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1 Usuário, você está recebendo as novidades da ABECIP Terça-Feira, 15 de Março de 2011 Inscreva-se no MBA Financiamento e Negócios Imobiliários Início: abril CDHU busca seguradora para moradias (Valor Econômico pág C3 15/03/2011) A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), vinculada à Secretaria de Habitação paulista, vai contratar por meio de pregão eletrônico, no dia 25 deste mês, uma nova seguradora para apólices de suas moradias populares. São R$ 5,8 bilhões de valores segurados para morte ou invalidez permanente e R$ 8,3 bilhões para danos físicos, num total de 340 mil beneficiários atendidos. O contrato valerá por 24 meses a partir de abril e poderá ser renovado por até 60 meses. "Temos um contrato ativo desde 2007 e a intenção agora é conseguir um valor menor a ser cobrado dos mutuários", diz Adão Borges Vasconcelos, superintendente de Finanças da CDHU. O seguro garante a quitação do imóvel com a CDHU em caso de morte da pessoa responsável pagamento e também cobre prejuízos provocados por danos físicos como incêndios, raios, vendavais, destelhamentos, inundações, explosões, desmoronamentos totais ou parciais. O beneficiário da CDHU paga hoje cerca de R$ 13 mensais pelos dois seguros, valor cobrado no boleto da prestação da casa. O pregão será realizado pela Bolsa Eletrônica de Compras (BEC), sistema informatizado do governo de São Paulo. Para participar da concorrência, as empresas precisam estar no Cadastro Unificado de Fornecedores do Estado de São Paulo (Caufesp) e acessar o edital no site companhia. O governo publicou o aviso do pregão no Diário Oficial de sábado. O superintendente de Finanças da CDHU explica que o seguro é necessário para cobrir os investimentos realizados pela companhia com recursos do Estado. Desde o fim da década de 80, o governo paulista destina parcela do ICMS para investimento em habitação popular. Além desses investimentos, a CDHU possui empreendimentos com recursos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) que conta com um seguro próprio. O futuro do preço dos imóveis (Gazeta do Povo Online 15/03/2011) Na semana passada, conversando com um amigo que está em busca de imóveis para investimento, ouvi uma história que me chamou a atenção. Um corretor, ligado a uma grande imobiliária que atua na cidade, telefonou com uma proposta: daria ao meu amigo uma gratificação em dinheiro para que ele o escolhesse para buscar imóveis. O normal, o leitor sabe, é que o corretor seja remunerado para prestar serviços desse tipo. Do ponto de vista econômico, faz sentido: um negócio envolvendo um apartamento de R$ 350 mil pode render uma comissão de até R$ 21 mil (6% do valor do imóvel). Uma parte ficaria com ele, outra com a empresa para a qual trabalha. Na prática, ele estaria dividindo essa corretagem com o cliente. Foi a primeira vez que ouvi falar de uma prática como essa. Sem nem entrar no campo da ética - duvido que seus colegas aprovem a atitude -, dá para imaginar como anda a concorrência

2 nesse mercado, que está batendo recordes há muito tempo. Será um sinal de saturação? Segundo o economista Lucas Dezordi, do FAE Centro Universitário, é bem provável que sim. "Os ganhos têm sido tão gordos que, para manter essa rentabilidade alta, os agentes desse mercado concordam em repassar uma parte do benefício para o cliente", explica. Esse repasse não se dá em termos de desconto, porque o interesse de incorporadores e imobiliárias é manter o nível de preços. Em vez disso, eles concedem benefícios adicionais. A lógica, compara ele, é a mesma da concessionária que dá IPVA grátis para quem tira um carro zero ou da construtora que dá uma tevê de brinde para quem compra uma casa. Só que mais agressiva. Um estudo do próprio Dezordi (Desempenho e Projeções no Preço Médio dos Imóveis em Curitiba: Apartamentos de 1 a 4 quartos, publicado pelo FAE Centro Universitário), feito no ano passado, mostra que os apartamentos de quatro dormitórios valorizaram-se em 38% de janeiro a setembro de Muito mais do que qualquer outro investimento financeiro no período. Essa é a mágica que o mercado quer manter. Se vai ou não conseguir, é outra história. O tema é polêmico entre os economistas, que têm discutido nos últimos meses se há ou não uma bolha no