A HISTÓRIA DA PROFISSÃO DOCENTE NA PRODUÇÃO ACADÊMICA

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1 A HISTÓRIA DA PROFISSÃO DOCENTE NA PRODUÇÃO ACADÊMICA Alessandra Andrade das Neves/USP INTRODUÇÃO REVISTA DA FACULDADE DE EDUCAÇÃO: APROXIMAÇÕES A UMA TRAJETÓRIA Este trabalho apresenta um estudo dos periódicos pedagógicos Revista da Faculdade de Educação e Educação e Pesquisa, órgãos oficiais da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. A escolha dessas revistas partiu de um exame preliminar que levou em conta sua relevância para o campo educacional. Relevância essa justificada pela constatação de que tais materiais apresentam-se como fontes divulgadoras de estudos científicos em educação que foram e ainda o são, no caso de Educação e Pesquisa feitos por especialistas brasileiros, muito embora verifique-se a participação de alguns pesquisadores estrangeiros na composição dos corpus textuais e em algumas das comissões editoriais 1 dessas produções. Outro critério orientador da escolha feita consiste no caráter regular da periodicidade das publicações, elemento que evidencia verdadeiros ciclos de vida, possibilitando estudos sistemáticos pautados, sobretudo, nesses registros pedagógicos, isto é, permitindo tê-los como fontes primárias de forte presença nas investigações desenvolvidas numa dimensão histórica. A análise empreendida nessa oportunidade contempla todo o período de existência dos periódicos selecionados: da criação da Revista da Faculdade de Educação em 1975 ao fim de sua trajetória em 1998, quando dá lugar à revista Educação e Pesquisa, que passa a substituí-la a partir de então. Educação e Pesquisa lança o seu primeiro número no ano seguinte e está em vigor nos dias atuais. Assim, o exame das revistas abarca 29 anos de publicação, sendo 23 referentes à Revista da Faculdade de Educação e 05 à Educação e Pesquisa, fazendo com que, como é de se esperar, tenhamos nos detido muito mais nos materiais provenientes da Revista da Faculdade de Educação do que nos do recente periódico que a sucede. Isso corresponde a um total de 30 volumes e de 56 números, dos quais, 45 dizem respeito à Revista da Faculdade de Educação e apenas 11 à Educação e Pesquisa. A periodicidade da Revista da Faculdade de Educação varia entre anual e 1 Na verdade, Educação e Pesquisa conta, desde sua criação (1999), com o apoio de estrangeiros na comissão editorial, ao passo que a Revista da Faculdade de Educação permanece muito tempo (desde seu início em 1975) sob a responsabilidade exclusiva de colaboradores vinculados à Universidade de São Paulo, sobretudo, à própria Faculdade de Educação. Somente a partir da década de noventa é que estrangeiros, bem como pesquisadores do Brasil não institucionalmente ligados à referida Universidade, passam a atuar na edição da revista juntamente com os membros locais.

2 semestral, mesmo assim, em apenas quatro ocasiões 2 publicou apenas um número por ano. Na maioria dos casos, dois números foram editados anualmente. Educação e Pesquisa, por sua vez, desde o seu início tem se caracterizado como publicação semestral. Na investigação desenvolvida, o objetivo central foi o de estudar uma parcela da produção acadêmica nacional aquela encontrada nas revistas pedagógicas eleitas, como se sabe. O objeto privilegiado em tal produção foi a profissão docente brasileira em perspectiva histórica. O período compreendido entre os fins do século XIX e as primeiras décadas do século XX corresponde à circunscrição temporal que se quis demarcar, haja vista a expansão da escola pública e o período de entusiasmo que se seguiu (CARVALHO, 1998; CATANI, 1989; NAGLE, 1978). Dessa forma, o estudo adotou, como procedimento metodológico de pesquisa, um recorte no material disponível a fim de reunir para análise somente os artigos relativos ao objeto e ao período especificado. O exame efetuado nos textos selecionados buscou apreender informações e representações sobre os agentes educacionais, as práticas de ensino, os espaços de formação e os de contestação, resistência e reivindicação, com a finalidade de traçar as principais preocupações e movimentos presentes na história da profissão docente do Brasil e nas ponderações trazidas pela Revista da Faculdade de Educação e por Educação e Pesquisa. As reflexões de Roger Chartier (CHARTIER, 2001; CHARTIER, 1988) em relação às representações foram o principal suporte teórico-metodológico dessa investigação. Dentre as conclusões, destaca-se um movimento de consolidação das análises em torno da questão, pois essas evoluem de específicas para unificadoras dos aspectos relativos ao magistério (formação, carreira, salário, entre outros). No entanto, não encontramos muitos artigos dedicados ao período que consideramos pertinente examinar, assim, expandimos um pouco as nossas fronteiras, levando em conta, também, a profissão docente nos anos de publicação das fontes. Decisão que foi alentada, em grande medida, pelas seguintes palavras de Elza Nadai: (...)... a História nos define muito mais os problemas com os quais o historiador se depara, do que aqueles que pretende investigar 3. REVISTA DA FACULDADE DE EDUCAÇÃO: ANTES E DEPOIS O periódico institucional da FEUSP não teve início com a denominação Revista da Faculdade de Educação, mas com a alcunha Revista de Pedagogia, sendo que nos dias 2 A Revista da Faculdade de Educação publicou somente um número por ano, apenas, em 1975, 1977, 1978 e Revista da Faculdade de Educação,v.15,no.2, 1989,p.155.

