60 Anos de Artilharia Antiaérea em Portugal

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1 Boletim da A Antiaérea rtilharia Órgão de informação e divulgação do Regimento de Artilharia Antiaérea N.º D.A.A.L. R.A.A.F. 60 Anos de Artilharia Antiaérea em Portugal N.º 3 II Série Outubro 2003 Edição Especial CIAAC RAAA1 2003

2 A. REIS VALLE, LDA. Laboratório de Análises Clínicas e Hormonais Atendimento: 24 horas dia VALÊNCIAS: Bioquímica Microbiologia Hematologia Imunologia Endocrinologia laboratorial e estudo funcional dos metabolismos Orgãos e sistemas Monitorização de fármacos e toxicologia clínica Genética RUA TOMÁS RIBEIRO, N.º LISBOA TEL.: /1 FAX.: Certificado pela norma NP EN ISO 9001:2000 em Agosto de 2002

3 Sumário Boletim da Artilharia Antiaérea N.º 3 II Série Outubro 2003 / Edição Especial Propriedade Regimento de Artilharia Antiaérea N.º 1 Director Comandante do RAAA1 Coronel de Artilharia Raul Manuel Sequeira Rebelo Coordenadores 2º Comandante do RAAA1 Tenente-Coronel de Artilharia Fernando Joaquim Alves Cóias Ferreira Comandante do CIAAA/RAAA1 Tenente-Coronel de Artilharia António Silva Lopes Redacção e Administração Regimento de Artilharia Antiaérea N.º 1 Largo do Palácio QUELUZ Tel.: Fax: Homepages: Fotografia 1º Sargento Jorge Velez Grafismo e Paginação Good Dog Design Comunicação e Publicidade Impressão EUROPRESS Editores e Distribuidores, Lda Praceta da República, n.º PÓVOA DE SANTO ADRIÃO Depósito Legal /01 Tiragem 800 exemplares Periodicidade Anual Os artigos da presente publicação exprimem a opinião dos seus autores e não necessariamente o ponto de vista oficial do Regimento de Artilharia Antiaérea e do Estado-Maior do Exército. EDITORIAL 3 PREFÁCIO 7 MENSAGEM 9 PERSPECTIVA 11 SANTA BÁRBARA, PATRONA DA ARTILHARIA PORTUGUESA 13 TRADIÇÕES MILITARES E PATRIMÓNIO HISTÓRICO DO RAAA1 Símbolos Heráldicos da Artilharia Antiaérea 20 História do Quartel de Queluz 30 Tradições Militares do RAAA1 33 A Artilharia Antiaérea e a Artilharia de Costa 36 GALERIA DOS COMANDANTES 38 PUBLICAÇÕES PORTUGUESAS SOBRE ARTILHARIA ANTIAÉREA A Artilharia Antiaérea na Revista de Artilharia Peças para abater aeronaves 46 Índice dos artigos sobre a Artilharia Antiaérea na Revista de Artilharia 52 Publicações de Artilharia Antiaérea Boletim do RAAF 54 Jornal O Fogo 56 Boletim da Artilharia Antiaérea 59 HISTÓRIA DA ARTILHARIA ANTIAÉREA NO MUNDO PERÍODOS PRINCIPAIS 62 O APARECIMENTO DA ARTILHARIA ANTIAÉREA EM PORTUGAL As origens da Artilharia Antiaérea em Portugal 74 O Comando de Artilharia da Defesa Antiaérea de Lisboa (D.A.A.L.) 76 A Defesa Antiaérea do Porto e do Entrocamento 84 A Artilharia Antiaérea nos Açores Breves apontamentos 86 Testemunho do Major-General Mariz Fernandes 92 A Artilharia Antiaérea na Zona Militar da Madeira 94 Testemunho do Tenente-General Themudo Barata 98 A Artilharia Antiaérea no Ultramar Testemunho do Tenente-General Guerreiro Ferreira 104 Testemunho do Coronel Pereira da Costa 108 Testemunho do Coronel Henrique Maurício 112 O sistema míssil terra-ar Crotale 114 Unidades de Artilharia Antiaérea Mobilizadas 116 O RENASCIMENTO DA ANTIAÉREA EM PORTUGAL O Renascer da Artilharia Antiaérea Portuguesa 134 Resenha Histórica da Cidadela de Cascais 138 O CIAAC após a extinção do RAAF (1975 a 1980) 141 Testemunho do Major-General Canatário Serafim 144 Testemunho do Major-General Freire Nogueira 147 Testemunho do Tenente-Coronel Custódio Pereira 150 Testemunho do Major-General Pinto Ramalho 152 Testemunho do Tenente-General Belchior Vieira 154 Testemunho do General Loureiro dos Santos 156 Testemunho do General Espírito Santo 158 Testemunho do Tenente-General Garcia Leandro 160 Testemunho do Major-General Fonseca Rodrigues 164 A Bateria de Artilharia Antiaérea do RASP 166 A Bateria de Artilharia Antiaérea da BMI 169 MISSÃO E ORGANIZAÇÃO DA ARTILHARIA ANTIAÉREA A Artilharia Antiaérea em Portugal 173 O RAAA1 Escola da Artilharia Antiaérea para a Artilharia Antiaérea 178 Testemunho do Coronel Ribeiro Soares 182 Testemunho do Tenente-General Samuel Matias do Amaral 186 PERSPECTIVAS FUTURAS A Artilharia Antiaérea do Séc. XXI Uma visão para o futuro 190 MILITARES E CIVIS DO RAAA1 EM SETEMBRO DE NOTÍCIAS DA ARTILHARIA ANTIAÉREA 201

4 Especial 60 Anos da Artilharia Antiaérea em Portugal 2 Autocolante que assinalou o lançamento das comemorações dos 60 Anos da Artilharia Antiaérea em Portugal Boletim da Artilharia Antiaérea

