UNIVERSIDADE DO CONTESTADO UNC PROGRAMA DE MESTRADO EM DESENVOLVIMENTO REGIONAL LAURY ANGELO FURLAN FAGUNDES

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1 UNIVERSIDADE DO CONTESTADO UNC PROGRAMA DE MESTRADO EM DESENVOLVIMENTO REGIONAL LAURY ANGELO FURLAN FAGUNDES DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO: O CONTEXTO DA OCUPAÇÃO DA TERRA NOS ASSENTAMENTOS RURAIS DO MUNICÍPIO DE MATOS COSTA-SC CANOINHAS 2013

2 LAURY ANGELO FURLAN FAGUNDES DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO: O CONTEXTO DA OCUPAÇÃO DA TERRA NOS ASSENTAMENTOS RURAIS DO MUNICÍPIO DE MATOS COSTA-SC Dissertação apresentada como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em Desenvolvimento Regional Universidade do Contestado UnC, sob orientação do Professor. Dr. Reinaldo Knorek. CANOINHAS 2013

3 DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO: O CONTEXTO DA OCUPAÇÃO DA TERRA NOS ASSENTAMENTOS RURAIS DO MUNICÍPIO DE MATOS COSTA-SC LAURY ANGELO FURLAN FAGUNDES Esta Dissertação foi submetida ao processo de avaliação pela Banca Examinadora como requisito parcial para a obtenção do Título de: Mestre em Desenvolvimento Regional. E aprovado na sua versão final em 20/11/2013 de, atendendo às normas da legislação vigente da Universidade do Contestado UnC e Coordenação do Curso do Programa de Desenvolvimento Regional. Coordenadora do Curso Maria Luiza Milani BANCA EXAMINADORA: Presidente da banca: Prof. Dr. Reinaldo Knorek Membro externo: Prof. Dr. José Fagundes - FAFI Membro: Prof.ª Dr.ª Maria Luiza Milani Suplente: Prof. Dr. Jairo Marchesan

4 DEDICATÓRIA A minha esposa Dalila, pela paciência e compreensão nos momentos de ausência que me foram necessários. As minhas filhas Giulia e Paola, que eu tive a graça de tê-las no início e fim dos meus estudos. Aos meus pais Laury e Vera Maria, e ao meu irmão Flavio Alysson, pelo incentivo e apoio emocional e incondicional em todos os momentos.

5 AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus sem o qual não teria força e perseverança para concluir este trabalho. A minha família, aos amigos e colegas que suportaram minha ausência e repartiram comigo momentos de felicidade. Ao meu orientador Prof. Dr. Reinaldo Knorek, por seu exemplo profissional, pessoal, pelo suporte acadêmico, e estando sempre pronto a me atender, além da confiança depositada, a quem considero um grande amigo. A Prof.ª Dr.ª Maria Luiza Milani, que desde de minha inserção no Programa de Mestrado me recebeu calorosamente, me instigando e dando apoio o qual se tornou fundamental neste processo de construção do conhecimento. Aos Professores que compõem o quadro de docentes do Programa de Mestrado, todo o meu agradecimento e reconhecimento pelo exemplo profissional e a amizade construída nestes anos juntos. Aos secretários municipais, colaboradores e atores/entrevistados, participantes efetivos deste trabalho, que com sua contribuição, permitiram que este conhecimento científico se construísse. Aos colegas de turma de Mestrado pela amizade e companheirismo na execução conjunta das atividades acadêmicas, em especial aos amigos Sandro Marcelo Perotti e Ana Lúcia Bochnia, pessoas magníficas com quem dividi momentos bons e difíceis durante esta caminhada. A Universidade do Contestado por me permitir às experiências acumuladas e viabilizarem a realização desta dissertação.

