Autarquia lagoense prestou homenagem ao antigo Presidente

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2 Se viajar para os Açores... Escolha... Paulo Duarte SEDE: Largo de S. João, Ponta Delgada Tel.: Fax: Telem.: AÇORES 18 de dezembro de 2014 L usop resse Município da Lagoa Homenagem a Leonardo Amaral João Ponte, presidente da Câmara, na entrega do diploma ao professor Leonardo Amaral. dora e profissional de quem gere e preside uma escola, como foi disso exemplo o professor Leonardo Amaral, que foi capaz de motivar toda a comunidade escolar em torno de um ensino inovador e de qualidade. Ao longo dos 13 anos de existência o percurso da Escola Secundária de Lagoa tem sido de prestígio e notoriedade, um percurso de sucesso que a Câmara Municipal reconheceu e distinguiu com a atribuição da medalha de mérito municipal científico, em A homenagem culminou com a motivadora palestra Oportunidade, Sonho e Inovação, proferida pelo palestrante convidado, Dr. Rui Manuel Barreiros de Lima e Silva que, de forma descontraída e Página 2 Há um ano, a LusaQ TV começava assim, com os apresentadores Carlos do Rio e Ludmila Aguiar. Foto LusoPresse. Dia 24 de janeiro LusaQ TV marca encontro com a Comunidade Acabadinha de comemorar o seu primeiro ano de vida, a LusaQ TV, irmã siamesa do jornal LusoPresse, tem encontro marcado com a comunidade no dia 24 de janeiro, em festa preparada para comemorar o seu primeiro aniversário. Com efeito, no dia 24 de janeiro, pelas 19h30, a LusaQ TV apresenta uma noite festiva, no auditório do Parque Lafontaine, situado no 3710 da Calixa Lavalée, numa sala bastante conhecida da comunidade, pois é lá que atuam grande parte dos artistas que chegam a Montreal vindos de Portugal. O espetáculo do dia 24, como já temos anunciado, conta com a espetacular participação do grupo luso-americano The Portuguese Kids, constituído por quatro jovens, qual deles o mais hilariante. Muitas fábulas sobre tudo o que mexe, fazem do The Portuguese Kids o grupo do momento no mundo da diáspora portuguesa, e não só, pois Portugal também já lhe tomou o gosto, como é prova disso as reportagens que lhe foram dedicadas não faz muito tempo! Para quem ainda não viu atuar ao vivo o The Portuguese Kids, está na hora de o fazer, pois ele estará aí, à mão, no dia 24 de janeiro próximo, num espetáculo que muito promete. Mas a festa do dia 24 não conta somente com o The Portuguese Kids. Também como já dissemos haverá, na primeira parte, um concurso de jovens artistas, onde há a particularidade do vencedor, mediante a sua prestação, ser escolhido pelo público presente na sala, por meio de voto da assistência. Depois do intervalo, momento em que serão recolhidas as senhas, será então dado a conhecer o feliz vencedor, naquele que será o primeiro concurso comunitário do género. Um terceiro e quarto itens podem ainda estar de chegada ao programa do dia 24. Mas, por razões alheias à nossa vontade ainda não podemos assegurar que isso aconteça. Se acontecer, como desejamos e acreditamos, o nível da festa ainda vai subir muito na parada. Entretanto, já há bilhetes à venda. Para os comprar ou reservar, basta contactar com este jornal através dos números de telefone (450) e/ou (514) Na próxima edição do LusoPresse, que também estará em festa pelos seus 18 anos de publicação ininterrupta, voltaremos a dar mais novidades sobre este acontecimento, se possível já com o programa completo. N.A. LP Autarquia lagoense prestou homenagem ao antigo Presidente do Conselho executivo da Escola Secundária de Lagoa Prof. Leonardo Amaral. O auditório da Escola Secundária de Lagoa, encheu-se de convidados, professores, alunos e pessoal auxiliar, em véspera de férias de natal, para assistir à justa e merecida homenagem que a Câmara Municipal de Lagoa prestou ao Prof. Leonardo Amaral, antigo presidente do Conselho Executivo desta escola. Durante a cerimónia, João Ponte homenageou, quem pelo seu mérito e dedicação, realizou um notório e exemplar trabalho em prol da Escola Secundária de Lagoa, o Professor Leonardo Amaral, que com certeza ainda terá muito a dar ao ensino, sendo por todos reconhecido como uma pessoa íntegra e de valores nobres. Na ocasião o edil lagoense salientou que durante os seis anos de liderança Leonardo Amaral fez surgir oportunidades, procurando sempre a melhor forma de as aproveitar, para que a Secundária da Lagoa, para além da sua missão de ensinar e formar atingisse um lugar de destaque no panorama educativo regional, para que os seus alunos vingassem em projetos reconhecidos regional, nacional e internacionalmente. Segundo João Ponte, o Professor Leonardo Amaral, soube conciliar e colocar em prática a oportunidade, o sonho e a inovação, inovando métodos de ensino, aproveitando as oportunidades, cativando os alunos e dando asas a muitos sonhos destes, alguns dos quais elevaram o nome da escola. Salientou ainda que, foi precisamente pela dedicação, dinâmica e sentido de responsabilidade que depositou no seu serviço à escola Secundária da Lagoa que o município prestou esta merecida homenagem com a atribuição de um voto de louvor, pois são esses exemplos de grande dedicação que devem ser tidos em conta para a consolidação de uma escola melhor e também para a formação de melhores alunos e professores, porque todos os sucessos e conquistas de professores, alunos e também do pessoal auxiliar são também fruto da visão inovaapelativa cativou a atenção do público, sobretudo dos alunos, apelando ao seu espírito positivo e empreendedor e motivando-os a estarem atentos às oportunidades que aparecem, que devem sempre ser agarradas, porque a sorte está nas nossas mãos, lançando assim o desafio para terem uma maior dinâmica de pensamento na decisão do seu futuro profissional. LP

3 RESTAURANTE Grelhados à portuguesa sobre carvão 3204, rua Jarry Este de dezembro de 2014 L usop resse Telefone e fax: (514) Alain Côté O. D. Optométriste Exame da vista, óculos, lentes de contacto Clinique Optmétrique Luso 4242, boul. St-Laurent, bureau 204 Montréal (Qc) H2W 1Z3 *Fernando Calheiros B.A.A. Página 3 Acesso a mais de 20 instituições financeiras para vos conseguir: *Hélio Pereira CHA Courtier hypothécaire rue St Denis, Montréal, Québec H2R 2E boul. St-Michel Satellite - Écran géant - Événements sportifs Ouvert de 6 AM à 10 PM NATAL CHINÊS A senhora Tung chegava dois dias antes da consoada. Costumava vê-la logo de manhã, com a irmã jardineira, no pátio maior, a admirar as laranjeiras anãs nos vasos de loiça. Via-a casualmente a contemplar, embevecida, o presépio do convento. Encontrava-a por fim à mesa. A senhora Tung viajava todos os anos da Formosa para Macau, na época do Natal, a fim de festejar o nascimento de Cristo na companhia da sua primogénita, a irmã Chen-Mou. Nesses dias, com as meninas em féri- Cont. na pág 28 MONTRÉAL affilié 8710 Pascal Gagnon, St-Leonard, Qc H1P 1Y8 Foto Gabriela Aguiar Vol. XIX N 321 Montreal, 18 de dezembro de 2014 O RESTAURANTE DO MOMENTO! GRELHADOS Galinha, febras, chouriço, lulas, etc... PASTÉIS E RISSÓIS camarão, carne, chouriço, galinha... BOLO Ma Poule Mouillée E A GRANDE SURPRESA a «Poutine» à portuguesa! 969, rue Rachel est Tel.: facebook.com/mapoulemouillee #MaPouleMouillée António Rodrigues Conselheiro Natália Sousa Conselheira Uma família ao serviço de todas as famílias Nós vos apoiamos com uma gama completa de produtos e serviços funerários que respeitam as vossas crenças e tradições Montréal - Laval - Rive-Nord - Rive-Sud CIMETIÈRE DE LAVAL 5505, Chemin Du Bas Saint-Francois, Laval Transporte gratuito Visite o nosso Mausoléu SÃO MIGUEL ARCANJO 10300, boul. Pie-IX - Esquina Fleury Os nossos endereços 222, boul. des Laurentides, Laval 8989, rue Hochelaga, Montréal 8900, boul. Maurice-Duplessis, Montréal 6520, rue Saint-Denis, Montréal 10526, boul. Saint-Laurent, Montréal 6825, rue Sherbrooke est, Montréal 7388, boul. Viau, Saint-Léonard

