Percurso Avenida 23 de Maio

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Percurso Avenida 23 de Maio"

Transcrição

1 43 Percurso Avenida 23 de Maio Em trânsito pela Avenida 23 de Maio sentido bairro-centro, ao se chegar na alça que dá acesso à Praça João Mendes e possibilidade de retorno / ligação com início da Radial Leste, deparamo-nos com expressivo conjunto de cinco grafites inseridos nos espaços (nichos) entre contrafortes que reforçam um muro de arrimo em alvenaria de tijolo maciço e cintas de concreto inclinado da divisa de fundo de lote situado à Rua Dr. Rodrigo Silva, em nível mais elevado. Uma sequência de imagens de uma forte mulher em amarelo (2010) figura musculosa de gestual firme, um híbrido de masculino e feminino nos atrai o olhar e nos instiga a descobrir a intenção do autor (não identificado). Da esquerda para a direita, vislumbra-se a possibilidade de um quadro-a-quadro do ato de banhar-se dessa mulher recostada no arrimo inclinado, que busca com a mão esquerda a imperceptível água que só se mostra quando do escoamento de águas pluvial e servida acontece através de precária tubulação aparente em direção à estreita calçada. Ela delicadamente deixa os pingos banharem sua cabeça. Depois, de cabeça para baixo tira o excesso de água dos cabelos e, em seguida, mostra-se de frente e de costas como se concluísse e agradecesse pela possibilidade de banhar-se. Talvez inspirado nos banhos dos sem-teto nas poças d água e enxurradas junto às guias. Aparentemente, supõe-se que o artista, em primeiro lugar, inicie os contornos iniciais da imagem com mancha de tinta branca, e a seguir delineia com traços a definição inicial dos elementos da figura. A tinta amarela vai reforçando musculatura e articulações e, finalmente, os traços ou jatos na cor preta finalizam os contornos e define os olhos expressivos, o queixo pronunciado, cabelos e demais detalhes da composição. O muro sujo e esquecido de fundo (campo) não recebe nenhum tratamento além do da superfície ocupada pela imagem, sendo sua história incorporada ao trabalho. A tridimensionalidade é conseguida em cada um dos cinco grafites, por sua interação explícita com a dimensão da arquitetura, em que o desenho sempre se distribui em três planos (fundo e laterais), o que também gera a sensação de movimento do painel como um todo, quando apreciado pelo observador em movimento. Apropria-se da perspectiva da arquitetura. O autor também faz uso desse recurso em sua intervenção em terraço de edifício de três andares na Rua Estela,

2 44 Ligação 23 de Maio / Praça João Mendes - Mulher Amarela, 2010 Imagem Luiz B Telles, 2010

3 Ligação 23 de Maio / Praça João Mendes - Mulher Amarela, 2010 Imagens Luiz B Telles,

4 46 Avenida Moreira Guimarães - Mulher Vermelha, 2009 Imagem Luiz B Telles, 2009 Montagem Jean-Yves Schoumacher

5 47 145, onde a grande figura em vermelho e laranja se distribui pelo teto e por duas paredes contiguas e perpendiculares entre si. Certo efeito de mistério e, ao mesmo tempo, de destaque das imagens posicionadas na parte inferior e mais clara do campo pela maior incidência de luz natural, é evidenciado pelo sombreamento da área superior dos nichos. Essa obra, entretanto, tem visibilidade reduzida, pois enquanto se trafega pela Avenida 23 de Maio, rumo ao centro, não é possível percebê-la, por estar ela mais afastada, em nível mais elevado e por se acomodar aos nichos do arrimo. Mesmo quando trafegamos pela alça da avenida, tendo em vista a velocidade do deslocamento, esse grafite não é facilmente apreendido. Mas o congestionamento, especialmente no acesso à Praça João Mendes, facilita sua percepção pelo indivíduo em trânsito. A paisagem nas proximidades apesar do intenso tráfego da avenida e da presença do viaduto (dispositivos rodoviaristas) é agradável especialmente pelo paisagismo, porém ao focarmos a intervenção do grafite constata-se a acuidade da escolha do suporte degradado e coroado por pichações que, entretanto respeitam a intervenção do artista, o que não aconteceu com a postura de Carlos Adão 56 anos, economista aposentado, ex-bancário e concorrente derrotado a deputado federal pelo PT em 2006 que apesar de ter sido contra intervenções em muros, vem inserindo sua marca (assinatura) pela cidade ao lado ou sobre os trabalhos dos grafiteiros, demonstrando a precariedade de seu sentido de cidadania (www.fotolog. com.br acessado em 30/11/2010). A inserção desse trabalho na paisagem urbana, mesmo com visibilidade, de certa forma reduzida, revela para os que dela se apercebem uma referência simbólica do lugar. Considerando sua remoção, torna-se impossível não se sentir falta de sua presença específica, ou de outra inserção que traga a esse lugar, esquecido e descuidado, uma identidade.

6 48 Avenida Moreira Guimarães - Mulher Vermelha, 2009 Imagens Luiz B Telles, 2009

7 49 O mesmo autor da Mulher Amarela inscreve no Viaduto República Árabe Síria que conecta as avenidas República do Líbano e Indianópolis, uma figura de mulher em vermelho que é vista ao alto e à esquerda, quando se percorre a Avenida Moreira Guimarães, antes da passagem sob o viaduto, sentido bairro / centro. O grafite como algo novo e inusitado no local, mesmo em escala menor, nos desperta a curiosidade de percorrer o olhar pela paisagem e redescobrir o mural de Clovis Graciano ( ) História de Desenvolvimento Paulista, 1969 em cerâmica esmaltada e composto por quatro painéis: A subida da serra, Os bandeirantes, Epopéia do café e A cidade. Esse mural foi encomendado pela Prefeitura de São Paulo para a comemoração dos 415 anos da cidade. Constata-se o diálogo entre a arte oficial e o grafite, ambos tendo a cidade como suporte. A personagem nua carrega uma flor branca em sua mão direita, dentre várias outras colhidas e, ao mesmo tempo que a cheira, a oferece a quem quiser recebê-la. Pela proximidade com a vegetação presente Bela Emília (Plumbago auriculata) branca, pode-se supor que o artista incorporou ao grafite a vegetação próxima e, assim, o personagem como se saísse por trás das plantas oferece às pessoas uma grande Bela Emília. Gesto que suaviza o ritmo e a pressão da vida na cidade grande, tal qual Clovis Graciano em seu último painel retrata São Paulo sem nenhum veículo nas ruas (Avenida Paulista) cidade com edifícios, avenidas, fábricas, mas também com praças, mesmo que sem pessoas. Traços que marcam personalidade forte, porém delicada, a mulher nua e agachada, quase de joelhos, magra, porém musculosa, revela naturalmente seu busto caído e murcho. Seu olhar, meigo e ao mesmo tempo atento, é dirigido a alguém que dela se aproxima pela descida do talude, e nos faz refletir sobre as atitudes e comportamentos descorteses e egoístas dos cidadãos contemporâneos das grandes cidades. O grafite contribui para a identificação do lugar para o sem-teto que lá habita, e que a todo momento que dirige seu olhar à obra, recebe uma flor. A assinatura do artista ao lado da personagem e inscrita em viga do viaduto bem elaborada e assemelhando-se a um cocar indígena não foi passível de identificação. Mais atualmente, outros grafites foram inseridos próximo à Mulher Vermelha, que mesmo em busca de diálogo, não apresentam a mesma qualidade. As imagens foram feitas em épocas diferentes e revelam alteração (poda) da vegetação próxima ao grafite.

8 50 Avenida 23 de Maio / Rua Tutoía - Eduardo Kobra, 2009 Imagens Luiz B Telles, 2009 Montagem Jean-Yves Schoumacher

9 51 Para comemorar os 455 anos da cidade de São Paulo (2009), a prefeitura contrata o grafiteiro Eduardo Kobra para a execução de grande mural altamente expressivo e de efetiva pregnância, em branco e preto, na Avenida 23 de Maio, próximo ao Viaduto Tutóia, lugar de grande visibilidade, com área aproximada de 1000 m2 (www.overmundo.com.br). O mural harmoniza cenas urbanas do cotidiano paulistano das décadas de 1920 e 30, baseadas nas ampliações de fotos do fotógrafo italiano Aurélio Becherini ( ), evidenciando o efeito de perspectiva, profundidade e pormenores. O Studio Kobra vem produzindo vários murais retratando cenas da cidade de São Paulo que fazem parte de seu projeto Muro das Memórias que teve início em A execução do mural foi acompanhada por grande maioria dos passantes pelo local, que se empolgavam com a iniciativa, principalmente os mais velhos que não mais se enquadram nos fluxos apressados e intensos da São Paulo contemporânea e revêem a cidade no mural com certa nostalgia. O mural promove diálogo intrigante com o observador, pelo nível de detalhamento e pelas diferentes escalas das imagens de São Paulo antiga e dos habitantes e veículos da realidade atual; pessoas e carros reais e diminutos circulam em dois níveis, tanto no topo (marginal Avenida 23 de Maio) quando na base do mural (Avenida 23 de Maio), em contraposição aos grandes personagens mulheres de vestidos longos, homens com palhetas, meninos com bonés que se deslocam pela cena e, ao mesmo tempo, dão passagem aos pequenos seres reais da calçada; condutores conduzem seus grandes bondes como se fossem atravessar a avenida e causar transtorno no fluxo real de veículos rua e mural interagem. Essa interação foi ainda mais intensa quando da execução do mural que também incorporou os artistas em seu trabalho de pintura aos personagens já delineados. A imagem desfocada do rosto de alguns personagens simula a visibilidade das pessoas que transitam em seus carros, em gande velocidade pela avenida.

