UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO COORDENAÇÃO DE PÓS-GRADUAÇAO

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1 UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO COORDENAÇÃO DE PÓS-GRADUAÇAO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO "LATO SENSU" EM CLÍNICA CIRURGICA EM PEQUENOS ANIMAIS EPIDEMIOLOGIA DA NEOSPOROSE CANINA E SUAS IMPLICAÇÕES NA CLÍNICA MÉDICA DE PEQUENOS ANIMAIS Renata Shimada Calil São Paulo, 23 outubro de 2006.

2 RENATA SHIMADA CALIL Aluna do Curso de Especialização Lato sensu em Clínica Cirúrgica em Pequenos Animais EPIDEMIOLOGIA DA NEOSPOROSE CANINA E SUAS IMPLICAÇÕES NA CLÍNICA MÉDICA DE PEQUENOS ANIMAIS Trabalho monográfico do curso de pósgraduação "Lato Sensu" em Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais apresentado à UCB como requisito parcial para a obtenção de título de Especialista em Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos animais, sob a orientação do Professor Dr. José de Angelis Côrtes. São Paulo, 23 outubro de 2006.

3 UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA A V A L I A Ç Ã O F I N A L T C C Nome do Aluno(a): Curso: Unidade: Coordenador(a): Tema TCC: Prof. Orientador: Tipo de TCC: teórico ( ) teórico-aplicado ( ) aplicado ( ) Modalidade: Monografia Revisão de Literatura ( ) Levantamento/Casuística ( ) Relato de Caso ( ) Manual Técnico ( ) CONCEITO FINAL TCC: COMENTÁRIOS GERAIS: campo para atribuição de nota final TCC: 7,0 10,0 = APROVAÇÃO 0,0 6,99 = REPROVAÇÃO Orientador(a): Assinatura: São Paulo, 23 outubro de 2006 II

4 Aos meus queridos pais Dilhermando e Luiza, por toda dedicação e amor, as minhas irmãs Rebecca e Daniele pela paciência e carinho, e ao meu namorado Leandro, por toda ajuda e compreensão... III

5 Agradecimentos Agradeço pela atenção e dedicação de meu orientador Professor Dr. José de Angelis Côrtes, que forneceu orientações seguras, guiando meu caminho, para a conclusão para mais uma etapa de minha carreira. Ainda, aos meus professores e colegas que acreditaram e confiaram em minha capacidade. IV

6 Não há saber mais ou saber menos. Há saberes diferentes. Paulo Freire V

7 RESUMO CALIL, Renata Shimada Epidemiologia da Neosporose Canina e suas implicações na Clínica Médica de Pequenos Animais. A neosporose é uma parasitose de animais vertebrados causada pelo Neospora caninum, cujas manifestações mais importantes incluem a morbidade neonatal, abortamentos em ruminantes e eqüinos e transtornos neuromusculares, paresias, paralisias e mortes em cães, e manifestações menos expressivas em outras espécies. Morfologicamente seu agente causal apresenta dois estágios assexuados proliferativos infectantes, identificados como taquizoítos e bradizoítos; e um terceiro estágio sexuado representado pelos oocistos contendo esporozoitos. O Neospora caninum foi descrito em 1988 em cães, única espécie capaz de hospedar a forma intestinal, gametogônica, do agente. As técnicas diagnósticas são baseadas na detecção de anticorpos contra o Neospora caninum nos fluidos orgânicos; visualização direta do parasita em amostras de tecidos; na imunoquímica ou na ampliação do DNA do parasita pela Reação em Cadeia da Polimerase (PCR). Em razão de sua elevada prevalência em bovinos, VI