4 Silva, Langelier & Pereira seguros gerais A nossa gente de Napoléon Montréal FICHE TÉCHNIQUE LusoPresse Le journal de la Lusophonie SIÈGE SOCIAL 6475, rue Salois - Auteuil Laval, H7H 1G7 - Québec, Canada Téls.: (450) (450) (514) Courriel: Page Web: Editor: Norberto AGUIAR Administradora: Petra AGUIAR Primeiros Diretores: Pedro Felizardo NEVES José Vieira ARRUDA Norberto AGUIAR Diretor: Carlos de Jesus Cf. de Redação: Norberto Aguiar Adjunto/Redação: Jules Nadeau Conceção e Infografia: N. Aguiar Escrevem nesta edição: Carlos de Jesus Norberto Aguiar Adelaide Vilela Osvaldo Cabral Lélia Nunes Filipa Cardoso Maria Ondina Braga Laureano Soares Luís Leonardo Aguiar Frei Bento Domingues Revisora de textos: Vitória Faria Societé canadienne des postes-envois de publica-tions canadiennes-numéro de convention Dépôt légal Bibliothèque Nationale du Québec et Bibliothèque Nationale du Canada. Port de retour garanti. LusaQ Tv Produtor Executivo: Norberto Aguiar Contatos: Programação: Segunda-feira: 21h00 às 22h00 Sábado: 11h00 ao meio-dia Telenovela: segunda, quarta e sextafeira, das 17h00 às 18h00. (Ver informações: páginas 16 e 29) 18 de dezembro de 2014 L usop resse Ainda há Turismo? Por Osvaldo CABRAL Faltam apenas três meses para a revolução. E o mais interessante é que os que não acreditavam, os que esconjuravam a liberalização aérea, os que combatiam a vinda das low-cost, são agora os que se apresentam sentados ao lado dessas companhias aéreas. A política faz coisas extraordinárias... Há por aí muita boa gente de queixo caído, que ainda não recuperou do anúncio das intenções da Ryannair e da Easyjet. São os tais que vivem fora deste mundo e para quem a realidade não passa das alcatifas dos confortáveis gabinetes, onde pululam diretores, consultores, assessores, adivinhadores do futuro, e nenhum acerta com o pote mágico das nossas potencialidades. O turismo é um exemplo notável. Há longos meses que é sabido para quem vive no mundo real que as low-cost estariam cá mais dia, menos dia. Viram algum responsável pela área do turismo a mexer-se para preparar o impacto do novo cenário que vem aí? A famigerada ATA ainda existe? E o célebre plano de turismo, o tal dos 30 milhões em promoções, mantém-se em vigor? A vinda das low-cost vai alterar toda a estratégia até agora desenvolvida e é preocupante assistir à passividade dos responsáveis do turismo desta região face à nova realidade. A coisa é tão grave que até a SATA ainda está a elaborar um plano estratégico, a três meses da revolução que lhe vai entrar de estam- Página 4 Editorial China primeira potência económica mundial Por Carlos DE JESUS A notícia passou praticamente despercebida, mas segundo certos cálculos do Fundo Monetário Internacional (FMI), a China já passou à frente da América em termos de Produto Interno Bruto (o famoso PIB). Em outubro passado o PIB chinês situava-se a mil milhões de dólares e o americano em mil milhões de dólares. Em termos de trocas comerciais a China também já ultrapassou os americanos com 16,5% do comércio mundial contra 16,5% para a América. É isto suficiente para se dizer que a China é já hoje a primeira potência económica mundial? Claro que não. Não basta ter em conta o PIB ou o volume das trocas comerciais para se fazer tal afirmação. Há outros fatores. Por exemplo, o poder de compra da moeda chinesa é ainda metade do dólar, e em termos da riqueza da sua população os chineses ainda têm muito que andar. Na lista dos 100 países mais ricos do mundo, o país de Mao Tsé-Tung, encontra-se no fim da lista, no 89º lugar. Mas há mais. O poder dum país não se mede só pelo seu saldo comercial internacional, nem sequer pelo total de vendas a retalho, o que não é de surpreender dada a dimensão da sua população, mais de 1,4 mil milhões de habitantes. Em termos tecnológicos, em termos de pesquisa médica, em termos de descobertas científicas, e até em termos de humanismo e de democracia, a China ainda tem muitas côdeas par roer. Toda a tecnologia foi comprada ou roubada ao Ocidente. Não fizeram nenhuma descoberta científica digna de ser compensada com um prémio Nobel. São bons comerciantes, mas são maus humanistas. Veja-se por exemplo como eles se estão a comportar em África. Como precisam de matérias-primas vão para lá oferecer-se para construir estradas, hospitais, escolas e ao mesmo tempo explorar as minas e as terras. Mas para isso, nem sequer utilizam a mão-de-obra local. Os empreiteiros chineses em África, não só levam consigo os seus próprios trabalhadores, como até a comida e os cozinheiros! Não têm qualquer contacto com as populações locais. E, como prova que lhes falta ainda muito no seu comportamento para poderem ser uma potência mundial, quando rebentou a epidemia da febre Ébola, agarraram nas malas e largaram as zona infetadas sem se dignarem dar a mais panço pela cara dentro. O turismo e o transporte aéreo nestes últimos anos foram um enorme falhanço. Infelizmente, no meio desta trapalhada, os trabalhadores da SATA vão ser os mais sacrificados, sem que tenham contribuído para a gestão incompetente das sucessivas administrações e tutelas destes últimos anos. E uma vez que chegaram tarde ao novo mundo, era bom que aprendessem a lição e pusessem já as barbas de molho para a outra revolução que se vai seguir: a cobiça pelas rotas dos EUA e Canadá, onde a SATA tem tratado a comunidade emigrante abaixo de cão, para a- lém de ter matado o turismo oriundo destes países. A região que mais prémios internacionais tem recebido devido à sua beleza natural, tantos galardões incensados à nossa paisagem e às nossas ilhas, e é a pior de todas as regiões do país no que toca a trazer turistas. Isto faz algum sentido? A indústria turística está a ser o motor da recuperação económica em Portugal, com taxas de crescimento de dois dígitos, muito acima do crescimento, também, a nível internacional. Apenas nos Açores o turismo transformou-se numa coisa minguada, desmotivada e desorientada. E porquê? Muito simples: falta de liderança! Sem liderança no setor nestes últimos pequena ajuda. Quem é que tem estado a auxiliar as vítimas da Ébola, com pessoal e material? A América e a Europa. Assim se vêm quem são as verdadeiras potencias mundiais. Continua a ser a América quem faz de bombeiro quando rebenta um fogo em qualquer parte do mundo. Por vezes podemos dizer, e com razão, que se trata de um bombeiro pirómano, como foi no caso do Vietname, do Iraque e no tempo das ditaduras sul americanas. Mas também foram eles quem foram ajudar os aliados nas duas guerras mundiais. O que seria o mundo de hoje se tivessem sido os japoneses, os alemães ou os soviéticos que tivessem sido os vencedores? Mas se há um aspeto que paralisa soberanamente a ascensão chinesa ao lugar de líder mundial, é a sua forma de governo autoritária, nas antípodas da democracia parlamentar. As revoltas populares em Hong-Kong são mais do que um exemplo em que a transparência, a liberdade de imprensa e de pensamento, são incompatíveis com o regime político comunista. E enquanto assim for, o Ocidente pode dormir descansado sabendo que a China não passa de um grande e rico merceeiro que para ganhar a vida tem de estar nas boas graças dos fregueses e pagar mal aos seus empregados. LP anos, o resultado é o que está à vista. Ora leiam o que disse a maior autoridade de turismo mundial, Taleb Rifai, o Secretário-Geral da OMT (Organização Mundial de Turismo), há poucos dias em Portugal: Se o governo não liderar, se não dá ao mercado os sinais certos, nada resulta. O governo tem de dizer ao setor privado, e aos cidadãos, e a todo o mundo, que o turismo é importante, e tomar medidas concretas em relação a isso: facilidade de circulação, emissão de vistos, conectividade, incentivos, benefícios fiscais, abordagens imaginativas do destino, encorajamento no desenvolvimento de novos produtos... Em tudo isto o governo pode abrir caminho. Eu acredito no papel da liderança. Mais claro do que isto? Se o líder da OMT viesse aos Açores perceberia logo porque é que não acompanhamos os países da Europa do Sul, que ganharam mais de 10 milhões de turistas nos últimos tempos. Ele acrescenta: Isto não pode ser explicado pela primavera árabe mesmo que todos os 1,8 milhões de turistas que foram desviados (do Egito e da Turquia) fossem para Portugal, isso não explicaria a evolução dos indicadores. Portanto, deve haver alguma coisa que Portugal, a Espanha, a Itália, a Grécia, estão a fazer bem feito. E nós, nos Açores, o que é que estamos a fazer de mal feito? Enterrando a cabeça na areia. Daqui a três meses vêm os outros de fora, mais uma vez, dizer-nos como se faz. E, como de costume, haverá personagens da nossa paróquia política que hão de sentarse ao lado deles, ufanando-se de que o sucesso é da sua autoria. LP Publicidade:

5 Natal No LusoPresse e na LusaQ TV Com esta edição, a última de 2014, o nosso jornal entra de férias, umas pequenas e bem merecidas férias de Natal e Ano No-vo para podermos estar todos juntos em família a celebrar este momento especial do ano. Por esta mesma ocasião a Administração do LusoPresse e da LusaQ TV aproveita a oportunidade para desejar a todos os nossos anunciantes, colaboradores, leitores, telespectadores e à comunidade em geral os nossos melhores votos de boas festas de um Natal Feliz e o desejo de um Novo e Próspero Ano de O jornal voltará na terceira semana de janeiro. A LusaQ TV não tem férias e continua com a sua programação habitual. Boas Festas A Administração LP Do Consulado-geral de Portugal em Montreal Mensagem de Natal e do Ano Novo de 2015 do Cônsul-Geral Nesta minha primeira mensagem de Natal e de Ano Novo enquanto Cônsul-Geral de Portugal em Montreal, é com muita honra que me dirijo aos portugueses e lusodescendentes residentes na área de jurisdição deste posto consular, para vos desejar um Feliz Natal e um próspero Ano Novo, em meu nome e de todos os funcionários do Consulado-Geral de Portugal em Montreal. Nesta quadra natalícia, gostaria também de enviar uma palavra especial de solidariedade a todos aqueles que, por diversas razões, se encontram impedidos de estarem junto dos seus familiares e amigos. Neste momento em que devemos dar uma maior atenção àqueles que enfrentam mais dificuldades, permitam-me evidenciar a generosidade e o apoio que é prestado por diversas Associações de cariz social da nossa Comunidade, e por inúmeros voluntários, em prol dos mais desfavorecidos, sejam estes portugueses ou de outras nacionalidades. Numa altura em que se nos colocam diversos desafios, permitamme também aproveitar esta ocasião para salientar a importância de um maior envolvimento dos jovens luso-canadianos nas atividades da nossa Comunidade, particularmente no que diz respeito às Associações. Numa época assinalada por diversas mudanças, importa encontrar soluções apelativas à participação dos elementos mais jovens da nossa Comunidade no movimento associativo. O papel dos jovens é essencial para a assegurar uma maior visibilidade da nossa cultura e a continuidade das nossas tradições neste país. 18 de dezembro de 2014 L usop resse Página 5 Natal na Associação Angolana Uma casa cheia de miudagem Por Norberto AGUIAR O António Magalhães, um dos pilares da Associação Angolana de Montreal, ligounos a pedir para passarmos pela sede daquele organismo, pois uma festa de Natal, pelos vistos a primeira da sua existência, seria organizada a favor da criançada angolana de Montreal. Acedemos ao convite do dirigente Magalhães e lá fomos ao fim da tarde do passado sábado. Levámos um dos nossos habituais operadores de câmara e assim tivemos oportunidade de registar, para a LusaQ TV, algumas imagens do Pai Natal, em papel desempenhado, mais uma vez, pelo António Magalhães, na entrega de prendas às muitas crianças presentes e que no dizer de um dos dirigentes angolanos, nem todas eram de origem do rico país africano. Para além das prendas, muito populares na época que se atravessa, como se sabe, as crianças também foram convidadas para desenhar, ao disporem de uma mesa preparada para o devido efeito. Escusado será dizer que as referências ao Natal e seus considerandos faziam figura de destaque. Boa comida e pastelaria variada fizeram igualmente parte integrante da festa de natal da Associação Angolana de Montreal, a primeira da sua curta história. Já com informações e imagens recolhidas (para a LusaQ TV), o agora repórter do LusoPresse quis saber para quando estavam previstas as eleições para os corpos diretivos da casa de Angola em Montreal. Sem dar garantias de nenhuma espécie, outro dirigente da Comissão Diretiva avançou com a possibilidade disso acontecer a breve trecho. Atentos como somos a tudo o que diz respeito à Comunidade Lusófona do Quebeque, cá ficamos à espera de novidades para, depois, as levarmos ao conhecimento dos nossos telespectadores e leitores. LP Titulaire d'un permis du Québec viagens Na Associação Angolana de Montreal, apesar da muita miudagem presente, o fotógrafo, sem condições para mais, ficou-se pelo Pai Natal, acompanhado por vários elementos da Comissão Administrativa. Fotos LusoPresse. 4057, boul St-Laurent, Montréal, QC H2W 1Y Aproximando-se um novo ano, queria igualmente expressar a minha confiança e otimismo no trabalho conjunto que certamente iremos levar a cabo em Pela nossa parte, o Consulado-Geral de Portugal em Montreal continuará ao dispor dos portugueses e dos luso-canadianos e disponível para desenvolver projetos conjuntos, designadamente com as Associações e outras Instituições de raiz portuguesa. Gostaria assim de reiterar, a todos os membros da Comunidade Portuguesa, os meus calorosos votos de um Feliz Natal e de um ano de 2015 cheio de saúde e de prosperidade. O Cônsul-Geral José Eduardo Bleck Guedes de Sousa LP Verão 2015 em Portugal Já temos preços disponíveis para Lisboa, Porto e Ponta Delgada. Porque os nossos clientes merecem o melhor! Uma relação que dura há 20 anos e da qual nos sentimos orgulhosos. Viagens para o sul Cuba, República Dominicana, México, entre outros destinos Garantimos o mesmo preço que na internet

