Ministro Celso de Mello 25 ANOS NO STF

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1 Ministro Celso de Mello 25 ANOS NO STF

2 Ministro Celso de Mello 25 ANOS NO STF Brasília, agosto de

3 Secretaria-Geral da Presidência Flávia Beatriz Eckhardt da Silva Secretaria de Documentação Janeth Aparecida Dias de Melo Coordenadoria de Divulgação de Jurisprudência Juliana Viana Cardoso Redação: Janeth Aparecida Dias de Melo, Viviane Monici, Juliana Viana Cardoso, Janaína Vitória de Santana, Rochelle Quito e Ana Paula Alencar Produção editorial: Rochelle Quito Revisão: Amélia Lopes Dias de Araújo, Mariana Sanmartin de Mello, Patrícia Keico Honda Daher, Patrício Coelho Noronha, Rochelle Quito e Tatiana Viana Fraga Capa e projeto gráfico: Eduardo Franco Dias Diagramação: Camila Penha Soares, Eduardo Franco Dias e Neir dos Reis Lima e Silva Fotografias: Secretaria de Comunicação do Supremo Tribunal Federal; Secretaria de Documentação do Supremo Tribunal Federal; Agência Senado/Márcia Kalume (p. 125, primeira imagem) Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Supremo Tribunal Federal Biblioteca Ministro Victor Nunes Leal) Ministro Celso de Mello : 25 anos no STF / Supremo Tribunal Federal. Brasília : STF, p. : il., fots. 1. Ministro do Supremo Tribunal Federal, homenagem. 2. Ministro do Supremo Tribunal Federal, biografia. 3. Tribunal supremo, jurisprudência. I. Brasil. Supremo Tribunal Federal (STF). II. Mello Filho, José Celso de, CDD

4 SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes ( ), Presidente Ministro Enrique Ricardo Lewandowski ( ), Vice-Presidente Ministro José Celso de Mello Filho ( ), Decano Ministro Marco Aurélio Mendes de Farias Mello ( ) Ministro Gilmar Ferreira Mendes ( ) Ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha ( ) Ministro José Antonio Dias Toffoli ( ) Ministro Luiz Fux ( ) Ministra Rosa Maria Weber Candiota da Rosa ( ) Ministro Teori Albino Zavascki ( ) Ministro Luís Roberto Barroso ( )

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6 APRESENTAÇÃO Em agosto de 2014, o Ministro Celso de Mello completa 25 anos de efetivo exercício de suas atividades neste Supremo Tribunal Federal. Por ocasião de tão expressiva data, publica-se a presente obra, que nasce imbuída da insigne missão de ressaltar a postura e a atuação desse magistrado, que tanto tem dignificado os trabalhos da mais alta Corte do País. A homenagem, embora baseada em cuidadoso estudo, não tem a pretensão de estar à altura da trajetória trilhada pelo Ministro Celso de Mello ao longo de significativo período da história recente do Poder Judiciário no Brasil. Na verdade, não há homenagem que possa fazer jus a jurista de tão respeitável envergadura. Este livro apenas concretiza o desejo de registrar alguns pontos marcantes da carreira ímpar do Ministro Celso de Mello, pautada pela dedicação, pela sabedoria e pela vocação para oferecer jurisdição efetiva a todos que buscam amparo no Poder Judiciário brasileiro. Dedica-se, na obra, espaço para transcrição de trechos selecionados de algumas de suas didáticas decisões, que ecoam e ecoarão como influência marcante na presente e nas futuras gerações. Registrar essas notáveis manifestações é uma forma de reafirmar a crença de que o pensamento do Ministro jamais se perderá. Ainda sobre seus pronunciamentos nesta Corte, é possível declarar que o Ministro Celso de Mello tem o domínio da palavra, que desempenha seu ofício sempre com segurança fruto de sua convicção e que desafia o tempo, mostrando-se, não raro, um homem à frente dele. Não constitui exagero afirmar, ainda, que, na profundidade dedicada pelo Ministro a todas as questões, encontra-se abrigo seguro que conforta a cada um que procura esta Casa de Justiça. É imperioso deixar neste trabalho, também, o justo registro sobre a lhaneza do Ministro Celso de Mello no dia a dia; sobre a cordialidade com que trata a todos, sem nenhuma distinção; sobre as intervenções que faz, sempre tão pertinentes e conciliadoras. Todas essas posturas são próprias do Ministro, testemunhadas e reverenciadas por todos que lhe acompanham a rotina. Sobre a elogiada produção literária do Ministro Celso de Mello, é de se destacar o livro Constituição Federal Anotada, há muito esgotado nas livrarias do País, o que dá a dimensão de seu valor para os leitores. O estudo aprofundado da Carta Magna vigente à época assim como a construção doutrinária do Ministro alcançou o reconhecimento de renomados mestres do Direito. 5

