DEGRAVAÇÃO SEXTA COM DEBATE

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1 MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação SAGI DEGRAVAÇÃO SEXTA COM DEBATE Dia: 24/01/2014 Brasília/DF

2 MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação SAGI Dia: 24/01/2014 Local: Esplanada dos Ministérios. DEGRAVAÇÃO SEXTA COM DEBATE. Sr. PAULO JANNUZZI - Secretário de Avaliação e Gestão da Informação do MDS Então bom dia, bom dia a todos e todas, colegas aqui da SAGI, do MDS, colegas aqui de outros Ministérios da Esplanada, Pesquisadores aqui de Brasília. Um bom 2014 para quem eu ainda não desejei, esse é um ano de muitas realizações como têm sido todos os outros, mas de muita energia, de muito empenho como tem sido, de muitas disputas também e nada mais energizante do que começar as nossas sextas com debate com uma temática provocativa como essa que a Doutora Wasmália Bivar, está trazendo para nós e nada também mais energizante e de grande mérito ter a honra de receber a Wasmália, aqui na SAGI, por que o IBGE é um grande parceiro nosso, do MDS, da Secretaria e na verdade é uma instituição extremamente importante para as nossas... para a Sociedade Brasileira, naturalmente com o próprio Governo, para todos os Ministérios, na medida em que o IBGE é um grande produtor de informação, estatística, estudos, conhecimento para o aprimoramento das nossas políticas públicas e para que a própria sociedade possa ver e se enxergar e avaliar a sua mudança social, a sua mudança econômica e assim por diante, o IBGE é uma instituição por tanto, é uma referencia importante para todos nós, especialmente para a SAGI que se vale muito dos estudos das pesquisas e que se espelha e pede muita ajuda do IBGE na realização dessas pesquisas, por isso para nós começar essa nossa agenda de sexta-feira com debates, esse evento já de vários anos que temos aqui, organizados pela equipe da Júnia Quiroga, do Departamento de Avaliação e colaboração com os outros departamentos, portanto, iniciar com a Wasmália, é um reconhecimento importante para nós, para as Sextas com Debate e temos aqui a casa cheia que comprova o interesse nosso nessas temáticas. Bom como eu estava colocando, a temática que a Wasmália, vai aqui tratar conosco é sobre a: Agenda de desenvolvimento a partir de Riscos, ameaças e oportunidades. Ela 2

3 poderia certamente tratar de várias outras temáticas, mas essa é uma temática que está muito na agenda do IBGE, está na nossa agenda e de outros Ministérios também, e certamente por detrás dessa agenda, ela também vai fazer a menção a um conjunto de importantes pesquisas que o IBGE vem desenvolvendo, aprimorando ao longo desses últimos anos, não foi possível trazer no ano passado, em função de uma série de circunstâncias, mas de certa forma ela também vai falar sobre isso, por que isso também é muito do nosso interesse. Inclusive aproveitando o ensejo, a revista Brasileira de Monitoramento e Avaliação Nº 5, que deve sair publicada na internet agora em final de fevereiro, vocês sabem, nós temos ali a revista Brasileira Nº 3 e a Nº 4, que trazem artigos do Bolsa Família, elas estão ali para distribuição, mas a Nº 5 vai trazer uma entrevista inclusive com a Wasmália, exatamente sobre esse processo de reformulação e introdução de novas pesquisas do IBGE nos últimos anos. Isso fica pronto, portanto no final de fevereiro. Mas retomando desculpa, a digressão, a Wasmália vai tratar dessa agenda, a Wasmália é Presidenta do IBGE desde 2011, foi a primeira Presidenta do IBGE também, que só tinha Presidentes até então, ela é graduada em Economia, pela PUC do Rio de Janeiro, ela tem mestrado em Economia, pela PUC e doutorado em Economia, pela Universidade Luigi Bocconi de Milão na Itália. Ela é pesquisadora do IBGE, onde entrou em 1986, possui uma vasta experiência na área econômica, com ênfase em Economia do Trabalho, desculpa, de 86 é pesquisadora titular, você entrou no IBGE acho que antes não é Wasmália? Não, não é não isso, é que você comentou para mim que teve uma passagem pelo Seade e foi no inicio do Seade em 79, 80. Foi para o Rio de Janeiro, está certo, muito novinha, antes do mestrado, antes da... foi depois da graduação, nada disso, eu realmente enfim, desculpa. Ela morou perto da fundação Seade, tá certo. Bom, e ela atuou enfim, teve a sua tese reconhecida como tendo sido premiada pelo BNDES, uma tese que é uma referência nos estudos para todo mundo que trabalha com estatística de mercado de trabalho e desemprego. Ela enfim tem sido Diretora do IBGE, Diretora de Pesquisas ao longo desses últimos 10 anos e agora nesses últimos dois como Presidenta, mas está por detrás de uma série de reformulações importantes e de introdução de uma série de inovações nas pesquisas econômicas e sociais, além de outros estudos que o IBGE tem realizado. Agradeço então Wasmália pela sua possibilidade de arrumar tempo na agenda de estar aqui conosco e passo a palavra para você sem antes, quer dizer, não deixando de mencionar aqui para vocês também, que nós temos esses encontros de sexta-feira com debates, além de outras palestras que eventualmente a gente realiza não às sextas-feiras, mas nós já temos uma 3

