A PERCEPÇÃO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA COMO FATOR DE ATRAÇÃO E RETENÇÃO DE TALENTOS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A PERCEPÇÃO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA COMO FATOR DE ATRAÇÃO E RETENÇÃO DE TALENTOS"

Transcrição

1 Volta Redonda/RJ 24 e 25 de novembro de 2011 ISSN A PERCEPÇÃO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA COMO FATOR DE ATRAÇÃO E RETENÇÃO DE TALENTOS Rita Maria Pinto do Amaral (UNIGRANRIO) Luciana Sousa Coelho Marson (UNIGRANRIO/UFF) Resumo Esta pesquisa tem como objetivo analisar a percepção da Responsabilidade Social Corporativa como fator de atração e retenção de talentos nas organizações. A Responsabilidade Social Corporativa mostra-se como um conceito ainda em construção e que tem sido alvo de estudos incessantes que a apontam como um instrumento capaz de agregar valor a imagem das organizações, aos seus produtos, além de promover bem-estar aos seus colaboradores diretos. Para se compreender e analisar a Responsabilidade Social Corporativa como fator de atração e retenção de talentos nas organizações, optou-se pela pesquisa qualitativa e como tipo de instrumento foi utiliza a entrevista estruturada, através da aplicação de questionários para levantamento dos dados.trata-se de uma pesquisa que objetiva valorizar as impressões dos colaboradores traçando o nível de influência que a Responsabilidade Social Corporativa pode exercer no que tange ao desejo de trabalhar em uma empresa Socialmente Responsável e de permanecer fazendo parte de sua equipe de trabalho Palavras-chaves: Responsabilidade Social, Atração, Retenção de Talentos

2 1. INTRODUÇÃO A ideia de construir esta pesquisa, que busca apresentar um estudo sobre a Responsabilidade Social Corporativa como fator de atração e retenção de talentos nas organizações, surge a partir da abordagem constante do tema Responsabilidade Social bem como do desafio das organizações em atrair e reter talentos. Estes têm sido assuntos amplamente divulgados na mídia, principalmente em revistas especializadas em Gestão de Recursos Humanos na contemporaneidade. Muito se tem discutido sobre este tema, mas percebe-se ainda se tratar de um conceito em construção permeado pela ética, com a expectativa de que deve avançar para além da obrigatoriedade e da Legislação. Sendo assim a Responsabilidade Social Corporativa surge a partir da ampliação da visão dos objetivos das empresas para além da eficiência econômica, utilizando suas capacidades de desenvolver ideias, inovação tecnológica capaz de gerar desenvolvimento econômico e hábitos diversos, levando seus esforços muitas vezes em parceria com a sociedade civil e com o Estado a promover o bem-estar de seus funcionários e das comunidades nas quais estão sediadas e que garantam também o desenvolvimento sustentável. (...) o compromisso que uma organização deve ter para com a sociedade, expresso por meio de atos e atitudes que a afetam positivamente, de modo amplo, ou a alguma comunidade, de modo específico, agindo pró-ativamente e coerentemente no que tange a seu papel específico na sociedade e a sua prestação de contas para com ela. (Ashley, 2002:p.6. Apud Rothstein, 2011: p.3). Faz-se necessário uma adoção, por parte das empresas, de uma postura socialmente responsável voltada para o diálogo e caracterizada pela transparência, elementos estes capazes de aproximá-las da sociedade em prol da busca por soluções para os diversos problemas sociais e ambientais que cada vez mais afligem não só as atividades empresariais, mas também todos os setores da sociedade. 2

3 Já a atração e retenção de talentos se configuram, segundo pesquisas, no grande desafio a ser vencido pelas empresas diante das constantes mudanças e do crescimento do mercado com relação à oferta de postos de trabalho. É necessário fomentar cada vez mais uma ampla e profunda discussão sobre a aplicação prática dos conceitos de Responsabilidade Social Corporativa para que o mesmo não se configure em modismo, tão presente nos discursos empresariais, e sim em uma política e filosofia de trabalho das organizações em busca de bem-estar social dos indivíduos transformando as atividades econômicas empresariais em atividades que contribuam para o desenvolvimento sustentável. 1.1 O PROBLEMA A observação da constante rotatividade de profissionais no quadro de funcionários de empresas do segmento Call Center, com ou sem ações próprias em RSC, promoveu reflexões, questionamentos e indagações que levaram a elaboração deste trabalho de pesquisa. Essas indagações levaram a pergunta: Como a Responsabilidade Social Corporativa pode influenciar ou ser instrumento para a atração e retenção de talentos nas organizações? A empresa Universo Três Consultoria e Comunicação foi fundada no ano de 2002, no estado do Rio de Janeiro, e seu objetivo como negócio se caracteriza na especialização em captação de recursos e consultoria para organizações do 3º setor: Instituições Filantrópicas, Beneficentes, Ong s, Associações etc. Possuí atualmente cerca de 130 colaboradores com vínculo formal de trabalho e se tornou, ao longo de seus 10 anos de atuação no mercado, uma das principais empresas do ramo de captação de recursos para o 3º setor. Caracteriza-se como uma empresa que promove e investe no desenvolvimento de seus colaboradores. No ano de 2003 seus sócios decidem juntamente com um grupo de profissionais liberais, entre eles pedagogos, jornalistas, administradores, professores etc, fundar o Instituto Central de Cidadania ICEC que se caracteriza como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público OSCIP. O ICEC mantém iniciativas e projetos que colaboram com a efetivação e construção da cidadania de seus usuários, visando que suas frentes de ação possibilitem a emancipação e o desenvolvimento social de adultos, jovens e crianças em situação de vulnerabilidade social, e dessa forma, busca combater a pobreza e a pobreza extrema. A outra empresa que serviu de campo de pesquisa será denominada como empresa B, foi fundada em 1996 e também possuí cerca de 100 funcionários, se caracteriza como uma 3

4 organização altamente especializada, prestadora de serviços variados como: Contact Center ativo e receptivo, soluções customizadas de cobrança etc. A organização B não possuí projeto próprio na área de responsabilidade social, mas seu setor de Recursos humanos informou que a empresa realiza ações pontuais como campanhas internas em prol de entidades benemerentes que atuam no estado do Rio de Janeiro e seu setor de RH trabalha estrategicamente com programas motivacionais e treinamento contínuo visando o bem-estar de seus colaboradores. As duas organizações possuem algo em comum, a utilização de Call Center como instrumento operacional para que sejam atingidos seus objetivos e metas de negócio. Assim sendo, a maioria de seus funcionários são operadores de telemarketing que serão os sujeitos respondentes desta pesquisa. Diante do desafio na atualidade posto aos setores de Recursos Humanos das organizações no que diz respeito a atração e retenção de talentos, onde comprovadamente pesquisas apontam que o bem estar, valorização do empregado nas empresas e a utilização da aplicação prática da Responsabilidade Social Corporativa- RSC se configuram como fatores tão importantes quanto remuneração. 1.2 OBJETIVOS DA PESQUISA Objetivo Geral Analisar a Responsabilidade Social Corporativa como fator de atração e retenção de talentos nas organizações Objetivos específicos Compreender a Responsabilidade Social no Brasil e no mundo. Identificar as questões relativas à percepção da Responsabilidade Social Corporativa. Verificar se a Responsabilidade Social Corporativa se configura como fator de atração e retenção de talentos. Avaliar quais fatores se configura como de maior relevância para a atração e retenção de talentos nas empresas. 1.3 RELEVÂNCIA DA PESQUISA A pesquisa sobre a Responsabilidade Social Corporativa como fator de atração e retenção de talentos pode viabilizar as organizações e seus setores de Recursos Humanos instrumentos capazes de contribuir com o planejamento estratégico de seus gestores ao pensarem nas ações práticas de responsabilidade social. 1.4 DELIMITAÇÃO DA PESQUISA 4

5 1.4.1 Universo/Amostra O universo da pesquisa proposta são 02 (duas) empresas inseridas no mercado de trabalho como prestadoras de serviços tendo como instrumento operacional principal o Call Center. A empresa Universo Três Consultoria e Comunicação será denominada empresa A, será mantido sigilo com relação ao nome da segunda empresa que denominaremos de empresa B. A amostra escolhida para a realização da pesquisa são os profissionais que exercem a atividade de operadores de telemarketing nestas empresas.a amostra foi identificada através dos altos índices de rotatividade deste segmento, operadores de telemarketing, informado pelo setor de Recursos Humanos de ambas as organizações. Atualmente as 02 (duas) empresas possuem cerca de 100 funcionários cada sendo que, a empresa A presta serviços às principais organizações do 3º setor no Rio de Janeiro e seus operadores de telemarketing estão envolvidos diretamente na captação de recursos financeiros para projetos sociais além de seus sócios serem fundadores de uma OSCIP. A empresa B realiza ações sociais pontuais, sem possuir projeto social próprio ou estar vinculada a uma organização não governamental, porém possuí programas motivacionais de valorização de seus colaboradores geridos pelo setor de RH. No total foram encaminhados 100 (cem) questionários, entretanto somente 60 colaboradores devolveram os mesmos respondidos, 30 da empresa A e 30 da empresa B. 2. REVISÃO DE LITERATURA 2.1 SURGIMENTO DO CONCEITO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL A Responsabilidade Social pode ser entendida como um conjunto de conceitos e ações que contribuem para fazer um mundo melhor com a participação de todos e isto inclui toda e qualquer atitude que tomemos para que este fim seja alcançado. É na decisão individual e cotidiana que se fará a efetiva Responsabilidade Social. Quando assumimos o papel de cidadão, integrante e responsável por esta sociedade, refletidas em atitudes simples, como por exemplo, consumir com consciência, descartar papel no lixo, relacionar-se sem qualquer espécie de discriminação ou preconceito, exercer o voto consciente, cobrar ações de nossos governantes, reelegê-los quando realizarem um trabalho coerente com suas promessas de campanha e necessidades da sociedade ou excluí-los em caso contrário, entre outras atitudes que se enumeradas seriam infindáveis. A Responsabilidade Social somente existe de fato quando tomamos consciência de que vivemos numa sociedade e que a lei mais verdadeira do mundo é aquela que diz: Toda 5

