N E E 2.º TRIMESTRE DE t9 ' PI HI JC\( \O Cl 1 TI ll \1 D\ C\ll\ll\ 'li'" IPAL DE l ISBO~

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1 N E E 2.º TRIMESTRE DE t9 ' PI HI JC\( \O Cl 1 TI ll \1 D\ C\ll\ll\ 'li'" IPAL DE l ISBO~

2 RTIVISTA MUNICIPAL Publlcação cultural da C. M. L. Coadiç6eo de...,._,, de publlddade VENDA AVULSO Númoro limpla JO Nll..-o duplo $00 ASSINAnJR.'\ Por cada quatro nllmeroo '$00 PUBUCIDADB Por p'gjna Jj0$00 P0t mda páp $00 Por ql4uto de páp $00 A pwbliuflo tl4.,,. "'"ªº "" q""tro 11...nos uç"'4os,,_ o tl4s<0 lo d JO %. 01 P tfo' do poblícidmtu do orr11ddos tl4.03 % do /,..posto do Silo - Dte. IP.U4 - "''" OS antd.orulowt.ntoi Ü Üa O.po1it&tlo 1 ral: Grupo «Amigos de Lllbo&. Rua Garrett, 6~. ~. -Te!. ~ CorNspoadênc:ia1 Secçio de Propaganda o Turismo ela C. M. L. Roa de S. Juliio, 190, 8. - Tel Ext. 78.

3 . DUENHOS OE CAPUCHO, J. ESPINHO E MANUEl UMA l'f,os 20 r 21 1,0 e 2,0 TRll"llCSTRZ: o:i: i9441

4 A VIDA SOCIAL LISBOETA NA «POLYANTHEA» de Curvo Semedo

5 ,Pºr-, LUIS DE PINA Professor da Foculdede de Medicina do Pôrlo - Do Acodem lo Portugue~ do História Ao Doutor Feliciano Guimarães, ilustre professor da faculdode de Me dicine da Universidada de Colmbro. o. D. e.

6 E~revcu Camilo Ca~telo Branco ('). n rt -pe110 de cena obra médic.a setecentista ('): - neste li.-ro. a meu cr, é a mais pittore>ea bi.toria dos costu!tle$ d'aquelle seculo. N"1m:uem Ili o Porlrlgal Jfrdi~o. e pouco; sabem que de;.prczado thcsouro alli está. Como author d< li\'ro~ d.~ mcdicim.: vilipen<lío "º'' que Braz Luiz seja contado na lista do. c;,,críptores mcdicos, de p.<.r com " 7.acutos. com os Vcig.is e com Jacob de Castro Sarmento; como r~lação das u,;ança~ do 'c<ulo xvm, não ha noveua nem poema _satyrico cm portuguci que lhe chegue á barba.u Rt forço o conceito preciso de Camilo. J.í em outro estudo dl-mon.tro a importância dos livro antigo,; médic~ como informadon ~ 11 ' U"'10Çai> alegada' pelo cl:\,icn, f'clllapiana~ ou não('). E cm outro, do lll(;sjl)() ano, r~-gb-to a.. informaç..x.. dt: G.ircia de Orta àco' rca da vida médi.:a do Ori<'nte indiano português no século x1 1 ('). Idênticamentl', no que concerne à vida naquela região, o fücram, sõbre a obra do nohl.vcl fijico quinhcnti<ta, o (',onde de FiralhQ (') e. ultimam.nlc, António \fat050 (')., Na vcrda<k-, nesta corno em mais obra- <)(' \tedicinn antiga, <.e podem rcco!hcr inúmeras not.h de variado matiz, corno as que S<: rcfcn m à vida.ocial. São, por \'CZcs, fil&-s de óptima história: mal Cll."Plorados, uru; outro,;, nun. a pc-quizados. E é ptna. O nosso grande historiador da 'fedicina!'facional organizou, na vtrdadu, uma obra de diffcil i:rangcio e arranjo, onde arrola o, principai, li\ ro-. médicos portngue>c.,,, qu<' analisou < critica ('). Porém, não lhe fôra possível - era mesmo impossível, estudá-los todos com largueza e profundamcnto. Por isso grande número de obra-. do> mmicos portugueses não csl:lo ainda considera h como seria neces.-.irio. E alguma" llc'm o merecem. Tarefa parn longo- :mos e muitos investigadores! Entre e:.sas obras, pede análise ~pccial, além daquela de Bn\~ Luí.-., a de Cuno ~o (no ponto de vi;,ta que pretendo tratar Dl:itc estudo) - bem conhecida e n que j:\ dediquei especial aknção ( 1 ). \faximiano Lcmo- di7., a &<:U rt-(l('ito ('): - «Tod~ os uutorc~ que w tem referido ao livro de Corvo :-.cmcdo, insistem no grande número de abusllcs que nêlc se encontram. na demasiada credulidade de que o :;eu aotor d.-\ prova,, 1 cen<uram com jostiça o seu charlatanismo que o leva a proclamar as virtud<'s d< grande núm<.'io de composições sccrctas que êle pr6prio preparava e vt:ndia. Nenhuma dúvida há de qu< são fundadas esta ccn uras, e não temos intenção de ns rebater. (') Camilo ca te!o Branco-O 61h" Je 11.Jro, 6. tj.. Li>boa, 1924, p.ig, ~~. (1) llr4s Luls de Abreu - POf'twi;al Medico º".llo archio Jledieo-Lus1/0"'1, <I, Coimt ra, l i'2ô. (') LW. de Pina -Asp.ctos da vida midi<4 ""''"'"'"' " ' slcalos xv11 ' xvm :\1"'1ici&wo, 2':1-30. lbboa. 198l!. (') Luls de Pina - COlOIYlhNT(Jo dos Po.-tup~u Q.W.~ tlstju " ', 'na 4a l/1din"" "º o~"u P...tnsl Noni,..., 'OL I. faac. 4. Lltboa. 193ô. (') C.onJ" de Ficalbo - Garcia da 1/orta, o u limpo. Li>boa. 16"6. ( ) \otónio )l looo -.~ IJlll.z do On t Pvrtoçlds 110 Siculo xvt olfavij dos Col6q OS dr Garaa,/ Orla. «Actaa do Coogrt">O do Mundo Portugu~. vol. rv, t. n. Lisboa, (') Maximiano Le:mos- Hi>t6ri.1 do 11"''' ''" "" Pclrl11ga/. 2 vol.. Lisl>OO, l~tl'.i. (') Lula do Pina - En.a10 d Folclor "'Jd"u 11nalllieo f>ort..g~, (811ra-Ba1<a) fttmb~lhoo d~ Soc1er\ado Portugu- do Antropologia o EtnototP " vol. vu,!ase. ll. Põrto, (') Maximiano Lcm~ - Hist6rw dt1 lfl'didhu tm Porht(ol, ob. cit.. pdft. 6:1. 5

