ESTADO DE ALAGOAS PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO CENTRO DE ESTUDOS DAS CONDUTAS VEDADAS AOS AGENTES PÚBLICOS EM CAMPANHAS ELEITORAIS ELEIÇÕES 2014

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1 ESTADO DE ALAGOAS PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO CENTRO DE ESTUDOS DAS CONDUTAS VEDADAS AOS AGENTES PÚBLICOS EM CAMPANHAS ELEITORAIS ELEIÇÕES 2014 Alagoas /2014 PGE/AL Procuradoria-Geral do Estado de Alagoas 1 P á gina

2 APRESENTAÇÃO O objetivo da presente NOTA TÉCNICA SOBRE CONDUTA ELEITORAL é o de orientar a ação dos agentes públicos durante o período eleitoral do ano de 2014, visando inibir quaisquer práticas tendentes a influenciar na igualdade de oportunidades entre os candidatos e na vontade do eleitor. O texto foi concebido com base na legislação eleitoral, especialmente a Lei nº 9.504, de 30 de setembro de 1997, bem como na Resolução , de 27 de fevereiro de 2014, do Tribunal Superior Eleitoral, que dispõe sobre a propaganda eleitoral e as condutas ilícitas em campanha eleitoral nas eleições de A presente nota, portanto, visa prestar auxilio aos agentes públicos, nas suas tomadas de decisões, durante o período eleitoral de Sendo assim, é de fundamental importância deixar evidente a definição ampla, fixada pela Lei nº 9.504, de 1997, de agente público: Reputa-se agente público, para os efeitos desse artigo, quem exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nos órgãos ou entidades da Administração pública direta, indireta, ou fundacional. 1 Cumpre advertir que as questões aqui tratadas não afastam a necessidade de análise pontual para situações específicas que porventura venham a se impor. Assim, ante casos concretos que proporcionem dúvidas, deve o agente público se abster da prática do ato e formular consulta à Procuradoria-Geral do Estado de Alagoas, a quem compete, por imposição constitucional, a consultoria jurídica do Estadomembro. (ver art. 132 da Constituição Federal e art. 151 e art. 152 da Constituição do Estado de Alagoas) A Lei n.º 9.504, de 1997, impõe aos agentes públicos a proibição de determinadas condutas em período anterior às eleições e, também, algumas, no período posterior ao pleito. Tais condutas encontram-se elencadas nos artigos 73, 74, 75 e 77 do mencionado instrumento normativo. Cumpre observar que as condutas mencionadas caracterizam atos de improbidade administrativa, a que se refere o art. 11, Inciso I, da Lei nº 8.429, de 2 de julho de 1992, e sujeitam-se às disposições deste diploma legal, em especial as cominações do art. 12, Inciso III, ex vi do art. 73, 7º, da Lei nº 9.504, de 1997: 7º As condutas enumeradas no caput caracterizam, ainda, atos de improbidade administrativa, a que se refere o art. 11, inciso I, da Lei nº 8.429, de 2 1 Art. 50, 1º, da Resolução do TSE nº , de P á gina

3 de junho de 1992, e sujeitam-se às disposições daquele diploma legal, em especial às cominações do art. 12, inciso III. O objetivo da lei eleitoral (Lei nº 9.504, de 1997) é preservar a igualdade de oportunidades entre os candidatos e coibir o abuso do poder político ou de autoridade, a fim de salvaguardar a lisura e a normalidade do pleito eleitoral, evitando, assim, o uso indevido da máquina pública, em respeito aos princípios da impessoalidade, da moralidade, da finalidade e da legalidade. É o que se colhe do seu art. 73 ao dispor que são (...) proibidas condutas tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre os candidatos nos pleitos eleitorais. Conforme se pode verificar, o período eleitoral impõe aos agentes públicos uma prudência especial na prática dos seus atos de gestão, para que não se traduzam em qualquer preferência eleitoral. Segundo M. SEABRA FAGUNDES, administrar é aplicar a lei de ofício. 2 Pois bem, no período que envolve as eleições, a observância à legalidade deve ser redobrada e tratada com especial cuidado. Vale aqui a lição de CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO, (...) o necessário parece-nos é encarecer que na administração os bens e os interesses não se acham entregues à livre disposição da vontade do administrador. Antes, para este, coloca-se a obrigação, o dever de curá-los nos termos da finalidade a que estão adstritos. É a ordem legal que dispõe sobre ela. 3 Não se pode confundir interesse público (interesse público primário) com um eventual interesse da administração, vista como aparato administrativo (interesse público secundário). O interesse público constitui a síntese dos interesses da coletividade, emanados dos princípios e regras constantes no Ordenamento Jurídico, de onde decorrem os valores prevalentes relativos à mesma coletividade. O interesse da Administração, dizendo respeito ao corpo administrativo, aquele que dirige a Administração, pode ser descoincidente com o interesse público. Não é incomum essa situação. Toda vez que ocorre é evidente que a opção há de ser pelo interesse público. Não se desconhece que todo agente público, por se inserir na cidadania, tem interesse político e preferências ideológicas. Mas deve exercer seus atos políticos com total respeito à legislação eleitoral. Tendo em vista uma compreensão principiológica do Direito, convém evidenciar que é fundamental o respeito à intenção ou teleologia das normas contidas na lei. Ainda que a conduta do agente público não esteja claramente enquadrada ou tipificada nas vedações legais, mas se verifique que criará desigualdade entre os candidatos, ele deve pautar-se pelos princípios constitucionais e abster-se da prática do ato. 2 O Controle dos Administrativos pelo Poder Judiciário, 7ª edição, editora Forense, Rio de Janeiro, 2005, p Curso de Direito Administrativo, 26ª edição, Malheiros editores, São Paulo, 2009, p P á gina

