Cancro da mama Proteja-se! Angola Os mais altos padrões de qualidade. Saiba como. Págs. 2 a 4. Gestão hospitalar em debate

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1 Os mais altos padrões de qualidade Jornal Saúde Ano 1 - Nº 8 Outubro Mensal Preço 100Kz Director Editorial: Rui Moreira de Sá da OFERTA Oferta em farmácias, clínicas, consultórios, centros de saúde, hospitais e ginásios A saúde nas suas mãos Angola MINISTÉRIO DA SAÚDE GOVERNO DA REPÚBLICA DE ANGOLA Cancro da mama Proteja-se! Saiba como. Págs. 2 a 4 Gestão hospitalar em debate Os sistemas de saúde não podem funcionar eficazmente se os administradores hospitalares não forem competentes nas áreas do planeamento, da programação e do orçamento. Não é suficiente ter médicos, enfermeiros e outros técnicos de saúde. É preciso também dispor de boas equipas de gestão hospitalar que tenham a arte de organizar e colocar todos os recursos em linha com as prioridades de cada província e com as condições de cada hospital. A Conferência de Gestão Hospitalar dos Países de Língua Portuguesa, que Luanda acolhe este mês, vai reunir mais de 220 participantes do espaço lusófono para analisar e debater as magnas questões que se colocam nesta área crucial. O Jornal da Saúde é parceiro na organização e promoção do evento. Págs. 6 a 12. Vamos acabar com a pólio Uma das estratégias de combate à poliomielite é a vigilância epidemiológica. Os dados de vigilância mostram que um número significativo de crianças com paralisia não foi vacinado,ou receberam doses incompletas durante a rotina ecampanhas. Dos casos de paralisia identificados este ano no Luanda, cerca de 30% das crianças não completaram as doses de vacina. Por esse motivo, continuamos a ter casos de crianças com poliomielite. Vacine o seu filho. Pág. 16. Vivências depressivas A anemia falciforme, em Angola, é um problema de saúde pública. Além do impacto socioeconómico e familiar, muitas dessas crianças acabam por morrer devido a anemia ou a complicações da doença. Publicamos nesta edição, um estudo de Martinho Luemba, neuropsicólogo, sobre as vivências depressivas, ansiedade e situação de stress de pais/mães cuidadores de crianças portadoras de células falciformes. Págs. 20 e 21

2 2 EDITORIAL CANCRO DA MAMA A RUI MOREIRA DE SÁ, Director Conferência de Gestão Hospitalar Lançar sementes gestão dos hospitais enquadra-se sempre nos magnos problemas da saúde. Gerir hospitais ou centros de saúde ou centros de investigação tem em conta o estado da saúde que cada país, cada grande região e mesmo cada continente apresentam, sem prejuízo das questões que são comuns qualquer que seja a latitude em que nos encontremos. Os sistemas de saúde não podem funcionar eficazmente se os a- dministradores não forem competentes nas áreas do planeamento, da programação e do orçamento. Estas competências são necessárias para poder transformar as políticas em projectos e programas realizáveis. Atentas estas razões, de forma muito resumida, a Conferência de Gestão Hospitalar dos Países de Língua Portuguesa, que Luanda acolhe este mês, pode ser útil para abrir horizontes, para fomentar partilhas e favorecer acções conjuntas, verdadeiramente participadas e complementadas com medidas concretas. Os encontros desta natureza são pontos de partida, são sementes. Não são já o fruto. O fruto será o que todos entendermos como objectivos comuns e que se conseguir construir neste imenso espaço tão diverso e tão rico. Rastreio mamográfico: factos e controvérsias S FICHA TÉCNICA Parceria: MARIA ODETE MANSO PINHEIRO, Directora-Adjunta O cancro está a aumentar? im. Esta é a resposta simples e directa à questão. Vários são os factores que contribuem para este aumento da incidência e da prevalência. O conhecimento desta evolução não nos deve assustar, nem fazer desistir, pois a medicina já, por várias vezes, demonstrou a sua capacidade para alterar o curso das doenças, inclusivamente em doenças oncológicas. Pelo contrário, este conhecimento deve levar-nos a todos a assumir a sua parte no combate contra esta doença. E este combate começa, para todos nós, na promoção da prevenção, através da prática de hábitos de vida saudáveis, lutando contra o tabagismo, praticando exercício físico, evitando as dietas prejudiciais, reduzindo a ingestão de bebidas alcoólicas, participando nos programas de rastreio. E ainda adequando os serviços de saúde da capacidade necessária para fazer frente ao número crescente de doentes, criando condições que permitam a utilização dos meios que a ciência colocará à nossa disposição. Sim, o cancro está a aumentar, mas, se começarmos a agir hoje, conseguiremos ganhar mais este desafio. O Jornal da Saúde de Angola é uma publicação mensal de educação e promoção da saúde, estilos de vida saudáveis e prevenção da doença, com a missão de contribuir para o prolongamento e melhoria da vida dos angolanos, através da divulgação de informação de saúde, rigorosa e clara. Ao mesmo tempo constitui um veículo de formação e informação para os médicos, farmacêuticos, enfermeiros, técnicos e outros profissionais de saúde. Conselho editorial: Dra. Adelaide Carvalho, Prof. Dra. Arlete Borges, Dr. Carlos (Kaka) Alberto, Enf. Lic. Conceição Martins, Dra. Filomena Wilson, Dra. Helga Freitas, Dra. Isabel Massocolo, Dra. Isabel Neves, Dr. Joaquim Van-Dúnem, Dra. Joseth de Sousa, Prof. Dr. Josinando Teófilo, Prof. Dra. Maria Manuela de Jesus Mendes, Dr. Miguel Gaspar, Prof. Dr. Miguel Santana Bettencourt Mateus, Dr. Paulo Campos. Colunistas: Nádia Ferreira; Paulina Semedo. Director: Rui Moreira de Sá Directora-adjunta: Maria Odete Manso Pinheiro Redacção: Arnaldo Vieira; Cláudia Pinto; Esmeralda Miza; João Dila; Paulo Dila; Patrícia Van-Dúnem; Sandra Cardoso; Sofia Filipe. Publicidade: Maria Odete Pinheiro Tel.: Revisão: Marta Olias; Fotografia: António Paulo Manuel (dos Anjos). Editor: Marketing For You, Lda - Rua Comandante Gika, 189 E - 5º - Luanda - Angola, Tel.: +(244) / , Delegação em Portugal: Beloura Office Park, Edif Sintra - Portugal, Tel.: + (351) Fax: + (351) ; Periodicidade: mensal Design e maquetagem: Fernando Almeida; Impressão e acabamento: Damer Gráficas, SA Tiragem: exemplares - Encartado no País. Audiência estimada: 100 mil leitores. Distribuição gratuita a médicos, farmacêuticos, administradores hospitalares, enfermeiros, outros profissionais de saúde e à população interessada, nas farmácias, hospitais, centros de saúde, ginásios e health centres. Sandra Neto de Miranda MD, Mph Médica Epidemiologista, Clínica Girassol A mamografia é o único exame cuja capacidade de redução da mortalidade pelo cancro de mama foi comprovada. A controvérsia entre os especialistas é sobre a faixa de idade certa para fazê-la. Do que ninguém duvida é que, se diagnosticado precocemente, o cancro da mama apresenta oportunidades de cura superiores a 90 por cento. Estudos demonstraram que a mamografia reduz em 20% a 40% a mortalidade pelo cancro de mama, ou seja, as mulheres que se submetem ao rastreio mamográfico morrem menos dessa doença. Actualmente, existe uma preocupação crescente com subpopulações de mulheres, nas quais a mamografia tem menor capacidade diagnóstica, que são as com mamas densas. Mais de metade das mulheres com menos de 50 anos e um terço das mulheres com mais de 50 anos apresentam mamas densas, que são caracterizadas pela maior proporção de tecido mamário em relação ao tecido adiposo. Nesse subgrupo de mulheres, a mamografia digital parece apresentar benefícios para o diagnóstico do cancro de mama. MULHERES DE ALTO RISCO Outro grupo de mulheres que desperta interesse são as classificadas como de alto risco. Nesse grupo estão incluídas mulheres cujo risco de desenvolvimento do cancro de mama ao longo da vida é alto, maior que 20%. Comparativamente, uma mulher com risco habitual possui risco aproximado de 12% a 14% de desenvolver cancro de mama até os 85 anos. A proposta de rastreio para mulheres de alto risco inclui mamografia e ressonância magnética da mama anual, assim como início precoce do rastreio (por volta dos 30 anos de idade). De entre as mulheres que fazem parte desse subgrupo de maior risco, podemos citar: mulheres que apresentam mutação genética que favorece o surgimento de cancro de mama (mutação dos genes BRCA 1 e BRCA 2), história familiar importante (genericamente, quanto mais novo e mais próximo for o parente afectado, maior o risco), homens com cancro de mama na família e antecedente de tratamento radioterápico no tórax no momento do desenvolvimento da mama na adolescência. QUANDO INICIAR? Embora não existam controvérsias sobre os benefícios do rastreio mamográfico, os debates sobre a sua extensão, periodicidade e idade de início ainda continuam intensos na literatura científica. O rastreio mamográfico visa realizar exames numa população assintomática com factores de risco significativos, que, no caso do cancro da mama, é principalmente definida por sexo e faixa etária. O objectivo do rastreio é tratar a doença o mais cedo possível em sua história natural, melhorar a sobrevida e diminuir a mortalidade na população-alvo. Em praticamente todas as meta-análises dos estudos que avaliaram o benefício da mamografia entre os 40 e os 49 anos, a redução da mortalidade por cancro da mama associada ao rastreio atinge significância estatística. Neste sentido, pode-se afirmar que: O rastreio mamográfico em mulheres entre 40 e 49 anos reduz as mortes por cancro da mama. Não há diferença estatística significante na redução da mortalidade entre as mulheres de 40 a 49 anos e aquelas com mais de 50 anos. A polémica maior sobre o tema concentra-se nas interpretações divergentes sobre os custos e riscos da mamografia em mulheres entre 40 e 49 anos. Existe grande controvérsia relativa ao balanço custo/benefício. Embora os custos de um mamograma de rastreio sejam pequenos quando comparados com outros procedimentos, o benefício relativo do mesmo para mulheres jovens é a questão, e, neste pormenor, bem favorável! Em geral, os argumentos contra o rastreio na faixa etária dos 40 aos 49 anos enfatizam o facto de haver maiores custos/riscos e menor benefício para as mulheres na faixa dos 40 anos do que para as mulheres com mais de 50 anos. Os resultados mostram que o "A polémica maior sobre o tema concentra-se nas interpretações divergentes sobre os custos e riscos da mamografia em mulheres entre 40 e 49 anos. Existe grande controvérsia relativa ao balanço custo/benefício" rastreio mamográfico não é custo-efectivo em mulheres mais jovens, o que se deve principalmente ao facto de os benefícios nas mulheres entre 40 e 49 anos serem pequenos e lentos, decorrentes da menor especificidade e sensibilidade da mamografia neste grupo etário, conduzindo a mamografias falso-positivas e falso-negativas. Além disso, pode ocorrer um possível excesso de diagnóstico devido ao carcinoma ductal in situ, conduzindo a um maior número de exames (outras incidências na mamografia e exame ultra-sonográfico) e biopsias, levando a custos desnecessários. Existe consenso de que as taxas de mortalidade e incidência do cancro de mama e a frequência do rastreio influenciam na eficiência, efectividade e no uso dos serviços utilizados. Isto também é verdadeiro para a extensão da faixa etária de realização do rastreio, tendo um impacto muito grande na magnitude

