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1 ANO 2 Nº 3 ABRIL REVISTA NESTA EDIÇÃO: Check-up cerebral possibilita diagnóstico precoce de doenças neurodegenerativas Impacto do tabagismo na saúde da mulher 3 a Conferência Científica Internacional da WAO / XLI Congresso Anual da ASBAI Contracepção e diabetes gestacional COMPROMETIDA COM O CONHECIMENTO MÉDICO

2 Seja lembrado pelo seu conteúdo! AC Farmacêutica, a empresa pioneira na personalização de conteúdo científico PECs médicos Cursos e congressos Revistas customizadas Livros e separatas Cobertura de eventos Acervo com mais de livros publicados 2 ACMED

3 EDITORIAL ANDRÉ ARAUJO Diretor SILVIO ARAUJO Diretor Consolidando-se como uma publicação de referência ao especialista para a melhor conduta em sua prática clínica e fonte de atualização sobre os novos estudos no meio, a Revista ACMED chega à sua terceira edição com a matéria de capa que aborda uma nova possibilidade para o diagnóstico precoce de doenças neurodegenerativas: o check-up cerebral. Pesquisas recentes já comprovam o benefício da investigação neurológica, em qualquer faixa etária. Neste sentido, medidas que consigam prolongar a vida, levando os indivíduos a viverem até 80 ou 90 anos de idade, devem ser analisadas. Outro assunto relevante desta edição discute a relação entre a contracepção e o diabetes gestacional. Por meio de entrevista, três especialistas analisam os fatores envolvidos e relatam que, independente do uso do contraceptivo, a idade e o peso estão relacionados ao risco de desenvolvimento de diabetes gestacional. O impacto do tabagismo na saúde da mulher também é destaque. Considerado a principal causa de morte evitável no mundo, o tabagismo ainda tem maior prevalência no gênero masculino, mas a crise é maior nas mulheres. O risco de doença cardiovascular, principalmente em mulheres em idade fértil fumante, chega a ser seis vezes maior do que em uma mulher não fumante. No caso de homens na mesma faixa etária, a ameaça é três vezes maior no fumante do que no não fumante, ou seja, o perigo é dobrado nas mulheres. Os riscos do aneurisma cerebral, envolvendo o tratamento e as sequelas, são analisados nesta edição. Descoberto apenas quando se rompe, é necessário o atendimento de extrema urgência. Por outro lado, quando não há o rompimento, o aneurisma só é encontrado por achados em exames realizados por outros motivos, que acabam evidenciando a lesão. Mas esse modo de diagnóstico não é muito frequente. Também apresentamos a cobertura de dois eventos que ocorreram neste trimestre. Um deles é a 3º Conferência Científica Internacional da Organização Mundial da Alergia (WAO) / XLI Congresso Anual da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), realizado no Rio de Janeiro, em dezembro. Estratégias no tratamento e prevenção da alergia e de síndromes graves, por meio da utilização de imunoterapia e imunomoduladores, foram os destaques entre os temas apresentados. O outro evento presente nesta edição é o XXXI Congresso Brasileiro de Arritmias Cardíacas (CBAC 2014), também ocorrido em dezembro, no Rio de Janeiro. O Congresso contou com a participação de mais de congressistas, que puderam acompanhar palestras de renomados cardiologistas brasileiros, além de 11 estrangeiros. Entre os assuntos de relevância estiveram as conferências sobre os diversos aspectos que envolvem as arritmias cardíacas e morte súbita, servindo para aprofundar o conhecimento e o avanço de pesquisas. Esperamos que esses assuntos possam servir de grande valia para sua conduta de excelência. Boa leitura!

4 Esta é uma publicação COMPROMETIDA COM O CONHECIMENTO MÉDICO Direção executiva e comercial André Araujo Silvio Araujo Coordenação comercial Cristiana Domingos Coordenação de jornalismo Gisleine Gregório Consultoria médica Dra. Fernanda Chaves Mazza (CRM-RJ ) Coordenação editorial Caroline Vieira Roberta Monteiro Coordenação de criação Gabriel Meneses Equipe comercial Alessandra Lima Amalia Queiroz Luciana Lemes Maila Pereira Marcela Crespi Silvia Monteiro Victor Moraes Superintendência editorial Oriene Pavan Equipe de jornalismo Denise Lanzoni Luciene Cimatti Equipe editorial Denis Souza Ísis Rodrigues Miriã Santos Thaís Barbosa Equipe de criação Ana Caquetti Ariel Santon Juliana Costa Stephanie Matos Contatos Comercial: Jornalismo: São Paulo - SP Dona Brígida, Vila Mariana CEP Tel: 55 (11) Rio de Janeiro - RJ Travessa do Ouvidor, 11 - Centro CEP Tel: 55 (21) Outros sites É proibida a duplicação ou reprodução desta publicação, no todo ou em parte, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrônico, mecânico, gravação, fotocópia, distribuição na internet e outros), sem permissão expressa da editora. Todo o desenvolvimento, fotos e imagens utilizadas nesta publicação são de responsabilidade dos seus autores. Esta publicação contém publicidade de medicamentos sujeitos a prescrição, sendo destinada exclusivamente a profissionais habilitados a prescrever, nos termos da Resolução RDC Anvisa nº 96/ AC Farmacêutica LTDA. Todos os direitos reservados. AC Farmacêutica, pelo quarto ano consecutivo entre as três empresas vencedoras do Prêmio Top Suppliers, na categoria Editora de Publicações Científicas

