Workshop Doutoral 2 Segurança Internacional

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1 2 Seminário de Relações Internacionais: Graduação e Pósgraduação Os BRICs e as Transformações na Ordem Global 28 e 29 de agosto de 2014 João Pessoa - Paraíba Workshop Doutoral 2 Segurança Internacional SEGURANÇA AMBIENTAL INTERNACIONAL: AS AMEAÇAS AOS PAÍSES ILHAS FRENTE AOS EVENTOS DE ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS EXTREMOS Letícia Britto dos Santos Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais 1

2 RESUMO Este trabalho pretende analisar a ameaça à segurança ambiental internacional aos países ilhas frente aos eventos climáticos extremos, tais como: enchentes, aumento de chuvas, derretimento de geleiras, aumento do nível do mar ou a desertificação e a escassez de água. Esses eventos tornam vulneráveis, sobretudo, as populações mais pobres, sendo vistos como ameaça à segurança de parcelas significativas da população de algumas regiões do globo. Tendo em vista que o fenômeno das mudanças climáticas gera uma situação de incerteza e que pode ser entendida como ameaça a segurança humana no ambiente global. Dessa forma, o objetivo geral desse trabalho é discutir as medidas de adaptação e mitigação adotadas pelos países ilhas como forma de se protegerem das ameaças às mudanças climáticas globais. Tendo como objetivos específicos: identificar as políticas internalizadas nos países ilhas frente as políticas de segurança ambientais globais, analisar discursos relevantes em conferências internacionais ambientais que projetem como riscos e vulnerabilidades a população dos países ilhas, analisar a perspectiva da população frente às mudanças ambientais e as ações preventivas adotadas por estes países em relação a desertificação, a inundação e a escassez de água, que é um recurso indispensável à vida. A Justificativa da escolha dessa temática é por ser uma questão relevante para a sociedade internacional, uma vez que a construção de ameaças geram maiores incertezas e, neste caso, essas incertezas afetam a perspectiva até mesmo de existência desses Estados (alguns estudiosos acreditam que com o aumento do nível do mar, estes países poderão desaparecer). Dessa forma, contextualiza-se o histórico da temática, a fim de compreender como a questão passa a ser tratada como um problema de segurança, significando uma possível ameaça que poderia comprometer a vida humana. Como estado da arte serão analisadas as contribuições deixadas pela Escola de Copenhague, formulado um corpo de pesquisa associado principalmente aos trabalhos de Barry Buzan e OleWaever, que tem desenvolvido um instrumento relevante, chamado de Teoria da Securitização. Essa teoria destaca a natureza política do fazer segurança, desafiando a abordagem tradicional de segurança e introduz uma perspectiva social construtivista que considera o modo como os problemas são transformados em questões de segurança a fim de compreender o processo de securitização de novos temas na agenda internacional. 2

3 O conceito de segurança segundo o UNITED NATIONS DEVELOPMENT PROGRAMME (1994) era visto há muito tempo como a segurança do território contra agressões externas, a proteção dos interesses nacionais na política externa ou como uma segurança internacional que fosse ameaçada igualmente para todos os países em função, por exemplo, de uma cominação nuclear. Este conceito estava mais relacionado aos Estados- Nação do que as pessoas. Mas o conceito de Segurança Humana apresentado no Relatório de 1994 do PNUD afirma que o sistema internacional deve proteger a soberania nacional e os direitos individuais e que, portanto, o conceito de segurança deveria ser reformulado. Pois, a segurança humana é uma preocupação universal e relevante para as pessoas de todas as partes do planeta, sejam nos países ricos como nos países pobres e muitas ameaças são comuns a todos, como as ameaças ambientais. Segundo ainda o PNUD, a intensidade pode diferir de uma parte do mundo para a outra, mas as ameaças à segurança humana são reais e crescentes. Sendo assim, as mudanças climáticas podem ser consideradas como uma ameaça construída de um problema de segurança humana, tendo em vista que é uma crença causal, de ameaça ambiental, que afeta o valor de risco de sobrevivência e a qualidade de vida dos indivíduos e da humanidade. E pode ser considerado também, através da ameaça construída, como um problema de segurança ambiental e até mesmo de segurança nacional, como o caso do possível desaparecimento do território dos países - ilhas. A Escola de Copenhague utiliza também o discurso para analisar o processo pelo qual determinada questão passa a ser considerada como um problema de segurança. Para BUZAN et al (1998) a securitização é o "ato de fala". A segurança não é objeto que se refere a algo real; mas a fala, o discurso em si é o ato. (BUZAN et al., 1998). Para se estudar a securitização, é necessário estudar os discursos de securitização que o agente securitizador faz não só à sobrevivência de uma unidade, como também à prioridade de ação para conter uma ameaça à existência da unidade, sem necessariamente utilizar a palavra "segurança". O discurso de securitização não acarreta a securitização de um tema de forma automática; ele é apenas uma iniciativa de securitização que pode ser aceita ou não. A securitização só é efetivada quando o público considera legítima a demanda do agente securitizador e a ameaça é estabelecida para que se justifique a quebra das regras normais da política com vistas a contrabalançar essa ameaça. Quando um tema é securitizado, ele sai da esfera da política normal e passa para a esfera da política emergencial (BUZAN et al., 1998). 3