5 Editorial Editorial ORegimento de Artilharia Antiaérea N.º 1 celebra este ano, 60 anos de Artilharia Antiaérea, um momento e uma data históricos, referidos à criação do Comando da Defesa Antiaérea de Lisboa (D.A.A.L.), instituído em 01 de Outubro de Experimentava-se na altura, as agruras e os temores da II Guerra Mundial, e as Autoridades Nacionais acautelavam a segurança da capital, com um vasto dispositivo, que incluía cerca de 23 Baterias, entre Grupos Ligeiros, Mistos e subunidades de Referenciação, e que se disseminavam por um raio de dezenas de quilómetros, em redor de Lisboa então, como agora, o espaço vital da Nação que urgia proteger. Foi um trabalho notável, de Oficiais ilustres e valerosos, que souberam ultrapassar vicissitudes inúmeras e conceber ainda, num tempo escasso, um complexo sistema de comando e controlo, onde não foi esquecido "o problema do alarme aéreo e a ligação à Aeronáutica". Os nomes do General Anacleto Domingues dos Santos e do então, Coronel D. Miguel Pereira Coutinho, entre outros, distinguiram-se naquela época, pela lucidez nos conceitos e pelo realismo prático na execução, virtudes singulares que nortearam a edificação de tão audaz empresa. São credores graves de respeito e de admiração de todos quantos servem hoje, na Artilharia Antiaérea. Presentemente, e a ritmo acelerado, vem-se assistindo a uma evolução dramática do designado Poder Aéreo, por contraposição à perspectiva convencional e restritiva, projectada pelos seus teorizadores clássicos, que sustentaram os modelos implementados durante a Guerra Fria. De facto, nos últimos anos, vêm-se delineando novas formas de actuação dos veículos aéreos que desconfiguram os modelos de ameaça comummente aceites ou esperados pelas comunidades de defesa que Portugal integra. Os agentes são de múltipla natureza e os propósitos os mais díspares, projectando-se ao nível militar táctico, operacional e estratégico e da grande estratégia. A ausência de formas aprioristicamente inteligíveis ou, de outro modo, a transmutabilidade da ameaça aérea prefiguram acções de espectacularidade variável, diferenciadas e desproporcionadas que assumem já, contornos declaramente assimétricos nos meios, e eminentemente contundentes na sua finalidade última. Mas a componente aérea desta nova ameaça caracteriza-se também, pela utilização de mísseis tácticos balísticos e de cruzeiro dotados de ogivas convencionais, ou portadores de armas de destruição maciça, e aos quais se adicionam ainda, as aeronaves não tripuladas, sob diferentes expressões, constituindo assim, uma vasta panóplia de vectores aéreos, com significativo poder destrutivo e com um potencial de comoção avassalador, nas opiniões públicas. O alcance dos propósitos formulados pelos mais hipotéticos adversários, as condições estabelecidas para a realização das acções e as circunstâncias seleccionadas para a sua efectivação recomendam seriamente, um emprego alargado e intensivo dos meios de Defesa Aérea, onde se incluem, e com um papel de destaque, os sistemas de Artilharia Antiaérea. O conceito de protecção de pontos e áreas sensíveis do Território Nacional, aparece agora, ampliado para além da sua acepção mais clássica; importa então, adicionar novos objectivos a defender, muitos deles temporários, outros fugazes, e outros ainda, circunstanciais, que se poderão constituir em alvos remuneradores, cuja referenciação, por parte de forças opositoras, e posteriores acções decorrentes, poderão ter um elevado impacto, a nível nacional, regional ou global. Às infra-estruturas ou áreas de valor estratégico variável, juntam-se agora outros objectivos que urge garantir a protecção, sejam eles sistemas de transporte de pessoas, bens e mercadorias, sejam pontos de reunião de altas entidades, nacionais ou estrangeiras, políticas ou religiosas, de instituições internacionais ou transnacionais, sejam celebrações de acentuada índole político-cultural, sejam lugares de culto ou veneração religiosa, sejam centros financeiros, industriais ou comerciais simbólicos, sejam locais pontuais, com manifesta ligação a determinado país, cultura, etnia, ou organização considerada pelos potenciais adversários, como representante dos seus inimigos ou dos interesses associados, sejam ainda e por último, os cidadãos em geral. São definitivamente, objectivos que, pela sua natureza, dimensão, localização e extensão no tempo, estão vocacionados para a Artilharia Antiaérea. A natureza da ameaça, a dinâmica induzida pelos seus actores, e a projecção das respectivas acções, enquadradas num ambiente de incertezas e de insegurança generalizadas, sugerem assim, neste século XXI, novas missões para a Artilharia Antiaérea, diferenciadas na sua génese, mas plenamente inseridas naquilo que é a sua vocação, como componente indispensável e integrante da Defesa Aérea. Ao mesmo tempo que a Aliança Atlântica, em colaboração estreita com os Estados-membros, vem esboçando uma resposta integrada e alargada ao nível das altas altitudes, competirá exclusivamente, a cada país a sua preparação aos restantes níveis, incluindo o SHORAD e VSHORAD. O estudo, a reflexão, o debate, a reformulação da doutrina, a definição de 3 Outubro 2003

6 Especial 60 Anos da Artilharia Antiaérea em Portugal 4 procedimentos tácticos e técnicos são apenas algumas das muitas tarefas a que se torna essencial dar resposta, de forma cabal e competente. Neste sentido, e decorrente da amplitude dos novos conceitos emergentes, o RAAA1, como Centro de Instrução, de âmbito Nacional, para a Artilharia Antiaérea, experimentou, neste novo milénio, e com arrojo, uma dinâmica renovada e um empenho superior, no sentido de responder inteiramente, aos recentes e estimulantes desafios, com vista a garantir a indispensável excelência, na preparação dos quadros do Exército, nos diferentes cursos de formação, promoção e qualificação que vem ministrando, a que se junta uma especial preocupação na futura certificação dos seus currículos. Na componente doutrinária, o Regimento editou já, o Regulamento de Comando e Controlo do Espaço Aéreo e o Regulamento da Bateria de Artilharia Antiaérea, obteve a aprovação recente do Manual de Reconhecimento de Aeronaves, e vem preparando afincadamente o Regulamento do Grupo de Artilharia Antiaérea; trata-se de um esforço considerável, que consubstancia inequivocamente, a consolidação do edifício doutrinário da Artilharia Antiaérea. Também, no âmbito das tecnologias de informação, um conjunto extenso de projectos foi realizado, entre os quais se salientam a digitalização da informação escolar, a concepção de sites interactivos, a produção de um registo digital multimédia, de apoio aos estabelecimentos de ensino militar e centros de instrução, a realização em vídeo, de uma antologia didáctica de Artilharia Antiaérea e a edição de um novo modelo de Boletim Informativo, espaço privilegiado de comunicação, divulgação e discussão de temas de Artilharia Antiaérea. Em conjunto, representam um impulso decisivo no acompanhamento das grandes tendências nesta vertente tecnológica. A indução da Comunidade de Defesa Aérea Nacional e NATO, realidade adquirida já em muitos países, é um objectivo que prosseguimos insistentemente, promovendo no âmbito do ensino, do treino e dos exercícios, um estreitamento de relações, de interesse mútuo, com diferentes entidades e órgãos da Força Aérea e da Marinha, ao mesmo tempo que procuramos um estreitamento de laços e intercâmbio de informação com o CINCSOUTHLANT e com países aliados nomeadamente, os EUA e a Espanha; a participação deste Comando Regional da Aliança Atlântica e de membros das Forças Armadas dos países citados, em acções de formação e educativas no Regimento, são o corolário deste ambicioso objectivo. Visam estas actividades melhor preparar os quadros para uma integração rápida e plena em forças conjuntos e multinacionais, e nos diferentes ambientes do espectro das operações militares. A componente operacional do Regimento, de dimensão considerável, integrando unidades das Tropas e Meios de Apoio Geral, a BAAA da Brigada Aerotransportada Independente e a BAAA da Brigada Ligeira de Intervenção, foi alvo de uma atenção exclusiva, com vista a conferir-lhe a indispensável eficiência, dentro dos condicionamentos conhecidos. Procedeu-se à modularização dos encargos, concebendo-se uma arquitectura organizacional que anuísse à satisfação em paralelo, de duas Grandes Unidades, fomentou-se a participação nas diferentes séries de exercícios nacionais, regionais, e das brigadas, e realizaram-se diversos treinos tácticos e técnicos, onde se singulariza a efectivação de fogos reais dos sistemas míssil e canhão, um ponto alto no cumprimento da missão cometida ao RAAA1. Ainda, a integração de um Pelotão deste encargo no Agrupamento Foxtrot, Força Nacional Destacada em Timor, que integra a UNMISET, durante o segundo semestre de 2003, é um motivo de particular orgulho e garbo, para todos os que servem no Regimento. O RAAA1, em assessoria ao Major-General Director da Comissão Técnica da Arma de Artilharia, e como sede da Subcomissão Técnica para os assuntos de Artilharia Antiaérea, tem executado um conjunto alargado de tarefas, onde se destacam particularmente, os estudos e o apoio ao levantamento dos programas destinados à LPM, os pareceres técnicos de suporte ao Estado-Maior Coordenador neste âmbito, a análise das questões e temas do comando e controlo do espaço aéreo e da defesa aérea, inerentes à componente terrestre e da responsabilidade própria do Exército, e ainda, a presença activa em distintos Painéis da Aliança Atlântica. Entre outras, estas são áreas do seu exclusivo interesse e responsabilidade, num momento em que o reequipamento vem merecendo uma especial atenção e a aproximação conjunta ao campo de batalha pluridimensional se tornou já numa realidade efectiva; o Regimento vem assim, apresentando o firme intuito de dar plena satisfação às solicitações, interpelações e preocupações apresentadas pelos órgãos superiores competentes. A presente Edição Especial, comemorativa dos 60 anos de Artilharia Antiaérea, tem por objectivo dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelos exímios e notáveis artilheiros que, nos anos quarenta, levantaram, com o seu saber e muito estudo, o Comando da Defesa Antiaérea de Lisboa (D.A.A.L.). A sua obra, prosseguida e transmitida por outros tantos insignes Oficiais alguns que nos formaram e educaram e aqui atestada, exige, que se lhes preste uma homenagem, tão distinta quanto elevada, pelo nobre legado que herdamos. O dever nos impele a reproduzir com rigor e inteireza, a história passada e recente dos predecessores do RAAA1, para que possamos melhor compreender a nossa missão, e nela consigamos perscrutar o futuro, na certeza que a complexidade crescente do ambiente operacional nos perspectivará tarefas mais árduas e intensas, que poderão extravasar ou ampliar o actual espectro das operações militares. Com alguma expectativa e ambição, procurou-se também, incluir nesta edição apontamentos que con- Boletim da Artilharia Antiaérea

