Auditoria e Segurança da Informação GSI536. Prof. Rodrigo Sanches Miani FACOM/UFU

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1 Auditoria e Segurança da Informação GSI536 Prof. Rodrigo Sanches Miani FACOM/UFU

2 Vulnerabilidades, ameaçase ataques Auditoria e Segurança da Informação(GSI521)

3 Aula passada Auditoria e Segurança da Informação(GSI521)

4 Segurança da informação Visão Geral Expansão e disseminação do uso da Internet; Popularização de computadores pessoais e celulares; Uso de computadores e redes para a melhoria dos processos de negócios; Como controlar? Quais são as consequências?

5 Mundo real x Mundo virtual Muitos problemas e soluções do mundo real, podem ser aplicados nos computadores; Mundo real Porteiros, vigias, limites físicos, controles de acesso, portas Modelo de conduta do cidadão Separação entre a parte pública e a parte privada da loja Mundo virtual Firewall Política de segurança Separação entre rede pública e rede interna

6 Segurança da informação A segurança da informação é definida como a proteção dos ativos* da organização, ou seja, aqueles que produzem, processam, transmitem ou armazenam informações; A proteção pode ser alcançada a partir de um conjunto de estratégias e instrumentos que englobam políticas, processos, procedimentos, estruturas organizacionais, softwares e hardware. * Denominação do mercado financeiro. Corresponde a todo elemento de valor para a organização.

7 Segurança da informação Fundamentos Os fundamentos que norteiam os processos de segurança da informação são: Confidencialidade; Integridade; Disponibilidade.

8 Atividade 1

9 Vulnerabilidades, ameaças e ataques Potenciais atacantes; Terminologia hacker; Pontos explorados; Planejamento de ataques; Tipos de ataques;

10 Potenciais atacaantes

11 Potenciais atacantes Hacker é um termo genérico, com diversas ramificações; Hacker Indivíduo que utiliza seus conhecimentos para invadir sistemas, não com o intuito de causar danos às vítimas, mas sim como um desafio às suas habilidades. (Paulo Lício e Emílio Nakamura, 2003).

12 Potenciais atacantes Perfil de um hacker Em 1999 o psicólogo canadense Marc Rogers chegou ao seguinte perfil de um hacker: indivíduo obsessivo, de classse média, cor branca, masculino, 12 e 28 anos, pouca habilidade social e possível história de abuso físico e /ou social.

13 Potenciais atacantes Classificação Classificação proposta por Módulo Security Solutions (1999): Script kiddies Iniciantes; Cyberpunks mais velhos e ainda anti-sociais; Insiders empregados insatisfeitos; Coders os que escrevem sobre suas proezas ; White hat profissionais contratados; Black hat crackers; Gray hat entre white hat e black hat; Novo tipo: Hacktivists ou Cyberterroristas Praticam ataques com fins políticos e sociais.

14 Potenciais atacantes Script kiddies Inexperientes e novatos; Utilizam ferramentas prontas na Internet, geralmente sem entender o que estão fazendo; Perigosos, devido a facilidade em encontrar tais ferramentas; Exploram falhas simples, usualmente ocasionadas pela falta de atualizações (patches de segurança); A própria disseminação da Internet foi responsável pelo nascimento dos script kiddies.

15 Potenciais atacantes Cyberpunks Hackers dos tempos românticos ; Se dedicam à invasões de sistemas por divertimento e desafio; Possuem grande conhecimento e são obcecados por privacidade de dados; Grandes preocupações com o governo, devido à privacidade; São responsáveis por encontrar novas vulnerabilidades em serviços, sistemas ou protocolos;

16 Potenciais atacantes Insiders Ataques originados à partir da rede interna da organização; Responsáveis por grande parte dos incidentes de segurança nas organizações; Funcionários, ex-funcionários ou pessoas que conseguem infiltrar-se nas organizações; Principais motivações: espionagem industrial e funcionários insatisfeitos; A segurança é, muitas vezes, um problema social, e não apenas tecnológico.

17 Potenciais atacantes Coders Hackers que resolveram compartilhar o conhecimento escrevendo livros ou ministrando palestras; Motivação financeira; Caso clássico: Kevin Mitnick; Após ser preso foi requisitado para dar palestras e seminários sobre segurança; Atualmente, abriu uma empresa de segurança e lançou um livro sobre engenharia social; A arte de enganar Kevin Mitnick.

