Maria da Graça Fernandes Branco. Estrutura e Funcionamento da Educação Básica

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1 Maria da Graça Fernandes Branco Estrutura e Funcionamento da Educação Básica

2 Apresentação É com satisfação que a Unisa Digital oferece a você, aluno(a), esta apostila de Estrutura e Funcionamento da Educação Básica, parte integrante de um conjunto de materiais de pesquisa voltado ao aprendizado dinâmico e autônomo que a educação a distância exige. O principal objetivo desta apostila é propiciar aos(às) alunos(as) uma apresentação do conteúdo básico da disciplina. A Unisa Digital oferece outras formas de solidificar seu aprendizado, por meio de recursos multidisciplinares, como chats, fóruns, aulas web, material de apoio e . Para enriquecer o seu aprendizado, você ainda pode contar com a Biblioteca Virtual: a Biblioteca Central da Unisa, juntamente às bibliotecas setoriais, que fornecem acervo digital e impresso, bem como acesso a redes de informação e documentação. Nesse contexto, os recursos disponíveis e necessários para apoiá-lo(a) no seu estudo são o suplemento que a Unisa Digital oferece, tornando seu aprendizado eficiente e prazeroso, concorrendo para uma formação completa, na qual o conteúdo aprendido influencia sua vida profissional e pessoal. A Unisa Digital é assim para você: Universidade a qualquer hora e em qualquer lugar! Unisa Digital

3 SUMÁRIO INTRODUÇÃO ESTRUTURA DIDÁTICA DA EDUCAÇÃO BÁSICA Resumo do Capítulo Atividades Propostas FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO Resumo do Capítulo Atividades Propostas SISTEMA ESCOLAR Definições Relevantes Sistema de Ensino Sistema Escolar Brasileiro Resumo do Capítulo Atividades propostas EVOLUÇÃO DA INSTITUIÇÃO ESCOLAR A Escola Primária A Escola Média A Educação Pública Resumo do Capítulo Atividade Proposta A EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL Período da Primeira República: 1889 a Período da Segunda República: 1930 a Período do Regime Militar: 1964 a Período da Abertura Política: 1986 Até Nossos Dias Resumo do Capítulo Atividades Propostas ESTRUTURA ADMINISTRATIVA DA EDUCAÇÃO BÁSICA A Estrutura Didática da Educação Básica a Partir da Lei 9.394/96 (LDB) Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) Alguns Antecedentes das Diretrizes Curriculares Nacionais Diretrizes Curriculares Nacionais Para o Ensino Fundamental Diretrizes Curriculares Nacionais Para o Ensino Médio A LDB e o Ensino Médio Diretrizes Curriculares Nacionais Para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) Resumo do Capítulo Atividades Propostas... 41

4 7 LEI 9.394/96 - LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL (LDB) Estrutura da LDB Educação como Direito Princípios da Educação Nacional Dificuldades Para o Cumprimento da LDB Pontos de Destaque na LDB Resumo do Capítulo Atividades Propostas A ESCOLA COMO ORGANIZAÇÃO Organização Administrativa da Escolas As Incumbências dos Docentes A Valorização do Magistério Resumo do Capítulo Atividades Propostas ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS Resumo do Capítulo Atividades Propostas...55 RESPOSTAS COMENTADAS DAS ATIVIDADES PROPOSTAS REFERÊNCIAS ANEXO... 63

5 INTRODUÇÃO Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à segurança e à propriedade. Artigo 5º da Constituição Federal Caro(a) aluno(a), A presente apostila contém o conteúdo das aulas de Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio. Dos estudos da apostila, de indicações de leituras, das atividades, aulas ou leituras orientadas via web, do fórum de discussões e do nosso convívio através do link correio, vamos oferecer as condições para que o futuro profissional da educação se insira no contexto do ambiente organizacional onde irá exercer o magistério no âmbito da Educação Básica. Para melhor aproveitamento e compreensão do conteúdo da disciplina, é necessário que o aluno providencie o texto da seguinte legislação: 1. Constituição Federal de 1988; 2. Lei nº de 20 de dezembro de 1996 (Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional); 3. Lei nº , de 9 janeiro de 2001 (Estabelece o Plano Nacional de Educação). Não vamos propor uma exaustiva e inútil decoração de leis e seus artigos, mas compreendê-los de forma crítica e consciente. Desejamos a todos vocês um ótimo aproveitamento nesta disciplina. Maria da Graça Fernandes Branco 5