6 EPÍGRAFE Sucesso é o resultado da prática constante de fundamentos e ações vencedoras. Não há nada de milagroso no processo, nem sorte envolvida. Amadores aspiram, profissionais trabalham. Bill Russel

7 RESUMO Em análise histórica da propriedade da terra no Brasil permite concluir que ela sempre privilegiou uma minoria de possuidores, em detrimento da maioria da população camponesa, ou ainda, em favor dos interesses do capital. Neste contexto, uma massa de sem terras compõe um grupo social às margens de um sistema que explora e tem no não provimento de meios para ascensão social uma das suas principais características. A estrutura agrária implantada no país constrói uma história de desigualdade e injustiça social, onde negros, índios e mestiços não são favorecidos, ficando, deste modo, relegados ao descaso e sem garantias em relação à posse da terra. Com a publicação da lei n 4.504, de 30 de novembro de 1964, popularmente conhecida como Estatuto da Terra, foi enfim regulado o direito do homem à propriedade da terra, a posse e uso desta, trazendo consigo medidas para a gradual extinção do minifúndio e do latifúndio, e abordando temas como a reforma agrária e a política de desenvolvimento rural. Mais tarde, em 05 de outubro de 1988, foi publicada a Constituição da República Federativa Brasil, onde abordou as matérias relacionadas à política agrícola e fundiária, e a reforma agrária. O presente estudo teve como objetivo geral analisar o contexto da ocupação da terra ocorrida nos assentamentos rurais localizados no município de Matos Costa-SC. Através desta pesquisa pode-se concluir que as políticas públicas são necessárias e relevantes para a reforma agrária e os assentamentos, trazendo segurança e perspectiva de vida melhor para quem deseja receber sua porção de terra e nela produzir. Os resultados demonstraram que uma maior atuação das políticas públicas agrárias traria um maior desenvolvimento econômico para o município de Matos Costa-SC. Palavras chave: reforma agrária, assentamento, desenvolvimento regional.

8 ABSTRACT A historical analysis of land ownership in Brazil leads to the conclusion that it has always favored a minority of owners, at the expense of the majority of the peasant population, or yet, favored the interests of capital. In this context, a great number of landless compose a social group on the margin of a system that exploits and that is not providing the means for social advancement of its main features. The agrarian structure established in the country builds a history of inequality and social injustice, where the black, the Indians and the mestizos are not favored, being thus relegated to neglect and with no guarantees regarding land tenure. With the publication of Law No. 4,504, from November 30th, 1964, popularly known as Estatuto da Terra (Land Statute), the right of man to land ownership, possession and use was finally regulated, bringing measures for the gradual extinction of smallholdings and large estates, and addressing issues such as agrarian reform and rural development policy. Later, on October 5th, 1988, The Constituição da República Federativa do Brasil (Constitution of the Federal Republic of Brazil) was published, and it addressed issues related to agricultural policy, as well as land policy and land reform. The present study had as main objective to analyze the context of the occupation of the land held in rural settlements located in the city of Matos Costa-SC. Through this research we can conclude that public policies are necessary and relevant to agrarian reform and to settlements, bringing security and the prospect of better life for those who wish to receive their portion of land and work on it. The results showed that if agrarian policies were harder, there would be greater economic development for the city of Matos Costa-SC. Keywords: Agrarian Reform, Settlement, Regional Development.

9 LISTA DE SIGLAS MST MOVIMENTO DOS TRABALHADORES SEM TERRA INCRA INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA IBGE SUS IBRA INDA MDA PIN BID INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE INSTITUTO BRASILEIRO DE REFORMA AGRÁRIA INSTITUTO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO PROGRAMA DE REDISTRIBUIÇÃO DE TERRAS BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO SUPRA SUPERINTENDÊNCIA DE REFORMA AGRÁRIA CLOC COORDENAÇÃO LATINO-AMERICANA DAS ORGANIZAÇÕES CAMPONESAS

