EXCELENTÍSSIMA SENHORA DESEMBARGADORA CORREGEDORA DO TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL NO CEARÁ.

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1 EXCELENTÍSSIMA SENHORA DESEMBARGADORA CORREGEDORA DO TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL NO CEARÁ. Investigação judicial eleitoral com pedido de liminar urgente! O PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA, PSDB, Diretório Regional, pessoa jurídica de direito privado, neste ato representado por seu Presidente Regional, por seus advogados infra-assinados, vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência, com fundamento no art. 37, 1 da Constituição da República c/c art. 22 da LC 64/90, ingressar com INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL, contra a prefeita de Fortaleza, LUIZIANNE LINS, em virtude do desvirtuamento da propaganda institucional com manifesta finalidade eleitoral a configurar abuso de poder político e do uso dos meios de comunicação, ameaçando gravemente a normalidade do pleito deste ano, como facilmente se demonstra das alegações expostas a seguir

2 Sobre a pertinência da Investigação na espécie, esclarece Djalma Pinto em sua obra Direito Eleitoral Improbidade Administrativa e Responsabilidade Fiscal : Na verdade, nem o art. 237 do CE, tampouco o art. 22, da LC nº 64/90, ESTABELECERAM UM MARCO A PARTIR DO QUAL PODE SER UTILIZADA A INVESTIGAÇÃO JUDICIAL. Entretanto, não pode o Direito ficar inerte, SEM CONTENÇÃO EFETIVA DOS ABUSOS QUE VISAM À CAPTAÇÃO DE VOTO, SOB O FUNDAMENTO DE QUE NÃO FORA FIXADO UM TERMO A QUO PARA MANEJO DESSA AÇÃO. Imagine-se, por exemplo, um Presidente de Assembléia Legislativa, que se declara candidato a Prefeito de determinada capital, 12 meses antes do pleito, USANDO PROPAGANDA INSTITUCIONAL PARA SE PROMOVER, VEICULANDO SUA IMAGEM NA MÍDIA, DISTRIBUINDO PANFLETOS, ENFIM, FAZENDO DIVULGAÇÃO VELADA DE SEU NOME COMO FUTURO CANDIDATO. É evidente, nesse caso, o abuso do poder político, o desvio de finalidade na propaganda institucional e o uso indevido dos veículos de comunicação. ( Editora Atlas, 3ª edição, São Paulo, p. 196). Ao longo deste mês de janeiro, as emissoras de televisão do Ceará, em horário nobre, vêm permanentemente veiculando, sob o disfarce de propaganda institucional da Prefeitura de Fortaleza, propaganda com conotação claramente eleitoral de promoção pessoal da Prefeita, anunciada publicamente e exaltada como candidata à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores, fato público e notório em todo o Estado. A Justiça Eleitoral não pode fechar os olhos à realidade, deixando de coibir abusos cometidos por gestores que se proclamam candidatos à reeleição e antecipam abusivamente a propaganda eleitoral, camuflando-a de propaganda institucional. Na verdade, de propaganda institucional não se trata a publicidade aqui denunciada

3 Na propaganda institucional não há possibilidade de veiculação da imagem, nome ou símbolos que possam caracterizar promoção pessoal de autoridade. O Parágrafo primeiro do art. 37, CF, proíbe expressamente a exibição de imagem do gestor. Logo, a massificação da imagem da Promovida, em horário nobre de televisão, em ano eleitoral, prometendo várias obras para os próximos meses de propagando institucional não se trata. Cuida-se sim, induvidosamente, de propaganda eleitoral com o indisfarçável propósito de sedimentar a imagem da candidata a reeleição em detrimento dos demais concorrentes. Tudo, o que é mais grave, pago com dinheiro público, sob a astuciosa denominação de propaganda institucional. Todas as ilicitudes cometidas contra a normalidade das eleições no Brasil podem e devem ser exemplarmente coibidas pela Justiça Eleitoral, impedindo que os detentores de Poder usem a máquina para divulgação de sua imagem, sendo o pagamento de respectiva fatura feito pelo próprio Estado. Ao buscar sua promoção pessoal através da propaganda paga com dinheiro do contribuinte - quando todos na cidade sabem ser a prefeita candidata à reeleição pelo PT - restou bem tipificado o desvio de finalidade e o cunho eleitoral da propaganda institucional, transformada abusivamente em pura propaganda eleitoral antecipada. A simples exibição da imagem da gestora, em franca campanha pela sua recondução no cargo, com dinheiro pago pela administração pública, configura, em qualquer democracia do planeta, ostensivo abuso do poder político e o uso indevido dos meios de comunicação a ameaçar a igualdade do pleito. Não bastasse a exposição da própria prefeita na televisão, dirigiu-se ela diretamente aos eleitores de Fortaleza, enfatizando obras realizadas pela administração, e o que é ainda mais grave, ANUNCIANDO A REALIZAÇÃO, PARA OS PRÓXIMOS MESES, DE DIVERSAS OBRAS DE ENORME IMPACTO NA POPULAÇÃO, abusando do poder político com nítido propósito eleitoreiro