3 atuais persiste sob a designação Educação e Pesquisa, como já pontuamos. No entanto, como é de se esperar, a multiplicidade de nomes não se dá em vão. Representa diferentes fases. Com isso em vista, mais uma vez justificamos a nossa opção por privilegiar uma das etapas constituintes da trajetória do órgão impresso da FEUSP, isto é, a própria Revista da Faculdade de Educação, cuja periodização caracteriza-se como a de maior duração até o momento. De qualquer modo, julgamos oportuno dizer algumas poucas palavras tanto a respeito do que precede quanto em torno do que sucede tal impresso como se sabe, a Revista de Pedagogia e a revista Educação e Pesquisa, respectivamente. Conforme texto introdutório do Índice de 1975 a 1995, da Revista da Faculdade de Educação, escrito por Márcia Regina Franguelli, membro da Comissão de Publicações da Revista, compreender o surgimento da mesma depende da recuperação de um pouco da história da própria instituição que a publica. Assim, consideramos pertinente transcrever a pequena incursão histórica feita por Franguelli, posto que essa bem sintetiza o que buscamos mostrar: Em 1920 foi criada a Faculdade de Educação, que não chegou a funcionar. Pelo dispositivo da Lei 1750, de 08/12/1920, (...) A Faculdade de Educação publicará nos termos em que a Congregação resolver, uma Revista de cultura geral (...). Assim sendo, uma revista deveria ser publicada, mas como a Faculdade não saiu do papel, a Revista também não. O Instituto de Educação foi instalado em 1933, e no ano seguinte, foi incorporado à Universidade de São Paulo. Em 1938, o Instituto foi transformado na Seção de Pedagogia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade FFCL/USP, e posteriormente no Departamento de Educação. Essa Faculdade publicava a Revista de Pedagogia, com a finalidade de (...) a) Ser elemento de ligação entre a Faculdade e seus ex-alunos; b) ser órgão de informação e de atualização de professores não formados pela Faculdade e de seus ex-alunos; c) divulgar conhecimento educacional útil (...), buscando uma melhoria do ensino. O primeiro número dessa Revista foi publicado em 1955, com vários artigos e resenhas de livros, e o último número foi publicado em 1967, com o n.23 (p.09). A propósito da Revista de Pedagogia, José Augusto Dias, em depoimento também constante do Índice de 1975 a 1995, da Revista da Faculdade de Educação, ressalta a existência de problemas financeiros que possivelmente a teria levado à exigüidade: (...)... a revista vivia com extrema dificuldade e sobreviveu graças à abnegação dos professores da cadeira de Didática. Não sei precisar a razão de seu desaparecimento em 1967, mas imagino que a principal causa deve ter sido de natureza econômica (...) (p.13). Assim, ainda de acordo com Dias, muitos trabalhos de docentes do Departamento de Educação eram publicados em Boletins e Cadernos (p.13). A título de informação, mencionamos também outros periódicos pedagógicos em que os docentes do Departamento de Pedagogia publicavam trabalhos: Pesquisa e Planejamento e Estudos e Documentos. Tais impressos eram do Centro Regional de Pesquisas Educacionais Prof.

4 Queiroz Filho CRPE/SP, mantido pelo INEP, que funcionava no mesmo prédio do Departamento de Pedagogia FFCL/USP, na Cidade Universitária. Destinavam-se à divulgação de atividades e pesquisas realizadas por esse órgão. Pesquisa e Planejamento foi publicada de 1957 até 1975 (número 17), ao passo que Estudos e Documentos continua em atividade nos dias atuais, embora como publicação da FEUSP e não mais do CRPE/SP, uma vez que esse foi extinto em 1973 deixando seus bens para a unidade universitária, ou seja, Pesquisa e Planejamento e Estudos e Documentos passaram a ser periódicos da Faculdade de Educação. Por sua vez, a revista da FEUSP que vigora em nossos dias, Educação e Pesquisa, surge em 1999 com o volume 25, dando evidente continuidade à Revista da Faculdade de Educação, interrompida no volume 24, conforme assinalamos. Todavia, se Educação e Pesquisa demarca uma fase é porque deixa de ser apenas um espaço destinado à publicação de trabalhos docentes da FEUSP para expandir-se enquanto meio de divulgação da produção científica de pesquisadores não necessariamente atrelados à instituição, inclusive, muitos estrangeiros. Na realidade, como se destaca no Editorial do primeiro número de Educação e Pesquisa em relação à revista que a antecede, desde 1996 inicia-se uma inflexão no sentido de publicar uma maior proporção de artigos de autores externos à Faculdade de Educação, com significativa participação de autores estrangeiros (p.07). Tal abertura fez com que a Revista da Faculdade de Educação entrasse em um novo momento. Daí a sua extinção para dar lugar à Educação e Pesquisa. REVISTA DA FACULDADE DE EDUCAÇÃO: A QUE VEIO? Uma das funções da Revista da Faculdade de Educação, de acordo com a Apresentação constante de seu primeiro número, incide na prestação de serviços à comunidade através da divulgação dos estudos e investigações desta unidade universitária (FEUSP), oferecidos à apreciação dos interessados nas atividades pertinentes à educação em geral e ao ensino em particular (p.07). Com esta declaração tem-se a idéia de que a Revista dedica-se ao público mais amplo, isto é, tanto o leigo quanto o especializado, afinal, interessados em educação não parece sugerir nenhuma espécie de distinção entre os leitores a quem se destina 4. No entanto, ao dar prosseguimento à leitura do texto, 4 Problematizamos essa questão relativa ao público, porque, conforme se poderá verificar em tópicos vindouros, as questões da democratização e da participação popular na educação serão freqüentemente conclamadas a partir do término do regime autoritário. Antes, porém, época em que a Revista era lançada e em que expunha as funções a que se dedicava, como se pode supor, tal apelo não era feito, ficando evidente a restrição da Revista a poucos entendidos em assuntos educacionais. De qualquer modo, vale destacar que mesmo nos tempos de abertura política, apesar de propor reiteradamente uma maior interlocução entre