8 o Neospora caninum tem despontado como uma importante causa de abortos nessa espécie em todo o mundo e a Neosporose tem sido reconhecida como uma doença economicamente importante afetando a indústria pecuária. Entre os mecanismos de transmissão, o contágio direto é reconhecido como uma via importante de infecção dos hospedeiros susceptíveis, podendo ocorrer pela transmissão vertical quando os taquizoítos são transmitidos pela via transplacentárias da mãe ao feto durante a gestação, ou pelo carnivorismo em que o hospedeiro predador susceptível ingere tecido com cistos de suas presas com Neosporose. Outra alternativa de propagação de infecção é configurada pela transmissão horizontal, em que o hospedeiro susceptível se torna infectado pela ingestão de estágios assexuados (taquizoítos ou cistos), ou de alimentos e água contaminados com oocistos de Neospora caninum oriundo das fezes de cães. A despeito do limitado conhecimento a cerca da epidemiologia da Neosporose e correspondentes medidas preventivas têm sido recomendadas que a água e os alimentos devem ser protegidos da contaminação com fezes de cães; que os cães sejam impedidos de comer carne crua e seus produtos, assim como fetos abortados, membranas fetais e bovinos mortos é também necessário limitar o acesso dos cães às áreas de pasto e outras dependências destinadas ao manejo animal. VII

9 ABSTRACT CALIL, Renata Shimada Epidemiology of canine Neosporosis and its implications in Small Animal Clinics. Neosporosis is a disease caused by an apicomplexa parasite named Neospora caninum whose clinical manifestations include stillbirth and abortion in cattle, neuromuscular disease in dogs and less expressive injury in other animal species. Morphologically two asexually proliferating stages of N. caninum has been identified as tachyzoites and bradyzoites, and a third and sexually produced stage of this parasite, the oocysts, containing sporozoites, was described in 1988, in dogs, the only species that harbor the intestinal gametogonic form of the disease. The diagnostic techniques are based in the detection of antibodies against N. caninum in body fluids, direct visualization of the parasite in tissue samples, by immunohistochemistry or specific amplification of the parasite DNA by PCR. Because of its high prevalence in cattle N. caninum has emerged as an important cause of bovine abortion worldwide, and Neosporosis has been recognized as an economically important disease affecting livestock industry. As the transmission mechanisms, the direct contact is a recognized way of susceptible hosts becomes VIII

10 infected. This may occur by vertical transmission, in which the asexually tachyzoite stage can be transmitted transplacentally from mother to offspring, during the pregnancy, or by carnivorism when susceptible predator host eat tissue cysts from its preys affected by Neosporosis. An other way of propagating the infection is by the horizontal transmission in which susceptible host become infected by ingesting not only asexually stages (tachyzoites or tissue cysts) but also food and water contaminated with N. caninum oocysts from dog feces. In spit of the little knowledge about Neosporosis epidemiology and corresponding preventive measures it has been recommended that feed and water must be protected from contamination with dog feces, dogs must be prevent to eat uncooked meet and its product as well as aborted fetuses, fetal membranes or dead calves. It is also necessary to limit the access of these animals to pasture areas and other buildings of animal management. Key words: Neosporosis; Natural history; Neospora caninum; Cattle, Dogs. IX

11 SUMÁRIO Página Resumo...VI Abstract...VIII Figuras...XII Índice de quadros...x Parte 1. Introdução Objetivo Revisão de Literatura Caracterização Freqüência de Ocorrência Etiologia Classificação Características do agente Hospedeiros Suscetibilidade Fatores condicionantes Fontes de infecção e Vias de transmissão Patogenia...26 X

12 2.8 Lesões Sinais Clínicos Diagnóstico Tratamento Medidas Preventivas Conclusão Referências Bibliográficas...39 XI