4 A legislação das eleições busca proteger a igualdade de oportunidades entre os candidatos no pleito eleitoral. Desse modo, para a tipificação de uma conduta proibida é inexigível a demonstração de potencialidade lesiva para o pleito, porquanto esta é presumida pela própria lei. (A configuração das condutas vedadas prescritas no art. 73 da Lei nº 9.504/97 se dá com a mera prática de atos, desde que esses se subsumam às hipóteses ali elencadas, porque tais condutas, por presunção legal, são tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre os candidatos no pleito eleitoral, sendo desnecessário comprovar-lhes a potencialidade lesiva. TSE, Respe nº , de , Relatora Ministra LAURITA HILÁRIO VAZ). 4 P á gina

5 A - CONDUTAS VEDADAS AOS AGENTES PÚBLICOS PUBLICIDADE Base normativa: art. 37, 1º, da Constituição Federal e art. 51 da Resolução do TSE nº , de A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridade ou servidores públicos. A regra é de eficácia permanente e, em face da peremptoriedade do seu comando, não há exceções. Busca impedir que a publicidade pública torne-se um instrumento de promoção para as autoridades ou demais agentes públicos. Trata-se de medida moralizadora. A publicidade de atos e programas, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social. Dela não poderão constar nomes, símbolos, imagens, tendo em vista a promoção de autoridades ou servidor público. 4 "Publicidade de atos governamentais. Princípio da impessoalidade. (...) O caput e o parágrafo 1º do art. 37 da CF impedem que haja qualquer tipo de identificação entre a publicidade e os titulares dos cargos alcançando os partidos políticos a que pertençam. O rigor do dispositivo constitucional que assegura o princípio da impessoalidade vincula a publicidade ao caráter educativo, informativo ou de orientação social é incompatível com a menção de nomes, símbolos ou imagens, aí incluídos slogans, que caracterizem promoção pessoal ou de servidores públicos. A possibilidade de vinculação do conteúdo da divulgação com o partido político a que pertença o titular do cargo público mancha o princípio da impessoalidade e desnatura o caráter educativo, informativo ou de orientação que constam do comando posto pelo constituinte dos oitenta." (STF-RE , Rel. Min. MENEZES DIREITO, julgamento em , Primeira Turma, DJE de ) "Publicidade de caráter autopromocional do Governador e de seus correligionários, contendo nomes, símbolos e imagens, realizada às custas do erário. Não observância do disposto na segunda parte do preceito constitucional contido no art. 37, 1º." (STF- RE AgR, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, julgamento em , Segunda Turma, DJ de ) Conforme decisão do Tribunal Superior Eleitoral: PROPAGANDA ELEITORAL - TÊMPORA Descabe confundir propaganda eleitoral com a publicidade institucional prevista no artigo 37, 12, da Constituição Federal. A maior valia decorrente da 4 PINTO FERREIRA, Comentários à Constituição Brasileira, 2º volume, editora Saraiva, São Paulo, 1990, p P á gina

6 administração exercida, da permanência no cargo, em que pese à potencial caminhada no sentido da reeleição, longe fica de respaldar atos que, em condenável desvio de conduta, impliquem o desequilíbrio de futura disputa, como é exemplo escamoteada propaganda eleitoral fora do lapso temporal revelado no artigo 36 da Lei nº 9.504/97. (REPRESENTAÇÃO N CLASSE DISTRITO FEDERAL, de , Relator Ministro Marco Aurélio). 6 P á gina

