Revista The Club Megazine - 09/2002

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2 Revista The Club Megazine - 09/2002 A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento em banco de dados, sob qualquer forma ou meio, de textos, fotos e outras criações intelectuais em cada publicação da revista The Club são terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais. Copyright The Club 2002

3 EDITORIAL Editorial THE CLUB Rua Acre, Avaré - SP - CEP Informações: (0xx14) Suporte: (0xx14) Fax: (0xx14) Internet Cadastro: Suporte: Informações: Dúvidas Correspondência ou fax com dúvidas devem ser enviados ao - THE CLUB, indicando "Suporte". Opinião Se você quer dar a sua opinião sobre o clube em geral, mande a sua correspondência para a seção "Tire sua dúvida". Reprodução A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento em banco de dados, sob qualquer forma ou meio, de textos, fotos e outras criações intelectuais em cada publicação da Revista The Club são terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais. Copyright The Club 2002 Impressão e acabamento: Impressos Gril - Gril Gráfica e Repr. Ind. Ltda. Tel.: (0xx14) Fax: (0xx14) Rua São Paulo, Cep Taquarituba - SP Tiragem: exemplares Diretor - Presidente Celso Jefferson M. Paganelli Diretor Técnico Mauro Sant Anna Colaboradores Mário Camilo Bohm Emerson Facunte - Oswaldo Salzano Filho Anderson H. Rodrigues Delphi é marca registrada da Borland International, as demais marcas citadas são registradas pelos seus respectivos proprietários. Olá leitor, Novamente nos encontramos com mais uma versão do Delphi. Agora na versão 7, com o nome de Delphi Studio, a Borland conseguiu mais uma vez melhorar e muito o Delphi, principalmente no que se refere à Internet. Agora com um produto de terceiro que foi devidamente incorporado ao Delphi, o desenvolvimento de aplicativos para a Internet ficou fácil demais. Já estamos fazendo alguns exemplos para vocês, de uma loja virtual por exemplo, onde praticamente não foi necessária digitar nem uma linha de programação. Com certeza esta nova versão nos ajudará ainda mais no desenvolvimento de aplicações. Neste mês você já terá o gostinho em conhecer algumas novidades do Delphi 7. E a partir desta edição, estará em contato permanente com essas novidades e muitas dicas. Até o mês que vem! Celso Jefferson Paganelli Presidente - The Club Editorial News Aplicação WAP com Banco de Dados Quem usa Interbase no Mundo Criando Componentes Visuais - Parte DataSnap - Parte IV - Servidor de Aplicação COM O que há de novo no Delphi Perguntas & Respostas MeGAZINE 3

4 NEWS Lançada Versão 6.2 do Banco de Dados ADS Advantage Database Server O ADS é gerenciador de banco de dados cliente/servidor (RDBMS) escalonável de alto desempenho, para redes, monousuário (standalone), Internet e aplicações móveis, disponível para redes Linux, Windows NT/2000/XP, Windows 95/98/ME e Novell NetWare. A versão 6.2 contém melhorias e otimizações significativas, bem como interfaces clientes adicionais que permitem desenvolvimento de aplicações em novas plataformas. A interface Advantage TdataSet Descendente para Delphi/C++ Builder já suporta Delphi 7 e C++ Builder 6. Algumas características do ADS 6.2 Suporte COM e ActiveX DLL com Advantage Extended Procedures para permitir stored procedures ser escrito usando Visual Basic adicionalmente com outra plataforma de desenvolvimento COM. Suporte Advantage Extended Procedure quando acessando dados via Servidor ADS para NetWare. Novos Clientes ADS incluindo ambientes de desenvolvimento Advantage DBI Driver para Perl em ambos sistemas operacionais Windows e Linux, ambientes de desenvolvimento Advantage PHP Extension para PHP em ambos sistemas operacionais Windows e Linux, e Advantage ODBC Driver para Linux (o Driver ODBC para Windows já existia). Restrições de acesso de usuário em nível de Campo (Field) permitindo segurança neste nível (field-level security). Restrições adicionais de acesso de usuário via dicionário de dados (delete, create, insert, select, e execute on table, view, ou stored procedure). Aumentado o tamanho máximo de dados em campo memo que elimina o limite anterior de 64K. Em encontra-se descrição das funcionalidades já implementadas e das previstas para novas versões. Efetue o download gratuito das interfaces clientes 6.2 e construa seu próprio teste. Contate-nos para informações sobre o processo de avaliação do servidor ADS, disponível para redes Linux, Windows ou NetWare. Projetos com Windows DNA e.net Fábio Camara ISBN: Número de páginas: 444 Esta obra tem três características inéditas em livros técnicos. A primeira é ensinar tecnologia do ponto de vista do gerenciador, esclarecendo detalhes sobre o que realmente é, na prática, um projeto de desenvolvimento. A segunda é mostrar o ser humano responsável por gerenciar projetos, suas grandezas e fraquezas, Iglórias e decepções e, acima de tudo, o esforço para se alcançar um resultado. A terceira é que, no final do livro, reunimos testemunhos de gerentes e diretores de informática de empresas renomadas, onde cada um, de uma forma própria e especial, relata suas experiências no sentido de orientar todos aqueles que desejam conquistar, em sua carreira, a posição de especialista em tecnologia da informação (TI). Sobre o autor: Administrador com especialização em tecnologia da informação, iniciou ainda jovem a programar em Basic por volta de Foi professor de Delphi do SENAI -Bahia e professor de Análise de Sistemas e Pascal do Colégio Impacto. Atuou como programador na Telebahia e como Coordenador de Projetos na Stefanini Consultoria. Atualmente, desenvolve soluções baseadas em Windows DNA e Plataforma.Net para a CRK Financial Business, empresa líder no segmento de soluções financeiras, onde exerce a função de Gerente de TQA (Technical Quality Assurance). Possui o certificado Borland Delphi Programmer Master e é Microsoft Certified Professional em Sistemas Operacionais e Linguagens de Programação. Onde comprar: Visual Books Editora Rua Tenente Silveira, 209 Sl 4 Centro Florianópolis - SC Fone: (48) Fax: (48) MeGAZINE