4 Nos próximos meses, em que se inclui todo o mês de outubro, haverá eleições em Fortaleza. Daí dirigir-se a prefeita na propaganda institucional ao eleitorado. Não pode, assim, a Justiça Eleitoral ficar indiferente a tamanha ousadia, antecipando-se a propaganda eleitoral sob o disfarce de propaganda institucional. Mesmo sem ter iniciado o período eleitoral, antecipou a Promovida de forma dissimulada o debate que marcará as eleições que serão realizadas nos próximos meses. Eis o teor da suposta propaganda institucional, violadora do 1º do art. 37 da Constituição Federal, com finalidade nitidamente eleitoral: Companheiros e companheiras, Um novo ano se inicia, e quero desejar felicidades e trazer meu abraço a cada um de vocês. Quero, também, compartilhar alegria pelas importantes conquistas de nossa Fortaleza. A educação vive novos e melhores tempos. São mais de 260 mil alunos recebendo fardamento completo e gratuito, e também uma merenda escolar rica em quantidade e qualidade. Chegamos a 600 novas salas de aula, mais de 130 escolas foram reformadas e novas escolas de alto padrão estão sendo construídas. Além dos aditivos incorporados, os professores ganharam o tão esperado Plano de Cargos, Carreiras e Salários, já implantado, também, para os demais servidores municipais. Na habitação, já são mais de 16 mil moradias entregues ou em construção. Estamos segurando o valor das passagens de ônibus a mais de três anos

5 A saúde, também, está melhorando. Incluímos tratamento dentário, reformamos os postos de saúde e 36 deles funcionam também à noite, e 12 nos finais-de-semana. Hoje, os nossos médicos são os mais bem pagos do Brasil. O IJF está passando por uma importante reforma, e vamos começar as reformas do Frotinha da Parangaba, do Hospirtal N. Senhora da Conceição e do Gonzaguinha da Barra do Ceará. Nos próximos meses, iniciaremos importantes obras para nossa cidade e para nossa gente, como o Hospital da Mulher, as Praças de Atendimento das Regionais, os Centros Urbanos de Cultura, Arte, Ciência e Esporte para juventude, a requalificação da Praia de Iracema e muitas outras. Vamos em frente. Com trabalho e consciência social seguiremos juntos construindo uma Fortaleza cada vez melhor. O anúncio, com massificação da própria imagem na televisão, da construção de um hospital da mulher, especialmente nos últimos meses da gestão, tem propósito eleitoral. A ênfase nas ações dirigidas para a juventude e a revitalização de praia de Iracema não tem caráter educativo, tem o propósito de expor a imagem da candidata à reeleição numa agressão à Constituição e à normalidade do processo eleitoral. A antecipação prematura da disputa eleitoral, especialmente quando patrocinada com dinheiro do cidadão, constitui perigosa ameaça à legitimidade das eleições que tem como pilar fundamental a igualdade de oportunidade entre todos os candidatos. Por outro lado, o argumento de que ainda não se iniciou o processo eleitoral jamais pode ser utilizado pelos gestores para justificar seus atos cristalinamente abusivos praticados com finalidade claramente eleitoreira. Em Fortaleza, todos os cidadãos sabem que a prefeita já se lançou candidata à reeleição. Não há um único cidadão que não possa atestar essa circunstância fundamental para a aplicação do direito à espécie