10 52 Avenida 23 de Maio / Rua Tutoía - Eduardo Kobra, 2009 Imagens Luiz B Telles, 2009

11 53 Em 2004, Cláudio Tozzi faz mural com desenho geométrico em tons de verde no mesmo muro de arrimo, como parte do projeto Arte Urbana, que também tinha como proposta despertar o passante para o trânsito visual olhar para o alto e para si mesmo (Kiyomura, 2005). Os dois murais demonstrar a participação das intervenções de arte na mudança da paisagem urbana, em graus diferentes, tendo em vista sua linguagem ou signagem. O figurativo está mais próximo, em nossa cultura, de um maior público. Têm-se vontade de que esses murais e as manifestações de grafite se apropriem dos demais muros de arrimo. Avenida 23 de Maio / Rua Tutoía - Claudio Tozzi, 2004 (KIOMURA, 2005)

12 54 Avenida 23 de Maio / Rua Luis Gottschalk Imagens Luiz B Telles, 2010 Montagem Jean-Yves Schoumacher

13 55 Na marginal da Avenida 23 de Maio, próximo ao Túnel Airton Senna, entre as ruas Luís Gottschalk e Curitiba, de uma parede de fundo de edícula e de uma empena cega em ângulo de 90 graus entre si, que circundam um ponto de ônibus (ambas com pintura bege acinzentado) surge, em pleno voo / salto um enorme, estranho, intrigante e altamente expressivo personagem em preto, cinza e branco com sua imensa boca aberta atrai nossa atenção (2010). Com um desenho rico o autor (ainda não identificado) dá ênfase à grande cabeça e à boca aberta, dentes expostos, e aos poucos, delineia o corpo do personagem que vai se adelgaçando para terminar em pés descalços e alongados impressos na empena a 90 graus, como se sua trajetória de voo fizesse uma curva. Nariz arredondado e para o alto, cavidade da boca em preto chapado expondo pequena parte da língua e dentes fortes induzem-nos a pensar se o salto é acompanhado de grito de medo ou de prazer. O desenho próximo das bordas dos olhos, barba e da roupa em malha colante mostram nítido conhecimento do ofício e grande criatividade, deixando-nos evidente a intenção de buscar outras intervenções do artista. Uma fenda entre os dois suportes no corpo do personagem revela copa de árvore ao fundo, o que nos instiga ainda mais, pela incorporação consciente do suporte e, ao nos aproximarmos, notamos a presença de um pequeno Bob Marley estampado na empena maior, abaixo dos pés do voador. A grande e inconfundível figura do Voador sem braços consegue suavizar o mau desenho do ponto de ônibus. O grafite tão presente e expressivo quando a ele se está próximo, não se revela claramente aos olhos de quem trafega pela Avenida 23 de Maio.

14 56 Avenida 23 de Maio / Rua Luis Gottschalk Imagens Luiz B Telles, 2010

15 Avenida 23 de Maio / Rua Luis Gottschalk Imagens Luiz B Telles,

16 58 Mural Instituto Goethe AKN, Boleta, CiroSchu, Dask, Dev, Highraff, Marllus, Não, Paulo Ito, Prozak, Tchais e Zezão Imagens Luiz B Telles, 2010 Montagem Jean-Yves Schoumacher

17 59 Instituto Goethe Em março de 2010, os grafiteiros AKN, Boleta, CiroSchu, Dask, Dev, Highraff, Marllus, Não, Paulo Ito, Prozak, Tchais (Martin) e Zezão refazem o mural do muro do Instituto Goethe voltado para a Avenida Sumaré e homenageiam o companheiro Niggaz (Nígas) morto prematuramente. Criam um verdadeiro sistema de imagens, personagens e cores em que o próprio fundo torna-se imperceptível e se apresenta como elemento do conjunto. Cada um dos artistas promove suas inserções e, em seguida e em grupo, cuidam das áreas de transição. Em pleno sol revezam trabalho e espaço para descanso sob pequena árvore no canteiro central da avenida e aproveitam para discutir o processo, pelo olhar crítico a partir de uma maior distância, embora passos para trás sejam dados continuamente em direção transversal à calçada para maior acuidade de avaliação do conjunto. Além das tintas, escada e andaimes tornam-se ferramentas indispensáveis. Criança chama televisão de mãe, ou pensa que pela imagem no monitor a reconhece; peixe sai da boca de peixe maior; olhares se entrecruzam; massas líquidas se misturam com nuvens e cidades; aves sobrevoam. Como se tudo fosse um resumo do mundo urbano e dos sonhos. Meio à toda profusão de imagens e em posição quase central, o personagem de Nigazz voa sobre nuvens que mostram em algumas aberturas a realidade dos edifícios, do adensamento e do tráfego pesado da cidade que trepida logo abaixo. Local de boa visibilidade tanto de quem trafega pela Avenida Paulo VI (continuação da Sumaré) quanto pela Rua Lisboa, garantida pela espera forçada pelo semáforo, o mural, não só por suas dimensões, mas também pela riqueza de detalhes e cores encanta as pessoas. Esse encantamento vem desde quando se notava o andamento de sua execução. Ao aproximarmos do mural, o todo se transforma em sequência de admiráveis detalhes, formas e cores. Da esquerda para a direita, o mural expõe as obras dos artistas na seguinte ordem: Dev, Marllus, Tchais, Não, Dask, CiroSchun, Dev (segunda inscrição), Niggaz (em homenagem), AKN, Zezão, Boleta, Prozak, Paulo Ito e Highraff. O mural através de traço e massa (desenho e pintura), do figurativo e do abstrato faz de um muro sem identidade ou expressão um painel que dá caráter ao local, transforma-o em lugar com paisagem anteriormente inexpressiva, e agora própria, inusitada.

18 60 Mural Instituto Goethe AKN, Boleta, CiroSchu, Dask, Dev, Highraff, Marllus, Não, Paulo Ito, Prozak, Tchais e Zezão Imagens Luiz B Telles, 2010 Montagem Jean-Yves Schoumacher

19 61 Mural Instituto Goethe Imagens Luiz B Telles, 2010 AKN, Boleta, CiroSchu, Dask, Dev, Highraff, Marllus, Não, Paulo Ito, Prozak, Tchais e Zezão

20 62

21 63 Capítulo 1 Referências Bibliográficas

22 64

23 65 Capítulo 1 Referências bibliográficas KIYOMURA, Leila; GIOVANNETTI, Bruno organizadores. Cláudio Tozzi. São Paulo: EDUSP; Imprensaoficial, Internet acessado em 30/11/ acessado em 25/11/2010.

24 66

25 67 Capítulo 2 Cidade contemporânea: paisagem e lugar - espaços da percepção de grupos e tribos urbanas

26 68 Paraisópolis (O Estado de São Paulo, 05/11/2010:A28).

27 69 Capítulo 2 Cidade contemporânea: paisagem e lugar - espaços da percepção de grupos e tribos urbanas O conceito de paisagem tem sido abordado por várias disciplinas especialmente arquitetura, geografia, arqueologia segundo olhares diversos. Para Rafael Ribeiro a ideia de paisagem torna-se mais e mais polissêmica, fato que, por sua subjetividade o valor científico de algumas abordagens sobre o conceito de paisagem, venha sendo negado. Para o autor, «Fora da discussão acadêmica, a paisagem pode ser tratada como uma noção ou categoria, esta última entendida como um conjunto de elementos que possuem características comuns, mas que não possui a precisão teórica e descritiva de um conceito» (RIBEIRO, 2007:14). Tendo em vista o enfoque na questão das cidades contemporâneas, o conceito de paisagem cultural, em que se registra a presença do homem suas ações, sua cultura, seus anseios e intervenções no espaço e no tempo, foi considerado como abordagem mais significativa. Ou seja, como a cultura humana, por meio de suas intervenções (que se materializam), modifica continuamente a paisagem urbana como um todo, a partir de transformações de caráter pontual, setorial ou regional. Estudos sobre a paisagem cultural paisagem e patrimônio cultural motivo de discussão na Alemanha no final do século XIX e início do XX, foram reavivados pelas pesquisas de Carl Sauer ( ), nas quais foram consideradas as ações constantes dos indivíduos, no tempo, o elemento principal da busca de adaptação ao meio, à paisagem natural. Procurou ele desvendar como o homem modifica, adapta e transforma a paisagem natural em paisagem cultural. Busca-se, portanto neste trabalho, maior compreensão sobre o contínuo processo de transformação da paisagem urbana como resultado das ações da vida de seus cidadãos, de seus valores humanos, no tempo, em determinados espaços da cidade tendo em vista também, as ponderações de James Duncan (The city as text, 1990) que consideram as intervenções de poder das classes sociais na transformação da paisagem. Devem ser considerados, portanto o processo de evolução da sociedade, seus valores, sua memória, sua organização social (grupos dominantes, justiça social etc.), a produção de sua vida material e apropriação do território, sua economia e a disputa pela visibilidade de posicionamento no espaço público urbano. Enfim, as

