REGULAMENTO DO CORPO CLÍNICO DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE BELO HORIZONTE

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1 REGULAMENTO DO CORPO CLÍNICO DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE BELO HORIZONTE Disposições Preliminares Art. 1 - Este Regulamento disciplina todas as atividades médicas realizadas na Santa Casa de Belo Horizonte. Parágrafo Único - Por atividades médicas se compreende tudo o que se relaciona com o diagnóstico e o tratamento do paciente, sua admissão e alta, e com a estrutura de atendimento médico. Art. 2º - Para que o Médico possa prestar serviços profissionais na Santa Casa e suas unidades, é indispensável o seu ingresso no Corpo Clínico em uma de suas modalidades. 1º - Excepcionalmente, nos casos de urgência, e para evitar omissão de socorro, o Diretor Clínico ou o Vice-Diretor Clínico, pode autorizar a prestação de serviço por Médico não pertencente ao Corpo Clínico, por tempo limitado. 2º - Por meio de Convênio, ou por proposta das Chefias de Clínicas ou Serviços encaminhadas ao Diretor Clínico e com aprovação do Conselho Médico Hospitalar, estudantes de Medicina poderão ser admitidos e estagiarem por tempo determinado nas Clínicas ou Serviços da Instituição, sem ingresso no Corpo Clínico, obrigada a notificação da admissão à Diretoria Clínica. 3 - O atendimento médico ou ambulatorial de qualquer tipo a pacientes do SUS e de outros convênios, inclusive o Santa Casa Saúde, dentro da Santa Casa e de suas unidades autônomas, será feito exclusivamente pelos médicos pertencentes ao Corpo Clínico nos moldes determinados por este Regulamento, ou convidados pelos coordenadores das diversas áreas quando o corpo clínico não tiver disponibilidade para o atendimento da demanda, após dar ciência aos chefes das clínicas. 4º - O atendimento ao SUS, Santa Casa Saúde e outros convênios nos quais a Santa Casa é integrante, é obrigatório aos Médicos do Corpo Clínico, ficando os Chefes de Clínicas e Serviços responsáveis por este atendimento, por meio dos Médicos a eles subordinados. 5º - Detectada pela Instituição a necessidade de novos profissionais em determinada Clínica ou Serviço, em razão do crescimento do fluxo de usuários, os chefes de clínicas indicarão novos assistentes, que após preenchimento do Formulário de Ingresso no Corpo Clínico e apresentação do currículo, encaminhados ao Diretor Clínico, se deferido por comissão especial do CMH, serão aprovados pelo Conselho Médico Hospitalar e serão admitidos na categoria de Assistentes Voluntários. 6º - Não se manifestando o Chefe de Clínica, o Diretor Clínico submeterá nomes ao Conselho Médico Hospitalar. Se aprovados pelo Provedor e pelo Conselho Superior da Irmandade, serão admitidos na categoria de Assistentes Voluntários e lotados na Clínica de sua especialidade. É obrigatória a apresentação de currículo e título de especialista. 1

2 Da Conceituação e Estruturação do Corpo Clínico Art. 3º - Os profissionais Médicos, componentes do Corpo Clínico, se classificam nas seguintes categorias: I - Assistente Voluntário é aquele que trabalha em clínica ou serviço pelo prazo inicial de 1(um) ano, renovável anualmente a critério do CMH, e por indicação do Chefe da Clínica ou Serviço. I.I - O prazo máximo de permanência na Instituição do Assistente Voluntário é de quatro anos, computando, se for o caso, o tempo de especialização na Santa Casa e suas unidades, ressalvado o disposto no inciso IV do art. 24 deste Regulamento; I.II - Fica ressalvado o previsto no artigo 24, item III. II - Médico Especializando: é aquele que, após terminar o curso de medicina, encontra-se fazendo especialização médica nos hospitais da Santa Casa na condição de residente oficial do MEC ou como integrante de convênio da Santa Casa com Instituições de Ensino Superior; II.I - O número de Médicos especializandos e residentes do MEC será proposto anualmente pelos chefes de clínicas ou serviço e submetidos à Diretoria Técnica e Diretoria Clínica. III - Consultor: é aquele profissional da Medicina que, por seu destaque, é indicado ou convidado pelo Provedor, para exercer ou oferecer orientação em sua área de especialização, de acordo com normas pré-estabelecidas, ouvidos o Diretor Clínico e o CMH. IV - Visitante: é aquele admitido pelo Diretor Clínico ou pelo CMH a freqüentar determinada Clínica ou Serviço, ouvidas as respectivas Chefias, pelo prazo de 90 dias, renovável por apenas igual período. V Assistente Adjunto: é aquele que é formalmente aceito para determinada Clínica ou Serviço, quando houver vaga, desde que tenha completado estágio mínimo de quatro anos na instituição como Especializando e/ou Assistente Voluntário na Clínica ou Serviço a que pertencer, com indicação do respectivo Chefe e parecer favorável do CMH, e que preencha um dos seguintes requisitos: a - Ter Título de Especialista expedido por entidade reconhecida pela Associação Médica Brasileira ou pelo Conselho Federal de Medicina ou pelo MEC; b - Ter certificado de especialização condizente com a Clínica ou Serviço em que irá ingressar, a juízo do CMH; Parágrafo Único - Independentemente da existência ou não de vaga para promoção, o Assistente Adjunto poderá ser mantido no Corpo Clínico, a critério exclusivo do Chefe da Clínica ou Serviço, desde que aprovado pelo CMH. VI Assistente Efetivo: É aquele que, após cumprir as condições impostas neste Regulamento, exerce sua atividade nas diversas Clínicas ou Serviços na Santa Casa e suas unidades de modo efetivo. Parágrafo Único - O número de Assistentes Efetivos será encaminhado pelo Conselho Medico Hospitalar ao Provedor e ao Conselho Superior da Irmandade, por proposta das Chefias de Clínicas ou Serviços. 2