4 programação já definida para o primeiro semestre, temos inclusive as próximas duas sextas-feiras, são sextas-feiras em que nós teremos no dia 7 de fevereiro o Rodrigo Lofrano, do DECOM, Departamento de Condicionalidades da SENARC, falando sobre Governança e Coordenação no arranjo intersetorial do Bolsa Família e dia 21 de fevereiro Jorge Martine, um pesquisador na área de demografia e meio ambiente, que vai falar sobre interfaces necessárias entre políticas sociais ambientais e demográficas, está certo. Queria agradecer ao Júlio Borges, que nos ajudou a organizar as sextas com debates ao longo do ano passado e também nessa transição que ele fez para o Pedro, agradeço também o Pedro, novo funcionário nosso aqui, que está agora responsável por conduzir essa agenda, por fim e absolutamente finalmente a última propaganda que eu ia fazer para vocês, é que nós temos um caderno de estudos aqui do Luiz Carlos Feres e Pablo Villatoro, estudiosos da área de pobreza e renda, conhecem esses dois pesquisadores e isso aqui é fruto da parceria MDS e Cepal a respeito da discussão sobre os indicadores de pobreza, um texto bastante interessante nesse sentido, faz uma discussão bastante abrangente sobre as limitações e potencialidades em diversas medidas e das pesquisas envolvidas no levantamento das estáticas de pobreza, temos também aqui o Censo SUAS publicado no final do ano passado, também aqui para disposição para vocês poderem retirar, uma publicação tradicional nossa nesse sentido e por fim o boletim SAGI, que é um boletim que em geral a cada mês a gente divulga na internet, a gente geralmente não imprime, temos alguns aqui só para... onde a gente divulga também algumas das principais pesquisas, instrumentos de monitoramento, sistemas e publicações e capacitações que a gente vem realizando. Obrigado Wasmália e passo então para você aqui a condução aqui da sua palestra, obrigado. A ideia é que a gente tenha uma hora de palestra e depois a gente abre para as discussões. Sra. WASMÁLIA BIVAR Presidenta do IBGE Bom, obrigada, bom dia e na verdade eu quero agradecer o convite da SAGI, particularmente do Januzzi, para vir aqui falar para vocês sobre algumas questões que nos deixam ansiosos a respeito do que será a agenda de desenvolvimento mundial pós 2015, que é exatamente o debate internacional que está sendo feito nesse momento sobre o que mesmo o mundo vai... quais serão os acordos que o mundo inteiro vai fazer sobre o desenvolvimento, por que 2015 é o momento de avaliação dos atuais objetivos do milênio e nesse momento vai ter que ser dito, sobre o que mais os países vão se acordar e quais são especialmente os indicadores que irão acompanhar com essas metas e consequentemente com quais 4

5 indicadores será feito esse acompanhamento. Então agradecer isso na verdade essa daqui eu fiquei devendo, por que eu acabei não podendo ir a uma apresentação do Comitê de Estatísticas Sociais que muitos órgãos participam, na verdade todos os Ministérios da área Social, hoje fazem parte, compõem o Comitê de Estatísticas Sociais e essa era uma discussão que estava sendo levada para lá, por que eu acho que interessa todas as áreas, por que todos se verão em algum momento envolvidos com esse debate e esse debate é muito importante e ele tem características de todas as naturezas, desde dificuldades técnicas, até questões políticas, até questões que precisam ser realmente avaliadas por todas e que o Brasil precisa ter uma posição mais ou menos consensuada a respeito de várias questões que estão envolvidas nesse debate. Bom eu sei que as vésperas, que logo depois de ter divulgado a PNAD contínua muita gente gostaria de saber mais informações ainda sobre a PNAD contínua, mas eu acho que a cobertura foi muito boa a despeito de não termos ainda disponibilizado os dados da pesquisa com todo o potencial que ela vai permitir, já esses dados eles são, não só pela sua abrangência, mas também pelo ineditismo eles interessam acho que bastante a todos aqueles que querem acompanhar temas associados ao mercado de trabalho, mas também não só no curto prazo, por que a pesquisa trás informações sobre detalhamentos de vários indicadores de emprego, por região, por sexo, por idade, por grau de instrução, o que permite analisar questões que até hoje não existia informação, não era possível tratar, então assim, na medida em que forem se apresentando eu posso ir fazendo o que o Januzzi pediu, apesar de ele ter me dado mais de 10 anos de idade, dele achar que eu não sou velha o suficiente, de ir comentando a... brincadeira. Comentando o que nós temos de produção ao longo desse processo, para onde eu aponto isso aqui? Bom nós tivemos esse ano passado a Conferência Estatística das Américas, que reúne os institutos de estatísticas de todo o mundo, ou de todo o mundo, de todas as Américas, a de todo o mundo vai ser agora em fevereiro e esse tema vai se apresentar fortemente, infelizmente eu recebi ontem os primeiros drafts dos diversos temas que estão sendo propostos para serem analisados para entrarem como objetivos do milênio, não tive tempo de sistematizar absolutamente nada para poder trazer aqui, mas em fevereiro a Comissão de Estatística das Nações Unidas, se debruça sobre o que são, o que é isso, o que será isso. Bom, não preciso falar para ninguém sobre a experiência nacional dos objetivos do milênio, ela para o mundo inteiro colocou desafios em termos de produção de informação e sistematização dessas informações, ela colocou questões também que dizem respeito, por exemplo, a detalhamentos, que as médias nacionais muitas vezes 5

6 não diziam nada, então eram necessários definir detalhamentos. O Brasil teve acho que uma experiência bastante rica, ao longo do processo, o IBGE também participou, o IPEA participou acho que de forma continuada, em algum momento se envolvia áreas diferentes do Governo, no momento acho que está sobre a coordenação da Casa Civil, mas de qualquer maneira os dados de um país como o Brasil, já existiam e não é dado só de produção estatística, mas também os objetivos das formas que foram formulados fizeram uso, acho que de boa medida de registros administrativos para vários dos objetivos, mas no mundo inteiro se fez um esforço muito grande para desenvolver as informações necessárias para acompanhar os objetivos... para acompanhamento dos objetivos do milênio, imagina isso espalhado pelo mundo, no mundo inteiro com diferenças muito grandes nos sistemas estatísticos e na capacidade de produção da informação, certamente representou um fortalecimento dos sistemas de informação, por que na medida que exigiu a sistematização dessas informações e a regularidade, na produção com regularidade, fortaleceu o sistema de informação ao redor do mundo e esse investimento, por exemplo, é algo que todos que participaram desse processo de algum modo e que acompanharam esse processo de algum modo, afirmam da necessidade de não ser descontinuado esse esforço e para não descontinuar esse esforço é necessário que alguns daqueles objetivos, não só por que eles não foram atingidos, mas por que são objetivos que muitos deles precisam ser monitorados realmente, você pode alcançar, mas aquelas metas ainda não eram tão ambiciosas assim, você precisa, o mundo precisa ainda acompanhar e acompanhar preferencialmente com aqueles indicadores que já estavam pré-definidos, por que aquilo representa um investimento importante, talvez para eles como Brasil não tenha significado, mas os países mais pobres certamente. Então esse investimento não pode ser perdido, discutir quais são as estratégias dos sistemas estatísticos e ai quando eu estou falando dos sistemas estatísticos, não estou falando da produção do IBGE de estatística, eu estou falando do que todo mundo produz de informação, todas as áreas federais, por exemplo, produzem de informação, por que já a primeira rodada dos objetivos do milênio e nós tivemos necessidade de utilizar registros administrativos, na próxima com ampliação temática, certamente isso irá ocorrer. A ampliação da demanda de informações por registros administrativos também irá crescer, pode ser que cresça alguma coisa para a produção do IBGE, mas certamente vai exigir de outras áreas que não seja o IBGE. Bom, eu acho que eu acabei falando um pouco de tudo, assim na Conferência Estatística das Américas desse ano, a Conferência dispõe de um... trabalha com grupos de trabalhos em 6

