UMA SÍNTESE DAS QUESTÕES AMBIENTAIS e OS NOVOS DESAFIOS PARA AS INSTITUIÇÕES PRODUTORAS DE ESTATÍSTICAS NO BRASIL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UMA SÍNTESE DAS QUESTÕES AMBIENTAIS e OS NOVOS DESAFIOS PARA AS INSTITUIÇÕES PRODUTORAS DE ESTATÍSTICAS NO BRASIL"

Transcrição

1 ISSN SEADE n os 25 e 26, abril e maio 2015 UMA SÍNTESE DAS QUESTÕES AMBIENTAIS e OS NOVOS DESAFIOS PARA AS INSTITUIÇÕES PRODUTORAS DE ESTATÍSTICAS NO BRASIL Autor deste número Luiz Henrique Proença Soares, analista de projetos sênior da Fundação Seade Coordenação e edição Edney Cielici Dias

2 SEADE Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados Diretora Executiva Maria Helena Guimarães de Castro Diretora Adjunta Administrativa e Financeira Silvia Anette Kneip Diretor Adjunto de Análise e Disseminação de Informações Edney Cielici Dias Diretora Adjunta de Metodologia e Produção de Dados Margareth Izumi Watanabe Corpo editorial Maria Helena Guimarães de Castro; Silvia Anette Kneip; Haroldo da Gama Torres; Margareth Izumi Watanabe; Edney Cielici Dias e Osvaldo Guizzardi Filho Assistente de edição Cássia Chrispiniano Adduci Av. Cásper Líbero 464 CEP São Paulo SP Fone (11) Fax (11) / /

3 apresentação PESQUISAS INSERIDAS NO DEBATE PÚBLICO O Seade é uma instituição que remonta ao século 19, com o surgimento da Repartição da Estatística e do Arquivo do Estado, em Ao longo de mais de um século, tem contribuído para o conhecimento do Estado por meio de estatísticas, com um conjunto amplo de pesquisas sobre diversos aspectos da sociedade e do território de São Paulo. Levar parte importante desse volume de informação e suas interconexões ao público é, por sua vez, uma tarefa tão relevante quanto desafiadora. O Projeto Primeira Análise visa divulgar parte do universo de conhecimento da instituição, ao dialogar com temas de interesse social. Os artigos que compõem o projeto procuram sinalizar de forma concisa tendências e apresentar uma análise preliminar do tema tratado. Trata-se de texto autoral, de caráter analítico e científico, com aval de qualidade do Seade. Os textos são destinados a um público formado por gestores públicos, ao oferecer informação qualificada e de fácil compreensão; ao meio acadêmico e de pesquisa aplicada, por meio de abordagem analítica preliminar de temas de interesse científico; e para a mídia em geral, ao suscitar pautas sobre questões relevantes para a sociedade. Os artigos do projeto têm periodicidade mensal e estão disponíveis na página do Seade na Internet. Os temas englobam aspectos econômicos, sociais e de interesse geral, abordados em perspectiva de auxiliar na formulação de políticas públicas. Desta forma, o Seade mais uma vez se reafirma como uma instituição ímpar no fornecimento de informações de importância para o conhecimento do Estado de São Paulo e para a formulação de suas políticas públicas. Maria Helena Guimarães de Castro

4 UMA SÍNTESE DAS QUESTÕES AMBIENTAIS e OS NOVOS DESAFIOS PARA AS INSTITUIÇÕES PRODUTORAS DE ESTATÍSTICAS NO BRASIL RESUMO: O texto comenta a demanda social por informações estatísticas capazes de refletir com maior acuidade o desenvolvimento e as condições de vida da população, principalmente aquelas associadas ao agravamento das condições ambientais. São recuperadas, brevemente, iniciativas de novos indicadores de desenvolvimento, com especial atenção para a emergência do campo epistemológico e institucional das informações ambientais. De forma resumida, apresenta-se a estrutura temática das principais fontes de informação nessa área no Brasil, especialmente para o Estado de São Paulo e as de nível municipal. DESTAQUES Indicadores clássicos de atividade econômica, como PIB, emprego e renda, não dão conta de representar de forma completa as condições de vida de um país, levando à elaboração de indicadores sintéticos de segunda e terceira gerações, como IDH, IPRS e outros. As questões ligadas ao meio ambiente têm sido crescentemente percebidas por diversos atores como de extrema relevância na caracterização de condições de vida, seja enquanto condicionantes, seja como resultados. Iniciativas internacionais têm sido tomadas no sentido de estruturar novos campos epistemológicos, envolvendo a elaboração de índices que contemplem aspectos mais amplos das condições de vida, em especial os ligados ao meio ambiente, e permitam o monitoramento e a comparabilidade entre países, regiões e cidades. Diversas agências governamentais e não governamentais, no Brasil, têm coletado, tratado, analisado e disseminado informações ambientais, como insumos para a caracterização de condições de vida, de acompanhamento e avaliação de políticas públicas. 4

5 O ano de 2015 é extremamente importante em eventos internacionais, com os quais o Brasil está fortemente comprometido, relativos à pactuação de indicadores de condições de vida e de metas ambientais, em especial os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e a COP-21. Nesse contexto, a Fundação Seade tem excelente oportunidade de se articular com outras agências governamentais e, assim, engajar- -se nesse inescapável esforço coletivo e cada vez mais abrangente, não lhe faltando, para isso, nem legitimidade nem competência técnica. INTRODUÇÃO Em diversos momentos de sua existência, a Fundação Seade notabilizou-se pela sua capacidade de responder a desafios metodológicos significativos para mensuração e qualificação dos fatos e das situações de naturezas social e econômica com os quais se deparou. Os resultados mais conhecidos dessa postura são a Pesquisa de Emprego e Desemprego, a Pesquisa de Condições de Vida, a Pesquisa da Atividade Econômica Paulista, o Índice Paulista de Vulnerabilidade Social e o Índice Paulista de Responsabilidade Social. Além de tecnicamente inovadoras, muitas dessas iniciativas exigiram um esforço significativo dos corpos técnico e diretivo da Fundação porquanto nesses casos, para além da natural liderança metodológica, tratou- -se de questionar, ou mesmo desafiar, visões e procedimentos de produção das estatísticas então vigentes. A inquietação quanto à insuficiência das métricas e a busca das melhores aproximações da realidade estiveram fortemente presentes nesses momentos. De qualquer modo, foi sempre questão de frequentar e interagir com a vanguarda das reflexões teóricas e metodológicas concernentes à produção estatística no Estado de São Paulo, no Brasil e mesmo no plano internacional. Reconhecendo todo o progresso técnico incessantemente realizado na produção das estatísticas já consagradas para a medida do desenvolvimento social e econômico, com o qual o Seade se encontra plenamente sintonizado, cresce, não apenas aqui, a sensação de insuficiência daquelas que permitam caracterizar o desenvolvimento de um modo mais abrangente, sintonizado com as novas inquietações e problemas globais e compatível com a percepção dos diversos agentes. A temática ambiental, em especial, ganha rapidamente as atenções da população, após pouco mais de meio século de movimentações crescentes 5

6 da comunidade científica, de pensadores do desenvolvimento e dos próprios governantes no plano internacional. O recente encontro do G-7 anuncia a intenção daqueles países de eliminar o uso de combustíveis fósseis até o final deste século (NETTO, 2015), ampliar o uso de energias limpas, conter agravos ao meio ambiente pelo desmatamento, etc. A quantidade de informações sobre o meio ambiente tem crescido de maneira significativa, em boa medida ordenada pelas iniciativas tomadas sob a égide da Organização das Nações Unidas. No entanto, a escala global dos problemas e dos debates sobre suas diversas facetas ainda não ganhou dimensão local e apenas tangencia o plano das responsabilidades e escolhas de empresas e indivíduos. O objetivo deste texto é procurar sensibilizar produtores de informação e gestores públicos para a necessidade de incorporação de variáveis ambientais nos indicadores de qualidade de vida, planejamento público e responsabilidade de gestão, seja quanto à geração de fatores predatórios e às iniciativas mitigadoras de seus efeitos, seja ainda quanto às revelações que as estatísticas são capazes de fazer a respeito da forte relação entre os modos de vida, a gestão pública e as questões ambientais. O presente estudo tem caráter provocativo à competência e à criatividade do corpo técnico da Fundação Seade, que pode, e muito, contribuir de maneira significativa para um campo de conhecimentos relativamente novo e ainda carente de análises expressas em números, que auxiliem a elucidar o papel dos processos sociais, econômicos e demográficos enquanto causas, fenômenos associados e consequências das questões ambientais atualmente vividas. Trata-se, em especial, das oportunidades vislumbradas pela próxima pactuação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, por parte do PNUD/ONU. 6

7 Parte 1 UMA SÍNTESE DAS QUESTÕES AMBIENTAIS NOVOS INDICADORES PARA NOVAS DIMENSÕES DO DESENVOLVIMENTO Iniciativa de grande importância para a mensuração do desenvolvimento para além das medidas tradicionais foi a elaboração do Índice de Desenvolvimento Humano IDH, criado por Mahbub ul Haq com a colaboração do economista indiano Amartya Sen, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de O índice, que vem sendo calculado anualmente desde 1990, considera as dimensões saúde, educação e renda, contribuindo enormemente para o avanço da comparabilidade entre países e, especialmente, para o debate metodológico sobre a formulação de indicadores sintéticos para medir e qualificar o desenvolvimento humano como no caso do IPRS, desenvolvido pela Fundação Seade em Mas o IDH apresenta lacunas cada vez mais expressivas. Como aponta um importante Relatório, elaborado em 2009 por solicitação do presidente da França a uma comissão de especialistas de alto nível, encabeçada por Joseph Stiglitz, pelo já mencionado Amartya Sen e pelo economista franco-tunisiano Jean Paul Fitoussi, Com frequência parece existir um afastamento pronunciado entre, de uma parte, as medidas habituais das grandes variáveis socioeconômicas como o crescimento, a inflação, o desemprego etc. e, de outra parte, as percepções amplamente difundidas dessas realidades. [...] Esse fenômeno, em certos países, minou a confiança nas estatísticas oficiais (na França e na Grã Bretanha, por exemplo, somente um terço dos cidadãos confia nos números oficiais, e esses países não são exceções) e tem influenciado abertamente o debate público sobre o estado da economia e das políticas a serem implementadas. (STIGLITZ; SEN; FITOUSSI, 2009, p. 7). Ao contrário de reações defensivas de corporações de estatísticos ou de estaticistas como nos define Nelson Senra, que indicam desajustes sobretudo do lado da demanda, os autores levantam, nesse trabalho, diversas possibilidades para explicar essa dissintonia do lado da oferta, que vale muito a pena conhecer, lendo-se a íntegra do relatório. E, para além desse mal-estar de indivíduos e instituições, acrescentam eles: Estamos igualmente confrontados com a iminência de uma crise ambiental, particularmente decorrente do aquecimento planetário. Os preços de 7