6 Página 6 Pastelaria Bilhete de Lisboa Balanço do ano Especialidades de Natal Os proprietários e sua equipa desejam-lhes BOAS FESTAS Les Aliments Picado, Enr. Props.: Jaqueline e Joseph Picado Somos especialistas em produtos portugueses Vendas a grosso e a retalho Por Filipa CARDOSO Estando quase a chegar ao fim mais um ano, o de 2014, vou tentar fazer o meu balanço, com referência a perspetivas positivas, do que se passou em Portugal. Sei que não vai ser fácil mas este País continua a ser um país fantástico. Do ponto de vista das eletrónicas a Via Verde, que desde 1991 se expandiu ao pagamento de combustíveis e estacionamento, tem o reconhecimento internacional. O seu mote é circular é viver. O multibanco que em pouco mais de 20 anos desenvolveu uma das mais sofisticadas redes interbancárias do mundo. Portugal é mesmo o país com maior número de operações oferecidas através das máquinas ATM. No setor da moda continuamos a inovar. A indústria dos têxteis desenvolve os tecidos do futuro coletes que monitorizam o batimento cardíaco, fatos de isolamento térmico, malhas repelentes de mosquitos, para dar alguns exemplos. O calçado português está representado nas maiores exposições do género. Corresponde a 7 mil postos de trabalho e a cerca de 500 milhões de euros de exportações. Os nossos embaixadores da moda têm feito um trabalho fantástico além-fronteiras. Estou-me a referir, entre outros, a Luís Borges, o único português na lista dos 50 melhores manequins do mundo, e a Sara Sampaio, que desde 2013 desfila para a Victoria s Secret com grande sucesso. Temos também várias personalidades conhecidas internacionalmente: Paulo Pereira da Silva, CEO da Renova, que ao assistir a um espetáculo do Cirque de Soleil, quando os panos pretos o fizeram lembrar rolos de papel e daí a mudar-lhes a cor foi um passo. Agora temos papel higiénico de qualidade e das mais variadas cores. Joana Vasconcelos, artista plástica, foi a primeira mulher a apresentar trabalhos no Palácio de Versalhes, onde a sua peça mais polémica, A Noiva, de 2005, um lustre gigante todo feito com tampões higiénicos, não pode ser exibido... Joana Carneiro, maestrina, fez o mestrado em Chicago, o doutoramento em Michigan, foi diretora da Orquestra Sinfónica de Berkley onde recebeu o Prémio Helen M. Thompson atribuído a diretores excecionalmente promissores. Hoje é titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa. Carlos do Carmo, fadista, foi recentemente distinguido com o Grammy de Excelência Musical pela Latin Recording Academy José Miguel Júdice, advogado, nomeado recentemente para o Tribunal Permanente de Arbitragem de Haia, que visa a resolução de casos entre estados. O Turismo continua a ser uma indústria, agora, em franco desenvolvimento. Portugal tem dezasseis lugares inscritos na lista da UNESCO. O Canto Alentejano foi o último a fazer parte do Património da Humanidade. O surf em toda a nossa costa atlântica, mas mais em especial na Nazaré e Ericeira, tem trazido milhares de amantes desta prática desportiva. Portugal continua a ser eleito como um dos melhores destinos de golfe da Europa. Os campos de golfe do Algarve têm sido galardoados com vários prémios internacionais. Na agricultura temos conseguido sermos bons naquilo que produzimos. Portugal tem desde 2010 o maior olival do mundo e o nosso azeite continua a ser premiado com altas distinções a par das que continuam a ser atribuídas aos vinhos portugueses. Antigamente Portugal era conhecido pelo Vinho do Porto. Hoje em dia todos os vinhos, tintos, verdes, brancos e rosés, do Norte ao Sul, são normalmente bons. Os jovens enólogos têm desenvolvido um trabalho fantástico que começa a dar os seus frutos. As frutas e os legumes também têm acompanhado a procura do mercado e as exportações, especialmente, para o norte da Europa, não param de aumentar. Tenho presente que há muito a fazer e que nos domínios sociais, económico, financeiro e das políticas para o emprego, para a saúde e para a cultura, são longos os caminhos a percorrer. Mas continuo a acreditar que YES WE CAN, a esperança tem que ser a última a morrer. Votos de um BOM NOVO ANO. LP Temos os melhores preços do mercado Feliz Natal a toda a Comunidade! 4553, boulevard Saint-Laurent - Montreal (Quebec) - H2T 1R2 Tel.: (514) Fax: (514) PROCURAM-SE IMÓVEIS Particular procura imóveis a rendimento (triplex e mais) nos bairros de Ville-Marie, Centre-Sud, Hochelaga, Plateau ou Villeray. Prémio de 1 000$ a qualquer pessoa que ajude na conclusão de uma transacção. Dispensam-se os agentes de imóveis. Tel.: (514)

7 Página 7 Natal: Ver erdade dade, lenda, mito Frei Bento Domingues, OP O jornal Público, na sua edição de Na sua crónica dominical no Público [ ], Frei Bento Domingues, um dos mais respeitados teólogos portugueses, publicou o seguinte comentário ao livro do Dr. Artur da Cunha Oliveira com o título deste artigo: «Falar do Advento é pensar no Natal. A. Cunha de Oliveira [1], sacerdote católico, dispensado do ministério, casado e notável exegeta da Bíblia, publicou uma obra minuciosa, erudita, volumosa, fundamentada e extremamente clara, cuja leitura é indispensável para quantos se interessam pela verdade, pelas lendas e mitos em torno do Natal. Não conheço nada de comparável, em português. O Natal significa que no cristianismo a salvação não se atinge pela fuga ou desprezo do mundo, embora seja essa uma das tentações que, periodicamente, o assaltam. Foi inscrito, pela pena de S. Lucas, no devir da história universal, colocando a figura mítica de Adão como o primeiro antepassado de Jesus Cristo. No impressionante hino cósmico da Carta aos Colossenses, surge como princípio e sentido de todas as realidades, visíveis e invisíveis. No conhecido poema que abre o Evangelho de S. João, o Verbo eterno fez-se carne, fragilidade humana. Numa dramática poesia de S. Paulo (Fl 2, 6-11), Cristo é reconhecido como divino na suprema humilhação da cruz. Como escreveu E. Schillebeeckx, O.P.[2], a história dos seres humanos é a narrativa de Deus. Fora do mundo não há salvação, neutralizando o nefasto e abusado aforismo: fora da Igreja não há salvação. Recordo-me, como se fosse hoje, do espanto de muitos quando ele surgiu, no congresso internacional de teólogos dominicanos, em Valência (1966), a defender a obrigatória inclusão do mundo na lista dos clássicos lugares teológicos. 3. A virtude do Advento é a esperança. Não pode ser a esperança de que haverá Natal, mas que este produza o renascimento da Igreja e do Mundo. Precisamos de voltar sempre às narrativas de S. Mateus e de S. Lucas chamadas, impropriamente, Evangelhos da Infância. Para o seu estudo remeto para o citado livro de Cunha de Oliveira. Se forem entendidas como lições de pura história ou de biologia, como tantas vezes acontece, fazem-nos perder a esperança de acreditar na verdade mais profunda do Novo Testamento: Jesus Cristo era em tudo igual a nós, exceto no pecado. Quem melhor escreveu acerca desta virtude do Advento foi o poeta-teólogo, Charles Péguy[3]: O que me espanta, diz Deus, é a esperança./e disso não me canso./essa pequena esperança que parece não ser nada./ ( ) Que veio ao mundo no dia de Natal do ano passado./ ( ) Ama o que será./ No tempo e na eternidade. A esperança merece todos os elogios. Sem ela é impossível viver. Mas melhor do que esperar é ter a certeza de que somos desejados e esperados. Afinal é este o evangelho dentro do Evangelho, a célebre parábola do filho pródigo (Lc 15, 11-31). Deus tem eternas saudades de nós. NOTAS: [1] Natal: Verdade, Lenda, Mito, Instituto Açoriano de Cultura, 2012 [2] L histoire des hommes, récit de Dieu, Cerf, 1992 [3] Os portais do mistério da segunda virtude, Paulinas, 2013 LP Feliz Natal e próspero Ano Novo! 35 anos Soares e Filhos Soares e Filhos Grande variedade de mercearias Carnes, enchidos à portuguesa, frutas, legumes, vinhos, cervejas... Boas F Festas. Produtos portugueses. Preços sem concorrência 130, Duluth Este - Tel.:

8 Página 8 Restaurante Mile End 100, rue St- Viateur ouest, Montréal (Qc) - H2T 2L1 Tél.: (514) Especializado em grelhados portugueses Festas Felizes a todos! Padaria e Pastelaria Nª Sª do Rosário 227, rue Rachel est - Montreal Tel.: (514) Padaria e doçaria francesa e portuguesa Todo o tipo de pão português. Bolos para casamentos, baptizados e... aniversários Serviço de Lotaria do Quebeque Desejamos a toda a comunidade umas Festas Felizes PÃO FRESCO TODOS OS DIAS. E O MELHOR BOLO-REI DA COMUNIDADE! Na Universidade da Colômbia Britânica Cristiano Ronaldo é motivo de curso! LUSOPRESSE A partir de janeiro 2015, na Universidade da Colômbia Britânica, Campus Kelowna, situado na cidade do mesmo nome e que fica no sul da província, mais concretamente, no Vale Okanagan, será ministrado um curso sobre o grande jogador português de futebol, Cristiano Ronaldo. Com efeito, o professor universitário Luís Leonardo Marques Aguiar irmão do nosso editor, e grande admirador do jogador madeirense, propôs à Universidade da Colômbia Britânica ministrar um curso sobre o fenómeno Cristiano Ronaldo. E, surpreendentemente ou não, a Universidade respondeu da melhor maneira, acedendo à proposta do sociólogo. É assim que, a partir de janeiro que vem, Luís A- guiar estará dando lições de sociologia aos seus alunos do quarto e último ano sobre tão elevada personalidade futebolística. Para além de discutir as «Origens sociais» do craque madeirense, o curso também explorará temas como a «Mediatização de Ronaldo no Mundo», «Ronaldo e o seu portuguesismo», «Ronaldo versus Messi e a mundialização do neoliberalismo», assim como «Ronaldo e a diáspora portuguesa». Para que o curso tivesse um conteúdo assaz completo, o professor Luís Aguiar deslocou-se à Madeira para, in loco, tomar contacto com as verdadeiras origens de Cristiano Ronaldo. Dez dias a contactar com pessoas e a percorrer as ruas e recantos do Funchal, com destaque para a Freguesia de Santo António, lugar de nascimento do fabuloso jogador do Real Madrid, permitiram ao sociólogo reunir dados importantes sobre o internacional português de maneira a construir o respetivo curso. De resto, os nossos leitores podem disso se aperceber nesta edição do LusoPresse, onde o universitário assina alguns textos, acompanhados de fotografias, a descrever a sua (primeira) passagem pela Madeira. Pelo que sabemos, esta será a primeira vez que uma universidade canadiana ministrará um curso sobre uma personalidade de origem portuguesa. Melhor ainda, com a chancela de um professor de origem portuguesa! Luís Leonardo Marques Aguiar Natural de Cabouco, concelho de Lagoa, na ilha de São Miguel (Açores), Luís Leonardo Marques Aguiar emigrou para Montreal aos 10 anos de idade. Estudou nesta cidade até ao primeiro ano da universidade (Universidade Concordia), em seguida, agora na Universidade MacMaster, em Hamilton, concluiu o seu mestrado; o doutoramento acabaria por ser feito na Universidade York, de Toronto. Um mês depois de certificado como professor doutor, Luís Leonardo Marques Aguiar demandou à universidade em Kelowna, até hoje. Luís Leonardo Marques Aguiar, que é casado e pai de três filhos, é sociólogo especialista em «Sociologia do Trabalho», e «Sociologia de Elites». Já autor de algumas obras sobre, precisamente, a «Sociologia no trabalho», Luís Aguiar tem intenções de terminar este curso com a publicação de mais um livro. LP