4 O planejamento e estratégia para lidar com os riscos e ameaças das mudanças climáticas ao longo prazo, adotando medidas de prevenção e adaptação, podem ser vistas como um aceite do discurso de segurança, que se confirma na reprodução dos discursos dos países ilhas às projeções futuras, onde a variação do aumento do nível do mar, segundo dados do IPCC, desde 1900 até 2000 foi significativa, podendo quintuplicar em apenas um século. Esses temas são tratados nas conferências internacionais ambientais como emergenciais para a proteção da vida e para a garantia das condições da sobrevivência humana. Outro fato que relata que o tema foi securitizado é a temática das mudanças climáticas ter sido levada pela primeira vez ao Conselho de Segurança em 2007 para debater suas consequências para a paz e a segurança internacional. Segundo a secretária de Relações Exteriores do Reino Unido, Margareth Beckett As mudanças climáticas se referia não à questão de segurança nacional, mas à "segurança coletiva em um mundo frágil e crescentemente interdependente", transformando assim "o modo como a comunidade internacional pensa a segurança. Dessa forma, busca-se compreender a securitização de novos temas na agenda internacional, como a temática ambiental e especificamente a questão das mudanças climáticas. Assim, cientistas, principalmente aqueles ligado ao IPCC, têm construído uma conexão causal entre as mudanças climáticas e as consequências que geram na intensificação de fenômenos naturais de alterações climáticas extremas como: a elevação dos oceanos, o derretimento das geleiras, as mudanças nos regimes de chuvas, de inundações em diversas regiões do planeta e aumento do nível do mar. A essas consequências tem sido conferido um sentido de ameaça às condições da vida dos indivíduos, que poderão ser deslocados dos seus territórios, chamados deslocados ambientais, migrando para outro país, caso as condições de vida em seu país se tornem inabitáveis em função das mudanças ambientais. Palavras - Chave: Mudanças Climáticas, Segurança epaíses Ilhas 4

5 1.1.1 Objetivo Geral - Discutir as medidas de adaptação e mitigação aos eventos climáticos extremos, adotadas pelos Países - Ilhas, como forma de proteção à ameaça das mudanças climáticas globais Objetivos Específicos - Identificar as políticas internalizadas nos Países - Ilhas frente as políticas de segurança ambientais globais; - Analisar os discursos relevantes em conferências internacionais ambientais que projetem como riscos e vulnerabilidades a população dos Países - Ilhas; -Analisar a perspectiva da população frente às mudanças ambientais e as ações preventivas, adotadas por estes países, em relação a desertificação, a inundação e a escassez de água, que é um recurso indispensável à vida. 1.2 Justificativa A temática ambiental é um tema de grande relevância para a política internacional, uma vez que um desastre natural pode afetar diversas regiões do globo e suas causas e consequências nem sempre são originadas do mesmo lugar. A relevância de estudar Relações Internacionais e Meio Ambiente é contribuir para uma maior discussão de temas que afetam a vida humana, sobretudo das regiões mais frágeis, para que sejam estimuladas a adoção de políticas de prevenção aos desastres naturais. Muitos cientistas consideram que a intensificação de alguns fenômenos naturais, tais como a elevação dos oceanos, o derretimento das geleiras, mudanças nos regimes de chuvas - maiores inundações em diversas regiões do planeta - aumento de furacões, ciclones e tufões, são consequências do aquecimento global i. (OBSERVATÓRIO DO CLIMA, 2008). De acordo com o WORLD WATER ASSESSMENT PROGRAMME da UNESCO, conforme exposto no World WaterDevelopmentReport 3 (2009), alguns cientistas afirmam que a intensificação do aquecimento global aceleraria o ciclo hidrológico global. O impacto das mudanças climáticas nos eventos climáticos extremos gera debate da questão como um problema de segurança nacional e internacional. Pois uma vez securitizada, a temática visa à proposição de mecanismos de adaptação aos riscos de forma articulada e integrada com os instrumentos de gestão. Já que as abordagens dos cientistas através de seus relatórios e dos seus estudos com as informações dos efeitos das 5