5 Aplicações WAP com Banco de Dados Amigos, quero agradecer aos inúmeros s que recebi através do artigo anterior (Desenvolvendo Aplicações para Celulares com Delphi), onde além de fazer amigos, pude perceber o grande interesse nesta área. Obrigado. Neste segundo artigo, que por sinal, bastante simples, estou demonstrando o uso do banco de dados com aplicações WAP. A aplicação que iremos desenvolver, consiste em apresentar uma lista de s que está armazenada em nosso banco de dados. Veja, que embora o assunto não seja complexo, resolvi apresentar uma aplicação bastante simples, ao invés de uma possível troca de mensagens entre o usuário, o celular e a nossa aplicação. Talvez isso poderá ficar para um próximo artigo. Vocês sugerem alguma aplicação que poderemos desenvolver ao longo de uma série de artigos? Poderemos planejar uma aplicação completa, desde a modelagem de negócios, até a concepção da mesma. O que vocês acham? Manifestem-se, escrevam para : Bem, vamos iniciar nossa aplicação. Para que possamos iniciar o desenvolvimento de nossa aplicação, é necessário a criação de uma base de dados no Firebird ou Interbase. Para facilitar, execute o seguinte script no IbConsole. SET SQL DIALECT 3; CREATE DATABASE C:\cursoweb\CLIENTES.GDB PAGE_SIZE 4096 DEFAULT CHARACTER SET CREATE TABLE TBCLIENTE ( COD_CLIENTE INTEGER NOT NULL, RAZAO_SOCIAL VARCHAR(50), ENDERECO VARCHAR(50), CIDADE VARCHAR(50), ESTADO VARCHAR(2), CEP VARCHAR(8), VARCHAR(50), PRIMARY KEY ( COD_CLIENTE ) ); CREATE GENERATOR GEN_CLIENTES ; SET TERM ^ ; /* Triggers only will work for SQL triggers */ CREATE TRIGGER TG_CLIENTES FOR TBCLIENTE ACTIVE BEFORE INSERT POSITION 0 AS BEGIN NEW.COD_CLIENTE = GEN_ID(GEN_CLIENTES,1); END ^ COMMIT WORK ^ SET TERM ;^ Criamos um banco de dados simples, com apenas uma tabela e um generator, sem nenhuma regra de negócio, apenas para uso MeGAZINE 5

6 didático. Agora, com o nosso amigo Delphi, iremos desenvolver a nossa pequena aplicação. Através das opções File/New..., selecione o item Web Server Application (figura 1) e clique em OK. Agora, neste ponto, precisamos estabelecer a conexão com o nosso banco de dados. Insira um objeto do tipo TSQLConnection, e através do duplo-clique, já na tela de configuração, crie uma nova conexão do tipo Interbase, alterando as propriedades que seguem. A figura 3 ilustra o diálogo de propriedades do componente TSQLConnection. Propriedade CommitRetain Database Password UserName Name Valor False Aponte para o caminho do seu banco, e fique atento ao detalhe do nome do servidor. Nunca esqueça de colocar o nome do servidor. Em nosso caso LOCALHOST. Veja um exemplo: localhost:c:\cursoweb\clientes.gdb a famosa masterkey o famoso SYSDBA ConexaoBD Altere também a propriedade LoginPrompt para false. Nunca esqueça de fazer esta alteração, pois numa aplicação servidora, não existe a possibilidade do usuário interagir no login do banco de dados. Figura 1 Item Web Server Application Em seguida, selecione o tipo de aplicação CGI, e marque a opção Cross Platform (figura 2). Percebe que com isso poderemos executar a mesma aplicação num servidor Linux, sendo que o código deverá ser recompilado em Kylix. Uma boa notícia, é que o Kylix vem junto com o Delphi, a partir da versão 7, na distribuição Enterprise e Architect. Figura 3 Configuração da Conexão Agora vamos inserir o objeto para manipular nossa tabela de clientes. Insira um objeto do tipo TSQLDataSet, e altere as seguintes propriedades: propriedade valor SQLConnection ConexaoBD CommandText Active select * from TBCLIENTE True Oba, já estamos chegando lá. Figura 2 Escolha do tipo da aplicação servidora Agora vamos inserir um objeto do tipo 6 MeGAZINE