13 FIGURAS Figura Figura Figura XII

14 1. INTRODUÇÃO Embora seu agente causal, o Neospora caninum, somente tenha sido descrito recentemente (Dubey et al., 1988), a Neosporose tem se caracterizado como sendo uma das maiores causas de aborto e mortalidade neonatal em rebanhos bovinos, ovinos, caprinos e eqüinos, bem como de transtornos neuromusculares fatais em cães (Dubey e Lindsay, 1996; Gondim, 2006). Na realidade, seu agente causal, um protozoário do subfilo Apicomplexa, o Neospora caninum já havia sido observado na Noruega, em 1984, por Bjërkas e colaboradores (Basso et al., 2001), como um esporozoário capaz de desenvolver cistos semelhantes aos do Toxoplasma gondii, em cães com encefalomielite e miosite. Todavia sua verdadeira classificação somente ficou esclarecida em 1988 quando Dubey et al. (1988) e Dubey et al., (1989) conseguiram comprovar as diferenças estruturais e antigênicas entre esses dois organismos. Durante muito tempo, a única forma de transmissão conhecida foi através de infecção transplacentária, comprovada, experimentalmente, por inoculação de cistos em gatas e cadelas gestantes (Dubey e Lindsay, 1989 a/b). Somente em 1998, finalmente, se conseguiu isolar das fezes de um cão doméstico (Canis familiares), oocistos deste protozoário, considerando assim,

15 a espécie canina como sua hospedeira definitiva. Tais oocistos induziram a formação de cistos de Neospora caninum e a produção de anticorpos específicos em camundongos, provando sua ação infectante (McAllister et al., 1998). Em bovinos, os primeiros relatos ocorreram em 1987, quando se constatou a presença de esporozoários de Toxoplasma gondii no sistema nervoso central de recém-nascidos com sintomas neurológicos, os quais foram identificados posteriormente como cistos de Neospora caninum (Dubey, 1989; Dubey et al., 1989). A Neosporose foi reconhecida como a principal causadora de abortamentos em rebanhos bovinos (Anderson et al., 1991), mas somente em 1992 sua transmissão transplacentária foi comprovada (Dubey et al., 1992). Existem divergências entre aqueles que acreditam haver uma relação entre a presença de cães e a probabilidade da ocorrência de abortamentos em rebanhos bovinos por Neospora caninum disseminado pelas fezes dos cães (hospedeiros definitivos) (Lindsay et al., 2002). A despeito de controvérsias acerca do significado das vias de transmissão vertical e horizontal a presença de cães em rebanhos de propriedades densamente afetadas pode sugerir uma estreita evidência de envolvimento da via indireta de transmissão (Thurmond, Hietala e Blanchard, 1997). Dijska et al. (2001).

16 1.1 OBJETIVO Os aspectos relativos à extrema importância da Neosporose como doença reprodutiva em bovinos aliados à sua condição de entidade emergente configurada pelas ocorrências cada vez mais freqüentes descritas em animais domésticos e de companhia, concorreram para a escolha do tema Neosporose como objeto desta dissertação que teve como propósito oferecer uma revisão, da literatura atual, pertinente à História Natural do Neospora caninum, concebida consoante os diferentes elos da cadeia epidemiológica, enfatizando, não apenas, sua importância na clínica médica de pequenos animais, mas também o papel de transmissor e de vítima desempenhado pela espécie canina. 2. REVISÃO DE LITERATURA 2.1 CARACTERIZAÇÃO Neosporose pode ser descrita como uma parasitose decorrente de infecção, de várias espécies vertebradas, por um protozoário do subfilo Apicomplexa, intitulado Neospora caninum, e caracterizada pela ocorrência de