8 mercado são falseados pelo fato de que nenhuma taxa é imposta às emissões de carbono e as medidas clássicas de renda nacional não levam em nenhuma conta o custo dessas emissões. É claro que medidas de desempenho econômico que levem em conta esses custos econômicos seriam sensivelmente diferentes das medidas habituais. (STIGLITZ; SEN; FITOUSSI, 2009, p. 9). Para concluírem: [...] é tempo que o nosso sistema estatístico valorize mais a medida do bem estar da população do que a da produção econômica e que convém, além disso, que essas medidas do bem estar sejam restituídas a um contexto de sustentabilidade. (STIGLITZ; SEN; FITOUSSI, 2009, p. 12). Em maio de 2011, a Organização para a Cooperação Econômica e o Desenvolvimento OCDE publicou pela primeira vez o Indicador Viver Melhor, parte de sua Iniciativa por uma Vida Melhor. 1 O indicador vai além das medidas de funcionamento do sistema econômico e considera 11 dimensões para a mensuração da qualidade de vida: patrimônio e renda; emprego; habitação; saúde; equilíbrio, trabalho e vida; educação e competências; conexões sociais; vida cívica; qualidade ambiental; segurança pessoal; e bem-estar subjetivo. O índice, atualizado a cada dois anos, é calculado para diversos países, entre os quais o Brasil, mediante parceria com a Fundação Getúlio Vargas. Tal indicador procura responder ao desafio instigante de tentar quantificar e qualificar melhoras (e pioras...) na qualidade de vida, o efeito de políticas públicas, o quadro social, econômico e ambiental mais amplo e percepções subjetivas sobre essa situação. Em 2015 expira o prazo para o cumprimento dos oito Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, 2 pactuados por chefes de 189 nações em 2000, por ocasião da Cúpula do Milênio, realizada em Nova York. No final de 2014 foi apresentada pelo secretário geral da Organização das Nações Unidas, Ban-Ki-Moon, proposta de pactuação de uma nova agenda, formada por 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável ODS, com 169 metas, como fundamento da chamada agenda pós A nova proposta amplia 1. Ver: <http://www.oecd.org/statistics/better-life-initiative.htm>. 2. São eles: redução da pobreza; atingir o ensino básico universal; igualdade entre os sexos e autonomia das mulheres; reduzir a mortalidade na infância; melhorar a saúde materna; combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças; garantir a sustentabilidade ambiental; e estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento. 3. A agenda pós-2015 vai refletir novos desafios de desenvolvimento e está ligada ao resultado da Rio+20 a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada em junho de 2012 no Rio de Janeiro <http://nacoesunidas.org/pos2015/>. 8

9 significativamente o número de temas e de variáveis a serem considerados e traz sérios desafios metodológicos para o seu monitoramento adequado. Segundo declarações de oficial do PNUD, [...] os ODS devem focar nos três pilares fundamentais da sustentabilidade: o social, o ambiental e o econômico. Entre outras coisas, podemos dizer que o que diferencia os ODM dos ODS é que os ODM se importavam mais com as questões sociais e a preocupação econômica era um pouco difusa. Além disso, havia uma atenção maior em relação às necessidades dos países em desenvolvimento, explicou. Já os ODS serão mais globais e vão se preocupar, também, com o meio ambiente (PNUD, 2015). De fato, os novos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que serão apresentados à comunidade internacional em setembro de 2015, espelham essas preocupações. São eles (entre parênteses o número de metas associadas a cada Objetivo) (PNUD, 2014): ODS1 Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares (7); ODS2 Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e promover a agricultura sustentável (8); ODS3 Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades (13); ODS4 Garantir educação inclusiva e equitativa de qualidade e promover oportunidades de aprendizado ao longo da vida para todos (10); ODS5 Alcançar igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas (9); ODS6 Garantir disponibilidade e manejo sustentável da água e saneamento para todos (8); ODS7 Garantir acesso à energia barata, confiável, sustentável e moderna para todos (5); ODS8 Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos (12); ODS9 Construir infraestrutura resiliente, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação (8); ODS10 Reduzir a desigualdade entre os países e dentro deles (10); ODS11 Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis (10); 9

10 ODS12 Assegurar padrões de consumo e produção sustentáveis (11); ODS13 Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos, reconhecendo que a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (CQNUMC) é o principal fórum internacional e intergovernamental para negociar a resposta global à mudança do clima (5); ODS14 Conservar e promover o uso sustentável dos oceanos, mares e recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável (10); ODS15 Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, bem como deter e reverter a degradação do solo e a perda de biodiversidade (12); ODS16 Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis (12); ODS17 Fortalecer os mecanismos de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável (19). Trata-se de fato extremamente relevante para o acompanhamento das condições de vida em escala mundial. Mesmo com as inúmeras dificuldades teóricas, metodológicas e políticas envolvidas na pactuação dessa nova agenda, será trazido para o campo da produção de estatísticas um número expressivo de novas demandas e desafios. As questões ligadas à sustentabilidade perpassam toda essa agenda, além de constituírem a tônica de ao menos cinco dos 17 objetivos. A escala global dos fenômenos em debate não se choca com a sua expressão local. Ao contrário, muito do que vai entrando nessas novas agendas de informações não somente ocorre localmente, mas também depende da significativa participação dos governos locais para a definição de seus rumos. Isso é especialmente verdadeiro no Brasil, onde os municípios integram a Federação como entes autônomos, desde a Constituição de 1988, e têm responsabilidades efetivas na produção e gestão de serviços públicos envolvidos com as questões ambientais. Atualmente encontra-se na Câmara Federal, após ter sido aprovado pelo Senado, projeto de lei que determina ao IBGE, já responsável pelo cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, que passe a divulgar também o PIB Verde. No cálculo des- 10

11 te, diz o projeto, será considerado o patrimônio ecológico, além de dados econômicos e sociais (Eco Finanças, 24/04). [...] Na discussão decidiu-se também que o novo indicador deverá levar em consideração o Índice de Riqueza Inclusiva (IWR), criado pela Universidade da ONU e anunciado pela instituição já em 2012, durante a Conferência Rio +20 [...] Ao apresentar seu indicador, a Universidade esclareceu que um dos principais fatores a considerar seria o uso e a redução dos recursos naturais em cada país (NOVAES, 2015a, p. A2). Caso aprovada a propositura, os impactos sobre as rotinas do IBGE e de outras entidades de estatísticas haverão de se fazer sentir. Mas qualquer que seja o resultado da votação do projeto de lei, essas entidades devem estar atentas ao debate que com força crescente se impõe para todo o ciclo da informação escolha dos problemas, definição de conceitos, coleta de dados, tratamento, análise e disseminação, aí contemplada a produção de indicadores sintéticos de desenvolvimento, bem como discutir propostas que levem em conta tanto a responsabilidade de cada Estado e município sobre a utilização de recursos naturais e a produção de inconvenientes como os gases de efeito estufa GEE, quanto a contribuição de cada um para a mitigação desses efeitos e o cumprimento de metas de redução na produção de malefícios para a vida local e do planeta. A organização do Estado brasileiro distribui competências e responsabilidades entre os entes da Federação em relação à produção e à gestão de serviços públicos. As prefeituras municipais têm papel proeminente para o alcance de muitos desses novos objetivos de desenvolvimento sustentável. A produção de estatísticas não poderá se eximir de oferecer respostas adequadas aos novos cenários que haverão de se impor para uma adequada representação da realidade. Afinal, para que servem as estatísticas? [...] as informações estatísticas intentam expressar, na linguagem universal dos números, múltiplos organizados, sempre a partir de algum princípio de equivalência previamente estabelecido, contribuindo distintamente para tornar o mundo ausente e distante, desconhecido, pensável et pour cause governável, o que quer dizer que se nos apresentam a um só tempo como instrumentos de saber e de poder. Dessa forma, a informação estatística se oferece de modo muito especial à ação dos que governam, entendendo-se por governar a capacidade de alguns agirem sobre outros (coletividades), o que, de certa forma, todos têm, ainda que em formas e conteúdos diferentes, mormente no tempo presente, sob o renascer do liberalismo, em que as autonomias decisórias parecem ter atingido uma descentralização ou desconcentração administrativa e política jamais vista antes (SENRA, 2000). 11