7 E, a "<'guir, escreve: - ul'm juízo imparcial :-Obre a Polya11t/1ca levará portanto, não a!>f nas a apontar os urros " abuso,., ma,, a pôr em relêvo ª' qualidades." Jsto depois de ter salientado muitos méritos da obra. Na verdade, Curvo Semedo necessita de mai,, largo e imparcial ~ tudo. '>:o meu trab.ilho de 1987 já citado ('). ~revi: - «No ponto lesado, Semedo merece a aguilhoada do no:..o mestre. Contudo, parece-m<: a obra, tão descosida e multifaceada, escrita por dois homens: um, o médico erudito, doutfssimo mcsjllo, conhecedor dos melhores livros nacionai:; e e~lrangeiros, com citaçõe< abundantes de autore,,, cuja tabuada pa,, no comêço da obra, no total de alguns centos 1 Outro, o charlatão. o ganfmcciro de Ricardo, a ensinar a.o povo reml-dios incornpar.í veis de fant:isia e de porcaria! Como se puderam juntar num "6 volume estes dois mestres, é que não é fácil e'.\.-plicar. A-par de muitas página> que um médko de hoje subscreveria, escancaram-sc muitas mais que o pior do~ curões lusitanos enjeitaria com tremenda cascalhada di. riso!» E><:lareça-se que Curvo Semedo era primoroso, elegante e lusitanf,,.imo c.critor, apclidado por Francisco Leitão Ferreira «Cicero Portuguez na língua Lacian (' ). Natural de Monforte do Alentejo, onde veio a êste mundo no ano de 1685, morreu com &i anos em 1719, na cidade de Li.boa, onde exercita'ª clínica. Educado pelos Jesuítas no seu Colégio lisbonense, passou em à Universidade. Aí cursou a Medicina e, ao fim de distintos estudos, retomou o <rui do Pai' para fixar-;e na Cnpital. Grande médico, muito prático, <..,,limado e admirado, clínico do magnífico Rei D. João \'. Semedo auforiu copiosos e pingues proveitos da ~Icdicina: desta e dos livros que escreveu, mormente da Polyanthea ('). Em meu entender, l,,;ta obra foi o receptáculo de tôdas as crmclice5 populares da época e, por outro lado, a fonte de ciência médica dos variados curadeiros e curiosos do País, que ali beberam fartamente, apenas, a comeiinha recvlha de recipe,; e explicações fisiológicas maneirinhas com que inçaram, depois, a sabedoria popular médica nacional! ~ão pode haver estudo sério de Folclore llk.'dico português :.em consulta larga dêsle volumoso tratado. Dêste, e de outros, como de Pedro Julião. de Bracamonte, Brás Luís de Abreu, etc.. Não quero pasc;ar adiante sem deixar bem vincada esta influência curviana na cultura cientffica do povo Por isso. escrevi: (') - <A Polya11tflea foi editada várias vezes. O seu crédito na clas.<;e não médica. do povo, ganhou alturas descomedidas. ~ livro ainda hoje existente <--m muitas casas portuguesas e bastante vul~ no mercado de obras vélhas, como precioso livro de oiro das famoiasn. ( 1 ) Luís de Pina - Ensaio dd Folelore 111Ad1co tlllalili<o portugrds. ob. cit.. (') No Romtrnc. t net>ml4stico ontkcauyuaba dirigido :io nutor: Curvo Semedo. Ob.St*l'Vâft'CHS m~ditas doutrin.au. etc., 1707, Lisboo.. No Prologo no L ytor Scmc<lo louva a pubuc~o de obra. IM<lica. cm português o recordo. a. inccntivoo, """""sentido, de D. João IV e de D. Pedro Il, quanto no a.portugues."u11ento do vocabul6.rio concernente l ~ledicina. (') Carvo Semedo - Pulyunllld4 Jl d1wwl. Noliaa.s golnu<as, cllymita.s, etc.. Tem 1:á.rla$ ediçóe....,,do a primeira de Sirvo-me da 3., Usboa, (') Lul.o de Pin<l - Eruaio tk FoklM mad;<o mialltiro. etc., pág. ~5.

8 Além oo livro de oiro, era a Polyanthea um muito acessívd e compn.>t:n!>ível Tratado Completo de Medicina, onde o.povo podia beber - e bebia - à farta, a sua cultura mldica. Recordo o qne e:ccreveu Júlio Dinis ( 1 ) do amor que o wlho htrhanário \'icente manife.-t:wn à Polya11tlica de Semedo, como livro de Medicina. Isto em pleno século x1x. Cabe bem neste lugar tal l\o'mbrança. pois essa pintura dinisian:i é o verdadcido >lmbolo da cultura médica popular qu< mencionei; nem podia encontrar outro mais significati\'o. O conceito de Júlio Dinís é conciso e perfeito. Posso, pois, r~petir o que em outro lugar...cr~vi (>): _ uo livro. ace,;,,ível cm l'xlremo. como rcc<:ituário que empregava subotâncias caseiras ou fáceis dt obter, foi o refúgio oporttmo da capacidade limitada d?sse,; idiotas (assim se chamava aos pr.hico' não diplomados). Dai, a sua aceitação. Conhecido o seu conteúdo, êste alastrou-se e fixou-se na memória dos doentes e dos circumtantcs. E como o povo é e::.truturalmente tradicional. as geraç~ tran;mitiram o saber. A juntar a qu..<as várias da escolha de remédio::. que se não topam no:; vidros da botica. há ouln, não menos importante: a carência de moeda para comprá-los ao balcão da dila! Por isso o povo, arredado da urbe, procura à sua roda a.-; substância:; que lh< aproveitam cm mezinhas: no curral, na horta ou no alegrete, no monte ou no campo! E alguns doentes mais não terão do que essa improvisada farmãcia a substituir a botica legal, que fica a muitas léguas; e chegam-se a curões mais ou menos estúpidos, esquecendo o médico oficial que não chega para as encomendas, que vem sempre nuúto tarde, à falta dc' trall!,porte rápido.» Pois foi nessa tarefa que Curvo Semt'Clo. segredista r.: nwzinbciro ("), pre.tou grande:, e vários serviços, hoje mais ou menos condenáveis! ('). Posso dar aqui a cópia de um documento escrito por Curvo Semedo em 20 de Agôsto de ~ um atestado médico, que li no Arquivo Hi,;tórico Colonial. de Lisboa (Angola, Maço 17) e considero inédito. Foi passado a favor de Diogo da Fonseca Henriques('), dot'dle nas Cadeias da Cõrte. Junto dêste, está outro atestado, subscrito por Manuel Soares Brandão. Eis o documento: - utudo o rderido na Certidão ariba he verdade, & q o sobreditlo enformo tem ainda varios symptomas que dependem de r< medios promptos p.' obviar os dannos eminente> oquc tudo me consta porq asi~ti na força da doença & ainda oje continuo com " remedias que lhe são n~-ce;;sário.; tudo affinno pas:;ar na verdade, & ojuro assim pello habito de Christo dequc sou professo Lx. la de 7.hn> de 005. João Curvo Semmwo.» (') Júlio Di.nUi - A ;1/orgadonlu> dus Canm iais, 18. cd. Li>boa, (') Luls de Pina. - E11saio d Fok;lo,. inldico analltico. etc., pág.s. 26-2\l. (') A esb> casa de curadclros :Uude o célebre Compõndio Hislórico do Estado do Univer.idod~ d. Coi nbra, ele., Lisbon. l 771, pág (') Assun resumi o. questão (Ensaio de Fol<lor> mldico. ele.. ob. çit.): - «A Polyt111thea do Curvo ~o originou o rogisto de receiluário médico popular do seu ~mpo. quo assim consagrou e que por "> toron o livro um opuleoto repositório folclórico; o " expressão. entre as classes popultues. de 'muitxls outros remédioo. estrnng< iroo. também de feição primitiva Houve, a...tm. e por seu intermédio. umn. forte interp<:oetraçlio folclórica.» (')Foi contador da Real Fru:end:. em Angoh í: condenado por contr.lb.."\ddo. Serin parente dt Frnnci!co da Fo11$CCA Hcnriql><"I. o Dr. )lirandela. célchre m"dico que viveu d~ 166á a