3 VII - Contratado: É o profissional contratado pela Instituição para exercer função específica. Extinto o contrato, findam-se as suas atividades no Corpo Clínico. Parágrafo Único - A critério da Administração, Médicos pertencentes ao Corpo Clínico poderão ser contratados para funções especificas sem prejuízo de suas atividades rotineiras. VIII Colaborador: É aquele profissional médico admitido pela instituição para exercer suas atividades, exclusivamente no Hospital São Lucas e na Clínica de Olhos, por indicação da Diretoria Clínica e parecer favorável do CMH e que preencha um dos seguintes requisitos: a Ter título de especialidade expedido por entidade reconhecida pela Associação Médica Brasileira ou CFM ou órgão governamental. b - Ter certificado de especialização condizente na especialidade em que irá ingressar a juízo do CMH; c Ter título de Professor em estabelecimento de ensino superior, devidamente reconhecido na respectiva especialidade, obtido mediante concurso. 1º - A admissão dos médicos colaboradores do Hospital São Lucas, será feita por solicitação direta do interessado, à Diretoria Clínica anexando a documentação necessária, bem como carta de apresentação de 2(dois) membros efetivos do Corpo Clínico, que será encaminhado à CMH, para parecer final; 2º - Os médicos colaboradores deverão renovar o pedido de permanência no cargo à Diretoria Clínica, anualmente; 3º - Os médicos colaboradores estão sujeitos ao Regulamento do Corpo Clínico da Santa Casa, excluindo o direito de promoção; IX Plantonista É o profissional médico que exerce suas funções exclusivamente nas seguintes Unidades: Pronto Atendimento do Hospital São Lucas, Maternidade Hilda Brandão, nos Centros de Tratamento Intensivo, no PROCORDIS, nos plantões da Clínica Médica, nos plantões da Cirurgia de Urgência e no plantão geral da Santa Casa e do Hospital São Lucas, e será indicado pelo Coordenador da respectiva área. Do ingresso e promoções no Corpo Clínico Art. 4º - O ingresso no Corpo Clínico estará sujeito às normas administrativas, disponibilidade de vaga, compatibilidade de qualificações, indicação do chefe de clínica ou serviço, parecer favorável do CMH, aprovação do Provedor e do Conselho da Irmandade. Art. 5º - Para o ingresso referido no artigo anterior, o candidato deverá preencher formulário próprio e atender aos seguintes requisitos básicos, além de boa conduta ética e profissional: I - estar devidamente registrado no CRM de Minas Gerais, apresentando documentação hábil; II - fornecer documentação que comprove sua especialidade e apresentar currículo de formação profissional; III - assinar declaração de ciência deste Regulamento e de suas normas administrativas, reconhecendo expressamente que não haverá relação de emprego com a Instituição, exceto o previsto no item VII do Artigo 3º; 3

4 Art. 6º - O ingresso na categoria de Assistente Efetivo é feito mediante promoção do Assistente Adjunto observadas as seguintes regras: I - Ter título de especialista expedido por entidade reconhecida pela Associação Médica Brasileira ou pelo Conselho Federal de Medicina ou pelo MEC. II - Ser indicado pelo Chefe da Clínica ou Serviço; III Ser aprovado pelo CMH; IV - Ser aprovado pelo Conselho Superior da Irmandade. Dos Direitos, Deveres e Restrições Dos Direitos Art. 7º - São direitos dos membros do Corpo Clínico: I - Freqüentar os Hospitais da Instituição, assistindo pessoalmente os seus pacientes ou fiscalizando a assistência prestada por seus auxiliares; II - Utilizar os recursos técnicos disponíveis, bem como Serviços Auxiliares de Diagnóstico e Tratamento; III - Participar das atividades científicas da Instituição e das reuniões do Corpo Clínico; IV - Integrar os órgãos diretivos do Corpo Clínico, podendo votar e ser votado, ressalvando que: IV.I - somente poderão ser votados os Chefes de Clínicas ou Serviços, os Assistentes Efetivos e os Adjuntos, respeitadas as normas relativas à composição e funcionamento das Clínicas ou Serviços; V - Receber remuneração pelas atividades desenvolvidas, diretamente dos seus pacientes ou de alguém por eles responsável, quando se tratar de clientela particular, ou das entidades ou órgãos conveniados, dentro dos limites estabelecidos no código de ética profissional, excluídos os médicos especializandos; VI - Mediante pedido escrito e com prévia autorização do Diretor Clínico, afastar-se de suas atividades até 30(trinta) dias; e com autorização do CMH até 1(um) ano, ou por tempo maior, havendo motivação excepcional, hipótese em que a autorização deverá ser aprovada pelo Conselho Superior da Irmandade e renovada anualmente; VII- Dos deveres Gozar de 30 dias de férias anualmente. Art. 8º - São deveres dos membros do Corpo Clínico: I - elaborar e manter atualizado o prontuário médico de seus pacientes, que deverá conter, de forma legível, o histórico clínico, evolução e todas as ordens e prescrições assinadas; II - informar e relatar aos órgãos diretivos, quando por eles solicitados, procedimentos de ordem médica ou administrativos relativos à sua atividade ou aos pacientes, para fins de esclarecimento de intercorrências administrativas, médicas, éticas ou jurídicas; 4