9 Página 9 Para Cristiano Ronaldo Agora, na Madeira, é o Funchal o seu poiso Por Luís L. M. AGUIAR* Por fim, cheguei a Santo António, mais precisamente ao seu centro cívico. Foi nesta freguesia que nasceu o Cristiano Ronaldo. Subi, a pé, os 4 km de distância entre o hotel onde estou hospedado e o centro do Funchal, acompanhado pelo sol, entremeado por uma chuva tão miudinha que até dava para ficar presa nos óculos. Qualquer coisa que, por vezes, chegava a ser irritante. Enquanto o sol e a chuva iam e vinham, o vento esteve sempre Museu CR7 Falta a parte humana do Cristiano Por Luís L. M. AGUIAR Como a maior parte das ruas no Funchal, a rua Princesa Dona Amélia é curta, estreita, modesta, mas com dois aspetos distintos. O primeiro é a vista espetacular do mar ao fim da rua e a segunda é o que há no interior da morada número 10. É aqui que existe talvez o museu mais famoso da ilha o Museu CR7. Inaugurado em dezembro 2013, e com 100/150 visitantes por dia na estação baixa do turismo, os números duplicam por dia no verão. Concebido pelo irmão Hugo, que também gera o museu, Nuno Mendes (primo e meu guia pessoal e orientador do dia-adia no museu), diz-me que o Cristiano Ronaldo só passa por lá uma vez por ano, e que infelizmente para mim esta vez não é a boa. «Imagine, diz-me, parece que hoje está na Suíça a disputar a Liga de Campeões!» Aparentemente, tenho mais chance de ganhar o jackpot no Hotel Casino Madeira (que acolhe o museu) do que apanhar o Ronaldo aqui, hoje, ou em qualquer outro dia. Uma senhora ao canto da rua diz-me para descer e aponta-me a seguir a placa CR7 tesa e segura, presa do lado do prédio, quase ao fundo da rua Princesa Dona Amélia. À primeira vista, nada de especial nos chama a atenção para a morada número 10. (Mais tarde, pus-me a pensar até quando que o número 10 passará a ser o número 7...). Duas ou três portas antes do museu há um café típico da ilha a servir bolos, pasteis, queijadas e, claro, café aos poucos mas fiéis e regulares clientes. Em frente ao número 10, há um baldio de erva alta, muito cerrado, com uma corrente e um anúncio de arrendamento para parque de estacionamento. É interessante verificar que o poder de atração do Museu CR7 não seja suficientemente decisivo para que alguém queira desenvolver aquele espaço. Quando o Nuno me informa mais tarde que antes do museu o lugar agora ocupado não era nada de significativo, eu penso que este tipo de espaço perdido deve já ter para ele uma qualquer ideia. A frente do museu foi remodelada com vidros, mas não me parece nada de extravagante, nem sequer indica logo ao visitante o peso e presença do que está por detrás daquela vitrina. Tudo muda. Ao passar pelas portas vidradas dando acesso para o lobby do museu, um portão moderno com um gigante e imponente poster do Ronaldo (ver foto) cobre de lado a lado as portas eletrónicas desse «portão» que dá acesso ao museu. O museu é grande, claro, brilhante, assim que estéril ao caso das muitas caixas de vidro que separam os visitantes dos troféus e vários prémios individuais e coletivos, ganhos ou adquiridos pelo Ronaldo através da sua ilustre carreira. Os troféus estão organizados cronologicamente, começando pelos seus primeiros passos de futebolista no Clube Andorinha, depois no Nacional, Sporting, Manchester United e finalmente no Real Madrid. Estão todos aqui as três Botas de ouro, as duas Bolas de ouro e um espaço já identificado para a Taça da Liga dos Campeões, ganha a época passada pelo Real. Os troféus coletivos são réplicas montadas nos pódios do museu, enquanto os individuais são autênticos. Talvez o mais impressionante seja a estátua de cera do Ronaldo, com dimensões exatas a ele e que está montada no centro do museu, logo visível quanto o visitante passa a porta de entrada. O Ronaldo não só é alto (no dia da minha visita ninguém presente chegava à sua altura) como é forte e resistente. Quanto mais esforço é feito para o normalizar, mais o físico de Ronaldo é imponente, mesmo intimidador! O Museu CR7 não dá espaço ou identidade ao Ronaldo se não o de futebolista. É pena porque a oportunidade de lhe representar com outras dimensões e então mais humano foi perdida. Gostava de ver documentação de casos humanitários, onde se tem envolvido, e também recortes de artigos de jornais a falar do Ronaldo. Ainda mais, a representação, admiração e identidade do Ronaldo na diáspora portuguesa não existe no conteúdo do museu. É pena porque o Ronaldo duma certa maneira não é só da Madeira; é sim de todos os Portugueses. LP omnipresente, de tal maneira que a senhora a quem pedi a direção (os tabuleiros indicativos das vias para as várias localidades nem sempre eram claros e não me queria perder porque a estafa das subidas íngremes e extenuantes à procura de uma habitação situada num autêntico pico) me tentou desencorajar da caminhada a pé, visto que podia ser perigoso, ao dizer-me para me proteger dos galhos das árvores que o vento fortemente agitado e em consequência disso me podia cair em cima e me magoar. Mas como vim ao Funchal com o propósito de conhecer o background do Cristiano Ronaldo, para me informar e me enriquecer de matéria suficiente para ministrar um curso na Universidade sobre ele, que vou oferecer em janeiro aos meus alunos, mandou mais alto! Persisti a subir os 700 metros de elevação, desde a rua da Carreira, passando depois pela estrada da Universidade e, por fim, chegar ao caminho de Santo António apenas orientado pela ribeira que transporta a água do norte para sul e corre pelo meio da cidade. (Por acaso, as várias ribeiras que desaguam de norte para sul e passam pelo «miolo» da cidade) Nessa caminhada também tenho que dizer que fui seguido pelo mais lindo arco-íris que jamais vi. Não só as cores eram vibrantes, claras, definidas uma da outra, como estavam instaladas como um domo logo por cima das últimas casas da Freguesia de Santo António, ponto mais alto da montanha. E maravilha das maravilhas, de vez quando aparecia outro arco-íris logo por detrás de outro, num espetáculo nunca visto! De vez quando pensava em voltar atrás e pegar num táxi para não subir a ladeira, que me parecia sem fim. Antes, o empregado do hotel já me tinha dito de fazer exatamente isso e, então, depois, descer a distância a pé. Mas como sou teimoso e com medo de não me aperceber de sinais importantes marcando as ruas, prédios e habitações do urbanismo da Madeira, baixei a cabeça, abotoei o casaco e comecei a combater o vento com atitude e determinação. De vez quando passava por um cidadão que atravessava uma pontezinha que me parecia precária para ir para o outro lado da ribeira ou então entrava num carro à sua espera diante da Universidade ou do Tecnopolo da Madeira. As palavras entre nós eram poucas, e encontrava alguns a dar-me uma piscadela de olhos estupefactos com o meu «trek». Mais tarde, agora sentado num café em frente do Centro de Saúde e Segurança de Santo Cont. Pág. 20, Ronaldo... Simon Bolívar... Outros considerandos Por Luís L. M. AGUIAR Depois de 19 horas de avião, que me trouxeram de Kelowna à Madeira, escalando Calgary, Frankfurt, Lisboa e, finalmente, o Funchal, estou no roof top do bar do Hotel Madeira, situado diante do Jardim Municipal. Deste ponto de vista, só vejo as árvores do jardim, que já percorri e que para além de ter muitas flores, bancos, palco de espetáculos, curiosamente inclui um busto de Simon Bolívar, o libertador de vários países sul-americanos do jugo espanhol. No entanto, acho que se era para dar relevo àquele revolucionário, por que não pô-lo no centro da cidade, num lugar de maior relevância? Deste mesmo local, de vez em quando, oiço os sinos da igreja, que ficam nas minhas costas. É tal e qual como quando me encontro em São Miguel, nos Açores, a minha terra... Este edifício, por exemplo, parece ser o mais alto da cidade, talvez por estar construído num dos pontos mais altos da cidade. Já visto do lado do mar, não é a igreja o edifício que se vê em primeira instância, isto porque muitos outros prédios a encobrem, numa fila que quase chega ao mar. Impressionantes são também os telhados das casas, com telha castanho-laranja na maior parte do casario à volta do hotel. Mas aqui a telha parece ter um aspeto mais estético do que funcional porque ela é colada no telhado, lavada de vez quando, e raramente substituída. O clima é mais seco do que nos Açores e por isso as telhas não têm aquele musgo que frequentemente se encontra nos telhados das casas açorianas, por exemplo. A ilha da Madeira é muitíssima alta, o que me faz lembrar a cidade de São Francisco, na Califórnia, com ruas a pico, onde subi-las é cansativo, com as casas amontoadas montanha acima... Aqui, as ruas são ainda mais inclinadas e as casas mais aconchegadas, como se fosse essencial na construção, pois uma casa protege a outra em plena montanha. Entretanto, hoje, quarta-feira, uma vasta onda de nuvens cobre toda a montanha e restantes pontos altos da ilha como querendo sugerir que não vale a pena ir para qualquer outro lado quando se sabe que estamos no paraíso! O Professor Luís Aguiar ainda teve tempo para dar uma volta pela lota do porto de pesca do Funchal. LP

10 AUTOMOBILE MARIE-ANNE ENRG. Prop.: Martinho Ferraria Mecânica geral - Bate-chapa - Pintura BOAS FESTAS Fornecemos gratuitamente um carro durante a reparação do seu Especialistas das marcas: Renault, Honda, Volkswagen; europeus e japoneses 4510, De Bullion - Tel.: Fax: Ourivesaria Zénith Prop: Paulo Gomes FELIZ NATAL A TODOS! Ouro, prata, relógios Jóias para todas as ocasiões Baptismos, noivados, casamentos, aniversários, etc. Abertos todos os dias até ao dia de Natal Fazemos reparações de relógios, jóias e gravações Grandes especiais em relógios, ouros, pratas, etc. 4173, boul. St-Laurent (esquina c/rue Rachel) MONTRÉAL (QC) Tel.: (514) Página 10 Centro Comunitário de Anjou Sonho e magia de Natal ao alcance da criança Por Adelaide VILELA (texto e fotos) Chega o Natal e faz-nos anunciar a noite do Menino que treme de frio e necessita de vaquinhas e de um estábulo para que os seus Santos Pais o possam aquecer, sem mais No Centro Comunitário do Espírito Santo de Anjou a festa de Natal teve muita alegria, não estivesse cheia de crianças, dos sócios e de alguns amigos. Quem não esteve com cara de amigo, pelo que se vê na foto, foi o Shéu. Parece que o Pai Natal não o convenceu... demoras. Isolados, os homens de pouca Fé renunciam ao Amor, à Paz e à Harmonia, quando deixam nascer o pequeno Deus na noite gelada entre animais. Eis que brilha no Céu uma estrelinha anunciando o nascimento de Jesus em Belém. E tudo o que era escuro se iluminou: o gelo derreteu-se no mundo e no coração do homem, os rios voltaram a correr; a calmaria voltou aos mares; os ventos serenaram-se e até os animaizinhos pastorearam satisfeitos saciando a sua fome. Todavia, ficaram alguns icebergs no coração de alguns mal-amados. São esses que desencantam a humanidade e causam as tempestades que afundam o mundo em que vivemos. Eles quebram promessas, mentem, provocam desgraças inventando impossíveis; eles ocultam descobertas e acontecimentos importantes que podiam consideravelmente mudar o mundo, para que cada um de nós fizesse da terra o seu próprio paraíso. O refrão desta melodia traz-nos o calor do Natal que vive no sonho da criança. Ah! Como bela é a vida e a magia que transforma o pensar inocente do menino, que espera ardentemente pelo Pai Natal carregado de prendinhas! No Natal da Criança, no dia 13 de dezembro, lá fora, o frio rachava passeios, árvores e nuvens no céu, dentro, no Centro Comunitário do Divino Espírito Santo de Anjou, a magia e o sonho consolidavam aqueles espíritos ino-centes. Este foi dos melhores e mais interessantes convívios, organizado pelo Centro, para contentar os pequeninos. Na origem do sucesso esteve a maquilhadora que pintou o rostinho lindo de cada uma das crianças, oferecendolhes ainda mais felicidade e encanto. A seguir chegou a Fada das Neves, antes do Pai Natal, veio vestida de branco e trazia os cabelos corde-laranja. Um à parte: se os pais são bonitos a filha é uma autêntica princesa atlântica, ela é a Conny Pimentel. A fada cantou, dançou e encantou os pequenitos que se portaram às mil maravilhas. E numa roda-viva todos clamaram: Pai Natal, Pai Natal, Pai Natal! Finalmente apareceu... lá, ao fundo! Pobre, vinha cansado e por isso foi chegando lentamente com o saco às costas. Vinha de longe, muito longe, do Polo Norte. Bravo Pai Natal, gabo-lhe a paciência! Obrigada pelo carinho imenso e pelos gestos de amor que teve para com as crianças. Essa é a magia que se quer, o gesto de amor, a mão que acaricia o menino, sempre que haja Natal: que nasça Natal a cada dia, no coração do homem e no regaço da mãe! A Direção do Centro Comunitário do Divino Espírito Santo de Anjou aposta e arrisca bem. O jantar, tanto para as crianças como para os pais, foi muito bem servido e entrou nas delícias da festa e da noite. Até tivemos direito a uma excelente fatia de bolo de chocolate e café. Que bom, valeu pelas calorias ingeridas! Tudo o que aconteceu vai poder ver hoje, manhã e sempre, ficou gravado para a posteridade. A LusaQ TV esteve presente, veio filmar a festa da criança. O Norberto Aguiar, a esposa, a filha Petra, e o genro trouxeram as duas princesas e o principezinho da família. A seguir, à autora destas linhas foi-lhes entregue a responsabilidade de promover a festa da televisão que chega (agora) a passos largos, logo ao nascer do Ano Novo, 24 dias depois, em janeiro. Que tudo corra à altura dos desejos da equipa da LusaQ TV. Estamos convencidos de que o programa é excelente, por isso todos virão assistir ao espetáculo. Como não há festa sem música, ouvimos melodias de Natal e cantos e cantigas de outras Cont. Pág. seguinte...