17 abortos em rebanhos bovinos (Anderson et al. 1991), além de transtornos neuromusculares, paresias, paralisias e morte em cães (Dubey e Lindsay, 1996). 2.2 FREQÜÊNCIA DE OCORRÊNCIA A Neosporose está amplamente distribuída em todos continentes (Corbellini, 2000). Tal dispersão generalizada, associada à sua elevada prevalência em bovinos, levou Dubey e Lindsay (1993, 1996) a considerar esta patologia como um dos graves problemas da esfera reprodutiva nessa espécie. É uma doença que, para Dubey (1999), afeta tanto bovinos de leite como de corte e têm sido responsável por uma grande interferência na produção de leite em diversos países como Estados Unidos, Nova Zelândia, Países Baixos, Argentina, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Alemanha, Hungria, Itália, Japão, México, Espanha e Reino Unido; Por outro lado, sua ocorrência, em cães, tem sido descrita na Alemanha (Schares et al., 2004), Korea (Kim et al., 2004), Itália (Capelli et al., 2004), Espanha (Ortuno, Castella e Almeria, 2003), Argentina (Basso et al., 2005), Suíça (Sager et al., 2006), Uruguai (Banales et al., 2006), Hungria (Hornok et al., 2006), Romênia (Suteu et al., 2006), Israel (Steinman et al., 2007), Brasil (Andreotti et al., 2006), Austrália (39-170); além de outros países como a África do

18 Sul, Canadá, Dinamarca, Japão, Bélgica, Costa Rica, Finlândia, França e Holanda (Dubey e Lindsay, 1996; Gondim et al., 2000). Outras espécies também têm sido vítimas desta patologia, entre as quais cabras, ovelhas, gatos, búfalos (Moore, 2005), e, mais recentemente, em coiotes e veados da cauda branca (Gondim, 2006). No Brasil, a presença de animais reagentes ao Neospora caninum foi observado pela primeira vez em rebanho leiteiro, com histórico de abortos, no município de Botucatu, São Paulo (Gondim; Sartor, 1997). Em populações caninas, a soroprevalência varia muito entre as regiões, sendo observada geralmente, com maior freqüência entre cães oriundos de áreas rurais do que os cães de núcleos urbanos e domiciliados (Hornok et al., 2006). 2.3 ETIOLOGIA CLASSIFICAÇÃO DO PARASITA O Neospora caninum é um protozoário, de parasitismo intracelular obrigatório, formador de cistos, e classificado por Long (1990), como segue:: - Filo: Protozoa

19 - Subfilo: Apicomplexa (Levine, 1970). - Classe: Sporozoasida (Leukart, 1879). - Subclasse: Coccidiacina (Leukart, 1879). - Ordem: Eucoccidiorida (Léger e Dobosq, 1910). - Subordem: Eimeriosina (Léger, 1911). - Família: Sarcocystidae (Poche, 1913). - Subfamília: Toxoplasmatinae (Brocea, 1956). - Gênero: Neospora (Dubey, Carpenter, Speer, Topper e Ugla, 1988). - Espécies: 1. Neospora caninum (Dubey, Carpenter, Speer, Topper e Ugla, 1988). 2. Neospora hughesi (isolado de sistema nervoso central de eqüinos, com sinais neurológicos, e com diferenças do Neospora caninum, quanto à ultraestrututra, antígenos e estrutura molecular) (Marsh et al., 1998) CARACTERÍSTICAS DO AGENTE O Neospora caninum tem sido encontrado parasitando uma ampla variedade de tecidos como: cérebro, medula espinhal, coração, pulmão, fígado,

20 rins, membranas fetais e placenta, músculos e pele (Dubey & Lindsay, 1993, 1996; Peters, Wagners e Schares, 2000). Seu ciclo de vida é dividido em três estágios morfológicos distintos: (1) taquizoítos, representando o estágio proliferativo e causador de doença; (2) bradizoítos caracterizados por ser um estágio de multiplicação lenta, encontrados nos cistos teciduais; ambas as formas resultantes da proliferação no processo de infecção disseminada no ciclo extra-luminal assexuado do parasita; (3) esporozoítos que se localizam no interior dos oocistos, resultantes da multiplicação sexuada gametogônica que ocorre no processo de infecção entero-epitelial em cães (Souza, 2001). A apresentação morfológica do Neospora caninum, tanto os dois estágios assexuados do parasita, identificados como taquizoítas e bradizoítas, denominados de formas proliferativas, pela característica de sua participação intracelular generalizada; como o terceiro estágio, sexuado, representado pelos esporozoitos contidos nos oocistos, e com envolvimento estritamente enteroepitelial, são bastante similares aos correspondentes estágios do Toxoplasma gondii. Os esporozoítos têm formato esférico e medem de dez a onze micrômetros de diâmetro, sendo excretados não esporulados contendo esporonte central e tornando-se esporulados de vinte e quatro a setenta e duas horas à temperatura ambiente (Lindsay et al., 1999c).

