retrato milícias europa crise na No Rio, elas fazem a lei em mais de 300 favelas dobrasil

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1 retrato dobrasil DEBATE POR QUE A CIÊNCIA PARECE NÃO FAZER PARTE DOS HÁBITOS CULTURAIS DO POVO BRASILEIRO? r$ 8,00 n O 38 setembro de 2010 milícias No Rio, elas fazem a lei em mais de 300 favelas tortura nas cadeias Um crime comum no dia a dia dos presos brasileiros crise na europa Governos furtam direitos sociais em busca de recursos As estruturas do Estado de bem-estar social, consolidadas na Constituição de 1988, são corroídas por um sistema tributário injusto que privilegia os mais ricos música UM PERFIL DE PAULO MOURA ( ), O MAGO PLEBEU DA CLARINETA TRANSPARENTE

2 retrato dobrasil n o 38 setembro de Ponto de Vista estamos com dilma A direção da Editora Manifesto apoia o voto na candidata, mas acha que é preciso reavaliar com rigor os pretensos sucessos do governo Lula 08 WELFARE STATE À BRASILEIRA Nosso Estado do bem-estar social está de pé. Mas é muito limitado pelo débil financiamento, que poupa os mais ricos [Armando Sartori] 12 que sufoco! Há dez anos a cidade de São Paulo renegociou sua dívida, hoje três vezes maior. Para evitar um colote, discutem-se novas condições de pagamento [Rafael Hernandes] 16 a lei somos nós As milícias, grupos parapoliciais formados por agentes e ex-agentes públicos do Estado, dominam mais de 300 favelas do Rio de Janeiro [Marcelo Salles] 32 ricos, malvados e decadentes Para os governos europeus vale tudo para sair da crise e salvar suas empresas trilionárias, até mesmo solapar os direitos sociais [Antônio Martins e Pep Valenzuela] GettyImages 20 tortura-se O primeiro levantamento sistematizado sobre maus-tratos nas carceragens do País revela que as autoridades fazem vista grossa para esse tipo de crime [Roberto Jordão] 26 nobel no fim do túnel? Nossa ciência tem espaço e reconhecimento internacional. Mas não faz parte do cotidiano da cultura brasileira. Por quê? [Flávio de Carvalho Serpa]

3 fale conosco: Joaquim Nabuco O INQUIETO MAGO DA CLARINETA Uma homenagem a Paulo Moura ( ), que deixou uma bela e contraditória obra para a história da música brasileira [Tárik de Souza] 38 festival de derrotas Até quem ganhou perdeu nas eleições estaduais do México. O país está estagnado economicamente e vive às voltas com o combate ao tráfico [Yuri Martins Fontes] ERRATA No artigo Nas mãos dos gatos, na última edição, o gráfico à página 18 foi publicado sem alguns dados. Ao lado, o gráfico corrigido Varejo Tecnologia Serviço Finanças Outros 44 a imaginação no poder Entrevistamos Newton Cannito, roteirista e diretor de cinema, o mais jovem a assumir a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura [Leandro Saraiva] Alimentos Mídia-entretenimento-comunicação Imóveis Indústria manufatureira Petróleo e gás cartas à REDAÇÃO rua fidalga, 146 conj. 42 cep são paulo - sp assinaturas tel ou de 2 a a 6 a, das 9h30 às 17h atendimento AO ASSINANTE tel de 2 a a 6 a, das 9h às 17h Para anunciar tel ou de 2 a a 6 a, das 9h30 às 17h CIRCULAÇÃO em bancas edições anteriores REDAÇÃO tel Entre em contato com a redação de Retrato do Brasil. Dê sua sugestão, critique, opine. Reservamo-nos o direito de editar as mensagens recebidas para adequá-las ao espaço disponível ou para facilitar a compreensão. capa Ilustração de Laerte Silvino. Foto de Paulo Moura: Folhapress EXPEDIENTE - SUPERVISÃO EDITORIAL Raimundo Rodrigues Pereira EDIÇÃO Armando Sartori SECRETÁRIO DE REDAÇÃO Thiago Domenici REDAÇÃO Carlos Azevedo Flávio Dieguez Leandro Saraiva Lia Imanishi Rafael Hernandes Sônia Mesquita Tânia Caliari EDIÇÃO DE ARTE Pedro Ivo Sartori ESTAGIÁRIOS Simone Freire de Carvalho Willian Monte Olivio REVISÃO Silvio Lourenço Felipe Bio [OK Linguística] COLABORARAM NESTA EDIÇÃO Antonio Martins Carla Bispo Flávio de Carvalho Serpa Giuseppe Bizzarri Laerte Silvino Marcelo Salles Pep Valenzuela Pietro Antognioni Rafael Calças Roberto Jordão Tárik de Souza Weberson Santiago Yuri Martins Fontes Retrato do BRASIL é uma publicação mensal da Editora Manifesto S.A. EDITORA MANIFESTO S.A. PRESIDENTE Roberto Davis DIRETOR VICE-PRESIDENTE Armando Sartori DIRETOR ADMINISTRATIVO Marcos Montenegro DIRETOR EDITORIAL Raimundo Rodrigues Pereira DIRETOR DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS Sérgio Miranda GERENTE COMERCIAL Daniela Dornellas REPRESENTANTE EM BRASÍLIA Joaquim Barroncas Tel ADMINISTRAÇÃO Neuza Gontijo Maria Aparecida Carvalho OPERAÇÃO EM BANCAS Assessoria EDICASE [www.edicase.com.br] Distribuição Exclusiva em Bancas Fernando Chinaglia Comercial e Distribuidora S/A Manuseio FG Press