5 percebe-se o quão dirigido é o periódico a leitores do meio escolar ou acadêmico. Aí é que outras funções da Revista ficam evidentes: a publicação de trabalhos como elemento essencial da carreira universitária na qual os docentes estariam naturalmente empenhados, conforme a especialização a que se vinculariam 5 ; e, a apreciação crítica de interessados nas respectivas especializações (p.07). Entretanto a utilização do termo naturalmente naquilo que faz referência ao empenho dos professores da Faculdade de Educação, a nosso ver, traz outras conotações. Entendemos que a terminação sugere algo de sublime às ações que qualifica. É como se os docentes da FEUSP estivessem destinados a não ser mais que subservientes da instituição por uma razão que transcenderia explicações terrenas, como se estivessem em constante dívida pela grandiosidade que a unidade universitária a eles consagraria ao acolhê-los em seus recantos de ensino e de pesquisa. Trata-se de uma função que sem ser mencionada de maneira explícita, acaba sendo sempre desempenhada de forma bastante eficaz em diversos textos da Revista: a glorificação à instituição a que pertence e aos membros que dela fazem parte, ou, quiçá, que dela são partes integrantes. Com o intuito de justificar a que veio o novo periódico, Querino Ribeiro, diretor da FEUSP à época do lançamento da Revista, não deixa de afirmar o alto nível das produções docentes que, no limite, traduz a imponência da instituição: (...)... como tem sido intensa e constante a procura de nossos docentes para informar, esclarecer, ou simplesmente opinar a respeito dos assuntos de suas respectivas competências e, por outro lado, têm sido igualmente intensa e constante a produção de trabalhos de bom nível e de oportunidade, neste momento em que o problema da educação preocupa tanto governos e governados, a Faculdade acredita que não terá de enfrentar os mais difíceis óbices à manutenção de um periódico de nível e responsabilidade de sua Revista (...) (p.07-08). Introduzida tal questão, passemos agora a ilustrá-la melhor com outros exemplos ou situações que os textos da Revista da Faculdade de Educação nos oferecem. comunidades escolares (em especial pais de alunos) e educadores o periódico da Faculdade de Educação não revela nenhuma preocupação/ interesse em dialogar diretamente com tais comunidades. 5 Apesar de ser dedicada especialmente à publicação de artigos dos docentes da instituição, a Revista da Faculdade de Educação também acolhe textos de pesquisadores de outras instituições, dentro os quais, se destacam, por exemplo, traduções e transcrições de capítulos de livros. A seção Propostas é inaugurada com vistas à divulgação dos feitos da FEUSP em uma dimensão que extrapola a Universidade. Nesse sentido, apresenta a participação da instituição nos trabalhos do seminário de Reformulação dos Cursos de Formação de Recursos Humanos para a Educação, promovido pelo MEC, em âmbito nacional, mediante trabalhos resultantes das discussões, em nível de Universidade, nas duas primeiras etapas do seminário (1982 e 1983). Vale ressaltar que dentre os três textos que integram esta seção do volume 9 (1983), há um elaborado por alunos da instituição através do Centro Acadêmico Paulo Freire, órgão destinado justamente ao setor estudantil. Os outros trabalhos, por sua vez, foram produzidos por uma equipe de docentes da FEUSP. Era a primeira vez os estudantes do instituto ocupavam um lugar ativo no periódico da instituição.

6 REVISTA DA FACULDADE DE EDUCAÇÃO: PÁGINAS DE EXALTAÇÃO E MEMÓRIA A Revista da Faculdade de Educação constitui como é de se esperar de uma publicação oficial um meio de exaltação tanto da instituição criadora em si quanto das ditas pessoas notáveis que figuram na história dessa instituição. Assim, já nas páginas que iniciam o primeiro número da Revista, por exemplo, encontram-se, antes mesmo da Apresentação do periódico, uma fotografia e um texto em homenagem ao Professor Laerte Ramos de Carvalho, Primeiro Diretor da FEUSP, cuja breve gestão no início da década de 70 ( ) é tida pelo periódico como plena. A descrição detalhada da trajetória aparentemente ilustre do Professor Carvalho deixa a impressão de que para além da glorificação à vida de um homem está o registro do perfil daqueles que personificam a própria Faculdade de Educação: A vida do Professor Laerte foi muito breve. Breve e plena. Licenciou-se em Filosofia na antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, e, com pouco mais de trinta anos, alcançou por concurso a Cátedra de História e Filosofia da Educação da escola em que se formara. E, antes que completasse cinqüenta anos, foi Diretor do Centro Regional de Pesquisas Educacionais em São Paulo, Reitor da Universidade de Brasília e Diretor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, além de ter exercido uma ativa atuação docente e jornalística. Todavia, não transitou pelos cargos e funções na quietude cômoda dos que amam o usufruto de privilégios eventuais (...) Em todas as atividades que exerceu, o Professor Laerte foi sobretudo um educador. Não simplesmente pelas aulas que ministrou ou pelas suas reflexões e escritos sobre educação, mas pela força educativa de sua presença. Um dia, ainda muito jovem, num discurso como orador de turma, ele disse: o trabalho é o imediato exercício da personalidade (...) (p.05). Constatamos um certo exagero nessa homenagem feita ao Professor Laerte, não no sentido de sua contribuição à área educacional, mas no tratamento excessivamente moralizante atribuído à sua trajetória. Em outras palavras, ao levarmos em conta as observações contidas no documentário Barra 68 pra não perder a ternura, de Vladimir Carvalho (2000), podemos perceber que a atuação do Professor Laerte enquanto reitor da Universidade de Brasília era bastante ausente, já que constantemente se negava a discutir reivindicações estudantis durante o acirramento da repressão do regime militar. Mais que isso, talvez se possa dizer que durante os tempos em que ocupou a reitoria da UnB, seu comportamento chegou a ser mesmo negligente, afinal, no referido filme existem depoimentos que categoricamente denunciam o cotidiano do Professor mergulhado em um estado quase que permanente de embriaguez alcoólica. No artigo Sobre a instituição de Estudos de Educação Especial na Universidade de São Paulo, Elsa Lima Gonçalves Antunha e Heládio César Gonçalves Antunha, propõem

