UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO DEPARTAMENTO DE PÓS GRADUAÇÃO MESTRADO EM CIÊNCIA ANIMAL

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO DEPARTAMENTO DE PÓS GRADUAÇÃO MESTRADO EM CIÊNCIA ANIMAL DESEMPENHO PRODUTIVO E RESPOSTAS ADAPTATIVAS DE NOVILHOS ANGUS X NELORE CRIADOS EM SISTEMA INTENSIVO NO AGRESTE DO RIO GRANDE DO NORTE CAROLINA OUTEDA LACUESTA Zootecnista MOSSORÓ/ RN 2008

2 ii CAROLINA OUTEDA LACUESTA DESEMPENHO PRODUTIVO E RESPOSTAS ADAPTATIVAS DE NOVILHOS ANGUS X NELORE CRIADOS EM SISTEMA INTENSIVO NO AGRESTE DO RIO GRANDE DO NORTE Dissertação apresentada à Universidade Federal Rural do Semi-Árido, como parte das exigências para obtenção do título de Mestre em Ciência Animal. Orientador(a): Prof a Dr a Débora Andréa Evangelista Façanha Morais Co-orientador(a): Prof a Dr a Magda Maria Guilhermino MOSSORÓ/RN 2008

3 iii CAROLINA OUTEDA LACUESTA DESEMPENHO PRODUTIVO E RESPOSTAS ADAPTATIVAS DE NOVILHOS ANGUS X NELORE CRIADOS EM SISTEMA INTENSIVO NO AGRESTE DO RIO GRANDE DO NORTE Dissertação Aprovada pela Comissão Examinadora em: 31 de Março de 2008 Comissão Examinadora: Prof a DSc Débora Andréa Evangelista Façanha Morais Universidade Federal Rural do Semi-Árido - UFERSA Prof a DSc Magda Maria Guilhermino Universidade Federal do Rio Grande do Norte UFRN Prof. DSc. Severino Gonzaga Neto Universidade Federal da Paraíba UFPB MOSSORÓ/RN ABRIL-2008

4 iv Aos meus pais, Olga e Ruben; meu esposo, Ricardo Valério; meus professores, colegas de trabalho e mestrado, Dedico

5 v AGRADECIMENTOS...a Deus, pela oportunidade de estar concluindo mais esta importante etapa;...aos meus pais Olga e Ruben, grandes exemplos de vida, dignidade, perseverança e força de trabalho, que vieram para o Brasil com a esperança e, ao mesmo tempo, a certeza de nos proporcionar uma vida melhor;...ao meu esposo, Ricardo Valério, pela paciência dos dias fora de casa, noites de estudo, e total apoio até a conclusão deste trabalho;...à professora Débora pela recepção, orientação e paciência durante todo o processo;...à amiga e professora de longas datas, Magda, que com todo seu carinho sempre me acompanhou no profissional e no pessoal;...ao Sr. José Bezerra de Araújo Júnior, por ter aberto as portas de suas propriedades para a realização deste trabalho;...aos gerentes das fazendas Guararapes e Massangana, Wilson e Luís, e demais trabalhadores, que não mediram esforços, para com sua mão-de-obra, auxiliar nas coletas de dados;...às amigas e colegas de profissão Tâmara e Nara, que não mediram esforços para o valioso auxílio nas coletas e análises das amostras;...ao professor Alex Maia, pelo valioso auxílio na estatística do trabalho e amizade;... ao professor Adriano Rangel pelo apoio e amizade;...aos demais docentes do programa, pelo apoio e companheirismo;

6 vi...ao grande amigo Almir Freire, ex-diretor técnico e ex-superintendente do SENAR, pelo apoio durante o período das aulas e coleta de dados, que eu tinha de me ausentar do trabalho;...aos amigos e colegas de trabalho Vilma, Nelma, Gil, Clóvis e Eduardo, que contei com seu apoio em etapas difíceis;...à colega de trabalho e amiga pessoal Elizângela, que em Mossoró sempre contei com seu apoio e amizade;...aos colegas de mestrado, sempre companheiros nas disciplinas.

