A Nova Lei Florestal: Desafios para sua implantação efetiva

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1 Seminário Nacional: Diálogos para Implantação da Nova Lei Florestal A Nova Lei Florestal: Desafios para sua implantação efetiva Antonina, setembro 2014 Roberto Resende

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3 Objetivos: monitorar a implementação da nova Lei Florestal (Lei Federal /12) acompanhar o desempenho dos instrumentos: CAR e PRA. Mitigar os aspectos negativos do novo Código e evitar novos retrocessos.

4 Princípios constituintes do Observatório: 1. Transparência das informações: todas as informações coletadas serão sistematizadas e disponibilizadas ao público em geral, sem restrições. 2. Liberdade de atuação: as organizações integrantes do observatório terão total liberdade de posicionamento e atuação, em nome próprio, com garantia de que suas posições serão externadas nos espaços de ação do Observatório. 3. Objetividade nos posicionamentos: o Observatório será um espaço de coleta, sistematização e disponibilização da informação, mas não deverá assumir posições políticas, muito embora possa e deva convocar discussões para discutir os dados produzidos e fazer análises estratégicas. Ele deve ser um espaço para abrigar organizações com perfis diversos, com espaço para manifestações plurais. 4. Articulação e consulta aos atores locais: em todas as avaliações deverão ser consultados atores relevantes locais e será garantida nos meios de divulgação dos trabalhos e avaliações do Observatório a integridade das opiniões divergentes, seja de governos, de atores sociais, seja dos setores privados consultados.

5 Membros Fundadores Membros Colaboradores

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7 O OCF é espaço de coleta, sistematização e disponibilização da informação. Opiniões desta apresentação, salvo se devidamente indicadas, são do expositor, não do OCF.

8 INOVACAR Iniciativa da Conservação Internacional do Brasil, em parceria com o OCF, para: gerar transparência, promover o controle e a participação social e contribuir para a aprendizagem durante o processo de implantação do CAR, em particular na Amazônia

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10 A Iniciativa Verde Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), com sede em São Paulo, SP, criada em Sua pontos centrais de atuação são: - recuperação de áreas degradadas da Mata Atlântica; - compensação das emissões de gases de efeito estufa (GEE) decorrentes da atividade humana. Principais ações: Inventário de emissões de GEE; Compensação de emissões; Recuperação florestal cerca de 600 ha; Desenvolvimento de práticas sustentáveis.

11 Objetivo: promoção da adequação ambiental de imóveis rurais em assentamentos e comunidades no estado de São Paulo, em sentido amplo e de forma participativa.

12 Recomposição de APPs e implantação de SAFs Saneamento com tecnologias sociais Educação ambiental; Formação e Intercâmbio Adequação formal CAR/PRA

13 Realização Patrocínio

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15 A Nova Lei Florestal Alguns pontos positivos: Atualização parcial de conceitos; Regras de transição para situações consolidadas; CAR/PRA Instrumentos econômicos (art. 41); Tratamento diferenciado para a agricultura familiar Exemplo de retrocessos: Recuo em conceitos de APP (topo de morro...) Sinalização de anistia Desvirtuamento do conceito de pequena agricultura Manutenção de insegurança jurídica (regras em aberto) Implementação incompleta e atrasada (federal e estadual)

16 Novo Código Florestal Definição também nas versões de 1934 e 1965 Art. 2 o As florestas existentes no território nacional e as demais formas de vegetação nativa, reconhecidas de utilidade às terras que revestem, são bens de interesse comum a todos os habitantes do País, exercendo-se os direitos de propriedade com as limitações que a legislação em geral e especialmente esta Lei estabelecem.

17 APP topo de morro

18 APP topo de morro Topo de morro - sela topográfica

19 Regras de transição da Lei Florestal Para quem não seguiu exatamente o Código Florestal como era, permitindo então a adaptação de situações existentes. A principal novidade desta lei então é o conceito de áreas rurais consolidadas, que são: Área de imóvel rural com ocupação antrópica preexistente a 22/07/2008, com edificações, benfeitorias ou atividades agrossilvipastoris, admitido o regime de pousio.