7 Editorial tribuíssem para a reconstituição do passado de outra unidades e subunidades de Artilharia Antiaérea em Portugal. A presteza manifestada por todos os Comandantes a quem foi solicitada colaboração, apenas nos deu mais alento para prosseguirmos com tal intenção. Do Continente aos Arquipélagos, sem esquecer a nossa presença no ex-ultramar Português, foi possível traçar um esboço do passado e do presente da Artilharia Antiaérea, graças à cooperação de esforçados Oficiais que, para além das suas já abrangentes funções, se lançaram na procura e na investigação, e enriqueceram o presente Boletim com o seu aturado trabalho de pesquisa. Este editorial já vai longo, mas a grandeza do esforço daqueles que abnegadamente, se entregaram de corpo e alma para tornar possível esta publicação, não me permite deixar de transcrever um excerto do Editorial do Boletim do R.A.A.F. de 1969 o segundo desde a fundação da D.A.A.L. da autoria do seu Comandante, então Coronel Manuel Freire Themudo Barata, por altura da celebração dos 25 anos do Regimento: " Que ele [o Boletim] ajude a conseguir que o R.A.A.F. se mantenha ao nível, no caminho e no esplendor dos 25 anos passados. Foi este, o motivo maior que nos levou a, teimosamente, vencer todos os obstáculos para que este novo número do Boletim não deixasse de ser publicado, e, neste espírito, é, estamos certos, a homenagem mais grata a todos aqueles que neste quarto de século deixaram aqui muito de si mesmos, para que se vivesse tudo e é tanto o que enche estas páginas." Torno extensível tão magnífico e expressivo conteúdo, aos dias de hoje e também espero e desejo que o presente Boletim ajude o RAAA1 a lançar-se com êxito, nos rumos do futuro, superando com pleno sucesso, os desafios e os reptos que lhe forem colocados, sustentado que está, em 60 anos de história, património e tradições. Cabe-me aqui e agora, deixar uma homenagem profunda e sentida ao Tenente-General Themudo Barata, que neste ano de 2003 nos deixou. A sua memória e as recordações da sua acção são para todos os que servem no Regimento, um estímulo e um incentivo, para prosseguirmos com fervor e devoção a nossa missão. Incapaz de traduzir por palavras próprias os sentimentos que nos assolaram, ressalvo a exaltação das suas virtudes e a evocação do seu valor na transcendência do mais nobre espírito militar, e que me sugerem a transcrição de um trecho do seu artigo publicado no primeiro Boletim do R.A.A.F. em 1960, enquanto Major do Regimento, por ocasião do respectivo 17º aniversário, e acerca da história e do quotidiano da D.A.A.L. e do R.A.A.F.: " A raiz e a razão do espírito de corpo bem inestimável que o RAAF ciosamente guarda e transmite de geração em geração. Espírito que, qual sentinela postada, junto de cada soldado que foi ou que é do Regimento, é um brado de amor à Pátria, repercutindo-se, na dispersão das suas posições e aquartelamentos, como um braço fraternal que a todos une, estimula e chama à responsabilidade do cumprimento da sua missão E assim a Unidade se realiza!" Uma referência muito especial aos Oficiais ilustres e eminentes que serviram na Artilharia Antiaérea e se dignaram, com os seus depoimentos, engrandecer de sobremaneira, esta edição. Os testemunhos aqui apresentados são documentos insubstituíveis e inigualáveis, pelo valor, significado e simbolismo de que se revestem. A precisão e o rigor que conferiram aos textos, a visão na concepção dos projectos que gizaram, o fulgor com que empreenderam as acções planeadas, o entusiasmo contagiante que transmitem às novas gerações são a certificação do passado aqui descrito, e um estímulo firme para prosseguir o futuro com ânimo e vigor redobrados. Uma menção de agradecimento peculiar às autoridades autárquicas e a todos os patrocinadores que, identificando-se com o nosso propósito de produzir esta Edição Especial, se associaram ao Regimento e permitiram com os seus contributos, trazer ao prelo este projecto, e deixar aos vindouros narrações e crónicas do antigamente e do passado recente que perpetuarão as recordações, as memórias e os factos da D.A.A.L., do R.A.A.F. e do RAAA1. A todos os que devotadamente, servem o Regimento de Artilharia Antiaérea N.º1, o reconhecimento pelo seu labor intenso e pela dedicação ímpar, que permitiram concretizar os desígnios propostos e dotar o Regimento dos recursos para enfrentar os desafios do futuro. Àqueles que mais activamente, emprestaram o seu esforço e firmeza e hipotecaram os seus tempos de lazer, para realizar esta Edição Especial do Boletim, um tributo e uma expressão de particular apreço e gratidão. Termino com a tradicional saudação do Regimento à Patrona da Artilharia Portuguesa: Salvé Santa Bárbara! O Regimento Vos saúda e Vos pede a Vossa protecção! 5 Quartel em Queluz, 01 de Outubro de 2003 O COMANDANTE RAUL MANUEL SEQUEIRA REBELO CORONEL DE ARTILHARIA Outubro 2003

8 Especial 60 Anos da Artilharia Antiaérea em Portugal 6 Por ocasião do 60º Aniversário do Regimento de Artilharia Antiaérea, em referência à criação da Defesa Antiaérea de Lisboa (D.A.A.L.), instituída em 1 de Outubro de 1943, o Regimento fez cunhar este Medalhão em homenagem aos fundadores da Artilharia Antiaérea em Portugal e a todos quantos servem presentemente no RAAA1, emprestando o seu ânimo e entusiasmo, para perpetuar as tradições, o património e a cultura dos fundadores Boletim da Artilharia Antiaérea

