Seis mil anos de história do céu. Cronologia astronômica. Gilberto Henrique Buchmann

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1 Seis mil anos de história do céu Cronologia astronômica Gilberto Henrique Buchmann

2 Introdução Esta cronologia apresenta os principais fatos que, desde os primórdios da civilização até nossos dias, fazem a história da astronomia. Com o intuito de evitar repetições enfadonhas e tendo em vista impedir que esta exposição fique demasiado extensa, observa-se sempre o critério do ineditismo, incluindo-se somente os acontecimentos que trazem novidades e contribuem, efetivamente, para a evolução do pensamento humano no que concerne à ciência dos astros. Ficam de fora, por esse critério, os inúmeros objetos celestes (galáxias, estrelas, cometas, asteroides e mesmo exoplanetas) descobertos todos os anos, a não ser que a descoberta signifique algo novo ou, por alguma razão, esteja revestida de importância especial. Estão excluídos, pelo mesmo motivo, os inumeráveis satélites lançados nas últimas décadas, exceção feita àqueles cujo papel é relevante. Ademais, considerando-se que a intenção aqui é ressaltar os fatos, não os cientistas, estão ausentes desta cronologia referências diretas às datas de nascimento ou de morte dos pesquisadores. Contudo, sendo essas informações importantes para uma melhor compreensão e contextualização dos acontecimentos apresentados, elas são colocadas, sempre que possível, entre parênteses. Por fim, informamos que esta cronologia continuará sendo constantemente atualizada e revisada, na intenção de torná-la cada vez mais precisa e confiável. Seu máximo objetivo é divulgar a astronomia entre aqueles que apreciam essa ciência. O Autor

3 Seis mil anos de história do céu Cronologia astronômica Gilberto Henrique Buchmann c a.c. Segundo alguns historiadores, é criado no Egito, ainda no período pré-dinástico, um calendário lunar primitivo com 12 meses: 6 com 29 e 6 com 30 dias, totalizando 354 dias. O mês, em média, tem 29,5 dias, uma boa aproximação para o mês sinódico (de Lua nova a Lua nova). Um 13º mês é acrescentado a cadatrês, às vezes dois anos, a critério dos sacerdotes e astrônomos, para sincronizar esse calendário com o nascer helíaco de Sirius (Sótis para os egípcios), a mais brilhante estrela noturna. Esse evento, denominado Iniciador do Ano, coincide com a chegada da cheia do rio Nilo, em sincronia com as estações anuais. A necessidade de elaborar calendários deve-se à descoberta da agricultura: é preciso ser capaz de estabelecer o tempo certo para o plantio e a colheita a.c. (7 de outubro) Esta é, para os judeus, a data da criação do mundo, sendo o calendário judaico contado a partir de então, embora tenha sido criado e adotado muito tempo depois, tendo a versão definitiva sido estabelecida no século IV d.c. O ano civil judaico tem de 353 a 355 dias, divididos em 12 meses lunares. Para ajustar esse calendário ao ano solar, intercala-se um mês suplementar nos anos 3º, 6º, 8º, 11º, 14º, 17º e 19º ao longo de 19 anos. Há, assim, um total de 383 a 385 dias, no ano da intercalação. c a.c. São construídos, no Egito e na Mesopotâmia, os primeiros relógios de Sol (Gnomon), feitos, basicamente, de uma haste fincada na vertical, em pedra ou madeira. Assim, de acordo com o comprimento da sombra desta haste, é possível ter uma ideia do tempo. c a.c. Os chineses descobrem o Saros: intervalo de 18 anos, 11 dias e 8 horas, após o qual a Terra, o Sol e a Lua retornam, aproximadamente, às mesmas posições relativas. Nesse intervalo ocorrem, em média, 43 eclipses solares e 28 lunares. c a.c. É oficializado no Egito um calendário com 365 dias. Mas o ano propriamente tem apenas 12 meses de 30 dias (360 dias) divididos em três quadrimestres correspondentes às três estações regidas pelo Nilo: Cheia, Plantio e Colheita. No fim do 12º mês, são acrescentados cinco dias suplementares que não entram no cômputo oficial dos dias. Esse é um calendário solar, e o mês nele não mantém sincronia com as fases da Lua a.c. (15 de fevereiro) Data a partir da qual começa a contagem do tempo no

4 calendário chinês. Trata-se de um calendário lunissolar. Cada ano tem doze lunações, num total de 354 dias. Para que não se perca a sincronia com o ciclo solar (de 365,25 dias), a cada oito anos são acrescentados noventa dias (aproximadamente três lunações). Os anos começam sempre em uma lua nova, entre 21 de janeiro e 20 de fevereiro. Considerando um ciclo de doze anos, cada ano é dedicado a um animal: "shu" 鼠 (rato), "neo" (boi), "hu" (tigre), "tu" (coelho), "long" (dragão), "she" (serpente), "ma" (cavalo), "yang" (carneiro), "rou" (macaco), "di" (galo), "gou" (cão), "zhu" (porco). Possivelmente 2608 a.c. O imperador chinês Houng-Ti constrói um observatório para elaborar um calendário. Possivelmente 2377 a.c. Sob o império do chinês Yao, o zodíaco (Kyklos zokiakos, do grego, que significa círculo de animais) é dividido em 28 constelações a.c. Primeiro registro conhecido da passagem de um cometa, que se encontra nos anais astronômicos chineses. c a.c. Os chineses descobrem que Júpiter leva cerca de 12 anos para completar uma órbita ao redor do Sol (valor correto: 11,86 anos). Segundo milênio a.c. A ideia de um Sistema Solar heliocêntrico é possivelmente sugerida pela primeira vez na literatura védica da antiga Índia, que com frequência faz referência ao Sol como o centro das esferas. c a.c. Termina a construção de Stonehenge (cuja última fase de edificação tem início por volta de 2280 a.c.), observatório astronômico do período megalítico, localizado no condado de Wiltshire, 13 km ao norte de Salisbury, na Inglaterra, onde são feitas observações do Sol e da Lua a.c. Durante a Dinastia de Hammurabi, os astrônomos babilônios realizam observações das transições de Vênus através do Sol, das fases da Lua e organizam um calendário lunissolar. c a.c. Os egípcios usam relógios de água. Estes são, essencialmente,, recipientes na forma de balde com um pequeno furo na base por onde a água se escoa. Escalas uniformes de tempo são marcadas no interior do balde, uma para cada mês, por causa da variação das noites e, também, devido às estações do ano a.c. Sob o Império dos Kassites e dos Assírios, organiza-se uma lista de constelações helíacas (que acompanham o Sol), assim como são elaboradas as primeiras regras aritméticas para o cálculo da duração do dia e da noite a.c. Os anais astronômicos chineses registram a observação de um eclipse solar, o primeiro a ser documentado por qualquer povo de que se tem notícia. c a.c. Os chineses determinam o equinócio da primavera.

