Percurso Avenida 23 de Maio

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1 43 Percurso Avenida 23 de Maio Em trânsito pela Avenida 23 de Maio sentido bairro-centro, ao se chegar na alça que dá acesso à Praça João Mendes e possibilidade de retorno / ligação com início da Radial Leste, deparamo-nos com expressivo conjunto de cinco grafites inseridos nos espaços (nichos) entre contrafortes que reforçam um muro de arrimo em alvenaria de tijolo maciço e cintas de concreto inclinado da divisa de fundo de lote situado à Rua Dr. Rodrigo Silva, em nível mais elevado. Uma sequência de imagens de uma forte mulher em amarelo (2010) figura musculosa de gestual firme, um híbrido de masculino e feminino nos atrai o olhar e nos instiga a descobrir a intenção do autor (não identificado). Da esquerda para a direita, vislumbra-se a possibilidade de um quadro-a-quadro do ato de banhar-se dessa mulher recostada no arrimo inclinado, que busca com a mão esquerda a imperceptível água que só se mostra quando do escoamento de águas pluvial e servida acontece através de precária tubulação aparente em direção à estreita calçada. Ela delicadamente deixa os pingos banharem sua cabeça. Depois, de cabeça para baixo tira o excesso de água dos cabelos e, em seguida, mostra-se de frente e de costas como se concluísse e agradecesse pela possibilidade de banhar-se. Talvez inspirado nos banhos dos sem-teto nas poças d água e enxurradas junto às guias. Aparentemente, supõe-se que o artista, em primeiro lugar, inicie os contornos iniciais da imagem com mancha de tinta branca, e a seguir delineia com traços a definição inicial dos elementos da figura. A tinta amarela vai reforçando musculatura e articulações e, finalmente, os traços ou jatos na cor preta finalizam os contornos e define os olhos expressivos, o queixo pronunciado, cabelos e demais detalhes da composição. O muro sujo e esquecido de fundo (campo) não recebe nenhum tratamento além do da superfície ocupada pela imagem, sendo sua história incorporada ao trabalho. A tridimensionalidade é conseguida em cada um dos cinco grafites, por sua interação explícita com a dimensão da arquitetura, em que o desenho sempre se distribui em três planos (fundo e laterais), o que também gera a sensação de movimento do painel como um todo, quando apreciado pelo observador em movimento. Apropria-se da perspectiva da arquitetura. O autor também faz uso desse recurso em sua intervenção em terraço de edifício de três andares na Rua Estela,

2 44 Ligação 23 de Maio / Praça João Mendes - Mulher Amarela, 2010 Imagem Luiz B Telles, 2010

3 Ligação 23 de Maio / Praça João Mendes - Mulher Amarela, 2010 Imagens Luiz B Telles,

4 46 Avenida Moreira Guimarães - Mulher Vermelha, 2009 Imagem Luiz B Telles, 2009 Montagem Jean-Yves Schoumacher

5 47 145, onde a grande figura em vermelho e laranja se distribui pelo teto e por duas paredes contiguas e perpendiculares entre si. Certo efeito de mistério e, ao mesmo tempo, de destaque das imagens posicionadas na parte inferior e mais clara do campo pela maior incidência de luz natural, é evidenciado pelo sombreamento da área superior dos nichos. Essa obra, entretanto, tem visibilidade reduzida, pois enquanto se trafega pela Avenida 23 de Maio, rumo ao centro, não é possível percebê-la, por estar ela mais afastada, em nível mais elevado e por se acomodar aos nichos do arrimo. Mesmo quando trafegamos pela alça da avenida, tendo em vista a velocidade do deslocamento, esse grafite não é facilmente apreendido. Mas o congestionamento, especialmente no acesso à Praça João Mendes, facilita sua percepção pelo indivíduo em trânsito. A paisagem nas proximidades apesar do intenso tráfego da avenida e da presença do viaduto (dispositivos rodoviaristas) é agradável especialmente pelo paisagismo, porém ao focarmos a intervenção do grafite constata-se a acuidade da escolha do suporte degradado e coroado por pichações que, entretanto respeitam a intervenção do artista, o que não aconteceu com a postura de Carlos Adão 56 anos, economista aposentado, ex-bancário e concorrente derrotado a deputado federal pelo PT em 2006 que apesar de ter sido contra intervenções em muros, vem inserindo sua marca (assinatura) pela cidade ao lado ou sobre os trabalhos dos grafiteiros, demonstrando a precariedade de seu sentido de cidadania (www.fotolog. com.br acessado em 30/11/2010). A inserção desse trabalho na paisagem urbana, mesmo com visibilidade, de certa forma reduzida, revela para os que dela se apercebem uma referência simbólica do lugar. Considerando sua remoção, torna-se impossível não se sentir falta de sua presença específica, ou de outra inserção que traga a esse lugar, esquecido e descuidado, uma identidade.