20 Por que esta data? Decreto de 22 de julho de 2008, que regulamenta a Lei de Crimes Ambientais. Multa para a não averbação de Reserva Legal, prevista para 11 de junho de

21 Áreas rurais consolidadas: Escadinha Faixa por Módulos Fiscais Área Imóvel (ha) MF: 12 ha Até 1 Até 16 1 a 2 Até 32 2 a 4 Até 64 4 a 10 Até 128 Maior que 10 Maior que 128 Agricultura Familiar x Imóveis até 4 Módulos Fiscais

22 Áreas rurais consolidadas: Escadinha - APPs Faixa por Módulos Fiscais Largura curso d água Faixa a restaurar (m) Até 1 Todos 5 1 a 2 Todos 8 2 a 4 Todos 15 4 a 10 Até 10 m 20 4 a 10 Maior que 10 m Maior que 10 Todos Metade da largura (de 30 a 100 m) Metade da largura (de 30 a 100 m)

23 APP a restaurar 10 m córrego 15 m nascente APP uso consolidado 10 a 20 m córrego 15 a 30 m nascente

24 Restauro < 5 metros?

25 Tamanho e tipo de imóveis O tratamento para a Lei será diferenciado para os imóveis em função do tamanho, considerando a quantidade de Módulos Fiscais e se ele pertence à Agricultura Familiar. A nova Lei Florestal considera para a maioria de seus efeitos todos os imóveis com menos de quatro Módulos Fiscais, mesmo que tenham outros usos, como equivalentes à Agricultura Familiar.

26 Tamanho e tipo de imóveis Módulo Fiscal unidade de medida fundiária, depende do tipo de exploração predominante no município e a renda obtida; indicação de área mínima para que a propriedade rural seja economicamente viável Em Antonina 16,00 ha

27 Agricultura Familiar Definição Lei /2006: Considera-se agricultor familiar e empreendedor familiar rural aquele que pratica atividades no meio rural, atendendo, simultaneamente, aos seguintes requisitos: I - não detenha, a qualquer título, área maior do que quatro módulos fiscais; II - utilize predominantemente mão de obra da própria família nas atividades econômicas do seu estabelecimento ou empreendimento; III - tenha renda familiar predominantemente originada de atividades econômicas vinculadas ao próprio estabelecimento ou empreendimento; IV - dirija seu estabelecimento ou empreendimento com sua família. (e também silvicultores, aquicultores, extrativistas e pescadores).

28 Agricultura Familiar Dispensa de autorização de intervenção e a supressão de vegetação em APP e RL para as atividades de baixo impacto ambiental, apenas uma declaração simples ao órgão ambiental se estiver inscrito no CAR. Procedimento simplificado para o registro no CAR Para completar a área de reserva legal podem ser contados os plantios de árvores frutíferas, ornamentais ou industriais (espécies exóticas) com nativas, em sistemas agroflorestais. O poder público estadual deve prestar apoio técnico e jurídico para a recomposição e registro da Reserva Legal. Dispensa de autorização para exploração florestal de madeira sem propósito comercial direto ou indireto de até dois metros cúbicos por hectare ou 15 metros cúbicos por imóvel por ano. Licenciamento simplificado para exploração florestal com propósito comercial direto ou indireto Atendimento prioritário nos programa de apoio técnico e incentivo financeiro para iniciativas de adequação

29 Instrumentos da Lei Florestal CAR: Cadastro Ambiental Rural PRA: Programa de Regularização Ambiental Instrumentos econômicos

30 Executivo SMA SP Dados obtidos através da Lei de Acesso à Informação Convênio com terceiros para mobilizar ao cadastramento Não Convênio com organizações para realização do cadastramento - Com Prefeituras Número de técnicos dedicados à inserção de dados no sistema Um por Prefeitura Observatório do Código - Iniciativa Verde 23/05/14

31 Executivo SMA SP Precisa de assistência técnica (técnico com ART/facilitador capacitado) para elaboração do CAR - Não Número de técnicos dedicados à validação dos dados inseridos no CAR - Nenhum Critérios de priorização para validação - Não Observatório do Código - Iniciativa Verde 23/05/14