28 70 Favela Rua Alba. Imagens Luiz B Telles, 2008

29 71 relações do homem com seu meio. Faz-se importante considerar, na discussão da paisagem, a percepção do observador, sua sensibilização, seu olhar crítico, transcendendo a descrição pura e simples de seus aspectos visuais. De acordo com Berque quando considera que «a paisagem não se reduz ao mundo visual dado à nossa volta... se aquilo que ela representa ou evoca pode ser imaginário, existe sempre um suporte objetivo» (Augustín Berque in RIBEIRO, 2007:30). A paisagem sempre ligada à percepção do homem, ao processo social e ao ambiente é produto resultante de processo de ocupação e gestão/manutenção do território e como sistema que, sob a intervenção de cada ação, se organiza pela recomposição de seus elementos. Paisagem é «expressão morfológica das diferentes formas de ocupação e portanto, de transformação do ambiente em um determinado tempo» (MACEDO, 1999:11). Várias paisagens podem ser detectadas em um mesmo ambiente considerando-se, entretanto, que nem todas elas podem representá-lo totalmente. A paisagem desvirtuada nas grandes cidades, em especial nos países em desenvolvimento, funciona como porta-voz da ecologia, denunciando a degradação dos espaços urbanos e de seus habitantes em condições de vida menos favorecidas. Denuncia, portanto, o desinteresse dos representantes do poder político pelo espaço público de menor evidência urbana, fato que se conecta com o egoísmo dos grupos mais poderosos e com o isolamento cultural que impede a mobilização dos menos favorecidos. Segundo esse aspecto, torna-se de grande pertinência ponderar sobre a quase impossibilidade de crítica dos mais jovens ao universo urbano, como pondera Eduardo Yázigi (YÁZIGI, 2002:). Esse fato, entretanto, vem revelar a importância e pertinência das tribos, especificamente do grafite, quando se postam por meio de suas intervenções, no sentido de evidenciar publicamente questões de ordem social, estética e de percepção humana. O autor considera que o urbanismo e a arquitetura são elementos significativos, porém não os únicos, que contribuem para a definição dos aspectos relativos à paisagem do lugar, que pode influenciar as decisões do homem quanto à ocupação e vivência no território, porém exclui a possibilidade do determinismo geográfico. A arquitetura marca presença predominante na paisagem urbana, revelando atributos simbólicos da sociedade construções, as praças, os parques, os terrenos vagos de uso

30 72 Apropriação do território Imagens Luiz B Telles, 2007, 2010

31 73 precário ou sem uso, cicatrizes etc. Os fluxos, deslocamentos, vida funcional, pressão econômica contribuem para que os olhares dos cidadãos não mais percebam as modificações das paisagens que emolduram seus percursos e que fazem parte da identidade do lugar. Yázigi esclarece que «o uso indiscriminado do progresso técnico e o abismo social, aliados a um baixo grau de informação do cidadão; o preconceito pelo antigo e pelas coisas da terra; os modismos; a sujeição cega ao gosto do mercado; a falta de expressão geográfica na administração do espaço; a desconsideração das características menores do lugar» constituem-se fatores primordiais quanto à desconsideração e consequente descaracterização da paisagem (YÁZIGI, 2002: 21). Segundo Anne Cauquelin, o saneamento precário e a falta de compreensão da ecologia são os elementos mais evidentes na composição da paisagem deteriorada de nossas cidades. A autora é de opinião que somos mais atentos às paisagens que não fazem parte de nosso olhar cotidiano, a exemplo daquelas que compõem as culturas estrangeiras, que àquelas de nossa realidade. É-nos difícil ter noção ou percepção mais precisa de nosso próprio real, pois requer educação contínua para que os indivíduos que compõem a sociedade se sensibilizem com a constante transformação da natureza que abriga a vida humana. A força das crenças, sentimentos, tradições, traços culturais do homem desatento, desvanecem em fragilidade diante de uma reação inesperada da natureza descuidada (CAUQUELIN, 2007). Essas surpresas mostram-se mais constantes quanto mais e mais o universo midiático desvia as massas daquilo que poder-se-ia conotar como atitudes em direção à essência da vida, como demonstra Jean Baudrillard na obra À sombra das maiorias silenciosas (BAUDRILLARD, 2004). Ou seja, o mundo das paisagens irreais, artificialmente construídas por aqueles que detêm o conhecimento e possibilidade do emprego da tecnologia. Essa realidade da cidade contemporânea é vista por Graciela Silvestri e Fernando Aliata como proveniente de «uma crise do pensamento sobre a cidade e o território» apontando, entretanto, «que as obras mais interessantes que utilizam a paisagem como material determinante são provenientes das artes plásticas que saem dos padrões tradicionais para

32 74 trabalhar com a grande escala ambiental», por exemplo o site specific e a land art (SILVESTRI, 2001: 152). A paisagem está em constante transformação e não é somente o que se vê. Os cinco sentidos e a memória constituem a base da percepção e interpretação da natureza pelo indivíduo. Seus significados vão além dos verbais. Sensações e percepções que as palavras não são suficientemente competentes para exprimi-las (TÂNGARI, 2009). Cauquelin enfatiza a atenção a ser dada a elementos que também compõem a paisagem como a luz, o percurso do sol, os transeuntes, o vento, animais que passam, os perfumes e odores, o som, objetos e suas associações, arquitetura, formas, cores, a composição. O traço branco dos jatos dos aviões no céu. Tudo aquilo que se mostra oculto os cheios e os vazios, o ritmo, as associações dos nexos subjetivos, o presente e as referências do passado. Tudo isso trabalhado por nossas construções intelectuais, que muitas vezes nos mostram criticamente os nossos saberes ocultos que decifram aspectos do mundo que chegam até a nos surpreender quanto à nossa percepção, que pode transcender àquela a nós mostrada pelos críticos de arte ou experts no assunto. A paisagem não mais como mimese da natureza, mas como meio de interpretação da realidade. Realidade da cidade contemporânea, onde o silêncio cede lugar ao ruído, as visuais se perdem nas arquiteturas travestidas por informações e imagens, pelo paisagismo descontrolado, pelos fluxos desenfreados. A poluição / saturação em quase todos os sentidos, perturba constantemente o compreender e o ver, a dupla eleita por Cauquelin como essencial na descoberta e entendimento da paisagem. «É sempre a idéia de paisagem e a de sua construção que dão uma forma, um enquadramento, medidas a nossas percepções distância, orientação, pontos de vista, situação, escala» (CAUQUELIN, 2007:10). O sensibilizar-se, o ver o nosso real além de nós mesmos, o entender e o interpretar as paisagens constituem-se em posturas essenciais para construir algo melhor e reconstruir a cidade e a cidadania. Para recompor paisagens que nos tirem do cotidiano, que nos façam ir além da própria paisagem objetiva e recriar novas e melhores realidades que nos preencham e nos

33 75 satisfaçam, bem como os meios de atingi-las verdadeiramente, desfazendo-nos da submissão da paisagem como espetáculo. A paisagem que, por si própria nos possibilita criar outras paisagens e perceber e refletir sobre os espaços de referência urbana, de reunião, de celebração e convivência e seu desvirtuamento no tempo, relacionado com o crescente isolamento das pessoas, nas grandes cidades da contemporaneidade. Ambiente e indivíduo se influenciam mutuamente. O homem, à medida que descobre o espaço, propõe suas intervenções, sente as reações do local modificado, reformula suas propostas e promove novas e outras intervenções no tempo. Talvez a composição de homem e paisagem como um sistema. Para Peter Zunthor, a atmosfera do espaço promove diálogo instintivo com a percepção emocional do indivíduo, que se mostra sempre presente como parte de seu instinto de preservação. Diálogo tanto de aproximação quanto de distanciamento. A percepção emocional transcende a razão e é despertada de forma natural como, por exemplo, pela música. Paisagem, cheios e vazios, movimento e gestos de pessoas, de animais e coisas, a incidência da luz trazendo, ao primeiro plano, elementos do conjunto e a sombra dando a outros a sensação de profundidade, o infiltrar-se da luz e redescoberta das coisas, cores, aromas, texturas, sons, temperatura, deslocamento do ar, elementos do sistema cidade compõem a atmosfera do lugar. A qualidade do espaço e sua ambientação, atmosfera, sua estrutura, história (ZUNTHOR, 2006). Sistema traz a idéia de conjunto organizado de elementos em interação constante; elementos que o caracterizam e estabelecem sua forma, composição e ordenação no tempo, no período de sua duração. Há objetivo, intenção, tanto no sistema como em cada um de seus elementos integrantes. Toda e qualquer alteração em cada um de seus elementos será motivo de rearranjo da organização do respectivo sistema. Cada um dos elementos pode ser, conter ou fazer parte de um subsistema. «Sistema significa combinar, ajustar, formar um conjunto. Um sistema consiste de componentes, identidades, partes ou elementos e as relações entre eles... relações que acontecem internamente (endógenas), que se estabelecem entre si, ou externas (exógenas), quando a totalidade interage com os elementos que não pertencem ao sistema» (TÂNGARI, 2009:44).