7 É importante salientar, no entanto, que, ainda que se ocupassem todos os espaços deste livro, não seria possível retratar, com justiça, a edificação profissional desse magistrado, que tanto honra esta Suprema Corte, na medida em que faz concretizar a precípua missão por ela assumida, a de velar pela integridade e pelo cumprimento da Constituição Federal. Faz-se necessário aceitar, portanto, que qualquer tentativa de homenagear o Ministro Celso de Mello sempre resultará aquém do merecimento do Homem e do Juiz. A esta obra cabe simplesmente contribuir, sem pretensão de alcançar o ineditismo, com singelo registro de alguns momentos da reconhecida atuação profissional do Ministro, desempenhada com a nítida postura de cidadão da República. Nesse contexto, cabe tomar de empréstimo o pronunciamento do então jovem promotor que, há 37 anos, já demonstrava o mesmo entusiasmo que ainda hoje se nota, com idêntica intensidade, na atuação do Decano Ministro Celso de Mello. As palavras proferidas por ele na inauguração do fórum de Osasco parecem atuais, a traduzir estado de espírito que, não há dúvida, ainda se mostra presente em cada decisão prolatada pelo Ministro em seu ofício no Supremo: Sinta-se neste Fórum a presença física da Lei e do Direito, sinta-se nele o abrigo seguro de todos que são perseguidos pela violência. Entendemos viver esta Casa sob o princípio de que todos são iguais perante a Lei. Iguais governantes como governados, iguais ricos como pobres, iguais fortes como fracos. Passados tantos anos, o Ministro ainda se mostra fiel a este compromisso: o de oferecer justiça a todos, sem distinção. O discurso não se perdeu no tempo. Tampouco o pensamento por trás dele deixou de permanecer atual. Neste Jubileu de Prata, abrem-se as portas para a expressão magistral e para a trajetória irrepreensível do Ministro Celso de Mello. Sua Excelência segue com simplicidade seu destino e desenvolve, com a dedicação de sempre e a maestria dos sábios, as suas relevantes atribuições, deixando como legado lições que, por exemplares, serão sempre apreciadas e respeitadas. Secretaria de Documentação, agosto de 2014 Jubileu de Prata do Ministro CELSO DE MELLO