21 Quando esporulados contêm dois esporocistos cada um com quatro esporozoítos, morfologicamente similares, não apenas aos oocistos de Hammondia heydorni também encontrado nas fezes de cães, mas também aos oocistos de Toxoplasma gondii e Hammondia hammondi, encontrados nas fezes de gatos (Dubey et al., 1990c e Gondim et al., 2004). Figura 1: Mede de dez a onze micrômetros, 2 esporocistos e cada um com 4 esporozoítos Fonte: Já os bradizoítos, são encontrados dentro de cistos, que podem ser encontrados em tecidos nervosos centrais e periféricos e podem ficar em latência por meses ou anos, por fim restabelecendo todo o ciclo, quando consumido por um hospedeiro definitivo (Dubey e Lindsay, 1996). Estes apresentam as mesmas organelas encontradas nos taquizoítos, com segmentos membranosos planos e vesículas menores. Representado o estágio de divisão lenta do parasita, que é capaz de formar cistos intracelulares no interior de tecidos; possuem a forma

22 arredondada, sua parede é lisa apresentando ramificação e sua espessura depende do tempo da infecção, e são circundados por uma membrana cística que o protege de reações imunológicas e fisiológicas do hospedeiro (Fuchs, Sonda e Gottstein, 1998). Os taquizoítos são ovóides, semilunares ou globulares, dependendo da fase de divisão, possuem uma membrana plasmática de três camadas e um complexo apical composto de microtubos, anéis apicais, conóides e um anel polar, além de três organelas secretoras diferentes, que participam da invasão, formação e manutenção do vacúolo parasitófago, o que permite a sobrevivência e proliferação do parasita (Hemphill, Gajendran e Sonda, 1998). Figura 2: Taquizoíto: Mede de três a sete por um a cinco micrômetros, forma de lua crescente, globosos Fonte: O protozoário possue algumas manobras para garantir sua perpetualização, tais quais primeiramente é desenvolvido habilidade para poder

23 infectar o maior número de células possíveis; segundo, o Neospora caninum explora sua capacidade de responder às alterações, convertendo-se em cistos ou na sua forma infectante novamente, e por último, desenvolvem mecanismos moduladores de acordo com o necessário para sua sobrevivência (Hemphill e Gottstein, 2006), além do demonstrado por Dubey et al., 1990c; que consiste na resistência interior dos cistos à exposição de solução de ácido clorídrico pepsina, confirmando então, a transmissão de um animal para outro através da ingestão de tecidos contendo tais cistos viáveis HOSPEDEIROS Para esse agente, ao longo de sua descoberta foram constatados dois tipos de hospedeiros, os hospedeiros intermediários, ou seja, de sua forma assexuada, tanto de formas experimentais como de seu ciclo biológico natural de vida (Georgieva, Prelezov, Koinarski, 2006), dentre eles, as várias espécies como: caninos (Dubey e Lindsay, 1989b e Cole et al., 1995b), felinos (Dubey et al., 1990e), ovinos, bovinos, caprinos, murídeos-camundongos, ratos, coiotes, eqüinos, bubalinos, alpacas e lhamas (Moore, 2005); e o hospedeiro definitivo, ou seja, de sua forma sexuada, tendo como único exemplar capaz de oferecer elementos e local necessários para o seu desenvolvimento: o cão, descoberto em 1998 ao isolar das fezes de um cão com oocistos do protozoário capazes de