9 Prefácio Prefácio J ulgo ser da mais elementar justiça, iniciar estas palavras com uma manifestação de apreço ao Regimento de Artilharia Antiaérea Nº 1 por ter levado por diante a excelente iniciativa de fazer uma edição especial do seu Boletim para comemorar os 60 anos da Artilharia Antiaérea em Portugal. Da análise do seu conteúdo é fácil concluir que se trata de uma obra que, em simultâneo, se poderá classificar como ambiciosa, importante e modesta. Ambiciosa, porque pretende retratar de forma concisa mas suficientemente abrangente e compreensível, numa pequena publicação, todo um passado de mais de meio século da Artilharia Antiaérea, não sem deixar ainda de tirar algumas ilações sobre a situação presente, a nível nacional e internacional, para com tais contributos perspectivar o seu futuro. Importante, não só pelo seu valor como documento histórico mas também porque a sua publicação constitui uma justa homenagem a todos os que, com grande dedicação e profissionalismo, serviram na Artilharia Antiaérea, permitindo em simultâneo uma oportunidade para, à luz de uma reflexão do passado, alertar a consciência de todos os responsáveis pela defesa nacional, para a necessidade de repensar o futuro da Artilharia Antiaérea em Portugal. Modesta, porque não pretende mais do que ir ao encontro de uma necessidade, há muito sentida, de reunir num único documento todo um conjunto de elementos, factos e situações que ilustram a importância da Artilharia Antiaérea em vários períodos áureos da sua história, importância que não lhe é reconhecida com a mesma intensidade nos dias de hoje, o que, em nosso entender, se fica a dever a uma percepção errada de ameaças latentes e da forma de as enfrentar. Os assuntos versados nesta publicação são aqueles que com maior frequência e permanência absorvem as preocupações de todos os artilheiros e não só, já que alguns erros conceptuais foram cometidos nos últimos anos, em algumas decisões relativas à Artilharia Antiaérea, os quais conduziram a que, sob o ponto de vista tecnológico, a sua credibilidade e capacidade de emprego esteja bastante aquém do que se vem praticando na cena internacional. Na década de 40 e de 50 estivemos na vanguarda do domínio das técnicas e das tácticas de emprego da Artilharia Antiaérea, o que prova sermos capazes de estar à altura dos maiores desafios nesta matéria, desde que dotados com meios tecnológicos desenvolvidos para os atingir. Não nos podemos esquecer que são as evoluções tecnológicas que ditam as alterações profundas na estrutura militar; e se isto é verdade, para todas as áreas desta instituição, no caso da Artilharia Antiaérea esse problema é particularmente sentido, pois os seus sistemas estão numa constante e acelerada mutação a nível internacional. O General Loureiro dos Santos, no seu livro "Reflexões sobre Estratégia", refere que "é necessário a adequação do aparelho militar português à nova fase da situação internacional contemporânea"; e esta necessidade é particularmente preocupante, no caso da Artilharia Antiaérea, quando constatamos que, à parte alguns meios existentes, destinados exclusivamente à defesa antiaérea das unidades de manobra, as Forças Armadas não tem quaisquer sistemas capazes de assegurar a protecção antiaérea de pontos sensíveis e estruturas vitais do país, particularmente numa altura em que tanto se fala das novas ameaças e da alta probabilidade de poderem actuar sobre tais infra-estruturas. Para além de tudo o que já foi elencado, o grande mérito desta publicação está exactamente em tornar acessível, a um público muito vasto, o conhecimento do que foi a Artilharia Antiaérea em vários períodos da sua história nos últimos 60 anos e a sua implantação nas várias parcelas do Território Português, inclusive no Ultramar. Os testemunhos de ilustres militares que serviram na Artilharia Antiaérea, em diferentes épocas desse período histórico, constitui um filão de experiências e ensinamentos que poderão servir de base a concepções mais elaboradas sobre o que se pretende para a Artilharia Antiaérea no futuro. Será mais fácil, a partir da consulta desta publicação, identificar o potencial de divergências entre as necessidades reais e os conceitos em vigor, em matéria de Artilharia Antiaérea, e nessa medida, esta obra poderá contribuir para a construção de uma dialéctica coerente entre a política de Defesa Nacional e os meios indispensáveis para lhe fazer face, única forma de assegurar a credibilidade das nossas Forças Armadas nas organizações de Segurança e Defesa de que Portugal faz parte. Acredito plenamente que, o rigor e competência técnica evidenciados na apresentação do que se quer para o futuro, poderá influenciar os centros de decisão, no sentido de corrigir alguns dos erros conceptuais que foram cometidos no passado e que conduziram à situação actual da Artilharia Antiaérea. Ainda a favor desta obra e do seu valor real, como testemunho do passado, legado do presente e projecção do futuro, estão o rigor da investigação, a profundidade de análise e a credibilidade dos vários testemunhos, já referidos, o que lhe confere o rigor do tratamento documental, sem se deixar influenciar por aspectos pessoais mas antes incidir sobre problemas organizacionais. Por tudo o referido, esta publicação constitui um precioso documento histórico que coloca à disposição de militares e de todos quantos se interessam por questões militares e em particular por questões de Artilharia Antiaérea, um estudo cuidadoso, e factual que pode vir a ser extremamente útil em futuros ensaios sobre esta matéria. Para todo o pessoal do RAAA1 que colaborou na sua elaboração aqui ficam as maiores felicitações pelo êxito alcançado e os sinceros votos de apreço e reconhecimento. 7 O DIRECTOR HONORÁRIO DA ARMA DE ARTILHARIA ANTÓNIO MARQUES ABRANTES DOS SANTOS TENENTE-GENERAL Outubro 2003

10 Especial 60 Anos da Artilharia Antiaérea em Portugal 8 Medalhão comemorativo dos 25 Anos do RAAF, cunhado em 1968 Boletim da Artilharia Antiaérea

