O motor da inovação. Rio de Janeiro encontra sua vocação e acelera rumo ao desenvolvimento econômico. Entrevista Carlos Arruda, da Fundação Dom Cabral

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1 Revista da Câmara de Comércio Americana para o Brasil Desde 1921 nº271 set/out 2011 O motor da inovação Rio de Janeiro encontra sua vocação e acelera rumo ao desenvolvimento econômico foto João L. Anjos/Divulgação LLX Entrevista Carlos Arruda, da Fundação Dom Cabral Água Desafio e avanços na gestão do recurso BEP A cobertura do evento da AmchamRio em Houston

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4 editorial Agora é a hora de inovar. E nós, da Câmara de Comércio Americana, também estamos fazendo nossa parte. A começar por mais essa edição da Brazilian Business, que dá continuidade à reformulação gráfica e editorial, com a criação de novas seções, como a Diálogos, que abre espaço para um especialista discorrer sobre temas atuais, a seção Radar, o Perfil, sempre com um executivo que tenha feito algo inovador para o setor ou negócio, e a coluna Quatro perguntas para..., em que abordamos numa entrevista rápida um tema relevante do momento. Mas as novidades não param por aí. O conteúdo das matérias também se aproxima mais dos principais temas que permeiam as atividades dos associados. Como a produção técnico-científica consolidada do Rio de Janeiro, um dos principais propulsores de novos negócios no Estado. O assunto, como não poderia deixar de ser, é tema de nossa reportagem de capa. E falando em inovação, buscamos um dos maiores especialistas do país, Carlos Arruda, da Fundação Dom Cabral, para discorrer sobre o tema. Além disso, realizamos o Brasil Energy and Power (BEP), que reuniu empresários e líderes americanos e brasileiros na capital americana do petróleo, Houston, no Texas, para falar sobre oportunidades do insumo e também da matriz energética brasileira, tema de uma reportagem nas páginas a seguir. A vocação da Amcham Rio para catalisar negócios também aparece em outro evento promovido por esta Câmara, que reuniu quatro expoentes envolvidos nos megaeventos esportivos que o País sediará em 2014 e Boa leitura! Henrique Rzezinski, presidente da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (Amcham RJ-ES) artigos relacionados 36 Rio de Janeiro abre suas portas à inovação Moacyr Piacenti, José Roberto Adelino da Silva e Antonio Carlos Rocca 37 Transformando ideias em lucro Mauro Terepins 38 O modelo de inovação da BG Damian Popolo 39 Inovar é fazer a diferença Rafael Veras 40 Urbes inteligentes respondem melhor aos desafios dos novos tempos Pedro Almeida 41 Design Thinking: ferramenta essencial para inovação nos negócios Maurício Vianna Brazilian business é uma publicação bimestral da Câmara de Comércio Americana RJ/ES. A tiragem desta edição, de 8 mil exemplares, é comprovada pela Ernst & Young. Editora-chefe e jornalista responsável: Andréa Blum (MTB: RJ) Editora-assistente: Flavia Galembeck Reportagem: Carolina Gouveia Direção de arte: Fabio Matxado Canal do leitor: Os pontos de vista expressos em artigos assinados não refletem, necessariamente, a opinião da Câmara de Comércio Americana. Em Foco Inovar é preciso Carlos Arruda, da Fundação Dom Cabral, em um bate-papo sobre o Brasil, suas políticas e os desafios para se manter competitivo Perfil Markus Striker, vice-presidente da A.T. Kearney Brasil Urgente - Gestão da Água Ponto de Vista Licitações dos megaeventos esportivos From the USA: Batteries Radar: A questão da Água Ponto de Vista Cloud Computing O despertar da Inovação Graças às estruturas de pesquisa, descobertas com o pré-sal e investimentos em infraestrutura, o Rio de Janeiro redescobre sua vocação para os negócios Matéria Especial Confira como foi o Brazil Energy & Power em Houston, Texas, que discutiu nossa matriz energética e reuniu lideranças brasileiras e americanas Diálogos Marco Tulio Zanini, da FGV, escreve sobre liderança baseada em valores Amcham News Câmara de Comércio Americana RJ/ES Praça Pio X, 15/5º andar Rio de Janeiro RJ Tel.: (21) Fax: (21)

5 Não basta oferecer benefícios; é preciso gerenciamento e direção. Com as constantes evoluções do mercado, o profissional de RH está sempre realizando múltiplas atividades. A gestão de benefícios é uma das mais complexas e demanda muito tempo. Redução de sinistralidade, implantação de programas de saúde e qualidade de vida requerem domínio técnico e dedicação integral para que os resultados sejam positivos. Esses são os compromissos da Case, uma consultoria especializada na administração integral de planos de saúde e seguros corporativos, que há mais de 15 anos identifica as melhores alternativas aos seus clientes, sempre com transparência e personalização. Conheça as nossas soluções e fique tranquilo para a condução do seu negócio. Telefone:

6 em foco agenda Escritórios em alta O mercado de escritórios de alto padrão carioca deve crescer 30% em 2011, em relação ao ano passado. Esta é a previsão do levantamento trimestral, realizado pela Jones Lang LaSalle e divulgado em outubro, sobre o mercado de escritórios do Rio de Janeiro, que monitora as regiões do Centro, Orla e Barra. São esperados mais 300 mil m² de novas áreas este ano, volume que corresponde a 53% do total de área entregue na cidade nos últimos 14 anos. De acordo com a pesquisa, no terceiro trimestre de 2011, a média geral dos valores de locação na cidade foi de R$ 120/ m², variando de R$ 75/ m² a R$ 200/ m². O total de espaços de alto padrão na cidade é de 1,125 milhão de m². Eduardo P Outubro 10 Infraestrutura Aeroportuária Brasileira Desafios e Perspectivas, com Wagner Bittencourt, ministro-chefe da Secretaria da Aviação Civil. 17 Transferência, Tecnologia e Competitividade, com a coordenadora e diretora substituta da Diretoria de Contratos e Indicações Geográficas e Registros do INPI, Lia de Medeiros; a advogada da gerência de Propriedade Intelectual da Petrobras, Grace Salomão; e a sócia da Tozzini Freire Advogados Andreia Gomes. Tax Friday Tributação 21 nas Nuvens, com o gerente da Gaia, Silva, Gaede & Associados, Maurício Barros. Novas ideias. Novas soluções. EMPRESARIAL TRIBUTÁRIO Inglês nas UPPs O Consulado Geral dos EUA no Rio de Janeiro, a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), o Instituto Brasil-Estados Unidos (IBEU) e a Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (Amcham Rio) lançaram, no dia 18 de agosto, a segunda turma do programa de ensino de inglês UP with English, desta vez no Morro da Providência, no centro do Rio, que ensina inglês com foco na profissionalização dos alunos. A Case Benefícios e Seguros patrocina essa turma e vai oferecer, no final do curso, uma vaga de estágio na empresa. A ideia é estender o projeto a outras comunidades pacificadas e demanda apoio da iniciativa privada. Para a Amcham Rio, é fundamental haver o engajamento das empresas. O projeto de levar inglês a jovens de comunidades pacificadas vai ao encontro da missão da Câmara, de contribuir para consolidar uma história de oportunidades para a cidade do Rio de Janeiro, afirma o presidente da Amcham Rio, Henrique Rzezinski. Novembro 07 Seminário Responsabilidade Social e Esporte, com o secretário municipal de Esporte e Lazer, Romário Maia Galvão; o presidente do Instituto Bola Pra frente, Jorge de Amorim Campos e a gerente da área tributária da Martinelli Advocacia Empresarial, Rosa de Castro. Ideas Exchange: 08 Transferência de Conhecimento, Inovação e Patentes, com o presidente do INPI, Jorge Ávila, e o diretor executivo do Parque Tecnológico da UFRJ, Maurício Guedes. 7º edição do Prêmio 10 Brasil Ambiental, com a presença do diretorpresidente da Agência Nacional de Águas, Vicente Andreu Guillo. CONTENCIOSO & ARBITRAGEM TRABALHISTA IMOBILIÁRIO FINANCEIRO INFRAESTRUTURA E PROJETOS REGULATÓRIO E CONCORRENCIAL s s 8_Edição 271_set/out 2011