10 LISTA DE TABELAS Tabela nº 1 População Total, por Gênero, Rural / Urbana e Taxa de Urbanização...67 Tabela nº 2 Renda, Pobreza e Desigualdade - Matos Costa - SC...67 Tabela nº 3 Porcentagem da Renda Apropriada por Estratos da População...67 Tabela nº 4 Ocupação da população de 18 anos ou mais...68 Tabela nº 5 Vulnerabilidade Social...68 Tabela nº 6 Qualificação e Trajetória Assentamento São João I...73 Tabela nº 7 Habitação e saúde Assentamento São João I...74 Tabela nº 8 Atividade produtiva Assentamento São João I...74 Tabela nº 9 Renda Familiar Assentamento São João I...75 Tabela nº 10 Infraestrutura Assentamento São João I...76 Tabela nº 11 Benfeitorias do Poder Municipal Assentamento São João I...76 Tabela nº 12 Qualificação e Trajetória Assentamento São João II...77 Tabela nº 13 Habitação e saúde - Assentamento São João II...77 Tabela nº 14 Atividade produtiva Assentamento São João II...78 Tabela nº 15 Renda Familiar Assentamento São João II...78 Tabela nº 16 Infraestrutura Assentamento São João II...79 Tabela nº 17 Benfeitorias do Poder Municipal Assentamento São João II...79 Tabela nº 18 Qualificação e Trajetória Assentamento São Roque...80 Tabela nº 19 Habitação e saúde - Assentamento São Roque...80

11 Tabela nº 20 Atividade produtiva Assentamento São Roque...81 Tabela nº 21 Renda Familiar Assentamento São Roque...81 Tabela nº 22 Infraestrutura Assentamento São Roque...81 Tabela nº 23 Benfeitorias do Poder Municipal Assentamento São Roque...82 Tabela nº 24 Qualificação e Trajetória Assentamento Treze de Outubro...82 Tabela nº 25 Habitação e saúde - Assentamento Treze de Outubro...83 Tabela nº 26 Atividade produtiva Assentamento Treze de Outubro...83 Tabela nº 27 Renda Familiar Assentamento Treze de Outubro...84 Tabela nº 28 Infraestrutura Assentamento Treze de Outubro...84 Tabela nº 29 Benfeitorias do Poder Municipal Assentamento Treze de Outubro...84 Tabela nº 30 Qualificação e Trajetória Assentamento Nova Esperança...85 Tabela nº 31 Habitação e saúde Assentamento Nova Esperança...86 Tabela nº 32 Atividade produtiva Assentamento Nova Esperança...87 Tabela nº 33 Renda Familiar Assentamento Nova Esperança...87 Tabela nº 34 Infraestrutura Assentamento Nova Esperança...89 Tabela nº 35 Benfeitorias do Poder Municipal Assentamento Nova Esperança...89 Tabela nº 36 Qualificação e Trajetória Assentamento Santa Rita III...91 Tabela nº 37 Habitação e saúde Assentamento Santa Rita III...92 Tabela nº 38 Atividade produtiva Assentamento Santa Rita III...93 Tabela nº 39 Renda Familiar Assentamento Santa Rita III...94 Tabela nº 40 Infraestrutura Assentamento Santa Rita III...94

12 Tabela nº 41 Benfeitorias do Poder Municipal Assentamento Santa Rita III...95

13 LISTA DE QUADROS Quadro nº 1 Distribuição das famílias e seus respectivos assentamentos...61 Quadro nº 2 Distribuição das famílias e seus respectivos assentamentos...61 Quadro nº 3 Ano de criação dos seis assentamentos...62

14 LISTA DE FIGURAS E GRÁFICOS Figura nº 1 Notícia de jornal do massacre do sem terra...48 Gráfico nº 1 Evolução do IDHM Matos Costa SC...66

