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1 CIRCULAÇÃO DE BENS CULTURAIS MÓVEIS GUIA DE PROCEDIMENTOS Direção-Geral do Património Cultural Pág. 1 de 10

2 ÍNDICE 1. APRESENTAÇÃO 2. PROCEDIMENTOS 2.1. Exportação definitiva 2.2. Expedição definitiva 2.3. Exportação e expedição temporárias 2.4. Exportação e expedição, temporárias ou definitivas, de bens culturais contemporâneos 2.5. Admissão e importação, temporárias ou definitivas, de bens culturais 3. LEGISLAÇÃO 4. NORMAS E STANDARDS 5. BIBLIOGRAFIA 6. CONTACTOS DA DIREÇÃO-GERAL DO PATRIMÓNIO CULTURAL 7. OUTROS CONTACTOS INSTITUCIONAIS Pág. 2 de 10

3 1. APRESENTAÇÃO A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) é o organismo que, no âmbito da Presidência do Conselho de Ministros e sob tutela do Secretário de Estado da Cultura, assegura os procedimentos relativos à exportação 1, expedição 2, importação e circulação de bens culturais móveis. A exportação e a expedição, temporárias ou definitivas, de bens culturais móveis, de acordo com a definição expressa na Lei n.º 107/2001, de 08 de setembro, devem ser obrigatoriamente precedidas de comunicação à administração do património cultural português, com uma antecedência mínima de 30 dias (n.º 1 do art.º 64.º), sob pena de serem ilícitas. De acordo com a legislação comunitária aplicável à exportação, nomeadamente o Regulamento (CE) n.º 116/2009 do Conselho, de 18 de dezembro de 2008, a exportação de bens culturais que se integram nas categorias previstas no Anexo I do referido Regulamento está sujeita à apresentação de pedido de licença, independentemente de o valor venal atribuído ter correspondência, ou não, com os limiares financeiros definidos no Anexo II do mesmo diploma comunitário. 2. PROCEDIMENTOS Os pedidos de autorização de exportação e de expedição, assim como de admissão e de importação de bens culturais, temporárias ou definitivas, deverão ser endereçados à Direção- Geral do Património Cultural (DGPC). A apresentação dos pedidos pode ser efetuada: a) por via postal, para: Direção-Geral do Património Cultural, Palácio Nacional da Ajuda, Lisboa; b) presencialmente, junto da Secção de Expediente da DGPC, dentro do horário normal de funcionamento: das 09h00 às 12h30 ; das 14h00 às 17h30. 1 Exportação - Saída de bens culturais móveis de Portugal para países terceiros, isto é, para fora do espaço comunitário. 2 Expedição Saída de bens culturais móveis de Portugal para um Estado-Membro da União Europeia. Pág. 3 de 10

4 2.1. Exportação definitiva O pedido de emissão de licença de exportação definitiva de bens culturais móveis deve ser efetuado junto da Direção-Geral do Património Cultural, mediante a apresentação do formulário União Europeia Bens Culturais 3 4, acompanhado de ofício endereçado à Direção da DGPC, que constituirá o pedido propriamente dito. O formulário UE Bens Culturais, composto por 3 exemplares, encontra-se disponível para download e impressão em, em formato Excel, com vista ao seu preenchimento, preferencialmente de forma eletrónica, de acordo com as Notas Explicativas constantes do Regulamento de Execução (UE) n.º 1081/2012 da Comissão, de 9 de novembro de Independentemente da forma de preenchimento, o formulário não deve apresentar rasuras, emendas nem outras alterações e apenas o campo n.º 21 ( Pedido exemplar nº 1 do formulário) será obrigatoriamente assinado pelo requerente, apondo-se-lhe o carimbo da respetiva entidade coletiva, se for o caso. No respetivo campo 24 deverá ser inserida eletronicamente, ou colada, uma fotografia a cores do bem cultural a exportar, com as dimensões mínimas de 9 por 12 cm e com resolução ou qualidade de impressão que permita a adequada identificação do bem. Ao referido formulário, deve ser anexada: a) cópia da fatura ou do recibo de aquisição do bem cultural, ou, na inexistência destes documentos; b) uma declaração atestando a propriedade do mesmo. No caso de bens previamente importados, a licença de exportação emitida no país de origem deve, em respeito pela legislação nacional de proteção de património do país em questão, ser anexada ao pedido. Depois de devidamente preenchido, e acompanhado da necessária documentação em anexo, o formulário UE Bens Culturais deve ser enviado ao cuidado da Direção da Direção-Geral do Património Cultural, com a antecedência mínima de 30 dias relativamente à data prevista para a exportação dos bens culturais Expedição definitiva O pedido de autorização de expedição definitiva de bens culturais móveis deve ser enviado à Direção-Geral do Património Cultural com a antecedência mínima de 30 dias relativamente à data prevista para a expedição dos bens culturais. Do pedido devem constar todos os elementos necessários à identificação dos bens culturais, designadamente a tipologia 3 Nos temos do Regulamento de Execução (UE) N.º 1081/2012 da Comissão, de 9 de Novembro de 2012 (publicado no Jornal Oficial da União Europeia, de 22/11/2012, pp. L 324/1 a L 324/24). Pág. 4 de 10