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10 BIOGRAFIA

11 José Celso de Mello Filho, filho do Prof. José Celso de Mello e da Prof.ª Maria Zenaide de Almeida Mello, nasceu em Tatuí, Estado de São Paulo, em 1º de novembro de Separado, tem duas filhas: Ana Laura Campos de Mello e Sílvia Renata Campos de Mello. Fez, em Tatuí/SP, na Escola Modelo e no Instituto de Educação Barão de Suruí, os cursos primário e secundário. Completou o curso colegial nos Estados Unidos da América, onde se graduou na Robert E. Lee Senior High School, em Jacksonville, Flórida (1963/1964). Graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, a tradicional Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (Turma de 1969), fundada em 11 de agosto de Ingressou no Ministério Público do Estado de São Paulo, em 1970, mediante concurso público de provas e títulos no qual foi classificado em primeiro lugar, permanecendo, nessa Instituição, até 1989, quando foi nomeado para o Supremo Tribunal Federal. Exerceu os cargos de Promotor de Justiça e Curador- -Geral nas Comarcas de Santos, Osasco, São José dos Campos, Cândido Mota, Palmital, Garça e São Paulo. Foi, ainda, Curador Fiscal de Massas Falidas, Curador de Resíduos, Curador Judicial de Ausentes e Incapazes, Curador de Fundações, Curador de Registros Públicos, Curador de Casamentos, Curador de Menores, Curador de Família e Sucessões, Curador de Acidentes do Trabalho e Promotor de Justiça Criminal, inclusive junto ao Tribunal do Júri. Titular do cargo de Procurador de Justiça no Estado de São Paulo (membro do Ministério Público de 2ª instância junto aos Tribunais locais), dele pediu exoneração quando nomeado para o cargo de Juiz do Supremo Tribunal Federal. Teve profícua atuação no magistério, como Professor de Direito Constitucional no Curso de Extensão e Preparação à Magistratura e ao Ministério Público de São Paulo, coordenado pelo Professor Damásio Evangelista de Jesus, entre 1976 e Integrou, por três vezes, a lista do quinto constitucional, por decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e do Conselho Superior da Magistratura (1988 e 1989), para efeito de preenchimento de vaga reservada à classe do Ministério Público nos Tribunais Paulistas. Foi Secretário-Geral da Consultoria-Geral da República (1986/ 1989). Exerceu o cargo de Consultor-Geral da República, em caráter interino, mediante nomeação presidencial, em diversos períodos, nos anos de 1986, 1987 e Foi nomeado Juiz do Supremo Tribunal Federal, mediante ato do Presidente da República (Decreto de ), ocupan do vaga decorrente da aposentadoria do Ministro Luiz Rafael Mayer. Tomou posse no cargo em 17 de agosto de Eleito pelo Supremo Tribunal Federal, integrou o Tribunal Superior Eleitoral, como Juiz Substituto, no período de 12 de junho de 1990 a 12 de junho de Em sessão de 19 de abril de 1995, foi eleito Vice-Presidente do Supremo Tribunal Federal, para o biênio 1995/1997. Em sessão de 9 de abril de 1997, foi eleito Presidente do Supremo Tribunal Federal. Em 22 de maio de 1997, tomou posse como Presidente do Supremo Tribunal Federal, cargo que exerceu até 27 de maio de Com a idade de 51 anos, foi o mais novo Presidente da Corte, desde a fundação, no Império, do Supremo Tribunal de Justiça. Em toda a história da Suprema Corte do Brasil (Império e República), foi o sexto paulista a exercer-lhe a Presidência. Dos estudantes da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (USP), foi o sétimo aluno, na República, a investir-se no cargo de Presidente do Supremo Tribunal Federal. Na ordem de sucessão dos Presidentes do Supremo Tribunal, foi o 35º Presidente do Supremo Tribunal Federal (fase republicana) e o 46º Presidente da Corte, desde a instituição do Supremo Tribunal de Justiça, no Império. Cumpriu dois mandatos como Ministro Substituto do Tribunal Superior Eleitoral, de 12 de junho de 1990 a 12 de junho de 1992 e de 25 de setembro de 2001 a 25 de setembro de É autor dos livros Constituição Federal Anotada, publicado em 1984 pela Editora Saraiva e reeditado em 1986, pela mesma editora, e Notas sobre o Supremo Tribunal (Império e República), 10