4 Ponto de Vista Nelson Antoine/Fotoarena/Folhapress Estamos com Dilma E por uma reavaliação da situação social e da política econômico-financeira do País a diretoria da Editora Manifesto, responsável pela publicação de Retrato do Brasil, decidiu, em reunião realizada no final de julho, recomendar a seus leitores o apoio à candidatura de Dilma Rousseff na eleição presidencial. A decisão foi tomada por maioria absoluta a minoria propôs o apoio à anulação do voto. Foram passadas em revista as quatro candidaturas mais destacadas de Dilma, José Serra (ao alto, com Dilma em debate ocorrido no mês passado), Marina Silva e Plínio de Arruda Sampaio. No entendimento de nossa diretoria, a candidata do PT é a que mais une o campo das forças democrático-populares, ao qual nos consideramos ligados. A Editora Manifesto, criada em 1997, realiza atividades jornalísticas de acompanhamento dos fatos mais relevantes do dia a dia. Busca, dessa forma, contribuir para a elevação do nível de consciência, organização e bem-estar material e cultural dos trabalhadores. Considera-se parte do movimento amplo e diversificado que, surgido em meados do século XIX quando o capitalismo se consolidava e a democracia liberal das revoluções inglesa, americana e francesa ocorridas nos dois séculos anteriores mostrava suas imensas limitações, tem como objetivo desenvolver a luta por uma democracia mais avançada. Para ficar em poucos exemplos: as jornadas de trabalho praticamente não tinham limites e o direito de voto era restrito aos senhores da terra e aos endinheirados. O mundo mudou muito. No século XX, surgiram, em vários países, regimes de democracia popular. Tais regimes fracassaram em muitos locais. Mas, em outros, eles persistiram. No Brasil, onde o regime político baseado no sistema de concentração da propriedade industrial e fundiária persiste há séculos como um dos mais injustos do mundo, a necessidade da construção de uma democracia nova é atual e gritante. No nosso entendimento, as candidaturas do ex-torneiro mecânico Luiz Inácio Lula da Silva, desde a primeira, de 1989, até a última, para sua reeleição como presidente, em 2006, representaram passos na direção de uma mudança para o Brasil. E a candidatura de Dilma Rousseff, agora, é a que melhor se presta à continuação dessa mudança. A candidatura de José Serra está irremediavelmente marcada pelo conservadorismo das forças que o apoiam e controlam o PSDB e o partido dos liberais, o DEM. E sua campanha, até o início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e TV, se inclinou para a direita de tal forma que é surpreendente que tenha existido pessoas que, por conhecerem as evidentes qualidades pessoais do candidato, 4 retratodobrasil 38

5 imaginaram que ele pudesse de alguma forma se desligar do bloco de forças ao qual está, há tempos, amarrado. A candidatura de Marina Silva, do PV, também surpreende pelo conservadorismo. Muitos imaginaram, de início, que ela pudesse abrir uma via nova no debate eleitoral. Mas ela não o fez: ancorada em grandes empresários, apresentou-se, em parte, como um meio-termo entre Dilma e Serra. E, o que é pior, em parte também como mais confiável para o mercado no caso, ao propor autonomia para o Banco Central brasileiro, essa espécie de legislador que, apesar de não eleito, tem supremacia nas questões financeiras do País. MOVIMENTO AMPLO A candidatura de Plínio de Arruda Sampaio, do Psol, não foi descartada. O candidato, uma grande figura da esquerda brasileira, apresentou, até agora, propostas generosas, como a de atacar o