11 Todos à nora... Por Osvaldo CABRAL Eu nunca vi processo tão mal conduzido como este da vinda das lowcost. Perante uma mão cheia de dúvidas e de questões por esclarecer, os responsáveis pelos transportes e turismo da região mantêm-se numa passividade nunca vista. Até parece que não há vontade de que as coisas corram pelo melhor. Não admira, pois governo e SATA andaram sempre em estado de negação. Em 2009 o governo regional dizia que não concordava com a vinda das low-cost porque elas queriam operar apenas em S. Miguel. Em 2013 a SATA dizia que as low-cost nos Açores era um mito. É verdade que o discurso agora é outro e só temos que dar as boas vindas à evolução, mas é preciso que a prática seja mais di-nâmica em termos de esclarecimento à opinião pública sobre as inúmeras questões que se têm levantado relativamente a esta operação. Em todas as ilhas há um enorme desconhecimento sobre a história dos reencaminhamentos, das tarifas, do que é lowcost e do que é obrigações de serviço público, como se conjugam os dois cenários, qual o papel dos operadores de turismo e por aí fora. A poderosa máquina governamental já devia estar no terreno, há muito tempo, a esclarecer os cidadãos e os operadores, sobretudo os que lidam com o sector turístico. Até alguns partidos, como o Bloco de Esquerda e o CDS da Terceira, andam atarantados com o novo advento. Em vez do Secretário da tutela ir de arrasto para as conferências das companhias de low-cost, ele já deveria ter posto toda a máquina promocional a reunir com os operadores destas ilhas, desde restauração a táxis, agentes de viagens e rent-a-cars. A própria ATA Associação de Turismo dos Açores, que ninguém sabe se ainda funciona, já devia estar no campo (não das vacas nos Restauradores), a esclarecer os operadores sobre a nova estratégia promocional, porque tudo agora é diferente. 18 de dezembro de 2014 L usop resse Naturalmente que as companhias lowcost vão necessitar do apoio promocional da ATA. E a pergunta que agora toda a gente faz é esta: a ATA tem na sua administração um administrador da SATA. Não haverá aqui conflito de interesses? Tudo muda, por mais que custe à própria SATA. E se as low-cost vão chegar, devemos agradecer à SATA. Foi ela ou melhor, os seus administradores e tutela que mergulharam a cabeça na terra durante estes últimos anos, ignorando a pressão popular e o sector turístico, nunca imaginando que um Secretário de Estado descobrisse o ovo de Colombo... Se tivemos quase 1 milhão de passageiros em Ponta Delgada no ano passado, imagine-se se este volume duplicar. Não é só o turismo micaelense que fica a ganhar. É todo o arquipélago que beneficia com a notoriedade, com os possíveis encaminhamentos e com a potencialidade promocional destas companhias internacionais. A seguir virão as rotas de Boston e Toronto, que precisam também de uma revolução. O famoso Plano Estratégico da SA- TA, de que não há fumo branco que se vislumbre, é o testamento da companhia regional. Se está a ser elaborado tarde e a más horas, e provavelmente por gente que não percebe de aviação, o mais provável é que vamos ter uma aterragem turbulenta no mundo real, acordando os seus responsáveis da doce navegação nas nuvens virtuais do monopólio arrogante. Custa ver uma companhia que foi nossa agora é da gente política a perder um poderio aéreo marcante na nossa História. Mas a política, como tenho dito, dá cabo de tudo. Deu cabo da RTP-Açores, deu cabo da Universidade, dá cabo agora da SATA e, no próximo ano, vai dar cabo da lavoura. Da lavoura? Exactamente, é um comportamento padrão. Tal como as low-cost, só vão medir as consequências do fim das quotas leiteiras, quando elas cá chegarem. Até lá... andam todos à nora. LP Página 11 RESTAURANTE DOURO Festas de NATAL E ANO NOVO A Administração do Restaurante Douro deseja a todos os seus clientes, amigos e a toda a Comunidade os mais sinceros votos de Boas Festas de Natal e um ano de 2015 cheio das maiores venturas. «Table d hôte» todos os dias ao almoço e ao jantar SONHO... Cont. da pág anterior origens, com o nosso DJ Machado. E para pular, fazer abanar o corpo e abrilhantar as ideias chegou o roqueiro mais simpático de Montreal, o Jimmy Faria. Logo que o nosso artista pegue no microfone a pista compõe-se e enche-se de luz, cor, alegria, energia e vontade de romper a sola do sapato até ao nascer do Sol. Para concluir e pela parte que me toca estou feliz por ter levado, por minha conta, gente de mais duas nacionalidades, marroquina e canadiana. Espero que outros façam igual. Dizem, pois, que a língua e a cultura portuguesas estão na moda, mas o mais importante é partilhálas em convívios salutares como o deste Natal, ao revés de apontar uns aos outros os defeitos dela. Parabéns à Direção do CCDES de Anjou, a minha mais profunda admiração pela forma incansável e determinada como receberam os convivas, ao longo dos dois mandatos, naquela que é uma Casa onde todos trabalham e nada ganham, apenas vale e prevalece o valor da amizade. Estou certa que nos próximos anos a vida do Centro continuará a beneficiar do mesmo sucesso. Felizmente que ainda há pessoas que lutam pelo nome de Portugal no mundo! CAROS LEITORES, FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO! LP Para outras recepções, contacte-nos 6518, boulevard St-Laurent - Mtl (Picolla Italia) Tel.: (514)

12 Página 12 Pedra de Toque Uma Ilha de bom humor Licenciada pelo Ministério da Agricultura do Québec, Licença N C 362 Peixaria S.. Miguel 4804, St-Urbain Montréal Temos todas as qualidades de peixe e fresco e congelado importados de Portugal. Também todas as qualidades de marisco. Boas Festas de Natal SERVIÇO Os proprietários: Joe Melo - Carlos Cabral - Carlos de Sousa Fabricação de enchidos à portuguesa Presuntos Torresmos carnes várias, e da melhor qualidade Mercearia completa Frutas Legumes Feliz Natal! PERSONALIZADO! PREÇOS IMBA TÍVEIS...visite-nos sem hesitar Por Lélia Pereira NUNES Parafraseando Luís Fernando Veríssimo, para quem as crônicas de Sérgio da Costa Ramos em Sorrisos meio sacanas foram salvas do destino natural da espécie e estavam em livro porque mereciam esta eternidade as crônicas de Molecagens Vernáculas também merecem o amanhã, porque apaixonam o leitor pela sua irreverência e estilo. São deliciosas, refinadas, líricas, marcadas pela ironia típica da cultura Mané um legado, talvez, da atmosfera de seus ancestrais açorianos da Ilha Terceira, em que paira uma certa inclinação pelo motejo, o dito mordaz, o espírito gozador. Se fosse um pintor, diria que o seu pincel mergulha no vermelho vivo e no amarelo fulgente, jamais se repete nos entretons ou pincela cores mornas e frias. Sua pena atrevida flana, livre, pelos cenários da Ilha. E seu olhar arguto se debruça sobre as sutilezas da vida insular, fonte inesgotável de sua inspiração que também sabe franzir o cenho e se indignar, quando o assunto é política. Em Molecagens Vernáculas, 95 crônicas agrupadas por temas, ele compõe o seu país crônico e hilário, aproveitando a circunstância de que a realidade, no Brasil de hoje, já nasce como piada, com som, enredo e gargalhadas. Para se ter uma boa ideia da diversidade cultural do livro, basta espiar o sortimento do índice: Pra começo de conversa; ; Brasil, brasileiro; Lá e Cá, com sabor; As Quatro Estações; Afetos da Ilha Mulher; Só pra Inticar; Da Mulher e do Amor e Cumulus Nimbus. Sérgio pinta, escrevendo. Suas crônicas revelam leveza poética ao alongar seu olhar enamorado, descrevendo a beleza da Ilha- Mulher ou a paisagem vista do morro da Lagoa da Conceição, como se sua pena fosse o pincel impressionista de Monet e, as palavras, as cores de um arco-íris que ele vai derramando na tela daquela crônica-emblema: A Ilha é mulher bonita de dorso verde e dourado, costões sensuais, reentrâncias promissoras, praias abertas e coxas hospitaleiras, tem sexo híbrido e surpreendente varonil como um promontório, abrigado como enseada de filme de pirata. Ora sua prosa é assim lírica, ora relampeja, contundente, incisiva, intolerante e crítica frente a situações de descaso e desrespeito ao cidadão ou se algo ou alguém ameaça a qualidade de vida e as tradições culturais do seu torrão natal, Florianópolis. Sérgio sabe, como ninguém, desvendar a intimidade da Ilha ao trazer à baila os usos e costumes de uma cidade guardada na memória coletiva da sua gente. Inquieto, não se cansa de cutucar, inticar, fender a modorra dos nossos dias, mexer com o nosso imaginário e com recordações de uma época que ficou para trás. Mas o autor é mais lúdico do que melancólico em seu saudosismo. Sua pena navega, livre, por sua Ilha querida e por outros mares seja por este Brasil, brasileiro, seja por ou-tras margens, no além-mar, berço da Última Flor do Lácio, no louvor poéti-co de Olavo Bilac. No seu jeito viageiro e culturalista vai buscar na margem do Tejo ou nas lavas da Praia da Vitória, berço an-cestral, histórias desfiadas em crônicas mo-lecas, num jogo irónico de benfazejo hu-mor, no Lá e cá com sabor. Apetitosas como Travéstis, Viagem de Livro, Lisa e Fresca, Quitanda Ambulante, Rabanadas e Queijadinhas, Ilha sem Mar, Amores So-fridos. Vale conferir em Velha Língua, o seu amor pelo vernáculo quando, a certa altura, afirma: Sim, o português falado nas novelas está a caminho de se tornar a primeira língua falada pelos herdeiros de Luís Vaz de Camões. Prefiro ouvir o relicário castiço de um povo que fala impecavelmente a sua língua, e que mesmo na sua instantânea e apressada versão oral, jamais apedreja a frase com um pronome mal colocado. Sérgio da Costa Ramos é uma das mais influentes vozes da literatura catarinense contemporânea, com uma expressiva e festejada produção literária, comprobatória da riqueza do seu labor diário no domínio da palavra, da escrita escorreita e leve que nos prende da primeira à última linha, seja a falar de multivivências, seja no conduzir o leitor pelos caminhos da ficção em enredos fascinantes, calcados em factos do cotidiano e saídos da sua incrível capacidade de fabulação. Com Sérgio aprendemos que ele também é um moleque alegre, que carrega a ilha no coração. Uma Ilha cercada de bom humor por todos os lados. LP Vítor Carvalho ADVOGADO Escritório Telef. e Fax LP 2480, Alqueidão da Serra - PORTO DE MÓS Leiria - Estremadura (Portugal)

