PGCA. Política de Governança Climática da Agropecuária SISTEMA

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1 PGCA Política de Governança Climática da Agropecuária SISTEMA

2 CNA - Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil Diretoria Executiva Senadora Kátia Abreu (TO) Presidente João Martins da Silva Júnior (BA) 1o Vice-Presidente José Zeferino Pedrozo (SC) Vice-Presidente de Secretaria José Mário Schreiner (GO) Vice-Presidente de Finanças Fábio de Salles Meireles Filho (MG) Vice-Presidente Executivo Assuero Doca Veronez (AC) Vice-Presidente Diretor Carlos Rivaci Sperotto (RS) Vice-Presidente Diretor Eduardo Corrêa Riedel (MS) Vice-Presidente Diretor José Ramos Torres de Melo Filho (CE) Vice-Presidente Diretor Júlio da Silva Rocha Júnior (ES) Vice-Presidente Diretor Vice-presidentes Ágide Meneguetti (PR) Almir Morais Sá (RR) Álvaro Arthur Lopes de Almeida (AL) Carlos Augusto Melo Carneiro da Cunha (PI) Carlos Fernandes Xavier (PA) Eduardo Silveira Sobral (SE) Fábio de Salles Meirelles (SP) Flávio Viriato de Saboya Neto (CE) Francisco Ferreira Cabral (RO) José Hilton Coelho de Sousa (MA) José Álvares Vieira (RN) Luiz Iraçu Guimarães Colares (AP) Mário Antônio Pereira Borba (PB) Muni Lourenço Silva Júnior (AM) Pio Guerra Júnior (PE) Renato Simplício Lopes (DF) Roberto Simões (MG) Rodolfo Tavares (RJ) Rui Carlos Ottoni Prado (MT)

3 SENAR - Serviço Nacional de Aprendizagem Rural Instituto CNA Conselho de Administração Conselho Deliberativo do SENAR Kátia Regina Abreu Presidente Júlio da Silva Rocha Júnior Presidente da FAES Roberto Simões Presidente da FAEMG Carlos Rivaci Sperotto Presidente da FARSUL Ágide Meneguetti Presidente da FAEP Senadora Kátia Abreu Presidente da FAET Renato Simplício Lopes Presidente da FAPEDF José Mário Schreiner Presidente da FAEG Raimundo Coelho de Sousa Presidente da FAEMA João Martins da Silva Júnior Presidente da FAEB Entidades Integrantes do Conselho Deliberativo Moisés Pinto Gomes Presidente Titulares Rui Carlos Ottoni Prado Presidente da FAMATO José Zeferino Pedroso Presidente do Conselho Administrativo do SENAR/SC Álvaro Arthur Lopes de Almeida Presidente da FAEAL Suplentes José Hilton Coelho de Sousa Presidente do Concelho Administrativo do SENAR/MA Andréa Barbosa Alves Chefe do Departamento de Educação Profissional e de Promoção Social-SENAR José Mario Schreiner Vice-Presidente de Finanças Secretário Executivo Og Arão Vieira Rubert Ministério do Trabalho e Emprego - MTE Ministério da Educação - ME Confederação Nacional da Indústria - CNI Organização das Cooperativas Brasileiras - OCB Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura - CONTAG Secretário Executivo Daniel Klüppel Carrara Chefe do Departamento de Educação Profissional e de Promoção Social Andréa Barbosa Alves

4 Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil Política de governança climática da agropecuária / Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil; Serviço Nacional de Aprendizagem Rural ; Instituto CNA. Brasília, DF : ICNA, p. 1. Agropecuária. Meio ambiente. 2. Clima. Política pública. 3. Mercado de carbono CDU 63:502.5

