor de culto e um valor de exposição no qual, o segundo substitui a atuação do primeiro como 5

6 UNICENTRO, Guarapuava /PR 8 a 10 de ou tubro de 2009 aplicação dos modelos pré-editados, trata-se, portanto, da reprodução técnica, anulado o diferente, o novo. O autor, ainda, enfoca de desterritorialização dos mitos, os quais são retirados dos seu contexto primitivo e inseridos de maneira impositiva, ditada pela autoreferência dos disseminadores das informações midiáticas. Já Pressler (apud. McLuhan, 2006, p. 81) ao contrário de Benjamim, afirma haver a racionalização do modo de se transmitir as notícias. Tal autor defende haver um pensar individualizado, desligado a influências exteriores sejam elas de origem mítica ou da comunicação. Pela hermenêutica se designa a interpretação. A hermenêutica simbólica pode ser definida como a produção das imagens míticas por meio da comunicação (meios comunicativos) e a presença dos mitos no universo formador de arquétipos gêneros comunicativos. E há três aplicações sobre o mito, sendo na primeira a representação dos mitos não-intencionais e a segunda, o mito enquanto fruto de ações pré-editadas pelos meios de comunicação. O mito como fator histórico para ser utilizado para fins comunicativos, precisa ser trabalhado de modo a se adequar a limites históricos e sociais condicionados a estruturas de funcionamento. Por este caráter interativo entre sujeito social-ideológico, o mito é manifestado através do discurso. Segundo Tavares, (apud Barthes, 1975), tudo pode ser definido como mito. Sendo, portanto, formado por signos, uma vez que pode ser analisado do ponto de vista do significante (objeto representador) e significado (seu sentido, sua ideologia). Nesse sentido, a mitologia é utilizada pela comunicação, sobretudo, pela publicidade como fonte de transformação de objetos (matéria) em algo determinado ao uso; ao consumo. Contudo, a mitologia é utilizada como meio representante da realidade vivida. Como também de uma realidade idealizada. [...] os mitos não são nada mais que essa solicitação incessante, 6

7 infatigável, essa exigência ansiosa e inflexível que obriga os homens a se reconhecerem nessa imagem de si próprios, eterna e no entanto, datada, que um dia se constitui como se fora para todo o sempre. Conforme aponta Berg & Bicallho (apud.barthes, 2003 p. 248). A noção da cultura e ideologia contida na apresentação de um mito como fonte referencial para uma propaganda, pode ajudar a contextualizar a posição do indivíduo na sociedade. Através de apresentação medida do mito o imaginário e o pensar coletivo são construídos e efetivados no modo de agir da sociedade, sobretudo, o público-alvo da comunicação. O mito criado pela Coca-Cola A busca pela imortalidade sempre foi alvo do interesse da efêmera vida humana desde os tempos mais remotos. E, devido à impossibilidade de alcançar o físico eterno, vieram as marcas como fonte de representação do desejo da vida atemporal. As marcas carregam conceitos idealizados por seus criadores e outros de origem mercadológica. E tais informações não se prendem a determinação temporal ou de origem espacial. Pois, caso uma marca ganhe a confiança de seu público, o desejo da imortalidade foi alcançado porque em todo e qualquer lugar onde a marca venha a ser divulgada, sua ideologia será concomitantemente, incorporada por seus consumidores. Sabe-se que as empresas buscam estar em evidência em relação à concorrência, sendo ela, direta ou indireta. Para que sua marca seja lembrada como referência em sua categoria. Uma vez que vista e acreditada, a marca cumpre sua função vital: cria o mito da imortalidade. Imortalidade esta a ser aplicada em todas as suas representações, desde embalagens até sua divulgação global. Em cada parte do processo evidenciador da imagem da marca está presente em seu contexto informações referentes a sua tradição, sabor único, a evidência da refrescância, da satisfação das necessidades fisiológicas (sede) e sociais (status). A formação de figuras marcantes como o simpático Papai Noel de roupas vermelhas e 7

8 UNICENTRO, Guarapuava /PR 8 a 10 de ou tubro de 2009 das refeições em família regada a Coca-Cola e gargalhadas está inerentemente inserida no imaginário da marca que se preza em conquistar os mais variados tipos de públicos: desde crianças encantadas com o urso rapper da campanha Coca-Cola Zero Açúcar até mães de todas as idades representadas pela campanha de Dia das Mães com o slogan...mãe, você é essa Coca-Cola toda. Aceita por 90% de toda a população global, a Coca-Cola prova que seu poder imortal influencia direta e indiretamente todas as faixas etárias, e desde seu surgimento provou que suas ideologias e seu estilo de vida vieram, definitivamente, para ficar. A mitologia da marca é determinada pelo posicionamento dela no mercado e na mente do seu público-alvo. Mas, para entender como funciona a mitologia, é necessário entender o que é posicionamento. Para posicionar uma marca, consideram-se os aspectos físicos do produto, a situação mercadológica e a ação dos concorrentes. E a publicidade exerce papel importante nessa ação, primeiramente, de mercado (destacando o produto em sua categoria) e, em segundo lugar, posicionando a marca na mente do seu público-alvo de maneira que ele acredite no produto como a solução de suas necessidades e, sobretudo, transmitindo a idéia que o consumidor fez o melhor negócio. No convencimento dos clientes, a publicidade utiliza o posicionamento perceptual (aspectos físicos e emocionais). O posicionamento de uma marca deve ser anterior ao posicionamento do produto, de modo que, ao lançar uma novidade no mercado, imediatamente o cliente remeta a imagem da marca a qualidades superiores se comparada às demais indicando, então, o novo produto como promessa de eficácia nas ações propostas. Na criação e desenvolvimento da mitologia de uma marca, a empresa deve se preocupar com sua base criativa de onde as referências de todos seus objetivos são formuladas e incorporadas à imagem a ser elaborada. Com todas essas informações coletadas em uma espécie de briefing (material no qual 8

9 UNICENTRO, Guarapuava /PR 8 a 10 de ou tubro de 2009 apresenta todo o resumo da ação proposta a se desenvolver), a segunda etapa consiste na apresentação dessa imagem positiva da marca, lembrado-se que a manutenção do nome e memorização de suas características apareçam na lembrança do consumidor por um longo prazo. Nessa fase, a formação de um núcleo de informações precisas as quais possam ser novamente apresentadas, sua consolidação na memória do público-alvo será facilmente estabelecida. Para a manutenção da imagem e valores agregados referentes à marca. São os símbolos, arquétipos e repetição. Sendo os dois primeiros elementos de reconhecimento rápido, eficaz e de associação enquanto o último remete à lembrança e fidelização. Avaliando uma mitologia de marca bem-sucedida Descobrir a eficácia da mitologia da marca é papel primordial que objetive estar em posição favorável tanto no competitivo mercado quanto na preferência do consumidor. Para entender como a mitologia está, ou não, atuando no mercado, é necessário averiguar sua funcionalidade. E, para verificar tal funcionalidade, o primeiro fator a ser analisado é a longevidade. Uma marca pode facilmente analisar sua permanência desde que esteja há algum tempo no mercado. Através de constantes pesquisas de ordem mercadológica, ela pode traçar seu desempenho ao decorrer dos anos, bem como descobrir como seus concorrentes estão se posicionando e evoluindo/ retrocedendo na corrida da conquista preferencial do universo consumidor. Outro elemento indiscutivelmente relevante a ser analisado é a atuação da marca na fatia de mercado pretendida. Caso seu posicionamento não esteja sendo compreendido, bem informado ou reconhecido, é preciso que uma nova visão seja comunicada a seus consumidores. Estabelecer formas de conter a retração de mercado e analisar os reais motivos de perda ou retração do consumo também são fatores fundamentais para a recuperação do prestígio/ nome referido à marca. A análise dos elementos externos à marca estabelece estreita relação entre consumo e 9