7 diferentes temas e o que se decidiu lá é que cada tema, cada grupo de trabalho vai acompanhar de perto aquele tema refletido na discussão, no debate dobre os ODMs e a questão é o que vai significar essa experiência passada em relação ao que está se vendo agora, o debate que está se realizando agora, como é que ele está, eu não vou repetir, os objetivos eram esses, são de conhecimento de todos não vamos falar muito sobre isso. O que eu queria... essa apresentação aqui está muito centrada em dois artigos que... dois papers da Divisão de Estatística, não, dos termos das Nações Unidas, um deles, é por que ele realmente faz um apanhado bem interessante do que foi a experiência da montagem dos indicadores no mundo, da primeira rodada e trás um debate importante sobre o que seria os novos temas e quais seriam as novas dificuldades que se apresentam no momento para montar esse sistema de informação, que é esse o primeiro que trata da... literalmente da agenda de desenvolvimento de julho de Esse outro paper ele na verdade, ele é o texto mais político que existe sobre esse assunto, por que ele trata... ele é esse grupo de painel de pessoas eminentes, ele une não só a nossa Ministra do Meio Ambiente, como também o Primeiro Ministro Inglês, então ele é o grupo mais político e obviamente o grupo mais político está muito mais o tom do que será, do que serão os objetivos, o que realmente o mundo está interessado, do que a discussão técnica. A discussão técnica pode até influenciar de algum modo, mas o que vai contar realmente é a discussão política a cerca disso, por isso trouxe..., a minha reflexão se baseia nesses dois e isso aqui foi um pouco do que eu apresentei na Conferência Estatística das Américas e aí vocês vão mostrar por que. Um pouco isso aqui repete o que eu já vinha falando sobre a preocupação das fontes de informação por monitoramento dos novos temas e outras preocupações, como esse paper aqui ele está muito bem estruturado, eu sugiro a leitura da parte de todos é realmente interessante. Então além dessa preocupação com as fontes de informação para a montagem dos indicadores, ele trás também uma preocupação também muito grande sobre a mensuração dos novos temas, que temas serão esses, de que maneira eles serão mensurados e temas transversais. Bom, a primeira questão que ele trata é a questão das medidas de desigualdade, quem acompanha como isso é feito no mundo, a gente de certo modo acompanha, por que é obrigado a acompanhar, por exemplo, medidas de desigualdade são trazidas, por exemplo, no relatório do PNUD sobre os indicadores de desenvolvimento humano. Já o próprio PNUD, por exemplo, ele reduz largamente o número de países com que ele vem trabalhando, quando ele chega nesse tema de desigualdade como ele usa o Gini, os 190 países caem para algo em torno de 90, mais 7

8 ou menos isso, Rafael é em torno disso não é? E mesmo dentro desses 90, a gente desconhece o que... o metadado desses dados, você sai comparando informações, você calcula o índice de Gini, todo mundo sabe calcular o índice de Gini, mas o que esse índice de Gini para diferentes países estarem representando, qual a cobertura? Então voltando a PNAD Contínua, até 2013 se fosse uma medida de curto prazo, esse Gini ele seria só para as regiões metropolitanas. Agora a gente pode dizer, bom, tem informação, como essa situação a particularidade do Brasil, não é uma particularidade do Brasil ao redor do mundo tem várias estatísticas que se concentram na capital, você tem estatísticas com abrangência nacional, tem outras que só vão para as áreas urbanas. Então já começa que as fontes de informação são muito diferenciadas ao redor do mundo e, além disso, existe uma grande dificuldade de você entender com clareza os movimentos do Gini. Embora seja um índice muito simples de ser calculado nós temos visto, por exemplo, que nesse movimento que se tem observado de crescimento do desenvolvimento econômico e social do país com um amplo impacto sobre o impacto de forma muito forte, na desigualdade, por exemplo, nós vemos de vez em quando uns picozinhos de aumento do Gini no Nordeste. Primeiro impacto esse negócio deve está errado, deve está acontecendo alguma coisa errada aqui, na verdade quando você começa a olhar, você começa a ver que na verdade o que está acontecendo é que em um primeiro momento de elevação de renda, você causa primeiro um aumento na desigualdade, ou seja, está acontecendo algo bom, que você está gerando mais renda em um lugar e tem um grupo de pessoas que antes viviam muito mal e agora estão se apropriando de uma renda maior e isso se reflete no Gini maior, com maior desigualdade. Aí você fala pô, agora eu estou entendendo, mas ninguém vai fazer isso na hora que apresenta o relatório, apresenta o Gini diz bom, o Brasil estava não sei aonde, agora esta não sei aonde, é assim que são apresentadas as questões. Então o Gini ele como qualquer indicador sintético, ele precisa ser analisado com cuidado e eu estou falando do Gini aqui, mas isso vale para qualquer outra medida, nem uma outra medida vai resolver essas questões que eu estou levantando aqui. Então o que talvez fosse muito melhor nós vermos a desigualdade entre grupos populacionais, entre homens e mulheres, diferenciais de cor, diferenciais regionais e etc. e muito mais ver diferenciais, por exemplo, entre os 10% mais ricos e os mais pobres e os 40% mais pobres, que isso te trás uma informação mais direta e sem tantas dificuldades de interpretação, por que afora a questão da informação, tem essas questões todas ligadas, mas certamente a desigualdade vai ser, será, será com certeza, algo discutido nessa rodada para introduzir 8