6 1 ESTRUTURA DIDÁTICA DA EDUCAÇÃO BÁSICA A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Artigo 205 da Constituição Federal Caros(as) alunos(as), Vamos refletir! Você sabia que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) define toda a estrutura educacional brasileira? Saiba mais sobre isso lendo o material a seguir. Atenção A estrutura didática da Educação Básica, instituída pela Lei n de 20 de dezembro de 1996, envolve escolas de diferentes etapas: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio, além de modalidades específicas de ensino como a Educação de Jovens e Adultos, a Educação Profissional e a Educação Especial. Conforme o artigo 22 desta Lei: A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. Essas finalidades devem ser analisadas de acordo com os pressupostos filosóficos e políticos contidos na Constituição Brasileira vigente. Portanto, todas as atividades de ensino-aprendizagem devem obrigatoriamente convergir para as finalidades constitucionalmente estabelecidas. A Educação Infantil é a primeira etapa da Educação Básica e tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos, considerando os aspectos físico, psicológico, intelectual e social e completando a ação da família e da comunidade. Segundo o artigo 29 da LDB, é oferecida em dois níveis: I. creches para crianças até três anos de idade; II. Pré-escolas, para crianças de quatro a seis anos de idade.. O Ensino Fundamental, segundo artigo 32 da LDB, é obrigatório e gratuito nas escolas públicas, com duração mínima de oito anos¹ e terá como objetivo a formação básica do cidadão através: 1. do desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; 2. da compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; 3. do desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; ¹Lei nº , de 06 de fevereiro de 2006, institui o Ensino Fundamental de Nove Anos a partir dos seis anos de idade. 7

7 Maria da Graça Fernandes Branco 4. do fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social. O Ensino Médio, conforme o artigo 35 da LDB, é a etapa final da Educação Básica, com duração mínima de três anos. Tem como finalidades: 1. a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental, tendo em vista o prosseguimento dos estudos; 2. a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, de modo a ser capaz de se adaptar a novas condições de ocupação e aperfeiçoamentos necessários; 3. o aprimoramento do educando como pessoa humana, sua formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico; 4. a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos. A Educação de Jovens e de Adultos (EJA) é a modalidade de ensino prevista nos artigos 37 e 38 da LDB para jovens e adultos concluírem o Ensino Fundamental ou Médio. A Educação Profissional não se coloca como um nível de ensino, mas tipo de formação que se integra ao trabalho, à ciência e à tecnologia e conduz ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva. Está regulamentada nos artigos 39, 40 e 41 da LDB. A Educação Especial, de acordo com o artigo 58 da LDB, é uma modalidade de educação oferecida preferentemente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais. Finalmente, algumas considerações sobre Educação a Distância se fazem necessárias. Esta modalidade de ensino é mais uma forma diferenciada de comunicação pedagógica e de interação professor-aluno, que usa novas tecnologias de comunicação escolar, as quais podem ser usadas no nível da Educação Básica e do Ensino Superior. Saiba mais Para ter acesso ao texto integral da LDB, consulte o site do MEC: mec.gov.br No site você consulta todas as alterações ocorridas na LDB 1.1 Resumo do Capítulo Caro(a) aluno(a), No decorrer do primeiro capítulo, vimos que a estrutura básica da educação brasileira é definida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), lei essa subordinada aos princípios filosóficos e políticos contidos na Constituição Brasileira vigente. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional envolve, por sua vez, escolas de diferentes etapas: A Educação Infantil, o Ensino Fundamental e Médio, assim como outras modalidades, a saber, a Educação de Jovens e Adultos (EJA), a Educação Profissional e a Educação Especial. Cada modalidade representa uma etapa no processo de aprendizagem e, como tal, oferecerá finalidades específicas que buscam atender aos princípios vigentes. Agora, vamos avaliar a sua aprendizagem: 8

8 Estrutura e Funcionamento da Educação Básica 1.2 Atividades Propostas Vamos trabalhar! 1. Quais são as etapas da educação básica, previstas na LDB? 2. Quais são as modalidades de educação previstas na LDB? Vá até o final deste material e cheque suas respostas! 9