5 SUMÁRIO PESQUISA CIENTÍFICA Check-up cerebral possibilita diagnóstico precoce de doenças neurodegenerativas 06 ENTREVISTA Contracepção e diabetes gestacional 10 ESPECIAL Impacto do tabagismo na saúde da mulher 14 HIGHLIGTHS 3 a Conferência Científica Internacional da Organização Mundial da Alergia (WAO) / XLI Congresso Anual da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) 17 CONGRESSO XXXI Congresso Brasileiro de Arritmias Cardíacas 19 OPINIÃO MÉDICA Os perigos do aneurisma cerebral 20

6 PESQUISA CIENTÍFICA Check-up cerebral possibilita diagnóstico precoce de doenças neurodegenerativas Por Luciene Cimatti MTb-SP Com o envelhecimento da população, a detecção precoce e a prevenção das doenças neurodegenerativas estão no centro das prioridades da comunidade médica. 6 ACMED

7 CHECK-UP CEREBRAL POSSIBILITA DIAGNÓSTICO PRECOCE DE DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS PESQUISA CIENTÍFICA Segundo estudos, as previsões apontam que as doenças degenerativas poderão ultrapassar o câncer como causa de morte mais frequente entre os idosos nas próximas décadas nos Estados Unidos. Um estudo norte-americano mostrou, por exemplo, que um terço das mortes de pessoas com mais de 75 anos pode ser atribuído à doença de Alzheimer, uma doença neurodegenerativa que pode ser responsável por tantos óbitos quanto patologias cardiovasculares. No Brasil, o aumento da expectativa de vida indica que seguiremos essa tendência. "Estudos sobre esclerose múltipla, por exemplo, indicam que intervir o mais cedo possível após o aparecimento dos primeiros sintomas diminui a probabilidade de acúmulo da incapacidade." Nesse sentido, o desafio passa a ser identificar indivíduos na fase mais precoce ou mesmo pré-sintomática, com o objetivo de viabilizar a eficácia no tratamento e promover a qualidade de vida dos pacientes. Estudos sobre esclerose múltipla, por exemplo, indicam que intervir o mais cedo possível após o aparecimento dos primeiros sintomas diminui a probabilidade de acúmulo da incapacidade. Em relação à doença de Parkinson (DP), tendo em vista a expectativa de vida cada vez maior, novas estratégias são necessárias para proteger os neurônios das degenerações. Para isso, muito esforço tem sido realizado para determinar marcadores que indiquem indivíduos com risco de desenvolver DP antes que os primeiros sinais motores claros permitam o diagnóstico. Muitos sintomas, como depressão, perda da função olfativa, movimento rápido dos olhos, distúrbio comportamental do sono ou anormalidades motoras leves podem anteceder os primeiros sintomas motores claros por vários anos; no entanto, pesquisadores apontam que nenhum desses indicativos pré-motores é específico para o desenvolvimento da DP. Além disso, esforços têm sido empreendidos para catalogar a variação genética humana, em sinergia com as tecnologias em rápida evolução para produzir conhecimentos sobre a arquitetura genética de muitas doenças, entre elas, as neurológicas. O atual entendimento da genética sobre as doenças neurodegenerativas mais comuns tem sido utilizado para destacar as estratégias bem-sucedidas na descoberta de genes, bem Dr. Fernando Freua CRM-SP Especialista em Neurologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Neurologista do Ambulatório de Neurologia Genética do Hospital das Clínicas da FMSUP. como estratégias emergentes que estão sendo implantadas para investigar a base fisiopatológica dessas doenças. Estudos apontam que existem centenas de variantes que influenciam a susceptibilidade às doenças neurodegenerativas, e outras para efeitos cada vez menores ainda serão descobertas. Dessa forma, mesmo as variantes de efeitos modestos já deram importantes contribuições, por fornecerem uma plataforma robusta para se explorar os primeiros eventos de uma doença. Segundo o Dr. Fernando Freua, CRM-SP , especialista em Neurologia pela Universidade de São Paulo (Hospital das Clínicas da USP) e neurologista do ambulatório de neurologia genética do mesmo hospital, em cada suspeição clínica é realizado um exame complementar que possa ajudar no diagnóstico. Especificamente no caso da doença de Alzheimer, além dos exames de imagens, que já são consagrados, ressonância magnética e estudos de medicina nuclear, hoje temos à disposição alguns biomarcadores do liquor, que ajudam a afinar o diagnóstico em casos suspeitos, ou mesmo dúbios, explica. Atualmente são utilizados biomarcadores da proteína beta-amiloide (Aß42), proteína tau total e tau fosforilada, que podem auxiliar o diagnóstico ou o prognóstico da demência de Alzheimer. O Dr. Freua explica que a Aß42, no caso de provável doença, apresenta-se reduzida em relação aos níveis de tau e fosfo-tau, que demonstra uma possibilidade diagnóstica. Em relação à doença de Parkinson, atualmente existem provas funcionais com marcadores dopaminérgicos que auxiliam significativamente no diagnóstico. Temos um grupo no Hospital das Clínicas que realiza ultrassonografia em uma região específica do mesencéfalo, denominada substância negra, que também ajuda no diagnóstico, informa o Dr. Freua, acrescentando que são todos exames complementares para casos de dúvida, tanto na doença de Alzheimer, como Parkinson. Atualmente é possível realizar um exame para alguns ti- 7 ACMED

