RESUMO. Autoria: Silvia Regina Stuchi Cruz, Sônia Regina Paulino

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1 Projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) em Aterros Sanitários na Cidade de São Paulo como Instrumento de Melhoria na Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos RESUMO Autoria: Silvia Regina Stuchi Cruz, Sônia Regina Paulino O presente trabalho tem como objetivo analisar a implantação de projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) em aterros sanitários como instrumento gerador de melhorias na gestão dos resíduos sólidos urbanos (GRSU) no município. Serão considerados dois grandes aterros localizados na cidade de São Paulo, o Bandeirantes e o São João, devido as características similares dos projetos de MDL neles desenvolvidos e por estarem inseridos em uma cidade de grande complexidade para a atuação dos gestores públicos. A análise da questão MDL/GRSU nestes aterros será feita a partir da estrutura analítica do modelo multiagentes, permitindo abranger as interações entre os diversos atores participantes nas esferas política, econômica e social. A identificação dos atores envolvidos requer identificar suas competências e preferências auxiliando na definição das formas de articulação das partes interessadas a ser promovidas e na provisão de operações bem-sucedidas. Como representante da esfera privada, foi identificado o Grupo Biogás, que possui contrato de concessão com a Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP) para exploração de biogás nos aterros. O grupo repassa 50% das Reduções Certificadas de Emissão (RCE) para a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) e também faz um pagamento de taxa mensal pelo uso da área e exploração do biogás. Para a esfera pública, foram identificadas a Secretaria Municipal de Serviços (SES), responsável pelo gerenciamento dos serviços de limpeza pública, avalizando duas concessionárias para gerenciar os aterros mencionados, e a SVMA, receptora dos outros 50% das RCE. Como representantes das comunidades do entorno dos aterros, identificou-se o Fórum de Desenvolvimento Local Perus, a ONG Care Brasil e o Movimento Mais Vida, Menos Lixo. Os resultados obtidos evidenciam que as comunidades envolvidas com os projetos necessitam ser melhor informadas sobre o que é um projeto MDL e os benefícios para o desenvolvimento sustentável local que estes devem promover, ampliando-se o acesso a informação, na medida em que o conteúdo técnico não pode se transformar em um fator de promoção de assimetria entre os diferentes atores envolvidos. Os proponentes (público e privado) devem interagir e planejar como os projetos de MDL do Bandeirantes e o São João podem tornar-se uma ferramenta para o efetivo desenvolvimento sustentável, colocando nitidamente os responsáveis por implantar tais ações, que devem ser decididas em conjunto com as comunidades do entorno dos projetos. Ficaram evidenciadas ainda deficiências na articulação entre as instâncias da Prefeitura Municipal envolvidas na GRSU. Atuar na modificação desses aspectos é essencial para que haja os necessários rebatimentos na GRSU em decorrência dos projetos de MDL instalados nestes aterros. 1

2 1 INTRODUÇÃO O presente trabalho tem como objetivo analisar como os projetos do mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL) em aterros sanitários podem originar inovações em serviços contribuindo para melhorar a gestão de resíduos sólidos urbanos (GRSU) nos municípios. O MDL abarca o desenvolvimento e a implantação de projetos visando a redução de emissões e eliminação de gases de efeito estufa (GEE) nos países em desenvolvimento, que devem ser financiados pelos países desenvolvidos em troca de créditos para serem abatidos dos seus compromissos de redução de emissões. A redução de emissão de GEE por si só não significa uma promoção de desenvolvimento sustentável, sendo este último preconizado no Artigo 12 do Protocolo de Quioto e no Anexo III do Documento de Concepção do Projeto (DCP). Segundo o Anexo III da Resolução n 1, os participantes do projeto deverão apontar como as atividades do projeto contribuirão para o desenvolvimento sustentável, conforme alguns aspectos determinados por essa mesma norma. A partir disso, coloca-se que os créditos de carbono devem ser acrescidos de promoção da sustentabilidade