Aspectos Jurídicos das Eleições 2012

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1 Aspectos Jurídicos das Eleições 2012

2 Quem Pode ser Candidato? Art. 11. Qualquer cidadão pode pretender investidura em cargo eletivo, respeitadas as condições constitucionais e legais de elegibilidade e de incompatibilidade, desde que não incida em quaisquer das causas de inelegibilidade (Código Eleitoral, art. 3º e LC nº 64/90, art. 1º).

3 Quero ser candidato. O que devo fazer? Devo ser elegível. Para isso, devo cumprir o Art. 14, 3º da CF, possuindo: I - a nacionalidade brasileira (Senador tem que ser brasileiro nato? Art. 12, 3º, da CF); II- o pleno exercício dos direitos políticos; III- o alistamento eleitoral; IV - o domicílio eleitoral na circunscrição; V - a filiação partidária; VI - a idade mínima. 4º - São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos.

4 Convenções Partidárias 1ª Etapa Aqui começam de fato as eleições!

5 Convenções Municipais Data das Convenções: 10 de junho a 30 de junho de Regra Geral: Vale o que está no estatuto. Após convenções e criação das coligações, partido político perde personalidade jurídica para atuar isoladamente em juízo (REspe nº 36014, 23/02/2011). Há exceções? Art. 6, 4º, da Lei 9.504/97 Atenção: a ata deve ser lavrada em livro aberto, rubricado pela Justiça Eleitoral e deve ser disponibilizada aos interessados (caso Luiz Bittencourt PMDB/GO Art. 11, 6º ) Utilização gratuita de prédios públicos permitida.

6 Convenções Municipais Há candidatura nata? Esta garantia está prevista expressamente no art. 8º, 1º da Lei nº 9.504/97, 1º Aos detentores de mandato de Deputado Federal, Estadual ou Distrital, ou de Vereador (...) é assegurado o registro de candidatura para o mesmo cargo pelo partido a que estejam filiados. Mas teve a sua eficácia suspensa pelo STF na ADinMC nº 2.530/DF, DJ de , até decisão final da ação. Gilmar Mendes, então relator, declarou-se impedido por ter atuado no feito como AGU. O processo foi redistribuído ao Min. Celso de Mello. Parecer pela procedência da Adin. Autos conclusos desde 23/06/2010.

7 É importante saber... Cada partido pode registrar até 150% do número de vagas; no caso de coligação, o dobro Câmara de 9 vereadores: Cada partido pode registrar (9 + 4,5 = 13,5) candidatos. Com a regra de arredondamento (art. 10 4º), 14 candidatos. Cada coligação poderá registrar 18 candidatos. Percentual por sexo: alteração legislativa Comissão Tripartide. Antes: DEVERÁ RESERVAR o mínimo de 30% Agora: PREENCHERÁ o mínimo de 30% Usando o mesmo exemplo: cada partido dispõe de 14 registros. Devem ser no mínimo 30% de mulheres (4,2 mulheres), ou seja, 5 mulheres e 9 homens. No caso sempre se arredonda para o número imediatamente superior. No caso de coligação, 18 registros, sendo 5,4 mulheres, arredondadas para 6, e 12 homens.

8 Jurisprudência (...) substituindo, portanto, a locução anterior "deverá reservar" por "preencherá", a demonstrar o atual caráter imperativo do preceito quanto à observância obrigatória dos percentuais mínimo e máximo de cada sexo. 2. O cálculo dos percentuais deverá considerar o número de candidatos efetivamente lançados pelo partido ou coligação, não se levando em conta os limites estabelecidos no art. 10, caput e 1º, da Lei nº 9.504/ Não atendidos os respectivos percentuais, cumpre determinar o retorno dos autos ao Tribunal Regional Eleitoral, a fim de que, após a devida intimação do partido, se proceda ao ajuste e regularização na forma da lei. [...] (Leading case Ac. de no REspe nº 78432, rel. Min. Arnaldo Versiani.) Outro exemplo: Coligação pode registrar 18 candidatos, mas só possui 4 mulheres na chapa. Como a regra considera o número de candidatos efetivamente lançados, só poderão ser registrados 9 homens, totalizando 13. O NÚMERO DE MULHERES REGISTRADAS LIMITA O NÚMERO DE HOMENS

9 Curiosidades Candidato pode usar qualquer nome na urna, desde que não se estabeleça dúvida quanto à sua identidade, não atente contra o pudor e não seja ridículo ou irreverente, mencionando em que ordem de preferência deseja registrar-se. Um indeferimento de registro pode custar R$3,51. Registro. Quitação eleitoral. Multa. Ausência às urnas. 1. A Lei nº /2009, ao acrescentar o 10 ao art. 11 da Lei nº 9.504/97, positivou entendimento pacífico deste Tribunal no sentido de que as condições de elegibilidade e as causas de inelegibilidade são aferidas no momento do pedido de registro de candidatura. [...] (Ac. de no AgR-RO nº , rel. Min. Arnaldo Versiani.)