9 O inolviclh cl \!1.tr.: Léitc de Va...:cmcdv oa U3 obra monumental('). alu k :i importànda do!' textos mmicos antigos no c.,;tudo da Etnografia e ao valor do livro de Semcdt>,. cll' outros. nr<~ ponto de vbta. Qu.anto ao primeiro assunto, 1:--u'f.!veu: - ulntimamrnlil ligada com a Antropologia está a )fedidna, quu d< lõ<l.ls a.> scienci3s 6 3(jUela cujo primitivo caracter sobrenatural e empírico mai.; tem cu..bdo a <k$\1lnettr-,-c do vulgo. por ca11:>a da in~tintiva tenacidade com qu todos os lo.:ntc;, por toc!as as maneira.s. procuram alivio a~ mak,, ~ que pldtccm. À Yooicina popular, e aos...-tudos que da mesma existem entre oós, consagrar -se-hão noulnb lugan.-,, algumas páginas; aqui apena» "" pretende deix.ar consignado quu cm obra9 de antigo. medicos nossos, ainda do. maia esclaft'cid<y.>, se cx.prim~m ttorias p:itocéfiicb e preceitos terapêuticos que derh'ajd de coocepções que boje já nj.o \'<>g;tm n3 sciencia, mas que o i>o''º continua a adoptar com fer\'or, ou porque ~les as tomou, ou porque datam d..- tempo ankrior ao dos própria:> médicos. ' i.1n pois comuns a este;; e àquele. Com a:. >Upcrsriç& ;, que nem s.:mprc porém o. medico. aceitam. concorre d.:,.,.z. cm quando na. dila!. obras menção de curio>os co~tumc~. e no me;;n'io tempo (indepcndcnt«mcnk de superstição) nomes e :;intom.1s de doenças, e melodos de tratamento qu<" lambem perduraram na tradição até hoje e s6 nas pc.."-'ioas inculta~ <.e con~rvnm.o e no tlll"'"10 lugnr regi~tou estn.s palavras àcên:a de. Semedo e sua obra: - «A Polyantl1ea foi impressa a primeira vez em looú. O estudo desta tremenda obra aproveita muito p.'lra t> conhecimento da ~k-dicim1 popular, tnnlo ~npehticiosa como não. Curvo Semedo concedia grande importfulcia á knipêulica proc.,jcolc de huma certa "ympathb, ou qualidad1; oculta11, que julgavg. existir entre algmna docn\- '> e <OU"'1> ou Ccnomcnos natnraii;, II01c dirlamos: magia ru1alúgic... Ao ns..wito até con.-;agr:l Cur\'O um capitulo esp«ia l a p. õ.11. O mesmo médico atribui certa clid.cia curativa a amuktos; pretende que o jejum aplaca vinganç<is divino.-' n:i pi::;lc e de:1fi:i "em re»ar sup.:rsüções; vid., o índice, por c:<cruplo, ~. vv. cabelo, c.~gado, olo, defumo, dente,;, Jagarti-,;a, lanço!. ouriço-cuchciro. Sem embargo, contrapõe a virtud,. oculta» á crença do vul~ tm fciliç:ufa ou pacto, <> iomba do trat.1mento popul~r <la <'Spinhda ca.ida. O povo a.in<la hoje trata cc~ doença,,, por exemplo. ~ nevoas ou 11ecpi~lío. e a> colica:., pcl<>- agentes naturais com que Clll'\lo Semedo a. trata\'a: vid., Je um bdo, n.lfl'diâ"a popular, de F. Gonçalves, pp.!ifl e 00, e do outro n Polyunthe11. pp. 210 a 815. F6ra da terapêutica faz o no;so autor um;i ou outra ob'<!fvaçào que importa igu:ilinent<! á Ewografi:l, por e.xemplo. a rc..i>eito da cor da pele e da co1nplcxão 011 complei.;..~o.10~ ~lerídionais (=)" Como V\:1'1mos, a obra de Curro S.:medo informa larga e coriosamcnlc àcén;a <l< muil0<> ;u;pectos da vij., mthlka, é certo; mas is apontamento,. que o an:albta do li\'ro pod<" coligir i.:io "'1~- (') LA:lto J. \~uconc-.ilos - Etnol"RJia Port g11..tsa. Tcmta'"º ~ "'.s.tc,1wt :tlfõo. \'ol. I. I..u1.o ao o ai. l'l ~bro qu«l?1leiro S.1m:l1.. Ncn:\' Fr:u1<:i.'OO tio Pina e M<lo,,, "''f>ollo da p<>lfi gcnt<> 1>ur 8-1 nt rn \rm qu4l 'ocnrr. 11em -..OCOJ1"05 d.'l mcd.ic:loa: e ó\qlk:llts q lc.:jjt dt'.u1grl~. vuiu.iwri4jlio, rorg.,.,.\g-li lni;lawrra.,1 lminí lrailll por barbcyroo. Medicoe df'i!:lpulu. d<' C'urvo" d~ Mlmndcll:o, prouvt m. o. Ik.'(JI, inu.itoti ''~r,es, 4 Oi não houvcmte.n Rtbt"'' Sq~chu Soaus d,. Hn"os. l.i'lbo:1, Hl~tl). (Aot6nlo l'crrllo