15 LISTA DE FOTOS Foto nº 1 Vista aérea da área central do Município de Matos Costa-SC...65 Foto nº 2 Mapa dos Assentamentos do Município de Matos Costa...70 Foto nº 3 Exemplo de Propriedade de um dos assentados Assentamento São João I...73 Foto nº 4 Atividade produtiva assentamento Assentamento São João I...75 Foto nº 5 Vista panorâmica Assentamento Nova Esperança...86 Foto nº 6 Momento da entrevista Assentamento Nova Esperança...88 Foto nº 7 Campo de futebol Assentamento Nova Esperança...90 Foto nº 8 Escola Assentamento Santa Rita III...91 Foto nº 9 Centro de Eventos e Escola (visão exterior) Assentamento Santa Rita III...92 Foto nº 10 Estufa de uma família assentada Assentamento Santa Rita III...93 Foto nº 11 Momento da entrevista Assentamento Santa Rita III...95

16 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO REFERENCIAL TEÓRICO O desenvolvimento rural Função social da terra Função social da terra como elemento de produção Política Fundiária Política Agrária A Reforma Agrária e suas considerações sobre o espaço A Reforma Agrária e a legislação brasileira Os movimentos sociais referente à terra (MST) A Posse da terra no ponto de vista do Direito Propriedade METODOLOGIA Os procedimentos da metodologia A caracterização do local da pesquisa A População do Município, renda, ocupação, vulnerabilidade e IDHM Localização dos assentamentos APRESENTAÇÃO E ANÁLISES DOS DADOS E DISCUSSÕES Dados do assentamento São João I Dados do assentamento São João II Dados do assentamento São Roque Dados do assentamento Treze de Outubro Dados do assentamento Nova Esperança Dados do assentamento Santa Rita III Análise geral CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS APÊNDICE I ANEXO I...114

17 17 1 INTRODUÇÃO O tema desta dissertação refere-se ao desenvolvimento local e a ocupação da terra pelos assentamentos rurais localizados no município de Matos Costa-SC, fazendo um levantamento das políticas públicas de desenvolvimento agrário para a ocupação da terra. O objetivo desse estudo é analisar a organização dos seis assentamentos e, dentro de um contexto, fazer um levantamento de sua contribuição para o desenvolvimento local do município de Matos Costa-SC. Mas para comentar sobre o tema reforma agrária em nosso Estado Brasileiro e sua política pública se torna necessário abordar de forma sintática a distribuição de terras desde o Brasil Colonial, passando pelo Brasil Imperial, a independência do Brasil (1822), a Abolição da Escravatura (1850), a Proclamação da República (1889), o Estatuto da Terra (1964), até os dias atuais. Inicialmente, na época da colonização brasileira, os portugueses não mostraram interesse pelas terras brasileiras, onde não encontraram as desejadas especiarias nem os cobiçados metais preciosos, mas apenas o pau-brasil, que passou a ser comercializado, sem que, para isso, fosse necessário implantar colonizadores nas terras (FERES, 1990, p. 22). Silva (1996, p. 23) relata que no mesmo período histórico quando não só os países ibéricos estavam na empreitada de conquista, mas também a França, Holanda e Inglaterra, pelo que, no Brasil logo a Coroa percebeu a necessidade de ocupar as terras e garantir sua posse e defendê-la da cobiça dos estados rivais, cujas burguesias mercantis buscavam incessantemente novas oportunidades de acumulação. Desta forma, foi escolhido o sistema de outorga de terras através da concessão de capitanias, sendo, porém, tal regime efêmero, substituído a seguir por outra forma dita por Porto (1965, p. 25), em que o povoamento e a ocupação da terra tudo quanto se liga ao problema fundiário revelam outra equação o regime das sesmarias, que traduzia numa extensão de grandes faixas de terras distribuídas pelo imperialismo português àqueles cidadãos que se dispusessem a cultivá-las, que, em contrapartida, destinaria uma parte da produção como forma de pagamento, dando nascimento ao latifúndio (BORGES, 1998, p. 62). Por este novo regime, que perduraria por todo o período colonial, as terras deveriam ser usadas para grandes cultivos de abastecimento das metrópoles, necessidade de uma nova era mercantilista em formação, iniciando-se a produção