34 76 Território expressa, além do conceito definido pela Geografia, a dimensão simbólica do espaço vivenciado, ligações afetivas, evolução de grupo social, no tempo. Sua apropriação está sempre conectada ao poder de decisão e de implantação da vontade do grupo ou de algumas pessoas do grupo, apresentando elementos de personalização, em função do estabelecimento de regras e de aspectos culturais (TÂNGARI, 2009). As intervenções de grafite documentam a apropriação do território, que se inicia com as viagens dos grupos de grafiteiros, para a escolha do local em que se materializará a ação. Trata-se da escolha do sítio pela intervenção a ser promovida em sua paisagem, tornar-se-á lugar para os grafiteiros, à medida que o diálogo com os passantes se processe. Uma apropriação de território inusitada foi feita por morador de rua que deixa à mostra para quem passou pela Avenida 23 de Maio, em 2007, e percebeu um saco preto de lixo pendurado em haste de madeira incrustada em junta de dilatação na parte superior do muro de arrimo do CCO (Centro de Controle e Operações) do Metrô. Essa estratégia garantia ao seu proprietário, morador de rua, a posse de seus pertences domésticos noturnos, ensacados durante o dia. Esse tipo de apropriação é mais livre, mais líquida, depende dos percursos e fluxos do apropriador que transcendeu ou não mais aceita as convenções sociais estabelecidas, e exercita maior flexibilidade quanto ao uso do território, lugar socializado. A territorialidade está associada à promoção de identidade que se baseia em relações simbólicas, possibilitando aos usuários referências sociais e culturais. Ações sociais e atividades propostas podem alterar os significados do lugar, por meio de projeto que contemple atitudes e possibilidade de uso pleno ao longo do tempo. O conhecimento das aspirações e necessidades da comunidade é indispensável para estabelecer relação afetiva entre o usuário e o lugar (PALLAMIN, 2000). Na metrópole, centro de inovações e invenções, o território que se faz de vários centros e seus principais elementos identitários são as ruas e vias, o transporte, a multiplicidade de atividades, ritmo acelerado, espaços de conexão, intercâmbio (SOLÀ-MORALES, 2002). O importante não é a forma do território, mas seu uso, sua apropriação. Os diferentes fragmentos da cidade. Marc Augé estabelece relação entre espaço e lugar, apontando as características específicas de cada uma das expressões, que têm como principais elementos diferenciais, de um lado o genérico, abstrato e, do outro, a presença, marcas,

35 77 afetividades do ser humano, sua vontade e poder: «o espaço tem uma condição ideal, teórica, genérica e indefinida, e o lugar possui um caráter concreto, empírico, existencial, articulado, definido até os detalhes. O lugar é definido por substantivos, pelas qualidades das coisas e dos elementos, pelos valores simbólicos e históricos; é ambiental e está relacionado fenomenologicamente com o corpo humano» (MONTANER, 2001:31-32). O lugar é identitário, histórico, relacional, ao contrário de espaço que é inexpressivo com relação a esses aspectos. Os não-lugares espaços de circulação, consumo e de comunicação: vias expressas, estações de metrô, centros comerciais e shoppings, salas de espera têm, mais e mais, dificultado a compreensão sobre as cidades, cujos centros se transformam em lugares de passagem, sem identidade, para uma população que se desloca aceleradamente para cumprir seus percursos funcionais, principalmente em busca do aspecto quantitativo de tudo que a circunda e embasa seu conceito sobre progresso. Não há referência, afetividade ou relação de entendimento desses espaços no sentido do coletivo. As pessoas se transformam em grande número de indivíduos isolados, solitários. Em oposição, define-se o lugar como sendo o espaço antropológico que tem identidade e que contribui para troca interpessoal. Espaços que revelam suas memórias no tempo, que abrem sua história do viver, história de pessoas (AUGÉ, 2007). Heitor Frúgoli Jr define os não-lugares, em São Paulo, que se fazem representar pelos condomínios fechados, pelas praças de convivência dos shoppings, pelas grandes praças sem ninguém e para ninguém, peos complexos empresariais, espaços desconectados e fortemente defendidos da própria cidade e das ruas em que são inseridos. «Observa-se, enfim, a configuração de um domínio privado excludente, que atinge e abrange, de formas diferenciadas, a esfera pública, e cuja amplitude deve ser melhor averiguada.» (Claude Levi-Straus in FRÚGOLI, 2000:199). No universo do território da cidade, Solà-Morales denomina de terrains vagues os espaços urbanos subutilizados, obsoletos, vazios ou com uso impreciso, indefinido, ambíguo, cujo significado presente é quase inexpressivo, comparado à sua posição na hierarquia urbana do passado. Espaços ou edificações abandonados, espaços que tanto podem identificar a presença

Por uma Cultura da Paz Vera Maria Candau

Por uma Cultura da Paz Vera Maria Candau Por uma Cultura da Paz Vera Maria Candau Não é fácil situar-nos diante da questão da paz na atual situação do mundo e do nosso país. Corremos o risco ou de negar a realidade ou de não reconhecer o sentido

Leia mais

Débora Machado. Relação de arquitetura e cidade como uma proposta de ocupação do espaço público, a importância da calçada no contexto urbano

Débora Machado. Relação de arquitetura e cidade como uma proposta de ocupação do espaço público, a importância da calçada no contexto urbano Débora Machado Relação de arquitetura e cidade como uma proposta de ocupação do espaço público, a importância da calçada no contexto urbano Avaliando as questões de transformação da sociedade, o texto

Leia mais

GERAL. Porto Olímpico

GERAL. Porto Olímpico Porto Olímpico projeto O Porto Maravilha e o Porto Olímpico N Porto Olímpico aprox. 145.000m2 de área Porto Maravilha aprox. 5.000.000m2 de área aprox. 100.000m2 aprox. 45.000m2 Porquê o Porto? Porquê

Leia mais

ANEXO II VIVÊNCIAS E TÉCNICAS DE DINÂMICAS DE GRUPO PARA ELABORAÇÃO DO DIAGNÓSTICO RÁPIDO PARTICIPATIVO URBANO (DRPU)

ANEXO II VIVÊNCIAS E TÉCNICAS DE DINÂMICAS DE GRUPO PARA ELABORAÇÃO DO DIAGNÓSTICO RÁPIDO PARTICIPATIVO URBANO (DRPU) ANEXO II VIVÊNCIAS E TÉCNICAS DE DINÂMICAS DE GRUPO PARA ELABORAÇÃO DO DIAGNÓSTICO RÁPIDO PARTICIPATIVO URBANO (DRPU) As dinâmicas aqui apresentadas podem e devem ser adaptadas de acordo com os objetivos

Leia mais

1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido

1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido 1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido No estudo da Comunicação, a publicidade deve figurar como um dos campos de maior interesse para pesquisadores e críticos das Ciências Sociais e Humanas.

Leia mais

CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA

CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA CONSTRUINDO A DEMOCRACIA SOCIAL PARTICIPATIVA Clodoaldo Meneguello Cardoso Nesta "I Conferência dos lideres de Grêmio das Escolas Públicas Estaduais da Região Bauru" vamos conversar muito sobre política.

Leia mais

INSTRUMENTOS DO PLANO DIRETOR CARTILHA LEI DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO LUOS

INSTRUMENTOS DO PLANO DIRETOR CARTILHA LEI DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO LUOS Secretaria Municipal de Urbanismo INSTRUMENTOS DO PLANO DIRETOR CARTILHA LEI DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO LUOS Lei de Uso e Ocupação do Solo: Introdução Estamos construindo uma cidade cada vez melhor A Lei

Leia mais

Aluno: Antero Vinicius Portela Firmino Pinto Orientadora: Regina Célia de Mattos. Considerações Iniciais

Aluno: Antero Vinicius Portela Firmino Pinto Orientadora: Regina Célia de Mattos. Considerações Iniciais AS TRANSFORMAÇÕES ESPACIAIS NA ZONA OESTE DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO A PARTIR DOS INVESTIMENTOS EM INFRAESTRUTURA PARA COPA DO MUNDO EM 2014 E AS OLIMPÍADAS DE 2016 Aluno: Antero Vinicius Portela Firmino

Leia mais

2 Público não é político. É o espaço coletivo, do cidadão.

2 Público não é político. É o espaço coletivo, do cidadão. A MÚSICA NA SOCIALIZAÇÃO DAS MENINAS DE SINHÁ GIL, Thais Nogueira UFMG thaisgil@terra.com.br GT: Movimentos Sociais e Educação / n.03 Agência Financiadora: CAPES O que acontece quando os sujeitos excluídos

Leia mais

Impressões sobre o Porto. Maria Zaclis Veiga FERREIRA 1

Impressões sobre o Porto. Maria Zaclis Veiga FERREIRA 1 Impressões sobre o Porto Maria Zaclis Veiga FERREIRA 1 Resumo Utilizando alguns preceitos sobre a fotografia como forma de contextualização do tema, o presente artigo trata da imagem fotográfica enquanto

Leia mais

DIVERSIDADE HISTÓRICA, CULTURAL E LINGUÍSTICA NA EDUCAÇÃO

DIVERSIDADE HISTÓRICA, CULTURAL E LINGUÍSTICA NA EDUCAÇÃO 1 DIVERSIDADE HISTÓRICA, CULTURAL E LINGUÍSTICA NA EDUCAÇÃO INTRODUCÃO Patrícia Edí Ramos Escola Estadual Maria Eduarda Pereira Soldera São José dos Quatro Marcos Este trabalho tem por objetivo uma pesquisa

