A reforma política em questão

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1 A reforma política em questão

2 Proposta de redação: A participação dos brasileiros, de modo efetivo e organizado, é ferramenta tendente a viabilizar a reforma política.

3 Reforma política: As cenas são diferentes, mas o roteiro é igual: todo início de legislatura federal traz consigo a ideia de reforma. Olhem por cima do muro da História e verão no corredor de passado não muito distante as pegadas de sucessivos impulsos reformistas: reforma do Estado, reforma financeira, reforma econômica, reforma tributária, reforma urbana, reforma rural, reforma da saúde, reforma do Judiciário, reforma fiscal, reforma constitucional e tantas outras (...). (Fábio Trad - E então: o que fazer para que as reformas saltem do papel? Por ser atual e polêmico, convém aprofundar a leitura e dissertar sobre o tema, que pode ser lembrado no próximo Enem. A seguir, material de apoio para sua produção textual.

4 Textos de apoio

5 TEXTO I Reforma política ou mais um remendo? Por Chico Brasileiro Na mesa estão questões fundamentais e necessárias, como o fim do financiamento privado de campanha, o fim da reeleição para cargos do Executivo, a limitação no número de mandatos de parlamentares, a unificação de data para as eleições e a limitação nos gastos de campanha, entre outras medidas que, no conjunto, possam devolver ao Brasil a credibilidade perante o seu povo e a comunidade internacional, trazendo óbvios reflexos sobre a economia nacional. Sem falar no resgate da legitimidade da representação parlamentar. Apenas para ficar em um exemplo dos danos do modelo em vigor, toda essa crise ética e moral exposta pela Operação Lava Jato tem origem no financiamento privado de campanha. Está claro que essa rede de corrupção que não se restringe a apenas uma estatal faz parte de uma gigantesca engrenagem que nasce na troca de favores entre a classe política e o capital. Não é este ou aquele partido; não é este ou aquele político; não é esta ou aquela empreiteira. A verdadeira responsável por essa mazela institucionalizada chamase Lei 9.504/97, a nossa Lei Eleitoral (e suas complementações): um mosaico de distorções e absurdos corporativistas e maniqueístas, ao qual estamos submetidos como regramento do nosso cotidiano político e que facilita a criminalidade do colarinho-branco. Diante disso, fica difícil imaginar que esse mesmo Congresso Nacional possa trazer à luz uma legislação transformadora. Não acredito em mudanças profundas no sistema político brasileiro que sejam aprovadas por pessoas eleitas pelas regras que devem ser mudadas. Por isso, creio que, se fracassada esta nova tentativa, devamos refletir sobre a possibilidade de o Brasil superar o debate jurídico e encontrar uma saída constitucional para a convocação de uma assembleia nacional constituinte exclusiva para a reforma política. De uma ou de outra forma, o novo texto terá de necessariamente subtrair privilégios, desmontar estruturas corruptas, cassar poderes de coronéis e oligarquias políticas e econômicas. Sem isso, as vozes das ruas sempre acabarão roucas. Não basta apenas transformar insatisfação em protestos de rua. É preciso avançar e agir por uma reforma política que dê fim a esse processo de remendos cíclicos que jamais objetivam uma nação melhor. 9l197dpdor0cv05pxx911sxrg

6 TEXTO II Pergunta: O que é uma reforma política? Resposta: Um conjunto de mudanças que pretende aperfeiçoar o sistema eleitoral brasileiro. Pergunta: Quais são os pontos principais? Resposta: Existem várias propostas, elaboradas por diversos segmentos da sociedade organizada e partidos políticos. No Senado, uma das propostas que seguem para a aprovação é a que muda a forma como os deputados são eleitos, por exemplo. Pergunta: Como ela pode acontecer? Resposta: a) Por uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que modificaria algumas cláusulas da Constituição que a reforma defende. Exemplo: A reeleição, que hoje só é permitida por um período subsequente; b) Por uma Assembleia Constituinte, formada por um grupo especial de deputados e senadores, que tem o poder de modificar a Constituição ou mesmo elaborar uma nova Carta. Ou seja, legalmente, um plebiscito ou referendo não seriam necessários para que as mudanças fossem feitas. Resposta: Como a reforma política vem sendo demandada pela população há muito tempo, seria democrático que os eleitores participassem e chancelassem as mudanças propostas. Um referendo é mais interessante para o Congresso, pois todo o poder permanece nas mãos dos deputados, que deixariam para a população apenas referendar ou não as mudanças estabelecidas. Pergunta: Qual é a diferença entre referendo e plebiscito? Resposta: No referendo, a proposta da reforma política já foi elaborada pelo Legislativo, cabendo à população decidir se concorda ou não com o que está sendo proposto. No plebiscito, o poder da população de interferir é maior, já que será votado cada ponto da reforma, um a um. O eleitor poderá, por exemplo, desaprovar alguns pontos e aprovar outros. Fonte: Pergunta: Se não é necessário, por que essa consulta popular está em questão?

7 TEXTO III

8 MÃOS À OBRA A partir do material de apoio e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema: A participação dos brasileiros, de modo efetivo e organizado, é ferramenta tendente a viabilizar a reforma política. Apresente, ao final, uma proposta de intervenção social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de maneira coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

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