5 Palavra da Presidente As mudanças climáticas e seus impactos acarretam graves danos à agropecuária e ao meio ambiente. Mas as ações necessárias à mitigação podem trazer inúmeras oportunidades econômicas para o setor. As ações adotadas para reduzir a concentração de gases de efeito estufa (GEEs) na atmosfera, além de favorecer a conservação dos recursos ambientais indispensáveis à continuidade da atividade rural, podem resultar em ganhos financeiros decorrentes da comercialização de créditos de carbono e pagamento por serviços ambientais. Para favorecer o aproveitamento de tais benefícios pelos produtores rurais, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) desenvolveu a Plataforma Digital de Negócios Ecossistêmicos e o Mercado Agropecuário de Reduções de Emissão (MARE). São mecanismos econômicos que integram a PGCA e que propiciarão a obtenção de recursos financeiros por aqueles que praticarem atividades de redução de emissões ou sequestro de GEEs e de conservação do meio ambiente. Além de benefícios econômicos, a Plataforma e o MARE trarão outras vantagens ao setor. O incentivo à prática de atividades de baixo carbono resultará em uma atividade mais sustentável e, consequentemente, em maior competitividade no mercado mundial. Afastará, ainda, a possibilidade de eventuais barreiras comerciais impostas por motivações ambientais. Apresentamos para você, produtor, nesta cartilha, uma série de informações sobre estes mecanismos e seu funcionamento. SENADORA KATIA ABREU Presidente da CNA

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7 Sumário 1. Apresentação 2. Introdução 3. Princípios 4. Objetivos 5. Programas de Implementação 6. Instrumentos de Implementação 7. Estrutura Organizacional 8. Considerações Finais

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9 1. Apresentação As clima. recomendações descritas na Política de Governança Climática da Agropecuária poderão ser adotadas, voluntariamente, pelos produtores do setor agropecuário como orientação para melhorar as práticas rurais de prevenção e adaptação à mudança do Nosso objetivo é que as disposições da PGCA funcionem como guia de defesa e preservação do meio ambiente para as presentes e futuras gerações, em sinal de respeito ao próximo e reconhecimento da capacidade de evitar e amenizar os danos e ameaças relativos às mudanças climáticas. A PGCA está estruturada, principalmente, em ações de pesquisa científica e inovação tecnológica, projetos de capacitação, instrumentos de mercado para redução de emissões de gases de efeito estufa (GEEs). Sua implementação será constantemente avaliada e aprimorada de acordo com os trabalhos desenvolvidos pelo Observatório do Meio Ambiente e Clima do ICNA Esta Política, como instrumento de mobilização setorial, visa alcançar toda a cadeia produtiva do setor agropecuário. 9

10 2. Introdução A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA, na qualidade de representante do setor agropecuário, no papel de referência para o alcance de um agronegócio cada vez mais sustentável e competitivo mundialmente e como parceira do governo na implementação de ações que levem ao cumprimento das metas brasileiras de reduções de emissões de GEEs, considerando: Os tratados internacionais derivados da Conferência Mundial Rio-92, quais sejam, a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e o Protocolo de Quioto, a Convenção Internacional de Combate à Desertificação (UNCCD) e a Convenção Internacional sobre Diversidade Biológica (UNCBD); A Política Nacional sobre Mudança do Clima e o Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC), que estabeleceram metas de redução de emissões aos diversos setores da economia, incluindo o agropecuário; A Plataforma de Durban, documento oficial da Organização das Nações Unidas que expressa as decisões da 17ª Conferência das Partes (COP-17), realizada em 2011, e responsável por estabelecer um calendário para implantação de um novo protocolo global, no qual todos os países do mundo terão de assumir compromissos com as metas obrigatórias de redução de emissões a partir de 2020; 10

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12 e entendendo que: As gerações futuras têm o direito de receber um mundo melhor; A mudança do clima causa sérios danos ao meio ambiente e à agropecuária; A superação da questão climática é de extrema relevância para a vida sadia na Terra; O aumento da concentração de GEEs é provocado por atividades humanas que emitem gases estufa; Há necessidade de aprendizado para alcançar atitudes compatíveis com as tendências econômicas de atividades com baixa emissão de GEEs; O produtor rural tem papel preponderante na elevação do setor agropecuário para uma posição de destaque na solução dos problemas relativos à mudança do clima; É fundamental instruir o produtor rural quanto às mudanças climáticas, orientando-o na promoção de medidas de mitigação e adaptação; e O setor agropecuário é, entre todos os setores da economia, o que propicia reduções de emissão de GEEs de forma mais eficiente e com o menor custo, desenvolveu a Política de Governança Climática da Agropecuária (PGCA), propondo os princípios, objetivos, programas e instrumentos adequados ao alcance de uma produção de baixo carbono pelo setor agropecuário. 12