absurdo grau de concentração de propriedade da terra no País e a de cobrar uma auditoria nas contas do endividamento público. Entretanto, seu partido não demonstra preocupação com a necessidade de unir um leque amplo de forças para realizar as transformações que Arruda Sampaio anuncia. A nosso ver, uma situação nova no País só pode ser criada a partir de um movimento amplo, que deve ser liderado pelo bloco de forças do campo democrático-popular onde estão operários, camponeses, trabalhadores de camadas médias e grande massa de marginalizados e excluídos do sistema. Mas tal movimento deve ser capaz de carregar consigo, também, os milhões de pequenos e médios empresários cujos empreendimentos são prejudicados pelo sistema financeirizado e oligopolizado que vigora no Brasil. No nosso apoio à candidatura Dilma, no entanto, não está um endosso à avaliação, que muitos fazem, dos avanços qualitativos que teriam ocorrido na situação social e econômica do País nos dois governos do presidente Lula. De fato, aqui, ocorreu outra coisa. Como o próprio presidente já disse, nunca os ricos ganharam tanto e nunca os pobres melhoraram tanto de vida. No artigo que publicamos nesta edição ( Welfare state à brasileira ) demonstra-se, com precisão, uma redistribuição de renda que, iniciada ainda nos anos 1990, acentuou-se nos dois mandatos de Lula. Segundo o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, isso se deve à consolidação das estruturas do Estado de bem-estar social brasileiro pela Constituição de O Ipea avalia que o gasto social realizado por União, estados e municípios, por meio dessas estruturas, é responsável, direta ou indiretamente, por mais de 40% do PIB brasileiro tem um peso econômico muito importante, portanto. Mas, como mostramos, nosso welfare state é bem limitado. E, dada a precariedade das informações utilizadas, as avaliações de seus resultados devem ser feitas com cautela. As candidaturas do ex-torneiro mecânico Luiz Inácio Lula da Silva, de 1989 a 2006, representaram passos na direção de uma mudança para o País. E a candidatura de Dilma Rousseff é a que melhor se presta à continuação dessa mudança Uma das questões importantes relacionadas com isso é a do financiamento dos programas sociais. Esse financiamento depende da arrecadação tributária, que, no caso brasileiro, é fortemente regressiva isto é, incide proporcionalmente mais sobre os mais pobres do que sobre os mais ricos. Outra diz respeito a uma avaliação realmente ampla dos efeitos dessa política. Os trabalhos do Ipea e de outras instituições se limitam a verificá-los essencialmente entre os assalariados, excluindo os grandes proprietários. E aí fica-se sem saber se houve uma verdadeira redistribuição da riqueza: isto é, se a riqueza dos grandes proprietários, que de fato têm muito, foi redividida com os trabalhadores mais pobres e os marginalizados ou se houve apenas uma redistribuição de renda da camada mais alta de assalariados para as mais baixas e para os excluídos socialmente. Três exemplos hipotéticos de rendas familiares ajudam a entender melhor a questão. Imaginemos uma família de quatro pessoas cuja renda per capita fosse de um salário mínimo mensal. Praticamente toda essa renda seria destinada à compra de alimentos e outros gêneros de primeira necessidade, como roupas. Dificilmente sobraria algo. Se, no entanto, uma família do mesmo tamanho tivesse renda per capita de cinco salários mínimos mensais, a possibilidade de poupança aumentaria, embora fosse provável que a maior parte da renda também fosse ainda empregada em consumo. Se a renda per capita fosse de 25 salários mínimos, é claro que a poupança seria muito maior. IMPOSTO INDIRETO Desses exemplos se conclui que, quanto mais alta a renda, maior o nível de poupança. Isso não quer dizer que o gasto no consumo não varie de acordo com o nível de renda. Ao contrário: quanto mais alta a renda, além de a quantidade de bens consumidos ser maior e mais variada, há uma tendência à sofisticação, o que implica maior gasto. Mas como a quantidade de alimentos, assim como de outros bens que uma