7 em foco Retrato da energia renovável Um recente estudo da KPMG comparou as políticas de incentivo à produção de energia renovável em 15 países. Na sexta colocação, o Brasil soma três medidas: subsídio de capital e concessão de descontos; investimentos públicos, empréstimos e financiamentos; e licitações públicas. Para Vânia Souza, sócia da área de Energia da KPMG no Brasil, o estudo é uma rica fonte de análise. No entanto, é preciso contextualizar. O Brasil possui três políticas, mas temos uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo. Já a China e os Estados Unidos, os maiores investidores, continuam gerando parte de sua energia da queima de carvão. É preciso interpretar o estudo e alinhá-lo à realidade de cada país, pondera a executiva. Países que mais investem em energia renovável 1. China e Estados Unidos 2. Canadá e Chile 3. França 4. Espanha, Reino Unido, Alemanha e Polônia 5. Austrália, Grécia e Holanda 6. México e Brasil 7. Nova Zelândia Inovação à brasileira A Liderroll, a primeira empresa brasileira a vencer o Global Pipeline Award, prêmio internacional que elege a melhor tecnologia de dutos, promovido pela American Society of Mechanical Engineers, subiu ao pódio graças à criação e à aplicação do projeto Roletes Motrizes Geração II, usado no Gasoduto Gastau. As reduzidas dimensões do túnel, em Caraguatatuba, litoral norte paulista, impediam o transporte dos tubos por caminhões e guindastes. A companhia desenvolveu roletes motrizes para levar os dutos para dentro do túnel, resolvendo o problema. Casamento A finlandesa Wärtsilä, líder global em soluções energéticas para mercados marítimos, e a Shell Oil Company assinaram um acordo de cooperação para promover o uso do gás natural liquefeito (GNL) como combustível marítimo. Com baixo custo e menor emissão de resíduos, o GNL será disponibilizado para operadores de navios movidos por equipamentos Wärtsilä e clientes da Shell, inicialmente no litoral sul dos EUA, mas com planos de expansão para outras regiões. Salários aquecidos A empresa mundial de recrutamento Robert Half acaba de divulgar a quarta edição do Guia Salarial, levantamento anual que revela as médias dos salários de profissionais brasileiros em seis áreas de atuação: TI, Engenharia, Jurídico, Marketing & Vendas, Finanças & Contabilidade e Mercado Financeiro. A pesquisa mostra uma valorização entre 20% e 25% dos salários, mantendo a tendência de aquecimento do mercado. São avaliados os cargos mais demandados, de média e alta gerência, de empresas de todos os portes. IBP O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis vai realizar, este mês, dois eventos para discutir oportunidades para a indústria de petróleo e gás. O Vitória Oil & Gas, que vai debater os desafios tecnológicos, a geração de empregos e o aperfeiçoamento dos profissionais do setor. A terceira edição do evento terá uma rodada de negócios, mesa-redonda sobre empregabilidade na indústria e o programa profissional do futuro. Já o Pernambuco Petroleum Business, em Porto de Galinhas, será um encontro internacional de negócios, que chega a segunda edição com programação ampliada por conta do interesse no potencial de crescimento do polo de Suape. Marca Registrada Em tempo: ao contrário do que foi publicado na edição anterior da BB, foram duas as empresas escolhidas pelo ranking da World Trademark Review (WTR), que aponta dois escritórios associados desta Câmara empatados como o melhor escritório de marcas do Brasil: Dannemann Siemsen e Momsen, Leonardos & Cia. Executivos das duas empresas também foram escolhidos na categoria melhores profissionais e ocupam, empatados, o primeiro lugar. São eles: Luiz Henrique O. do Amaral, da Dannemann Siemsen; e dois sócios da Momsen, Leonardos & Cia., Luiz Leonardos e Gabriel Francisco Leonardos. 10_Edição 271_set/out 2011

8 em foco 4 perguntas para... Por Andréa Blum Tema: Propriedade intelectual Com Gabriel Leonardos, sócio da Momsen, Leonardos & Cia. Como a tecnologia mudou a questão da propriedade intelectual? O paradigma mudou muito nos últimos 20 anos, quando a propriedade intelectual era uma área quase estática do Direito. Isso se acelerou muito à medida que os elementos regidos passaram a ter mais importância econômica para as empresas. Atingimos um patamar impensável com o fenômeno da terceirização, pois enquanto a lei de propriedade intelectual possibilita esta globalização é, ao mesmo tempo, desafiada por ela, com o advento da pirataria. Quais são os desafios atuais? No momento em que o número de patentes aumenta de forma exponencial no mundo especialmente na área de alta tecnologia aparece um novo desafio, que é a possibilidade de ter o sistema de patentes, que privilegiava e protegia a inovação, criando obstáculos e impedindo-a. Na área de telefonia móvel, por exemplo, o guarda-chuva de patentes funciona como uma defesa de mercado entre as empresas que trocam entre si patentes, impedindo a entrada de novos players e impactando na inovação. O mercado atual traz esses desafios e ninguém sabe onde isso vai parar. Qual o papel das patentes para a inovação? As patentes são fundamentais para garantir inovação e hoje já se entende que propriedade intelectual está umbilicalmente ligada à inovação. Mas o Brasil ainda está engatinhando em número de patentes. Enquanto o País tem, por ano, 35 mil pedidos de patentes, a China tem mais de 500 mil. O Brasil faz ciência, mas não consegue converter isso em tecnologia. Melhores para trabalhar Com apenas um ano e meio de existência, a Radix foi eleita a melhor empresa para trabalhar no Brasil, entre as pequenas e médias, e no Estado do Rio de Janeiro, em 2011, pelo Great Place to Work Institute. Deloitte 100 anos no Brasil A Deloitte completa um século de atuação no Brasil. A companhia se instalou no Rio de Janeiro para auditar as companhias ferroviárias britânicas que aqui se estabeleceram. Hoje, seus profissionais atuam em 11 escritórios no País e prestam serviços de auditoria, consultoria, assessoria financeira, gestão de riscos e consultoria tributária. THE TECHNOLOGY SOLUTION FOR YOUR COMPANY IN BRAZIL AND WORLDWIDE Established in 1990, MXM is a Brazilian company with expressive national presence and large experience supporting international companies, from startup phase to consolidated positions in Brazil. MXM s proposal is to offer integrated business management solutions, meeting operational, accounting, fiscal and technological needs, with technical teams highly knowledgeable in the particularities and demands of each market segment. Our first-class costumers are a tribute to MXM s credibility and the quality of its products and services. 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Outro desafio política de inovação nacional é como aumentar o número de patentes. Para isso, precisamos de mais medidas governamentais para estimular as invenções brasileiras em patenteamento. Já temos ciência e capital humano, mas não estamos sabendo transformar conhecimento em dinheiro. Rio Green Building O Brazil-U.S. Business Council trouxe ao Brasil, entre os dias 28/08 e 02/09, uma delegação de 20 empresas americanas do setor de green building liderada pela vice-ministra de Indústria e Serviços dos EUA, Nicole Lamb-Hale. No Rio de Janeiro, os executivos participaram do Rio Green Building Conference, evento apoiado pela Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro e realizado na Firjan, que abordou temas do setor da construção sustentável no Brasil. MXM-PORTAL: Web portal for intranet management. MXM-BI: a complete set of templates providing a fast and easy way to managers access the ERP database MXM-SPED & MXM-eBILLING: the solution to meet new Brazilian electronic fiscal legislation. MXM-LOCAL CONTENT: To meet ANP (National Agency of Petroleum) rules in exploration process. MXM-ACCRUAL: For product and service suppliers to control sales and automate accrual calculation. Products and Services for Corporate Management 12_Edição 271_set/out 2011 Rua do Ouvidor, 77 - Centro - Rio de Janeiro, RJ, Brazil, I Phone: I Sales: /

9 entrevista Carlos Arruda Coordenador do Núcleo de Inovação da Fundação Dom Cabral biografia Ph.D. em Administração Internacional pela University of Bradford,Inglaterra Professor de Inovação e Competitividade e coordenador do Núcleo de Inovação na Fundação Dom Cabral, em Minas Gerais Coordenador dos estudos World Competitiveness Yearbook do IMD, no Brasil, e Global Competitiveness Report do World Economic Forum Autor dos livros Internacionalização de empresas brasileiras, Qualitymark (1996), e Em busca do futuro a competitividade no Brasil, Campus (1999) 14_Edição 271_set/out 2011 Inovar é preciso Por Flavia Galembeck Fotos Eduardo Vianna Tradicionalmente, inovação é o desenvolvimento de algo novo, que pode ser um produto, tecnologia ou serviço. Mas também pode ser um novo design, a oferta diferenciada de uma empresa ao mercado ou uma nova forma de distribuição. Muito falada e ainda pouco implementada pelas corporações brasileiras, colocar a inovação em prática requer planejamento de longo prazo, com métricas e metas bem definidas, investimentos e mudança na cultura organizacional, de forma que ela passe a fazer parte do cotidiano de todos os envolvidos com a companhia. Não é fácil. Ainda mais quando se considera a pressão por resultados, que imediatizam o dia a dia corporativo. Os desafios são muitos, mas é preciso incluir o tema na agenda das organizações. Esse é o mantra repetido pelo professor Carlos Arruda, do Núcleo de Inovação da Fundação Dom Cabral, que há décadas pesquisa o tema no Brasil e presta consultoria para empresas. Para ele, as empresas brasileiras estão atrasadas no que se refere ao tema. O cenário mudou, e hoje estou mais otimista do que há alguns anos, mas temos muito o que fazer ainda, alerta. O fato é que, no atual cenário, em que as mudanças são complexas e os riscos, maiores, vivemos ciclos de produtos e de serviços cada vez mais curtos. Então, para se manter competitiva, a empresa precisa, cada vez mais, antecipar o futuro, explica. Confira a seguir os principais trechos da entrevista que ele deu, com exclusividade, à Brazilian Business. Brazilian Business: O conceito de inovação no Brasil difere daquele no resto do mundo? Carlos Arruda: Somos mais condescendentes com a definição e incluímos as melhorias, o que não acontece nos Estados Unidos. Entendemos que a melhoria é uma inovação importante, porque ela não só gera algo a mais, um avanço em produto, processo ou tecnologia, mas cria valor, mostra que naquela empresa as coisas podem ser feitas de forma diferente. A melhoria impõe o desafio de fazer bem feito e de inovar constantemente. As inovações têm dimensões variadas pode ser algo novo para a empresa, para o setor ou para o mundo, por isso, esse é um conceito amplo. Edição 271_Brazilian Business_15