10 UNICENTRO, Guarapuava /PR 8 a 10 de ou tubro de 2009 aceitação. Pesquisas relacionadas à consciência que o consumidor tem da marca, bem como sua relevância e credibilidade favorecem o processo rápido e decisor de uma marca, e não outra, na hora da compra. Segundo Pinho (1996), a extensão da marca é uma estratégia a ser aplicada em novos produtos que irão receber como denominação o próprio nome da marca. E o posicionamento de uma nova marca obedece a fatores como: disponibilidade de recursos (que irão atuar em diversos setores da formação e sustentação da marca sendo elas: identificação do conceito da marca, desenvolvimento e proteção da marca nominal e manutenção de um programa de sustentação), riscos de falhas (tanto na concepção do produto quanto nas demais variáveis do composto mercadológico) e tempo para desenvolvimento da marca. Pinho (apud. Murphy, 1990, p.14) complementa tal raciocínio com mais um ponto principal se não for desenvolvido um sistema visual adequado, a extensão pode acarretar uma fragmentação da personalidade e da identidade da marca, a qual pode afetar seriamente o seu valor e força intrínsecos. Estudo de Caso A Coca-Cola é uma marca líder de mercado em sua categoria. Estima-se que seu consumo é um dos maiores do planeta. Seu sucesso em credibilidade e vendas deve-se a soma de diversos fatores: investimento em ações e projetos sociais, em propagandas e, claro, constantes preocupação em manter a qualidade dos produtos e o lucro dos investidores. A Pepsi é uma marca concorrente do mesmo setor, mas não possui o mesmo carisma e estima proporcionado pela The Coke Cola Company, trata-se de uma marca tida como secundária na categoria, o que não a deixa de se preocupar com as mesmas bases físicas e psicológicas defendidas pelo refrigerante top of mind*. Os fatores que impedem ou desestimula a empresa Pepsi de ocupar o cume da competidíssima pirâmide de consumo serão a seguir explicado detalhadamente. 1

11 Numa tarde de verão 1886 em Atlanta (EUA) um farmacêutico chamado John Styth Pembertom criava o tônico para o cérebro uma mistura de ingredientes como a folha da coca e a cola que era extraída da noz. Com sabor especial, o xarope misturado à água gaseificada logo passou a ser conhecido e encantou empresário Asa Griggs Candller que comprou o refrigerante mais famosos do mundo por um valor irrisório. Passando por diversas administrações a companhia Coca-Cola chegou às mãos de Robert Woooruff que a consolidou como líder mundial no setor de refrigerantes. Ainda na década de 60 após várias campanhas publicitárias que encontram e aderiam cada vez mais pessoas ao número de consumidores da gigante marca. Após décadas de sucesso, o ano de 1985 trouxe uma inovação mal-sucedida. A idéia de reformular o quase centenário sabor original apesar de ter sido bem aceito em testes, não agradou o público fiel porque os laços emocionais com o familiar gosto da Coca- Cola rendeu milhares de críticas por meio de telefonemas e cartas que indicavam o terrível erro de marketing. Conscientes de tal deslize, os empresários devolveram aos consumidores o clássico sabor da Coca-Cola. Presente em todo o mundo, a marca nº1 na categoria procura sempre estabelecer laços mais fortes com seus diferentes públicos. Prova da constante preocupação em tentar agradar o maior número de consumidores foram lançamentos especiais como a mudança da embalagem característica para um tom azulado, devido a baixa demanda dos consumidores do bloco Caprichoso (grupo que duela com o bloco Garantido no Festival de Parintins, e tem por representação a cor azul enquanto o concorrente é caracteristicamente vermelho). A divulgação da cultura norte-americana defendida pela marca sempre foi bastante notória. Sobretudo, na figura do Papai Noel que recebeu em suas vestes as cores da embalagem. A vestimenta majoritariamente vermelha com as bordas brancas tornou o simpático Bom Velhinho conhecido em todos os lugares, além de difundir sempre a alegria de viver, tema do estilo Coca-Cola de viver. 11

12 Não apenas em épocas comemorativas, a grandiosa marca também está presente em eventos mundialmente aclamados como os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo. Os conceitos de diversidade e tolerância defendidos por ela são indicativos de maturidade e adequação às ideologia propagadas pelas competições. Tais fatores tratam-se de pequenas razões da Coca-Cola ser conhecida por 99% da população mundial. Já a Pepsi teve seu início se deus em 1893 quando o farmacêutico de New Bern (cidade pertencente ao estado da Carolina do Norte EUA) inventou um tônico que suavizava o mal estar estomacal causado pelo àcido péptico. O tônico logo conhecido por Brad's Drink logo foi transformado em bebida e logo começou a ser reconhecido no estado. Após o sucesso inicial, o refrigerante começou a ser divulgado em outros estados e mesmo gerando lucro aos empresários, foram inevitáveis as crises financeiras causadas por problemas gerenciais. As dificuldades foram freqüentes até Walter S. Mack assumir o comando da empresa em 1938 e aderir o marketing deforma definitiva. Superados os problemas e aproveitando momentos historicamente favoráveis a Pepsi fez valer a oportunidade de utilizar o fenômeno demográfico Baby Boom - onde o índice de natalidade foi um dos maiores na história para lançara campanha publicitária mais conhecida na época Geração Pepsi. O investimento em comunicação massiva rendeu bastantes comentários com o lançamento de testes de sabor apresentando a consumidores amostras do seu e do produto concorrente onde não eram evidenciadas as marcas. O blind test, como é conhecido tal método, rendeu resultados positivos para o ousado vice-líder da categoria, o refrigerante Pepsi foi eleito pelos pesquisados como o refrigerante que possuía o melhor sabor. O resultado positivo do teste gerou uma campanha fortemente agressiva que enaltecia sua marca como a mais saborosa do mercado. A marca foi considerada um verdadeiro camaleão se comparada a outras marcas de sucesso devido a sua constante mudança de logotipos. Fator a ser sensivelmente 1

13 UNICENTRO, Guarapuava /PR 8 a 10 de ou tubro de 2009 analisado, pois, ao mesmo tempo que seu público-alvo (jovens) sejam bastante tolerantes a mudanças em aspectos emocionais referentes a sua marca preferencial, vários pesquisadores sobre marca recomendam que seja estabelecido um padrão fixo para ser automaticamente ligado a marca. Desta vez, não se trata de mais uma alteração do logotipo. A Pepsi aposta em uma mudança no seu posicionamento de mercado. Tal investimento soma mais de um bilhão de dólares a serem distribuídos ao longo de três anos de intensas transformações que começaram a ser efetivadas em 2008 e prometem agregar mais valor à marca. Fatores que levam a Coca-Cola ser a mais consumida e Pepsi, há anos, ocupar a segunda posição. A diferenciação entre uma marca líder e uma vice envolvem vários fatores de ordem mercadológica, psicológica e posicionamento. Tais critérios serão exemplificados no quadro abaixo: Marcas Conceitos Coca-Cola Pepsi Contínuo. Possui o mesmo logotipo Não-contínuo. O logotipo foi diversas Símbolo nominal desde seu lançamento, vezes modificado para símbolos distintos. Personalidade Generalista e alegre Jovem e agressiva Atuante. Lançou mitos como Papai Noel Não atuante. Ainda não lançou um mito e a idéia que um Natal alegre acontece fortemente estabelecido. Mitologia da marca quando todos estão felizes e bebem Coca-Cola. Valor da marca US$ bilhões US$ bilhões Classificação no mercado Nº 1 no ranking das mais valiosas do Segunda maior e mais reconhecida mundo* marca de refrigerantes do planeta* Classificação segundo pesquisa da Ocupa a posição 83 entre as 500 marcas Ocupa a posição 59 entre as 500 marcas revista Fortune 500 norte-americanas mais importantes norte-americanas mais importantes Propagandas memoráveis Sempre Coca-Cola Geração Pepsi Publicidade É um dos maiores investidores globais. Vigésimo maior anunciante do mundo. Distribuição Os produtos da Coca-Cola são Distribuída principalmente em encontrados em todo o mundo. supermercados de vários países. Valores agregados Alegria de viver e o sabor mais Ousadia, atitude e refrescância. refrescante do planeta. 1