18 18 com a cultura de açúcar, na qual os fazendeiros portugueses em terras africanas já tinham experiência. Em 1822, com a Independência do Brasil, a situação que já era precária se agrava. Donos de terras e grileiros apoiados por bandos armados iniciam uma disputa por terras, vigorando a violência e a lei do mais forte (Borges, 1998). A primeira iniciativa do império português em organizar a propriedade privada somente ocorreu em 1850, em virtude dos primeiros sinais da abolição da escravidão, tornando-se necessário para os grandes proprietários rurais que formavam a nossa elite econômica agrária na época, a inibição da propriedade da terra através de apropriação pela posse, caso contrário, quando os escravos fossem libertados e novos imigrantes chegassem, não haveria empregados aos grandes proprietários, pois todos iriam em busca das terras do interior. Assim, foi publicada a lei nº 601/1850, popularmente conhecida como Lei de Terras. Até então, não havia nenhum documento que regulamentasse a posse de terras com as modificações sociais e econômicas pelas quais passava o país, desta forma, o governo se viu pressionado a organizar esta questão, abolindo o regime de sesmarias. A referida lei, aprovada após grande discussão e embate entre representantes das elites de produtores rurais, acabou por não estabelecer limites ao tamanho das propriedades de terras dos já possuidores, bem como não estabeleceu nenhum imposto sobre as referidas terras, apenas reconhecendo-lhes o direito de propriedade. (COLOVAN E GONZALEZ, 2008, p. 5816). Após a libertação dos escravos, em 1850, e anos depois, com a Proclamação da República, em 1889, pouco melhorou a distribuição de terras no país, uma vez que a Lei de Terras contribuiu para preservar a péssima estrutura fundiária no país e privilegiar velhos latifundiários. As maiores e melhores terras ficaram concentradas nas mãos dos antigos proprietários fazendeiros e passaram às outras gerações como herança de família. Motta (1998) relata que ao mesmo tempo, quando a Lei de Terras era reivindicada para regularização da posse pelos pequenos agricultores, e estes agricultores possuíam terras nas fronteiras dos latifundiários, a máquina legal era utilizada exaustivamente até a supressão dos direitos e expulsão dos agricultores, salvo raras exceções. Somente no final da década de 1950 e início da década de 1960, com a industrialização do país, é que a questão fundiária no Brasil começou a fazer parte

19 19 das discussões populares. Se destacando em meio às demais, a reivindicação pela reforma agrária, exigia a extinção do latifúndio existente desde a época de colonização do Brasil e a melhoria das condições de vida no campo. Contrariando as possibilidades existentes, logo no início do regime militar foi dado o primeiro passo para a realização da reforma agrária no país, com a publicação do Estatuto da Terra (Lei n 4.504, de 30 de novembro de 1964) e de outros institutos que tinham por objetivo o desenvolvimento agrário e a reforma agrária, os quais serão mais bem aprofundados no decorrer desta pesquisa. Porém, os projetos implantados após a criação do Estatuto da Terra não foram capazes de alavancar e satisfazer as necessidades agrícolas do país. Ao invés de impulsionar a reforma agrária, a situação se inverteu e a exportação acabou ganhando prioridade, como a da soja, conjuntamente com a mecanização do processo produtivo. Estas medidas fizeram com que os latifúndios, em vez de diminuir, aumentassem consideravelmente o número de latifundiários, propiciando às grandes e médias propriedades rurais, a incorporação das pequenas. Pelo que foi exposto acima se levanta a seguinte questão problema: como está organizada a ocupação da terra nos seis assentamentos localizados no município de Matos Costa-SC? Para apresentar uma análise sobre este problema levanta-se a seguinte hipótese: Se os assentamentos são instrumentos que cooperaram para o desenvolvimento local do município de Matos Costa-SC, então as estruturas montadas no mesmo são fatores cooperadores de desenvolvimento da produção, sociocultural, econômica e infraestrutural para as pessoas que lá residem. Este estudo se justifica sob duas relevâncias: uma teórica e a outra prática. A relevância teórica da pesquisa que a justifica, refere-se à análise da falta de legislação própria que trate sobre reforma agrária no município de Matos Costa-SC, este estudo procurou realizar um levantamento de dados que informem uma autêntica situação do município com os seus assentados, confrontando e comparando aos dados já existentes, e com isso, contribuir com informações para o desenvolvimento desta região. Como relevância prática da pesquisa esta se justifica pela necessidade de organização de infraestrutura, em especial a ocupação dos assentamentos rurais de Matos Costa-SC pelos assentados, para tomar informações sobre como é a vivência destes assentados, em que tipo de condições eles vivem e trabalham como é