10 entrevista carlos arruda BB: O que não é inovação? CA: A excelência, por exemplo, não é. Fazer bem o que deve ser feito é ótimo, é necessário, mas não é inovação. BB: O senhor poderia dar um exemplo de uma empresa brasileira que tenha feito uma melhoria considerada inovação? CA: A Samarco, que é uma empresa de mineração, desenvolveu uma tecnologia interessante para seu mineroduto. Ela transfere minério de Minas Gerais ao porto de Embu, no Espírito Santo, por uma tubulação com água. Eles tinham dificuldade em medir o fluxo de minério de ferro que passava pelo mineroduto. Alguns engenheiros da Samarco estavam visitando um alambique, viram um aparato usado por essa indústria, um medidor de fluxo e densidade da cachaça, e perceberam que a mesma lógica poderia ser adaptada ao pipeline do mineroduto. Então, adaptaram o instrumento para o minério de ferro. Esse é um exemplo muito simples de como as pessoas podem introduzir melhorias. Do ponto de vista de investimento e do cliente, isso foi imperceptível, mas a inovação trouxe mais eficiência ao processo. Sob a ótica da operação, houve um ganho significativo. BB: Que diferenciais têm as inovadoras? CA: Visitamos cem empresas, como Embraer, Natura, Vale, Fiat, IBM, Siemens, Dow Química, entre outras, para descobrir o porquê de elas serem inovadoras. Descobrimos que isso está relacionado ao fato de elas terem metas bem definidas de inovação, seja de receita, de investimento ou nos movimentos voltados para a inovação. Essas corporações sabem, por exemplo, o percentual de receitas geradas por novidades, sejam em processos, tecnologias ou novas empresas, e, com base nisso, estabelecem que percentual da receita virá de produtos com menos de três anos de lançamento, no caso de um produto inovador. Incluir a inovação na agenda é o segundo passo, começando pela liderança, mas capilarizando para toda a organização. Inovar exige transformação cultural. Descobrimos, em 2010, que apenas 30% das empresas brasileiras tinham processos estruturados para inovar. Fala-se mais em inovação do que se pratica. BB: Como manter esse processo vivo? CA: A empresa precisa se estruturar, criar uma área dedicada à inovação que atue como animadora do processo. A Dow Química no Brasil estabeleceu embaixadores da inovação, um grupo de funcionários de todas as áreas que se encontram para discutir como fomentar a inovação. O último item é o processo, o como fazer. Mapeamos mais de 70 modos, mas existem algumas centenas. Desde os mais simples, como o Campo de Ideias, da Samarco, em que todos podem dar sugestões por meio de um site, inclusive terceiros e prestadores de serviço, até os mais complexos, os corporate venturing, que consistem em uma empresa investir em outras áreas consideradas importantes para seu negócio. Como o Google, que entende que o barateamento da energia é importante para seu negócio e investe bastante em companhias que desenvolvem energias renováveis. E, para finalizar, métricos, para medir a inovação, acompanhar a geração de ideias e o processamento dessas ideias em produtos, serviços etc. BB: O que o senhor acha do modelo de inovação nacional? CA: A inovação no Brasil vai exigir mais foco, mais reflexão. Isso já está acontecendo. Hoje em dia sou mais otimista do que era há pouco tempo. Eu vejo o governo comprometido com o tema, colocando recursos para fomentar a inovação, reunindo-se com a comunidade empresarial para discutir o assunto. Agora, o resultado disso tudo foi traduzido com medidas de curto prazo, e a inovação, por essência, é algo que exige um planejamento de longo prazo. E isso ainda não foi feito. BB: Como o Brasil está em relação ao mundo? CA: Não estamos bem. A inovação é mais uma intenção, como mostra um estudo que a Fundação Dom Cabral realizou com 15 mil gestores, em 2004, do que uma prática. Nesse levantamento, perguntamos qual a importância da inovação para as estratégias das empresas. Praticamente, todos afirmaram que o conceito fazia parte da estratégia. Mas, quando indagados sobre a existência de um processo estruturado, descobrimos que apenas 9% delas o tinham. Refizemos esse estudo em 2010 e esse índice subiu para 30%, um salto fenomenal, mas nossa percepção é de que ainda se fala mais do que se pratica. As empresas precisam começar a se estruturar para inovar. BB: Por que elas não conseguem colocar isso em prática? CA: As pessoas e as empresas estão acostumadas com rotinas bem definidas, processos estabelecidos que buscam maximizar a eficiência, reduzir custos, melhorar resultados, em suma, elas se organizam para fazer bem feito. Buscam o presente, o resultado financeiro e atingir as metas de curto prazo. E isso é ótimo. Mas, por outro lado, a inovação pressupõe tirar as pessoas de sua forma operante, fazer as coisas de forma diferente, arriscar, lidar com algo desconhecido, como um novo mercado, o desenvolvimento de um produto ou sua adaptação para uma situação nova. A inovação lida com a incerteza, e as empresas têm dificuldades em lidar com isso. E é essa contradição que impede as empresas de inovar. As escolas de negócio precisam reeducar as empresas a revolucionarem constantemente. BB: Em termos de investimento, como o senhor analisa a posição do país no cenário mundial? CA: No Brasil, o investimento em inovação é menos de 1% do PIB, somando o setor privado e público, impostos etc. O País tem uma característica que constrange a capacidade de inovar das empresas, que são os impostos setoriais, pagos ao governo e que este, por sua vez, direciona para a inovação. Mas nosso investimento em inovação é muito baixo. Nós deveríamos pelo menos dobrá-lo, chegando a 2% do total de riquezas produzidas. Entre as empresas inovadoras brasileiras, o percentual investido em inovação é de, em média, 2,4% da receita. Seus pares alemães investem quase 4%. Existe uma sinergia positiva entre os setores público, privado e a academia todos afirmando que precisamos aumentar os nossos investimentos em inovação. BB: É possível ser otimista? CA: Esse quadro, felizmente, está sendo revertido. No final dos anos 1970, investia-se muito em inovação no Brasil. Havia uma perspectiva das multinacionais de que o Brasil se tornasse polo de excelência em algumas áreas, como fibra ótica, design de automóveis e outros setores. Com a reserva de mercado, as empresas eram obrigadas a investir em novas tecnologias no país. Da década de 1980 para cá esse número declinou, porque muitas corporações tiraram seus centros de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) do Brasil por conta da estagnação econômica e substituição de produtos nacionais por importados de baixa qualidade. BB: O que mudou de lá para cá? CA: Agora, graças ao pré-sal e outros movimentos, há um efeito contrário: as multinacionais estão atraindo para cá seus centros de pesquisa, como é o caso da SAP e da Fiat. O que é muito bom. Mas as filiais de multinacionais têm dificuldade em convencer as matrizes a investir em P&D no Brasil. Ainda assim, GE, Danone, Dow Química e Siemens já fizeram isso. Mas o mérito é dos executivos dessas empresas, que convenceram a matriz a fazer esse investimento. Teve até uma empresa alemã, cujo presidente, para convencer a matriz a investir em um centro de P&D aqui, colocou seu cargo à disposição, caso a iniciativa não vingasse. A companhia achou o discurso ousado e resolveu investir, mas veja a que ponto ele teve de chegar. BB: Por que as multinacionais relutam em trazer centros de tecnologia para cá? CA: A matriz questiona o fato de o Brasil ter pouca capacidade tecnológica ou seja, universidades, centros de tecnologia e de pesquisa. Há também carência de engenheiros e cientistas. Somente 19% dos graduandos no Brasil estão se formando nessas áreas. Na China, esse percentual é de 60%. Os engenheiros brasileiros são poucos e caros. Para as empresas estrangeiras, o Brasil ainda é um país de alto risco para se investir em inovação. E nenhuma universidade brasileira está qualificada entre as cem melhores no mundo, porque elas nunca se interessaram em se posicionar como um centro de referência mundial. BB: Quem inova mais, as grandes ou as pequenas empresas? CA: Tradicionalmente, as pequenas e médias empresas inovam mais. Até por isso elas são compradas com frequência pelos grandes grupos, o que é chamado de spin-in. BB: Quais são os desafios, em termos de inovação, para os setores de óleo e gás? CA: Se há, no setor, uma necessidade premente de inovação é no entendimento da cadeia de valor. Ou seja, nos produtos gerados pelo petróleo e em como posso agregar valor ambiental a essa cadeia. Para mim, o problema com o petróleo não é com a inovação. É claro que, dada a complexidade de sua exploração, a inovação será necessária na extração do produto. O maior desafio do setor é buscar a eficiência em sua exploração enquanto ele ainda é um ativo altamente necessário. Se errarmos na velocidade, vamos acabar cheios de petróleo e o mundo não estará demandando tanto. O risco do país é não saber transformar esse ganho do petróleo em riqueza para o país no futuro. BB: E onde o senhor investiria o lucro do petróleo? CA: Em energias renováveis, em biotecnologia, em nanotecnologia, em novas tecnologias e nas combinações de todas essas. O que a Noruega e a Suécia fazem é investir os ganhos do petróleo nas tecnologias do futuro, o que nada mais é do que a antecipação do futuro, uma necessidade vital para empresas e países. Corremos o risco de tornar a nossa economia dependente desse produto, como acontece com os países árabes, a Venezuela e o México. 16_Edição 271_set/out 2011 Edição 271_Brazilian Business_17