social, ambiental, econômica, étnica, cultural e tecnológica, com contribuições notáveis para a construção de uma sociedade sustentável em todas as suas dimensões. O tema da pesquisa justifica-se ainda pela imprescindível necessidade de aprimoramento das condições do saneamento nos municípios brasileiros, e em particular do segmento resíduos sólidos urbanos (RSU) e, como consequência, da qualidade de vida das populações. Enquanto nos segmentos de água e esgoto, onde a infraestrutura confere permanência física ao sistema e a continuidade operacional é mais fácil de ser mantida, os sistemas de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos são constituídos essencialmente de serviços que necessitam, para a sua operação, do pleno engajamento da administração municipal para assegurar fluxo de recursos permanentes para a sua realização. Tais características conferem fragilidade ao desenvolvimento do segmento em questão, especialmente em épocas de mudanças de administração e renovações contratuais. Evidencia-se a volubilidade institucional e operacional do segmento (IBGE, 2002). No Brasil, os projetos de MDL em aterros sanitários começaram em junho de 2004 com a aprovação do projeto da Nova Gerar na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, e do Projeto Veja, em Salvador capital do estado da Bahia, ambos com o objetivo de gerar energia por meio do aproveitamento de biogás produzido em aterro sanitário (UNFCCC, 2009). Dos 405 projetos de MDL realizados em diversos setores no Brasil, 36 são projetos em aterros sanitários, constituindo-se em uma oportunidade promissora para promover a sustentabilidade social e ambiental do desenvolvimento no país, por meio do apoio a GRSU mais apropriada nos municípios (CIMGC, 2009). Dos 36 projetos de MDL em aterros, 14 localizam-se no estado de São Paulo (UNEP RISOE, 2009). Foram selecionados para estudo, os projetos MDL dos aterros sanitários Bandeirandes e São João, devido às características similares dos projetos de MDL neles desenvolvidos e por estarem inseridos em uma cidade de grande complexidade para a atuação dos gestores públicos. 2

3 Para a análise será aplicado o modelo multiagentes (WINDRUM E GARCÍA-GOÑI, 2008), permitindo abranger as interações entre os diversos atores nas esferas política, econômica e social. Acredita-se que novas formas de arranjos institucionais, aliadas aos créditos advindos dos projetos de MDL nos aterros sanitários, podem ser encaradas como uma oportunidade de melhorar a sustentabilidade dos sistemas de gestão nos municípios que apresentem viabilidade para o uso desse mecanismo. Essa abordagem metodológica permite obter evidências sobre oportunidades para a inovação na prestação de serviços enfatizando a articulação entre as partes interessadas. O artigo está estruturado em cinco seções. Após a introdução, a seção 2 sintetiza a revisão bibliográfica e apresenta a base conceitual de referência para a análise proposta no presente trabalho. Na seção 3 é dedicada à apresentação da metodologia. Nas seções 4 e 5 são apresentados os resultados, identificando os agentes envolvidos com os projetos de MDL dos aterros Bandeirantes e São João e como eles se relacionam, e a conclusão, respectivamente. 2 FUNDAMENTAÇÃO BIBLIOGRÁFICA Esta seção está organizada de forma a introduzir o que é o mercado de carbono regulatório, com diretrizes estabelecidas no Protocolo de Quioto, e suas particularidades em relação ao desenvolvimento sustentável. Em seguida, abordam-se os projetos estabelecidos em aterros sanitários, ilustrando as possíveis melhorias na GRSU por meio da implantação de projetos de carbono e da interação entre as partes interessadas. O tópico seguinte visa explanar sobre o conceito de inovação na prestação de serviços, enfatizando a articulação dos diversos agentes envolvidos. 