13 O Natal do Lincas na América Um conto de Adelaide Ramos VILELA Meia Noite Na encosta da montanha a choupana adormeceu e na lareira sem lenha o lume se esvaneceu. No reduto que faz cama de frio um corpo tremeu veio um raio cor de chama de calor a choça encheu. Passa um anjo cantando ao mundo anunciando um presente sem igual. Vai nascer o Deus menino é meia noite e o sino: diz a todos que é Natal. Laureano Soares Lembram-se do Blandino, aliás, do Lincas? Não se lembram? Ele nasceu na Ajuda das Furnas há uns dez anos. Então, ele é o rapazinho franzino, magricela, muito bonito, de olhos muito azuis, de cabelo ruivo, brilhante, sempre enriçado no ar. Lincas, é ele mesmo! Sabem. Quando ele nasceu o pai debruçou-se sobre o berço dando um grito malvado e de desespero: Nunca mais te quero ver Lincas. Entretanto, embarcou... só Deus sabe para onde! O recém-nascido ficou ao cuidado da avó velhinha e doente. O Lincas cresceu com um ar frágil, muito delicado, mas faz das suas diabruras. Como não tem a fortaleza dos miúdos da idade dele, imagina-se forte como um gigante habitando o mar azul da Prainha. Da soleira da porta da avó lança umas pedritas redondinhas aos amigos e diz-lhes coisas tão tolas que faz rir os mais palhaços e encrespar os cabelos dos outros de ar mais sério. Oi, ó patas rapadas, eu sou tão forte que até deito lume p los olhos quando me zango! Três dos quatro que iam passando, ouviram e não ligaram importância ao atrevimento do Lincas. Mas um deles que também sofre de diabruras, fez finca-pé e deu uma corrida com o intuito de malhar no Lincas. Os amigos acalmaram-no e, desta vez, o atrevido salvou-se de boa. No dia seguinte o rapazito de pai fugido (como alguns lhe chamavam) provocou de novo os amigos mas o finório foi a correr esconder-se... finório, sabe que se não se agachar há história. Por isso, parece um foguete. Logo, mete-se no meio das cortinas, na única janela que faz entrar o Sol, na casa da avó. Enquanto vigia os amigos, até os ver escapar ao longe, vai escutando o marulhar das ondas louquinhas quando abraçam a areia da Prainha. Lincas e a avó vivem pertinho do mar. Num clima ameno no verão mas furioso no inverno. É verdade que por ser mais pequenito e travesso o Lincas, às vezes, leva umas chapadas dos rapazitos mais velhos da Ajuda. Mesmo assim não se importa porque tem amigos atrevidos e valentes que o defendem. E com esses, ele tem mil formas de prazer nas diferentes brincadeiras do dia. Brinca aos piratas de navios, corre ao redor das rochas negras luzidias, salta e sonha com a América. Há quem diga que o pai dele emigrou para terras americanas. Às vezes mete-se-lhe na cabeça roubar o barco do ti Zé moleiro e ir à procura do pai que não conheceu. Pensa em escrever-lhe e logo pede ajuda à professora que por ali passa naquela tarde a caminho da casa da ricaça. Mas mandar a carta, para onde? A avó que vinha a chegar, embrulhada no xaile preto, só se lhe via a pontinha do nariz comprido, ouviu toda a conversa. Escrever, nem pensar em tal. Ó rapaz não há mais nada que fazer senão pensar nos livros. Valha-me Santo António. Tu não vês que livros não racham lenha nem guardam gado. Ao ouvi-la o Lincas fica em silêncio e pensa: Um dia vovó há de mudar de ideias. Ao menos para me deixar ir às aulas, a senhora Clarinha do duque, a ricaça, lá convenceu a minha velhota. De qualquer jeito ela faz o que a rica lhe manda. E todos sabemos que avó fica numa alegria de grilo, que canta escondidinho no buraco, quando chega a casa, aos domingos depois da missa do dia. Traz sempre comida para nós. Hoje, por exemplo, carreguei eu com uma saca de batatas da terra e dois bolos de massa sovada. A senhora Clarinha tem bom coração, é graças a ela que aprendo a ler qualquer coisa. Um, dois, três, lá vai ele cantarolando pela encosta abaixo. Levando aos ombros uma sacola rota com um livro, um caderno e um lápis. Afasta-se a correr até chegar à escola primária de Cantarela, ainda fica longe. Frequentar as aulas para ele, acontece uma dúzia de vezes no ano. Um dia de escola tem menos significado que as festas de Santo António da Ajuda. O rapaz caminha que nem um foguete de lume por aqueles caminhos fora, venha chuva ou sol nunca se preocupa. Só que um dia ao descer do seu monte de sonho ouviu um barulho tão ensurdecedor que mais parecia que o som tinha saído do inferno. O ranger das pedras parecia obra do diabo e o rapazinho encheu-se de medo a partir desse dia. Contam-se as vezes que as gentes da povoação o ouviam rezar. Tudo porque o vento ao assobiar esventrava a terra e derrubava as árvores que o Lincas tanto amava. Nas Ilhas dos Açores os vulcões são naturais e alguns nascem do fundo do Oceano, de mil e uma cores lindas, brilhantes como as estrelas do céu! O menino da vovó descia depressa e rezava assim: Senhor Santo Cristo dos Milagres não abras barrigas na terra, não deixes o meu mar atlântico vomitar fogo. Se me matas ou me queimas nunca mais sei ler. Olha que eu necessito de aprender o caminho que me levará à América do meu pai. Ó Pai do céu e da minha mãe morta protege as vaquinhas senão acabase o leite para eles e para mim. Até há quem diga lá na vizinhança que o Santo ouvia as preces do garoto. Todavia, ainda que na povoação fizessem troça dele por não saber ler como os outros, Lincas sentia-se feliz com o que aprendia. Maria dos Anjos Melo, outra professora, encorajava-o sempre: Meu menino, grão a grão enche a galinha Página 13 o serrão. Estuda muito e um dia aprenderás a conhecer a geografia do país da América que acolheu teu pai. Misericórdia senhora professora, isso é que eu quero. Eu ainda hei de dizer aquele corisco porque me deixou com minha avó. De todas as maneiras conhecer o pai, sempre foi um dos objetivos do Lincas. O pai dele abandonou-o com a raiva que guardou quando a mulher morreu ao dar à luz. Desde o falecimento da avó, o garoto era muito infeliz. Vejam bem que havia quem dissesse que ele andava a pagar o que o ordinário do pai fez anos a fio antes de emigrar para a América. Consta-se que nem lá para Fall River ele tomou juízo. Passa a vida a menosprezar toda a mulher. Parece que todas lhe têm culpa da Benzina ter morrido aos vinte anos. Pobre Lincas abandonado, ao Deus dará. Sabe-se, contudo, que o pequenino deixou a escola quando perdeu a avó e arranjou um trabalho de guardador de vacas a troco de um bocado de pão e de uma malga de leite. Infelizmente nem sempre pode saciar a fome e a sede. Travesso e irrequieto, deixa fugir os animais e entretém-se no monte a brincar com os grilos e os gafanhotos. É dia do aniversário de Blandino e ele sente-se triste, como a escuridão da noite. Completamente sozinho, deita-se no tapete verde do monte, no campo de pastagem do gado. Aquele lugar serve-lhe de cama vezes sem conta? Arrepia-se e sente que a solidão o invade... Mesmo entre verdes cercados de hortênsias coloridas, ele clama: O que sabe de mim o tempo. O tempo não deve existir. O tempo não tem razão de ser. Eu quero é morrer agora... Estou a mais de mil metros de altitude. Ei Olha lá para baixo. Mas sou mais alto que o mar?! Vou morrer. Quero ser feliz, quero sonhar. Quero alcançar a lua e o fundo do oceano e ir para além do horizonte. Quero avistar o mistério que me fez nascer e perguntar à minha mãe porque partiu e me deixou sozinho. Quero gritar bem alto: Pai, eu odeio-to. És um maldito. O Lincas não gosta de ti. De tanto chorar, formaram-se fios de água que corriam pelo monte. Até as hortênsias que cercavam o campo baixaram as pétalas e as folhas arrastavam-se no chão como mortas, como se tivessem compreendido o desespero do garoto. Ó Meu tesouro, és tu? Ouviu-se uma voz tão linda e tão clara que mais parecia ter sido transportada por uma faísca de vulcão. Acredita em mim. Vais ser feliz. Nestes Açores perdidos há tantas coisas lindas que tu ainda desconheces. Se quiseres, até podemos visitar a cidade do amigo em Portugal. Vamos ver a Serra da Estrela? Vamos meu filho, vem comigo. Sabes, meu querido, ia dizendo aquela voz: Havia um homem velho que várias vezes tentou deitar-se ao mar. Porém, quando chegava ao rochedo negro da Prainha Santa chorava arrependido. Mãe olha que nuvem tão linda! Mãe olha vai rebentar. Ai tão branquinha e tão cheia de sol. Mãe, mãe, o sol daquela nuvem é prateado. Olha a avó a dizer-me adeus. Vou para junto dela e serei feliz. Escuta: o tal homem de que te falei pensava sempre naquilo. Sabes, os meninos, tal como os homens, quando sofrem são invadidos por muitos pensamentos. Quando fores grande e tiveres pensamentos como os do homem que queria pôr termo à vida terás que enfrentar duas armas: a da cobardia e a da coragem. Aprenderás a viver escolhendo a vida em detrimento da morte. Os momentos difíceis não duram sempre. E os homens corajosos são aqueles que aprendem a lutar sem se sentirem derrotados. Hoje dormes ao relento, um dia dormirás em berço de oiro. Mãe, olha lá vem a nuvem. Ela tem uma cara redondinha e cabelos cor-de-rosa. É Natal! Eu vou ver a neve. Vou ser feliz na neve. O Francisquinho foi à terra da avó, à Covilhã, e na noite de Natal a cidade ficou feita num manto prateado. Os vasos das janelas transformaram-se em flores brancas luminosas, (iii) e, eu também lá quero ir. Bom dia. Quem é o senhor? Bom dia, menino. Sou João Pinto, um amigo e trago-te presentes. Vivo como a minha família que gosta de partilhar as prendas de Natal com os mais pobres. Comprei imensas coisas, trago-te estas lembranças agora e coloquei mais algumas para ti e para os meus filhos, tudo, em carreirinha no presépio. Mãe estás aí? Pensei que fosses tu a falar comigo. Não obteve resposta, mas nem por isso se preocupou. A vontade de ver a neve tiravalhe todas as preocupações. Que sonho lindo e profundo! Já estou no alto da Serra da Estrela. Ó como é grande, linda, rochosa, que formosa e prateada! Olha que belo macho leva aquele homem a descer a Serra! Que altura! Tenho medo mas vou deitar mais uma olhadela para baixo. Mas, tudo se parece com o meu monte açoriano! Cont. Pág. 28, Natal do Lincas...