6 48 Avenida Moreira Guimarães - Mulher Vermelha, 2009 Imagens Luiz B Telles, 2009

7 49 O mesmo autor da Mulher Amarela inscreve no Viaduto República Árabe Síria que conecta as avenidas República do Líbano e Indianópolis, uma figura de mulher em vermelho que é vista ao alto e à esquerda, quando se percorre a Avenida Moreira Guimarães, antes da passagem sob o viaduto, sentido bairro / centro. O grafite como algo novo e inusitado no local, mesmo em escala menor, nos desperta a curiosidade de percorrer o olhar pela paisagem e redescobrir o mural de Clovis Graciano ( ) História de Desenvolvimento Paulista, 1969 em cerâmica esmaltada e composto por quatro painéis: A subida da serra, Os bandeirantes, Epopéia do café e A cidade. Esse mural foi encomendado pela Prefeitura de São Paulo para a comemoração dos 415 anos da cidade. Constata-se o diálogo entre a arte oficial e o grafite, ambos tendo a cidade como suporte. A personagem nua carrega uma flor branca em sua mão direita, dentre várias outras colhidas e, ao mesmo tempo que a cheira, a oferece a quem quiser recebê-la. Pela proximidade com a vegetação presente Bela Emília (Plumbago auriculata) branca, pode-se supor que o artista incorporou ao grafite a vegetação próxima e, assim, o personagem como se saísse por trás das plantas oferece às pessoas uma grande Bela Emília. Gesto que suaviza o ritmo e a pressão da vida na cidade grande, tal qual Clovis Graciano em seu último painel retrata São Paulo sem nenhum veículo nas ruas (Avenida Paulista) cidade com edifícios, avenidas, fábricas, mas também com praças, mesmo que sem pessoas. Traços que marcam personalidade forte, porém delicada, a mulher nua e agachada, quase de joelhos, magra, porém musculosa, revela naturalmente seu busto caído e murcho. Seu olhar, meigo e ao mesmo tempo atento, é dirigido a alguém que dela se aproxima pela descida do talude, e nos faz refletir sobre as atitudes e comportamentos descorteses e egoístas dos cidadãos contemporâneos das grandes cidades. O grafite contribui para a identificação do lugar para o sem-teto que lá habita, e que a todo momento que dirige seu olhar à obra, recebe uma flor. A assinatura do artista ao lado da personagem e inscrita em viga do viaduto bem elaborada e assemelhando-se a um cocar indígena não foi passível de identificação. Mais atualmente, outros grafites foram inseridos próximo à Mulher Vermelha, que mesmo em busca de diálogo, não apresentam a mesma qualidade. As imagens foram feitas em épocas diferentes e revelam alteração (poda) da vegetação próxima ao grafite.

8 50 Avenida 23 de Maio / Rua Tutoía - Eduardo Kobra, 2009 Imagens Luiz B Telles, 2009 Montagem Jean-Yves Schoumacher