11 perfil Markus Striker Do carro ao carrinho Por Flavia Galembeck Fotos Renato Parada Markus Striker, 46 anos, veio para o Brasil para passar três meses, no recém-aberto escritório da consultoria A.T. Kearney, em O alemão, que fala português perfeitamente, ainda que pausadamente, já soma 17 anos no País. Nesse meio-tempo, ele, que é engenheiro mecânico e industrial formado pela Universidade de Stuttgart e com mestrado pela Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, acompanhou de perto uma verdadeira revolução no varejo brasileiro. Quando cheguei aqui, eu notava nas gôndolas dos supermercados apenas três ou quatro sabores de iogurte. Hoje, são incontáveis. Isso reflete a mudança do consumidor brasileiro, que se tornou muito mais exigente e catalisou a transformação do segmento, afirma. Não por acaso, Striker migrou do setor automobilístico, sua área original, para o varejo, a fim de dedicar-se a esta área. Tudo o que é relacionado a B2C (business to consumer) passa pelo varejo. Há 10 anos ele é responsável por consolidar e interpretar os dados brasileiros do estudo mundial Global Retail Development Index (GRDI). O levantamento surgiu porque as redes varejistas internacionais precisavam mapear os mercados em desenvolvimento para planejar seus investimentos. Na Europa e nos Estados Unidos, o setor já está saturado, e as taxas de crescimento são baixas porque o mercado está maduro. Para crescer, é preciso investir em economias em desenvolvimento, defende. Fatores como atratividade de mercado, risco-país e os entraves legais e burocráticos são analisados na pesquisa GRDI. Neste ano, pela primeira vez, o Brasil aparece no topo da lista, como o mercado mais atraente do varejo entre os emergentes. O país está em uma curva ascendente contínua. Os dados da economia e do mercado brasileiro, em 2010, mostram o país muito bem em face da crise mundial, aponta. Somam-se a isso o crescimento médio de renda, o aumento dos trabalhadores com carteira assinada e o hábito do brasileiro de gastar. Outros indicadores positivos de que esse crescimento deve ser perene são a Copa do Mundo, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em Isso gera investimentos que criam postos de trabalho e renda. Trata-se de um ciclo virtuoso. Para ele, sem dúvida, o Brasil é o País da vez. Agora é a hora. A China, por exemplo, não desperta mais tanta atratividade para o varejo, pois quem tinha de entrar nesse mercado já entrou. 18_Edição 271_set/out 2011 Edição 271_Brazilian Business_19

12 brasil urgente Conhecer as águas e aprimorar sua gestão para garantir o futuro Ney Maranhão_Superintendente de Planejamento de Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas O Brasil possui um alto índice urbano de cobertura de água, que chega a 94,7% das residências. Por outro lado, coleta 50,6% do esgoto produzido e trata apenas 34,6% desses efluentes. Esses índices têm influência direta na qualidade das águas dos mananciais, pois os parâmetros de medição refletem principalmente a contaminação pelo lançamento de esgotos domésticos. Este ano, porém, tivemos uma notícia animadora. Um dos principais resultados apontados pela última edição do Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos, divulgado em julho, é a constatação de que os rios que receberam significativos e continuados investimentos em tratamentos de esgotos na última década registraram importante melhora na qualidade de suas águas. O cruzamento de dados feito para a publicação, editada anualmente pela Agência Nacional de Águas (ANA) a pedido do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), revelou melhora na qualidade das águas das bacias dos rios das Velhas (na região metropolitana de Belo Horizonte), Jequitinhonha (Minas Gerais) e Paraíba do Sul (Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro). Dados da Secretaria do Tesouro Nacional revelam um aumento dos investimentos no setor na última década, que passaram de 5,8 bilhões, em 2002, para 13,2 bilhões de reais, em 2009, sendo possível esperar resultados positivos para o futuro, caso o ritmo de investimentos seja mantido, pois a universalização dos serviços de saneamento é a meta básica de longo prazo a ser alcançada pelo País. Outra publicação da Agência Nacional de Águas, lançada em março, o Atlas Brasil de Abastecimento Urbano de Água, propõe a implantação de redes coletoras e estações de tratamento de esgotos (ETE) em municípios onde o lançamento de efluentes tem potencial para poluir mananciais de captação. Mas, para isso, seriam necessários investimentos da ordem de 47,8 bilhões de reais, sendo 40,8 bilhões em sistemas de coleta e 7 bilhões em tratamento de esgotos. Para continuar avançando na melhoria da qualidade das águas, principalmente nas regiões metropolitanas, é importante caminhar, também, no sentido de aperfeiçoar os mecanismos de gestão. Ao longo da última década, muitas conquistas foram registradas nos planos administrativo e institucional. O combate à escassez foi marcado por importantes vitórias no semiárido, por obras de infraestrutura realizadas no Nordeste, por exemplo. Não obstante, muito resta por ser feito em todo o País com relação à implementação integrada dos planejamentos dos setores usuários dos recursos hídricos. A gestão dos recursos hídricos em um país de dimensões continentais como o Brasil, que dispõe de 13% de toda a água doce superficial existente no planeta, tem oferecido grandes desafios, já que envolve montar estruturas administrativas e conferir-lhes operacionalidade e efetividade sem perder de vista a diversidade climática, geológica, biótica e econômica. Além disso, é preciso implementar os instrumentos de gestão previstos em lei e identificar áreas críticas quanto à disponibilidade e às demandas, quer em termos de quantidade, quer de qualidade. Devido a essa enorme complexidade, diagnósticos como o Atlas Brasil de Abastecimento Urbano de Água e a Conjuntura dos Recursos Hídricos são contribuições de planejamento fundamentais, pois permitem identificar um conjunto de bacias críticas onde se localizam as vulnerabilidades e onde há maior potencial para ocorrência de conflitos pelo uso da água e que, por isso, deverão merecer atenção crescente por parte dos gestores dos recursos hídricos. Esses levantamentos contribuem, ainda, para aperfeiçoar o sistema de gestão e o planejamento integrado dos órgãos de governo. Algo muito importante em uma economia diversificada, complexa e em expansão, com crescente uso dos recursos hídricos, como a brasileira. O Atlas Brasil de Abastecimento Urbano de Água [divulgado em 2011] propõe novas redes coletoras e estações de tratamento de esgotos em municípios de risco. Para isso, seriam necessários investimentos de 47,8 bilhões de reais. Imagens de diferentes pontos do rio Paraíba do Sul fotos zig koch/banco de imagem ana 20_Edição 271_set/out 2011 Edição 271_Brazilian Business_21