3 Outubro 2010 JSA 3 dos recursos utilizados e na efectividade dessa estratégia, como mostram Wong O.L.I., Kuntz K.M., Cowling B.J., Lam C.L.K. e Leung G.M. em "Cost Effectiveness of Mammography Screening for Chinese Women" (Cancer, 2007). Um estudo bastante interessante, fez uma análise de custo-efectividade do rastreio mamográfico em mulheres, através de um modelo estocástico, a Cadeia de Markov. Os resultados mostraram que a estratégia com a melhor relação custo-efectividade foi o rastreio bianual entre os 50 e os 69 anos. A probabilidade de ter cancro da mama é menor entre os 40 e os 49 anos do que entre os 50 e os 69 anos. Dado que a incidência de cancro da mama entre mulheres na primeira faixa etária é menor do que na segunda, torna-se necessário fazer o rastreio de mais mulheres entre 40 e 49 anos para salvar uma vida, se comparado com mulheres de 50 a 59 anos. O número absoluto de vidas salvas é menor para o primeiro grupo etário. Acima das polémicas no meio médico, há uma verdade que prevalece: a mamografia ainda é o melhor caminho para prevenir o cancro de mama. O cancro de mama é o que mais afecta a população feminina e está entre as principais causas de morte em mulheres. O dado positivo é que, se diagnosticado precocemente, esse tipo de cancro apresenta oportunidades de cura superiores a 90%. E os exames preventivos, principalmente a mamografia, são a melhor forma de se detectar problemas logo no início. CONTROVÉRSIA QUANTO À IDADE No entanto, médicos de alguns países têm recomendado adiar a realização regular de mamografia para depois dos 50 anos, com base na análise dos resultados de programas de redução da mortalidade por cancro de mama. Em 2009, houve pelo menos três estudos publicados nesse sentido, sendo que o último realizado pela US Preventive Services Task Force - Força- Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos (USPSTF), grupo independente do governo norteamericano, ganhou destaque nos meios de comunicação, alimentando polémicas no meio médico e fora dele. Em linhas gerais, o que esses estudos afirmam é que a realização periódica de mamografias nos programas de redução de mortalidade gerou um aumento de diagnósticos e tratamentos precoces, porém não diminuiu o número de diagnósticos de cancros mais agressivos, como era de se esperar. Apesar de ter havido de facto uma redução na mortalidade, os médicos acreditam que esse factor pode estar mais relacionado com a biologia do tumor do que com o diagnóstico precoce. Ou seja, as mortes seriam por aqueles tipos de tumor que evoluiriam inevitavelmente para formas mais agressivas. Sendo assim, a conclusão desses médicos é que as mamografias realizadas na população de 40 a 50 anos estariam a gerar um excesso de diagnósticos precoces, desencadeando tratamentos de tumores que nunca trariam efeitos para a saúde da mulher, sendo, portanto, desnecessárias. A recomendação seria que o exame começasse a ser feito apenas a partir dos 50 "Se diagnosticado precocemente, o cancro da mama apresenta oportunidades de cura superiores a 90 por cento" anos, quando é mais expressiva a proporção de mortes evitáveis. Para a USPSTF e outros especialistas, não se justifica a mamografia de rastreio na população de 40 a 50 anos. A QUESTÃO FINANCEIRA Em geral, a definição dos países sobre a idade para começar o rastreio do cancro da mama não está baseada em dúvidas sobre a eficácia do rastreamento em mulheres jovens. A decisão depende de vários factores, como identificar as capacidades e recursos disponíveis, dados sobre a cobertura mamográfica, faixas de idade de maior incidência e de maior sobrevida, etc. Em grande parte, a posição contra o rastreio entre 40 e 49 anos está baseada em questões financeiras. Como a incidência é menor nesta faixa etária, o número de mamografias feitas para cada caso positivo é maior e, portanto, mais dispendioso. Este facto poderá orientar as recomendações em países com sistemas públicos de saúde com programas de rastreio organizado. Outra questão que tem sido debatida recentemente é o benefício relativo da mamografia de rastreio em mulheres idosas. O cancro é mais frequente em mulheres idosas, é uma verdade, mas estas têm uma menor esperança de vida. Baseadas neste contexto, considerado por alguns como pouco ético, algumas autoridades recomendam os rastreios em intervalos maiores em mulheres idosas. Apesar de a controvérsia se concentrar na questão do rastreio em mulheres assintomáticas e sem histórico familiar na faixa entre 40 e 49 anos e de as recomendações da USPSTF terem sido modificadas, a American Cancer Society - Sociedade Americana contra o Cancro - e outras organizações e profissionais de saúde nos Estados Unidos e no mundo continuam a recomendar a mamografia a partir dos 40 anos. O volume de informações na área da saúde aumenta exponencialmente a cada dia, o que torna difícil que os profissionais que não sejam ultra-especializados numa determinada área consigam manter-se actualizados. Muitas vezes deparamo-nos com informações inconclusivas, com baixos níveis de evidência, contraditórias ou mesmo erróneas. A Medicina Baseada em Evidências funciona como um filtro de informações, seleccionando o que existe de melhor na literatura, hierarquizando os diversos níveis de evidência, organizando os estudos em grupos, que procuram responder a uma mesma pergunta, tentando, por artifícios estatísticos, chegar a uma determinada conclusão, derivada dos mesmos. Medicina é a ciência da vida. E, tratando-se de cancro da mama, isso significa continuar a aplicar o que temos de melhor: O DIA- GNÓSTICO MAIS PRECO- CE.

4 4 CANCRO DA MAMA Outubro 2010 JSA Batalha contra o cancro da mama O que têm em comum as histórias de Rosária Kawango, de Júlia e de Maria Pedro? Estas três mulheres travam uma luta contra o cancro da mama há meses a fio. Os testemunhos de coragem de quem nunca deixou de acreditar na vida depois do cancro. ESMERALDA MIZA Ocancro é um tumor maligno de origem desconhecida. No entanto, parece intervir no aparecimento desta doença um certo número de factores de risco, como ambientais, por exemplo a falta de higiene, o lixo quando não bem tratado pode causar cancro, radiação solar constitui risco para os albinos de forma especial e pode causar cancro da pele, pese embora a existência de outros factores físicos e químicos, como os produtos químicos utilizados para acelerar o crescimento alimentares, que de alguma maneira estão por detrás do aparecimento do cancro. Cerca de um terço dos tumores malignos poderiam ser "Tudo começou com um furúnculo " Anossa primeira entrevistada é a senhora Rosária Kawango, de 70 anos, que padece de cancro da mama, veio do Kuanza Sul e conta que tudo começou com um furúnculo, que inflamou o seio do lado esquerdo e nessa expectativa espremeu o seio e saiu uma quantidade enorme de pus. Daí foram ao Hospital do Kuanza Sul para ser tratada, mas, sem solução, foi transferida para o Hospital dos Cajueiros, em Luanda, onde foi feito um exame com uma pequena parte de tecido do seio infectado, posteriormente enviado para o Hospital Américo Boavida, onde descobriram que tipo de patologia era aquela - o famoso cancro da mama. Desde aquela data, há seis meses, Rosária Kawango nunca mais foi a mesma pessoa, pois o seu seio esquerdo vive sangrando. No dia em que estivemos no centro, Rosária estava à espera da cirurgia para ver o seu problema resolvido. Teste da diabetes, com medição da glicemia evitados se a população mundial adoptasse um estilo de vida saudável. Mas muitas vezes o cancro está associado ao consumo de bebidas alcoólicas e do tabaco, que segundo a literatura podem causar certos tipos de cancros, como é o caso da cirrose hepática e dos cancros broncopulmonares. Em Angola, os cancros do seio, da próstata, da pele, do aparelho digestivo e do colo Aos participantes da IV Conferência de Gestão Hospitalar dos Países de Língua Portuguesa, nos dias 28 e 29 de Outubro, em Luanda. Esta iniciativa da ASDA de sensibilização e despiste tem o apoio do Jornal da Saúde e é patrocinada pela do útero são os que mais acontecem. Nestes cancros o homem é nitidamente mais atingido do que as mulheres, com excepção do cancro da mama, que é mais comum entre as mulheres brancas do que as negras. Em Angola os tumores e cancros são tratados no Centro Nacional de Oncologia, um hospital especializado para este tipo de patologias. Sinais de alerta Os sinais de alerta para descobrir um cancro podem ser: fraquezas, a falta de apetite, a palidez, o famoso caroço, a inversão do mamilo com alteração da cor da pele do seio. "Cerca de um terço dos tumores malignos poderiam ser evitados se a população mundial adoptasse um estilo de vida saudável" DAR ATENÇÃO AOS SINAIS Quanto à prevenção do cancro, é necessário ter acesso aos serviços de saúde, é necessário que as pessoas prestem atenção aos sintomas que apresentam e aprendam a fazer o auto-exame do seio. Os sinais de alerta para descobrir um cancro podem ser: fraquezas, a falta de apetite, a palidez, o famoso caroço, a inversão do mamilo com alteração da cor da pele do seio. O cancro da mama existe desde o início da humanidade, não se conhecendo de forma clara o motivo do seu surgimento, mas existem vários outros factores, como a poluição atmosférica, a radioactividade, o tabaco, o cobalto, o arsénico, o amianto, o alcatrão, que interviriam nos cancros. Toda a mulher deve aprender a fazer o exame das mamas, ou seus próprios seios, para descobrir se há sinais que podem ser cancro. Este exame deve ser feito uma vez por mês. A nossa reportagem foi realizada no Centro Nacional de Oncologia, o único centro no país que trata de problemas de natureza cancerígena. Encontrámos vários casos de tumores ou mesmo de cancro que contamos nesta página. " O marido deixou-me porque não servia mais " Epor fim ouvimos a senhora Maria Pedro, de 35 anos, mãe de quatro filhos, que padecia de uma hemorragia há seis meses e que passou por todos os hospitais. Sem sucesso, teve de ir parar ao Centro Nacional de Oncologia, onde foi diagnosticado cancro do colo do útero. Maria Pedro diz que passou mal, que o marido a deixou porque não servia mais, e que agora não pode mais ter filhos; mora no Bairro Palanca, no Golfe, e faz a medicação de 14 em 14 dias. "A hemorragia é uma doença perigosa, porque todo o sangue acaba no corpo. Passei seis meses e todos os dias com hemorragia. Tomei muitos comprimidos e apanhei soro e balões de sangue". Quer dizer, sofreu uma transfusão de sangue e ainda continua no hospital. Fundação apresenta unidade móvel para mamografias gratuitas Fundação Mulher Contra o Cancro da Mama vai apresentar ao público, no dia A30 de Outubro, em Luanda, uma unidade móvel dotada de um mamógrafo que permitirá às mulheres mais carenciadas realizar mamografias gratuitas. A Fundação Mulher Contra o Cancro da Mama é uma instituição apartidária de carácter técnico e científico que tem como fim ajudar as mulheres angolanas a defenderem-se desta doença, promovendo acções nas comunidades científica nacionais e internacionais relacionadas com o cancro da mama. Ao longo dos últimos três anos tem vindo a divulgar e a sensibilizar a sociedade civil como se deve actuar no reconhecimento da doença, efectuando o rastreio com o auto exame da mama, através da mamografia e avaliações imagiológicas. Em conjunto com Centro Nacional de Oncologia de Angola, IPO e Liga Contra o Cancro da Mama em Portugal, a Fundação tem promovido um conjunto de acções humanitárias e outras de carácter formativo para a prevenção da doença. A Fundação este ano foi premiada, por duas empresas privadas, com a utilização de uma unidade móvel com um mamógrafo que, em breve, permitirá às mulheres mais carenciadas fazer a sua mamografia gratuita. A apresentação é no Belas Shopping, em Luanda. Na ocasião, com o patrocínio da Chevron, serão distribuídas aos presentes T Shirts e bonés alusivos. "A MAMA FICAVA QUENTE E TINHA UM CAROÇO" Quem também padece de cancro é a senhora Júlia, de 36 anos, a quem foi diagnosticado cancro da mama há três anos. Foi operada uma primeira vez e está a espera da segunda operação. Conta, aflita, que não sabe a origem dessa doença: "Se existe Deus, então como é que ele permite que isso aconteça comigo? Já fui operada. Agora vou ser operada outra vez na mesma mama. Isso é cansativo." Júlia explicou que não sentia muitas dores mas verificou que a mama ficava quente e que havia um caroço na mama esquerda. O seu marido acusava-a de estar grávida, pelo facto de as suas mamas aquecerem, mas ela sabia que não estava grávida. Quando decidiu ir ao centro de saúde próximo de sua casa, em Cacuaco, informaram que o seu problema podia ser resolvido nos grandes hospitais, como o Josina Machel (Maria Pia). Foi de lá que a mandaram para o Centro Nacional de Oncologia. Desde aí a sua vida mudou completamente; está sempre no hospital. Júlia contou que a primeira cirurgia aconteceu há dois anos, pensava ela que nunca mais ia ser operada, mas lamenta o facto de afinal irem amputar a sua mama toda. "Podem operar também a outra mama até eu morrer", acrescentou. A senhora Júlia, de 36 anos de idade, apela às mulheres para terem cuidado e fazerem o auto-exame das mamas e, sempre que encontrem uma alteração, irem ao hospital. "Porque esta doença acho eu que não tem cura. Vi muita gente com tumor do dente, foram operados e já estão curados, mas eu ainda estou aqui", lamenta ela.