9 2 FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais. Artigo 210 da Constituição Federal Caro(a) aluno(a), Quando pensamos em fundamentos da educação, a que estamos nos referindo? A importância de se refletir sobre os fundamentos da educação reside no fato de que quanto mais tivermos clareza sobre eles, mais poderemos estabelecer os princípios gerais que deverão nortear o ensino em qualquer nível. Atenção Liberdade, modificabilidade, desenvolvimento, valores, finalidade e temporalidade são categorias existenciais básicas, condição de possibilidades de uma conduta humana específica, portanto, igualmente condições de possibilidades ou fundamentos da educação. Os fundamentos da educação nos remetem aos seus objetivos. Os objetivos da educação podem ser considerados sob uma perspectiva genérica, de conteúdo ético, relacionada com a sacralidade da pessoa humana, sua dignidade, sua situação particular e histórica e suas exigências e peculiaridades. Esses últimos objetivos são contemplados na lei maior da educação brasileira: a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (n 9.394/96), que insiste especialmente na formação da cidadania, que é uma exigência democrática indiscutível, e na preparação para o trabalho voltada para a tecnologia e a produção modernas. A educação deve proporcionar ao educando os meios necessários para entender o mundo em que vive e o momento histórico em que está situado e lhe oferecer armas para defender-se de influências nocivas para a sua própria vida e da sua comunidade, isto especificamente em uma época em que os meios de comunicação tendem a tratar a todos como seres passivos e manipuláveis. 2.1 Resumo do Capítulo Caro(a) aluno(a), No decorrer do segundo capítulo, vimos que os chamados Fundamentos da Educação nos remetem aos seus objetivos. Tais objetivos, por sua vez, encontram-se regidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Essa concepção normativa deriva, genericamente, de um conteúdo ético 11

10 Maria da Graça Fernandes Branco diretamente relacionado ao contexto histórico. De maneira geral, trata-se de ter a cidadania e a democracia como princípios fundamentais, bem como a preparação para o trabalho em um contexto moderno e tecnológico. Em suma, a educação deve proporcionar os meios necessários para o entendimento do mundo e das diferentes relações nas quais o educando estiver inserido. Agora, vamos avaliar a sua aprendizagem: 2.2 Atividades Propostas Vamos trabalhar! 1. Qual a importância de se refletir sobre os fundamentos da educação? 2. Quando falamos em fundamentos da educação, estamos nos referindo também aos objetivos da educação. Quais são, de acordo com a leitura deste tópico, os objetivos da educação? 12

11 3 SISTEMA ESCOLAR Caro(a) aluno(a), vamos agora refletir sobre alguns conceitos importantes para entender a estrutura e funcionamento da educação. Junte-se a seus colegas e reflitam sobre: o que é um sistema? Para entender esse e outros conceitos importantes, faça a leitura do texto a seguir: 3.1 Definições Relevantes Atenção Sistema provém do grego systema e significa reunião, grupo, conjunto de elementos inter-relacionados. podemos afirmar que a característica da intencionalidade representa a bússola orientadora de um sistema. Representação sistêmica Para Dermeval Saviani (2001), sistema é a unidade de vários elementos intencionalmente reunidos de modo a formar um conjunto coerente e operante. Características básicas de um sistema Pluralidade de elementos: um sistema não se constitui na unidade isolada; ele requisita obrigatoriamente para a sua formação uma pluralidade de elementos; Combinação de elementos: a pluralidade de elementos do sistema requer também que haja uma inter-relação/ combinação entre esses elementos, ou seja, eles são interdependentes. Ressalta- -se que tal combinação deve ser interna e externa; Intencionalidade: significa a definição clara e inequívoca do que se pretende alcançar (fins ou finalidades). Em síntese, Vivemos em um mundo de sistemas, onde a política, economia, religião, educação, cultura etc. representam a pluralidade de elementos que combinados e inter-relacionados compõem o maior dos sistemas, ou seja, a sociedade. Para a teoria sistêmica, tecnicamente, a sociedade é denominada de macrossistema e suas partes constitutivas são denominadas de subsistema. Base de sustentação sistêmica A estrutura sistêmica máxima exige para seu bom funcionamento um conjunto de regras orientadoras, normatizadoras da vida em sociedade. Isso significa dizer que a base de sustentação do macrossistema vem traduzida na Constituição Federal. Nesta mesma linha de compreensão, focamos a educação em sua composição formal (escola) e apresentamos como base de sustentação normativa a LDB. 13