7 a instituição de currículos de habilitação em educação especial no curso de graduação em Pedagogia a partir de estudo realizado no início da década de 70 a pedido do Professor Laerte Ramos de Carvalho. Os autores, além de seu testemunho, não deixam de transmitir palavras de primor ao Professor Laerte, o que, para nós, constitui senão outro exemplo de apreço à instituição por meio do reconhecimento daqueles que seriam pessoas ilustres para a Faculdade de Educação. Passamos à citação de trecho condizente com o que temos questionado: (...) Logo após a fundação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, ou seja, nos inícios de 1970, fomos solicitados por seu Diretor, o Dr. Laerte Ramos de Carvalho, a estudar o problema da implantação, nessa Escola, dos estudos sobre a educação de excepcionais. Viemos, pois, desde esse momento, procurando examinar o assunto com a seriedade que o mesmo requer, sob a liderança esclarecida e estimulante do saudoso Diretor da FEUSP. O seu falecimento, embora tenha sido um rude golpe para todos os que com ele conviveram e tenha privado a FEUSP de sua orientação segura e entusiasta, obrigou a esta instituição, por outro lado, ao compromisso de continuar a perseguir as metas que ele se havia proposto e a prosseguir sua obra também nesse campo (p. 28). Heladio César Gonçalves Antunha, em seu artigo As origens da Faculdade de Educação da USP: a introdução dos estudos pedagógicos de nível superior no Estado de São Paulo, também procura exaltar, mesmo sem o dizer abertamente, a importância da instituição como corporificação de grandes nomes, não obstante esta tenha sido instituída apenas cinco anos antes da publicação do referido texto: A Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, como unidade universitária integrada na estrutura da Universidade de São Paulo, é uma instituição de recente criação, embora suas raízes se estendam por um passado histórico bastante longo que, nos seus inícios, se confunde com a própria criação do sistema público do ensino mantido pelo governo paulista. Na verdade, à Faculdade de Educação, ou às instituições de que é a legítima sucessora, têm estado vinculadas direta e indiretamente, algumas das mais importantes personalidades paulistas ligadas aos estudos, às pesquisas e às iniciativas e atividades educacionais (p.25). Na verdade, com essas palavras, Antunha argumenta que entre as primeiras regulamentações/ dispositivos legais 6 para a instalação de centros de aperfeiçoamento para o magistério, a faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (criada em 1934) e a atual 6 O autor se reporta, em especial, à Reforma de Sampaio Dória (Lei no. 1750, de 1920) e ao Decreto no. 3356, de maio de 1921, no que tange à implantação de uma Escola de Altos Estudos Pedagógicos em São Paulo, embora essa escola não tenha chegado a instalar-se de fato, criou-se pela Lei 1750 uma Faculdade de Educação com o objetivo de desenvolver altos estudos no campo da educação, da filosofia e das artes e de preparar pessoal de alto nível para as tarefas da educação (ANTUNHA, H.C.G., v.1,no.1,1975,p.25). Por seu turno, Elza Nadai em O projeto republicano de educação superior e a Universidade de São Paulo, afirma que uma proposta de Ensino superior para o Brasil surgiu nos inícios da república, para ser concretizada em São Paulo como fruto de discussão entre os membros da burguesia cafeeira, tendo sua consolidação com a criação da Universidade de São Paulo em 1934 (NADAI, E.,v.8,no.2,1982).

8 Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, haveria uma evidente continuidade histórica: (...) a Faculdade de Educação que, herdeira de todo esse passado e contando, pois, com uma extraordinária tradição de estudos e de pesquisas, já nascia amadurecida e pronta para exercer, em novas bases, as funções de liderança universitária que lhe cabem (...) (p.41). O artigo Para uma História da Educação Brasileira: perspectivas duma pesquisa histórico pedagógica (A propósito de um novo acervo documental), do Professor Francisco da Gama Caieiro, denuncia o desconhecimento de acervos por parte de pesquisadores da área de História da Educação, além de revelar o quão pequena tivera sido a circulação bibliográfica entre bibliotecas e arquivos sobretudo de Portugal para o Brasil. Ele destaca, com certa veemência, a incorporação de novo fundo, na Seção de Documentação e Informação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, constituído por reproduções fotográficas de documentos inéditos e de impressos de extrema raridade, com interesse para uma história das Idéias e da Educação no Brasil (p ). Com isso, mais que o simples relato do fato, Caieiro sugere o pioneirismo da FEUSP em relação à organização documental e ao avanço nas pesquisas históricopedagógicas. Aliás, não nos parece ser por acaso que o autor encerra seu artigo com as seguintes linhas: Assim, com o material ora coletado que se repute de invulgar importância à luz da História da Inteligência Brasileira se pretendeu, como intenção precípua (a cuja custódia foi confiada a documentação em apreço) dum acervo arquivístico que permita àquela atingir mais perfeitamente sua finalidade pedagógica, com vista à melhoria das condições de pesquisa e a facilitar a preparação de trabalhos acadêmicos originais na carreira docente, nomeadamente teses de Mestrado e Doutorado (p. 61). Todos esses casos, como temos insistido, constituem formas de enobrecer a Faculdade de Educação. Em se tratando particularmente daqueles que se reportam ao Professor Laerte Ramos de Carvalho, entendemos que o uso da memória ali se apresenta não apenas como necessidade de enaltecimento à Faculdade de Educação, mas como um dos olhares possíveis que embora não correspondam fielmente à realidade, não deixam, contudo, de evidenciá-la, haja vista o fato de que a mimetizam, como diria Auerback (1971), ainda que produzam o ocultamento de certos aspectos (e não fatos concretos) ou uma nostalgia quase que desenfreada de tempos, lugares ou pessoas que em verdade não existiram, quando só as lembranças positivas ficaram graças ao apagamento das eventuais recordações indesejáveis, como denuncia Michael Pollak (1989) no artigo