13 ponto de vista Anne-Catherine Brunschwig, associada sênior da Villemor Amaral Advogados Procedimento licitatório: novas regras para os megaeventos esportivos brasileiros Ao longo dos anos, a Lei de Licitações foi criticada principalmente pela complexidade e demora no seu procedimento, que pode sofrer várias interrupções devido à interposição de recursos, pedidos de esclarecimentos ou impugnações. Além disso, o procedimento traz riscos de colusão e formação de cartel na busca por um preço melhor. Por conta dessas críticas e tendo em vista a necessidade de realizar vários projetos de infraestrutura antes da Copa do Mundo de 2014, uma nova lei (Lei no /2011) foi sancionada no último dia 5 de agosto. A Lei nº estabelece o Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC), um novo processo licitatório cujo principal objetivo é agilizar o procedimento de contratação pública. Aplicável às licitações para a realização da Copa das Confederações, da Copa do Mundo, dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos e das obras nos aeroportos, a nova lei abrange boa parte das obras de infraestrutura que o país se comprometeu em realizar. A aprovação da nova lei, contudo, não está imune a críticas e sua constitucionalidade está sendo questionada no Supremo Tribunal Federal (STF). Quais são as novidades que geram tantas críticas? A lei traz uma real eficiência no procedimento licitatório ou futuros problemas? Uma das grandes mudanças é a inversão das fases no procedimento licitatório. Como O novo regime diferenciado pretende agilizar o procedimento de contratação pública. no sistema já existente no pregão, a administração pública vai inicialmente avaliar as propostas e selecionar a mais vantajosa, verificando, em um segundo momento, se a empresa vencedora responde às condições estabelecidas no edital. Assim, em vez de se avaliarem os documentos de todos os participantes, conforme previsão da Lei no 8.666, de 1993, somente os do vencedor serão avaliados. A lei criou, também, o novo regime de contratação integrada. Trata-se de um regime no qual a empresa vencedora será responsável pela elaboração dos projetos básico e executivo, pela execução das obras ou serviços de engenharia e por todas as demais operações até a entrega final do objeto licitado. Fato importante é que é vedado ao vencedor renegociar o contrato uma vez assinado. Essa contratação diminui a superposição de contratos e empresas em um mesmo empreendimento e define melhor as responsabilidades, mas pode gerar margens de erros maiores por conta de uma definição insuficiente dos projetos. Tal modelo transfere os riscos econômicos inerentes à imprevisibilidade da realização de uma obra para os licitantes, porém, não garante o melhor valor do contrato ao governo (e nem uma obra bem executada), tendo em vista justamente essa imprecisão na definição do objeto licitado. Outro aspecto criticado é a obrigação de escolher como critério de julgamento das propostas o de técnica e preço, o que introduz subjetividade no julgamento pela comissão de licitação que deverá avaliar e pontuar as propostas. As outras novidades, como a possibilidade de préqualificação permanente dos licitantes, a fase recursal única no final do procedimento licitatório e a preferência pelo leilão eletrônico, parecem ser medidas que trarão celeridade ao processo, mas, antes de mais nada, aguarda-se a manifestação final do STF sobre o assunto. 22_Edição 271_set/out 2011

14 from the usa Questions for a Batteries Expert: Daniel Abraham Daniel Abraham, a leading scientist at Argonne National Laboratory, shares his work on lithium-ion batteries and why he feels this work is important, and gives us a look into his melodic commitments outside of the lab. By Angela Hardin. Question: At Argonne, you work on a variety of battery technology projects and are considered an expert in lithium-ion batteries. What led you to this position? Daniel Abraham: My early research at Argonne was in the area of nuclear technology we developed metallic waste forms to isolate and contain radioactive components from spent nuclear fuel. My tasks included the synthesis, characterization, and qualification of these alloys for ultimate disposal in a geologic repository. However, as the years passed, it became increasingly evident that our research would not have an immediate impact because of the unresolved debate surrounding the issue of nuclear waste disposal. This realization, along with the fact that I had already spent several years conducting nuclear-related work, prompted me to seek out new research areas. An opportunity arose in the then new lithium-ion battery research project and I joined the team in The impact of our work is immediate our colleagues in industry are very interested in applying our research breakthroughs in the design and manufacturing of their battery products. Q: What projects are you working on right now? What do you hope they will lead to? DA: My main project is on developing an understanding of factors that govern the performance and performance loss of lithium-ion battery systems. Almost every cell phone contains a lithium-ion battery; they are also in our cameras, camcorders, and computers. Our goal is to get the batteries into our cars into the next generation of plug-in hybrid and electric vehicles. For portable electronic applications, a two- to five-year battery lifetime is sufficient for vehicular applications, however, a ten- to fifteen-year battery lifetime is required. I hope that someday all cars will be electric vehicles powered by batteries that can be recharged in our garages or that can be swapped at your local battery swapping stations. I also hope that our work leads to high-energy density batteries that can travel 400 miles on a single charge, and deliver consistently high performance over the vehicle s lifetime. Q: What is the biggest challenge in your field? DA: I believe that developing batteries that are from renewable and sustainable resources is the biggest challenge in my field. Many lithium-ion battery systems currently under development contain nickel and cobalt based oxides that depend on scarce and non-renewable resources. For example, nickel makes up only 90 parts per million, and cobalt about 20 parts per million, of the earth s crust. We are, therefore, examining technologies for recycling lithium batteries to recover the non-renewable inorganic components and reduce the amount of waste that would otherwise burden our landfills. We are also examining new lithium battery systems that are based on high-performance organic molecules, which can be synthesized following the principles of green chemistry and should be easily recyclable. Q: Why do you feel your work is important? DA: The research that my colleagues and I conduct contributes to the development of pollution-free and sustainable energy technologies that will someday be used to illuminate even the darkest corners of the globe. However, I recognize that many problems confronting humanity such as air and water pollution, climate change may not be solved during my lifetime. Therefore, I believe that it s very important to mentor the next generation of scientists and engineers. Over the course of my career I ve worked with several students and scientists both from the U.S. and other nations. And in doing so, I ve realized that our lives can have both local and global significance because every life we touch touches the lives of countless others whom we may never meet. Q: What projects are you watching (beside your own)? DA: I m keenly watching the development and implementation of other forms of energy storage technologies being considered for the smart electric grid. I also have a keen interest in emerging energy production technologies these include energy from the sun, wind and tides. Energy and energy storage will remain a challenge in the coming decades, and we will need to develop solutions to these challenges that are both renewable and sustainable. Ed. note: This abridged text comes from an original article cross-posted by the Argonne National Laboratory and the U.S. Department of Energy. Media Specialist at Argonne National Laboratory 24_Edição 271_set/out 2011 Edição 271_Brazilian Business_25

15 radar A questão da freestocktextures.com 26_Edição 271_set/out 2011 Luiz Pimenta Bastos_Chairman do Comitê de Meio Ambiente e Supervisor de Meio Ambiente da Chevron Brasil Petróleo A sétima edição do Prêmio Brasil Ambiental, realizado pela Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro, que será entregue em novembro deste ano, tem como tema central o uso racional da água. A racionalidade desse recurso, vital para a manutenção da vida, é cada vez mais crítica em função da redução de sua disponibilidade e dos sucessivos aumentos de seu uso. Do grande volume existente no planeta (70% de sua superfície são cobertos por água), apenas 12% são de água doce e, no Brasil, ainda temos o privilégio de ter 4% de toda essa água passível de ser utilizada. Ainda assim, os volumes para uso são ainda menores, uma vez que estão intrinsecamente ligados à qualidade dessa água, fator limitante principalmente considerando os usos prioritários, como o consumo humano, dessedentação e agricultura, que têm crescido proporcionalmente ao desenvolvimento das cidades e à melhoria da cobertura de redes de abastecimento. Usos secundários, como insumos para atividades industriais, também têm maior demanda em função da implantação de novos projetos, acompanhando o desenvolvimento do País. Não há questionamento sobre a priorização da parcela relacionada à manutenção da vida humana, mas, ainda neste contexto, o conceito de racionalização do uso é premente e envolve esforços na minimização de perdas nas redes de distribuição de água tratada e também as contribuições individuais dos cidadãos (otimização do tempo de banho, lavagem de carros etc.). Projetos de lei estão sendo propostos para formalizar a participação da comunidade, introduzindo conceitos de reaproveitamento de água de chuva e metas de redução de consumo. No entanto, devem estar associados à garantia de fomento de recursos para, em um primeiro estágio, permitir o desenvolvimento de tecnologias e de sistemas que possibilitem seu sucesso. A adoção do conceito de Green Building é um grande passo nos empreendimentos que hoje estão em projeto ou em fase de planejamento. Mas, nas construções já existentes, a adoção de técnicas para a reutilização da água esbarra no elevado custo. A utilização da água em indústrias, apesar de não ser considerada tão nobre, em alguns casos, é fator determinante para a manutenção destas. E esse é o principal desafio atual da indústria: a adoção e o desenvolvimento de inovações nas formas de captação, revisão de processos para reaproveitamento, redução de consumo e até, em alguns casos, eliminação ou substituição do recurso. O perfeito mapeamento dos volumes utilizados e da qualidade da água em cada estágio do processamento permite a avaliação de soluções tecnológicas que favoreçam desde o reaproveitamento até a consideração de novas fontes antes não cogitadas (captação de chuva e efluentes de estações de tratamento de esgoto). Em suma, para que a preservação e a utilização das águas sejam conduzidas efetivamente, é necessário mobilizar todas as esferas participantes e afetadas pela questão. O poder público, na condução de estudos e avaliações de capacidade de suporte das principais bacias hidrográficas que embasem as decisões quanto às quantidades em concessões de outorga, na redução das perdas nas redes de distribuição e na determinação de metas e diretrizes de incentivo à instalação de sistemas que permitem a redução de consumo; a indústria, na otimização de processos e mapeamento de oportunidades de reutilização de fontes de água, minimizando a concorrência direta com o abastecimento das populações, e no desenvolvimento de novos equipamentos e processos que melhorem a qualidade de parcelas contaminadas da água doce; e a própria população, com a adoção de boas práticas e conscientização do seu papel fundamental, não só no controle, mas como parceira nas ações a serem tomadas. Infelizmente, estima-se que, mesmo com a mobilização de todos, ainda haverá casos em que a disponibilidade chegará a níveis críticos, e a tomada de decisões mais agudas será mandatória. No entanto, a adoção imediata de ações nos dará tempo para que alternativas tecnológicas possam ser desenvolvidas e testadas, amenizando esse futuro árido. O uso da água é o principal desafio atual da indústria. É preciso adotar e desenvolver inovações em sua captação, rever processos para seu reaproveitamento, reduzir o consumo e até mesmo eliminar ou substituir o recurso. Sétima edição do Prêmio Brasil Ambiental Cerimônia de premiação 10 de novembro de 2011 Salão Nobre da Bolsa do Rio Categorias Responsabilidade socioambiental Preservação e manejo de ecossistemas Gestão sustentável Inovação ambiental Inventário de emissões Recursos hídricos Categoria especial texto jornalístico Realização: Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro e Comitê de Meio Ambiente Edição 271_Brazilian Business_27