12 que foi produzido pelo Supremo Tribunal Federal e está em sua 3ª edição (2012). É também autor, dentre outros, dos seguintes trabalhos de doutrina jurídica: 1. Notas sobre as Fundações. Revista de Jurisprudência do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, São Paulo, v. 11, n. 49, p , nov./dez A tutela judicial da liberdade. Revista de Jurisprudência do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, São Paulo, v. 13, n. 60, p , set./out O direito do acusado à publicação do edital pela imprensa. Justitia, São Paulo, v. 38, n. 94, p , jul./set Apontamentos sobre o novo Código de Processo Civil. Justitia, São Paulo, v. 36, n. 85, p , abr./jun O embargo extrajudicial de obra nova no Código de Processo Civil. Justitia, São Paulo, v. 36, n. 84, p , jan./ mar O direito constitucional de reunião. Revista de Jurisprudência do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, São Paulo, v. 12, n. 54, p , set./out Aspectos da escritura pública. Justitia, São Paulo, v. 39, n. 97, p , abr./jun Apontamentos sobre a penhora no atual Código de Processo Civil: seus efeitos. Justitia, v. 36, n. 86, p , jul./set A Emenda Constitucional nº 1 e a extinção do júri de economia popular. Justitia, São Paulo, v. 33, n. 72, p. 7-10, jan./ mar A questão da eficácia executiva do cheque. Justitia, São Paulo, v. 35, n. 81, p , abr./jun O depósito judicial na concordata preventiva: sua natureza e seu objeto (artigo 175, parágrafo único, nº 1, da Lei de Falências). Justitia, São Paulo, v. 34, n. 76, p , jan./mar Crime de responsabilidade: processo e julgamento de Governador de Estado. Justitia, São Paulo, v. 42, n. 109, p , abr./jun Aspectos da elaboração legislativa. Justitia, São Paulo, v. 42, n. 108, p , jan./mar A liberdade de associação e a extinção dos partidos políticos. Justitia, São Paulo, v. 41, n. 107, p , out./dez O Ministério Público e a legalidade democrática. O Estado de São Paulo, São Paulo, n , 18 abr. 1982, p As crises do Ministério Público. O Estado de São Paulo, São Paulo, n , p. 53, 10 out O Ministério Público norte-americano. Justitia, v. 31, n. 65, p , abr./jun. 1969; Justitia, São Paulo, v. 60, n. especial, p , O Ministério Público e sua associação de classe. O Estado de São Paulo, São Paulo, n Nacional, p. A52, 4 jul Prorrogação de mandatos municipais. O Estado de São Paulo, São Paulo, n , p. 36, 13 nov Considerações sobre as medidas provisórias. Revista da Procuradoria Geral do Estado de São Paulo, São Paulo, n. 33, p , jun A separação de poderes e a consolidação da ordem democrática no Brasil. Revista da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, São Paulo, v. 92, p , O Supremo Tribunal Federal e a defesa das liberdades públicas sob a Constituição de 1988: alguns tópicos relevantes. In: MORAES, Alexandre (Coord.). Os 20 anos da Constituição da República Federativa do Brasil. São Paulo: Atlas, p O Supremo Tribunal Federal e a jurisprudência das liberdades sob a égide da Constituição de In: FURTADO, Marcus Vinícius (Coord.). Reflexões sobre a Constituição: uma homenagem da advocacia brasileira. Brasília: Alumnus: OAB, Conselho Federal, p O Supremo Tribunal Federal na Constituição de 1988: espaço de construção de uma jurisprudência das liberdades. In: A Constituição de 1988 na visão dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Brasília: Supremo Tribunal Federal, p BIOGRAFIA 11

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14 LINHA DO TEMPO

15 Em 1º de novembro, nasceu em Tatuí, Estado de São Paulo, filho do professor José Celso de Mello e da professora Maria Zenaide de Almeida Mello. Ingressou no Ministério Público do Estado de São Paulo, mediante aprovação em concurso público de provas e títulos, no qual foi classificado em primeiro lugar. De 1986 a 1989, foi Secretário-Geral da Consultoria-Geral da República. Em 1984, recebeu, da Câmara Municipal do Município e Comarca de Cândido Mota (SP), o Título de Cidadão Candidomotense, pelos relevantes serviços que prestou à cidade, na época em que era Promotor de Justiça. Em 1969, graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, a tradicional Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, fundada em 11 de agosto de Recebeu, em 1979, da Câmara Municipal de Osasco (SP), o Título de Cidadão Osasquense, pelos serviços prestados à cidade Entre 1952 e 1962, concluiu, na Escola Modelo e no Instituto de Educação Barão de Suruí, os cursos primário e secundário. Em 1976, tornou-se professor de Direito Constitucional no Curso de Extensão e Preparação à Magistratura e ao Ministério Público de São Paulo. Seguiu no posto até Em 30 de junho de 1989, foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal, indicado pelo então Presidente da República, José Sarney. Tomou posse no cargo, em 17 de agosto, na vaga do Ministro Rafael Mayer. Em 1963, recebeu, aos 18 anos, o título de cidadão honorário de Jacksonville, Flórida, EUA, por deliberação unânime do City Council. Completou, em 1964, o curso colegial nos Estados Unidos da América, onde se graduou na Robert E. Lee Senior High School, em Jacksonville, Flórida, EUA. De 1990 a 1992, integrou o Tribunal Superior Eleitoral, como Ministro Substituto. 14