12 MEIO AMBIENTE E AS NOVAS QUESTÕES SOBRE O DESENVOLVIMENTO São muitas, complexas e diversificadas as questões que impactam o meio ambiente, provocando o tão temido e já agora pouco contestado aquecimento global e as consequentes mudanças climáticas. Espraia-se a percepção de que o aumento da população mundial, os modos de produção cheios de desperdícios, as desigualdades nos circuitos de distribuição e acesso aos bens e a estruturação de modos de vida e do próprio conceito de felicidade e realização com base no incremento generalizado e permanente dos padrões de consumo precisam urgentemente ser repensados. Questiona-se a concepção de que o crescimento econômico virtualmente ilimitado seria condição necessária (e, no limite, suficiente) para o desenvolvimento econômico. 4 O risco de esgotamento do patrimônio natural em face dessa demanda exacerbada difunde-se rapidamente e exige a formulação de novos modelos de desenvolvimento que contemplem seu caráter sustentável. Parece, no mínimo, arriscado apostar todas as fichas na capacidade das inovações tecnológicas em dar conta de resolver todos os problemas. Está em questão algo muito mais amplo. Um dos primeiros alertas de maior visibilidade sobre essas questões veio ainda no final dos anos 1960, pelas manifestações do que ficou conhecido como Clube de Roma, grupo de cientistas europeus que chamavam a atenção para o esgotamento dos recursos naturais e a impossibilidade de manutenção dos padrões de crescimento vigentes nos 100 anos anteriores, propondo então a impactante ideia do crescimento zero (MEADOWS et al., 1972). Decorridos 50 anos, o balanço de erros e acertos da produção do Clube, em especial do que consta de seu relatório Os limites do crescimento, contratado junto a técnicos do MIT, que vendeu mais de 30 milhões de exemplares e foi traduzido para 30 idiomas, parece pender mais para o lado positivo do alerta, em especial tendo em conta seu caráter pioneiro. É nesse período que ocorre a emergência do movimento ambientalista em escala mundial. No início da década de 1970, surgiu o termo ecodesenvolvimento por iniciativa do empresário e diplomata canadense Maurice Strong, secretário geral da Conferência de Estocolmo, sendo logo adotado e difundido pelo economista Ignacy Sachs, um dos mais importantes cientistas sociais que se 4. A confiança de que o crescimento econômico medido em termos do aumento do PIB (per capita) seja uma boa medida de desenvolvimento reflete e exemplifica o domínio do mainstream em Economia em todos os três níveis epistemológico/metodológico, teórico e pragmático/político. Entretanto, quando confrontados com novos desafios, como a necessidade de um Desenvolvimento Sustentável, por exemplo, ou a persistência (ou mesmo o acirramento) do abismo econômico entre Norte e Sul, os limites do paradigma dominante se acentuam. (FERNANDEZ, 2011, p. 109). 12

13 debruçaram sobre esses temas, que dedicou ao tema parte expressiva de sua produção intelectual. Com incansável militância e competência exemplar, Sachs conformou importante matriz de conceitos e tem problematizado de maneira incisiva as noções tradicionais de desenvolvimento apenas como crescimento econômico. Encontros de dirigentes de países de todo o mundo têm ocorrido desde a Conferência de Estocolmo, em 1972, convocada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1968, passando pela Eco 92, realizada no Rio e que gerou os importantes documentos Agenda 21 e Convenção Quadro das Nações Unidas. A partir de então foram realizadas diversas Conferências das Partes signatárias daquela Convenção, as COPs. Especialmente significativa foi a COP 3, ocorrida em Quioto, no Japão, em 1997, que culminou com a adoção do protocolo que levou o nome daquela cidade e estabeleceu metas de redução de gases de efeito estufa para importantes países emissores, sendo que Estados Unidos, China, Austrália e Canadá não firmaram o protocolo. Também importantes foram as Conferências Rio+10, ocorrida em Johanesburgo em 2002, Rio+20, realizada no Rio de Janeiro em 2012, e o recente encontro de Lima, no Peru, preparatório da próxima Conferência a ser realizada em Paris, em dezembro deste ano (2015), conhecida como COP-21, quando serão redefinidos novos termos, em substituição aos do Protocolo de Quioto, firmado por 189 países, mas desta vez, ao que tudo indica, sem aquelas lamentáveis ausências. Todos esses encontros têm sido marcados por fortes tensões, proporcionais à importância, à transversalidade e à estruturalidade do tema: estão envolvidas percepções e sobretudo interesses distintos, conforme o perfil de cada país ou grupo de países, seu grau de desenvolvimento, sua matriz produtiva e energética, seus padrões de consumo, bem como concepções filosóficas e políticas muitas vezes conflitantes, trazidas em especial por pesquisadores e organizações não governamentais, quanto ao que deva ser o desenvolvimento. Tem sido difícil, mas tem andado, a busca de acordos que levem à diminuição significativa da geração de gases de efeito estufa GEE. Interesses econômicos, padrões de vida e modelos culturais jogam duro para preservar o status quo, enquanto o meio ambiente dá mostras cada vez mais eloquentes e de causalidades cada vez menos contestadas de que o chamado Antropoceno 5 pode ter curta duração e caminhar para um final catastrófico. 5. Termo criado pelo biólogo Paul F. Stoermer e pelo químico e vencedor do Prêmio Nobel Paul Crutzen, que vem sendo rapidamente assimilado nos estudos ambientais e do desenvolvimento sustentável. Designa um novo campo para significar o período histórico atual da Terra, marcado pela intervenção do homem no planeta. 13

14 Graças a esses esforços comuns, boas notícias começam a aparecer. É o caso apontado pelo Relatório anual do PNUMA de 2014, citado pelo jornalista Washington Novaes (2015b): Trata-se da recuperação da camada de ozônio, com o banimento mundial (via Protocolo de Montreal) do uso de substâncias que afetam a camada de ozônio, principalmente os clorofluorcarbonos (CFCs), no total de 135 bilhões de toneladas equivalentes de dióxido de carbono. Com isso, diz o relatório, 283 milhões de casos de câncer de pele foram evitados, dos quais 8,3 milhões de melanomas; 1,6 milhão de mortes por câncer de pele; 46 milhões de casos de catarata. E a cada ano mais de 2 milhões de casos de câncer de pele serão evitados, até 2030, além de outros milhões de casos de catarata. O Brasil não apenas é signatário de todos esses acordos, como também tem tido posição bastante ativa no contexto internacional nessa área, a exemplo do que ocorreu no recente encontro do Peru. Mas, diversamente da União Europeia, o país ainda não divulgou nem lançou publicamente o debate sobre as metas que levará à Conferência de Paris. Uma das bases sobre as quais se assentam os processos de discussão, pactuação e gestão das questões ambientais é a disponibilidade de informações confiáveis, oportunas e apresentadas em escalas úteis para conhecimento e intervenção sobre os diversos aspectos envolvidos por esse vasto tema. ESTATÍSTICAS AMBIENTAIS: UM NOVO CAMPO DO SABER Como nos ensina, de modo tão sintético e feliz, Jean Louis Besson, em seu conhecido artigo de abertura de A ilusão das estatísticas, A comensurabilidade não é uma propriedade dos objetos, mas uma qualidade que lhes atribui o observador. (BESSON, 1995, p ). Assim, em um novo campo de conhecimento e de intervenções, do ponto de vista estatístico, tudo, ou quase tudo, fica por fazer. Respondendo às movimentações dos organismos multilaterais, que por sua vez atendiam aos alertas da comunidade científica e das organizações da sociedade, a temática ambiental vem se impondo como preocupação específica das entidades internacionais de estatística e dos órgãos especializados na produção de informações e na mensuração do desenvolvimento desde o final dos anos 1980 (IBGE, 2005, p. 11) Ver, para um interessante histórico das estatísticas ambientais, Painel Nacional de Indicadores Ambientais PNIA 2012 (BRASIL, 2014, p. 6 e ss). 14

15 Diversas entidades governamentais, outras ligadas ao meio empresarial e a organizações não governamentais lançaram-se a partir de então literalmente a campo, com o objetivo de coletar, tratar e disseminar informações relativas aos inúmeros e muito polêmicos aspectos ligados ao meio ambiente. Vai-se conformando, assim, em ritmo acelerado, em meio a acalorados debates metodológicos e também políticos, e de modo nem sempre coordenado, o campo das estatísticas ambientais. Trata-se, entretanto, de vasto campo epistemológico. Considere-se, a título de exemplo, as sub-redes em que se organizou a iniciativa Redeclima 7 Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais, instituída pelo Ministério de Ciência e Tecnologia em 2011, congregando um significativo conjunto de instituições de pesquisa nacionais: biodiversidade e ecossistemas, cidades e urbanização, desastres naturais, desenvolvimento regional, divulgação científica, economia, energias renováveis, modelagem climática, oceanos, recursos hídricos, saúde, serviços ambientais dos ecossistemas, usos da terra e zonas costeiras. Cabe lembrar ainda que, no interior de cada sub-rede, são inúmeros os temas de grande relevância para a formação de uma ideia da complexidade e da necessária especialização para avançar na aproximação do tal mundo ausente e distante, desconhecido, pensável et pour cause governável. Papel fundamental tem sido exercido pelas entidades internacionais, em especial as iniciativas tomadas no âmbito da Organização das Nações Unidas, também no que toca o desenvolvimento de conceitos e classificações. A natureza, por assim dizer, global do problema, amplamente reconhecida por todos os atores, estimula a definição de conceitos, categorias e métricas compatíveis e comparáveis, ajudando bastante, desse modo, a construção de alguns consensos e a configuração de uma senão de várias comunidades epistemológicas. Isso envolve, é claro, transversalmente, o campo das estatísticas. Assim, as nações compromissadas com a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança de Clima, saída da Conferência do Rio em 1992 para entrar em vigor em 1994 e da qual o Brasil foi o primeiro signatário, devem apresentar seus inventários de produção de Gases de Efeito Estufa, utilizando metodologias comparáveis, a serem acordadas pela Convenção (LUEDEMANN, 2013). 7. Ver <http://redeclima.ccst.inpe.br/>. 15