5 Outubro 2010 JSA PUBLICIDADE 5

6 6 CONFERÊNCIA DE GESTÃO HOSPITALAR Outubro 2010 JSA CPLP atenta às conclusões quer contribuir para a sua implementação CONFERÊNCIA DE GESTÃO HOSPITALAR DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA Sob o lema "A gestão das unidades de saúde - o seu contributo para a melhoria dos sistemas de saúde", durante três dias, em Luanda, mais de 220 profissionais de saúde dos oito países debatem, analisam, partilham e comparam os diferentes desafios que enfrentam e as soluções que vão permitir ultrapassá-los. RUI MOREIRA DE SÁ OSecretariado Executivo da CPLP "estará atento às conclusões e recomendações que sairão da Conferência de Gestão Hospitalar dos Países de Língua Portuguesa, não só para disseminá-las junto do vasto público, mas sobretudo para mobilizar o seu contributo num esforço colectivo e coordenado de implementação", garantiu o Secretário Executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira, para quem "essa é, aliás, fundamentalmente, a razão da formulação e estruturação do Plano Estratégico de Cooperação para a Saúde". Alberto Paca, 48 anos, natural de Cabinda, licenciado em medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto, especialista em cirurgia geral pela Ordem dos Médicos de Portugal, é o director geral do Hospital Josina Machel. Fez a guerra, integrado nas Forças Armadas angolanas, numa província onde era o único médico militar para todas as funções assistenciais, preventivas e administrativas. "Em 22 anos de profissão, descontando os sete que estive em Portugal, sempre associei a prática clínica à gestão". Qual a importância da realização da Conferência de Gestão Hospitalar? Apesar da minha apetência como médico na área da assistência, considero fundamental a área da administração, tendo em conta a complexidade da gestão que se verifica hoje nos hospitais, não só nos terciários, mas também nos municipais que dispõem de equipamento que exige conhecimento e boa gestão. Assim, uma discussão alargada é o caminho para criar esse interesse para gerir da melhor forma os hospitais e também o próprio sistema nacional de saúde. Pessoalmente, eu sou um apaixonado pela gestão hospitalar e da saúde em geral. Sem estudarmos, sem definirmos os verdadeiros instrumentos de gestão que devem ser corrigidos ao seu tempo e em função da realidade que se vive e da exigência da população, não conseguimos gerir bem os recursos que, sendo sempre escassos, podem originar resultados maiores. O facto da Conferência se realizar em Angola é gratificante. Quais os grandes desafios que o hospital que dirige tem pela frente? O Hospital Josina Machel ALBERTO PACA, DIRECTOR DO HOSPITAL JOSINA MACHEL Melhorar a qualidade dos serviços com recursos humanos mais capacitados já tem um investimento tecnológico elevado. É um hospital terciário sob o ponto de vista da infra-estrutura e do equipamento com tecnologia incorporada de que "Os múltiplos painéis de apresentação e debates e o Salão paralelo constituem a plataforma ideal para conhecermos melhor as nossas realidades, armarmo-nos de instrumentos complementares para enfrentar as dificuldades diárias, mas, sobretudo, para reforçar o compromisso de cada um e de todo o sistema em salvar vidas, através do melhor aconselhamento, disseminação de técnicas de prevenção, diagnóstico e tratamento das enfermidades". Para este responsável "os múltiplos painéis de apresentação e debates, e o Salão paralelo, constituem a plataforma ideal para conhecermos melhor as nossa realidades, armarmonos de instrumentos complementares para enfrentar as dificuldades diárias, mas, sobretudo para reforçar o compromisso de cada um e de todo o sistema em salvar vidas, através do melhor aconselhamento, disseminação de técnicas de prevenção, diagnóstico e tratamento das enfermidades. Para o bastonário Carlos Alberto Pinto de Sousa, que proferirá uma conferência sobre a investigação em saúde como facto de desenvolvimento "a Ordem dos Médicos de Angola, embora vocacionada para a defesa dos legítimos interesses dos médicos com respeito absoluto pelo exercício de uma medicina humanizada e de qualidade junto dos cidadãos, reconhece que urge incorporar a dimensão económica e gestionária na prática clínica". De acordo com Pedro Lopes, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), "a gestão hospitalar é uma matéria transversal que atravessa todas as realidades, do país menos desenvolvido tecnologicamente ao mais desenvolvido, pelo que o lema escolhido é uma matéria incontornável num momento em que os países em desenvolvimento procuram a melhor equação para os seus investimentos e os países desenvolvidos procuram a melhor solução para os seus gastos. Já para Luiz Aramicy Pinto, presidente da Federação Brasileira de Hospitais, entidade que representa hospitais privados, dos quais prestam atendimento ao sistema de saúde governamental," importa realçar que todas as conclusões da conferência são fundamentais para enriquecer todos os tipos de modelos de organização interna dos hospitais e dos sistemas de saúde". A Conferência e Salão paralelo, apoiados pelo Jornal da Saúde, decorrem no Hotel de Convenções de Talatona, em Luanda, nos dias 28 e 29 de Outubro. Os cursos pré-conferência, no Hospital Josina Machel, no dia 27. dispõe. Agora, o principal desafio são os recurso humanos. Completar o quadro de pessoal e dar-lhes formação e capacitação continuada com o objectivo de promover a qualidade. Em síntese, aumentar os quadros, trabalhar intensamente com eles, formá-los e afinar a qualidade na prestação de serviços. Quando é o próximo Encontro Científico do Josina Machel? No próximo ano será já o 5º Encontro Científico, em simultâneo com o nosso aniversário a 1 de Julho. Todos os serviços já estão a preparar os trabalhos que serão apresentados. A recomendação vai no sentido da melhoria dos que foram apresentados na última edição

7 Outubro 2010 JSA PUBLICIDADE 7

8 8 CONFERÊNCIA DE GESTÃO HOSPITALAR Outubro 2010 JSA Paulo Salgado é um administrador hospitalar com uma longa carreira em Portugal. Actualmente presta serviços na Clínica Sagrada Esperança e apoia a Ordem dos Médicos. Deu um contributo fundamental para a realização da Conferência de Gestão Hospitalar, nomeadamente na concepção do seu programa. O Jornal da Saúde falou com ele. Quais as tendências da gestão hospitalar? A gestão dos hospitais enquadra-se sempre nos magnos problemas da saúde. Gerir hospitais ou centros de saúde ou centros de investigação tem em conta o estado da saúde que cada país, cada grande região e mesmo cada continente apresentam, sem prejuízo das questões que são comuns qualquer que seja a latitude em que nos encontremos. Portanto, a tendência será a de encontrar modelos adaptativos, fiáveis e exequíveis em cada realidade. PAULO SALGADO, GESTOR HOSPITALAR "A gestão deve responder aos anseios dos utilizadores dos serviços de saúde" Tomando como ponto de partida o primado do doente (o doente no centro do debate e das decisões), a gestão contemplará sempre uma governação próxima dos anseios dos utilizadores dos serviços de saúde - aquilo que poderemos designar como um conceito de proximidade. O termo governação clínica (que tem origem no Livro Branco da Saúde do NHS, 1997) tem vindo a ser introduzido na linguagem de médicos, administradores e decisores não é apenas mais uma moda; é uma ideia que deve encerrar renovação, responsabilização, trabalho em parceria, aprofundamento e melhoria da eficiência técnica e económica (atendendo que a economia e a medicina estão interligadas), a excelência de cuidados, a introdução de programas de gestão do risco, desenvolvimento e aperfeiçoamento profissional permanentemente avaliado. Mas a governação clínica não se confina à gestão clínica stricto sensu. Como escreve Artur Vaz (in Governação dos Hospitais, 2009): "Mais do que aceitar um modelo de gestão em que a gestão corporativa (corporate governance) se limita às fronteiras do mundo e das actividades ditas administrativas ou logísticas - financeiras, sistema de informação, gestão de recursos humanos, gestão de materiais, investimento e inovação, hotelaria, etc. - reservando-se à gestão clínica ou GC tudo o que diz respeito ao processo de prestação de cuidados, o objectivo será articular de forma profunda e perene as duas dimensões da gestão, de maneira a garantir que os objectivos principais da GC são igualmente assumidos pela gestão corporativa (corporate governance), independentemente das metodologias aplicáveis em cada uma das dimensões, naturalmente ditadas pelas suas especificidades." Vale por dizer que a actividade substantiva nos hospitais - exercida pelo corpo clínico - é complementada por actividades adjectivas em estreita colaboração, num compromisso responsabilizante entre as duas dimensões, sendo criados mecanismos para alcançar a governação integrada, fazendo acrescer o que se chama de accountability das instituições e a qualidade nas suas diversas componentes, sem perder de vista os direitos dos doentes e a responsabilidade social exigível às unidades de saúde. O futuro é já hoje: gestão integrada. Na sua perspectiva, quais os grandes desafios que se colocam hoje nesta área em Angola? De forma persistente e pedagógica, os altos decisores no país têm estado atentos às magnas questões que se colocam à saúde. Tem havido grande empenhamento na construção de infra-estruturas mais próximas dos cidadãos, e o enfoque tem sido feito principalmente, e bem, nos cuidados primários de saúde, na prevenção e na promoção da saúde, sem descurar os cuidados diferenciados. Do meu ponto de vista, a formação de profissionais de todos os níveis constitui, na verdade, a pedra de toque que permitirá um salto qualitativo - ideia que é largamente defendida pelas entidades responsáveis. Se os recursos humanos estiverem devidamente formados, se estiverem motivados, a gestão das unidades de saúde, cada vez mais apetrechadas tecnologicamente, será mais adequada às necessidades das populações. Esta ideia é também enfatizada pelo director regional da própria OMS, Dr. Luís Sambo: "Há, portanto, necessidade de acelerarmos um pouco mais o ritmo de trabalho de prestação dos cuidados de saúde [na região africana]. Temos de melhorar o desempenho dos serviços de saúde em África, temos de melhorar os indicadores de saúde e temos de contribuir de forma mais eficaz para o processo de desenvolvimento social e económico dos nossos países." Isto significa que é necessário fazer uma gestão correcta dos recursos a todos os níveis: nos centros de saúde, nos hospitais de primeiro, segundo e terceiro níveis. Finalmente, uma questão importante para os gestores hospitalares: a sua mobilização no sentido de criar mecanismos de articulação entre os cuidados de saúde primários e os cuidados de saúde hospitalares, através de meios inovadores e facilitadores num País tão extenso. Este aspecto relaciona-se com outros: a referenciação dos doentes, o sistema de informações, a identificação, a mobilização das comunidades e o estabelecimento de prioridades relativamente aos grupos-alvo, assuntos que estão na agenda da governação. CARLOS ZECA, DIRECTOR PROVINCIAL DE SAÚDE DE CABINDA "Vamos melhorar os cuidados básicos de saúde em 2011" Qual é o quadro epidemiológico na Província de Cabinda? O quadro é estacionário. Temos o controlo das doenças ocorrentes na Província. O facto de estarmos agora na época de chuvas poderá contribuir para algumas alterações no comportamento epidemiológico, nomeadamente de algumas doenças ligado a esta estação. Cabinda ainda não registou nenhum caso da poliomielite. Quais os principais desafios a vencer? Redução da mortalidade materno-infantil, da pobreza e a expansão da rede periférica. Queremos também chegar às zonas mais longínquas, onde falta assistência médica e medicamentosa. Destacaria ainda a prestação de serviços de saúde com maior qualidade, a carência de recursos humanos, sistemas de informação, financiamento e a participação das comunidades e parcerias para o desenvolvimento da saúde. Quais as perspectivas para o próximo ano no sector da saúde? Melhorar os cuidados primários de saúde, diminuir a mortalidade materno-infantil, formação permanente dos quadros, elevando o seu nível profissional e um programa de investigação científica.