7 A - CONDUTAS VEDADAS AOS AGENTES PÚBLICOS PUBLICIDADE Dispositivo legal: art. 73, inciso VI, alíneas b e c, da Lei nº 9.504, de 1997, e art. 50, inciso VI, alíneas b e c, da Resolução do TSE nº , de Art. 73. São proibidas aos agentes públicos, servidores ou não, as seguintes condutas tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais: VI - nos três meses que antecedem o pleito: b) com exceção da propaganda de produtos e serviços que tenham concorrência no mercado, autorizar publicidade institucional dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos federais, estaduais ou municipais, ou das respectivas entidades da administração indireta, salvo em caso de grave e urgente necessidade pública, assim reconhecida pela Justiça Eleitoral; A partir de 5 de julho até a realização das eleições, a publicidade estará totalmente proibida para órgãos e entidades da Administração direta e indireta, exceto: a) propaganda de produtos e serviços de entidades da Administração indireta dedicadas à exploração de atividade econômica em regime de competição com a iniciativa privada; b) ocorrência de necessidade pública grave e urgente, assim reconhecida pelo Tribunal Regional Eleitoral TRE. Todavia, as exceções devem ser cuidadosamente observadas dentro dos seus limites e conforme a sua finalidade. Propaganda institucional é aquela que divulga ato, programa, obra, serviço e campanhas do governo ou órgão público, autorizada por agente público e paga pelos cofres públicos. Conforme o TSE a divulgação do nome e da imagem do beneficiário não é requisito indispensável para a configuração da conduta vedada. A vedação nos três meses que antecedem o pleito possui caráter objetivo, dirigindo-se a toda e qualquer publicidade institucional (TSE, AgR-Respe nº /MG, Rel. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR, ). EMENTA - REPRESENTAÇÃO. EVENTO. MUNICÍPIO. CONVITES. MENÇÃO. APOIO. GOVERNO ESTADUAL. CONTRAPARTIDA. SHOW ARTÍSTICO. CONTRATAÇÃO. PUBLICIDADE INSTITUCIONAL INDIRETA. CONDUTA VEDADA. ART. 73, VI, B, DA LEI Nº 9.504/97. INFRINGÊNCIA. MULTA. DISSENSO JURISPRUDENCIAL. NÃO-CONFIGURAÇÃO. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA. IMPOSSIBILIDADE. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. 1. A exceção estabelecida no art. 73, 3º, da Lei nº 9.504/97 expressamente preceitua que as condutas explicitadas se aplicam aos agentes públicos das esferas 7 P á gina

8 administrativas cujos cargos estejam em disputa. 2. A norma do art. 73, VI, b, da Lei nº 9.504/97 veda toda e qualquer publicidade institucional nos três meses anteriores à eleição, ainda que realizada de forma indireta, excetuando-se apenas a propaganda de produtos e serviços que tenham concorrência no mercado e os casos de grave e urgente necessidade pública reconhecida pela Justiça Eleitoral, o que visa evitar sejam favorecidas aquelas autoridades ou servidores públicos que estejam em campanha eleitoral, provocando uma injustificada desigualdade entre os candidatos e comprometeria a lisura do pleito. 3. A mencionada regra proibitiva não admite publicidade institucional, ainda que realizada sem ofensa ao art. 37, 1º, da Constituição Federal, ou seja, mesmo que tenha exclusivo caráter educativo, informativo ou de orientação social. Recurso especial parcialmente conhecido, mas improvido. (TSE - RESPE nº Goiânia/GO ) 5 Para que se configure a conduta vedada no art. 73, VI, b, da Lei nº 9.504/97, basta a veiculação da propaganda institucional nos três meses anteriores ao pleito, independentemente de a autorização ter sido concedida ou não nesse período. (RESPE MG, Relator: Ministro LUIZ CARLOS LOPES MADEIRA, ) AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROPAGANDA INSTITUCIONAL. PERÍODO VEDADO. ART. 73, VI, b, LEI N 9.504/97. MULTA. INTUITO ELEITOREIRO. DESNECESSIDADE. DESPROVIMENTO. 1. A Corte Regional constatou a ocorrência de veiculação de publicidade institucional em período vedado, o que afeta, por presunção legal, a igualdade de oportunidades entre os candidatos nos pleitos eleitorais. É desnecessária a verificação de intuito eleitoreiro. 2. Não se evidencia a divergência jurisprudencial, ante a ausência de similitude fática entre as hipóteses confrontadas. 3. Agravo regimental desprovido. (AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO N CLASSE 6 INOCÊNCIA - MATO GROSSO DO SUL, Relator: Ministro MARCELO RIBEIRO, ). c) fazer pronunciamento em cadeia de rádio e televisão, fora do horário eleitoral gratuito, salvo quando, a critério da Justiça Eleitoral, tratar-se de matéria urgente, relevante e característica das funções de governo; A partir de 5 de julho de 2014 ficam terminantemente proibidos pronunciamentos dos agentes públicos em rádio ou televisão, fora do horário eleitoral. A conduta é vedada não só àquele que detém cargo eletivo ou é candidato; destina-se a todo e qualquer agente público. Duas observações se impõem quanto à vedação em pauta: a) a primeira é que a vedação fica restrita aos agentes públicos da circunscrição eleitoral onde haja eleição; e b) a segunda diz respeito à possibilidade de pronunciamentos acerca de questões urgentes relevantes e que estejam dentro das características da função de governo, submetendo-se, contudo, previamente a questão à apreciação da Justiça Eleitoral de sua circunscrição, a qual deliberará sobre a possibilidade da veiculação da matéria. O objetivo da regra é não ampliar a visibilidade dos agentes públicos do 5 DJ - Diário de Justiça, Volume 1, Data 06/08/2004, Página P á gina