14 UNICENTRO, Guarapuava /PR 8 a 10 de ou tubro de 2009 Países onde é líder do mercado A maioria dos países onde é conhecida. Arábia Saudita e províncias do Canadá. Ícones Sua característica cor azul e rótulo com Suas características cores: vermelho e símbolos e cores vibrantes. branco. Fonte:< http: Acesso em: 10 mar Ao comparar as duas marcas podem-se notar diferenças gerenciais e de posicionamento. Enquanto a Coca-Cola se sobressai na maioria dos fatores que a caracterizam como a marca nº 1 no ramo de refrigerantes à base de cola, a Pepsi assume posicionamento ora ousado ora conservador. Ousado quando assume uma filosofia de ataque, sobretudo, em suas campanhas publicitárias; conservadora por não diversificar nichos para distribuição de seus produtos e não buscam estreitar relações com outros públicos. O valor da marca é, portanto, o verdadeiro investimento reconhecido, pois, ele é resultado da fidelidade do consumidor, o qual não consome apenas o produto (entendase neste casa como o refrigerante), mas também de outros produtos pertencentes a mesma marca. Nota-se também na análise das marcas que a líder Coca-Cola exerce uma posição inferior à Pepsi no ranking estabelecido por pesquisas da Revista Fortune como uma das empresas que mais faturam no mercado americano. O advento se deve ao investimento maciço que a vice-líder exerce no mercado local. CONSIDERAÇÕES FINAIS Milhares de marcas diariamente surgem e desaparecem no gigante mercado consumidor, muitas sequer conseguiram se destacar em sua categoria. E o motivo de tal lapso pode ter muitas dentre eles a falta de divulgação ou má divulgação da mitologia da marca. É importante lembrar que cada marca tem uma história particular, apesar de como todas ser uma entidade física e perceptual. Por isso, a utilização de um forte conceito de mito vinculado ao conhecimento por parte de seus consumidores é fator determinante para a sobrevivência da marca no mercado. 1

15 Ao longo da pesquisa, foram tratados temas inerentes a formulação de uma grande marca, mas também foram mencionadas propostas para aumentar a visibilidade de marcas que se encontram em várias fases de desenvolvimento. Os apontamentos sobre as características de marcas poderosas são de grande valia às empresas, as quais objetivem atingir maturidade e fidelização de seus clientes. E, para ilustrar a pesquisas sobre a atuação de setores do marketing e da publicidade foi proposta uma análise dos motivos que tornam marcas como a Pepsi, a segunda colocada no setor de refrigerantes à base de cola enquanto despontam a Coca-Cola como líder absoluta da categoria. A soma de investimentos devidamente planejados com constantes preocupações na qualidade da produção, distribuição e pesquisas de mercado para identificar o grau de satisfação dos clientes são atenções comuns às empresas conhecidas mundialmente e também, a todas as quais desejem estar no cume da pirâmide de marcas preferidas pelo seu público-alvo. REFERÊNCIAS BICALHO, Vinícius Corrêa & BERG, Márcia Barreto.A representação semiótica dos arquétipos como discurso publicitário representa os sujeitos consumidores a partir da projeção identitária. Disponível em: acesso em: 19 mar BIEL, A.L. Explorando a magia da marca. In: A publicidade na construção de grandes marcas. São Paulo: Nobel, JONES. John Philip. A publicidade na construção de grandes marcas. tradução: Elizabeth Chammas São Paulo: Nobel, LANNON, Judie. As marcas e seus símbolos. In: A publicidade na construção de grandes marcas. São Paulo: Nobel, LLOYD, C.V. O retrato de uma marca: A sopa Campbell. In: A publicidade na construção de grandes marcas. São Paulo: Nobel,

16 PINHO, J.B. O poder das marcas. São Paulo: Summus, PRESSLER, Gunter Karl. Benjamin, Brasil: percepções de Walter Benjamin de 1960 a 2005: um estudo sobre a formação da intelectualidade brasileira. Annablume, RANDAZZO, Sal. A criação de mitos na publicidade: como os publicitários usam o poder do mito e do simbolismo para criar marcas de sucesso. Rio de Janeiro, RIES, Al & TROU, Jack. Posicionamento: a batalha pela sua mente. São Paulo: Pioneira Tomson Learning, TAVARES,Fred. Mitologização midiática: os mitos emergentes da televisão: Rio de Janeiro.Comun, v.5 - nº 14 - p. 33 a 52 - jan/jul, WHITE, Roderich. Marcas e publicidade. In: A publicidade na construção de grandes marcas. São Paulo: Nobel,

Emoção CONSTRUÇÃO DE MARCAS

Emoção CONSTRUÇÃO DE MARCAS Emoção Grande parte das nossas decisões de compra são feitas por impulso, de forma irracional, instintiva. Se temos dinheiro, compramos as marcas com as quais nos relacionamos emocionalmente. Cada marca

Leia mais

Um dos objetivos deste tema é orientar as ações sistemáticas na busca satisfazer o consumidor estimulando a demanda e viabilizando o lucro.

Um dos objetivos deste tema é orientar as ações sistemáticas na busca satisfazer o consumidor estimulando a demanda e viabilizando o lucro. PLANO DE MARKETING Andréa Monticelli Um dos objetivos deste tema é orientar as ações sistemáticas na busca satisfazer o consumidor estimulando a demanda e viabilizando o lucro. 1. CONCEITO Marketing é

Leia mais

APARECIDA LIBERATO E BETO JUNQUEYRA &CIA. CRIE A SUA! A verdadeira energia de marcas e nomes vencedores

APARECIDA LIBERATO E BETO JUNQUEYRA &CIA. CRIE A SUA! A verdadeira energia de marcas e nomes vencedores APARECIDA LIBERATO E BETO JUNQUEYRA CRIE A SUA! &CIA. A verdadeira energia de marcas e nomes vencedores Rio de Janeiro 2014 A maior energia de um Nome e de uma grande Marca! F im do século XIX. Em Atlanta,

Leia mais

O USO DA METÁFORA NOS SLOGANS

O USO DA METÁFORA NOS SLOGANS O USO DA METÁFORA NOS SLOGANS CARNEIRO, Carla Maria Bessa e STANCATO, Francine Teles 1 RESUMO: Este estudo tem como objetivo mostrar a eficácia da metáfora nos slogans para a construção de um anúncio.

Leia mais

A importância de personalizar a sua loja virtual

A importância de personalizar a sua loja virtual A importância de personalizar a sua loja virtual Ter uma loja virtual de sucesso é o sonho de muitos empresários que avançam por esse nicho econômico. Porém, como as lojas virtuais são mais baratas e mais

Leia mais

IADE-Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing. Licenciatura em Design. História da Arte e da Técnica. Pepsi Vs Coca-Cola

IADE-Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing. Licenciatura em Design. História da Arte e da Técnica. Pepsi Vs Coca-Cola IADE-Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing Licenciatura em Design História da Arte e da Técnica Pepsi Vs Coca-Cola tanacara-comunicacao.blogspot.com Luis Filipe Gomes Tavares 1º E1 20090465 2011/2012

Leia mais

Plano de marketing da Coca-Cola light em Portugal

Plano de marketing da Coca-Cola light em Portugal Plano de marketing da Coca-Cola light em Portugal Docente: Fernando Gaspar Discente: Rita Spencer nº 070119028 Marketing e Publicidade 1º ano Índice: Caracterização da Empresa. História da Coca-cola light

Leia mais

Percepções acerca da autoestima na propaganda da Coca-Cola¹

Percepções acerca da autoestima na propaganda da Coca-Cola¹ Percepções acerca da autoestima na propaganda da Coca-Cola¹ Resumo Jasmine HORST² Nincía Cecília Ribas Borges TEIXEIRA³ Universidade Estadual do Centro Oeste - Unicentro Atualmente, a publicidade é um

Leia mais

com níveis ótimos de Brand Equity, os interesses organizacionais são compatíveis com as expectativas dos consumidores.