2.1 O Protocolo de Quioto, o MDL e os projetos em aterros sanitários A instituição do Protocolo para assinatura dos países ocorreu em março de 1998, contudo começou há vigorar sete anos depois, em 16 de fevereiro de 2005, noventa dias após a ratificação. Com o objetivo de buscar desenvolvimento sustentável do planeta, com iniciativas que partem do pressuposto da responsabilidade comum sobre a condição de degradação da natureza e considerando a provável contribuição de cada individuo para tal condição, o Protocolo estabelece diretrizes para que se programem medidas que contenham o processo de destruição da biodiversidade (RIBEIRO, 2005). Em relação às regras determinadas pelos artigos 2 e 3 do Protocolo de Quioto, os países desenvolvidos que constam no Anexo I, devem cumprir seus compromissos de redução de emissões de GEE, minimizando os impactos adversos ambientais, sociais e econômicos, a fim de promover o desenvolvimento sustentável. As reduções deveriam ocorrer pela transformação das atividades exercidas; entretanto, devido a diversos fatores relacionados à tecnologia, à economia, entre outros, o protocolo propõe os mecanismos de flexibilização, dentre ao quais encontra-se o MDL. Sendo o Brasil um país signatário do Protocolo e não constante do Anexo 1 (composto por países desenvolvidos), o procedimento para MDL é a única alternativa possível de comercialização de créditos de carbono, no âmbito do Protocolo de Quioto. O MDL abarca o desenvolvimento e a implantação de projetos visando reduzir emissões e eliminar GEE nos países em desenvolvimento, que devem ser financiados pelos países desenvolvidos em troca de créditos para serem abatidos dos seus compromissos de redução de emissões (CONEJERO, 3

4 2006). As unidades de redução de emissões derivadas de flexibilização do tipo MDL são denominadas Reduções Certificadas de Emissões (RCE). As atividades do projeto de redução de emissões serão elegíveis para o MDL desde que considerem determinadas condições, dentre elas que abordem os objetivos de desenvolvimento sustentável determinados pelo país no qual as atividades do projeto forem praticadas (LOPES, 2002). Segundo Rocha (2003), os aspectos socioambientais que devem estar inseridos nos projetos de MDL vão além da redução das emissões de GEE e/ou sequestro de carbono, devendo promover o desenvolvimento sustentável do país hospedeiro do projeto. Paralelamente, o Artigo 12 institui que a participação de um país não-anexo-i no MDL ocorre de forma voluntária. De acordo Monzoni (2004), interpreta-se que neste momento a responsabilidade de decisão sobre se o projeto analisado promove ou não o desenvolvimento sustentável transferida, pela Convenção do Clima, para as Autoridades Nacionais Designadas. Sendo assim, sem uma efetiva participação da sociedade civil não há como garantir que as exigências propostas pelo Protocolo de Quioto sejam exercidas. Ressalta-se que os objetivos sociais e ambientais nem sempre são colocados no mesmo patamar que as prioridades econômicas. Entretanto, seguindo o raciocínio de Rocha (2003) e também segundo as premissas da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, o MDL não existirá por si só, sendo o projeto inserido em um contexto muito maior; sendo assim, os lucros gerados não são fundamentais para sua existência, porém espera-se que a sustentabilidade do projeto, sob o ponto de vista financeiro, social e ambiental, consiga atrair os recursos necessários para seu funcionamento, gerando benefícios sociais como empregos, redução de problemas de saúde e a redução/eliminação da degradação do meio ambiente. As descrições relacionadas ao desenvolvimento sustentável que o projeto deve promover são apresentadas no Anexo III do DCP, documento que contém os aspectos técnicos do projeto. A aprovação pela Autoridade Nacional Designada (AND) ocorrerá após a análise do projeto perante as regras e normas do Comitê Executivo de MDL, com ênfase nos critérios de sustentabilidade da atividade, contidas neste Anexo. A recuperação ambiental de lixões e a implantação de sistema de geração de energia elétrica em aterros sanitários podem ser viabilizadas economicamente pela venda dos créditos de carbono, decorrentes da redução da emissão de carbono para a atmosfera (IBAM, 2007). De acordo com Pavan e Parente (2006), os recursos derivados da venda das RCE podem constituir-se como uma importante fonte adicional para o investimento no gerenciamento de resíduos. Ainda que estes recursos nem sempre sejam direcionados totalmente às secretarias das prefeituras locais responsáveis por esta gestão, pois na maioria das vezes estes projetos são desenvolvidos por empresas privadas, o saldo recebido pelos órgãos públicos para investimento neste setor ainda é benéfico. Segundo Martins (2008), o avanço da GRSU a partir dos recursos de RCE será concretizado, ainda, por meio da articulação entre os diferentes agentes envolvidos com a questão do MDL em aterros. Para tal, é fundamental estruturar-se bases sólidas para que o MDL seja aplicado da melhor forma possível, buscando-se efetivamente as repercussões positivas e efetivos rebatimentos na GRSU. 4