24 infectar camundongos, experimentalmente e capazes de induzir a formação, por estes, de cistos viáveis de Neospora caninum (Giraldi, Bracarense e Vidotto, 2001) SUSCETIBILIDADE Em estudos realizados não foram constatados qualquer predisposição racial, etária ou sexual. Mas sabe-se que existe uma discreta superioridade na freqüência de ocorrência da doença em cães oriundos de propriedades rurais, onde existe também algum tipo de evidência de sintomatologia em rebanhos, além de machos possuírem um número um pouco maior nas titulações realizadas, mas não indicando nada significante (Hornok et al., 2006). Os casos mais severos de Neosporose, decorrente da forma extraintestinal da doença ocorreram em filhotes congenitamente infectados e em cães jovens, nos quais as principais manifestações traduzem-se por paresia dos membros posteriores evoluindo para uma progressiva paralisia (Dubey e Lindsay, 1996). Ainda que haja uma maior freqüência de ocorrência quando se tratam de raças como Labradores, Boxers, Basset Hounds, Greyhounds e Golden Retrievers (Dubey e Lindsay, 1996).

25 2.5 FATORES CONDICIONANTES Considerando as peculiaridades da história natural do Neospora caninum, particularmente no que se refere ao elevado grau de risco de exposição dos hospedeiros suscetíveis no contexto do ecossistema, favorecido pela diversidade dos mecanismos de disseminação envolvidos, parece essencial atentarmos para alguns fatores de risco capazes de favorecer a disseminação do agente, entre os quais figuram: 1º: A distribuição da população de hospedeiros a criação de espécies diferentes com o mesmo manejo e criados no mesmo ambiente, podendo aumentar o risco de exposição aos hospedeiros susceptíveis, principalmente quando as espécies envolvidas são fundamentais ao ciclo biológico do Neospora caninum (Wouda et al., 1999). Neste sentido Lindsay, Ritter e Brake, (2001), referem-se ao risco associado à a presença de cães, em propriedades rurais, potencializando a ocorrência de sintomas da Neosporose em rebanhos bovinos. 2º: O hábito de alimentação dos cães nessas regiões: como os resíduos da carcaça de animais abatidos sem o devido tratamento, contribuindo significavelmente para a disseminação do parasita (Souza, 2001).

26 3º: O número de fontes de infecção: capazes de eliminar o agente ao meio externo através de secreções e excreções; o grau de contaminação ambiental, particularmente em casos de resistência do agente como é o caso da forma entero-epitelial da Neosporose em cães, cujos oocistos encontram nas fezes sua principal via de eliminação (McAllister et al., 1998). 2.6 FONTES DE INFECÇÃO E VIAS DE TRANSMISSÃO As fontes de infecção são todos e quaisquer vertebrados acometidos pela forma disseminada da Neosporose, já citado acima por Dubey et al. (1990), decorrente do ciclo extra-intestinal assexuado do Neospora caninum, sabendo que todos os tecidos do organismo animal, contendo cistos viáveis, podem ser infectantes, assim provado por McAllister et al. (1998) e Lindsay et al. (1999), como via de transmissão horizontal. A transmissão vertical ou transplacentária tem sido considerada a principal forma de disseminação do Neospora caninum em rebanhos bovinos, mantendo, dessa forma, a infecção por várias gerações (Bjorkman, Johasson e Stenlund, 1996). Tal observação tem sido comprovada, igualmente, em: ovinos, caprinos, felinos e macacos (Davidson et al., 1999),

27 Entretanto, apesar de não revelar a mesma intensidade dos sinais clínicas clássicos da doença observada em casos de infecções naturais em seu quadro clínico, a transmissão vertical ou transplacentária vem também se reproduzindo em cães (Cole et al., 1995a). O cão representa a única fonte de infecção no processo de disseminação da forma sexuada do Neospora caninum, assumindo então, um importante papel na cadeia natural do agente (Souza, 2001). A transmissão horizontal, através da via fecal-oral, pelos oocistos eliminados nas fezes de cão, foi confirmada experimentalmente (McAllister, et al., 1998; De Marez et al., 1999) 2.7 PATOGENIA O trato digestivo e a interface placenta materna-membranas fetais constituem as estruturas fundamentais para a porta de entrada do Neospora caninum no hospedeiro, ocorrendo pela ingestão de cistos teciduais, com bradizoítos viáveis ou a ingestão de água ou alimentos contaminados pelos oocistos esporulados, e seu contágio direto é caracterizado pela transmissão da mãe parasitada ao feto, perpetuando o ciclo (Barr, 1993).

