Fundação Getulio Vargas Escola de Pós-Graduação em Economia Mestrado em Finanças e Economia Empresarial

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Fundação Getulio Vargas Escola de Pós-Graduação em Economia Mestrado em Finanças e Economia Empresarial"

Transcrição

1 Fundação Getulio Vargas Escola de Pós-Graduação em Economia Mestrado em Finanças e Economia Empresarial Núcleos de Inflação: avaliação das atuais medidas e sugestão de novos indicadores para o Brasil André Furtado Braz Rio de Janeiro 2011

2 Núcleos de Inflação: avaliação das atuais medidas e sugestão de novos indicadores para o Brasil André Furtado Braz Dissertação apresentada ao Mestrado em Finanças e Economia Empresarial como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre em Finanças e Economia Empresarial. ORIENTADORA: PROFA. SILVIA MARIA MATOS Rio de Janeiro

3 Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Mario Henrique Simonsen/FGV Braz, André Furtado Núcleos de inflação: avaliação das atuais medidas e sugestão de novos indicadores para o Brasil / André Furtado Braz f. Dissertação (mestrado) - Fundação Getulio Vargas, Escola de Pós- Graduação em Economia. Orientadora: Silvia Maria Matos. Inclui bibliografia. 1. Inflação. 2. Política monetária. 3. Índices de preços ao consumidor. I. Matos, Silvia Maria. II. Fundação Getulio Vargas. Escola de Pós- Graduação em Economia. III. Título. CDD

4 4

5 AGRADECIMENTOS Agradeço aos meus pais por todo o incentivo. Agradeço à minha família: minha esposa Márcia e minha filha Isabela por abrirem mão de inúmeros finais de semana ensolarados para que eu pudesse estudar para o mestrado. Agradeço a direção do IBRE por mais este crédito, em especial a Salomão Quadros por transmitir em nossas conversas sua experiência acadêmica e profissional. Agradeço a minha professora orientadora Silvia Matos pelo constante incentivo e disponibilidade em todo o processo de desenvolvimento desta dissertação. Silvia, você nasceu com dom e vontade de ensinar, muito obrigado por compartilhar comigo. 5

6 Resumo Desde a implantação do sistema de metas de inflação em julho de 1999, o Banco Central (BC) tem utilizado para monitorar a política monetária um número crescente de indicadores, dentre os quais, incluem-se as medidas de núcleo de inflação. O objetivo é obter uma informação mais precisa sobre o curso da inflação no país e, consequentemente, sobre o futuro da política monetária. Além do Banco Central, muitas instituições financeiras utilizam medidas de núcleo para orientar suas estimativas em relação ao comportamento da inflação no país. Deste modo, esta dissertação faz uma avaliação dos núcleos de inflação utilizando os principais testes estatísticos e econométricos sugeridos pela literatura econômica e propõe ainda novos indicadores para o Brasil. Palavra-Chave: Índice de Preços ao Consumidor, inflação, Meta de Inflação, Núcleo de Inflação. ABSTRACT Since the implementation of inflation targeting system in July 1999, the Central Bank (BC) is used to monitor the monetary policy of a growing number of indicators, among which include measures of core inflation. The goal is to obtain more precise information about the course of inflation in the country and hence on the future of monetary policy. In addition to the Central Bank, many financial institutions use core measures to guide their expectations regarding the behavior of inflation in the country. Thus, this paper makes an assessment of core inflation using the main statistical and econometric tests suggested in the literature and proposes new economic indicators for Brazil. Keywords: Consumer Price Index, Inflation, Inflation Targeting, Core Inflation. 6

7 Sumário Abstract... 6 Índice de tabelas... 9 Índice de Gráficos Introdução Sistema de Metas de Inflação Qual a motivação para a adoção do regime de metas? Metodologias utilizadas para o cálculo dos núcleos de inflação Abordagem por Exclusão Abordagem Estatística As médias aparadas continuam a 20%? A eficácia dos Núcleos de Inflação em debate - conceito e metodologia Propriedades estatísticas para núcleos de inflação Ausência de viés Capturar a tendência da inflação Previsão da taxa de inflação Previsões fora da amostra a partir de janeiro de Fonte: Elaboração própria A combinação de Núcleos de Inflação melhora o desempenho do indicador? Viés para os núcleos combinados Capturar a tendência da inflação (núcleos combinados) Previsão fora da amostra a partir da combinação de núcleos combinação de núcleos melhora o desempenho dessas medidas? Núcleos orientados pela persistência inflacionária e pela freqüência de reajustes de preços Teoria e motivação Ausência de viés para os novos núcleos de inflação Capturar a tendência da inflação entre os novos núcleos Previsão fora da amostra do IPCA utilizando novas medidas de núcleo de inflação

8 8. Comparação entre os resultados dos núcleos testados Conclusão Bibliografia

9 ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1 - Inflação anual do IPCA, meta e margem de tolerância Tabela 2 - Erro quadrático médio por linhas de corte do núcleo de médias aparadas Tabela 3 - Estatísticas descritivas para três períodos de tempo das principais medidas de núcleo de inflação Tabela 4 Desvio dos núcleos da tendência da Inflação Tabela 5 Betas estimados pelas regressões de atração Tabela 6 Coeficiente de determinação das regressões (R²) Tabela 7 Estatísticas descritivas para combinados de núcleos de inflação Tabela 8 Desvio dos núcleos da tendência da Inflação Tabela 9 Betas estimados pelas regressões de atração Tabela 10 Coeficiente de determinação das regressões (R²) Tabela 11 - ESTATÍSTICAS descritivas do IPCA previsto (fora da amostra) a partir da combinação dos núcleos tradicionais Tabela 12 - Estatísticas descritivas para medidas de núcleo de inflação baseadas na persistência dos reajustes de preços ao consumidor entre Set/1999 e Dez/ Tabela 13 - Estatísticas descritivas para medidas de núcleo de inflação baseadas na persistência dos reajustes de preços ao consumidor entre Set/1999 e Dez/ Tabela 14 - Estatísticas descritivas para medidas de núcleo de inflação baseadas na persistência dos reajustes de preços ao consumidor entre Set/1999 e Dez/ Tabela 15 Desvio dos novos núcleos da tendência da inflação Jul/1999 a Dez/ Tabela 16 Desvio dos novos núcleos da tendência da inflação Jul/1999 a Dez/ Tabela 17 Desvio dos novos núcleos da tendência da inflação Jul/1999 a Dez/ Tabela 18 Betas estimados pelas regressões de atração Tabela 19 Coeficiente de determinação das regressões (R²) Tabela 20 - ESTATÍSTICAS descritivas do IPCA previsto (fora da amostra) a partir da combinação dos núcleos tradicionais

10 ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1 - Variação acumulada em 12 do IPCA e do Núcleo Calculado por Exclusão Gráfico 2 Variação percentual acumulada em 12 do IPCA e do Núcleo Calculado por Dupla Ponderação Gráfico 3 - Variação percentual acumulada em 12 do IPCA e do Núcleo Calculado por Médias Aparadas com Suavização Gráfico 4 Variação percentual mensal do IPCA e IPCA previsto pelo IPCA (DEFASADO EM UM MÊS) e pelo núcleo estimado por dupla ponderação (MACS) defasados em TRÊS MESES Gráfico 5 - Variação percentual mensal do IPCA e IPCA previsto pelo IPCA (DEFASADO EM UM MÊS) e pelo núcleo estimado por EXCLUSÃO (NEX) defasado em TRÊS MESES Gráfico 6 Variação percentual mensal do IPCA e IPCA previsto pelo IPCA (DEFASADO EM UM MÊS) e pelo núcleo estimado por DUPLA PONDERAÇÃO (ndp) defasado em UM MÊS Gráfico 7 Variação percentual mensal do IPCA e IPCA previsto fora da amostra pela combinação via OLS dos núcleos MACS, NEX e NDP Gráfico 8 Variação percentual mensal do IPCA e IPCA previsto fora da amostra pela combinação via EQM dos núcleos MACS, NEX e NDP Gráfico 9 Variação percentual mensal do IPCA e IPCA previsto fora da amostra pela combinação via MA dos núcleos MACS, NEX e NDP Gráfico 10 - Variação percentual mensal do IPCA e IPCA previsto fora da amostra pelo núcleo C Gráfico 11 - Variação percentual mensal do IPCA e IPCA previsto fora da amostra pelo núcleo FR Gráfico 12 - Variação percentual mensal do IPCA e IPCA previsto fora da amostra pelo núcleo DFGLS Gráfico 13 - Variação percentual mensal do IPCA e IPCA previsto fora da amostra pelo núcleo ARP Gráfico 14 - Variação percentual mensal do IPCA e IPCA previsto fora da amostra pelo núcleo KPSS_NT