6 ação é seguida de uma reação, ou seja, toda e qualquer atitude que se tome, terá alguma conseqüência para aquele que a pratica, bem como para o outro, podendo ser positiva ou não, tudo dependerá da ação inicial, intenção e energia despendida. Percebe-se que a solidariedade ganha espaço em um mundo regido pelas relações mercantis. (...). Os trabalhadores comuns, detentores de poucos recursos, contribuem com dinheiro e doam parte de seu tempo para causas sociais e o Brasil é um dos primeiros colocados e mais bem articulados em atividades voluntárias. A SER será uma conseqüência natural, uma vez que o homem se reeducado construirá suas relações através de valores éticos e de respeito ao próximo. (Nogueira, 2011, p.1). Diante do abismo social provocado pelo modo de produção capitalista tornou-se urgente e necessária uma mudança qualitativa na relação capital x trabalho que promovesse o bem estar social coletivo, assim surgem, frente as transformações societárias e suas demandas sociais ocorridas principalmente no século XX. A teoria sobre Responsabilidade Social surgiu na década de 1950 sendo um de seus precursores Bowen (1957, p.03). O autor baseou-se na idéia de que os negócios são centros vitais de poder e decisão e que as ações das empresas atingem a vida dos cidadãos em muitos pontos, questionou quais as responsabilidades com a sociedade se espera dos homens de negócios, e defendeu a idéia de que a empresas devem compreender melhor seu impacto social, e que o desempenho social e ético deve ser avaliado por meio de auditorias e devem ainda ser incorporados à gestão de negócios. Na década de 60, segundo Palácios (2009:p.2), as discussões em torno do conceito de Responsabilidade Social começam a se alastrar. Nesta fase predomina a visão de que a responsabilidade social das empresas vai além da responsabilidade de maximizar lucros e incorporam-se a esta a necessidade de uma postura pública perante os recursos econômicos e humanos da sociedade e a vontade de ver esses recursos utilizados para fins sociais mais amplos e não simplesmente para os interesses privados dos indivíduos. (...) Com isto uma nova concepção de responsabilidade Social emergiu e pautou-se pelo reflexo dos objetivos e valores sociais. Houve o entendimento de que as companhias estão inseridas em ambiente complexo, onde suas atividades influenciam ou têm impacto sobre diversos agentes sociais, comunidades e sociedade. (TENORIO, 2006, p.20 apud Palácios, p.2) Nos anos 70, a Responsabilidade Social passou a fazer parte do debate público dos problemas sociais como a pobreza, desemprego, diversidade, desenvolvimento, crescimento econômico, distribuição de renda, poluição, entre outros. Em conseqüência disso, houve nova 6

7 mudança no contrato social entre os negócios e a sociedade, o que gerou o envolvimento das organizações com os movimentos ambientais, preocupação com a segurança do trabalho e regulamentação governamental. De acordo com Carrol (1999, p.282), essa alteração no contrato social aconteceu como resposta as demandas sociais diante das mudanças que ocorreram, como segue: Os negócios estão sendo chamados para assumir responsabilidades amplas para a sociedade como nunca antes e para servir a ampla variação de valores humanos (qualidade de vida além de quantidade de produtos e serviços). Os negócios existem para servir a sociedade, seu futuro dependerá da qualidade da gestão em responder as mudanças de expectativas do público. Um significado mais amplo da responsabilidade social surgiu em 1979 quando o mesmo autor Carrol (1999, p.282), propõe um modelo conceitual onde inclui uma variedade de responsabilidades das empresas junto à sociedade, e esclarece os componentes de responsabilidade social empresarial que estão além de gerar lucros e obedecer à lei. O modelo engloba quatro tipos básicos de expectativas que refletem a visão de responsabilidade social: econômica, legal, ética e discricionária. 2.1 RESPONSABILIDADE SOCIAL NO BRASIL O movimento de Responsabilidade Social no Brasil surgiu tendo como base uma série de iniciativas de movimentos empresariais. No início da década de 60, um grupo de empresários fundou em São Paulo a Associação de Dirigentes Cristãos de Empresas (ADCE) que através dos ensinamentos cristãos tinham como objetivo estudar as atividades econômicas e sociais no meio empresarial. Nas décadas seguintes, 70 e 80, outros movimentos surgiram: a Fundação Instituto de Desenvolvimento Empresarial e Social (FIDES), criada com base no ADCE e de caráter educativo; a criação do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE) da qual participou o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho. O IBASE surgiu com a proposta inicial de democratizar a informação, mas acabou indo além e contribuiu para a mobilização da sociedade e das empresas em torno de campanhas como a Ação da Cidadania contra a miséria e pela vida, em Esta campanha recebeu o apoio do Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE) e foi o marco da aproximação dos empresários com as questões sociais. Em 1991, foi encaminhado ao Congresso um anteprojeto propondo publicação do Balanço Social pelas empresas, porém não foi aprovado... Em 1993, o sociólogo 7

8 Herbert de Souza, o Betinho, lançou a Campanha Nacional da Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida. Com o apoio do Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE), que constituí o marco da aproximação dos empresários com as ações sociais. (Kraemer, 2005, p.5). Na década de 90, outras iniciativas importantes fortaleceram ainda mais o movimento: Grupo de Institutos Fundações e Empresas (GIFE), fundado em 1995, foi o primeiro instituto a transformar o interesse empresarial em investimento social privado. Em 1997, Betinho lançou um modelo de balanço social e junto com a Gazeta Mercantil criou o selo do Balanço Social com o intuito de estimular as empresas a divulgarem suas ações sociais. Para Betinho (2004, p.1) a idéia do Balanço Social é demonstrar quantitativamente e qualitativamente o papel desempenhado pelas empresas no plano social, tanto internamente quanto na sua atuação na comunidade e para ele os itens dessa verificação são vários: educação, saúde, atenção à mulher, atuação na preservação do meio ambiente, melhoria na qualidade de vida e de trabalho de seus empregados, apoio a projetos comunitários visando a erradicação da pobreza, geração de renda e de novos postos de trabalho. Para Betinho (2004, p.1) realizar o Balanço Social significa uma grande contribuição para a consolidação de uma sociedade verdadeiramente democrática. Torres (2010:p.2) ressalta a importância desta iniciativa quando diz: Assim, desde meados de 1997 o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, e o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE) vêm batendo na mesma tecla e chamando à atenção dos empresários e toda a sociedade para a importância e necessidade da realização do balanço social das empresas em um modelo único e simples. E este modelo foi desenvolvido no IBASE em parceria com diversos representantes de empresas públicas e privadas, a partir de inúmeras reuniões e debates com setores da própria sociedade. (Torres, 2010, p.2). Todos esses fatos foram importantíssimos para o crescimento do movimento de Responsabilidade Social no Brasil, mas foi com a criação, em 1998, do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social que o movimento ganhou outro perfil, semelhante ao já existente no exterior, baseado na ética, na cidadania, na transparência e na qualidade nas relações da empresa. Foi criado, em 1998, o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social pelo empresário Oded Grajew. O Instituto serve de ponte entre os empresários e as causas sociais. Seu objetivo é disseminar a prática da responsabilidade social empresarial por meio de publicações, experiências, programas e eventos para os interessados na 8

9 temática. Em 1999, a adesão ao movimento social se refletiu na publicação do seu balanço no Brasil por 68 empresas.(kraemer, 2005, p.5). 2.2 RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA A Responsabilidade Social Corporativa (RSC) se apresenta como um tema cada vez mais importante no comportamento das organizações, exercendo impactos nos objetivos, estratégias e no próprio significado da empresa. Faz-se necessário uma melhor compreensão da importância desta estratégia e dos benefícios que a mesma pode trazer para a corporação, quando aplicada corretamente. É importante ressaltar que algumas empresas confundem Responsabilidade Social com Filantropia. Mas o que é Responsabilidade Social? O termo encerra sempre a ideia de prestação de contas, alguém deve justificar a própria atuação perante outrem. Durante muito tempo, este foi entendido, em uma visão tradicional, como sendo a obrigação do administrador de prestar contas dos bens recebidos por ele. Ou seja, economicamente, a empresa é vista como uma entidade instituída pelos investidores e acionistas, com o objetivo único de gerar lucros. Entretanto, tal perspectiva não se aplica no mundo contemporâneo. Sabe-se que a empresa não se resume exclusivamente ao capital, e que sem os recursos naturais (matéria-prima) e as pessoas (conhecimento e mão de obra), ela não gera riquezas, não satisfaz as necessidades humanas, não proporciona o progresso e não melhora a qualidade de vida. Por isso afirma-se que a empresa está inserida em um ambiente social. Para Oded Grajew, presidente do Instituto ETHOS, uma das principais instituições responsáveis pela difusão do conceito de responsabilidade social na sociedade brasileira, define este conceito como: (...) atitude ética da empresa em todas as suas atividades diz respeito às interações da empresa com funcionários, fornecedores, clientes, acionistas, governo, concorrentes, meio ambiente e comunidade. Os preceitos da responsabilidade social podem balizar, inclusive, todas as atividades políticas empresariais (Grajew, 2001). Atualmente, a intervenção dos diversos atores sociais exige das organizações uma nova postura, apoiada em valores éticos que promovam o desenvolvimento sustentável da sociedade como um todo. A questão da responsabilidade social vai, portanto, além da postura legal da empresa, filantrópica ou do apoio a comunidade. Significa mudança de atitude, numa perspectiva de gestão empresarial com foco na qualidade das relações e na geração de valor para todos. É importante ressaltar que a responsabilidade social é, ainda, um processo em crescimento em vários países do mundo e, principalmente, no Brasil. 9

10 Esse posicionamento socialmente responsável pode ser entendido como fruto das transformações no macro cenário e no cenário organizacional onde o fenômeno da globalização, a hiper competitividade e a incerteza são características centrais. Tem-se hoje, toda uma configuração nova institucional onde entram em jogo diferentes atores, cada qual com suas necessidades e expectativas, exercendo pressões e regulações no mundo dos negócios. Muitas dessas pressões sinalizam para uma expectativa da sociedade civil, de investidores, financiadores e consumidores para que as empresas, como agentes também sociais, levem em conta o impacto de suas atividades no presente e no futuro. Fala-se hoje em investimento socialmente responsável, constituindo-se em estratégia de investimento pela qual investidores, na seleção e na gestão de seus portfólios, consideram o desempenho social, ambiental, ético e práticas de governança corporativa, além do retorno financeiro (Palácios,2009: p.2). -se na lógica da busca por uma maior sustentabilidade corporativa. Conforme coloca Palácios (2009:p.2), a empresa que tem incorporado o desenvolvimento sustentável a sua estratégia de negócio, tem as seguintes características: alem de estar presentes na estratégia as dimensões econômica, social e ambiental, procura quantificar seus custos sociais e ambientais, dá ênfase na inovação, trabalha com princípios éticos e exerce boas práticas de governança corporativa, tem compromisso com transparência exercendo influência junto a competidores, fornecedores e nas comunidades do entorno. 2.3 A ATRAÇÃO E RETENÇÃO DE TALENTOS Acredita-se que, em uma economia globalizada, as mudanças ocorridas no mercado de trabalho, o aquecimento da economia em países como o Brasil, o aumento no número de postos formais de trabalho, a elevação do nível de escolaridade e a crescente qualificação dos profissionais, entre outros fatores, levaram as organizações a uma mudança de cultura e de estratégias. (...) verifica-se que algumas posições recentemente criadas exigem um perfil de profissional ainda raro no mercado de trabalho. Nesses casos, a oferta de trabalho pode ser até mesmo superior ao número de profissionais que se candidatam às vagas. (FGV, 2009: p.67). Mais do que altos níveis de remuneração, os profissionais da atualidade buscam a realização pessoal, a felicidade de trabalhar em uma organização capaz de promover um bom clima organizacional onde o indivíduo possa colocar em prática sua criatividade, suas 10