28 O protozoário atinge células alvo pelas vias sanguíneas e linfáticas, reconhecendo a célula - através de invasão ativa - por proteínas usadas como receptoras - essa fase é classificada por Hemphill et al. (1996) como extremamente rápida, não exigindo mais que cinco minutos; já dentro das células, os parasitas se localizam dentro de uma estrutura denominada vacúolo parasitófago, possuindo uma tênue camada membranosa, formada pela própria membrana da célula hospedeira, que separa os taquizoítos do citoplasma celular, o parasita provoca mudanças metabólicas nos hospedeiros, favorecendo ainda mais a invasão. Os taquizoítos se multiplicam por endodiogenia, produzindo várias centenas de parasitas em poucos dias após a infecção, provocando uma grande expansão do vacúolo levando à lise celular; logo os taquizoítos estão livres e infectam as células adjacentes iniciando todo o processo novamente, levando à destruição de uma grande quantidade celular, e lesões significativas (Hemphill e Gottstein, 2006). Seu estágio latente é representado pelos cistos teciduais, que são constituídos de uma grande parede cística que os protege, contendo bradizoítos, caracterizados pela multiplicação lenta (Dubey e Lindsay, 1996), eles podem sobreviver por mais de quatorze dias a quatro graus Celsius (Lindsay, 1999b). Sabe-se que a forma intestinal o período pré-patente é de cinco a oito dias após a ingestão dos cistos teciduais, mas pouco se sabe sobre sua

29 localização no órgão, ou a respeito das estruturas acometidas e, portanto de sua patogenia (Lindsay e Dubey, 2000). Figura 3: Esquema de Patogenia da Neosporose Fonte: 2.8 LESÕES O parasita produz lesões necróticas visíveis em poucos dias, além de causar a morte celular. No exame microscópico, são identificados taquizoítos, ou cistos em biópsias de tecidos ou em aspirados citológicos (pulmonar, líquor, exudato de pústula dérmica). No sistema nervoso central, são detectados cistos,

30 meningoencefalite multifocal não supurativa, infiltrado perivascular mononuclear e polimorfonuclear, neovascualrização, gliose e meningite (Basso et al. e Boyd et al., 2005). Pode ocorrer necrose multifocal do miocárdio (Odin e Dubey, 1993), além de acometer o fígado com áreas multifocais de necrose e lipidose dos hepatócitos e nos pulmões levando à pneumonia intersticial difusa com necrose total das células epiteliais alveolares, hemorragia e macrófagos no espaço alveolar (Jardine e Dubey, 1992). 2.9 SINAIS CLÍNICOS Em bovinos adultos, o aborto é o único sinal clínico, que normalmente ocorre no segundo terço médio da gestação (Thurmond e Hietala, 1999). O feto pode morrer no útero, ser reabsorvido, mumificado, autolisado, natimorto, nascer doente, ou ainda, nascer clinicamente normal, mas cronicamente infectado, sabendo que seus membros podem estar flexionados ou hiperestendidos, pode ocorrer exoftalmia ou assimetria dos olhos (Dubey e Lindsay, 1996). A freqüência de abortos por Neospora caninum pode ser esporádica, usual ou esperada no decorrer de um período considerado (endêmica), ou em