7 TdataSetTableProducer. Não confundam com TdataSetPageProducer. Altere o nome do componente para producercliente, e a propriedade DataSet para SQLCliente. Neste ponto, iremos criar nossa Action para apresentar a informação no celular. Crie uma Action com o nome dados, através do duplo-clique no WebModule. Veja a figura 6. Através de um duplo-clique teremos a seguinte tela (assistente de configuração figura 4). Figura 6 Action dados No evento OnClick da Action dados, insira o código que segue. Figura 4 Assistente de Configuração Caso não esteja vendo uma tela parecida (perceba que os dados já estão inseridos no banco. você deverá inserir seus próprios registros), verifique se está tudo certo com a sua conexão. Deixe somente o campo , pois iremos listar apenas esta informação em nosso celular. Para realizar a tarefa, selecione os outros campos e aperte a tecla delete. Veja o resultado desta operação, na figura 5. // Abre o SQLCliente SQLCliente.Open; // Define o tipo do conteúdo Response.ContentType:= text/vnd.wap.wml ; // Monta a cabeçalho padrão Response.Content:= <?xml version= 1.0"?> + <!DOCTYPE wml PUBLIC -//WAPFORUM//DTD WML 1.1// EM > + <wml><card id= cartaum ><p> ; // Insere o conteudo da nossa Tabela producer_cliente na resposta e finaliza Response.Content:=Response.Content+ producercliente.content+ </p></card></wml> ; // Fecha o SQLCliente SQLCLiente.Close; Com base no artigo anterior, fica bastante simples entender este código. Primeiro, estamos abrindo o nosso DataSet (SQLCliente). SQLCliente.Open; Figura 5 Em seguida estamos atribuindo à resposta, o tipo de MeGAZINE 7

8 empacotamento WML. Response.ContentType:= text/vnd.wap.wml ; Na próxima instrução, estamos fazendo as definições iniciais, como cabeçalho <?xml...>, card <card>, e inicio de um parágrafo <P>. Isso é imprescindível. Response.Content:= <?xml version= 1.0"?> + <!DOCTYPE wml PUBLIC -//WAPFORUM//DTD WML 1.1// EM > + <wml><card id= cartaum ><p> ; Agora vem a parte interessante. Estamos adicionando ao pacote de resposta (Response.Content), a informação obtida através do componente producer_cliente, e finalizando o parágrafo<p>, o Card</card> e o documento WML </wml>. Response.Content:=Response.Content+producerCliente.Content+ </p></card></wml> ; Amigos, agora é só compilar e testar no Deck-It. Vejam o resultado. Figura 7. Resultado da aplicação. Amigos, como disse, a aplicação é bastante simples, e aguardo sugestões para uma aplicação completa, com interatividade do usuário e tudo mais. Muito sucesso a todos, e nos vemos na Facunte On-Line (www.facunte.com.br). Emerson Facunte Emerson é Consultor de Tecnologia com diversos livros publicados, especialista em desenvolvimento de aplicações e- Business utilizando a ferramenta Delphi, baseado em WebSnap, DataSnap, BizSnap e ISAPI/Apache Modules. 8 MeGAZINE

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10 BANCO DE DADOS Quem usa Interbase no Mundo? Um dos grandes problemas de quem precisa escolher um Gerenciador de Banco de Dados Relacional é saber quem e que tipo de aplicações foram desenvolvidas com ele. Esse conhecimento ajudaria muito na decisão, sobretudo se o produto for considerado pelo baixo custo ou pela prórpria relação Custo X Benefício. Quando se trata de um produto famoso é mais fácil. Quem duvidaria das qualidades do Oracle ou SQL Server, uma vez que temos notícias que pelo menos uma dezena de empresas grandes? (E não raro sabemos os nomes dessas empresas). Mas porque com Interbase essa dúvida também ocorre, já que a Borland é sinônimo de qualidade? Que diferença existe já que por muitos anos a Borland é citada como uma das empresas com o maior grau de satisfação de seus clientes? Sem contar que produto Borland tem uma taxa muito baixa de bugs. Cremos que isso se atribua pelo fato do Interbase ser um produto Open Source, que numa grande parcela desses produtos, não fica muito claro quem é responsável pela sua continuidade. A própria Borland não sabe bem se continua com o projeto Open Source ou o transforma num produto comercial. Nos faz crer que desistiu de continuar com ele. Tudo indica que e o Interbase será comercial mesmo e seu sucessor Open Source será o Firebird desenvolvido pela mesma equipe de Interbase e que agora se junta numa nova empresa. Enfim, aquela idéia do quase de graça, ao mesmo tempo em que é uma vantagem, acaba por trazer uma certa desconfiança e incerteza. Embora seja certo que o projeto Open Source é mesmo o Firebird (Código Aberto ou seja: você economiza por não investir na compra do produto, que está disponível a quem se interessar, mas se compromete a abrir seu código a todos por reciprocidade, mas abordaremos o assunto em outra oportunidade) a dúvida que permanece é realmente sobre o futuro (continuidade) e principalmente quem dará respaldo a esse futuro usando o produto. Nesse artigo tentaremos tranquilizar nossos leitores apresentando dados que foram tirados da própria Borland e do Interbase Unoffcial Site que poderá ajudar muito o leitor na decisão. O Borland apresenta as seguintes empresas como usuárias do Interbase: Motorola 10 MeGAZINE