11 competências operacionais contribuindo com seus valores para a manutenção de uma imagem organizacional positiva que gere orgulho em seus colaboradores. Pesquisas brasileiras que estudam os fatores de atração e retenção no trabalho demonstram que a imagem da empresa no mercado, a oferta de desafios, as perspectivas de crescimento, a liberdade de ação e um clima organizacional favorável despertam mais o interesse dos profissionais do que a remuneração. (FGV, 2009: p.68). Essas mudanças de comportamento do mercado e da cultura organizacional demonstra que nos dias atuais não somente as empresas possuem o poder de escolher seus funcionários, mas em se tratando de mão de obra qualificada e inteligente, estes se posicionam de forma crítica buscando identificação pessoal na organização em que almejam fazer parte do quadro de funcionários. Parte-se da premissa de que não são apenas as organizações que escolhem os melhores profissionais, estes também escolhem as organizações que apresentam propostas atrativas... As organizações que desejam atrair profissionais competentes devem cuidar de suas imagens. A forma como exercem a responsabilidade social com os diversos grupos empregados, comunidade e sociedade influenciam os conceitos que terão para os candidatos em potencial. (FGV, 2009: p.68). Essa nova postura dos profissionais qualificados, frente a um mercado de trabalho com inúmeras possibilidades de recolocação, fruto de uma economia aquecida e de uma radical mudança de paradigmas e valores sociais, valores esses que buscam desenvolvimento, porém também buscam sustentabilidade, crescimento econômico em harmonia com a realização pessoal, bem estar e qualidade de vida, levaram as organizações a pensar estrategicamente a atração e retenção de seus talentos não mais subestimando a análise crítica de seus colaboradores e sim alinhando os objetivos da empresa as expectativas dos indivíduos que desejam contratar e fidelizar. As empresas: Precisam definir claramente suas demandas de pessoal, requisitos básicos e perfis de competência, buscando a proatividade no levantamento dessas necessidades e obtendo maior tempo para planejar estratégias eficazes de atração. O levantamento de informações para conhecer a oferta de profissionais no mercado de trabalho, seus hábitos e interesses, bem como as propostas oferecidas pelos concorrentes são caminhos efetivos para o sucesso da atração de profissionais competentes. (FGV, 2009: p.68). Com a globalização e o aquecimento dos mercados, os profissionais estão cada vez mais qualificados e a disputa por essa mão de obra tornou-se uma tarefa difícil para que a 11

12 área de recursos humanos consiga reter e administrar o quadro de funcionários/colaboradores das empresas. Adotar políticas de benefícios atraentes, reconhecimento, treinamento e desenvolvimento, começam a ser objetivos das organizações na busca de proporcionar aos seus colaboradores um ambiente com clima organizacional capaz de garantir aos profissionais vontade de permanecer e crescer neste ambiente organizacional, principalmente no que diz respeito ao surgimento de uma nova geração que se insere no mercado. Essa nova geração, também conhecida como geração Y, possui características diferenciadas, e muitas vezes excelentes salários e volumosos benefícios não significam garantia de que este profissional está motivado e permanecerá em uma organização por muito tempo. Esta nova geração é altamente voltada para qualidade de vida e para reter este grupo em uma organização, as áreas de recursos humanos e outros departamentos deverão estar em sintonia, pois precisarão inovar as estruturas corporativas para atender os objetivos propostos, alinhando à satisfação dos funcionários e uma dessas inovações são as ações socialmente responsáveis adotadas como estratégia corporativa. Como já ressaltado, a literatura vem apontando para os ganhos de atração e retenção de talentos a partir da adoção de uma postura socialmente responsável. Autores como McIntosh et al (2001) e Grayson e Hodges (2002) referem que a RSC é fator importante para a atração e retenção de talentos na empresa, bem como pode permitir melhorias de imagem da empresa, o aumento de vendas, o acesso a capital, o gerenciamento de riscos e o acesso a mercados, favorecendo, desta forma, o fortalecimento dos negócios especialmente quando assumida pelas empresas como estratégia empresarial.(garay, 2006: p.05). Atualmente as organizações estão convencidas, ou em processo de convencimento, de que atrair e reter talentos vai muito além de pagar os melhores salários do mercado, pois pesquisas neste sentido comprovam o fato de que salário não é apontado como o principal motivo para as pessoas decidirem mudar de emprego, e pior do que isto é constatar que alguns colaboradores na verdade não se desligam da organização e sim de seus gestores. O grande desafio das empresas é alinhar os seus objetivos à crescente demanda por um clima organizacional onde trabalho seja sinônimo de satisfação e realização pessoal e profissional. 3. MÉTODO DA PESQUISA 3.1. Tipo de pesquisa 12

13 Neste projeto que busca a compreensão e análise da Responsabilidade Social como fator de atração e retenção de talentos nas organizações, optou-se pela pesquisa qualitativa. Segundo Minayo (2007, p. 25) a pesquisa qualitativa pode ser dividida em 3 etapas que são: a fase exploratória, o trabalho de campo e a análise e tratamento do material empírico e documental. A pesquisa qualitativa aprofunda a análise a partir da opinião, conceitos, modo de se expressar e do convívio social do pesquisado, o que possibilita ao pesquisador a visão do objeto de estudo visto por dentro, utilizando-se para atingir este objetivo da teoria científica. A pesquisa qualitativa não se limita a um ponto final ao problema apresentado e estudado, ao contrário, ao produzir sua análise o pesquisador levantará outras indagações, indagações estas que levarão a continuidade do trabalho ora apresentado, propiciando futuramente um aprofundamento da pesquisa inicial. Este tipo de pesquisa não fica presa a quantidade de entrevistados para a elaboração da pesquisa e sim, está vinculada a qualidade, como dito anteriormente, as impressões pessoais, aos códigos sociais construídos e a forma de inserção do sujeito respondente na sociedade e como se dão suas relações familiares, de trabalho e sociais. 3.2 Instrumento/procedimento O tipo de instrumento escolhido para a realização da pesquisa foi à entrevista estruturada, que de acordo com Gil: A entrevista estruturada desenvolve-se a partir de uma relação fixa de perguntas, cuja ordem e redação permanece invariável para todos os entrevistados, que geralmente são em grande número. Por possibilitar o tratamento quantitativo dos dados, este tipo de entrevista torna-se o mais adequado para o desenvolvimento de levantamentos sociais. (Gil, 2007: p.121). O procedimento adotado para a coleta de dados foi a aplicação dos questionários não exigindo dos entrevistados identificação para que assim pudessem expressar com total liberdade suas opiniões, críticas e sentimentos com relação ao tema proposto na entrevista. Os questionários aplicados foram elaborados seguindo a Escala de Likert que permite aos entrevistados especificar seu nível de concordância ou discordância diante de uma afirmação. Segundo Gil, a construção deste tipo de escala segue os seguintes passos: a) Recolhe-se grande número de enunciados que manifestam opinião ou atitude acerca do problema a ser estudado. 13

14 b) Pede-se a certo número de pessoas que manifestem sua concordância ou discordância em relação a cada um dos enunciados, segundo a graduação: concorda muito (1), concorda um pouco (2), indeciso (3), discorda um pouco (4), discorda muito (5). c) Procede-se à avaliação dos vários itens, de modo que uma resposta que indica a atitude mais favorável recebe o valor mais alto e a menos favorável o mais baixo. d) Calcula-se o resultado total de cada indivíduo pela soma dos itens. e) Analisam-se as respostas para verificar quais os itens que discriminam mais claramente entre os que obtêm resultados elevados e os que obtêm resultados baixos na escala total... (Gil, 2007: p.146). A análise de dados se baseará em uma análise de conteúdo. Esta análise irá partir de 03 (três) eixos: Eixo I Perfil dos entrevistados; Eixo II Percepção da RSC; Eixo III RSC como fator de Atração e Retenção de talentos. Em anexo encontram-se descritas, em questionário, as perguntas utilizadas para levantamento de dados da pesquisa. 3.3 O trabalho de Campo O trabalho de campo iniciou-se com a apresentação dos objetivos da pesquisa e do questionário de levantamentos de dados ao gestor da empresa A. A participação da autora em reuniões sindicais propiciou o diálogo com o setor de RH da empresa B que confirmou para a pesquisadora o desafio de reter talentos no segmento call Center vivenciado tanto pela empresa A como pela empresa B. Nesses encontros foi apresentada a Gerente de RH da empresa B a proposta da pesquisa. Posteriormente foi enviado para o setor de RH da empresa B o questionário de levantamento dos dados da pesquisa para que fossem aplicados aos operadores de telemarketing.a pesquisa proposta foi acolhida com interesse pelos gestores de RH das organizações A e B, tendo em vista a contribuição que pode vir a propiciar para as estratégias da organização na atração e retenção de seus talentos e na aplicação prática de sua RSC. Foram disponibilizados às empresas A e B um total de 100 (cem) questionários e foram entregues respondidos ao pesquisador um total de 60 questionários. 14