5 III comunicar ao seu superior imediato, falhas que observar na organização e na execução da assistência prestada; IV - cooperar com a administração da Santa Casa e com os órgãos diretivos do Corpo Clínico, podendo propor modificações e aperfeiçoamento com a finalidade de melhorar a assistência aos pacientes e o padrão técnico e operacional dos serviços prestados; V - zelar pelo nome e reputação da Santa Casa e do seu Corpo Clínico; VI - conhecer e observar este Regulamento, o Estatuto da Santa Casa e o Código de Ética Profissional; VII - preencher diariamente as papeletas referentes aos pacientes sob seus cuidados profissionais; VIII - ser assíduo aos trabalhos e diligente no tratamento dos pacientes; IX - ser urbano no trato com outras pessoas e manter espírito de cooperação; X - prestar assistência profissional aos doentes internados ou tratados em Ambulatório em decorrência de Convênio, SUS ou do Plano Santa Casa Saúde. XI - zelar por todos os bens móveis e imóveis da instituição; XII - Os Chefes de Clínica ou Serviço, os Assistentes Efetivos e Assistentes Adjuntos, ficam obrigados a comparecer e prestar serviços em seus respectivos locais de trabalho, no mínimo 3 (três) dias úteis por semana. O não cumprimento desta obrigação implicará no desligamento do Corpo Clínico ou na transferência para outra categoria prevista no Regulamento; XIII - O não cumprimento destas exigências poderá ser comunicado por qualquer membro do Corpo Clínico à Diretoria Clínica ou ao Conselho Médico Hospitalar, que após as providências legais, comunicará ao Provedor as ações adotadas. Das Restrições Art. 9º - Os membros do Corpo Clínico estão sujeitos às seguintes restrições: I - é vedada a acumulação de categorias médicas; II - nenhum profissional pode ser assistente de Clínica ou Serviço que não seja de sua especialidade; III - é vedado fazer-se substituir em suas atividades, ainda que eventualmente, por profissional não pertencente ao Corpo Clínico; IV - não é permitido ser Assistente de mais de uma Clínica ou Serviço, salvo casos especiais de interesse da instituição e mediante proposta da Direção Clínica, com aprovação da Conselho Superior da Irmandade; V - não poderão ausentar-se de suas Clínicas, Serviços ou funções, sem solicitar previamente a necessária licença ou autorização do Diretor Clínico; Parágrafo Único - A ausência não participada por escrito ao Chefe da Clínica ou Serviço, sem aprovação do Diretor Clínico, por mais de 30 (trinta) dias, importa na exclusão do Corpo Clínico, após processo de desligamento previsto neste Regulamento. 5

6 Do Desligamento do Corpo Clínico Das formas de desligamento Art O desligamento do Corpo Clínico de profissional a ele pertencente pode ser voluntário ou coativo, temporário ou definitivo, à exceção do Médico Contratado, sujeito à legislação trabalhista ordinária. Art O desligamento voluntário será solicitado por escrito ao Diretor Clínico que, em decisão sumária, dar-lhe-á deferimento ou indeferimento; 1º - O indeferimento só pode ser motivado por existência de notícia formalizada de que o interessado, por ação ou omissão, está sujeito ao desligamento coativo. Neste caso, a decisão é suspensa até que seja julgado o respectivo processo, durante o qual o profissional em questão ficará afastado de suas funções; 2º - O desligamento voluntário permite o reingresso no Corpo Clínico, observado o disposto no art. 5. Art O desligamento coativo será imposto por deliberação do Conselho Superior da Irmandade, ou por ato do Provedor, podendo ser definitivo ou temporário de 30(trinta) a 180(cento e oitenta) dias, conforme a gravidade da falta e as circunstâncias em que foi praticada; 1 - Considerando o disposto neste artigo, o Conselho Superior da Irmandade ou o Provedor poderá se limitar a impor ao faltoso, em caráter reservado ou não, simples advertência, ou mesmo censura; 2 - É vedado o reingresso no Corpo Clínico de quem sofrer a imposição de desligamento coativo definitivo. Art Os membros do Corpo Clínico estão sujeitos ao desligamento coativo quando: I - desrespeitarem o Estatuto da Santa Casa, ou este Regulamento, ou o Regimento Interno a que estejam submetidos, ou se mostrarem inábeis ou negligentes em suas funções, observado o devido processo ético - legal; II Desrespeitarem as normas dos Conselhos Federal e Regional de Medicina e a legislação brasileira vigente; III - praticarem no âmbito da Instituição qualquer ato definido como crime ou contravenção penal; IV - faltarem ao respeito ou desacatarem qualquer membro do Conselho Superior da Irmandade, do Corpo Clínico, ou do quadro administrativo da Instituição. Do Processo de Desligamento Art A informação fundamentada de falta cometida por membro do Corpo Clínico apta a determinar sua punição será encaminhada pelo Chefe da Clínica ou Serviço ao Diretor Clínico. Art As faltas de natureza ético-profissional serão encaminhadas pelo Diretor Clínico à Comissão de Ética para as providências cabíveis. 6