9 governo, a partir do momento em que toda e qualquer propaganda deve ser realizada no horário eleitoral gratuito, para não afetar a igualdade entre os candidatos. Ver art. 36-B da Lei nº 9.504, de 1997: Art. 36-B. Será considerada propaganda eleitoral antecipada a convocação, por parte do Presidente da República, dos Presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Supremo Tribunal Federal, de redes de radiodifusão para divulgação de atos que denotem propaganda política ou ataques a partidos políticos e seus filiados ou instituições. (Incluído pela Lei nº , de 2013) Parágrafo único. Nos casos permitidos de convocação das redes de radiodifusão, é vedada a utilização de símbolos ou imagens, exceto aqueles previstos no 1 o do art. 13 da Constituição Federal. (Incluído pela Lei nº , de 2013) 9 P á gina

10 A - CONDUTAS VEDADAS AOS AGENTES PÚBLICOS PUBLICIDADE Dispositivo legal: art. 73, inciso VII, da Lei nº 9.504, de 1997, e art. 50, inciso VII, da Resolução do TSE nº , de Art. 73. São proibidas aos agentes públicos, servidores ou não, as seguintes condutas tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais: VII - realizar, em ano de eleição, antes do prazo fixado no inciso anterior, despesas com publicidade dos órgãos públicos federais, estaduais ou municipais, ou das respectivas entidades da Administração indireta, que excedam a média dos gastos nos três últimos anos que antecedem o pleito ou do último ano imediatamente anterior à eleição. Em ano de eleição, o montante de gastos com publicidade pelos órgãos e entidades da Administração Pública estadual não poderá superar: a média das despesas com publicidade realizadas no triênio ; ou a média das despesas com publicidade realizadas em Assim, (art. 73, VI, b, e VII), no ano de eleição, a despesa com publicidade não poderá superar a média dos três anos anteriores ou a de Fica proibido, portanto, no ano das eleições, realizar despesas com publicidade que superem a média dos gastos nos três últimos anos que antecedem o pleito ou do último ano imediatamente anterior às eleições, não importando em que esfera esteja sendo realizada a eleição, prevalecendo o que for menor. Assim, descabe a escolha, pelo agente público, do limitador que servirá como parâmetro para os fins do art. 73, VII, da Lei nº 9504, de Deve prevalecer, sempre, aquele que for menor, seja a média dos gastos com publicidade nos três últimos anos que antecedem o pleito ou os gastos com publicidade no último ano imediatamente anterior à eleição. A média a que alude a Lei é obtida levando-se em conta as despesas anteriores não desaprovadas oficialmente em relação ao lapso de tempo, no ano eleitoral, em que a permissão é dada. Ou seja, não pode o agente, em um único semestre, investir em publicidade o valor correspondente ao que empregou licitamente em um ano, mas sim unicamente o valor correspondente, em média, ao que gastou em seis meses, achado em operação que tome por referência os três anos passados e o ano anterior ao ano eleitoral. EMENTA - PROPAGANDA INSTITUCIONAL. GASTOS. LIMITES. ARTIGO 73, INCISO VII, DA LEI Nº 9.504, DE MULTA. Decisão regional que fixou como valor máximo a ser gasto no primeiro semestre do ano eleitoral a quantia referente à metade da média anual dos três anos anteriores. Proporcionalidade não prevista em lei. Impossibilidade de se aumentarem restrições 10 P á gina