15 4. ANÁLISE DOS RESULTADOS 4.1 Perfil Etário dos Entrevistados Na empresa A verificamos que 37% dos entrevistados encontram-se na faixa etária de 36 a 45 anos e 33% entre 26 e 35 anos. Somando-se as porcentagens 70% dos entrevistados da empresa A apresentam idade entre 26 e 45 anos. Já na empresa B 44% dos entrevistados possuem entre 26 e 35 anos e 33% entre 18 e 25 anos, ou seja 77% dos entrevistados encontram-se na faixa etária entre 18 e 35 anos. Os gráficos abaixo nos demonstram, por amostragem, que a empresa B possuí um maior número de operadores de call Center em situação de 1º emprego. 4.2 Nível de Escolaridade Com relação ao nível de escolaridade dos operadores de call Center das empresas A e B podemos afirmar que 84% dos entrevistados da empresa A possuem o ensino médio e 10% o ensino fundamental. Na empresa B 50% possuem o ensino médio e 40% possuem nível superior. O levantamento nos indica que o nível de escolaridade dos colaboradores da empresa B é superior ao da empresa A. 4.3 Nível Salarial Os gráficos 07 e 08 nos apontam que os salários pagos pela empresa A são menores que os pagos pela empresa B. Na empresa A 57% dos entrevistados recebem a média de um salário mínimo, R$ 622,00 (Seiscentos e vinte e dois reais) e 30% recebem a média de dois salários mínimos, R$ 1.250,00( Hum mil duzentos e cinquenta reais). Na empresa B 37% recebem R$ 622,00 (Seiscentos e vinte e dois reais) e 37% recebem R$ 1.250,00 (Hum mil duzentos e cinquenta reais). Nos chama a atenção o fato de 23% dos colaboradores da empresa B receberem salários acima de R$ 1.866,00 (Hum mil oitocentos e sessenta e seis reais). O fato da empresa B possuir um nível de escolaridade de seus funcionários superior aos da empresa A pode ser um indicador da causa dos salários pagos aos operadores de call Center serem em média superiores aos pagos na empresa A. 4.4 Percepção da Responsabilidade Social Os dados levantados apontam que 94% dos operadores entrevistados na empresa A responderam saber o que é responsabilidade social, apenas 3% não sabem avaliar. 15

16 Na empresa B 88% dos entrevistados afirmam ter conhecimento do que seja responsabilidade social e 13% não sabem avaliar seu nível de conhecimento sobre o tema e 3% responderam que não tem conhecimento do que seja responsabilidade social. Apesar do tema Responsabilidade Social ser tão debatido nos dias atuais, ainda assim alguns indivíduos não sabem exatamente do que se trata ou, melhor dizendo, o que exatamente significa ser socialmente responsável seja no âmbito social seja no âmbito empresarial. Os números levantados indicam que mesmo, em sua maioria, tendo os entrevistados respondido positivamente a afirmação de conhecimento do que seja Responsabilidade Social, caberia aos gestores das empresas encontrar um instrumento capaz de melhor informar aos seus colaboradores sobre o assunto. Todas as organizações precisam ter bem claro, para si e para seus empregados, o conceito de Responsabilidade Social, buscando ter consciência sobre os reais efeitos de sua atividade na sociedade e no meio ambiente...(levek, 2002: p.17). 4.5 Responsabilidade Social Corporativa Ao serem questionados sobre a configuração da empresa em que trabalham ser socialmente responsável, 77% dos entrevistados da empresa A responderam positivamente, 20 % negativamente e 3% não sabem avaliar. Na empresa B 67% responderam positivamente, ou seja que a empresa é socialmente responsável e 30% avaliaram negativamente e 3% não souberam avaliar. Os dados levantados indicam que os esforços das duas empresas em divulgar suas ações socialmente responsáveis tem sido bem absorvidas por seus colaboradores entretanto, faz-se necessário a criação de estratégias de divulgação bem como uma avaliação nas ações p0ropostas pela empresa no âmbito da responsabilidade social, pois somados os números percentuais dos entrevistados que responderam negativamente nas empresas A e B chegamos a um total de 50% dos colaboradores que não reconhecem a empresa como socialmente responsável. 4.6 A divulgação das Ações de Responsabilidade Social Corporativa Quando a pergunta é referente a divulgação da empresa de suas ações de responsabilidade social 63% dos entrevistados da empresa A responderam positivamente enquanto 30% se posicionaram negativamente. Na empresa B 56% responderam positivamente, 33% negativamente e 10% não souberam avaliar. 16

17 Os números evidenciam a necessidade, como posto no item anterior, de se buscar estratégias de endomarketing visando uma melhor comunicação entre gestores e colaboradores para que seja atingida a transparência necessária no intuito de tornar o colaborador um parceiro atuante nas ações propostas pela empresa. A divulgação de suas ações sociais corporativas agrega valor não só a imagem da empresa, mas também a seus produtos, enraizando na cultura organizacional seu posicionamento frente às demandas sociais. (...) o verdadeiro marketing social atua fundamentalmente na comunicação com os funcionários e seus familiares, com ações que visam aumentar comprovadamente o seu bem-estar social e o da comunidade. Essas ações de médio e longo prazos garantem sustentabilidade, cidadania, solidariedade e coesão social (...) a empresa ganha produtividade, credibilidade, respeito, visibilidade e, sobretudo, vendas maiores.(melo, Froes, Apud Levek, 2002: p.21). 4.7 Responsabilidade Social Corporativa como Fator de Atração de Talentos Ao serem perguntados sobre o fato de uma empresa ser socialmente responsável representar um fator de atração para que façam parte de seu quadro de funcionários, 80% dos entrevistados da empresa A responderam positivamente e 20% negativamente. Na empresa B 80% responderam positivamente a afirmação e também 20% sinalizou negativamente. Vale ressaltar que em ambas as organizações 0% responderam não saber avaliar. Analisando os números em ambas as organizações percebem-se o nível de importância dado a imagem de uma empresa socialmente responsável uma vez que representa, hipoteticamente, se tratar de uma empresa que busca o bem estar de seus colaboradores, familiares, clientes e comunidade. Os resultados estatísticos demonstram que empresas socialmente responsáveis se configuram como empresas em que os profissionais querem trabalhar, pois a imagem destas está atrelada aos objetivos da sociedade como um todo independente de sua área de atuação no âmbito social criando valor a sua imagem e produtos. 4.8 Responsabilidade Social como Fator de Retenção de Talentos Com relação ao fato de uma empresa socialmente responsável influenciar os funcionários em sua permanência no quadro efetivo da empresa, se caracterizando como um fator de retenção de talentos dos entrevistados na empresa A 73% responderam positivamente a afirmação e 27% negativamente.na empresa B 80% responderam positivamente e 20% negativamente a afirmação. 17

18 Como na pergunta anterior os altos índices percentuais positivos a afirmação demonstram que a RSC é vista também pelos profissionais como fator de retenção de talentos nas organizações sendo a retenção de talentos um dos maiores desafios das empresas na atualidade. No sentido de demonstrar algumas vantagens conseguidas por empresas que investem em ações sociais Ashley ET AL. (2002) citam uma pesquisa realizada pela IBM, onde 75% dos profissionais entrevistados afirmaram que uma empresa com responsabilidade social e um plano de trabalho voluntário atrai e retém talentos. E outra pesquisa feita pela You & Company com aproximadamente 2000 alunos de MBA, constatou que 83% dos que procuravam por empregos afirmaram que escolheriam a oferta da empresa que demonstrasse maior Responsabilidade Social, e 50% deles mencionaram preferir trabalhar em companhias éticas mesmo com salários menores. (Levek, 2002: p.20). 4.9 Nível de Importância em Trabalhar em Empresa Socialmente Responsável Quanto ao nível de importância em se trabalhar em uma organização socialmente responsável na empresa A 93% responderam positivamente a afirmação e somente 7% negativamente. Na empresa B 86% responderam positivamente e 14% negativamente. Os índices percentuais demonstram o quanto a posição da empresa como socialmente responsável agrega valor a sua imagem tornando importante para o colaborador fazer parte de suas equipes de trabalho, pois promove reconhecimento, auto-estima e orgulho nos profissionais. Esses fatores promovem o desenvolvimento dos profissionais na organização com um alto índice de co-responsabilidade nos projetos idealizados pelas empresas fomentando o engajamento, comprometimento e um bom clima organizacional. (...) a prática da cidadania empresarial poderia trazer, à empresa promotora, ganhos substanciais, tais como: Valor agregado à sua imagem; Desenvolvimento de lideranças mais conscientes e socialmente responsáveis; Melhoria do clima organizacional e da satisfação e motivação decorrentes de aumento de auto-estima; Reconhecimento e orgulho pela participação em projetos sociais, entre outras vantagens. (Ashhley, 2000: p.09) Altos Salários como Fator mais Importante para Reter Talentos 18

19 Esta questão traz os altos índices de salários como fator de mais importância para se trabalhar em uma organização. Com relação a afirmação de que o mais importante é que a empresa pague salários acima do mercado, 60% dos entrevistados na empresa A responderam positivamente e 40% negativamente, vale ressaltar que apenas 13% concordaram com a afirmação totalmente. Na empresa B 64% responderam afirmativamente e 33% sinalizaram negativamente para a afirmação, ressaltamos que apenas 23% dos entrevistados concordaram totalmente com a afirmação. Altos salários continuam sendo um fator importante para os profissionais inseridos no mercado de trabalho, porém pesquisas apontam que não se configuram como o principal fator principalmente para a retenção de talentos. Na atual conjuntura em se tratando da competitividade do mercado as organizações que buscam diferenciação e sustentabilidade precisam pensar estrategicamente formas de oferecerem aos seus talentos salários compatíveis alinhados a oportunidades de desenvolvimento profissional. 5. CONCLUSÕES Os Dados coletados apontam que a Responsabilidade Social Corporativa tem forte influência na Cultura organizacional das empresas e se configura como fator de importância e orgulho capazes de promover a atração e principalmente a retenção de seus talentos. Este tem sido o grande desafio enfrentado pelos setores de gestão de pessoas e mais especificamente pelos setores de Recursos Humanos das organizações. Para atrair e reter seus talentos as empresas precisam ir além do pagar bons salários, pois na atualidade, um bom profissional não se permite continuar laborando em uma empresa que não possua, por exemplo, um bom clima organizacional. Faz-se necessário investir cada vez mais em instrumentos capazes de promover o sentimento de pertencimento e identidade entre a empresa e o funcionário, este último necessita de motivações que vão além da remuneração. A RSC surge dentro deste contexto como uma importante ferramenta capaz de tornar os colaboradores parceiros atuantes nas ações sociais propostas pelas organizações entretanto, a RSC precisa ser transparente e seguir o lema de dentro para fora ou seja, conceber uma organização que seja socialmente responsável, capaz de atuar na comunidade e consequentemente na sociedade mas, com política interna não compatível com seu 19