7 vii SUMÁRIO Lista de tabelas... Lista de figuras... Resumo geral... Abstract... Capítulo 1 Referencial Teórico Introdução Cenário Atual da Cadeia Produtiva da Carne Bovina Tendências da Cadeia Produtiva da Carne Bovina no Brasil Tendências quantitativas Tendências qualitativas Produção de Carne em Sistema Superprecoce Utilização de cruzamentos para produção de carne Características Produtivas Utilizadas na Avaliação de Desempenho Ambiente, Termorregulação e Produção Animal Temperatura Retal como Indicativo de Homeotermia Determinação da Carga Térmica Radiante Características de Pelame como Resposta Adaptativa Referências Bibliográficas... Capítulo 2 Desempenho e Medidas corporais de Novilhos Mestiços Angus x Nelore em Sistema de Produção Superprecoce... Resumo... Abstract Introdução Material e Métodos Resultados e Discussão Conclusões Referências Bibliográficas... ix xi xii xiv

8 viii Capítulo 3 Avaliação de respostas fisiológicas e Características de Pelame de Dois Cruzamentos Angus-Nelore no Rio Grande do Norte Resumo Abstract Introdução Material e Métodos Resultados e Discussão Conclusões Referências Bibliográficas Anexos... 54

9 ix LISTA DE TABELAS Capítulo 1 Tabela 1. Eficiência biológica observada para animais em diferentes sistemas de produção... 7 Tabela 2. Ganho de peso diário (GPD), peso inicial (PI), peso final (PF), peso de carcaça quente (PCQ), rendimento de carcaça (RC), rendimento de traseiro (RT), gordura visceral (GV), área de olho de lombo (AOL), espessura de gordura subcutânea (EGS) e teor de lipídeos (LIP) em bovinos jovens mestiços Tabela 3. Ganho de peso, conversão alimentar e consumo médio diário de matéria seca observados nos diferentes grupos genéticos pertencentes 12 ao subconjunto 2... Tabela 4. Dias em confinamento, idade média e médias de peso vivo inicial (PVI), peso vivo final (PVF), estado corporal inicial (ECI), estado corporal final (ECF), ganho em estado corporal (GEC), ganho de peso vivo total (GPV) e médio diário (GMD) de novilhos Angus confinados e abatidos com diferentes pesos... 13

10 x Capítulo 2 Tabela 1. Peso vivo (PV) e Ganho de Peso Médio Diário (GPMD) dos Grupos Genéticos (GG) ¾ Angus x ¼ Nelore (1) e ½ Angus x Nelore (2)... Tabela 2.Resumo da análise de variância das características de desempenho Tabela 3. Comprimento (COMP), Altura Anterior (ALT ANT), Altura Posterior (ALT POST) e Perímetro Torácico (PT) dos Grupos Genéticos (GG) ¾ Angus x ¼ Nelore (1) e ½ Angus x Nelore (2), em sistema superprecoce Tabela 4. Correlações entre as variáveis de peso vivo e as de tamanho corporal Tabela 5. Resumo da análise de variância das características de tamanho corporal 37 Capítulo 3 Tabela 1. Quadrados mínimos para a variáveis fisiológica de Temperatura Retal (TR) e características do Pelame (PEL): Espessura (ESP), Comprimento de Pêlos (COMP) e Número de Pêlos por amostra (NUM) Tabela 2. Características adaptativas de temperatura retal e pelame dos Grupos Genéticos (GG) ¾ Angus x ¼ Nelore (1) e ½ Angus x Nelore (2) no agreste do Rio Grande do Norte Tabela 3. Correlações entre as variáveis meteorológicas, fisiológicas e de pelame analisadas Tabela 4. Variáveis meteorológicas observadas no sistema de produção em estudo... 50

11 xi LISTA DE FIGURAS Capítulo 1 Figura 1. Projeção de produção, consumo e exportação de carne bovina brasileira até Figura 2. Curva de crescimento... 8 Figura 3. Curva de crescimento dos tecidos... 8 Figura 4. Conversão alimentar durante o crescimento animal... 9 Capítulo 2 Figura 1. Peso vivo nos grupos genéticos 3/4 Angus x 1/4 Nelore e 1/2 Angus x Nelore em sistema superprecoce... 32