11 estabelecidas na norma legal. 1. A distribuição de publicidade institucional efetuada nos meses permitidos em ano eleitoral deve ser feita no interesse e conveniência da administração pública, desde que observada, como valor máximo, a média de gastos nos três anos anteriores ou do ano imediatamente anterior à eleição. Agravo de instrumento provido. Recurso especial conhecido e provido para tornar insubsistente a multa aplicada. (TSE-AG São José dos Campos/SP) 6 Propaganda institucional. Gastos. Limites. Art. 73, inciso VII, da Lei n 9.504, de Multa. Decisão regional que fixou como valor máximo a ser gasto no primeiro semestre do ano eleitoral a quantia referente à metade da média anual dos três anos anteriores. Proporcionalidade não prevista em lei. Impossibilidade de se aumentarem restrições estabelecidas na norma legal. 1. A distribuição de publicidade institucional efetuada nos meses permitidos em ano eleitoral deve ser feita no interesse e conveniência da administração pública, desde que observada, como valor máximo, a média de gastos nos três anos anteriores ou do ano imediatamente anterior à eleição. Agravo de instrumento provido. Recurso especial conhecido e provido para tornar insubsistente a multa aplicada. (AGRAVO DE INSTRUMENTO N CLASSE 2a - SÃO PAULO 127a Zona - São José dos Campos, Relator: Ministro FERNANDO NEVES, 12 de dezembro de 2000.). EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL PROVIDO. GASTOS COM PUBLICIDADE ACIMA DA MÉDIA SEMESTRAL DOS ÚLTIMOS TRÊS ANOS. PROPORCIONALIDADE NÃO PREVISTA NA NORMA DO ART. 73, VII, DA LEI Nº 9.504/97. IMPOSSIBILIDADE DE INTERPRETAÇÃO AMPLIATIVA. AGRAVO DESPROVIDO. 1. A norma estabelece como conduta vedada a realização, antes de três meses do pleito, de despesas com publicidade dos órgãos públicos federais, estaduais ou municipais, ou das respectivas entidades da administração indireta, que excedam a média dos gastos nos três últimos anos que antecedem o pleito ou do último ano imediatamente anterior à eleição. 2. A pretensão de fazer prevalecer o entendimento de que o parâmetro a ser utilizado quanto aos gastos com publicidade institucional no ano eleitoral deve ser proporcional à média de gastos nos semestres anteriores ao ano do pleito implica interpretação ampliativa da norma, o que não é permitido ao intérprete, em especial quando acarreta a restrição de direitos. 3. No caso em tela, ainda que se considerasse tal critério de proporcionalidade, o valor gasto a mais foi de 11,61% do limite semestral, adotado pela Corte Regional. 4. Tal circunstância revela que a cassação dos registros não seria proporcional à prática da suposta conduta vedada. 5. Agravo a que se nega provimento. (Recurso Ordinário , Rio Branco/AC, rel. Min. DIAS TOFFOLI, julgado em , publicado no DJe/TSE 079 em , pág.37) 6 - DJ - Diário de Justiça, Volume 1, Data 27/04/2001, Página P á gina

12 A - CONDUTAS VEDADAS AOS AGENTES PÚBLICOS PUBLICIDADE Dispositivo legal: art. 77 da Lei nº 9.504, de 1997, e art. 53 da Resolução do TSE nº , de Art. 77. É proibido a qualquer candidato comparecer, nos 3 (três) meses que precedem o pleito, a inaugurações de obras públicas. É proibido a qualquer candidato comparecer, a partir de 5 de julho de 2014, a inaugurações de obras públicas. O dispositivo trata, exclusivamente, sobre a proibição dos candidatos na participação da inauguração de obras públicas, nos três meses que antecedem o pleito. Desse modo, a partir do dia 5 de julho de 2014, é vedada a qualquer candidato a participação de inaugurações de obras públicas. É importante salientar que o dispositivo veda a participação de candidatos em inaugurações nos três meses que antecedem as eleições, mas não veda as inaugurações em si. A legislação visa a evitar que o ato de inauguração seja utilizado em favor de qualquer candidato, transformando-se em palanque político. A inauguração de obra não deve ser caracterizada como festividade, mesmo que esteja incorporada ao calendário tradicional de festividades culturais e turísticas. Mesmo sem discursar ou subir em palanque, a simples presença física do candidato em inauguração de obra financiada com recursos públicos implica vedação estabelecida na lei eleitoral. É proibida, também, a participação de representantes, assessores, emissários ou mandatários do candidato nos atos de inauguração. EMENTA - REPRESENTAÇÃO - PARTICIPAÇÃO EM INAUGURAÇÃO DE OBRA PÚBLICA - ART. 77 DA LEI Nº 9.504/ A mera presença de candidato a cargo do Poder Executivo na inauguração de escola atrai a aplicação do art. 77 da Lei nº 9.504/97, sendo irrelevante não ter realizado explicitamente atos de campanha. 2. Recurso conhecido e provido. (TSE - RESPE - nº Pereira Barreto/SP) 7 EMENTA - REPRESENTAÇÃO. PREFEITO. CANDIDATO À REELEIÇÃO. PARTICIPAÇÃO. INAUGURAÇÃO. GUARNIÇÃO DO CORPO DE BOMBEIROS. ART. 77 DA LEI N 9.504/97. CONDUTA VEDADA. 1. A proibição de participação de candidatos a cargos do Poder Executivo em inaugurações de obras públicas tem por fim impedir que eventos patrocinados pelos cofres públicos sejam desvirtuados e utilizados em prol das campanhas eleitorais. 2. É irrelevante, para a caracterização da conduta, se o candidato compareceu como mero 7 DJ - Diário de Justiça, Volume 1, Data 13/12/2002, Página P á gina