10 1 1 ' ' A VISITA MEDICA 9

11 infunm>s, no to.:anre à 'id:i portu~ cm gtr.11 e à li:.bocta cm particular. Muito. livro.. poctuguese,. médicos scrvrn'i, embora mais reduzidamentt qut t;;;k, hi t6ria da \elha '-ida '«ial portugue:;a, em e-pccial. 11lgun.,, à lt-botk-nse. Em breve o ju ;tihcarei. A Polya11thea d-0 Semedo ( nm m:m.1ncial de curiosid.1~. cofr fortt de variadís:>ima:. <.urprê;:i,_ médicas e não médicas. t\rrolo nlgun- pontos para justifica...,i.o do as>érto: - analogia< médico-t.. ral"'utica,,: tran m!ss:in de do(nças por e"pclho,. ao~ quais~ v\t m os enf,rmos; necessidade de remédios compo:..to, <11 sub>t~ncia ou planta- ac.,,,,fvci~ :, condição < conómica <' social do tlocnlt'. de que <o;tá cheio o!!cu livro, qml d 'lc- o mai, extrjnhn '" pnr ",..,, o l'tl3i imundo ( 1 ) lnflu oda da imaginação e da conh:mplaçào de objectos formosos pelos pai, no momento <1.t cópula; ddormaçoc-. cranianas raciais; mimcli:.mo: patologia -impálica: influ~nch do meio pátrio na mauife>.taçào de ~nai:', \1tat. raicro«:upia; 11CCl'"'-,idadc de autópsias para nrificaçào da doença que a oca,ionou; scr,rmo profi "onal; <-tnola<:ia. crrn:itologfa e goografu rné&c:a; o chá a a h;stóri:t., ~ pn-paração, r.tc.; elogio da Qufmka; alimentólçllo; momtros hull13jlo,,,..te.. &"!11 dthida que alguns dos ponto, mai.- curios<», de '}tk' tratarei, são a inlracção do segrêdo profi._'onal por Curvo Semooo: indicação de grande mimcro dos seu d~nte<. por nome 1pclid<>, pro[,..;.ão e morada. o qut: nos prc,ta va\io.;.a, informaçik,; para o cs1ido eu!:énico &: cenafamília portui;uesas, p r quilo n qne pod< rá chamar- ' patologia genealóg1ra ('). rc:médio d,.;egr<:do: turo.~ul'<:a régia, t te. ::\ão r dewali<>,.a, também, a graudc cópia <k indicaçõe:> toponlmicas de Lisboa, relacionadas rom a morada d<» t:nfcrmo, dn Semedo ou <l outros colega,;. Certo é que o nosso m<'-<lico 111fringiu furta e frc:qú n:l,:m n!t:, a velha e sempre rc.; peitada in,tituiç;in 1lo i;.. grmo proíls ;ion~i. Hoje, C'urYo 'Wm<'<lo S< ri' rt mctido, sem ptrdão. nem agravo, aos tn'bunai., da Oul,:m dos 'l«d.ico.. como rêu cont,,m,.,, pc-rigosn, irreverente e incorril!{vel naquele capítulo da u.-cntologia ou Ética Médica 1 r:. j11>tü1wva re, brand.mu:nte: por nenhum outro caminho po''!ilqstrar a scgnrnnça, e eficácia do, uis remédios, senão nom<-:mdo o; dotnks, que M.Jnoi para que os escrupn!o"<>" "' informem cki minha \et"d:lde. (Pág. =~l). Nada jn:.tifka tal pri.t1 : apenas a dc,.culpa a época <.:m que \'J\CU o tra1l.;gt"<:>.>0r. Piores do que Semedo ha'ia outros médicos, aqui e 1:1 fora, <:mbora o wlho P de Toei<;,,, Hipúcralcs d" C6s, ~o..í!(llo citado no 1I11gnffico documento moral que,~ o f11sj.tradum ou jura m<nto. no s6culo " antes de Cristo ( ). E;, um dos muitos exemplos das inconlid~ncia; clínica, de- Curvo Semedo{'): IO (') Vid, Lui1 dt. Pm.1 - (},\ r, me dw~ mutttl(jtõ na \frdjcw 1 popul111' \cta.i. do e XV C'ongràs lnttrno 1iona.I d' Anthtopologi" & J ArcMologic Pré-ll~oriqu Pam (') Ramo d05 e\tudo-. hi tdric<>4t1mico1 pouco ou nada dkt-u\olvicl09. f~ h hvn:i!', c.om os de genta JCJ81&.. rogistoo paroqui3.ls, bc-m 1n lis.ldoll, dariam farta rm~ria. r:>m <> t'llud<> d:ui r<>11diç&5 cugmicas da antip populólçá<> portu!l'\jesa e aeu ttflexo 00& decendl'!lles nctuab. (1) Juramenws idbbcoo escreveram pcua a us dl-<ipuk9 e d<xeoclent<, ~l>unórud a.\""1to J.U!ltaco I"'"' mai< não citar \ hcaldadc de \lcdld d llompilhcr us:> alnd& h<>ja um outro. obtido,_ moll"' dos antigos. (') Como ~, outro& lorut ' " e naaocal" Fon><-ca lknriq por ncmplo na 111a ilfrd "" 1.., C.u ~oro"' Ddfico. etc.. de coligo Wnticas noticias nitre outl'oo dõr':ltn c c.aavh dlt.e5 ~u:s. dcsnu ctmlcudcnt i. la p6bllca estlo D 1 rancuc:o ~lan,,..l :uclo. atacado do ltl'tfcla com cxc.n=entoo :.=,..:... tnlôldo a kito d Luna ~ com Isto c;u.-:wlo; D \ºictóri:L d<- Bourboo, fllh:l do ConJo doo Mcoa. cpil~ptica Lconazdo d.> Cunha Alcoforado. de C.ortlçoa (Tras.-~Jon~). icl<"lfaa. P. Ant6nio <Jc ~1o::ús s..._nto. cólie» V~ de """""' D,\nc<:L' d& S1Jv:1 diam-ia; ~te.. Todavia htc D1 1f11011dtl" f mais comc<lido qu o ku contomporan<0 Scm<.-do ru lnfrncçõo do,..gn.'ldo ~ic:o, DllL nch g.i-hc lha aoe ombros nos récipe rcpugna.utcs do óko de rau. fritar. nm dor<.. <lo ouvidos, no crfutio hwn:mo do JX""l'O" qm n.'o f<'>s.<e entl'fm<jn tt:otcrement<>"' de pavl'io. f<"l do clioj..iriho n gro, tuntb miuni\o, n1\ e.um d:\o; < pllt ~L.1.1 f