5 Século VIII a.c. Na Babilônia, durante o reinado de Nabonassar ( a.c.), o registro sistemático de fenômenos considerados como mau agouro em diários astronômicos permite que seja descoberto um ciclo repetitivo de eclipses lunares a cada 18 anos. Século VIII a.c. Na Ilíada e na Odisseia, de Homero (os mais antigos exemplos da literatura grega que se conhecem), são mencionadas as constelações do Cocheiro, de Órion e da Ursa Maior, os aglomerados estelares das Plêiades e das Híades e a estrela Sirius. 780 a.c. (4 de junho) Primeiro registro confiável de um eclipse total do Sol de que se tem notícia, feito na China. 753 a.c. Segundo a lenda, Rômulo e Remo (filhos de Rhea Silvia, filha de Numitor, rei de Alba Longa) fundam a cidade de Roma, iniciando-se, então, o calendário Romano. Conforme esse calendário, o ano civil consta de 304 dias divididos em 10 meses, dos quais seis têm 30 dias e quatro, 31. Março é o primeiro mês do ano, seguindo-se Abril, Maio, Junho, quintilis, sextilis, Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro. c. 740 a.c. Acaz, rei da Pérsia, supostamente é o primeiro monarca a possuir um relógio de Sol que funciona com boa precisão. Possivelmente 713 a.c. Numa Pompílio, o segundo rei de Roma ( a.c.), introduz os meses de Janeiro e Fevereiro no calendário Romano e, desse modo, o ano civil passa a ter 355 dias, começando em Março e terminando em Fevereiro. 700 a.c. Os chineses já têm registros com anotações precisas sobre meteoritos e cometas. Século VI a.c. O filósofo grego Tales de Mileto ( a.c.) introduz na Grécia os fundamentos da geometria e da astronomia, trazidos do Egito. Pensa que a Terra é um disco plano em uma vasta extensão de água e flutuando no ar que, para ele, é considerado como substância primordial do Universo. Afirma que a Lua está mais próxima de nós do que o Sol e que não tem luz própria. Século VI a.c. O filósofo grego Anaximandro de Mileto ( a.c.) concebe os planetas como sendo rodas de fogo girando em torno da Terra, considerada como um cilindro que repousa sobre um eixo orientado no sentido leste-oeste e cuja altura corresponde a um terço de seu diâmetro. Século VI a.c. O filósofo e matemático grego Pitágoras de Samos (c. 572-c. 497 a.c.) acredita na esfericidade da Terra, da Lua e de outros corpos celestes. Pensa que os planetas, o Sol e a Lua são transportados por esferas separadas daquela que carrega as estrelas. É o primeiro a chamar o céu de cosmos. Parece haver sido o primeiro a reconhecer que a estrela matutina (estrela Dalva) e a estrela vespertina

6 (Vésper ou Hésper) são o mesmo planeta: Vênus. Alguns estudiosos atribuem a ele uma constatação análoga ao determinar que Apolo (corpo celeste visível pela manhã) e Hermes (visível à tarde) são o mesmo astro: Mercúrio. Observa ainda que o Sol, a Lua e os planetas não possuem o mesmo movimento uniforme das estrelas, e que a órbita da Lua não se situa no plano do equador celeste. Os pitagóricos acreditam que os cometas são planetas e afirmam que muitas de suas passagens não podem ser observadas, pois raramente se elevam acima da linha do horizonte. Século VI a.c. O filósofo grego Anaxímenes de Mileto ( a.c.), discípulo de Anaximandro, concebe os astros celestes como corpos fixos a esferas de revolução, bem como acredita que o Sol é um corpo plano e parece haver feito, pela primeira vez, a distinção entre planeta e estrela. Século VI a.c. O filósofo grego Xenófanes ( a.c.) considera os cometas resultado do movimento e do choque de nuvens de fogo. Ele também fala da Lua como sendo habitada, com cidades e montanhas. 585 a.c. (28 de maio) Eclipse do Sol previsto, segundo a tradição, por Tales de Mileto. Trata-se da primeira referência conhecida à previsão de um eclipse solar. Século V a.c. O filósofo grego Anaxágoras (c a.c.) afirma que os astros são pedras incandescentes, o que lhe vale a acusação de impiedade (ateísmo) e o leva ao exílio em Lâmpsaco, colônia de Mileto, onde morre. Descobre que a Lua recebe luz do Sol e explica os eclipses solares e lunares. Deve-se a Anaxágoras a primeira avaliação das dimensões de um corpo celeste: afirma que O Sol é pelo menos tão grande quanto o Peloponeso. Tenta medir a distância da Terra ao Sol, mas chega a um valor muito inferior ao real. Século V a.c. O filósofo grego Philolaus de Tarento ou de Crotona ( a.c.) elabora a hipótese da existência de um fogo central representando o centro de seu Universo esférico. Esse fogo d Hestia (Hestia era a Deusa da lareira sagrada, nas casas e nos edifícios públicos) é invisível, pois está sempre encoberto pelo Sol. Além do mais, ele é envolvido por dez esferas concêntricas representando, respectivamente: Terra, Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, antiterra (antichthon planeta sempre oculto para os terráqueos e situado do outro lado do Sol) e estrelas. Para Philolaus, o Sol (visível) é um reflexo do fogo central (invisível), e cada uma dessas esferas gira de oeste para leste, completando uma revolução no período correspondente ao do astro que ela representa. Século V a.c. O astrônomo babilônio Nabu-Rimani elabora uma tabela de efemérides contendo o registro das posições da Lua, do Sol e dos planetas em dado momento. Ele também calcula o intervalo do mês sinódico como sendo de 29, dias (valor real: 29, dias) e do ano solar em 365d6h15min41s (valor real: 365d5h48min45,97s). Século V a.c. O filósofo grego Demócrito ( a.c.) postula que a Via Láctea é composta de estrelas distantes.