16 Tomou posse, em 22 de maio de 1997, como Presidente do Supremo Tribunal Federal, para o biênio 1997/1999. Tornou-se, com 51 anos de idade, o mais jovem Ministro a assumir a Presidência do STF, em toda a história da Suprema Corte (Império e República). Em 30 de abril de 2002, passou a presidir a Segunda Turma, com a aposentadoria do Ministro Néri da Silveira. Em 19 de junho de 2008, propôs, em Sessão Administrativa, a alteração do artigo 4º do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, para que houvesse alternância das Presidências das Turmas entre seus membros. A aprovação da proposta, unânime, resultou na Emenda Regimental 25. Recebeu da Câmara Municipal de Sorocaba o Título de Cidadão Sorocabano. LINHA DO TEMPO Em 1999, recebeu, da Câmara Municipal do Município e Comarca de Cândido Mota (SP), como Presidente do Supremo Tribunal Federal, à época, o Cartão de Honra ao Mérito, em reconhecimento aos relevantes serviços desenvolvidos junto à Corte Maior, no mais alto cargo da justiça brasileira. Lançou, em 2004, a primeira edição do livro Notas sobre o Supremo Tribunal (Império e República), com informações e curiosidades sobre o Tribunal, desde o Império até a República. Em 2013, recebeu, da Câmara Municipal do Município de Cândido Mota (SP), o Título de Cidadão Honorário de Cândido Mota. Completou, em agosto, Jubileu de Prata, por 25 anos de exercício no cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal. 15

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18 MINISTRO CELSO Um homem à frente do seu tempo

19 INDICAÇÃO DE UMA MULHER PARA O CARGO DE MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL 1996 u sei que há, mesmo internamente, reações Econtrárias, mas é chegado o momento. Nós temos juristas mulheres altamente qualificadas. Mulheres cuja atividade intelectual vem enriquecendo a literatura jurídica nacional. Prefiro não mencionar nomes, mas basta olhar na minha estante. Eu me pergunto: já não vem tarde uma nomeação para o Supremo? Eu acho que é um ato importante. (Ministro Celso de Mello. Entrevista concedida à Folha de S.Paulo, em 18/11/1996.) 2000 primeira mulher a investir-se como Ministra do Supremo Tribunal Federal foi a Ministra Ellen Gracie Northfleet, natural do Rio de Janeiro/ A RJ, nomeada pelo Presidente da República Fernando Henrique Cardoso, em 23/11/2000, havendo tomado posse, como Ministra da Suprema Corte, em 14/12/2000. (...) A escolha de uma mulher para o Supremo Tribunal Federal representou um gesto emblemático, pois constituiu um ato denso de significação histórica e pleno de consequências políticas. (...) O ato de escolha da Ministra Ellen Gracie para o Supremo Tribunal Federal além de expressar a celebração de um novo tempo teve o significado de verdadeiro rito de passagem, pois inaugurou, de modo positivo, na história judiciária do Brasil, uma clara e irreversível transição para um modelo social que repudia a discriminação de gênero, ao mesmo tempo em que consagra a prática afirmativa e republicana da igualdade. (Ministro Celso de Mello. Trecho do livro Notas sobre o Supremo Tribunal (Império e República).) 18