12 Sem<>lhantc e-a.o a,.,,t., ob:.. n "Y em Frru1ci."<'O Juzarlt da Fonst:en, Thesoureyro do:; Anna?... n : tinlta,.,,w homem hum,u<lr de 1-ills tão rorrosivo. que apodrecia as m'~:ras. & ça,1>ato.. & v.,ndo-:w af!lii,<ick> com este achaque, pertendeo -<uspendelo, lnv.mdo [Xlf';l is<o os pes, cinco. ou sct> dfa, com a agua em que os Conf~yteyro,; c,;c-.llchô a Ro.a. quando fazcni o a!bllc:tr Tosa.do. & famõ liio e[ficazes os dito~ la vatori<,., 'JU~ ruprimirào totaltnenle o suor, ma.~ foy tam gnln<le o dano. que lhe fe'/, n falta dclle, que antes d" vinte ilias adoeceo tam mortalmente, que chcgo11 a estar ungido, & r~'corrcudo ao m<tu coase'lho, lhe nrdcney mandasse aquontnr em hum forno hum >a co de folhas dt> hem. & que tl:>iaudo t>em quentes a:; m\.'lc:,,;e em hil sacoo, & neste n1cte.'111 o. pes. & pen'las de;c:alços, & q tivt.-sse a boa sorte ;;uar copiosrunento, Livraria da morté, que o nn11:aça\ a; & a<sim ~uccerleo; parque metendo os pês nns dita:. folhas suou rios d" agua, & escapou çom vida cm vinte de Setembro de HllJS." (Pág. Jll2). Leià..,;e ~e r.,janço da obra ondu se nlltcl~ à inlluêncfa do 111J:10 ou ombie11te.,omo hoje.e diz, na re- elação das ncções hmnima : - 1 Sirva de ch~rcia o seguinte ex<.'lllplo. Se hum bamem muyto valero;;o morador ein Li$bo.'l, d!'sa~<c a. outro morn.dor na m<:>"1tla Cidade, & 1:,;colhesscm par.i o h1gar dit conten<l.'l o ctllllpo ele S.'lntn Clam, seria muy factivcl que,;ah;;;se venel::dor o qu~ losse n1ais valeroso, porem,,e o desafi<> se manda.."se intimar a hum bomein morador em Lisboa, pam hir contcmkr ao Portu, com h11m homem morador na til terra, ainda que o homem de Li.boa fosec tnais valeroso que o do Porto, era muy factivel que f~ o contendor de T.ísboo. Vt'flcido no Porto, havtllldo de ser vencedor, _,e a contenda ;;e fizesse em Li:;l>na; porij t'.lll Lisboa "' acharia com toda;; ª" su:u> forças, & no Porto se :teharia scm 1.:llJ.S. pelo trabalho, & mojc,,ti'l dos ~minho;;, que D 'Cessarian1cnte pa;;.<;0u nnt..., dl ch~gar ao lugar da contenda.!;;to mesmo succede aos remcdios i'j haõ de.c;ervir em pane; mnyto cli:rtan1es; cbegaõ a dias taõ tnfraquecidos, & tmm,mutados, que nada apl'o\"cytaõ; & esta q_uiçà he a causa, porque os remedios Chyrnicos obmõ iuelhor <1ne os Galenioos; porque como os Galcnicos se l!dfraquewm ºª" pas.sag1:n." dos lugal'l'$; & os Ch}'lDicOS conservaõ mais tempo as suas \rirtucles, por serem mu) 'º deli"" mctallico!õ, & mineraes, sobr!' os quaes n.aô tem o cnlor natuml to1.nto podw:; tb.qui procede vencen:rn enf~nnidack-,;, que os núledio GaienU,os naõ podem vcnccrn. (Pdg. 887). Veja-se &te passo. concernente ~o microscópio: - "Poucos rlllilos hn, que no mando não havia noticia do S...ündro optico, oom o qual chega a vi;ta a pcrceb<lr, que o:; cabwlos saõ canullados, & cheyos de pelo, & que toda,; as glanclula$ "ªõ va:,'iu,., & ocas, divisa.11do-3tl por clle ª" mínimas núndezas da pulga mais pequena; donde pa.a'ce que pois serve de v.,r o que sem elle era impossível, deve ser muyto louvado o tal invento. ainda que dos antigos naõ fosse usado, nein conheciclo.u (Pâg. 707). Camo lemos, falou de umn pulga euxert,'llda aos vidros da microscópio. Lembra-nos logo 0 conto do ma\'ioso Bernardes (') àcêrc.'l da Correcçiio. Ref,,e/J, 11$ão: - uba oculos Javrndos em!ai fórma qne as cousas pequenas repre.c:ntam como grande:;, e: outros. pelo contrnrio, que a,; cousn.s i::rnnde' repre<;entam como pequi>nas.u (') Mann"t.l3crnard<>!>-Nov FI"''"'ª ou Sylvi. d, 1111rios apo1hlh11g111n.s e ditos s.ml1111tios0<, et.:.. Vol. rv. Pôrto, 19U. I l

13 E. l:l vem a hi,tória do homem douto q11<:. jomadeando de Bavfora para o Tirol. morrera cm certa aldeia e em cujo e<pólio o cura do lugar, mab o juiz e v<:readore:;, d1:scobriram um microscópio. «que é um vidrinho coocavo la\tado por arte dioptica, onde mettidas as cow.1s peqoonas apparecooi de dlsformc grandeza, de sorte que até um calx'llo (signal clé que cre;ce, no11 f>cr jttxta posifionem, scd per intiis susceptionem) S(',.~ occo por dentro como uma cana>. Os cu.:unstantcs. porém, ~prdtando pelo vidri11/10, vir.un d1...:omunal e horrendo bicho a mexer-se lá dentro. Horrorizados e aflitos, pegaram de julgar bruxo aquele que fóra douto viajante: e já dl..:utiam o caso de o não sepultarem em &1grado, quando uma pulga saltou do vidrinho mágioo, minúsculo insecto qoo as Jentt"' amplificaram até ao vulto de biclio de estr1m/1a " m<instruosa fig11ral Na história do \Hcroscópio. contado por Cc!c,,tino da C",o,,L.t, falta l-stn pequenina contribuição portugue;a. aliás reprodução de P. Ga-p.1 r E-colo, da Companhia de Jesus, que Bema.rdcs cita ('). Também Fernando Correia ( 1 ) bosqueja ligciramont<: a história do )1icro.cópio no D05SO Pais. E escreve: - «o microscópio era conhecido <:m Portngal, mais de um >éculo antes de Pasteur fazer a sua descoberta fund:tmental sôbre as forrnenlaç.ões...». Se não se alude a outra ()()ÍSa mais do qu< con/1ecit111!1jlo do aparclbo. a a.rrtigüidade vai muito mais além de 100 anos, vai quási a 200, ao fim do sácnlo xvn, época em que o nosso N>!Th:do con/1ecc11 de vista, ou de leitura, o tal scundro optico, ao que C depreende da parcela tramcrita da Polyanlhea, anterior à Recreação filcs6fica do P: Teodoro de Almeida (171;7), onde :t matéria é, sem dúvida, bem mais larga e s.uficientc111<:11tc tratada. )1a;; quem, antes dêste, oonh«eu o mi<:roscópio e df.1,, fala a r1.::;pcito do exame do l.:ile, em é Feliciano de Abneida, não citado ainda, na >U:i Cir11rgia reformada, etc.. publicada em Lisboa. Lembro que pouco depois de P. Teodoro de Almeida, o médico portuense António Francisco da Silva apresenta o resultado de exame de certa água mineral, em Viht Nova de Gaia('). Como di-;e atrás, Semed<l ~menda as auló~. E, a tal propó,olto, a.lude a u-;,, casos d< mooc su~pdt'.\ na capital. muito di.9cutidos: a de Francisco )folheiro, a da filha cio Residente de Holanda e a do lfarqu<!s de Fontes. Aqni está o fragmento da Polya11thea ('): - uprouvcra a Doos que em Portugal se u~ abrirem "' corpos dos que morrem de doenças rebeldes 1 porq uc as'sim se colherino grandes utilid:l.de!< para os 12 (') Cdcst:ino da. Co&ta - Jficroscop111 ''" Port11gal n vo/ufâo tre n6s da< ci8ncüu l>íológic.., q.,,, utili.ram...,. ticníca. Acta. do Congrnooo <fa lilo;tóri. dt ActivHtd.. Cientifica Portugue"' (VIll. Congresso do Mando Português, realimdo em Colmbm). Lí boa. l~ 10. (') Fernando Correia -Subsidio. pam o hulória da aclivida4c ci<nlíftca da F <uldad d, Medicina d Cornrbrn. A i~lrod11fâo da Bact riologla em Porl11gal. Acta.< do< Conl!WISO" do ~Ju"<I" Portugut... vol Xlll. T. II. Li&boo (') António Francbco da Silva - Examd medico chimico dos contentes de ltuma. Agoa Mln~rLJl. etc., P6rto, (') Todavia, o costume de anatomiiar (/a:e a wto.11111) ou autoi>"ülr não em wo raro como P."""'º ELI uma in<licaç.'io, ntre muitas. referente ao rei D. Pedro ll: - A Elrey q.do... lhe fc nnatomia - se lh< achou hiia part<> do flgrulo tarc!jn. e se lho acliluiio 28 pedras no fel, o tambcm hum bolço de matetia., cm outra p.t, em.fim o uida em por milagre, e ossi o foy n morte. F-<ktt0 Elrey com õs o.nnos, 7 mezcs, e ls dias de idade. e com an oon06 e 10 diao de ijoucrno" [Jooé Soares da Silva-Gn.. fn em forma d carta (Anos dl ). T. T, Lisboa. 1983, pág. 86].