9 Memória, esquecimento, silêncio. Parece que às vezes dispomos da memória na medida em que queremos... REVISTA DA FACULDADE DE EDUCAÇÃO: TEXTOS EM CONTEXTO... O periódico pedagógico da FEUSP não obstante a propaganda institucional que veicula, não deixa de sofrer restrições, por conta de males financeiros, em alguns momentos de seu ciclo de vida. Ao se realizar uma breve incursão na sua história, verifica-se, em certos períodos, uma aglomeração de páginas ora bastante avultada, ora extremamente reduzida, quando não ocorre a ausência da publicação. Esses fatores referentes à materialidade do impresso, como nos ensina Roger Chartier (1988), são para nós indícios, assim como definiria Carlo Ginzburg (1987), vestígios indiretos que embora não necessariamente traduzam agruras orçamentárias, estabelecem-se, para nós, como pistas que nos permitem levantar tal hipótese, aliás, a ser afirmada, senão confirmada, por depoimento presente no Índice de 1975 a 1995 da Revista da Faculdade de Educação, feito pelo Professor João Teodoro d Olim Marote, membro da Comissão de Publicações entre 1984 e 1989: Na época, a quantidade de artigos encaminhados à Comissão variava muito. Quando tínhamos dinheiro para publicar, não havia artigos ou, quando tínhamos artigos, não havia dinheiro. Havia outra variante, artigos muito fracos, com muitos erros de português. Para as redações ruins costumava-se devolver o texto ao autor, para que ele fizesse uma auto-correção. Isso nem sempre dava certo. Se quisesse publicar o trabalho, a própria Comissão é que tinha que corrigi-lo (p.16). Também os volumes de 1986 (número duplo) e 1989 (número 01) trazem outras informações que nos fazem compreender ainda mais a situação calamitosa em que as revistas de ensino e outros periódicos pedagógicos estariam diretamente envolvidos. Estamos a nos referir aqui aos relatórios conclusivos do II e III Encontros de Revistas Brasileiras de Educação que revelam densas dificuldades sobretudo para a sobrevivência e circulação dos periódicos. No mais, o quadro histórico das décadas de 80 e 90 revela a perpetuação de discussões sobretudo relacionadas à qualidade do ensino (supostamente perdida com a democratização do acesso às escolas) e à participação popular no processo educativo, bem como à docente em âmbito político-educacional 7. 7 O Documento preliminar para reorientação das atividades da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (R.Fac.Educ,v.10,no.1,1984) e o texto Obstáculos institucionais à democratização do Ensino em São Paulo (R.Fac.Educ,v.10,no.1,1984), do Professor José Mário pires Azanha, bem exemplificam isso.

10 Em Alain ou a Pedagogia da Dificuldade, por exemplo, José Mário Pires Azanha, Professor do Departamento de Filosofia da Educação e Ciências da Educação da FEUSP, ao defender concepções didáticas de Alain e de H. Arendt, critica a má qualidade do ensino da escola atual atribuída, entre outras hipóteses ao uso de tecnologia educacionais que se pretendem científicas (p. 09), bem como as idéias de integração lar-escola, criatividade e ensino recreativo, aludindo à perda da autoridade docente em favor de concepções educacionais que prestigiam a autonomia infantil. Já em Democratização do ensino: vicissitudes da idéia no ensino paulista, o mesmo autor distingue entre a propaganda e a ação democratizadora (p.93), atendo-se ao exame da segunda. Neste sentido, analisa alguns esforços de democratização do ensino do Estado de São Paulo, através dos seguintes episódios: Reforma Sampaio Dória (1920); expansão da matrícula no ensino ginasial ( ) e tentativa de renovação pedagógica proposta pelos Ginásios Vocacionais, concluindo que não se democratiza uma instituição pública como a escola sem que ela alcance a todos. Esta trivialidade do credo democrático em educação, tão facilmente aceita no plano teórico, parece que causa repugnância na prática porque exaspera a sensibilidade pedagógica dos especialistas preocupados com a qualidade do ensino (...) (p. 98). Todos esses textos se referem senão à mesma discussão, a democratização. Ao que pudemos verificar, após o fim da ditadura e o término da violenta repressão que continha, em certa medida, os apelos reivindicatórios pela melhoria das condições educacionais como um todo e, em particular, por aquelas condições referentes ao trabalho docente foram retomados com bastante intensidade. Nos anos iniciais da Revista da Faculdade de Educação, há textos nitidamente descaracterizados de um tratamento tão crítico quanto o que permeia, por exemplo, os primeiros anos da década de 80. Há nos anos 70, em vez disso, uma espécie de apatia nos textos que, não raro dedicam-se a temáticas que, pelo menos em termos cronológicos, tendem a se distanciar da realidade que se vive no momento, ou, em outra perspectiva, há textos dedicados a metodologias e a orientações tecnicistas, conforme o que requer a Lei de Diretrizes e Bases (Lei 5692/71), ainda que, posteriormente, tais orientações venham a ser questionadas por diversos autores, destacando-se o Professor José Mário Pires Azanha, que à época ocupava cargo no Conselho Estadual de Educação de São Paulo. REVISTA DA FACULDADE DE EDUCAÇÃO: RETRATOS DA DOCÊNCIA