9 essa questão não só na agenda política, mas nos indicadores, e essa é uma questão que a gente tem que ficar bastante atento sobre as implicações que ela traz, medida de desigualdade. Que a dinâmica populacional tem que entrar na definição das metas é óbvio que sim, por que os países são muito diferentes no que desrespeito as taxas de crescimento populacionais, ao número de jovens, ao número de idosos, a questão de quão é concentrado, quanto é urbanizado e o quanto não é urbanizado e a questão da migração, por exemplo, que no caso do Brasil é, eu diria quase irrisória, entrada de imigrantes para outros países, isso é uma questão muito relevante. Então, com certeza o debate dos novos indicadores trará fortemente a questão da dinâmica populacional como algo importante a trazer diferenciais por qualquer que seja o indicador, trazer diferenciais que levem em conta essa dinâmica para tornar essa comparação dos indicadores um pouco melhor. E a questão da dinâmica populacional frente a um tema que será fundamental também nesse novo desenho dos objetivos globais que é a questão do desenvolvimento sustentável, o quanto cresce a população, o quanto crescem os recursos e que impactos tem isso sobre o planeta. Certamente é um tema que vai interessar demais. Então as medidas de sustentabilidade, elas com certeza trarão, entrarão e elas não são triviais, não são absolutamente triviais, 1º lugar, por que o número de iniciativas existentes hoje é enorme, eu acho que eu tenho inclusive um quadro que quase ninguém enxerga, só eu aqui pertinho do computador. Mas assim a quantidade de iniciativas dentro da Divisão de Estatísticas dentro das Nações Unidas, mas assim o NESSI, EUROSTAT o NESSI é os Europeus, os estatísticos Europeus, junto com o EUROSTAT, OCDE, mas também tem iniciativas que vão na FAO, tem o NEPI como é que fala em... já eu vou lembrar, enfim o número de iniciativas são enormes, cada um com a sua, o Banco Mundial com Waves, cada um com a sua, todas elas são extremamente complexas e todos eles vendendo o seu projeto para os países e cada país está adotando um modelo, no caso brasileiro, no caso do IBGE especificamente, não vou dizer nem no caso brasileiro, no caso do IBGE especificamente, nós estamos trabalhando no sistema de contas ambientais. Então fizemos um modelo, temos já com a ANA, com a Agência Nacional de Águas e alguns outros parceiros, já estamos organizados, já estão organizados inclusive os dados das águas de forma a utilizar o modelo das contas nacionais, que é um modelo nas contas nacionais de usos e recursos, você tem que montar uma tabela de usos e recursos, para que se faz... quanta água gasta, para que, montar esses coeficientes. Então toda a parte física de uma tabela de recursos e usos que é a base de construção das contas nacionais 9

10 já está sendo praticamente montada por esse projeto que o IBGE desenvolve em parceria com a ANA, obviamente com a participação enorme da ANA. No caso do resto, por exemplo, nós fizemos um... desenvolvemos internamente um projeto, que a qualquer momento a gente vai está divulgando, que é um projeto de uso e cobertura da terra, a ideia é dizer a cada 2 anos, cada pedaço da terra do território do brasileiro está dedicada ao que mesmo, entendeu? Aqui era a floresta, agora é o que? Continua floresta, urbanizou? Tem agricultura? O que aconteceu com cada metro quadrado do território, não com essa precisão toda, mas com uma precisão que é requerida, que nos permita montar uma matriz, do que vai de um uso para o outro a cada 2 anos, é um projeto magnífico, está sendo montado pela nossa área de geociências e isso por exemplo, é uma questão para o IBGE fundamental, por que o IBGE é Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, então a gente tem toda área de geociências e toda a área de geociências e as estatísticas, elas sempre caminharam cada qual no seu trilho, muito eventualmente, por exemplo na época dos Censos, esses trilhos se aproximavam, mas depois cada um ia para o seu lado e continuava. Meio ambiente é algo que realmente faz com que a configuração institucional do IBGE, faça todo o sentido, por que você precisa para fazer conta ambiental, você precisa primeiro dos fluxos físicos e quem entende disso é quem está estudando recursos naturais e sabe como montar esses modelos de uso da terra, sabe trabalhar com imagens, sabe trabalhar com esse tipo de tecnologia, que tem sido desenvolvido há muito no IBGE e o IBGE inclusive tem propaganda institucional, tem virado referência internacional nessa área, dessa área de não só de ter essas informações geocientíficas, mas elas integradas com as estatísticas, a nossa experiência tem sido bastante requerida e as pessoas, os institutos ao longo ao redor do mundo tem solicitado muito a nossa participação nessa área, para entendimento da nossa experiência, então nesse momento que dizer a elaboração das contas nacionais faz com que tenha essa necessidade de você ter os dados primeiro físicos, os fluxos físicos, para depois ter toda uma discussão do que significa em termos econômicos esses fluxos, para depois montar as contas ambientais e é nisso que o IBGE está trabalhando, mas todos eles aqui nos procuram, por que querem vender os seus modelos para a gente e a gente, bom, só consegue fazer um modelo de cada vez e como conta nacional a gente sabe, como a gente sabe, por outro lado como medir esses fluxos físicos, por que nós temos a área de geociências está ligada a estatísticas, e esse é o nosso projeto, esse é o nosso projeto. Mas como vocês vêm isso daqui não leva o mundo para um único lugar, para um único tipo de medida, por que, por exemplo, 10