11 BANCO DE DADOS Nokia MCI Northern Telecom Bear Stearns The Money Store The US Army NASA Boeing Como vocês podem ter percebido não são empresas desconhecidas, ao contrário, são poderosas e dignas do maior crédito. Já o Interbase Unoffcial Site vai mais fundo, apresentando as empresas usuárias e fazendo uma breve descrição de suas aplicações. Põe também a disposição mais informações sobre a empresa usuária, divulgando seus respectivos sites. Interessante não? Bem, nós achamos que seria útil e ajudaria aos indecisos e aqui publicamos alguns resumos dessas empresas para que você avaliasse e até quem sabe pudesse solicitar mais informações sobre elas. Distributel Communications Limited Canada Somos uma empresa de telefonia internacional. Fomos a primeira empresa a vencer a líder Bell na justiça pela abertura de mais mercado abrindo caminho para uma maior competição. O Interbase é usado por nossa empresa, para prover em tempo real, sistemas bancos de dados 24X7 com mais de 300 GB de dados online, abrangendo dois estados canadenses em três escritórios, incluindo uso automático e humano desses dados com equalização por falha e replicação de dados. Visite: U.S. Army, 40th Signal Battalion. (40o. Batalhão de Sinalização do Exército Americano) Nós optamos por migrar para um aplicativo Open Source. Nossa intranet é chamada The Team 40th WorkWeb (A Equipe de Desenvolvimento WEB do 40º). Embora esteja ainda em desenvolvimento já se encontra em fase final e será utilizada por mais de 300 usuários. Interbase, foi escolhido pelo seu baixo custo oferecido por ser Open Source, multiplataforma, disponibilidade além de contar com suporte terceirizado. T.I.P. Group S.A. France Usamos o Interbase desde a versão 5.0 e agora exclusivamente na versão 6.0. Somos desenvolvedores de aplicativos administrativos, financeiros e contábeis integrados voltados para pequenas e médias empresas. Interbase acomoda perfeitamente as necessidades de nosso mercado. Visite: Garrett Liners, Inc. USA Somos uma empresa fabricante de piscinas em vinil, localizda em Trenton, NJ, USA. Usamos Interbase para armazenar todos os nossos dados, desde que migramos do Pradox há 1 ano e meio atrás. Usamos programas desenvolvidos em Delphi, acessando a base de dados para emitir Ordens de Produção, dados técnicos de produtos, administrativo e financeiro e controle de estoque. Visite: Estes e outros depoimentos estão no endereço do Interbase Unoffcial Site. Dá uma chegadinha lá, é um site bem simples mas interessante. Leia mais depoimentos e informações detalhadas sobre essas e outras empresas. Se achar interessante, coloque o seu depoimento também, para que outros usuários também conheçam seu trabalho. Infelizmente o conteúdo está todo em inglês, por isso traduzimos alguns que achamos interessantes. Se desejarem, numa próxima ocasião podemos traduzir mais alguns. Pretendemos também buscar as empresas que se utilizam no Brasil e divulgá-las em artigos futuros. Bem por hoje é só, esperamos que gostem. Oswaldo Salzano Filho Oswaldo Salzano Filho é diretor da Automatech, onde é responsável pelos cursos profissionais. É DBA há oito anos utilizando Oracle, SQL Server e Interbase. Profissional experiente com passagens em empresas como Citibank N.A., Rede Record e Indústrias Villares. É também um dos responsáveis pelo site voltado a comunidade de alta tecnologia. MeGAZINE 11

12 SANT ANNA Criando Componentes Visuais Parte 2 Por Mauro Sant Anna Mauro é um MSDN Regional Director, consultor e instrutor da MAS Informática (www.mas.com.br), tendo ministrado treinamentos na arquitetura.net desde outubro de Na primeira parte desta série de dois artigos vimos como criar componentes na plataforma.net em C#. Neste artigo veremos como acrescentar propriedades e eventos aos componentes. Recomendamos que o leitor leia a primeira parte deste artigo. Propriedades e atributos Podemos acrescentar uma propriedade ao componente criado anteriormente para permitir campos em branco. Note alguns atributos para controlar seu comportamento em tempo de edição: using System; using System.Windows.Forms; using System.ComponentModel;... // TextBox que valida datas public class DataTextBox: TextBox { // Campo que armazena o valor da propriedade private bool FAceitaBranco = true; // Controla comportamento no editor de propriedades [DefaultValue(typeof(string), True ), Description( Aceita campos em branco ), Category( Validação )] public bool AceitaBranco { get { return FAceitaBranco; set { FAceitaBranco = value; // Intercepta evento protected override void OnLeave(System.EventArgs e) { base.onleave(e); try { if ((this.text == ) && FAceitaBranco) { return; else { Convert.ToDateTime(this.Text); catch (FormatException) { // Segura o foco em caso de erro this.focus(); No exemplo acima adicionamos os seguintes atributos: DefaultValue(typeof(string), True ): Indica o valor default da propriedade. Quando a propriedade tem o valor default, ela não é armazenada no código criado pelo Visual Studio no método InitializeComponents. Além disto, a opção de menu Reset, disponível quando você clica com o botão direito sobre o valor no editor de propriedades, estará sempre desabilitada; Description( Aceita campos em branco ): Texto que aparece na parte inferior do editor de propriedades quando a propriedade é selecionada; Category( Validação ): Categoria da propriedade, quando o editor está ordenado por categoria; caso não seja suprido a categoria será Misc. Existem diversos outros atributos para facilitar a interação do componente com o ambiente de desenvolvimento, como por exemplo definição de propriedade default, editores de propriedades e editores de componente. 12 MeGAZINE