Leia mais

Mobilidade Urbana COMO SE FORMAM AS CIDADES? 06/10/2014

Mobilidade Urbana COMO SE FORMAM AS CIDADES? 06/10/2014 Mobilidade Urbana VASCONCELOS, Eduardo Alcântara de. Mobilidade urbana e cidadania. Rio de Janeiro: SENAC NACIONAL, 2012. PLANEJAMENTO URBANO E REGIONAL LUCIANE TASCA COMO SE FORMAM AS CIDADES? Como um

Leia mais

Intercom Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação XVI Prêmio Expocom 2009 Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação

Intercom Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação XVI Prêmio Expocom 2009 Exposição da Pesquisa Experimental em Comunicação Invisíveis Diante dos Olhos Urbanos 1 Murilo Roberto Carvalho de REZENDE 2 Professor/Orientador Manoel NASCIMENTO 3 Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, SP. RESUMO Desde seus primórdios o homem

Leia mais

Para pensar o. livro de imagens. Para pensar o Livro de imagens

Para pensar o. livro de imagens. Para pensar o Livro de imagens Para pensar o livro de imagens ROTEIROS PARA LEITURA LITERÁRIA Ligia Cademartori Para pensar o Livro de imagens 1 1 Texto visual Há livros compostos predominantemente por imagens que, postas em relação,

Leia mais

Mude seu ponto de vista sobre como morar

Mude seu ponto de vista sobre como morar Mude seu ponto de vista sobre como morar De tempos em tempos a humanidade descobre uma nova perspectiva de vida. A mente cria desejos. Desejos que abrem espaços. Espaços que se transformam em novos enfoques.

Leia mais

CAPÍTULO 11 CAMINHOS ABERTOS PELA SOCIOLOGIA. Em cena: A realidade do sonho

CAPÍTULO 11 CAMINHOS ABERTOS PELA SOCIOLOGIA. Em cena: A realidade do sonho CAPÍTULO 11 CAMINHOS ABERTOS PELA SOCIOLOGIA Em cena: A realidade do sonho Uma mapa imaginário ( página 123) A sociologia foi uma criação da sociedade urbana. Com a advento da industrialização as grandes

Leia mais

GRUPO FRESTAS: FORMAÇÃO E RESSIGNIFICAÇÃO DO EDUCADOR: SABERES, TROCA, ARTE E SENTIDOS

GRUPO FRESTAS: FORMAÇÃO E RESSIGNIFICAÇÃO DO EDUCADOR: SABERES, TROCA, ARTE E SENTIDOS Eixo: Políticas para a Infância e Formação de Professores Contempla as produções acadêmico-científicas que tratam de ações políticas e legislações referentes à Educação Infantil e a infância. Aborda pesquisas

Leia mais

Habilidades Específicas - Arquitetura

Habilidades Específicas - Arquitetura Habilidades Específicas - Arquitetura 1. INTRODUÇÃO O curso de Arquitetura e Urbanismo da Unicamp prepara o profissional arquiteto para compreender e projetar soluções viáveis e criativas para as necessidades

Leia mais

Currículo Referência em Artes Visuais Ensino Médio

Currículo Referência em Artes Visuais Ensino Médio Currículo Referência em Artes Visuais Ensino Médio 1º ANO - ENSINO MÉDIO Objetivos Conteúdos Expectativas - Conhecer a área de abrangência profissional da arte e suas características; - Reconhecer e valorizar

Leia mais

INCLUSÃO DE HABITAÇÕES SOCIAIS PARA REQUALIFICAÇÃO DA ÁREA CENTRAL DE PRESIDENTE PRUDENTE

INCLUSÃO DE HABITAÇÕES SOCIAIS PARA REQUALIFICAÇÃO DA ÁREA CENTRAL DE PRESIDENTE PRUDENTE Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 244 INCLUSÃO DE HABITAÇÕES SOCIAIS PARA REQUALIFICAÇÃO DA ÁREA CENTRAL DE PRESIDENTE PRUDENTE João Victor de Souza

Leia mais

INTEGRAÇÃO DOS PARADIGMAS CONTEMPORÂNEOS DA EDUCAÇÃO COM OS PILARES DA EDUCAÇÃO PARA O SÉCULO XXI 1 E ABORDAGENS DA ANÁLISE TRANSACIONAL.

INTEGRAÇÃO DOS PARADIGMAS CONTEMPORÂNEOS DA EDUCAÇÃO COM OS PILARES DA EDUCAÇÃO PARA O SÉCULO XXI 1 E ABORDAGENS DA ANÁLISE TRANSACIONAL. 1 INTEGRAÇÃO DOS PARADIGMAS CONTEMPORÂNEOS DA EDUCAÇÃO COM OS PILARES DA EDUCAÇÃO PARA O SÉCULO XXI 1 E ABORDAGENS DA ANÁLISE TRANSACIONAL Paradigmas da educação Competências Paradigmas contemporâneos

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO APRESENTAÇÃO O Projeto Político Pedagógico da Escola foi elaborado com a participação da comunidade escolar, professores e funcionários, voltada para a

Leia mais

Pesquisa Qualitativa. Lideranças de Movimentos Sociais e Segmentos da População Abril 2007

Pesquisa Qualitativa. Lideranças de Movimentos Sociais e Segmentos da População Abril 2007 Pesquisa Ibope Pesquisa Qualitativa Lideranças de Movimentos Sociais e Segmentos da População Abril 2007 Metodologia Estudo do tipo qualitativo, envolvendo duas técnicas complementares: 1) Entrevistas

Leia mais

A ESCOLA CATÓLICA, UMA INSTITUIÇAO DE ENSINO COM MÍSTICA EVANGELIZADORA

A ESCOLA CATÓLICA, UMA INSTITUIÇAO DE ENSINO COM MÍSTICA EVANGELIZADORA A ESCOLA CATÓLICA, UMA INSTITUIÇAO DE ENSINO COM MÍSTICA EVANGELIZADORA A escola católica será uma instituiçao com mística evangelizadora UMA ESCOLA A SERVIÇO DA PESSOA E ABERTA A TODOS UMA ESCOLA COM

Leia mais

CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL

CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL 2002 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL A Conferência Geral, Reafirmando seu compromisso com a plena realização dos direitos

Leia mais

DESENHO GESTUAL PARA PROFESSORES (E ALUNOS) DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA

DESENHO GESTUAL PARA PROFESSORES (E ALUNOS) DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA DESENHO GESTUAL PARA PROFESSORES (E ALUNOS) DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA Regina Coeli Moraes Kopke Universidade Federal de Juiz de Fora regina.kopke@ufjf.edu.br Resumo: A presente proposta de mini-curso se pauta

Leia mais

Território Modular ARTE CONTEMPORÂNEA RUA PAULO BARRETO 77, BOTAFOGO 22280-010 RIO DE JANEIRO RJ BRASIL T +55 (21) 2541 4935 WWW.LURIXS.

Território Modular ARTE CONTEMPORÂNEA RUA PAULO BARRETO 77, BOTAFOGO 22280-010 RIO DE JANEIRO RJ BRASIL T +55 (21) 2541 4935 WWW.LURIXS. Território Modular 1 Coletivo MUDA TERRITÓRIO MODULAR 23 de agosto a 04 de outubro de 2013 2 Em movimento Felipe Scovino Para essa primeira exposição do MUDA em uma galeria comercial, uma questão importante

Leia mais

Pesquisa Qualitativa Campanha Brasil 2010. Regional

Pesquisa Qualitativa Campanha Brasil 2010. Regional Pesquisa Qualitativa Campanha Brasil 2010 Regional Julho de 2010 Pesquisa de Avaliação Campanha Brasil 2010 - Regional No período entre 28 de junho e 02 de julho de 2010 foram realizados os Grupos Focais

Leia mais

ARTE DE MAIO, OU DE QUALQUER OUTRO MÊS

ARTE DE MAIO, OU DE QUALQUER OUTRO MÊS 1 ARTE DE MAIO, OU DE QUALQUER OUTRO MÊS A exposição Maio, realizada na Galeria Vermelho, em 2005, composta por individuais de Rogério Canella e Nicolás Robbio é uma mostra que desvela nossa época, evidencia

Leia mais

A FOTOGRAFIA COMO INSTRUMENTO DIDÁTICO NO ENSINO DE GEOGRAFIA NA PERSPECTIVA DO CONCEITO DE PAISAGEM ENSINO FUNDAMENTAL II ( ANOS FINAIS )

A FOTOGRAFIA COMO INSTRUMENTO DIDÁTICO NO ENSINO DE GEOGRAFIA NA PERSPECTIVA DO CONCEITO DE PAISAGEM ENSINO FUNDAMENTAL II ( ANOS FINAIS ) Thainá Santos Coimbra Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro thainahappy@hotmail.com A FOTOGRAFIA COMO INSTRUMENTO DIDÁTICO NO ENSINO DE GEOGRAFIA NA PERSPECTIVA DO CONCEITO DE PAISAGEM ENSINO

Leia mais

Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global

Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global Este Tratado, assim como a educação, é um processo dinâmico em permanente construção. Deve portanto propiciar a reflexão,

Leia mais

Palavras chaves: espaço público, cidadania, educação, arte.