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14 3. Princípios E adaptação sta Política é regida por princípios que funcionam como elementos norteadores da conduta do agropecuarista interessado em buscar o desenvolvimento de atividades de baixa emissão de carbono e de aos impactos das mudanças climáticas. Princípio geral Princípio da Capacidade de Agir em Favor do Clima: consiste no reconhecimento de que o produtor rural, por ter acesso à devida orientação técnico-científica e aos recursos financeiros disponíveis ao setor, possui aptidão para exercer, de modo efetivo e determinante, atividades agropecuárias que beneficiem o clima do planeta. Princípios específicos Princípio da Participação, da Transparência e da Informação: consiste no envolvimento do setor agropecuário nos processos de decisão relacionados às estratégias de enfrentamento da mudança do clima, de maneira a atender às necessidades peculiares do setor, em meio a um relacionamento transparente com os demais agentes de governança climática, para que haja um fluxo integrado de informações ambientais relacionadas com mudanças climáticas e agronegócio. 14

15 Princípio do Conservador-Recebedor: consiste em propiciar ao produtor rural, que realiza ações ambientais positivas, benefícios de ordem econômica, ecológica ou social, equivalentes à sua contribuição para os demais usuários do bem ambiental. Princípio da Cooperação: consiste em promover a realização de projetos multilaterais, por meio de parcerias entre o setor produtivo, o poder público e os demais segmentos da sociedade, tanto em âmbito nacional quanto internacional, favorecendo transferência de informação e conhecimento, de forma a alcançar o objetivo de estabilização da concentração de GEEs na atmosfera. Princípio da Responsabilidade Comum, Porém Diferenciada: consiste na adoção de ações de mitigação de emissões de GEEs, como resposta ao compromisso voluntário assumido pelo Brasil de contribuir para a estabilização dos níveis desses gases na atmosfera, proporcionalmente às incidências de mudança do clima que o País possa ter contribuído por meio da atividade agropecuária, no que refere-se à distribuição histórica da mudança do clima no tempo. Princípio do Desenvolvimento Sustentável e Segurança Alimentar: consiste na adoção de medidas que visem à estabilização da concentração de GEEs na atmosfera e à conservação do meio ambiente, proporcionando aos produtores do setor agropecuário simultâneos benefícios de ordem econômica, ecológica e social, que resultem no aumento da produtividade para atender à crescente demanda mundial por alimentos, na redução da pobreza e na melhoria no padrão de qualidade de vida. 15

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18 4. Objetivos Objetivo principal APGCA tem por objetivo principal fomentar e orientar o setor agropecuário na implementação de ações em favor do clima e do desenvolvimento sustentável, por meio de medidas de reduções de emissões de GEEs, visando a estabilização de seus níveis na atmosfera, a adaptação às mudanças do clima e a conservação ambiental, de modo a tornar a atividade econômica das áreas rurais menos emissiva, sem, contudo, comprometer a produtividade. Objetivos específicos Os objetivos específicos desta Política, focados na mobilização, participação, capacitação, orientação e no fortalecimento do setor agropecuário, são: Compatibilizar os interesses sociais, econômicos e ambientais, almejando garantir que o desenvolvimento realizado pelo setor agropecuário promova a segurança alimentar e a redução da pobreza no campo, atendendo às necessidades de proteção do sistema climático; Incentivar a revisão adequada dos inventários nacionais de emissões, visando a contabilização correta das emissões do setor agropecuário; 18

19 Auxiliar na identificação das vulnerabilidades decorrentes da mudança do clima e fomentar medidas de adaptação nas áreas rurais, promovendo, sobretudo, ações que amenizem os impactos de desastres ambientais capazes de afetar o agronegócio; Identificar mecanismos financeiros para a implementação de atividades de redução de emissões nas áreas rurais; Possibilitar aos representantes do setor agropecuário a participação ativa nas discussões sobre clima, mantendo-os informados sobre as questões ambientais relacionadas ao aquecimento global e aos flagelos ecológicos correlatos; Formar e capacitar os produtores rurais para realizarem adequadamente as ações e os programas de baixo carbono; Incentivar as pesquisas voltadas ao desenvolvimento de novas práticas agropecuárias de baixo carbono, bem como o uso e intercâmbio de tecnologias ambientalmente responsáveis, além de promover a utilização de biocombustíveis e energias renováveis no campo; Fomentar o estabelecimento de parcerias entre os agentes do agronegócio e entidades públicas e privadas, nacionais e internacionais, para proporcionar a implementação das ações e atividades de baixo carbono no campo; Divulgar os avanços do setor agropecuário na utilização de práticas de baixo carbono e redução de emissões de GEEs. 19