20 20 tratada sua educação, saúde, cultura e lazer, e, por conseguinte, quais os benefícios que os assentados trazem para o município de Matos Costa-SC. Da mesma forma, se buscará analisar a infraestrutura organizacional dos seis assentamentos voltada para o desenvolvimento local do município de Matos Costa- SC. Dessa problemática surgiram questões que nortearam o estudo no seu desenvolvimento, que são elas: - Identificar a trajetória do desenvolvimento local através dos aspectos econômicos e culturais e estruturais nos seis assentamentos em Matos Costa-SC. - Pesquisar o perfil sócio-cultural e educacional dos assentados nos seis assentamentos em Matos Costa-SC. - Analisar os benefícios proporcionados pela política agrária nos seis assentamentos de Matos Costa-SC. - Identificar se ocorreu melhoria na infraestrutura dos assentados nos seis assentamentos de Matos Costa-SC. Portanto, este estudo gerará conhecimento com reflexão e explicação da questão das políticas públicas aplicadas nos assentamentos rurais do município de Matos Costa-SC. Este conhecimento proporcionará sugestões aos gestores municipais e as instituições envolvidas ofertando-lhes condições de agir de uma forma organizacional e atuante para a implementação de ações e manutenção de projetos. Para o melhor entendimento dos conteúdos pesquisados, a dissertação divide-se em quatro capítulos. No primeiro, são apresentados os fundamentos teóricos, os quais servem para a sustentação e melhor interpretação da função social da terra e a política agrária no Brasil. O segundo capítulo apresenta os procedimentos metodológicos, com a caracterização do local da pesquisa e todos seus abrangentes, tais como: população do município, renda, ocupação, vulnerabilidade, IDHM e a localização dos assentamentos. O terceiro capítulo apresenta a pesquisa trazendo os resultados colhidos nos seis assentamentos rurais de Matos Costa-SC. Inicialmente apresenta-se a coleta de dados dividida por assentamento, em seguida a sistematização e interpretação da coleta de dados com os atores/entrevistados.

21 21 Finalmente, no quarto capítulo, são apresentadas as conclusões em relação à análise realizada, bem como sugestões.

22 22 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 O DESENVOLVIMENTO RURAL No escopo da luta pela reforma agrária homens e mulheres aprenderam diversas coisas, tais como: reconhecer e refletir sobre sua situação de explorados, de excluídos, de modo a agir e reagir com objetivo de transformar tal condição. Aprenderam a se expor, a falar com suas palavras miúdas sobre sua luta e sofrimento, aprenderam a buscar no alento e nos instrumentos uma forma de mostrar sonhos e guardar planos para seu futuro. A ocupação de um território lhes ensina coisas sobre organização, união, planejamento e construção de suas barracas de lona preta e a vivência em comunidade que rememora e cria conhecimentos sobre espaço e geometria, sobre a vida no campo, que jamais deverão ser esquecidos. O desenvolvimento rural é frequentemente percebido como a urbanização do meio rural, isto é, um processo que visa prolongar até a zona rural, os benefícios urbanos - tais como eletricidade, transporte, abastecimento de água - ou favorecer um maior acesso da população rural a bens e serviços sociais - educação, saúde, atendimento bancário - em geral concentrados em sede municipal. Da mesma forma, a multifuncionalidade da agricultura, e o exercício da pluriatividade produtiva pelos agricultores são também, não raramente, associados a um processo de aprofundamento da urbanização do meio rural. Para Veiga (2002, p. 97), o desenvolvimento rural deve enfrentar três desafios principais: [...] o primeiro deles consiste em vencer a precariedade social dos habitantes do campo. O Brasil está longe de ter alcançado qualquer paridade social, cuja base seria a garantia à população rural, de um nível de renda socialmente aceitável e comparável ao obtido pela população das cidades. [...]. O segundo desafio é o de vencer o isolamento das populações rurais. Para isto, ênfase deve ser dada à função de intermediação exercida pelas pequenas cidades. De fato, estas pequenas cidades que, como foi dito, fazem parte do mundo rural, constituem elos de ligação essenciais entre o meio rural e a dinâmica urbana da região e do País. Não se trata, longe disto, de urbanizar o rural, mas de articulá-lo e integrá-lo ao conjunto da sociedade, de forma a assegurar a intensidade dos contatos sociais, que são elemento fundamental da melhoria da qualidade de vida. Finalmente, o terceiro desafio refere-se ao esforço de assegurar a cidadania do homem do campo, no campo. O que se pretende é que o brasileiro que vive no meio rural não seja estigmatizado por esta