8 CHECK-UP CEREBRAL POSSIBILITA DIAGNÓSTICO PRECOCE DE DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS PESQUISA CIENTÍFICA pos específicos de doenças neurológicas genéticas, por meio do Exoma. Denominado sequenciamento de nova geração, esse procedimento permite alcançar o diagnóstico de grande parte (95%) das doenças de origem genética. O Dr. Fernando Freua afirma que é possível incluir, por exemplo, alguns casos de Alzheimer, como o familiar, um tipo muito raro; e também na demência frontotemporal, bem como outras síndromes neurodegenerativas de cunho genético. No caso específico da esclerose múltipla, o diagnóstico é consagrado, ou seja, é a junção das alterações encontradas no liquor, ressonância magnética e a evolução clínica do doente. O diagnóstico da esclerose múltipla inclui essa dinâmica espacial, que envolve a evolução no tempo e no espaço, além dos achados dos tradicionais exames complementares, explica o Dr. Freua. Check-up Acredito que qualquer pessoa que tenha algum sintoma, como esquecimentos, déficit de atenção, e outros, deveria fazer uma consulta com um neurologista, avalia. O Dr. Freua destaca a existência de indivíduos classificados em um estado clínico de comprometimento cognitivo leve. Neste sentido, lembra que estudos comprovaram que existe a possibilidade de avaliar a evolução do comprometimento cognitivo leve para demência de Alzheimer, por meio dos marcadores biológicos, por exemplo. Dessa forma, os dados informam que uma pessoa que possua um biomarcador da proteína Aß42 reduzida e níveis elevados de tau e fosfo-tau, apresenta risco 17 vezes maior de evoluir para demência de Alzheimer, se comparada com aquelas sem alterações nestes marcadores, porém, que possuam diagnóstico de comprometimento cognitivo leve. Segundo o especialista, não existe uma idade específica para realizar uma investigação neurológica, sendo essa decisão mais viável pelo estado clínico do doente e pelos sintomas. Em relação ao check-up, obviamente sou favorável que as pessoas, independentemente da faixa etária, consultem esporadicamente um neurologista para serem avaliadas. Ele adverte que existem casos subclínicos, como o comprometimento cognitivo leve, que poderia ser um estágio inicial de Alzheimer, sem que a família perceba que o déficit de memória do doente teria esse tipo de comprometimento do ponto de vista neurológico, pois o paciente mantém sua funcionalidade. No entanto, o Dr. Freua avalia que é muito difícil uma doença neurodegenerativa ser completamente assintomática. Na esclerose múltipla, por exemplo, normalmente o indivíduo procura o médico porque apresenta um quadro clínico, com perda de sensibilidade, força ou visão dupla. 8 ACMED

9 CHECK-UP CEREBRAL POSSIBILITA DIAGNÓSTICO PRECOCE DE DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS PESQUISA CIENTÍFICA Reserva cognitiva A reserva cognitiva pode ser descrita como a resistência da mente do indivíduo às lesões cerebrais. Dessa forma, existem baterias cognitivas que são aplicadas, por meio de testes neuropsicológicos que apresentam ao médico o grau de comprometimento da pessoa em relação a uma função neurológica exclusiva, como a função executiva, tipo de memória prejudicada, entre outros. Nem tudo o que treme é Parkinson e nem toda perda de memória é Alzheimer." O Dr. Freua explica que existem formas de obter reserva neurológica, a reserva funcional, do ponto de vista cognitivo, por meio de atividades simples, como treinamento mental, alimentação saudável, além de evitar outros fatores de risco, como álcool e tabaco. Do ponto de vista biológico, a Medicina promove medidas que conseguem prolongar a vida, levando os indivíduos a viverem até 80 ou 90 anos de idade. Hoje é muito comum pacientes com 90 ou 95 anos de idade, o que até 20 ou 30 anos atrás não era possível, analisa. Para o Dr. Freua, um dos principais fatores de risco para uma doença degenerativa é a idade e, uma vez que a população está envelhecendo, aumenta a probabilidade de apresentar um quadro neurodegenerativo, do ponto de vista não genético. Quanto maior a idade, maior esse risco e, obviamente, o Brasil está seguindo essa linha. Temos uma população que está envelhecendo, e a quantidade de pessoas que está recebendo esse diagnóstico é cada vez maior, informa. Dessa forma, exemplifica o Dr. Freua, que caso exista uma suspeita clínica de um paciente com um quadro demencial, que apresente quadro neurológico degenerativo, ou na existência de tremor assimétrico, é importante ter essa análise crítica no momento da consulta. Ele também destaca a importância da avaliação no interrogatório da anamnese, na tentativa de identificar esses possíveis comprometimentos de ordem cognitiva e física, do ponto de vista somático, bem como o encaminhamento do paciente a um neurologista. Nem tudo o que treme é Parkinson e nem toda perda de memória é Alzheimer. Existem causas metabólicas de perda de memória, inclusive em idosos, como as disfunções tireoidianas ou funcionamento aberrante da tireoide, que podem mimetizar um quadro de Alzheimer, explica. Neste sentido, explica que uma avaliação especializada poderá afastar essas possibilidades e confirmar outro tipo de suspeita. Dessa forma, a parceria entre o neurologista e o geriatra é fundamental diante do envelhecimento da população. Temos notado cada vez mais esses sinais e sintomas na população mais idosa. Porém, não é apenas o idoso que está sujeito às doenças neurodegenerativas, uma vez que estas englobam uma série de doenças, conclui o Dr. Freua. Para saber mais: ADNI Alzheimer s Disease Neuroimaging Initiative Radiofármaco com carbono 11 Pioneirismo do HC Respiração exalada Bibliografia consultada: ACMED