9 51 Para comemorar os 455 anos da cidade de São Paulo (2009), a prefeitura contrata o grafiteiro Eduardo Kobra para a execução de grande mural altamente expressivo e de efetiva pregnância, em branco e preto, na Avenida 23 de Maio, próximo ao Viaduto Tutóia, lugar de grande visibilidade, com área aproximada de 1000 m2 (www.overmundo.com.br). O mural harmoniza cenas urbanas do cotidiano paulistano das décadas de 1920 e 30, baseadas nas ampliações de fotos do fotógrafo italiano Aurélio Becherini ( ), evidenciando o efeito de perspectiva, profundidade e pormenores. O Studio Kobra vem produzindo vários murais retratando cenas da cidade de São Paulo que fazem parte de seu projeto Muro das Memórias que teve início em A execução do mural foi acompanhada por grande maioria dos passantes pelo local, que se empolgavam com a iniciativa, principalmente os mais velhos que não mais se enquadram nos fluxos apressados e intensos da São Paulo contemporânea e revêem a cidade no mural com certa nostalgia. O mural promove diálogo intrigante com o observador, pelo nível de detalhamento e pelas diferentes escalas das imagens de São Paulo antiga e dos habitantes e veículos da realidade atual; pessoas e carros reais e diminutos circulam em dois níveis, tanto no topo (marginal Avenida 23 de Maio) quando na base do mural (Avenida 23 de Maio), em contraposição aos grandes personagens mulheres de vestidos longos, homens com palhetas, meninos com bonés que se deslocam pela cena e, ao mesmo tempo, dão passagem aos pequenos seres reais da calçada; condutores conduzem seus grandes bondes como se fossem atravessar a avenida e causar transtorno no fluxo real de veículos rua e mural interagem. Essa interação foi ainda mais intensa quando da execução do mural que também incorporou os artistas em seu trabalho de pintura aos personagens já delineados. A imagem desfocada do rosto de alguns personagens simula a visibilidade das pessoas que transitam em seus carros, em gande velocidade pela avenida.

10 52 Avenida 23 de Maio / Rua Tutoía - Eduardo Kobra, 2009 Imagens Luiz B Telles, 2009

11 53 Em 2004, Cláudio Tozzi faz mural com desenho geométrico em tons de verde no mesmo muro de arrimo, como parte do projeto Arte Urbana, que também tinha como proposta despertar o passante para o trânsito visual olhar para o alto e para si mesmo (Kiyomura, 2005). Os dois murais demonstrar a participação das intervenções de arte na mudança da paisagem urbana, em graus diferentes, tendo em vista sua linguagem ou signagem. O figurativo está mais próximo, em nossa cultura, de um maior público. Têm-se vontade de que esses murais e as manifestações de grafite se apropriem dos demais muros de arrimo. Avenida 23 de Maio / Rua Tutoía - Claudio Tozzi, 2004 (KIOMURA, 2005)

12 54 Avenida 23 de Maio / Rua Luis Gottschalk Imagens Luiz B Telles, 2010 Montagem Jean-Yves Schoumacher

13 55 Na marginal da Avenida 23 de Maio, próximo ao Túnel Airton Senna, entre as ruas Luís Gottschalk e Curitiba, de uma parede de fundo de edícula e de uma empena cega em ângulo de 90 graus entre si, que circundam um ponto de ônibus (ambas com pintura bege acinzentado) surge, em pleno voo / salto um enorme, estranho, intrigante e altamente expressivo personagem em preto, cinza e branco com sua imensa boca aberta atrai nossa atenção (2010). Com um desenho rico o autor (ainda não identificado) dá ênfase à grande cabeça e à boca aberta, dentes expostos, e aos poucos, delineia o corpo do personagem que vai se adelgaçando para terminar em pés descalços e alongados impressos na empena a 90 graus, como se sua trajetória de voo fizesse uma curva. Nariz arredondado e para o alto, cavidade da boca em preto chapado expondo pequena parte da língua e dentes fortes induzem-nos a pensar se o salto é acompanhado de grito de medo ou de prazer. O desenho próximo das bordas dos olhos, barba e da roupa em malha colante mostram nítido conhecimento do ofício e grande criatividade, deixando-nos evidente a intenção de buscar outras intervenções do artista. Uma fenda entre os dois suportes no corpo do personagem revela copa de árvore ao fundo, o que nos instiga ainda mais, pela incorporação consciente do suporte e, ao nos aproximarmos, notamos a presença de um pequeno Bob Marley estampado na empena maior, abaixo dos pés do voador. A grande e inconfundível figura do Voador sem braços consegue suavizar o mau desenho do ponto de ônibus. O grafite tão presente e expressivo quando a ele se está próximo, não se revela claramente aos olhos de quem trafega pela Avenida 23 de Maio.