14 vinck>uro,, & -(' taparia a boc::t aos qnc attribucrn lodos O> màe». succ,.,r,, a erros do; i\fcd:ico!;, queyxacjo.;,c delle.., ~rque não prolnngâo os ~ da, ida que Th.'<h km decretado a cada bum: que quey1''3s <e füer.lo pela morte do dito Franci" ' Malheyrn contra os \fodico,;? ma;, depois que o abrirão. & acbàrão a bexiga do f<:l recheada de pedras, convcrtcr.io cm panegpim" da :\rte. o que ele ank, tinhão,;do accu' tçõf>.o elos pmf<""10tes della. Qlle opprobio5 se dís&eraõ contra o, \!edicos pela morte do Marquez de Fontes. em quanto o aaõ abriraõ? mas porque depois de aberto,, iraõ que o bofe, & o vaõ do pcyto cc-"iavaõ cheyo:; de pinla5 negrn..q, & bexigai;,-~ni:no>as, ~o desculparaõ aos Medicos, dizendo que era rm1yto mayor a do<'nça. que o remedio. & que por Í$;O naõ dcviaõ ser calumniado,.. Quanto crodito perdoo a \fodicin..~ com a morte de huma filha do Re»identc de Olanda? porque dando-lhe huma febre, <.e C'mmagrocoo dc'lltro em lrt-:> dias de tal oorte, que parecia hum formidavd <"pectaculo, & C9qU~k1o nunca vista: pasmàraõ-oe todos, & al1riblúraõ nque!la r~'ntina root:unorfo;;i,, à falta de ;icicnci.~ do ~ledico que curava a dita doente; mas depois que abriraõ n corpo, achàraõ os bofes tam torrados, & feytos em carvaõ, c:omn ;e fosoern qucymado.; ao fogo, & logo absolvêraõ ao Me<Eco ela injuria; mas oh dbgraça da Medicina, que 9CII1prc ella -eja culpada no;; acontecimentos sinistros.>. {Págs. 36.S-M). E quanto a remédio,, especiais fabricados e vendidos por particular1;.' de craveira alta, pe scm-&e as seguintes notas: - '"..""jaõ quanta:> ~, illu:.lre:. ha. em Lk;boa, iiondc se law.m rcllll.cj.iof. dficaci$imos para mnytas doenças, ~ m i:;so lhes :.cni:r de afronta; antes lhes sen e de brazaõ, pelo que rao,ira de piedade, & amor de Deos. Na Casa do Senhor Conde do Redondo se fizcraõ muytos anno,; o; pôs de Quintilio, o oloo de Ouro, & o Ccroto \fagi,tral. Na Casa do Senhor Conde de C.aslcl-:\felh<>f' se faz hü lambedor oontra os fluxos do ventre. Na casa cio Senhor 'lontyro \fôr se faz certo ungucaro cfficacissimo rara durcza.s do baço, com tal condiçaõ que se continue dous, ou Ires meze::.. Na casa do Senhor :\farqncz das \finas "" fazem os pôs contra as quma~. O Senhor Bisco.ode de Ponte de Lima, com,,ua.:; proprias mãos, cum o achaque do uzagre, & de lepm ou ooceyra. Na C<isa do Senhor Dom Francisco de Sousa, Capitaõ da C.uarda,,.. faz hum empl'jl;tro para :1> qucbradlll"118, ele ~ingular virtude: & porque naõ digaõ que trago exemplos!;ó dos Medicos cslraogeyros, & dos Senhores illustres de Portugal, nornearey "l.fedicos Portuguczc.-s, qu" por suas mã~ pr.,paràmõ muyto.. mroicamcntos, sem que por.isso ficassem deshonrados. O Doutor,\nt6nio da \!atta Falcaõ, \fodico da Carnera do Senhor Rey Dom joaõ IV. & grande L<:lrado dos n ""os tempos, pll>parou com sua~ mãos o Laudano opiado, & outros remedias, para acodir a.os seus doentes. O Doutor :\Ianoel Alvares de Evora, que nas terras do Alem-Tejo foy venerado por Oraculo, fazia por ~uas mã<><> hmn unguento, oom que abrandava a< gengiva" de forte, que se tiravaõ os dente.> sem ferro. O Doutor Francisco )lm><.>s, que foy grandissi.mo Cirurgião c>nlrtl 06 grandes. preparava com suas mãos huma agua, com que desfazia. os tumon.>s scirrhosos. Logo se foy licito aos S..'11hores illustres de Portugal, & aos :\-lcdícos assim estrnngeyros. como naturaes, fawrem cm suas casas alguns remeclios, sem que por i!'so fi~ abatidos. & desacreditados: que raj.ão ha, p.ira que só n~ minha!'<""-«>ª i J

15 par<.>ça mal o preparar algw1' ~gredo,,, qu~ por >(:rum ;;;ngular.s naõ quero fazer publicos?u. (Págs ). Outro passo curviano, do lugar alegado. dá csclan:dmcnto:. "6bre Pl.,gsoo] do Hospital Real de Lisboa, reforente ao ano de 16!1!\ e a propó9ito (!,. detenninacl"i. fiança de um remédio infalível. a Ágr"' L1<silo11a ('): - O. doen.1.1:>.1 qutim tenho dado usta agua saõ tantos, que naõ os compr<:bedclc o algarismo: porque a dlcsaffcyção de alguns homens os obriga a duvidar das ac~. que cundl'm credito :ilheyo, me t'w)l\ i (para abono da verdade) tirar hwn instrumento autentico de quarenta docntt's, que no rnez de Março, & Abril do anno de tomàraõ a dita agua n<> Hospital Real desta Cidade. & todos cobràrão --aude: asc>im o affirn1ilraõ por- >Ua> ccrtidõe:, juradas (que c u tenho em meu poder) os Doutore, llippolyto Guido, & Domingos Gomc:; ~lerim. Medico. qu então crão do dito Hospital: a:;siin o jurão tambcm, João da Costa, Irmão Mayor & decano dos Enfermcyros do sobrcdito HO!<pital, Antonio F'ererirn, Enferm.,yro da Enfermaria de São \'icentc, Anl.Onio de Sousa, Enfermeyro da Enformaria de ISão Lourenço, Domingos de Azevedo Enfermeyro da Enfermaria de São Cosmo, Aleyxo dos Santo,- Enfermcyro da Enfermaria de São FranciJ;Co; & :;obre todas as testemunha>. as de mayor authoridade, & que jurarão ter virto os quasi milagroso; effoytos da minha agua Lusitana, forão Francisco Com~a Babarem Tbesourcyro do Hospital Real. & Ptxlro Semedo Estaço, que servia de Escrivão no Hospital...». (Pág. 584). Bastam c."tcs exoorptos para adoçarem a cunosidade de historiador maio folgado e miunceiro (=). D<N>ja.ria "nfoixar aqui as. larga- consid=çõt-:. que ~;te:> excerp!qs mere«111. Fá-lo-ei muito d<: fui;1da, quanto a algw1;, para não dt.'jllorar a entrada na matéria. Semedo regista os nome.'< de altas figuras que i:xerccram a lledicina ou compuséram e apli caram remédios c,peciafs. L:í come<,'a por lc-sus Cri~to, a que S<: seguem os imperndore.. Adriano, Tibério e Tito: o rei pa,;a Mitridatc~; Átalo, rei dl' Pérgnmo: Agripn. rei da Judeia; Giges e Sabor, rt'b do.> ~kdo,, e l:'trsa.s: Juba, rei <ln Líbia, t'lc.. Entre Santo., Papa., príncipe,, 1 grande; aristocratas: Nicolau V e Eusébio, Papas; Alexandl'(' Magno: Duque da Baviera; Coc;rnc de '.\lédids e ;,cu filho Cardial Fernando; Duque de Etrúria; o Conde de Lci><.'Stria e Varvic, Barão dc' Dernbig e Gowmador de Flandre'; Santos Ambrosio, Loc:i. Agostinho: º" profetas ES(iras, Eliseu. Isaía;;, etc., etc.. E não esqueceu D. João n-. que Pl"l.."Parava o óleo de nxõfre, rnjas virtudes são tantas. & tão admiravcis, qu<' não ha palavras, que bastem para encaroccljas,,, para os panarícios. para recolher o sesso!13 quem sahe fora"; etc.. Também se lembrou do nosso português: médico Pedro Julião, que foi Papa <0b o nome de João XXJ. (1J ''que da.rcy de graça. :LCb poh~. &: " cu.jnt""~ a<1 ' tiws c:om huma condii.;aa t.,õ JCb.iub, rt.. &Ufo, qur naõ oproveyúl.r, to=roy o dinheyro que me dert m por elle». ~ 683). Hoje, o Compromisso Dtonlol6g1co d:l Onlc:m d~ \1&lic~ condcn.'lrin esti'\ :-;oluçiio. (~) Silv;L Cuvalho ~revt:ú unta c.urio"ll noticia intilulada.~fezlnhas ( rt mctficjs de :;e:gre;do~ na. 1/ drcina Cm t«mf>orthita (Li<ho ) onde alude {l Polyantlira, de Curvo Semedo e R mais obras (muu.. inóditas} e n mkiico-. ~is ~ ~tcce:nti~tt\!;, con~c11f'radn... no ponto de vi'>ti.l que o titulo do trabalho deix.n entrever