13 SANT ANNA Temos também uma propriedade para indicar se um campo vazio pode ser aceito. Delegates e Events Delegates Um delegate é uma espécie de ponteiro de função orientado a objetos. Na verdade, um delegate pode conter uma lista de métodos a serem chamadas. Os delegates são usados pelo.net Framework para associar acontecimentos nos componentes a métodos que os tratam. Veja o método InitializeComponent mantido pelo Visual Studio e observe o uso de delegates: #region Windows Form Designer generated code /// <summary> ///Required method for Designer support-do not modify /// the contents of this method with the code editor. /// </summary> private void InitializeComponent() {... // // button1 // this.button1.location = new System.Drawing.Point (8, 8); this.button1.name = button1 ; this.button1.tabindex = 0; this.button1.text = button1 ; this.button1.click += new System.EventHandler(this.button1_Click); // // button2 // this.button2.location = new System.Drawing.Point (88, 8); this.button2.name = button2 ; this.button2.tabindex = 1; this.button2.text = button2 ; this.button2.click += new System.EventHandler(this.button2_Click); this.button1);... #endregion Os delegates são tipos. Podemos criar instâncias destes tipos para gerenciar a associação de acontecimentos a métodos. Events Uma variável de um tipo delegate não aparece no editor de propriedades. Para que ele apareça, ele deve ser um event, como mostrado a seguir. A palavra reservada event é que permite que o campo seja gerenciado em tempo de desenvolvimento como um evento. Veja em exemplo de um componente com um event. Note que o tipo de um event é sempre um delegate, no caso um já existente: using System; using System.Windows.Forms; using System.ComponentModel;... // TextBox que valida datas public class DataTextBox: TextBox { // Evento. Estamos usando um delegate existente [Description( Chamado em caso de erro de validação ), Category( Validação )] public event EventHandler ErroConversao = null; private bool FAceitaBranco = true; // Controla comportamento no editor de propriedades [DefaultValue(typeof(string), True ), Description( Aceita campos em branco ), Category( Validação )] public bool AceitaBranco { get { return FAceitaBranco; set { FAceitaBranco = value; virtual protected void OnErroConversao(EventArgs e) { // Verifica se o delegate foi associado if (ErroConversao!= null) { // Chama o delegate ErroConversao(this, e); // Intercepta evento protected override void OnLeave(System.EventArgs e) { base.onleave(e); try { if ((this.text == ) && FAceitaBranco) { return; else { MeGAZINE 13

14 SANT ANNA Convert.ToDateTime(this.Text); catch (FormatException) { // Segura o foco em caso de erro this.focus(); // Chama método que dispara delegate OnErroConversao(new EventArgs()); Podemos criar um novo tipo de delegate para passar os dados dos tipos que desejarmos: // Delegate que passa informações quando do erro de // validação public delegate void ErroValidacao(object sender, string Msg); public class DataTextBox: TextBox { [Description( Chamado em caso de erro de validação ), Category( Validação )] public event ErroValidacao ErroConversao = null; private bool FAceitaBranco = true; // Controla comportamento no editor de propriedades [DefaultValue(typeof(string), True ), Description( Aceita campos em branco ), Category( Validação )] public bool AceitaBranco { get { return FAceitaBranco; set { FAceitaBranco = value; virtual protected void OnErroConversao(string Msg) { if (ErroConversao!= null) { ErroConversao(this, Msg); // Intercepta evento protected override void OnLeave(System.EventArgs e) { base.onleave(e); try { if ((this.text == ) && FAceitaBranco) { return; else { Convert.ToDateTime(this.Text); catch (FormatException) { // Segura o foco em caso de erro this.focus(); OnErroConversao( Data inválida ); O delegate acima não segue a convenção da.net Framework de passar os dados adicionais sempre em uma classe derivada de System.EventArgs. Na verdade, sugerimos que esta convenção seja seguida, o que nos leva ao seguinte código: // Classe para conter dados adicionais do evento public class MeusArgs: System.EventArgs { // Cria instância public MeusArgs(string Msg) { this.msg = Msg; // Dado adicional do evento public string Msg; // Delegate que passa informações quando do erro de // validação public delegate void ErroValidacao(object sender, MeusArgs e); // TextBox que valida datas public class DataTextBox: TextBox { [Description( Chamado em caso de erro de validação ), Category( Validação )] public event ErroValidacao ErroConversao = null; private bool FAceitaBranco = true; // Controla comportamento no editor de propriedades [DefaultValue(typeof(string), True ), Description( Aceita campos em branco ), Category( Validação )] public bool AceitaBranco { get { return FAceitaBranco; set { FAceitaBranco = value; virtual protected void OnErroConversao(MeusArgs e) { // Verifica se o delegate foi associado if (ErroConversao!= null) { // Chama delegate 14 MeGAZINE

15 SANT ANNA ErroConversao(this, e); // Intercepta evento protected override void OnLeave(System.EventArgs e) { base.onleave(e); try { if ((this.text == ) && FAceitaBranco) { return; else { Convert.ToDateTime(this.Text); catch (FormatException) { // Segura o foco em caso de erro this.focus(); OnErroConversao(new MeusArgs( Data inválida )); Nota aos programadores Delphi Quem tem experiência no desenvolvimento de componentes para Delphi deve estar achando as similaridades surpreendentes. De fato, o modelo de desenvolvimento de componentes no.net Framework é praticamente idêntico ao do Delphi. Na verdade, o.net Framework pegou o modelo o Delphi e o melhorou em vários aspectos: Os eventos em.net podem chamar uma lista de métodos e não apenas um único método como no Delphi; Existe um controle bem fino da interação do componente como a ferramenta de desenvolvimento através de atributos; A palavra reservada event liga o mecanismo de edição de eventos; no Delphi precisávamos definir uma propriedade de um tipo procedural. Conclusão A criação de componentes no.net Framework não é nenhum bicho de sete cabeças. Ela exige algum conhecimento de OOP, mas ainda assim é relativamente fácil modificar ligeiramente um componente para atender às nossas necessidades. MeGAZINE 15