6 mudanças climáticas nos recursos hídricos começam a influenciar de forma direta e indireta os tomadores de decisões, que incorporam tais questões e o discurso securitizador em suas políticas. A adaptação é tomada para que reduza os riscos dos eventos climáticos extremos (WORLD WATER ASSESSMENT PROGRAMME, 2009). O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) possui grupos de trabalho que lidam com a mitigação das mudanças climáticas, que possam impedir as emissões de gases de efeito estufa e focam em alternativas que buscam aumentar as atividades que possam removê-los da atmosfera. Os principais setores econômicos são levados em conta, tanto no curto como no longo prazo, dentre os quais se incluem: energia, transporte, construção civil, indústrias, agricultura, silvicultura e gestão de resíduos. Analisam os custos e benefícios de diferentes abordagens de mitigação, considerando também os instrumentos e medidas políticas de cada país. (IPCC, 2012) Outro grupo de trabalho por sua vez, trata da Mitigação das mudanças climáticas, ou seja, de alternativas para enfrentamento e solução do problema agora, e portanto, trabalha com o curto prazo. Analisa as possibilidades de se reduzirem as emissões de GEE na atmosfera, focando principalmente nos setores econômicos, analisando os custos e benefícios face as políticas de cada país e elabora os Inventários Nacionais de Gases de Efeito Estufa (TFI). Dessa forma ele trata de temas emergenciais e busca o reconhecimento de tais temas como relacionados às questões de Segurança, para que se adotem ações prioritárias. Medidas que poderiam ser implementadas à curto prazo incluem: Dar maior ênfase no desenvolvimento e adaptar à tecnologias que aumentem a produtividade/eficiência baseadas nos princípios de crescimento e desenvolvimento sustentável, [...] acelerar esforços de desenvolvimento econômico nos países em desenvolvimento. Já que estes países têm em grande parte recursos econômicos baseados no uso de recursos naturais. Tais esforços ajudaria a formação de capital, como pode ser necessário para se adaptar à mudança climática, e geralmente fazem o desenvolvimento sustentável mais viável. (INTERGOVERNMENTAL PANEL ON CLIMATE CHANGE, 1990c, p. 169, versão livre) ii. As medidas de mitigação são aquelas adotadas ao curto prazo, estabelecendo umaestratégia para lidar com os riscos e as ameaças frente as mudanças climáticas. Já as medidas de adaptação são aquelas adotadas ao longo prazo, na tentativa de direcionar medidas que diminuam o grau de intervenção do homem sobre as mudanças naturais do clima, protegendo-o e garantindo a segurança ambiental. As medidas de adaptação das mudanças climáticas são específicas para cada região do planeta, pois os efeitos provocados na África, Ásia e Países - Ilhas. O IPCC enfatiza a ideia de risco, ameaça e segurança, de que é preciso tomar medidas mais urgentes de 6