7 Art A aplicação das penalidades por falta administrativa será da competência do Provedor e do Diretor Clínico, quando tratar de admoestação ou desligamento temporário. Art Tratando-se de desligamento administrativo, o Provedor determinará a intimação do investigado, que poderá defender-se no prazo de 30 (trinta) dias contados da intimação e decidirá acerca do desligamento, com ou sem proibição de freqüência às dependências da Instituição durante o processo de desligamento, assegurado o amplo direito de defesa. I - A intimação será feita por ofício, assinado pelo Provedor e entregue pessoalmente ao investigado mediante recibo; II - Caso não seja encontrado o investigado, a intimação se fará pelo órgão oficial e por outro jornal de grande circulação, uma vez em cada. III - Feita a defesa, ou decorrido o prazo para a mesma, o Provedor nomeará Relator entre os conselheiros ; IV - Tendo sido arroladas testemunhas, o Relator designará dia, hora, e local para ouvi-las na presença do investigado e de seu advogado, se comparecerem; V - Remetido o processo ao provedor, este marcará o dia, hora e local do julgamento, cientificado o investigado e seu advogado, se houver, com precedência mínima de cinco dias. Serão distribuídas cópias do relatório a todos os mesários; VI - Aberta a sessão de julgamento o Provedor dará a palavra ao Relator para proceder à leitura das peças principais do processo; VII - A seguir concederá a palavra ao investigado ou seu advogado, se estiverem presentes, para, em vinte minutos no máximo, fazerem a sustentação oral de suas razões, se quiserem; VIII - Os atos do procedimento serão praticados independentemente do atendimento por parte do investigado ou de seu advogado, às intimações, respeitado o procedimento do inciso II deste artigo; IX - O Relator do processo poderá ouvir o depoimento do investigado e de outras testemunhas, de ofício, na sessão de julgamento ou em qualquer outro momento que assim o desejar. Poderá, ainda, a qualquer momento, de ofício, juntar documentos ao processo e determinar outras diligências que entender necessárias. Neste caso, deverá, antes do julgamento, intimar o investigado ou de seu defensor dos documentos e diligências realizadas; X - Após a sustentação oral, se existir, o Relator proferirá o seu voto, sendo colhido o voto dos demais membros do Conselho Superior da Irmandade presentes, na ordem escolhida pelo Provedor; XI - Colhidos os votos o secretário anotará, em resumo, o resultado e os votos vencidos; XII - Redigida a deliberação, intimados os interessados, dela não caberá recurso. Art Nas faltas de natureza ético-profissional, a Comissão de Ética deverá ser comunicada para, após tomar conhecimento do fato e avaliar a necessidade de instaurar sindicância, instruí-la e formular relatório circunstanciado acerca do 7

8 problema, encaminhando-o ao Conselho Regional de Medicina, sem emitir juízo. Parágrafo Único: A penalidade de exclusão de qualquer membro somente poderá ocorrer em Assembléia Geral, convocada exclusivamente para este fim e mediante voto favorável de 2/3 dos membros presentes. Dos Títulos Honoríficos Art O Provedor, por proposição do Conselho Médico Hospitalar, concederá aos integrantes do Corpo Clínico, um dos seguintes títulos honoríficos: I - Membro Emérito do Corpo Clínico, para o Assistente Efetivo que, com mais de dez (10) anos de atividade na Instituição, tenha se distinguido por valiosos serviços prestados, por notável projeção profissional ou por destacada contribuição à Medicina; II - Membro Honorário do Corpo Clínico para o profissional que, depois de dez (10) anos de atividade na Instituição, dela se desligar voluntariamente em razão de doença ou idade, ou por outro motivo razoável; III - Diretor ou Vice-Diretor Clínico Honorário, ou Chefe de Clínica ou Serviço Honorário, a quem, tendo ocupado uma destas funções, dela se afastar voluntariamente ou pelo término do seu mandato, havendo completado mais de vinte (20) anos de permanência no Corpo Clínico. Parágrafo Único - As honrarias instituídas neste capítulo podem ser concedidas post-mortem. Da Estruturação da Assistência Médico-Hospitalar Disposições Gerais Art A assistência médica da Instituição é prestada por profissionais devidamente titulados, admitidos no seu Corpo Clínico conforme previsto neste Regulamento. Art A prestação dessa Assistência é feita pelos sistemas de internação e de ambulatório, eletivo e de urgência, por Clínicas e Serviços Auxiliares de Diagnóstico e Tratamento. Art Na prestação de assistência médica, os atos médicos sujeitos à legislação especial, devem ser submetidos pelo Médico à apreciação do Diretor Clínico, ou ao seu Chefe de Clínica, e mais um médico por este indicado, cuja decisão será devidamente registrada, respeitadas as Resoluções do CFM. Parágrafo Único - Em caso de urgência, a decisão prevista no artigo anterior pode ser exercida por três (3) médicos presentes, cuja opinião, além de devidamente registrada, será imediatamente levada ao conhecimento do Diretor Clínico. Das Clínicas Especializadas Art As Clínicas e os Serviços serão instalados por decisão, por proposta do Conselho Médico Hospitalar, do Diretor Clínico ou do Provedor, considerando as especialidades médicas, a demanda de assistência, a disponibilidade de espaço físico e as condições econômico-financeiras da Instituição. 8