mercado imobiliário de cidades como a capital paranaense. Embora o debate seja acadêmico, ele interessa ao público em geral porque traz em si uma especulação sobre o futuro desse mercado. Bolhas estouram e, se há uma bolha, em algum momento do futuro teremos uma queda acentuada de preços. Se não há bolha, os preços devem se estabilizar. Dezordi não crê em bolha. Para ele, os preços subiram porque há uma demanda reprimida e o país teve um aumento na renda da população. Com base em variáveis como o volume de recursos disponíveis para financiamento imobiliário e o valor do salário mínimo, ele projeta que em julho deste ano o preço médio do metro quadrado dos apartamentos em Curitiba chegará a R$ 2.855,11 - um aumento de 9,13% em relação ao mesmo mês de Mais para frente, ainda de acordo com ele, virá a estabilidade. "Muitos empreendimentos já estão mantendo as tabelas do ano passado", observa. Enquanto isso, na bolsa... Quer mais um sinal de que o ponto de saturação se aproxima? Então lá vai... Na sexta-feira, a construtora Cyrela anunciou uma revisão das suas metas de lançamentos para 2011 e Quando os planos foram traçados, em novembro de 2009, a empresa projetava para este ano lançar o equivalente a algo entre R$ 8,3 bilhões e R$ 9,1 bilhões. Agora, estima ficar entre R$ 7,6 bilhões e R$ 8,5 bilhões. Para 2012, o objetivo da construtora era ficar entre R$ 10,5 bilhões e R$ 11,5 bilhões. Agora, vai de R$ 8,7 bilhões a R$ 9,8 bilhões. Por ser uma das três maiores do ramo da construção civil no país, a empresa é uma referência e tanto. O mercado não gostou muito da informação: as ações da empresa caíram 6,48% no pregão de ontem da bolsa de São Paulo. E arrastaram junto o Imob, índice de empresas do setor imobiliário, que caiu 0,51%. Só para comparar, o Ibovespa ficou positivo em 0,73%. Planilha A leitora Rosilda escreve contando que, há coisa de um ano, passou a usar uma planilha eletrônica para controlar os gastos domésticos. Foi o suficiente para colocar as finanças da casa em ordem e começar a guardar dinheiro numa caderneta de poupança. Parabéns, Rosilda! COMUNICADOS COMUNICADO ABECIP Nº CARTA-CIRCULAR Nº ESCLARECIMENTOS SOBRE INFORMAÇÕES RELATIVAS AO DIRECIONAMENTO DOS RECURSOS DA POUPANÇA Foi divulgada no site do Banco Central a Carta-Circular nº 3.492, esclarecendo os procedimentos para a prestação de informações relativas ao direcionamento dos recursos da poupança, de que trata a Resolução nº Os novos domínios do Sistema de Pagamentos Brasileiro já haviam sido divulgados por meio dos Comunicados nº , de , e nº , de Solicitamos que as dúvidas porventura existentes sobre o teor dos referidos normativos sejam encaminhadas ao endereço eletrônico para avaliação da necessidade de realização de reunião específica para tratar do assunto.

3 COMUNICADO ABECIP Nº IV REUNIÃO DA COMCAP Convidamos nossos associados para participarem da IV Reunião da Comissão de Captação de Recursos da ABECIP - COMCAP, a se realizar no dia 25 de março de 2011, sexta-feira, das 10h às 12h30, na sede da ABECIP, à Avenida Brigadeiro Faria Lima, 1485, 13º andar, Torre Norte, São Paulo, quando será discutida a seguinte ordem do dia: 1. ATA DA III REUNIÃO 2. ASPECTOS OPERACIONAIS DA POUPANÇA: 2.1 CONTAS DE POUPANÇA COM BAIXA MOVIMENTAÇÃO E COM MOVIMENTAÇÃO DE PEQUENOS VALORES 2.2 CONTA DE POUPANÇA INTEGRADA À CONTA INVESTIMENTO 2.3 PROCESSO DE ABERTURA DE CONTA DE POUPANÇA: FRAUDE DOCUMENTAL 2.4 IMPRESSÃO DE EXTRATO DE IMPOSTO DE RENDA DE POUPANÇA 3. DESENVOLVIMENTO DE ESTUDOS: 3.1 COMPULSÓRIO DA POUPANÇA 3.2 REMUNERAÇÃO DA POUPANÇA 4. CAPTAÇÃO DE RECURSOS E A CONSOLIDAÇÃO DAS REGRAS PARA PREVENÇÃO E COMBATE AOS CRIMES DE LAVAGEM DE DINHEIRO: CIRCULAR BACEN Nº 3.461, DE DESEMPENHO DA POUPANÇA 6. ASSUNTOS GERAIS NOTICIÁRIO DE IMPRENSA NACIONAL Cyrela despenca após reduzir metas (Valor Econômico pág D3 15/03/2011) Os investidores reagiram mal ao anúncio feito pela Cyrela, que reduziu estimativas de lançamentos, vendas e margens neste ano e no próximo. O resultado foi a queda de 6,5% das ações ontem, a maior do Ibovespa, principal índice da bolsa paulista. O papel fechou cotado a R$ 15,15, menor valor desde julho de A ação movimentou R$ 275,4 milhões, o terceiro maior giro da bolsa. A média diária de negócios com os papéis nos últimos 12 meses é de R$ 71,8 milhões.