14 56 Avenida 23 de Maio / Rua Luis Gottschalk Imagens Luiz B Telles, 2010

15 Avenida 23 de Maio / Rua Luis Gottschalk Imagens Luiz B Telles,

16 58 Mural Instituto Goethe AKN, Boleta, CiroSchu, Dask, Dev, Highraff, Marllus, Não, Paulo Ito, Prozak, Tchais e Zezão Imagens Luiz B Telles, 2010 Montagem Jean-Yves Schoumacher

17 59 Instituto Goethe Em março de 2010, os grafiteiros AKN, Boleta, CiroSchu, Dask, Dev, Highraff, Marllus, Não, Paulo Ito, Prozak, Tchais (Martin) e Zezão refazem o mural do muro do Instituto Goethe voltado para a Avenida Sumaré e homenageiam o companheiro Niggaz (Nígas) morto prematuramente. Criam um verdadeiro sistema de imagens, personagens e cores em que o próprio fundo torna-se imperceptível e se apresenta como elemento do conjunto. Cada um dos artistas promove suas inserções e, em seguida e em grupo, cuidam das áreas de transição. Em pleno sol revezam trabalho e espaço para descanso sob pequena árvore no canteiro central da avenida e aproveitam para discutir o processo, pelo olhar crítico a partir de uma maior distância, embora passos para trás sejam dados continuamente em direção transversal à calçada para maior acuidade de avaliação do conjunto. Além das tintas, escada e andaimes tornam-se ferramentas indispensáveis. Criança chama televisão de mãe, ou pensa que pela imagem no monitor a reconhece; peixe sai da boca de peixe maior; olhares se entrecruzam; massas líquidas se misturam com nuvens e cidades; aves sobrevoam. Como se tudo fosse um resumo do mundo urbano e dos sonhos. Meio à toda profusão de imagens e em posição quase central, o personagem de Nigazz voa sobre nuvens que mostram em algumas aberturas a realidade dos edifícios, do adensamento e do tráfego pesado da cidade que trepida logo abaixo. Local de boa visibilidade tanto de quem trafega pela Avenida Paulo VI (continuação da Sumaré) quanto pela Rua Lisboa, garantida pela espera forçada pelo semáforo, o mural, não só por suas dimensões, mas também pela riqueza de detalhes e cores encanta as pessoas. Esse encantamento vem desde quando se notava o andamento de sua execução. Ao aproximarmos do mural, o todo se transforma em sequência de admiráveis detalhes, formas e cores. Da esquerda para a direita, o mural expõe as obras dos artistas na seguinte ordem: Dev, Marllus, Tchais, Não, Dask, CiroSchun, Dev (segunda inscrição), Niggaz (em homenagem), AKN, Zezão, Boleta, Prozak, Paulo Ito e Highraff. O mural através de traço e massa (desenho e pintura), do figurativo e do abstrato faz de um muro sem identidade ou expressão um painel que dá caráter ao local, transforma-o em lugar com paisagem anteriormente inexpressiva, e agora própria, inusitada.

18 60 Mural Instituto Goethe AKN, Boleta, CiroSchu, Dask, Dev, Highraff, Marllus, Não, Paulo Ito, Prozak, Tchais e Zezão Imagens Luiz B Telles, 2010 Montagem Jean-Yves Schoumacher

19 61 Mural Instituto Goethe Imagens Luiz B Telles, 2010 AKN, Boleta, CiroSchu, Dask, Dev, Highraff, Marllus, Não, Paulo Ito, Prozak, Tchais e Zezão

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21 63 Capítulo 1 Referências Bibliográficas

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23 65 Capítulo 1 Referências bibliográficas KIYOMURA, Leila; GIOVANNETTI, Bruno organizadores. Cláudio Tozzi. São Paulo: EDUSP; Imprensaoficial, Internet acessado em 30/11/ acessado em 25/11/2010.