7 acredita também haver montanhas elevadas e vales profundos na Lua. Século V a.c. É compilado, na China, o Gan Shi Xing Jing, o mais antigo catálogo estelar que se conhece. 413 A.C. (27 de agosto) Um eclipse lunar causa pânico em uma frota de Atenas e assim afeta o resultado de uma batalha na Guerra do Peloponeso. Os atenienses estão prontos a mover suas forças de Siracusa quando a Lua é eclipsada. Os soldados e marinheiros ficam assustados por este presságio celeste e relutam em partir. O comandante Nicias consulta o oráculo e adia a partida por 27 dias. Esta demora dá uma vantagem a seus inimigos de Siracusa, que então derrotam toda a frota e o exército ateniense e matam Nicias. Século IV a.c. O filósofo grego Hicetas de Siracusa ( a.c.) modifica o sistema de Philolaus, postulando um movimento de rotação diurna da Terra em torno de seu eixo. Século IV a.c. O filósofo grego Ecphantus de Siracusa substitui pela Terra o fogo central defendido por Philolaus. Século IV a.c. O astrônomo babilônio Kiddinu (nascido c. 340 a.c.) recalcula o mês sinódico e o mês solar. Supõe-se que tenha descoberto a precessão dos equinócios, decorrente de uma ligeira rotação do eixo da Terra. O equinócio representa o ponto de intersecção da eclíptica (trajetória aparente do Sol entre as estrelas) com o equador celeste (círculo na esfera celeste que coincide com o equador terrestre), no qual os dias e as noites têm a mesma duração. Século IV a.c. O filósofo grego Platão ( a.c.) assenta as bases conceituais sobre as quais se fundamentam os estudos astronômicos durante muitos séculos, sendo as principais: 1. A Terra, que é esférica, é imóvel e está no centro do Universo (geoestatismo e geocentrismo). 2. Todos os movimentos dos astros devem ser circulares e uniformes. 3. Os astros não podem ter outro movimento ou mudança fora desse movimento circular (imutabilidade do céu). Em seus diálogos Timaeus, Phaedo, República e Epinomis, argumenta que a Terra, em sua imobilidade absoluta, é envolvida por quatro capas esféricas, sendo a primeira, de espessura igual a dois raios terrestres, composta do elemento água, e a segunda, composta do elemento ar, com a espessura de cinco raios terrestres e constituindo a atmosfera. Em seguida, há uma camada do elemento fogo, de dez raios terrestres, tendo em sua parte superior a quarta capa esférica, na qual se encontram as estrelas. Os sete astros então considerados planetas (Lua, Sol, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno) evoluem entre a atmosfera e as estrelas. Século IV a.c. O astrônomo e matemático grego Eudóxio de Cnido ( a.c.), discípulo de Platão, formula um modelo planetário segundo o qual, basicamente, o movimento dos astros no Universo é consequência de um conjunto de 27 esferas homocêntricas à Terra, seguindo o esquema: quatro para cada um dos planetas (Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno), três para o Sol, três para a

8 Lua e uma para as estrelas fixas. Essas esferas são assim distribuídas: o planeta se encontra fixo no equador de uma esfera que gira em torno da Terra. Por sua vez, os polos dessa esfera são deslocados por uma segunda esfera que gira em torno de um eixo normal ao plano da eclíptica. Uma terceira esfera, exterior às duas antecedentes, dá o movimento do planeta em relação ao céu das estrelas fixas. Por fim, uma quarta esfera é necessária (no caso dos planetas propriamente ditos, para explicar o seu movimento retrógrado, isto é, o movimento no qual o planeta, no céu das estrelas fixas, se move num determinado sentido até um ponto estacionário ; depois, volta no sentido oposto até outro ponto estacionário, retornando então ao primeiro sentido, e assim por diante, formando laços (cúspides). É oportuno registrar que Eudóxio inventa a curva hipópede (resultante da intersecção de uma esfera com um cilindro) com o objetivo de explicar esse modelo planetário. Eudóxio é o primeiro a fixar a duração do ano em 365 dias e 6 horas. Século IV a.c. O astrônomo grego Calipo de Cízico ( a.c.), aluno de Eudóxio, aperfeiçoa o modelo de seu mestre, adicionando mais 8 esferas, com o objetivo de explicar os complicados movimentos de Mercúrio e de Vênus, já que estes têm um afastamento limitado em relação ao Sol. Século IV a.c. O grego Heráclides de Pontus ( a.c.) propõe que a Terra gira diariamente sobre seu próprio eixo, que Vênus e Mercúrio orbitam o Sol, e a existência de epiciclos, um sistema centrado na Terra em que todos os objetos celestes se movem em círculos perfeitos ao redor do nosso planeta. Século IV a.c. O filósofo grego Aristóteles de Estagira ( a.c.) apresenta a mais influente de todas as teorias astronômicas gregas, que seria considerada verdadeira por quase dois mil anos. Segundo essa teoria, o Universo está dividido em dois estratos, um sublunar e outro extralunar. Na região abaixo da Lua ocorrem mudanças, estando as coisas e os seres vivos sujeitos à morte e à degeneração. Aí se encontram os cometas, que não passam de fenômenos atmosféricos, visíveis em forma de estrelas cadentes. A outra região estende-se para além da Lua, e nela nada jamais se transforma ou perece. Disso decorre que os planetas e as estrelas fixas pertencentes à região extralunar são regidos por leis distintas das que se aplicam à Terra e aos cometas. Aristóteles formula ainda outros conceitos em astronomia. Sustenta que as fases lunares dependem de quanto da parte da face da Lua iluminada pelo Sol está voltada para a Terra. Explica também os eclipses: um eclipse solar ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol; um eclipse lunar ocorre quando a Lua entra na sombra da Terra. Aristóteles argumenta a favor da esfericidade terrestre, já que a sombra da Terra na Lua durante um eclipse lunar é sempre arredondada. Afirma que o Universo é esférico e finito. Aperfeiçoa a teoria das esferas concêntricas de Eudóxio de Cnido, acrescentando-lhe outras esferas homocêntricas, perfazendo um total de 55. Ele admite ainda que além da esfera das estrelas fixas existe o Primum Mobile (Primeiro Móvel), acionado por Deus, o motor primordial e imóvel, e que além dele não há nem movimento, nem tempo e nem lugar. No tomo II do seu livro De Caelo (Dos Céus), propõe que o Universo é finito e esférico, ou não terá centro e não pode se mover.