12 xii Desempenho Produtivo e Respostas Adaptativas de Novilhos Angus x Nelore Criados em Sistema Intensivo no Agreste do Rio Grande do Norte RESUMO GERAL O presente estudo foi realizado no município de Ceará-Mirim, agreste do Rio Grande do Norte, em propriedade agropecuária produtora de carne a partir de sistema de produção de novilhos superprecoces. Foram avaliados 30 novilhos de dois cruzamentos Angus x Nelore (¾ Angus x 1/4 Nelore e ½ Angus x Nelore) quanto às características de desempenho produtivo, medidas corporais e adaptabilidade. A variáveis utilizadas para desempenho foram ganho de peso médio diário (GPMD) e peso vivo, com pesagem dos animais in loco, além de medidas corporais, tais como o comprimento do corpo, altura anterior, altura posterior e perímetro torácico, com a utilização de régua adaptada e fita métrica. A temperatura retal, a espessura de pelame, o comprimento médio e a densidade numérica foram avaliados para compor a análise de adaptação, além de variáveis meteorológicas como temperatura do ar, a umidade relativa do ar, a Carga Térmica Radiante (CTR) e o Índice de Temperatura de Globo e Umidade (ITGU). A temperatura retal e as variáveis meteorológicas foram observadas em dois horários, 10:00 h e 15:00 h. O período de coleta para as variáveis de desempenho, medidas corporais, temperatura retal e variáveis meteorológicas foi de agosto de 2006 a setembro de 2007, totalizando 13 avaliações, enquanto que a coleta das características de pelame foi realizada de janeiro a julho de O grupo ¾ Angus x ¼ Nelore apresentou maior peso vivo à desmama (181,60 Kg) e ao fim do experimento (419,80 Kg), quando comparado com ½ Angus x Nelore, que obteve peso médio à desmama de 158,57 Kg e ao fim do experimento de 390,0 Kg (P<0,01). Cabe ressaltar que o peso inicial foi igual para os dois grupos (103,03 Kg). Os animais provenientes do cruzamento com maior proporção da raça Angus (3/4) apresentaram também medidas corporais significativamente superiores. Isto significa que o peso vivo do animal foi acompanhado pelo seu crescimento, de forma linear, sendo maiores os animais mais pesados. Houve correlação altamente significativa (P<0,01) entre estas variáveis e o peso vivo. Para temperatura retal, o cruzamento com maior proporção da raça Nelore (1/2)

13 xiii apresentou maior valor (40,4º C), talvez por características inerentes dos zebuínos, que possuem maior estoque de calor corporal e menor perda de água. A média para o grupo ¾ Angus x ¼ Nelore foi de 39,96º C (P<0,01). Entretanto, no que se refere aos horários de coleta, as temperaturas retais foram semelhantes, o que pode sugerir uma boa capacidade de dissipação de calor pelos animais. Para as características de pelame, não houve diferença entre os grupos na espessura da capa e número de pêlos, enquanto que os pêlos dos animais do grupo ¾ Angus x ¼ Nelore foram mais compridos. Um maior comprimento para este grupo já era esperado, visto que os taurinos apresentam pêlos mais finos e compridos que os zebuínos, uma característica adaptativa devido ao clima dos países de origem. O conforto térmico ambiental foi considerado dentro da normalidade, sendo o valor médio da CTR de 516,6 w/m 2 e do ITGU de 78,3. O grupo genético ¾ Angus x ¼ Nelore apresentou melhores características de desempenho produtivo e satisfatória capacidade adaptativa. Palavras-chave: novilhos superprecoces, grupo genético, desempenho produtivo, medidas corporais, temperatura retal, pelame.