13 espectador ou se teve posição de destaque na solenidade. Recurso conhecido e provido. (TSE - RESPE - nº São Jerônimo/RS) 8 Por fim, é vedado a qualquer participante fazer discurso em ato de inauguração de obra, louvando o trabalho do candidato ou do seu partido ou coligação. 8 DJ - Diário de Justiça, Data 01/02/2002, Página P á gina

14 A - CONDUTAS VEDADAS AOS AGENTES PÚBLICOS PUBLICIDADE Dispositivo legal: art. 75 da Lei nº 9.504, de 1997, e art. 52 da Resolução do TSE nº , de Art. 75. Nos três meses que antecederem as eleições, na realização de inaugurações é vedada a contratação de shows artísticos pagos com recursos públicos. O dispositivo legal não deixa dúvida que nos três meses anteriores às eleições não é permitida a inauguração de obra pública com a realização de show artístico pago pelos cofres públicos. A doutrina e a jurisprudência têm firmado o seguinte entendimento acerca da questão: como não há nenhuma espécie de ressalva legal, mesmo aquelas repartições do Poder Público que não estão envolvidas nas eleições estão proibidas de pagar shows artísticos com recursos públicos. Assim, como exemplo, na campanha para eleições de governadores fica vedado às prefeituras contratar shows artísticos no período de três meses que antecede a data da eleição, mesmo não havendo campanha eleitoral municipal e vice-versa. Assim, é proibida, a partir de 5 de julho de 2014, a contratação de shows artísticos para inauguração de obras. 14 P á gina

15 A - CONDUTAS VEDADAS AOS AGENTES PÚBLICOS PUBLICIDADE Dispositivo legal: art. 57-C, 1º da Lei nº 9.504, de 1997, e art. 21, 1º da Resolução do TSE nº , de Art. 57-C. Na internet, é vedada a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga. 1 É vedada, ainda que gratuitamente, a veiculação de propaganda eleitoral na internet, em sítios:. O dispositivo legal veda a veiculação de propaganda eleitoral na internet, ainda que gratuita, em sítios oficiais ou hospedados por órgãos ou entidades da Administração pública direta ou indireta da União, dos Estados-membros, do Distrito Federal e dos Municípios. Propaganda eleitoral irregular. Internet. Sítio oficial. 1. A utilização de página mantida por órgão da administração pública do município, como meio de acesso, por intermédio de Iink, a sítio que promove candidato, configura violação ao art. 57-C, 1 1, II, da Lei n O fato de constar da página oficial somente o Iink do sítio pessoal do candidato, e não a propaganda em si, não afasta o caráter ilícito de sua conduta, uma vez que a página oficial foi utilizada como meio facilitador de divulgação de propaganda eleitoral em favor do representado. Agravo regimental não provido. (AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL N CLASSE 32 SÃO PAULO - SÃO PAULO, Relator: Ministro ARNALDO VERSIANI, ). 15 P á gina