9 JSA Outubro 2010 CONFERÊNCIA DE GESTÃO HOSPITALAR 9 JOSÉ MENDES RIBEIRO DIRECTOR DA ACCENTURE ANGOLA PARA A ÁREA DA SAÚDE E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA "Os serviços de saúde de Angola podem tornar-se um exemplo para o continente africano" "O lançamento de um Programa de Parcerias Público Privadas pode constituir um excelente motor de dinamização da actividade do Estado Angolano, envolvendo entidades privadas em projectos de investimento de interesse público, formando recursos humanos qualificados e atraindo capitais para um investimento produtivo no País", diz-nos, em entrevista exclusiva ao Jornal da Saúde, José Mendes Ribeiro, director da Accenture Angola para a área da saúde e administração pública. RUI MOREIRA DE SÁ De acordo com este responsável "entre as características principais de um programa desta natureza distinguem-se a longa duração da relação entre os parceiros, o papel a desempenhar pelos parceiros na definição, concepção, realização, exploração e financiamento bem como a partilha de riscos entre os parceiros". Constituem finalidades essenciais de um Programa de Parcerias Público Privadas o acréscimo de eficiência na afectação de recursos públicos e a melhoria qualitativa e quantitativa do serviço, sendo aplicável a projectos que requerem elevadas capacidades técnicas e financeiras. Quais são as grandes tendências da área da saúde em geral e gestão hospitalar em particular? Como se posiciona Angola nesse contexto? A principal preocupação dos sistemas de saúde, em todos os países do mundo, é poder assegurar progressivamente a universalidade do acesso a cuidados de qualidade, aos seus cidadãos. Só dessa forma se conseguirá melhorar, de forma sustentada, o estado de saúde da população e erradicar graves focos de doença. As metas de saúde, no caso de Angola, são muito claras: reduzir a elevada taxa de mortalidade infantil e aumentar consideravelmente a esperança média de vida da população. As autoridades angolanas estão muito empenhadas em cumprir esses desafios e para tanto é necessário aumentar a oferta de unidades de saúde e o número de recursos humanos disponíveis junto da população. Não é suficiente ter médicos, enfermeiros e outros técnicos de saúde. É preciso também dispor de boas equipas de gestão hospitalar que tenham a arte de organizar e colocar todos os recursos em linha com as prioridades de cada província e com as condições de cada hospital. Em particular no sector da saúde e na administração pública, quais os serviços que podem ser disponibilizados e qual o valor acrescentado para a população? A oferta pública e privada de cuidados de saúde tem vindo a aumentar mas o crescimento demográfico em tempos de paz está a acentuar-se e por isso a resposta actual não é suficiente. As políticas públicas seguidas, designadamente a implementação de um exigente plano de vacinação, começam a dar os seus frutos e a melhoria do acesso parece ser hoje uma necessidade incontornável do futuro. Nesse sentido, o lançamento de um Programa de Parcerias entre o Estado e os operadores de mercado, para a modernização e criação de uma rede hospitalar especialmente desenhada para responder às patologias e às necessidades actuais e futuras da população, faria por certo afluir recursos humanos e financeiros ao País, permitindo que em 5 a 10 anos se registasse uma melhoria significativa nos indicadores de saúde da população. Angola pode ambicionar tornar-se uma "potência" regional nesta área, no sentido de se constituir como um bom exemplo a seguir, para todos os países africanos e em especial para os de língua oficial portuguesa. Qual a missão, áreas de actividade e países onde a Accenture está presente? A Accenture está presente em 53 países do mundo, incluindo Angola, e em mais de 200 cidades. A nível global a empresa emprega mais de profissionais que prestam serviços em 19 ramos de actividade, servindo mais de clientes em todo o mundo. A Accenture está focada em proporcionar valor acrescentado tangível aos seus clientes, através de serviços em três áreas chave de actuação: consultoria de gestão, tecnologias de informação e outsourcing. A satisfação dos clientes da Accenture pode ser medida pela fidelidade da sua relação. Dos 100 maiores clientes mundiais, 99% têm sido clientes pelo menos há 5 anos e 91% pelo menos há 10 anos. Mais algumas credenciais da Accenture na área da Saúde Colaboração com o Governo regional de Victoria, na Austrália, na definição da estratégia de gestão da procura de serviços públicos de saúde, Desenho, construção e operação de um centro de serviços partilhados na área da Imagiologia no NHS do Reino Unido Preparação de uma plataforma integrada de processos e sistemas para utilização uniforme por toda a rede prestadora de cuidados de saúde para o National Healthcare Group, em Singapura Implementação de um sistema integrado para suporte à gestão da informação relativa à prestação de cuidados de saúde ao efectivo militar, nos diversos palcos de actuação no Ministério da Defesa de Espanha Colaboração no desenho, implementação e operação de um centro de Health Coaching da KKH Allianz, na Alemanha, com acção proactiva na prevenção de doenças crónicas e promoção de estilos de vida saudáveis Qual a dimensão da empresa em Angola e serviços que oferece? Como se diferencia da concorrência? A presença da Accenture em Angola tem já hoje reflexos no desenvolvimento económico, através do valor acrescentado pelos diversos projectos desenvolvidos junto de vários agentes económicos do país. As capacidades específicas para lidar com as várias áreas que constituem o sector público, e que são tão diversas como a Saúde, as Finanças, a Justiça, a Segurança Social, ""Não é suficiente ter médicos, enfermeiros e outros técnicos de saúde. É preciso também dispor de boas equipas de gestão hospitalar " ou a Defesa, geram um elevado valor acrescentado que decorre deste leque alargado e complementar de valências (desde a consultoria de gestão, ao outsourcing, passando por múltiplas competências na área da tecnologia), associado a um conhecimento e experiência internacional muito alargados em cada uma das indústrias deste sector, permitindo ajudar as autoridades na concepção, implementação e operação de programas de transformação de grande impacto. Com operações em Angola há já vários anos, a Accenture decidiu, em 2003, construir uma unidade local dedicada à prestação de serviços às indústrias de energia e recursos naturais neste País. Assim, em 2006, a empresa procedeu à abertura de um escritório em Luanda. De início, as operações estavam mais concentradas no sector energético. O foco da Accenture nos principais clientes do sector permitiu acompanhá-los com grande proximidade e fornecer uma diversidade de serviços de consultoria de gestão, tecnologia e outsourcing às empresas de petróleo e gás, locais e internacionais, que actuam em Angola. Para a Accenture tem sido estimulante contribuir para a economia angolana e apoiar as organizações que nela operam no momento em que o País enfrenta o desafio determinante do crescimento económico sustentado. Nesse sentido, a Accenture colabora actualmente com alguns dos principais players do sector dos serviços financeiros, telecomunicações e media, bem como do sector da construção e administração pública, entre outros. Através da combinação de uma experiência ímpar, um conhecimento profundo dos vários sectores de actividade e funções de negócio, suportada por uma rede global de profissionais especializados, a Accenture está bem posicionada para ajudar as organizações com operações em Angola ou que planeiam a sua entrada neste mercado a identificarem novas oportunidades e a alcançarem um alto desempenho num país em claro desenvolvimento económico. Pode dar alguns exemplos de casos de sucesso locais e internacionais? Através da área de Research & Development "Accenture Institute for Health & Public Service Value", a Accenture tem contribuído para o diagnóstico e análise dos sistemas de saúde de diferentes países por todo o mundo, como são disso exemplo as mais recentes publicações "Study of Consumer Health Care Information" e "The Accenture Citizen Experience Study ", onde em conjunto se caracterizam os sistemas de saúde de vários países da Europa, América, Ásia, África e Oceânia. Felizmente os casos de sucesso são inúmeros. No caso específico da saúde, salientava apenas alguns. Particularmente expressivo foi poder ajudar a "African Medical and Research Foundation" numa iniciativa sem precedentes de formação massiva de profissionais de enfermagem, através da formação online no local de trabalho para aumentar o número de enfermeiros profissionais registadas no Quénia. Temos expectativas de conseguir alargar este programa a outros países africanos. Ao nível de instituições públicas, apoiar a Administração Central do Sistema de Saúde em Portugal no desenho, construção e operação de um Centro de Conferência de Facturas do Sistema Nacional de Saúde (SNS), onde por mês são processadas milhões de prescrições médicas ou ajudar a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, em Portugal, em várias componentes do programa de transformação e melhoria contínua.