16 Parte 2 OS NOVOS DESAFIOS PARA AS INSTITUIÇÕES PRODUTORAS DE ESTATÍSTICAS NO BRASIL AS INFORMAÇÕES AMBIENTAIS NO BRASIL Segundo publicação do Ministério do Meio Ambiente, as primeiras iniciativas de sistematização e divulgação de informações ambientais no país, ainda sem o uso regular de indicadores ambientais strictu sensu, datam do início da década de 1980 e princípios da seguinte, com a publicação do Relatório da Qualidade do Meio Ambiente, pela então SEMA (1982) e do documento preparado para a Conferência Rio-92 (BRA- SIL, 2014). Em 1991 tem início no Brasil o Programa de Inventários Nacionais, com os objetivos de: desenvolver e refinar uma metodologia internacionalmente acordada para estimar e reportar as emissões nacionais líquidas (emissões remoções) de gases de efeito estufa; encorajar o uso dessa metodologia pelos países membros do IPCC e da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Foram, a partir de então, produzidos manuais e diversos outros documentos normativos, 8 sob cuja orientação têm sido publicados os Inventários Nacionais, sendo o primeiro em 2004, para o período 1990 a 1994, o segundo em 2010, para 1990 a 2005, e o terceiro, em 2014, para 1990 a 2010, que todavia não veio a público. Foram definidos cinco campos de organização das informações ambientais: energia; agropecuária; uso da terra e florestas; processos industriais; e tratamento de resíduos (LUEDEMANN, 2013). Nossa agência nacional de estatísticas, o IBGE, tem acompanhado e participado do debate político e metodológico, nacional e internacional. Ao longo dos anos 1990, o instituto tomou iniciativas no sentido de configurar, em suas pesquisas, a produção de estatísticas ambientais. Já no novo milê- 8. Manuais do IPCC: Manual de 1995; Manual Revisado de 1996 (Guidelines, 1996); Guia de Boas Práticas e Tratamento de Incertezas de 2000 (GPG 2000); Guia de Boas Práticas para Uso da Terra, Mudança do Uso da Terra e Florestas de 2003 (GPG/LULUCF); Manual de 2006 (Guidelines, 2006), ver Luedemann (2013). 16

17 nio, foi incorporado à sua MUNIC um questionário voltado especificamente ao tema. Foram assim apresentadas, pela primeira vez, informações municipalizadas sobre estruturas político-administrativa e institucional voltadas às questões ambientais e uma primeira aproximação quanto à ocorrência de problemas ambientais. A partir de então a pesquisa manteve basicamente essa estrutura temática, incorporando ainda algumas iniciativas, como a existência de plano de gestão de resíduos sólidos e outras direcionadas a consumo sustentável. Segundo o IBGE (2005, p. 12): As maiores dificuldades para implementar um sistema de informações ambientais originam-se, apenas parcialmente, na falta ou deficiência de informações básicas; pesam, ainda, problemas conceituais e a definição de um marco conceitual metodológico, amplamente aceito, que permita a agregação de informações minimizando a existência de dados incompatíveis e de qualidade questionável. [...] O documento final da Agenda 21 em seu capítulo 40, ressalta a necessidade de se monitorar e de se avaliar sistematicamente o processo de desenvolvimento [...] e o estado do meio ambiente e dos recursos naturais. A crescente conscientização da questão ambiental tem demandado a produção e a sistematização de informações sobre o meio ambiente tendo em vista a formulação de políticas públicas. Sua necessidade surge nos diversos níveis de decisão e em todos os planos. Alguns países desenvolvidos, sobretudo o Canadá e os da Europa, foram os primeiros a avançar, ainda na década de setenta, na tentativa de construção de informações estruturadas sobre o meio ambiente. Em duas reuniões da Comissão de Estatística das Nações Unidas, realizadas em fevereiro de 1989 e 1991, e na segunda Conferência do Meio Ambiente, em 1992, recomendou-se aos órgãos oficiais de estatística que passassem a investir na concepção e desenvolvimento de sistemas de informações sobre o meio ambiente. A Pesquisa de Informações Básicas Municipais MUNIC, realizada em todos os municípios brasileiros desde 1999, tem como principal objetivo produzir informações relativas às administrações locais. Em sua edição de 2002, foi a campo acompanhada de um suplemento que pesquisou a gestão e a visão do poder público local sobre o estado do meio ambiental. Em 2014 o Ministério do Meio Ambiente publicou o Plano Nacional de Indicadores Ambientais, o PNIA 2014, elaborado a partir das sugestões e debates que envolveram as autarquias e secretarias do MMA. De acordo com aquela publicação, esta primeira versão do PNIA não tem por ambição constituir uma proposta fechada e definitiva, mas servir de ponto de partida para a paulatina construção de um conjunto consolidado de indicadores da área ambiental, o 17

18 qual deverá ter ampla divulgação nacional e passar por processos anuais de revisão e de adequação às demandas do MMA e da sociedade em geral (BRASIL, 2014, p. 4). O PNIA está estruturado em oito temas 9 e 31 subtemas, contendo 34 propostas de indicadores ambientais e outros 16 indicadores já identificados e em fase de construção. O Plano atende, ainda, a estratégia de consolidação e fortalecimento do Sistema Nacional de Informação sobre Meio Ambiente (Sinima), do MMA, um dos instrumentos básicos da Política Nacional de Meio Ambiente. (Conheça..., 2014). O Sistema envolve a participação de diversos órgãos, de estados e municípios. Outra fonte importante de informações é o Observatório do Clima, 10 rede que reúne [cerca de 30] entidades da sociedade civil com o objetivo de discutir a questão das mudanças climáticas no contexto brasileiro e que produz relevantes informações, como as trazidas na série Análise da evolução das emissões de GEE no Brasil e no Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa. As informações são apresentadas numa série histórica que vai de 1970 a 2013, para o país e por estados, de acordo com os campos e diversas subcategorias. AS INFORMAÇÕES AMBIENTAIS EM SÃO PAULO Falando sobre outras experiências, em diferentes fases de amadurecimento e implantação, que visam o desenvolvimento e uso de indicadores que envolvem, direta ou indiretamente, a temática ambiental, por iniciativa de outros ministérios, de governos estaduais, de municípios e, inclusive de organizações da sociedade civil, o PNIA constata que com relação às experiências desse tipo no âmbito estadual, por exemplo, um estudo realizado pelo MMA em 2010, identificou, nos Estados brasileiros, poucas iniciativas de desenvolvimento e uso de indicadores ambientais para subsidiar ou avaliar as políticas públicas nesse nível territorial (BRASIL, 2014, p. 10). Uma dessas iniciativas é a do Estado de São Paulo, onde a Secretaria do Meio Ambiente e a Cetesb têm ocupado posição de grande relevo na coleta, tratamento e divulgação de informações ambientais sobre o Estado 9. Temas: Atmosfera e Mudança do Clima; Biodiversidade e Florestas; Governança, Riscos e Prevenção; Oceanos, Mares e Áreas Costeiras; Produção e Consumo Sustentáveis; Qualidade Ambiental; Recursos Hídricos; Terra e Solos. 10. Ver Observatório do Clima, Sistema de Estimativas de Emissões dos Gases de Efeito Estufa. Disponível em: <http://observatoriodoclima.eco.br/>. 18

19 como um todo, de acordo com as principais atividades geradoras de GEE, e também para os municípios paulistas. Exemplo disso é o Painel de Qualidade Ambiental, publicado pela Coordenadoria de Planejamento Ambiental da Secretaria Estadual do Meio Ambiente em 2011, com 21 indicadores básicos organizados em oito temas, 11 apresentados para o conjunto do Estado e por Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos UGRHI. O Painel foi substituído pelo Relatório da qualidade ambiental (SÃO PAULO, 2014a), cuja primeira edição, de 2014, apresenta inicialmente uma caracterização socioeconômica do Estado de São Paulo e das Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos UGRHI, com a utilização de diversos indicadores, entre os quais o IPRS e o IPVS, além de informações sobre população, emprego e outras, produzidas pela Fundação Seade e por outras instituições. A publicação constitui o mais detalhado e abrangente repositório de informações ambientais sobre o Estado de São Paulo, as UGRHIs e, em muitos casos, os municípios paulistas. Entre elas, vale destacar aquelas que resultaram na produção de informações e de indicadores criados pela própria SMA ou pela Cetesb: O Programa Município Verde Azul (PMVA) da SMA: [existente] desde 2007, [que] busca envolver os municípios, os órgãos legislativos e a sociedade civil no processo de gestão ambiental local [...]. O Estado colabora tecnicamente com os municípios [...]. É importante que na esfera municipal haja a participação não só do poder executivo, mas da câmara de vereadores, das entidades civis, dos conselhos ambientais e da sociedade, ampliando a participação e o comprometimento com as questões ambientais do município. A adesão dos municípios ao PMVA ocorre com a assinatura de um Protocolo de Intenções, que propõe 10 Diretivas Ambientais, abordando questões ambientais prioritárias a serem tratadas pelo município (SÃO PAULO, 2014a, p. 72, grifo nosso). Em 2012, os temas das diretivas foram: esgoto tratado; resíduos sólidos; mata ciliar; arborização urbana; educação ambiental; cidade sustentável; uso da água; qualidade do ar; estrutura ambiental; e conselho ambiental. Indicadores associados a essas diretivas, ponderados, resultam no cálculo do Índice de Avaliação Ambiental, que traduz o desempenho dos 11. Temas: qualidade do ar; qualidade da água; saneamento ambiental; contaminação do solo; biodiversidade; mudanças climáticas; economia verde; agenda ambiental descentralizada; e fiscalização ambiental. 19