4 No começo da noite de sexta-feira, a Cyrela informou que havia reduzido sua previsão para as vendas contratadas de uma faixa entre R$ 7,6 bilhões a R$ 8,4 bilhões em 2011 para R$ 6,9 bilhões a R$ 7,7 bilhões. Para 2012, as projeções desceram de um intervalo entre R$ 9,7 bilhões a R$ 10,7 bilhões para R$ 8 bilhões a R$ 8,9 bilhões. As previsões anteriores - de vendas, lançamentos e margens - foram feitas em novembro de 2009 e desde aquela época o mercado já julgava ousada a atitude da companhia de projetar, por um prazo tão longo, tantos números. Considerando o ponto médio das faixas, redução para as vendas contratadas foi de 9% para 2011 e de 17% para Para a margem ebitda, a companhia projetava um intervalo entre 20% a 24% para 2011 e também em E agora reduziu para uma faixa entre 15% a 19% este ano e de 18 a 22% ano que vem. Os analistas do Credit Suisse, Marcello Milman e Alexandre Queiroz, escreveram, em relatório, que a revisão em si não foi uma surpresa, mas a magnitude dela, sim. "Em resumo, as novas estimativas mostram que a Cyrela está crescendo menos e com margens menores. Em nossa avaliação, isso sinaliza alguns problemas estruturais em sua estratégia de expansão baseada em parcerias, que parecem estar afetando a rentabilidade", afirmaram. "Mais do que isso, acreditamos que esses problemas não parecem ser simples de resolver, o que pode levar a novas reduções de projeções", avaliam. Os analistas acreditavam que, até o fechamento de sexta-feira, apesar de a ação da Cyrela acumular perda de 26% no ano, ainda assim não estava a valores que chamavam a compra, uma vez que a empresa é negociada com prêmio entre 10% e 15% em relação a seus pares. Procurada, a Cyrela informou estar em período de silêncio por conta da divulgação do balanço, agendada para dia 28 de março e não concedeu entrevista. Inicialmente, o anúncio dos resultados estava previsto para hoje. Os analistas Guilherme Vilazante e Vinicius Mastrorosa, do Barclays, lembraram que a Cyrela sempre foi negociada com prêmio em relação às concorrentes por conta de sua boa reputação em termos de execução e das margens superiores, e que, após anúncio, essa reputação que embute o prêmio tende a acabar. "A ação poderá ter uma fraca performance se os investidores adotarem uma postura de esperar para ver em relação ao papel. Se for assim, a empresa terá de apresentar alguns trimestres de bons resultados até que a ações recuperem terreno", escreveram os analistas do Barclays. O Barclays diz que, de certa forma, o anúncio é bem visto porque já há alguns dias o mercado esperava por ele e a incerteza em relação aos novos números já havia provocado a saída de alguns investidores do papel. Para os lançamentos, a companhia informou que reduziu sua previsão neste ano de uma faixa de R$ 8,3 a R$ 9,1 bilhões para um intervalo entre R$ 7,6 bilhões a R$ 8,5 bilhões. Para 2012, a estimativa passou de um valor entre R$ 10,5 bilhões e R$ 11,5 bilhões para R$ 8,7 bilhões a R$ 9,8 bilhões. A queda das ações da Cyrela foi tão expressiva que a companhia - líder do setor até o ano passado - ficou atrás da MRV, empresa mineira que atua na baixa renda. Foi a primeira vez que a companhia ficou na terceira posição em valor de mercado entre as abertas. A PDG Realty, que assumiu a liderança após a compra da Agre, fechou ontem com queda de 0,32% e valor de mercado de R$ 10,343 bilhões. A MRV ficou estável, avaliada em R$ 6,498 bilhões e a Cyrela fechou o dia valendo R$ 6,408 bilhões. Fontes do setor defendem que não se trata de uma tendência ou um problema generalizado. Embora o mercado aponte para um ano mais lento em termos de velocidade de vendas e com pouco espaço para alta de preços. Por enquanto, apenas Rodobens e CCP - braço de imóveis comerciais da própria Cyrela - divulgaram resultado. As prévias operacionais apontam setor ainda aquecido. Os problemas da Cyrela começaram a aparecer no último trimestre do ano passado, quando a companhia teve que colocar no mercado mais empreendimentos do que havia lançado o ano inteiro. Conseguiu, mas enfrentou um mercado bastante concorrido. Internamente, a companhia também vive