10 10 CONFERÊNCIA DE GESTÃO HOSPITALAR GESTÃO DE PARCERIAS A parceria público-privada na saúde é viável? Lemuel Bornelli Cordeiro MD, PhD MBA em Gestão de Saúde na Fundação Getúlio Vargas - São Paulo, Brasil Médico docente do Gabinete de Ensino, Pós-Graduação e Pesquisa da Clínica Girassol " a principal finalidade da Gestão deve ser a de assegurar a máxima prosperidade para o empregador, combinada com a máxima prosperidade para cada empregado." Taylor (1911) As duas últimas décadas do século passado foram marcadas por intensas transformações económicas que modificaram profundamente o Estado e a Sociedade em diversos países do mundo. Na tentativa de superar a grande crise do modelo económico do pósguerra,"plano Marshall", quando todo o mundo capitalista caiu numa marcada recessão, diversas nações plutocratas centrais e também periféricas implementaram um amplo programa de reformas orientadas para o mercado global. Todavia, mesmo com significativas diferenças em cada país onde foram introduzidas, de modo geral este pacote de medidas foi marcado pela severa contracção da emissão de moeda, práticas elevadas de taxa de juros, drástica redução de impostos sobre altos rendimentos, desregulamentação absoluta dos fluxos financeiros, criação de níveis de desemprego massivos, reformas na legislação trabalhista e políticas de contenção nos gastos sociais. A despeito de todas essas mudanças, ocorre uma tremenda metamorfose no modo de intervenção do Estado na actividade económica, ou melhor, em muitos casos houve uma quase extinção de qualquer tipo de intervenção, a chamada inércia do poder público. No escopo deste processo, as políticas de nacionalização europeias, bem como as políticas de regulação americanas, passaram a ser revistas, dando lugar a uma série de transformações introduzidas mediante os processos de privatização na Europa e de desregulação nos Estados Unidos. Notou-se a partir daí grandes processos de desestatização, interferindo na forma de provimento de bens e serviços públicos, o que denotou uma forte tendência de reorganização patrimonial do sector público. Essa redução do tamanho, da capacidade e da profundidade de intervenção do Estado é realizada, por um lado, através das privatizações, reflectidas pela transferência, por venda ou concessão de empresas estatais à iniciativa privada, e também através de mudanças no modelo de gestão dos activos públicos como opção estratégica. Considerando que crescimento não se traduz em desenvolvimento, este novo cenário internacional afectará de forma fulcral os países periféricos e em desenvolvimento, uma vez que, não dispondo de um nível óptimo de poupança interna, dependerão cada vez mais da captação de recursos estrangeiros para o financiamento do seu processo de desenvolvimento e das suas políticas públicas.

11 Outubro 2010 JSA 11 É neste ambiente de severa dificuldade de financiamento estatal que a parceria com o sector privado começa a se desenvolver. A Parceria Público- Privada (PPP) mostra-se como uma modalidade delegada de actividades, tradicionalmente executadas pelo Estado, que passam para a Gestão de Parcerias com o sector privado. Além do foco político-ideológico, a Gestão de Parcerias passará a ser identificada por diversos governos como sendo uma atraente alternativa para optimizar projectos de infra-estrutura e de provisão de serviços públicos necessários e imprescindíveis à sociedade. De maneira "lato sensu", a Política Público-Privada (PPP) pode ser conceituada como um novo modelo de delegação, em que o particular assume o risco de projectar, financiar, construir e gerir um determinado empreendimento de interesse público, podendo compartilhar este risco com o Estado. Mantendo a propriedade após a conclusão do empreendimento, o parceiro privado coloca os seus serviços à disposição do Estado ou da comunidade mediante um contrato de operação de longo prazo, como por exemplo "comodato", fazendo jus a uma remuneração periódica do Estado, conforme o atendimento de metas e requisitos previamente acordados. A procura internacional pelas PPP pode ser atribuída principalmente a três factores; quais sejam, o primeiro é a necessidade de investimento, consoante ao crescimento económico, que é altamente dependente do desenvolvimento e aperfeiçoamento da infra-estrutura, particularmente em serviços púbicos como saúde, água e telecomunicações e sistemas de transportes. Além disso, existe em diversos países uma necessidade urgente de novas infra-estruturas sociais, como hospitais e equipamentos de assistência médica, instalações escolares e habitação. Para diversos governos, isso é encarado como a área na qual o envolvimento do sector privado é mais fulcral. Outrossim, os países têm viabilizado também uma maior eficiência no uso dos recursos, e a experiência das privatizações demonstrou que em diversas actividades, mesmo as tradicionalmente assumidas pelo sector público, como é o caso da Saúde Pública, podem ser desempenhadas de forma mais económica com a aplicação das disciplinas e competências administrativas do Sector Privado. Finalmente, existe também uma grande demanda pela geração de empregos e de valor comercial para os activos do sector público. Montantes significativos de recursos públicos são investidos no desenvolvimento de activos como sistemas de informação hospitalar com tecnologia de ponta, que frequentemente são usados para uma estreita faixa de aplicações dentro do sector público. Agregar valor da competência do sector privado na exploração desses activos em uma faixa mais ampla de aplicações pode levar à realização de uma boa Gestão para o sector público. Expusemos no quadro abaixo, retirado de uma fonte de: Transportes, Defesa e Saúde da Inglaterra O modelo de PPP inglês revelou-se tão bem-sucedido que, reduzindo-se consideravelmente a percepção de risco, actualmente o que se tem em pauta nas reuniões de avaliação da Gestão de Parceria Público-Privada é como repartir entre iniciativa privada e o poder público os ganhos decorrentes de valor agregado que permitiu a redução de taxas de juros durante a execução dos primeiros projectos de PPP. Não podemos deixar de apostar na necessidade, para análises futuras, de se investir um esforço na tentativa de identificar o modelo institucional de Gestão de Parceria Público-Privada, nos principais países onde esta modalidade de administração delegada foi implementada. Pois, a partir das experiências analisadas aqui, cremos que no modelo da Gestão de Parceria empregada por esses países pode estar parte da explicação para o sucesso e para os insucessos detectados. MINISTÉRIOS PROJECTOS INVESTIMENTO PARTICIPAÇÃO (MILHÕES DE EUROS) Transportes ,9% Defesa ,1% Saúde ,3% A experiência brasileira Aexemplo do ocorrido na Inglaterra, no México e nos Estados Unidos da América, a PPP na República Federativa do Brasil foi estruturada como uma das principais formas de financiamento em infra-estrutura, e vem destacando-se no cenário mundial como uma das formas de viabilização de desenvolvimento sustentável e qualidade de prestação de serviços de saúde. Envolve o fornecimento de activos e serviços em infra-estrutura pelo sector privado que tradicionalmente foram fornecidos pelo sector público. A adequada transferência de riscos do sector público para o sector privado é um dos maiores requisitos das parcerias, para que sejam alcançados os objectivos almejados pelos consumidores-usuários e pelo Poder Público, pautado pela prestação de serviços de alta qualidade e baixo custo. Suas vantagens estão relacionadas ao financiamento de projectos que se tornaram inviáveis devido à escassez e morosidade na disponibilização de recursos. O autor Roger McCormick chama-nos a atenção para o seguinte ponto: "Tais estruturas apresentam vantagens significativas quando comparadas com os mecanismos tradicionais de financiamento do governo, ou seja, arrecadação mediante tributos e empréstimos. A vantagem de maior destaque provavelmente decorre da própria natureza da PPP, e especialmente do seu financiamento pelo sector privado, que é verificado como regra geral, que demanda uma análise excepcionalmente rigorosa dos custos e cronograma e da possibilidade de os custos efectivos serem suportados, directa ou indirectamente, pelos beneficiários que usufruirão do projecto uma vez concluído (muito embora seja comum a presença de subsídio parcial para o projecto)." Os contratos de Parceria Público-Privada são considerados como a resposta contemporânea ao processo de evolução das funções do Estado, processo esse que teve seu início com as privatizações. Os Serviços Públicos passaram a ser oferecidos através de um Contrato de Concessão. Sobre isso, o autor Hely Lopes Meirelles concluiu: "Contrato de Concessão é o ajuste pelo qual a Administração delega ao particular a execução remunerada de serviço ou de obra pública ou lhe cede o uso de um bem público, para que o explore por sua conta e risco, pelo prazo e nas condições regulamentares e contratuais. Daí a tripartição da concessão em concessão de serviço público, concessão de obra pública e concessão de uso de bem público, consubstanciadas em contrato administrativo bilateral, comutativo, remunerado e realizado, intuitu personae." Conclui na próxima edição

12 12 PROFISSIONAL Outubro 2010 JSA UNIMED, UMA EMPRESA JOVEM MAS SÓLIDA Apoiar médicos e unidades de saúde A Unimed está ao serviço da classe médica e das instituições de saúde. Aconselha os profissionais "a adequar e a racionalizar o investimento em equipamento, em função dos seus objectivos". Luís Saraiva, director geral da empresa, faz parte da nova geração de empreendedores angolanos. Focado nas necessidades dos clientes, aposta na excelência e no trabalho em equipa. Está decidido a participar na construção do futuro. Qual a missão da Unimed? A missão da empresa é a de contribuir para a saúde e o bem-estar da população, através da realização de projectos hospitalares e clínicos chave na mão, de reequipamento e da disponibilização junto à classe médica de equipamentos, materiais e produtos com um elevado padrão de qualidade. Quando foi criada? A Unimed é uma empresa privada de direito angolano, fundada em Abril de Nasce da vontade e do desígnio de profissionais já com experiência na área da saúde que queriam prestar um serviço de excelência. Começou pequena, mas ao fim destes anos orgulha-se de representar marcas de referência e de apresentar uma carteira de projectos de envergadura já realizados. Como apoia a classe médica? Para os médicos poderem prestar um bom atendimento ao paciente necessitam de dispor de equipamento bom e funcional para os seus diagnósticos - precisamente o serviço que garantimos. Mas a Unimed não fica por aqui. Aconselha os profissionais de saúde no sentido da melhor adequação e racionalização do equipamento, em função dos seus objectivos e do investimento pretendido. Apoia a classe e as instituições médicas. E, naturalmente, também presta assistência técnica e a manutenção dos equipamentos. Como costumo dizer, queremos ser os "médicos dos médicos". LUÍS SARAIVA Somos os médicos dos médicos Quais os fabricantes com que trabalha? Entre outros, saliento a SIE- MENS MEDICAL SOLUTIONS DIAGNOSTICS, MATACHA- NA, BBRAUN, J.PSELECTA, BIOSYSTEMS, e a NIHON KOHDEN. Cobrimos toda a área da saúde, nomeadamente a imagiologia, esterilização, laboratório, cuidados intensivos, bloco operatório, mobiliário hospitalar, oftalmologia, Raio X, diagnóstico, hemodiálise, Quais os principais projectos que a empresa realizou? Destaco o projecto de reequipamento da Clínica Multiperfil, nas áreas de laboratório de analises clínicas(talvez o mais moderno de Angola), UCI, Bloco operatório, Hemodiálise, dotando a clínica da mais alta e avançada tecnologia, sem descorar a manutenção e assistência integral da clínica multiperfil. Saliento também os projectos de reequipamento dos postos e centros de saúde na Lunda-Sul, nomeadamente com o fornecimento de mobiliário e equipamento diverso. E, também, com base nas linhas de crédito espanholas, a instalação de equipamentos e de morgues do fabricante Matachana, nos hospitais municipais em construção. Estão também em curso outros projectos no Uíge, Namibe, Kwanza Norte, Benguela e Lunda Sul. Destacaria, finalmente, a execução do projecto total, chave na mão, de duas clínicas - Acções de formação O período conturbado, vivido em Angola, deixou certas marcas. Na saúde, são notórios os efeitos menos positivos da lacuna na formação contínua dos profissionais. "A tecnologia está em permanente evolução. Acontece que nos deparamos com falhas no manuseamento dos equipamentos", constata Luís Saraiva. Não admira, pois, que um dos objectivos da Unimed seja promover o conhecimento de novas práticas, bem como dos equipamentos, junto de todos os profissionais de saúde. Os utentes serão os maiores beneficiados com a actualização de conhecimentos. De acordo com Luís Saraiva, são três as áreas onde a formação é mais urgente. "Análises clínicas, que é o coração do diagnóstico; imagiologia, que é um grande complemento da área de diagnóstico; e esterilização, que é a área de segurança da saúde". O nosso entrevistado salienta que é uma iniciativa impossível de levar avante isoladamente. Por isso, diz, "estamos a negociar a realização de workshops em parceria com as nossas representadas. As acções formativas vão ser teóricas e terão uma forte componente prática." uma em Luanda, outra numa Província. Compreende o estudo de viabilidade económica, a construção e apetrechamento, incluindo a arquitectura e engenharia hospitalar. Ao cliente, basta-lhe pedir o financiamento para a sua execução.