32 Executivo SMA SP Data e escala da imagem usada pelo sistema do CAR /11; 1: (resolução de 1,0 m) Cobertura total do território estadual para 2008 Sim... Sistema acusa sobreposição com UC/TI/Quilombos Não Módulo específico para cadastramento - Não Observatório do Código - Iniciativa Verde 23/05/14

33 Executivo SMA SP Integração com SICAR Não Quantos os imóveis inscritos? Total: ha, ha < 4 MF: imóveis, ha Quantos cadastros foram validados Nenhum (agosto/2014) Observatório do Código - Iniciativa Verde 23/05/14

34 Executivo SMA SP Estratégia para localização da RL - Não Definição de bacias críticas - Não Envolvimento do sistema estadual de ATER 40 técnicos da CATI capacitados Programa que apoie financeiramente, tecnicamente, com material ou que dê algum incentivo econômico à restauração florestal - FEHIDRO Observatório do Código - Iniciativa Verde 23/05/14

35 Carta do Observatório aos candidatos Quatro questões para o plano de governo: 1. A disponibilização pública dos dados inseridos no SICAR; 2. O apoio técnico e financeiro aos Estados para a efetiva implementação do SICAR (ou sistema similar do estado), priorizando a verificação dos dados e o monitoramento; 3. A criação de politicas públicas de incentivos conforme o artigo 41 da Lei. 4. Ampla política de recuperação da vegetação nativa, favorecendo a estruturação de cadeias de restauração, bem como a regulamentação dos mecanismos de compensação com foco na implantação do Código, na celeridade e na transparência dos sistemas eletrônicos.

36 Carta do Observatório aos candidatos Quatro questões para o plano de governo: 1. A disponibilização pública dos dados inseridos no SICAR; 2. O apoio técnico e financeiro aos Estados para a efetiva implementação do SICAR (ou sistema similar do estado), priorizando a verificação dos dados e o monitoramento; 3. A criação de politicas públicas de incentivos conforme o artigo 41 da Lei. 4. Ampla política de recuperação da vegetação nativa, favorecendo a estruturação de cadeias de restauração, bem como a regulamentação dos mecanismos de compensação com foco na implantação do Código, na celeridade e na transparência dos sistemas eletrônicos.

37 Carta do Observatório aos candidatos Sete demandas: 1. De forma imediata, promover a ampla disponibilização pública dos dados inseridos no SICAR (Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural); 2. Até maio de 2016, como determina a norma, promover o registro de 100 % (cem por cento) das propriedades e posses rurais no SICAR, inclusive por meio da utilização dos dados de certificação de georreferenciamento de imóveis do INCRA; 3. Regulamentar as Cotas de Reserva Ambiental (CRA) o mais urgentemente possível, com consulta pública e a devida transparência; 4. Desde o início do novo mandato presidencial, implementar ampla política de recuperação da vegetação nativa brasileira, favorecendo a estruturação de cadeias de restauração em cada região; 5. Implementar programa de compensação florestal inteligente, buscando otimizar os ganhos ambientais com a implementação do Código Florestal, contemplando a proteção de Áreas Prioritárias para a Conservação; 6. Logo no início do novo mandato presidencial, regulamentar os incentivos previstos pelo artigo 41 do Código Florestal; 7. Viabilizar a validação de todos os registros do CAR e celebrar os Termos de Compromisso nos casos em que houver necessidade de regularização..

38 Instrumentos da Lei Florestal CAR: Cadastro Ambiental Rural PRA: Programa de Regularização Ambiental Instrumentos econômicos

39 CAR: Cadastro Ambiental Rural Dois anos para adesão Art Cadastro Ambiental Rural - CAR, no âmbito do Sistema Nacional de Informação sobre Meio Ambiente - SINIMA, registro público eletrônico de âmbito nacional, obrigatório para todos os imóveis rurais, com a finalidade de integrar as informações ambientais das propriedades e posses rurais, compondo base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e combate ao desmatamento. Permite acesso às inovações da Lei, como a regularização do uso consolidado de APPs, compensações e uso de Reserva Legal, desobriga a averbação no Cartório de Imóveis, etc; Obrigatório para conseguir licenças e autorizações; Daqui a cinco anos condição para conseguir crédito rural.

