Abertura do Ano Polar Internacional. Actividade de Centro de Geofísica de Évora relacionada com o Ano Polar Internacional

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1 Abertura do Ano Polar Internacional Actividade de Centro de Geofísica de Évora relacionada com o Ano Polar Internacional Ana Maria Silva (Professora auxiliar com agregação), António Correia (Professor Associado) e Daniele Bortoli (Membro do CGE da Universidade de Évora) Centro de Geofísica de Évora Projecto Permafrost IPY ANTPAS: Desde 1997 que o Centro de Geofísica de Évora (CGE) tem desenvolvido actividade no domínio da paleoclimatologia utilizando registos de temperatura em furos. Para esse fim, foi instalado um observatório geotérmico-climatológico (OGC) na Quinta da Caravelinha, a 5 km de Évora, o qual é constituído por um furo de 185 metros de profundidade, entubado, e equipado com instrumentação de leitura e registo da temperatura a diferentes profundidades e a duas alturas na atmosfera. O observatório geotérmico-climatológico tem servido para realizar estudos relacionados com a variação climática nos últimos séculos em Portugal Continental, para épocas anteriores àquelas em que se começaram a realizar registos instrumentais da temperatura atmosférica. Para além de permitir o estudo das variações climáticas no passado, o observatório geotérmico-climatológico do CGE permite ainda estudar o balanço energético entre a atmosfera e o solo (acoplamento atmosfera-solo). Estes estudos são fundamentais para perceber e quantificar as variações de temperatura na atmosfera que se propagam para o interior do Globo como resultado de variações climáticas à sua superfície. Observatório geotérmico-climatológico do CGE é a única instalação do género em Portugal. A experiência e os resultados obtidos nos últimos 10 anos permitem encarar com optimismo a transposição desta tecnologia para estudos na Antárctida no âmbito de um projecto submetido à Fundação para a Ciência e a Tecnologia, em 2006, e intitulado Permafrost e Variações Climáticas na Antárctida Marítima (PERMANTAR), em que um dos

2 objectivos é o de estudar a variação climática, a variação da temperatura em zonas de permafrost e a dinâmica da camada activa. I) Resultados preliminares obtidos com o equipamento de monitorização das temperaturas de furo do observatório geotérmico-climatológico do CGE, existente na região de Évora, que ilustra o sistema que será instalado na Antárctida, no âmbito do Ano Polar Internacional e no projecto Permafrost e Variações Climáticas na Antárctida Marítima (PERMANTAR) submetido à FCT em (António Correia et al.,) Fig. 1- Observatório geotérmico climatológico do Centro de Geofísica de Évora, instalado na Quinta da Caravelinha em Évora. Na imagem pode ver-se a cabeça do furo TGQC- 1, com 190 metros de profundidade, os sensores de temperatura atmosférica, a 0,05 e 2 m de altura, e a caixa de protecção do datalogger. Armação paralelipipédica indica o local dos sensores de temperatura (resistências de platina) colocados a 0.02, 0.05, 0.1, 0.2, 0.5 e 1 metro de profundidade.

3 temperature difference, o C depth, m temperature TGQC temperature, o C 180 Fig. 2 Registos da temperatura ao longo do furo (diagrafias de temperatura) TGQC-1 realizados nos anos de 1997, 2003 e É de notar o aumento das temperaturas no furo para profundidades menores. As curvas e representam o aumento de temperatura verificada durante esses anos.

4 Projecto Perdas de Ozono Polar-POL3 O Centro de Geofísica de Évora, em cooperação com o Instituto de Ciências Atmosféricas e do Clima do Centro Nacional de Investigação (ISAC-CNR) de Bolonha, Itália, participa, também, num projecto que consiste em monitorizar a quantidade colunar atmosférica (particularmente na estratosfera) de ozono (O 3 ) e de outros gases atmosféricos quimicamente activos tais como o dióxido de azoto (NO 2 ). A monitorização da concentração destes gases, permite fornecer informações sobre a actividade fotoquímica e os seus impactos no Clima da Terra e, em particular, na Antárctida. O grupo do CGE participa em duas vertentes: uma tecnológica, com o desenvolvimento (já em curso) e a instalação na Estação Italiana na Antárctica (Mario Zucchelli Station (TNB)) e na estação franco-italiana Dome Concordia Station (DOME/C) de um espectrofotómetro na gama de Ultra Violeta Visível, com diferentes geometrias de observação, que resultou do aperfeiçoamento de um espectrofotómetro na gama de Ultra Violeta Visível SPATRAM, actualmente instalado no Centro de Geofísica de Évora; uma outra vertente ligada à análise das séries longas dos dados da concentração de ozono e de outros gases atmosféricos, observados desde a instalação do primeiro espectrofotómetro GASCOD em 1996, desenvolvido pelos Investigadores do ISAC-CNR, e à análise dos dados a recolher com o novo espectrofotómetro (SPATRAM + MIGE), actualmente em fase de desenvolvimento no CGE em Évora. O Instrumento GASCOD instalado na Antárctica desde 1996

5 A variação sazonal do dióxido de azoto obtida na Antárctica com o GASCOD Novo Instrumento em fase de desenvolvimento em Évora (SPATRAM + MIGE) que vai ser colocado na Estação Italiana na Antárctica (Mario Zucchelli Station (TNB)) e na estação franco-italiana Dome Concordia Station (DOME/C) Dispositivo MIGE

6 Espectrofotómetro SPATRAM desenvolvido no Centro de Geofísica de Évora a instalar na Estação Italiana da Antárctica Estação Italiana na Antárctica de Terra Nova Bay

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