com níveis ótimos de Brand Equity, os interesses organizacionais são compatíveis com as expectativas dos consumidores. Brand Equity O conceito de Brand Equity surgiu na década de 1980. Este conceito contribuiu muito para o aumento da importância da marca na estratégia de marketing das empresas, embora devemos ressaltar

Leia mais

O PODER DA MARCA RESUMO

O PODER DA MARCA RESUMO O PODER DA MARCA Ana Claudia dos Santos - email: ana.nichimura@hotmail.com Ana Elisa Guimarães - email: biigaaa@hotmail.com RESUMO A cada dia uma nova marca surge no mercado, e o consumidor que está atento

Leia mais

A Responsabilidade Ética na Propaganda & Marketing. Com DANILO CUNHA

A Responsabilidade Ética na Propaganda & Marketing. Com DANILO CUNHA A Responsabilidade Ética na Propaganda & Marketing Com DANILO CUNHA Ética A Responsabilidade Ética na Propaganda & Marketing Conceito Estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana suscetível

Leia mais

CULTURA JOVEM E NARRATIVA PUBLICITÁRIA: UM ESTUDO SOBRE ANÚNCIOS DE CIGARRO DAS DÉCADAS DE 1960/1970

CULTURA JOVEM E NARRATIVA PUBLICITÁRIA: UM ESTUDO SOBRE ANÚNCIOS DE CIGARRO DAS DÉCADAS DE 1960/1970 Departamento de Comunicação Social CULTURA JOVEM E NARRATIVA PUBLICITÁRIA: UM ESTUDO SOBRE ANÚNCIOS DE CIGARRO DAS DÉCADAS DE 1960/1970 Aluno: Juliana Cintra Orientador: Everardo Rocha Introdução A publicidade

Leia mais

Refrigerante Globinho 1

Refrigerante Globinho 1 Refrigerante Globinho 1 Ezequias do NASCIMENTO 2 Carlos de SOUZA, Inara CARVALHO, Pedro DIAS, Rodrigo ALVES. 3 Carolina VENTURINI 4 Universidade Federal do Pará, Belém, PA RESUMO Com o objetivo de recolocar

Leia mais

ANÁLISE DOS PONTOS DE VISTA IDEOLÓGICOS COMO REFERÊNCIA NA FORMAÇÃO DO PÚBLICO LEITOR.

ANÁLISE DOS PONTOS DE VISTA IDEOLÓGICOS COMO REFERÊNCIA NA FORMAÇÃO DO PÚBLICO LEITOR. ANÁLISE DOS PONTOS DE VISTA IDEOLÓGICOS COMO REFERÊNCIA NA FORMAÇÃO DO PÚBLICO LEITOR. Autor: Wagner de Araújo Baldêz 1 - UFOP. Orientador: William Augusto Menezes 2 - UFOP. O objetivo desse artigo é relatar

Leia mais

Aula 1: Introdução Inovação e Design DESENVOLVIMENTO DE EMBALAGENS

Aula 1: Introdução Inovação e Design DESENVOLVIMENTO DE EMBALAGENS Aula 1: Introdução Inovação e Design DESENVOLVIMENTO DE EMBALAGENS No design, muito se discute as formas e idéias em prol da função. Por mais bela que seja uma peça, não estará completa se não cumprir

Leia mais

1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido

1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido 1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido No estudo da Comunicação, a publicidade deve figurar como um dos campos de maior interesse para pesquisadores e críticos das Ciências Sociais e Humanas.

Leia mais

A importância da identidade visual e do uso da marca na comunicação empresarial *

A importância da identidade visual e do uso da marca na comunicação empresarial * A importância da identidade visual e do uso da marca na comunicação empresarial * 1 Taís Moscarelli Corrêa Resumo: Este artigo busca relacionar questões sobre marca e identidade visual como fatores de

Leia mais

Musculação e Treinamento Personalizado: Marketing Pessoal & Fidelização de Clientes

Musculação e Treinamento Personalizado: Marketing Pessoal & Fidelização de Clientes Musculação e Treinamento Personalizado: Marketing Pessoal & Fidelização de Clientes Copyright 2011 Edvaldo de Farias Prof. Edvaldo de Farias, MSc. material disponível em www.edvaldodefarias.com Minha expectativa

Leia mais

Estratégias de Comunicação

Estratégias de Comunicação Prof. Edmundo W. Lobassi A propaganda é parte do marketing e uma das ferramentas da comunicação. Uma boa estratégia de marketing não garante que a campanha de propaganda será boa, mas é condição essencial

Leia mais

Gestão de. O que é Marketing? Steven Albuquerque. Steven Albuquerque DISCIPLINA. Conceituação de Marketing. Conceituação de Marketing 15/02/2016

Gestão de. O que é Marketing? Steven Albuquerque. Steven Albuquerque DISCIPLINA. Conceituação de Marketing. Conceituação de Marketing 15/02/2016 2 Gestão de Mestre em Administração Univ. Federal de Pernambuco - UFPE Master em International Business Universidad de Barcelona MBA em Estratégico Univ. Federal de Pernambuco - UFPE Administrador Univ.

Leia mais

1- O que é um Plano de Marketing?

1- O que é um Plano de Marketing? 1- O que é um Plano de Marketing? 2.1-1ª etapa: Planejamento Um Plano de Marketing é um documento que detalha as ações necessárias para atingir um ou mais objetivos de marketing, adaptando-se a mudanças

Leia mais

OBJETIVOS DE MARKETING

OBJETIVOS DE MARKETING CASE Banco do Brasil Todo Seu O Banco do Brasil é a mais antiga instituição bancária brasileira. Reconhecido como fundamental para o desenvolvimento econômico e social do país, é também o maior banco da

Leia mais

Módulo 1. Introdução à Disciplina

Módulo 1. Introdução à Disciplina Módulo 1. Introdução à Disciplina Você conhece o Marketing ele está à sua volta em todos os locais. Você vê os resultados do Marketing na grande quantidade de produtos disponíveis no shopping center, nos

Leia mais

UM SUPERMERCADO E UM DESAFIO

UM SUPERMERCADO E UM DESAFIO SAIR DO LUGAR-COMUM PÃO DE AÇÚCAR UM SUPERMERCADO E UM DESAFIO Só em São Paulo, a associação que reúne os supermercados tem mais de 50 empresas cadastradas. As lojas se espalham com um volume impressionante.

Leia mais

Resenha. Inovação: repensando as organizações (BAUTZER, Daise. São Paulo: Atlas, 2009.)

Resenha. Inovação: repensando as organizações (BAUTZER, Daise. São Paulo: Atlas, 2009.) Resenha Inovação: repensando as organizações (BAUTZER, Daise. São Paulo: Atlas, 2009.) Patrícia Morais da Silva 1 Superar as expectativas do mercado atendendo de forma satisfatória as demandas dos clientes

Leia mais

PESQUISA DE MARKETING

PESQUISA DE MARKETING PESQUISA DE MARKETING CONCEITOS É a busca de informação, a investigação do fenômeno que ocorre no processo de transferência de bens ao consumidor Trata da coleta de qualquer tipo de dados que possam ser

Leia mais

A REAÇÃO DO JOVEM MARINGAENSE FRENTE ÀS PROPAGANDAS QUE INCENTIVAM A PRÁTICA ESPORTIVA ATRAVÉS DA MÍDIA

A REAÇÃO DO JOVEM MARINGAENSE FRENTE ÀS PROPAGANDAS QUE INCENTIVAM A PRÁTICA ESPORTIVA ATRAVÉS DA MÍDIA 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 A REAÇÃO DO JOVEM MARINGAENSE FRENTE ÀS PROPAGANDAS QUE INCENTIVAM A PRÁTICA ESPORTIVA ATRAVÉS DA MÍDIA Ivania Skura 1, Julia Cristina Paixão 2, Joaquim

Leia mais

5. CONCLUSÃO. 5.1 Resumo dos Resultados

5. CONCLUSÃO. 5.1 Resumo dos Resultados 5. CONCLUSÃO 5.1 Resumo dos Resultados O presente trabalho se propôs a entender os significados atribuídos pelo público feminino de baixa renda no consumo dos produtos do mercado HPPC, especificamente

Leia mais

&DPSDQKDV 3ODQHMDPHQWR

&DPSDQKDV 3ODQHMDPHQWR &DPSDQKDV 3ODQHMDPHQWR Toda comunicação publicitária visa atender a alguma necessidade de marketing da empresa. Para isso, as empresas traçam estratégias de comunicação publicitária, normalmente traduzidas

Leia mais

Especial Online RESUMO DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO. Publicidade e Propaganda 2011-2 ISSN 1982-1816. www.unifoa.edu.br/cadernos/especiais.