13 Outubro 2010 JSA PUBLICIDADE 13

14 14 REGULAMENTOS Prémio de Investigação Biomédica Regulamento Ano 2010 Patrocinador oficial Cefhotel - Gestão de Empreendimentos Grupo César & Filhos ARTIGO 1.º (OBJECTO, PATROCÍNIO, ÂMBITO) 1. A Ordem dos Médicos de Angola promove um concurso anual designado por PRÉMIO DE INVESTIGAÇÃO BIOMÉ- DICA DA ORDEM DOS MÉDICOS DE ANGOLA, Ano respectivo, nos termos e condições deste regulamento. 2. O Prémio de Investigação Biomédica da Ordem dos Médicos de Angola é patrocínio exclusivo do CEFHOTEL, empresa do Grupo César & Filhos. 3. O Prémio de Investigação Biomédica da Ordem dos Médicos de Angola é destinado a galardoar as obras intelectuais escritas, expressão de um trabalho de pesquisa sistematizada e compreensiva, cuja qualidade do seu resultado apresente factos novos de relevância científica, e que contribua para o desenvolvimento do conhecimento da situação de saúde em Angola. 4. A designação de prémio de investigação biomédica incorpora a área de Medicina. ARTIGO 2.º (PRÉMIOS) 1. Este concurso atribui três prémios e duas menções honrosas: a) O PRÉMIO DE INVESTIGAÇÃO BIOMÉDICA, Ano respectivo, visa galardoar uma obra de investigação de índole biomédica que represente um trabalho de grande qualidade com relevância científica, cujo resultado contribua para o desenvolvimento do conhecimento na área biomédica. b) SEGUNDO E TERCEIRO PRÉMIOS DE INVESTIGAÇÃO, que visam galardoar obras de investigação de índole biomédica que, sem terem obtido a classificação máxima, apresentem resultados significativos para o desenvolvimento do conhecimento na área biomédica e se coloquem como segundo e terceiro classificados. c) DUAS MENÇÕES HONROSAS para trabalhos que mereçam a distinção pelos procedimentos de investigação, e que serão decididas pelo Júri. ARTIGO 3.º (DEFINIÇÃO DE AUTOR. REQUISITOS) 1. Considera-se o autor, para efeitos do presente regulamento, uma ou mais pessoas que deverão estar inscritas nas Ordens ou Associações Profissionais correspondentes. 2. Não serão admitidas a concurso quaisquer obras de autoria ou co-autoria única de médicos de nacionalidade não angolana. 3. As obras deverão estar registadas no orgão competente de registo dos direitos de autor ou deverá ser presente o comprovativo de como se encontram em condições de ser efectuadas. 4. Os trabalhos para candidatura deverão ser enviados ao Secretariado do Prémio na Ordem dos Médicos de Angola, localizado na Rua Amílcar Cabral n.º 151/153, impressos em língua portuguesa e em sete exemplares, acompanhados do suporte digital (CD ou PenDrive) do mesmo, até ao dia 30 de Outubro de cada ano, observando as seguintes formalidades: a) O original deve ser impresso, em folhas de papel de cor branca e tamanho A4. O texto deverá estar formatado em tamanho 12, tipo de letra Arial, espaçamento entre linhas duplo, margens superior e inferior de 2 cm e margens esquerda e direita de 2,5 cm. As páginas deverão estar numeradas e ordenadas. Este original não deverá ter mais de duzentas páginas. b) Na primeira folha deve vir indicado o título da obra e o nome do autor. c) Podem ser incluídos, no próprio original, desenhos, fotografias ou ilustrações de qualquer tipo, desde que sejam respeitadas as exigências da alínea a) deste artigo. d) Terá de ser apresentado um resumo com o máximo de três folhas, que deverá exprimir correctamente o conteúdo do trabalho, de modo a permitir uma primeira análise quanto à admissibilidade a concurso. ARTIGO 4.º (DOCUMENTAÇÃO) 1. No momento da apresentação do original a que se refere o artigo 3.º, deverá ser entregue a identificação completa mediante documentação seguinte: a) Fotocópia do Bilhete de Identidade b) Residência dos autores da obra c) Títulos académicos d) Curriculum profissional e) Responsável pela apresentação da obra e respectiva residência, podendo ter essa qualidade um autor da obra candidata. 2. As informações atrás referidas deverão ser impressas em folhas brancas, tamanho A4, assinando o responsável pela apresentação a última folha e rubricando as que não assina. 3. A declaração constante do artigo 6.º será assinada pelo autor ou autores intelectuais da obra, em papel azul ou branco de 25 linhas. ARTIGO 5.º (NOTIFICAÇÕES) 1. Todas as comunicações previstas neste regulamento e relativas a autores serão efectuadas com o responsável pela apresentação da obra candidata e para a respectiva morada, conforme indicação a que se refere o artigo anterior. 2. Aquando da apresentação do original, será emitido pelo Secretariado da Ordem dos Médicos de Angola o correspondente recibo, do qual constará um número de recepção para efeitos de identificação provisória da obra. ARTIGO 6.º (DECLARAÇÃO) 1. Os autores das obras candidatas devem subscrever, como condição para a sua admissibilidade, a seguinte declaração, que poderá ser conjunta no caso de ser : Nome (identificação completa do autor, incluindo a nacionalidade), autor ou autores em colaboração da obra intelectual sobre o tema médico (identificação do tema a que se refere a alínea b) do artigo 3.º) e com o título (identificação do título), candidata-se ao PRÉMIO DE INVESTIGAÇÃO BIO- MÉDICA DA ORDEM DOS MÉDICOS DE ANGOLA, Ano respectivo, na área a que concorre declara (declaram) ter tomado conhecimento, nesta data, do teor completo do regulamento de que lhe (lhes) foi entregue um exemplar, com o qual concorda (concordam) plenamente. Assim aceita (aceitam) colaborar com a organização do PRÉMIO em tudo o que está estipulado ou subentendido no aludido regulamento. Expressamente autoriza (autorizam) a utilização do original e cópias da sua obra, nos termos previstos no citado regulamento, designadamente para a reprodução integral fotocopiada a que se refere o seu artigo 7.º. Declara (declaram) ainda abster-se de quaisquer actos ou iniciativas que possam diminuir o interesse ou ineditismo da obra, salvo se com o parecer favorável, dado previamente e por escrito, da organização deste prémio, e isto até à divulgação dos respectivos resultados, nos termos do artigo 16.º do respectivo regulamento. ARTIGO 7.º (FIEL DEPOSITÁRIO) O original a que se refere o artigo 3.º será conservado em depósito até à divulgação dos resultados do PRÉMIO (ano), após o que será devolvido ao responsável pela sua apresentação, sem prejuízo do disposto diferentemente quanto a obras premiadas. As cópias a que se refere o mesmo artigo não serão devolvidas e destinam-se ao seguinte: a) Uma será entregue, no prazo de oito dias úteis sobre a data de chegada, ao Presidente do Júri, nos termos e para os efeitos do art. 8.º. b) As restantes reproduções serão reservadas para consulta dos Membros do Júri. ARTIGO 8.º (DAS DECISÕES DO JÚRI. PRAZOS. IRRECORRIBILIDADE) 1. Compete ao Presidente do Júri apreciar se cada obra candidata à participação se coaduna ou não com os termos deste regulamento, designadamente os constantes dos artigos 2.º e 3.º. 2. Esta apreciação deverá ser feita no prazo de trinta dias úteis