5 (escultura, pintura, gravura, etc.), título ou tema, autoria/produção, escola/estilo, datação, matéria, técnica e dimensões, devendo ainda ser-lhes atribuído um valor venal em euros. O pedido deve ser acompanhado por duas imagens a cores de cada bem cultural (9 x 12 cm, no mínimo). Deve ainda ser anexada cópia da fatura ou do recibo relativo à aquisição do bem cultural, ou, na inexistência destes documentos, uma declaração atestando a propriedade do mesmo. No caso de bens previamente importados, a licença de exportação emitida no país de origem deve, em respeito pela legislação nacional de proteção de património do país em questão, ser anexada ao pedido Exportação e expedição temporárias O pedido de emissão de licença de exportação ou de autorização de expedição temporárias de bens culturais móveis deve ser efectuado junto da Direção-Geral do Património Cultural, sob a forma de carta, da qual deve constar, de forma expressa e inequívoca, o parecer favorável da entidade detentora dos bens relativamente ao pedido de cedência temporária. Para bens culturais cedidos por serviços dependentes da DGPC ou por museus da Rede Portuguesa de Museus em contexto de exposição pública científico-cultural, os seguintes documentos e/ou elementos devem constar obrigatoriamente do pedido de autorização, sendo igualmente recomendável a sua apresentação pelas demais entidades requerentes: 1. Cópia do pedido de empréstimo; 2. Sinopse da exposição em que figuram os bens culturais; 3. Cópia do Facilities Report da instituição museológica ou do equipamento cultural onde se realiza a exposição; 4. Cópia do Loan agreement ou contrato de cedência temporária; 5. Avaliação, por parte da entidade proprietária dos bens culturais, dos benefícios da cedência temporária e das condições de circulação dos mesmos; 6. Formulário União Europeia Bens Culturais 4. 4 Aplicável apenas em caso de exportação temporária, nos temos do Regulamento de Execução (UE) N.º 1081/2012 da Comissão, de 9 de novembro de 2012 (publicado no Jornal Oficial da União Europeia, de 22/11/2012, pp. L 324/1 a L 324/24). Pág. 5 de 10

6 O pedido de autorização de exportação e de expedição temporária de bens culturais móveis deve ser enviado à Direção-Geral do Património Cultural, com a antecedência mínima de 30 dias relativamente à data prevista para a exportação ou expedição dos bens culturais Exportação e expedição, temporárias ou definitivas, de bens culturais com menos de cinquenta anos A exportação, temporária ou definitiva, de bens culturais que não se enquadram nas categorias ou nos critérios de idade constantes do Anexo I ao Regulamento (CE) n.º 116/2009 do Conselho, de 18 de dezembro de 2008, não requer o preenchimento do formulário União Europeia Bens Culturais. A exportação destes bens culturais carece, no entanto, de comunicação prévia à Direção-Geral do Património Cultural, com antecedência mínima de 30 dias, para efeitos de registo da circulação dos bens. A comunicação deve identificar o proprietário do bem cultural e indicar o respetivo endereço e contacto telefónico, assim como o destinatário e o país de destino da obra. O motivo da exportação ou da expedição deve ser igualmente mencionado (por exemplo, obra vendida, obra que a apresentar em exposição temporária, a submeter a leilão, etc.). A comunicação à administração do património deve ainda vir acompanhada por um anexo, em duplicado, do qual conste a identificação do bem cultural a exportar ou a expedir e a respetiva imagem a cores (9 x 12 cm, no mínimo). Da identificação do bem cultural devem constar os seguintes elementos: - Denominação e/ou título, devendo ser precisada a natureza do bem (escultura, pintura, gravura, etc.); - Autoria/ produção - Datação; - Matéria e técnica; - Dimensões; - Valor na moeda nacional. Também a expedição, temporária ou definitiva, de bens culturais com menos de cinquenta anos deve ser comunicada à Direção-Geral do Património Cultural, para efeitos de registo, com uma antecedência mínima de 30 dias. As obras de autores vivos ou contemporâneos, inclusive as que se encontrem abrangidas pelos prazos definidos no Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos em vigor, designadamente no seu Artigo 31.º, encontram-se igualmente sujeitos ao dever de Pág. 6 de 10