9 Art Na organização de cada Clínica ou Serviço será observado o seguinte: I - O número de Assistentes Efetivos não pode ultrapassar o limite da capacidade operacional da Clínica, por proposta do Chefe de Clínica ou Serviço ao Diretor Clínico, ouvido o Conselho Médico Hospitalar e com aprovação da Provedoria; II - O número de Assistentes Adjuntos não poderá ser superior ao número de assistentes efetivos; III - O número de Assistentes Voluntários será no máximo igual à metade do número de Assistentes Adjuntos previstos. IV - Em casos justificados, pela Chefia de Clínica ou Serviço e após parecer favorável do Conselho Médico Hospitalar, os assistentes voluntários poderão ultrapassar o limite de 4 anos na Instituição. Nesta eventualidade, fica vedada a admissão de novos Assistentes Voluntários na Clínica ou Serviço. V - O número de Residentes e Especializandos será anualmente proposto pelos Chefes de Clínicas ou Serviços, após parecer da Direção Clínica e da aprovação pela Diretoria Técnica. VI - A transferência de Assistente de uma Clínica ou Serviço, para outro, será admitida desde que sejam observados os seguintes requisitos: a - Concordância dos Chefes, por escrito, de ambas as Clínicas ou Serviços. b - Proposta do Conselho Médico Hospitalar ao Sr. Provedor. Art A coordenação e orientação da assistência médica em cada Clínica ou Serviço serão feitas pelo respectivo Chefe, na forma deste Regulamento e com as atribuições nele estabelecidas. Dos Serviços Auxiliares de Diagnóstico e Tratamento Art A implantação dos Serviços Auxiliares de Diagnóstico e Tratamento observará o que está disposto no artigo 23. Art A coordenação e orientação de cada Serviço Auxiliar serão feitas por um Chefe de Serviço, investido na função na forma deste Regulamento e com as atribuições nele estabelecidas. Da Internação Art A internação de qualquer paciente só poderá ser realizada sob a responsabilidade de um membro do Corpo Clínico, o qual registrará sua indicação, diagnóstico provisório ou definitivo e recomendações especiais que forem necessárias para a internação e cuidados do paciente, observando-se o disposto no item V do art. 7. Dos Ambulatórios Art A assistência médica em ambulatório é prestada mediante consultas e tratamento eletivo ou de urgência. Art Todas as Clínicas manterão atendimento ambulatorial eletivo, para isso estabelecendo os horários e designando os Assistentes necessários. 9

10 Art Os atendimentos ambulatoriais de urgência dos convênios, serão prestados no Pronto Atendimento do Hospital São Lucas. Os profissionais que prestarão este atendimento serão pertencentes à estrutura do Corpo Clínico, ou contratados, exceto os residentes e especializandos. Parágrafo Único - Será admitida a presença dos especializandos e residentes nos postos de atendimento de urgência, apenas quando acompanhados dos seus preceptores. Dos Registros Clínicos Art De todos os pacientes, assistidos pelo regime de internação ou ambulatorial, se fará o prontuário, dele constando sua qualificação completa, seu histórico clínico, os dados de exames, o diagnóstico, o tratamento, data da internação ou da matrícula em ambulatório e data da alta. Art Os documentos do prontuário de cada paciente são propriedade dele, permanecendo sob a guarda da Santa Casa, de acordo com as determinações legais e preservação das condições de sigilo estabelecidas em lei e no Código de Ética Médica. Art As informações sobre paciente dependem de autorização dele ou de quem o represente legalmente. Da Organização do Corpo Clínico Da Direção Clínica Art A Diretoria Clínica, órgão coordenador das atividades do Corpo Clínico, é exercida pelo Diretor Clínico e pelo Vice-Diretor Clínico, assistidos pelo Conselho Médico Hospitalar, do qual o Diretor Clínico será Presidente nato. Art Na forma do Estatuto da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, o Diretor Clínico e o Vice-Diretor Clínico serão eleitos pelo Corpo Clínico para um mandato de no máximo 30(trinta) meses, podendo ser reeleitos uma única vez. 1 - O Vice-Diretor Clínico da Santa Casa será Diretor do Hospital São Lucas e substituirá o Diretor Clínico nos seus impedimentos eventuais, nas licenças, e o sucederá no caso de vaga até o novo provimento efetivo. Art Compete ao Diretor Clínico a supervisão da prestação de assistência médica nos hospitais da Santa Casa, tendo como encargos a saúde do paciente e o zelo pela garantia plena do exercício da Medicina na Instituição, competindolhe mais: I Dirigir e coordenar o Corpo Clínico, propagando, entre os seus membros, o sentimento de responsabilidade profissional, o desenvolvimento do espírito crítico e o estímulo às atividades didáticas e de pesquisa; II Zelar pelo fiel cumprimento deste Regulamento; III - Presidir o Conselho Médico Hospitalar, com voto apenas de desempate em suas deliberações; Do Conselho Médico Hospitalar Art O Conselho Médico Hospitalar é constituído pelo Diretor Clínico e pelo Vice-Diretor Clínico, como membros natos, e mais 8 (oito) Chefes de Clínica ou Serviço e oito Assistentes Efetivos com mais de dez anos de 10

11 exercício no Corpo Clínico nesta categoria, eleitos pela Assembléia Geral, com mandato de no máximo 30 meses, nas eleições de que trata o art º - Em sua primeira reunião, em cada período de mandato, o Conselho Médico Hospitalar escolherá, dentre os seus membros, a Comissão de Títulos Honoríficos, composta por 3 (três) integrantes, e escolherá, entre seus membros eleitos, um Conselheiro Secretário-Geral e um Primeiro Secretário; 2 - A qualquer tempo o Conselho Médico Hospitalar poderá criar comissões permanentes ou temporárias, sempre de três membros, determinando em cada caso as suas finalidades. Art O Conselho Médico Hospitalar encaminhará ao Conselho Superior da Irmandade para aprovação, o seu Regimento Interno, estabelecendo a sua competência, atribuições e encargos. Parágrafo Único - O ante-projeto do Regimento Interno será encaminhado ao Conselho Superior da Irmandade, num prazo máximo de 30 dias, após a entrada em vigor deste Regulamento. Dos Departamentos: Art. 40 Fica adotado o regime departamental em todas as atividades médicas dos hospitais da Santa Casa, excetuando as que não comportarem esta estrutura. Art. 41 Os Departamentos são os seguintes: I - Departamento de Clínica Médica e Especialidades Clínicas; II - Departamento de Clínica Cirúrgica e Especialidades Cirúrgicas; III - Departamento de Ginecologia e Obstetrícia; IV -Departamento de Pediatria Clínica e Cirúrgica; V - Departamento de Doenças do Aparelho Respiratório; VI - Departamento de Oncologia; VII - Departamento de Doenças Cardiovasculares; VIII - Departamento de Serviços Auxiliares de Diagnóstico e Tratamento; IX - Unidade de Tratamento Intensivo e Atendimento de Urgência/Emergências. X Serviço de Anestesiologia e Clínica da Dor Art. 42 A direção clínica será responsável pela regularização do quadro das seções de cada Departamento, com os nomes dos respectivos Chefes e Assistentes. Art. 43 O Provedor, por proposta da direção clínica baixará Portaria regulando o funcionamento de cada Departamento. Art. 44 O Chefe de Departamento será escolhido nas eleições da Diretoria Clínica e Conselho Médico Hospitalar, podendo se candidatar um dos Chefes de Clínicas ou um dos Assistentes com mais de dez anos de serviço no Departamento. 1º - A Chefia do Departamento será exercida por três(3) anos, podendo ser renovada, por igual período, por indicação de dois terços(2/3) dos Chefes. 11