pessoa pode consumir diariamente, não é, evidentemente, ilimitada, apesar da diferença de qualidade, a renda empregada no consumo é sempre limitada. É fácil perceber isso. No caso da família com menor renda, o rendimento total é algo como pouco mais de 2 mil reais mensais. Se essa família poupasse 5%, ela gastaria 1,9 mil reais em consumo. Já a família com renda per capita de até cinco salários mínimos algo como 10 mil reais de renda total, mesmo que gaste o triplo com o consumo, perto de 6 mil reais, terá como poupar 40% do ganho familiar. E a família com renda de 25 salários mínimos per capita 50 mil reais no total pode gastar, digamos, o equivalente a 20 mil reais mensais 10 vezes o consumo da família mais pobre e mais que o triplo do da família de renda média e ainda assim poupar 60% dos rendimentos. 38 retratodobrasil 5

6 O sistema tributário brasileiro se baseia nos chamados impostos indiretos, que têm no consumo sua principal fonte de arrecadação. Em consequência disso, levando-se em consideração as diferenças relativas do consumo em cada uma das famílias, são as mais pobres que acabam penalizadas. Assim, nos exemplos anteriores, a família que consome a maior parte de sua renda (95%) é relativamente mais atingida pela tributação do que as demais sobre a família média e a mais rica, os tributos indiretos recaem, respectivamente, sobre 60% e 40% da renda. Isto é: apesar de consumirem mais e melhor, elas são, relativamente, menos taxadas. TRIBUTOS DIRETOS É claro que é entre os de maior renda que, relativamente, menos consomem e mais poupam que se encontram os verdadeiros ricos. Riqueza é, em essência, o estoque da renda é a parte não consumida e acumulada. Essa acumulação pode se dar de diversas formas: em bens imóveis, em aplicações financeiras, em investimentos produtivos (fábricas, por exemplo) etc. É sobre os rendimentos da riqueza que são aplicados, em sua maior parte, os tributos diretos sobre juros ganhos com aplicações financeiras, aluguéis, lucros do capital etc. E os tributos diretos são bem mais brandos do que os indiretos. O que significa que as famílias de maior renda, que poupam mais, são relativamente menos taxadas. Ou seja: nosso Estado de bem-estar social é capenga na verdade, o que ele proporciona às camadas mais necessitadas da população é, em grande parte, financiado por elas mesmas, graças à regressividade tributária. O que implica que a redistribuição de renda seria outra se o nosso sistema tributário fosse progressivo isto é, taxasse proporcionalmente mais os de maior que os de menor renda. Essa conclusão lógica, no entanto, não pode ser comprovada empiricamente. Isso porque, além de injusto socialmente, o Brasil é um país injusto estatisticamente. As pesquisas poupam os mais ricos. Os dados disponíveis acabam sendo restritos aos rendimentos do trabalho quer dizer, aos trabalhadores assalariados. A avaliação dos rendimentos exclui os vindos da riqueza. O próprio presidente do Ipea reconhece os limites do diagnóstico da situação social decorrente desses problemas. E menciona a altíssima concentração da propriedade fundiária no País como o indicador mais adequado para mensurar, de fato, a desigualdade. Quando se incluem os verdadeiramente ricos os que mais renda acumulam, os resultados mudam muito. Tome-se o exemplo dos EUA, onde as estatísticas não se limitam aos assalariados. Lá, os 50% mais pobres detêm apenas 2,5% da riqueza. Na outra ponta, os 5% mais ricos ficam com mais de 60% só o 1% mais rico detém 33,8% do total. O mais espantoso é que a riqueza da metade mais pobre algo como 150 milhões de pessoas é pouco maior que a acumulada pelos 400 maiores ricaços americanos, todos bilionários. AÇÃO DO LOBBY Entre nós, não há sinais de que ricaços próximos desse tipo estejam empobrecendo. Não porque tenha havido um conjunto de ações voltadas para o estrito favorecimento dos milionários. Mas porque, desde que se derrubou a ditadura e se pensava em fazer grandes mudanças, a concepção de política econômica que existe no País de fato não mudou muito, ou seja, continua favorecendo os grandes