10 Registro de Candidatos 2ª Etapa ( art. 11 da Lei 9.504/97) RRC CandEx Ata Convenção / Autorização candidato / Filiação Partidária Título Eleitoral / Quitação Eleitoral Declaração de bens Certidões criminais (justiça federal e estadual) Fotografia preto e branco (5x7 papel fotográfico e cor de fundo uniforme) Comprovante de escolaridade (próprio punho) Comprovante de desincompatibilização (Portaria, Decreto) Propostas de Governo (Prefeitos) - Novidade

11 Casos de desincompatibilização. O que é isso? (...) Entende-se por desincompatibilização a saída voluntária de uma pessoa, em caráter provisório ou precário de direito ou de fato, de um cargo, emprego ou função pública ou privada, pelo prazo exigido em lei, a fim de elidir inelegibilidade que, se não removida, impede essa pessoa de concorrer a um ou mais mandatos eletivos. (...) Voto do Juiz Judimar Franzot no Ac. TRE-MG nº 1691, de 23\08\2004

12 Prazos de desincompatibilização - Médicos (03 meses) - Secretários Municipais (06 meses para vereador e 04 meses para Prefeito) - Cargos em Comissão (03 meses) - Servidor Público Efetivo (03 meses) - Servidor Público Contratado (03 meses) - Contratos com o Poder Público (06 meses) - Conselhos Municipais e Estaduais (03 meses)

13 Afastamento de fato x de direito [...]. Inelegibilidade prevista no art. 1º, inc. II, l, da Lei Complementar n. 64/90. Não caracterização. Desincompatibilização. Comunicação do afastamento do servidor feita tempestivamente. [...]. NE: O afastamento de fato das atividades laborais é imprescindível para caracterizar a desincompatibilização. (Ac. de no AgR- RO nº , rel. Min. Cármen Lúcia.) [...] 3. Conselho de autoridade portuária. Conselheiro sem remuneração. Necessidade de desincompatibilização formal. O membro do Conselho de Autoridade Portuária deve desincompatibilizar-se no prazo do art. 1º, II, l, da Lei Complementar nº 64/90, com pedido de exoneração formal, não bastando o abandono ou o afastamento do serviço. [...] (Ac. De no ARESPE n , rel. Min. Cezar Peluso) [...] Alegação de que o recorrente estaria afastado, de fato, das atribuições do cargo, prestando serviços meramente burocráticos em outro órgão fazendário, não afasta a inelegibilidade, de acordo com decisões do TSE (TRE/MG, RE 1639, de 12/08/2008) Em suma: não basta o afastamento de direito, se não houver o afastamento de fato. E não basta o afastamento de fato, se não requerido o afastamento de direito.

14 FICHA LIMPA LC n. 135/ rep. eleitoral por abuso de poder econômico/político 2. condenados criminalmente ou por ato de improbidade por decisão colegiada (10 hipóteses) 3. indignos do oficialato 4. contas rejeitadas por irregularidade insanável improbidade administrativa 5. agentes políticos condenados por abuso de poder econômico/político

15 E ainda 6. cassação por corrupção eleitoral, captação ilícita de sufrágio, doação, captação ou gastos ilícitos de recursos de campanha ou conduta vedada 7. renúncia para fugir de processo de cassação 8. suspensão dos direitos políticos por decisão colegiada 9. exclusão da profissão pela categoria 10. forjar separação para afastar inelegibilidade 11. demitidos do serviço público (proc. Adm ou judicial) 12. pessoa física e dirigente de PJ responsável por doaçao ilegal de campanha 13. Magistrados e membros do MP aposentados compulsoriamente por decisão sancionatória

16 Suspendendo a inelegibilidade Art. 26-C. O órgão colegiado do tribunal ao qual couber a apreciação do recurso contra as decisões colegiadas a que se referem as alíneas d, e, h, j, l e n do inciso I do art. 1 o poderá, em caráter cautelar, suspender a inelegibilidade sempre que existir plausibilidade da pretensão recursal e desde que a providência tenha sido expressamente requerida, sob pena de preclusão, por ocasião da interposição do recurso. (LC n. 135/2010) 3 o A prática de atos manifestamente protelatórios por parte da defesa, ao longo da tramitação do recurso, acarretará a revogação do efeito suspensivo.