31 surtos (epidêmica). Os episódios endêmicos geralmente ocorrem em rebanhos cronicamente infectados. Sendo que após um surto, os animais ficam cronicamente infectados, passando a ocorrer o chamado aborto endêmico (Moen et al., 1998). Já as cadelas infectadas podem transmitir o Neospora caninum a seus fetos via transplacentária, e sucessivamente as outras ninhadas (Dubey, 1999b). A maioria dos casos clínicos ocorre em filhotes infectados congenitamente (Dubey et al., 1990); caracteriza-se por uma paralisia ascendente, com os membros pélvicos geralmente mais afetados; podendo apresentar hiperextensão rígida ou flácida, decorrente da poliradiculoneurite e miosite causadas pela infecção, dificuldade na deglutição, paralisia da mandíbula, cegueira, convulsões, incontinência urinária e fecal, flacidez e atrofia muscular e falha cardíaca (Basso et al., 2005). Sua apresentação é mais variada em cães adultos, além do quadro neuromuscular, podem ocorrer dermatite piogranulomatosa, miocardite fatal e pneumonia (La Perle et al., 2001). Os cães podem sobreviver durante meses com paralisia progressiva, meningoencefalite, insuficiência cardíaca, complicações pulmonares e, muitas vezes precisam ser eutanasiados (Barber, 1998).

32 2.10 DIAGNÓSTICO São múltiplos os recursos disponíveis que objetivam detectar e identificar os casos de Neosporose, bem como discriminá-los, com segurança, de outras infecções estreitamente associadas como a toxoplasmose e a sarcocistose, assim como de outros agravos de sintomatologia assemelhada. Face à grande diversidade de manifestações a tarefa diagnóstica torna-se por demais complexa exigindo, não raramente, a utilização simultânea de vários dos procedimentos diagnósticos ora disponíveis. O diagnóstico em bovinos pode ser feito e partir do material coletado no aborto (feto ou placenta), baseados em histopatologia e imunohistoquímica, ou PCR (reação em cadeia de polimerase) (Dubey, 1996). Devem ser coletados do feto amostras do cérebro, coração, fígado, medula espinhal e músculos esqueléticos, além de fluidos corporais e sangue para provas sorológicas (Anderson et al., 2000). Os métodos diretos de histopatologia e imunohistoquímica têm como objetivo a identificação e diferenciação do parasita e das lesões dele decorrentes, em seção de tecido tratadas por corantes convencionais ou por processos imunológicos, principalmente os que utilizam reagentes monoclonais, evitando eventuais reações cruzadas; embora em fetos mumificados ou em estágio avançado de autólise, ocorra uma redução da sensibilidade da técnica, ou às

33 vezes, o número de parasitas é muito reduzido que pode levar a um resultado falso negativo, além de raramente se constatar cistos em cortes histológicos corados com hematoxilina-eosina (Anderson et al., 2000). A reação em cadeia de polimerase torna possível a detecção do DNA específico do Neospora caninum em amostras de tecidos e fluidos corpóreos de animais e fetos infectados (Hemphill, 1999). No diagnóstico sorológico são utilizadas as técnicas de imunofluorescência indireta (IFI), reação imunoenzimática (ELISA) e teste de aglutinação direta, geralmente são usados isolados cultivados in vitro para a preparação dos antígenos (Hemphill, 1999). Na imunofluorescência indireta, os taquizoítos são colocados numa lâmina de microscopia e incubados com o soro problema a ser testado. Se o soro contiver anticorpos eles irão ficar aderidos e poderão ser visualizados por reagentes fluorescentes (Hemphill, 1999). O método de reação imunoenzimática utiliza antígenos desenvolvidos por análise de soro bovino (Dijkstra et al., 2001a), já a aglutinação direta possibilita sua utilização em animais domésticos e silvestres, sem a necessidade da aquisição de conjugados espécie-específicos (Romand et al., 1998). O sorodiagnóstico serve para a avaliação da exposição e do risco de infecção do rebanho e não para determinar se a causa mortis do feto ocorreu por

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