11 INTRODUÇÃO A necessidade de uma medida confiável de núcleo é um consenso entre os Bancos Centrais (BC), principalmente nos países adeptos do regime de metas de inflação. A expectativa é de que as medidas de núcleo permitam colocar uma lupa sobre a dinâmica dos preços identificando quais mudanças são permanentes e quais são transitórias. Esta informação é importante devido aos efeitos defasados da política monetária, pois a falha na detecção do aparecimento das pressões inflacionárias pode favorecer o aumento sustentável da inflação e, finalmente, exigir um período prolongado de aperto da política monetária. Da mesma forma, uma reação exagerada diante de um aumento temporário da inflação poderia resultar em uma diminuição injustificada e, possível declínio, da atividade econômica. Assim, a capacidade do BC em diferenciar movimentos permanentes de transitórios é fundamental para determinar a utilização adequada da política monetária. No Brasil, desde a implantação do sistema de Metas de Inflação - em julho de o BC vem utilizando núcleos de inflação como parte do amplo conjunto de dados, com os quais se orienta para tecer as estratégias da política monetária. Apesar da popularidade dos núcleos de inflação, alguns estudos contestam a utilidade destas medidas em auxiliar o processo decisório da política monetária. Trabalhos como o realizado por da Silva Filho e Figueiredo (2006) mostram que os núcleos da inflação não ajudam muito a determinar a tendência ou mesmo a prever a inflação. A literatura sobre núcleos de inflação recomenda alguns testes estatísticos e econométricos para avaliar os atributos dessas medidas de inflação. Neste contexto, alguns dos principais núcleos estimados pelo BC - por exclusão (NEX), dupla ponderação (NDP) e médias aparadas com suavização (MACS) serão avaliadas nesta dissertação. Assim, os objetivos deste trabalho foram estruturados da seguinte maneira. Da primeira a terceira parte a dissertação apresenta o sistema de metas para inflação, aborda os principais métodos utilizados para o cálculo dos núcleos e promove um teste para verificar se o núcleo calculado pela 11

12 metodologia de médias aparadas com suavização deve continuar com as linhas de corte em 20% para os pesos dos itens com as maiores e menores taxas de variação. A seção quatro apresenta um pouco do debate sobre o que vem a ser um núcleo de inflação e a sua utilidade. A seção cinco aborda as propriedades estatísticas e econométricas desejáveis para uma boa medida de núcleo de inflação e apresenta o desempenho das principais formas de cálculo diante destas propriedades. A seção seis testa se a combinação dos principais núcleos de inflação à luz de três formas de agregação - pode melhorar o desempenho desses indicadores. E, finalmente, a seção sete apresenta uma nova classe de núcleos construídos a partir da persistência inflacionária e da frequência de reajustes de preços. 1. SISTEMA DE METAS DE INFLAÇÃO O objetivo do sistema de metas de inflação é proporcionar uma âncora nominal para a política monetária. A atuação da autoridade monetária procura levar a inflação a convergir para a meta preestabelecida, que, sendo previamente conhecida pelos agentes, se torna a expectativa de inflação. Para que isso ocorra, entretanto, é necessário que o sistema conquiste credibilidade e sucesso, que são obtidos pelo recorrente cumprimento da meta. Sob tal regime, a autoridade monetária do país deve acompanhar atentamente as oscilações dos preços e estimar o comportamento destes no futuro, pois suas decisões, especialmente a definição da taxa de juros, dependem da inflação, passada e futura. Para isso, o sistema de metas requer que a autoridade monetária tenha total informação sobre as causas das oscilações dos preços e de seu possível comportamento no futuro, dado que suas decisões de política monetária dependerão das fontes e da trajetória da inflação. Neste sentido, os núcleos de inflação têm missão de ampliar a visibilidade do Banco Central sobre as verdadeiras fontes de pressão inflacionária, principalmente quando a orientação para a política monetária parte de um indicador pleno, como o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) 12

13 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este indicador dado a própria configuração de sua estrutura - composto por bens e serviços variados, está sujeito a intensa volatilidade, a qual deve ser identificada e separada de ruídos não transitórios. Então, o que motivou a escolha de um indicador pleno como o IPCA para orientar a meta de inflação? A escolha não foi aleatória e pode ser justificada pela sua grande aceitação pelo público. Bogdanski, Tombini e Werlang (2000) comentam que a escolha do índice cheio tornou-se inevitável, pois a sociedade já havia testemunhado vários episódios de manipulação de índices de preços, e qualquer mudança relacionada com a supressão de itens do índice-meta despertaria desconfiança. Dada a utilização do índice pleno, justifica-se o emprego de mecanismos que garantam a identificação das flutuações captadas pelo IPCA classificando-as segundo o seu caráter, que pode ser permanente ou transitório. Com este acompanhamento, ampliam-se as chances de sucesso do sistema de metas de inflação, principalmente na identificação da natureza dos choques. Segundo Mishkin e Schmidt-Hebbel (2001), citados no Relatório de Inflação (2002, p.118), há quatro maneiras de fazê-lo: A) Adotar uma medida de núcleo de inflação para evitar a volatilidade do índice de preços; B) Utilizar cláusula de escape; C) Ampliar o horizonte de tempo de avaliação do regime de metas; D) Adotar bandas mais largas para melhor absorver as flutuações da inflação. 2. QUAL A MOTIVAÇÃO PARA A ADOÇÃO DO REGIME DE METAS? A decisão de adotar o regime de metas nasceu em julho de 1999 com a consolidação da estabilização da inflação depois do Plano Real. A implantação do plano foi acompanhada pela adoção de um regime de câmbio flutuante, após a crise do México em dezembro de 1994 e, pela formalização do regime de metas cambiais como política monetária em março de Em julho de 1995 foi instaurada a banda de desvalorização gradual do cambio nominal, com meta de desvalorização de aproximadamente 7,5% ao ano. Este mecanismo levou ao crescimento da dívida pública e do déficit em conta corrente diante do câmbio valorizado tornando o Brasil vulnerável 13

14 à fuga de capitais, principalmente com a crise asiática, ocorrida na segunda metade de 1997 e a moratória russa, em agosto de No primeiro evento, o Banco Central elevou a taxa de juros, mas no segundo, o mercado não reagiu positivamente à repetição do receituário e os ataques especulativos reduziram o nível de reservas internacionais. Como resposta surgiu em 15 de janeiro de 1999 o regime de câmbio flutuante. E, em março de 1999, o Banco Central adotou o sistema de metas de inflação para ancorar as expectativas dos agentes. A partir deste momento, coube ao Conselho Monetário Nacional (CMN) a responsabilidade de escolher o centro da meta e o intervalo de tolerância e, neste contexto, coube ao Banco Central adotar as políticas necessárias para conduzir os preços para o intervalo estabelecido para cada ano e, para esta tarefa, o principal instrumento utilizado foi a taxa de juros do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC), cujo percentual é fixado pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A tabela a seguir, apresenta o IPCA fechado desde 1999, a meta de inflação fixada para cada ano e a margem de tolerância. TABELA 1 - INFLAÇÃO ANUAL DO IPCA, META E MARGEM DE TOLERÂNCIA Ano Percentual Pontos Percentuais IPCA Meta Tolerância ,94 8,00 2, ,97 6,00 2, ,67 4,00 2, ,53 3,50 2, ,30 (1) 4,00 2, ,60 5,5 2, ,69 4,5 2, ,14 4,5 2, ,46 4,5 2, ,90 4,5 2, ,31 4,5 2, ,91 4,5 2, ,50(2) 4,5 2,00 Fonte: Elaboração própria com dados do Banco Central (1) Meta ajustada em 21/01/2003, para 8,5% sem intervalo de tolerância (2) Em setembro de 2011, a expectativa para o IPCA do mesmo ano já era superior a 6,50%. 14

15 3. METODOLOGIAS UTILIZADAS PARA O CÁLCULO DOS NÚCLEOS DE INFLAÇÃO A literatura econômica cita com frequência diferentes medidas de núcleo de inflação, cujo desenvolvimento teórico, segundo Barros (2002), pode ser dividido em três abordagens, que também podem inspirar a construção de outras metodologias derivadas: abordagem por exclusão, abordagem estatística e abordagem por modelagem ABORDAGEM POR EXCLUSÃO Os núcleos estimados pela exclusão de determinados itens são classificados como os mais antigos. A primeira formulação foi na década de 70. Esta metodologia consiste em excluir do IPC itens que apresentam elevada volatilidade. Este método é fácil de operar e sua metodologia tende a excluir o que de fato pode transmitir certa volatilidade para a inflação. Os Bancos Centrais de vários países 1 utilizam esta forma expurgada do Índice de Preços ao Consumidor para monitorar a trajetória da inflação. Esta metodologia é de fácil aplicação e entendimento, mas esta simplicidade sustenta uma hipótese forte, a de que volatilidade e ruído são necessariamente a mesma coisa, ou seja, os itens excluídos não teriam nenhuma informação sobre a inflação. O BACEN chegou a calcular duas versões do núcleo por exclusão: IPCAEX-1 (que exclui 10 itens 2 pertencentes ao grupo Alimentação no Domicílio) e o IPCAEX-2 (que exclui os mesmos itens da primeira versão, além de combustíveis para veículos e para uso doméstico), mas atualmente somente o IPCAEX-2 continua ativo. O gráfico a seguir, apresenta a evolução da taxa média em 12 desde dezembro de O núcleo por exclusão mostra trajetória semelhante a do IPCA, mas em geral, sua curva mantém-se abaixo do IPCA, pois sua metodologia atenua o efeito de elementos transitórios. 1 Como, por exemplo, os Bancos Centrais: japonês, francês, americano, grego e australiano. 2 Os dez itens são os seguintes: tubérculos, raízes e legumes; cereais, leguminosas e oleaginosas; hortaliças e verduras; frutas; carnes; pescados; açúcares e derivados; leites e derivados; aves e ovos; e óleos e gorduras. 15