20 municípios aderentes ao programa a totalidade dos municípios paulistas, a partir já de 2009 (SÃO PAULO, 2014a, p ). Empregos Verdes: Índice calculado a partir de critérios adotados por publicação patrocinada pela OIT, que, utilizando as informações da Rais, calcula a participação de empregos nas subclasses produção e manejo florestal, geração e distribuição de energias renováveis, saneamento, gestão de resíduos e de riscos ambientais, manutenção, reparação e recuperação de produtos e materiais; transportes coletivos e alternativos ao rodoviário e aeroviário; e telecomunicações e teleatendimento. Os dados são apresentados para o total do Estado, mas em princípio acredita-se ser possível o seu cálculo desagregado por município. Pegada Ecológica: Trata-se de parâmetro simplificado que permite estimar a magnitude com que o homem se apropria do planeta (SÃO PAU- LO, 2014a, p. 82). Seu cálculo considera as quantidades consumidas pelos habitantes de determinado território, apresentando-se, ao final, o total de hectares necessário para satisfazer essas quantidades. Adotam-se, como componentes: área de terras agrícolas necessária para o fornecimento de alimentos para essa população; área de pastagens para criar e alimentar o gado; área de florestas para fornecimento de madeira, seus derivados e outros produtos não lenhosos; área urbanizada para construção de edifícios e infraestrutura; área de rios, lagos e mares para produção pesqueira; e área para absorção de carbono, emitido pelo uso de energia fóssil. Em 2012, a parceria entre o governo do Estado, a Prefeitura da capital e a organização WWF permitiu calcular a Pegada para o Estado e o Município de São Paulo. Indicador de Coleta e Tratabilidade de Esgoto do Município (ICTEM), desenvolvido em 2007 pela Cetesb, para aferir a situação dos municípios paulistas quanto ao desempenho de seus sistemas de coleta e tratamento. Este indicador tem como objetivo verificar a efetiva remoção da carga orgânica poluidora em relação à carga orgânica potencial gerada pelas populações urbanas dos municípios, sem deixar de observar outros importantes aspectos relativos ao sistema de tratamento, que vão desde a coleta, o afastamento e o tratamento dos esgotos, até a destinação dada aos lodos gerados nas estações de tratamento e os impactos causados aos corpos hídricos receptores dos efluentes (SÃO PAULO, 2014a, p ). As informações, disponíveis para 2008 a 2013, são apresentadas por UGRHI e por município (em mapa, para 2013). A relevante questão dos resíduos sólidos é avaliada por dois índices. O primeiro é o Índice de Qualidade de Aterro de Resíduos, criado pela Ce- 20

ODS 1 - Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares.

ODS 1 - Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares. ODS 1 - Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares. 1.1 Até 2030, erradicar a pobreza extrema para todas as pessoas em todos os lugares, atualmente medida como pessoas vivendo com

Leia mais

Agenda de. Desenvolvimento. Pós-2015

Agenda de. Desenvolvimento. Pós-2015 Agenda de Desenvolvimento Pós-2015 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável O INÍCIO: ANO 2000 Combate a inimigos históricos da humanidade: Pobreza e fome Desigualdade de gênero Doenças transmissíveis

Leia mais

Tratados internacionais sobre o meio ambiente

Tratados internacionais sobre o meio ambiente Tratados internacionais sobre o meio ambiente Conferência de Estocolmo 1972 Preservação ambiental X Crescimento econômico Desencadeou outras conferências e tratados Criou o Programa das Nações Unidas para

Leia mais

SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL

SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL Histórico, Significado e implicações www.danielbertoli.com Histórico Preocupações no pós-guerra (50 e 60) Discussões sobre contaminação e exaustão de recursos

Leia mais

Junho, 2015. Proposta do Observatório do Clima para a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) Brasileira

Junho, 2015. Proposta do Observatório do Clima para a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) Brasileira Proposta do Observatório do Clima para a Contribuição Nacionalmente Determinada Pretendida do Brasil Junho, 2015 Proposta do Observatório do Clima para a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) Brasileira

Leia mais

A intensificação da degradação se deu a partir da Revolução Industrial;

A intensificação da degradação se deu a partir da Revolução Industrial; AMBIENTALISMO NO MUNDO GLOBALIZADO 1 O Ano Passado 2 Degradação do meio ambiente A intensificação da degradação se deu a partir da Revolução Industrial; A mobilização da sociedade com objetivo de conter

Leia mais

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL - AGENDA 21- (MÓDULO 3) Professora: Andréa Carla Lima Rodrigues

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL - AGENDA 21- (MÓDULO 3) Professora: Andréa Carla Lima Rodrigues DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL - AGENDA 21- (MÓDULO 3) Professora: Andréa Carla Lima Rodrigues INTRODUÇÃO O desenvolvimento da sociedade De forma desordenada e sem planejamento Níveis crescentes de poluição

Leia mais

RISCOS EMERGENTES NO SETOR DE SEGUROS NO CONTEXTO DA AGENDA DE DESENVOLVIMENTO PÓS-2015

RISCOS EMERGENTES NO SETOR DE SEGUROS NO CONTEXTO DA AGENDA DE DESENVOLVIMENTO PÓS-2015 RISCOS EMERGENTES NO SETOR DE SEGUROS NO CONTEXTO DA AGENDA DE DESENVOLVIMENTO PÓS-2015 Rio+20 (2012): O Futuro que Queremos Cúpula das Nações Unidas (setembro de 2015): Agenda de Desenvolvimento Pós-2015

Leia mais

O Protocolo de Kyoto e o Mandato de Bali:

O Protocolo de Kyoto e o Mandato de Bali: Briefing A Caminho de Bali Brasília, 21 de Novembro 2007 O Protocolo de Kyoto e o Mandato de Bali: O que o mundo precisa fazer para combater as mudanças climáticas As mudanças climáticas são, sem dúvida,

Leia mais

NOSSA ASPIRAÇÃO JUNHO/2015. Visão Somos uma coalizão formada por associações

NOSSA ASPIRAÇÃO JUNHO/2015. Visão Somos uma coalizão formada por associações JUNHO/2015 NOSSA ASPIRAÇÃO Visão Somos uma coalizão formada por associações empresariais, empresas, organizações da sociedade civil e indivíduos interessados em contribuir para a promoção de uma nova economia

Leia mais

COP 21 INDC BRASILEIRA

COP 21 INDC BRASILEIRA COP 21 Vinte e três anos após a assinatura da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), a 21 a Conferência das Partes (COP21), que será realizada em Paris (entre os dias 30 novembro

Leia mais

Institui a Política Estadual Sobre Mudança do Clima - PEMC e dá outras providências.

Institui a Política Estadual Sobre Mudança do Clima - PEMC e dá outras providências. Projeto de Indicação Nº 36/2014 Institui a Política Estadual Sobre Mudança do Clima - PEMC e dá outras providências. A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO CEARÁ DECRETA: Art. 1º. Esta Lei institui a Política

Leia mais

Calendário 2015 Clima

Calendário 2015 Clima Calendário 2015 Clima 15 a 28 de Setembro - Assembléia Geral da ONU (Nova York) 70º Assembléia Geral Dia 28 de Setembro Relatório do Secretário Geral Ban Ki-Moom Principais temas: Clima e Objetivos do

Leia mais

CARTA ABERTA AO BRASIL SOBRE MUDANÇA DO CLIMA 2015

CARTA ABERTA AO BRASIL SOBRE MUDANÇA DO CLIMA 2015 ATENÇÃO: ANTES DE ASSINAR ESTA CARTA, LEIA O CONTEÚDO ATÉ O FINAL E CLIQUE NO LINK. FÓRUM DE AÇÃO EMPRESARIAL PELO CLIMA CARTA ABERTA AO BRASIL SOBRE MUDANÇA DO CLIMA 2015 O desafio da mudança do clima

Leia mais

Carta de Apresentação Documento Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura 11/06/15

Carta de Apresentação Documento Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura 11/06/15 Carta de Apresentação Documento Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura 11/06/15 Formada por associações empresariais, empresas, organizações da sociedade civil e indivíduos interessados na construção

Leia mais

MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE

MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE Sustentabilidade significa permanecer vivo. Somos mais de 7 bilhões de habitantes e chegaremos a 9 bilhões em 2050, segundo a ONU. O ambiente tem limites e é preciso fazer

Leia mais

A preparação do Brasil para a Conferência Rio+20 Sugestões para contribuições

A preparação do Brasil para a Conferência Rio+20 Sugestões para contribuições A preparação do Brasil para a Conferência Rio+20 Sugestões para contribuições I. Informações preliminares sobre a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável ( Rio+20 ) De 28 de maio

Leia mais

Curso Agenda 21. Resumo da Agenda 21. Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS

Curso Agenda 21. Resumo da Agenda 21. Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS Resumo da Agenda 21 CAPÍTULO 1 - Preâmbulo Seção I - DIMENSÕES SOCIAIS E ECONÔMICAS CAPÍTULO 2 - Cooperação internacional para acelerar o desenvolvimento sustentável dos países em desenvolvimento e políticas

Leia mais

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Prof. Claudimar Fontinele Em dois momentos a ONU reuniu nações para debater

Leia mais

Módulo 2 Panorama mundial da questão ambiental. 1. Evolução do movimento ambientalista. Décadas de 60 e 70. Década de 80.

Módulo 2 Panorama mundial da questão ambiental. 1. Evolução do movimento ambientalista. Décadas de 60 e 70. Década de 80. Módulo 2 Panorama mundial da questão ambiental 1. Evolução do movimento ambientalista Durante os últimos 30 anos tem se tornado crescente a preocupação da sociedade com a subsistência, mais precisamente

Leia mais

U.N. CONFERENCE ON SUSTAINABLE DEVELOPMENT RIO + 20. Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável

U.N. CONFERENCE ON SUSTAINABLE DEVELOPMENT RIO + 20. Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável U.N. CONFERENCE ON SUSTAINABLE DEVELOPMENT RIO + 20 Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável CONFERÊNCIA RIO+20 20 e 22 de junho de 2012 20º aniversário da Conferência das Nações

Leia mais

RELATÓRIO DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COE INSTITUTO BRASILEIRO DE PESQUISA E GESTÃO DE CARBONO CO2 ZERO

RELATÓRIO DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COE INSTITUTO BRASILEIRO DE PESQUISA E GESTÃO DE CARBONO CO2 ZERO RELATÓRIO DE COMUNICAÇÃO E ENGAJAMENTO COE INSTITUTO BRASILEIRO DE PESQUISA E GESTÃO DE CARBONO CO2 ZERO DECLARAÇÃO DE APOIO CONTÍNUO DO DIRETOR PRESIDENTE Brasília-DF, 29 de outubro de 2015 Para as partes

Leia mais

DOS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO (ODM) PARA OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (ODS)

DOS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO (ODM) PARA OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (ODS) DOS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO (ODM) PARA OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (ODS) INTRODUÇÃO A Organização das Nações Unidas (ONU) está conduzindo um amplo debate entre governos

Leia mais

QUAIS INSTRUMENTOS SÃO USADOS NO MONITORAMENTO DE PROGRAMAS SOCIAIS?