16 DataSnap Servidor de Aplicação COM+ Parte IV Anderson Haertel Rodrigues Introdução Iremos nesse 4 o artigo dar início a criação do servidor de aplicação COM+ para o nosso estudo e implementação. Após 2 artigos ensinando e mostrando conceitos, um artigo de iniciação, apresentação e estudo de Interfaces, iremos finalmente iniciar a criação de uma aplicação DataSnap. Antes de iniciarmos os nossos estudos sobre DataSnap devo pedir para você ler o arquivo sobre as licenças do DataSnap, que pode ser encontrado no Deploy.txt no diretório do Delphi e ou verificar no site da Borland - Está documentação é valida para as versões anteriores ao Delphi 7. No Delphi 7, o DataSnap (Ex-MIDAS) é free, isto é, não é mais necessário o pagamento de licença por servidor. Iniciaremos nossos estudos e criação com o protocolo COM+. Mãos a obra e vamos abrir o Delphi 6 Update Pack 2 e ou Delphi 7, conforme Figura (1). Servidor de Aplicação Como já citado, o servidor de aplicação é a camada do meio escrita no DataSnap com suporte aos protocolos já apresentados no 2 o artigo. Servidor de Aplicação COM+ Vá até o menu File New Other, veremos a seguinte Figura (2): Figura 2: Guia Multitier com Transactional Data Module (COM+). Após escolher a opção Transactional Data Module vamos ter a Figura (4). Figura 1: Delphi 6 Upate Pack 2. O exemplo pode ser feito também no Delphi MeGAZINE Nota: Se tivermos com um projeto aberto, mesmo que vazio, será mostrada a seguinte mensagem na tela:

17 Figura 3: Mostra uma mensagem dizendo que o projeto atual não é uma Library ActiveX. Clicando em OK, você estará fechando o projeto atual e o Delphi criará um novo projeto demonstrado na figura 4. Interfaces, as Interfaces de despacho, as GUID s geradas pela Delphi, etc. Não é recomendada a manutenção direta desse arquivo. O mesmo deve ser feito através da Type Library do Delphi. Com o nosso servidor de aplicação ativo, devemos ir até: View Type Library para encontrarmos a Type Library no Delphi. A mesma se encontra na Figura (5): Nessa figura vemos a Interface e a CoClass que definimos na criação do nosso servidor COM+. A Interface IServer_COMPlus; A CoClass Server_COMPlus; Figura 4: Formulário com os parâmetros para criação do servidor de aplicação COM+. Escolha as opções apresentadas acima e clique em Ok. Mais a frente eu explicarei com detalhes o que é cada opção demonstrada na Figura (4). Antes de iniciar as explicações sobre as opções acima, vamos criar nossa estrutura de diretórios para os nossos exemplos de Servidor COM+ e mais adiante, do Cliente COM+. Também criaremos o diretório da Base de Dados: C:\DataSnap\Servidor C:\DataSnap\BancodeDados C:\DataSnap\Cliente Peço para você salvar o projeto e a unit com os seguintes nomes: Projeto = ServerCOMPlus.dpr e a Unit = RDMConexao.pas no diretório C:\DataSnap\Servidor. Type Library Neste momento também é gerado um arquivo com o nome do nosso projeto+_tlb.pas (ServerCOMPlus_TLB.pas). Onde nesse arquivo se encontram as declarações da Type Library, as Figura 5: A Type Library do Delphi. Através da utilização da Type Library que o Delphi irá determinar quais os objetos e as interfaces que estão sendo expostas pelo Servidor de Aplicação para que outros objetos possam utilizá-los. A Type Library contém a referência para o(s) objeto(s) que um servidor COM está expondo, qual(is) a interface(s) e qual(is) a(s) interface(s) de despacho que cada objeto expõe, qual(is) o(s) método(s) e propriedade(s) que cada interface possui, qual(is) o(s) parâmetro(s) e o(s) tipo(s) de parâmetro(s) e, o retorno que este(s) método(s) possui(em). As opções disponíveis na figura 4. CoClass É a classe que herda de TMtsDataModule e implementa a interface IServer_COMPlus. Ela é que implementa a Interface COM+. É essa interface que interage com o nosso Objeto. Não utilize espaços no nome da Classe. A mesma é demonstrada sucintamente na Listagem 1: TServer_COMPlus = class(tmtsdatamodule, IServer_COMPlus) Listagem 1: A declaração da Classe e a implementação da Interface do nosso servidor COM+. MeGAZINE 17