16 GRÁFICO 1 - VARIAÇÃO ACUMULADA EM 12 MESES DO IPCA E DO NÚCLEO CALCULADO POR EXCLUSÃO dez/99 dez/00 dez/01 dez/02 dez/03 dez/04 dez/05 dez/06 dez/07 dez/08 dez/09 dez/10 ipca nex Centro da Meta de Inflação Fonte: Elaboração própria com dados do Banco Central 3.2. ABORDAGEM ESTATÍSTICA Alguns métodos para a apuração de núcleos classificados na abordagem estatística não ignoram o sinal transmitido pelos itens componentes dos índices de inflação. As primeiras abordagens neste sentido foram feitas por Dow (1994) Variance weighted Price Index e Diwert (1995) Neo- Edgenworthian Inflation apresentando metodologias que utilizam o inverso da variância como ferramenta para amplificar o sinal inflacionário transmitido por cada item componente do índice sem excluí-lo. Esta metodologia utiliza, portanto, a informação contida em cada componente do índice de preços para fazer inferência. Wi = 1 2 σ i n 1 2 i= 1σi 16

17 A vantagem em comparação ao núcleo por exclusão é que a princípio todos os itens possuem chance de transmitir alguma informação sobre a inflação futura, já que o peso original do item é ponderado pelo inverso da variância, ampliando a possibilidade de identificação do sinal inflacionário. Esta modalidade de cálculo (IPCA-DP) foi recém-incorporada à família de núcleos monitorados pelo BACEN. Contudo, este núcleo é mais sensível a impactos pontuais. De maneira não rara, o item passagens aéreas do IPCA, por exemplo, registra forte oscilação de preço determinada por fatores sazonais. Este comportamento seria imediatamente neutralizado pela metodologia de médias aparadas, mas na metodologia por dupla ponderação não há eliminação de tal ruído no cálculo, o que eleva a média do novo núcleo e o coloca mais próximo da variação média do IPCA, conforme ilustra o gráfico 2. Em contrapartida, esta metodologia não leva em conta a persistência e, não sendo esta, sinônimo de volatilidade, ao se reduzir o peso de certo item volátil porém persistente poderá haver perda de informação. Isso só não ocorrerá, se os itens mais voláteis forem os mesmos que apresentarem menor persistência. GRÁFICO 2 VARIAÇÃO PERCENTUAL ACUMULADA EM 12 MESES DO IPCA E DO NÚCLEO CALCULADO POR DUPLA PONDERAÇÃO dez/99 dez/00 dez/01 dez/02 dez/03 dez/04 dez/05 dez/06 dez/07 dez/08 dez/09 dez/10 ipca ndp Centro da Meta de Inflação Fonte: Elaboração própria com dados do Banco Central 17

18 Dentro da abordagem estatística inclui-se a utilização dos núcleos calculados por médias aparadas. Esta metodologia foi desenvolvida a partir da constatação de que a variação individual de preços não possui distribuição normal, bem como, registram elevados graus de assimetria e curtose. As maiores contribuições sobre este tema surgiram dos trabalhos de Bryan e Pike (1993) e Bryan, Cecchetti e Wingins (1997). Eles utilizaram núcleos calculados por Estimadores de Influência Limitada (EIL), que reduzem a influência dos valores localizados nas extremidades da distribuição. Deste modo, o núcleo por médias aparadas é um exemplo de (EIL), pois são excluídos do índice de preços, bens e serviços que apresentaram as maiores e menores variações no período. Esta medida de núcleo pode ser estimada em duas versões: com e sem suavização. A utilização dessa modalidade foi estuda por Figueiredo (2000) e Barros e Schechtman (2002). O núcleo sem suavização exclui sem parcimônia os itens que apresentaram as maiores e menores taxas de variação sem levar em conta a regularidade destes movimentos. Esta versão tende a subestimar a inflação, por desconsiderar no seu cálculo as variações de preços em produtos e serviços com reajustes menos frequentes (preços administrados). Já a versão com suavização distribui no horizonte de 12 a variação dos preços dos serviços - para que estes tenham uma chance de não serem sumariamente excluídos. Com esta metodologia criou-se condições para que estes preços passassem a receber o mesmo tratamento que os demais, aproveitando melhor as informações contidas nos mesmos. 18

19 GRÁFICO 3 - VARIAÇÃO PERCENTUAL ACUMULADA EM 12 MESES DO IPCA E DO NÚCLEO CALCULADO POR MÉDIAS APARADAS COM SUAVIZAÇÃO dez/99 dez/00 dez/01 dez/02 dez/03 dez/04 dez/05 dez/06 dez/07 dez/08 dez/09 dez/10 ipca macs Centro da Meta de Inflação Fonte: Elaboração própria com dados do Banco Central AS MÉDIAS APARADAS CONTINUAM A 20%? Adiando um pouco o objetivo central desta dissertação cuja principal missão é avaliar as propriedades estatísticas e econométricas dos núcleos de inflação é importante verificar se a linha de corte em uso - para o núcleo calculado pela metodologia de médias aparadas - continua em 20%. O estudo que orientou a escolha do melhor estimador para núcleos calculados por médias aparadas ocorreu a mais de uma década, vale, antes de prosseguir com o objetivo desta dissertação, verificar se a linha de corte do estimador continua igual. O critério escolhido para esta tarefa foi o de verificar o estimador com o menor erro quadrático médio da tendência da inflação. A verificação começa com a reconstrução das linhas de corte, que foram recalculadas de janeiro de 2001 a dezembro de 2009, núcleos simétricos, cujas caudas foram aparadas no intervalo de 1% a 50% (mediana). Os estimadores de médias aparadas foram construídos como revela a fórmula a seguir: 19

20 = α 1 α ( α 100) i= α 100 wiχ i Onde: A letra é o percentual a ser aparado da cauda do IPCA ordenado de forma crescente pela taxa de variação. s são os pesos dos itens componentes do IPCA, fora do intervalo de corte, e são as variações de cada um destes componentes do IPCA. Este teste considerou duas questões importantes. A ponderação utilizada foi a vigente para cada mês avaliado do IPCA e os preços de serviços administrados foram suavizados. A suavização, comentada anteriormente, é necessária para evitar que no único mês de reajuste, a variação de um item importante do IPCA seja excluída do indicador. 20

21 TABELA 2 - ERRO QUADRÁTICO MÉDIO POR LINHAS DE CORTE DO NÚCLEO DE MÉDIAS APARADAS Alpha (EQM) Média Móvel Centrada 13 Alpha (EQM) Média Móvel Centrada , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,1602 Fonte: Elaboração própria No cálculo da média móvel centrada foram considerados os treze primeiros valores da série e, em seguida, calculou-se a média móvel centrada de acordo com a expressão a seguir: 1 Yt = 24 [X t (X t 5+Xt Xt+X t+ 1+ X t X t+ 5) + X t+ 6] 21

22 O valor encontrado é colocado na sétima posição. Nesta operação, a série perderá seis informações no início e seis no final. A média móvel centrada permite eliminar influências sazonais. Para ser fiel ao teste, o resultado revelou que o percentual a ser aparado da cauda corresponde simetricamente a 19% e, não a 20%, do peso do IPCA. Contudo, no trabalho de Barros (2001) as linhas de corte foram testadas em intervalos de 5%. Então, por aproximação, o teste valida o ALPHA de 20%. Desta forma, não haverá necessidade de calcular um novo núcleo com outra linha de corte. A série estimada pelo BC será utilizada nos testes propostos nesta dissertação. 4. A EFICÁCIA DOS NÚCLEOS DE INFLAÇÃO EM DEBATE - CONCEITO E METODOLOGIA Diferente do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) que foi baseado na Teoria do Custo de Vida as medidas de núcleo não dispõe de uma teoria capaz defini-las sucintamente, nem ao menos uma definição sobre o que de fato tais indicadores estão medindo. Deste modo, não há fundamentos teóricos para apoiá-las. Há apenas a expectativa de que o resultado seria a inflação que de fato o Banco Central teria que focar a política monetária. Na crescente literatura sobre núcleos de inflação, várias são as definições propostas sobre a verdadeira utilidade destas medidas. As principais seriam: determinar a tendência da inflação, apoiar a atividade de previsão e estimar a inflação de longo-prazo. Bryan et al.(1997) explicam que o núcleo pode ser visto como uma medida que descobre a verdadeira tendência subjacente da inflação. Já para Blinder (1997), o núcleo pode revelar a parte da inflação que é mais eficiente para prever a inflação de curto-prazo. Eckstein (1981), por sua vez, define o núcleo como a inflação de longo-prazo estimada na ausência de choques e com a demanda neutra, ou seja, no estado estacionário. Enquanto que para Quah e Vahey (1995), as medidas de núcleo revelam a componente da inflação que está embutida nas expectativas de inflação e, que, portanto, não terão nenhum impacto no produto no longo prazo. Apesar dos créditos a favor do núcleo de inflação, estas medidas parecem perder gradualmente a credibilidade entre economistas. Um dos maiores entusiastas Cecchetti (2006) passou a desapontado 22