9 Século IV a.c. O grego Hipócrates e seu discípulo Ésquilo defendem, no que concerne aos cometas, posição semelhante à dos pitagóricos. No entanto, para eles, a cabeleira não constitui uma característica estável do astro: ela corresponderia à reflexão dos raios solares sobre os vapores úmidos que o cometa leva consigo. Uma ideia semelhante seria exposta na metade do século XX. 386 a.c. Eudóxio de Cnido compila um elenco das 47 estrelas mais brilhantes do céu, denominando-as conforme a posição que assumem na respectiva constelação. Por exemplo, ele escreve: A estrela pequena do lado esquerdo da Águia, O joelho esquerdo de Ofiúco, A estrela no meio da cintura de Órion e assim por diante. 364 a.c. O astrônomo chinês Gan De parece haver observado o satélite Ganímedes (ou Ganimedes) do planeta Júpiter. Século III a.c. O astrônomo babilônio Berossus constrói um relógio de Sol num bloco cúbico de pedra ou madeira, no qual é cortada uma abertura hemiesférica tendo uma haste no centro, cujo caminho percorrido por sua sombra é, aproximadamente, um arco de círculo. O comprimento e a posição do arco variam com as estações do ano. Século III a.c. O astrônomo grego Aristarco de Samos ( a.c.) é o primeiro a propor (c. 260 a.c.) que a Terra se move em volta do Sol, antecipando Copérnico em mais de anos. No entanto, para defender seu modelo, tem de fazer duas suposições. A primeira delas é no sentido de justificar por que as estrelas parecem fixas, isto é, por que suas posições aparentes não mudam em consequência do movimento da Terra em torno do Sol. Essa imobilidade, afirma Aristarco, decorre da imensa distância em que se encontram as estrelas em relação à Terra. A sua segunda suposição não é original, já que havia sido considerada por Heráclides de Pontos, qual seja, a rotação da Terra em torno de seu eixo. Entre outras coisas, desenvolve um método para determinar as distâncias do Sol e da Lua à Terra e mede os tamanhos relativos da Terra, do Sol e da Lua. Chega à conclusão de que a distância Terra-Sol é de 8 milhões de km (valor correto: 149,6 milhões de km) e que a relação entre os diâmetros da Lua e do Sol é de 1/20 (valor correto: 1/400). Aristarco conclui ainda que as relações entre os diâmetros Lua-Terra e Terra-Sol valem, respectivamente, 1/3 e 1/7 (valores corretos: 1/3,67 e 1/109). Século III a.c. O inventor grego Ctesíbio de Alexandria ( a.c.) constrói uma clepsidra (do grego: kleptein roubar; hydor água). Basicamente, ela contém um mecanismo movido a água que opera um cilindro rotativo, no qual estão dispostas as horas desiguais do dia e da noite. Ele é, também, o precursor do relógio de cuco, pois algumas de suas clepsidras são dotadas de um fluxo constante de água que opera toda espécie de alavancas e peças automáticas, assim como sinos, bonecos movediços e pássaros canoros. Século III a.c. O grego Eratóstenes de Cirênia ( a.c.), diretor da Biblioteca Alexandrina de 240 a.c. a 194 a.c., é o primeiro a tentar medir o diâmetro da Terra, determinando que a distância entre Alexandria e Siena (hoje

10 Assuã) é de 7 e que, levando em conta que um círculo completo mede 360, a distância entre essas duas cidades corresponde a aproximadamente 1/50 da circunferência total da Terra, redutível depois ao diâmetro mediante a divisão pelo valor numérico de pi (3, ). A circunferência terrestre calculada por Eratóstenes é de km (valor correto: km). Compila também um catálogo com cerca de setecentas estrelas e calcula a distância Terra-Lua em aproximadamente um terço do valor real. Século III a.c. O matemático grego Apolônio de Perga ( a.c.) explica o movimento dos planetas no céu das estrelas fixas, usando para isso o sistema epiciclo-deferente, sistema em que o centro de um círculo menor (epiciclo) se desloca ao longo de um círculo maior (deferente). O epiciclo representa o movimento circular do planeta, e o deferente é um círculo em cujo centro situa-se o astro em torno do qual orbita o planeta. 240 a.c. Anais chineses fornecem detalhada descrição da passagem de um cometa. Não é certo que as observações se refiram ao cometa Halley, mas, segundo cálculos modernos, ele passa pela Terra em maio. 238 a.c. A adoção do que mais tarde viria a ser chamado de ano bissexto é proposta no Egito, mas os sacerdotes se opõem, e a ideia não é posta em prática. Século II a.c. O grego Hiparco de Niceia ( a.c.), considerado o maior astrônomo da era pré-cristã, constrói um observatório na ilha de Rodes, onde faz observações durante o período compreendido entre 160 e 127 a.c. Suas observações lhe permitem compilar um catálogo com a posição no céu e a grandeza (hoje magnitude) de 850 estrelas, especificando, dessa forma, o seu brilho aparente. As estrelas estão classificadas em seis grandezas, correspondendo a 1ª às mais brilhantes e a 6ª àquelas que estão no limite da visibilidade do olho humano. Além disso, deduz corretamente a direção dos polos celestes, e até mesmo a precessão dos equinócios, resultante do movimento cíclico ao longo da eclíptica, na direção oeste, causado pela ação do Sol e da Lua sobre a dilatação equatorial da Terra e que tem um período de anos. Hiparco também chega ao valor correto de 8/3 para a razão entre o tamanho da sombra da Terra e o tamanho da Lua e afirma que a Lua está à distância de 59 raios terrestres (o valor correto é 60). Também determina a duração do ano com uma margem de erro de 6 minutos. Inventa ainda o astrolábio (c. 150 a.c.), instrumento astronômico que mede a altura de um astro em relação ao horizonte. 163 a.c. O cometa Halley deve ter passado pelo periélio (ponto de maior aproximação do Sol) em 5 de outubro, e os astrônomos chineses assinalam um cometa nesse período. Século I a.c. O filósofo romano Lucrécio (c a.c.), em sua obra De Rerum Natura (Sobre a Natureza das Coisas), sustenta a pluralidade dos mundos habitados, fundamentando suas ideias nos escritos do filósofo grego Demócrito ( a.c.) e dos atomistas.