QUAIS INSTRUMENTOS SÃO USADOS NO MONITORAMENTO DE PROGRAMAS SOCIAIS? COMO SE FAZ NO BRASIL: PRINCIPAIS INSTRUMENTOS DE MONITORAMENTO DE PROGRAMAS SOCIAIS COMO SE FAZ O MONITORAMENTO? O monitoramento de programas envolve as seguintes etapas:» 1ª etapa: Coleta regular de

Leia mais

Rio de Janeiro, 26 de março de 2013. Prezados Membros do FBMC,

Rio de Janeiro, 26 de março de 2013. Prezados Membros do FBMC, Rio de Janeiro, 26 de março de 2013. Prezados Membros do FBMC, A Secretaria Executiva do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC) realizou, em 12 de março de 2013, reunião de discussão e apresentação

Leia mais

Ministério das Relações Exteriores. Declaração Conjunta Brasil-Estados Unidos sobre Mudança do Clima Washington, D.C., 30 de junho de 2015

Ministério das Relações Exteriores. Declaração Conjunta Brasil-Estados Unidos sobre Mudança do Clima Washington, D.C., 30 de junho de 2015 Ministério das Relações Exteriores Assessoria de Imprensa do Gabinete Nota nº 259 30 de junho de 2015 Declaração Conjunta Brasil-Estados Unidos sobre Mudança do Clima Washington, D.C., 30 de junho de 2015

Leia mais

Marcio Halla marcio.halla@fgv.br

Marcio Halla marcio.halla@fgv.br Marcio Halla marcio.halla@fgv.br POLÍTICAS PARA O COMBATE ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NA AMAZÔNIA Programa de Sustentabilidade Global Centro de Estudos em Sustentabilidade Fundação Getúlio Vargas Programa de

Leia mais

Inventários e monitoramento das emissões e remoções de GEE. Gustavo Luedemann Coordenação-Geral de Mudanças Globais de Clima

Inventários e monitoramento das emissões e remoções de GEE. Gustavo Luedemann Coordenação-Geral de Mudanças Globais de Clima Inventários e monitoramento das emissões e remoções de GEE Gustavo Luedemann Coordenação-Geral de Mudanças Globais de Clima HISTÓRICO UNFCCC IPCC Comunicação Nacional do Brasil Política Nacional sobre

Leia mais

Rio+20 Comitê Nacional de Organização Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio de Janeiro, 13-22 de junho de 2012

Rio+20 Comitê Nacional de Organização Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio de Janeiro, 13-22 de junho de 2012 Rio+20 Comitê Nacional de Organização Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio de Janeiro, 13-22 de junho de 2012 Rio+20: como chegamos até aqui Estocolmo 1972 Realizada há quarenta

Leia mais

AGENDA 21: Imagine... FUTURO... AGENDA 21: 1. É o principal documento da Rio-92 (Conferência ONU: Meio Ambiente e desenvolvimento Humano); 2. É a proposta mais consistente que existe de como alcançar

Leia mais

Under Strict Embargo Not for distribution or publication until 19 November, 2014, 10:01 Washington D.C. Time (EST)/15:01 GMT

Under Strict Embargo Not for distribution or publication until 19 November, 2014, 10:01 Washington D.C. Time (EST)/15:01 GMT Under Strict Embargo Not for distribution or publication until 19 November, 2014, 10:01 Washington D.C. Time (EST)/15:01 GMT NEGOCIAÇÕES FUNDAMENTAIS SOBRE MUDANÇA CLIMÁTICA CRUCIAL NOS PRÓXIMOS DIAS EM

Leia mais

Trabalho, Mudanças Climáticas e as Conferências do Clima: subsídios para as negociações da UGT na COP-21 Resumo Executivo

Trabalho, Mudanças Climáticas e as Conferências do Clima: subsídios para as negociações da UGT na COP-21 Resumo Executivo Trabalho, Mudanças Climáticas e as Conferências do Clima: subsídios para as negociações da UGT na COP-21 Resumo Executivo I Informações Gerais Impactos das Mudanças Climáticas As mudanças climáticas impõem

Leia mais

POLITICAS PARA AS MUDANÇAS CLIMATICAS

POLITICAS PARA AS MUDANÇAS CLIMATICAS IV FORUM DA TERRA POLITICAS PARA AS MUDANÇAS CLIMATICAS Denise de Mattos Gaudard SABER GLOBAL / IIDEL FIRJAN Rio de Janeiro Novembro 2011 O QUE ESTA ACONTECENDO COM NOSSO PLANETA? Demanda de Consumo de

Leia mais

Resumo Aula-tema 02: Panorama mundial e nacional mudanças climáticas e políticas públicas emergentes.

Resumo Aula-tema 02: Panorama mundial e nacional mudanças climáticas e políticas públicas emergentes. Resumo Aula-tema 02: Panorama mundial e nacional mudanças climáticas e políticas públicas emergentes. As mudanças nos ecossistemas, causadas pelo modelo de desenvolvimento econômico atual, trazem impactos

Leia mais

Presidência da República

Presidência da República Presidência da República LEI Nº 12.187, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2009. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1 o Esta Lei institui a Política

Leia mais

Brasil, Mudanças Climáticas e COP21

Brasil, Mudanças Climáticas e COP21 Brasil, Mudanças Climáticas e COP21 Carlos Rittl Secretário Executivo São Paulo, 10 de agosto de 2015 SBDIMA Sociedade Brasileira de Direito Internacional do Meio Ambiente Eventos climáticos extremos Desastres

Leia mais

MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO DAS CIDADES RESOLUÇÃO RECOMENDADA N 75, DE 02 DE JULHO DE 2009

MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO DAS CIDADES RESOLUÇÃO RECOMENDADA N 75, DE 02 DE JULHO DE 2009 DOU de 05/10/09 seção 01 nº 190 pág. 51 MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO DAS CIDADES RESOLUÇÃO RECOMENDADA N 75, DE 02 DE JULHO DE 2009 Estabelece orientações relativas à Política de Saneamento Básico e

Leia mais

Iniciativas Futuro Verde" do Japão

Iniciativas Futuro Verde do Japão 1. Compreensão Básica Iniciativas Futuro Verde" do Japão 1. Nas condições atuais, em que o mundo está enfrentando diversos problemas, como o crescimento populacional, a urbanização desordenadas, a perda

Leia mais

Política Nacional de Meio Ambiente

Política Nacional de Meio Ambiente Política Nacional de Meio Ambiente O Brasil, maior país da América Latina e quinto do mundo em área territorial, compreendendo 8.511.996 km 2, com zonas climáticas variando do trópico úmido a áreas temperadas

Leia mais

6o. Fórum Global de Parlamentares para o Habitat Rio de Janeiro - RJ, Brasil - 18 a 20 de março de 2010

6o. Fórum Global de Parlamentares para o Habitat Rio de Janeiro - RJ, Brasil - 18 a 20 de março de 2010 6o. Fórum Global de Parlamentares para o Habitat Rio de Janeiro - RJ, Brasil - 18 a 20 de março de 2010 Tema: Mudanças Climáticas Palestrante: Érika Pires Ramos Resumo. O presente ensaio pretende ser uma

Leia mais

Curso de Gestão de Águas Pluviais

Curso de Gestão de Águas Pluviais Curso de Gestão de Águas Pluviais Capítulo 4 Prof. Carlos E. M. Tucci Prof. Dr. Carlos E. M. Tucci Ministério das Cidades 1 Capítulo 4 Gestão Integrada Conceito Marcos Mundiais, Tendência e Estágio Institucional

Leia mais

Pacto Global no Brasil

Pacto Global no Brasil Pacto Global no Brasil O S E TO R E M P R ESARIAL PA R C E I R O DA S N AÇÕES U N I DA S Pacto Global das Nações Unidas Lançado em 2000 por Koffi Annan Mais de 12 mil signatários, sendo 8 mil empresas

Leia mais

Atribuições federativas nos sistemas públicos de garantia de direitos

Atribuições federativas nos sistemas públicos de garantia de direitos Atribuições federativas nos sistemas públicos de garantia de direitos Atribuições federativas nos sistemas públicos de garantia de direitos Características da Federação Brasileira Federação Desigual Federação

Leia mais

Meio Ambiente Global Conteúdo Complementar

Meio Ambiente Global Conteúdo Complementar GEOGRAFIA 1ª Série Meio Ambiente Global Conteúdo Complementar http://karlacunha.com.br/tag/charges Geografia - 1ª Série Prof. Márcio Luiz Conferência do Clube de Roma Considero que um dos documentos mais

Leia mais

Ministério da Saúde SAÚDE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: SAÚDE NA RIO + 20

Ministério da Saúde SAÚDE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: SAÚDE NA RIO + 20 Ministério da Saúde SAÚDE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: SAÚDE NA RIO + 20 INTRODUÇÃO A Organização das Nações Unidas realizará em junho de 2012, no Rio de Janeiro, a Conferência das Nações Unidas sobre

Leia mais

Fundação SEADE. www.seade.gov.br

Fundação SEADE. www.seade.gov.br Outubro de 0 N o Monitoramento das metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio ODMs Consulte A Fundação Seade disponibilizará, anualmente, as séries históricas do conjunto de indicadores dos ODMs

Leia mais

Capítulo 21 Meio Ambiente Global

Capítulo 21 Meio Ambiente Global Capítulo 21 Meio Ambiente Global http://karlacunha.com.br/tag/charges Geografia - 1ª Série Prof. Márcio Luiz Conferência do Clube de Roma Considero que um dos documentos mais importantes, em termos de

Leia mais

PROJETO DE LEI N /2009. O GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu sanciono a seguinte lei:

PROJETO DE LEI N /2009. O GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu sanciono a seguinte lei: PROJETO DE LEI N /2009 Institui a Política sobre Mudança do Clima do Estado da Bahia e dá outras providencias. O GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu sanciono