23 com o atual desempenho dos núcleos. Ele concluiu que os vários métodos utilizados para a construção dos mesmos confiam em técnicas estatísticas, mas que no final das contas o que fazemos é uma previsão, que não dependeria do núcleo, mas sim do comportamento da própria inflação passada. Da mesma forma Marques et al. (2003) e Clinton (2006) colocam que as medidas dos núcleos por exclusão, categoria mais popular, principalmente nos Estados Unidos, pode ser fortemente enganosa, na medida que a exclusão de fatores transitórios pode enfraquecer a previsão da inflação de curto prazo. Reunindo um pouco de cada conceito, conclui-se que a essência de uma medida de núcleo de inflação é a desagregação do índice de preços (IPCA) em dois componentes: um transitório que reflete choques exógenos e, um persistente, que mostra a tendência do nível de preços. Desta maneira, espera-se que um bom núcleo indique a parte persistente e de longo prazo da inflação. 5. PROPRIEDADES ESTATÍSTICAS PARA NÚCLEOS DE INFLAÇÃO Segundo Barros e Schechtman (2002), não existem critérios que permitam selecionar um indicador que melhor represente um núcleo de inflação. Deste modo, cada núcleo deve ser avaliado dentro de um conjunto de critérios para determinar em que contexto a medida pode ser usada. Alguns desses critérios são: ser um bom indicador da tendência da inflação; servir de indicador antecedente e ter o mesmo comportamento do IPCA; possuir baixa variância e ser correlacionado com agregados monetários. Teixeira e Filho (2009) enumeram como boas propriedades de um núcleo de inflação: a ausência de viés, a capacidade de capturar a tendência inflacionária e ser um bom previsor da taxa de inflação. Com alguns critérios definidos pela literatura econômica, o passo seguinte será o de submeter os núcleos produzidos por diversas metodologias - a um conjunto de testes para determinar se estas medidas derivadas da inflação oficial estão fazendo um bom trabalho. 23

24 5.1. AUSÊNCIA DE VIÉS O primeiro critério importante citado pela literatura é o de verificar a ausência de viés nas medidas de núcleo. Um caminho para a verificação pode ser a partir da seguinte equação: = α+ β c πt π + t εt A hipótese nula conjunta é de que α = 0 eβ = 1. Se a hipótese nula não for rejeitada, isso significa que o core analisado não é viesado. Este teste foi empregado nas três metodologias de núcleo mais tradicionais do Banco Central: por exclusão (NEX), médias aparadas com suavização (MACS) e dupla ponderação (NPD). Os testes foram realizados em períodos distintos, pois é útil verificar se alterações no ambiente econômico podem afetar o comportamento dos núcleos. TABELA 3 - ESTATÍSTICAS DESCRITIVAS PARA TRÊS PERÍODOS DE TEMPO DAS PRINCIPAIS MEDIDAS DE NÚCLEO DE INFLAÇÃO Jul/1999 a Dez/10 IPCA MACS NEX NDP Média 0,54 0,52 0,52 0,53 DP 0,43 0,21 0,29 0,30 Coeficiente de variação 0,79 0,41 0,56 0,56 Viés anual - -0,19-0,15-0,11 P-Valor - 0,11 0,10 0,00 Jul/1999 a Dez/08 IPCA MACS NEX NDP Média 0,57 0,54 0,54 0,55 DP 0,46 0,22 0,31 0,31 Coeficiente de variação 0,80 0,41 0,57 0,57 Viés anual - -0,20-0,17-0,15 P-Valor - 0,13 0,37 0,00 Jul/1999 a Dez/02 IPCA MACS NEX NDP Média 0,71 0,56 0,59 0,61 DP 0,57 0,22 0,33 0,37 Coeficiente de variação 0,80 0,39 0,56 0,61 Viés anual - -1,55-1,15-1,22 P-Valor - 0,02 0,35 0,07 Fonte: Elaboração própria A tabela 3 apresenta o resultado do teste para três períodos de tempo. Para o período mais antigo entre julho de 99 e dezembro de 2002 foi evidenciada a presença de viés para os núcleos estimados por médias aparadas com suavização (MACS) e por dupla ponderação (NDP). Contudo, neste 24

Preços. 2.1 Índices gerais

Preços. 2.1 Índices gerais Preços A inflação, considerada a evolução dos índices de preços ao consumidor e por atacado, apresentou contínua elevação ao longo do trimestre encerrado em maio. Esse movimento, embora tenha traduzido

Leia mais

Preços. 2.1 Índices gerais

Preços. 2.1 Índices gerais Preços 2 A inflação mais elevada no trimestre finalizado em fevereiro evidenciou, essencialmente, o realinhamento dos preços monitorados e livres, pressões pontuais advindas da desvalorização cambial,

Leia mais

Alimentos e eletricidade respondem pela deflação em São Paulo

Alimentos e eletricidade respondem pela deflação em São Paulo Alimentos e eletricidade respondem pela deflação em São Paulo Pelo segundo mês consecutivo, o custo de vida no município de São Paulo registrou taxa negativa de 0,17%, segundo cálculo do DIEESE - Departamento

Leia mais

A PROBLEMÁTICA DO COPOM

A PROBLEMÁTICA DO COPOM A PROBLEMÁTICA DO COPOM Na ata de reunião terminada em 17 de outubro, em que houve a decisão unânime de manter a taxa SELIC em 11,25%, o COPOM dá uma indicação de sua motivação principal: 19. O Copom considera

Leia mais

METAS PARA A INFLAÇÃO, INTERVENÇÕES ESTERILIZADAS E SUSTENTABILIDADE FISCAL

METAS PARA A INFLAÇÃO, INTERVENÇÕES ESTERILIZADAS E SUSTENTABILIDADE FISCAL METAS PARA A INFLAÇÃO, INTERVENÇÕES ESTERILIZADAS E SUSTENTABILIDADE FISCAL Aluno: Carolina Machado Orientador: Márcio G. P. Garcia Introdução A liquidez abundante no mercado financeiro internacional e

Leia mais

BROMBERGER, Dalton (UTFPR) daltonbbr@yahoo.com.br. KUMMER, Aulison André (UTFPR) aulisonk@yahoo.com.br. PONTES, Herus³ (UTFPR) herus@utfpr.edu.

BROMBERGER, Dalton (UTFPR) daltonbbr@yahoo.com.br. KUMMER, Aulison André (UTFPR) aulisonk@yahoo.com.br. PONTES, Herus³ (UTFPR) herus@utfpr.edu. APLICAÇÃO DAS TÉCNICAS DE PREVISÃO DE ESTOQUES NO CONTROLE E PLANEJAMENTO DA PRODUÇÃO DE MATÉRIA- PRIMA EM UMA INDÚSTRIA PRODUTORA DE FRANGOS DE CORTE: UM ESTUDO DE CASO BROMBERGER, Dalton (UTFPR) daltonbbr@yahoo.com.br

Leia mais

INDICADORES ECONÔMICOS PARA ANÁLISE DE CONJUNTURA. Fernando J. Ribeiro Grupo de Estudos de Conjuntura (GECON) - DIMAC

INDICADORES ECONÔMICOS PARA ANÁLISE DE CONJUNTURA. Fernando J. Ribeiro Grupo de Estudos de Conjuntura (GECON) - DIMAC INDICADORES ECONÔMICOS PARA ANÁLISE DE CONJUNTURA Fernando J. Ribeiro Grupo de Estudos de Conjuntura (GECON) - DIMAC FORTALEZA, Agosto de 2013 SUMÁRIO 1. Fundamentos da Análise de Conjuntura. 2. Tipos

Leia mais

CURSO ON-LINE PROFESSOR GUILHERME NEVES

CURSO ON-LINE PROFESSOR GUILHERME NEVES Olá pessoal! Neste ponto resolverei a prova de Matemática Financeira e Estatística para APOFP/SEFAZ-SP/FCC/2010 realizada no último final de semana. A prova foi enviada por um aluno e o tipo é 005. Os

Leia mais

ISSN 1517-6576 CGC 00 038 166/0001-05 Relatório de Inflação Brasília v 3 n 3 set 2001 P 1-190 Relatório de Inflação Publicação trimestral do Comitê de Política Monetária (Copom), em conformidade com o

Leia mais

inflação de 2001. Supera a Meta 15 C ONJUNTURA FLÁVIA SANTOS DA SILVA* LUIZ ALBERTO PETITINGA**

inflação de 2001. Supera a Meta 15 C ONJUNTURA FLÁVIA SANTOS DA SILVA* LUIZ ALBERTO PETITINGA** 15 C ONJUNTURA Inflação de 2001 Supera a Meta A inflação em 2001, medida pelo IPCA, atingiu o patamar de 7,67%, superando a meta de 6% estabelecida pelo Banco Central. Choques internos e externos à economia

Leia mais

Algumas evidências sobre a relação entre salário e inflação no Brasil

Algumas evidências sobre a relação entre salário e inflação no Brasil Algumas evidências sobre a relação entre salário e inflação no Brasil Um dos preços mais relevantes na economia é o salário, pois afeta tanto decisões de produção (lado da oferta) como de consumo (lado

Leia mais

Regime de Metas para a Inflação no Brasil. Fernando Nogueira da Costa Professor do IE- UNICAMP h2p://fernandonogueiracosta.wordpress.