20 discurso politicamente correto e com sua atuação prática no mercado não conseguirá conquistar o respeito de seus colaboradores e muito menos o orgulho em fazer parte de seu quadro efetivo. Outro fator importante é a forma como as organizações divulgam suas ações e sua política de responsabilidade social para o cliente interno, o endomarketing. O referencial teórico sinaliza que a RSC agrega valor a imagem da empresa e também aos seus produtos e serviços, porém para que isso ocorra seus gestores precisam pensar estrategicamente no marketing social e principalmente no endomarketing da organização. Assim sendo, baseando-se nos dados coletados pela pesquisa, conclui-se que a RSC é um fator de atração e retenção de talentos nas organizações, porém se faz necessário que suas ações se pautem pela ética, pela transparência e pelo alinhamento entre discurso e ações práticas. 6.REFERÊNCIAS ALMEIDA, Walnice Maria da Costa de; FAISSAL, Reinaldo; MENDONÇA, Marcia da C. Furtado de; PASSOS, Antônio Eugênio Valverde Mariani. Atração e Seleção de Pessoas. 4.ed. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, AMARAL, Rita Maria Pinto do Amaral. Catadores de Sonhos Recicladores de Ideias: O lixo na construção de uma identidade p. Monografia (Graduação em Serviço Social) Escola de Serviço Social, UNIGRANRIO, Duque de Caxias. ANO novo, velhos desafios. Você RH, São Paulo, n.20, p.28-30, mar/abr ASHLEY, Patricia Almeida. Responsabilidade Social Corporativa e Cidadania Empresarial: Uma Análise Conceitual Comparativa. ENANPAD PUC-RIO, Rio de Janeiro, p.17, set CHITERO, Flaviane Forti. Atração e retenção de talentos. 1.ed. São Paulo: Saraiva, DUARTE, Francisco José Mendes. Construindo o movimento de responsabilidade social empresarial no Brasil: Um estudo de caso sobre o Instituto Ethos p. Dissertação (Mestrado em Política Social)- Universidade Federal Fluminense, Niteroi, Rio de Janeiro. FREIRE, Robson. Responsabilidade Social Corporativa: Evolução da produção científica. IV CONGRESSO NACIONAL DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO: Responsabilidade Socio Ambiental das Organizações Brasileiras, Rio de Janeiro, p.21, ago GARAY, Ângela Beatriz Scheffer. A responsabilidade social corporativa (RSC) como elemento de atração de talentos: Percepção dos alunos destaques do curso de administração. REAd UFRGS, Rio Grande do Sul, p.22, Ed.51, Vol.12, nº3, mai/jun GARCIA, Joana. O negócio do social. 2.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, GIL, Antonio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 5.ed. São Paulo: Atlas,

Pesquisa de Clima tornou-se uma ação estratégica de Gestão de Pessoas

Pesquisa de Clima tornou-se uma ação estratégica de Gestão de Pessoas Pesquisa de Clima tornou-se uma ação estratégica de Gestão de Pessoas Boas propostas são essenciais para que uma gestão tenha êxito, mas para que isso ocorra é fundamental que os dirigentes organizacionais

Leia mais

4. Tendências em Gestão de Pessoas

4. Tendências em Gestão de Pessoas 4. Tendências em Gestão de Pessoas Em 2012, Gerenciar Talentos continuará sendo uma das prioridades da maioria das empresas. Mudanças nas estratégias, necessidades de novas competências, pressões nos custos

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PROCESSO EMPRESARIAL: UMA ESTRATÉGIA NA INTEGRAÇÃO DAS AÇÕES DE SUSTENTABILIDADE

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PROCESSO EMPRESARIAL: UMA ESTRATÉGIA NA INTEGRAÇÃO DAS AÇÕES DE SUSTENTABILIDADE Revista Ceciliana Jun 5(1): 1-6, 2013 ISSN 2175-7224 - 2013/2014 - Universidade Santa Cecília Disponível online em http://www.unisanta.br/revistaceciliana EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PROCESSO EMPRESARIAL: UMA

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIAL

RESPONSABILIDADE SOCIAL RESPONSABILIDADE SOCIAL Universidade de Brasília Faculdade de Ciência da Informação Profa. Lillian Alvares TODO COMPORTAMENTO TEM SUAS RAZÕES. A ÉTICA É SIMPLESMENTE A RAZÃO MAIOR DAVID HUME DEFINIÇÕES

Leia mais

DELOITE TOUCHE TOHMATSU Código PO-SIGA POLITICA CORPORATIVA Revisão 02

DELOITE TOUCHE TOHMATSU Código PO-SIGA POLITICA CORPORATIVA Revisão 02 Pagina 1/6 ÍNDICE 1. OBJETIVO...3 2. ABRANGÊNCIA / APLICAÇÃO...3 3. REFERÊNCIAS...3 4. DEFINIÇÕES...3 5. DIRETRIZES E RESPONSABILIDADES...4 5.1 POLITICAS...4 5.2 COMPROMISSOS...4 5.3 RESPONSABILIDADES...5

Leia mais

Endomarketing: um estudo de caso em uma agência de uma instituição financeira de Bambuí- MG

Endomarketing: um estudo de caso em uma agência de uma instituição financeira de Bambuí- MG Endomarketing: um estudo de caso em uma agência de uma instituição financeira de Bambuí- MG Bruna Jheynice Silva Rodrigues 1 ; Lauriene Teixeira Santos 2 ; Augusto Chaves Martins 3 ; Afonso Régis Sabino

Leia mais

Palavras-chave Ação social, Comunicação, Investimento social privado, Responsabilidade Social

Palavras-chave Ação social, Comunicação, Investimento social privado, Responsabilidade Social Título Desafios na Comunicação da Ação Social Privada 1 Autores Prof. Dr. Paulo Nassar, professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e presidente da ABERJE Associação Brasileira

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIAL E VOLUNTARIADO EMPRESARIAL. A contribuição do trabalho voluntário na Responsabilidade Social

RESPONSABILIDADE SOCIAL E VOLUNTARIADO EMPRESARIAL. A contribuição do trabalho voluntário na Responsabilidade Social RESPONSABILIDADE SOCIAL E VOLUNTARIADO EMPRESARIAL A contribuição do trabalho voluntário na Responsabilidade Social Ana Paula P. Mohr Universidade do Vale do Rio dos Sinos ana.mohr@gerdau.com.br INTRODUÇÃO

Leia mais

Formar LÍDERES e equipes. Atrair e reter TALENTOS. www.grupovalure.com.br

Formar LÍDERES e equipes. Atrair e reter TALENTOS. www.grupovalure.com.br Formar LÍDERES e equipes. Atrair e reter TALENTOS. www.grupovalure.com.br www.grupovalure.com.br Estes são alguns dos grandes desafios da atualidade no mundo profissional e o nosso objetivo é contribuir

Leia mais

01/12/2012 MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL. Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO

01/12/2012 MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL. Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO MEIO AMBIENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL Guarantã do Norte/MT A SOCIEDADE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO TAREFAS ESTRUTURA PESSOAS AMBIENTE TECNOLOGIA ÊNFASE NAS TAREFAS Novos mercados e novos conhecimentos ÊNFASE

Leia mais

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva.

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva. COMPREENDENDO A GESTÃO DE PESSOAS Karina Fernandes de Miranda Helenir Celme Fernandes de Miranda RESUMO: Este artigo apresenta as principais diferenças e semelhanças entre gestão de pessoas e recursos

Leia mais

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS EMPRESAS ELETROBRAS

POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS EMPRESAS ELETROBRAS POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE INTERESSE DAS Versão 2.0 09/02/2015 Sumário 1 Objetivo... 3 1.1 Objetivos Específicos... 3 2 Conceitos... 4 3 Princípios... 5 4 Diretrizes... 5 4.1

Leia mais

A história do Balanço Social

A história do Balanço Social C A P Í T U L O 1 A história do Balanço Social D esde o início do século XX registram-se manifestações a favor de ações sociais por parte de empresas. Contudo, foi somente a partir da década de 1960, nos

Leia mais

PROGRAMA DE ADOÇÃO DE PRINCÍPIOS SOCIOAMBIENTAIS

PROGRAMA DE ADOÇÃO DE PRINCÍPIOS SOCIOAMBIENTAIS A Copagaz A Copagaz, primeira empresa do Grupo Zahran, iniciou suas atividades em 1955 distribuindo uma tonelada de Gás Liquefeito de Petróleo - GLP por dia nos estados de São Paulo, Mato Grosso e Mato

Leia mais

3 Metodologia. 3.1 Tipo de Pesquisa

3 Metodologia. 3.1 Tipo de Pesquisa 3 Metodologia Neste capítulo é descrita a metodologia da presente pesquisa, abordandose o tipo de pesquisa realizada, os critérios para a seleção dos sujeitos, os procedimentos para a coleta, o tratamento

Leia mais

Política de Sustentabilidade

Política de Sustentabilidade Política de Sustentabilidade Sul Mineira 1 Índice Política de Sustentabilidade Unimed Sul Mineira Mas o que é Responsabilidade Social? Premissas Básicas Objetivos da Unimed Sul Mineira Para a Saúde Ambiental

Leia mais

Profa. Cláudia Palladino. Unidade I RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS

Profa. Cláudia Palladino. Unidade I RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS Profa. Cláudia Palladino Unidade I RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS ORGANIZAÇÕES Antes de falarmos sobre RSE Ambiente das empresas: Incertezas Pressões das partes interessadas em: desempenho global que promova

Leia mais

AGENDA. 5ª Edição. Hotel Staybridge. Realização:

AGENDA. 5ª Edição. Hotel Staybridge. Realização: AGENDA 5ª Edição D? 06 de Maio de 2015 Hotel Staybridge Realização: w w w.c o r p b us i n e s s.c o m.b r Patrocínio Gold Patrocínio Bronze Apoio Realização: APRESENTAÇÃO C GESTÃO DE PESSOAS: DESAFIOS

Leia mais

4º Período Ciências Contábeis Aulas 03 e 04 11.02.2014 Semana 2. Contabilidade e Responsabilidade Socioambiental

4º Período Ciências Contábeis Aulas 03 e 04 11.02.2014 Semana 2. Contabilidade e Responsabilidade Socioambiental 4º Período Ciências Contábeis Aulas 03 e 04 11.02.2014 Semana 2 Contabilidade e Responsabilidade Socioambiental 1 RESPONSABILIDADE SOCIAL: conceitos e importância Responsabilidade trata-se do cargo ou

Leia mais

O RH dos sonhos dos CEOs

O RH dos sonhos dos CEOs O RH dos sonhos dos CEOs Expectativas e estratégias da liderança para os Recursos Humanos Presidentes de empresas de todos os portes falaram sobre a importância dos Recursos Humanos para as suas empresas

Leia mais

POLÍTICAS DE GESTÃO PROCESSO DE SUSTENTABILIDADE

POLÍTICAS DE GESTÃO PROCESSO DE SUSTENTABILIDADE POLÍTICAS DE GESTÃO PROCESSO DE SUSTENTABILIDADE 1) OBJETIVOS - Apresentar de forma transparente as diretrizes de sustentabilidade que permeiam a estratégia e a gestão; - Fomentar e apoiar internamente

Leia mais

Objetivo: Nosso negócio:

Objetivo: Nosso negócio: Informações sobre o Programa Nome do Programa Bob s Melhor Idade Início do Programa: 20 de Abril de 2003 Setor responsável: Responsabilidade Social Contato: Vinitius Fernandes Cargo: Coordenador de Responsabilidade

Leia mais

GESTÃO DE PESSOAS E RESPONSABILIDADE SOCIAL: CRIANDO VALOR PARA. Profa. MARIA ELIZABETH PUPE JOHANN

GESTÃO DE PESSOAS E RESPONSABILIDADE SOCIAL: CRIANDO VALOR PARA. Profa. MARIA ELIZABETH PUPE JOHANN GESTÃO DE PESSOAS E RESPONSABILIDADE SOCIAL: CRIANDO VALOR PARA O NEGÓCIO Profa. MARIA ELIZABETH PUPE JOHANN Maio de 2007 LEMBRANDO ESTRATÉGIAS... APARENTE PARADOXO: POR QUE A RICA SOCIEDADE AMERICANA

Leia mais

Associação sem fins lucrativos, fundada em 1998, por um grupo de 11 empresários; 1475 associados: empresas de diferentes setores e portes.