7 mitigação e de adaptação para a prevenção da vida humana contra os eventos climáticos extremos. Devido a sua localização geográfica, as pequenas ilhas do Oceano Pacífico, estão mais expostas a desastres naturais relacionados à água, causados pelo possível efeito das mudanças climáticas. Vulnerabilidades e variabilidades como o aumento do nível do mar são algumas das consequências e dos desafios que esses países em desenvolvimento enfrentam, além da escassez dos recursos hídricos em função das secas e também dos problemas de inundações. Ainda não há um consenso das previsões pelos cientistas sobre as mudanças no regime de chuva desses países, mas o que é observado é que e estas mudanças afetam a disponibilidade dos recursos hídricos, embora o aumento do nível do mar possa favorecer o aumento de chuvas nas ilhas do pacífico. No meio de tantas variações extremas, cenários atuais segundo cientistas indicam que o nível do mar aumentará algo em torno de 0,2 a0,4 metros nas próximas décadas, apesar das controversas de se estes dados podem ou não ser comprovados, este revela mais um aspecto securitizador do tema. (BANCO MUNDIAL, 2000 apud WORLD WATER ASSESSMENT PROGRAMME, 2009). Como um exemplo de mitigação em algumas pequenas- ilhas como Tuvalu, que possuem muitas tempestades, a população armazena as águas das chuvas em bacias nos telhados de suas casas e este é o recurso primário para ter acesso à água potável. Por isso, em período de secas, as necessidades básicas de acesso à água ficam comprometidas e devido à escassez, o governo realiza um armazenamento de água em tanques, cobrando uma taxa para o seu fornecimento ou importando água potável de outros países, mas que normalmente são de alto custo. Em alguns casos, realizam também sistema de coleta pluvial em locais como superfícies de vias pavimentadas ou até mesmo em barris de plásticos sob a coroa de coqueiro, que armazenam grande quantidade de água da chuva ou então, substituem a água potável por água de coco. Além desses mecanismos, são realizadas dessalinização da água e reciclagem de águas utilizadas. Em períodos de secas extremas e de escassez de água, as populações migram para outras regiões/países, chamados de deslocados ambientais. Com os possíveis efeitos das mudanças climáticas, esse fenômeno tem se agravado nos países- ilhas. Sendo assim, os governantes dos países que recebem esse imigrantes, como os da Nova Zelândia, necessitam se prepararem e se adaptarem para tal situação. Dessa forma, o estudo sobre as políticas ambientais internacionais sobretudo das medidas de mitigações e adaptações adotadas pelos Países - Ilhas são de extrema importância para o contexto internacional como um todo. A viabilidade do tema e de tratamento da questão focalizada, representa grande contribuição para os estudos na área 7

8 de concentração do programa, uma vez que lida com Política Internacional, Instituições, possíveis conflitos ambientais que possam surgir e desigualdades entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento para lidarem com as consequências das mudanças climáticas. 2 ESTADO DA ARTE O campo de estudos de segurança tem se tornado um dos mais dinâmicos e contestados das Relações Internacionais nas últimas décadas (WILLIANS, 2003 apud BARBOSA, 2008). Dentre os formuladores da abordagem dos novos temas de securitização encontra-se a Escola de Copenhague, um corpo de pesquisa associado principalmente aos trabalhos de Barry Buzan e OleWaever, que tem desenvolvido um instrumento relevante, chamado de Teoria da Securitização. Essa teoria destaca a natureza política do fazer segurança, desafiando a abordagem tradicional de segurança e introduz uma perspectiva social construtivista que considera o modo como os problemas são transformados em questões de segurança. (BARBOSA, 2008) Segundo Buzan, Waever& Wild (2008), com o fim da bipolaridade após a Guerra Fria e um maior espaço para a globalização e integração dos países, advento de uma nova configuração internacional, o conceito de Segurança Internacional para as Relações Internacionais foi alargado. Deixou de basear-se somente na visão clássica realista e deu espaço para novas perspectivas do estudo de Segurança. Além da variável militar, novos fenômenos passaram a ser considerados como ameaças aos Estados e aos indivíduos, tais como: redes terroristas, crises econômicas, epidemias mundiais e variações ambientais, que são consideradas riscos globais. A agenda ampliou-se em relação à agenda tradicionalista. Com isso, o estabelecimento de uma agenda não depende somente dos esforços dos agentes; é necessário que a questão apresentada seja reconhecida como uma ameaça à segurança, pois para a Escola de Copenhague as ameaças a segurança são socialmente construídas (BUZAN, 1997). O conceito de securitização proposto pela Escola de Copenhague é baseado na perspectiva construtivista, de que o mundo social, assim como as identidades e os interesses dos agentes, é construído por estruturas e processos intersubjetivos e coletivos. Enquanto os tradicionalistas vinculam o estudo da segurança à existência de ameaças objetivas, os autores de Copenhague consideram que a securitização e os critérios para securitização são práticas intersubjetivas, por meio das quais um agente securitizador procura estabelecer socialmente a existência de uma ameaça à sobrevivência de uma unidade (BUZAN et al., 1998, p ). 8