16 ponto de vista tema que mais provoca discussões O quando falamos de Cloud Computing é a segurança dos dados. Assim como na última grande mudança de modelo computacional (do mainframe para cliente/servidor), a questão segurança e o receio diante de uma novidade é comum e sempre existiu. Também temos acompanhado a mesma preocupação relacionada a outros temas recentes, como a utilização de smartphones e tablets em empresas, ou na exposição provocada pelo uso de redes sociais. Sempre que um novo modelo desafia as práticas de segurança existentes é importante analisar os objetivos a serem atingidos na proteção dos dados e adotar as mudanças necessárias em sua política para garantir o gerenciamento adequado dos riscos. Na abordagem de segurança da informação em cloud, temos que diferenciar nuvens públicas das privadas, assim como os objetivos de cada empresa na utilização de cada um dos modelos, já que a tolerância a riscos difere de companhia para companhia, de acordo com a área de atuação, obrigatoriedade de compliance com leis e práticas distintas. Em nuvens privadas, as políticas de segurança são facilmente adequadas às práticas já adotadas pela empresa, desde que atualizadas para suportar os novos recursos dessa modalidade computacional. Em nuvens privadas, as políticas de segurança seguem as práticas já adotadas pela empresa. Nas públicas, ela é subordinada aos processos do provedor da nuvem. Nelson Mendonça, diretor de Operações da Alog Data Centers do Brasil Cloud Computing: gestão de segurança na nuvem Por outro lado, nas nuvens públicas, a política de segurança fica subordinada aos métodos e aos processos adotados pelo provedor da nuvem. Ainda existe a modalidade de nuvens híbridas, que permite a integração de recursos providos por nuvens privadas e públicas. Nesse caso, a principal recomendação é buscar provedores que adotem práticas mais rigorosas de segurança da informação. O correto endereçamento dos riscos relacionados à segurança da informação é primordial para a sobrevivência de qualquer provedor de nuvens públicas ou híbridas. Esse objetivo pode ser atingido empregando processos, métodos e tecnologias que garantam os controles necessários para a segurança dos dados armazenados na nuvem. Já existem diversas opções de certificações e práticas documentadas para a gestão adequada de processos e da segurança da informação em ambientes cloud, disponíveis inclusive em alguns dos maiores datacenters brasileiros, como a CCSK (Certificate of Cloud Security Knowledge), SAS 70 type II, ISO/IEC e PCI-DSS. Como visto, já existem práticas adequadas à gestão de segurança em ambientes cloud que demonstram um primeiro estágio de maturidade do mercado frente a esse novo desafio. Identificar o nível de tolerância a riscos do seu ambiente e escolher os parceiros corretos para a adoção de ambientes baseados em cloud computing é a chave para garantir o sucesso de sua operação. Com profissionalismo não há riscos... Quando se trabalha com foco nos clientes, compromisso com a excelência, mentalidade global e entrega constante, constroem-se relações de confiança. Tendo a satisfação de nossos clientes e stakeholders como meta, a KPMG fornece serviços de Audit, Tax e Advisory com qualidade, independência e integridade. KPMG. Serviços adequados, objetivos e do tamanho das suas necessidades. kpmg.com.br 28_Edição 271_set/out 2011

17 matéria de capa artigos relacionados A ponte de atracagem do Superporto do Açu, que abrigará nove berços 30_Edição 271_set/out 2011 O despertar da inovação Rio de Janeiro redescobre sua vocação. Graças ao pré-sal e às estruturas de pesquisa técnico-científica, o Estado se firma como um polo de P&D e atrai o interesse de empresas e de iniciativas governamentais Por Flavia Galembeck Há alguns anos uma verdadeira revolução silenciosa vem acontecendo no Estado do Rio de Janeiro, fruto do amadurecimento do sistema nacional de inovação e também da produção científica, especialmente na área petrolífera, sustentado pelas pesquisas e pesquisadores das três universidades públicas (UFRJ, UFF, UERJ) e de algumas privadas, que criaram um ambiente propício para a atração de diversos centros de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) de empresas como IBM, GE, BG Group, Siemens, Baker Hughes, Halliburton, FMC Technologies e Schlumberger, entre outros. Mesmo com o esvaziamento da atividade econômica no Rio de Janeiro, a cidade nunca perdeu sua infraestrutura de produção de conhecimento. Chegamos ao fundo do poço, mas nossa sorte é que ali havia petróleo, afirma o professor de Gestão da Inovação da ESPM e da especialização em Inovação na UFRJ, Rodrigo Carvalho. E foi justamente por conta dessa estrutura voltada para a produção do conhecimento que a cidade e o Estado reencontraram sua potencial vocação. Os números comprovam isso: mais de 10% dos alunos em formação universitária são fluminenses. João L. Anjos Rio de Janeiro abre suas portas à inovação Moacyr Piacenti, José Roberto Adelino da Silvae Antonio Carlos Rocca pg. 36 Transformando ideias em lucro Mauro Terepins pg. 37 O modelo de inovação da BG Damian Popolo pg. 38 Inovar é fazer a diferença Rafael Veras pg. 39 Urbes inteligentes respondem melhor aos desafios dos novos tempos Pedro Almeida pg. 40 Design Thinking: ferramenta essencial para inovação nos negócios Maurício Vianna pg. 41 Brazilian Business_31