15 Outubro 2010 JSA 15 sobre a sua apresentação e, caso conclua pela não admissibilidade a concurso da obra em causa, o Presidente do Júri deverá comunicar tal decisão, dentro do aludido prazo, à Ordem dos Médicos de Angola. 3. Para efeitos deste regulamento, não se consideram dias úteis os sábados, domingos e feriados. 4. A Ordem dos Médicos compromete-se a informar o responsável pela apresentação da obra candidata, no prazo de cinco dias úteis, sobre a recepção da comunicação da não admissibilidade. 5. Das decisões do Presidente do Júri, nos termos deste artigo, não cabe qualquer espécie de recurso, pelo que são definitivas. ARTIGO 9.º (CONCEITO DE OBRA EM PARTICIPAÇÃO) 1. Obra em participação no concurso é aquela que tenha sido apresentada pelo candidatado nos termos deste regulamento e tenha sido admitida a apreciação preliminar a que se refere o art. 8.º. 2. Considera-se como em participação a obra apresentada cujo responsável pela candidatura não tenha recebido qualquer comunicação de não admissibilidade no prazo de trinta e cinco dias úteis sobre a data da apresentação. ARTIGO 10.º (DO JÚRI. DESIGNAÇÃO) 1. O Júri do PRÉMIO anual é composto por nove elementos, um dos quais é um Professor em Medicina para a função de Presidente do Júri. 2. O Presidente do Júri, dois investigadores e dois vogais, assim como o secretário, serão designados pelo Bastonário da Ordem dos Médicos de Angola. 3. O Presidente do Grupo César & Filhos indica um membro para supervisionar os trabalhos. 4. Os dois restantes membros deverão ser indicados pelos Conselhos Científicos das Faculdades ou instituição superior relacionadas com os trabalhos, a pedido do Bastonário da Ordem dos Médicos de Angola. 5. Quando o Júri não se julgar competente para avaliar o mérito de uma ou várias obras concorrentes, poderá consultar um ou vários peritos nacionais e/ou estrangeiros, se assim for decidido por maioria. 6. O contacto com o ou os eventuais peritos será feito pelo Presidente, ou pelo membro do Júri em quem ele delegue. 7. Os membros do Júri guardarão sigilo quanto às obras participantes ou candidatas ao prémio de que tomem conhecimento por virtude do exercício das suas funções. 8. Este processo será público e sob supervisão do patrocinador. ARTIGO 11.º (DELIBERAÇÕES DO JÚRI) 1. O Júri é autónomo e competente para deliberar, por maioria simples, sobre a atribuição das classificações previstas no artigo 12.º. 2. Em caso de empate nas votações o seu Presidente dispõe de voto de desempate. 3. O Secretário não dispõe de direito de voto. 4. Compete ao Júri, de forma exclusiva, a definição do modo do seu funcionamento, obrigando-se, no entanto, a cumprir os termos e condições deste regulamento e a fundamentar as suas decisões, incluindo as do voto vencido. 5. As deliberações do Júri são definitivas, delas não cabendo qualquer espécie de recurso, cabendo à Ordem dos Médicos receber as reclamações, que serão respondidas pela fundamentação do jurado, quando esta não tenha sido tornada pública. ARTIGO 12.º (CLASSIFICAÇÃO. COMUNICAÇÃO. DIVULGAÇÃO) 1. O Júri apreciará as obras em participação nos termos do artigo 9.º e escolherá de entre elas a de maior mérito para receber o título de obra premiada com o PRÉMIO DE INVESTI- GAÇÃO BIOMÉDICA, Ano respectivo. 2. Além da obra escolhida nos termos do número 1, o Júri escolherá ainda duas outras de maior mérito para receber os títulos de obra premiada com SEGUNDO E TERCEIRO CLAS- SIFICADOS DO PRÉMIO DE INVESTIGAÇÃO BIOMÉDICA, Ano respectivo. 3. O Júri poderá, ainda, escolher as obras merecedoras para serem distinguidas com MENÇÃO HONROSA, até ao máximo de duas. 1ºS CLASSIFICADOS COM FITAS AMARELAS, DA EDIÇÃO ANTERIOR - ÀESQUERDA - Dr. NANICUTONDO MANUEL E A DIREITA Dr. LUIS FILIPE BORGES 4. Nesta escolha o Júri deverá ter em atenção apenas o mérito das obras cujos resultados sejam relevantes para o desenvolvimento das ciências biomédicas no país. 5. Os resultados da escolha, a que se referem os números anteriores, deverão ser comunicados ao Secretariado na Ordem dos Médicos de Angola, para sua divulgação nos termos do artigo 16.º, até ao dia 30 de Novembro de cada ano. ARTIGO 13.º (DIVULGAÇÃO DAS OBRAS) 1. Os autores intelectuais das obras premiadas autorizam a Ordem dos Médicos de Angola a efectuar, segundo o seu livre critério, por si ou por terceiros a quem ceda gratuitamente este direito, traduções totais ou parciais, reproduções ou menções de extractos, resumos ou condensações das respectivas obras, por qualquer meio, designadamente por brochuras ou folhetos, publicitários ou doutro tipo, com audição dos mesmos autores em caso de resumos ou condensações de textos. 2. Esta autorização é dada por um período de dois anos. 3. A autorização a que se refere o número 1 abrange a publicação das obras em primeira edição, com exclusividade, até quinze mil exemplares. ARTIGO 14.º (FINALIDADE DAS PUBLICAÇÕES) 1. As publicações autorizadas nos termos do artigo anterior destinam-se única e exclusivamente à distribuição gratuita a médicos, investigadores e outros profissionais ou entidades com interesse na área biomédica, distribuição essa a ser efectuada segundo o livre critério da Ordem dos Médicos de Angola, por si ou por terceiros a quem ceda gratuitamente esse direito. 2. Serão elaborados contratos cujo conteúdo terá a participação dos interessados, para o efeito serão convocados pela Ordem dos Médicos de Angola. 3. O contrato regulará, entre outras questões, a autorização de tradução, a protecção ao ineditismo das obras premiadas, a devolução dos respectivos originais, os direitos dos potenciais investidores e patrocinadores e a quota-parte da Ordem. ARTIGO 15.º (PRÉMIOS) 1. Aos autores das obras premiadas serão entregues os seguintes prémios: a) À obra distinguida com o PRÉMIO DE INVESTIGAÇÃO BIOMÉDICA, Ano respectivo, será entregue a faixa, o símbolo, o diploma e a quantia equivalente a ,00 USD. b) À obra distinguida como SEGUNDA CLASSIFICADA DO PRÉMIO DE INVESTIGAÇÃO BIOMÉDICA, Ano respectivo, será entregue o símbolo, diploma e a quantia de ,00 USD. c) À obra distinguida como TERCEIRA CLASSIFICADA DO PRÉMIO DE INVESTIGAÇÃO BIOMÉDICA, Ano respectivo, será entregue o símbolo, diploma e a quantia de ,00 USD. d) A segunda e terceira classificadas beneficiarão ainda de uma publicação em primeira edição exclusiva com uma tiragem entre dez e quinze mil exemplares. e) À obra distinguida com MENÇÃO HONROSA, caso venha a ser assim distinguida, será entregue o diploma e a quantia de 2 500,00 USD. 2. Fica ao arbítrio da Ordem dos Médicos de Angola a atribuição de prémios em maior número ou de valor mais elevado do que os previstos neste regulamento. ARTIGO 16.º Os resultados serão divulgados em cerimónia pública a realizarse no Dia do Médico de Angola. ARTIGO 17.º A Ordem dos Médicos de Angola reserva-se o direito de não atribuir qualquer prémio no caso de não haver obras candidatas admitidas a participar, nos termos dos artigos 8.º e 9.º. ARTIGO 18.º A Ordem dos Médicos de Angola não se obriga em relação a obras ou a autores que não preencham a totalidade das condições expressas ou implícitas neste regulamento, e não poderá ser responsabilizada por actos do Júri ou dos seus Membros, ou das pessoas a que se refere o artigo 4.º, que venham a ser considerados lesivos seja por quem for, salvo se comprovadamente no exercício das suas funções dentro da Ordem. ARTIGO 19.º 1. Todos os elementos de informação ou descrição incluídos nas obras candidatas, seja qual for o seu suporte físico ou local de inserção na obra em que sejam utilizados, devem conter indicação da sua autoria ou fonte, quando não sejam dos próprios autores das obras participantes. 2. Presume-se que a legítima utilização de tais elementos, descrições ou dados informativos foi salvaguardada pelos autores das obras participantes, sendo estes mesmos os responsáveis por qualquer violação de direitos ou interesses de terceiros nesta matéria e reservando-se a Ordem dos Médicos de Angola o direito de exigir prova da legitimidade de utilização quando entender oportuno. ARTIGO 20.º Os casos omissos serão resolvidos pelo jurado, após parecer do Bastonário e posterior ratificação pela Ordem dos Médicos de Angola, cujas decisões nos termos do presente regulamento são irrecorríveis.

16 16 PEDIATRIA Outubro 2010 JSA Combate à pólio Foto de OMS/Angola O Ministro da Saúde, José Van-Dúnem, dá o exemplo e vacina crianças no Sambizanga. OGoverno da província de Luanda e parceiros realizaram no início do mês, a quarta Campanha Especial de Vacinação contra a Poliomielite. Embora os resultados obtidos nas campanhas realizadas durante o ano em curso tivessem sido considerados satisfatórios, a província de Luanda registou cinco casos de paralisia infantil, dois dos quais no município do Sambizanga, outros tantos em Viana e um no Cacuaco. Até final de Agosto de 2010, o Ministério da Saúde tinha confirmado um total de 24 casos de poliomielite nas províncias da Lunda-Norte, Lunda-Sul, Luanda, Benguela, Uíge, Bengo, Bié e Huambo. A meta é interromper a circulação do vírus selvagem até Dezembro de Para o efeito, com o suporte dos seus parceiros, e no âmbito do plano de emergência, o Ministério da Saúde tem realizado, entre outras iniciativas, jornadas de vacinação suplementares, mobilização da população e a intensificação da vacinação de rotina através da criação de equipas móveis e avançadas em todos os municípios do país. Entretanto, os esforços em curso para a interrupção da transmissão do vírus da poliomielite no país chamaram também a atenção da Fundação Bill & Melinda Gates que enviou John E. Lange, diplomata norte-americano, actualmente Oficial de Programas de Desenvolvimento e Advocacia desta entidade, a Angola para um conjunto de reuniões, entre os dias de 25 e 27 de Outubro. Dermo-pediatria Mustela dá formação a profissionais de saúde Foram muito concorridas as acções de formação que a Mustela proporcionou a dermatologistas, pediatras, farmacêuticos e técnicos de saúde em geral, este mês, em Luanda. De acordo com Eglantine Vidal, chefe de produto dos laboratórios Expanscience é importante que os profissionais de saúde conheçam bem os produtos e a sua melhor utilização. De acordo com a responsável, os laboratórios farmacêuticos Expanscience são especialistas há mais de 60 anos no cuidado das peles frágeis do bebé, com a marca Mustela. A Mustela oferece ainda linha de produtos dedicada às futuras e recentes mamãs, para a pele do bebé, para perturbações cutâneas específicas (pele seca, vermelhidões, ) e solares. À venda nas farmácias.

17 Outubro 2010 JSA PUBLICIDADE 17

18 18 DEPRESSÃO Outubro 2010 JSA Vivências depressivas Martinho Luemba Neuropsicólogo clínico MCs A anemia falciforme, em Angola, é um problema de saúde pública, considerando que 99% da população é de raça negra. Além de ser factor de desequilíbrio sociofamiliar, tendo em vista que pais/mães passam muito tempo sem frequentar o trabalho, por precisarem de levar os seus filhos ao banco de urgência à procura de assistência médico-hospitalar e medicamentosa. Além do impacto socioeconómico e familiar, por muitas dessas crianças acabarem por morrer devido a anemia ou a complicações da doença. Dada a magnitude do problema, este trabalho pretende fazer um estudo sobre as vivências depressivas, ansiedade e situação de stress de pais/mães cuidadores de crianças portadoras de células falciformes, em Luanda. Para Minayo (1991), citado por Vasconcelos da Costa (2006, p. 22), o enfermo crónico é uma personagem social com necessidades multideterminadas. Cada um possui, de acordo com a sua patologia e especificidades, características próprias. Pela natureza crónica desta patologia, as pessoas acometidas de anemia falciforme simbolizam um grupo muito característico, não só em decorrência dos distúrbios orgânicos secundários, a doença de base, como Do total de 17 mães que se submeteram ao teste de medida de depressão, apenas três não apresentaram sinais da mesma, localizadas nas faixas etárias dos 25 aos 40 anos, significando que o quadro depressivo esteve presente, praticamente, em mais de 80% do grupo feminino da população de estudo também carregam no seu quotidiano as inseguranças do futuro; constrangem-se ao assumir um compromisso, sentem-se inseguras para marcar um encontro. Hoje ou amanhã, poderá representar o dia da crise no hospital (Kikuchi, 2003; Assis, 2004). A patologia provoca restrições físicas, vocacionais, educacionais e sociais, causando deste modo o sofrimento e interferindo nas actividades quotidianas (Kikuchi, 2003). O paciente falcémico pode desenvolver distúrbios psicológicos, decorrentes da forma como interpreta a sua doença, podendo apresentar dificuldades em estabelecer limites a longo prazo (Saikali, 1992; Houston-Yu & col., 2003). A doença crónica infantil impõe necessidades de adaptação da família à criança que raramente são vivenciadas sem infortúnios subjectivos por parte dos cuidadores. Como a família é um sistema de relações inter- -pessoais dinâmico e instável, a doença crónica da criança tende a alterar de maneira importante a dinâmica familiar. "A rotina muda com constantes visitas ao médico, ingestão de remédios e hospitalizações. Seus membros [da família] devem se adaptar ao convívio com a criança doente, pois padrões rígidos de relacionamento podem afectar o seu desenvolvimento emocional, ou seja, devem ser esclarecidos e ter consciência das demandas do tratamento de seu filho para que eles mesmos não se tornem pessoas depressivas e/ou stressadas ou ansiosas, visto que seu comportamento afecta directamente a criança" (Castro & A doença crónica infantil impõe necessidades de adaptação da família à criança que raramente são vivenciadas sem infortúnios subjectivos por parte dos cuidadores Piccinini, 2002, apud Michele & Sheila, 2009, p. 99). Este estudo foi motivado pela percepção, durante as visitas aos serviços de pediatria do Hospital Pediátrico David Bernardino, em Luanda, Angola, do sofrimento dos pais em face dos seus filhos portadores de anemia falciforme. Inquietava-nos a situação das crianças com moléstia crónica, o estado mental dos seus pais/mães cuidadores, bem como o modo como estes reagiam aos internamentos, reinternamentos e à necessidade de cuidar dos filhos. Diante desse quadro, decidimo-nos por estudar sob condições rigorosas, de acordo com os procedimentos metodológicos de natureza qualitativa, atitudes observadas no comportamento de pais/mães cuidadores de crianças portadoras de anemia falciforme, desvelar aspectos relacionados com a dinâmica familiar, bem como caracterizar vivências depressivas, ansiógenas e de stress desse grupo. PROCEDIMENTO METODOLÓGICO Trata-se de um método de investigação psicossocial, de natureza qualitativa, realizado no Hospital Pediátrico David Bernardino, em Luanda, Angola, em Para efectivação da colecta dos dados, procedemos à pactuação com os envolvidos, tanto profissionais como sujeitos da pesquisa, após ter sido obtida a devida autorização da direcção do hospital para a realização da pesquisa no serviço de cuidados a crianças portadoras de anemia falciforme, tendo obtido autorização para tal. Como a nossa intenção era que cada pesquisado se expressasse livremente sobre tudo o que pensava em relação à doença do filho(a) e ao atendimento no hospital, optámos pela realização de encontros individuais, no sentido de resguardar a subjectividade dos sujeitos dentro do ambiente hospitalar, por acreditarmos que se tratava de um espaço favorável ao afloramento de sentimentos, emoções, em relação à doença e ao tratamento. O pesquisador apresentou-se como um estudioso do tema, desvinculado do serviço, solicitando a colaboração livre e consentida dos entrevistados. Formulámos um roteiro de perguntas norteadoras, dando oportunidade de respostas amplas e livres, e procedemos à aplicação dos testes de Beck, para avaliar os índices de depressão, ansiedade e stress em pais/mães cuidadores de crianças portadoras de anemia falciforme. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS De entre os 8 pais/cuidadores, apenas 2 não apresentaram sinais de depressão, correspondendo a pais de faixas etárias mais jovens, entre os 25 e os 35 anos; 3 outros foram classificados como apresentando depressão leve, em faixas etárias dos 30 aos 50 anos, excepto a dos anos; 2 pais situaram-se como portadores de depressão grave, 1 na faixa dos anos e 1 na faixa dos anos de idade; 1 pai situou- -se em depressão moderada. Esse resultado revela que a depressão se fez presente em grande parte dos cuidadores do sexo masculino da população de estudo, indicando o quanto a doença do filho pode ter afectado a saúde mental dos mesmos, a ponto de se constatarem formas graves de depressão, situação que merece maior atenção daqueles envolvidos com o acompanhamento de crianças com anemia falciforme. Do total de 17 mães que se submeteram ao teste de medida de depressão, apenas 3 não apresentaram sinais da mesma, localizadas nas faixas etárias dos 25 aos 40 anos, significando que o quadro depressivo esteve presente, praticamente, em mais de 80% do grupo feminino da população de estudo. Embora a maioria destas (11) tenha apresentado depressão leve (5) e moderada (6), com distribuição equilibrada em todas as faixas etárias, dos 25 aos 50 anos, constataram-se 3 mães com depressão grave, com idades entre 30 e 35 anos, e anos. Observa-se, no grupo, que a faixa etária dos 45 aos 50 anos apresenta 4 mães afectadas, enquanto nas demais faixas etárias há um equilíbrio na distribuição desse sofrimento psíquico. Os resultados encontrados acompanham a tendência observada e relatada na literatura, de acordo com a qual há maior propensão à depressão entre mulheres; junte-se a isso o facto de que o maior número delas se situa na faixa dos anos de idade, sugerindo um olhar atento, considerando, entre outros factores intervenientes, a vivência da meno- Continua na página 20