16 B - CONDUTAS VEDADAS AOS AGENTES PÚBLICOS USO DE BENS OU SERVIÇOS PÚBLICOS Dispositivo legal: art. 73, inciso I, da Lei nº 9.504, de 1997, e art. 50, inciso I, da Resolução do TSE nº , de Art. 73. São proibidas aos agentes públicos, servidores ou não, as seguintes condutas tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais: I - ceder ou usar, em benefício de candidato, partido político ou coligação, bens móveis ou imóveis pertencentes à Administração direta ou indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios, ressalvada a realização de convenção partidária; A vedação é genérica e alcança todas as esferas da Administração, estejam ou não em processo de eleição. A proibição concerne à cessão de bem móvel ou imóvel em prol de candidatura própria ou de outrem, seja qual for a esfera administrativa. Quanto aos bens a que se refere esse dispositivo, entenda-se, por extensão, também a cessão ou o uso dos bens que não pertençam à Administração, mas que esta os possui na qualidade de depositária ou locatária. Conforme decisão do TSE, Acórdão nº , de , (...) a vedação a que se refere o inciso I do art. 73 da Lei nº 9.504/1997 não diz, apenas, com as coisas moveis ou imóveis, como veículos, casas e repartições públicas. A interdição está relacionada ao uso e à cessão de todos os bens patrimoniais indisponíveis ou disponíveis bens do patrimônio administrativo, os quais, pelo estabelecimento da dominialidade pública, estão submetidos à relação de Administração direta e indireta, da União, Estados, Distrito Federal, Territórios e Municípios (...). Assim, é proibida a cessão e o uso de bens móveis ou imóveis em benefício de candidato, partido político ou coligação, ressalvada para realização de convenção partidária. Note-se, conforme visto, que a vedação é imposta a todos os entes da Federação, não havendo distinção entre eleições municipais, estaduais ou federais. Em síntese, é vedada a realização de reuniões políticas em escolas públicas e auditórios de órgãos públicos, e o deslocamento, com veículo oficial, até o local da reunião política. Se o imóvel é normalmente cedido à comunidade, mediante solicitação formal e pagamento de taxas, também o poderá ser aos candidatos, desde que observados requisitos legais e que o espaço seja disponibilizado em condições de igualdade para todos os candidatos (TSE REspe e EDAI 5.135). EMENTA - RECURSO ESPECIAL. REPRESENTAÇÃO. OBJETIVO. CASSAÇÃO. REGISTRO. CANDIDATO. ALEGAÇÃO. UTILIZAÇÃO. BEM PÚBLICO. UNIÃO. ADMINISTRAÇÃO. EXÉRCITO. REALIZAÇÃO. SHOWMÍCIO. CONDUTA VEDADA. ART. 73, I, DA LEI Nº 9.504/97. IMPROCEDÊNCIA. 16 P á gina

17 1) O local da realização do evento em questão é área de uso compartilhado com a comunidade, onde, inclusive, ocorreu a festa do Peão de Boiadeiro, não caracterizando, a sua cessão, nenhum favorecimento por agente público ou instituição a determinado candidato, em desfavor dos demais. 2) Registre-se, ainda, que referido espaço poderia ter sido utilizado por qualquer candidato, observadas as formalidades de praxe, o que, em si, já retira da cessão o caráter de privilégio e desequilíbrio de forças entre os partícipes do certame eleitoral. 3) Recurso provido para o fim de se julgar improcedente a representação. (TSE-RESPE - nº Osasco/SP) 9 É igualmente vedada a propaganda eleitoral de qualquer natureza (Lei Federal nº 9.504/97, art. 37), veiculada nos bens sujeitos à cessão ou permissão do Poder Público e aos bens de uso comum (postes de iluminação pública, sinalizadores de tráfego, viadutos, passarelas, pontes, paradas de ônibus e outros equipamentos urbanos), seja através de pichação, inscrição a tinta, fixação de placas, estandartes, faixas ou assemelhados. É proibida, ainda, a colocação de propaganda eleitoral em árvores e jardins localizados em áreas públicas, mesmo que não lhes cause danos. Usar e ceder bens públicos em favor de alguma candidatura é libera-lo para ser convertido em meio, instrumento ou apoio para o partido ou candidatura, beneficiando-o irregularmente. 10 Em consequência, é expressamente proibido veicular todo tipo de propaganda, de qualquer natureza, por meio de bens públicos, que segundo CELSO ANTÔNIO BANDEIRA DE MELLO, são todos os bens que pertencem às pessoas jurídicas de Direito Público, isto é, União, Estados, Distrito Federal, Municípios, respectivas Autarquias e Fundações de Direito Público, bem como os que, embora não pertencentes a tais pessoas, estejam afetados à prestação de um serviço público RJTSE - Revista de Jurisprudência do TSE, Volume 15, Tomo 4, Página ADRIANO SOARES DA SILVA, Teoria da Inelegibilidade e o Direito Processual Eleitoral, editora Del Rey, Belo Horizonte, 1998, p Curso de Direito Administrativo, op. cit, p P á gina