9 A Escola de Copenhague utiliza também o discurso para analisar o processo pelo qual determinada questão passa a ser considerada como um problema de segurança. Para BUZAN et al (1998) a securitização é o "ato de fala" iii. A segurança não é objeto que se refere a algo real; mas a fala, o discurso em si é o ato. Ao dizer "segurança", um representante estatal faz referência a um acontecimento em uma área específica, e demanda um direito especial para utilizar quaisquer meios que se fizerem necessários para evitá-lo. (BUZAN et al., 1998). Assim, este possível trabalho não pretenderá discutir se os efeitos das mudanças climáticas no ciclo hidrológico são ou não reais, nem se esses efeitos geram uma ameaça real. O que se pretende é discutir como a tal questão tem sido imputado um sentido de ameaça. Para estudar a securitização, é necessário analisar os discursos de securitização que o agente securitizador faz não só à sobrevivência de uma unidade, como também à prioridade de ação para conter uma ameaça à existência da unidade, sem necessariamente utilizar a palavra "segurança". O discurso de securitização não acarreta a securitização de um tema de forma automática; ele é apenas uma iniciativa de securitização que pode ser aceita ou não. A securitização só é efetivada quando o público considera legítima a demanda do agente securitizador e a ameaça é estabelecida para que se justifique a quebra das regras normais da política com vistas a contrabalançar essa ameaça. Quando um tema é securitizado, ele sai da esfera da política normal e passa para a esfera da política emergencial (BUZAN et al., 1998). Dessa forma, busca-se compreender a securitização de novos temas na agenda internacional, como a temática ambiental e especificamente a questão das mudanças climáticas e o seu impacto nos recursos hídricos. Assim, cientistas, principalmente aqueles ligado ao IPCC, têm construído uma conexão causal entre as mudanças climáticas e as consequências que geram na intensificação de fenômenos naturais: a elevação dos oceanos, o derretimento das geleiras, as mudanças nos regimes de chuvas e de inundações em diversas regiões do planeta. A essas consequências tem sido conferido um sentido de ameaça seja às condições econômicas atuais seja à vida dos indivíduos. Por se tratar de um novo fenômeno, que segundo estudiosos, geram riscos e incerteza para as relações entre os atores no Sistema Internacional, podendo significar ainda ameaças aos indivíduos, questões como a garantia de acesso à água, necessidade de proteção contra eventos extremos inundações ou secas e também incertezas quanto à futura existência dos Países - Ilhas têm sido entendidos como temas de segurança e tratados nas conferências internacionais como emergenciais para a proteção da vida e para a garantia das condições da sobrevivência humana. 9