16 A Mte&, ;;cgucm-si: muitooi outros nome, de i11<livíduos qu1 pr<parn"am e t'le>. m1 mos vendiam certos remédios d -~rmo ('). i:; -..ibiclo qu< <-se uo<o e abuso dos 111cdicomt11los privado< ou específicos foi célebre no sl-..ulo xvu. Em Portni;al. djmo no cstrnni:ciro ('). Aqui, n:un magníficos, mtre outro-.. o, r<'lll<.~io-: pllula5 de Scot (grau Angelic«). as ca~ de l'<rcht)' o bábamo rle hor;wanti. o azeite <.le Haorkm, º'gotas do. Goddar<.l. n :lguj d Carmelitns, :h pflulas de Frandortt', ª' dt Btytr rp;1,.1ire a11~elicae}. :\S c)(' 111"11111/IU"l de ~urcmbl:rga. o lll\gllcnto dourndo <l< Singh ton, de., clt. ".llo " '"" País m1o!altan1m fórmula' -..-crd:i.. que Silva Carvalho (ob. cit.) arrola cm granel<' númrro. Om Stm<d<>. s/1 h -ua p;irtc, foi 1m 1 ntor ou con < rv:u!or de um c<:nto <ld;i,, ('}. Pir<'C<' q11< o n.-..o "i ll. Duarte con>p<'.» ' U'lOtl remédio- como o da peste. d " pó,; de tc>rngo, para lebres tcrçh. fluxo do cntr, cãmara,, febre e dores de dentes, olhos. etc. ('). l..)(jr. R~b. apontc-5<',.iindn. o podes' curativo ck- ~uas mio,;. Como diz Garrison (ob. cit.). el tmtami nto do> la escrófula çon,titufa una pn rrogati< a de la n.-ak-za. Àcêrca dt-,,1e tt-mn muito J'Qd1 ri;1.1qui <J1,,<:rtar. mas ba,ta r1 rordar 1m lfobtrlu, n Piedo,o ( {oculos X-XI) cur,1va pelo ditn proce>~ :1 e,,cmfula: assim Filipe J. de Fmnç.a < Lul:; VI,.eu filho; E<l~ardo, o Confessor: Luú; XI\' <'Carie, X ; 1 tc.. ~a ln~l.1tura. al m d.. qud Eduardo. Henrique Jl, 111 e os 11\',. Eduardo,; ). Henrique \'li rnaodou cunhar moc'<la Ciipt-cial, o 1h1jo de Oir0. para com ela tocar os mferma;. Parec~ ter brilhado no ><'-culo xvu o velho ro-.lumc curadeiro. que deu o nom(' de fmtnfa dos Reis à:> c::.crófulas. Garrison refere que Shalu..,,peare traia do poder curativo da mo.:da de wo dtada, llq Macbetli. Em vez do modificado ou mutilad<> t.-xto trnnscrito por aqu<>le histotiadoor, traij:icro pan a.qui o p:t"...o da cena Ili.". acto TV: Bem: l<>i!o f,1jan m~ mais hrgam1:ntc. - Fazu, 1m o favor de me dizer "' o r<'i vcm ai? \ll!dico Sim... nhor. E-ti\ ali uma d1u~1 de mi><crá<cis alma,. que e;;ptram por êle para. curar...c: :b sua, doenç.;- ultr p.,...im tod"" os gr.uxk,, n...:urs«. da ark; mas o céu deu.\,11n m.'io tal <nnlirl:td <J1K n <eu coot:icto <'Ura irn~di:tta\'lw!ll<'. (')CUIDO \.lm~. 1'..t.p; Rc.- t' úlloi noh!"tt cxupa.vüm da brcll. dfl pttp:ir.ir c- vt'n... ~ com 6lho no lucro 01,1 no puro :imor de llt1t" [l João J"' <:.tclo Bmnc:o. D. 'Suoo ~h rt's Pctti:a U ~lanut'.l de Portu~l f'! 011troe a..a..toc:rata.s for.1m exmut~ J r.,tkant" '~ c0t.-tumt: Cprl'pata,.~o. venda >U J.idha c.lc óleo 1fo ouro) l lojtf. ainda. M venda p;t rt1c uj.ir tlt- rruu:tlios 1tt'Cret~ e miruicul't por ~"-03.s. o pertencentes ã.. clas."ic!i mt'<lh.a ou hrmnct utka '' U no Pôrto. o ft u1l1jw dus Vatt~<"frru] /\ 4.:t~lcbrt Junt ~ tio Pmtomrc.lie.i.to lt'\'i" 1lt'! intt'rvir pam morlu.1 1.,hu"Ooe ~ tt.>ltlktic~ t-t'cl't"tos Cvd. Sih'O C"tP\ alho. ob. clt.). (-2) Vd " g. F G.urbon - htlrqiluc'n<in a /u lloto''" J, lu U~1I r1 1 Tr. d lc G:\rn.1 dd Rc.:iJ \fadtid<-. lll-!l pig. ~... ( ) l r DC.MO Su.ur I H \l'ra - Uam/~slat'lOfl J oe111 secrel0$ 41.#1 dottor /u C rio S mnlo. etc ~l.ulrld, 1~8 o. (4) Vd manu~rit<p.t. d' H1hl11.>l("(:;il "S.l.Cional.Je l.ttbon n::f'eri\l0$ por """1.., l iln'tllhu {ob «.. t) (") C,uni-011 mdica um t 1 l.mlhtt compll'lo cl1 R l\ monci f'r.twfo de- l'fl 1. 'I"'"' tratn tlu.t matt~ri.3 ~~ cle ondt t'<u1'fu n' notas qur rc umo. 1 5