5 O MDL pode colocar-se, então, como um instrumento vinculador e facilitador da gestão de resíduos sólidos nos municípios, sobretudo naqueles com população mais elevada e com maior quantidade de resíduos. O Brasil possui um relevante potencial gerador de créditos de carbono em aterros sanitários, constituindo-se os projetos de MDL em uma oportunidade promissora para promover a sustentabilidade social e ambiental do desenvolvimento municipal no país, por meio da promoção a uma gestão mais apropriada dos RSU. 2.2 Os projetos de MDL nos aterros sanitários Bandeirantes e São João Esta seção tem o objetivo de descrever as principais características dos projetos de MDL dos aterros Bandeirantes e São João, com base nos dados disponíveis nos seus DCP. O aterro Bandeirantes possui uma extensão de 140 hectares e o São João 84 hectares. São os dois maiores aterros da cidade de São Paulo e com um enorme potencial de geração de biogás, devido à quantidade de resíduos recebida durante os anos de funcionamento. As atividades de captação de gás para geração de energia tiveram início em dezembro de 2003 para o Bandeirantes, e em junho de 2006 para o São João (UNFCCC, 2005). Até o ano de 2003, o gás do aterro Bandeirantes foi coletado por meio de uma sistema passivo, que consiste em ventilação do gás coletado e eventualmente havia a queima do gás na superfície dos drenos por razões de segurança e controle de odores. Em 23 de dezembro de 2003, iniciou-se o projeto de captação de gás para geração de energia. A quantidade estimada de reduções de GEE pelo projeto é da ordem de toneladas de CO 2 e para o primeiro período (7 anos) de obtenção de créditos. A média anual de redução de toneladas de CO 2 e é da ordem de (PDD, 2005). O Projeto Bandeirantes tem uma vida operacional esperada de 21 anos. Já no aterro sanitário Sítio São João, entre o período de maio de 2007 e março de 2008, foram geradas RCE (UNEP RISOe, 2009). A quantidade estimada de reduções de GEE pelo projeto é da ordem de toneladas de CO 2 e para o primeiro período de obtenção de créditos (7 anos). A média anual de redução de toneladas de CO 2 e é da ordem de (PDD, 2005). O Projeto Sítio São João também tem uma vida operacional esperada de 21 anos. Participam destes projetos de MDL a Prefeitura Municipal de São Paulo, como entidade pública, e a entidade privada Grupo Biogás. A Prefeitura de São Paulo foi adicionada como participante, uma vez que é proprietária de 50% das reduções de emissão geradas pelo projeto (PDD, 2005). 2.3 Inovação em serviços Com a indiscutível ascensão da importância econômica das atividades de serviços, pesquisadores e tomadores de decisão, têm se preocupado com as atividades de inovação neste setor (HIPP & GRUPP, 2005). Analisar esta questão não é uma tarefa fácil, pois as raízes da literatura econômica sobre inovação estão relacionadas à análise da inovação tecnológica em atividades de manufatura (TETHER & TAJAR, 2008). Existem discussões abordando se o setor de serviços possui a capacidade de gerar inovações por si só ou se as mudanças processadas são subprodutos de processos de inovação provenientes da indústria (BARRAS, 1986; DREJER, 2004). 5

6 Considerando que as organizações do setor de serviços inovam, questiona-se em que medida este processo envolve especificidades em relação ao analisado na manufatura fazendo jus assim, para o seu entendimento, a estruturas conceituais e metodológicas diferenciadas. Para THETER & METCALFE (2004), a inovação em serviços será entendida à medida que houver mudança nas características do serviço oferecido, o que sugere alterações na relação de serviço. É essencial desenvolver a análise conceitual dos serviços, que incide na captação de que serviço é fundamentalmente diferente de bens e produtos. Os autores explicam essa diferença entre bens e produtos, discorrendo que o serviço é prestado e não produzido. Também colocam que o serviço é um trabalho em processo e o produto é o resultado deste processo. Deste modo, conclui-se que os serviços são fundamentalmente processos e não podem ser simplesmente desvinculados dos produtos que procederem destes. A partir