10 ENTREVISTA Contracepção e diabetes gestacional Por Gisleine Gregório MTb-SP Pesquisa recente, divulgada pelo Sistema de Monitorização e Avaliação do Risco na Gravidez, de Missouri, mostrou que mulheres que utilizavam contraceptivos hormonais antes da gravidez apresentavam um risco maior de desenvolver diabetes gestacional, em comparação com aquelas que não utilizavam. O estudo teve como base a análise de dados de mulheres, que informaram o tipo de método contraceptivo utilizado. Das pacientes analisadas, 8,3% foram diagnosticados com diabetes gestacional, sendo que 17,9% destas tinham usado métodos contraceptivos hormonais. Em todo o mundo, ainda são escassos os estudos que relacionam o uso da contracepção hormonal ao risco maior do desenvolvimento de diabetes durante a gestação. Conversamos com três especialistas para levantar os fatores envolvidos nesta relação: Dr. Eliano Pelini CRM-SP Ginecologista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Professor Afiliado e Chefe do Departamento de Saúde e Medicina Sexual da Faculdade de Medicina do ABC. A idade e o peso estão relacionados ao risco de desenvolvimento de diabetes gestacional, independente do uso dos contraceptivos? E nos casos de uso, existe realmente uma maior incidência dessa relação? Sim, pois maior peso da gestante favorece um risco de resistência à insulina e isso provoca aumento da glicemia sanguínea. Então, dizemos que há uma associação da gestante de idade mais velha e o maior peso gestacional. Mas isso, em minha opinião, independe do uso de contracep- 10 ACMED

11 CONTRACEPÇÃO E DIABETES GESTACIONAL ENTREVISTA tivo. Não temos conhecimento que as pílulas tenham alguma relação com o desenvolvimento do diabetes gestacional, elas inclusive protegem, principalmente no caso de pacientes com ovários policísticos. Qual seria a justificativa mais adotada para a ligação entre o desenvolvimento do diabetes e o uso de contraceptivos hormonais? Trabalho há longos anos com contraceptivos e desconheço essa relação, tanto que na Organização Mundial da Saúde (OMS) existe o critério de uso para contraceptivos e alguns são indicados para pacientes, inclusive diabéticas, com controle glicêmico adequado. É possível mensurar se existe risco materno durante a gestação influenciado pelo tipo de método contraceptivo usado antes da gravidez? Na verdade, as pacientes que têm diabetes e podem desenvolver o diabetes gestacional, possuem dificuldades ovulatórias. Por isso, devem usar métodos que têm índice de falha muito pequeno, como os contraceptivos, que inclusive regulam o sistema menstrual. As pacientes que vão desenvolver diabetes gestacional, no caso de engravidarem de maneira não programada, podem ter problemas durante a gravidez e até abortar. Portanto, o controle de peso e glicemia é muito importante no período pré-gestacional. O uso de anticoncepcionais pode ser considerado uma opção segura e eficaz para o atendimento pré-concepção de mulheres com diabetes sem complicações? Sim, nestes casos, a OMS considera o uso como eficaz, seguro para mulheres que não têm complicações vasculares diabéticas. As vantagens são melhores que as possíveis desvantagens. As mulheres que tiveram diabetes mellitus gestacional devem ser monitoradas no período pós-parto imediato para garantir que os níveis de glicose no sangue voltem ao normal sem tratamento adicional? Quando a contracepção pode voltar a ser instituída? A grande maioria das mulheres volta ao normal, conforme reduz peso e amamenta. A contracepção é indicada geralmente 40 dias após o parto, se ela não estiver amamentando. Em caso de permanecer amamentando, existem os contraceptivos hormonais não combinados, as minipílulas, que podem ser usados após 40 dias do parto sem prejuízo da amamentação. Aquelas que amamentaram apresentarão um perfil metabólico diferente, pelo menos durante o período de amamentação? Acredito que sim, pois as que amamentam têm uma grande perda calórica, e neste caso a amamentação é muito bem indicada para proteção tanto da mãe quanto do recém-nascido. E os perfis metabólicos de crianças nascidas de mulheres que tiveram diabetes gestacional e que amamentaram são diferentes daquelas que não foram amamentadas? O que se sabe hoje é que as crianças que nascem de mães com diabetes gestacional podem ter grande peso, com alta fragilidade no berçário, ou podem nascer com baixo peso decorrente de uma insuficiência placentária. Essas crianças, que tiveram restrição alimentar durante a gravidez, são candidatas a jovens com ovários policísticos e hirsutismo. Entretanto, não existe relação entre a amamentação e o diabetes gestacional. As crianças que foram amamentadas no seio têm uma melhor defesa, menos fatores alérgicos, mas isso sem qualquer associação às mães diabéticas. As vantagens da amamentação no peito são as mesmas para ambas as mulheres. 11 ACMED