11 Mensagem Mensagem C elebra-se este ano o 60º Aniversário da criação do Comando de Artilharia da Defesa Antiaérea de Lisboa, acontecimento que marca, oficialmente, o início da Artilharia Antiaérea em Portugal. O sistema então montado, sob pressão da ameaça da 2ª GM, para a defesa da capital, era dos mais avançados para a época e constituiu uma das obras militares mais notáveis, realizadas no nosso país, no século passado. As datas comemorativas são propícias à reflexão. Mas, mais do que olhar para o passado importa perspectivar o futuro, numa altura em que existe alguma apreensão, entre os artilheiros, motivada por notícias de reestruturação, por ventura mais ditadas por dificuldades orçamentais conjunturais do que por razões de racionalidade e eficiência, e que podem conduzir, a prazo, ao declínio irreversível da Antiaérea. A opção de transferir as missões actualmente cometidas ao RAAA1 (como Escola de Antiaérea) para a EPA, concentrando nesta unidade toda a instrução e produção de doutrina nos âmbitos da Artilharia de Campanha e Antiaérea, e consequente encerramento daquela unidade, comporta inconvenientes que, a nosso ver, desaconselham a sua adopção e nos leva a sugerir alguns pontos para reflexão. Os riscos para a segurança, que justificam a existência da arma antiaérea, não diminuíram. Pelo contrário, são hoje mais sofisticados e diversificados (aeronaves, UAVs e mísseis) e mais difusos e letais. À ameaça tradicional vêm juntar-se as "novas ameaças", em particular o neoterrorismo, que passou a empregar vectores aéreos, não sendo de excluir a possibilidade de vir a ter acesso a armas biológicas, químicas e/ou radiológicas, com capacidade de provocar baixas em larga escala. É sabido que uma defesa antiaérea eficaz exige a integração de sistemas de armas de defesa de baixa e de média altitude. Mais tarde ou mais cedo, o Exército terá de dispor, também, destes últimos, se quiser garantir a protecção das suas Forças e de áreas sensíveis do território nacional. A Artilharia de Campanha e a Artilharia Antiaérea são armas muito diferentes, com doutrinas tácticas completamente distintas, e só por conveniência administrativa os seus graduados pertencem ao mesmo Quadro Especial. Podemos afirmar que há maior afinidade de emprego táctico entre a Infantaria e a Cavalaria que entre a Artilharia de Campanha e a Artilharia Antiaérea. Concentrar numa mesma unidade a produção de doutrina, a instrução e a componente operacional, no âmbito da Antiaérea, permite obter importantes sinergias funcionais. As unidades operacionais de antiaérea requerem um elevado número de graduados para o preenchimento dos seus QO e, dado que não é possível manter estas unidades permanentemente em exercícios, pode rentabilizar-se o seu emprego utilizando-os, também, na instrução. Por outro lado, a instrução requer equipamentos de elevado custo (armas, simuladores, etc.), que podem ser disponibilizados pela unidade operacional, evitando-se duplicações de meios. As lições aprendidas em exercícios podem mais facilmente ser transpostas para a doutrina e incorporadas na instrução. O espaço disponível na EPA dificilmente comportará, mais estas três valências, além de que seriam necessárias dispendiosas obras de instalação. Transferir só a parte de instrução significa desperdiçar as sinergias, referidas. Acresce que, com a concentração na EPA, se corre o risco de a Antiaérea ser secundarizada pela Campanha (que sempre ocupou uma posição hegemónica na Arma, talvez por ser mais antiga e possuir maior número de regimentos) e vir a definhar progressivamente, se não for suficientemente acautelada a individualidade das duas Escolas. As razões expostas aconselham a existência de uma unidade (coincidindo com Escola) de antiaérea, que inclua as três valências atrás referidas, localizada de forma a dispor de acesso fácil e rápido às áreas de emprego prioritárias. Estamos certos que, se a situação o exigir, o Poder Político saberá, tal como no passado, encontrar formas de obter os modernos sistemas de armas, indispensáveis para se conseguir uma defesa antiaérea eficaz. Cabe aos artilheiros continuar a trabalhar com entusiasmo, dedicação e espírito de iniciativa para manterem os conhecimentos doutrinários actualizados e estarem aptos a operar esses sistemas, e isso passa também pela manutenção (individualizada) da Escola de Antiaérea. Neste marco histórico para a Artilharia Antiaérea, saúdo e felicito todos os artilheiros a ela ligados, em particular os que servem no RAAA1, pelos assinaláveis progressos conseguidos na actualização da doutrina e na publicação de novos regulamentos, pelos esforços desenvolvidos em melhorar o produto operacional, nomeadamente com o reinicio dos exercícios de fogos reais com os sistemas de mísseis, e pelo significativo conjunto de iniciativas que marcam este aniversário. Fica-nos a confiança no trabalho empenhado de todos os artilheiros e a esperança de que a reestruturação, que venha a ocorrer, seja feita com visão de futuro. 9 O DIRECTOR DA COMISSÃO TÉCNICA E PRESIDENTE DO CONCELHO DA ARMA DE ARTILHARIA ANIBAL JOSÉ ROCHA FERREIRA DA SILVA MAJOR-GENERAL Outubro 2003

12 Especial 60 Anos da Artilharia Antiaérea em Portugal 10 Medalhão comemorativo dos 50 Anos de Artilharia Antiaérea em Portugal, cunhado em 1993 Boletim da Artilharia Antiaérea

13 Perspectiva Perspectiva Odesafio que V. Ex.a me propôs, ao envolver-se pessoalmente, para que viesse a exercer as funções de SMor no RAAA1, muito me honra e é sem dúvida nenhuma, o culminar de um sonho tornado realidade. Dizia-me há poucos dias um camarada no topo da carreira que "a função de SMor ainda é aquilo que o comandante quer". Embora esteja regulamentada, torna-se fundamental e urgente, para que se aproveitem ao máximo as suas qualidades, colocar na prática as funções atribuídas, fazendo do SMor, um verdadeiro Adjunto do Comandante. O desempenho das tarefas consignadas, torna o SMor um posto de destaque na hierarquia militar e de grande importância na chefia da classe de Sargentos. O congestionamento das carreiras de Sargentos é um assunto que nos preocupa a todos. A sua resolução seria um factor de motivação e realização profissional e constituiria uma mais-valia para a própria Instituição. A falta de progressão na carreira torna cada vez mais difícil a permanência em unidades, dos nossos militares mais jovens, alguns já com mais de 10 anos num só posto (1Sar e/ou SAj), desejando por isso mesmo, "fugir" para outro de tipo de organismos, onde as solicitações não são tão prementes nem tão exigentes. É pois imperioso, alterar esta forma de estar, criando mecanismos que premeiem ou incentivem os militares que permaneçam em Unidades Operacionais. Apesar de todas estas situações, a falta de pessoal, a falta de verbas e materiais extremamente desgastados, soubemos sempre encontrar a forma de dar resposta através da nossa permanente disponibilidade e competência. Os tempos difíceis que se adivinham, com o fim do SEN e a adopção de umas Forças Armadas profissionais, vêm constituir para nós mais um desafio à nossa capacidade de mudar e embrenhar-nos em projectos inovadores, dando largas à nossa imaginação e, abrindo as portas ainda mais ao exterior, através de campanhas de sensibilização aos nossos jovens e, também à nossa sociedade civil, também ela, ávida de saber como vivemos no nosso dia a dia. Mas, outros assuntos positivos e interessantes, nomeadamente, a assunção por parte dos Sargentos do Regimento de iniciativas louváveis constituindo-se assim, numa mais-valia para a Unidade. O nosso pelotão AAA que honrosamente se encontra em Timor no Agrupamento FOXTROT/PKF/ UNMISET, está a tomar parte na missão de paz, que a todos nos orgulha e leva mais longe o nome da Artilharia Antiaérea, e, contribui para a visibilidade e engrandecimento do Regimento. Não posso deixar de referir, com grande orgulho de Artilheiro, no ano em que se comemoram os 60 anos da Artilharia Antiaérea, como referencial histórico do já longínquo dia 01Out43, ser este o momento em que o Regimento se assume verdadeiramente como Centro de Instrução de âmbito Nacional para a AAA. A aquisição num futuro próximo, de novos equipamentos, vai contribuir para que a Artilharia Antiaérea se possa modernizar e fazer parte integrante dos modernos Teatros de Operações, constituindo por certo, mais um desafio para todos nós. A Banda do Exército, aqui instalada, tem igualmente valorizado a nossa vivência, com o reconhecimento de todos, da sua competência profissional, inserindo-se também, no salutar espírito de grupo. Pode crer, senhor Comandante, tal como no passado, mesmo com todas as dificuldades, que para nós, serão desafios, os Sargentos deste Regimento, saberão sempre, em todas as situações dizer, PRESENTE. 11 TITO RODRIGUES RIBEIRO SMOR ART Outubro 2003