destas perspectivas, surgem enfoques para capturar as características dos serviços e das inovações neste setor, focando no processo da inovação em si. O processo de inovação pode ser fundamentado por novos desenvolvimentos tecnológicos, em combinações de tecnologias vigentes, ou então, utilizando-se outros tipos de conhecimento adquirido. Para captar a dinâmica da inovação em serviços, é preciso apreender a peculiaridade do conhecimento e do capital humano, e a partir da perspectiva da inovação em serviços, averiguar os métodos de influência mútua e interdependência dos atores envolvidos na prestação do serviço (MILES, 1993). As atividades de inovação em serviços possuem caráter fundamentalmente dinâmico, não estático, sob a perspectiva que o sistema evolui, alterandose sua composição, seu fundamento de conhecimento e seus componentes (WINDRUM E GARCÍA-GOÑI, 2008). A dimensão socioeconômica da relação de serviço contempla os fatores que atuam na organização dos atores nas circunstâncias de serviço, onde esses operam segundo lógicas de ação que só podem ser identificadas, e interpretadas, no andamento da ação. O produto do serviço é, conseqüentemente, a compreensão de um acordo construído entre os atores da relação de serviço. Para a concepção destas redes estabelecidas entre os atores, são propostas diferentes metodologias multi-stakeholders, dentre elas, o modelo multiagentes elaborado por Windrum e García-Goñi (2008) adaptado no presente estudo para o segmento de RSU e focando a prestação de serviços públicos. 3 METODOLOGIA Como procedimento metodológico é utilizada a estrutura analítica do modelo multiagentes de WINDRUM E GARCÍA-GOÑI (2008), aplicando-a para a identificação de oportunidades para inovação na prestação de serviços relacionados ao segmento de RSU, como demonstrado na figura 1. 6

7 Figura 1. Modelo multiagentes aplicado ao segmento de resíduos sólidos urbanos Fonte: Elaboração própria, adaptado de Windrum e García-Goni (2008) De acordo com Windrum e García-Goni (2008), o modelo multiagentes para a inovação em serviços deve abarcar os atores políticos, as organizações de serviços e os consumidores/usuários. Esse modelo permite abranger interações entre as esferas política, econômica e social. O processo de inovação neste modelo é direcionado para a apreensão das interações entre diferentes agentes. Com base na identificação de preferências e competências das partes interessadas requeridas para a prestação de serviço podemos avançar no entendimento das peculiaridades da inovação. A decomposição por funções permite, ao considerarmos as competências e as operações que conformam determinada prestação de serviço (no caso aqueles relacionados aos RSU), identificar e analisar os resultados obtidos a partir das ações e dos interesses derivados dos diversos agentes abrangidos. O modelo multiagentes é um facilitador para o desenvolvimento de novos serviços com características inovadoras. Por isso, nesse estudo o modelo é adaptado para a análise do processo de implantação e operação de projetos de MDL em aterros sanitários. 4 RESULTADOS Esta seção tem por objetivo identificar os agentes envolvidos com os projetos de MDL dos aterros Bandeirantes e São João e como esses atores se relacionam, destacando suas preferências e competências. 7

8 4.1 Provedores de serviços - Setor público Um dos setores da Secretaria Municipal de Serviços (SES) de São Paulo é o departamento de limpeza urbana (Limpurb), responsável pelo gerenciamento dos serviços de limpeza pública, dentre eles, os aterros sanitários. As atividades de GRSU na cidade são executadas por duas concessionárias Ecourbis e Loga. O aterro São João é administrado pela Ecourbis e o Bandeirantes pela Loga. A SES e as concessionárias Ecourbis e Loga não estão envolvidas nos projetos de MDL, sendo que a concessão para exploração do biogás do São João é da empresa São João Energia Ambiental S.A. e do Bandeirantes, a Biogás Energia Ambiental S.A, ambas são pertencentes ao Grupo Biogás. No decorrer deste estudo, ficou constatado que também não há articulação com a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, secretaria que assina os DCP e outros documentos relacionados, como o edital de leilão de venda dos créditos. A Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente SVMA foi criada em outubro de Estão vinculados também