momento delicado. Segundo o Valor apurou, a Cyrela acaba de criar o cargo de vice-presidente financeiro e escolheu José Florêncio Rodrigues Neto para ocupá-lo. O executivo, que esteve no grupo Camargo Correa por nove anos, e sua última função foi diretor financeiro da divisão de engenharia e construção, começou na Cyrela há um mês. Vai se reportar diretamente a Elie Horn e irá coordenar o processo de planejamento financeiro e de resultados. Luis Largman, diretor financeiro e de relações com investidores, fica abaixo de Rodrigues, o que teria gerado desconforto. A venda de 60% do capital do banco Matone para o grupo controlador do frigorífico JBS, Fusão com JBS dá fôlego para Matone emprestar (Valor Econômico pág C5 15/03/2011)

5 anunciada ontem, põe fim - ao menos, por ora - à busca por um novo sócio, que vem sendo empreendida desde Em junho de 2008, um grupo de ex-sócios do Pactual, na época encabeçado por André Esteves, chegou a avaliar a compra de uma fatia minoritária no Matone, mas as conversas não evoluíram. A fusão chega em boa hora para o Matone. De pronto, a operação vai reforçar sua estrutura de capital, sustentando a expansão das concessões de crédito. "Prefiro ser minoritário em um negócio maior a ter o controle total de um negócio menor", afirma Alberto Matone, presidente da instituição financeira que leva seu sobrenome. Faz parte dos planos, mais para frente, uma oferta pública de ações do novo banco, que deve ganhar também novo nome assim que a parceria receber o aval do Banco Central (BC). Após efetivado um aporte de R$ 300 milhões (R$ 200 milhões no Banco JBS e R$ 100 milhões no Matone), o balanço consolidado das duas instituições vai apresentar um patrimônio líquido de R$ 550 milhões. As carteiras de crédito somam R$ 2,5 bilhões. A expectativa de Joesley Batista, presidente da holding J&F (debaixo da qual está a J&F Participações Financeiras, controladora do Banco JBS), é que o saldo de financiamentos alcance cerca de R$ 6 bilhões em um ano e meio. O cenário é bem diferente daquele que se desenhava no horizonte do Matone até então. Em setembro, quando o patrimônio líquido do banco era de R$ 231 milhões, seu índice de Basileia (capital para a cobertura de eventuais perdas com operações de crédito) estava em 9,13%, abaixo do mínimo de 11% exigido pelo BC. O banco chegou, inclusive, a ter sua nota de risco de crédito rebaixada pela Fitch Ratings há três semanas. Em dezembro, o patrimônio líquido do Matone era ainda menor do que em setembro, de R$ 180 milhões, segundo Matone - o balanço auditado do banco em 2010 deverá ser divulgado nos próximos dias. Com o mercado de cessão de carteiras de crédito ainda travado por conta das fraudes apuradas no PanAmericano e a exigência de mais capital para a concessão de empréstimos com prazo superior a 36 meses - medida do BC que atingiu em cheio o segmento de atuação do Matone, o crédito consignado em folha de pagamento -, a tendência era de que a pressão sobre o banco aumentasse ainda mais. "Agora voltaremos a ter folga", afirma Matone. Segundo fontes de mercado, o banco chegava a produzir, por mês, R$ 170 milhões em crédito consignado, só que não tinha capital suficiente para sustentar esse ritmo. Com a fusão, Matone também espera reduzir em 10% o custo de captação do banco no mercado. Em 2010, até setembro, o Matone acumulava prejuízo de R$ 10,483 milhões. O Banco JBS, ao contrário do Matone, possui bastante folga de capital. Seu índice de Basileia, em setembro, era de 27,91%. Trata-se de uma instituição nova, com apenas três anos de vida e um patrimônio líquido pequeno, de R$ 104,35 milhões. Criado para financiar a cadeia de pecuaristas fornecedores do frigorífico do grupo, o Banco JBS vai expandir agora a atuação para atender ao varejo, público-alvo do Matone. O novo banco a ser formado a partir da união entre as duas instituições financeiras vai explorar também o crédito imobiliário, segmento no qual o Matone já conta com alguma presença. NOTICIÁRIO DE IMPRENSA REGIONAL A nova geração imobiliária brasileira (Todo Dia 15/03/2011) O Brasil vive um momento aquecido do mercado imobiliário. O