14 Especial 60 Anos da Artilharia Antiaérea em Portugal 12 Imagem de Santa Bárbara, pertencente à Igreja de Penha de França, que esteve exposta no Salão Infante D. Afonso do RAAA1, no Dia do Regimento, em 3 de Outubro de 2002 Boletim da Artilharia Antiaérea

15 Santa Bárbara, Patrona da Artilharia Portuguesa Santa Bárbara, Patrona da Artilharia Portuguesa Regimento de Artilharia Antiaérea N.º 1 Colaboração do Alferes Art Nuno Gonçalves A Lenda de Santa Bárbara Amais antiga biografia de Santa Bárbara remonta o século 13 e pode-se encontrar num livro de Jacopo Voraigne ( ), conhecido como o primeiro livro que descreve a vida dos santos. Por forma a conservar a originalidade do texto, assim como o estilo e sabor do século 13, não foram feitas alterações ao texto que se segue. Diz-nos Jacopo de Voraigne: "No tempo em que reinava Maximiano, havia um homem rico que adorava e venerava ídolos, e que se chamava Dioscuros. Esse Dioscuros tinha uma jovem filha que se chamava Bárbara, para a qual mandou construir uma torre alta e forte onde conservava e fechava Bárbara, com o objectivo de que nenhum homem a pudesse ver, pois ela era muito bela. Vieram então muitos príncipes até junto de Dioscuros para tratar com ele do casamento de sua filha, tendo-se aquele imediatamente dirigido a sua filha e dito: Minha filha, certos príncipes vieram até mim com o pedido que te deixasse casar com um deles, por isso diz-me quais as tuas intenções e o que devo fazer. Vo1tou então Santa Bárbara toda a ira sobre seu pai e disse: Meu pai peço-vos que não me obrigues a casar, porque não tenho quaisquer desejos ou intenções de o fazer. Após este incidente ele partiu dali e seguiu para um País distante onde permaneceu durante muito tempo. Chegas, não entre disparos e trovões Mas sim, como uma imagem divina, Estendendo a mão graciosa e fina Sobre o vulto imponente dos canhões! Como sempre, no teu ambiente pões Um manto de alvura alabastrina, Enquanto o horror da guerra termina Quando visitas os nossos corações. Serás tu lenda? Serás antes História? Que importa se, bem vivo na memória, Os Artilheiros com Fé guardam o teu Dia. A Ti, Santa Bárbara, somos leais, E mesmo que te faltem os santorais Jamais te esquecerá a Artilharia! Pelo Coronel Espanhol D. MANUEL ALONSO ALCALDE (tradução livre) Então Santa Bárbara, a serva de Nosso Senhor Jesus Cristo, desceu da torre para ir ver uma sala de banhos, que seu pai tinha mandado construir e verificou logo que não havia senão duas janelas, uma voltada a sul e a outra voltada a norte, pelo que ficou muito admirada e perguntou aos trabalhadores porque não tinham aberto mais janelas; e eles responderam-lhe que tinha sido o seu pai quem tinha ordenado que assim fosse. Disse-lhes então Santa Bárbara: Façam-me aqui outra janela. Nesta mesma sala de banhos foi esta pura mulher baptizada, por um homem sagrado, e aqui viveu por um certo espaço de tempo, tomando apenas como refeições mel e alfarroba, conforme o 13 Outubro 2003

16 Especial 60 Anos da Artilharia Antiaérea em Portugal Santa Bárbara aquele viu a grande beleza de Bárbara, disse-lhe: Escolhe agora entre o arrependeres-te e o ofereceres- -te aos deuses, ou morrer com cruéis torturas. Santa Bárbara respondeu-lhe: Eu ofereci-me a Deus, Jesus Cristo, que criou o Céu e a Terra e todas as outras coisas. Quando ela foi espancada, foi confortada por uma visão de Nosso Senhor, na sua prisão, e de novo foi açoitada e torturada. O juiz ordenou que ela fosse morta com uma espada. E o seu pai, todo furioso, retirou-a das mãos do juiz e levou-a para uma montanha, e Santa Bárbara regozijou-se em apressar-se a receber a paga da sua vitória. E então, enquanto era lançada para o fim, fez a sua oração, dizendo: Senhor Jesus Cristo que fizeste o céu e a terra, suplico-te que me concedas a tua graça e ouças a minha oração por todos aqueles que tenham a memória do meu nome e da minha paixão; peço-te que não te recordes dos seus pecados porque tu conheces a nossa fragilidade. Então desceu uma voz, dos céus que lhe disse: Vem, minha esposa Bárbara, e descansa no reino de 14 sagrado percursor de Nosso Senhor, São João Baptista. E quando a sala de banhos estava concluída, voltou seu pai da sua viagem; e, quando viu as três janelas, perguntou aos trabalhadores: Porque razão fizesteis vós três janelas? E eles responderam-lhe: Foi a vossa filha quem o ordenou. Ele fez então vir sua filha à sua presença e perguntou-lhe porque mandara abrir três janelas, ao que esta lhe respondeu, dizendo: Eu mandei que as fizessem porque três janelas iluminam todo o mundo e todas as criaturas, mas duas fazem a escuridão. Então o seu pai, pegou nela e levou-a à sala de banhos, perguntando-lhe como três janelas poderiam dar mais luz que duas. E Santa Bárbara respondeu: Estas três janelas representam o Pai, o Filho e Espírito Santo, que são três pessoas e um só Deus, aos quais devemos acreditar e adorar. Então ele, sendo tomado de fúria, desembainhou a sua devassa espada para a assassinar, mas a pura virgem fez a sua oração e então, maravilhosamente, foi levada sobre uma pedra e apareceu no alto duma montanha na qual dois pastores guardavam os seus rebanhos e os quais a viram voar. E então o pai perseguiu-a, agarrando-a pelos cabelos e fê-la descer da montanha, e mandou-a imediatamente para a prisão. Foi então levada ao juiz para ser julgada, e quando Pintura de um retábulo do séc. XV que mostra o pai pagão de bárbara que a castiga por se ter convertido ao cristianismo. Boletim da Artilharia Antiaérea