14 Your $3.00 * $3.50 * Merlot 18 de dezembro de 2014 L usop resse No Journal de Montréal Cantinho de Lisboa distinguido Por Norberto AGUIAR De vez em quando, a Comunidade Portuguesa desta província aparece em destaque nos órgãos de Informação locais e nacionais. Votre Vinho Vinho $4.00 * Cabernet Sauvignon - Pinot Noir Merlot Chardonnay - Sauvignon Blanc - Icewine - Port Mais de 40 variedades, em brancos, tintos e rosés. 38 anos La Place du Vin Import 1265 Boul. O Brien Ville St-Laurent - H4L-3W Aberto de terça-feira a sábado. Encerrado ao domingo e segunda-feira. A maior loja de vinhos do Canadá - * ver pormenores na loja Desejo a toda a comunidade portuguesa Boas Festas! Adjoint parlementaire du ministre des Affaires municipales et de l Occupation du territoire (volet habitation) Hôtel du Parlement 1045, rue des Parlementaires, bureau 1.53a Québec (Québec) G1A 1A4 Bureau de circonscription 4650, boul. des Laurentides, bur. 415, Laval QC H7K 2J4 Tél. : Téléc. : E na grande maioria das vezes as referências são positivas, não fossemos uma comunidade pacata e de trabalho. Quando esses destaques acontecem, verdade se diga, regozijamo-nos sobremaneira. Desta vez o destaque vai inteirinho para o novo «resto-boutique» Cantinho de Lisboa, que sob a pena de Thierry Daraize, um especialista gastronómico com bastante espaço no meio da restauração quebequense, foi classificado nos seus «10 lugares preferidos da cidade». Para justificar a escolha, Thierry Daraize considera que «Entrar neste resto-boutique gourmande é como receber um grande abraço ou receber uma prenda os dois ao mesmo tempo, porque não. Acessórios, produtos finos, práticos objetos decorativos O melhor de Portugal, quoi!» Reforçando o seu raciocínio, Daraize conclui a sua tirada dizendo que «a cada uma das minhas visitas descubro sempre qualquer coisa de novo, e de muito bom. Uma ode à «gourmandise», com chancela de Helena Jean Rousselle Député de Vimont Página 14 Loureiro.» Estas afirmações de Thierry Daraize vêm seladas numa recente edição do Journal de Montréal e onde o articulista, em jeito de revista de fim de ano, elabora a lista dos 10 locais gastronómicos de que mais gosta em Montreal. No alto da lista dos seus «10 coups de cœur», o gastronómico avança com os restaurantes «Europa» e «Thursdays». Daquele diz mesmo que foi onde «teve o repasto gastronómico do ano». Para além da «sua» positiva lista de restaurantes, o conhecido especialista nota no seu artigo que a restauração em Montreal não está fácil, dando o exemplo de grandes casas que foram obrigadas a fechar, como o «Beaver Club». De resto, ele avança com o número de 30 restaurantes que este ano fecharam as portas. No entretanto, «abriram em 2014 mais 50 novos restaurantes». Concluindo, está de parabéns a equipa do Cantinho de Lisboa por mais esta simpática referência, servida numa bandeja de mais de meio milhão de jornais. LP Cantinho de Lisboa - A LusaQ TV e o LusoPresse estiveram lá, em maio, no dia da inauguração. Fotos Jules Nadeau/LusoPresse. Fobia de andar de avião Afeta um em cada três portugueses LISBOA Um em cada três portugueses considera ser perigoso e tem fobia de andar de avião, apesar de este ser um dos meios de transporte mais seguros do mundo, revela um estudo pioneiro em Portugal sobre a prevalência da ansiedade do voo. O estudo Prevalência da ansiedade de voo numa amostra da população portuguesa, apresentado recentemente na Ordem dos Psicólogos Portugueses e numa conferência internacional, em Malta, sobre psicologia da aviação, revela que há um conjunto de perceções que estão distorcidas, segundo Cristina Albuquerque, uma das autoras. Trata-se de um estudo pioneiro em Portugal, e o interesse neste tipo de assunto é perceber como as pessoas veem o transporte aéreo. A perceção que têm de como é que, sendo um meio de transporte tão seguro, pode levar a que cerca de 30 por cento dos inquiridos considere ser perigoso andar de avião, explicou em declarações à agência Lusa. De acordo com dados de segurança da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA), em 2013 ocorreu um acidente por cada 2,4 milhões de voos, não querendo dizer que estes tenham sido fatais. Cristina Albuquerque sustentou que há a ideia distorcida de que num acidente aéreo ninguém sobrevive. Temos esta realidade, que são os factos, a estatística, e de outro lado, temos a perceção do comum dos mortais de que viajar de avião é perigoso. É uma realidade distorcida, concluiu. Para a psicóloga, especialista em casos de fobia de aviação há mais de 25 anos, um dos dados mais surpreendentes do estudo tem a ver com o facto de 71,2 % dos inquiridos evitar viagens de longo curso, mas tolerar as viagens de médio curso. Verificámos que nestas últimas pessoas, 88,5% sofrem de ansiedade de voo. Há um conjunto de comportamentos que o passageiro aéreo tem e que Cont. Pág. 26, Fobia do avião...

15 Página 15 A GRELHA FINALMENTE CHEGOU!!! A nossa Equipa deseja a todos os nossos clientes um Natal muito Feliz. E obrigado por todo o apoio! GRELHADOS Galinha, febras, chouriço, lulas, etc... PASTÉIS E RISSÓIS camarão, carne, chouriço, galinha... BOLO Ma Poule Mouillée E A GRANDE SURPRESA a «Poutine» à portuguesa! Um prato a descobrir! Um autêntico achado! Servimos banquetes para todas as ocasiões Restaurante Dia 25 encerrado. Horário: das 8h00 às 20h00, todos os dias. Visite a nossa casa e verá o ótimo resultado. 969, rue Rachel est Tel.: facebook.com/mapoulemouillee Dia 24, das 8h00 às 17h00. Nos restantes dias, o horário normal continua. #MaPouleMouillée

16 Página 16 LE JOURNAL DE LA LUSOPHONIE Éditeur et rédacteur en chef : Norberto Aguiar Directeur : Carlos de Jesus O novo programa de televisão em português! EQUIPA Inês Faro Carlos de Jesus Norberto Aguiar Ludmila Aguiar Daniel Pereira Informação Patrocínio do Restaurante Onde prima a alta qualidade gastronómica! 1446, rue Peel Montréal Telefone: Fax:

17 Página 17 A pecha liberal Por Carlos DE JESUS Não se trata de fazer aqui uma revista política do ano que se acaba. Apenas apontar para o aspeto mais negativo que tem caracterizado o atual governo do Quebeque. Ao ouvir e ao ler todas as críticas que diariamente enchem as páginas e invadem as ruas e as ondas da rádio e da televisão por estas paragens, um estrangeiro que desembarcasse no Quebeque seria levado a crer que estamos a viver um fim de reinado com um governo gasto e desgasto por vários anos de má governança. Ora, como todos sabemos, este governo ainda nem sequer fez um ano no poder. Que devemos então concluir? Onde é que está o erro? O erro, por amadorismo ou estranho cálculo político, é o de reduzir o discurso político ao mínimo, isto é, de reagir e da forma mais terna possível, às críticas que lhe fazem. Exemplo deste estilo (ou de falta de comunicação) está na resposta que o primeiro-ministro deu quando lhe perguntaram porque é que havia tanta urgência em equilibrar as finanças do estado quebequense. Resposta: «Pour maintenir les conditions d emprunt de l État québécois». É verdade que vivemos numa época onde dominam as comunicações, onde por vezes o conteúdo tem menos importância que a embalagem. Mas neste campo, o governo Couillard é duma inépcia incrível. Infelizmente será por causa do seu francês com sotaque português? o nosso ministro das finanças não vem suficientemente a terreiro para explicar a situação. Da última vez, no parlamento, por altura do discurso da apresentação do orçamento de estado para este ano, ele foi bastante claro, que o problema não está na dívida geral do Quebeque mas no montante dos juros que esta custa ao Estado 30 milhões de dólares por dia! Sim por dia, apesar das baixíssimas taxas de juro. Imaginem o que vai ser quando os juros voltarem a subir, como é certo e sabido que vai acontecer. O que é confrangedor é ver os grupos de pressão virem para a rua a gritar «On a pas voté pour ça!». Claro que eles não votaram por isso. A maior parte dos sindicalistas sempre votaram pelo Parti Québécois. Esquecem, assim como a maioria dos cronistas políticos, que o partido ganhou as eleições por uma franca maioria e que esquecer este facto é menosprezar os eleitores que apostaram neste partido contra a experiência política desastrosa do reinado de Madame Marois. Aliás, se tivessem sido o partido quebequense ou mesmo a CAQ a serem eleitos, todos sabemos que a política fiscal seria a mesma, porque a realidade não mudou com a mudança de partido no governo. Do que estou certo é que se fosse o PQ a governar, teria muito mais aceitação na classe sindicalista e jornalista, devido à simpatia tradicional que estes dois campos votam ao partido independentista, por um lado, e por outro, pela extraordinária eficácia Philippe Couillard. da máquina de propaganda daquele partido. Visto desta perspetiva, é urgentíssimo que o Governo Liberal adote uma verdadeira política de comunicação. Não comunicação no sentido de propaganda mas no sentido de informação. Porque é realmente a falta de informação que deixa o campo livre a todos os detratores do governo liberal. Na boca dos seus detratores a palavra de ordem é combater a austeridade. O governo replica que não há austeridade: o que há é rigor. Não gastar mais do que se ganha. Isto é uma confrangedora lapalissada. Quando o «Institut de recherche et d informations socio-économiques (IRIS)» um think-tank de ideologia socialista veio a público com estatísticas a comprovar que a Dívida Pública do Quebeque em relação ao PIB era menor que a da França ou dos Estados Unidos, nenhum dos bonzos da comunicação do Partido Liberal resolveu esclarecer a população. Ora o bom senso nos dita que utilizar estes dados é passar completamente ao lado da verdadeira questão. A lógica do IRIS é o de enviar areia para os olhos do público. A dívida do Quebeque não é grande comparada à dos outros países mas é exagerada considerando os 30 milhões de dólares que ela nos custa por dia. Isto é, por cada 100 dólares de imposto que nós pagamos ao Estado quebequense, o ministro das finanças apenas dispõe de 89 cêntimos para financiar a Saúde, a Educação, o apoio às famílias e todos os outros milhentos serviços que a população espera receber do governo. A verdade é esta: onze por cento das receitas vão para os credores. Já imaginaram o que o governo podia fazer com os 10,8 mil milhões de dólares que saem dos cofres do Estado para pagar a dívida pública? Infelizmente, os estrategas do Parti Libéral du Québec são duma incompetência crassa. Assim como demoram a ajustar a hora no que respeita à dita austeridade, assim também perderam uma excelente ocasião de explicar porque é que se devia fazer uma reforma nas comissões escolares ou criar um plano tarifário para os pais que entregam os filhos aos serviços de guarda subvencionados. É esta, a meu ver, a pior lacuna da governança liberal. Infelizmente não vejo sinais de que vai haver melhoras num futuro previsível. LP Bolsas de Estudo Bolsas de Excelência RESERVADAS AO ENSINO UNIVERSITÁRIO Bolsas de Programa AÇÃO-ESTUDOS SE ÉS JOVEM ESTUDANTE DINÂMICO ASSOCIADO DA CAIXA PORTUGUESA - 35 ANOS ESTE PROGRAMA DE BOLSAS É PARA TI! 3 BOLSAS de 1500$ 1 BOLSA de 2000$ 1 BOLSA de 2500$ 5 BOLSAS de 250$ 5 BOLSAS de 350$ 5 BOLSAS de 550$ 5 BOLSAS de 550$ PARTICIPA, CONCORRE E GANHA Orgulha-te de pertenceres à nossa Caixa. Para informações relativas aos regulamentos e detalhes do concurso, por favor contatar a direção geral. CAIXA PORTUGUESA T , BOUL. ST-LAURENT MONTRÉAL, QUÉBEC H2W 1Z3 1 CICLO - LICENCIATURA 2 CICLO - MESTRADO 3 CICLO - DOUTORAMENTO 9 ANO ESCOLA PORTUGUESA ESTUDOS SECUNDÁRIOS (Sec. V) ESTUDOS COLEGIAIS FORMAÇÃO PROFISSIONAL DATA LIMITE: 27 DE FEVEREIRO DE 2015