14 xiv Productive Performance and Adaptive Responses from Steers Angus x Nelore Breed an Intensive System in the a Agreste Region of Rio Grande do Norte ABSTRACT The present study was carried out in the city of Ceará-Mirim in agreste of Rio Grande do Norte state, in a beef farm producing precocious steers. Thirteen steers of two different breeding Angus x Nelore (¾ Angus x 1/4 Nelore and ½ Angus x Nelore) were studied for productive performance, corporal measures and adaptability characteristics. The variables studied for herd performance were the mean weight daily gain (GPMD) and live weight being the animals were weighted in loco. For the evaluation of corporal measures were observed the length, anterior height, posterior height and thoracic perimeter with use of adapted ruler and metric ribbon. Rectal temperature, coat thickness, length and number of coats for unit of area had been evaluated to compose the adaptation analysis, beyond meteorological variables as temperature of dry bulb, humid bulb, relative humidity of air and black globe located to the sun and to the shade. The rectal temperature and the meteorological variables had been observed in two schedules, 10:00 h and 15:00 h. The period of collection for herd performance, corporal measures, rectal temperature and meteorological variables was from August of 2006 to September of 2007, totalizing 13 evaluations, while that for coat collection it was from January to March and July of The group ¾ Angus x ¼ Nelore presented greater live weight to weaning (181,60 kg) and to the end of the experiment (419,80 kg), when compared with ½ Nelore Angus, that showed weaning weight of 158,57 kg and to the end of the experiment of 390,0 kg (P<0,01). It suits to emphasize that the initial weight was the same for two groups (103,03 Kg). The crossbreed with higher proportion of Angus breed also had superiors body measures being statistically significant. This means that the lively weight of the animal was accompanied by his growth, of linear form, when bigger animals were the heaviest. There was correlation between these variables and the lively weight, being highly significant (P <0,01).

15 xv For rectal temperature, the crossbreed with higher proportion of Nelore (1/2) breed, showed higher value (40,4º C), perhaps for inherent characteristics of the zebu breed, which have bigger stock of corporal heat and lesser loss of water. The value for the group ¾ Angus x ¼ Nelore was 39,96º C (P <0.01). However, in what it refers to the schedule of data collection, the rectal temperatures had not significant differences, what can suggest a good capacity of losing heat by the animals. For the coat characteristics, there was no difference between the groups in the thickness of the coat and number of hairs, whereas the hairs of the animals of the group ¾ Angus x ¼ Nelore were longer. A bigger length for this group was already waited, since the Taurus presents finer and longer hairs than the zebu breed, this is a adaptive characteristic due to the climate of its country of origin. The thermal comfort was considered within the normality range, being the mean value of the CTR of 516,6 w/m2 and ITGU of 78,3. The genetic group ¾ Angus x ¼ Nelore presented better productive performance and satisfactory adaptive capacity. Key words: super precocity steers, genetic group, herd performance, body measures, rectal temperature, coat.

16 CAPÍTULO 1 Referencial Teórico Desempenho Produtivo e Respostas Adaptativas de Novilhos Angus x Nelore Criados em Sistema Intensivo no Agreste do Rio Grande do Norte 1

17 Capítulo 1 Referencial Teórico 1. Introdução A produção mundial de carnes vem se acentuando nos últimos anos, especialmente no Brasil. Com um rebanho efetivo bovino de aproximadamente 207 milhões de cabeças, em 2005, o país ocupou o segundo lugar na produção mundial de carnes. Vale ressaltar, que possui o maior rebanho comercial do mundo, é o maior exportador de carnes, porém no item produção encontra-se em segundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. Isto significa que fatores relacionados ao aumento da produtividade devem ainda ser trabalhados, o que poderá aumentar o potencial brasileiro, pela maior oferta de carne bovina que pode ser absorvida pelo mercado interno e externo, contribuindo mais intensivamente para o aumento do PIB brasileiro. O Rio Grande do Norte, por sua vez, possui um milhão de cabeças, 3,7% do rebanho nordestino (IBGE, 2004). No entanto, o Estado não possui tradição na produção de carne bovina, podendo explorar o potencial produtivo através de melhoria genética do seu rebanho, que a cada ano vem se destacando pela presença de matrizes e reprodutores de alta qualidade, e adequações nas questões ligadas à sanidade e alimentação. A produção de novilhos em sistema superprecoce vem se tornando uma vantajosa oportunidade aos produtores de carne bovina de todo o país. Explorando eficientemente o crescimento do animal, é possível chegar ao peso de abate até os 15 meses de idade, liberando as pastagens mais cedo e permitindo maior taxa de renovação de animais e giro de capital. Porém, para a obtenção de resultados satisfatórios é necessário um eficiente programa genético (com a utilização de raças precoces), sanitário e alimentar. Além disto, o controle da influência do ambiente sobre os animais (conforto térmico), especialmente, quando utilizados animais de raças européias em locais de clima quente, deve também ser ressaltado. Assim, o presente trabalho possui como objetivo avaliar o desempenho de novilhos ¾ e ½ Angus x Nelore, em sistema de produção superprecoce no Estado do Rio Grande do Norte, associando com características morfológicas e fisiológicas ligadas à adaptação. 2