40 PRA: Programa de Regularização Ambiental Deve ser instituído pelo órgão estadual de meio ambiente para permitir a adequação das posses e propriedades rurais à legislação Adesão deve ser feita pelos agricultores em até dois anos; Inclui assinatura do termo de compromisso; Suspende punições pelo não atendimento do Código Florestal; Prazo de até 20 anos para recompor a Reserva Legal.

41 Instrumentos da Lei Florestal O CAR é como a declaração do Imposto de Renda. O PRA é pagamento do Imposto ou a Restituição.

42 Aplicação do CAR Disponibilização pública dos dados inseridos no SICAR; Importância da transparência Exemplo: Uso de dados de certificação de georreferenciamento de imóveis do INCRA; Possíveis parcerias e arranjos nos estados, envolvendo órgãos fundiários e de ATER

43 Aplicação do CAR

44 Estados com sistemas próprios Acre Bahia https://www.sistema.seia.ba.gov.br/ Espírito Santo Mato Grosso do Sul show=6583 Mato Grosso Minas Gerais Pará Rondônia São Paulo Tocantins

45 Módulo de cadastro SISCAR

46 Módulo de cadastro SISCAR

47 Módulo de cadastro SISCAR SP

48 Módulo de cadastro SISCAR SP

49 Módulo de cadastro SISCAR SP

50 Região de Antonina, PR

51 Vale do Ribeira SP

52 Aplicação do CAR O apoio técnico e financeiro aos Estados para a efetiva implementação do SICAR (ou sistema similar do estado), notadamente em relação à verificação dos dados nele inseridos, bem como para o eficiente monitoramento do cumprimento da nova Lei Florestal; CAR além de exigência cartorial: Mesmo que não tenha finalidade fundiária é importante esta interlocução

53 Aplicação do CAR Cronômetro do CAR

54 Aplicação do PRA Critérios para Recuperação Compensação Manejo Regulamentos estaduais

55 Instrumentos econômicos Politicas públicas de incentivos para aqueles proprietários que cumprem o Código Florestal ou queiram cumprir e não possuem condições objetivas para tanto, como prevê o artigo 41 da Lei /2012, como o Pagamento por Serviços Ambientais, além do estabelecimento de uma política diferenciada de crédito e incentivos fiscais, comerciais e o seguro agrícola, entre outras;

56 Instrumentos econômicos Art 41 da Lei Florestal Pagamento ou incentivo a serviços ambientais Compensação pelas medidas de conservação ambiental Incentivos para as ações de recuperação, conservação e uso sustentável da vegetação nativa

57 Instrumentos econômicos Serviços Ambientais: São os benefícios gerados pela proteção e conservação dos recursos naturais. Estes podem ser a água limpa, o ar puro, a biodiversidade, solos saudáveis ou uma paisagem bonita. Outro exemplo é fixação dos gases que provocam o efeito estufa ajuda, colaborando na regulação do clima. Também são serviços ambientais a valorização cultural e do conhecimento tradicional ecossistêmico

58 PSA Pagamentos por Serviços Ambientais Compensação. em dinheiro ou serviços, às pessoas que protegem ou recuperam os recursos naturais Conceito ainda em construção Predominância de projetos piloto Diversas concepções e formatos

59 Serviços Ambientais Água, Clima Biodiversidade Paisagem Dentro da propriedade Fora da propriedade Pagamentos?

60 Alguns pontos sobre Pagamentos por Serviços Ambientais - PSA Quem paga? Quem recebe? O que pagar?

61 PSA Princípio central Aqueles que proveem o serviço devem ser recompensados por isto (detentores de remanescentes florestais) Aqueles que são beneficiados pelo serviço devem pagar por ele (sociedades local, regional e global)

62 Pagamento por Serviços Ambientais i Identificar Servicos Ambientais, Compradores e Vendedores Criacão de legislação adequada e contexto normativo Desenvolver regras de mercado Estabelecer Organizações de apoio e serviços Lançamento de Mercado e Compensaçã o de Serviços Ambientais - 0 Adaptado de apresentação de Carina Bracer, Grupo Katoomba

63 PSA Experiências internacionais: Nova Iorque Costa Rica No Brasil Produtores de Águas (ANA) Fundágua ES Bolsa Verde MG (FHIDRO) Prefeitura de Extrema MG outros

64 Quem paga? Voluntário? responsabilidade social sim, mercado, nem tanto... Obrigatório Impostos, cobrança da água, compensações, etc

65 O que pagar? Quantidade de serviços x Critérios sócioeconômicos

66 O que pagar? Situações a evitar... Gigolô de mato x Degradador premiado Boas práticas: (reflorestamento, manejo florestal, SAF, agroecologia...)