12 CONTRACEPÇÃO E DIABETES GESTACIONAL ENTREVISTA Dra. Ceci Mendes Lopes CRM-SP Professora Assistente Doutora da Clínica de Ginecologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo HC-FMUSP. A idade e o peso estão relacionados ao risco de desenvolvimento de diabetes gestacional, independente do uso dos contraceptivos? E nos casos de uso, existe realmente uma maior incidência dessa relação? Sim, especialmente o excesso de peso, em pessoas propensas, mas também a idade, podem aumentar o risco de diabetes gestacional. Os contraceptivos não influenciam. Qual seria a justificativa mais adotada para a ligação entre o desenvolvimento do diabetes e o uso de contraceptivos hormonais? Embora não sejam fatores para diabetes gestacional, os contraceptivos podem, sim, ser fatores de desenvolvimento de diabetes, em pessoas propensas, pelo fato de conterem derivados da progesterona (progestógenos), que são fatores desencadeantes. É possível mensurar se existe risco materno durante a gestação influenciado pelo tipo de método contraceptivo usado antes da gravidez? Se a usuária de um contraceptivo desenvolveu um quadro ligado ao desvio metabólico diabético, é claro que corre mais risco, independente do tipo de contraceptivo hormonal que utilizou. Existe alguma evidência consistente de que os contraceptivos orais combinados possam influenciar o risco de desenvolvimento de diabetes nas mulheres com história prévia de diabetes gestacional? O simples fato de ter desenvolvido diabetes gestacional é um grande indicativo de ser a pessoa propensa, e, portanto, haver contraindicação para o uso de qualquer contraceptivo hormonal. Por outro lado, o uso de anticoncepcionais pode ser considerado uma opção segura e eficaz para o atendimento de mulheres com diabetes sem complicações? No meu modo de ver, é muito mais sensato indicar um método não hormonal, como, por exemplo, o dispositivo intrauterino. As mulheres que tiveram diabetes mellitus gestacional devem ser monitoradas no período pós-parto imediato para garantir que os níveis de glicose no sangue voltem ao normal sem tratamento adicional? Quando a contracepção pode voltar a ser instituída? Sim, mulheres que tiveram diabetes mellitus gestacional devem ser monitoradas no período pós-parto imediato. A contracepção deve ser iniciada logo, como para qualquer outra paciente, é vital. Mas um método não hormonal, de preferência. Aquelas que amamentaram apresentarão um perfil metabólico diferente, pelo menos durante o período de amamentação? Não. E os perfis metabólicos de crianças nascidas de mulheres que tiveram diabetes gestacional e que amamentaram são diferentes daquelas que não foram amamentadas? Em linhas gerais, sem diferença. 12 ACMED

13 CONTRACEPÇÃO E DIABETES GESTACIONAL ENTREVISTA Dr. Mauro Sancovski CRM-SP Professor de Obstetrícia da Faculdade de Medicina do ABC. A idade e o peso estão relacionados ao risco de desenvolvimento de diabetes gestacional, independente do uso dos contraceptivos? E nos casos de uso, existe realmente uma maior incidência dessa relação? As gestantes com idade acima de 25 anos e, principalmente, acima dos 35 anos, apresentam risco aumentado de desenvolverem diabetes gestacional. O sobrepeso ou obesidade também constituem fator de risco. As que têm história familiar de diabetes mellitus ou que tiveram filho com mais de 4 quilos, recém-nascidos com malformações ou óbitos perinatais também. O uso anterior de contraceptivos não interfere nessa ocorrência. Qual seria a justificativa mais adotada para a ligação entre o desenvolvimento do diabetes e o uso de contraceptivos hormonais? O uso de tratamentos hormonais por via oral poderia interferir nas glicemias, porém, o uso das mais novas pílulas com baixa dose pouco interfere. O desencadeamento de diabetes por este uso não é significativo. É possível mensurar se existe risco materno durante a gestação influenciado pelo tipo de método contraceptivo usado antes da gravidez? O risco materno durante a gestação e, principalmente, o fetal é decorrente do controle metabólico pré-gestacional e durante a gravidez. Nas diabéticas, os contraceptivos orais de baixa dose podem conviver com bom controle. O uso de progesterona de depósito, que são as injeções trimestrais, altera mais as glicemias, e tal fato poderia interferir na fase inicial da gestação. Existe alguma evidência consistente de que os contraceptivos orais combinados possam influenciar o risco de desenvolvimento de diabetes nas mulheres com história prévia de diabetes gestacional? As mulheres que desenvolvem o diabetes gestacional são grandes candidatas a desenvolverem diabetes no futuro e isto depende muito mais do peso, resistência insulínica, atividade física, que do uso de contraceptivos. Por outro lado, o uso de anticoncepcionais pode ser considerado uma opção segura e eficaz para o atendimento pré-concepção de mulheres com diabetes sem complicações? Sim, mas é fundamental afastar-se de outros motivos de contraindicação, como hipertensão arterial. As mulheres que tiveram diabetes mellitus gestacional devem ser monitoradas no período pós-parto imediato para garantir que os níveis de glicose no sangue voltem ao normal sem tratamento adicional? Quando a contracepção pode voltar a ser instituída? Todas as mulheres que desenvolveram diabetes gestacional devem ser reavaliadas 60 dias após o parto para saber se as alterações metabólicas persistem ou não. A contracepção com pílulas combinadas somente pode ser instituída após cessar a amamentação, sendo que antes disso deverão ser orientadas para outros métodos de contracepção. Aquelas que amamentaram apresentarão um perfil metabólico diferente, pelo menos durante o período de amamentação? Sim, poderão ter. Se persistirem diabéticas, devem monitorar o perfil glicêmico, principalmente para evitarem hipoglicemia. E os perfis metabólicos de crianças nascidas de mulheres que tiveram diabetes gestacional e que amamentaram são diferentes daquelas que não foram amamentadas? O perfil metabólico do filho de mãe diabética é dependente do grau de compensação durante a gravidez. O reflexo mais imediato é a hipoglicemia neonatal. Em longo prazo, se o descontrole foi grande, a criança poderá vir a ser obesa ou mesmo aumentar. Existe também chance de ser diabética em casos de fetopatia diabética. 13 ACMED