17 Propaganda eleitoral 3ª Etapa. Propaganda Eleitoral x Promoção Pessoal. Publicidade Institucional. Liberdade de expressão. Regras gerais. Propaganda antecipada

18 Propaganda eleitoral x Promoção pessoal Promoção Pessoal: mensagens de natal, calendários (sem dizeres eleitorais), mensagem de aniversário da cidade, mensagem de parabéns ao dia das mães, etc. Mas cuidado: Conforme jurisprudência desta Corte, para verificação de propaganda subliminar, não deve ser observado apenas o texto da propaganda, mas também outras circunstâncias, tais como imagens, fotografias, meios, número e alcance da divulgação. (TSE, ED-AI n , rel. Arnaldo Versiani, )

19 Propaganda eleitoral x Promoção pessoal Propaganda extemporânea: se, nos atos de promoção pessoal estiver contida mensagem eleitoral.

20 Publicidade Institucional (art. 37, CF) Eleitoral: abuso poder político ou autoridade Cível: improbidade administrativa

21 Liberdade de Imprensa (Garantia Constitucional) [...]. As normas que disciplinam a veiculação de propaganda eleitoral não afetam a liberdade de manifestação do pensamento constitucionalmente garantida, porque não estabelecem qualquer controle prévio sobre a matéria a ser veiculada, sendo equivalentes, na ordem constitucional, o referido princípio com o da lisura e legitimidade dos pleitos, com o que a compatibilização de ambos torna possível a repressão dos abusos cometidos. Ac. N , de , rel. Min. Eduardo Alckmin)

22 Liberdade da Imprensa Escrita Reconhecemos em Dilma Rousseff a candidatura mais qualificada e entendemos como injunção deste momento, em que oficialmente o confronto se abre, a clara definição da nossa preferência. Nada inventamos: é da praxe da mídia mais desenvolvida do mundo tomar partido na ocasião certa, sem implicar postura ideológica ou partidária. ( ) os jornais e os demais veículos impressos de comunicação podem assumir posição em relação aos pleitos eleitorais, sem que tal, por si só, caracterize propaganda eleitoral ilícita (Ac. de no RCED nº 758, rel. Min. Marcelo Ribeiro.)

23 O que está errado? A jurisprudência desta Corte não veda a participação de précandidatos a entrevistas, debates e encontros antes de 6 de julho do ano da eleição; o que a lei veda são eventuais abusos e excessos. ( TSE, Ac. de no AAG n , rel. Min. Marcelo Ribeiro)

24 Regras gerais A regra é de liberdade na propaganda Propaganda eleitoral: 06 de julho de 2012 Multa de R$ 5.000,00 a R$ ,00

25 Propaganda Eleitoral Extemporânea positiva Não configura extemporânea negativa

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28 Não configura propaganda extemporânea LEI /2009 I a participação de filiados a partidos políticos ou de pré-candidatos em entrevistas, programas, encontros ou debates no rádio, na televisão e na internet, inclusive com a exposição de plataformas e projetos políticos, desde que não haja pedido de votos, observado pelas emissoras de rádio e de televisão o dever de conferir tratamento isonômico; II a realização de encontros, seminários ou congressos, em ambiente fechado e a expensas dos partidos políticos, para tratar da organização dos processos eleitorais, planos de governos ou alianças partidárias visando às eleições; III a realização de prévias partidárias e sua divulgação pelos instrumentos de comunicação intrapartidária; ou IV a divulgação de atos de parlamentares e debates legislativos, desde que não se mencione a possível candidatura, ou se faça pedido de votos ou de apoio eleitoral.

29 E outdoor, pode? E se for no Comitê?

30 Para o TSE Representação. Propaganda eleitoral irregular. Placa. Comitê de candidato. 1. Nos termos do art. 14 da Res.-TSE nº /2008, é proibida a fixação de placa com tamanho superior a 4 m² em bens particulares, norma regulamentar que, conforme jurisprudência desta Corte Superior, se aplica às placas fixadas em comitês de candidatos das eleições municipais de A proibição objetiva assegurar aos candidatos igualdade de condições, impedindo que aqueles que detenham maiores recursos realizem maciçamente essa espécie de propaganda, sem observância do limite regulamentar, provocando o desequilíbrio da disputa. Agravo regimental a que se nega provimento. (Ac. de no AgR-AI nº , rel. Min. Arnaldo Versiani.)