18 A Interface IServer_COMPlus está declarada em: ServerCOMPlus_TLB.pas, do qual, já foi citado que não devemos modificá-la diretamente. Antes de olharmos a opção Threading Model, devo explicar de forma sucinta o que é uma Thread. Thread Para explicar Thread devo explicar o que é um processo. Processo é algo que está sendo executado pelo S.O. e que obrigatoriamente contém um ou mais Threads. Sendo que, o mesmo sempre conterá pelo menos um Thread, chamado de Thread Principal. Pense em processo como uma nova instância do seu aplicativo! Ta, mas o que é Thread afinal? R: Thread é um fluxo de controle em um programa. Um exemplo é a carga do Windows 2000, enquanto o mesmo carrega a Interface gráfica, outras Threads são responsáveis por instanciar serviços, fazendo com que a carga do S.O. fique mais rápida. Nesse processo não são alocados maiores recursos, já que o mesmo, estará usando a CPU e não o IO Bound. Normalmente nossos sistemas são escritos usando apenas a Thread Principal. Threading Model - da Figura 4 Determina como serão as chamadas feitas pelo Cliente (execução dos métodos) para o servidor. Veremos as três opções suportadas pelo COM+: Single, Apartment e Both: Transaction Model Requires a Transaction - Indica que o Objeto requer uma transação. Se houver uma transação ele inclui o objeto nessa transação, caso não haja, ele cria uma nova; Requires a new Transaction - Objeto requer sempre uma nova transação; Support Transactions - O Objeto suporta transações. Se existir uma transação já criada o objeto é inserido nela, caso contrário, não é criada uma nova transação para o mesmo. Isto é, rodará sem transação. A responsabilidade do mesmo rodar em transação neste caso é da chamada do Cliente; Does not support transaction - O Objeto não suporta transações. Mesmo que o Objeto seja instanciado através de uma transação, o mesmo rodará fora do contexto de uma transação; Ignore Transactions - Semelhante a Does not Suport Transaction, mas, para suporte a COM+; Conforme a figura 4, para o nosso exemplo será escolhido(a) as seguintes opções: CoClass = Server_COMPlus; Threading Model = Both; Transaction Model = Required a new transaction; Single - Neste caso, não há suporte a processamento background (Thread). As solicitações são serializadas pelo servidor de aplicação e executadas uma de cada vez. Neste caso, não podem existir dois ou mais clientes requisitando informações e só haverá uma instância do RDM; Apartment - O Cliente só pode realizar uma operação por vez, mas, o servidor de aplicação pode receber várias solicitações de clientes distintos. Nesta opção, uma instância do RDM não enxergará as outras instâncias RDM; Both - Indica que o nosso RDM poderá receber várias solicitações de vários clientes ao mesmo tempo e poderão existir mais de uma instância do RDM ao mesmo tempo conversando uma(s) com a(s) outra(s). É com essa opção que também trabalhamos com Pooling de objetos; Figura 6: O RDM que é responsável pela conexão com o Banco de Dados. A Figura 6 mostra o RDM com o componente SQLConnection da dbexpress que se encontra na guia dbexpress do Delphi 6 e ou do Delphi 7. Nota: A dbexpress é a nova engine de acesso a dados da Borland apartir do Delphi 6. Ela veio para substituir a BDE. Remote DataModule Um RDM é um DataModule. Opa?!, na verdade um RDM é um objeto COM em formato de DataModule, onde, o mesmo usará os recursos do COM+. O RDM estará em outro computador e neste cenário já temos o que chamamos de aplicação 3 18 MeGAZINE

19 Camadas. Nesse momento entram em ação os protocolos citados no 2 o artigo (DCE/RPC-RFC-Stack). É no RDM que colocamos todas as nossas regras de negócios, seja um cálculo de juros de uma conta a receber, constraints e o acesso a Base de Dados. Lembre-se do que foi explicado no 2 o artigo, o Servidor de Aplicação faz o acesso de via mão dupla tanto para o Servidor de Banco de Dados quanto para o Cliente e, o cliente acessa apenas o Servidor de Aplicação. É no RDM que se encontra todos os componentes de acesso a Dados, no caso da dbexpress o SQLDataSet, SQLStoredProc, SQLQuery, SQLMonitor e o DataSetProvider que não faz parte da dbexpress e que é encontrado na Guia DataAccess do Delphi 6 e ou Delphi 7. DataSetProvider O DataSetProvider é um dos alicerces de uma aplicação 3 Camadas. Na verdade, eu também posso utilizar o DataSetProvider no desenvolvimento de sistemas Cliente/ Servidor. É ele o responsável em prover dados as requisições das aplicações Clientes e atualizar os dados ao DataSet associado no Servidor de Banco de Dados. Este processo é conhecido como DataPacket. Um pacote de dados é um bloco de dados que vai do servidor de aplicação para o Cliente e do Cliente para o Servidor de Aplicação. É também do DataSetProvider a responsabilidade de empacotar e desempacotar os dados que serão recebidos da aplicação Cliente. Para esclarecer mais escrevo o seguinte: O DataSetProvider executa a consulta no Servidor de Banco de Dados e atualiza os Dados no Servidor de Banco de Dados; O DataSetProvider envia os DataPackets para o Cliente e recebe o DataPackets do Cliente; O Cliente nesse caso (além do nosso executável) é o famoso ClientDataSet que será explicado com mais detalhes na hora de criarmos a aplicação Cliente. O RDM que acabamos de criar irá servir para a conexão com o Banco de Dados. Iremos criar um outro RDM para fazermos realmente a consulta e a atualização aos Dados no Banco de Dados. Nota: O Outro RDM iremos criar no próximo artigo. Nesse momento iremos criar a nossa conexão com o Banco de Dados FireBird 1.0 (FireBird é a continuação do InterBase Open Source e é mantido pela comunidade FireBird. Você obtém maiores detalhes sobre o produto no seguinte site: Podemos também utilizar o InterBase 6.0 para o nosso exemplo. Os nossos exemplos também podem ser criados usando outro Banco de Dados, seja ele o Oracle e ou SQL-Server 2000, pois, o Script de criação dos Objetos do Banco de Dados deve funcionar em Qualquer um dos dois Bancos de Dados citados, por que, eu usarei o SQL-Ansi para a criação dos Objetos. O exemplo citado, não rodará apenas no SQL-Server 7, pois, o mesmo, não oferece suporte a Foreign Keys em Cascata. Esse recurso, foi implementado na Versão 2000 do Produto. Para criarmos o exemplo usando Oracle, devemos escolher o Oracle na criação da conexão com o Banco de Dados. Para criarmos o exemplo usando o SQL-Server 2000, devemos procurar pelos Drivers de Acesso do SQL-Server a dbexpress escrito por terceiros para o Delphi 6 ou, usarmos o novo Drive de acesso ao SQL-Server 2000 que veio junto com o Delphi 7. Criando nosso Banco de Dados de Exemplo Antes de continuarmos com o nosso estudo e exemplo de DataSnap necessitamos criar o nosso Banco de Dados de exemplo. Abra o IBConsole (ferramenta de Administração que acompanha o InterBase e ou o FireBird), crie um Banco de Dados com o nome de: ExemploCOMPlus.GDB (Dialect 3) e coloque o mesmo no seguinte diretório: C:\DataSnap\BancodeDados, após isso, execute o script abaixo para a criação das tabelas necessárias para os nossos exemplos, conforme Listagem 2: CREATE TABLE TAB_ATIVIDADES ( ID INTEGER NOT NULL, DESCRICAO VARCHAR(50)); CREATE TABLE TAB_PARCEIROS ( ID_PARC INTEGER NOT NULL, NOME VARCHAR(50), CNPJ CHAR(18), INSC_EST CHAR(11)); CREATE TABLE TAB_PARCEIROS_CONT ( ID_PARC INTEGER, ID SMALLINT NOT NULL, NOME_CONTATO VARCHAR(50) NOT NULL, TEL_CONTATO VARCHAR(25), _CONTATO VARCHAR(35)); CREATE TABLE TAB_PARCEIROS_REFER ( MeGAZINE 19