12 Maria da Graça Fernandes Branco Tipos de sistemas existentes no tocante à educação Sistema educacional: é o mais amplo de todos os sistemas existentes no tocante à educação, pois abarca processos de ensinar e de aprender que têm raiz na família, na escola, nos partidos políticos, na mídia, nas relações interpessoais, nas associações dos mais diferentes matizes etc. O sistema educacional, portanto, vincula-se à educação formal, informal e não formal. Sistema educacional formal Educação formal é aquela edificada dentro da instituição socialmente reconhecida como escola. O processo ensino-aprendizagem traduzido por esse sistema é obrigatoriamente sistematizado, ou seja, vem organizado dentro de parâmetros específicos encontrados no mundo da escola, ou seja: currículo, disciplinas, metodologias, objetivos, avaliação e planejamento, tudo isso apropriado em um corpo de recursos humanos tecnicamente preparado para alcançar um grau de ensino e de aprendizagem desejável ao sujeito máximo do processo o aluno. O corpo normativo de sustentação deste sistema é a LDB. Sistema educacional não formal O sistema de educação não formal está vinculado às demais instituições socialmente reconhecidas como: família, igreja, mídia, partidos políticos e associações dos mais diferentes matizes. O processo ensino-aprendizagem que se estrutura nesse modelo sistêmico dispensa o rigor da sistematização das ações presentes no sistema educacional formal, porém o processo de aprendizagem se estrutura efetivamente a partir das especificidades de cada uma dessas instituições. Sistema educacional informal O processo de ensinar e aprender neste sistema dispensa a representação institucional; ele se estrutura basicamente nas relações interpessoais travadas no cotidiano de cada indivíduo e se pauta no senso comum, no conhecimento ou cultura popular, nas interpretações e nas deduções que o homem faz das coisas e sobre as coisas, dos acontecimentos do seu mundo diário. 3.2 Sistema de Ensino 14 Diz respeito ao como o aluno percorre o sistema educacional formal em seus diferentes níveis e modalidades. O sistema de ensino pode ter uma composição múltipla, ou seja, admite-se a organização do sistema de ensino brasileiro em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância regular de período de estudos, com base na idade, na competência e em outros critérios, sempre que o processo de aprendizagem assim recomendar. Sistema escolar Diz respeito a uma rede de escolas e sua estrutura de sustentação, estrutura essa representada pela esfera administrativa do ensino (sentido macro) e pela esfera normativa. Essas duas esferas referidas têm vinculação às diferentes estruturas de poder, quais sejam: Poder Federal, Estadual e Municipal. Na esfera ou nível federal temos o Ministério da Educação (MEC) como órgão Máximo da administração do ensino brasileiro, cabendo-lhe formular e avaliar a política nacional de educação e zelar pela qualidade do ensino. Esse órgão se comunica diretamente com o Conselho Nacional de Educação (CNE) o qual possui atribuições normativas, deliberativas e de assessoramento ao MEC. Em nível estadual, no polo administrativo, encontramos a Secretaria Estadual de Educação, a qual possui no estado competência no que se refere à administração, coordenação e supervisão das políticas educacionais estaduais. No polo normativo estadual, temos o Conselho Estadual de Educação, órgão consultivo, deliberativo e fiscalizador do sistema estadual de educação.

13 Estrutura e Funcionamento da Educação Básica Em nível municipal, temos a Secretaria Municipal de Educação como órgão executivo da administração do ensino. Como órgão normativo municipal, temos o Conselho Municipal de Educação com competência para orientar normativamente toda a rede municipal de ensino. Observe as vinculações da rede de escolas que compõem o sistema escolar: Instituições Públicas Federais de Nível Superior (IFES) MEC/CNE; Instituições Públicas Estaduais de Ensino Fund. e Médio SEED/CEE; Instituições Públicas Municipais de Ens. Inf. e Fund. SEMEC/CME. Em se tratando de instituições educacionais de natureza privada, registra-se que sua vinculação administrativa prende-se num primeiro plano à mantenedora da referida organização educacional; no entanto, no que diz respeito ao polo normativo, a iniciativa privada deve obrigatoriamente voltar- -se para um dos órgãos normativos do ensino (CNE, CEE ou CME), dependendo do nível ou modalidade de educação ou ensino que ofereça. 3.3 Sistema Escolar Brasileiro Se adotarmos a definição de que sistema é conjunto de elementos que formam um todo organizado (LALANDE apud DIAS, 1998, p. 127), vamos observar que será difícil justificar a existência de um sistema escolar brasileiro. Contudo, existem alguns fatores que contribuem pra a unificação do sistema escolar brasileiro: a) O fato de as escolas estarem localizadas dentro dos limites do território nacional; b) O fato de os sistemas estarem a serviço da cultura brasileira, de tal maneira que escola e cultura se influenciam mutuamente; c) O fato de o ensino ser ministrado em língua nacional; d) O fato de que todas as escolas estarem sujeitas a uma legislação comum; e) O fato de existirem disposições legais que determinam, pelo menos formalmente, a articulação entre os graus e a equivalência entre as modalidades de ensino. Fundamentos do sistema escolar brasileiro Para funcionar em sua plenitude, um sistema escolar deveria apresentar as seguintes características: a) Do ponto de vista das entradas para o sistema (input): Entrada de recursos financeiros em quantidade suficiente para manter o sistema em plena atividade; Recrutamento de pessoal em número e qualidade adequados para as diferentes funções; Admissão de alunos de maneira que não houvesse falta ou excesso de vagas, com atendimento de 100% da demanda na idade certa. b) Do ponto de vista do processo: Currículos e programas constantemente atualizados, em função das necessidades individuais e sociais; Pessoal com qualificação adequada às suas funções; Índices satisfatórios de desempenho dos alunos, respeitadas as diferenças individuais; Ausência de evasão e repetência. 15