Associação sem fins lucrativos, fundada em 1998, por um grupo de 11 empresários; 1475 associados: empresas de diferentes setores e portes. Instituto Ethos Associação sem fins lucrativos, fundada em 1998, por um grupo de 11 empresários; 1475 associados: empresas de diferentes setores e portes. MISSÃO: Mobilizar, sensibilizar e ajudar as empresas

Leia mais

POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL REDE GAZETA

POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL REDE GAZETA POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL REDE GAZETA Vitória, ES Janeiro 2010. 1ª Revisão Janeiro 2011. 2ª Revisão Janeiro 2012. POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL DA REDE GAZETA IDENTIDADE CORPORATIVA Missão

Leia mais

POLÍTICA CORPORATIVA Código PC.00.001. PRESIDÊNCIA Revisão 00

POLÍTICA CORPORATIVA Código PC.00.001. PRESIDÊNCIA Revisão 00 Páginas 1/8 1. OBJETIVO O Código de Ética é um conjunto de diretrizes e regras de atuação, que define como os empregados e contratados da AQCES devem agir em diferentes situações no que diz respeito à

Leia mais

O Administrador e a Magnitude de sua Contribuição para a Sociedade. O Administrador na Gestão de Pessoas

O Administrador e a Magnitude de sua Contribuição para a Sociedade. O Administrador na Gestão de Pessoas O Administrador e a Magnitude de sua Contribuição para a Sociedade Eficácia e Liderança de Performance O Administrador na Gestão de Pessoas Grupo de Estudos em Administração de Pessoas - GEAPE 27 de novembro

Leia mais

Política do Programa de Voluntariado do Grupo Telefônica

Política do Programa de Voluntariado do Grupo Telefônica Política do Programa de Voluntariado do Grupo Telefônica INTRODUÇÃO O Grupo Telefônica, consciente de seu importante papel na construção de sociedades mais justas e igualitárias, possui um Programa de

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE SECRETARIA EXECUTIVA DOS CONSELHOS

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE SECRETARIA EXECUTIVA DOS CONSELHOS SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE SECRETARIA EXECUTIVA DOS CONSELHOS RESOLUÇÃO Nº xx/xxxx CONSELHO UNIVERSITÁRIO EM dd de mês de aaaa Dispõe sobre a criação

Leia mais

MBA em Gestão de Pessoas

MBA em Gestão de Pessoas REFERÊNCIA EM EDUCAÇÃO EXECUTIVA MBA em Gestão de Pessoas Coordenação Acadêmica: Profª. Dra. Ana Ligia Nunes Finamor A Escola de Negócios de Alagoas. A FAN Faculdade de Administração e Negócios foi fundada

Leia mais

PRS - Programa de Responsabilidade Social do Crea-RS

PRS - Programa de Responsabilidade Social do Crea-RS PRS - Programa de Responsabilidade Social do Crea-RS Gestão de Administração e Finanças Gerência de Desenvolvimento Humano e Responsabilidade Social Junho/2014 Desenvolvimento Sustentável Social Econômico

Leia mais

FACULDADE REDENTOR NUCLEO DE APOIO EMPRESARIAL CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

FACULDADE REDENTOR NUCLEO DE APOIO EMPRESARIAL CURSO DE ADMINISTRAÇÃO FACULDADE REDENTOR NUCLEO DE APOIO EMPRESARIAL CURSO DE ADMINISTRAÇÃO Justificativa: As transformações ocorridas nos últimos anos têm obrigado as organizações a se modificarem constantemente e de forma

Leia mais

O PLANEJAMENTO DE COMUNICAÇÃO COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO

O PLANEJAMENTO DE COMUNICAÇÃO COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO O PLANEJAMENTO DE COMUNICAÇÃO COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO Josiane Corrêa 1 Resumo O mundo dos negócios apresenta-se intensamente competitivo e acirrado. Em diversos setores da economia, observa-se a forte

Leia mais

Promover um ambiente de trabalho inclusivo que ofereça igualdade de oportunidades;

Promover um ambiente de trabalho inclusivo que ofereça igualdade de oportunidades; POLÍTICA DE SUSTENTABILIDADE OBJETIVO Esta Política tem como objetivos: - Apresentar as diretrizes de sustentabilidade que permeiam a estratégia e a gestão; - Fomentar e apoiar internamente as inovações

Leia mais

Líder em consultoria no agronegócio

Líder em consultoria no agronegócio MPRADO COOPERATIVAS mprado.com.br COOPERATIVAS 15 ANOS 70 Consultores 25 Estados 300 cidade s 500 clientes Líder em consultoria no agronegócio 1. Comercial e Marketing 1.1 Neurovendas Objetivo: Entender

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIAL: a solidariedade humana para o desenvolvimento local

RESPONSABILIDADE SOCIAL: a solidariedade humana para o desenvolvimento local RESPONSABILIDADE SOCIAL: a solidariedade humana para o desenvolvimento local 1 Por: Evandro Prestes Guerreiro 1 A questão da Responsabilidade Social se tornou o ponto de partida para o estabelecimento

Leia mais

A RESPONSABILIDADE SOCIAL INTEGRADA ÀS PRÁTICAS DA GESTÃO

A RESPONSABILIDADE SOCIAL INTEGRADA ÀS PRÁTICAS DA GESTÃO A RESPONSABILIDADE SOCIAL INTEGRADA ÀS PRÁTICAS DA GESTÃO O que isto tem a ver com o modelo de gestão da minha Instituição de Ensino? PROF. LÍVIO GIOSA Sócio-Diretor da G, LM Assessoria Empresarial Coordenador

Leia mais

Pesquisa TERCEIRIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO NO BRASIL

Pesquisa TERCEIRIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO NO BRASIL Pesquisa TERCEIRIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO NO BRASIL Data da Pesquisa: Junho 2009 Realização: Pesquisa realizada através do Site www.indicadoresdemanutencao.com.br Divulgação e Colaboração: Divulgação e colaboração

Leia mais

Marketing de Causas Sociais

Marketing de Causas Sociais Marketing de Causas Sociais Denilson Motta denilson.motta@yahoo.com.br AEDB Lúcia Maria Aparecido Vieira lucivie3@hotmail.com UBM Vanderléia Duarte potter_van@yahoo.com.br AEDB Rayanna Mattos Viana rayannamviana@gmail.com

Leia mais

Pesquisa Prazer em Trabalhar 2015

Pesquisa Prazer em Trabalhar 2015 Pesquisa Prazer em Trabalhar 2015 As 15 Melhores Práticas em Gestão de Pessoas no Pará VIII Edição 1 Pesquisa Prazer em Trabalhar Ano VI Parceria Gestor Consultoria e Caderno Negócios Diário do Pará A

Leia mais

CONTABILIDADE SOCIAL: O BALANÇO SOCIAL EVIDENCIANDO A RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS ORGANIZAÇÕES.

CONTABILIDADE SOCIAL: O BALANÇO SOCIAL EVIDENCIANDO A RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS ORGANIZAÇÕES. Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 417 CONTABILIDADE SOCIAL: O BALANÇO SOCIAL EVIDENCIANDO A RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS ORGANIZAÇÕES. Alice da Silva

Leia mais

MELHORES PRÁTICAS DE DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES SOBRE SUSTENTABILIDADE Pronunciamento de Orientação CODIM

MELHORES PRÁTICAS DE DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES SOBRE SUSTENTABILIDADE Pronunciamento de Orientação CODIM MELHORES PRÁTICAS DE DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES SOBRE SUSTENTABILIDADE Pronunciamento de Orientação CODIM COLETIVA DE IMPRENSA Participantes: Relatores: Geraldo Soares IBRI; Haroldo Reginaldo Levy Neto

Leia mais

ENDOMARKETING: Utilização como ferramenta de crescimento organizacional

ENDOMARKETING: Utilização como ferramenta de crescimento organizacional ENDOMARKETING: Utilização como ferramenta de crescimento organizacional Carlos Henrique Cangussu Discente do 3º ano do curso de Administração FITL/AEMS Marcelo da Silva Silvestre Discente do 3º ano do

Leia mais

Mídias sociais nas empresas O relacionamento online com o mercado

Mídias sociais nas empresas O relacionamento online com o mercado Mídias sociais nas empresas O relacionamento online com o mercado Maio de 2010 Conteúdo Introdução...4 Principais conclusões...5 Dados adicionais da pesquisa...14 Nossas ofertas de serviços em mídias sociais...21

Leia mais

PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO EM GESTÃO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL E DESENVOLVIMENTO PETROBRÁS UNIVERSIDADE COORPORATIVA OFICINA2

PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO EM GESTÃO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL E DESENVOLVIMENTO PETROBRÁS UNIVERSIDADE COORPORATIVA OFICINA2 PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO EM GESTÃO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL E DESENVOLVIMENTO PETROBRÁS UNIVERSIDADE COORPORATIVA OFICINA2 ESTRATÉGIAS E INSTRUMENTOS DE RESPONSABILIDADE SOCIAL AMBIENTAL E

Leia mais

Governança Corporativa, Responsabilidade Ambiental e Social. Prof. Wellington

Governança Corporativa, Responsabilidade Ambiental e Social. Prof. Wellington Governança Corporativa, Responsabilidade Ambiental e Social Prof. Wellington APRESENTAÇÃO AULA 1 Wellington Prof de pós-graduação na USJT desde 2003 Sócio diretor da WP projetos e produções Coordenador

Leia mais

O desenvolvimento do Terceiro Setor e a profissionalização

O desenvolvimento do Terceiro Setor e a profissionalização O desenvolvimento do Terceiro Setor e a profissionalização Cristiane dos Santos Schleiniger * Lise Mari Nitsche Ortiz * O Terceiro Setor é o setor da sociedade que emprega aproximadamente 1 milhão de pessoas.