31 Propaganda Eleitoral na Internet e por mensagens eletrônicas

32 Antes da Lei /2009 Só era possível propaganda através do site do candidato (. can) Não era permitida a propaganda através das redes sociais Impossível a realização de debates e entrevistas Não havia possibilidade de direito de resposta ou punição aos infratores

33 Propaganda na internet onde? I em sítio do candidato, com endereço eletrônico comunicado à Justiça Eleitoral e hospedado, direta ou indiretamente, em provedor de serviço de internet estabelecido no País; II em sítio do partido ou da coligação, com endereço eletrônico comunicado à Justiça Eleitoral e hospedado, direta ou indiretamente, em provedor de serviço de internet estabelecido no País; III por meio de mensagem eletrônica para endereços cadastrados gratuitamente pelo candidato, partido ou coligação; IV por meio de blogs, redes sociais, sítios de mensagens instantâneas e assemelhados, cujo conteúdo seja gerado ou editado por candidatos, partidos ou coligações ou de iniciativa de qualquer pessoa natural.

34 Regras gerais da internet e mensagens eletrônicas Proibida veiculação É livre a manifestação Vedada Mensagens eletrônicas propaganda paga sites de pessoas jurídicas sites oficiais (administração direta e indireta) pensamento, vedado o anonimato e garantido o direito de resposta atribuição de autoria a terceiro - multa de R$ 5.000,00 a R$ ,00 obrigatoriedade de conter mecanismo de descadastramento pelo destinatário, no prazo máximo de 48 hs Pena: multa de R$100,00 (por mensagem)

35 Provedores de internet - Vedada a venda, cessão, utilização ou doação de cadastro eletrônico de clientes para candidatos, coligação ou partido político; - Provedores de conteúdo e serviços multimídia que hospedarem propagada: obrigação de fiscalizar a regularidade da mesma; - Notificação do provedor para tirar do ar a propaganda ilegal.

36 Condutas Vedadas, Abuso do Poder Político/Econômico/Meios de Comunicação CONDUTAS VEDADAS ABUSO DO PODER POLÍTICO ABUSO DO PODER ECONÔMICO USO INDEVIDO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

37 Condutas Vedadas i) cessão de bens móveis e imóveis; ii) iii) iv) uso de materiais e serviços; cessão de servidor; distribuição gratuita de bens e serviços; Nos 3 últimos meses, fica proibido: i) nomear, contratar e demitir; ii) iii) iv) transferência voluntária de recursos; publicidade institucional de produtos e serviços (abuso de autoridade Res. Minuta TSE, art. 52, parág. único); pronunciamento em cadeia de rádio e TV, contratação de atrações e comparecimento a inaugurações

38 Também fica proibido: Condutas Vedadas i)gastos com publicidade que excedam a média dos 3 anos anteriores; ii)revisão geral dos servidores superior a perda do poder aquisitivo (10/04/2012) Consequência: multa de R$5.320,50 a R$ ,00 e cassação do registro ou diploma, se for o caso. Para se evitar o denominado "armazenamento tático de indícios", estabeleceu-se que o interesse de agir para ajuizamento de representação por conduta vedada persiste até a data das eleições, contando-se o prazo de ajuizamento da ciência inequívoca da prática da conduta. (QO no RO 748/PA, Rel. Min. Carlos Madeira, DJ de ; REspe /SC, Rel. Min. José Delgado, Rel. Designado Min. Cezar Peluso, DJ de ). Alteração legislativa: agora é até a diplomação: art. 73, 12 º da Lei 9.504/97

39 Abuso de Poder Político Conceito O abuso do poder político ocorre quando agentes públicos se valem da condição funcional para beneficiar candidaturas (desvio de finalidade), violando a normalidade e a legitimidade das eleições [...] (Ac. de no RCED nº 698, rel. Min. Felix Fischer.) ATENÇÃO, NÃO VALE MAIS A PREMISSA DE QUE [...] O abuso do poder político requer demonstração de sua prática ter influído no pleito. (Ac. de no RO n o 754, rel. Min. José Delgado.) AGORA para a configuração do ato abusivo, não será considerada a potencialidade de o fato alterar o resultado da eleição, mas apenas a gravidade das circunstâncias que o caracterizam. (Art. 22, XVI da LC 64/90)