Regime de Metas para a Inflação no Brasil. Fernando Nogueira da Costa Professor do IE- UNICAMP h2p://fernandonogueiracosta.wordpress. Regime de Metas para a Inflação no Brasil Fernando Nogueira da Costa Professor do IE- UNICAMP h2p://fernandonogueiracosta.wordpress.com/ O que é regime de metas para a inflação? O regime de metas para

Leia mais

São Paulo (SP), 20 de julho de 2015.

São Paulo (SP), 20 de julho de 2015. São Paulo (SP), 20 de julho de 205. Discurso do Diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos, Tony Volpon, no Encontro com Investidores promovido pela CM Capital Markets. Gostaria

Leia mais

CONJUNTURA ECONÔMICA INDICADORES SELECIONADOS PELO FAE INTELLIGENTIA 1 IPC-FAE ÍNDICE DE PREÇOS DA CLASSE MÉDIA CURITIBANA

CONJUNTURA ECONÔMICA INDICADORES SELECIONADOS PELO FAE INTELLIGENTIA 1 IPC-FAE ÍNDICE DE PREÇOS DA CLASSE MÉDIA CURITIBANA CONJUNTURA ECONÔMICA INDICADORES SELECIONADOS PELO FAE INTELLIGENTIA 1 IPC-FAE ÍNDICE DE PREÇOS DA CLASSE MÉDIA CURITIBANA O Índice de Preços ao Consumidor da Classe Média de Curitiba - IPC-FAE, medido

Leia mais

INSPER INSTITUTO DE ENSINO E PESQUISA Certificate in Financial Management - CFM. Pedro de Albuquerque Seidenthal

INSPER INSTITUTO DE ENSINO E PESQUISA Certificate in Financial Management - CFM. Pedro de Albuquerque Seidenthal INSPER INSTITUTO DE ENSINO E PESQUISA Certificate in Financial Management - CFM Pedro de Albuquerque Seidenthal TAXA DE JUROS FUTURA: SIMULAÇÃO DE OPERAÇÕES ESPECULATIVAS São Paulo 2012 Pedro de Albuquerque

Leia mais

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA 5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA Os sinais de redução de riscos inflacionários já haviam sido descritos na última Carta de Conjuntura, o que fez com que o Comitê de Política Monetária (Copom) decidisse

Leia mais

Cenário Econômico para 2014

Cenário Econômico para 2014 Cenário Econômico para 2014 Silvia Matos 18 de Novembro de 2013 Novembro de 2013 Cenário Externo As incertezas com relação ao cenário externo em 2014 são muito elevadas Do ponto de vista de crescimento,

Leia mais

Uma proposição de política cambial para a economia brasileira +

Uma proposição de política cambial para a economia brasileira + Uma proposição de política cambial para a economia brasileira + Fernando Ferrari Filho * e Luiz Fernando de Paula ** A recente crise financeira internacional mostrou que a estratégia nacional para lidar

Leia mais

CANAL DE CRÉDITO PARA A TRANSMISSÃO DA POLÍTICA MONETÁRIA E SEU IMPACTO NO CRESCIMENTO DA ECONOMIA BRASILEIRA:

CANAL DE CRÉDITO PARA A TRANSMISSÃO DA POLÍTICA MONETÁRIA E SEU IMPACTO NO CRESCIMENTO DA ECONOMIA BRASILEIRA: CANAL DE CRÉDITO PARA A TRANSMISSÃO DA POLÍTICA MONETÁRIA E SEU IMPACTO NO CRESCIMENTO DA ECONOMIA BRASILEIRA: análise da relevância e sustentabilidade do canal do balanço patrimonial RESUMO Tatiele Lacerda

Leia mais

Aviso 1/2016 BCB Brasília, 8 de janeiro de 2016.

Aviso 1/2016 BCB Brasília, 8 de janeiro de 2016. Aviso 1/2016 BCB Brasília, 8 de janeiro de 2016. À Sua Excelência o Senhor Nelson Henrique Barbosa Filho Ministro de Estado da Fazenda Presidente do Conselho Monetário Nacional Esplanada dos Ministérios,

Leia mais

ANEXO VII OBJETIVOS DAS POLÍTICAS MONETÁRIA, CREDITÍCIA E CAMBIAL LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS

ANEXO VII OBJETIVOS DAS POLÍTICAS MONETÁRIA, CREDITÍCIA E CAMBIAL LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS ANEXO VII OBJETIVOS DAS POLÍTICAS MONETÁRIA, CREDITÍCIA E CAMBIAL LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS - 2007 (Anexo específico de que trata o art. 4º, 4º, da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000)

Leia mais

DIAGNÓSTICO SOBRE O CRESCIMENTO DA DÍVIDA INTERNA A PARTIR DE 1/1/95

DIAGNÓSTICO SOBRE O CRESCIMENTO DA DÍVIDA INTERNA A PARTIR DE 1/1/95 DIAGNÓSTICO SOBRE O CRESCIMENTO DA DÍVIDA INTERNA A PARTIR DE 1/1/95 JOÃO RICARDO SANTOS TORRES DA MOTTA Consultor Legislativo da Área IX Política e Planejamento Econômicos, Desenvolvimento Econômico,

Leia mais

ANEXOS. Processo de definição da taxa de juros

ANEXOS. Processo de definição da taxa de juros ANEXOS Processo de definição da taxa de juros A taxa de juros constitui-se no mais importante instrumento de política monetária à disposição do Banco Central. Através dela, a autoridade monetária afeta

Leia mais

Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Departamento de Economia. Expectativas de inflação e repasse cambial

Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Departamento de Economia. Expectativas de inflação e repasse cambial Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Departamento de Economia Expectativas de inflação e repasse cambial Bruno Caiado Balassiano No. De matrícula: 1010408 Orientador: Carlos Viana de Carvalho

Leia mais

O Custo Unitário do Trabalho na Indústria

O Custo Unitário do Trabalho na Indústria O Custo Unitário do Trabalho na Indústria O mercado de trabalho é fonte de indicadores muito importantes à condução da política monetária como, por exemplo, a taxa de desemprego, os níveis de salários

Leia mais

Economia e Mercado Financeiro

Economia e Mercado Financeiro Economia e Mercado Financeiro O que é fluxo cambial? O fluxo cambial é a soma das operações da balança comercial, das operações financeiras e das operações com instituições financeiras no exterior. Segundo

Leia mais

RELATÓRIO ANUAL DE TAXAS DE JUROS / 2011 EMPRÉSTIMO PESSOAL E CHEQUE ESPECIAL

RELATÓRIO ANUAL DE TAXAS DE JUROS / 2011 EMPRÉSTIMO PESSOAL E CHEQUE ESPECIAL RELATÓRIO ANUAL DE TAXAS DE JUROS / 2011 EMPRÉSTIMO PESSOAL E CHEQUE ESPECIAL ANÁLISE COMPARATIVA O levantamento anual envolveu sete instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica

Leia mais

AULAS 13, 14 E 15 Correlação e Regressão

AULAS 13, 14 E 15 Correlação e Regressão 1 AULAS 13, 14 E 15 Correlação e Regressão Ernesto F. L. Amaral 23, 28 e 30 de setembro de 2010 Metodologia de Pesquisa (DCP 854B) Fonte: Triola, Mario F. 2008. Introdução à estatística. 10 ª ed. Rio de

Leia mais

COMO CONSTRUIR CENÁRIOS MACROECONÔMICOS. Autor: Gustavo P. Cerbasi(gcerbasi@mandic.com.br) ! O que é cenário macroeconômico?

COMO CONSTRUIR CENÁRIOS MACROECONÔMICOS. Autor: Gustavo P. Cerbasi(gcerbasi@mandic.com.br) ! O que é cenário macroeconômico? COMO CONSTRUIR CENÁRIOS! O que é cenário macroeconômico?! Quais os elementos necessários para construção de cenários?! Etapas para elaboração de cenários macroeconômicos! Análise do comportamento das variáveis

Leia mais

Carta Mensal Mauá Sekular

Carta Mensal Mauá Sekular Mauá Participações I e II www.mauasekular.com.br contato@mauasekular.com.br Carta Mensal Mauá Sekular Fundos Macro Maio 2015 Sumário (I) (II) (III) Cenário Internacional Cenário Doméstico Principais Estratégias

Leia mais

Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica PIBIC/CNPq/IBMEC-RJ. Relatório Final 2013/2014

Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica PIBIC/CNPq/IBMEC-RJ. Relatório Final 2013/2014 Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica PIBIC/CNPq/IBMEC-RJ Relatório Final 2013/2014 Título do Projeto: Estudo das expectativas de inflação no Brasil. Aluno: Eduardo Oenning Cavalcanti

Leia mais

Carta Mensal Fev/Mar de 2013 nº 173

Carta Mensal Fev/Mar de 2013 nº 173 Carta Mensal Fev/Mar de 2013 nº 173 Destaques do mês - Copom sinaliza alta de juros, mas não se compromete com ação já na próxima reunião, em meados de abril; - Atividade econômica mostra sinais de recuperação

Leia mais

Uma avaliação crítica da proposta de conversibilidade plena do Real XXXII Encontro Nacional de Economia - ANPEC 2004, Natal, dez 2004

Uma avaliação crítica da proposta de conversibilidade plena do Real XXXII Encontro Nacional de Economia - ANPEC 2004, Natal, dez 2004 Uma avaliação crítica da proposta de conversibilidade plena do Real XXXII Encontro Nacional de Economia - ANPEC 2004, Natal, dez 2004 Fernando Ferrari-Filho Frederico G. Jayme Jr Gilberto Tadeu Lima José

Leia mais

O levantamento anual envolveu sete instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander.