11 87 a.c. Observa-se na China um cometa, que parece ser o mesmo a que o naturalista e escritor romano Plínio, o Velho (23-79), faz alusão neste texto: O cometa é um astro terrível e um sinal de derramamento de sangue. Já tivemos exemplo disso nas desordens civis sob o consulado de Otávio. Provavelmente, trata-se do cometa Halley, cujo periélio, segundo cálculos modernos, ocorre em agosto. 46 a.c. Júlio César, com a ajuda do astrônomo grego Sosígenes, decide criar um novo calendário, que fica conhecido como calendário juliano. O ano passa a ter 365 dias e 6 horas, iniciando-se em 1º de janeiro (antes começava em 1º de março). Embora o ano civil continue com 365 dias, o novo calendário institui, a cada 4 anos, o ano bissexto, de 366 dias, para recuperar as 6 horas perdidas todos os anos. Os meses, como os atuais, têm 30 ou 31 dias, menos o mês de fevereiro, com apenas 28 ou 29 dias, quando o ano é bissexto. Para corrigir o atraso acumulado ao longo dos séculos, Sosígenes acrescenta 90 dias ao ano 46 a.c., que teve 15 meses e 445 dias. O calendário Juliano é modificado por duas vezes: na primeira, em 44 a.c., por ordem do General e Cônsul romano Marco Antônio(81-30 a.c.), o mês Quintilis passa a ser chamado de Julius (Julho) em homenagem a Júlio César; na segunda, em 8 a.c., por ordem do Senado romano, o mês Sextilis passa a ser chamado de Augustus (Agosto) em homenagem a Otávio Augusto (63 a.c.-14 d.c.), o primeiro imperador de Roma. No entanto, a fim de que Agosto não tivesse menos dias que Julho (31), é tirado um dia do mês de Fevereiro. 28 a.c. Primeiras referências conhecidas a observações de manchas solares, feitas por astrônomos chineses, que provavelmente puderam ver os maiores grupos de manchas quando a luz do sol foi filtrada pela poeira deslocada pelo vento nos desertos da Ásia Central. 12 a.c. A História de Roma, de Dion Cassius ( ), registra: Antes da morte de Agripa, viu-se um cometa pairando durante muitos dias sobre a cidade de Roma; ele apareceu em seguida transformado em muitas pequenas tochas. O mesmo cometa é observado na China, de agosto a outubro, e as observações, bem detalhadas, não deixam dúvidas quanto a ser o cometa Halley. A proximidade desta passagem com a época atribuída pela Bíblia ao nascimento de Cristo faz com que o cometa Halley seja identificado, por vezes, com a Estrela de Belém, a qual, segundo o evangelista Mateus (capítulo 2, versículos 1 e 2), guiou os reis magos até Jesus. 4 a.c. (12 de março) Ocorre um eclipse da Lua e, alguns dias depois, de acordo com o historiador judeu Flávio Josefo (37-100), morre Herodes, o Grande (nascido por volta de 73 a.c. e rei da Judeia desde 37 a.c.). O fato de Herodes estar, segundo a Bíblia, ainda vivo quando Jesus nasceu é um dos principais argumentos utilizados para apontar erros na contagem dos anos da era cristã. Investigadores modernos situam o nascimento de Cristo entre os anos 7 e 4 a.c. Século I d.c. O filósofo romano Sêneca (4 a.c.-65 d.c.), rejeitando a explicação atmosférica dada por Aristóteles acerca dos cometas, propõe uma atitude

12 realmente científica frente ao problema das estrelas de cabeleira. Ele salienta a necessidade de se compilar todos os aparecimentos de cometas e chega a levantar a hipótese de que estes possam retornar periodicamente. Século I O historiador e biógrafo grego Plutarco (46-120) sugere que na Lua existem reentrâncias onde a luz do Sol jamais chega e que as manchas visíveis em sua superfície são resultantes de sombras de rios ou de abismos profundos. Também cogita a possibilidade de o satélite ser habitado. 66 Em A Guerra dos Hebreus contra os Romanos, o historiador judeu Flávio Josefo escreve: Aquele povo infeliz... fechou os olhos e cobriu os ouvidos para não ver nem ouvir os sinais seguros pelos quais Deus havia predito sua ruína. Citarei alguns desses sinais e dessas predições: um cometa, do tipo chamado Xiphias, porque sua cauda parece representar a lâmina de uma espada, foi visto sobre Jerusalém durante um ano inteiro... Os judeus se rebelam contra os romanos em 66 e Jerusalém é destruída em 70. Os chineses também observam um cometa entre os meses de fevereiro e março. Segundo cálculos atuais, o Halley passa pelo periélio em 25 de janeiro. Século II O grego Cláudio Ptolomeu (c. 90- c. 168), último grande astrônomo da Antiguidade, compila ( ) um volume sobre astronomia, dividido em treze seções denominadas livros (152 páginas numa edição impressa de 1515), conhecido como o Almagesto ( grande Tratado, em árabe), que é a maior fonte de conhecimento astronômico na Grécia. Nessa obra, Ptolomeu inclui um catálogo de estrelas baseado nos trabalhos de Hiparco; lista 48 constelações, cujos nomes prevalecem até hoje; descreve e aperfeiçoa os instrumentos usados pelos astrônomos, tendo, inclusive, no livro quinto do Almagesto, demonstrado como se constrói e usa um astrolábio; faz, também, uma descrição matemática detalhada dos movimentos do Sol e da Lua, o que lhe permite calcular com maior precisão as datas dos futuros eclipses solares e lunares. A contribuição mais importante de Ptolomeu é uma representação geométrica do Sistema Solar, geocêntrica, com círculos e epiciclos, que permite predizer o movimento dos planetas com considerável precisão e que é usada até o Renascimento, no século XVI. 123 O astrônomo chinês Zhang Zeng corrige o calendário lunar vigente em seu país. A duração do ano passa de 354 para 365 dias. 141 O único registro desta passagem do cometa Halley está nos anais astronômicos chineses. Data do periélio, segundo cálculos modernos: 22 de março. 185 Primeiro registro conhecido de uma supernova, feito nos Anais Astrológicos chineses do Houhanshu. 218 Os chineses observam a passagem do cometa Halley a partir de 14 de abril (periélio provável: 17 de maio). Dion Cassius escreve: Pouco antes da morte do imperador Macrinus, uma estrela, que por muitas noites estendeu sua cauda do Ocidente ao Oriente, causou grande medo. Macrinus morreu em junho de 218.

13 295 O cometa Halley é observado em maio pelos chineses. Data provável do periélio: 20 de abril. 363 (27 de junho) Ocorre o mais longo eclipse solar já observado, com duração de sete minutos e 24 segundos. 374 Os chineses registram a presença de um cometa, visível de março a maio. A passagem do Halley pelo periélio foi modernamente calculada em 16 de fevereiro. 451 Um cometa é observado na China, nas constelações de Leão e de Virgem. No Ocidente, é visto de junho a agosto (periélio: 27 de junho), e muitos autores relacionam seu aparecimento com a vitória do general romano Aécio sobre Átila, ocorrida na Batalha dos Campos Catalaúnicos (21 de junho de 451). Este cometa deve ter sido o Halley. Século VI O astrônomo hindu Ariabata I ( ) afirma que "A esfera das estrelas fixas é estacionária e a Terra, realizando uma revolução, produz o nascimento e o ocaso diário das estrelas e dos planetas". c. 525 O monge Dionisius Exiguus ( ) reorganiza a contagem dos anos, cujo marco inicial deixa de ser a fundação de Roma. Ele estabelece que o ano 1 é o do nascimento de Jesus Cristo (não existe ano 0), mas comete erros nos cálculos, pois os historiadores modernos acreditam que Jesus nasceu entre os anos 7 e 4 a.c. Ele também introduz, para assinalar o período posterior ao nascimento de Cristo, a expressão A.D., Anno Domini (Ano do Senhor). 530 Esta passagem do cometa Halley é observada na China e em Constantinopla, onde, segundo o astrônomo Alexandre-Gui Pingré, viu-se do lado do Ocidente, durante 20 dias, um cometa muito grande e assustador estendendo seus raios em direção à parte mais elevada do céu. Data provável do periélio: 27 de setembro. Séculos VI e VII o espanhol Isidoro de Sevilha ( ) e o inglês Beda, o Venerável ( ), acreditam na esfericidade da Terra, na rotação diurna da abóbada celeste, no movimento dos planetas para leste e no movimento anual do Sol. Alguns historiadores consideram Beda como o introdutor da notação A.D., referente à Era Cristã. 607 Dois cometas aparecem e são observados na China, um em fevereiro e outro em abril. Á época em que surge o segundo coincide com a de uma passagem calculada do cometa Halley (periélio em 7 de março). 622 (16 de julho) A fuga de Maomé de Medina (Hégira) constitui o ponto de partida do calendário muçulmano, que é composto de 12 meses lunares (de 29 ou 30 dias), perfazendo um total de 354 ou 355 dias. Possivelmente 628 o astrônomo e matemático hindu Brahmagupta ( )