Especial Online RESUMO DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO. Publicidade e Propaganda 2011-2 ISSN 1982-1816. www.unifoa.edu.br/cadernos/especiais. Especial Online ISSN 1982-1816 www.unifoa.edu.br/cadernos/especiais.html DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO Publicidade e Propaganda 2011-2 DOS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO CAMPANHA DE POSICIONAMENTO

Leia mais

A CONSTRUÇÃO DE UMA MARCA-LUGAR E O DESENVOLVIMENTO REGIONAL

A CONSTRUÇÃO DE UMA MARCA-LUGAR E O DESENVOLVIMENTO REGIONAL A CONSTRUÇÃO DE UMA MARCA-LUGAR E O DESENVOLVIMENTO REGIONAL Giovana Goretti Feijó de Almeida 1 Resumo: Este estudo visa um melhor entendimento a respeito do conceito de marcalugar (que também é chamado

Leia mais

AS DECISÕES REFERENTES AOS CANAIS DE MARKETING ESTÃO ENTRE AS MAIS CRÍTICAS COM QUE AS GERÊNCIAS PRECISAM LIDAR

AS DECISÕES REFERENTES AOS CANAIS DE MARKETING ESTÃO ENTRE AS MAIS CRÍTICAS COM QUE AS GERÊNCIAS PRECISAM LIDAR KOTLER, 2006 AS DECISÕES REFERENTES AOS CANAIS DE MARKETING ESTÃO ENTRE AS MAIS CRÍTICAS COM QUE AS GERÊNCIAS PRECISAM LIDAR. OS CANAIS AFETAM TODAS AS OUTRAS DECISÕES DE MARKETING Desenhando a estratégia

Leia mais

COMUNICAÇÃO DE MARKETING

COMUNICAÇÃO DE MARKETING COMUNICAÇÃO DE MARKETING COMUNICAÇÃO INTEGRADA DE MARKETING Meio através do qual a empresa informa, persuadi e lembra os consumidores sobre o seu produto, serviço e marcas que comercializa. Funções: Informação

Leia mais

Pesquisa Risqué Clássicos. Thamara Yanne Silva Santos Antônio Terra Centro Universitário de Belo Horizonte, Belo Horizonte, MG

Pesquisa Risqué Clássicos. Thamara Yanne Silva Santos Antônio Terra Centro Universitário de Belo Horizonte, Belo Horizonte, MG Pesquisa Risqué Clássicos Thamara Yanne Silva Santos Antônio Terra Centro Universitário de Belo Horizonte, Belo Horizonte, MG Grupos focais são comumente utilizados em pesquisas de marketing para determinar

Leia mais

A Licensee of The Coca-Cola Company

A Licensee of The Coca-Cola Company A Licensee of The Coca-Cola Company Um século de publicidade de uma marca mítica Desde que começou a ser comercializada em 1886, a Coca-Cola foi pioneira em todos os aspectos relacionados com o marketing

Leia mais

Unidade IV. Marketing. Profª. Daniela Menezes

Unidade IV. Marketing. Profª. Daniela Menezes Unidade IV Marketing Profª. Daniela Menezes Comunicação (Promoção) Mais do que ter uma ideia e desenvolver um produto com qualidade superior é preciso comunicar a seus clientes que o produto e/ ou serviço

Leia mais

1 Briefing de Criação

1 Briefing de Criação 1 Briefing de Criação Antecedentes do processo de criação Para se criar uma campanha ou mesmo uma única peça é imprescindível que antes seja feito um briefing para orientar o trabalho do planejamento,

Leia mais

COCA-COLA ZERO: ESTRATÉGIAS PARA SE MANTER EM UM MERCADO COMPETITIVO

COCA-COLA ZERO: ESTRATÉGIAS PARA SE MANTER EM UM MERCADO COMPETITIVO COCA-COLA ZERO: ESTRATÉGIAS PARA SE MANTER EM UM MERCADO COMPETITIVO KOLB, Daniel; ARAÚJO, Rafael de 1 Resumo: O objetivo deste artigo é proporcionar ao leitor uma visão pela ótica do marketing, de como

Leia mais

Política de Comunicação Integrada

Política de Comunicação Integrada Política de Comunicação Integrada agosto 2009 Política de Comunicação Integrada Política de Comunicação Integrada 5 1. Objetivos Promover a comunicação integrada entre as empresas Eletrobras e dessas

Leia mais

Política de Comunicação Integrada

Política de Comunicação Integrada Política de Comunicação Integrada agosto 2009 Política de Comunicação Integrada 4 1 Objetivos Promover a comunicação integrada entre as empresas Eletrobras e dessas com os seus públicos de relacionamento,

Leia mais

O Valor Ideológico na Propaganda de Cerveja 1

O Valor Ideológico na Propaganda de Cerveja 1 O Valor Ideológico na Propaganda de Cerveja 1 Nathália Sene GARIERI/ Licenciada em História Aline Rafaela Portílio LEMES Aline Aparecida SILVA Samuel Douglas Farias COSTA RESUMO A propaganda ocupa um largo

Leia mais

SUPERE A CRISE E FORTALEÇA SEU NEGÓCIO.

SUPERE A CRISE E FORTALEÇA SEU NEGÓCIO. Workshop para empreendedores e empresários do Paranoá DF. SUPERE A CRISE E FORTALEÇA SEU NEGÓCIO. Dias 06 e 13 de Dezembro Hotel Bela Vista Paranoá Das 08:00 às 18:00 horas Finanças: Aprenda a controlar

Leia mais

As 6 Práticas Essenciais de Marketing para Clínicas de Exames

As 6 Práticas Essenciais de Marketing para Clínicas de Exames As 6 Práticas Essenciais de Marketing para Clínicas de Exames Introdução Fique atento aos padrões do CFM ÍNDICE As 6 práticas essenciais de marketing para clínicas de exames Aposte em uma consultoria de

Leia mais

O PLANEJAMENTO DE COMUNICAÇÃO COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO

O PLANEJAMENTO DE COMUNICAÇÃO COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO O PLANEJAMENTO DE COMUNICAÇÃO COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO Josiane Corrêa 1 Resumo O mundo dos negócios apresenta-se intensamente competitivo e acirrado. Em diversos setores da economia, observa-se a forte

Leia mais

A COCA-COLA e os Princípios do Marketing: um casamento que deu certo 1

A COCA-COLA e os Princípios do Marketing: um casamento que deu certo 1 A COCA-COLA e os Princípios do Marketing: um casamento que deu certo 1 Suzienne Dayse Carvalho ARAÚJO 2 Universidade Estadual da Paraíba, Campina Grande PB RESUMO Esse artigo aborda, inicialmente, um breve

Leia mais

Metodologia de Comunicação Integrada de Marketing o caso Orium

Metodologia de Comunicação Integrada de Marketing o caso Orium Metodologia de Comunicação Integrada de Marketing o caso Orium Luciano Mattana (UNIFRA) lucianomattana@unifra.br Greice de Bem Noro (UNIFRA) greice@unifra.br Milena Marinho Mottini (UNIFRA) milleninhamm@hotmail.com

Leia mais

O grande salto das marcas: a valorização das principais grifes nacionais

O grande salto das marcas: a valorização das principais grifes nacionais O grande salto das marcas: a valorização das principais grifes nacionais JUNIOR, M.E.F.O 1 LIMA, M.S 2 FREDERICO, V.M 3 LACERDA, T.A 4 RAMOS, C.P. 5 SANTOS, F.A.A 6 RESUMO Esse artigo abordará a crescente