7 comunicação à administração do património cultural, para efeitos de registo da saída dos bens do território nacional Admissão e importação, temporárias ou definitivas, de bens culturais Tal como no caso da expedição e da exportação, também a admissão 5 e a importação 6, temporárias ou definitivas, de bens culturais, de acordo com a definição expressa na Lei n.º 107/2001, de 08 de setembro, que estabelece as bases da política e do regime de protecção e valorização do património cultural, devem ser obrigatoriamente precedidas de comunicação à administração do património cultural português, com uma antecedência de 30 dias (n.º 1 do art.º 68.º da Lei 107/2001, de 8 de setembro), sob pena de se constituírem como ilícitas. O pedido de registo da admissão ou da importação de bens culturais deve ser efetuado através de carta dirigida à Direção-Geral do Património Cultural, indicando se o acto se reveste de carácter temporário ou definitivo e identificado o proprietário dos bens culturais, com indicação do respectivo nome, endereço e contacto telefónico. Ao pedido dever ser anexado documento que ateste a propriedade do bem cultural, bem como licença de exportação ou de expedição, definitiva ou temporária, emitida pelo país de proveniência. A comunicação à administração do património deve ainda vir acompanhada por um anexo, em duplicado, do qual conste a identificação do bem cultural a exportar ou a expedir e a respetiva imagem a cores (9 x 12 cm, no mínimo). Da identificação do bem cultural devem constar os seguintes elementos: - Denominação e/ou título, devendo ser precisada a natureza do bem (escultura, pintura, gravura, etc.); - Autoria/ produção - Datação; - Matéria e técnica; - Dimensões; - Valor na moeda nacional. As obras de autores vivos ou contemporâneos, inclusive as que se encontrem abrangidas pelos prazos definidos no Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos em vigor, designadamente no seu Artigo 31.º, encontram-se igualmente sujeitos ao dever de comunicação à administração do património cultural, para efeitos de registo da entrada em território nacional. 5 Admissão Entrada de bens culturais móveis em Portugal, provenientes de Estados-Membros da União Europeia. 6 Importação - Entrada de bens culturais móveis em Portugal, provenientes de países terceiros. Pág. 7 de 10

8 3. LEGISLAÇÃO 3.1. Legislação nacional Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro, que estabelece as bases da política e do regime de proteção e valorização do património. Lei n.º 47/2004, de 19 de agosto, que aprova a Lei-Quadro dos Museus Portugueses. Decreto-Lei n.º 115/2012, de 25 de maio, que cria a estrutura orgânica da Direção-Geral do Património Cultural. Portaria N.º 223/2012, de 24 de julho, que estabelece a estrutura nuclear da Direção-Geral do Património Cultural Legislação comunitária Regulamento (CE) n.º 116/2009 do Conselho, de 18 de dezembro de 2008, relativo à exportação de bens culturais. [substitui o Regulamento (CEE) n.º 3911/92 do Conselho, de 09 de dezembro.] Regulamento de Execução (UE) N.º 1081/2012 da Comissão, de 9 de novembro de 2012 [substitui o Regulamento (CEE) n.º 752/93 da Comissão, de 30 de março] Convenções internacionais Convenção Relativa às Medidas a Adoptar para Proibir e Impedir a Importação, a Exportação e a Transferência Ilícitas da Propriedade de Bens Culturais, adoptada em Paris, na 16.ª sessão da Conferência Geral da UNESCO, realizada em Convenção do UNIDROIT sobre Bens Culturais Roubados ou Ilicitamente Exportados, assinada em Roma em Pág. 8 de 10

9 4. NORMAS E STANDARDS Código Deontológico do ICOM para os Museus, (1986) Lending to Europe: Recommendations on collection mobility for European Museums. A report produced by an independent group of experts, set up by Council resolution 13839/04, Final Report and Recommendations to the Cultural Affairs Committee on improving the means of increasing the Mobility of Collections OMC Expert Working Group on the Mobility of Collections, BIBLIOGRAFIA AAVV, Encouraging Collections Mobility A Way Forward for Museums in Europe, Helsínquia, Finnish National Gallery, setembro CARVALHO, Anabela (coord.), Circulação de bens culturais móveis, Colecção Temas de Museologia, Lisboa, Instituto Português de Museus, março CONTACTOS DA DIREÇÃO-GERAL DO PATRIMÓNIO CULTURAL Morada: Palácio Nacional da Ajuda, Lisboa Telefone: Fax: URL: Pág. 9 de 10

10 7. OUTROS CONTACTOS INSTITUCIONAIS Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) Morada: Rua de Santa Marta, 55, Lisboa Tel.: Fax.: URL: Autoridade Tributária e Aduaneira - Direção de Serviços de Regulação Aduaneira Morada: Rua da Alfândega, 5, Lisboa Tel.: Fax.: URL: Alfândega do Aeroporto de Lisboa Morada: Aeroporto de Lisboa, Terminal de Carga, Edifício 134, Lisboa Tel.: Fax.: Alfândega do Aeroporto do Porto Morada: Aeroporto Francisco Sá Carneiro Complexo de Carga, Maia Tel.: Fax.: DGPC, 2012 (v. 2) Pág. 10 de 10

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