14 escreve um livro em versos sobre Astronomia, com dois capítulos dedicados à matemática. Nessa obra, há a negação da rotação da Terra. 684 O historiador chinês Ma-Toan-Lin menciona um cometa observado em setembro e outubro. Anotações japonesas confirmam tais aparecimentos. Passagem do Halley pelo periélio, conforme cálculos modernos: 2 de outubro. 687 Os chineses fazem o primeiro registro conhecido de um "chuveiro de meteoros". Século VIII O erudito inglês Alcuíno de York ( ), ao dirigir em Paris a reforma educacional proposta pelo imperador franco-alemão Carlos Magno ( ), defende a ideia de um modelo geoheliocêntrico para o Sistema Solar, nos moldes do que havia sido proposto por Heráclides de Pontos. 760 No vigésimo ano do reinado de Constantino, escreve Alexandre-Gui Pingré, um cometa muito brilhante, semelhante a uma barra de ferro incandescente, apareceu durante três dias do lado do Oriente, e em seguida durante 21 dias no Ocidente. Os registros dos chineses não deixam dúvidas: trata-se do cometa Halley. Periélio provável: 20 de maio. Séculos VIII e IX O astrônomo árabe Abu-Abdullah Muhammad ibn Jabir al- Battani, conhecido como Albatênio ( ), constrói novos instrumentos astronômicos e melhora os existentes, tais como relógio de sol, esfera armilar e quadrante mural. Com eles, obtém melhores resultados que os de Ptolomeu, estabelecendo a posição correta do afélio terrestre (ponto mais distante do Sol) e obtendo valores mais precisos para o ano solar, para as estações e para a inclinação da eclíptica. Século IX O califa árabe al-mamun ( ) constrói uma série de observatórios planetários. 807 (17 de março) O monge beneditino Adelmus observa uma grande mancha solar, visível durante oito dias. Ele pensa estar vendo um trânsito de Mercúrio. 837 A passagem do Halley desse ano é bem próxima do Sol (periélio em 28 de fevereiro) e dela encontramos vários registros (devidos, provavelmente, a seu grande esplendor), tanto nos anais chineses como em numerosos textos ocidentais, que o assinalam entre 11 de abril e 7 de maio. Cálculos modernos indicam que o Halley passa a 5,1 milhões de km da Terra, a menor distância entre todas as passagens observadas. A cauda pode ter-se estendido ao longo de 90 no céu, mas não há registro astronômico desse fato. 871 Mercúrio chega a 77,3 milhões de km da Terra, a menor distância em aproximadamente anos. Século X O médico e filósofo persa Abu-Ali al-husain ibn Abdullah Ibn Sina,

15 conhecido como Avicena ( ), defende a hipótese de que todos os corpos celestes têm luz própria. 912 Pingré escreve: Sob o reinado do imperador Alexandre de Constantinopla, que durou de 11 de maio de 911 a 7 de junho de 912, viu-se por quinze dias um cometa no Ocidente. Chamaram-no de Xiphias, pois tinha a forma de uma espada. Nesse caso, as observações chinesas e japonesas são contraditórias e por isso é difícil uma clara identificação com o cometa Halley, embora o periélio desta passagem seja calculado como tendo ocorrido em 18 de julho. 964 O astrônomo árabe Abd Al-Rahman Al-Sufi ( ) estabelece o livro das estrelas fixas, que permite à astronomia moderna úteis comparações para a pesquisa das variações de brilho das estrelas. Os nomes árabes de algumas delas, dados por ele, ainda hoje permanecem: Aldebarã, Altair, Betelgeuse e Rigel. Neste livro, Al-Sufi faz o primeiro registro conhecido da Grande Nuvem de Magalhães. 989 A passagem do Halley é relatada tanto na Europa quanto na China. Os textos chineses falam de dois cometas. O periélio do Halley, segundo cálculos modernos, ocorre em 5 de setembro. Século XI O astrônomo árabe Ibn Al-Haytham ( ) faz os primeiros estudos sistemáticos sobre a Lua (30 de abril) Primeiro registro de supernova observada na Via Láctea (constelação do Lobo). Os chineses afirmam tê-la avistado durante mais de dois anos. Distante anos-luz, chega a atingir a magnitude 7,5, sendo a estrela mais brilhante já observada a olho nu. Um ano-luz é a distância percorrida pela luz no vácuo, durante um ano, à velocidade de km/s, ou seja, 9,461 trilhões de km (4 de julho) Os anais astronômicos chineses registram o aparecimento de uma supernova tão brilhante que é visível de dia (durante 23 dias) e permanece no céu noturno por mais de um ano. Essa supernova, localizada na constelação de Touro, dá origem à nebulosa do Caranguejo Em abril, um grande cometa aparece na Europa e é considerado o anúncio e a causa da morte do rei anglo-saxão Haroldo II (ocorrida em 14 de outubro), conforme foi perpetuado na célebre tapeçaria de Bayeux. Nesse trabalho, encontrase a primeira representação gráfica de um cometa, observado com terror por um grupo de pessoas. A passagem do Halley é seguida e registrada com precisão na China, com periélio em 20 de março. Registros da época afirmam ter o cometa atingido magnitude aparente quatro vezes superior à de Vênus O poeta, matemático e astrônomo persa Omar Khayyam ( ) monta um observatório e conduz trabalhos visando a compilar tabelas astronômicas, tendo também contribuído para a reforma do calendário Persa. Ademais, ele calcula a duração do ano como sendo de 365, dias, valor preciso até a