20 ID_PARC INTEGER NOT NULL, TP_REF CHAR(1), ID SMALLINT NOT NULL, NOME_REF VARCHAR(30) NOT NULL, COM_DT_ULT_COMPRA DATE, COM_VL_TT_COMPRA NUMERIC(18,2), COM_VL_PRESTACAO NUMERIC(18,2), COM_DT_VCTO_ULT_PARC DATE, BCO_AGENCIA VARCHAR(25), BCO_DT_ABERT_CONTA DATE, BCO_CHEQUE_ESP CHAR(1)); Conexão com o Banco de Dados Com um duplo clique no componente SQLConnection que se encontra no nosso RDM de conexão irá aparecer a seguinte Figura (7): ALTER TABLE TAB_ATIVIDADES ADD CONSTRAINT PK_TAB_ATIVIDADES PRIMARY KEY (ID); ALTER TABLE TAB_PARCEIROS ADD CONSTRAINT PK_TAB_PARCEIROS PRIMARY KEY (ID_PARC); ALTER TABLE TAB_PARCEIROS_CONT ADD CONSTRAINT PK_TAB_PARCEIROS_CONT PRIMARY KEY (ID, NOME_CONTATO); ALTER TABLE TAB_PARCEIROS_REFER ADD CONSTRAINT PK_TAB_PARCEIROS_REFER PRIMARY KEY (ID, NOME_REF); Figura 7: O formulário onde iremos configurar a nossa conexão com o Banco de Dados. Vamos ir até a opção com a imagem de um botão com sinal de (+) neste momento irá aparecer a seguinte Figura (8): ALTER TABLE TAB_PARCEIROS_CONT ADD CONSTRAINT FK_1014_1013 FOREIGN KEY (ID_PARC) REFERENCES TAB_PARCEIROS (ID_PARC) ON DELETE CASCADE; ALTER TABLE TAB_PARCEIROS_REFER ADD CONSTRAINT FK_1015_1013 FOREIGN KEY (ID_PARC) REFERENCES TAB_PARCEIROS (ID_PARC) ON DELETE CASCADE; COMMIT; Listagem 2: A estrutura de tabelas para o nosso Banco de Dados de Exemplo. Com a estrutura de tabelas apresentadas acima poderemos exemplificar no lado Cliente as duas situações mais procuradas por leitores: Um cadastro simples (TAB_ATIVIDADES) e um cadastro Master-Detail(TAB_PARCEIROS, TAB_PARCEIROS_CONT e TAB_PARCEIROS_REFER). A estrutura indicada acima, será explicada com maiores detalhes quando necessitarmos usar a mesma. Figura 8: O formulário onde criaremos um nome de conexão e a escolha do driver para acessar o Banco de Dados. Na opção Driver Name vamos escolher: Interbase e na opção Connection Name vamos colocar: ServidorIB_COMPlus. Conforme explicado mais acima, você pode escolher outro Driver para acesso ao seu Banco de Dados. Clique em Ok. Após isso, executamos um duplo clique no componente de conexão novamente para podermos modificar a opção Database e colocarmos o seguinte caminho de diretório: C:\DataSnap\BancoDados\ExemploCOMPlus.gdb teremos nossa conexão com a dbexpress pronta conforme a Figura (9): 20 MeGAZINE

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