Leia mais

TÍTULO: O CRM NA FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES EM UMA EMPRESA DE MATERIAL PARA CONSTRUÇÃO

TÍTULO: O CRM NA FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES EM UMA EMPRESA DE MATERIAL PARA CONSTRUÇÃO TÍTULO: O CRM NA FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES EM UMA EMPRESA DE MATERIAL PARA CONSTRUÇÃO CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS SUBÁREA: ADMINISTRAÇÃO INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE AURIFLAMA AUTOR(ES):

Leia mais

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey Executivos em todos os níveis consideram que a sustentabilidade tem um papel comercial importante. Porém, quando se trata

Leia mais

Política de Sustentabilidade

Política de Sustentabilidade Seu futuro é o nosso compromisso. O presente documento visa trazer em seu conteúdo o posicionamento do INFRAPREV frente aos desafios propostos e impostos pelo desenvolvimento sustentável. Para formular

Leia mais

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: O CASO DE UMA ESCOLA DO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: O CASO DE UMA ESCOLA DO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: O CASO DE UMA ESCOLA DO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA Angelica Raquel Negrele de Faria (UNICENTRO), Izamara de Oliveira Ferreira (UNICENTRO), Prof. Silvio Roberto Stefano (Orientador),

Leia mais

Já pesquisou alguma coisa sobre a Geração Y? Pois então corra, pois eles já vasculharam tudo para você.

Já pesquisou alguma coisa sobre a Geração Y? Pois então corra, pois eles já vasculharam tudo para você. Já pesquisou alguma coisa sobre a Geração Y? Pois então corra, pois eles já vasculharam tudo para você. A HR Academy e a NextView realizaram uma pesquisa focada em geração y, com executivos de RH das principais

Leia mais

Autor(a): Cicera Aparecida da Silva Coautor(es): Rosana de Fátima Oliveira Pedrosa Email: aparecidasilva@pe.senac.br

Autor(a): Cicera Aparecida da Silva Coautor(es): Rosana de Fátima Oliveira Pedrosa Email: aparecidasilva@pe.senac.br BENEFÍCIOS SOCIAIS: um modelo para retenção de talentos Autor(a): Cicera Aparecida da Silva Coautor(es): Rosana de Fátima Oliveira Pedrosa Email: aparecidasilva@pe.senac.br Introdução Este artigo aborda

Leia mais

A atividade de Relações Públicas como suporte para a gestão socialmente responsável

A atividade de Relações Públicas como suporte para a gestão socialmente responsável A atividade de Relações Públicas como suporte para a gestão socialmente responsável Felipe de Oliveira Fernandes Vivemos em um mundo que está constantemente se modificando. O desenvolvimento de novas tecnologias

Leia mais

INDICADORES ETHOS. De Responsabilidade Social Empresarial Apresentação da Versão 2000

INDICADORES ETHOS. De Responsabilidade Social Empresarial Apresentação da Versão 2000 INDICADORES ETHOS De Responsabilidade Social Empresarial Apresentação da Versão 2000 Instrumento de avaliação e planejamento para empresas que buscam excelência e sustentabilidade em seus negócios Abril/2000

Leia mais

Apoio: BIT Company Franchising Rua Fidêncio Ramos, 223 conj. 131 13º andar Vila Olimpia

Apoio: BIT Company Franchising Rua Fidêncio Ramos, 223 conj. 131 13º andar Vila Olimpia Nome da empresa: BIT Company Data de fundação: Julho de 1993 Número de funcionários: 49 funcionários Localização (cidade e estado em que estão sede e franquias): Sede em São Paulo, com franquias em todo

Leia mais

CÓDIGO DE ÉTICA. Introdução. Código de Ética. Nossos Valores na prática.

CÓDIGO DE ÉTICA. Introdução. Código de Ética. Nossos Valores na prática. CÓDIGO DE ÉTICA Introdução Nossos Valores Artigo 1º Premissa Artigo 2º Objetivos e Valores Artigo 3º Sistema de Controle Interno Artigo 4º Relação com os Stakeholders / Partes Interessadas 4.1 Acionistas

Leia mais

Promotores AEDIN - Associação de Empresas do distrito Industrial de Santa Cruz. FACULDADE MACHADO DE ASSIS CELERA CONSULTORIA E TREINAMENTO LTDA

Promotores AEDIN - Associação de Empresas do distrito Industrial de Santa Cruz. FACULDADE MACHADO DE ASSIS CELERA CONSULTORIA E TREINAMENTO LTDA UNIVERSIDADE COOPERATIVA Promotores AEDIN - Associação de Empresas do distrito Industrial de Santa Cruz. FACULDADE MACHADO DE ASSIS CELERA CONSULTORIA E TREINAMENTO LTDA Educação Empresarial - Treinamento

Leia mais

Pessoas e Negócios em Evolução

Pessoas e Negócios em Evolução Empresa: Atuamos desde 2001 nos diversos segmentos de Gestão de Pessoas, desenvolvendo serviços diferenciados para empresas privadas, associações e cooperativas. Prestamos serviços em mais de 40 cidades

Leia mais

A revolução da excelência

A revolução da excelência A revolução da excelência ciclo 2005 PNQ Foto: Acervo CPFL CPFL Paulista, Petroquímica União, Serasa e Suzano Petroquímica venceram o Prêmio Nacional da Qualidade 2005. A Albras, do Pará, foi finalista.

Leia mais

Instituto Ethos. de Empresas e Responsabilidade Social. Emilio Martos Gerente Executivo de Relacionamento Empresarial

Instituto Ethos. de Empresas e Responsabilidade Social. Emilio Martos Gerente Executivo de Relacionamento Empresarial Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social Emilio Martos Gerente Executivo de Relacionamento Empresarial Missão do Instituto Ethos Mobilizar, sensibilizar e ajudar as empresas a gerir seus negócios

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL NA GESTÃO EMPRESARIAL Aldemar Dias de Almeida Filho Discente do 4º ano do Curso de Ciências Contábeis Faculdades Integradas de Três Lagoas AEMS Élica Cristina da

Leia mais

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO. MBA em Gestão de Pessoas com Ênfase em Estratégias

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO. MBA em Gestão de Pessoas com Ênfase em Estratégias CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO MBA em Gestão de Pessoas com Ênfase em Estratégias Coordenação Acadêmica: Maria Elizabeth Pupe Johann 1 OBJETIVOS: Objetivo Geral: - Promover o desenvolvimento

Leia mais

FATORES DETERMINANTES PARA A FELICIDADE EM AMBIENTE CORPORATIVO

FATORES DETERMINANTES PARA A FELICIDADE EM AMBIENTE CORPORATIVO FATORES DETERMINANTES PARA A FELICIDADE EM AMBIENTE CORPORATIVO AUTORES Caroline C. Bueno Fernando A. Escorsin Fernando Colleoni Filipe F. Baptista Rafael Carvalho ORIENTADOR Luís Roberto Gomes de Assumpção

Leia mais

A Comunicação no Modelo de Excelência da Gestão (MEG) 1

A Comunicação no Modelo de Excelência da Gestão (MEG) 1 A Comunicação no Modelo de Excelência da Gestão (MEG) 1 Narjara Bárbara Xavier Silva 2 Patrícia Morais da Silva 3 Resumo O presente trabalho é resultado do Projeto de Extensão da Universidade Federal da

Leia mais

25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1

25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 RECURSOS HUMANOS EM UMA ORGANIZAÇÃO HOSPITALAR COM PERSPECTIVA DE DESENVOLVIVENTO DO CLIMA ORGANIZACONAL: O CASO DO HOSPITAL WILSON ROSADO EM MOSSORÓ RN

Leia mais

Carta de Adesão à Iniciativa Empresarial e aos 10 Compromissos da Empresa com a Promoção da Igualdade Racial - 1

Carta de Adesão à Iniciativa Empresarial e aos 10 Compromissos da Empresa com a Promoção da Igualdade Racial - 1 Carta de Adesão à Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial e à sua agenda de trabalho expressa nos 10 Compromissos da Empresa com a Promoção da Igualdade Racial 1. Considerando que a promoção da igualdade

Leia mais

GESTÃO DE PESSOAS E PRODUTIVIDADE

GESTÃO DE PESSOAS E PRODUTIVIDADE GESTÃO DE PESSOAS E PRODUTIVIDADE 2 Download da Apresentação www.gptw.com.br publicações e eventos palestras Great Place to Work - Missão 3 Construindo um Excelente Ambiente de Trabalho 4 1 2 3 4 O que

Leia mais

APOSTILA DE FILOSOFIA E ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES

APOSTILA DE FILOSOFIA E ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES APOSTILA DE FILOSOFIA E ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES 2º. Bimestre Capítulos: I Ética: noções e conceitos básicos II Processo de Decisão Ética III - Responsabilidade Social Apostila elaborada pela Profa. Ana

Leia mais

6 Considerações Finais

6 Considerações Finais 6 Considerações Finais Este capítulo apresenta as conclusões deste estudo, as recomendações gerenciais e as recomendações para futuras pesquisas, buscadas a partir da análise dos casos das empresas A e

Leia mais

Sustentabilidade nos Negócios

Sustentabilidade nos Negócios Sustentabilidade nos Negócios Apresentação O programa Gestão Estratégica para a Sustentabilidade foi oferecido pelo Uniethos por nove anos. Neste período os temas ligados à sustentabilidade começam a provocar

Leia mais

A Importância do CRM nas Grandes Organizações Brasileiras

A Importância do CRM nas Grandes Organizações Brasileiras A Importância do CRM nas Grandes Organizações Brasileiras Por Marcelo Bandeira Leite Santos 13/07/2009 Resumo: Este artigo tem como tema o Customer Relationship Management (CRM) e sua importância como

Leia mais

A importância dos. RECURSOS HUMANOS na empresa moderna

A importância dos. RECURSOS HUMANOS na empresa moderna A importância dos RECURSOS HUMANOS na empresa moderna Organizações: cenário atual Empresas vêm passando por impactos revolucionários: Dimensão globalizada Aumento da competitividade Mudanças constantes