Leia mais

Contextos da Educação Ambiental frente aos desafios impostos. Núcleo de Educação Ambiental Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Contextos da Educação Ambiental frente aos desafios impostos. Núcleo de Educação Ambiental Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro Contextos da Educação Ambiental frente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas Maria Teresa de Jesus Gouveia Núcleo de Educação Ambiental Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Leia mais

Avanços e Desafios do Desenvolvimento Sustentável no Brasil

Avanços e Desafios do Desenvolvimento Sustentável no Brasil Avanços e Desafios do Desenvolvimento Sustentável no Brasil FÓRUM REGIONAL FUNDAÇÃO PERSEU ABRAMO Egon Krakhecke Local: Manaus Data: 09/05/2014 Desenvolvimento Sustentável - Conceito É o Desenvolvimento

Leia mais

(material embargado até 19.11.2015 às 10hs)

(material embargado até 19.11.2015 às 10hs) (material embargado até 19.11.2015 às 10hs) SEEG 3.0 Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estuda Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa no Brasil 1970-2014 DESTAQUES: Emissões

Leia mais

Prefeitura Municipal de Jaboticabal

Prefeitura Municipal de Jaboticabal LEI Nº 4.715, DE 22 DE SETEMBRO DE 2015 Institui a Política Municipal de estímulo à produção e ao consumo sustentáveis. RAUL JOSÉ SILVA GIRIO, Prefeito Municipal de Jaboticabal, Estado de São Paulo, no

Leia mais

POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL REDE GAZETA

POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL REDE GAZETA POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL REDE GAZETA Vitória, ES Janeiro 2010. 1ª Revisão Janeiro 2011. 2ª Revisão Janeiro 2012. POLÍTICA DE RESPONSABILIDADE SOCIAL DA REDE GAZETA IDENTIDADE CORPORATIVA Missão

Leia mais

Geografia. Professor: Jonas Rocha

Geografia. Professor: Jonas Rocha Geografia Professor: Jonas Rocha Questões Ambientais Consciência Ambiental Conferências Internacionais Problemas Ambientais Consciência Ambiental Até a década de 1970 o homem acreditava que os recursos

Leia mais

RIO+20: AVALIAÇÃO PRELIMINAR DE RESULTADOS E PERSPECTIVAS DA CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

RIO+20: AVALIAÇÃO PRELIMINAR DE RESULTADOS E PERSPECTIVAS DA CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL RIO+20: AVALIAÇÃO PRELIMINAR DE RESULTADOS E PERSPECTIVAS DA CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Carlos Henrique R. Tomé Silva 1 Durante dez dias, entre 13 e 22 de julho de

Leia mais

I - Energia - indústria de energia, indústria de manufatura, transportes, comércio, setor público, residências, agropecuária e emissões fugitivas;

I - Energia - indústria de energia, indústria de manufatura, transportes, comércio, setor público, residências, agropecuária e emissões fugitivas; Decreto Nº 43216 DE 30/09/2011 (Estadual - Rio de Janeiro) Data D.O.: 03/10/2011 Regulamenta a Lei nº 5.690, de 14 de abril de 2010, que dispõe sobre a Política Estadual sobre Mudança Global do Clima e

Leia mais

BOLETIM. Taxa de desemprego anual na RMSP é a menor em 20 anos

BOLETIM. Taxa de desemprego anual na RMSP é a menor em 20 anos A taxa média anual de desemprego, na Região Metropolitana de São Paulo RMSP, diminuiu de 11,9% para 10,5%, entre 2010 e 2011, atingindo seu menor valor nos últimos 20 anos. Essa é uma das informações divulgadas

Leia mais

Indicadores de Sustentabilidade

Indicadores de Sustentabilidade Indicadores de Sustentabilidade - A ONU e os países que possuem dados históricos e consolidados têm produzido indicadores de diversos tipos (saúde, educação, transporte, renda, produção nacional, etc.)

Leia mais

Chamada para Seleção de Artigos

Chamada para Seleção de Artigos Chamada para Seleção de Artigos 1. Contextualização: O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, responsável pelo monitoramento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, junto aos países membros

Leia mais

P.42 Programa de Educação Ambiental

P.42 Programa de Educação Ambiental ANEXO 2.2.3-1 - ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO MUNICIPAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS (PMRS) DE PARANAÍTA/MT O roteiro apresentado foi elaborado a partir do Manual de Orientação do MMA Ministério do Meio Ambiente

Leia mais

INSTITUTO INTERAMERICANO DE COOPERAÇÃO PARA A AGRICULTURA TERMO DE REFERÊNCIA Nº 007

INSTITUTO INTERAMERICANO DE COOPERAÇÃO PARA A AGRICULTURA TERMO DE REFERÊNCIA Nº 007 INSTITUTO INTERAMERICANO DE COOPERAÇÃO PARA A AGRICULTURA 1. IDENTIFICAÇÃO DA CONSULTORIA TERMO DE REFERÊNCIA Nº 007 Consultoria especializada (pessoa física) para elaborar e implantar novas metodologias

Leia mais

Capítulo 21 Meio Ambiente Global. Geografia - 1ª Série. O Tratado de Kyoto

Capítulo 21 Meio Ambiente Global. Geografia - 1ª Série. O Tratado de Kyoto Capítulo 21 Meio Ambiente Global Geografia - 1ª Série O Tratado de Kyoto Acordo na Cidade de Kyoto - Japão (Dezembro 1997): Redução global de emissões de 6 Gases do Efeito Estufa em 5,2% no período de

Leia mais

Resíduo Zero e alternativas à incineração. TATIANA BARRETO SERRA Promotora de Justiça

Resíduo Zero e alternativas à incineração. TATIANA BARRETO SERRA Promotora de Justiça Resíduo Zero e alternativas à incineração TATIANA BARRETO SERRA Promotora de Justiça SÃO PAULO 28/05/2015 Desequilíbrio: padrões de produção e consumo dos séculos XX e XXI Necessidades do consumidor Melhorias

Leia mais

Declaração Conjunta Brasil-Alemanha sobre Mudança do Clima Brasília, 20 de agosto de 2015

Declaração Conjunta Brasil-Alemanha sobre Mudança do Clima Brasília, 20 de agosto de 2015 Declaração Conjunta Brasil-Alemanha sobre Mudança do Clima Brasília, 20 de agosto de 2015 1. A Presidenta da República Federativa do Brasil, Dilma Rousseff, e a Chanceler da República Federal da Alemanha,

Leia mais

A Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro publica a seguinte lei: Capítulo I Das Disposições Preliminares

A Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro publica a seguinte lei: Capítulo I Das Disposições Preliminares Projeto de lei n. Institui a Política Estadual sobre Mudança do Clima e fixa seus princípios, objetivos, diretrizes e instrumentos. A Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro publica a seguinte

Leia mais

PROGRAMA CIDADES SUSTENTÁVEIS

PROGRAMA CIDADES SUSTENTÁVEIS PROGRAMA CIDADES SUSTENTÁVEIS 2014 1 Índice 1. Contexto... 3 2. O Programa Cidades Sustentáveis (PCS)... 3 3. Iniciativas para 2014... 5 4. Recursos Financeiros... 9 5. Contrapartidas... 9 2 1. Contexto

Leia mais

Gestão da Sustentabilidade: Políticas Publicas e Mudanças Climáticas no Estado de São Paulo

Gestão da Sustentabilidade: Políticas Publicas e Mudanças Climáticas no Estado de São Paulo Gestão da Sustentabilidade: Políticas Publicas e Mudanças Climáticas no Estado de São Paulo Fernando Rei Presidente da CETESB Sustentabilidade Conceito sistêmico relacionado com a continuidade dos aspectos

Leia mais

Profa. Margarita Ma. Dueñas O. margarita.unir@gmail.com

Profa. Margarita Ma. Dueñas O. margarita.unir@gmail.com Profa. Margarita Ma. Dueñas O. margarita.unir@gmail.com Meio ambiente é o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em

Leia mais

WWDR4 Resumo histórico

WWDR4 Resumo histórico WWDR4 Resumo histórico Os recursos hídricos do planeta estão sob pressão do crescimento rápido das demandas por água e das mudanças climáticas, diz novo Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento

Leia mais

PROJETO DE LEI. III - emissões: liberação de gases de efeito estufa ou seus precursores na atmosfera numa área específica e num período determinado;

PROJETO DE LEI. III - emissões: liberação de gases de efeito estufa ou seus precursores na atmosfera numa área específica e num período determinado; PROJETO DE LEI Institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima e dá outras providências. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1 o Esta Lei institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima, fixa seus

Leia mais

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO PROGRAMAÇÃO DO EVENTO Dia 08/08 // 09h00 12h00 PLENÁRIA Nova economia: includente, verde e responsável Nesta plenária faremos uma ampla abordagem dos temas que serão discutidos ao longo de toda a conferência.