20 USUÁRIO DE DROGAS E O SISTEMA REPRESSIVO 1997 punição pelo tráfico de drogas deve ser intensa e grave. É um delito que ofende de modo A profundo a estabilidade das relações sociais. No entanto, acho questionável a punição penal do consumidor. Muito mais do que um agente criminoso, ele me parece uma vítima. O consumidor deve merecer atenção, tratamento, não uma reação repressiva. (Ministro Celso de Mello. Entrevista concedida à Folha de S.Paulo, em 19/5/1997.) DOS CRIMES E DAS PENAS 2006 Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas: I advertência sobre os efeitos das drogas; II prestação de serviços à comunidade; III medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. (...) 5º A prestação de serviços à comunidade será cumprida em programas comunitários, entidades educacionais ou assistenciais, hospitais, estabelecimentos congêneres, públicos ou privados sem fins lucrativos, que se ocupem, preferencialmente, da prevenção do consumo ou da recuperação de usuários e dependentes de drogas. (Lei nº , de 23/8/2006, que, ao diferenciar as sanções penais impostas ao traficante e ao consumidor de drogas, a este não comina pena privativa de liberdade.) MINISTRO CELSO Um homem à frente do seu tempo 19

21 ANTECIPAÇÃO DE PARTO NO CASO DE ANENCEFALIA 1997 FOLHA Legalização do aborto. Celso de Mello Em termos absolutos, sou contra. Mas sou favorável à ampliação das hipóteses de aborto consentido. Não apenas no caso de risco iminente da vida da gestante, mas também no caso do comprometimento de sua saúde, hipótese não prevista legalmente. E também nos casos de processos patológicos que afetem o nascituro, gerando estados de má-formação fetal que suprimam qualquer expectativa de vida. O aborto não deve ser estimulado como prática de controle de natalidade. (Ministro Celso de Mello. Entrevista concedida à Folha de S.Paulo, em 19/5/1997.) 2012 ste é um julgamento que se mostra fiel ao espírito de nossa era e à Erealidade de nossos tempos, pois reflete a esperança de um número indeterminado de mulheres que, embora confrontadas com a triste e dramática situação de serem portadoras de feto anencefálico, estão a receber, hoje, aqui e agora, o amparo jurisdicional do Supremo Tribunal Federal que lhes garante o exercício, em plenitude, do direito de escolha entre prosseguir no curso natural da gestação ou interrompê-la, sem receio, neste caso, de sofrer punição criminal ou indevida interferência do Estado em sua esfera de autonomia privada. (Ministro Celso de Mello. Voto na ADPF 54/DF, cujo julgamento foi concluído em 12/4/2012, quando o STF reconheceu à gestante o direito de optar pela antecipação terapêutica do parto nos casos de anencefalia do feto.) 20

22 UNIÃO HOMOAFETIVA 1997 união homossexual traduz uma consequência inevitável de uma nova visão que deve- A mos ter em relação a todos os grupos sociais. A Constituição assegura a qualquer pessoa o direito à livre opção sexual. É chegado o momento de o legislador estabelecer os efeitos jurídicos, especialmente no plano pessoal e patrimonial, derivados da união homossexual. Qualquer posição em sentido contrário acaba gerando um indevido tratamento discriminatório. (Ministro Celso de Mello. Entrevista concedida à Folha de S.Paulo, em 19/5/1997.) 2011 om este julgamento, o Brasil dá um passo significativo contra a discriminação e contra o tratamento excludente que têm marginalizado C grupos minoritários em nosso País, o que torna imperioso acolher novos valores e consagrar uma nova concepção de Direito fundada em nova visão de mundo, superando os desafios impostos pela necessidade de mudança de paradigmas, em ordem a viabilizar, como política de Estado, a instauração e a consolidação de uma ordem jurídica genuinamente inclusiva. (...) (...) a qualificação da união estável entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar, desde que presentes, quanto a ela, os mesmos requisitos inerentes à união estável constituída por pessoas de gêneros distintos, representará o reconhecimento de que as conjugalidades homoafetivas, por repousarem a sua existência nos vínculos de solidariedade, de amor e de projetos de vida em comum, hão de merecer o integral amparo do Estado, que lhes deve dispensar, por tal razão, o mesmo tratamento atribuído às uniões estáveis heterossexuais. (Ministro Celso de Mello. Voto na ADPF 132/RJ, cujo julgamento foi concluído em 5/5/2011, quando o STF reconheceu a união homoafetiva como entidade familiar e garantiu a ela os mesmos direitos e deveres que emanam da união estável entre homem e mulher.) MINISTRO CELSO Um homem à frente do seu tempo 21