O levantamento anual envolveu sete instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander. ANÁLISE COMPARATIVA RELATÓRIO ANUAL DE TAXAS DE JUROS / 2013 EMPRÉSTIMO PESSOAL E CHEQUE ESPECIAL O levantamento anual envolveu sete instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica

Leia mais

AULAS 04 E 05 Estatísticas Descritivas

AULAS 04 E 05 Estatísticas Descritivas 1 AULAS 04 E 05 Estatísticas Descritivas Ernesto F. L. Amaral 19 e 28 de agosto de 2010 Metodologia de Pesquisa (DCP 854B) Fonte: Triola, Mario F. 2008. Introdução à estatística. 10 ª ed. Rio de Janeiro:

Leia mais

Uma proposta de gráfico de controle EWMA com dados sazonais

Uma proposta de gráfico de controle EWMA com dados sazonais Uma proposta de gráfico de controle EWMA com dados sazonais Leandro Callegari Coelho (UFSC) leandroah@hotmail.com Robert Wayne Samohyl (UFSC) samohyl@yahoo.com Resumo: A importância do controle estatístico

Leia mais

Indicadores de Sustentabilidade Fiscal e Externa

Indicadores de Sustentabilidade Fiscal e Externa Indicadores de Sustentabilidade Fiscal e Externa A instabilidade registrada nos mercados financeiros internacionais de maio a junho de 26, a exemplo da turbulência observada recentemente, impactou negativamente

Leia mais

A Ameaça Inflacionária no Mundo Emergente

A Ameaça Inflacionária no Mundo Emergente BRICS Monitor A Ameaça Inflacionária no Mundo Emergente Agosto de 2011 Núcleo de Análises de Economia e Política dos Países BRICS BRICS Policy Center / Centro de Estudos e Pesquisa BRICS BRICS Monitor

Leia mais

C&M CENÁRIOS 8/2013 CENÁRIOS PARA A ECONOMIA INTERNACIONAL E BRASILEIRA

C&M CENÁRIOS 8/2013 CENÁRIOS PARA A ECONOMIA INTERNACIONAL E BRASILEIRA C&M CENÁRIOS 8/2013 CENÁRIOS PARA A ECONOMIA INTERNACIONAL E BRASILEIRA HENRIQUE MARINHO MAIO DE 2013 Economia Internacional Atividade Econômica A divulgação dos resultados do crescimento econômico dos

Leia mais

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO II RELATÓRIO ANALÍTICO 15 1 CONTEXTO ECONÔMICO A quantidade e a qualidade dos serviços públicos prestados por um governo aos seus cidadãos são fortemente influenciadas pelo contexto econômico local, mas

Leia mais

Este capítulo é divido em duas seções, a primeira seção descreve a base de

Este capítulo é divido em duas seções, a primeira seção descreve a base de 30 3. Metodologia Este capítulo é divido em duas seções, a primeira seção descreve a base de dados utilizada, identificando a origem das fontes de informação, apresentando de forma detalhada as informações

Leia mais

Taxa de Câmbio. Recebimento de juros Recebimentos de lucros do exterior Receita de rendas do trabalho

Taxa de Câmbio. Recebimento de juros Recebimentos de lucros do exterior Receita de rendas do trabalho Taxa de Câmbio TAXA DE CÂMBIO No Brasil é usado a CONVENÇÃO DO INCERTO. O valor do dólar é fixo e o variável é a nossa moeda. Por exemplo : 1 US$ = R$ 3,00 Mercado de Divisa No mercado de câmbio as divisas

Leia mais

Cenário Macroeconômico

Cenário Macroeconômico INSTABILIDADE POLÍTICA E PIORA ECONÔMICA 24 de Março de 2015 Nas últimas semanas, a instabilidade política passou a impactar mais fortemente o risco soberano brasileiro e o Real teve forte desvalorização.

Leia mais

Causas do descumprimento da meta. Presi-2003/0177 Brasília, 21 de janeiro de 2003. Senhor Ministro:

Causas do descumprimento da meta. Presi-2003/0177 Brasília, 21 de janeiro de 2003. Senhor Ministro: Presi-2003/0177 Brasília, 21 de janeiro de 2003. Senhor Ministro: Como é do conhecimento de Vossa Excelência, a taxa de inflação medida por meio da variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)

Leia mais

TÍTULO: UMA ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DA TAXA DE CÂMBIO SOBRE A INFLAÇÃO NO BRASIL DE 1995 A 2013

TÍTULO: UMA ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DA TAXA DE CÂMBIO SOBRE A INFLAÇÃO NO BRASIL DE 1995 A 2013 TÍTULO: UMA ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DA TAXA DE CÂMBIO SOBRE A INFLAÇÃO NO BRASIL DE 1995 A 2013 CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS SUBÁREA: CIÊNCIAS ECONÔMICAS INSTITUIÇÃO: PONTIFÍCIA

Leia mais

A DINÂMICA DA INFLAÇÃO BRASILEIRA APÓS O PLANO REAL

A DINÂMICA DA INFLAÇÃO BRASILEIRA APÓS O PLANO REAL A DINÂMICA DA INFLAÇÃO BRASILEIRA APÓS O PLANO REAL Fernando Luiz Scherer Paulo Sérgio Kowaleski Sebastião Vieira de Rezende Júnior O Brasil se preparou nos últimos anos para traçar um caminho de crescimento

Leia mais

5 MOEDA E CRÉDITO. ipea SUMÁRIO

5 MOEDA E CRÉDITO. ipea SUMÁRIO 5 MOEDA E CRÉDITO SUMÁRIO Na reunião de fevereiro último, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a meta para a taxa Selic em 25 pontos-base (pb), fazendo-a chegar a 10,75% ao ano (a.a.). Essa redução

Leia mais

6 O Papel do BNDES e o Crédito Externo 6.1. O BNDES

6 O Papel do BNDES e o Crédito Externo 6.1. O BNDES 6 O Papel do BNDES e o Crédito Externo 6.1. O BNDES Uma vez confiantes nos resultados encontrados em relação à influência dos juros sobre o investimento na economia, partimos para uma segunda fase do estudo.

Leia mais

5 Análise prospectiva dos investimentos das EFPC

5 Análise prospectiva dos investimentos das EFPC 5 Análise prospectiva dos investimentos das EFPC Nesta seção serão apresentados os resultados encontrados para os diversos modelos estimados. No total foram estimados dezessete 1 modelos onde a variável

Leia mais

ACOMPANHAMENTO DA POLÍTICA DE INVESTIMENTOS DO SEGUNDO TRIMESTRE DO EXERCÍCIO DE 2011 INSTITUTO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR MUNICIPAL CAMAÇARI, BA

ACOMPANHAMENTO DA POLÍTICA DE INVESTIMENTOS DO SEGUNDO TRIMESTRE DO EXERCÍCIO DE 2011 INSTITUTO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR MUNICIPAL CAMAÇARI, BA ACOMPANHAMENTO DA POLÍTICA DE INVESTIMENTOS DO SEGUNDO TRIMESTRE DO EXERCÍCIO DE 2011 INSTITUTO DE SEGURIDADE DO SERVIDOR MUNICIPAL CAMAÇARI, BA Belo Horizonte, Julho de 2011 ÍNDICE 1. Introdução...03

Leia mais

A taxa de variação média do IPC foi -0,3% em 2014 e a taxa de variação homóloga situou-se em -0,4% em dezembro

A taxa de variação média do IPC foi -0,3% em 2014 e a taxa de variação homóloga situou-se em -0,4% em dezembro 13 de janeiro de 2015 ÍNDICE DE PREÇOS NO CONSUMIDOR Dezembro de 2014 A taxa de variação média do IPC foi -0,3% em 2014 e a taxa de variação homóloga situou-se em -0,4% em dezembro Em 2014, o Índice de

Leia mais

2. Análise Estatística de Dados Financeiros

2. Análise Estatística de Dados Financeiros 2. Análise Estatística de Dados Financeiros 2.1 O Mercado de Capitais no Brasil A Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA) é atualmente a única bolsa de valores no Brasil. Nela se pode comprar e vender

Leia mais

Previsão da taxa de juros Selic e do câmbio nominal a partir de um modelo Var com restrição

Previsão da taxa de juros Selic e do câmbio nominal a partir de um modelo Var com restrição Previsão da taxa de juros Selic e do câmbio nominal a partir de um modelo Var com restrição Luciano D Agostin * José Luís da Costa Oreiro ** Os indicadores macroeconômicos de emprego, produto e inflação

Leia mais

4 SETOR EXTERNO. ipea

4 SETOR EXTERNO. ipea 4 SETOR EXTERNO RESTRIÇÕES EXTERNAS AO CRESCIMENTO ECONÔMICO Tradicionalmente, as restrições ao crescimento da economia brasileira são consideradas como limites impostos pela deterioração incontornável

Leia mais

Notícias Economia Internacional. e Indicadores Brasileiros. Nº 1/2 Julho de 2012

Notícias Economia Internacional. e Indicadores Brasileiros. Nº 1/2 Julho de 2012 Notícias Economia Internacional e Indicadores Brasileiros Nº 1/2 Julho de 2012 Sindmóveis - Projeto Orchestra Brasil www.sindmoveis.com.br www.orchestrabrasil.com.br Realização: inteligenciacomercial@sindmoveis.com.br

Leia mais

Vendas recuam, mas acumulam alta de 1,46% no ano

Vendas recuam, mas acumulam alta de 1,46% no ano Associação Brasileira de Supermercados Nº51 ECONOMIA www.abras.com.br A informação que fala direto ao seu bolso 29 de Abril de 2015 Vendas recuam, mas acumulam alta de 1,46% no ano Crescimento moderado

Leia mais

Índice de Variação Geral de Preços Departamento de Economia

Índice de Variação Geral de Preços Departamento de Economia Índice de Variação Geral de Preços Departamento de Economia FEVEREIRO 2007 Índices de preços são números que agregam e representam os preços de uma determinada cesta de produtos. Sua variação mede, portanto,

Leia mais

Disciplina: Economia ECN001. Macroeconomia

Disciplina: Economia ECN001. Macroeconomia Disciplina: Economia ECN001 Macroeconomia Orçamento do Setor Público É a previsão de receitas e a estimativa de despesas a serem realizadas por um Governo em um determinado exercício (geralmente um ano).