11 O que procuramos ressaltar nesse tópico diz respeito, sobretudo, às representações como diria Roger Chartier (1988) de professor encontradas nas leituras que fizemos das páginas da Revista da Faculdade de Educação. Há artigos da Revista que claramente revelam a concepção de docência comum à grande parte dos textos publicados: profissão como sinônimo de missão, muito embora existam outros críticos a essa visão. Em conferência 8 pronunciada em aos alunos do Curso de Introdução à Educação Especial, da FEUSP, Miguel Reale valoriza as generalidades em detrimento das especialidades, ressaltando, justamente, o entendimento do magistério como algo superior, isto é, que deve ultrapassar o caráter profissional ou para ele limitado, que, por vezes, seria inerente às práticas docentes. O autor destaca que o mestre deve ser realmente habilitado ao exercício completo de sua profissão ou, por melhor dizer, de sua missão (p.13). Ainda em suas considerações, Miguel Reale admite ser um professor que, por natural vocação, não podia deixar de ter interesse permanente pelos problemas educacionais (p.13). Ora! O uso desse vocabulário sacerdotal missão, natural vocação, entre outros exemplos que poderiam ser citados se faz significativo na medida em que aponta para o desapego à remuneração em nome do amor à profissão, amor desmedido que supõe o enfrentamento de qualquer dificuldade para além do apreço ao que é material, afinal, partindo dessa compreensão acerca do magistério, é preciso dar-se integralmente sem esperar recompensas concretas, isto é, pecuniárias. A nobreza da profissão deve fazer o professor contentar-se com os avanços discentes conseguidos graças à dedicação concedida pelo verdadeiro magistério ao alunado (NADAI, 1991). Saber que discursos dessa natureza já existiam no advento da República, quando eram recorrentes os apelos à benevolência do professorado em nome de uma suposta salvação nacional que do magistério dependeria (NADAI, 1991; NUNES, 2000; NAGLE, 1976; NAGLE, 1978; CATANI, 2000; CATANI, 1989), e que, várias décadas depois, pelo que se pôde constatar com o estudo fizemos acerca da Revista da Faculdade de Educação, tais falas ainda persistiram, nos impressiona sobremaneira... A propósito do que temos enfatizado e, ao mesmo tempo, trazendo a este ensaio questões relativas à História da Profissão Docente no Brasil entre os fins do século XIX e as décadas iniciais do século subseqüente, assinalamos o artigo Produção Didática e Programas de Ensino das Escolas Paulistanas nas Primeiras Décadas do Século XX 8 Conferência reproduzida no v.01 da Revista, com base em gravação, sob o título A Educação Especial.

12 (1989), da Professora Circe Maria Fernandes Bittencourt, cujo texto revela que os programas de história, produzidos na época, tinham por finalidade a construção única, unificadora e uniformizadora de uma identidade brasileira. A partir de tais programas, segundo a autora, os professores, enquanto agentes de salvação, desenvolviam suas práticas visando, justamente, a constituição de uma unidade nacional. Seria o projeto de uma educação nacionalista (projeto republicano) que vigoraria na primeira metade do século XX, em grande medida, graças à atuação docente: O projeto de uma educação nacionalista (...) evoluiu, com um ritmo bastante constante até 1939, ano a partir do qual a escola passou a ser considerada como parte integrante da política nacional (p.168). Em O Ensino de História e a Escola de 1 o Grau, Elza Nadai esclarece a importância do ensino de história na missão docente de salvar a nação, ressaltando que a prática pedagógica, num período que vai dos anos iniciais do regime republicano à década de setenta, esteve marcada pela sagração a personagens que representariam a história da Pátria, compondo a memória discente e, sendo lembrados nas comemorações escolares. De acordo com Nadai, deve-se buscar o momento da entronização do herói e as suas razões (p.155): (...) A seleção de Tiradentes, por exemplo, esteve relacionada sobretudo ao movimento da institucionalização da República, nos seus primórdios, da sua afirmação face aos movimentos de contestação e resistência que lhe moviam os monarquistas e os liberais radicais; representa a afirmação da legitimidade de história da própria República. São problemas como estes que sugerem o fato de que a História nos define muito mais os problemas com os quais o historiador se depara, do que aqueles que pretende investigar (p.155). Para a autora, portanto, (...)... a disciplina escolar apresentava-se como a concepção de História, e não uma concepção que foi elaborada no interior da instituição do liberalismo, e juntamente com a institucionalização do sistema público de ensino (p.156). Mas, para nosso alívio, nos deparamos com a tentativa de rompimento dessa crise de identidade profissional na qual o professor se torna missionário, e verificamos uma certa afirmação do professor enquanto trabalhador. Nos referimos aqui aos episódios grevistas de São Paulo, sobretudo os pertencentes aos fins da década de 70 e primeiros anos do decênio que se seguiu. Eventos nos quais verifica-se a mobilização do magistério que toma consciência do engodo sacerdotal (LUGLI, 1997).