6 O abuso consistente na veiculação de sua imagem na propaganda eleitoral antecipada, que disfarçou de propaganda institucional exterminou igualdade entre os futuros candidatos. Em relação a estes já se pode, porém, ter uma certeza: a prefeita será um deles em situação privilegiadíssima. Permitir uma agressão de forma tão ostensiva e prematura, através do abuso do poder político e do uso dos meios de comunicação, sob o argumento falacioso de que não se iniciou o período eleitoral, seria a consagração da esperteza agravada pela inutilização e desmoralização do Direito Eleitoral. Numa situação peculiar, em que já se sabe de ante mão que o gestor é um dos candidatos, como na espécie, o direito precisa ser aplicado levando em consideração essas circunstâncias fundamentais para sua correta incidência. Não se pode jamais desconhecer fato público e notório da maior importância para a aplicação do direito, que em Fortaleza, a prefeita se articula e age como candidata à reeleição em plena campanha eleitoral. Essa peculiaridade exige vigilância redobrada e compromisso ainda maior para a preservação da normalidade da disputa. Afinal de contas, os demais candidatos não contam com a propaganda institucional para fixarem sua imagem e propagarem suas plataformas de campanha, antes mesmo do início da propaganda eleitoral, o que lhes deixa em situação de patente inferioridade em relação à prefeita. A finalidade precípua do direito eleitoral é garantir eleições isentas da interferência de qualquer abuso de poder que comprometa sua normalidade. Esse objetivo maior não pode ser esvaziado pela astúcia de candidatos ocupantes de função pública, máxime diante de uma legislação que coíbe todas as espécies de abusos sem qualquer restrição temporal. Dispõe, a propósito o art. 22 da LC 64/90: Art. 22. Qualquer partido político, coligação, candidato ou Ministério Público Eleitoral poderá representar à Justiça Eleitoral, diretamente ao Corregedor-Geral ou Regional, relatando fatos e indicando provas, indícios e circunstâncias e - 6 -

7 pedir abertura de investigação judicial para apurar USO INDEVIDO, DESVIO OU ABUSO DO PODER ECONÔMICO OU DO PODER DE AUTORIDADE, OU UTILIZAÇÃO INDEVIDA DE VEÍCULOS OU MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, em benefício de candidato ou de partido político, obedecido o seguinte rito: I - o Corregedor, que terá as mesmas atribuições do Relator em processos judiciais, ao despachar a inicial, adotará as seguintes providências: b) determinará que se suspenda o ato que deu motivo à representação, quando for relevante o fundamento e do ato impugnado puder resultar a ineficiência da medida, caso seja julgada procedente ; Por sua vez, estabelece o art. 74 da Lei 9.504/97, de forma incisiva para conter os abuso na propaganda institucional: Art. 74. Configura abuso de autoridade, para os fins do disposto no art. 22 da Lei Complementar n o 64, de 18 de maio de 1990, a infringência do disposto no 1º do art. 37 da Constituição Federal, ficando o responsável, se candidato, sujeito ao cancelamento do registro de sua candidatura. Reiterando o repúdio da Justiça Eleitoral ao abuso na propaganda institucional como fator de desequilíbrio da disputa pelo pode a Resolução do TSE nº /2004, dispõe no seu artigo 45: A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos

8 Parágrafo único. Configura abuso de autoridade, para os fins do disposto no art. 22 da Lei Complementar n o 64, de 18 de maio de 1990, a infringência do disposto no 1º do art. 37 da Constituição Federal, ficando o responsável, se candidato, sujeito ao cancelamento do registro de sua candidatura. Sem a efetiva garantia da igualdade e dos princípios republicanos da impessoalidade e da moralidade, não haveria ambiente propício ao florescimento da democracia. A utilização da máquina administrativa com finalidade eleitoral encontra proibição expressa e vinculante na própria Carta da República ao prever em relação à publicidade institucional: Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: 1º - A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, DELA NÃO PODENDO CONSTAR NOMES, símbolos OU IMAGENS QUE CARACTERIZEM PROMOÇÃO PESSOAL DE AUTORIDADES ou servidores públicos. Na espécie, o foco principal da publicidade foi levar aos eleitores de Fortaleza XXX XXXXXXX uma mensagem positiva, ressaltando obras da própria prefeita que divulga propaganda eleitoral contendo suas propostas para os meses da eleição. É fato público e notório, do conhecimento de todos os cearenses, ser a Promovida candidata à reeleição. Os apoios e alianças são, inclusive, amplamente noticiados na imprensa. A prova mais eloqüente de que a Promovida age como candidata é que até mesmo o ilustre Governador Cid Gomes já lhe declarou apoio em todos os veículos de comunicação