Leia mais

Lucas Corazzini. Análise Semiótica da Propaganda Eleitoral

Lucas Corazzini. Análise Semiótica da Propaganda Eleitoral Lucas Corazzini Análise Semiótica da Propaganda Eleitoral UNICAMP Campinas 2010 1 Resumo: O trabalho a seguir foca-se inicialmente na conceituação da propaganda eleitoral quanto sua construção de significados,

Leia mais

ESTILO E IDENTIDADE. Autores: TACIANA CORREIA PINTO VIEIRA DE ANDRADE E CARMEM LÚCIA DE OLIVEIRA MARINHO

ESTILO E IDENTIDADE. Autores: TACIANA CORREIA PINTO VIEIRA DE ANDRADE E CARMEM LÚCIA DE OLIVEIRA MARINHO ESTILO E IDENTIDADE Autores: TACIANA CORREIA PINTO VIEIRA DE ANDRADE E CARMEM LÚCIA DE OLIVEIRA MARINHO Introdução Por milhares de anos, foi possível concordar que a mais importante linguagem do homem

Leia mais

A comunicação com o cliente: como ele vê a sua empresa?

A comunicação com o cliente: como ele vê a sua empresa? A comunicação com o cliente: como ele vê a sua empresa? Karlan Muller Muniz Enconampe - Congresso Catarinense das Micro e Pequenas Empresas Blumenau, 02 de abril de 2011 Pequenas Empresas, Grandes Negócios

Leia mais

FUNDAMENTOS DE MARKETING

FUNDAMENTOS DE MARKETING FUNDAMENTOS DE MARKETING Há quatro ferramentas ou elementos primários no composto de marketing: produto, preço, (ponto de) distribuição e promoção. Esses elementos, chamados de 4Ps, devem ser combinados

Leia mais

Dia Mundial do Café 1. Felipy Procópio CHAVES 2 Enedina Luna MAGALHÃES 3 Alessandra Oliveira ARAÚJO 4 Universidade de Fortaleza, Fortaleza, CE.

Dia Mundial do Café 1. Felipy Procópio CHAVES 2 Enedina Luna MAGALHÃES 3 Alessandra Oliveira ARAÚJO 4 Universidade de Fortaleza, Fortaleza, CE. Dia Mundial do Café 1 Felipy Procópio CHAVES 2 Enedina Luna MAGALHÃES 3 Alessandra Oliveira ARAÚJO 4 Universidade de Fortaleza, Fortaleza, CE. RESUMO Este artigo tem como objetivo descrever o processo

Leia mais

EMENTÁRIO DO CURO DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA

EMENTÁRIO DO CURO DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA EMENTÁRIO DO CURO DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA LET 02630 LÍNGUA PORTUGUESA Noções gerais da língua portuguesa. Leitura e produção de diferentes tipos de textos, em especial os relativos à comunicação de

Leia mais

QUADRO CURSO DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA QUADRO ANTERIOR A 2001 ATÉ O CURRICULO VIGENTE NO PRÓPRIO CURSO - 3 primeiros períodos

QUADRO CURSO DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA QUADRO ANTERIOR A 2001 ATÉ O CURRICULO VIGENTE NO PRÓPRIO CURSO - 3 primeiros períodos QUADRO CURSO D PUBLICIDAD PROPAGANDA QUADRO ANTRIOR A 2001 ATÉ O CURRICULO VIGNT NO PRÓPRIO CURSO - 3 primeiros períodos DISCIPLINA A DISCIPLINA B CÓDIGO DISCIPLINA - 2008 C/H CUR -SO DISCIPLINA C/H CÓDIGO

Leia mais

PROPOSIÇÃO DE ESTUDO DE CASO PARA RESOLUÇÃO

PROPOSIÇÃO DE ESTUDO DE CASO PARA RESOLUÇÃO 1 PROPOSIÇÃO DE ESTUDO DE CASO PARA RESOLUÇÃO RESOLUÇÃO DE ESTUDO DE CASO Nº: 06/12 Título: Pesquisa de Mercado e Sistemas de Informação de Marketing: estudo de caso Coca-Cola Período: 1º ao 8º Quantidade

Leia mais

O MARKETING DIRETO COMO CONQUISTA DE CLIENTES

O MARKETING DIRETO COMO CONQUISTA DE CLIENTES O MARKETING DIRETO COMO CONQUISTA DE CLIENTES Rosanne Farineli Peixoto Gomes, Ivonete A. Canuto Dias, Valdete Neri Andrade, Luiz Sérgio Almeida dos Santos e Wagner Conceição INTRODUÇÃO O mercado atual

Leia mais

VIVA O LADO COCA-COLA DA MODA: uma linguagem universal de valor agregado e mudança.

VIVA O LADO COCA-COLA DA MODA: uma linguagem universal de valor agregado e mudança. VIVA O LADO COCA-COLA DA MODA: uma linguagem universal de valor agregado e mudança. Autores: PEDRO PAULO PROCÓPIO e MARÍLIA SÁ O objetivo deste trabalho é discutir como as marcas são capazes de agregar

Leia mais

UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO DE LETRAS DIEGO LOPES MACEDO ELIANA ANTUNES DOS SANTOS GILMARA PEREIRA DE ALMEIDA RIBEIRO

UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO DE LETRAS DIEGO LOPES MACEDO ELIANA ANTUNES DOS SANTOS GILMARA PEREIRA DE ALMEIDA RIBEIRO UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO DE LETRAS DIEGO LOPES MACEDO ELIANA ANTUNES DOS SANTOS GILMARA PEREIRA DE ALMEIDA RIBEIRO ANÁLISE DO DISCURSO DA PROPAGANDA MARLBORO SOROCABA 2014 1 Introdução O presente trabalho

Leia mais

Heróis sempre vencem desafios: campanha publicitária para divulgação do Concurso Vestibular 2013 1

Heróis sempre vencem desafios: campanha publicitária para divulgação do Concurso Vestibular 2013 1 Heróis sempre vencem desafios: campanha publicitária para divulgação do Concurso Vestibular 2013 1 Juliana Pereira DULTRA 2 Cintia MOLETA 3 Larissa Kiefer de SEQUEIRA 4 Roberto Corrêa SCIENZA 5 Fernanda

Leia mais

Estratégias em Propaganda e Comunicação

Estratégias em Propaganda e Comunicação Ferramentas Gráficas I Estratégias em Propaganda e Comunicação Tenho meu Briefing. E agora? Planejamento de Campanha Publicitária O QUE VOCÊ DEVE SABER NO INÍCIO O profissional responsável pelo planejamento

Leia mais

EXTENSÕES DE LINHA E SUAS PLURALIDADES DE IDENTIDADES NA COMUNICAÇÃO 1. Mariana Ayres Tavares 2 Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ.

EXTENSÕES DE LINHA E SUAS PLURALIDADES DE IDENTIDADES NA COMUNICAÇÃO 1. Mariana Ayres Tavares 2 Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ. EXTENSÕES DE LINHA E SUAS PLURALIDADES DE IDENTIDADES NA COMUNICAÇÃO 1 Mariana Ayres Tavares 2 Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ. RESUMO Este trabalho se propõe a analisar de que forma as marcas

Leia mais

ESTUDO DE CASO NEXTEL RESUMO INTRODUÇÃO O PROJETO NEXTEL

ESTUDO DE CASO NEXTEL RESUMO INTRODUÇÃO O PROJETO NEXTEL ESTUDO DE CASO NEXTEL RESUMO A necessidade de reflexão para propostas de geração de valor, através da presença digital da marca Nextel, deu início ao processo apresentado neste caso, desenvolvido entre

Leia mais

1. Liderança: é melhor ser o primeiro do que ser o melhor. Nós sempre lembramos do primeiro que fez alguma coisa.

1. Liderança: é melhor ser o primeiro do que ser o melhor. Nós sempre lembramos do primeiro que fez alguma coisa. Autor: Al Ries 1. Liderança: é melhor ser o primeiro do que ser o melhor. Nós sempre lembramos do primeiro que fez alguma coisa. - Se uma marca for líder em qualquer categoria, sempre será líder na mente