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25 67 Capítulo 2 Cidade contemporânea: paisagem e lugar - espaços da percepção de grupos e tribos urbanas

26 68 Paraisópolis (O Estado de São Paulo, 05/11/2010:A28).

27 69 Capítulo 2 Cidade contemporânea: paisagem e lugar - espaços da percepção de grupos e tribos urbanas O conceito de paisagem tem sido abordado por várias disciplinas especialmente arquitetura, geografia, arqueologia segundo olhares diversos. Para Rafael Ribeiro a ideia de paisagem torna-se mais e mais polissêmica, fato que, por sua subjetividade o valor científico de algumas abordagens sobre o conceito de paisagem, venha sendo negado. Para o autor, «Fora da discussão acadêmica, a paisagem pode ser tratada como uma noção ou categoria, esta última entendida como um conjunto de elementos que possuem características comuns, mas que não possui a precisão teórica e descritiva de um conceito» (RIBEIRO, 2007:14). Tendo em vista o enfoque na questão das cidades contemporâneas, o conceito de paisagem cultural, em que se registra a presença do homem suas ações, sua cultura, seus anseios e intervenções no espaço e no tempo, foi considerado como abordagem mais significativa. Ou seja, como a cultura humana, por meio de suas intervenções (que se materializam), modifica continuamente a paisagem urbana como um todo, a partir de transformações de caráter pontual, setorial ou regional. Estudos sobre a paisagem cultural paisagem e patrimônio cultural motivo de discussão na Alemanha no final do século XIX e início do XX, foram reavivados pelas pesquisas de Carl Sauer ( ), nas quais foram consideradas as ações constantes dos indivíduos, no tempo, o elemento principal da busca de adaptação ao meio, à paisagem natural. Procurou ele desvendar como o homem modifica, adapta e transforma a paisagem natural em paisagem cultural. Busca-se, portanto neste trabalho, maior compreensão sobre o contínuo processo de transformação da paisagem urbana como resultado das ações da vida de seus cidadãos, de seus valores humanos, no tempo, em determinados espaços da cidade tendo em vista também, as ponderações de James Duncan (The city as text, 1990) que consideram as intervenções de poder das classes sociais na transformação da paisagem. Devem ser considerados, portanto o processo de evolução da sociedade, seus valores, sua memória, sua organização social (grupos dominantes, justiça social etc.), a produção de sua vida material e apropriação do território, sua economia e a disputa pela visibilidade de posicionamento no espaço público urbano. Enfim, as

28 70 Favela Rua Alba. Imagens Luiz B Telles, 2008

29 71 relações do homem com seu meio. Faz-se importante considerar, na discussão da paisagem, a percepção do observador, sua sensibilização, seu olhar crítico, transcendendo a descrição pura e simples de seus aspectos visuais. De acordo com Berque quando considera que «a paisagem não se reduz ao mundo visual dado à nossa volta... se aquilo que ela representa ou evoca pode ser imaginário, existe sempre um suporte objetivo» (Augustín Berque in RIBEIRO, 2007:30). A paisagem sempre ligada à percepção do homem, ao processo social e ao ambiente é produto resultante de processo de ocupação e gestão/manutenção do território e como sistema que, sob a intervenção de cada ação, se organiza pela recomposição de seus elementos. Paisagem é «expressão morfológica das diferentes formas de ocupação e portanto, de transformação do ambiente em um determinado tempo» (MACEDO, 1999:11). Várias paisagens podem ser detectadas em um mesmo ambiente considerando-se, entretanto, que nem todas elas podem representá-lo totalmente. A paisagem desvirtuada nas grandes cidades, em especial nos países em desenvolvimento, funciona como porta-voz da ecologia, denunciando a degradação dos espaços urbanos e de seus habitantes em condições de vida menos favorecidas. Denuncia, portanto, o desinteresse dos representantes do poder político pelo espaço público de menor evidência urbana, fato que se conecta com o egoísmo dos grupos mais poderosos e com o isolamento cultural que impede a mobilização dos menos favorecidos. Segundo esse aspecto, torna-se de grande pertinência ponderar sobre a quase impossibilidade de crítica dos mais jovens ao universo urbano, como pondera Eduardo Yázigi (YÁZIGI, 2002:). Esse fato, entretanto, vem revelar a importância e pertinência das tribos, especificamente do grafite, quando se postam por meio de suas intervenções, no sentido de evidenciar publicamente questões de ordem social, estética e de percepção humana. O autor considera que o urbanismo e a arquitetura são elementos significativos, porém não os únicos, que contribuem para a definição dos aspectos relativos à paisagem do lugar, que pode influenciar as decisões do homem quanto à ocupação e vivência no território, porém exclui a possibilidade do determinismo geográfico. A arquitetura marca presença predominante na paisagem urbana, revelando atributos simbólicos da sociedade construções, as praças, os parques, os terrenos vagos de uso