9 A utilização de imagem de futuros candidatos na televisão é repelida pelo TSE até mesmo em propaganda partidária, assegurada pela Justiça Eleitoral aos partidos para veiculação de sua ideologia. Se não se admite sequer que a propaganda partidária seja utilizada para servir para promoção pessoal de candidato através da massificação de sua imagem, com maior veemência ainda se pode permitir a propaganda institucional, paga com dinheiro do cidadão, com essa mesma modalidade de abuso. Como se percebe dos seguintes julgados. REPRESENTAÇÃO. PROPAGANDA PARTIDÁRIA. PEDIDO. PROMOÇÃO PESSOAL DE FILIADO. PROPAGANDA DE PRÉ- CANDIDATO. DESVIRTUAMENTO. PROCEDÊNCIA. 1- PUBLICIDADE DE NÍTIDO CARÁTER ELEITORAL, FAVORÁVEL A FILIADO A AGREMIAÇÃO PARTIDÁRIA DA RESPONSÁVEL PELA VEICULAÇÃO DA PROPAGANDA, extrapolando os limites da mera divulgação programática do partido em relação a temas político-comunitários. (...) (RP-975, BELÉM PA, Relator JOSÉ AUGUSTO DELGADO, Publicação DJ - Diário de justiça, Data 24/8/2007, Página 186) PROPAGANDA PARTIDÁRIA. ALEGAÇÃO DE DESVIO DE FINALIDADE. EXCLUSIVA PROMOÇÃO PESSOAL. FILIADO. PRÉ-CANDIDATO. PROPAGANDA ELEITORAL ANTECIPADA. PRELIMINARES. INCOMPETÊNCIA DO CORREGEDOR-GERAL. INFRAÇÃO À LEI Nº 9.504/97. INÉPCIA DA INICIAL. FALTA DE CAPACIDADE POSTULATÓRIA. INTERESSE DE AGIR. DECADÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO. ILEGITIMIDADE ATIVA E PASSIVA. REJEIÇÃO. PEDIDO DE CASSAÇÃO DO PROGRAMA PREJUDICADO. PENA DE MULTA. PROCEDÊNCIA PARCIAL DA REPRESENTAÇÃO. 1. Na questão de ordem suscitada na Representação no 994/DF foi decidida pela Corte a fixação da competência do Corregedor-Geral para apreciar feito que verse sobre a utilização do espaço destinado ao programa partidário para a realização de propaganda eleitoral extemporânea, - 9 -

10 presente o cúmulo objetivo, sendo possível a dualidade de exames, sob a ótica tanto da Lei no 9.096/95 como da Lei no 9.504/ A utilização irregular da PROPAGANDA PARTIDÁRIA, COM O PROPÓSITO DE EXCLUSIVA PROMOÇÃO PESSOAL DE FILIADO, COM NÍTIDA CONOTAÇÃO ELEITORAL, em período vedado por lei, impõe a aplicação da pena de multa pela ofensa ao art. 36 da Lei no 9.504/97, na espécie, em seu grau mínimo. (RP-931, BRASÍLIA DF, Relator JOSÉ AUGUSTO DELGADO, Publicação DJ - Diário de justiça, Data 22/06/2007, Página 212) Ora, no caso da propaganda institucional a situação é muito mais grave quando o gestor candidato à reeleição exibe a sua própria imagem com o deliberado propósito de captar a simpatia dos eleitores. O comprometimento da normalidade do processo eleitoral é de tal magnitude que o art. 74 da Lei 9.504/97 pune esse intolerável abuso com a cassação do próprio registro do governante ao ser este postulado perante a Justiça Eleitoral. O eminente desembargador Rômulo Moreira de Deus, então corregedor da Corte Eleitoral, ao ensejo de deferir liminar em situação análoga, na AIJE , advertiu com lucidez: A conduta do Investigado, em tese, pode gerar gravame à lisura do pleito e ao exigível tratamento igualitário dos candidatos, porquanto os demais não detém o poder de realizar eventos de natureza similar e auferir, assim, os mesmos benefícios eleitorais. Isto posto, defiro a liminar requerida, para determinar que o candidato investigado se abstenha de realizar outros eventos desta natureza, envolvendo a Administração Pública e os respectivos servidores do Estado em sua campanha eleitoral