à SVMA, o Conselho do Fundo Especial do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - CONFEMA e o Fundo Especial do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - FEMA. As Reduções Certificadas de Emissão (créditos de carbono) provenientes dos projetos de MDL dos aterros Bandeirantes e São João são destinadas ao FEMA. No contrato firmado entre a prefeitura e a empresa que possui concessão para explorar o gás, convencionou-se a partilha de RCE na proporção de 50% para cada uma das partes, porém não ficaram evidenciados esclarecimentos que fundamentem esta repartição. Os recursos do FEMA destinam-se a apoiar financeiramente planos, programas e projetos que visem o uso racional e sustentável de recursos naturais, controle, fiscalização, defesa e recuperação do meio ambiente e ações de educação ambiental. Em relação aos projetos dos aterros Bandeirantes e São João, para os recursos financeiros provenientes do leilão de créditos de carbono do aterro sanitário Bandeirantes são colocados projetos/ programas/ atividades, em sua maioria, relacionados à implantação de parques lineares e de praças, e recuperação de áreas verdes. Verifica-se que há insuficiência de ações que coloque a perspectiva da GRSU, sendo contemplada em apenas um item no plano de aplicação dos recursos financeiros do projeto do Bandeirantes: coleta Seletiva. Na tabela 1 é colocada a movimentação dos recursos orçamentários do FEMA Tabela 1: Movimentação dos recursos orçamentários do FEMA Fonte: PMSP 2007; PMSP 2008 Órgão/Ano Orçamento Orçamento Empenhado (R$) Original (R$) Atualizado (R$) FEMA/ , , ,36 FEMA/ , , ,36 Fica evidenciado um grande aumento no orçamento do FEMA, devido ao recebimento dos RCE. De acordo com os dados mostrados anteriormente, averiguou-se que a aplicação dos recursos oriundos dos leilões dos projetos dos aterros Bandeirantes e São João evidenciou baixo índice de valor empenhado quando em comparação ao orçamento atualizado (24,21%). 8

9 A concretização de projetos com recursos do FEMA, sobretudo aqueles provenientes dos Leilões de Créditos de Carbono, tem ocorrido timidamente. Os dados disponíveis no relatório anual de fiscalização da cidade de São Paulo evidenciam que continua estagnada a regularização da seguinte determinação relativa ao exercício de 2007: Estabelecer um planejamento adequado à possibilidade de utilização dos recursos advindos das chamadas Reduções Certificadas de Emissão. (PMSP 2007; PMSP 2008). Os relatórios da cidade também apontam que os controles de acompanhamento do cumprimento orçamentário do FEMA são precários, principalmente devido às distintas fontes de receita. Assim sendo, é imprescindível que a SVMA estabeleça procedimentos para que essas dificuldades sejam sanadas e pratique a devida divulgação das atividades à população. 4.2 Provedores de serviços - Iniciativa privada O grupo Biogás recebeu, em 2001, a concessão para exploração de gás nos aterros Bandeirantes e São João. A empresa repassa 50% dos CER emitidos para a prefeitura e também faz um pagamento de taxa mensal pelo uso da área e exploração do biogás. A Biogás Energia Ambiental S.A., explora o gás do aterro sanitário Bandeirantes e a São João Energia Ambiental, subsidiária da Biogás Energia Ambiental S/A, no aterro sanitário São João. Os projetos de MDL nos aterros Bandeirantes e São João promovem a redução de GEE para a atmosfera e, por haver uma maior visibilidade nacional e internacional dos aterros devido aos projetos, contribuem para melhorar o monitoramento dos parâmetros técnicos para operação dos aterros. Para a sustentabilidade ambiental local, os projetos prevêem: captação e tratamento do biogás; redução de vetores causadores de doenças; redução de odores através da captação do gás; monitoramento da qualidade ambiental; e diminuição de outros gases tóxicos. De acordo com a empresa, os recursos gerados propiciam ganhos para todas as partes interessadas: Biogás, prefeitura e moradores do entorno dos aterros. De acordo com o grupo Biogás, sendo a empresa concessionária para explorar o biogás, poderiam participar mais ativamente dos procedimentos do plano de encerramento dos aterros, que é realizado pelas empresas Loga e Ecourbis, que possuem a concessão de gerenciamento dos aterros. No aterro Bandeirantes, não há articulação entre as empresas Biogás e Loga para a execução de atividades