30 72 Apropriação do território Imagens Luiz B Telles, 2007, 2010

31 73 precário ou sem uso, cicatrizes etc. Os fluxos, deslocamentos, vida funcional, pressão econômica contribuem para que os olhares dos cidadãos não mais percebam as modificações das paisagens que emolduram seus percursos e que fazem parte da identidade do lugar. Yázigi esclarece que «o uso indiscriminado do progresso técnico e o abismo social, aliados a um baixo grau de informação do cidadão; o preconceito pelo antigo e pelas coisas da terra; os modismos; a sujeição cega ao gosto do mercado; a falta de expressão geográfica na administração do espaço; a desconsideração das características menores do lugar» constituem-se fatores primordiais quanto à desconsideração e consequente descaracterização da paisagem (YÁZIGI, 2002: 21). Segundo Anne Cauquelin, o saneamento precário e a falta de compreensão da ecologia são os elementos mais evidentes na composição da paisagem deteriorada de nossas cidades. A autora é de opinião que somos mais atentos às paisagens que não fazem parte de nosso olhar cotidiano, a exemplo daquelas que compõem as culturas estrangeiras, que àquelas de nossa realidade. É-nos difícil ter noção ou percepção mais precisa de nosso próprio real, pois requer educação contínua para que os indivíduos que compõem a sociedade se sensibilizem com a constante transformação da natureza que abriga a vida humana. A força das crenças, sentimentos, tradições, traços culturais do homem desatento, desvanecem em fragilidade diante de uma reação inesperada da natureza descuidada (CAUQUELIN, 2007). Essas surpresas mostram-se mais constantes quanto mais e mais o universo midiático desvia as massas daquilo que poder-se-ia conotar como atitudes em direção à essência da vida, como demonstra Jean Baudrillard na obra À sombra das maiorias silenciosas (BAUDRILLARD, 2004). Ou seja, o mundo das paisagens irreais, artificialmente construídas por aqueles que detêm o conhecimento e possibilidade do emprego da tecnologia. Essa realidade da cidade contemporânea é vista por Graciela Silvestri e Fernando Aliata como proveniente de «uma crise do pensamento sobre a cidade e o território» apontando, entretanto, «que as obras mais interessantes que utilizam a paisagem como material determinante são provenientes das artes plásticas que saem dos padrões tradicionais para