18 Potenciais atacantes White hat Hackers do bem, Hackers éticos, Red Teams; Utilizam seus conhecimentos para descobrir vulnerabilidades e aplicar as correções necessárias; Responsáveis pelos testes de invasões e também pelas análises de segurança para a proteção da informação; A contratação de um white hat pode ser importante, porém limites devem ser tomados; Nos EUA, a NSA (National Security Agency) oferece certificações para white hats, como a CNSS 4011;

19 Potenciais atacantes Black hat Full fledged ou crackers; Utilizam seus conhecimentos para invadir sistemas e roubar informações; Tentam vender as informações roubadas à sua própria vítima, geralmente com ameaças; Essa chantagem (blackmail) e exposição pública das informações roubadas pode trazer consequências indesejadas à vítima; Exemplo: Um hacker russo invadiu a base de dados da loja eletrônica CD Universe e exigiu 100 mil dólares para a não divulgação dos dados;

20 Potenciais atacantes Grey hat Black hats que fazem o papel de white hats; Diferentemente dos white hats, possuem conhecimentos sobre atividades de hacking; Algumas organizações contratam gray hats para realizar análises de segurança; Após as análises, os gray hats podem eventualmente roubar e divulgar informações da empresa contratada;

21 Potenciais atacantes Cyberterroristas Hackers que realizam seus ataques contra alvos selecionados cuidadosamente, com o objetivo de transmitir uma mensagem política ou religiosa; Tipos de ataques: derrubar a infraestrutura de comunicações ou obter informações que podem comprometer a segurança de alguma nação; Correlação entre conflitos políticos-religiosos e ataques de hackers. Afeganistão, Paquistão, Iraque, Índia, cyberjihad.

22 Terminologia hacker

23 Terminologia do mundo dos Hackers Carding práticas envolvendo fraudes com cartões de crédito; Easter egg mensagem, imagen ou som que o programador esconde em um software; Media whore Hackers que buscam glória e fama; Phreaking hacking de sistemas telefônicos; Suit os outros, funcionários bem vestidos; Tentacles codinomes utilizados pelos hackers; Warez software pirata distribuído ilegalmente pela Internet.

24 Terminologia do mundo dos Hackers Trojan horse softwares legítimos que têm códigos escondidos e executam atividades não previstas envio de mensagens e arquivos para o hacker ou abertura de portas para futuras invasões; Vírus programa que destrói dados ou sistemas de computador. Worm similar ao vírus, porém tem a capacidade de auto-replicação, espalhando-se de uma rede para outra imediatamente. War dialer programa que varre números telefônicos em busca de modems ou aparelhos de fax para mapear futuros pontos de ataque.

25 Pontos explorados

26 Pontos explorados Invasões aos sistemas e redes de comunicação podem ser executadas de duas maneiras: 1) Invasões técnicas; 2) Engenharia social;

27 Pontos explorados Invasões técnicas Exploram deficiências na concepção, implementação, configuração ou no gerenciamento dos serviços e sistemas; Mercado de TI é centrado nas características dos produtos, e não na segurança; Fabricantes preferem consertar falhas de segurança a construir sistemas conceitualmente seguros; Foco exclusivo nas vendas, diminiuição do tempo de desenvolvimento; Metodologias de desenvolvimento de software seguro ainda não são difundidas.

28 Pontos explorados Invasões técnicas

29 Pontos explorados Invasões técnicas Exploração de vulnerabilidades resultantes de defeitos na implementação ou no projeto de sistemas; Utilização de senhas ineficientes; Configuração, administração ou manutenção imprópria de sistemas: Utilização da configuração padrão; Administração preguiçosa, sem a utilização de senhas ou com o uso de senhas ineficientes; Exploração da relação de confiança entre equipamentos.

30 Invasões técnicas Como se proteger? Briga de gato e rato ferramentas de defesa existentes protegem os sistemas somente contra ataques já conhecidos; Organização deve estar preparada para situações nas quais um ataque pode ser efetivado; Monitoramento constante; Planos de contigência; Planos de resposta à incidentes; Forense computacional; Segurança é um processo evolutivo e constante.

31 Pontos explorados Engenharia Social Técnica que explora as fraquezas humanas e sociais; Tem como objetivo enganar e ludibriar pessoas, a fim de conseguir informações; Ataque clássico consiste em se fazer passar por um alto funcionário que tem problemas urgentes de acesso ao sistema; Ataque muito difícil de prevenir ou detectar; Kevin Mitnick, famoso hacker, afirmou que utilizava técnicas de Engenharia Social em mais de 80% de deus ataques.