23 INFIDELIDADE PARTIDÁRIA 1989 sses aspectos justificam a tese do impetrante, Eno sentido de que a preservação dos vínculos com o Partido Político, sob cuja legenda foi disputado o processo eleitoral, constitui requisito de investidura do suplente no mandato parlamentar. Trata-se de entendimento perfeitamente compatível com a exigência político-jurídica de fortalecimento das agremiações partidárias. Por isso mesmo, a relação de contemporaneidade entre a abertura da vaga, a sua imputação a determinado partido político e a integridade do vínculo partidário constituem fatores determinantes da concretização, em direito subjetivo, de uma situação de mera expectativa, até então. Assim, voto pela concessão do mandado de segurança. (Ministro Celso de Mello. Voto vencido no MS /DF, cujo julgamento foi concluído em 11/10/1989. O STF indeferiu o mandado de segurança, por maioria, ao entender que não perde a condição de suplente o candidato diplomado pela Justiça Eleitoral que, posteriormente, se desvincula do partido ou aliança partidária pelo qual se elegeu.) 2007 exigência de fidelidade partidária traduz e reflete valor constitucional impregnado de elevada significação político-jurídica, cuja A observância, pelos detentores de mandato legislativo, representa expressão de respeito tanto aos cidadãos que os elegeram (vínculo popular) quanto aos partidos políticos que lhes propiciaram a candidatura (vínculo partidário). (...) A repulsa jurisdicional à infidelidade partidária, além de prestigiar um valor eminentemente constitucional (CF, art. 17, 1º, in fine ), (a) preserva a legitimidade do processo eleitoral, (b) faz respeitar a vontade soberana do cidadão, (c) impede a deformação do modelo de representação popular, (d) assegura a finalidade do sistema eleitoral proporcional, (e) valoriza e fortalece as organizações partidárias e (f) confere primazia à fidelidade que o Deputado eleito deve observar em relação ao corpo eleitoral e ao próprio partido sob cuja legenda disputou as eleições. (Ministro Celso de Mello. Ementa do MS /DF, Rel. Min. Celso de Mello, cujo julgamento foi concluído em 4/10/2007, quando o STF, alterando o entendimento anterior, denegou, por maioria, o mandado de segurança, para reconhecer a perda do mandato do parlamentar que, de forma injustificada, se desvincula do partido pelo qual se elegeu.) 22

24 NECESSIDADE DE COMUTAÇÃO DA PENA DE PRISÃO PERPÉTUA PARA EFEITOS DA EXTRADIÇÃO 1990 antendo-me fiel a essa posição assumida Mpelo Estado brasileiro e consagrada em seu documento constitucional, defiro o pedido ora em julgamento, com a ressalva que considero necessária de comutação da pena perpétua em pena privativa de liberdade não superior a 30 (trinta) anos. Estendo essa ressalva, por igual razão, à pena de trabalhos forçados. Pela primeira vez, na história do direito penal positivo brasileiro, constitucionalizou- -se, em nosso sistema jurídico, a vedação absoluta, dirigida ao Estado, de cominar e de impor, concretamente, quaisquer penas de trabalhos forçados. É o que diz, expressis verbis, o art. 5º, inciso XLVII, alínea c, de nosso estatuto fundamental. Note-se, porém, que a norma constitucional, ao assim dispor, teve o objetivo de proscrever somente a imposição laboral enquanto sanção de natureza penal. Com estas considerações, e dando maior extensão nos termos já referidos às restrições feitas pelo eminente Relator, acompanho S. Exa., para deferir o presente pedido extradicional. (Ministro Celso de Mello. Voto parcialmente vencido na Ext 486/Reino da Bélgica, cujo julgamento foi concluído em 7/3/1990, quando ficou consignado que era cabível a ressalva quanto à pena de morte, mas não quanto às penas de prisão perpétua ou de trabalhos forçados.) 2004 xtradição e prisão perpétua: necessidade de prévia comutação, em Epena temporária (máximo de 30 anos), da pena de prisão perpétua Revisão da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, em obediência à declaração constitucional de direitos (CF, art. 5º, XLVII, b ). A extradição somente será deferida pelo Supremo Tribunal Federal, tratando-se de fatos delituosos puníveis com prisão perpétua, se o Estado requerente assumir, formalmente, quanto a ela, perante o Governo brasileiro, o compromisso de comutá-la em pena não superior à duração máxima admitida na lei penal do Brasil (CP, art. 75), eis que os pedidos extradicionais considerado o que dispõe o art. 5º, XLVII, b, da Constituição da República, que veda as sanções penais de caráter perpétuo estão necessariamente sujeitos à autoridade hierárquico-normativa da Lei Fundamental brasileira. Doutrina. Novo entendimento derivado da revisão, pelo Supremo Tribunal Federal, de sua jurisprudência em tema de extradição passiva. (Ministro Celso de Mello. Ementa da Ext 855/República do Chile, Rel. Min. Celso de Mello, cujo julgamento foi concluído em 26/8/2004, quando o STF alterou a jurisprudência anterior, para deferir, por unanimidade, a extradição e, por maioria, condicionar a entrega do extraditando à comutação das penas de prisão perpétua em pena de, no máximo, 30 anos de reclusão.) MINISTRO CELSO Um homem à frente do seu tempo 23