23 23 condição de rural e que não precise deixar o campo para ser reconhecido como cidadão pleno. Navarro (2001) ressalta que o desenvolvimento rural altera-se a cada período, influenciado por diversas conjunturas e, principalmente, pelos novos condicionantes que o desenvolvimento mais geral da economia e da vida social gradualmente impõe às famílias e às atividades rurais. Para o autor, o desenvolvimento rural, portanto, pode ser analisado a posteriori, neste caso referindo-se às análises sobre programas já realizados pelo Estado (em seus diferentes níveis) visando a alterar facetas do mundo rural a partir de objetivos previamente definidos. Mas pode se referir também à elaboração de uma "ação prática" para o futuro, qual seja implantar uma estratégia de desenvolvimento rural, para um período vindouro (assim, existiriam diversas metodologias de construção de tal estratégia, bem como um amplo debate sobre seus objetivos e prioridades principais). Ao longo dos anos, várias estratégias foram definidas na formação de projetos de desenvolvimento rural como, por exemplo, intensificação tecnológica, a crescente absorção de insumos modernos, mecanização na agricultura, etc. A participação do Estado no desenvolvimento de programas e a apoio a debates sobre o tema, também vão corroborar para a elaboração de uma "ação prática" para o futuro, qual seja, implantar uma estratégia de desenvolvimento rural, para um período vindouro, amparando assim, os brasileiros que, por sua natureza, trabalham com a terra. Sob o olhar de Navarro (2001), a abertura comercial e o acirramento concorrencial derivado da globalização têm significado, de fato, um gradual "encurralamento" das opções que se apresentam ao mundo rural. Como resultado, o poder de manobra dos Estados nacionais para erigir programas de desenvolvimento rural que mantenham alguma autonomia própria tem sido igualmente reduzido com o passar dos anos. Devido à dimensão territorial do Brasil, ocorre uma extrema heterogeneidade das atividades agrícolas e rurais que surgiram, diferenciação esta, exacerbada intensamente no período recente, quando diversas regiões sofreram forte intensificação econômica e dinamismo tecnológico. Em contrapartida, outras regiões do país rural parecem ainda dormitar em contextos do passado, seja por falta de integração econômica, ou no que concerne à natureza das relações sociais e políticas, que permanecem distantes de padrões de institucionalidade satisfatórios,