67 O PSA financiando a conversão...

68 Nova Iorque Além de $, equipamentos, serviços GEF (Colômbia, Costa Rica, Nicarágua) Sistemas Silvopastoris

69 Um exemplo de financiamento de conversão pelo PSA LOS SISTEMAS SILVOPASTORILES PARA LA TRANSICION DE UNA GANADERIA EXTENSIVA HACIA UNA ECOLOGICA, Colombia, Nicaragua e Costa Rica PNSA y PMSA PNBD y PMBD PNAD y PMAD DEGRADADO BANCO FORRAJERO FRUTAL Adaptado de Muhammad Ibrahim CATIE CERCA VIVA PODADA CV PERMANENTE BOSQUE de GUADUA

70 Um exemplo de financiamento de conversão pelo PSA LOS SISTEMAS SILVOPASTORILES PARA LA TRANSICION DE UNA GANADERIA EXTENSIVA HACIA UNA ECOLOGICA, Colombia, Nicaragua e Costa Rica Valor dos Produtos Serviços Ecológicos Situação Ganha-Ganha Sistema tradicional Sistema Silvo Pastoril Conservação Adaptado de Muhammad Ibrahim CATIE

71 PL Federal sobre PSA Projeto de Lei nº , Dep. Anselmo de Jesus, com 10 outros apensados Comissões Agricultura, Meio Ambiente Comissão de Finanças e Tributação : Parecer do relator, Dep. Arnaldo Jardim (abril 2014): Assistencialista x compensatória Exclusividade x Prioridade agricultores familiares e tradicionais Baseado em contratos Combinado com ATER, educação ambiental e estímulos tributários e creditícios Prioridade na conservação de remanescentes Veda a inclusão de APP em projetos de PSA...

72 PL Federal sobre PSA PL , Dep. Anselmo de Jesus, com 10 outros apensados Comissões Agricultura, Meio Ambiente Comissão de Finanças e Tributação : Parecer do relator, Dep. Arnaldo Jardim (abril 2014): Assistencialista x compensatória Criação de Fundo de PSA: partilha do petróleo, dedução do imposto de renda, outros Exclusividade x Prioridade agricultores familiares e tradicionais Baseado em contratos Combinado com ATER, educação ambiental e estímulos tributários e creditícios Prioridade na conservação de remanescentes Limita a inclusão de APP em projetos de PSA...

73 Crédito Principais exemplos: Plano ABC Pronaf

74 PROGRAMA ABC Após a COP 15 Copenhague; Visa o fomento à adoção de boas práticas agrícolas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa da agricultura, Um dos principais instrumentos da Política Nacional de Mudanças Climáticas Recursos cerca de R$ 5 bilhões anuais: Fundo Amazônia (R$ 1,3 bilhão em doações internacionais), Verba do petróleo alocada no Fundo Clima (R$ 500 milhões) Programa ABC (R$ 3,4 bilhões) (Observatório do Programa ABC, 2013)

75 PROGRAMA ABC Comissão de Finanças e Tributação 03/04/2014 Parecer do relator, Dep. Arnaldo Jardim: veda a inclusão de APP em projetos de PSA ABC Ambiental: < 0,1 % (para recuperação APPs, não faz parte do Plano ABC)

76 PRONAF Plano Safra da Agricultura Familiar tem linhas de financiamento diferenciadas para agricultores familiares: Pronaf Floresta - Implantação de projetos de sistemas agroflorestais, exploração extrativista ecologicamente sustentável, plano de manejo e manejo florestal. Pronaf Agroecologia - Investimento para implantação dos sistemas de produção agroecológicos e/ou orgânicos. Pronaf ECO Sustentabilidade Ambiental - Conservação, correção, recuperação de solos; Dendê; Seringueira; Silvicultura Total destas linhas agroambientais: R$ 26,1 mi, 0,22% volume total (2009/2010) (ISA, Financiamento Agroambiental no Brasil, 2013)