17 Santa Bárbara, Patrona da Artilharia Portuguesa Deus meu pai que está no Céu, e eu rogar-lhe-ei aquilo que me pediste. E quando isto foi dito, ela voltou para junto de seu pai e recebeu o fim do seu martírio, com Santa Juliana. Mas, quando seu pai descia da montanha, um relâmpago dos céus desceu sobre ele e desfê-lo de tal maneira que não se puderam encontrar senão cinzas do seu corpo. Esta virgem abençoada, Santa Bárbara, recebeu o martírio com Santa Juliana, na segunda reza de Dezembro (4 de Dezembro). Um nobre chamado Valentino sepultou os corpos destas duas mártires e deixou-os numa pequena cidade, onde se viram muitos milagres, para honra e glória de Deus Todo Poderoso. Santa Bárbara é normalmente representada ao lado de uma torre com três janelas, com uma coroa, uma espada e transportando na sua mão a palma de um mártir. Muitas vezes, também aparece segurando um cálice e uma hóstia. Nas representações pictóricas, em céu tempestuoso os raios rasgam as nuvens e flores simbolizam pureza. Santa Bárbara padroeira dos artilheiros Este episódio, relatado na lenda de Santa Bárbara, deu origem à crença de que Deus terá dado a Santa Bárbara o poder e o domínio sobre o império do fogo, pelo que, desde o aparecimento das armas de fogo, ou mesmo da pólvora, Santa Bárbara tem vindo a ser invocada como padroeira dos homens que lidam com estes materiais. A data da invenção da pólvora negra não é exacta, nem tão pouco se sabe quem foi o seu autor, julga-se que a pólvora terá surgido mais ou menos ao mesmo tempo em diferentes países na sua forma rudimentar inicial, para vir depois a aperfeiçoar-se progressivamente. Segundo os testemunhos mais fidedignos, o mérito da prioridade na preparação da pólvora deverá ser discutida entre os Chineses e os Árabes. Apesar de tudo, na Europa vulgarizou-se mais a tradição de que foi Severino Bertoldo Schwartz quem no século XIV, inventou a pólvora negra. Contudo, a invenção da pólvora foi aproveitada por outros homens na desmedida e trágica ambição de dominar e destruir os seus semelhantes, pelo que muitos creram que o Monge Severino Bertoldo Schwartz não agiu por inspiração dos Céus, antes sim, trabalhando a soldo do Demónio. A Igreja, face a esta situação, era incitada a perseguir os fabricantes da pólvora, sendo estes excomungados e queimados vivos como filhos directos de Satanás. Por outro lado, a pólvora era muito utilizada pelos ladrões contra tudo e contra todos, no entanto, no Concílio do Ladrão estes abriram uma excepção para os cristão Católicos, contra os quais a pólvora não poderia ser usada, mais pelo motivo ou espírito religioso uma vez que a igreja os perseguia e excomungava, que pelo verdadeiro amor ao próximo. Dada a importância notória e decisiva que a crença religiosa tinha naquele tempo para a segurança dos homens, os "polvoristas" e os "construtores dos materiais que da pólvora fazem uso", sem demora e com a habitual sagacidade, buscaram a salvação no seio da Igreja, tornando-se tão devotos como os mais devotos. E assim, ninguém poderia, então, atribuir-lhes artes ou manhas demoníacas, pois que era evidente que todos estavam com Deus. Quando surgiu a Artilharia, é natural que Santa Bárbara merecesse, desde logo, as preferências como protectora dos artilheiros. Os Artilheiros, que na sua origem eram homens de mister, fabricantes da pólvora que empregavam, e depois, manejando e disparando os canhões, passaram a associar os efeitos destruidores das granadas ao clarão do raio e ao estrondo do trovão, para além do que, as primeiras bocas de fogo explodiam com certa frequência e os serventes estavam em permanente risco de vida, ao trabalhar com elas. Santa Bárbara começava então a entrar nos templos com reconhecida assiduidade e manifestando a devoção e fervor suficientes para tranquilizar os circunstantes e merecer a protecção e graças para o seu mister e louvor. No dizer do Padre António Vieira no "ano de Cristo de mil trezentos e quarenta e quatro se viu na Germânia, porque dela saiu naquele ano, para peste universal do género humano, a fatal invenção da pólvora" e então Deus juntou à jurisdição de Santa Bárbara sobre o "fogo elementar e natural, a dos fogos artificiais, cujos excessos, que a cada dia vemos crescer mais e mais". A partir de então, a imagem da venerada Santa Bárbara aparece gravada nos tubos dos canhões, figura alumiada nos nichos das fortificações artilheiras, protege os paióis, salvaguarda as oficinas de pirotecnia quer dos raios atmosféricos quer dos azares da manipulação e, acima de tudo, paira em espírito e crença em todos os lugares onde se respira o fumo acre da pólvora. Santa Bárbara e os artilheiros portugueses Embora Santa Bárbara seja desde tempos imemoriais invocada pelos artilheiros de todo o 15 Outubro 2003

18 Especial 60 Anos da Artilharia Antiaérea em Portugal 16 mundo Cristão para os favorecer e proteger no emprego da pólvora e no uso dos seus canhões, em Portugal a sua aceitação como padroeira da Artilharia não foi pacífica. São vários os Santos que têm sido objecto de especial devoção dos Artilheiros Portugueses. O mais antigo de que temos notícia é S. Bartolomeu, mas, dos precedentes de Santa Bárbara, foram S. Sebastião e Nossa Senhora da Saúde que maior influência tiveram na nossa Artilharia. S. Sebastião S. Sebastião, filho de pai francês e de mãe italiana, nasceu em Milão no ano de 288 e ali passou os primeiros anos da sua vida. Como era nobre, na idade própria, seguindo o costume da época, alistou-se na carreira militar. Com qualidades de inteligência, de bravura e de energia, em pouco tempo conquistou o gládio de capitão, tornando-se notada a sua legião pela prática de actos de bravura e heroicidade. Respeitado e amado pela sua tropa, foi apontado como um exemplo nas outras legiões. Diocleciano, então governador do império, brevemente o elevou, pelos seus méritos, a comandante do 1º Batalhão da Legião Imperial. S. Sebastião, que tinha sido educado na Fé de Cristo, aproveitou-se da sua situação na corte para socorrer, auxiliar e fortificar os cristãos, aliviando-os das pesadas penas que estavam a sofrer, como consequências das perseguições decretadas pelo Imperador. Acusado a Diocleciano de ser também cristão, respondeu-lhe, quando interrogado a esse respeito: "Sim, sou Cristão. Creio no verdadeiro Deus, a quem peço a tua salvação e a grandeza do Império!...". Entregando-o aos Númidas, selvagens africanos, por recear que os soldados romanos o não quisessem executar, foi amarrado a uma árvore e crivado de setas, dando provas admiráveis, durante esse martírio, de Fé e de fortaleza de ânimo. A viúva Iria, de Cástula, ao ter conhecimento da execução de S. Sebastião, dirigiu-se ao local do martírio e reconhecendo que estava ainda vivo, levou-o para sua casa, onde foi tratado e curado. Ansioso por entregar a sua vida em honra a Deus, foi mais tarde colocar-se ao fundo da escadaria do palácio imperial, onde devia passar Diocleciano, que, estupefacto, julgando-o morto à muito tempo, o interrogou a medo, respondendo-lhe S. Sebastião com a maior serenidade: "Sim, sou eu mesmo!... Fica sabendo que não terás paz enquanto não deixares de derramar sangue inocente!". Preso e levado ao hipódromo, por ordem do imperador, foi ali morto à paulada e lançado o cadáver nos canos de esgoto, para não poder ser encontrado pelos cristãos. Descoberto, porém, por uma piedosa mulher, foi conduzido às catacumbas, onde ficou sepultado. No princípio do Séc XVI foi Lisboa, flagelada por uma grande peste, sendo a classe militar particularmente atingida, pelo que os Artilheiros, vendo ante si tão poderoso inimigo, evocaram em seu auxilio o glorioso Mártir S. Sebastião. Os artilheiros da Corte fundaram uma irmandade de que era patrono S. Sebastião, na cidade de Lisboa, e colocaram uma imagem do Santo numa capela, então fora da cidade, junto do postigo da Mouraria, que teria sido mandada edificar por eles próprios, em Em Junho de 1569 irrompeu em Lisboa outra grande epidemia, conhecida por "peste grande", que dizimou metade da sua população. A nobreza e o povo invocaram nessa altura em seu auxílio a protecção da Santíssima Virgem e como fossem atendidos, mandaram fazer, em testemunho de gratidão, uma linda imagem, que foi benzida com o apropriado título de Nossa Senhora da Saúde e levada em procissão, pela primeira vez, em 20 de Abril de 1570, ficando seguidamente exposta à veneração dos fiéis na Igreja dos Meninos Órfãos. Constituída nessa Igreja a Irmandade de Nossa Senhora da Saúde, tomou o encargo de realizar anualmente a Procissão da Virgem, que a partir de 1572 ficou em grande parte a cargo do Senado de Lisboa. Boletim da Artilharia Antiaérea