11 quando você quer medir a produção econômica de um país, todo mundo sabe o que tem que fazer, tem que calcular o PIB, calcular as contas nacionais e para calcular as contas nacionais, tem um livrão desse tamanho aqui que te diz como é que faz isso e todo mundo tem que fazer o que está naquele livrão, no caso do meio ambiente não. Na discussão metodológica conceitual, ainda está cada um atirando em um lugar e isso é um problema, por que, estão lá os ODS, os objetivos de desenvolvimento sustentável, pós Rio 2020, não. Rio+ 20, Rio 2020, não estou fazendo projeção de população, é Rio+20, ela pós Rio+ 20, temos os objetivos de desenvolvimento sustentável, com certeza os objetivos de desenvolvimento não desconsiderarão o grande esforço feito lá dos objetivos de desenvolvimento sustentável e com certeza tentarão refletir algo do que está lá, mas no caso da sustentabilidade, que é um tema que certamente interessa ao mundo e tem que interessar ao mundo, a questão de como medir é algo que ainda está muito difícil, eu vou deixar a apresentação, depois vocês podem olhar de perto, o que são as diferentes iniciativas. Então isso daqui realmente ainda é um risco, é um risco, por que dependendo do que se escolhe, do que será escolhido vai ser um problema, bom outro tema que não dá para ser ignorado, quando a gente vai tratar... quando estamos envolvidos lá no debate o mundo está envolvido no debate sobre a agenda de desenvolvimento, é a questão do bem estar e aí a questão do bem estar e mais especificamente a iniciativa mais abrangente que teve em relação a isso que é o Relatório de Sarkozy, que trouxe uma proposta de mensuração do bem estar, junto com essa proposta de medir o bem estar, mais especificamente naquilo que diz respeito a mensuração do que é bem estar literalmente econômico, do ponto de vista econômico tem toda uma discussão no Relatório Sarkozy, que os países de algum modo... quer dizer, que não só as agências das Nações Unidas de algum modo estão mexendo, para de certo modo contemplar essas discussões e que está entrando na agenda dos países agora. Então uma delas é a questão da fronteira da produção, uma delas diz respeito a, por exemplo, o trabalho para o próprio consumo, como é que se mensura isso, como é que isso entra, como é que se mensura é até relativamente fácil, a questão é, como é que se valora isso, enfim a OIT, por exemplo, na conferência, na sua 19ª Conferência, 17ª Conferência, do ano passado amplia o que ela chama de trabalho, por que uma coisa é o trabalho no mercado, que é aquele que vai gerar remuneração e a outra coisa é o trabalho que representa de certo modo o esforço dos domicílios em gerar bens e serviços que não passam pelo mercado, mas que são muito importantes para o bem estar, não está lá no Relatório do Sarkozy e aí os desafios que podem sair daqui são grandes, por 11

12 que não só tem toda a produção domiciliar não contabilizada, mas tem outras, vão surgir muitas demandas para segmentos como as contas satélites que já tem, ambiental a gente está trabalhando, turismo a gente está com o Ministério do Turismo tentando montar uma plataforma institucional para construir uma conta satélite de turismo, domiciliares a gente ainda não tem muita coisa. Então vão ter demandas por mensuração de seguimentos específicos que são... que vão ser importantes para essa questão de novos agregados monetários que precisam ser mensurados assim como alguns fluxos de comércio que precisão também ter maior visibilidade que nós não temos ainda resposta para tudo e algumas delas ainda estão sendo fortemente discutidas e as experiências ainda são muito experiências mesmo, não é a produção regular por exemplo. A questão da valoração da produção domiciliar é uma, se tem algumas experiências até na região, acho que tem uma medida, por exemplo, no Equador que já fez um o que seria conta satélite da produção domiciliar e ela chega a algo como assim o PIB aumentaria de 12%, 12 pontos percentuais, se isso fosse contabilizado, por que na produção... por que não é só lavar roupa, que tem um valor danado, todo mundo tem que vestir roupa, mas é também todo um cuidado com os idosos, todo o cuidado com as crianças, todos os cuidados com os doentes, que é feito dentro dos domicílios e que não necessariamente passa pelo mercado, alguns desses cuidados passam pelos mercados, mas não passam, nem todos passam e na hora que você coloca valor nisso essas coisas tendem a ganhar um volume expressivo dependendo do país que você está falando, de infraestrutura institucional que o país tem para, por exemplo, para os cuidados e enfim, para garantir os cuidados. Aí começam alguns temas, aí eu coloquei na categoria das ameaças, por que os indicadores de governança, governança já é um conceito difícil, muito difícil e depois de se criar meta para isso e criar indicadores que envolvam isso é algo muito difícil e é mais difícil ainda por que quando a gente olha a experiência internacional e as iniciativas internacionais de tentar medir algo nesse sentido, sempre escorrega para algo tipo pagamentos de suborno, corrupção de um modo geral e normalmente com um viés de que pobre é corrupto, os ricos não, eles só são os corruptores, mas não entra nessa conta. E ai é muito difícil, por que as iniciativas são todas nesse sentido, as iniciativas globais, é na área da corrupção, ou então em questões também que são importantes para a gente eu acho, por que essas aí não podem ser negligenciadas, que é a questão, por exemplo, da segurança e a o número de homicídio por população pode ser algo que venha realmente... e se discute esse tipo de indicador como algo que possa ser medido globalmente como um indicador de governança. Nós temos só uma pequena experiência 12

13 de tentativa de medir, mas é muito ligada a uma publicação que nós temos que é um indicador de desenvolvimento sustentável e que nós trazemos na verdade são as atuações das diversas instituições. Quais são as iniciativas? Que acordo estão sendo feitos entre essas, por exemplo, nos comitês de bacia. Que infraestrutura institucional permite que você tenha maior governança para um determinado tema. Internacionalmente acho que existe sim, formas de você medir governança, eu acho que elas têm que estar associadas aos acordos globais, para que não fiquem algo solto no mundo, por que os acordos globais, os países subscrevem e acho que quem não subscreve também tem que ser de algum modo avaliada, a subscrição ou não aos acordos internacionais também tem que ser algo... por que os países mais ricos eles não podem escolher os acordos que eu gostaria que o mundo fizesse e esses daqui eu apoio e esses outros aqui não me interessa, então esses daqui eu não apoio, mas julga todo o mundo por aqueles outros. Então é preciso que uma avaliação desse tipo comece também pela subscrição aos acordos globais enfim, esse é um tema que eu acho que é sempre uma ameaça, por que ele é bastante subjetivo e ele traz... apela para questões que são politicamente muito complicadas e que algumas delas divide bastante mundo, então os países e o mundo com centros de poder, brigando sobre determinados assuntos, então acho que é bastante difícil. Outro tema que se apresenta recorrentemente... tudo isso que eu estou falando aqui eu gostei muito desse texto, por que tudo que eu ouvia ou lia, está resumido nesse texto, que realmente de recorrentes demandas de que esses temas apareçam no debate mundial. Essa questão do estado de direito, de novo volta a questão da corrupção, o estado direito ele obviamente a violência é uma das... é um dos aspectos, mas tem que considerar outros aspectos como o quanto existe de proteção aos indivíduos, de proteção social em diferentes áreas, que vão desde o mercado de trabalho, a pobreza, mas também ao direito de acesso a água que por exemplo, que é um tema que no mundo é muito relevante, então esse daqui é de novo eu acho que apresenta uma série de ameaças, quando eu falo ameaças é de que a discussão e os indicadores acabem sendo levados para um... que já nós coloca num papel desfavorável, já coloca o país numa posição desfavorável, de partida, não precisa nem saber qual é o resultado de cara já sai de forma desfavorável. Então a tentativa de influenciar acho que nessas questões é algo bastante relevante, os indicadores de conflito e construção da paz e aí óbvio que tem a questão das drogas, mas também das guerras, das crianças, de quanto da população está envolvida em conflito, que percentuais e que tipo de conflitos, tipo internos, de fronteira enfim, por aí tem milhões de questões, certamente essa também é 13