Palavras chaves: espaço público, cidadania, educação, arte. 1 ESPORTE, ARTE E EDUCAÇÃO INTERVENÇÕES EM UM ESPAÇO PÚBLICO Profª Ketlin Elisa Thomé Wenceslau Fiocco Resumo: Todos os anos o Colégio Arautos organiza um projeto interdisciplinar que tem como proposta

Leia mais

Curso de Web Design MÓDULO I. Programação Visual 13 ACTIVE BRASIL

Curso de Web Design MÓDULO I. Programação Visual 13 ACTIVE BRASIL MÓDULO I Programação Visual 13 ACTIVE BRASIL AULA 1 INTRODUÇÃO A PROGRAMAÇÃO VISUAL Objetivos: Na primeira aula de nosso curso, você entrará em contato com um novo mundo de curiosidades e criatividade,

Leia mais

3 DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO ATUAL

3 DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO ATUAL 3 DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO ATUAL O Centro Histórico de Belém atravessa hoje um dos períodos mais críticos de sua história. O legado cultural herdado, materializado na forma de um inestimável acervo arquitetônico

Leia mais

Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história.

Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história. Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história. Nem um sopro de vento. E já ali, imóvel frente à cidade de portas e janelas abertas, entre a noite vermelha do poente e a penumbra do jardim,

Leia mais

Projetos de intervenção urbanística no Centro Velho de São Paulo: estudo sobre seus impactos nos movimentos sociais por moradia.

Projetos de intervenção urbanística no Centro Velho de São Paulo: estudo sobre seus impactos nos movimentos sociais por moradia. Projetos de intervenção urbanística no Centro Velho de São Paulo: estudo sobre seus impactos nos movimentos sociais por moradia. Leianne Theresa Guedes Miranda lannethe@gmail.com Orientadora: Arlete Moysés

Leia mais

Composição fotográfica

Composição fotográfica Composição fotográfica É a seleção e os arranjos agradáveis dos assuntos dentro da área a ser fotografada. Os arranjos são feitos colocando-se figuras ou objetos em determinadas posições. Às vezes, na

Leia mais

ampliação dos significados. conhecedor fruidor decodificador da obra de arte

ampliação dos significados. conhecedor fruidor decodificador da obra de arte Comunicação O ENSINO DAS ARTES VISUAIS NO CONTEXTO INTERDISCIPLINAR DA ESCOLA ALMEIDA, Maria Angélica Durães Mendes de VASONE, Tania Abrahão SARMENTO, Colégio Hugo Palavras-chave: Artes visuais Interdisciplinaridade

Leia mais

45ª Semana de Serviço Social. OS MEGA EVENTOS E MOVIMENTOS SOCIAIS: discutindo o direito à cidade. 14 a 16 de maio de 2014

45ª Semana de Serviço Social. OS MEGA EVENTOS E MOVIMENTOS SOCIAIS: discutindo o direito à cidade. 14 a 16 de maio de 2014 45ª Semana de Serviço Social OS MEGA EVENTOS E MOVIMENTOS SOCIAIS: discutindo o direito à cidade 14 a 16 de maio de 2014 Na Copa, comemorar o quê?. É com este mote criativo e provocativo que o Conjunto

Leia mais

ESTUDO PARA INTERVENCAO EM MONUMENTOS E SITIOS HISTORICOS: O Caso do Mercado de Farinha de Caruaru-PE

ESTUDO PARA INTERVENCAO EM MONUMENTOS E SITIOS HISTORICOS: O Caso do Mercado de Farinha de Caruaru-PE ESTUDO PARA INTERVENCAO EM MONUMENTOS E SITIOS HISTORICOS: O Caso do Mercado de Farinha de Caruaru-PE TENORIO, LUCIENE A. (1); CARVALHO, AMANDA B. (2); ZHAYRA, ADELAIDE C. (3) 1. LVF Empreendimentos LTDA.

Leia mais

Observar a paisagem. Nesta aula, vamos verificar como a noção de

Observar a paisagem. Nesta aula, vamos verificar como a noção de A U A UL LA Observar a paisagem Nesta aula, vamos verificar como a noção de paisagem está presente na Geografia. Veremos que a observação da paisagem é o ponto de partida para a compreensão do espaço geográfico,

Leia mais

BEM-VINDO AO ESPAÇO DO PROFESSOR

BEM-VINDO AO ESPAÇO DO PROFESSOR BEM-VINDO AO ESPAÇO DO PROFESSOR APRESENTAÇÃO Nosso objetivo é inaugurar um espaço virtual para o encontro, o diálogo e a troca de experiências. Em seis encontros, vamos discutir sobre arte, o ensino da

Leia mais

CONSTRUINDO CASTELOS SOBRE ORVALHO, BRINCAM CRIANÇAS E POETAS

CONSTRUINDO CASTELOS SOBRE ORVALHO, BRINCAM CRIANÇAS E POETAS CONSTRUINDO CASTELOS SOBRE ORVALHO, BRINCAM CRIANÇAS E POETAS Irmgard Birmoser de Matos Ferreira 1 Apresento aqui algumas reflexões sobre aspectos presentes na experiência do brincar que me parecem merecer

Leia mais

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 TEMÁTICA: EDUCAÇÃO, QUESTÃO DE GÊNERO E DIVERSIDADE EDUCAÇÃO

Leia mais

PROJETO TERRA CHÃO - DANÇA E ARTE

PROJETO TERRA CHÃO - DANÇA E ARTE PROJETO TERRA CHÃO - DANÇA E ARTE 1. JUSTIFICATIVA A região do Baixo Tocantins apresenta-se na área cultural e artística, é um grande celeiro de talentos, que vem enraizado culturalmente em nosso povo,

Leia mais

Urbanização Brasileira

Urbanização Brasileira Urbanização Brasileira O Brasil é um país com mais de 190 milhões de habitantes. A cada 100 pessoas que vivem no Brasil, 84 moram nas cidades e 16 no campo. A população urbana brasileira teve seu maior

Leia mais

VILA MADALENA COL. SANTA CLARA PROF. MARCOS 2014

VILA MADALENA COL. SANTA CLARA PROF. MARCOS 2014 VILA MADALENA COL. SANTA CLARA PROF. MARCOS 2014 ORGANIZAÇÃO DA APRESENTAÇÃO I. CONTEÚDOS ATITUDINAIS II. CONTEÚDOS PROCEDIMENTAIS III. CONTEÚDOS CONCEITUAIS 1. AS TRANSFORMAÇÕES DA VILA MADALENA Da vila

Leia mais

Planta do pavimento térreo

Planta do pavimento térreo Planta do pavimento térreo Cortes e elevações típicos Acesso principal e praça de eventos Permeabildade do projeto com seu entorno Ecosistema interno com bosque de mata nativa Telhados verdes e praça de

Leia mais

PROJETO MUTAÇÕES: Cada um na sua, mas todos ligados em rede O mundo e o planeta Urbanização e cidades Globalização: o mundo em toda parte

PROJETO MUTAÇÕES: Cada um na sua, mas todos ligados em rede O mundo e o planeta Urbanização e cidades Globalização: o mundo em toda parte PROJETO MUTAÇÕES: O início do século XXI impressiona não apenas pelo volume das mudanças que se efetivaram em todos os campos da ação humana, mas também na velocidade com que elas têm se processado. Em

Leia mais

Arquitetura e Urbanismo

Arquitetura e Urbanismo Aptidão Arquitetura e Urbanismo APTIDÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO 1. INTRODUÇÃO Considerando que o trabalho do arquiteto é na verdade a articulação de inúmeras variáveis que se materializam e se configuram

Leia mais

2. OBJETIVO E CONCEPÇÃO DA PROVA

2. OBJETIVO E CONCEPÇÃO DA PROVA Aptidão Dança 1. INTRODUÇÃO O Curso de Graduação em Dança da Unicamp tem como objetivo formar o intérprete e criador em Dança, profissional capaz de contribuir como agente transformador da realidade, responsável

Leia mais

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Ensino Médio Elaborar uma proposta curricular para implica considerar as concepções anteriores que orientaram, em diferentes momentos, os

Leia mais

Um trabalho fotográfico possui vida própria. É, ou deve ser, justificado por si mesmo.

Um trabalho fotográfico possui vida própria. É, ou deve ser, justificado por si mesmo. Linguagem Fotográfica Artigo de Cláudio Feijó* Introdução Um trabalho fotográfico possui vida própria. É, ou deve ser, justificado por si mesmo. Cada fotógrafo deve estar consciente da ação de fotografar

Leia mais

apaixonados um pelo outro. Fábio é homossexual e tem em torno de 45 anos. Madalena também tem mais ou menos a mesma idade, e é heterossexual.

apaixonados um pelo outro. Fábio é homossexual e tem em torno de 45 anos. Madalena também tem mais ou menos a mesma idade, e é heterossexual. Apresentação Este projeto é simples e pretende levar para o público algo de elevado conteúdo artístico. O orçamento da pré-produção e da produção é pequeno, já que a peça será encenada por dois atores

Leia mais

5.1. As significações do vinho e o aumento de seu consumo

5.1. As significações do vinho e o aumento de seu consumo 5 Conclusão Para melhor organizar a conclusão desse estudo, esse capítulo foi dividido em quatro partes. A primeira delas aborda as significações do vinho e como elas se relacionam com o aumento de consumo

Leia mais

Educação, crescimento e desenvolvimento económico: notas e reflexões 1

Educação, crescimento e desenvolvimento económico: notas e reflexões 1 Educação, crescimento e desenvolvimento económico: notas e reflexões 1 Carlos Nuno Castel-Branco 2 24-03-2011 Introdução A discussão da ligação entre educação, crescimento económico e desenvolvimento precisa

Leia mais

CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Claudia Maria da Cruz Consultora Educacional FEVEREIRO/2015 CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL A ênfase na operacionalização escrita dos documentos curriculares municipais é

Leia mais

A cidade e a negação do outro

A cidade e a negação do outro ComCiência no.118 Campinas 2010 ARTIGO A cidade e a negação do outro Lucas Melgaço Historicamente as cidades nunca foram locais igualmente acolhedores a todos. Elas nascem justamente do encontro e identificação

Leia mais

OBJETIVOS GERAIS DA EDUCAÇÃO INFANTIL. A prática da educação infantil deve se organizar de modo que as crianças desenvolvam as seguintes capacidades:

OBJETIVOS GERAIS DA EDUCAÇÃO INFANTIL. A prática da educação infantil deve se organizar de modo que as crianças desenvolvam as seguintes capacidades: OBJETIVOS GERAIS DA EDUCAÇÃO INFANTIL CONTEÚDO PROGRAMÁTICO ANUAL EDUCAÇÃO INFANTIL INFANTIL V - 2012 A prática da educação infantil deve se organizar de modo que as crianças desenvolvam as seguintes capacidades:

Leia mais

A Nova Velha Praça do Ferreira: signo da requalificação do Centro de Fortaleza.