14 Maria da Graça Fernandes Branco c) Do ponto de vista das saídas do sistema (output): para construir um projeto de vida e para uma fruição plena da existência. Formação de profissionais em quantidade suficiente para as necessidades sociais; Desenvolvimento cultural da população em nível suficiente para que cada indivíduo pudesse se expressar, oral ou por escrito, com fluência e em condições de usufruir do patrimônio artístico e cultural; Suficiente orientação individual no sentido do emprego dos próprios recursos Um exame superficial nos mostra que estamos longe de um funcionamento que se aproxime do quadro acima descrito. Esta situação resulta de erros acumulados desde um passado distante, por falta de planejamento, mas é também reflexo de nossa condição de país em desenvolvimento. O crescimento da economia não pode prescindir de um razoável aperfeiçoamento do sistema escolar. Não podemos ficar passíveis esperando condições melhores; cada um, dentro de sua área de atuação, deve despender o esforço necessário para melhorar o funcionamento do sistema escolar brasileiro. 3.4 Resumo do Capítulo Caro(a) aluno(a), No terceiro capítulo, discutimos a Educação enquanto sistema, cujas características fundamentais seriam a pluralidade de elementos, combinação de elementos e intencionalidade. Para o bom funcionamento desse sistema, são necessárias regras orientadoras normatizadoras cuja maior expressão é a Constituição Federal. Assim, no plano da Educação, temos a escola (unidade formal) e a LDB como base de sustentação normativa. O sistema educacional, portanto, é o sistema mais amplo de todos os sistemas ligados à educação, vinculando-se à educação formal, informal e não formal. O Sistema de Ensino diz respeito ao como o aluno percorre o sistema educacional em seus diferentes níveis e modalidades. O Sistema Escolar, por sua vez, diz respeito a uma rede de escolas e sua estrutura de sustentação (administrativa e normativa), vinculadas às diferentes estruturas de poder Federal (MEC e CNE), Estadual (CEE e SEE) e Municipal (CME e SEMEC). Finalmente, temos o conjunto máximo, de difícil percepção, que constituí o Sistema Escolar Brasileiro, uma unidade total fundamentada a partir de critérios de entrada (input), do processo e de critérios de saída (output). Agora, vamos avaliar a sua aprendizagem: 3.5 Atividades propostas Vamos trabalhar! 1. Vimos que os sistemas têm algumas características básicas. Cite pelo menos três. 2. Alguns fatores contribuem para a unificação do sistema escolar brasileiro. Quais são eles? Cite alguns exemplos de sistema de educação não formal.

15 4 EVOLUÇÃO DA INSTITUIÇÃO ESCOLAR Vamos refletir! Como era a escola na época em que você aprendeu a ler e a escrever? A escola passa por transformações lentas ou rápidas? De que forma isso acontece? Para saber mais sobre isso, vamos acompanhar uma evolução da agência específica para a educação: a escola! A educação sempre foi um processo duplo: primeiro ela significa a atividade desempenhada por adultos para assegurar a vida e o desenvolvimento da geração mais nova. Nesse sentido, os pais se constituem os primeiros educadores, logo auxiliados, e mesmo substituídos, por colaboradores como, por exemplo, os sacerdotes, os guerreiros e os professores. Nessa linha de continuidade, vem surgir a escola como nova instituição social específica da educação. 4.1 A Escola Primária A escola primária surge no Ocidente, quando na Grécia clássica surgem os primeiros professores leigos que inauguraram o grupo profissional pedagógico, a classe dos professores dedicados à formação física, intelectual e moral de crianças e jovens. Atenção É na Grécia que surge o termo escola scholé, que significa: lazer, tempo livre para designar um estabelecimento de ensino. Já em Roma, no período republicano, os pais educavam os filhos ensinando-lhes as letras, o direito e as leis. Por volta de 100 a.c. existiam em Roma escolas de retórica do tipo grego, precedidas pelo ensino elementar, ludus, que passou a chamar-se de schola, escola. O professor primário era o ludimagister, logo chamado de gramatista, por influência grega. Em Roma, o ensino elementar era de iniciativa privada, mas no período imperial ele se enquadrava no programa didático dos grandes estabelecimentos públicos mantidos pelo Estado. Nas escolas organizadas pelos cristãos, as crianças aprendiam a ler, escrever e cantar salmos. No fim do mundo antigo, os meninos cristãos frequentavam as escolas do gramático e do retórico. Na Idade Média, o ensino tornou-se quase monopólio dos mosteiros. As crianças aprendiam a ler, escrever, contar e entoar salmos. Já no século XII, os comerciantes enviavam os filhos ao mosteiro. Nessa mesma época, a floração de escolas urbanas, paroquiais e canônicas facilitou o aparecimento de muitos professores particulares, clérigos que davam aulas de gramática e outras matérias; eles davam aulas particulares aos filhos dos habitantes mais ricos. No século XIII, a partir da Revolução Francesa, passou-se a enaltecer o ideal da educação secularizada, mas sem nenhum interesse pela educação dos filhos dos trabalhadores. O ideal e a prática de um tipo de educação universal, democrática, surgem no século XIX, nos Estados Unidos da América e se tem difundido com dificuldades para o mundo, desde então. 17