14 das mais complicadas e certamente as questões políticas que envolvem são muito delicadas para se chegar a acordos globais ainda que esse seja um tema que seja bastante relevante. Nós acabamos vendo na televisão tudo aquilo que se prolonga, no que desrespeito a alguns países, a alguns conflitos em alguns países, normalmente os interesses geopolíticos econômicos, por trás eles são importantes o suficiente para manter a comunidade internacional informada sobre aqueles conflitos, mas tem muito outros que não passa na televisão, por exemplo, não passa na televisão até hoje se vê muito raramente a questão do Congo e do uso das crianças como soldados e recentemente a gente... eu estive na Conferência sobre Trabalho Infantil e a representante do Congo levantando, perguntando como é que eu posso medir trabalho infantil quando são as forças armadas que requisitam as crianças? Usam as crianças como escravos, a taxa de mortalidade é altíssima e apanham e estão armadas, a família não consegue falar sobre isso, obviamente as autoridades não falarão sobre isso, mas como você vai dar visibilidade do mundo a questões como essa? E o Congo não aparece, a gente está lá vendo a Síria, o Irã, o que está acontecendo nesse Oriente Médio geral interessa a todo mundo, está na televisão todos os dias e ninguém fala do Congo e ali os direitos humanos são constantemente violados, mas como construir indicadores de conflito e de construção de paz de que maneira a comunidade internacional pode colocar essa questão e se envolver com ela, para trazer de fato para a agenda internacional que é algo que é muito... bom, o texto também fala sobre algo que também a gente sabe de experiência própria, aquela vivida, sobre as dificuldades de ter indicadores compostos, para trabalhar informações do mundo e avaliar indicadores compostos, não só ele tem um alto grau de subjetividade, mas sempre a sua construção ela é sujeita a diferentes avaliações, a diferentes posicionamentos. Eu faria diferente essa ponderação não seria assim, se fosse eu que estivesse fazendo a ponderação, esses pesos não seriam isso, mas não seriam esses os indicadores que eu colocaria no meu indicador composto, não serima esses os temas que eu colocaria, não existe como se consensuar em relação a indicador composto que não seja em valores monetários, por que esses você soma e tudo bem um real é igual a outro real, embora a gente tenha dúvidas sobre a paridade de poder de compra o Brasil faz parte desse projeto, se esforça para que o país tenha de fato a melhor representação possível nesse projeto, mas é uma luta também constante com o mundo inteiro de como é que vai ser, de como vão ser as PPPs. Então agregar informações dessa forma que são os indicadores compostos, para 14

15 servir de indicadores que acompanhem o mundo é sempre algo... nós já temos essa experiência com IDH e ela não tem sido uma experiência muito boa no sentido que a gente nem entende direito, por que as nossas posições são essas, você não sabe também interpretar, você não sabe por outro lado também medir exatamente as políticas, o impacto das políticas sobre esse tipo de indicador, por que não é tão direto assim e depois essas coisas, essa escolhas de Sofia, de que eu estou trocando um ano a mais de vida por um pouco a mais de renda ou um pouco a mais de renda por um ano a mais de vida, não acho que seja uma questão nada trivial e que a gente tem que ficar atento, por que as pressões para virem indicadores... por que quem está nos organismos internacionais e levando a frente essas discussões, eles estão vivendo um mundo teórico, por que eu sempre falo assim quando eu vou falar do IBGE, eu falo assim, bom, o que a gente vai explicar por exemplo, o TCU, a questão do nosso uso de suprimento de fundo, veio alguém aqui de Brasília, chega lá e senta e fala assim, mas vocês fazem muito uso de suprimento de fundo, é verdade, mas tem que usar o cartão corporativo e não colocar dinheiro na mão do funcionário. É mesmo? É, mas quando você está lá no interior da Amazônia, onde que você vai passar mesmo o cartão, aquele cartão serve para que? Sabe assim, tem o teórico e tem o mundo real e quem fica pensando essas coisas normalmente ele está no teórico e depois o mundo real é outra coisa, ou seja, ele precisa adequar o teórico ao mundo real, nada contra o teórico, eu acho que ele é fundamental para que a gente possa refletir o mundo real, mas tem que estar aberto aos ventos que sopram do mundo real. Os indicadores de satisfação, percepção e atitude, eles são... eles têm sido utilizados, tem sido utilizado de percepção de corrupção, percepção de bem estar, tem todo um projeto da OCDE, que eu acho até interessante, por que até agora eles não tentaram montar um indicador composto, mas você pode montar o seu, cada um pode entrar lá e dizer nesse modelinho deles lá como é que você montaria o teu sistema. Qual seria o sistema de ponderação para você ter o teu indicador composto do bem estar, aqui a dificuldade é... não é o fato, em 1º lugar não é o fato que normalmente essas questões são questões subjetivas, o IBGE faz levantamentos de natureza subjetiva e às vezes que nós fizemos não nos arrependemos de ter feito, por que elas de fato corroboram ou permitem, enriquecem o levantamento de natureza mais qualitativo, quantitativo que nós fazemos, a questão não é essa, a POF, por exemplo, está recheada, POF, Pesquisa de Orçamentos Familiares, está recheada de questões de natureza qualitativa, essa não é a questão. A questão que está se colocando é que as agências internacionais elas têm olhado para o mundo e têm dito assim, vou usar um 15

