Adendo ao livro MANUAL DE DIREITO PREVIDENCIÁRIO Autor: Hugo Medeiros de Goes

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1 Adendo ao livro MANUAL DE DIREITO PREVIDENCIÁRIO Autor: Hugo Medeiros de Goes 1. ERRATA Página 180 No primeiro parágrafo do item (Beneficiários): Onde se lê: Os beneficiários da pensão por morte são os dependentes do segurado recolhido à prisão (respeitada a ordem das classes). Leia-se: Os beneficiários do auxílio-reclusão são os dependentes do segurado recolhido à prisão (respeitada a ordem das classes). Página 220 No exemplo visto nesta página: Onde se lê: Exemplo: no dia 15/09/2006, a advogada Rosana (segurada contribuinte individual) prestou serviço à empresa Alfa S.A. e recebeu R$ 4.000,00 pelos serviços prestados. No dia 24/04/2006, Rosana prestou serviço à empresa Delta Ltda. e recebeu R$ 1.000,00 pelos serviços prestados. Leia-se: Exemplo: no dia 15/09/2006, a advogada Rosana (segurada contribuinte individual) prestou serviço à empresa Alfa S.A. e recebeu R$ 4.000,00 pelos serviços prestados. No dia 24/09/2006, Rosana prestou serviço à empresa Delta Ltda. e recebeu R$ 1.000,00 pelos serviços prestados. 2. ATUALIZAÇÃO 2.1. LEI Nº , DE 26/12/2006: Página 17 A Lei nº /2006 é resultado da conversão da Medida Provisória nº 316/2006. Esta Lei acrescentou à Lei nº 8.213/91 o art. 41-A. Com base nesta alteração legal, na página 17, o terceiro parágrafo do item 4.6 PRESERVA- ÇÃO DO VALOR REAL DOS BENEFÍCIOS deve ser substituído pela seguinte redação: Em obediência a esse princípio constitucional, a Lei nº 8.213/91, em seu art. 41-A, determina o seguinte: o valor dos benefícios em manutenção será reajustado, anualmente, na mesma data do reajuste do salário mínimo, pro rata, de acordo com suas respectivas datas de início ou do último reajustamento, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC, apurado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE. Manual de Direito Previdenciário

2 Página 229 A Medida Provisória nº 316/2006 tinha acrescido o 14 ao art. 22 da Lei nº 8.212/91, com a seguinte redação: 14. Para os fins do disposto no inciso II do caput e no art. 10 da Lei nº , de 8 de maio de 2003, aplicar-se-á um único grau de risco para todos os estabelecimentos da empresa, na forma do regulamento. Todavia, a Lei nº /2006 não aprovou este dispositivo. Assim, ele está revogado. Portando, na página 229 (no 5º parágrafo, contando de baixo para cima) deve ser excluída a seguinte redação: Aplicar-se-á um único grau de risco para todos os estabelecimentos da empresa (Lei nº 8.212/91, art. 22, 14, acrescido pela Medida Provisória nº 316/2006) LEI COMPLEMENTAR Nº 123, DE 14/12/2006: Página 104 A Lei Complementar nº 123/2006 acrescentou o 3º ao art. 18 da Lei nº 8.213/91. Com base nesta alteração, a tabela constante da página 104 passa a ter a seguinte redação. Segurado Contribuinte PRESTAÇÃO Empregado e individual, Dependente Trabalhador Especial Doméstico e Avulso Facultativo. Benefícios Aposentadoria por invalidez Sim Sim Sim Não Aposentadoria por idade Sim Sim Sim Não Aposentadoria por tempo de contribuição Sim Sim (Obs. 1) Obs. 2 Não Aposentadoria Especial Sim Não (Obs. 3) Não Não Auxílio-doença Sim Sim Sim Não Auxílio-acidente Sim Não Sim Não Salário-família Sim Não Não Não Salário-maternidade Sim Sim Sim Não Pensão por morte Não Não Não Sim Auxílio-reclusão Não Não Não Sim Serviços Reabilitação profissional Sim Sim Sim Sim Serviço Social Sim Sim Sim Sim Observações: 1) O segurado contribuinte individual, que trabalhe por conta própria, sem relação de trabalho com empresa ou equiparado, e o segurado facultativo que contribuam Hugo Medeiros de Goes 2