14 ESPECIAL Impacto do tabagismo na saúde da mulher Por Luciene Cimatti MTb-SP Uma pesquisa do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas apontou menor redução no consumo de tabaco pelas mulheres. As fumantes sofrem mais riscos do que os homens, e chegam a ter o dobro do risco para doença cardiovascular do que eles. 14 ACMED

15 IMPACTO DO TABAGISMO NA SAÚDE DA MULHER ESPECIAL Dra. Jaqueline Scholz Issa CRM-SP Doutora em Cardiologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do Instituto do Coração InCor do Hospital das Clínicas da FMSUP. O risco de doença cardiovascular, principalmente em mulheres em idade fértil fumantes, chega a ser seis vezes maior do que em uma mulher não fumante. tabagismo é considerado pela Organização Mundial O da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável no mundo. Neste sentido, desde 1996, o Brasil contempla na Legislação Federal a restrição do uso e propaganda de produtos derivados de tabaco. Porém, há menos de uma década, alguns estados brasileiros, entre eles São Paulo e Rio de Janeiro, passaram a adotar medidas para conter a sua disseminação. Neste contexto, entrou em vigor, em dezembro de 2014, a regulamentação da Lei antifumo nacional (12.546/11), que passou a proibir em todos os estados do país o consumo de cigarros, charutos, cachimbos, narguilés e similares em lugares de uso coletivo, tanto públicos quanto privados. A nova Lei também inclui o veto a fumódromos em áreas abertas e à publicidade dos produtos em pontos de venda. Diante desse cenário, o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD) realizou uma pesquisa sobre o consumo de tabaco no Brasil no período de 2006 a 2012, que apontou uma redução de 20% no consumo de tabaco na população brasileira, sendo ela mais acentuada entre os adolescentes (45%) e os homens (22%). Dessa forma, apesar de a prevalência de fumantes ainda ser maior no gênero masculino, a pesquisa destaca a redução mais baixa entre as mulheres (13%). Porém, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), adenocarcinomas ocorrem mais em mulheres fumantes do que em homens, e estão associados ao modo diferenciado de fumar (inalação profunda). Mulheres fumantes também têm a taxa de fertilidade reduzida devido ao efeito causado pela concentração de nicotina no ovário. O Instituto também informa que o risco de infarto do miocárdio, embolia pulmonar e tromboflebite em mulheres jovens que usam anticoncepcionais orais e fumam chega a ser de 10 a 40 vezes maior que o das que não fumam e usam este método de controle da natalidade. Para a Dra. Jaqueline Scholz Issa (CRM-SP ), doutora em Cardiologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e Diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do Instituto do Coração InCor do Hospital das Clínicas da FMUSP, a resistência em abandonar o cigarro poder se dar principalmente pela dependência. A mulher usa o cigarro como recurso de estímulo ou redução da tensão, devido à vida estressante, com dupla ou tripla jornada de trabalho, filhos e casa para cuidar, analisa. A especialista ainda alerta que, apesar de ambos os gêneros sofrerem, os riscos ainda são maiores nas mulheres. Ela destaca que o risco de doença cardiovascular, principalmente em mulheres em idade fértil fumantes, chega a ser seis vezes maior do que em uma mulher não fumante. No caso de homens na mesma faixa etária, o risco é três vezes maior no fumante do que no não fumante, ou seja, as mulheres têm o dobro de risco. O médico deve explicar sobre a associação da pílula anticoncepcional com o cigarro, por exemplo, e encaminhá-la para um tratamento especializado. Muitas vezes, o próprio ginecologista poderá prescrever um medicamento antitabagismo. Caso a paciente não queira parar de fumar, o método anticoncepcional deve ser trocado, orienta a Dra. Jaqueline, complementando que o médico deve também alertar a paciente sobre os riscos. Em relação à gravidez, a especialista orienta que a mulher deve preventivamente tratar do tabagismo antes de engravidar, uma vez que nem todas conseguem parar de fumar em função da gravidez. Ressalta, ainda, que o tabagismo oferece riscos para o bebê, como aborto, prematuridade e baixo peso. A médica relata que quando o indivíduo tenta privar-se da nicotina, passa a ter uma série de sintomas desconfortáveis, e isso faz com que desista de parar de fumar, por ficar 15 ACMED