16 Maria da Graça Fernandes Branco 4.2 A Escola Média Por escola média, entende-se a instituição dedicada à fase de escolarização situada entre a escola elementar e a superior. Esse tipo de escola, que corresponde à faixa etária da adolescência, começou a esboçar-se no mundo ocidental durante o período medieval, assumiu forma típica na época renascentista e perdurou por vários séculos até os dias de hoje. Atualmente, no Brasil, a escola média dividiu- -se em duas partes, ficando uma delas ligada à escola elementar, constituindo-se o ensino de primeiro grau, enquanto a outra passou a constituir o ensino de segundo grau, com novas características que a distinguem da escola média renascentista. 4.3 A Educação Pública A escola começou a ser custeada pelos cofres públicos e a ser mantida pelo Estado nos países protestantes. Como o momento luterano destruiu a rede de escolas paroquiais e monásticas existentes desde a Idade Média, Lutero apelou aos príncipes que aderissem à sua Igreja, para que fundassem escolas e as sustentassem, embora esses estabelecimentos fossem essencialmente religiosos. Só no século XVIII, na Alemanha, começou a educação pública puramente estatal com os reis da Prússia, Frederico Guilherme I e Frederico II. Na França, na mesma época, esse tipo de educação foi puramente teórico e existiu nos discursos. Somente com Napoleão Bonaparte é que se organizou o sistema público oficial. No entanto, um sistema de educação pública e verdadeiramente democrático só começou a existir de fato nos Estados Unidos, no século XIX. 4.4 Resumo do Capítulo Caro(a) aluno(a), 18 No quarto capítulo, vimos que a Escola constitui-se enquanto um elemento histórico mutável, um processo social que sofreu e sofrerá constantes transformações. No caso da escola primária, é na Grécia antiga que, por exemplo, surge o termo escola para designar um estabelecimento de ensino: scholé, que significava lazer, tempo livre. Ainda no mundo antigo é possível observar formações distintas de ensino, como em Roma. Modalidades diversas de ensino podem ser identificadas como resultado de sua forma de orientação, a exemplo do ensino organizado por grupos sociais, a exemplo dos cristãos. Já na Idade Média, o ensino tornou-se quase que monopólio dos mosteiros e, já durante a efervescência cultural/ política da Revolução Francesa, o ideal enaltecido foi o do ensino secularizado. Já o ideal de educação universal surge no decorrer do século XIX, nos Estados Unidos. A Escola Média, voltada para a fase de escolarização, situada entre a escola elementar e a superior, começou a ser esboçada no Ocidente apenas durante a Idade Média, assumindo uma maior definição durante o período Renascentista. A Escola Pública teve seu início nos países protestantes, como fruto da dissolução das escolas paroquiais e monásticas. Porém, apenas na Alemanha do século XVIII é que teria começado a educação pública puramente Estatal. Na França, Napoleão seria o responsável pela organização do ensino público. No entanto, a educação pública, sob a orientação democrática, apenas se iniciaria nos EUA do século XIX. Vamos agora avaliar a sua aprendizagem.