Leia mais

GRÁFICO 3.1 IPCA: variação acumulada em doze meses e índices de difusão (médias móveis trimestrais) (Em %) 7,50 65,0 6,00 5,00 55,0 4,50. dez.

GRÁFICO 3.1 IPCA: variação acumulada em doze meses e índices de difusão (médias móveis trimestrais) (Em %) 7,50 65,0 6,00 5,00 55,0 4,50. dez. 3 INFLAÇÃO De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação acumulada em doze meses continuou acelerando ao longo do primeiro bimestre de 2013, de modo que, em fevereiro,

Leia mais

A demanda pode ser entendida como a disposição dos clientes ao consumo de bens e serviços ofertados por uma organização.

A demanda pode ser entendida como a disposição dos clientes ao consumo de bens e serviços ofertados por uma organização. Previsão da Demanda As previsões têm uma função muito importante nos processos de planejamento dos sistemas logísticos, pois permite que os administradores destes sistemas antevejam o futuro e planejem

Leia mais

RELATÓRIO ANUAL DE TAXAS DE JUROS / 2012 EMPRÉSTIMO PESSOAL E CHEQUE ESPECIAL

RELATÓRIO ANUAL DE TAXAS DE JUROS / 2012 EMPRÉSTIMO PESSOAL E CHEQUE ESPECIAL ANÁLISE COMPARATIVA RELATÓRIO ANUAL DE TAXAS DE JUROS / 2012 EMPRÉSTIMO PESSOAL E CHEQUE ESPECIAL O levantamento anual envolveu sete instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica

Leia mais

Sérgio Rangel Fernandes Figueira (1) Adhemar Sanches (2) Ana Claudia Giannini Borges (1) David Ferreira Lopes Santos (1)

Sérgio Rangel Fernandes Figueira (1) Adhemar Sanches (2) Ana Claudia Giannini Borges (1) David Ferreira Lopes Santos (1) Técnicas de cointegração na análise dos impactos dos preços do etanol, da gasolina e da massa salarial sobre a demanda por gasolina no Brasil no período de 2005 até 2011. Sérgio Rangel Fernandes Figueira

Leia mais

Apesar de menor, deflação continua

Apesar de menor, deflação continua 1 São Paulo, 06 de julho de 2006. NOTA À IMPRENSA Apesar de menor, deflação continua Pelo terceiro mês consecutivo, o Índice do Custo de Vida (ICV) calculado pelo DIEESE - Departamento Intersindical de

Leia mais

CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 2 SUMÁRIO Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Análise macroeconômica... 6 3. Análise do setor de seguros 3.1. Receita de

Leia mais

IMPACTO DA DESVALORIZAÇÃO DO REAL NOS ÚLTIMOS 48 MESES NA ECONOMIA POPULAR

IMPACTO DA DESVALORIZAÇÃO DO REAL NOS ÚLTIMOS 48 MESES NA ECONOMIA POPULAR IMPACTO DA DESVALORIZAÇÃO DO REAL NOS ÚLTIMOS 48 MESES NA ECONOMIA POPULAR JOÃO RICARDO SANTOS TORRES DA MOTTA Consultor Legislativo da Área IX Economia ESTUDO JANEIRO/2000 Câmara dos Deputados Praça dos

Leia mais

4 Gráficos de controle

4 Gráficos de controle 4 Gráficos de controle O gráfico de controle é uma ferramenta poderosa do Controle Estatístico de Processo (CEP) para examinar a variabilidade em dados orientados no tempo. O CEP é composto por um conjunto

Leia mais

Curso CPA-10 Certificação ANBID Módulo 4 - Princípios de Investimento

Curso CPA-10 Certificação ANBID Módulo 4 - Princípios de Investimento Pág: 1/18 Curso CPA-10 Certificação ANBID Módulo 4 - Princípios de Investimento Pág: 2/18 Módulo 4 - Princípios de Investimento Neste módulo são apresentados os principais fatores para a análise de investimentos,

Leia mais

PREVISÃO DE VENDAS DE CERVEJA PARA UMA INDÚSTRIA DE RIBEIRÃO PRETO

PREVISÃO DE VENDAS DE CERVEJA PARA UMA INDÚSTRIA DE RIBEIRÃO PRETO PREVISÃO DE VENDAS DE CERVEJA PARA UMA INDÚSTRIA DE RIBEIRÃO PRETO José Gilberto S. Rinaldi (UNESP/Presidente Prudente) Randal Farago (Faculdades Integradas FAFIBE) Resumo: Este trabalho aborda técnicas

Leia mais

Diminui ritmo de reajustes dos preços dos alimentos

Diminui ritmo de reajustes dos preços dos alimentos 1 São Paulo, 06 de junho de 2014. NOTA À IMPRENSA Diminui ritmo de reajustes dos preços dos alimentos Em maio, o custo de vida no município de São Paulo aumentou 0,14%, segundo cálculo do DIEESE Departamento

Leia mais

O sucesso do Plano Real na economia brasileira RESUMO

O sucesso do Plano Real na economia brasileira RESUMO 1 O sucesso do Plano Real na economia brasileira Denis de Paula * RESUMO Esse artigo tem por objetivo evidenciar a busca pelo controle inflacionário no final da década de 1980 e início da década de 1990,

Leia mais

Números índices. Luiz Carlos Terra

Números índices. Luiz Carlos Terra Luiz Carlos Terra Nesta aula, você conhecerá as principais aplicações de números índices, como subsídios para análises e pesquisas de dados mercadológicos. (Luiz Carlos Terra) 1 Objetivos Nesta aula, você

Leia mais

Termos e Condições para opção pelos Novos Perfis de Investimentos

Termos e Condições para opção pelos Novos Perfis de Investimentos Termos e Condições para opção pelos Novos Perfis de Investimentos Conforme aprovado pelo Conselho Deliberativo em reunião realizada em 4 de abril de 2011 a São Bernardo implementará em 1º de julho de 2011

Leia mais

Panorama Econômico Abril de 2014

Panorama Econômico Abril de 2014 1 Panorama Econômico Abril de 2014 Alerta Esta publicação faz referência a análises/avaliações de profissionais da equipe de economistas do Banco do Brasil, não refletindo necessariamente o posicionamento

Leia mais

Preços Administrados

Preços Administrados Diretoria de Política Econômica Departamento de Relacionamento com Investidores e Estudos Especiais Preços Administrados com informações até março de 2014 S é r i e Perguntas Mais Frequentes Preços Administrados

Leia mais

Pesquisa FEBRABAN de Projeções Macroeconômicas e Expectativas de Mercado

Pesquisa FEBRABAN de Projeções Macroeconômicas e Expectativas de Mercado Pesquisa FEBRABAN de Projeções Macroeconômicas e Expectativas de Mercado Variáveis Macroeconômicas Pesquisa de Projeções Macroeconômicas (Média) Efetivos Efetivos Pesquisas anteriores 2012 2013 Pesquisa

Leia mais

Discurso do Diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, na Macro Vision International Conference 2014

Discurso do Diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, na Macro Vision International Conference 2014 São Paulo (SP), 16 de abril de 2014. Discurso do Diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, na Macro Vision International Conference 2014 Página 1 de 11 A todos aqui presentes,

Leia mais

Regime de Metas para a Inflação no Brasil

Regime de Metas para a Inflação no Brasil Diretoria de Política Econômica Departamento de Relacionamento com Investidores e Estudos Especiais Regime de Metas para a Inflação no Brasil com informações até março de 2014 S é r i e Perguntas Mais

Leia mais

Inflação e custo da cesta básica no município de Horizontina

Inflação e custo da cesta básica no município de Horizontina 32 Inflação e custo da cesta básica no município de Horizontina Inflation and cost of the basic items of consumption in the city of Horizontina Por Cíntia Maísa Bender Ms. em Economia Coord. do Curso de

Leia mais

MEDIDAS DE DISPERSÃO

MEDIDAS DE DISPERSÃO MEDIDAS DE DISPERSÃO 1) (PETROBRAS) A variância da lista (1; 1; 2; 4) é igual a: a) 0,5 b) 0,75 c) 1 d) 1,25 e) 1,5 2) (AFPS ESAF) Dada a seqüência de valores 4, 4, 2, 7 e 3 assinale a opção que dá o valor