12 2º - O Chefe de Departamento será substituído, em sua ausência eventual, pelo Chefe de Clínica mais antigo. Art. 45 Um Departamento será constituído sempre que possível, por no mínimo quatro(4) Serviços ou Clínicas e cada Clínica ou Serviço terá no mínimo seis (6) assistentes efetivos. Das Chefias dos Departamentos Art. 46 Compete aos Chefes de Departamento: I Presidir as reuniões do respectivo Departamento; II Estimular o trabalho e a produção científica; III Coordenar o funcionamento do Departamento propiciando os meios para o pleno desenvolvimento das diferentes Seções e para a coordenação destas; IV Conservar à disposição dos componentes do Departamento um exemplar do Estatuto, do Regimento Interno, deste Regulamento e de Portarias que forem baixadas; V Convocar semestralmente os Chefes de Clínica para reuniões em que serão organizados os programas de estudo e trabalho a serem desenvolvidos no semestre, cujas atas deverão ser encaminhadas para ciência da Direção Clínica; Das Chefias de Clínicas e dos Serviços Auxiliares Art Compete aos Chefes de Clínicas e aos Chefes de Serviços dirigir, coordenar e orientar as atividades da Clínica ou do Serviço, com as seguintes atribuições: I - Exercer a direção técnico-científica da Clínica ou do Serviço; II - Estimular a produção científica; III - Fazer a distribuição de trabalhos aos médicos componentes da Clínica ou Serviço, nas enfermarias e nos ambulatórios; IV - Zelar pelo exato cumprimento dos deveres dos médicos; V - Fazer visita rotineira ao hospital, para atender aos doentes ou supervisionar o atendimento médico, e, em qualquer hora, sempre que o exigirem as eventualidades da Clínica ou do Serviço; VI - No âmbito de sua Clínica, poderá conceder alta, atestar óbito, fazer comunicação de moléstia infecto-contagiosa e autorizar transferência de doente para outra clínica; VII - Dar alta ao paciente que não se submeter à disciplina hospitalar, cumpridas as formalidades ético-legais; VIII - Indicar, ao Diretor Clínico o Médico Assistente Efetivo que o substituirá em seus impedimentos; IX - Requisitar, por escrito e por intermédio do Diretor Clínico, o material necessário aos seus trabalhos, discriminando o que se destina ao uso diário e obrigatório e o que se destina ao uso eventual; X - Propor ao Diretor Clínico, para aprovação do Conselho Médico Hospitalar, e posterior encaminhamento ao Conselho Superior da Irmandade, o número de médicos que constituirão o Corpo Clínico da Clínica ou Serviço, nas categorias fixadas no artigo 3 e observância ao previsto no artigo

13 Parágrafo Único - O Chefe de Clínica ou Serviço, que atingir a idade de 70 anos, será jubilado compulsoriamente, recebendo o título honorífico a que fizer jus, e abrindo vaga em sua função. Em casos especiais, e dependendo de parecer favorável do Conselho Médico Hospitalar, poderá ser mantido por período maior, fixado pelo Conselho Médico Hospitalar, e aprovação do Conselho Superior da Irmandade. Da Assembléia Geral Art A Assembléia Geral é o órgão representativo dos médicos do Corpo Clínico, e suas decisões serão tomadas por maioria dos votos, em votação secreta, vedado o voto por procuração. 1º - A Assembléia Geral será composta exclusivamente pelos Assistentes Efetivos e Assistentes Adjuntos; 2º - A Assembléia Geral reunir-se-á, em caráter ordinário, uma vez por ano ou em caráter extraordinário, quando convocada pelo Provedor, pelo Conselho Médico Hospitalar ou por mais da metade dos Assistentes Efetivos e Adjuntos; 3º - À Assembléia Geral do Corpo Clínico, em suas reuniões ordinárias, serão apresentados Relatórios: da Direção Clínica, do Conselho Médico Hospitalar, e das Comissões Especiais e Chefias de Clínica ou Serviço; 4º - Na Assembléia Geral, em suas reuniões extraordinárias, serão discutidos temas específicos, que deverão ser de conhecimento prévio dos seus integrantes por prazo não inferior a 24 horas; 5º - Compete ainda à Assembléia Geral do Corpo Clínico, eleger a Comissão de Ética, com mandato de no máximo 30(trinta) meses. Da Direção Técnica Art O Diretor Técnico, tem suas atribuições previstas no Decreto Lei n , de Art O Diretor Técnico será escolhido e contratado pelo Provedor, ad-referendum do Conselho da Irmandade, e servirá à Instituição com relação de emprego. São atribuições do Diretor Técnico: I Zelar pelo cumprimento das disposições legais e regulamentares em vigor; II Assegurar condições dignas de trabalho e meios indispensáveis à prática médica, visando o melhor desempenho do Corpo Clínico e demais profissionais de saúde em benefício da população usuário da Instituição; III Assegurar o pleno e autônomo funcionamento da Comissão de Ética Médica. Parágrafo Único: A prestação de assistência médica nas instituições públicas ou privadas é de responsabilidade do Diretor Técnico e do Diretor Clínico, os quais, no âmbito de suas respectivas atribuições, responderão perante o Conselho Regional de Medicina pelos descumprimentos dos princípios éticos, ou por deixar de assegurar condições técnicas de atendimento, sem prejuízo da apuração penal ou civil Disposições Finais 13