19 Outubro 2010 JSA PUBLICIDADE 19

20 20 DEPRESSÃO Outubro 2010 JSA Continuação da página 18 O stress está presente, em geral, na maioria das faixas etárias, com formasgraves no grupo dos 35 aos 50 anos pausa, período durante o qual as flutuações hormonais, não raro, desencadeiam episódios depressivos. Conforme Aldrighi e col. (2008, p. 340), "na perimenopausa ocorrem significativas oscilações dos hormónios ovarianos, que se responsabilizam por numerosas repercussões sobre o organismo feminino". Entretanto, algumas mulheres mostram-se vulneráveis ao surgimento dos sintomas depressivos na perimenopausa, permitindo supor que outros fatores poderiam estar envolvidos na sua génese. Todas as participantes do estudo, excepto uma, apresentaram algum grau de ansiedade, ao submeterem-se ao teste específico. Chama a atenção a presença de ansiedade grave em mães de todas as faixas etárias, totalizando 5 casos, não obstante a maioria (11) ter apresentado ansiedade moderada (7) e leve (4). Os resultados sugerem que as faixas etárias em que a ansiedade se concentra (9 mães de 30-35/35-40 anos) correspondem a momentos da vida em que, frequentemente, as pessoas estão a realizar os seus projectos profissionais, pessoais, que, muitas vezes, são adiados ou interrompidos, com as idas e vindas no atendimento à criança. Não deixa de ser significativo o facto de mães jovens (25-30 anos) também apresentarem grau de ansiedade, assim como a ansiedade ser agravo para mulheres mais velhas (45-50 anos). Em geral, a ansiedade acompanha as faixas etárias; apesar de momentos de vida diferentes, esses momentos, aqui assinalados, ajudam- -nos a compreender as suas repercussões. Já no grupo de pais/cuidadores, a ansiedade, na faixa etária dos anos, é bem mais significativa, tal como o resultado da ansiedade grave. A ausência de ansiedade é mínima. Poderse-ia aventar a explicação de que, sem a despreocupação do jovem, e sem a sabedoria pacientada das idades mais velhas, o pai, entre os anos de idade, mostra-se mais vulnerável aos factores ansiógenos, acarretados pela doença do filho, justamente num momento da vida em que é comum ser chamado a assumir responsabilidades, cada vez mais complexas. De entre as 17 mães, 4 não apresentaram sinais de stress, situadas em quase todas as faixas etárias, excepto a dos anos. Pelos dados obtidos, o grupo de mulheres apresenta um stress moderado a leve, o que indica um esforço para enfrentar a situação. Mas o stress está presente, em geral, na maioria das faixas etárias, com formas graves no grupo dos 35 aos 50 anos. As informações obtidas, relativamente às mães, indicam que o stress se distribui de modo homogéneo entre elas, com excepção de mães muito jovens. A mãe, por estar, em geral, mais próxima da criança, e cabendo a ela, tradicionalmente, o cuidado da prole, é que enfrenta, objectiva e subjectivamente, as agruras da moléstia e contém, na medida do possível, as ameaças do transtorno. A esse propósito, Sprovieri (1998, p. 11) relata que "tem-se acentuado que a família se vê em estado de desequilíbrio, devido ao stress causado pela doença, tendo esse um alto custo para todos os familiares, incluindo a família extensa. Tal facto não foi confirmado pelos resultados deste estudo, uma vez que todas as mães, independentemente da presença, ou não, da patologia nos seus filhos, mostram-se stressadas. No entanto, nas famílias com portadores de autismo, a desorganização e a angústia são permanentes. A resolução dessa crise é o que se chama de padrões de enfrentamento familiar, segundo Propomos uma actuação mais efectiva junto a profissionais envolvidos na problemática, assim mais habilitados para detectar e valorizar o comportamento depressivo, a ansiedade e o stress e a sua prevenção junto aos pais Glaser (1964) e Smilkstein (1975)", citados pela autora. De entre os 8 homens participantes do estudo, 7 apresentaram algum grau de stress, distribuindo-se entre as três formas, com 2 deles apresentando stress grave, situando-se nas faixas etárias dos e dos anos. Os resultados que obtivemos nos depoimentos e na aplicação dos testes revelam que praticamente todos os integrantes deste estudo apresentaram sintomas de depressão, ansiedade e stress em diferentes níveis, destacando-se o nível moderado, porém com presença de casos graves nos três agravos, em ambos os sexos. Este quadro constatado foi compreendido como resultado do sofrimento vivenciado por esses pais em todo processo de adoecimento dos seus filhos, desde a descoberta dos primeiros sintomas, a peregrinação dos serviços de saúde, a busca de diagnóstico e tratamento especializado e a persistência de crises, até à chegada ao único hospital de referência nacional, voltado para a atenção a portadores de anemia falciforme, além de todas as consequências desencadeadas ou agravadas pela doença dessas crianças para a dinâmica familiar. Analisando-se os resultados obtidos, pode-se sugerir que a doença tem um forte impacto sobre pais/mães, que, diante do inesperado e da desinformação, ficam profundamente abalados e desnorteados em face dos sintomas chocantes apresentados pelos seus filhos. Essas constatações reforçam a importância de os pais de portadores de anemia falciforme constituírem objecto de preocupação e atenção psicossocial durante esse processo penoso. CONSIDERAÇÕES FINAIS A doença falciforme em crianças interfere na vida quotidiana e de trabalho dos pais/mães, sendo necessária a sua higidez, tanto quanto possível. O transcorrer da doença afecta a saúde mental dos pais/mães. Nos seus momentos críticos, quando a criança apresenta intensos sofrimentos, os estados subjectivos dos pais/cuidadores alteram-se de modo pronunciado; quando os sintomas arrefecem, os pais/cuidadores tendem a relaxar-se. Esses altos e baixos, revelados nesta pesquisa, são bastante interessantes e devem ser levados em conta na criação de políticas de atenção à saúde mental das populações e nos processos de sensibilização familiar. Compreende-se que muitas acções se iniciam pela atenção à criança; no entanto, o sofrimento psíquico de pais/mães pode reduzir, e até invalidar, esse primeiro momento. De outro lado, a adequada inclusão familiar no processo de cuidados pode trazer grandes benefícios para todos, inclusive para a criança portadora de anemia falciforme. As crises periódicas geram os transtornos subjectivos verificados, e assim devem ser reconhecidas pelas autoridades sanitárias de modo a permitir uma intervenção ampla, com o fim de garantir o bom andamento do programa de atenção à saúde mental da população. A tendência actual do mundo é a reestruturação dos serviços de saúde mental das sociedades, com o deslocamento do foco da atenção para o controlo e prevenção primária das doenças. Na nossa problemática, o binómio criança-pais é o espaço em que as políticas de saúde devem actuar. Assim, o gerenciamento da depressão, ansiedade e stress requer ser incluído nos programas e políticas, para enfrentar este e outros problemas de natureza semelhante, no intuito de alcançar maior efectividade nas acções. Vale ressaltar que a presente pesquisa tem os seus alcances e limites dentro do grupo de pais/mães de crianças portadores de anemia falciforme, atendidas no Hospital Pediátrico David Bernardino, em Luanda, Angola, e não pode ser extrapolada para toda a população angolana; entretanto, a amostra é bastante sugestiva aos programas. São necessários futuros estudos que tenham como objectivo uma exploração profunda e mais abrangente da depressão, ansiedade e stress, ampliando o conhecimento sobre a busca de mais elementos que possibilitem uma discussão ampla sobre a saúde da criança portadora de doença crónica, como a anemia falciforme, e a do seu pai/mãe. Esta questão leva-nos, também, a propor uma actuação mais efectiva junto a profissionais envolvidos na problemática, assim mais habilitados para detectar e valorizar o comportamento depressivo, a ansiedade e o stress e a sua prevenção em pais, lidando profissionalmente com essas questões pessoais, como estratégias de gestão da saúde e qualidade de vida da população. Nota: não se incluíram as extensas referências bibliográficas, por falta de espaço.

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