aumento na renda da população e as facilidades dos financiamentos bancários formam um conjunto de forças que permitem que os brasileiros invistam no seu próprio imóvel, novo ou usado, mesmo com as altas nos preços em algumas regiões. Na cidade de São Paulo, um estudo do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP), aponta que os imóveis usados registraram uma valorização de até 269% em O número demonstra o que ocorre em São Paulo, mas serve como termômetro para medir o mercado imobiliário nas outras capitais brasileiras. O crescimento no Brasil é tão expressivo, que este já se tornou alvo de investidores internacionais. Segundo dados da Global Property Guide, empresa britânica de pesquisa de imóveis, o país alcançou a liderança na lista de 10 países na valorização imobiliária nos últimos 24 meses, com 46,4%, e deixou para trás Israel e Hong Kong, com os percentuais de 33,1% e 24,5%, respectivamente. E mesmo com o incremento ocorrido nos últimos anos, o volume total dos financiamentos imobiliários em relação ao PIB brasileiro ainda está bem abaixo na relação apresentada por países desenvolvidos e até por vizinhos da América do Sul, como o Chile, o que permite aduzir que ainda há muito espaço para o crescimento do setor. Se há uma parte da população com potencial para adquirir ou trocar casas e apartamentos nos grandes centros urbanos e que contribuem muito para a alteração desses percentuais, há uma

6 outra parte que investe em loteamentos, utilizados ou não como moradia fixa, e que vislumbram, antes de tudo, a qualidade de vida desses moradores. Esses loteamentos de alto padrão, equipados com pista de Cooper, áreas de lazer e de convivência, saunas, dentre outros, já mudaram a paisagem do interior e servem como um lugar de descanso para as famílias. A região do Vale do Paraíba é um bom exemplo, reconhecida pela qualidade de vida proporcionada aos moradores, mas há também outras regiões que favorecem o convívio com a natureza e o fácil acesso às cidades maiores, permitindo assim a continuidade das atividades, como o trabalho ou ida à faculdade. Quando se trata do lançamento de um prédio nas grandes cidades, sempre ocorre a valorização da região onde foi construído, pois surgem novos comércios e outros serviços. Já os loteamentos de luxo, além de todos os benefícios aos seus moradores, permitem que ocorra o aumento da arrecadação e dos empregos nos municípios onde estão instalados, como a demanda por serviços públicos desse perfil de compradores é baixa, provoca um saldo positivo para os municípios. Trata-se de um benefício para as cidades menores que, até então, recolhiam menos impostos, mas que conseguem aumentar a coleta e assim investir nos serviços prestados aos outros moradores. No Campo, segundo dados da Agroconsult, consultoria de agronegócios, os preços das terras tiveram um aumento de 42% em 36 meses. E mesmo para aqueles que não conseguiram a valorização de suas terras, despontam outros modelos de negócios que trazem lucros a curto, médio e longo prazo. São as chamadas parcerias, realizadas entre as incorporadoras e os donos de áreas e sítios. A vantagem é que, após as vendas dos loteamentos, esses donos de áreas passam a ter um lucro que chega a dobrar o valor da terra bruta. De uma forma geral, o mercado imobiliário se consolida como uma das mais rentáveis formas de investimentos no Brasil, sendo assim no interior das grandes cidades ainda surgirá modelos de negócios, como os empreendimentos de alto padrão, que trarão benefícios para as pessoas que desejam um novo imóvel, como para o dono de uma área que esteja desocupada e sem atividade. Cabem as partes interessadas a observação de como o mercado está se movimentando, quais principais vantagens e as formas mais interessantes de se desenvolver com a nova geração imobiliária brasileira. Com as novas regras do seguro habitacional, obrigatório para quem contrata financiamento imobiliário pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), os negócios das seguradoras neste segmento foram impulsionados. Ao mesmo tempo, segundo especialistas, o problema da venda casada persiste, já