16 IMPACTO DO TABAGISMO NA SAÚDE DA MULHER ESPECIAL A novidade é a possibilidade de associação de medicamentos para obter um maior conforto do paciente e, com isso, fazer com que ele pare de fumar. irritado, impaciente e angustiado. Dessa forma, ele precisa vencer esses sintomas. Hoje o tratamento antitabagismo é considerado sintomático, substituindo-se a nicotina por produtos que imitam a sua ação por um certo período, até que o paciente se adapte, aprenda a viver e a mudar os seus comportamentos e supere a fase de abstinência, que pode durar até três meses, analisa a Dra. Jaqueline. Ela enumera as três classes terapêuticas que são os repositores de nicotina, a bupropiona e a vareniclina. A novidade é a possibilidade de associação de medicamentos para obter um maior conforto do paciente e, com isso, fazer com que ele pare de fumar. Para o tratamento das mulheres, a Dra. Jaqueline informa que a reposição de nicotina não é a primeira opção para as jovens, por exemplo. Além da questão do gênero, há ou- tros aspectos que devem ser considerados, que se referem à história clínica do paciente, como outras doenças conjuntas, problemas na pele ou digestivos, que impeçam o uso de um ou outro medicamento. A médica destaca que o tratamento deve ser individualizado, embora tenha características que possam indicar em princípio a preferência de um medicamento a outro. Porém, prevalecem os critérios individuais para a prescrição de medicamentos. Os médicos devem ter ciência de que o tabagismo é uma doença, e que existe tratamento. O profissional deverá realizar uma anamnese direcionada ao tabagismo, verificar há quanto tempo o paciente é fumante e qual a condição de dependência. Além disso, deve conhecer o arsenal terapêutico disponível e quais medicações o paciente utiliza. No caso de o paciente já possuir histórico de dificuldade em parar de fumar, o médico poderá encaminhá-lo para atendimento especializado. O mais importante que um médico deve fazer diante de um fumante é orientá-lo, finaliza. Para saber mais: ACMED

17 HIGHLIGHTS HIGHLIGHTS 3 a CONFERÊNCIA CIENTÍFICA INTERNACIONAL DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA ALERGIA (WAO) / XLI CONGRESSO ANUAL DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ALERGIA E IMUNOLOGIA (ASBAI) Por Denise Lanzoni MTb-SP Nos dias 6 a 9 de dezembro de 2014, a cidade do Rio de Janeiro sediou a 3 a Conferência Científica Internacional da Organização Mundial da Alergia e o XLI Congresso Anual da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia. O encontro reuniu cerca de participantes, vindos de 63 países distintos, entre especialistas, clínicos gerais, pesquisadores e outros profissionais de saúde com interesse nas áreas de Alergia, Asma, Dermatologia, Imunologia, Oftalmologia, Pediatria e Pneumologia. 17 ACMED

18 3 a CONFERÊNCIA CIENTÍFICA INTERNACIONAL DA WAO / XLI CONGRESSO ANUAL DA ASBAI HIGHLIGHTS A Conferência foi um acontecimento importante, pois destacou os avanços mais relevantes na área da Alergia. De uma forma geral, entre os temas comentados durante o evento, destacaram-se assuntos como as estratégias no tratamento e prevenção da doença e de síndromes graves, por meio da utilização de imunoterapia e imunomoduladores. O encontro também foi uma boa oportunidade para oferecer aos congressistas uma abordagem integrada no que diz respeito aos diagnósticos e gerenciamento da terapêutica das formas mais complexas da alergia. A edição de 2014 trouxe sessões em diferente formato ao público, além de interesses educacionais. As sessões plenárias, por exemplo, foram responsáveis por apresentações de ponta sobre a área da Alergia, com foco em informações de temas atuais, sendo apresentadas de forma altamente didática. A conferência ainda trouxe sessões de pôsteres com apresentações dos trabalhos expostos. Temas Os temas foram divididos por assuntos durantes as sessões. A atenção sobre Alergia Alimentar, por exemplo, foi discutida no primeiro dia do Congresso e abordada sobre diferentes aspectos, entre especialistas vindos dos Estados Unidos e Áustria. Falou-se sobre a "Analaxia alimentar"; "Teste de componentes para alergia alimentar" e os "Desafios da alergia alimentar: realidade versus reações". Já na sessão plenária, médicos dos Estados Unidos, Suíça e Itália discutiram o tema "Imunoterapia e imunológicos: aspectos da doença alérgica", abordando tópicos como: "Base biológica da resposta alérgica"; "Visão geral de imunoterapia" e "Tolerância e mecanismos da imunoterapia sublingual". Na sessão coordenada por especialistas brasileiros, foi abordada a origem da alergia e da asma. Entre os temas apresentados, listam os "Avanços em genética e epigenética de asma e doenças alérgicas"; "Alergia alimentar: a história natural sobre o assunto está mudando?" e a "Asma grave em crianças é diferente em adultos?", além de outros assuntos comentados durante a Conferência. Fundada em 1951, a Organização Mundial da Alergia (WAO) é uma instituição internacional ligada a diversas sociedades do mundo todo com foco em Alergia, Asma e Imunologia. A Organização oferece programas educacionais de extensão e simpósios aos associados, atingindo cerca de 100 países ao redor do mundo e ainda apoia membros de outras sociedades com a missão de construir uma aliança global de Alergia com intuito de fomentar a excelência no atendimento clínico por meio da investigação, educação e formação em Alergia, Asma e Imunologia. Para saber mais: 18 ACMED