18 Página 18 Mensagem de Natal Nesta bela quadra natalícia saúdo toda a Comunidade Portuguesa endereçando-lhe os meus melhores votos de Saúde, Paz e Prosperidade! Luís Miranda «Maire» de Anjou A estrela da Manhenha Por Osvaldo CABRAL A descer, todos os santos ajudam; para cima, é que as coisas mudam, murmura o tio Norberto, sempre que põe o caniço de pesca ao ombro e olha para o cimo das rochas da baía do Céu de Abraão, ali para os lados da Engrade. Conhece os atalhos rochosos como as palmas grossas das suas mãos, mas os 71 anos não perdoam e as pernas já não são as mesmas quando emigrou para o Brasil. Saíu ainda muito cedo da Feteira Grande, no concelho de Nordeste - quase descalço - e quando desembarcou do vapor em S. Paulo, a primeira coisa que fez foi prometer, ao companheiro da aventura, que lhe procuraria um dia para pagar os escudos emprestados para a jornada. Ali começou o seu sonho, culminando hoje com a poderosa Padaria Joá, na Avenida Nossa Senhora do Sabará, em plena cidade paulista. Isso agora não interessa, corta a conversa a olhar-me de soslaio, para logo concluir com meio sotaque brasileiro: o importante é isto aqui, esta paz da Manhenha, do tamanho da ilha. O silêncio da Ponta da Ilha dá-lhe fogo à inspiração. Sentado no terraço da Adega do Luar, olhando para o horizonte azul carregado, onde só se sente uma leve brisa dos lados de S. Jorge, ele vem com a frase do costume: o que seria de nós sem a gente!... Farto-me de gabar o seu sentido de humor e quase que lhe digo que a sua profissão no Brasil devia ser a de publicitário, porque ele é bom naquelas frases criativas que só os brasileiros sabem. No outro dia, lá em baixo na Banda da Fonte, segurando com força o caniço perante um mar revoltoso, ouviu de lá de cima, do alto das rochas, a voz da mulher: Sai daí homem, ainda morres no mar.... E ele responde: Oi querida, vem cá morrer com a gente. Na mesa do terraço está sempre a caipirinha, feita por ele, especialmente para mim. Para ele é o vinho do Pico. Ó tio, este vinho é bom? Oi cara, é vinho caseiro. Você bebe aqui e morre em casa O mar é a sua perdição. Na adega tem uma colecção de caniços, made in Manhenha, mas o outro dia foi às Lajes e trouxe uma cana com carreto dos chineses. Diz que é para testar se resulta pescar com paciência de chinês. Ao som dos cagarros que vão A pesca como desporto. sobrevoando a adega, vai cantarolando: o meu amor ontem à noite / pela minha vida jurou / que ele ia-se deitar ao mar / se ele vai eu cá não vou. E sem perder o fôlego: a maré enche e vaza / e às vezes bate na costa / quando fores à minha casa / porta aberta e mesa posta. Adora o repentismo. É das melhores recordações que guarda da sua infância em Nordeste. O seu ídolo era o famoso José Plácido, da Lombinha da Maia, um dos maiores cantadores ao desafio que S. Miguel conheceu. Tio Norberto recorda-se de uma troca de galhardetes entre Plácido e a célebre Trulu, quando esta chamou maricas ao seu desafiador. A resposta de Plácido, segundo tio Norberto: Escreve um p e um u atrás de um t e acrescenta um a / lê essa frase Trulu / vê o nome que te dá / e a culpada foste tu. Coisa forte, portanto. Oi cara, Plácido não brincava; quem se metia com ele, levava lenha. Tio Norberto ri-se com a própria memória. Acerta o boné na cabeça várias vezes e conta que um outro desafiador muito conhecido, Carvalho, atiçou Plácido com insinuações de muitos cornudos para os lados da sua freguesia. Dizia Carvalho: carreguei uma carrada / e fui vender para a Lombinha / cheguei lá não vendi / porque toda a gente tinha. Resposta de Plácido: carregaste uma carroça / carregaste duas ou três / e se foi lenha grossa / foi lá da mata de vocês. Norberto Correia de Medeiros é todo ele uma história e uma longa cantiga ao desafio. O seu Nordeste longínquo devia prestarlhe homenagem pelo exemplo de cidadão que leva o nome da sua terra ao outro nordeste brasileiro. Por agora só pensa na Adega do Luar, mas sem antes fazer escala na sua Feteira Grande. E neste Natal, quando a estrela maior devia estar sobre a Manhenha, ele olha para o alto e dispara: sabes cara, o melhor Natal foi aquele em que fui pagar ao meu companheiro de viagem o que lhe devia. Há estrelas que não se apagam. Manhenha, ilha do Pico, Dezembro 2014 Tio Norberto Medeiros e esposa.

19 Página , rue De Lanaudière, Montréal - H2G 3A6 Desejamos a todos os nossos clientes e amigos, Boas Festas!

20 Página 20 RONALDO... Cont. da pág 9 António, ganhei folgo a tomar uma bica. Pensei tirar os sapatos para dar um pouco de repouso aos meus pés... Afinal, estou num restaurante onde este tipo de comportamento não é apreciado. Guardei-os nos pés que estavam a «pulsar» pelo abuso de tanto sofrimento. Sentado, ainda observei as pessoas que passavam à minha frente, e preparei o ouvido para me aperceber do que falavam as pessoas que estavam no passeio ou ao meu lado no restaurante. Não fiquei surpreendido quando nada ouvia sobre o Ronaldo. Inicialmente pensei que quanto chegasse a Santo António ia visitar a casa onde o Ronaldo nasceu, e me ia meter em conversa com os locais sobre o Cristiano. Ideia mais do que arrogante da minha parte, demonstrativa da minha falta de respeito para com os santo-antonienses... Imaginem: entrar num café e sem mais nem menos logo poder desfrutar da conversa das pessoas. Com efeito, Ourivesaria Portuguesa, inc. 4051, boul. St-Laurent, Montréal (QC) Tel.: (514) Fax: (514) RELOJOARIA E ARTES DECORATIVAS Vendemos o famoso ouro português de 19 e ¼ quilates Diamantes, jóias, etc. Temos oficinas próprias para fabrico e reparação de jóias em ouro português. E muito mais... Feliz Natal e Próspero Ano Novo à Comunidade! PORQUE TEMOS OS MELHORES PREÇOS! Porque servir bem é o nosso lema! era disso que eu precisava, visto estar ali com o único intuito de saber a opinião da população da freguesia sobre o Cristiano Ronaldo. Tão metidas no seu dia-a-dia, essa possibilidade agora quase me pareceu remota. Acabei por me dar conta que apesar da grande personalidade que Cristiano Ronaldo «dégage» na sua terra, a verdade é que os seus conterrâneos têm outras coisas com que se preocupar. Mas que gringo sou eu? Logo depois vim a reconhecer que a minha ideia inicial padecia por falta de firmeza e de espontaneidade. De facto, as pessoas abordadas por mim só podiam deixar-se influenciar pelas minhas propostas de académico que tem um curso a construir baseado na vida do grande futebolista madeirense. Voltei a refletir e depois duns minutos de claridade decidi que a melhor maneira de saber o que as pessoas pensam do Ronaldo era de as ouvir falar num contexto natural, onde o tópico aparecesse sem formalidades e sem orientação do pesquisador que põe o Ronaldo em destaque e «força» conhecêlo, ouvindo os santo-antonienses. Então, como ideal a explorar sobre a vida e obra do Ronaldo é mesmo integrar-me na vida de Santo António, no seu dia-a-dia, se possível por um tempo largo. Viver em Santo António por uns meses e participar na cultura local, eis a receita mágica para aprender que Santo António é, de facto, a terra do Cristiano Ronaldo. Mas que fazer? Não tenho esses meses para vir habitar Santo António?!... Satisfeito com o meu raciocínio, paguei o café e pus-me a caminho, aventurando-me ainda mais para o interior de Santo António. Logo acima, oiço noutro café pessoas às gargalhadas, comentando sobre o que se passava na televisão. Mais adiante há cheiro a pão cozido vindo de uma padaria que se encontrava de portas abertas. Continuo a caminhar e acabo por entrar noutro café onde peço uma garrafa de água. Vejo um homem de meia-idade a embrulhar um cigarro encostado a uma mesa, uma mãe a dar comida a um bebé, ao mesmo tempo que observo outras pessoas encostadas ao balcão a tomar café e a comer alguns bolos. Subo ainda mais a encosta em Santo António ou se sobe ou se desce e reparo que há pessoas a fazer compras no Pingo Doce, supermercado que fica quase diante da igreja de que já vos falei. Acabo por entrar no parque da igreja de Santo António e acho-o grande. Não consigo na verdade não me interesso por entrar na igreja. Mas fico surpreendido e impressionado com o seu tamanho. Reparo no grande relógio que tem a catedral e vejo que marca meio-dia. Dou-me conta que o meu percurso para Santo António começou duas horas antes. Da igreja atravesso o caminho e sento-me num banco no parque do Padre (e historiador!) Fernando Augusto da Silva. Pouco tempo depois, deixo o parque e desço uma rua inclinadíssima de regresso à rua central. Olho em todas as direções e apercebo-me que ainda não consegui ver nenhum campo de futebol... De resto, pergunto a mim mesmo como se pode jogar à bola num sítio onde tudo é terreno íngreme, meu Deus?!... Mas, claro, se há lugares, na montanha para construir casas, acho que também poderá haver espaço para a feitura de campos de futebol... Com pena, não vejo maneira de encontrar um campo de futebol até porque já me faltam reservas de energia para subir de novo a «montanha» à procura dele (campo). Também não encontrei a casa onde o Ronaldo nasceu... Mais tarde vim a saber que ela foi demolida por ordem do governo. Procurei mas não me deram explicações Igreja de Santo António. do porquê... Não me escapou o facto de Santo António ser considerada uma freguesia economicamente modesta. E ao ir a Santo António vi muitas casas meias construídas, outras quase a caírem pela ribeira abaixo. Em Santo António as casas são estreitas, beijando o caminho e muitas que precisam de pintura. Mas ao mesmo tempo não vi muitas em estado de degradação. No centro da freguesia este tipo de casas é mais disperso. Quanto ao seu interior, não posso dar opinião porque não entrei em nenhuma delas. Achei que a comunidade está focada no seu dia-a-dia. (Com mais tempo a falar com o empregado do hotel onde estive alojado, ele conta-me que na Madeira o pessoal não vive, apenas sobrevive por causa do pobre estado da economia). Satisfeito com as minhas observações sobre Santo António, e passados os difíceis percursos, que o Ronaldo decerto já percorreu, e ainda percorre, centenas de vezes (agora quando visita a Madeira), dirijo-me para sul e caminho em direção ao Funchal. Ao entrar no meu quarto de hotel vejo que recebi um mail de um jornalista do Jornal da Madeira que me informa que no dia 21 de dezembro uma estátua de Ronaldo será instalada na Praça do Mar. Depois de tudo o que vi e ouvi, concluo que de mais em mais a presença de Cristiano Ronaldo é no Funchal (e em Madrid e no globo) e cada vez menos em Santo António. * Professor de Sociologia na Universidade da Colômbia Britânica, Campus de Kewlona. Televisão Portuguesa de Montreal Visione todos os acontecimentos da Comunidade Horário Quinta-feira, 20h00 Sexta-feira, 01h00 (repetição) Sábado, 09h00 Domingo, 01h00 (repetição)

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