17 Estrutura e Funcionamento da Educação Básica 4.5 Atividade Proposta Vamos trabalhar! 1. Em que país surgiu o termo escola? 2. A que período da História podemos vincular o surgimento da escola pública, custeada pelos cofres públicos e mantida pelo Estado? 19

18 5 A EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental. 1º do artigo 210 da Constituição Federal Caro(a) aluno(a), detalhes como isso aconteceu no Brasil desde a Primeira República até os dias de hoje. Agora que você já tem algumas informações sobre a evolução da escola enquanto sistema público, vamos analisar mais de perto e com mais 5.1 Período da Primeira República: 1889 a 1929 A República proclamada adota o modelo político americano baseado no sistema presidencialista. Na organização escolar percebe-se influência da filosofia positivista. A Reforma de Benjamin Constant tinha como princípios orientadores a liberdade e laicidade do ensino, como também a gratuidade da escola primária. Esses princípios seguiam a orientação do que estava estipulado na Constituição brasileira. Uma das intenções da Reforma era transformar o ensino em formador de alunos para os cursos superiores e não apenas preparador. Outra intenção era substituir a predominância literária pela científica. Essa Reforma foi bastante criticada: pelos positivistas, já que não respeitava os princípios pedagógicos de Comte; pelos que defendiam a predominância literária, já que o que ocorreu foi o acréscimo de matérias científicas às tradicionais, tornando o ensino enciclopédico. Atenção É importante saber que o percentual de analfabetos no ano de 1900, segundo o Anuário Estatístico do Brasil, do Instituto Nacional de Estatística, era de 75%. O Código Epitácio Pessoa, de 1901, inclui a lógica entre as matérias e retira a biologia, a sociologia e a moral, acentuando, assim, a parte literária em detrimento da científica. A Reforma Rivadávia Correa, de 1911, pretendeu que o curso secundário se tornasse formador do cidadão e não fosse apenas simples promotor a um nível seguinte. Retomando a orientação positivista, prega a liberdade de ensino, entendendo-se como a possibilidade de oferta de ensino que não seja por escolas oficiais e de frequência. Além disso, prega ainda a abolição do diploma em troca de um certificado de assistência e aproveitamento e transfere os exames de admissão ao ensino superior para as faculdades. Os resultados desta Reforma foram desastrosos para a educação brasileira. 21

19 Maria da Graça Fernandes Branco A Reforma de Carlos Maximiliano, em 1915, surge em função de se concluir que a Reforma de Rivadávia Correa não poderia continuar. Esta reforma reoficializa o ensino no Brasil. Num período complexo da História do Brasil, surge a Reforma João Luiz Alves, que introduz a cadeira de Moral e Cívica com a intenção de tentar combater os protestos estudantis contra o governo do presidente Arthur Bernardes. A década de vinte foi marcada por diversos fatos relevantes no processo de mudança das características políticas brasileiras. Foi nesta década que ocorreu o Movimento dos 18 do Forte (1922), a Semana de Arte Moderna (1922), a fundação do Partido Comunista (1922), a Revolta Tenentista (1924) e a Coluna Prestes (1924 a 1927). Além disso, no que se refere à educação, foram realizadas diversas reformas de abrangência estadual, como a de Lourenço Filho, no Ceará, em 1923; a de Anísio Teixeira, na Bahia, em 1925; a de Francisco Campos e Mario Casassanta, em Minas, em 1927; a de Fernando de Azevedo, no Distrito Federal (atual Rio de Janeiro), em 1928; e a de Carneiro Leão, no Pernambuco, em O clima dessa década propiciou a tomada do poder por Getúlio Vargas, candidato derrotado nas eleições por Júlio Prestes, em A característica tipicamente agrária do país e as correlações de forças políticas vão sofrer mudanças nos anos seguintes, o que trará repercussões na organização escolar brasileira. A ênfase literária e clássica de nossa educação tem seus dias contados. 5.2 Período da Segunda República: 1930 a 1936 A década de 1920, marcada pelo confronto de ideias entre correntes divergentes, influenciadas pelos movimentos europeus, culminou com a crise econômica mundial de Esta crise repercutiu diretamente sobre as forças produtoras rurais que perderam do Governo os subsídios que garantiam a produção. A Revolução de 1930 foi o marco referencial para a entrada do Brasil no mundo capitalista de produção. A acumulação de capital, do período anterior, permitiu que o Brasil pudesse investir no mercado interno e na produção industrial. A nova realidade brasileira passou a exigir uma mão de obra especializada e para tal era preciso investir na educação. Sendo assim, em 1930, foi criado o Ministério da Educação e Saúde Pública e, em 1931, o governo provisório sanciona decretos organizando o ensino secundário e as universidades brasileiras ainda inexistentes. Estes Decretos ficaram conhecidos como Reforma Francisco Campos : O Decreto nº , de 11 de abril, cria o Conselho Nacional de Educação e os Conselhos Estaduais de Educação (que só vão começar a funcionar em 1934); O Decreto nº , de 11 de abril, institui o Estatuto das Universidades Brasileiras, que dispõe sobre a organização do ensino superior no Brasil e adota o regime universitário; O Decreto nº , de 11 de abril, dispõe sobre a organização da Universidade do Rio de Janeiro; O Decreto nº , de 18 de abril, dispõe sobre a organização do ensino secundário; O Decreto nº , de 30 de julho, organiza o ensino comercial, regulamenta a profissão de contador e dá outras providências; O Decreto nº , de 14 de abril, consolida as disposições sobre o ensino secundário. Em 1932, um grupo de educadores lança à nação o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, redigido por Fernando de Azevedo e assinado por outros conceituados educadores da época. 22