19 CONGRESSO XXXI Congresso brasileiro de arritmias CARDÍCAS Por Gisleine Gregório MTb-SP Foto: Fernando Gallo Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas A (SOBRAC) realizou em dezembro o XXXI Congresso Brasileiro de Arritmias Cardíacas (CBAC 2014), no Rio de Janeiro. O evento contou com a participação de mais de congressistas, que puderam acompanhar palestras de renomados cardiologistas brasileiros, além de 11 estrangeiros. Entre os destaques do CBAC 2014 estiveram as conferências sobre os diversos aspectos que envolvem as arritmias cardíacas e morte súbita, que serviram para aprofundar o conhecimento e o avanço de pesquisas e estudos nos quais estão envolvidos cardiologistas, eletrofisiologistas e arritmologistas brasileiros e do exterior. Esta edição contou com a participação do cardiologista italiano, radicado nos Estados Unidos, Dr. Andrea Natale. Ele é considerado um dos maiores especialistas na área de Eletrofisiologia no mundo e pioneiro no tratamento da fibrilação atrial, com mais de 550 pesquisas científicas publicadas. Dr. Natale apresentou a conferência Apêndice atrial esquerdo: importância na fisiopatologia da FA e a relação com o risco tromboembólico. Outro destaque foi a sessão científica Pesquisa translacional e cardiopatia chagásica, com participação de representantes do Ministério da Saúde, de membros da Comissão Nacional de Ciência e Pesquisa (CNPq) e de membros e associados da SOBRAC. A sessão apresentou temas práticos sobre a aplicabilidade clínica de novos conceitos e fronteiras na ciência e tecnologia no Brasil. O Brasil é um dos poucos países no mundo onde há grande incidência da doença de Chagas. Em breve, lançaremos o primeiro trabalho científico para avaliar a prevenção de morte súbita em pacientes com essa doença, adiantou o Dr. Eduardo Saad, presidente do Congresso. Ele acrescentou que o estudo Chagasis apontará a avaliação da prevenção por meio do implante de Cardioversor Desfibrilador Implantável (CDI) para combater o risco de morte nas pessoas que ainda não tenham desenvolvido distúrbio no sistema elétrico do coração, um dos principais problemas da doença de Chagas. Inovações também fizeram parte do Congresso e incluíram o redimensionamento do Curso de Arritmias para meio período; realização de mesas sobre estado da arte; apresentação de pôster em formato digital (e-poster), com ampla presença de congressistas; eliminação de impressos com certificados e redução da confecção de programa científico devido ao uso de app para celulares e tablets. O Congresso proporcionou ainda o encontro com as principais sociedades internacionais, por intermédio de simpósios da European Heart Rhythm Association (EHRA), American College of Cardiology (ACC), Sociedade Latino -Americana de Estimulação Cardíaca e Eletrofisiologia (SO- LAECE) e o tradicional simpósio Luso-Brasileiro. Para o Dr. Luiz Pereira de Magalhães, presidente da SOBRAC, o evento cumpriu seu papel ao manter atualizados todos os membros da comunidade científica e da Cardiologia brasileira, colocando em seu evento as principais discussões que envolvem diagnósticos, tratamentos, recursos tecnológicos e novas drogas de forma geral, inerentes às arritmias cardíacas e morte súbita. A próxima edição do Congresso será realizada de 4 a 6 de novembro, em São Paulo. 19 ACMED

20 OPINIÃO MÉDICA Os perigos do aneurisma cerebral Dr. Luiz Daniel Ceti CRM-SP Referência no tratamento das epilepsias e tumores cerebrais. Especialista pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN). Membro do Grupo de Tumores do Departamento de Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Integrante da Diretoria da Associação dos Neurocirurgiões do Estado de São Paulo (SONESP). Atua ainda como preceptor de cirurgia de tumores cerebrais no Departamento de Neurocirurgia da UNIFESP. Aneurisma cerebral tem cura? Qual o seu tratamento? Deixa sequelas? Estas e outras questões sempre surgem em quem descobre ter esta doença, que ao longo dos anos vem sendo alimentada com muitos mitos. O principal deles seria o de que o aneurisma é uma bomba relógio sem possibilidades de intervenção, quase que uma condenação. Mas quais são os reais perigos da doença? O auneurisma é uma falha congênita ou dilatação, alargamento que se forma na parede enfraquecida de uma artéria do cérebro e que não apresenta sintomas anteriores, enquanto estão crescendo. Por isso é difícil diagnosticá-lo. Quando são sintomáticos, normalmente decorrentes do crescimento ou ruptura, pode ter consequências graves se não tratados com urgência. Geralmente, o aneurisma é descoberto quando se rompe, sendo necessário o atendimento de extrema urgência. Por outro lado, quando não há o rompimento, o aneurisma só é encontrado por achados em exames feitos por outros motivos, que acabam evidenciando a lesão. Mas esse modo de diagnóstico não é muito frequente. Quando o aneurisma sangra, é sinal de que houve o rompimento das artérias cerebrais, o que pode ocasionar a perda de consciência e também uma terrível de dor de cabeça. Nestes casos, é imprescindível que se leve o paciente imediatamente ao hospital, pois uma vez que hou- 20 ACMED

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