18 matéria de de capa A relação entre P&D, inovação e produção acadêmico-científica é intrínseca, já que é no ambiente de pesquisa das universidades que surgem as novas descobertas. A transformação disso em algo comercialmente aplicado acontece nos centros de P&D. Muitas empresas inovam usando conhecimento de fora, de universidades, de fornecedores, de usuários, explica o coordenador do centro de Inovação da Fundação Dom Cabral, Carlos Arruda. Somam-se a esse ambiente propício o arcabouço jurídico, iniciado com as Leis da Inovação e do Bem, dois marcos legais que catalisaram a inovação no País e que surgiram em meados dos anos Para o professor da especialização em Inovação da UFRJ, Rodrigo Carvalho, essas duas leis regulamentam a interação entre a produção de conhecimento e o meio empresarial, criando condições para que o diálogo entre os principais atores envolvidos no processo governo, empresas e universidade se intensificasse. Em 2004, a Lei da Inovação definiu o tema e previu a criação de estruturas para fomentá-la. No ano seguinte, a criação da Lei , mais conhecida como a Lei do Bem, instituiu no País um modelo de incentivo fiscal à pesquisa, o que fez com que a inovação acontecesse de forma mais eficiente. O Rio de Janeiro nunca perdeu sua infraestrutura de produção de conhecimento. Chegamos ao fundo do poço, mas a nossa sorte é que ali havia petróleo. De uma forma geral, a Lei do Bem traz uma série de benefícios fiscais, como deduções de Imposto de Renda (IR) e da Contribuição sobre o Lucro Líquido em despesas direcionadas às atividades de P&D; redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de máquinas e equipamentos para P&D; redução do IR retido na fonte incidente sobre remessa ao exterior resultante de contrato de transferência de tecnologia; e isenção do IR retido na fonte nas remessas efetuadas para o exterior para o registro e manutenção de marcas, patentes, cultivares etc. Antes dela, a política pública parecia contrariar a tendência mundial de investir grandes somas em pesquisa. Foi graças à aprovação da Lei de Inovação Científica, em 2010, que o Programa de Apoio à Inovação Tecnológica, destinado a projetos de micro e pequenas empresas, cooperativas e empreendedores puderam acessar recursos da Faperj destinados à inovação. Hoje, o órgão de fomento apoia projetos inovadores em 92 municípios do Estado fluminense. Agropecuária, medicina, alimentos, meio ambiente, transporte, tecnologia da informação, comunicação, energias alternativas, biocombustíveis, naval, petróleo e gás, robótica, paleontologia, segurança pública e educação são alguns dos segmentos contemplados. Outra mudança, essa mais recente, foi a criação do Programa Brasil Maior, lançado em agosto deste ano pelo governo federal, que tem como objetivo tornar a indústria brasileira mais competitiva frente ao dólar baixo, que estimula importações e prejudicam as exportações nacionais. Entre as medidas está a maior agilidade no ressarcimento de créditos às empresas exportadoras e as mudanças de crédito de PIS e Cofins sobre as aquisições destinadas à produção de bens e a prestação de serviços. Para Carlos Arruda, da Fundação Dom Cabral, o Brasil Maior não favorece a inovação em longo prazo. É um começo, mas essa é uma medida de curto prazo. Inovação sempre é algo de longo prazo e que deve ser feito de forma compartilhada. Não pode ser só o governo cedendo. Ele até pode adotar medidas, como fez, para reduzir a carga tributária, mas tem que haver uma contrapartida obrigando essas empresas a investirem mais em inovação e isso, na prática, não aconteceu, critica. A exceção, segundo o especialista, fica por conta do setor automotivo, que teve redução do IPI, mas terá que investir mais em inovação. João L. Anjos Infraestrutura Além de inovar, é preciso melhorar as condições de escoamento da produção Algumas iniciativas, como o Superporto do Açu, da LLX, de Eike Batista, combinam altos investimentos à inovação. O conceito de porto-indústria do projeto, que deve inaugurar em 2012, cria uma área industrial contígua ao porto, em São João da Barra, com cimenteiras, siderúrgicas e uma usina termo-elétrica. A previsão é de que essa infraestrutura gere R$ 300 milhões em impostos para o município. Somente em projetos socioambientais, uma contrapartida exigida pelo governo, já foram investidos R$ 70 milhões, segundo a LLX. Outro porto que está sendo modernizado é o de Itaguaí, na Baía de Sepetiba, a 80 km da cidade do Rio. Localizado estrategicamente em um raio de 500 km dos principais centros produtores do país, o local se tornará em breve o primeiro Hub Port do Atlântico Sul, com capacidade de receber embarcações de grande porte e de última geração. O local conta com 10 milhões de m 2 de área plana, canal de acesso com até 20 m de profundidade e cais de acostagem em águas abrigadas, infraestrutura logística industrial e tecnologia em telecomunicações e suprimentos, acessos multimodais e facilidades de transportes. Uma parceria entre a iniciativa privada e a autoridade portuária criou três novos terminais: um de minério, outro de carvão e um terceiro de contêineres, além de um píer com três novos berços de atracagem. Estão previstos ainda o aprofundamento do canal de acesso, aparelhamento do terminal de contêineres e o estabelecimento de rotas globais de navegação intermodal. Isso, somado a melhoria dos acessos rodoviários e a implantação de centros de carga devem fazer com que as metas de movimentação sejam alcançadas. A necessidade de envolvimento de todos os setores encontra coro no discurso de Rodrigo Carvalho, da ESPM e UFRJ. O esforço para inovar emerge de múltiplas relações, resume Carvalho. Um exemplo disso é o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), criado na década de 60 e transferido nos anos 70 para o campus da Ilha do Fundão, da UFRJ. Ele foi criado para atender as demandas tecnológicas dos projetos da Petrobras. Bem-sucedido, o projeto foi ampliado com a segunda unidade do Cenpes, que demandou investimentos da ordem de R$ 2,5 bilhões. O projeto já está com a capacidade dos 22 novos prédios que compõem o condomínio (em uma área correspondente a seis campos de futebol) tomada por trinta empresas de setores como energia, meio ambiente e tecnologia da informação. O Centro de Pesquisas (Cenpes) da Petrobras, na Ilha do Fundão Inovação é algo de longo prazo e que deve ser feita de forma compartilhada. Não pode ser só o governo cedendo. 32_Edição 271_set/out 2011 Edição 271_Brazilian Business_33

19 matéria de capa Retrato da Inovação no Brasil Ali, empresários, pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação convivem em uma troca rica para todos os alunos vivenciam o empreendedorismo, as empresas têm acesso a laboratórios de última geração, profissionais de alta qualificação e novas oportunidades de negócios. Desde 1994, há na Coppe/UFRJ várias incubadoras que apoiam a formação de novas empresas e encontram ali assessoria integral, serviços e infraestrutura para seu desenvolvimento. A mudança de postura do governo como promotor do diálogo entre os atores envolvidos no processo de inovação, além do esforço para catalisar a inovação, é reconhecida pelos dois acadêmicos. Os recursos destinados à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), por exemplo, crescem a olhos vistos. Segundo Glauco Arbix, presidente da Finep, em 2003, a organização tinha R$ 300 milhões para investir em inovação. Sete anos depois, esses recursos somavam R$ 4 bilhões e a meta é chegar a 2014 com R$ 14 bilhões para P&D. Boa parte desses recursos devem ser destinados para o pré-sal. Sabemos transformar recursos em conhecimento, mas ainda temos dificuldade de fazer esse conhecimento virar dinheiro, constata o professor da UFRJ. Para ele, até houve avanço nesse sentido, mas ele ocorre lentamente. Até por conta do pouco tempo que o tema inovação entrou para a pauta. O assunto é muito recente no Brasil. Pensando na escala global, poucas cadeias produtivas e empresas têm potencial de inovação e isso se reflete na pauta de exportação nacional, que hoje é tomada por commodities primárias. A Vale, por exemplo, está se mobilizando para inovar, mas a área focada nisso só foi criada há dois anos. Na outra ponta, Carvalho também comenta uma outra questão. O desafio é usar coletivamente esses recursos oriundos da inovação. Eu acredito que conseguiremos fazer isso, que estamos vivendo um novo tempo. O país despertou para a necessidade de fomentar o empreendedorismo e a inovação. 34_Edição 271_set/out 2011 Sabemos transformar recursos em conhecimento, mas ainda temos dificuldade de fazer esse conhecimento virar dinheiro. Dados da Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec) 2008, divulgada em outubro de 2010, revelam que houve avanço de 38,6% na taxa de inovação da indústria e serviços (edição, telecomunicações e informática) e no setor de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Essa é a maior taxa de inovação desde que o estudo passou a ser realizado, em 2000, quando este percentual era de 31,5%. No estudo anterior, feito em 2005, esse percentual era de 34,4%. A Pintec ouviu 106,8 mil empresas brasileiras, das quais 41,3 mil disseram ter implementado novos produtos ou processos entre 2006 e As oito atividades que apresentaram maior inovação foram de alta e média intensidade tecnológica, como a automobilística, produtos farmoquímicos e farmacêuticos, produtos eletrônicos e ópticos, produtos químicos, equipamentos de comunicação, informática e periféricos, máquinas, equipamentos e componentes eletrônicos. Das 100,5 mil empresas industriais consultadas, 38,1% foram consideradas inovadoras. O percentual é inferior ao do setor de P&D, de 97,5%, e também do segmento de serviços, em que esse índice chegou a 46,2%. A parcela do faturamento investido em inovação se manteve praticamente estável: 2,9% ante 3% em No setor industrial, essa taxa foi 2,5%, menor do que nos serviços (4,2%) ou no segmento de P&D (71,1%). Um dos destaques apontado pela pesquisa foi o uso da internet como fonte mais relevante do processo de inovação, usado por 78,7% das empresas.houve também crescimento do uso de apoio governamental no processo: 22,3 % das corporações, o que equivale a 9,2 mil empresas, inovaram usando esses mecanismos de fomento. A falta de pessoal qualificado foi apontado como o principal empecilho à inovação por quase 50% das empresas ouvidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que coleta os dados da pesquisa. Linha de produção da Fiat, em Betim, Minas Gerais. A montadora se consolidou como uma das mais inovadoras graças ao Polo de Desenvolvimento Giovanni Agnelli, inaugurado em 2003.