18 2. Cenário Atual da Cadeia Produtiva da Carne Bovina Em análise da evolução mundial do rebanho efetivo bovino mundial no período de uma década pode ser observado que atingiu em milhões de cabeças e apresentou relativa estabilidade, tendo crescido apenas 4,2% (MAPA, 2007). Neste período, somente o Brasil e a China, que se encontram entre os países detentores dos cinco maiores rebanhos mundiais, aumentaram seus rebanhos. Estados Unidos, Argentina e Índia tiveram seus rebanhos diminuídos. O crescimento da produção chinesa destina-se principalmente ao abastecimento do seu mercado interno. Cabe ressaltar que cerca de 50% do rebanho mundial está concentrado em cinco países. Segundo o IBGE, em 2005, o Brasil foi detentor de um efetivo de 207,0 milhões de cabeças sendo o segundo maior rebanho mundial, perdendo apenas para a Índia. No entanto, no que condiz a rebanho comercial o Brasil ocupa o primeiro lugar. Em relação à evolução da produção mundial de carnes esta cresceu significativamente entre 1995 e 2006, de 48,5 milhões para 53,9 milhões de toneladas de equivalente-carcaça. Estados Unidos, Brasil e China figuram como os três maiores países produtores (12,0; 9,0 e 7,5 milhões de toneladas equivalente-carcaça, respectivamente), embora os maiores rebanhos pertençam a Índia, Brasil, e China. Isto significa que os rebanhos, por si só, não caracterizam melhor desempenho em produção de carne bovina. Apenas sete dos dez países que possuem os maiores rebanhos estão entre os dez maiores produtores de carne em Os Estados Unidos, por exemplo, que são detentores do quarto rebanho mundial, apresentam-se com a classificação de maior produtor de carne do mundo. O Brasil e a Austrália, atualmente, encontram-se entre os principais países em volume exportado (2.109 e mil toneladas equivalente-carcaça, respectivamente). Até 2003, os Estados Unidos eram grandes exportadores. Entretanto, sua posição declinou substancialmente em decorrência da BSE (Encefalopatia Espongiforme Bovina) em As exportações brasileiras, ao contrário, apresentaram o significativo crescimento médio de 21,5% a.a., de 1995 a A Austrália, em oitavo lugar, consegue gerar excedentes exportáveis suficientes para posicioná-la como segundo maior exportador mundial do produto. Somente a partir de 2004, as exportações brasileiras, para o mercado internacional, superaram as australianas. Destaca-se também o desempenho exportador da Índia, que nessa década suas exportações cresceram mais de três vezes. 3

19 No que condiz a evolução do consumo de carnes bovina e de vitelo nos principais países consumidores observa-se expansão, com destaque para os Estados Unidos, UE-25, China e Brasil (12,8; 8,3; 7,4 e 6,9 milhões de toneladas equivalente-carcaça, respectivamente), sendo responsáveis, em 2006, por 68,5% do consumo mundial. O consumo na China vem aumentando de forma sistemática. Esse aumento é resultado do crescimento econômico do país (o aumento da renda da população tende a impulsionar a substituição de proteínas de origem vegetal por aquelas de origem animal) e de mudanças nos hábitos de consumo. Esse movimento pode transformar a China em um mercado cada vez mais importante para os produtos derivados da carne bovina. Considerando o comportamento do consumo per capita, de maneira geral, a maioria dos países mantém o seu consumo praticamente estagnado ou em declínio. Alguns países com renda elevada (Estados Unidos e países da Europa, por exemplo), com um mercado comprador potencial importante, têm visto o seu consumo, por habitante, diminuir na última década. Porém, não há modificações significativas nos hábitos de consumo em termos mundiais, podendo haver compensações periódicas e localizadas em razão de questões de sanidade animal. Ao contrário, dadas às expectativas criadas em relação à gripe aviária, em curto prazo podem-se ter melhores perspectivas para as carnes vermelhas. No caso do Brasil, o consumo per capita diminuiu de 42,4 kg/habitante/ano em 1996, para 36,5 kg em 2006, havendo influência não apenas de fatores relacionados com a sanidade animal (focos de febre aftosa) como também o preço da carne de frango ter se tornado mais acessível à população de baixa renda comparada à carne bovina. Assim, o país ocupa o quarto lugar, sendo maiores os consumos per capita da Argentina (65,2 kg), Estados Unidos (42,9 kg) e Austrália (36,9 kg) (MAPA, 2007). 4