25 MARCHA DA MACONHA E LIBERDADE DE EXPRESSÃO 1997 ISTOÉ Quem emite uma opinião como as bandas que defendem a legalização da maconha deve ir para a cadeia? Celso de Mello Ninguém pode ser punido pelo fato de exercer de maneira legítima a liberdade de expressão. A punição de uma opinião pessoal representa um gesto de intolerância. As leis penais devem ser interpretadas em conformidade com a Constituição. E a Constituição assegura às pessoas o exercício legítimo da liberdade de expressão, do pensamento e do direito de criação artística. A intervenção do poder público na esfera do pensamento humano ou na criação artística representa um gesto altamente perigoso. Não tem sentido neutralizar de maneira arbitrária o processo de criação artística ou de expressão do pensamento. (Ministro Celso de Mello. Entrevista concedida à revista ISTOÉ, em 17/12/1997.) 2011 Marcha da Maconha : expressão concreta do exercício legítimo, porque fundado na Constituição da República, das liberdades funda- A mentais de reunião, de manifestação do pensamento e de petição. É importante destacar (...) que, ao contrário do que algumas mentalidades repressivas sugerem, a denominada Marcha da Maconha, longe de pretender estimular o consumo de drogas ilícitas, busca, na realidade, expor, de maneira organizada e pacífica, apoiada no princípio constitucional do pluralismo político (fundamento estruturante do Estado democrático de direito), as ideias, a visão, as concepções, as críticas e as propostas daqueles que participam, como organizadores ou como manifestantes, desse evento social, amparados pelo exercício concreto dos direitos fundamentais de reunião, de livre manifestação do pensamento e de petição. Nesse contexto, a questionada (e tão reprimida) Marcha da Maconha é bem a evidência de como se interconexionam as liberdades constitucionais de reunião (direito-meio) e de manifestação do pensamento (direito-fim ou, na expressão de Pedro Lessa, direito-escopo ), além do direito de petição, todos eles igualmente merecedores do amparo do Estado, cujas autoridades longe de transgredirem tais prerrogativas fundamentais deveriam protegê-las, revelando tolerância e respeito por aqueles que, congregando-se em espaços públicos, pacificamente, sem armas, apenas pretendem (...), valendo-se, legitimamente, do direito à livre expressão de suas ideias e opiniões, transmitir, mediante concreto exercício do direito de petição, mensagem de abolicionismo penal quanto à vigente incriminação do uso de drogas ilícitas. (Ministro Celso de Mello. Voto na ADPF 187/DF, Rel. Min. Celso de Mello, cujo julgamento foi concluído em 15/6/2011, quando o STF, por unanimidade, julgou procedente a arguição de descumprimento de preceito fundamental, para dar, ao art. 287 do CP, interpretação conforme à Constituição, de forma a excluir qualquer exegese que possa ensejar a criminalização da defesa da legalização das drogas, ou de qualquer substância entorpecente específica, inclusive através de manifestações e eventos públicos.) 24

O STF e a Voz das Ruas: como a Corte vê as manifestações populares?

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