18 B - CONDUTAS VEDADAS AOS AGENTES PÚBLICOS USO DE BENS OU SERVIÇOS PÚBLICOS Dispositivo legal: art. 73, inciso I, da Lei nº 9.504, de 1997, e art. 50, inciso II, da Resolução do TSE nº , de Art. 73. São proibidas aos agentes públicos, servidores ou não, as seguintes condutas tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais: II - usar materiais ou serviços, custeados pelos Governos ou Casas Legislativas, que excedam as prerrogativas consignadas nos regimentos e normas dos órgãos que integram; O dispositivo parte da ideia de que muitos agentes públicos detêm cotas de uso de materiais e/ou serviços no âmbito de suas respectivas repartições. É o que acontece, exemplificativamente, com cotas de correspondência e reprografia. Os agentes que detêm prerrogativas para uso de materiais e/ou serviços custeados pelo governo não poderão destiná-las em beneficio da candidatura própria, de outrem ou de partido ou coligação, extrapolando os limites e volumes previstos nos regimentos internos e normas dos órgãos que integram, sob pena de restar caracterizado o abuso de poder político ou econômico, causa determinante de inelegibilidade. Para a ocorrência de violação ao art. 73, II, da Lei no 9.504/97, é necessário que o serviço seja custeado pelo Erário. A vedação abrange a utilização, em favor de qualquer candidato, coligação ou partido político, de materiais ou serviços que sejam pagos pela Administração Pública, e é voltada aos três Poderes. EMENTA - RECURSO ESPECIAL RECEBIDO COMO RECURSO ORDINÁRIO. PROPAGANDA ELEITORAL. PARLAMENTAR. UTILIZAÇÃO DE SERVIÇOS. ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA. ABUSO DE AUTORIDADE. DECLARAÇÃO DE INELEGIBILIDADE. 1. Configura abuso de autoridade a utilização, por parlamentar, para fins de campanha eleitoral, de correspondência postada, ainda que nos limites da quota autorizada por ato da Assembleia Legislativa, mas cujo conteúdo extrapola o exercício das prerrogativas parlamentares. 2. A prática de conduta incompatível com a Lei nº 9.504/97, artigo 73, II, e com a Lei Complementar 64/90, enseja a declaração de inelegibilidade para as eleições a se realizarem nos três anos subsequentes àquela em que se verificou o fato. Recurso parcialmente provido. (TSE - RESPE - nº vitória/es) DJ - Diário de Justiça, Data 14/08/2000, Página P á gina

19 Além disso, é proibido o uso dos equipamentos de propriedade do Poder Público em benefício de candidato, coligação ou partido político, tais como telefones fixos ou celulares, computadores, aparelhos de fax e conta de institucional. Por exemplo, não pode o agente fazer uso do telefone do órgão público ou do institucional para convocar ou informar sobre reunião de cunho político. 19 P á gina

20 B - CONDUTAS VEDADAS AOS AGENTES PÚBLICOS USO DE BENS OU SERVIÇOS PÚBLICOS Dispositivo legal: art. 73, inciso IV, da Lei nº 9.504, de 1997, e art. 50, inciso IV, da Resolução do TSE nº , de Art. 73. São proibidas aos agentes públicos, servidores ou não, as seguintes condutas tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais: IV - fazer ou permitir uso promocional em favor de candidato, partido político ou coligação, de distribuição gratuita de bens e serviços de caráter social custeados ou subvencionados pelo Poder Público; É preciso muito cuidado para o entendimento do dispositivo, a fim de que seja possível separar o que é proibido, e o que não é. Muitas vezes uma ação adequada normativamente pode possibilitar um sentido de campanha eleitoral, o que é proibido. Dependendo do momento, do local e da forma em que se esteja desenvolvendo uma ação de caráter social, tanto na distribuição de materiais (cesta básica, material escolar, unidades habitacionais) ou na prestação de serviços à comunidade (lazer), deve ela estar dissociada completamente da promoção de candidato ou partido ou coligação, pois a lei proíbe. Da extensa quantidade de bens e serviço de caráter social que o Poder Público distribui gratuitamente, tais como: merendas escolares; cestas básicas; livros didáticos; medicamentos etc., é preciso deixar claro que a vedação não incide sobre a distribuição de bens desta natureza, que é realizada de modo regular e periódica (por força de programas, por exemplo). O que é vedado é o uso político e promocional desses bens e serviços como veículo para distorcer a vontade popular, afetando a liberdade do voto. Assim, a vedação não visa deixar ao desamparo as pessoas que necessitam de políticas públicas, mas orientar que a prática dessas atuações do Poder Público deve ser isenta e sem clientelismo político, tão somente em benefício das pessoas necessitadas. Exemplo: O uso de programa habitacional em favor de candidato, por agente público, em período eleitoral, com distribuição gratuita de lotes com claro intuito de beneficiar candidato que está apoiando (TSE - RESPE nº , de , rel. Min. JOSÉ DELGADO). 13 Desse modo, os programas sociais custeados ou subvencionados pelo Poder Público, tais como a distribuição de cestas básicas, livros didáticos e auxílios financeiros, não 13 RESPE - nº Bom Jesus/GO. DJ - Diário de justiça, Data 31/08/2006, Página P á gina

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