77 Instrumentos econômicos Outros: Compras públicas PAA; PNAE - pagamento diferenciado para orgânicos Outros incentivos e compensações Projetos voluntários

78 Instrumentos econômicos Outros: Projetos voluntários Carbon Free A compensação de emissões de GEE feita por pessoa, empresa, evento ou produto, por meio de recuperação florestal de Mata Atlântica, conforme protocolo e monitoramento.

79 Lei /2013 O governo deve fomentar e incentivar ações que promovam a recuperação florestal e a implantação de sistemas agroflorestais em áreas rurais desapropriadas pelo Poder Público e em áreas degradadas em posse de agricultores familiares assentados, de quilombolas e de indígenas buscar alternativas econômicas

80 Lei Mudanças Climáticas São Paulo A legislação do Estado de São Paulo sobre Mudanças Climáticas (Lei /2009 e o Decreto /2010) já define que os Projetos de Pagamento por Serviços Ambientais podem incluir ações de conservação e recuperação de florestas, reflorestamentos, sistemas agroflorestais e silvopastoris (dependendo do regulamento).

81 Instrumentos econômicos Combinar as diferentes políticas. São Paulo: Recursos Hídricos Mudanças Climáticas Meio Ambiente Questões: Custos do projeto, Monitoramento, Burocracia, Orçamento

82 Legislação PSA e Mudanças Climáticas Paraná Lei , de 25/04/2012, Política Estadual de Mudança do Clima (regulamento: Decreto de 04/10/2013) Lei , de 26/12/2012, diretrizes para o desenvolvimento de agricultura com baixa emissão de carbono no Paraná. Lei , de 25/04/2012, institui o Pagamento por Serviços Ambientais

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84 Uma política de recuperação da vegetação nativa Favorecer a estruturação de cadeias regionais de restauração Regulamentação dos mecanismos de compensação Celeridade e na transparência dos sistemas eletrônicos.

85 Para uma política de recuperação da vegetação nativa Regulamentos federais e estaduais IN, Leis e Decretos estaduais Estrutura dos órgãos estaduais de Meio Ambiente (com agricultura e fundiário): física, pessoal e procedimentos Integração CAR/PRA com licenciamento Simplificação de procedimentos para regularização, inclusive recuperação florestal São Paulo a Resolução SMA 32/2014 prevê o SARE, ainda não operante

86 Regras de transição para as Reservas Legais Compensação de RLs Mesmo Bioma (não mais só na mesma bacia): As compensações de áreas de Mata Atlântica devem ser feitas na Mata Atlântica

87 Regras de transição para as Reservas Legais: formas de Compensação: Servidão Ambiental. É um contrato entre duas partes, de forma temporária ou definitiva, na qual são transferidos direitos (no caso a proteção da Reserva excedente de um imóvel vai suprir a de outro), com pagamento ou não; Compra ou aluguel das áreas de Reserva Legal excedente de outros imóveis, do mesmo dono; Doação ao poder público de área no interior de UC de domínio público pendente de regularização fundiária; Cota de Reserva Ambiental (CRA): é um tipo de ação, um documento que será vendido em Bolsa de Valores, ainda falta regulamento.

88 Regras de transição Reservas Legais Critérios para Compensação: Diferentes bacias - limites considerando diferentes escaldas das funções da RL Diferentes Estados Documentação necessária: Averbação na matrícula de todos os imóveis envolvidos para CRA, Servidão Ambiental Outras

89 Regras de transição Reservas Legais Diferentes bacias - limites considerando diferentes escaldas das funções da RL Valorização de ativos e/ou Recuperação florestal?