20 2.1. Tendências da Cadeia Produtiva da Carne Bovina no Brasil Tendências quantitativas Foram elaboradas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) projeções para a produção, consumo interno e exportações da carne bovina até Foram desenvolvidas considerando os valores projetados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE) para o período de 2003/2004 a 2013/2014. A partir desses dados foram obtidas as taxas de crescimento previstas para esse período, as quais foram posteriormente aplicadas à base de dados da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), como detalhado na Figura 1: Fonte: MAPA, SPA, IICA (2007). Figura 1. Projeção de produção, consumo e exportação de carne bovina brasileira até O Brasil registrará grande incremento de produção até 2015, com taxa anual de 4,4% e de 8,9% ao ano nas exportações, atingindo, nesse ano, 2,6 milhões de toneladas e mantendo-se, pois, como o principal exportador mundial de carne bovina. 5

21 Tendências qualitativas Estudos realizados pelo Datamonitor (2006), prevêem para os próximos anos algumas tendências comportamentais que devem orientar o desenvolvimento de novos produtos alimentares e/ou adaptação ou ainda melhoria nos que já se encontram disponíveis no mercado, podendo-se destacar: Conveniência: consumidores buscarão economizar tempo e, para tanto, procurarão soluções rápidas; no caso da cadeia da carne bovina, isso exigirá melhorias nos cortes e nas embalagens, ampliação da oferta de produtos prontos ou semi-prontos, assim como orientação ao consumidor no preparo de pratos rápidos. Preocupação com saúde: é o critério mais valorizado; nesse caso, deve-se oferecer possibilidade de produtos com menor teor de gordura, sem perder sabor e maciez; o foco no valor nutricional da proteína animal e questões de sanidade, em especial da carne bovina, são atributos a serem destacados; Aspectos ligados à idade do consumidor: existirão segmentos de mercado com diferentes faixas etárias e necessidades diversas, que deverão ser atendidas com produtos específicos; Aspectos ligados à fase da vida: cada vez mais os estágios da vida não se dividirão entre solteiros e casados; outras organizações em termos de família deverão ser desenvolvidas com os conseqüentes reflexos em termos da escolha de produtos a serem consumidos; Aspectos ligados à renda do consumidor: cada vez mais se busca democratizar o consumo de produtos considerados de luxo ou supérfluos (por exemplo, produtos de conveniência); e Aspectos ligados ao individualismo do consumidor: o crescimento da tendência a cuidar de si mesmo, associado ao crescimento do número de consumidores solteiros, aumenta a demanda por porções menores ou individuais de produtos. 6

22 2.2. Produção de Carne em Sistema Superprecoce Medidas de eficiência biológica no sistema de produção superprecoce foram citadas por Silveira (2003), como sendo o ganho de peso vivo (g) em função da energia metabolizável (Mcal) consumida num determinado período. Existem inúmeras vantagens em explorar o abate comercial de bovinos em função da idade, pois, à medida que a idade do novilho avança ou quando se pretende obter maiores pesos de carcaça ao abate a eficiência biológica do animal diminui (Tabela 1). Tabela 1. Eficiência biológica a observada para animais em diferentes sistemas de produção. Tamanho animal Sistema de Produção Dias de Alimentação Peso ao Abate (kg) Eficiência Biológica a Pequeno Superprecoce 139 (11,63 meses) ,8 Pequeno Superprecoce 178 (12,93 meses) ,9 Pequeno Superprecoce 242 (15,06 meses) ,5 Pequeno Precoce 174 (16,46 meses) ,6 a Eficiência Biológica = gramas de ganho de peso vivo/mcal de Em consumida. Adaptado por Silveira (2003). A eficiência de ganho de peso diminui proporcionalmente ao maior peso dos animais, fato este explicados pela maior exigência de manutenção dos animais maiores ou mais pesados. Desta forma, os animais jovens, especialmente os superprecoces demonstram melhor eficiência biológica, fato que se traduz em melhor custo/benefício. No sistema superprecoce se explora o crescimento dos animais, que se inicia por ocasião da concepção e termina com a maturidade do animal (Figura 2). A curva apresentase de forma sigmóide tendo o ponto de inflexão na puberdade. Da concepção à puberdade verifica-se um crescimento acelerado e rápido à custa do desenvolvimento dos tecidos ósseo e muscular ativados pela liberação de hormônios protéicos de crescimento (Figura 3). Por ocasião da puberdade, os esteróides substituem os hormônios protéicos e intensifica-se a deposição do tecido adiposo, diminuindo a intensidade do crescimento. 7