24 24 fruto de processos políticos que Martins (1994) apropriadamente intitulou de "o poder do atraso". Desenvolvimento rural, portanto, na definição de Navarro (2001, p. 48): [...] não se restringe ao "rural estritamente falando" - famílias rurais e produção agrícola - nem exclusivamente ao plano das interações sociais, também principalmente rurais - comunidades, bairros e distritos rurais, por exemplo -, mas necessariamente abarcam mudanças em diversas esferas da vida social as quais, se têm por limite mais imediato de realização o município, podem estender-se para horizontes territoriais mais extensos, como provavelmente ocorrerá em curto prazo. Parecem assim desaparecer definitivamente o corte rural-urbano e as formas de sociabilidade, igualmente demarcadas por tal segmentação. Nesta ótica, o desenvolvimento rural pertence mais ao campo próprio da ideologia e menos da realidade dos sistemas agrícolas e agrários brasileiros a proposição que insiste na necessidade exclusiva de "organização social", apontada quase sempre como a única exigência (principalmente política) para promover as desejadas mudanças. 2.2 FUNÇÃO SOCIAL DA TERRA Ao discorrer sobre a ocupação da terra deve-se destacar alguns entendimentos doutrinários sobre a função social da terra, buscando entender na visão de renomados autores qual seria a melhor forma de sugar esse bem tão venerado e disputado, e quase, tão importante quanto à água que bebemos. No entanto, esta definição está longe de uma unanimidade, inclusive, advém desde os primórdios a divergência sobre o tema, como bem cita Alfonsin (2003, p. 164): Doutrina e jurisprudência, tanto às anteriores à C.F. de 88, quanto as que interpretam as disposições que a mesma Carta dedica à função social da propriedade privada, estão muito longe de um consenso, seja no pertinente à própria constituição, seja no pertinente à eficácia da função social. Até sobre quem recai o ônus de provar se ela está sendo cumprida, a polêmica está acesa. Entre as definições de função da terra, retoma-se a de Santi Romano, escolhida por Moraes (1999, p. 89), segundo a qual ela é todo o poder exercido não

25 25 por interesse próprio ou exclusivamente próprio, mas por um interesse alheio ou por um interesse objetivo. Ressalta o jurista (MORAES, 1999, p. 89), em tom de advertência, que: A satisfação de interesse objetivo não é uma característica exclusiva da função (função pública), como deseja Santi Romano. Função é satisfação de uma necessidade. Toda necessidade pressupõe uma relação entre ela e um bem apto a satisfazê-la (interesse), na esfera jurídica de um sujeito (pertinência). Alfonsin (1999), salienta que embora o mesmo estudo aponte mais de uma opinião qualificada contra esse tipo de entendimento da função, ele é acolhido por duas razões principais que passa citar: A primeira, por considerarmos que o dito conceito valoriza precisamente uma referência da função que, por si só, implica em alteridade, ou seja, o interesse alheio; a adjetivação posterior como social, então, já vem implicada nesse interesse em relação igual a do conteúdo (social) continente (função). A segunda, pelo fato de que a sua referência à necessidade ainda mais aquela que está implicada no identificado interesse alheio enche o referido conceito de obrigações ou deveres que, se forem conferidos relativamente ao espaço físico terra, limitam o conteúdo do direito de propriedade que sobre ele exista, na medida em que a satisfação de necessidades vitais do tipo aqui estudado, ao alimento e à habitação de não proprietários, é o próprio conteúdo de direitos humanos fundamentais para a garantia dos quais o mesmo espaço, quer atual, quer potencialmente, é indispensável (ALFONSIN, 1999, 167). O Estatuto da Terra, de 1964, em seu artigo 2, parágrafo 1 diz que: A propriedade da terra desempenha integralmente a sua função social quando, simultaneamente: a) favorece o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores que nela labutam, assim como de suas famílias; b) mantém níveis satisfatórios de produtividade; c) assegura a conservação dos recursos naturais; d) observa as disposições legais que regulam as justas relações de trabalho entre os que a possuem e a cultivem. A função social da terra é conceito que pode ser enfocado sob ângulos diferentes, contudo, analisando vários pensamentos, o que melhor responde aos anseios do ser humano é a concepção cristã, pois nela nossa legislação agrária pendeu para a linguagem tomista, caracterizando toda à linha tradicional que se estende, embasada no Cristianismo. O fato não passou ao largo para a aguda percepção de Alberto Ballarin Marcial, agrarista ímpar. Na série de conferências promovidas pelo IBRA, por volta

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