no aterro. Para o aterro São João, esta situação é amenizada, porém, a articulação poderia ser mais aprofundada e gerar melhores benefícios para todas as partes envolvidas no processo. O fato de haver duas concessões para uma mesma área, dificulta a articulação entre esses atores, na medida em que emergem os conflitos de interesses. Há duas secretarias municipais envolvidas com a prestação de serviços de RSU e com os projetos de MDL. A SVMA, que recebe os créditos de carbono, e a SES, que abarca a Limpurb, responsável pela GRSU da cidade de São Paulo. Estas secretarias também não atuam de modo articulado no sentido de promover a melhoria da GRSU. Verificou-se que as empresas responsáveis pelos projetos de MDL não dispõem de conhecimento sobre o plano de encerramento dos aterros, cuja elaboração está a cargo da Loga e Ecourbis, o que seria extremamente importante do ponto de vista da geração e captação do biogás. Em relação à interação com as comunidades do entorno dos aterros, a Biogás esteve presente em duas plenárias realizadas pelo Fórum de Desenvolvimento Local Perus Anhanguera com o objetivo de fornecer explicações sobre o projeto de MDl no aterro. 9

10 Ficou evidenciado que a partilha de 50% para a Biogás e 50% para a prefeitura, não deixa definido quem será o (maior) responsável pelo desenvolvimento das ações descritas nos Anexos III dos DCP dos projetos. Há transposições de responsabilidades e as comunidades não sabem claramente a quem diretamente reivindicar. 4.3 Usuários Sociedade civil Este tópico visa tratar da atuação da sociedade civil organizada focando o Fórum de Desenvolvimento Local Perus Anhanguera e a Ong care Brasil, no caso do aterro Bandeirantes, e o Movimento Mais Vida, Menos Lixo, no caso do aterro São João. Foi somente após a inauguração da Usina Termelétrica Bandeirantes (Uteb) que o Fórum de Desenvolvimento Local Perus Anhanguera começou a se inteirar sobre o projeto que estava ocorrendo em seus quintais. Não houve, deste modo, a divulgação da aprovação do projeto e este não foi discutido com a comunidade. Sendo assim, considera-se que houve deficiência de democracia do processo de aprovação do projeto de MDL do aterro Bandeirantes (RIBEIRO, 2009). Em setembro de 2005 o projeto foi aprovado pela Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima (CIMGC), confirmando-se assim, que o projeto do aterro Bandeirantes possibilitaria a promoção do desenvolvimento sustentável. Em novembro de 2006, com maiores informações sobre o projeto, as lideranças comunitárias fizeram uma denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) o qual, por intermédio de uma ação pública encaminhada ao MPF, em setembro de 2007, é proposta uma resolução recomendando que a CIMGC reveja o projeto de MDL do aterro Bandeirantes, colocando que ele funciona baseado em licenciamento precário e que as pendências ambientais são parte de uma investigação pelo MP do Estado (MINISTÉRIO PÚBLICO, 1993). Em seminário realizado na Câmara Municipal, em abril de 2007, foi que se iniciaram os debates sobre como os recursos provenientes do projeto poderiam ser destinados em prol da comunidade local. Em 2007, a prefeitura publicou que os recursos provenientes do projeto, seriam então destinados ao FEMA. Em setembro de 2007, a prefeitura divulgou algumas ações a ser realizadas com os créditos do aterro Bandeirantes e que são voltadas para a construção e manejo de parques lineares. No mês seguinte, a comunidade do entorno do aterro reenviou outra planilha, com propostas de mudanças na destinação dos recursos e também em algumas ações. A realização da coleta seletiva foi acrescida da instalação de Ecopontos e de centrais de triagem. No entanto, até o presente momento, não receberam retorno da parte do órgão público a respeito dessas alterações. Assim sendo, a comunidade entende que os ganhos que o projeto de MDL pode proporcionar ainda abarca fracamente as comunidades do entorno, bem como os catadores de material reciclável e ONG. Mas a tendência é de mudanças, devido ao engajamento da comunidade nos processos reivindicatórios. Sob a ótica da comunidade de Perus, não há uma devida articulação entre os proponentes do projeto e as comunidades do entorno, sendo que é a própria comunidade que luta para se engajar nos processos decisórios. 10

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