23 PV.a concepção.b nascimento.c puberdade.d - maturidade a b c d IDADE Figura 2. Curva de crescimento (Adaptado por Silveira, 2003). a = c onc epç ão b = nas c im ento c = puberdade d = m aturidade tecido ósseo tecido m uscular tecido adiposo a b c d id a d e Figura 3. Curva de crescimento dos tecidos (adaptado por Silveira, 2003). Desta forma, os bezerros que primeiro alcançarem à puberdade apresentam maior precocidade sexual e de terminação da carcaça, favorecendo a antecipação do abate dos machos e a reprodução das fêmeas. No terceiro estágio ou fase de engorda ocorre um aumento na conversão alimentar, como pode ser visualizado na Figura 4. 8

24 P V, kg Cria Crescimento Terminação ,5:1 4,5:1 8: :1 C A 210 d 90 d 60 d CRIA CONFINAMENTO TERMINAÇÃ ÇÃO dias Figura 4. Conversão alimentar durante o crescimento animal (Silveira, 2003) Utilização de cruzamentos para produção de carne O ponto inicial para se estabelecer o sistema superprecoce na propriedade está na escolha das raças para compor os cruzamentos industriais, uma vez que a precocidade é uma característica herdável e a escolha dos animais deve recair nas raças, linhagens, ou mesmo indivíduos menores que alcançam a puberdade primeiro, o que coincide com os animais mais eficientes para o processo, não deixando de lado a habilidade materna das matrizes no cruzamento inicial (Silveira, 2003). As razões para a utilização de cruzamentos são: 1) aproveitar os efeitos da heterose ou vigor híbrido para uma determinada característica; 2) utilizar as diferenças genéticas existentes entre raças para determinada característica; 3) aproveitar os efeitos favoráveis da combinação de duas ou mais características nos animais cruzados (complementaridade); 4) servir como base para a formação de novas raças ou compostos; e 5) dar flexibilidade aos sistemas de produção. As três primeiras razões são de natureza genética e a quarta é de natureza operacional. A última razão é de natureza estratégica e, por isso, assume papel muito importante na atualidade tendo em vista a participação crescente do Brasil no mercado internacional de carne bovina (Barbosa, 2003). Pesquisa realizada pela UNESP Botucatu, citada por Barbosa (2003), avaliou o desempenho de animais superprecoces de diferentes grupos genéticos e mostrou que os 9