20 5. Programas de Implementação Para o alcance dos objetivos definidos nesta Política, foram inicialmente instituídos os seguintes programas: Programa por um inventário Correto Finalidade: incentivar a revisão dos inventários nacionais de emissões, visando a utilização dde metodologia adequadas a obtenção de dados precisos sobre as emissões de GEEs do setor agropecuário, por meio da utilização de índices adequados de mensuração e equivalência, da contabilização do carbono sequestrado pelos sumidouros. Programa Agropecuária de Baixo Carbono Finalidade: incentivar os atores do setor agropecuário a realizarem atividades agropecuárias que resultem em menor emissão de carbono e, conjuntamente, em projetos de crédito de carbono, com destaque para: Recuperação de áreas degradadas: que tem como finalidade transformar as terras desgastadas em áreas produtivas; Integração lavoura-pecuária-floresta e sistemas agroflorestais: que consiste em integrar pastagem com agricultura e floresta em uma mesma área; Sistema de plantio direto: que evita o revolvimento do solo, determina a rotação de culturas e realiza semeadura direta na palha da cultura anterior; 20

21 Fixação biológica de nitrogênio: que visa utilizar bactérias para captar o nitrogênio existente no ar e transformá-lo em matéria orgânica para as culturas, o que permite a redução do custo de produção, do uso de fertilizantes químicos e melhora a fertilidade do solo; Florestas plantadas: que consiste na cultura de pinus, eucalipto e outras espécies, proporcionando renda futura para o produtor e sequestro de carbono por meio da captação do carbono pelas árvores; Tratamento de dejetos de animais: utilizado para a geração de energia e produção de compostos orgânicos; Eficiência energética na agropecuária: que reside na utilização de projetos que contribuam para economia de energia no campo ou promovam a substituição ou redução de combustíveis de origem fóssil; Aplicação de técnicas na fermentação entérica: que consiste em realizar o melhoramento genético do gado e manipulação da dieta; Produção de composto orgânico a partir de gado confinado: que funda-se na utilização dos dejetos animais como adubo orgânico. 21

22 Programa Adaptação à Mudança do Clima Finalidade: reduzir os impactos negativos provocados pela mudança do clima por meio do levantamento das vulnerabilidades às quais o setor agropecuário está submetido e do estabelecimento das práticas mais adequadas para evitá-las ou minimizar seus impactos, sobretudo nas hipóteses de queimadas. Programa Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico Finalidade: estimular a pesquisa e o desenvolvimento científico e tecnológico das práticas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, bem como propiciar a transferência de tecnologias entre os diversos países do mundo, por meio de convênios e parcerias estratégicas, buscando as técnicas que promovam redução de emissões na agropecuária ao mesmo tempo em que favorecem o aumento da produção. Programa de Treinamento e Capacitação Finalidade: realizar a formatação e multiplicação das técnicas agrícolas e pecuárias de baixo carbono devidamente testadas, implementadas e selecionadas como mais benéficas ao setor agropecuário, no que diz respeito aos custos e ganhos de produtividade, capacitando o produtor rural para a sua aplicação por meio de cursos e treinamentos ministrados periodicamente. 22

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24 6. Instrumentos de implementação Os instrumentos de implementação representam os recursos técnicos e financeiros que viabilizam a execução dos programas e, desta forma, a concretização dos objetivos da PGCA, sendo eles: Instrumentos Financeiros Fundo de Pesquisa e Desenvolvimento CNA: voltado ao desenvolvimento dos Programas de Implementação desta Política, englobando a criação de tecnologias específicas para projetos de redução de emissões de GEEs, desenvolvimento de novas metodologias de cálculo, fomento de projetos do Plano ABC e congêneres, de programas de treinamento e conscientização, de monitoramento dos resultados alcançados, auditorias, bem como a concessão de bolsas de estudos em cursos relacionados à sustentabilidade do agronegócio; Plataforma Digital de Negócios Ecossistêmicos: por meio da qual será realizado comércio de créditos de carbono, pagamento por serviços ambientais, certificação, entre outros negócios ecossistêmicos. Mercado Agropecuário de Redução de Emissões (MARE): mercado setorial desenvolvido no âmbito da Plataforma, voltado especificamente ao comércio de créditos de carbono derivados de redução de emissões nas atividades agropecuárias. 24