13 Coerentemente com a desmistificação do papel docente, Heloísa Dupas Penteado, no texto A sociologia na formação do professor de 1º e 2º graus 9, afirma que os professores clamam greves principalmente por melhores salários. A autora se antecipa a indagações como: (...)...e as melhores condições de ensino que são juntamente reivindicadas? (p.60). Às quais responde: (...)... bandeiras menores, trêmulas flâmulas perto dos pavilhões desfraldados em torno da questão salarial, não menos importante (idem). Ao mesmo tempo, a autora reconhece: (...)... esse professor que até há pouco exercia o magistério como um sacerdote. E, se o sacerdote, cometia o pecado, que a Igreja também cometia até há pouco, de uma ação paternalista, assim também procedia o professor; se o sacerdote cometia o pecado de ensinar verdades prontas, acabadas, indiscutíveis, ou seja, de ensinar dogmas, assim também agia o professor, diferindo do sacerdote apenas por ensinar dogmas científicos, por paradoxal que pareça; e se não cometia, como o sacerdote, o pecado de ignorar os valores e crenças originais daqueles que procurava conquistar era apenas porque tinha a mesma origem do seu rebanho. Mas é importante nos lembrarmos de que esse professor que cometia todos os pecados já citados, também tinha, como o sacerdote, o mérito de acreditar na importância do seu pastoreio, de querer conquistar todas as ovelhas para o seu rebanho, dando atenção especial às desgarradas, de estar posicionado diante da vida e da educação ao desenvolver a sua ação, orientando-se por princípios e objetivos clara e explicitamente definidos, por mais discutíveis que pudessem ser esses princípios (p.159). Ainda, a professora Beatriz Alexandrina de Moura Fétizon, no artigo A propósito da formação de professores, recupera dois momentos na história da USP sua fundação, em 1934, e sua reforma, em 1969, com o intuito de retratar, desde o seu surgimento, a crença segundo a qual a formação do professor de níveis II e III 10 seria vista como deficitária, de segunda categoria 11 : (...) Já o decreto que criava, em 1933, o curso de formação de professores secundários localizava-o no Instituto de Educação de São Paulo, escola de nível médio a qual, portanto, (...) não concorria em prestígio com as demais escolas superiores (embora, mesmo no Instituto, a formação de professores secundários fosse de nível superior, por força da legislação federal). O código de Educação, promulgado juntamente com a criação daquele curso, reforça essa situação de desprestígio fazendo distinções entre os estudos superiores com cursos de cinco e seis anos de duração, e os estudos superiores de educação com duração de dois a três anos (cursados nos Institutos de Educação); e vincula estes últimos ao Departamento de Educação, juntamente com o ensino primário, secundário e normal, enquanto os demais cursos superiores ficam vinculados diretamente à Secretaria da Educação (p. 171). 9 Trabalho apresentado ao Congresso Nacional de Sociologia Fortaleza Ceará Setembro, Isto é, aqueles que lecionavam na faixa contida entre a 5ª série do 1º grau (atual Ensino Fundamental II) e a 3ª ou 4ª séries do 2º grau (atual Ensino Médio). 11 Ao fazer isso a autora retoma parte da discussão iniciada por Heládio César Gonçalves Antunha em Fundação da Reforma, São Paulo, CRPE, 1974 (Série Estudos e Documentos v 10).

14 A falta de prestígio remetida à formação do professor é, então, estendida a ele, que, acaba sendo preconceituosamente julgado, assim, como os seus estudos, enquanto profissional de baixo nível, de segunda categoria, conforme afirmaria Penteado. Eis aí outra representação social com a qual o educador tem que lidar. Em sua defesa e, mais que isso, em favor da imagem da Faculdade de Educação, a autora conclui o texto: (...) Não pode ser tão difícil entender que a formação de professores está no cerne do problema da Universidade (...) (p. 173). A própria Universidade de São Paulo já o deveria ter percebido através dos caminhos e descaminhos de sua curta história (...) (p. 173) Afinal, segundo ela, não seria possível preservar a Universidade como instância de reflexão sobre as condições e o sentido do desenvolvimento nacional a partir de um desamparo da escola média (p. 173): (...) se a universidade se assenta e se abastece na escola média (e diretamente nela) tanto no que respeita ao seu corpo discente quanto ao docente (...) como amparar a escola média, deixando descoberta a formação de seu professor (enquanto professor) aquele que, dentre os educadores que nela agem, maior acesso tem, e por mais tempo, à totalidade dos educandos? (...) (p. 173) Vale ressaltar que tal questionamento deixa implícito o papel central da Faculdade de Educação na Universidade, ressaltando, talvez mais que um apelo, a primazia da unidade em relação a outras da USP nos textos da Revista, mesmo que esta tenha sido conforme se enfatiza injustamente desmerecida ao longo do tempo. Estabelece-se, dessa maneira, como já procuramos evidenciar no tópico Revista da Faculdade de Educação: páginas de exaltação e memória deste ensaio, uma espécie de hierarquia entre os objetos de conclamação da Revista: primeiro a FEUSP, depois o todo do qual faz parte (USP). Para finalizar essas considerações, reiteramos que as representações existentes em relação ao professorado e, em particular, à sua formação, consistem em imagens degradantes do seu papel de profissional. A idéia de missão e a suposta existência de estudos de nível inferior, parecem se somar com o propósito de assegurar a permanência do magistério em situação subalterna naquilo diz respeito aos seus minguados vencimentos. APRECIAÇÕES FINAIS REVISTA DA FACULDADE DE EDUCAÇÃO:SIGNIFICADO(S) DE UM CICLO DE VIDA A guisa de conclusão, poderíamos reiterar que apesar da trajetória razoavelmente longa (23 anos de existência), a Revista da Faculdade de Educação, durante a maior parte de sua periodização, esteve bastante fechada à própria universidade. Acreditamos que,

15 para além das limitações financeiras, o impresso poderia ter tido mais valor para o quadro educacional brasileiro se houvesse mantido efetivo diálogo com educadores de outros meios institucionais, dando-lhes oportunidades de revelar pesquisas diferenciadas e/ou discussões mais amplas não tão atreladas à exaltação da FEUSP, mesmo sendo órgão de tal instituto universitário (assim como vem fazendo a revista Educação e Pesquisa), pois, desse modo, pensamos, a educação de uma forma geral e, o professor, em especial, estariam melhor representados em seus textos.