3 com a alíquota de 11% sobre um salário mínimo, não farão jus à aposentadoria por tempo de contribuição (Lei nº 8.213/91, art. 18, 3º). 2) O segurado especial somente terá direito à aposentadoria por tempo de contribuição se contribuir, facultativamente, como contribuinte individual. 3) A pessoa física filiada à cooperativa de trabalho ou de produção, mesmo sendo considerado contribuinte individual, faz jus ao benefício da aposentadoria especial. Página 129 Ainda de acordo com o 3º acrescido ao art. 18 da Lei nº 8.213/91, a redação do item BENEFICIÁRIOS, da página 129, passa a ser a seguinte: Em regra, todos os segurados do RGPS têm direito à aposentadoria por tempo de contribuição. Todavia, é necessário que duas ressalvas sejam feitas: 1) O segurado especial só tem direito a este benefício se contribuir, facultativamente, como contribuinte individual. 2) O segurado contribuinte individual, que trabalhe por conta própria, sem relação de trabalho com empresa ou equiparado, e o segurado facultativo que contribuam com a alíquota de 11% sobre um salário mínimo, não farão jus à aposentadoria por tempo de contribuição (Lei nº 8.213/91, art. 18, 3º). Página 134 A Lei Complementar nº 123/2006 modificou a Lei nº 8.213/91, acrescentando o 4º ao art. 55 e o 2º ao art. 94. Com base nesta alteração da Lei, deve ser acrescentada à página 134 (ao final do item TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO) a seguinte redação: Não será computado como tempo de contribuição, para efeito de concessão de aposentadoria por tempo de contribuição, o período em que o segurado contribuinte individual (que trabalhe por conta própria, sem relação de trabalho com empresa ou equiparado) ou facultativo tiver contribuído com a alíquota de 11% sobre o salário mínimo, salvo se tiver complementado as contribuições mediante o recolhimento de mais 9%, acrescido de juros SELIC e multa de mora (Lei nº 8.213/91, art. 55, 4º). Este período também não será computado como tempo de contribuição, para efeito dos benefícios previstos em regimes próprios de previdência social, salvo se complementadas as contribuições mediante o recolhimento de mais 9%, acrescido de juros SELIC e multa de mora (Lei nº 8.213/91, art. 94, 2º). Página 222 A Lei Complementar nº 123/2006 acrescentou os 2º e 3º ao art. 21 da Lei nº 8.212/91. Com base nessa alteração, deve ser acrescentada, ao final da página 222 do livro, a seguinte redação: VI - Contribuinte individual que trabalhe por conta própria, sem relação de trabalho com empresa ou equiparado e que optar pela exclusão do direito ao benefício de aposentadoria por tempo de contribuição. É de 11% sobre o valor do salário mínimo a alíquota de contribuição do segurado contribuinte individual que trabalhe por conta própria, sem relação 3 Manual de Direito Previdenciário

4 de trabalho com empresa ou equiparado e que optar pela exclusão do direito ao benefício de aposentadoria por tempo de contribuição (Lei nº 8.212/91, art. 21, 2º). A opção de contribuir com 11% sobre um salário mínimo também é concedida ao contribuinte individual que seja empresário ou sócio da sociedade empresária com receita bruta anual no ano-calendário anterior de até R$ ,00. Todavia, no caso deste contribuinte individual, esta faculdade só será concedida até o dia 31 de dezembro do segundo ano subseqüente ao da formalização da empresa (Lei Complementar nº 123/2006, art. 53, I). Esta opção somente poderá ser usufruída por até 3 (três) anos-calendário (Lei Complementar nº 123/2006, art. 53, parágrafo único). O contribuinte individual que tenha contribuído com 11% sobre o salário mínimo e, no futuro, pretenda contar o tempo para fins de obtenção da aposentadoria por tempo de contribuição ou da contagem recíproca do tempo de contribuição a que se refere o art. 94 da Lei nº 8.213/91, deverá complementar a contribuição mensal mediante o recolhimento de mais 9%, acrescido de juros SELIC e multa de mora (o percentual dos juros relativos aos meses de vencimento e de pagamento das contribuições corresponderá a um por cento). Página 223 Ainda de acordo com os 2º e 3º acrescidos ao art. 21 da Lei nº 8.212/91, a tabela constante da página 223 passa a ter a seguinte redação: Quadro resumo da contribuição do contribuinte individual Quando o contribuinte individual presta serviço: a) a pessoa física; ou b) quando exerce atividade econômica por conta própria; ou c) quando tratar-se de brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial internacional do qual o Brasil seja membro efetivo. O tomador do serviço desconta a contribuição? Alíquota Vencimento (no mês seguinte) Não 20% Dia 15 A empresa em geral Sim 11% Dia 2 A entidade beneficente de assistência social isenta das contribuições sociais. A empresa em geral, por intermédio de cooperativa de trabalho. A pessoa física, por intermédio de cooperativa de trabalho. Sim 20% Dia 2 Sim (quem desconta é a cooperativa) Sim (quem desconta é a cooperativa) 11% Dia 15 20% Dia 15 Hugo Medeiros de Goes 4