25 Instrumentos Técnicos Laboratório do Clima: plataforma de pesquisa, desenvolvida em parceria com a Unicamp, onde serão contabilizados os efeitos diretos e correlatos da mudança do clima para a agropecuária, bem como onde serão identificadas e compiladas as formas mais eficientes de combatê-los, promovendo o desenvolvimento das melhores práticas de redução de emissões e de adaptação às mudanças climáticas nas áreas rurais; Observatório do Meio Ambiente e Clima: instrumento de divulgação e disponibilização das informações e conclusões apresentadas pelo Laboratório do Clima, dos estudos sobre redução de emissões de GEEs e vulnerabilidades nas áreas rurais, de práticas produtivas de baixo carbono e de indicadores técnicos, políticos e econômicos que venham orientar produtores e técnicos na condução de projetos ambientais e relativos às questões climáticas. 25

26 7. Estrutura organizacional São partes integrantes da estrutura organizacional desta Política, os seguintes órgãos de deliberação e execução: Deliberação Comissão de Assuntos Estratégicos: fornece o direcionamento estratégico da PGCA, supervisionando as atividades de sua implementação, e responde pela revisão periódica da norma, definição de metas e prazos de cumprimento, bem como pela negociação dos interesses do setor agropecuário quanto às questões relativas ao clima e ao agronegócio, perante as diversas organizações nacionais e internacionais. Execução Comitê Científico: fornece todo o suporte científico para esta Política, averiguando se sua implementação está sendo realizada adequadamente, e é responsável pelo detalhamento e desenvolvimento dos procedimentos de execução dos Programas de Implementação, pelo acompanhamento da realização das atividades agropecuárias pelos produtores do setor, de acordo com as orientações desta Política, constatando se houve concretização de seus princípios, alcance de seus objetivos e ocorrência de benefícios para o clima do planeta. O Comitê Científico será responsável ainda pelo desenho de projetos de redução de emissões e pelo seu monitoramento e avaliação, além de promover a orientação dos produtores rurais para a execução e o financiamento dos Programas de Implementação e dos projetos do Mercado Agropecuário de Redução de Emissões. 26

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28 8. Considerações finais A estruturação, o desenvolvimento e o funcionamento dos Programas de Implementação desta Política estarão previstos em sua Regulamentação Técnica. Se necessários à execução desta Política, outros programas e instrumentos de implementação poderão ser criados. A composição, as diretrizes, atribuições específicas e os aspectos procedimentais dos órgãos de aconselhamento, deliberação e execução serão regulamentados pelo Instituto CNA. Esta Política será revisada periodicamente, a fim de alcançar a sua eficácia e constante aprimoramento. 28

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31 INSTITUTO CNA - ICNA Moisés Pinto Gomes Presidente do Conselho Administrativo Og Arão Vieira Rubert Secretário Executivo André Vicente Sanches Coordenador Técnico Equipe Técnica ICNA Juliano Leonidas Hoffmann Maria Emília Borges Alves Vanessa Helena Pacheco Silva Victor Calegario Ribeiro Equipe Técnica Menezes Advogados Adriana Torquelo Dalva Fazzio Flávio Menezes Flávio Rufino Gazani Gabriele Tusa Heraldo Meireles Pessanha Luiz Filipe Kopp Marcelo Duque Nuno Cunha e Silva Paulo Fernando Costa Rodrigo Bezerra Roseli Caires Thiago Pery de Linde Fotos Igo Estrela Wenderson Araújo 31

32 INSTITUTO Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil SGAN Quadra 601, Módulo K, Ed.Antonio Ernesto de Salvo Brasília - DF, CEP: Tel: (+55 61) Fax: (+55 61) Editora ICNA 32

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