Leia mais

PROTEGER MARCAS NA ECONOMIA GLOBAL

PROTEGER MARCAS NA ECONOMIA GLOBAL PROTEGER MARCAS NA ECONOMIA GLOBAL SEMINÁRIO - SIAC 23174 (PI) ÉVORA 30-04-2014 PORTUGAL ANGOLA CABO CABO VERDE VERDE MACAU MOÇAMBIQUE SÃO SÃO TOMÉE PRÍNCIPE TIMOR PROTEGER MARCAS NA ECONOMIA GLOBAL Economia

Leia mais

Campanha promocional Doutores da Alegria - Voluntáriado 1

Campanha promocional Doutores da Alegria - Voluntáriado 1 Campanha promocional Doutores da Alegria - Voluntáriado 1 Alexandre COELHO 2 Catarina CARVALHO 3 Danielle RIBEIRO 4 Leoni ROCHA 5 Paloma HADDAD 6 Professor/Orientador: Daniel CAMPOS 7 Universidade Fumec,

Leia mais

MATEMÁTICA NAS SÉRIES INICIAIS

MATEMÁTICA NAS SÉRIES INICIAIS MATEMÁTICA NAS SÉRIES INICIAIS Jair Bevenute Gardas Isabel Corrêa da Mota Silva RESUMO A presente pesquisa tem o objetivo de possibilitar ao leitor um conhecimento específico sobre a história da Ciência

Leia mais

É Natural Educar Assim 1

É Natural Educar Assim 1 É Natural Educar Assim 1 Luana da Silva de ANDRADE 2 Larissa Santos de ASSIS 3 Luana Cristina KNOD 4 Rafaela Ritz dos SANTOS 5 Simone Cristina KAUFMANN 6 Tamires Lopes SILVA 7 YhevelinSerrano GUERIN 8

Leia mais

FTAD FORMAÇÃO TÉCNICA EM ADMINISTRAÇÃO MÓDULO DE MARKETING. Professor: Arlindo Neto

FTAD FORMAÇÃO TÉCNICA EM ADMINISTRAÇÃO MÓDULO DE MARKETING. Professor: Arlindo Neto FTAD FORMAÇÃO TÉCNICA EM ADMINISTRAÇÃO MÓDULO DE MARKETING Professor: Arlindo Neto Competências a serem trabalhadas GESTÃO DE MARKETING PUBLICIDADE E PROPAGANDA GESTÃO COMERCIAL FTAD FORMAÇÃO TÉCNICA EM

Leia mais

Unidade IV. Gerenciamento de Produtos, Serviços e Marcas. Prof a. Daniela Menezes

Unidade IV. Gerenciamento de Produtos, Serviços e Marcas. Prof a. Daniela Menezes Unidade IV Gerenciamento de Produtos, Serviços e Marcas Prof a. Daniela Menezes Tipos de Mercado Os mercados podem ser divididos em mercado de consumo e mercado organizacional. Mercado de consumo: o consumidor

Leia mais

SOMOS UMA AGÊNCIA JOVEM, ÁGIL E CRIATIVA QUE TEM UM PROPÓSITO BEM CLARO: TER BOAS IDEIAS PARA GERAR BONS RESULTADOS.

SOMOS UMA AGÊNCIA JOVEM, ÁGIL E CRIATIVA QUE TEM UM PROPÓSITO BEM CLARO: TER BOAS IDEIAS PARA GERAR BONS RESULTADOS. 2 plenapropaganda portfólio quem somos 3 SOMOS UMA AGÊNCIA JOVEM, ÁGIL E CRIATIVA QUE TEM UM PROPÓSITO BEM CLARO: TER BOAS IDEIAS PARA GERAR BONS RESULTADOS. A Plena é uma agência que atua sempre focada

Leia mais

Comunicação Empresarial MANUAL DO CURSO

Comunicação Empresarial MANUAL DO CURSO Comunicação Empresarial MANUAL DO CURSO ESPM Rua Joaquim Távora, 1240 Vila Mariana São Paulo - SP Informações Central de Relacionamento: (11) 5081-8200 (opção 1) Segunda a sexta 9h às 20h45 Sábado 9h às

Leia mais

COMO A PROPAGANDA FUNCIONA?

COMO A PROPAGANDA FUNCIONA? COMO A PROPAGANDA FUNCIONA? Definição: a manipulação planejada da comunicação visando, pela persuasão, promover comportamentos em benefício do anunciante que a utiliza. Funções: cabe a propaganda informar

Leia mais

1ª Lei do Marketing: LIDERANÇA. As Nove Leis Vencedoras do Marketing

1ª Lei do Marketing: LIDERANÇA. As Nove Leis Vencedoras do Marketing As Nove Leis Vencedoras do Marketing 1ª Lei do Marketing: LIDERANÇA A Desafio 21 publicou as Leis Vencedoras do Marketing, resumidas pelo guru norte americano do marketing contemporâneo Al Ries no seu

Leia mais

Guaraná Jesus 1. Gustavo Henrique SAMPAIO 2 Jorge André Ferreira de MENEZES 3 Polyanna AMORIM 4 Universidade Federal do Maranhão, São Luís, MA

Guaraná Jesus 1. Gustavo Henrique SAMPAIO 2 Jorge André Ferreira de MENEZES 3 Polyanna AMORIM 4 Universidade Federal do Maranhão, São Luís, MA Guaraná Jesus 1 Gustavo Henrique SAMPAIO 2 Jorge André Ferreira de MENEZES 3 Polyanna AMORIM 4 Universidade Federal do Maranhão, São Luís, MA RESUMO Este projeto trata da experiência de criar, a partir

Leia mais

Unidade de Projetos. Grupo Temático de Comunicação e Imagem. Termo de Referência para desenvolvimento da gestão de Marcas Setoriais.

Unidade de Projetos. Grupo Temático de Comunicação e Imagem. Termo de Referência para desenvolvimento da gestão de Marcas Setoriais. Unidade de Projetos de Termo de Referência para desenvolvimento da gestão de Marcas Setoriais Branding Agosto de 2009 Elaborado em: 3/8/2009 Elaborado por: Apex-Brasil Versão: 09 Pág: 1 / 8 LÍDER DO GRUPO

Leia mais

Indústria do Esporte. Futebol, a maior paixão dos brasileiros Potencial mercadológico atual

Indústria do Esporte. Futebol, a maior paixão dos brasileiros Potencial mercadológico atual Indústria do Esporte Futebol, a maior paixão dos brasileiros Potencial mercadológico atual Abril 2011 Futebol, a maior paixão dos brasileiros Potencial mercadológico atual A BDO RCS, por meio de sua área

Leia mais

ANÚNCIO PROPOSTA DE LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS. Ronaldo Martins (http://www.ronaldomartins.pro.br)

ANÚNCIO PROPOSTA DE LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS. Ronaldo Martins (http://www.ronaldomartins.pro.br) ANÚNCIO Você está cotidianamente exposto a vários tipos de texto em que predomina a função apelativa da linguagem, caracterizada pelo desejo de co(n)ação, ou seja, de persuasão e de convencimento do interlocutor,

Leia mais

Capítulo 19 - RESUMO

Capítulo 19 - RESUMO Capítulo 19 - RESUMO Considerado como sendo um dos principais teóricos da área de marketing, Philip Kotler vem abordando assuntos referentes a esse fenômeno americano chamado marketing social, desde a

Leia mais

REVISITANDO UMA MARCA DE MODA: um estudo de caso. BRAGA, Andréa Praciano 1 VIEIRA, Rafaela Frota 2

REVISITANDO UMA MARCA DE MODA: um estudo de caso. BRAGA, Andréa Praciano 1 VIEIRA, Rafaela Frota 2 REVISITANDO UMA MARCA DE MODA: um estudo de caso. BRAGA, Andréa Praciano 1 VIEIRA, Rafaela Frota 2 RESUMO O objetivo deste trabalho envolve o estudo de uma marca de surfwear na cidade de Fortaleza. A pesquisa