32 74 trabalhar com a grande escala ambiental», por exemplo o site specific e a land art (SILVESTRI, 2001: 152). A paisagem está em constante transformação e não é somente o que se vê. Os cinco sentidos e a memória constituem a base da percepção e interpretação da natureza pelo indivíduo. Seus significados vão além dos verbais. Sensações e percepções que as palavras não são suficientemente competentes para exprimi-las (TÂNGARI, 2009). Cauquelin enfatiza a atenção a ser dada a elementos que também compõem a paisagem como a luz, o percurso do sol, os transeuntes, o vento, animais que passam, os perfumes e odores, o som, objetos e suas associações, arquitetura, formas, cores, a composição. O traço branco dos jatos dos aviões no céu. Tudo aquilo que se mostra oculto os cheios e os vazios, o ritmo, as associações dos nexos subjetivos, o presente e as referências do passado. Tudo isso trabalhado por nossas construções intelectuais, que muitas vezes nos mostram criticamente os nossos saberes ocultos que decifram aspectos do mundo que chegam até a nos surpreender quanto à nossa percepção, que pode transcender àquela a nós mostrada pelos críticos de arte ou experts no assunto. A paisagem não mais como mimese da natureza, mas como meio de interpretação da realidade. Realidade da cidade contemporânea, onde o silêncio cede lugar ao ruído, as visuais se perdem nas arquiteturas travestidas por informações e imagens, pelo paisagismo descontrolado, pelos fluxos desenfreados. A poluição / saturação em quase todos os sentidos, perturba constantemente o compreender e o ver, a dupla eleita por Cauquelin como essencial na descoberta e entendimento da paisagem. «É sempre a idéia de paisagem e a de sua construção que dão uma forma, um enquadramento, medidas a nossas percepções distância, orientação, pontos de vista, situação, escala» (CAUQUELIN, 2007:10). O sensibilizar-se, o ver o nosso real além de nós mesmos, o entender e o interpretar as paisagens constituem-se em posturas essenciais para construir algo melhor e reconstruir a cidade e a cidadania. Para recompor paisagens que nos tirem do cotidiano, que nos façam ir além da própria paisagem objetiva e recriar novas e melhores realidades que nos preencham e nos

33 75 satisfaçam, bem como os meios de atingi-las verdadeiramente, desfazendo-nos da submissão da paisagem como espetáculo. A paisagem que, por si própria nos possibilita criar outras paisagens e perceber e refletir sobre os espaços de referência urbana, de reunião, de celebração e convivência e seu desvirtuamento no tempo, relacionado com o crescente isolamento das pessoas, nas grandes cidades da contemporaneidade. Ambiente e indivíduo se influenciam mutuamente. O homem, à medida que descobre o espaço, propõe suas intervenções, sente as reações do local modificado, reformula suas propostas e promove novas e outras intervenções no tempo. Talvez a composição de homem e paisagem como um sistema. Para Peter Zunthor, a atmosfera do espaço promove diálogo instintivo com a percepção emocional do indivíduo, que se mostra sempre presente como parte de seu instinto de preservação. Diálogo tanto de aproximação quanto de distanciamento. A percepção emocional transcende a razão e é despertada de forma natural como, por exemplo, pela música. Paisagem, cheios e vazios, movimento e gestos de pessoas, de animais e coisas, a incidência da luz trazendo, ao primeiro plano, elementos do conjunto e a sombra dando a outros a sensação de profundidade, o infiltrar-se da luz e redescoberta das coisas, cores, aromas, texturas, sons, temperatura, deslocamento do ar, elementos do sistema cidade compõem a atmosfera do lugar. A qualidade do espaço e sua ambientação, atmosfera, sua estrutura, história (ZUNTHOR, 2006). Sistema traz a idéia de conjunto organizado de elementos em interação constante; elementos que o caracterizam e estabelecem sua forma, composição e ordenação no tempo, no período de sua duração. Há objetivo, intenção, tanto no sistema como em cada um de seus elementos integrantes. Toda e qualquer alteração em cada um de seus elementos será motivo de rearranjo da organização do respectivo sistema. Cada um dos elementos pode ser, conter ou fazer parte de um subsistema. «Sistema significa combinar, ajustar, formar um conjunto. Um sistema consiste de componentes, identidades, partes ou elementos e as relações entre eles... relações que acontecem internamente (endógenas), que se estabelecem entre si, ou externas (exógenas), quando a totalidade interage com os elementos que não pertencem ao sistema» (TÂNGARI, 2009:44).