25 indivíduos ½ Angus x Nelore apresentaram menor idade de abate em menor período de confinamento e peso em arrobas e área de olho de lombo superiores comparados com animais puros Nelore ou resultantes de cruzamentos, como os ½ Brahman ou ½ Simental. O genótipo tem grande influência sobre a deposição de gordura. Estudo realizado com Nelore e seus cruzamentos com Angus e Simental mostrou que o Nelore tem como característica depositar precocemente gordura subcutânea (precocidade expressa em relação ao peso e não à idade) e geralmente não apresenta alto grau de marmoreio quando comparado ao Angus x Nelore (Calegare e Lanna, 2003). Parte da falta de marmoreio da carne nacional e do Nelore em particular é explicado pelo longo período de recria a pasto, situação que parece atrasar mais a deposição de gordura intramuscular do que a subcutânea Características Produtivas Utilizadas na Avaliação de Desempenho Freitas e Souza (1999) em estudo da influência do genótipo, sexo e mês de nascimento no peso ao nascer de bezerros mestiços, constataram que houve efeito do genótipo e do sexo neste parâmetro, enquanto que não houve interação entre raça x sexo ou mês de nascimento. Os valores para peso ao nascer de machos e fêmeas ½ Red Angus x Nelore foram de 32,11 ± 0,91 e 31,77 ± 0,98 Kg, respectivamente. Cubas et al. (2001) avaliando o peso à desmama dos grupos Nelore, ½ Guzerá x Nelore, ½ Red Angus x Nelore e Marchigiana x Nelore detectaram que houve diferença marcante entre todos os grupos genéticos, sendo a menos expressiva entre os Red Angus x Nelore e Marchigiana x Nelore. No ganho médio diário de peso do nascimento a desmama as diferenças foram altamente relevantes, sendo os maiores ganhos para os Red Angus x Nelore, Marchigiana x Nelore, Guzerá x Nelore e Nelore, respectivamente. No mesmo experimento, Perotto et al. (2001) analisaram o ganho médio diário da desmama aos 12 meses (GMD_12) e peso aos 12 meses (P12M) e concluíram que houve diferenças significativas entre todos os grupos genéticos para GMD_12, com exceção do Red Angus x Nelore e Marchigiana x Nelore, semelhante ao fato ocorrido com o peso do nascimento a desmama. Os maiores ganhos diários e pesos aos 12 meses de idade foram, 10

26 respectivamente, dos grupos Red Angus x Nelore, Marchigiana x Nelore, Guzerá x Nelore e Nelore. Observando noventa bovinos jovens com oito meses de idade em 168 dias de confinamento, Arrigoni et. al (2004), concluíram que os três grupos genéticos estudados (Angus x Nelore, Canchim x Nelore e Simental x Nelore) não diferiram entre si nas variáveis ganho de peso diário, rendimento de carcaça, rendimento de traseiro e algumas características de qualidade da carne. Sugeriram, ainda, que esses resultados denotam a habilidade de um sistema intensivo de produção de carne em padronizar as características de desempenho e de carcaça de animais de diferentes grupos genéticos e com diferentes taxas de crescimento. Os mestiços Simental x Nelore apresentaram maior peso vivo ao final do confinamento, influenciado pelo maior peso a desmama deste grupo. No entanto, durante o período experimental o ganho de peso foi semelhante aos demais (Tabela 2). Tabela 2. Ganho de peso diário (GPD), peso inicial (PI), peso final (PF), peso de carcaça quente (PCQ), rendimento de carcaça (RC), rendimento de traseiro (RT), gordura visceral (GV), área de olho de lombo (AOL), espessura de gordura subcutânea (EGS) e teor de lipídeos (LIP) em bovinos jovens mestiços. Grupo genético Angus x Nelore Canchim x Nelore Simental GPD PI PF PCQ RC (kg) (kg) (kg) (kg) (%) RT GV AOL EGS LIP (kg) (kg) (cm 2 ) (mm) (%) 1,53 a 305,90 b 444,20 a 244,01 a 54,94 a 64,65 a 4,77 a 72,77 a 6,43 a 0,026 a 1,48 a 305,85 b 431,15 a 240,68 a 55,82 a 62,48 a 4,61 a 71,58 a 3,81 b 0,021 a 1,43 a 368,85 a 477,37 b 261,68 b 54,78 a 61,79 a 5,71 b 73,56 a 3,69 b 0,019 a x Nelore Médias seguidas de letras diferentes nas colunas diferem entre si pelo teste de Tukey a 1% de probabilidade. Fonte: Arrigoni et al. (2004). Avaliando o desempenho de 118 bovinos divididos em 3 subconjuntos, por dieta recebida, Euclides Filho et al. (2003) observaram que o subconjunto 2, composto por machos inteiros desmamados dos grupos genéticos Nelore (N), 1/2 Canchim x 1/4 Angus x 1/4 Nelore (CAN), c (CSN), 1/2 Braford x 1/2 Brangus (BDBR), 1/2 Braford x 1/4 Angus- 11

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