90 São Paulo vegetação nativa Projeto de Recuperação de Matas Ciliares

91 UGRHs São Paulo vegetação nativa

92 Paraná, Indicadores de sustentabilidade ambiental (IPARDES, 2010)

93 Paraná, Indicadores de sustentabilidade ambiental (IPARDES, 2010)

94 Paraná, Indicadores de sustentabilidade ambiental (IPARDES, 2010)

95 Paraná, Indicadores de sustentabilidade ambiental (IPARDES, 2010)

96 Paraná: remanescentes de Mata Atlântica SOS Mata Atlântica, 2013

97 Regulamentos estaduais para o PRA Principais exemplos: PL 219 São Paulo PL 360 Paraná

98 São Paulo PL Autoria: deputados partidos base do governo Março 2014 Tramitação: Comissões (CCJ, CAE) Insuficiente, redundante e retrocede em alguns pontos: Os critérios para definir o percentual de RL excluem o Cerrado; A falta de previsão de instrumentos econômicos Art. 41

99 São Paulo PL Não tem critérios para orientar a recuperação florestal Não traz interface com outras leis: Lei de Reserva Legal /2008 Lei das Mudanças Climáticas /2009: (PSA, Programa de Remanescentes Florestais) Problemas de redação e conceituais

100 Uso da terra em São Paulo Dados LUPA SAA Situação Vegetação nativa UPAs (nº) Veg (ha) Area agropecuaria (ha) Menor 4 MF Com Menor 4 MF Sem Maior 4 MF Com Maior 4 MF Sem Total Com Total Sem

101 Paraná: Projeto de Lei Autoria: Poder Executivo Tramitação: Comissões (CCJ, 19/09/2014, Finanças) Na justificativa: Impactos da lei: Desmatamento x IDH

102 Paraná: Projeto de Lei Repete diversos pontos da Lei /12 Detalha critérios para compensação em Ucs Adequação com Leis já existentes (PSA, Exclui as RLs do Cerrado e Campos Não detalha critérios para: compensação de RL conservação de solo e agua adequados em áreas de uso consolidado

103 O Cerrado é floresta? Tese, da CNA na ADIN n o 3346 (que não teve decisão judicial favorável): RL se aplica só a áreas de floresta antes de 1989, deixando sem qualquer proteção todas as demais biomas: o Cerrado, do Pantanal, da Caatinga e dos Campos Sulinos. Presente nos PLs 219 (SP) e 360 (PR)

104 O Cerrado é floresta? Para efeito da lei, sim Exposição de motivos do Decreto /34 (primeiro Código Florestal): No significado vulgar, floresta é toda a vegetação alta e densa, cobrindo uma área de grande extensão. Evidentemente, porém, não é só essa forma de vegetação que necessita ser protegida, apesar do nome dado ao Código. O anteprojeto resolveu a dificuldade estatuindo (...) que, para os efeitos do Código, são equiparados às florestas todas as formas de vegetação que sejam de utilidade às terras que revestem, o que abrange até mesmo as plantas forrageiras nativas que cobrem os nossos vastos campos naturais, próprios para a criação de gado Não por outra razão o referido Decreto /34 estabeleceu explicitamente, em seu art.2 o que applicam-se os dispositivos deste código assim ás florestas como ás demais formas de vegetação, reconhecidas de utilidade ás terras que revestem.

105 O Cerrado é floresta? Para efeito da lei, sim Importante consolidar este entendimento, para viabilizar a recuperação dos poucos remanescentes do Cerrado e outros biomas

106 Outras questões Conceito de imóvel: Matrícula, CPF/CNPJ..., Estabelecimento (IBGE), LUPA CATI (SAA SP), Imóvel (INCRA Estatuto da Terra): Coerência normativa

107 Outras questões Definições específicas: Multas, Prazos e condições Regulamentação e aplicação da Lei Florestal articulada com a Lei da Mata Atlântica

108 Concluindo Recomendações Integração com a ATER Ampliar acesso aos agricultores com temáticas complementares: planejamento do uso da terra questão fundiária licenciamento e fiscalização crédito Observar particularidades

109 Concluindo Abordagem integrada e transversal: Regulamentação legal e infra-legal; Estrutura e organização institucional; Instrumentos econômicos; Educação Ambiental; Assistência Técnica e Extensão Rural - ATER; Instrumentos econômicos Questão ambiental como oportunidade, não restrição

110 Concluindo Para a nova lei pegar : Transparência Estrutura Instrumentos econômicos

111 Contato (11)

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