5 A entidade beneficente em gozo de isenção, por intermédio de cooperativa de trabalho. A cooperativa de produção (mesmo que seja associado à cooperativa). a) a outro contribuinte individual equiparado a empresa; ou b) a produtor rural pessoa física; ou c) a missão diplomática e repartição consular de carreira estrangeiras. Quando trabalha por conta própria, sem relação de trabalho com empresa ou equiparado e optar pela exclusão do direito ao benefício de aposentadoria por tempo de contribuição. Sim (quem desconta é a cooperativa) 20% Dia 15 Sim 11% Dia 2 Não Não 20% (mas pode deduzir, da sua contribuição, 45% da contribuição do contratante, limitada a 9% do salário-decontribuição). 11% sobre o salário mínimo. Dia 15 Dia 15 Página 225 Os 2º e 3º acrescidos ao art. 21 da Lei nº 8.212/91 também instituíram uma nova opção de contribuição para o segurado facultativo. Assim, a tabela constante da página 225 (item SEGURADO FACULTATIVO) passa a ter a seguinte redação: Direito à Aposentadoria por tempo de contribuição Com direito Base de cálculo Alíquota Salário-de-contribuição, respeitados os limites de R$350,00 a R$2.801, % Sem direito Um salário mínimo. 11% Ao final da página 225, deve ser acrescida a seguinte redação: É de 11% sobre o valor do salário mínimo a alíquota de contribuição do segurado facultativo que optar pela exclusão do direito ao benefício de aposentadoria por tempo de contribuição (Lei nº 8.212/91, art. 21, 2º). O segurado facultativo que tenha contribuído com 11% sobre o salário mínimo e, no futuro, pretenda contar o tempo para fins de obtenção da aposentadoria por tempo de contribuição ou da contagem recíproca do tempo de contribuição a que se refere o art. 94 da Lei nº 8.213/91, deverá complementar a contribuição mensal mediante o recolhimento de mais 9%, acrescido de juros SELIC e multa de mora (o percentual dos juros relativos aos meses de vencimento e de pagamento das contribuições corresponderá a um por cento). 1 Valor atualizado, a partir de 1º/08/2006, pela Portaria MPS nº 342, de 16/08/ Manual de Direito Previdenciário

6 Capítulo 22 - SIMPLES (páginas 411 a 421) O capítulo 22 do livro foi redigido com base na Lei nº 9.317/96. A Lei Complementar nº 123/2006 institui o Simples Nacional e revoga, a partir de 1º de julho de 2007, a Lei nº 9.317/96. Assim, até 1º de julho de 2007, o capítulo 22 do livro continua atualizado. Todavia, para aqueles que pretendam preparar-se para concurso a ser realizado a partir do segundo semestre de 2007, postamos na coluna Toque de Mestre matéria relativa ao Simples Nacional, com base na Lei Complementar nº 123/2006: 2.3. INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 11 INSS/PRES, DE 20/09/2006: O livro, em algumas páginas, cita a Instrução Normativa nº 118/2005. Este ato foi revogado pela Instrução Normativa nº 11/2006. Todavia, no tocante aos dispositivos daquela IN citados no livro, não houve nenhuma alteração em suas redações, inclusive a numeração dos artigos permanece a mesma. Assim, em qualquer página do livro, onde se lê IN nº 118/2005, leia-se IN nº 11/2006. Hugo Medeiros de Goes 6

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