16 sexta casa decimal (2 de fevereiro) Um grande cometa (formalmente denominado X/1106 C1) torna-se visível, sendo a passagem registrada na Europa (País de Gales e Inglaterra) e na Ásia (Coreia, Japão e China). É observado até a metade de março O monge e cronista inglês John de Worcester (morto c. 1140) descreve observações de manchas solares As observações chinesas assinalam um cometa visível de abril a junho. Na Europa, o astro é observado por um longo período a partir de maio. Uma passagem do Halley ocorre nesse ano, com periélio em 18 de abril. c O italiano Geraldo de Cremona ( ) traduz o Almagesto, de Ptolomeu, do árabe para o latim, o que leva a Igreja Católica a adotar o livro como um "texto aprovado" (18 de junho) Monges ingleses afirmam ter visto uma explosão na Lua, descrita em uma crônica por Gervase de Canterbury ( ) A passagem de um cometa é registrada na China e na Europa entre setembro e outubro. As interpretações ocidentais associam-no à morte, em 1223, do rei francês Filipe II. Esse cometa é, possivelmente, o Halley, cujo periélio ocorre em 28 de setembro. c O inglês Johannes de Sacrobosco (c c. 1250) escreve De sphaera mundi ( Sobre a esfera do mundo ), livro em quatro capítulos que apresenta elementos básicos de astronomia. Inspirado em grande parte no Almagesto, de Ptolomeu, e acrescentando ideias da astronomia árabe, torna-se uma das obras mais influentes na Europa antes de Nicolau Copérnico São publicadas, com o patrocínio do rei de Castela e Leão Afonso X ( ), as chamadas "Tabuas Afonsinas, que constituem uma revisão e uma melhoria das tabelas Ptolomaicas, tendo sido as melhores tabelas afins disponíveis durante a Idade Média e não são substituídas durante mais de três séculos. Os dados astronômicos acerca da posição e do movimento dos planetas contidos nessas tábuas são compilados por aproximadamente cinquenta astrônomos, reunidos pelo rei para esse fim. O monarca questiona a complexidade do sistema ptolomaico O filósofo, matemático e astrônomo persa Nasir ad-din at-tusi ( ) termina, com a ajuda de astrônomos chineses, um observatório construído em Maragheh. O observatório conta com vários instrumentos, destacando-se um quadrante mural de 4m feito de cobre e um quadrante de azimute inventado por ele mesmo. Usando com precisão os movimentos planetários, ele modifica o modelo do sistema planetário de Ptolomeu, baseado em princípios mecânicos. O observatório e sua biblioteca se tornam um centro para um largo alcance de

17 trabalho em ciência, matemática e filosofia o erudito inglês Roger Bacon ( ) publica o livro intitulado "Opus Majis" (Obra Maior), no qual apresenta a ideia de se usar lentes para olhar para o Sol, a Lua e as estrelas. Século XIV O erudito Alberto da Saxônia ( ), em seu "Quaestiones Super Quator Liber de Caelo et Mundi", sustenta a tese de que todas as estrelas e planetas recebem sua luz do Sol Vários historiadores relatam a passagem, entre setembro e outubro, de um cometa muito luminoso, que é visto por seis semanas. Provavelmente, essa passagem do cometa Halley (com periélio em 25 de outubro) inspira o pintor Giotto di Bondone ( ) quando retrata o astro em seu afresco Adoração dos Reis Magos, de O matemático e astrônomo judeu francês Levi Bem Gerson ( ) constrói o instrumento denominado "bastão de Jacob", com o objetivo de determinar as distâncias entre astros celestes, usando para isso as suas paralaxes. Paralaxe é a alteração da posição angular de dois pontos estacionários relativos um ao outro como vistos por um observador em movimento. De forma simples, paralaxe é a alteração aparente de um objeto contra um fundo devido ao movimento do observador Embora seguida tanto na Europa quanto na China por seis semanas, essa passagem do cometa Halley não é tão brilhante quanto a anterior. O periélio ocorre em 10 de novembro O astrônomo e matemático mongol Ulugh Beg ( ) inicia a construção de um observatório em Samarkand (no atual Uzbequistão). Em suas observações, ele descobre vários erros nos cômputos de Ptolomeu, cujas figuras ainda estavam sendo usadas. Seu mapa estelar de 994 estrelas é o primeiro desde o trabalho realizado por Hiparco. Ulugh Beg é assassinado por seu filho, e depois disso o observatório cai em ruínas por 500 anos, tendo os seus estudos sido redescobertos apenas em Escrito em árabe, seu trabalho não é lido pela geração subsequente de astrônomos do mundo. Quando suas tabelas são traduzidas para o latim, em 1665, suas observações telescópicas estão ultrapassadas o astrônomo, matemático e filósofo alemão, Cardeal Nicolau de Cusa ( ), publica o livro "De Docta Ignorantia" (Sobre A Douta Ignorância), no qual afirma que a Terra gira em torno de seu eixo e em torno do Sol, que o Universo é infinito e que as estrelas são outros sóis com planetas habitados. Há ainda nesse livro uma ideia revolucionária: o princípio cosmológico segundo o qual o observador verá o Universo girar em torno de si em qualquer parte dele em que esteja, isto é, no Sol, na Terra, na Lua, em qualquer planeta ou mesmo estrela.

18 1456 O aparecimento do cometa Halley desse ano ocorre em junho (periélio no dia 9), e o cometa se encontra em posição tal que seu esplendor é extraordinário. As observações são numerosas. Alguns afirmam que o papa Calisto III ( ) pediu a todos os cristãos que orassem para afastar o cometa É inaugurado, em Nuremberg, o primeiro observatório astronômico da Europa. O astrônomo e matemático alemão Johannes Müller von Königsberg, ou Regiomontano ( ), responde não apenas por sua construção, mas também pela equipagem do edifício com instrumentos desenhados por ele próprio (janeiro) Regiomontano faz observações de um cometa que 210 anos depois é identificado como o cometa Halley O papa Sixto IV ( ) pede a Regiomontano para efetuar estudos sobre a reforma do calendário, mas o astrônomo alemão morre no ano seguinte, sem realizar a tarefa (16 de novembro) Um meteorito de 140 kg cai em Ensisheim, na Alsácia, e é colocado na igreja local, onde é conservado até hoje. Trata-se do primeiro registro oficial da queda de um meteorito (1º de maio) Um integrante da esquadra de Pedro Álvares Cabral, João Meneslau, conhecido como "Mestre João" e que acompanha a frota na condição de "cirurgião e físico", envia ao rei Português D. Manuel I, por intermédio de Gaspar de Lemos, uma carta na qual faz referência a suas atividades astronômicas no novo mundo. Refere-se, na mencionada missiva, à "Cruz", nome pelo qual era conhecido o Cruzeiro do Sul, já observado por Hiparco e por Ptolomeu, que o consideravam parte da constelação do Centauro. Na "Cruz", Mestre João assinala o fato de que suas "Guardas", as estrelas alfa e gama, apontam na direção do polo sul celeste, tal qual as "Guardas" ou "Ponteiros" da Grande Ursa em relação ao polo norte celeste. Talvez por querer comparar em excesso é que Mestre João escreve ter visto uma estrela "pequena" e "muito clara", réplica austral da "Polaris" boreal. Mestre João observ ainda as principais estrelas da constelação do Centauro, do Triângulo ( alfa, beta e delta ) e do Pavão ( beta, gama e delta ). Bastante curioso é que, em sua carta, não tenha aquele cirurgião, suposto astrônomo", feito qualquer menção a objetos já conhecidos de observadores dos céus austrais e que não têm equivalente no hemisfério norte, como as Nuvens de Magalhães, e que nenhuma palavra tenha dedicado ao "Saco de Carvão", nebulosa escura tão nítida no Cruzeiro do Sul O astrônomo polonês Nicolau Copérnico ( ) apresenta, pela primeira vez, sua teoria heliocêntrica no livro Commentariolus (Pequenos Comentários), que circula apenas entre seus amigos O navegador português Fernão de Magalhães ( ) observa as hoje chamadas Nuvens de Magalhães, duas galáxias-satélites da Via Láctea, durante a sua viagem de circum-navegação da Terra. A Grande Nuvem de Magalhães, localizada nas constelações de Monte Mesa e