Leia mais

Planejamento de Recursos Humanos

Planejamento de Recursos Humanos UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA Faculdade de Filosofia e Ciências Câmpus de Marília Departamento de Ciência da Informação Planejamento de Recursos Humanos Profa. Marta Valentim Marília 2014 As organizações

Leia mais

Voluntariado Empresarial

Voluntariado Empresarial Voluntariado Empresarial Agenda 09:00-09:10 Abertura e Introdução ao tema Voluntariado Empresarial 09:10 09:30 Jogo de Palavras conceito trabalho em grupos 09:30 10:15 Apresentação dos grupos e síntese

Leia mais

Roteiro para orientar o investimento social privado na comunidade 1

Roteiro para orientar o investimento social privado na comunidade 1 Roteiro para orientar o investimento social privado na comunidade 1 O IDIS Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social é uma organização da sociedade civil de interesse público, que tem como

Leia mais

XVII Semana do Administrador do Sudoeste da BahiaISSN: 2358-6397 O Administrador da Contemporaneidade: desafios e perspectivas

XVII Semana do Administrador do Sudoeste da BahiaISSN: 2358-6397 O Administrador da Contemporaneidade: desafios e perspectivas A influência do endomarketing para a melhoria do ambiente organizacional: case faculdade Guanambi. Autoria: Fabrício Lopes Rodrigues 1 e Rogério Santos Marques 2 1 UNEB, E-mail: fabriciolopesr@hotmail.com

Leia mais

Mostra de Projetos 2011. Projeto de Implantação e Implementação da Responsabilidade Socioambiental na Indústria

Mostra de Projetos 2011. Projeto de Implantação e Implementação da Responsabilidade Socioambiental na Indústria Mostra de Projetos 2011 Projeto de Implantação e Implementação da Responsabilidade Socioambiental na Indústria Mostra Local de: Umuarama Categoria do projeto: I - Projetos em implantação, com resultados

Leia mais

O Fórum Económico de Marvila

O Fórum Económico de Marvila Agenda O Fórum Económico de Marvila A iniciativa Cidadania e voluntariado: um desafio para Marvila A Sair da Casca O voluntariado empresarial e as políticas de envolvimento com a comunidade Tipos de voluntariado

Leia mais

Resultados da Pesquisa IDIS de Investimento Social na Comunidade 2004

Resultados da Pesquisa IDIS de Investimento Social na Comunidade 2004 Resultados da Pesquisa IDIS de Investimento Social na Comunidade 2004 Por Zilda Knoploch, presidente da Enfoque Pesquisa de Marketing Este material foi elaborado pela Enfoque Pesquisa de Marketing, empresa

Leia mais

Política de Comunicação do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) - PCS

Política de Comunicação do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) - PCS Política de Comunicação do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) - PCS POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO DO SERVIÇO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS (SERPRO) - PCS A Política de Comunicação do Serviço

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIAL NO CENÁRIO EMPRESARIAL ¹ JACKSON SANTOS ²

RESPONSABILIDADE SOCIAL NO CENÁRIO EMPRESARIAL ¹ JACKSON SANTOS ² RESPONSABILIDADE SOCIAL NO CENÁRIO EMPRESARIAL ¹ JACKSON SANTOS ² A Responsabilidade Social tem sido considerada, entre muitos autores, como tema de relevância crescente na formulação de estratégias empresarias

Leia mais

Responsabilidade Social

Responsabilidade Social Responsabilidade Social Desafios à Gestão Universitária Prof. Dr. Adolfo Ignacio Calderón Coordenador do Núcleo de Pesquisas em Ciências Sociais Aplicadas da UMC, membro do comitê científico do Fórum de

Leia mais

Núcleo de Pós Graduação Pitágoras Partes Iniciais ou Elementos Pré- Textuais

Núcleo de Pós Graduação Pitágoras Partes Iniciais ou Elementos Pré- Textuais Núcleo de Pós Graduação Pitágoras Partes Iniciais ou Elementos Pré- Textuais Disciplina: Orientação de Conclusão de Curso Professor: Fernando Zaidan PROJETO - Elaboração de um projeto é de grande importância

Leia mais

PESQUISA DE CLIMA MOTIVACIONAL

PESQUISA DE CLIMA MOTIVACIONAL PESQUISA DE CLIMA MOTIVACIONAL Relatório e Análise 2005 Introdução: ``Para que a Construtora Mello Azevedo atinja seus objetivos é necessário que a equipe tenha uma atitude vencedora, busque sempre resultados

Leia mais

Capítulo 19 - RESUMO

Capítulo 19 - RESUMO Capítulo 19 - RESUMO Considerado como sendo um dos principais teóricos da área de marketing, Philip Kotler vem abordando assuntos referentes a esse fenômeno americano chamado marketing social, desde a

Leia mais

UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES CENTRO DE PÓS-GRADUAÇÃO. Sumário I) OBJETIVO 02. 1) Público alvo 02. 2) Metodologia 02. 3) Monografia / Trabalho final 02

UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES CENTRO DE PÓS-GRADUAÇÃO. Sumário I) OBJETIVO 02. 1) Público alvo 02. 2) Metodologia 02. 3) Monografia / Trabalho final 02 Sumário Pág. I) OBJETIVO 02 II) ESTRUTURA DO CURSO 1) Público alvo 02 2) Metodologia 02 3) Monografia / Trabalho final 02 4) Avaliação da aprendizagem 03 5) Dias e horários de aula 03 6) Distribuição de

Leia mais

Empresa Júnior como espaço de aprendizagem: uma análise da integração teoria/prática. Comunicação Oral Relato de Experiência

Empresa Júnior como espaço de aprendizagem: uma análise da integração teoria/prática. Comunicação Oral Relato de Experiência Empresa Júnior como espaço de aprendizagem: uma análise da integração teoria/prática Elisabete Ap. Zambelo e-mail: elisabete.zambelo@usc.br Daniel Freire e Almeida e-mail: daniel.almeida@usc.br Verônica

Leia mais

Pesquisa Semesp 2009. Índice de Imagem e Reputação

Pesquisa Semesp 2009. Índice de Imagem e Reputação Pesquisa Semesp 2009 Índice de Imagem e Reputação Uma ferramenta estratégica para a qualidade de mercado Desvendar qual é a real percepção de seus públicos estratégicos com relação à atuação das instituições

Leia mais

XXXII Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Farmacêutica

XXXII Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Farmacêutica XXXII Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Farmacêutica Mesa-Redonda: Responsabilidade Social Empresarial 23-24 de Novembro de 2006 Mário Páscoa (Wyeth/ Painel Febrafarma) E-mail: pascoam@hotmail.com

Leia mais

Aquecimento para o 3º Seminário Internacional de BPM

Aquecimento para o 3º Seminário Internacional de BPM Aquecimento para o 3º Seminário Internacional de BPM É COM GRANDE PRAZER QUE GOSTARÍAMOS DE OFICIALIZAR A PARTICIPAÇÃO DE PAUL HARMON NO 3º SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE BPM!! No ano passado discutimos Gestão

Leia mais

A contribuição da comunicação interna na construção e

A contribuição da comunicação interna na construção e A contribuição da comunicação interna na construção e fortalecimento da imagem corporativa O QUE É IMAGEM CORPORATIVA? Para fazer uma comunicação interna que fortaleça a Imagem Corporativa é preciso entender

Leia mais

TERMO DE REFERÊNCIA (TR) GAUD 4.6.8 01 VAGA

TERMO DE REFERÊNCIA (TR) GAUD 4.6.8 01 VAGA INSTITUTO INTERAMERICANO DE COOPERAÇÃO PARA A AGRICULTURA TERMO DE REFERÊNCIA (TR) GAUD 4.6.8 01 VAGA 1 IDENTIFICAÇÃO DA CONSULTORIA Contratação de consultoria pessoa física para serviços de preparação

Leia mais

DIRETRIZES PARA UM FORNECIMENTO SUSTENTÁVEL

DIRETRIZES PARA UM FORNECIMENTO SUSTENTÁVEL DIRETRIZES PARA UM FORNECIMENTO SUSTENTÁVEL APRESENTAÇÃO A White Martins representa na América do Sul a Praxair, uma das maiores companhias de gases industriais e medicinais do mundo, com operações em

Leia mais

IV Encontro Nacional de Escolas de Servidores e Gestores de Pessoas do Poder Judiciário Rio de Janeiro set/2012

IV Encontro Nacional de Escolas de Servidores e Gestores de Pessoas do Poder Judiciário Rio de Janeiro set/2012 IV Encontro Nacional de Escolas de Servidores e Gestores de Pessoas do Poder Judiciário Rio de Janeiro set/2012 Rosely Vieira Consultora Organizacional Mestranda em Adm. Pública Presidente do FECJUS Educação

Leia mais

Gerenciamento Estratégico e EHS Uma parceria que dá certo

Gerenciamento Estratégico e EHS Uma parceria que dá certo Gerenciamento Estratégico e EHS Uma parceria que dá certo INTRODUÇÃO O Balanced Scorecard (BSC) é uma metodologia desenvolvida para traduzir, em termos operacionais, a Visão e a Estratégia das organizações

Leia mais

Competitividade e Resultados: conseqüência do alinhamento de estratégia, cultura e competências.

Competitividade e Resultados: conseqüência do alinhamento de estratégia, cultura e competências. 1 Programa Liderar O Grupo Solvi é um conglomerado de 30 empresas que atua nas áreas de saneamento, valorização energética e resíduos. Como alicerce primordial de seu crescimento encontrase o desenvolvimento

Leia mais

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL Curso: Tecnologia Social e Educação: para além dos muros da escola Resumo da experiência de Avaliação do Programa "Apoio

Leia mais

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU (ESPECIALIZAÇÃO) MBA em Gestão de Pessoas Coordenação Acadêmica: Drª. Ana Maria Viegas Reis

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU (ESPECIALIZAÇÃO) MBA em Gestão de Pessoas Coordenação Acadêmica: Drª. Ana Maria Viegas Reis CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU (ESPECIALIZAÇÃO) MBA em Gestão de Pessoas Coordenação Acadêmica: Drª. Ana Maria Viegas Reis APRESENTAÇÃO A FGV é uma instituição privada sem fins lucrativos, fundada em

Leia mais

O que é ser um RH estratégico

O que é ser um RH estratégico O que é ser um RH estratégico O RH é estratégico quando percebido como essencial nas decisões estratégicas para a empresa. Enquanto a área de tecnologia das empresas concentra seus investimentos em sistemas

Leia mais