16 exemplo que afeta diretamente a SAGI e que nós soubemos outro dia. O mundo não faz pesquisas sobre segurança alimentar, poucos países fazem, os países que fazem pesquisas sobre segurança alimentar usando uma escala como é o caso do IBGE, que já faz que é uma pesquisa de percepção, é outra das que o IBGE faz, pesquisa qualitativa, a POF permite as duas coisas, permite através das quantidades de alimento e depois do consumo efetivo você de fato ter medidas sobre segurança alimentar quantitativas, mas você também tem... normalmente você coloca uma escala lá que te permite, a gente trabalha com estimativas que vem da PNAD e etc. que permite ter uma ideia de como é que anda essa questão. Então o Brasil faz, é dos que fazem e eu sei que, por exemplo, na região da América Latina, muitos países já tem as suas pesquisas de orçamentos familiares, não fazem no mesmo ano, fazem anos que são diferenciados. Então a agência internacional olha para isso e fala assim: eu não tenho em vários países e quando eu tenho em anos diferentes, tá bom eu contrato um instituto desses de pesquisa, seleciono uma amostra de pessoas em cada país, no Brasil, na Costa Rica e tenho uma medida mundial por país na mesma hora, no mesmo momento de segurança alimentar. Normalmente esses dados não são similares ao nosso, isso já aconteceu com o próprio PNUD, que no seu relatório de desenvolvimento humano colocou dados de segurança alimentar oriundos de pesquisas como essas no mesmo ano que o IBGE tinha feito uma pesquisa usando a PNAD, e enfraquece loucamente os institutos de estatísticas, por que nós vivemos ainda bem, em um país que as instituições estão se consolidando, mas já estão em um estágio de consolidação que permitam entender essas questões, mas tem muitos países que fala assim: me diz uma coisa, para o que você precisa de uma amostra de domicílios, quando tem aquele cara ali que está fazendo com pessoas, essa mesma coisa e ainda dá diferente do teu e quem usa é uma agência das Nações Unidas, ou seja, é o pior dos mundos. Os estatísticos do mundo revoltados com isso, os estatísticos, estatísticos, não é a categoria ocupacional, estatísticos irritadíssimos, por que essas metodologias por trás disso, não são as metodologias científicas para se fazer estatísticas, não são as metodologias que são cobradas pelo próprio sistema ONU, para realização das pesquisas, por que todos esses temas normalmente existe um manual, que explica como é que você tem que fazer para ter boas medidas dessa natureza, aí está lá o instituto de estatística se virando nos 30, como o IBGE, com recursos escassos para dar conta da sua demanda toda e aí vem alguém e fala pô. Então a demanda que o IBGE tem colocado é o seguinte, se pode... se o instituto, se as agências das Nações Unidas podem utilizar esse tipo de metodologia 16

17 isso tem que estar aberto para os países, não pode deixar os países fazendo a parte difícil e eles fazendo a farsa o que coloca os países em dificuldade e essa é uma luta completamente desigual, não pode ser assim. Então isso tem sido algo que tem sido enfatizado fortemente. Bom, as inovações obviamente são bem vindas, o IBGE tem explorado o máximo possível das inovações, não só as que... internet, computador, computador de mão, mas também a geotecnologia que tem nos ajudado bastante a fazer alguns avanços, não só do ponto de vista operacional, mas também do ponto de vista do que é possível dispor, colocar na mão dos usuários de formação especializada e consequentemente com um potencial de uso muito maior, o IBGE tem sido citado em vários desse artigos, mas também na literatura internacional sobre Produção de Estatística como sendo o país do Brasil como um país que avançou muito nesse assunto e isso daqui é a parte bem vinda dessa discussão. Bom, aqui é para dizer que nós conseguimos... nós fizemos essa proposta para a Conferência Estatística das Américas, de que os grupos de trabalho da Conferência acompanham os ODS e todos os objetivos de desenvolvimento sustentável e todas as discussões do objetivo do desenvolvimento do milênio para que a gente possa ir trabalhando. Os desafios são muito importantes para os estudos de estatísticas, mas é importante que todos aqueles que... para todos aqueles que lidam com a produção de informação, mas também para todos aqueles que lidam com os temas, por que substantivo, os políticos de verdade é preciso que essa discussão ela seja ouvida pelos políticos, por que se não depois você cria objetivos que a mensuração não é nada trivial e se teve algo que foi muito, muito, benéfico na definição dos objetivos de desenvolvimento sustentável, foi que eles foram simples, mensuráveis diretamente, tinha... complexidade obviamente tudo existe no mundo, exige um grau de complexidade, mas diante de tudo aquilo que foi possível construir, eles eram relativamente simples, muito diretos, sem grandes elaborações e isso que permitiu que de fato os objetivos de desenvolvimento do milênio, entrasse nas agendas dos países, por que se for algo muito complexo, muito... ia ser mais difícil. Bom a gente conseguiu que tivesse uma resolução, nas resoluções da Conferência Estatística das Américas de 2013, tem justamente o Brasil requisitou loucamente que esses parágrafos entrassem justamente prevenido sobre as ameaças, pelo menos duas, a questão dos indicadores compostos e a questão dos institutos privados, poderia ter mais questões envolvidas, mas a gente... foi o que a gente conseguiu e a partir daqui isso é encaminhado para as Nações Unidas e quem sabe a gente tenha alguma voz nesse sentido, enfim a questão é essa já está aí, está bem pertinho e essas discussões são 17