Leia mais

Sumário O VEREDICTO DA HISTÓRIA RETORNO DAS AÇÕES E TÍTULOS DESDE 1802 3 PARTE I. CAPÍTULO l

Sumário O VEREDICTO DA HISTÓRIA RETORNO DAS AÇÕES E TÍTULOS DESDE 1802 3 PARTE I. CAPÍTULO l Sumário PARTE I O VEREDICTO DA HISTÓRIA CAPÍTULO l RETORNO DAS AÇÕES E TÍTULOS DESDE 1802 3 "Todo mundo está destinado a ser rico" 3 Retornos dos mercados financeiros desde 1802 5 A performance dos títulos

Leia mais

Anexo I Objetivos das Políticas Monetária, Creditícia e Cambial (Art. 4 o, 4 o, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000)

Anexo I Objetivos das Políticas Monetária, Creditícia e Cambial (Art. 4 o, 4 o, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Anexo I Objetivos das Políticas Monetária, Creditícia e Cambial (Art. 4 o, 4 o, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Anexo à Mensagem da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2013, em cumprimento

Leia mais

Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Curso : Comunicação Social Habilitação Jornalismo Disciplina: Economia Brasileira INFLAÇÃO

Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Curso : Comunicação Social Habilitação Jornalismo Disciplina: Economia Brasileira INFLAÇÃO Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Curso : Comunicação Social Habilitação Jornalismo Disciplina: Economia Brasileira INFLAÇÃO Dayse Nayara dos Santos Frederico Machado Lara Rios Mariana Zocratto

Leia mais

Questões de Exames Passados. 1. Considere o polígono integral das distribuições a seguir e responda as perguntas abaixo. F(x) C D

Questões de Exames Passados. 1. Considere o polígono integral das distribuições a seguir e responda as perguntas abaixo. F(x) C D Faculdade de Economia, Universidade Nova de Lisboa Tratamento de Dados André C. Silva Questões de Exames Passados 1. Considere o polígono integral das distribuições a seguir e responda as perguntas abaixo.

Leia mais

Comitê de Investimentos 07/12/2010. Robério Costa Roberta Costa Ana Luiza Furtado

Comitê de Investimentos 07/12/2010. Robério Costa Roberta Costa Ana Luiza Furtado Comitê de Investimentos 07/12/2010 Robério Costa Roberta Costa Ana Luiza Furtado Experiências Internacionais de Quantitative Easing Dados do Estudo: Doubling Your Monetary Base and Surviving: Some International

Leia mais

INFLAÇÃO E DESEMPREGO NO PLANO REAL UMA ABORDAGEM EMPÍRICA 1. PALAVRAS-CHAVE: Curva de Phillips, inflação, desemprego, teoria aceleracionista.

INFLAÇÃO E DESEMPREGO NO PLANO REAL UMA ABORDAGEM EMPÍRICA 1. PALAVRAS-CHAVE: Curva de Phillips, inflação, desemprego, teoria aceleracionista. 1 INFLAÇÃO E DESEMPREGO NO PLANO REAL UMA ABORDAGEM EMPÍRICA 1 Ricardo Dalla Costa* RESUMO O presente artigo vem colocar uma nota em relação ao plano que estabilizou a inflação no Brasil e que agora inicia

Leia mais

Índice de Variação do Custo Médico Hospitalar VCMH/IESS

Índice de Variação do Custo Médico Hospitalar VCMH/IESS Índice de Variação do Custo Médico Hospitalar VCMH/IESS IESS - Instituto de Estudos de Saúde Suplementar 2 Atuação O IESS atua primordialmente na defesa de aspectos conceituais e técnicos que servem de

Leia mais

IX O Pass-Through da Taxa Básica: Evidências para as Taxas de Juros Bancárias

IX O Pass-Through da Taxa Básica: Evidências para as Taxas de Juros Bancárias IX O Pass-Through da Taxa Básica: Evidências para as Taxas de Juros Bancárias Leonardo Soriano de Alencar * IX.1 Introdução Uma idéia amplamente aceita pelos economistas é que a política monetária afeta

Leia mais

FLUTUAÇÕES CAMBIAIS RECENTES EM MOÇAMBIQUE

FLUTUAÇÕES CAMBIAIS RECENTES EM MOÇAMBIQUE FLUTUAÇÕES CAMBIAIS RECENTES EM MOÇAMBIQUE D E T E R M I N A N T E S, I M PA C TOS E I M P L I C A Ç Õ E S D E P O L Í T I C A E D UARDO N E VES J OÃO Quais são os determinantes das taxas de câmbio? Os

Leia mais

Considerações Iniciais

Considerações Iniciais ANO 2 NÚMERO 6 ABRIL 212 PROFESSORES RESPONSÁVEIS: FLÁVIO RIANI & RICARDO RABELO RABELO Considerações Iniciais Neste primeiro trimestre de 212 a economia brasileira apresenta índices econômicos preocupantes

Leia mais

Os fatos atropelam os prognósticos. O difícil ano de 2015. Reunião CIC FIEMG Econ. Ieda Vasconcelos Fevereiro/2015

Os fatos atropelam os prognósticos. O difícil ano de 2015. Reunião CIC FIEMG Econ. Ieda Vasconcelos Fevereiro/2015 Os fatos atropelam os prognósticos. O difícil ano de 2015 Reunião CIC FIEMG Econ. Ieda Vasconcelos Fevereiro/2015 O cenário econômico nacional em 2014 A inflação foi superior ao centro da meta pelo quinto

Leia mais

Em Compasso de Espera

Em Compasso de Espera Carta do Gestor Em Compasso de Espera Caros Investidores, O mês de setembro será repleto de eventos nos quais importantes decisões políticas e econômicas serão tomadas. Depois de muitos discursos que demonstram

Leia mais

FACULDADE IBMEC SÃO PAULO. Eduardo José Ferreira Jarra

FACULDADE IBMEC SÃO PAULO. Eduardo José Ferreira Jarra FACULDADE IBMEC SÃO PAULO Programa de Mestrado Profissional em Economia Eduardo José Ferreira Jarra Previsão da taxa de juros nominal no Brasil: uma avaliação comparativa entre curva de reação, modelo

Leia mais

A inflação e a política monetária no primeiro semestre de 2007*

A inflação e a política monetária no primeiro semestre de 2007* A inflação e a política monetária no primeiro semestre de 2007* Edison Marques Moreira** Economista da FEE e Professor da PUCRS O Comitê de Política Monetária (Copom) tem reafirmado, nas atas das suas

Leia mais

Preços Administrados

Preços Administrados Diretoria de Política Econômica Gerência-Executiva de Relacionamento com Investidores Preços Administrados Atualizado em abril de 2010 S é r i e Perguntas mais Freqüentes Copom Este texto integra a série

Leia mais

Curso DSc Bacen - Básico Provas 2001-2010 - Macroeconomia. Prof.: Antonio Carlos Assumpção

Curso DSc Bacen - Básico Provas 2001-2010 - Macroeconomia. Prof.: Antonio Carlos Assumpção Curso DSc Bacen - Básico Provas 2001-2010 - Macroeconomia Prof.: Antonio Carlos Assumpção Contabilidade Nacional Balanço de Pagamentos Sistema Monetário 26- Considere a seguinte equação: Y = C + I + G

Leia mais

FINANÇAS CORPORATIVAS 2a. Aula 09/04/2011 3a. Aula 30/04/2011

FINANÇAS CORPORATIVAS 2a. Aula 09/04/2011 3a. Aula 30/04/2011 FINANÇAS CORPORATIVAS 2a. Aula 09/04/2011 3a. Aula 30/04/2011 Prof. Ms. Wagner Ismanhoto Economista M.B.A. em Engenharia Econômica Universidade São Judas São Paulo-SP Mestrado em Economia Rural UNESP Botucatu-SP

Leia mais

IPCA, SELIC e CAGED: uma reflexão.

IPCA, SELIC e CAGED: uma reflexão. SUMÁRIO EXECUTIVO > Revisamos IPCA para 6,1%; > Pior CAGED desde 2003; > Serviços ainda não recuaram; > SELIC ainda na bateu em inflação. IPCA, SELIC e CAGED: uma reflexão. O IPCA-15 divulgado ontem veio

Leia mais

Introdução. PIB varia 0,4% em relação ao 1º trimestre e chega a R$ 1,10 trilhão

Introdução. PIB varia 0,4% em relação ao 1º trimestre e chega a R$ 1,10 trilhão 16 a 31 de agosto de 2012 As principais informações da economia mundial, brasileira e baiana Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia Diretoria de Indicadores e Estatísticas Coordenação

Leia mais

Baixa do dólar e recuo das Treasuries corroboram para fechamento dos juros futuros; Fatores domésticos levam a depreciação do dólar frente ao real;

Baixa do dólar e recuo das Treasuries corroboram para fechamento dos juros futuros; Fatores domésticos levam a depreciação do dólar frente ao real; 20-jan-2014 Baixa do dólar e recuo das Treasuries corroboram para fechamento dos juros futuros; Fatores domésticos levam a depreciação do dólar frente ao real; Ibovespa recuou 1,04% na semana, seguindo

Leia mais