34 76 Território expressa, além do conceito definido pela Geografia, a dimensão simbólica do espaço vivenciado, ligações afetivas, evolução de grupo social, no tempo. Sua apropriação está sempre conectada ao poder de decisão e de implantação da vontade do grupo ou de algumas pessoas do grupo, apresentando elementos de personalização, em função do estabelecimento de regras e de aspectos culturais (TÂNGARI, 2009). As intervenções de grafite documentam a apropriação do território, que se inicia com as viagens dos grupos de grafiteiros, para a escolha do local em que se materializará a ação. Trata-se da escolha do sítio pela intervenção a ser promovida em sua paisagem, tornar-se-á lugar para os grafiteiros, à medida que o diálogo com os passantes se processe. Uma apropriação de território inusitada foi feita por morador de rua que deixa à mostra para quem passou pela Avenida 23 de Maio, em 2007, e percebeu um saco preto de lixo pendurado em haste de madeira incrustada em junta de dilatação na parte superior do muro de arrimo do CCO (Centro de Controle e Operações) do Metrô. Essa estratégia garantia ao seu proprietário, morador de rua, a posse de seus pertences domésticos noturnos, ensacados durante o dia. Esse tipo de apropriação é mais livre, mais líquida, depende dos percursos e fluxos do apropriador que transcendeu ou não mais aceita as convenções sociais estabelecidas, e exercita maior flexibilidade quanto ao uso do território, lugar socializado. A territorialidade está associada à promoção de identidade que se baseia em relações simbólicas, possibilitando aos usuários referências sociais e culturais. Ações sociais e atividades propostas podem alterar os significados do lugar, por meio de projeto que contemple atitudes e possibilidade de uso pleno ao longo do tempo. O conhecimento das aspirações e necessidades da comunidade é indispensável para estabelecer relação afetiva entre o usuário e o lugar (PALLAMIN, 2000). Na metrópole, centro de inovações e invenções, o território que se faz de vários centros e seus principais elementos identitários são as ruas e vias, o transporte, a multiplicidade de atividades, ritmo acelerado, espaços de conexão, intercâmbio (SOLÀ-MORALES, 2002). O importante não é a forma do território, mas seu uso, sua apropriação. Os diferentes fragmentos da cidade. Marc Augé estabelece relação entre espaço e lugar, apontando as características específicas de cada uma das expressões, que têm como principais elementos diferenciais, de um lado o genérico, abstrato e, do outro, a presença, marcas,

35 77 afetividades do ser humano, sua vontade e poder: «o espaço tem uma condição ideal, teórica, genérica e indefinida, e o lugar possui um caráter concreto, empírico, existencial, articulado, definido até os detalhes. O lugar é definido por substantivos, pelas qualidades das coisas e dos elementos, pelos valores simbólicos e históricos; é ambiental e está relacionado fenomenologicamente com o corpo humano» (MONTANER, 2001:31-32). O lugar é identitário, histórico, relacional, ao contrário de espaço que é inexpressivo com relação a esses aspectos. Os não-lugares espaços de circulação, consumo e de comunicação: vias expressas, estações de metrô, centros comerciais e shoppings, salas de espera têm, mais e mais, dificultado a compreensão sobre as cidades, cujos centros se transformam em lugares de passagem, sem identidade, para uma população que se desloca aceleradamente para cumprir seus percursos funcionais, principalmente em busca do aspecto quantitativo de tudo que a circunda e embasa seu conceito sobre progresso. Não há referência, afetividade ou relação de entendimento desses espaços no sentido do coletivo. As pessoas se transformam em grande número de indivíduos isolados, solitários. Em oposição, define-se o lugar como sendo o espaço antropológico que tem identidade e que contribui para troca interpessoal. Espaços que revelam suas memórias no tempo, que abrem sua história do viver, história de pessoas (AUGÉ, 2007). Heitor Frúgoli Jr define os não-lugares, em São Paulo, que se fazem representar pelos condomínios fechados, pelas praças de convivência dos shoppings, pelas grandes praças sem ninguém e para ninguém, peos complexos empresariais, espaços desconectados e fortemente defendidos da própria cidade e das ruas em que são inseridos. «Observa-se, enfim, a configuração de um domínio privado excludente, que atinge e abrange, de formas diferenciadas, a esfera pública, e cuja amplitude deve ser melhor averiguada.» (Claude Levi-Straus in FRÚGOLI, 2000:199). No universo do território da cidade, Solà-Morales denomina de terrains vagues os espaços urbanos subutilizados, obsoletos, vazios ou com uso impreciso, indefinido, ambíguo, cujo significado presente é quase inexpressivo, comparado à sua posição na hierarquia urbana do passado. Espaços ou edificações abandonados, espaços que tanto podem identificar a presença

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