16 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Artigos e Textos de Referência Teórica AQUINO, Julio Groppa, BUENO, Belmira Oliveira, CARVALHO, Marília Pinto de. Editorial. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.25, n.1, p.7-8, jan./jun ANTUNHA, Elsa Lima Gonçalves, ANTUNHA, Heládio César Gonçalves. Sobre a instituição de estudos de educação especial na Universidade de São Paulo. R.Fac.Educ., São Paulo, v.2, n.1, p.28-37, jan./jun /Colaborações/ ANTUNHA, Heládio César Gonçalves. As origens da Faculdade de Educação da USP: a introdução dos estudos pedagógicos de nível superior no Estado de São Paulo. R.Fac.Educ., São Paulo, v1, n.1, p.25-41, dez /Colaborações/ AUERBACH, Erich. Mimesis: a representação da realidade na literatura ocidental. São Paulo: Perspectiva, AZANHA, José Mário Pires. Alain ou a pedagogia da dificuldade. R.Fac.Educ., São Paulo, v.4, n.1, p.9-20, jan./jun /Colaborações/ AZANHA, José Mário Pires. Democratização do ensino: vicissitudes da idéia no ensino paulista. R.Fac.Educ., São Paulo, v.5, n.1/2, p , jan./dez /Colaborações/ BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Produção didática e programas de ensino das escolas paulistanas nas primeiras décadas do século XX. R.Fac.Educ., São Paulo, v.15, n.2, p , jul./dez CAIEIRO, Francisco da Gama. Para uma história da educação brasileira: perspectivas duma pesquisa histórico-pedagógica (a propósito de um novo

17 acervo documental) [1ª parte]. R.Fac.Educ., São Paulo, v.4, n.1, p.35-61, jan./jun CATANI, Denice Barbara. Estudos de História da Profissão Docente. In: LOPES, Eliane M. T.; VEIGA, Cynthia Greive (orgs.) 500 anos de educação no Brasil. Belo Horizonte: Editora Autêntica, CATANI, Denice Barbara. Educadores à meia-luz: um estudo sobre a Revista de Ensino da Associação Beneficente do Professorado Público ( ). São Paulo: FEUSP, 1989, doutoramento. CHARTIER, Roger. A história cultural: entre práticas e representações (Coleção Memória e Sociedade). In: Maria Manuela Galhardo (trad.). Lisboa: Difel, P FÉTIZON, Beatriz Alexandrina de Moura. A propósito da formação de professores. R.Fac.Educ., São Paulo, v.8, n.2, p , jul./dez FRANGUELLI, Márcia Regina. Introdução. R.Fac.Educ., São Paulo, Índice, v.1-21, p.9-10, 1975/1995. GINZBURG, Carlo. O queijo e os vermes. São Paulo: Companhia das Letras, HOMENAGEM ao Prof. Laerte Ramos de Carvalho. Sem título. R.Fac.Educ., São Paulo, v.1, n.1, p.4-5, dez LUGLI, Rosário S. Genta. Um estudo sobre o CPP (Centro do Professorado Paulista) e o movimento de organização dos professores ( ). São Paulo: FEUSP, 1997, mestrado. NADAI, Elza. O projeto republicano de educação superior e a Universidade de São Paulo. R.Fac.Educ., São Paulo, v.8, n.2, p , jul./dez

18 NADAI, Elza. O ensino de História e a escola de 1 o grau. R.Fac.Educ., São Paulo, v.8, n.2, p , jul./dez NADAI, Elza. A educação como apostolado: história e reminiscências (São Paulo ). São Paulo: FEUSP, 1991, livre-docência. NAGLE, Jorge. A educação na Primeira República. In: FAUSTO, Boris (org.) O Brasil Republicano. Rio de Janeiro: Difel, NAGLE, Jorge. Educação e Sociedade na Primeira República. São Paulo: EPU (Editora Pedagógica Universitária); Rio de Janeiro: Fundação Nacional de Material Escolar, 1974, 1976 reimpressão. P NAGLE, Jorge. Educação e Sociedade na Primeira República. São Paulo: EPU (Editora Pedagógica Universitária); Rio de Janeiro: Fundação Nacional de Material Escolar, 1974, 1976 reimpressão. P NUNES, Clarice. (Des)encantos da modernidade pedagógica. In: LOPES, Eliane M. Teixeira; VEIGA, Cynthia G. (orgs.) 500 anos de educação no Brasil. Belo Horizonte: Editora Autêntica, PENTEADO, Heloísa Dupas. A sociología na formação do profesor de 1º e 2º graus. R.Fac.Educ., São Paulo, v.8, n.2, p , jul./dez POLLAK, Michael. Memória, esquecimento, silêncio. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v.2, n.3, p.3-15, REALE, Miguel. A educação especial. R.Fac.Educ., São Paulo, v.1, n.1, p.13-23, dez RIBEIRO, José Querino. Apresentação. R.Fac.Educ., São Paulo, v.1, n.1, p.7-8, dez

19 Fontes Revista da Faculdade de Educação. São Paulo: Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo Educação e Pesquisa. São Paulo: Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo Documentário Barra 68 pra não perder a ternura, de Vladimir Carvalho (Brasília, 2000).

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