40 Exemplo de ocorrência A divulgação de propaganda institucional em site na internet contendo inúmeras fotografias a respeito de obras e serviços realizados na gestão de prefeito candidato à reeleição, com expressões de realce "como era e como está" e suposta pesquisa aprovando a sua gestão, bem como a distribuição maciça, às custas do Erário, de milhares de exemplares de jornal veiculando a sua imagem e realizações, quando corroboradas em juízo, ostentam potencialidade para desequilibrar o resultado do pleito e configuram abuso de poder político, nos termos do art. 22, da LC n. 64/90. Prova reforçada em juízo. (TRE/GO, RE 5840, rel. Sérgio Mendonça, 23/9/2010) Não confundir conceitos O desvirtuamento do poder político, embora pertencente ao gênero abuso, não se equipara ao abuso do poder econômico, que tem definição e regramento próprios. [...] (Ac. de no Agr-AI n , rel. Min. Carmen Lúcia)

41 Abuso do Poder Econômico Conceito O abuso de poder econômico em matéria eleitoral se refere à utilização excessiva, antes ou durante a campanha eleitoral, de recursos materiais ou humanos que representem valor econômico, buscando beneficiar candidato, partido ou coligação, afetando assim a normalidade e a legitimidade das eleições. (AgRgRESPE nº , de e AgRgRESPE nº , de ). ÚLTIMOS JULGAMENTOS QUE CONSIDERAM O RESULTADO DO PLEITO COMO FATOR PARA AFERIR POTENCIALIDADE Embora reprováveis os atos praticados, o conjunto probatório dos autos não permite concluir que tenha havido abuso do poder econômico, em razão da falta de potencialidade daqueles para influir no resultado do pleito. [...] (Ac. de no RCED nº 745, rel. Min. Marcelo Ribeiro.)

42 Exemplo de ocorrência Ação de investigação judicial eleitoral. Ação de impugnação de mandato eletivo. Abuso do poder econômico. Captação ilícita de sufrágio. 1. O Tribunal Regional Eleitoral reconheceu a vultosa contratação, às vésperas da eleição, de cabos eleitorais para campanha, o que corresponderia à expressiva parcela do eleitorado, a configurar, portanto, abuso do poder econômico (...) (Ac. de no AgR-AC n , rel. Min. Arnaldo Versiani O mesmo fato pode ser propaganda extemporânea e configurar abuso do poder econômico? Alegações de ocorrência de abuso do poder econômico na veiculação de matérias em benefício de prefeito, candidato à reeleição, em jornal pertencente a empresa pública que tem como único acionista o município. O agravante foi condenado à multa por propaganda eleitoral extemporânea e pelo mesmo fato pode ser condenado por conduta vedada. (Ac. n o 5.732, de , rel. Min. Marco Aurélio.)

43 Uso indevido dos Meios de Comunicação Conceito está intimamente ligado a ocorrência de abuso na utilização dos meios de comunicação para fins eleitorais. Normalmente sua ocorrência associa-se ao abuso de poder político e econômico. Não configura uso indevido dos meios de comunicação social a concessão de entrevista por candidato, veiculada no mês de agosto do ano eleitoral, sem qualquer referência à eleição. 2. Também não configura conduta abusiva a divulgação, em programa televisivo, de resultado de pesquisa eleitoral, cuja autenticidade não tenha sido objeto de impugnação. (Ac. de no RCED nº 672, rel. Min. Felix Fischer, red. designado Min. Marcelo Ribeiro.)

44 Exemplo de ocorrência A maciça divulgação de matérias elogiosas a pré-candidato em diversos jornais e revistas, cada um com tiragem média de dez mil exemplares, publicados quinzenalmente, e distribuídos gratuitamente durante vários meses antes da eleição, constitui uso indevido dos meios de comunicação social, com potencial para desequilibrar a disputa eleitoral. [...] (Ac. de no RO nº 1.460, rel. Min. Marcelo Ribeiro.) A alteração legislativa acompanhou a evolução da jurisprudência, que já assentava que O exame da potencialidade não se prende ao resultado das eleições. Importam os elementos que podem influir no transcurso normal e legítimo do processo eleitoral, sem necessária vinculação com resultado quantitativo [...] (Ac. de no RCED nº 703, rel. Min. Felix Fischer.)

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