14 Atribuições do Provedor Art De acordo com o disposto no Estatuto da Santa Casa, compete ao Provedor o exercício das atividades e a prática dos atos necessários ao bom desempenho do seu mandato, cabendo-lhe, no tocante ao relacionamento com o Corpo Clínico: I - Manter contato direto e permanente com o Diretor Clínico e, por intermédio dele, com o Conselho Médico Hospitalar, com os Vice-Diretores Clínicos e com as Chefias de Clínicas ou Serviços; II - Exonerar, ad-referendum ou com prévia autorização do Conselho Superior da Irmandade, os titulares de cargos ou funções de confiança, respeitado o que determina o art. 53; III - Contratar o Diretor-Técnico, que deverá ser, preferentemente, membro do Corpo Clínico; IV - Encaminhar ao Conselho Superior da Irmandade, quando não puder decidir pessoalmente, as propostas do Conselho Médico Hospitalar sobre questões do interesse do Corpo Clínico, tais como metas, padrões, formas de atendimento médico-hospitalar, admissões no Corpo Clínico e outras; V - Tomar as decisões previstas nos arts. 17 e 18; VI Somente o Provedor poderá propor ao Conselho Superior da Irmandade a concessão de títulos honoríficos, bem como a nomeação de qualquer médico em qualquer categoria de membro do Corpo Clínico, conforme estipulado no artigo 3º deste regulamento, exceção para a categoria de médico visitante. Das Chefias de Departamentos, Clínicas ou Serviços Art As Chefias de Clínicas e de Serviços estão subordinadas às respectivas Chefias de Departamentos, que por sua vez se subordinam ao Diretor Clínico. Art Os cargos de Chefes de Clínicas e de Serviços serão e providos pelo Conselho Superior da Irmandade, por indicação do Provedor, depois de propostos pelo Conselho Médico Hospitalar, após eleição entre os Assistentes Efetivos com mais de dez anos de exercício no Corpo Clínico, nesta categoria. 1º - Poderão votar os Assistentes Efetivos e Adjuntos; 2º - Os mandatos das Chefias de Clínicas e Serviços são de cinco anos, permitidas reconduções por eleição e deliberação do Conselho Superior da Irmandade, ouvido o Conselho Médico Hospitalar. 3º - O Chefe de Departamento, que deverá ser um Assistente Efetivo, é proposto ao Conselho Superior da Irmandade mediante eleição, feita em votação secreta, pelos respectivos Chefes de Clínica e de Serviço, sob a presidência do Diretor Clínico, e exercerão suas atribuições sem prejuízo das que lhe competirem a outro título. 4º - O Conselho Médico Hospitalar determinará as normas para provimento dos cargos de Chefia de Clínicas e Serviços quando da sua vacância. 5º - O Conselho Médico Hospitalar, por si só ou por solicitação de dois terços dos Assistentes Efetivos e Adjuntos de uma Clínica ou Serviço, e após abertura de sindicância, poderá sugerir ao Provedor, intervenção temporária ou definitiva, bem como substituição de Chefes de Clínicas ou Serviços. 14

15 Da Organização Hospitalar Art O Serviço Hospitalar se organiza da seguinte forma: I - Departamento de Clínica Médica e Especialidades Clínicas I Clínica Médica; II Clínica Médica; III Clínica Médica; IV Clínica Médica; V Clínica Médica; VI Clínica Médica; Clínica Dermatológica; Clínica Endocrinológica; Clínica Gastroenterológica; Clínica Nefrológica; Clínica Reumatológica; Clínica Geriátrica. II - Departamento de Clínica Cirúrgica e Especialidades Cirúrgicas I ªClínica Cirúrgica; II Clínica Cirúrgica ; III Clínica Cirúrgica; IV Clínica Cirúrgica; V Clínica Cirúrgica; VI Clínica Cirúrgica; VII Clínica Cirúrgica; Clínica de Angiologia e Cirurgia Vascular Periférica; Clínica de Cirurgia Plástica; Clínica Coloproctológica Clínica Otorrinolaringológica; Clínica Neurológica e Neurocirúrgica; Clínica Oftalmológica; Clínica Ortopédica; Clínica Urológica; III - Departamento de Ginecologia e Obstetrícia Iª Clínica Ginecológica; III Clínica Ginecológica; Mastologia Clínica Obstétrica Maternidade Hilda Brandão. 15