11 Por sua vez, o Ministro Marco Aurélio, Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, concedeu entrevista ao Jornal O Estado de São Paulo, edição de hoje, 16/01/2008(cópia anexa), salientando a influência da publicidade institucional no desequilíbrio entre os candidatos: O ESTADO DE S.PAULO Para TSE, publicidade gera 'desequilíbrio' Marco Aurélio afirma que investimento influi no resultado das eleições Felipe Recondo, BRASÍLIA O poder da publicidade governamental de influenciar eleições municipais é reconhecido pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio Mello. Essa repercussão representa desequilíbrio na disputa. E a mola mestra de qualquer certame eleitoral, de qualquer eleição, é o equilíbrio entre os candidatos. Se há candidatos favorecidos por esta ou aquela outra iniciativa, evidentemente ele leva vantagem em detrimento dos demais, diz o ministro. Para Marco Aurélio, a publicidade é capaz de influir nas eleições porque, infelizmente, a conscientização do eleitor é pequena. A disputa deste ano é preparatória das eleições nacionais de 2010, quando serão eleitos governadores, deputados federais, senadores e o presidente da República. Por isso, o pleito deste ano é importante para as pretensões futuras de políticos e seus partidos. O que se joga nas eleições municipais a rigor é que elas são preparatórias para as eleições gerais. Por isso sou favorável à data única, sem essa dualidade, tendo-se eleições de dois em dois anos, defendeu Marco Aurélio. Segundo o ministro, o pecado maior é o uso da máquina administrativa em benefício de uma candidatura. Há inúmeras regras coibindo e tentando evitar que o administrador, aquele que está exercendo um mandato, acabe colocando a máquina em prol de uma candidatura. O pecado maior é confundir a coisa pública. Por lei, explicou o ministro, os gastos com publicidade em determinado ano não podem superar a média das despesas dos três anos anteriores. Se a propaganda feita pelo governo federal ou pelos municípios interferir no resultado das eleições, o TSE pode julgar que houve abuso de poder econômico ou político

12 A punição, a depender da gravidade do caso, poderia ser a cassação do registro do candidato beneficiado e declaração de inelegibilidade por três anos de quem tenha promovido tal vantagem. Para que o tribunal julgue qualquer caso de suposto abuso, o Ministério Público, o candidato prejudicado ou partido político devem acionar a Justiça Eleitoral. Marco Aurélio Mello - Presidente do TSE Diante do Exposto posto, considerando a necessidade de transmitir pedagogicamente aos protagonistas do processo eleitoral que a Justiça Eleitoral não admitirá qualquer interferência abusiva contra a normalidade da disputa, sobretudo mediante a utilização da máquina administrativa comandada por quem pretende disputar a eleição na cidade, requer, com fundamento no art. 37, 1 da Constituição Federal, art. 74 da Lei 9.504/97 e art. 22, I, b da LC 64/90, seja deferida liminar determinando a proibição da exibição de nome, símbolo ou imagem da prefeita do Município de Fortaleza na publicidade institucional, assegurando, assim, um ambiente igualitário no pleito de outubro/2008. Deferida a liminar, seja comunicada às emissoras de televisão e rádio de Fortaleza que se abstenham de veicular, sob pretexto de propaganda institucional, qualquer publicidade do Município de Fortaleza contendo nome ou imagem da Promovida posto expressamente proibida pelo 1º art. 37, CF. Requer seja julgada totalmente procedente a ação reconhecendo e punindo o abuso de poder por desvio de finalidade com intuito eleitoral de promoção pessoal, aplicando esta Corte à Promovida a sanção prevista no art. 74 da Lei das Eleições e no art. 22 da LC 64/90. Pede deferimento. Fortaleza, 16 de janeiro de CARLOS MONTEIRO OAB/CE

13 PRONUNCIAMENTO DA SRA. PREFEITA LUIZIANNE LINS Companheiros e companheiras, Um novo ano se inicia, e quero desejar felicidades e trazer meu abraço a cada um de vocês.quero, também, compartilhar alegria pelas importantes conquistas de nossa Fortaleza. A educação vive novos e melhores tempos. São mais de 260 mil alunos recebendo fardamento completo e gratuito, e também uma merenda escolar rica em quantidade e qualidade. Chegamos a 600 novas salas de aula, mais de 130 escolas foram reformadas e novas escolas de alto padrão estão sendo construídas. Além dos aditivos incorporados, os professores ganharam o tão esperado Plano de Cargos, Carreiras e Salários, já implantado, também, para os demais servidores municipais. Na habitação, já são mais de 16 mil moradias entregues ou em construção. Estamos segurando o valor das passagens de ônibus a mais de três anos. A saúde, também, está melhorando. Incluímos tratamento dentário, reformamos os postos de saúde e 36 deles funcionam também à noite, e 12 nos finais-de-semana. Hoje, os nossos médicos são os mais bem pagos do Brasil. O IJF está passando por uma importante reforma, e vamos começar as reformas do Frotinha da Parangaba, do Hospital N. Senhora da Conceição e do Gonzaguinha da Barra do Ceará. Nos próximos meses, iniciaremos importantes obras para nossa cidade e para nossa gente, como o Hospital da Mulher, as Praças de Atendimento das Regionais, os Centros Urbanos de Cultura, Arte, Ciência e Esporte para juventude, a requalificação da Praia de Iracema e muitas outras. Vamos em frente. Com trabalho e consciência social seguiremos juntos construindo uma Fortaleza cada vez melhor. Tempo: 2 minutos Veiculado nas TVs cearenses no dia 13 de janeiro

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