grupos empresariais industriais, bancários, comerciais e do agronegócio em detrimento dos médios e pequenos. E, com isso, a riqueza, ao invés de ser distribuída, fica concentrada. Não se pode esquecer que, a partir do exato momento em que entrou em vigor a Constituição de 1988 que procurou estabelecer um Estado de bem-estar social no País, passou a funcionar também o lobby do grande capital. Por exemplo, foi suspensa imediatamente, ainda que na prática, a lei que limitava a cobrança de juros. E, pouco depois, em 1992, se estabelecia a anomalia que persiste, até agora, de o Brasil ser o único Arruda Sampaio: as propostas do candidato do Psol não dão margem a pequenos avanços, que permitem acumular forças Alessandro Shinoda/Folhapress 6 retratodobrasil 38

7 ABr Marina (com o vice, Guilherme Leal): ela tenta ficar no meio, entre Dilma e Serra, e, como ele, propõe-se a fazer mais do mesmo a manter os maiores juros do mundo. É parte dessa mesma política a distribuição a um punhado de grandes empresas, a juros favorecidos, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de 72% de 116 bilhões dos 180 bilhões de reais, repassados pelo Tesouro ao banco. Apesar de essa política ser apresentada como positiva, pois fortaleceria grandes grupos nacionais, nossa dependência externa vem se acentuando. O balanço da conta de transações correntes, que reflete parte essencial das relações econômicas do País com o exterior (por meio do comércio externo de mercadorias e de serviços), mostra um déficit crescente que, estima-se, pode chegar ao fim deste ano perto dos 50 bilhões de dólares. TRANsFORMAÇÃO Qual a explicação para esse déficit? Parece incrível, mas ele é devido à alta taxa de crescimento da economia. Embora o Brasil tenha uma ampla parcela de sua população vivendo em condições miseráveis, está proibido de crescer aceleradamente, sob pena de fazer periclitar suas contas externas. Uma parte da explicação para tal dilema encontra-se na política de abertura aos capitais estrangeiros. Tome-se o caso do setor de telefonia, dominado por empresas estrangeiras. Esses grupos faturam em reais mas, quando querem remeter seus grandes lucros e dividendos para as matrizes como neste período de crise nos EUA e na Europa, precisam de dólares. Só que em suas atividades eles não Grandes questões foram esquecidas nesta campanha. A diretoria da Manifesto acha um erro considerar que o Brasil esteja no bom caminho. Mas avalia que as principais candidaturas alternativas à de Dilma não respondem aos desafios que o País enfrenta geram dólares. É preciso, portanto, que o País obtenha divisas estrangeiras por meio de superávit na balança comercial ou de investimentos externos. No primeiro caso, o Brasil depende cada vez mais da exportação de commodities. E, no segundo, em grande parte, de oferecer condições muito favoráveis aos investimentos externos. Só que o principal instrumento para atrair capital externo ao País é a taxa de juros alta. E isso é contraditório. Juro alto significa grande procura por reais, valoriza a moeda brasileira. E a valorização do real prejudica as exportações. Por sua vez, a concentração de esforços na produção de commodities limita o conjunto da economia: pouco ajuda a aprofundar o desenvolvimento tecnológico e gera empregos, em geral, com baixa remuneração. Como já dissemos, pouco ou nada se fala dessas grandes questões na campanha eleitoral. A diretoria da Editora Manifesto avalia que é um erro considerar que o Brasil esteja no bom caminho. E acha que, nas alternativas apresentadas à candidatura Dilma, as de José Serra e Marina Silva se propõem a fazer mais do mesmo. Ou pior. Avalia também que a candidatura Arruda Sampaio não trata do problema concreto que é o fato de que, para acumular forças, é preciso realizar avanços, mesmo que modestos. E que, devido à composição das forças que a apoiam, é na candidatura Dilma que estão as maiores esperanças de retomada do debate sobre as questões sociais e econômicas do País, mal resolvidas até agora. 38 retratodobrasil 7

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