32 Planejamento de ataques

33 Planejamento de ataques Primeiro passo para um ataque é a obtenção de informações sobre o sistema a ser atacado; Após a obtenção das informações, o hacker pode atacar o sistema por diversas maneiras: Monitorando a rede; Invadindo o sistema; Inserindo códigos maliciosos ou informações falsas; Enviando inúmeros pacotes desnecessários.

34 Planejamento de ataques Consequências de um ataque bem sucedido Monitoramento não autorizado; Descoberta e vazamento de informações confidenciais; Modificação não autorizada de servidores e da base de dados; Negação ou corrupção de serviços; Fraude ou perdas financeiras; Imagem prejudicada, perda de confiança e de reputação; Trabalho extra para a recuperação dos recursos; Perda de negócios, clientes e oportunidades.

35 Planejamento de ataques Obtendo informações Dumpster diving ou trashing; Engenharia social; Ataques físicos; Informações livres; Packet sniffing; Port scanning; Scanning de vulnerabilidades;

36 Obtendo informações Dumpster diving Atividade na qual o lixo é verificado em busca de informações; Técnica legal! Informações importantes que podem ser coletadas: lista telefônica, memorandos internos, manuais de políticas, calendário de reuniões, impressão de código fonte... Essa foi uma das técnicas usadas pela Procter & Gamble para descobrir informações estratégicas de sua concorrente, Unilever.

37 Obtendo informações Engenharia social Técnica que explora as fraquezas humanas e sociais, em vez de explorar a tecnologianh; Tem como objetivo ludibriar pessoas a fim de que elas revelem senhas ou outras informações que possam comprometer a segurança da organização Ataque clássico: fazer passar por um alto funcionário que tem problemas urgentes de acesso ao sistema - difícil de ser detectado. Exemplo: ataque envolvendo a AOL mudanças no registro de domínio DNS. Phishing mistura

38 Obtendo informações Ataques físicos Roubo de equipamentos, software, discos rígidos, pen drive... Exige o acesso direto ao sistema! Nem sempre isso é possível; Controle do acesso físico deve ser bem feito; Ataques físicos muitas vezes são utilizados em conjuntos com analisadores (sniffers) de rede.

39 Obtendo informações Informações livres Informações que podem ser obtidas livremente, principalmente na própria Internet; São não intrusivas já que não podem ser detectadas; Consultas a servidores de DNS, análise de cabeçalhos de e busca de informação em listas de discussão; Mecanismos de busca como o Google são amplamente utilizados com esse intuito.

40 Obtendo informações Packet sniffing Consiste na captura de informações diretamente pelo fluxo de pacotes na rede; Wireshark; Tcpdump; Kismet; (Rede Sem-Fio) Ettercarp; NetStumbler; (Rede Sem-Fio)

41 Packet sniffing - Wireshark

42 Obtendo informações Port scanning Ferramentas utilizadas para a obtenção de informações referentes aos serviços acessíveis pelas portas TCP e UDP; Nmap (nmap -sv -p 22,53,110,143, ); NetScanTools; IDS (Intrusion Detection Systems) podem ser utilizados para detecar a ação desses scanners;

43 Port scanning Nmap(Zenmap/GUI)

44 Obtendoinformações Scanning de vulnerabilidades Realizam diversos tipos de teste na rede, à procura de falhas de segurança em protocolos, serviços, aplicativos e sistemas operacionais; Nessus; Nmap; OpenVAS;

45 Obtendoinformações Scanning de vulnerabilidades Possíveis riscos que podem ser analisados: Compartilhamento de arquivos que não são protegidos por senha; Software desatualizado; Configurações de roteadores potencialmente perigosas; Checagem de cavalos de Tróia; Checagem de senhas fáceis de serem adivinhadas; Configurações de serviços; Configurações de segurança de navegadores.

46 Scanning de vulnerabilidades- Nessus

47 Top 5 Vulnerabilidades exploradas Vulnerabilidades em navegadores; Vulnerabilidades no Adobe PDF Reader, Flash e Java; Vulnerabilidades em aplicações web 2.0; Vulnerabilidades em celulares e smartphones; Ataques zero-day. Fonte: Infosec Island - Top-Five-Internet-Security-Vulnerabilities.html

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