18 muito importantes. Eu vou de algum modo fazer circular um pouco o que são essas discussões que estão no âmbito da Conferência Estatística das Nações Unidas, com as instituições que estão presentes aqui, com esses papers que estão chegando aqui já são versão draft, mas que ajudam um pouco a ter uma noção do que é, mas eu sugiro a leitura desses dois aí que realmente é... traz esse debate e trás também todas as referências bibliográficas referentes a cada um desses debates. É uma leitura interessante, é mais ou menos era isso que eu tinha a dizer sobre esse assunto, obrigada. Sr. PAULO JANNUZZI - Secretário de Avaliação e Gestão da Informação do MDS Eu queria agradecer a Wasmália por essa abrangente exposição sobre os grandes temas nessa agenda de desenvolvimento pós 2015, essa reformulação ou repactuação dos grandes objetivos de desenvolvimento e também de desenvolvimento sustentável e essa reflexão muito interessante que ela traz também para a gente de como avaliar, como monitorar, como medir e acompanhar esses objetivos mostrando as dificuldades metodológicas que existem na produção da informação e na construção de indicadores, vamos dizer assim, internacionais efetivamente comparáveis, que de fato sirvam como referência para o aprimoramento da política social, da política econômica e não só para efetivamente criação de factóides, que muitas vezes não colaboram realmente para uma reflexão madura sobre o que precisa ser feito, o que precisa ser aprimorado do ponto de vista da gestão das políticas e das agendas específicas de cada país, como nós temos visto ao longo desses últimos 15 anos, através dos diversos relatórios internacionais. Mas então eu queria pedir aqui para a Júnia, fazer a coordenação dos trabalhos aqui de mesa, para receber as perguntas e fazer aqui então os encaminhamentos de respostas pela Doutora Wasmália, obrigado. Sra. JÚNIA QUIROGA MDS/ SAGI - Gente bom dia, obrigada a todos os presentes, espero que todas as pessoas... acho que todo mundo conseguiu sentar, um ótimo indicador de sucesso do evento, pessoas em pé. Eu queria pedir que ninguém fosse embora sem assinar nossa lista de presença, para quem nunca veio antes num Sexta com Debate, a gente sempre transcreve os novos participantes e eles passam a receber o convite do nosso evento que ocorre como o Secretário disse, quinzenalmente sexta sim, sexta não, o nosso próximo será dia 07 de fevereiro, depois disso 21 de fevereiro e a nossa agenda já está na verdade estabelecida até o dia 05 de setembro e para quem é do MDS já está disponível na internet e para quem não é do MDS, mas está 18

19 assinando a lista de presença aqui hoje vai sempre ser lembrado com antecedência desses eventos a cada 15 dias, são bem vindos a participar. Obrigada Wasmália por ter aceitado o convite de inaugurar o nosso evento e eu vou abrir as inscrições. Eu queria fazer blocos de 3 perguntas e respostas, por que aí fica mais fácil de a gente controlar o tempo, pode ser? E estabelecer uma teto máximo até 12:00, são 11:23. Já tem um inscrito, Rafael. Alguém mais? Marta, Ana. Pronto. As pessoas, por favor, antes das perguntas ou comentários, se apresentem em nome, filiação institucional, por que está sendo gravado e depois será degravado, Rafael, Ana, alguém mais? Daniel. Sr. RAFAEL OSÓRIO Instituto de pesquisa Econômica Aplicada - Obrigado. Agradecer a Wasmália pela apresentação, a SAGI pela organização do evento. Wasmália nós estamos juntos aí nessa história, já algum tempo, eu queria te fazer uma pergunta, por que a gente acaba por ofício freqüentando fóruns diferentes de debates dessas questões. Não falei meu nome não? Perdão, eu sou o Rafael Osório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, desculpe. Bom, mas aí a minha questão é assim, eu queria saber em que medida nessa discussão dos indicadores tem aparecido uma outra discussão que tem sido travada ali nas discussões mais políticas, que é a questão de como transformas os ODS não apenas em indicadores que sejam para acompanhamento de uma estratégia para os países em desenvolvimento, mas também que eles sejam para os países desenvolvidos, uma coisa que a gente vê já é a introdução da desigualdade, digamos ainda que seria o pós ODM-1, que é a questão da pobreza extrema, a gente sabe que não é um problema nosso, mas a questão da desigualdade une todos os países, a gente sabe que principalmente nos países mais ricos a desigualdade tem crescido, então essa é uma meta interessante a ser colocada. E eu queria saber mais, por exemplo, como é que isso está na área dos indicadores da saúde, onde tem na esfera política um debate, que sim essa é uma área onde a gente pode colocar uma série de indicadores que, por exemplo, questões como problema da obesidade que está aparecendo, das doenças relacionadas à obesidade, que são indicadores que valem também para os países desenvolvidos, mas principalmente em relação ao que vai ser feito do ODM-8, por que existe uma puxação de corda aí para todos os lados, por que os países ricos eles não querem mais se comprometer com financiamento do desenvolvimento, eles querem empurrar essa tarefa para países de renda média como o Brasil, quer dizer, nós já fizemos a nossa parte agora, é a vez de vocês. Então queria ouvir de você como é que é 19

20 que, esses debates se refletem na questão dos debates dos indicadores da produção de estatísticas. Sra. ANA MARIA SEGALL Colaboradora da SAGI - Bom dia. Eu também queria agradecer a Wasmália essa apresentação brilhante. Eu tenho perdido seminários do IBGE. Ana Maria Segall, sou professora voluntária agora da UNICAMP, já que eu me aposentei e colaboradora aqui da SAGI com alguma frequência. Eu além de agradecer a Wasmália, eu teria várias perguntas, mas eu queria concentrar em duas. Uma é nessa questão da governança, como você disse que é uma questão bastante polêmica. Eu queria saber se em algum momento apareceu a iniciativa de colocar a questão do controle social, nós temos no Brasil uma experiência muito importante das Conferências, diversas Conferências e também dos conselhos de diversas áreas e eu sempre vejo falar da história da governança, do ponto de vista muito negativo, como você coloca, a questão da corrupção. Mas como a sociedade civil poderia estar refletida nesses indicadores também. E em relação à questão dos indicadores de direito, eu queria saber se tem, como são incluídos direitos individuais como alimentação e habitação, por exemplo, e também direitos coletivos com relação as populações mais vulneráveis, se isso tem sido objeto de alguma discussão. E por fim, eu falei que era só dois, mas eu vou agradecer a sua colocação muito discreta, sobre essa história das Pesquisas Internacionais na área de Segurança Alimentar que eu tive a oportunidade de discutir algumas vezes, com algumas pessoas e realmente eu acho isso um absurdo e eu gostaria muito de fazer uma proposta que no Brasil pelo menos, na verdade se utilizassem os dados do IBGE, por que não é difícil fazer isso, quer dizer, compatibilizar os itens da escala e usar porque nós temos níveis de desagregação que essa pesquisa, do Galope, vamos ser claro, não vai poder fazer, ou seja, vai ser uma coisa genérica, provavelmente para o país e sem possibilidade de cruzamentos com variáveis, com indicadores muito importantes, por que o Galope não contempla essas questões. Então eu acho muito interessante e nós vamos ter a oportunidade de discutir no Seminário em fevereiro com a presença de pessoal aqui responsável por isso e também o IBGE, e acho que a gente vai poder avançar um pouco mais nessa discussão, mas pelo menos para deixar na orelha aí do pessoal essa preocupação, realmente que você coloca com muita propriedade, obrigada. 20

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