Leia mais

Participação dos Setores Socioeconômicos nas Emissões Totais do Setor Energia

Participação dos Setores Socioeconômicos nas Emissões Totais do Setor Energia INVENTÁRIO DE EMISSÕES DE GASES DE EFEITO ESTUFA DO ESTADO DE MINAS GERAIS ANO BASE 2005 O Governo do Estado, por meio da Fundação Estadual de Meio Ambiente FEAM, entidade da Secretaria Estadual de Meio

Leia mais

Utilização sustentável dos recursos naturais

Utilização sustentável dos recursos naturais Utilização sustentável dos recursos naturais O conceito de desenvolvimento sustentável, segundo a declaração da Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente e desenvolvimento do Rio de Janeiro, em 1992, diz

Leia mais

1º SEMINÁRIO DESAFIOS DO SANEAMENTO ASSEMAE RS

1º SEMINÁRIO DESAFIOS DO SANEAMENTO ASSEMAE RS 1º SEMINÁRIO DESAFIOS DO SANEAMENTO ASSEMAE RS A sustentabilidade e a integração prática das diferentes modalidades do saneamento: água, esgoto, drenagem e resíduos sólidos Porto Alegre, 01 de dezembro

Leia mais

Gestão de Emissões de Gases de Efeito Estufa. Fabio Abdala Gerente de Sustentabilidade, ALCOA

Gestão de Emissões de Gases de Efeito Estufa. Fabio Abdala Gerente de Sustentabilidade, ALCOA Gestão de Emissões de Gases de Efeito Estufa Fabio Abdala Gerente de Sustentabilidade, ALCOA 2º. DEBATE SOBRE MINERAÇÃO TJ/PA e PUC/SP Tribunal de Justiça do Pará - Belém, 30/09/2011 Gestão Estratégica

Leia mais

O MCTI e ações relacionadas à mudança do clima

O MCTI e ações relacionadas à mudança do clima O MCTI e ações relacionadas à mudança do clima Dr. Osvaldo Moraes Diretor DEPPT/MCTI Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima Protocolo de Quioto O regime diferencia obrigações de países

Leia mais

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei: ATOS DO PODER LEGISLATIVO LEI Nº 5.690 DE 14 DE ABRIL DE 2010 INSTITUI A POLÍTICA ESTADUAL SOBRE MUDANÇA GLOBAL DO CLIMA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. O GOVERNADOR DO ESTADO DO

Leia mais

DE QUIOTO A CANCÚN A UE NA LIDERANÇA A DAS PREOCUPAÇÕES AMBIENTAIS

DE QUIOTO A CANCÚN A UE NA LIDERANÇA A DAS PREOCUPAÇÕES AMBIENTAIS DE QUIOTO A CANCÚN A UE NA LIDERANÇA A DAS PREOCUPAÇÕES AMBIENTAIS Maria da Graça a Carvalho 5ª Universidade Europa Curia,, 28 Janeiro 2012 Conteúdo da Apresentação A Convenção para as Alterações Climáticas

Leia mais

Saneamento Básico e Saúde

Saneamento Básico e Saúde Conferência Nacional de Segurança Hídrica Uberlândia - MG Saneamento Básico e Saúde Aparecido Hojaij Presidente Nacional da Assemae Sobre a Assemae A Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento

Leia mais

SÍNTESE DA COMPATIBILIZAÇÃO E ARTICULAÇÃO

SÍNTESE DA COMPATIBILIZAÇÃO E ARTICULAÇÃO SÍNTESE DA COMPATIBILIZAÇÃO E ARTICULAÇÃO Esta síntese objetiva apresentar de forma resumida o que foi produzido na fase B do plano de bacia, permitindo uma rápida leitura das principais informações sobre

Leia mais

EDUCAÇÃO EM SAÚDE AMBIENTAL:

EDUCAÇÃO EM SAÚDE AMBIENTAL: EDUCAÇÃO EM SAÚDE AMBIENTAL: AÇÃO TRANSFORMADORA IV Seminário Internacional de Engenharia de Saúde Pública Belo Horizonte Março de 2013 Quem sou eu? A que grupos pertenço? Marcia Faria Westphal Faculdade

Leia mais

Gestão Ambiental Compartilhada

Gestão Ambiental Compartilhada Ministério do Meio Ambiente Secretaria Executiva Departamento de Articulação Institucional Gestão Ambiental Compartilhada Discussão: Licenciamento Ambiental de empreendimentos e atividades com características

Leia mais

Legislação Territorial Agenda 21. Alunos: Allan Gomes Murian Rafael Di Cicco Clauber Rogério da Costa Leandro Benicio de Souza

Legislação Territorial Agenda 21. Alunos: Allan Gomes Murian Rafael Di Cicco Clauber Rogério da Costa Leandro Benicio de Souza Legislação Territorial Agenda 21 Alunos: Allan Gomes Murian Rafael Di Cicco Clauber Rogério da Costa Leandro Benicio de Souza O que é Agenda 21? Agenda 21 é um conjunto de resoluções tomadas Eco-92, que

Leia mais

ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS Conselho Interamericano de Desenvolvimento Integral (CIDI)

ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS Conselho Interamericano de Desenvolvimento Integral (CIDI) - 1 - ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS Conselho Interamericano de Desenvolvimento Integral (CIDI) ANEXO I PRIMEIRA REUNIÃO INTERAMERICANA DE MINISTROS OEA/Ser./XLIII.1 E ALTAS AUTORIDADES DE DESENVOLVIMENTO

Leia mais

Mudanças Climáticas e a atuação dos Organismos Internacionais

Mudanças Climáticas e a atuação dos Organismos Internacionais Responsabilidade Social e Meio Ambiente Tema 2: Panorama mundial e nacional - mudanças climáticas e a atuação dos organismos internacionais Autores: João Luiz de Moraes Hoëffel e Nayra de Moraes Gonçalves

Leia mais

O organizador. Thesaurus Editora 2008. Revisão: Fundação Alexandre Gusmão - FUNAG

O organizador. Thesaurus Editora 2008. Revisão: Fundação Alexandre Gusmão - FUNAG Thesaurus Editora 2008 O organizador Amado Luiz Cervo Professor emérito da Universidade de Brasília e Pesquisador Sênior do CNPq. Atua na área de relações internacionais e política exterior do Brasil,

Leia mais

MINUTA DE LEI DA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO MUNICÍPIO DE CARIACICA

MINUTA DE LEI DA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO MUNICÍPIO DE CARIACICA MINUTA DE LEI DA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO MUNICÍPIO DE CARIACICA CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 1º Fica instituída a Política Municipal de Educação Ambiental, seus objetivos, princípios

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL 4ª CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO SUB-GRUPO DE TRABALHO DE TRATADOS INTERNACIONAIS

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL 4ª CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO SUB-GRUPO DE TRABALHO DE TRATADOS INTERNACIONAIS FORMULÁRIO DESCRITIVO DA NORMA INTERNACIONAL Norma Internacional: Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas Assunto: Redução dos níveis de emissão de gases de efeito estufa na atmosfera

Leia mais

O CONGRESSO NACIONAL decreta:

O CONGRESSO NACIONAL decreta: Institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima PNMC e dá outras providências. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1º Esta Lei institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima PNMC e estabelece seus

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos 1 de 5 27/04/2012 15:33 Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 12.187, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2009. Mensagem de veto. (Vide Decreto de 15 de setembro de 2010) Institui

Leia mais

Plataforma por uma Economia Inclusiva, Verde e Responsável

Plataforma por uma Economia Inclusiva, Verde e Responsável 2 Plataforma por uma Economia Inclusiva, Verde e Responsável Fevereiro de 2011 1 2 Plataforma por uma Economia Inclusiva, Verde e Responsável 1Apresentação Esta plataforma expressa a visão e os objetivos

Leia mais

Seminário Soluções Técnicas e Financeiras para Cidades Sustentáveis Banco Mundial Brasília. 08 e 09 de Junho 2010

Seminário Soluções Técnicas e Financeiras para Cidades Sustentáveis Banco Mundial Brasília. 08 e 09 de Junho 2010 Seminário Soluções Técnicas e Financeiras para Cidades Sustentáveis Banco Mundial Brasília 08 e 09 de Junho 2010 No Programa de Governo Gestão 2009-2012 está previsto o Programa Biocidade e neste o Plano

Leia mais

Seminário Luso-Brasileiro Saúde da Comunidade Sistemas de Informação de Apoio à Decisão. Agenda21 Local pós Rio+20

Seminário Luso-Brasileiro Saúde da Comunidade Sistemas de Informação de Apoio à Decisão. Agenda21 Local pós Rio+20 Seminário Luso-Brasileiro Saúde da Comunidade Sistemas de Informação de Apoio à Decisão Agenda21 Local pós Rio+20 Lisboa, 09 de outubro de 2012. Processos de Agenda 21 Agenda 21 Local Município São Paulo

Leia mais

RETROSPECTIVA DAS AÇÕES DA REDE CLIMA DA CNI EM 2013

RETROSPECTIVA DAS AÇÕES DA REDE CLIMA DA CNI EM 2013 RETROSPECTIVA DAS AÇÕES DA REDE CLIMA DA CNI EM 2013 Cenário Nacional e Internacional De acordo com os termos do protocolo Kyoto, as nações industrializadas se comprometeriam a reduzir em 5,2% as emissões

Leia mais

LEI Nº 5.248 DE 27 DE JANEIRO DE 2011

LEI Nº 5.248 DE 27 DE JANEIRO DE 2011 LEI Nº 5.248 DE 27 DE JANEIRO DE 2011 Institui a Política Municipal sobre Mudança do Clima e Desenvolvimento Sustentável, dispõe sobre o estabelecimento de metas de redução de emissões antrópicas de gases

Leia mais

Tema Vulnerabilidade das Áreas Urbanas Painel: Heloisa Soares de Moura Costa, UFMG

Tema Vulnerabilidade das Áreas Urbanas Painel: Heloisa Soares de Moura Costa, UFMG Tema Vulnerabilidade das Áreas Urbanas Painel: Heloisa Soares de Moura Costa, UFMG 4a. Conferência Regional de Mudanças Globais São Paulo, 07 de abril de 2011 Vulnerabilidade das Áreas Urbanas Heloisa

Leia mais

Desenvolvimento e Subdesenvolvimento: O que é preciso saber para começar entender?

Desenvolvimento e Subdesenvolvimento: O que é preciso saber para começar entender? Desenvolvimento e Subdesenvolvimento: O que é preciso saber para começar entender? PIB - Produto Interno Bruto. Ele representa o montante de todas as riquezas do país, quanto maior o PIB, mais alto o nível

Leia mais

CARTA DAS ÁGUAS DO ACRE 2015

CARTA DAS ÁGUAS DO ACRE 2015 CARTA DAS ÁGUAS DO ACRE 2015 A Carta das Águas do Acre 2015 é o documento resultado do Seminário Água e Desenvolvimento Sustentável realizado pelo Governo do Estado do Acre, através da Secretaria de Estado

Leia mais