20 Estrutura e Funcionamento da Educação Básica O Governo Provisório foi marcado por uma série de instabilidades, principalmente para exigir uma nova Constituição para o país. Em 1932, eclode a Revolução Constitucionalista de São Paulo. Em 1934, a nova Constituição (a segunda da República) dispõe, pela primeira vez, que a educação é direito de todos, devendo ser ministrada pela família e pelos Poderes Públicos. Ainda em 1934, por iniciativa do governador Armando Salles Oliveira, foi criada a Universidade de São Paulo. A primeira a ser criada e organizada segundo as normas do Estatuto das Universidades Brasileiras de Em 1935, o Secretário de Educação do Distrito Federal, Anísio Teixeira, cria a Universidade do Distrito Federal, com uma Faculdade de Educação na qual se situava o Instituto de Educação. Em função da instabilidade política deste período, Getúlio Vargas, num golpe de Estado, instala o Estado Novo e proclama uma nova Constituição, também conhecida como Polaca. 5.3 Período do Regime Militar: 1964 a 1985 Alguma coisa acontecia na educação brasileira. Pensava-se em erradicar definitivamente o analfabetismo através de um programa nacional, levando-se em conta as diferenças sociais, econômicas e culturais de cada região. A criação da Universidade de Brasília, em 1961, permitiu vislumbrar uma nova proposta universitária, com o planejamento, inclusive, do fim do exame vestibular, valendo, para o ingresso na Universidade, o rendimento do aluno durante o curso de 2º grau (ex-colegial e atual Ensino Médio). O período anterior, de 1946 ao princípio do ano de 1964, talvez tenha sido o mais fértil da história da educação brasileira. Neste período, atuaram educadores que deixaram seus nomes na história da educação por suas realizações. Neste período atuaram educadores do porte de Anísio Teixeira, Fernando de Azevedo, Lourenço Filho, Carneiro Leão, Armando Hildebrand, Paschoal Leme, Paulo Freire, Lauro de Oliveira Lima, Durmeval Trigueiro, entre outros. Depois do Golpe Militar de 1964 muitos educadores passaram a ser perseguidos em função de posicionamentos ideológicos. Muito foram calados para sempre, alguns outros se exilaram, outros se recolheram à vida privada e outros, demitidos, trocaram de função. O Regime Militar espelhou na educação o caráter antidemocrático de sua proposta ideológica de governo: professores foram presos e demitidos; universidades foram invadidas; estudantes foram presos, feridos, nos confrontos com a polícia, e alguns foram mortos; os estudantes foram calados e a União Nacional dos Estudantes proibida de funcionar; o Decreto-Lei nº 477 calou a boca de alunos e professores; o Ministro da Justiça declarou que estudantes têm que estudar e não podem fazer baderna. Esta era a prática do Regime. Neste período deu-se a grande expansão das universidades no Brasil. E, para acabar com os excedentes (aqueles que tiravam notas suficientes, mas não conseguiam vaga para estudar), foi criado o vestibular classificatório. Para erradicar o analfabetismo, foi criado o Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL). Aproveitando-se, em sua didática, no expurgado Método Paulo Freire, o MOBRAL propunha erradicar o analfabetismo no Brasil... Não conseguiu. E entre denúncias de corrupção, foi extinto (BELLO, 1993). É no período mais difícil da Ditadura Militar, no qual qualquer expressão popular contrária aos interesses do governo era abafada, muitas vezes pela violência física, que é instituída a Lei nº 4.024, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em A característica mais marcante desta Lei era tentar dar a formação educacional um cunho profissionalizante. Dentro do espírito dos slogans propostos pelo governo, como Brasil grande, Ame-o ou deixe-o, Milagre econômico etc., planejava-se fazer com que a educação contribuísse, de forma decisiva, para o aumento da produção brasileira. 23

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