17 'W-COL:\I Obril{<UID, doutor. (Sai o médico). D1 qm do.:11~<1 q ucrc i!lc falar? M.ALCOLM Ch mam-lhc mal d" rei. é uma operação muíto 1ruraculilia dt'..,,te bom rei que eu lhe \Í muita.~ "ezc, ~ali7.ar <k-;d,, que e&ou cm lui:bk'lta. S6 êle sabe como se deve pedir a int l'\ cnçi o cek-te, nia,; cur.l gente tam cxtraordinàriamente afectada. inchada, ulttrada, '111< é ~dável à, j,,ti e qu<' é o d~ro da medicina, passando-lhe uma mcd"tlh de ouro ao redor do pt.-scoço ~ noeita.ndo certas rezas; ~ que dei:.a os!'cus!lllcc!1ror<s t"-ste miraculo.o pc><k-c de curar. Com esta extraordinária virtude, possuc um cclt'ste dom de profecia e o >en trono e-t.l rodeado de bênçãos di'<"'- < qu<' o proc'lamam dwio da graça divina" (' J. (Cn11IÍll1111 w fmjximo 111íme101 I () (') Shalt"'i><"" - l/arl'"tl. I'~' to. L02õ. Tradução do Dr Domlngoti Rnmoo..

18 BARCOS NA DOCA AGUAltElA Df ALVES DE SÁ

19 ESTAÇAO PRE-HISTORICA DE MONTES-CLAROS Monsanto Introdução E m fui- d1.\bril de 1043, andando cm d1grcsoâo I><'~> mir:idouro de Montes-Clar " t.uas imedia \tlcs, ao examinar um dos bigdatários dêl.t1 trabalho (Dr. u-onel Rib<-iro). a< terras revolvidas ~la alx rtura de arruamentos do Parque florestal. deparou com algun- fraiiment0:- d<' Ct'rimica pré-histórica, nm do, quai5 com Ol1llU'n<!Jltação ponteada, do me>mo tipo da que se encontra on:linàriamfflte na cultura do \'150 c:unpamforme Poucos dia,. depois o ca..o tra comnnirado ao d1i:nl--imo Director do. ~''iço> untraida Umara \lnnicipal Dr. Jaime i.op('s Dias, e no- outro- do:,,i;:natária,., ficando dt'sde logo projectada uma visita ao local, para dêle se faz.er um mab. amplo reconhcc.imt'tlto. O kmpo porém foi p.i.,...ando <', f{rias. cxploraç&, cm cun>. manohras militar,.;; etc.. tudo ~ontribu1u para que!'.6 em 2:! de Jam iro do corrente ano Sl' volt~ "" a falar do a.s-unto, apraz indo-se ( ntão uma ida a ~lon11..,.\1;1r<>. na tnrdt dê:..'it m!'>mo dia. E rm>jltor foi que assim tivc.w surt'f!ido. I f

20 Chl gados a ~lonsanto, e examinada a berma da estrada no local primitivamente visit.'ld<> em Abril de 1!!43, recolheram-se outros elementos pre-bist6ricos, mas a nossa atenção foi logo desviada para uma cavidade aberta no >010 e que se destinaria a receber algum arbusto, do género dos que aos milhares nos últimos anos têm sido dispostos para o futuro Parque. Uma sondagttlll feita nas paredes interiores da tal cova, deu-nos algun~ fra!:lllentos a.-rãmieos ricamente decorados, pertencentes a mais do que uma vasilha. Nas imediações dêste local mandara a Câmara construir um pavilhão para recolha de cavalos, em digressões bipicas tão freqüentes nestas paragens, onde existe uma pista de galope de 14 quilómetros. Tal edificação, então em curso, ocasionara uma grande remoção de terras que examinadas nos revelaram a el<lstência de muito, :Jlict>s trabalhados,.obretudo lâminas, além de \'3riados fragmentos c.,rãmicos. Duns e doutros!'t' fêz farta colheita. Satisfeitos com tão importantes achados, pusemo-los logo em conhecimento do Dr. Jaime Loi><"' Dias, que na tarde seguinte, com alguns dos signatários visitou >lonte:;..claro:., combinando-se para o dia 2i um reconhecimento mais aprofundado do que já se nos afigurava. uma importante estação arqueológica. Fizeram-se depois as indi:.pens.\\~i~ comunicaçôc,; à Junta Nacional da Educação. e. obtida:; as licenças necessárias, iniciou-se a primeira fase de trabalhos dêste ano, com algumas intermitências é ceno, e que consistia na escolha das terra::. removidas dos caboncos e pavimento da edificação acima referida, operação que foi suspensa em 28 de ~:laio, por se terem esgotado as disponibilidades financeira,, que a subsidiavam, ' mc~o por i.crcrn necessários para trabalho,; impn-scindívcis do Parque " OJ't'r.írios di,1raídos na. pt~uisas ~rqtwológicas. Mais tarde, e quando o pavilhão l>stava quási acabado, abriu-se à sua volta e pelos lados Oriental, Norte e Oeste, um arruamento de três metros de largura, ocasionador ele novo movi Mt!DIO de ll'rras que aguardam oportunid.tde para serem convenientemente crivadas. Para todos º' trabalho., adc>tr.ímo,, uma razoável l'quipa d" operário;, que dão admiràvdm.,nt1 conta da -.ua mi_,,ão, pois, como é óbvio, a,, nctual, Jlê>quisa, não < xig.. m ú tínua perman~ncia no local. "º''ª con 18 ){ontes-claros despertou a maior curiosidade e interêssc, poli part'ce tratar-.e de uma das mais importantes povoaçõe.. pré-históri<'a,, até hoj<: idt:ntificadas dentro dos limites da actual urbe ulissiponense. Em 10 de Fevereiro reüniu no local a secção de Pré-história da As>.ociação dos Arqueólogo. Portugueses, e às 10",30"' da manhã de 11 de )Jarço recebíamo; na e;.tação os membros. da Comissão de Arte e Arqueologia da cidade. A visita a Lisboa do professor da Universidade de Madrid Dr. Júlio )fartinez Sanla-Olalla, não podia deixar de incluir uma ida a Monsanto, e assim, na tarde de 2.'l de Abril, dcpoi,; de um exame ao espólio de lá retirado e conocrvado no Palácio da,; Galvcias. aquêll' profr<sor foi a 'lontes-claros, acompanhando-o, além do,-eu colaborador D. Jkrnardo Sáez, várias individualidade> do )(uniclpio de Lisboa como os Drs. Lopes Dias e Silva Pinto e D. Julieta Ftrrào. o Dircctor do> Monumentos N3cionais arq. Baltasar de Castro e º' ;ignatários. A.' condiçõc. gt'<>lógica' da ~lação e o,eu c:>tudo não foram de:;curados e para i;...., acompanhou-no-; ao local em 20 de :\!aio o Dr. George< ZbyszC'w>ki do' Sen iço,, lrt.'ológico, de Portugal.

P R E G Ã O P R E S E N C I A L N 145/2010

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