20 artigos relacionados matéria de capa 36_Edição 271_set/out 2011 Rio de Janeiro abre suas portas à inovação Moacyr Piacenti e José Roberto Adelino da Silva, sócios da KPMG no Brasil, e Antonio Carlos Rocca, consultor da empresa país vive um momento especial de O crescimento e desenvolvimento. Para consolidar essas tendências, tem buscado reforçar seu potencial inovador, inclusive com a adoção de estímulos oficiais, como o plano Brasil Maior. Um dos expoentes deste momento, o Rio de Janeiro é lembrado por contar com grande potencial para a geração de negócios e inovação nos mais variados setores. Afinal de contas, além dos megaeventos esportivos que sediará, em 2014, com a Copa do Mundo, e, em 2016, com os Jogos Olímpicos, o Estado assistirá, certamente, a um período de desenvolvimento muito intenso em setores como os de infraestrutura, telecomunicações, energia (em especial petróleo e gás), indústria naval, saúde, turismo e serviços. Muitos têm dito que o Rio vive o seu renascimento. Mesmo considerando que o termo contém componentes verdadeiros, não podemos esquecer que o Estado há muito tempo é um dos motores do desenvolvimento nacional. Afinal, vem das terras fluminenses a maior parte de nossa produção petrolífera. Por isso, vem também dali expressiva produção tecnológica, que tem permitido às empresas brasileiras estarem entre as líderes na exploração de óleo cru em águas superprofundas em todo o mundo. Por isso, parece-nos mais adequado qualificar o movimento que impulsiona o Estado como o do encontro de suas potencialidades com a adequada e responsável iniciativa de gestores atentos em valorizar essas oportunidades latentes. O Rio preparou-se para estimular a capacidade de gerar inovação em suas instituições de ensino, entidades e empresas. No início de 2010, o governo fluminense regulamentou a Lei nº 5.361, que institui um programa local de incentivo à inovação tecnológica. Pela legislação, a Faperj pode ter participação minoritária no capital de empresas privadas para o desenvolvimento de projetos de produtos ou inovação. O objeti- Muitos têm dito que o Rio vive o seu renascimento. Parece-nos mais adequado qualificar esse movimento como o encontro de suas potencialidades com gestores atentos em valorizar essas oportunidades latentes. vo é estimular a integração entre instituições científicas, tecnológicas e universitárias com agências de fomento à pesquisa e empresas para a produção e o uso efetivo das inovações. Outras instâncias engajam-se no estímulo às iniciativas inovadoras. A Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia lançou, este ano, edital público, no valor de 10 milhões de reais, para convocar projetos de inovação tecnológica destinados ao desenvolvimento local. Também têm surgido e se consolidado no Estado diversas entidades de apoio à produção inovadora, integrando a academia e o setor produtivo. Esse é o exemplo de um novo centro de desenvolvimento tecnológico em formação na Ilha do Fundão, que reúne dezenas de empresas e entidades de pesquisa em torno da UFRJ e vem sendo chamado de O Vale do Silício do Pré-sal. Pretende-se que o local seja um centro de inteligência dedicado à geração de tecnologias e conhecimento para a exploração de petróleo e gás. Há, ainda, um grande número de incubadoras de empresas de base tecnológica ligadas às universidades locais, como as da Coppe/ UFRJ, da UERJ, da UFF, da PUC-Rio e do Ibmec, dentre tantas outras. Nesses celeiros de fomento à inovação, os impulsos criativos e tecnológicos são convertidos diretamente em produtos, iniciativas ou serviços de fato inovadores, que contribuirão para movimentar a economia global a partir de iniciativas locais. Fica claro que os investimentos que fazem da economia fluminense uma das mais importantes de toda a América Latina tendem a redundar na produção intensa e efetiva de soluções e de agentes inovadores. E são muitos e diversificados os polos aos quais se tem direcionado o aporte de capital: Copa do Mundo, Olimpíadas, fortalecimento da infraestrutura, segmentos produtivos, como as indústrias naval e petroleira, turismo, modernização das cidades e da gestão governamental, educação, pesquisa e desenvolvimento, e tantos outros setores importantes. Vale lembrar que aqueles que atuam valorizando a inovação têm ao alcance outros benefícios, que podem ser aproveitados inclusive em território fluminense, como é o caso da chamada Lei do Bem (Lei nº /2005), que consolidou, em nível federal, os incentivos fiscais às empresas que realizem pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação, e do plano Brasil Maior, que amplia os benefícios de empresas que recorram à Lei do Bem. Tomando em consideração todos esses elementos, o Rio de Janeiro torna-se, sem dúvida, um Estado amplamente atrativo aos empreendedores, especialmente àqueles que investem em inovação como diferencial. Transformando ideias em lucro Por Mauro Terepins, Vice-presidente de Mercados da Ernst & Young Terco Por conta da acirrada concorrência global, as empresas precisam ser cada vez mais ágeis para fomentar seu crescimento e manter um sucesso duradouro. Diante desse cenário, a habilidade das organizações em inovar é essencial para um crescimento sustentável. A relação entre inovação e sucesso dos negócios não é novidade. Porém, uma abordagem pragmática do tema, que vá além de um mero discurso de conceitos vazios, torna-se, a cada dia, mais imperativa. Do ponto de vista prático, há dois grandes problemas enfrentados pelas organizações que buscam instituir a inovação como uma ferramenta estratégica em seus negócios: como transformar ideias tidas como brilhantes em resultados mensuráveis, convertendo criatividade em lucro, e como transformar o estímulo à inovação em um modus operandi em toda a empresa. Diversas companhias, entre as quais muitas líderes de mercado, acomodam-se em antigos processos, certas de que em time que está ganhando não se mexe. As melhores soluções de ontem, porém, podem não ser as de amanhã. Em um mercado cada vez mais acirrado, inovar configura-se praticamente como uma questão de sobrevivência. Inovação por si só, entretanto, não garante a liderança de mercado. Propostas inovadoras, que deveriam contribuir para o desenvolvimento dos negócios, muitas vezes acabam morrendo, em uma espécie de momento eureca isolado. É preciso saber inovar, encarando o processo criativo como uma questão estratégica. Criatividade também requer planejamento, gerenciamento, controle e, sobretudo, financiamento. Só assim é possível transformar novas ideias em lucro. Em diversos países, o setor governamental também pode estimular o empreendedorismo e a inovação com redução de impostos para atividades de pesquisa e desenvolvimento, proteção da propriedade intelectual e processos de patentes mais simplificados. Mas, quebrar velhos padrões de comportamento e inovar dentro de uma instituição não é fácil, sobretudo se ela for uma grande corporação. São poucas as empresas que vão além das soluções mais comuns, e a maioria centraliza o processo criativo apenas em seus líderes ou proprietários. Ou seja, pouco ou nada se faz para instituir processos inovadores ao longo de toda a estrutura corporativa. O problema se agrava à medida que o tamanho das corporações aumenta. As grandes organizações crescem e ficam cada vez mais complexas, tornando ainda mais difícil a geração de novas ideias. É natural: grandes e sólidas corporações tendem a reforçar aspectos nos quais já tiveram sucesso no passado, e, após tantos investimentos, pode ser difícil identificar novas oportunidades. Com suas estruturas mais rígidas, as grandes empresas devem estar atentas para não frustrar o espírito empreendedor. Quebrar velhos padrões de comportamento e inovar dentro de uma instituição não é fácil, sobretudo se ela for uma grande corporação. Por outro lado, as pequenas e médias empresas vêm se mostrando globalmente mais abertas a novas ideias e têm apostado com mais força em inovações que não sejam apenas incrementais. Por isso, o segmento de middle market é um grande catalisador de inovações, oportunidades e novos mercados. Em ambos os casos, a forma de se estimular a inovação também precisa ser renovada principalmente nos países americanos. Pesquisa realizada pela Ernst & Young sobre empreendedorismo e inovação mostrou que, nos países do continente americano, a maioria aposta apenas na contratação de pessoas criativas. Em outras regiões, como Ásia, Europa, Oriente Médio, Índia e África, as empresas preferem desenvolver alianças com novos parceiros ou deslocar uma parte da equipe com foco em inovação. Outras soluções citadas pelo estudo são oferecer recompensa financeira como incentivo à criatividade e trabalhar com agências e firmas especializadas em inovação. É cada vez mais imperativo descentralizar o processo criativo e fazer com que ele alcance toda a instituição e os mercados regionais, não ficando estanque, por exemplo, apenas nos setores de pesquisa e desenvolvimento. A melhor maneira de uma empresa incentivar o pensamento criativo é investir em seus próprios colaboradores. Incentivar as pessoas a explorarem ideias que envolvam riscos e recompensas, mas com a segurança e o apoio de uma estrutura mais ampla e bem estabelecida, é a essência do que significa ser um empreendedor. Inovação e empreendedorismo dentro das organizações não deve ser um ato de altruísmo, mas uma sólida estratégia de negócios algo vital ao sucesso da companhia. Um processo criativo conectado ao lucro colabora para que a empresa sustente sua trajetória de crescimento, mantenha vantagem competitiva e garanta seu próprio futuro. Edição 271_Brazilian Business_37

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