A Nova Velha Praça do Ferreira: signo da requalificação do Centro de Fortaleza. A Nova Velha Praça do Ferreira: signo da requalificação do Centro de Fortaleza. Ricardo Alexandre Paiva FAUUSP-DAUUFC paiva_ricardo@yahoo.com.br O objeto de estudo do presente trabalho é uma análise do

Leia mais

ECO SHOPPING LAGOA DO PERI

ECO SHOPPING LAGOA DO PERI Boletim do Investimento Urbano Sustentável ECO SHOPPING LAGOA DO PERI A agenda estratégica de desenvolvimento sustentável Floripa 2030, constitui um marco para a mudança das formas de uso e ocupação do

Leia mais

População à deriva: entre o descaso urbano e a vertigem revitalizadora da zona portuária do Rio de Janeiro

População à deriva: entre o descaso urbano e a vertigem revitalizadora da zona portuária do Rio de Janeiro População à deriva: entre o descaso urbano e a vertigem revitalizadora da zona portuária do Rio de Janeiro Caroline dos Santos Santana caroline_santana@ymail.com Escola de Serviço Social 10 período Orientadora:

Leia mais

PROJETO ANIMAIS. 1. Tema: O mundo dos animais. Área de abrangência: 2. Duração: 01/06 a 30/06. 3. Apresentação do projeto:

PROJETO ANIMAIS. 1. Tema: O mundo dos animais. Área de abrangência: 2. Duração: 01/06 a 30/06. 3. Apresentação do projeto: PROJETO ANIMAIS 1. Tema: O mundo dos animais Área de abrangência: (x) Movimento (x) Musicalização (x) Artes Visuais (x) Linguagem Oral e Escrita (x) Natureza e Sociedade (x) Matemática 2. Duração: 01/06

Leia mais

Vamos ao M useu? Vamos ao Museu? Vamos ao Museu? Vamos ao Museu? useu? Vamos ao Museu? Vamos ao Museu?

Vamos ao M useu? Vamos ao Museu? Vamos ao Museu? Vamos ao Museu? useu? Vamos ao Museu? Vamos ao Museu? Vamos ao Museu? Vamos ao Museu? é programa que visa ampliar as experiências culturais de estudantes, professores e comunidades por meio de ações educativas que envolvem visitas a espaços de preservação

Leia mais

OS SANTA CASA - MICRORREGIÃO JAÇANÃ / TREMEMBÉ EU AMO, EU CUIDO: RE!CRIANDO ESPAÇOS COMUNITÁRIOS

OS SANTA CASA - MICRORREGIÃO JAÇANÃ / TREMEMBÉ EU AMO, EU CUIDO: RE!CRIANDO ESPAÇOS COMUNITÁRIOS OS SANTA CASA - MICRORREGIÃO JAÇANÃ / TREMEMBÉ EU AMO, EU CUIDO: RE!CRIANDO ESPAÇOS COMUNITÁRIOS RESPONSÁVEIS: Dra. Maria Luísa Brenha Ribeiro, (11) 2241-3740 mrjt.coordtecnica@santacasasp.org.br Sr. Vagner

Leia mais

Ação Tutorial: redesenho de uma ação. Universidades virtuales y centros de educación a distancia

Ação Tutorial: redesenho de uma ação. Universidades virtuales y centros de educación a distancia Ação Tutorial: redesenho de uma ação. Universidades virtuales y centros de educación a distancia Prof. MSc. Paulo Cesar Lopes Krelling Universidade Federal do Paraná Núcleo de Educação a Distância Praça

Leia mais

CASA ZM CASA CT CASA MDT CASA FB

CASA ZM CASA CT CASA MDT CASA FB CASA ZM CASA CT CASA MDT CASA FB Local: Itacaré - BA Ano: 2005 Local: Bragança Paulista - SP Ano: 2008 Local: Fazenda Boa Vista - SP Ano: 2008 Local: Porto Feliz - SP Ano: 2011 Bernardes e Jacobsen Arquitetura

Leia mais

MANUAL DOS PAIS UM PROJETO DESTINADO ÀS CRIANÇAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL E SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

MANUAL DOS PAIS UM PROJETO DESTINADO ÀS CRIANÇAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL E SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL 1 UM PROJETO DESTINADO ÀS CRIANÇAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL E SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL É hora de promover a segurança e a harmonia no trânsito. E os pais podem dar o exemplo. No Brasil, o índice

Leia mais

Projeto Cidade da Copa : influência na mobilidade da Zona da Mata Norte do Estado de Pernambuco

Projeto Cidade da Copa : influência na mobilidade da Zona da Mata Norte do Estado de Pernambuco Danilo Corsino de Queiróz Albuquerque¹ Ana Regina Marinho Dantas Barboza da Rocha Serafim² ¹Graduando do 5º Período no Curso de Licenciatura em Geografia pela Universidade de Pernambuco (UPE), E-mail:

Leia mais

HARMONIA EQUILÍBRIO CONTRASTE

HARMONIA EQUILÍBRIO CONTRASTE Gestalt do Objeto Sistema de Leitura Visual da Forma Categorias Conceituais Fundamentais HARMONIA EQUILÍBRIO CONTRASTE Prof. Dr. João Gomes Filho I 2011 BIBLIOGRAFIA www.joaogomes.com.br João Gomes Filho

Leia mais

PERCEPÇÃO AMBIENTAL DE ADOLESCENTES DO PROJOVEM ADOLESCENTE DE OLINDA PE

PERCEPÇÃO AMBIENTAL DE ADOLESCENTES DO PROJOVEM ADOLESCENTE DE OLINDA PE PERCEPÇÃO AMBIENTAL DE ADOLESCENTES DO PROJOVEM ADOLESCENTE DE OLINDA PE Correia, K.V. (1) ; Silva, R.C.R. (1) ; Nascimento, V.R. (1) ; Nascimento, S.M. (1) ; Torres, M.C.G. (1) ; Silva, R.N. (1) keniaandaluz@gmail.com

Leia mais

Observatório das Metrópoles

Observatório das Metrópoles Direito à Cidade e a Segregação Residencial: desafios do Estatuto da Cidade Prof. Luiz César de Queiroz Ribeiro Observatório das Metrópoles A aprovação do Estatuto da Cidade marca nova etapa na política

Leia mais

PROTOCOLO QUE ESTABELECE METAS PARA A GESTÃO DO RECIFE

PROTOCOLO QUE ESTABELECE METAS PARA A GESTÃO DO RECIFE PROTOCOLO QUE ESTABELECE METAS PARA A GESTÃO DO RECIFE PREÂMBULO O Instituto de Arquitetos do Brasil, Departamento de Pernambuco IAB-PE, representado por sua Presidente, Arquiteta e Urbanista Vitória Régia

Leia mais

Portaria de acesso social, vista interna. Fonte: SAMPAIO, 10/out/2009. Portaria de serviços, vista interna Fonte: SAMPAIO, 10/out/2009.