16 IV - Departamento de Pediatria Clínica e Cirúrgica Clínica Pediátrica Cirúrgica; Clínica Pediátrica Médica; Berçário; UTI Neonatal. V - Departamento de Doenças do Aparelho Respiratório Clínica Pneumológica Clínica de Cirurgia Torácica. VI - Departamento de Oncologia Serviço de Oncologia Clínica; Serviço de Radioterapia. VII - Departamento de Doenças Cardiovasculares Clínica Cardiológica; Clínica de Cirurgia Cardiovascular. VIII - Departamento de Serviços Auxiliares de Diagnóstico e Tratamento Serviço de Anatomia Patológica; Serviço de Endoscopia Digestiva; Serviço de Patologia Clínica; Serviço de Radiologia; Serviço de Nutrição Parenteral e Enteral ; Serviço de Ultra-Sonografia Obstétrica/Ginecológica/Medicina Interna; Serviço de Tomografia Computadorizada; Serviço de Medicina Nuclear. IX Departamento de Anestesiologia e Clínica de Dor X - Unidade de Atendimento Eletivo, de Urgência e Tratamento Intensivo. Unidade de Ambulatório - Ambulatório Melo Alvarenga - Ambulatório de Oncologia e Pronto Atendimento Oftalmológico; Unidade de Tratamento Intensivo (CTI Adulto); Unidade de Tratamento Intensivo (CTI Infantil); Unidade de Tratamento Intensivo (CTI Pós -operatório); Unidade de Tratamento Intensivo (CTI Coronariano); a) as Unidades acima referidas serão subordinadas diretamente ao Diretor Clínico, que proporá ao Provedor a indicação dos seus respectivos responsáveis. Art Os Departamentos de que trata o artigo anterior compreenderão tantos Serviços quantos forem indispensáveis ao preenchimento das necessidades do Hospital. 16

17 Parágrafo Único - Os critérios para criação de Clínica ou Serviço serão estabelecidos pelo Conselho Superior da Irmandade, por proposta do Diretor Clínico, ouvido o Conselho Médico Hospitalar. Art As Clínicas e Serviços terão espaço físico definido para suas atividades, pelo Conselho Superior da Irmandade, por proposta do Conselho Médico Hospitalar, ao Provedor. Art. 57 As diversas Clínicas e Serviços que compõem a Santa Casa de Misericórdia poderão ter um regimento interno elaborado pela respectiva Clínica e Serviço, aprovado pelo Conselho Médico Hospitalar e encaminhado ao Conselho Superior da Irmandade, disciplinando as atividades ali exercidas e dispondo sobre atendimento das exigências legais, se for o caso, e respeitadas as disposições contidas neste Regulamento. Parágrafo Único - Os Regimentos Internos já existentes deverão ser revistos no prazo máximo de 60 dias, observado o disposto no caput. Da Comissão de Ética Médica Art. 58 A Comissão de Ética será composta de membros efetivos e suplentes em número proporcional ao de membros do Corpo Clínico, de acordo com o estabelecido nas Resoluções do Conselho Federal de Medicina. & 1º - A eleição da Comissão de Ética será feita pela votação direta e secreta de todos os médicos pertencentes ao Corpo Clínico e o mandato será conforme normas vigentes estabelecidas pelo CFM. & 2º - As eleições serão convocadas pelo Diretor Clínico com antecedência de 30 dias com prazo de inscrição da data da assembléia que a elegerá. & 3º - Os candidatos à Comissão de Ética se inscreverão individualmente junto ao Diretor Clínico, que nomeará uma junta eleitoral para coordenar as eleições. &4º - O mandato da Comissão de Ética será conforme determina a Resolução CFM 1657/2002, alterada parcialmente pela Resolução CFM 1812/2007, que coincide com o mandato da Diretoria Clínica, sendo permitida a recondução ao cargo. & 5º - O presidente e o Secretário da Comissão de Ética serão eleitos pelos membros da Comissão, conforme determina a Resolução acima citada. A presidência da Comissão será exercida pelo membro que obtiver o maior número de votos, escolhendo entre os demais membros o seu secretário. & 6º - Em caso de vacância do cargo, será convocado a preenchê-la o suplente que tiver obtido o maior número de votos. Quando houver vacância de metade ou mais dos cargos, será convocada nova eleição para completar o mandato. Art. 59 Compete à Comissão de Ética: I Zelar pelos princípios da ética médica. II Supervisionar e orientar, em sua área de atuação, o exercício da atividade médica. III Comunicar ao CRMMG o exercício ilegal da medicina. IV Manter atualizado o cadastro de médicos na instituição. 17

18 V Colaborar com o CRMMG na tarefa de educar, divulgar e orientar sobre temas relativos à ética médica. VI Instaurar sindicâncias, apurar e emitir relatório circunstanciado de todas as infrações que cheguem ao seu conhecimento. Das Comissões Permanentes e Temporárias Art. 60 São Comissões Permanentes do Hospital: 1 A Comissão de Ética 2 A Comissão de Prontuário Médico 3 Comissão de Óbito 4 Comissão de Controle de Infecção Hospitalar Parágrafo Único: Os membros das Comissões Permanentes serão eleitos pela Assembléia do Corpo Clínico, devendo o mandato coincidir com o do Diretor Clínico. Art. 61 Serão Comissões Temporárias do Hospital aquelas que porventura forem criadas segundo a necessidade de melhor organizar os trabalhos do Hospital. & 1º - Os membros das Comissões Temporárias serão designados pelo Diretor Clínico. & 2º - A duração das Comissões Temporárias não poderá exceder o prazo de seis meses. Caso haja necessidade de extensão dos seus trabalhos por um período maior, elas serão transformadas em Comissões Permanentes e deverão seguir as regras estabelecidas para estas. Disposições Transitórias Art As normas contidas neste Regulamento incidem imediatamente após a sua aprovação. Parágrafo Único - Caberá ao CMH assegurar o fiel cumprimento deste Regulamento devendo expedir instruções e instar o Corpo Clínico à sua implementação, informando ao Provedor as providências adotadas. Das Disposições Finais Art Este Regulamento entra em vigor na data de sua aprovação pelo Provedor, ficando revogadas todas as disposições em contrário. Belo Horizonte, 07 de novembro de

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