19 Dourado, é a quarta maior galáxia do Grupo local, depois de Andrômeda (M31), Via Láctea e Triângulo (M33). Tem massa total equivalente a 10 bilhões de massas solares, está a anos-luz da Terra e apresenta magnitude aparente 0,9. A Pequena Nuvem de Magalhães, bem menor, é formada por algumas centenas de milhões de estrelas (A Via Láctea contém entre 200 e 400 bilhões). Localiza-se na constelação de Tucano, dista da Terra cerca de anos-luz e apresenta magnitude aparente 2, Durante esta passagem do cometa Halley, cujo periélio ocorre em 26 de agosto, o astrônomo germânico Peter Apianus ( ) observa que as caudas dos cometas estão sempre voltadas para a direção oposta à do Sol. Os conhecimentos hoje disponíveis permitem explicar esse fenômeno. Quando estão distantes do Sol, os cometas não têm cauda. À medida que se aproximam da estrela, o vento solar, emissão contínua de partículas eletricamente carregadas provenientes da coroa, empurra para trás parte da poeira e dos gases (cabeleira) que envolvem o núcleo cometário, formando a cauda. O processo inverso se dá quando, depois de passarem pelo periélio, os cometas se afastam do Sol: o vento solar empurra na direção dos cometas os gases e poeira que eles arrastam consigo, os quais voltam a se juntar ao núcleo, e então a cauda desaparece. As caudas dos cometas são, portanto, fenômenos cíclicos O italiano Marcellus Stellatus Palingenius (c ) afirma, em seu livro "Zodiacus Vitae", que o Universo é infinito Peter Apianus publica "Astronomicum Caesareum", que dedica ao imperador Carlos V ( ). É uma edição ilustrada da concepção cosmológica de Ptolomeu, constituindo-se num dos trabalhos mais importantes antes do aparecimento da obra de Copérnico (24 de maio) Nicolau Copérnico publica, com a decisiva colaboração do matemático e astrônomo austríaco Georg Joachim von Lauchen, Rheticus ( ), De Revolutionibus Orbium Coelestium (Sobre as Revoluções dos Orbes Celestes), um dos livros mais importantes da história da ciência. Nele, o astrônomo polonês propõe o heliocentrismo, que coloca o Sol no centro do Sistema Solar, contrariando o geocentrismo de Aristóteles e de Ptolomeu, e simplifica a compreensão dos movimentos planetários. A obra inclui cinco postulados que caracterizam o modelo heliocêntrico copernicano: 1. O princípio metafísico básico é o da perfeição do movimento circular; 2. O centro da Terra não é o centro do Universo, mas apenas o centro da esfera lunar; 3. O centro do mundo é Próximo do Sol; 4. É a Terra, e não a esfera das estrelas fixas, que gira em torno de seu eixo a cada 24 horas; 5. A distância Terra-Sol é muito menor do que a distância Solestrelas fixas. As ideias copernicanas abrem o caminho para o início do desenvolvimento da moderna ciência dos astros, contribuindo decisivamente para separar a astronomia da astrologia e da teologia o matemático alemão Erasmus Reinhold ( ) publica, com base no modelo copernicano, novas tabelas astronômicas as chamadas prutênicas ou

20 prussianas, superiores às alfonsinas, que haviam sido publicadas em o físico e filósofo italiano Giambattista Della Porta ( ), em sua obra "Magia Naturalis" (Magia Natural), chega a descrever um telescópio O Observatório de Kassel (Alemanha) é erguido por ordem de Guilherme IV e funciona ativamente por mais de trinta anos, durante os quais são acumulados numerosos registros sobre planetas O papa Pio V ( ) manda publicar um novo Breviário tentando ajustar as tabelas lunares e o sistema de anos bissextos, pois havia uma diferença de cerca de dez dias entre os anos trópico e juliano, o que interferia na data da Páscoa O Papa Pio V manda publicar um novo Missal tentando, mais uma vez, ajustar as tabelas lunares e o sistema de anos bissextos É inaugurado o Observatório do Colégio Romano, onde o astrônomo e jesuíta alemão Christopher Clavius ( ) inicia observações regulares, servindo-se de um setor zenital (11 de novembro) O astrônomo dinamarquês Tycho Brahe ( ) observa uma estrela nova. Ele havia descoberto uma supernova, que hoje tem o seu nome, na constelação de Cassiopeia Tycho Brahe publica o livro intitulado "De Stella Nova", (Sobre A Estrela Nova) para registrar a observação por ele feita, dois anos antes, acerca da existência de uma nova estrela nos céus. Em vista desse livro, eventos assim ficam conhecidos como "novas". Ao analisar suas próprias medidas e compará-las com as de outros observadores europeus, como as de Thomas Digges, Tycho Brahe descobre que essa nova estrela está muito além da Lua, indicando, portanto, um rompimento com a tradição aristotélica, segundo a qual tal objeto deveria estar na esfera sublunar, já que o céu era imutável. Registre-se que Tycho Brahe recusa o modelo de Copérnico porque ele contradiz a Bíblia e, também, porque não se observam paralaxes anuais das estrelas, uma consequência natural desse modelo O astrônomo inglês Thomas Digges ( ), o Primeiro a romper com a ideia das esferas fixas de Ptolomeu, considerando-os objetos a diferentes distâncias mas uniformemente distribuídos no espaço, decide escrever e anexar um suplemento a uma obra de seu pai, Leonard Digges ( ), intitulada Prognostication Everlasting. O suplemento, escrito para divulgar a teoria heliocêntrica de Copérnico, da qual Thomas Digges é um dos mais apaixonados defensores na Inglaterra, intitula-se A Perfit Description of the Coelestial Orbits (Uma descrição Completa das Esferas Celestes) e acaba se tornando um dos trabalhos científicos mais populares na Inglaterra da época, a ponto de merecer pelo menos sete edições entre 1586 e A remoção das esferas fixas, indicando que as estrelas não se acham sempre à mesma distância do Sol, mas se distribuem

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