19 Santa Bárbara, Patrona da Artilharia Portuguesa Santa Bárbara padroeira da Artilharia portuguesa Nossa Senhora da Saúde Em 1661, por desinteligências havidas com outras irmandades existente naquela Igreja dos Meninos dos Órfãos, resolveu a de Nossa Senhora da Saúde edificar um templo próprio para a Mãe de Deus. Os Artilheiros, sabedores dessa deliberação, resolveram, num gesto louvável de cortesia, oferecer- -lhe a sua Capela para a entronização de Nossa Senhora, o que foi aceite, fundindo-se nessa altura as duas Irmandades sob o nome de Irmandade de Nossa Senhora da Saúde e S. Sebastião. Em 20 de Abril de 1662, depois de realizada a procissão habitual, a imagem de Nossa Senhora recolheu à capela dos Artilheiros, onde sempre se tem conservado. Passou desta forma, Nossa Senhora da Saúde a ser consagrada pelos artilheiros de Lisboa, fazendo esquecer S. Sebastião. Tanto o culto de S. Sebastião como o da Senhora da Saúde, que ainda dura, embora menos fervorosamente, era só dos artilheiros de Lisboa. O mesmo porém não sucedia com o culto a Santa Bárbara, que era extensivo a todas as Unidades de Artilharia e praças de guerra, não só do Continente como dos Arquipélagos dos Açores e Madeira, tal culto teve um grande desenvolvimento e mesmo carácter oficial, dando-se uma salva em sua honra, senão em todas pelos menos em algumas fortalezas em 4 de Dezembro, dia que a igreja consagra àquela Santa. Deve ainda notar-se que Santa Bárbara tem o culto dos Artilheiros em Espanha, França, Bélgica e Itália, e mesmo na Alemanha. Em Portugal, pode dizer-se que a organização da artilharia portuguesa, como "Arma", deu os seus primeiros passos desde a Restauração em 1640, até à criação dos "troços" em 1765, mas praticamente só teve início nos princípios do século XVIII, com o decreto de 20 de Fevereiro de 1708, que transformou o "Troço de Artilheiros da Província do Alentejo" no "Regimento de Artilharia da Província do Alentejo" ou, como ainda era designado, "Regimento de Artilharia de Estremoz". Seguiu-se a criação de novas Unidades: em 22 de Dezembro de 1718, o "Regimento de Artilharia e Marinha do Reino do Algarve", também conhecido pelo nome de "Regimento de Artilharia de Lagos"; alguns anos mais tarde, em Abril de 1762, o "Regimento de Artilharia da Corte e Província da Estremadura" ou "Regimento de S. Julião" e, em Setembro de 1763, o "Regimento de Artilharia do Porto". Consolidava-se assim, a organização regimental de 1763, denominada de "Conde Lippe", que individualizava a artilharia como uma arma distinta do Vitral de Santa Bárbara Outubro 2003

20 Especial 60 Anos da Artilharia Antiaérea em Portugal 18 Exército Português. Paralelamente a esta evolução orgânica, segue-se o desenvolvimento técnico da Artilharia e o aparecimento de numerosas obras didácticas, algumas de autores portugueses, contendo a indicação de todos os processos e teorias científicos da época. Uma dessas obras é o "Exame de Artilheiros", publicado em Lisboa no ano de 1774 por Pinto Alpoim. Este autor, parafraseando um artigo da Ordenança de Carlos V, de 1554, referia que "ao introduzir a bala no tubo, o artilheiro fará o sinal da cruz na boca da peça e rogara a assistência de Santa Bárbara", e ao aprontar a sua peça para fazer fogo "pegará na lanada em nome de Deus e de Santa Bárbara e meterá pela alma da peça " Acompanhando a Artilharia estrangeira, nos seus usos, costumes e progressos, as recém-criadas unidades portuguesas tomaram Santa Bárbara como sua padroeira, e assim, logo em 1708, o Coronel Pedro Bastos, que foi o Comandante da primeira unidade orgânica de Artilharia, o "Regimento de Artilharia da Província do Alentejo" vulgarmente designado "Regimento de Bastos" mandou ereger uma capela privativa na igreja do Colégio de S. Tiago, em Elvas, dedicada a Santa Bárbara, constituindo ao que se julga, a primeira confraria ou irmandade de Santa Bárbara. Consta que, em data anterior a 1712, os Artilheiros sedeados em S. Julião da Barra tinham uma capelinha de invocação a Santa Bárbara, certamente de carácter privativo, porquanto a fortaleza tinha como orago Nª Srª da Conceição com a respectiva Monumento nos Açores dedicado a Santa Bárbara. capela e confraria. No Algarve, o Regimento de Artilharia e Marinha do reino do Algarve, aquando da sua organização em 1721, teria eregido uma pequena capela dedicada a Santa Bárbara, possivelmente situando-se sobre a humilde casa, cavada nas muralhas junto a uma das portas da cidade, onde nasceu S. Gonçalo. Na Ilha da Madeira os artilheiros tinham construído, em 1765, na igreja de Santa Maria do Calhau, uma capelinha privativa dedicada a Santa Bárbara, que elegeram para sua padroeira, tendo constituído a respectiva confraria. O culto que os artilheiros portugueses do século XVIII tinham por Santa Bárbara talvez fosse patrocinado pelo rei e, portanto estaria generalizado a todo o País. Contudo, o relato mais antigo sobre o culto de Santa Bárbara data da segunda metade do século XVI e refere-se à Companhia de Artilheiros de Ponta Delgada, criada por D. João III. Segundo consta, D. João III ordenou a construção do Forte de São Brás, acedendo a um pedido formulado por Manuel Nunes Ribeiro, ouvidor de S. Miguel, que em carta de 1551 pedia a "construção de uma fortaleza e a remessa de artilharia", para a protecção da já então cidade de Ponta Delgada. Ao mandar iniciar os trabalhos, D. João III "enviou para Ponta Delgada um condestável, nove bombardeiros, artilharia, pólvora e munições, ordenando que se construísse uma ligeira obra de fortificação para assentar a artilharia, enquanto não se construía o Castelo". Foi este o núcleo inicial da Artilharia que viria mais tarde a ocupar o Forte de S. Brás e foi também segundo consta, a primeira Unidade de Artilharia portuguesa em que se venerava Santa Bárbara. Esta devoção levou à construção, no interior do Forte, de uma ermida consagrada a Santa Bárbara e à colocação, na bandeira da Unidade, da esfinge da Santa lado a lado com a Cruz de Cristo. O culto de Santa Bárbara surge então, com a criação das primeiras unidade de Artilharia, e só apenas um pequeno grupo de artilheiros, pertencentes à irmandade de N.ª S.ª da Saúde e de S. Sebastião, com sede na antiga "igreja dos artilheiros", apoiados na vereação da Câmara de Lisboa, continuavam fiéis ao padroeiro S. Sebastião. Em 1938 alguns artilheiros pugnaram por reavivar a confraria dos artilheiros, tendo o culto de Santa Bárbara passado por um período muito conturbado e de indecisão. A dúvida sobre o patronato era tão grande que "ao Regimento de Artilharia Ligeira Nº 4 foi oferecida, no dia 4 de Dezembro de 1950, uma imagem da Senhora da Saúde padroeira da Boletim da Artilharia Antiaérea

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