que a real competitividade não é observada na prática. A Caixa Seguros detém 73% do total do mercado e a SulAmérica Seguros é a segunda opção em financiamentos pela Caixa Econômica Federal. Desde fevereiro de quanto entraram em vigor, por determinação do Banco Central, as Resoluções 3.811/09, do CMN (Conselho Monetário Nacional) e 205, da CNSP (Comissão Nacional de Seguros Privados), da Lei Federal /09 - os bancos são obrigados a oferecer, no mínimo, duas opções de apólices, sendo que, pelo menos uma das seguradoras não seja ligada ao mesmo grupo. Caso seja do interesse do consumidor, o banco ainda precisa aceitar uma terceira opção de apólice. Anteriormente, o cliente era obrigado a contratar o seguro habitacional oferecido pelo mesmo banco que lhe concedia o financiamento imobiliário, o que configura venda casada. "As resoluções permitiram a concorrência entre as seguradoras e deram a opção ao cliente de escolher a melhor. Além das coberturas básicas, lançamos novos produtos para nos diferenciar no mercado, como o serviço de assistência 24 horas e os sorteios semanais de R$ 5 mil", declarou Lúcia Tavares, superintendente de seguro habitacional da Caixa Seguros. O seguro habitacional oferece obrigatoriamente quitação total do imóvel em caso de morte ou invalidez e cobertura para danos físicos ao imóvel, no caso de incêndio, por exemplo. A liderança da empresa no setor é confirmada pelo faturamento de R$ 811 milhões em 2010 só neste segmento, o que corresponde a 13% do total arrecadado pelo grupo. "A Caixa Seguros é líder há alguns anos, sendo que possuímos 73% do mercado total habitacional", ressaltou Lúcia. A Caixa Seguros atua, preferencialmente, com financiamentos realizados pela CEF. A SulAmérica Seguros e Previdência é a segunda opção em financiamentos realizados pela Caixa. "As novas regras trouxeram para as seguradoras a necessidade de estarem preparadas para o mercado. A competitividade gera inovação e um novo olhar ", declarou Sérgio de Sousa, superintendente de massificados da SulAmérica. Em 2010, a seguradora registrou lucro líquido de R$ 614 milhões, com crescimento total de 48,5% em relação a SulAmérica cresce em seguro habitacional (DCI 15/03/2011)

7 Segundo David Nigri, advogado tributarista e especialista em mercado de seguros, a livre concorrência não é observada na prática. "A grande discussão da venda casada continua. Em financiamentos realizados pela Caixa, somente a Caixa Seguros e a SulAmérica estão qualificadas. Quando o cliente pede uma terceira opção, as exigências são grandes e essa outra seguradora não consegue se habilitar no Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Como o consumidor precisa do financiamento urgente, desiste e aceita as primeiras alternativas ", afirma. Outro problema do seguro habitacional, segundo o especialista, é o atendimento. "Nesse novo sistema, o papel do corretor foi eliminado. O consumidor contrata a apólice e não há mais o contato pessoal. Se houvesse o corretor, seria possível a reclamação direta", relembrou Nigri. Ao ser questionada sobre os investimentos da Caixa Seguros para 2011, Lúcia Tavares ressalta o atendimento ao cliente. "Já estamos enviando a todos os assegurados informações atualizadas sobre a apólice, cobertura, etc. Também vamos ampliar o atendimento ao cliente por telefone e online", disse a executiva. POUPANÇA Poupança diária Clique aqui para visualizar o saldo diário CURSOS Inscrições abertas para o curso: Prática Jurídica em Contratos Imobiliários Dias: 22/3/2011 e 25/3/2011 Horário: 18:00 à 22:00 [+] Inscreva-se Inscrições abertas para o curso: Financiamento para Construção de Imóveis - Plano Empresário Dias: 4/4/2011 e 4/5/2011 Horário: 09:00 à 18:00 [+] Inscreva-se Inscrições abertas para o curso: Crédito Imobiliário no Brasil Dinâmica Operacional e Produtos Dias: 24/3/2011 e 25/3/2011 Horário: 09:00 à 18:00 [+] Inscreva-se TODOS OS DIREITOS RESERVADOS ABECIP - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO E POUPANÇA Av. Brigadeiro Faria Lima, 1485, 13º andar Torre Norte Cep São Paulo SP (011)

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