Leia mais

COMO O ADMINISTRADOR DE EMPRESAS FAMILIARES PODE CONSEGUIR A FIDELIZAÇÃO DE SEUS CLIENTES

COMO O ADMINISTRADOR DE EMPRESAS FAMILIARES PODE CONSEGUIR A FIDELIZAÇÃO DE SEUS CLIENTES COMO O ADMINISTRADOR DE EMPRESAS FAMILIARES PODE CONSEGUIR A FIDELIZAÇÃO DE SEUS CLIENTES Adm. Sandra Regina da Luz Inácio, PhD E o que é NeuroEconomia? O objetivo é atingir nosso Cérebro, a maioria das

Leia mais

O consumo e a produção enquanto esquemas simbólicos

O consumo e a produção enquanto esquemas simbólicos O consumo e a produção enquanto esquemas simbólicos Entender o comportamento do consumidor não é tarefa fácil Consumidor: motivações internas (psiqué/personalidade) e externas (pressões sociais: família,

Leia mais

A importância do branding

A importância do branding A importância do branding Reflexões para o gerenciamento de marcas em instituições de ensino Profª Ligia Rizzo Branding? Branding não é marca Não é propaganda Mas é sentimento E quantos sentimentos carregamos

Leia mais

Robson Henriques Temas de Palestras e Workshops. grupoempreenda.com.br/robson-henriques

Robson Henriques Temas de Palestras e Workshops. grupoempreenda.com.br/robson-henriques Temas de Palestras e Workshops grupoempreenda.com.br/robson-henriques Alguns Temas O novo Relógio Biológico do Consumidor O que você Vende não é o que o consumidor Compra Descobrindo Novos Canais de Vendas

Leia mais

COMO VENDER. A IMAGEM DA SUA ESCOLA Dicas que garantem a visibilidade da sua instituição

COMO VENDER. A IMAGEM DA SUA ESCOLA Dicas que garantem a visibilidade da sua instituição BP COMO VENDER A IMAGEM DA SUA ESCOLA Dicas que garantem a visibilidade da sua instituição PRODUTOS EDUCACIONAIS MULTIVERSO Avenida Batel, 1750 Batel CEP 80420-090 Curitiba/PR Fone: (41) 4062-5554 Editor:

Leia mais

Como Não Perder Dinheiro Com Banners e Arrasar Com a Sua Concorrência

Como Não Perder Dinheiro Com Banners e Arrasar Com a Sua Concorrência Como Não Perder Dinheiro Com Banners e Arrasar Com a Sua Concorrência Entregue a Você elaborado Por http://virtualmarketingpro.com/shop Como Não Perder Dinheiro Com Banners e Arrasar Com a Sua Concorrência

Leia mais

O fato é que todas as marcas existentes nos mercados se degladiam com os mesmos objetivos:

O fato é que todas as marcas existentes nos mercados se degladiam com os mesmos objetivos: 96 4. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DE MARCAS E PATENTES 4.1. A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DE MARCAS Muitas marcas, institucionais ou não, são pensadas, desenvolvidas e projetadas para fazerem

Leia mais

CONSIDERAÇÕES FINAIS

CONSIDERAÇÕES FINAIS CONSIDERAÇÕES FINAIS As considerações finais da pesquisa, bem como suas contribuições e sugestões para trabalhos futuros são aqui apresentadas, ressaltando algumas reflexões acerca do tema estudado, sem,

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA PROPAGANDA NOS NEGÓCIOS ATUAIS TEORIA DA ADMINISTRAÇÃO 1 ECONOMIA PSICOLOGIA

A IMPORTÂNCIA DA PROPAGANDA NOS NEGÓCIOS ATUAIS TEORIA DA ADMINISTRAÇÃO 1 ECONOMIA PSICOLOGIA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS Programa de Graduação em Administração A IMPORTÂNCIA DA PROPAGANDA NOS NEGÓCIOS ATUAIS TEORIA DA ADMINISTRAÇÃO 1 ECONOMIA PSICOLOGIA ANA CAROLINA LEÃO EDUARDO

Leia mais

Planejamento de Campanha Publicitária

Planejamento de Campanha Publicitária Planejamento de Campanha Publicitária Prof. André Wander UCAM O briefing chegou. E agora? O profissional responsável pelo planejamento de campanha em uma agência de propaganda recebe o briefing, analisa

Leia mais

Ponto de Venda para Vender FERRAMENTAS DE MARKETING - DIREITOS RESERVADOS

Ponto de Venda para Vender FERRAMENTAS DE MARKETING - DIREITOS RESERVADOS Ponto de Venda para Vender FERRAMENTAS DE MARKETING - DIREITOS RESERVADOS Como marca, fachada e merchandising podem se ajudar O DESAFIO Competindo com Competência Todos sabem que a competitividade do mercado

Leia mais

Interagindo com a Webcore 1

Interagindo com a Webcore 1 Interagindo com a Webcore 1 Fernando de França LOPES 1 André Gaspar dos SANTOS 2 Carolina Olivieri da Silva FABOSSI 3 Daniel de Souza CORREA 4 Laís Akemi YOKOHAMA 5 Paula Renata Camargo de JESUS 6 Universidade

Leia mais

Aspectos Visuais e de Representação de um Slogan 1. Luciana da Silva Souza REINO 2 Universidade Federal do Maranhão, Imperatriz, MA

Aspectos Visuais e de Representação de um Slogan 1. Luciana da Silva Souza REINO 2 Universidade Federal do Maranhão, Imperatriz, MA RESUMO Aspectos Visuais e de Representação de um Slogan 1 Luciana da Silva Souza REINO 2 Universidade Federal do Maranhão, Imperatriz, MA O objetivo deste trabalho foi fazer uma análise dos aspectos visuais

Leia mais

Objetivos da comunicação

Objetivos da comunicação Prof. Edmundo W. Lobassi Use palavras simples, que todos compreendam, assim todos irão entendê-lo. (Prof. Edmundo W. Lobassi) 1 Estude algumas pesquisas e ouça pessoas experts, pois nada é mais importante

Leia mais

MEMÓRIA SOCIAL - UM REGISTRO DE COSTUMES DA SOCIEDADE DE JOÃO PESSOA NO SÉCULO XX

MEMÓRIA SOCIAL - UM REGISTRO DE COSTUMES DA SOCIEDADE DE JOÃO PESSOA NO SÉCULO XX MEMÓRIA SOCIAL - UM REGISTRO DE COSTUMES DA SOCIEDADE DE JOÃO PESSOA NO SÉCULO XX MOURA FILHA 1, Maria Berthilde CAVALCANTI FILHO 2, Ivan QUEIROZ 3, Louise Costa GONDIM 4, Polyanna Galvão RESUMO Nos últimos

Leia mais

TÍTULO: O CRM NA FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES EM UMA EMPRESA DE MATERIAL PARA CONSTRUÇÃO

TÍTULO: O CRM NA FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES EM UMA EMPRESA DE MATERIAL PARA CONSTRUÇÃO TÍTULO: O CRM NA FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES EM UMA EMPRESA DE MATERIAL PARA CONSTRUÇÃO CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS SUBÁREA: ADMINISTRAÇÃO INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE AURIFLAMA AUTOR(ES):

Leia mais

Anuncie na Play! PROPOSTA COMERCIAL. Prezados,

Anuncie na Play! PROPOSTA COMERCIAL. Prezados, PROPOSTA COMERCIAL Prezados, Apresentamos a V.Sas. proposta de prestação de serviços de veiculação de anúncios publicitários na rádio Play FM, sintonizada na frequência 107,5 do dial FM dos rádios e acessada

Leia mais

Como fazer marketing de relacionamento

Como fazer marketing de relacionamento Como fazer marketing de relacionamento O SEBRAE E O QUE ELE PODE FAZER PELO SEU NEGÓCIO Competitividade Perenidade Sobrevivência Evolução Orienta na implantação e no desenvolvimento de seu negócio de forma

Leia mais