Portaria de acesso social, vista interna. Fonte: SAMPAIO, 10/out/2009. Portaria de serviços, vista interna Fonte: SAMPAIO, 10/out/2009. CONDOMÍNIOS VERTICAIS RESIDENCIAIS NA CIDADE DE SÃO PAULO (2000-2008): CONDOMÍNIOS - CLUBE O Condomínio Ilhas do Sul abrange uma área total de 30.178m² e tem 118.000m² de área construída. O acesso se faz

Leia mais

poro Série de 13 cartazes lambe-lambe impressos em serigrafia e afixados em locais públicos, Por outras práticas e espacialidades

poro Série de 13 cartazes lambe-lambe impressos em serigrafia e afixados em locais públicos, Por outras práticas e espacialidades poro Por outras práticas e espacialidades Série de 13 cartazes lambe-lambe impressos em serigrafia e afixados em locais públicos, Belo Horizonte, MG, 2010. MANIFESTO por uma cidade lúdica e coletiva, por

Leia mais

DOTS Desenvolvimento Orientado ao Transporte Sustentável

DOTS Desenvolvimento Orientado ao Transporte Sustentável DOTS Desenvolvimento Orientado ao Transporte Sustentável O que é DOTS? Desenvolvimento Orientado ao Transporte Sustentável: modelo de planejamento e desenho urbano Critérios de desenho para bairros compactos,

Leia mais

ARTES DA INFÂNCIA 1/5 CABEÇAS

ARTES DA INFÂNCIA 1/5 CABEÇAS ARTES DA INFÂNCIA 1/5 CABEÇAS 2 3 Artes da Infância infans Do latim, infans significa aquele que ainda não teve acesso à linguagem falada. Na infância adquirimos conhecimentos, acumulamos vivências e construímos

Leia mais

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Maria do Socorro Pimentel da Silva 1 Leandro Mendes Rocha 2 No Brasil, assim como em outros países das Américas, as minorias étnicas viveram

Leia mais

OS ENTRAVES DA MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL: UMA CARACTERIZAÇÃO DOS MODAIS DE TRANSPORTE PÚBLICO

OS ENTRAVES DA MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL: UMA CARACTERIZAÇÃO DOS MODAIS DE TRANSPORTE PÚBLICO OS ENTRAVES DA MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL: UMA CARACTERIZAÇÃO DOS MODAIS DE TRANSPORTE PÚBLICO Nivaldo Gerôncio da Silva Filho 1 RESUMO: A mobilidade urbana sustentável começa a definir novos conceitos

Leia mais

http://crayonstock.com/19707 Zoonar 12 SEGREDOS PARA CONQUISTAR CLIENTES COM IMAGENS

http://crayonstock.com/19707 Zoonar 12 SEGREDOS PARA CONQUISTAR CLIENTES COM IMAGENS http://crayonstock.com/19707 Zoonar 12 SEGREDOS PARA CONQUISTAR CLIENTES COM IMAGENS Constantemente, somos bombardeados por incontáveis conteúdos visuais. Imagens ilustram websites, redes sociais, folders,

Leia mais

ERGONOMIA Notas de Aula-Graduação

ERGONOMIA Notas de Aula-Graduação ERGONOMIA Notas de Aula-Graduação Espaços de Trabalho Mario S. Ferreira Maio, 2012 Aspectos Físicos Dimensões Envelope Zonas de Alcance Áreas de Influência Layout Posturas Acessibilidade de Arranjos Dimensionamento

Leia mais

ARTES VISUAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL RESUMO

ARTES VISUAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL RESUMO ARTES VISUAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL RESUMO CAMILA SONALY QUEIROZ TITO¹ MAÍSE RODRIGUES LÚCIO² O presente artigo tem por objetivo levar educadores da Educação Infantil a repensar sobre as concepções e metodologias

Leia mais

CONSUMO E OS DESEJOS CONSUMISTAS

CONSUMO E OS DESEJOS CONSUMISTAS CONSUMO E OS DESEJOS CONSUMISTAS 2012 Graduanda em Psicologia pelo Centro Universitário de Lavras UNILAVRAS (Brasil) E-mail: vivianecastrofreire@yahoo.com.br RESUMO As necessidades humanas estão diretamente

Leia mais

Diretrizes para o Plano de Urbanização da ZEIS 3 C 016

Diretrizes para o Plano de Urbanização da ZEIS 3 C 016 Diretrizes para o Plano de Urbanização da ZEIS 3 C 016 Aprovadas pelo Conselho Gestor em 27 de julho de 2011 LEGENDA: Diretrizes propostas pela PMSP Diretrizes propostas pelos membros da sociedade civil

Leia mais

Já imaginou a monotonia da vida e dos negócios sem as cores?

Já imaginou a monotonia da vida e dos negócios sem as cores? AS CORES E OS NEGÓCIOS Já imaginou a monotonia da vida e dos negócios sem as cores? Conhecer o significado das cores, na vida e nos negócios, aumenta as suas possibilidades de êxito. Aproveite. Sabia,

Leia mais

A Educação para e na Diversidade. 28 de abril 2009 São Paulo

A Educação para e na Diversidade. 28 de abril 2009 São Paulo A Educação para e na Diversidade 28 de abril 2009 São Paulo NOSSA MISSÃO Construir, articular, promover e implementar práticas e políticas inclusivas, com os diversos setores da sociedade, para garantir

Leia mais

Primeiramente podemos classificar três diferentes tipos estruturais de

Primeiramente podemos classificar três diferentes tipos estruturais de VITRINAS 1 INTRODUÇÃO Elegantes e essenciais, as vitrinas são elementos versáteis criados nas mais diversas versões e representam o ponto chave para apresentação do produto a ser vendido nos mais diferentes

Leia mais

Brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades;

Brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades; INFANTIL I OBJETIVOS GERAIS DA EDUCAÇÃO INFANTIL Desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais independente, com a confiança em suas capacidades e percepção de suas limitações:

Leia mais

Enclausurados Até onde os muros alcançam. Mário ROLIM Thiago SOARES Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE

Enclausurados Até onde os muros alcançam. Mário ROLIM Thiago SOARES Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE Enclausurados Até onde os muros alcançam Mário ROLIM Thiago SOARES Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE RESUMO: O ensaio fotográfico "Enclausurados - até onde os muros alcançam" tenta abordar,

Leia mais

Segurança e lazer são o destaque da publicidade deste imóvel. Fonte: Informe Publicitário distribuído em via pública

Segurança e lazer são o destaque da publicidade deste imóvel. Fonte: Informe Publicitário distribuído em via pública Capítulo 3 CONDOMÍNIOS-CLUBE NA CIDADE DE SÃO PAULO A área de lazer cada vez mais assume posição de destaque nos informes publicitários do mercado imobiliário residencial. O programa dos condomínios residenciais

Leia mais

FUGA de Beatriz Berbert

FUGA de Beatriz Berbert FUGA de Beatriz Berbert Copyright Beatriz Berbert Todos os direitos reservados juventudecabofrio@gmail.com Os 13 Filmes 1 FUGA FADE IN: CENA 1 PISCINA DO CONDOMÍNIO ENTARDECER Menina caminha sobre a borda

Leia mais

13.1 INTRODUÇÃO E OBJETIVOS

13.1 INTRODUÇÃO E OBJETIVOS 13. POLUIÇÃO VISUAL 13.1 INTRODUÇÃO E OBJETIVOS Este estudo visa avaliar os impactos da Poluição Visual existente na região da Operação Urbana e os impactos positivos ou negativos que serão gerados pelas

Leia mais

Seminário Internacional O FUTURO DA DEMOCRACIA PARTICIPATIVA: TÉCNICA DE CONTROLE OU SOBERANIA POPULAR

Seminário Internacional O FUTURO DA DEMOCRACIA PARTICIPATIVA: TÉCNICA DE CONTROLE OU SOBERANIA POPULAR Seminário Internacional O FUTURO DA DEMOCRACIA PARTICIPATIVA: TÉCNICA DE CONTROLE OU SOBERANIA POPULAR Porto Alegre, RS Brasil 25, 26 e 27 de outubro de 2007 SISTEMATIZAÇÃO DAS MESAS TEMÁTICAS Objetivos

Leia mais

Rua. olhar texto Rodrigo Apolloni. arquitetura

Rua. olhar texto Rodrigo Apolloni. arquitetura arquitetura Rua do olhar texto Rodrigo Apolloni imagens Rafael dabul Descansar o olhar sobre certas fachadas, sobre certas casas, pode ser uma experiência reveladora em Curitiba. Uma cidade de mil arquiteturas,

Leia mais

MIGRAÇÃO E RELAÇÃO CAMPO-CIDADE 1

MIGRAÇÃO E RELAÇÃO CAMPO-CIDADE 1 MIGRAÇÃO E RELAÇÃO CAMPO-CIDADE 1 Débora Aparecida Tombini* Marcos Aurélio Saquet** INTRODUÇÃO Desde o surgimento da vida humana na Terra até o início do século XIX, a população cresceu em ritmo lento

Leia mais

Gestão escolar: revendo conceitos

Gestão escolar: revendo conceitos Gestão escolar: revendo conceitos Myrtes Alonso É um equívoco pensar que o desempenho da escola se expressa apenas nos resultados da aprendizagem obtidos nas disciplinas e que é fruto exclusivo do trabalho

Leia mais

CIDADANIA DIREITO DE TODOS

CIDADANIA DIREITO DE TODOS CIDADANIA DIREITO DE TODOS Luciana Montes Arruda Universidade Castelo Branco INTRODUÇÃO Com o objetivo de contribuir para a qualidade de vida no estado do Rio, o Sistema FIRJAN criou, em 2010, o SESI Cidadania.

Leia mais

Da rua ao centro comercial

Da rua ao centro comercial Herculano Cachinho cachinho@fl.ul.pt O espaço o públicop Da rua ao centro comercial Mobilidade e Espaço Público, Odivelas, 11 de Maio 2006 Quatro questões Espaço público: conceito moribundo ou em expansão?

Leia mais

A Arte e as Crianças

A Arte e as Crianças A Arte e as Crianças A criança pequena consegue exteriorizar espontaneamente a sua personalidade e as suas experiências inter-individuais, graças aos diversos meios de expressão que estão à sua disposição.

Leia mais

Fotografia e Escola. Marcelo Valle 1

Fotografia e Escola. Marcelo Valle 1 Fotografia e Escola Marcelo Valle 1 Desde 1839, ano do registro da invenção da fotografia na França, quase tudo vem sendo fotografado, não há atualmente quase nenhuma atividade humana que não passe, direta

Leia mais