10 O conceito de segurança segundo o UNITED NATIONS DEVELOPMENT PROGRAMME (1994) era visto há muito tempo como a segurança do território contra agressões externas, a proteção dos interesses nacionais na política externa ou como uma segurança internacional que fosse ameaçada igualmente para todos os países em função, por exemplo, de uma cominação nuclear. Este conceito estava mais relacionado aos Estados- Nação do que as pessoas. Mas o conceito de Segurança Humana apresentado no Relatório de 1994 do PNUD afirma que o sistema internacional deve proteger a soberania nacional e os direitos individuais e que, portanto, o conceito de segurança deveria ser reformulado. Pois, a segurança humana é uma preocupação universal e relevante para as pessoas de todas as partes do planeta, sejam nos países ricos como nos países pobres e muitas ameaças são comuns a todos, como as drogas, a criminalidade, a poluição e a violação dos direitos humanos. Segundo ainda o PNUD, a intensidade pode diferir de uma parte do mundo para a outra, mas as ameaças à segurança humana são reais e crescentes. O conceito de segurança humana segundo o UNITED NATIONS DEVELOPMENT PROGRAMME (1994) é centrado nas pessoas, preocupa com a forma como as pessoas vivem em uma sociedade, se vivem em conflito ou em paz. É um termo interdependente, pois quando a segurança de pessoas está em perigo em qualquer lugar no mundo, seja por eventos naturais, terrorismo, tráfico de drogas, todas as nações podem se envolver, já que os eventos não são mais isolados nas fronteiras nacionais. O relatório afirma ainda que, a segurança humana é mais fácil de assegurar pela prevenção precoce do que pela intervenção mais tarde, é menos custoso. A lista de ameaças à segurança humana segundo PNUD (1994) é longa, mas a pode ser considerada sete categorias principais: segurança econômica, segurança alimentar, segurança da Saúde, segurança Ambiental, segurança pessoal, Comunidade de segurança e Política de segurança. A segurança humana é centrada na proteção do núcleo vital de todas as vidas humanas de forma que melhore as liberdades humanas e o seu atendimento em situações de ameaças. Deve existir à vontade e a capacidade para manter a segurança e a estabilidade da integração dos sistemas políticos, sociais, ambientais, econômicos, militares e culturais. (LIOTTA AND OWEN, 2006) A Segurança Humana é a perspectiva profunda dos estudos de segurança, com ameaça à sobrevivência de sociedades, grupos e indivíduos. Dessa forma, as mudanças climáticas podem ser consideradas como uma ameaça construída de um problema de segurança humana, tendo em vista que é uma crença causal, de ameaça ambiental, que afeta o valor de risco de sobrevivência e a qualidade de vida dos indivíduos e da humanidade. E pode ser considerado também, através da ameaça construída, como um problema de segurança ambiental, já que o discurso securitizador do tema afirma que tal 10

11 fato pode afetar ecossistemas e espécies, que envolve valores de risco como a sustentabilidade e que trata da forma de ameaça que envolve a poluição, o aquecimento global e a destruição de habitat naturais. Segundo as projeções, os países em desenvolvimento sejam eles do continente americano, africano, asiático ou no Oriente Médio, serão as regiões mais atingidas por essas mudanças climáticas. Contudo, existe um entendimento de que esses países ou regiões não são os principais causadores desse problema, uma vez que eles foram gerados pelos países desenvolvidos, que tiveram, desde a Revolução Industrial, uma grande emissão de gases de efeito estufa pela modernização de suas máquinas e indústrias. (OBSERVATÓRIO DO CLIMA, 2008) BUZAN & WEAVER (2009) consideram a aliança AOSIS dos pequenos Estados insulares ameaçados pela elevação dos mares, como uma ordem existente e um universalismo de ameaça física que pode operar no nível sub global, criando uma possibilidade semelhante de unir um subconjunto de atores contra alguma ameaça comumente realizada. O planejamento e estratégia para lidar com os riscos e ameaças das mudanças climáticas ao longo prazo, adotando medidas de prevenção e adaptação, podem ser vistas como um aceite desse discurso de segurança. A temática das mudanças climáticas foi levada pela primeira vez ao Conselho de Segurança em 2007 para debater suas consequências para a paz e a segurança internacional. Segundo a secretária de Relações Exteriores do Reino Unido, Margareth Beckett As mudanças climáticas se referia não à questão de segurança nacional, mas à "segurança coletiva em um mundo frágil e crescentemente interdependente", transformando assim "o modo como a comunidade internacional pensa a segurança. 3 METODOLOGIA Para realizar os objetivos propostos neste trabalho, a metodologia adotada consiste em analisar dados quantitativos e qualitativos (BERICAT, 1998) das medidas de adaptação e mitigação dos eventos climáticos extremos nos Países - Ilhas. Será realizada a pesquisa documental iv de fontes primárias que visa: (...) acrescentar a dimensão do tempo à compreensão do social, a observação do processo de maturação ou de evolução de indivíduos, grupos, conceitos, conhecimentos, comportamentos, mentalidades, práticas, entre outros. (...) (SILVA et all, 2009 apud CELLARD, 2008). 11

12 Essa pesquisa documental será realizada nos sites oficiais das Organizações Internacionais relacionadas à temática, grupos de trabalhos dos Países - Ilhas (como a Aliança dos Pequenos Estados Insulares(AOSIS), o Centro de Mudanças Climáticas da Comunidade do Caribe v (CCCCC) e o Grupo Africano, Caribenho e do Pacífico vi, conferências internacionais sobre o tema, que tratam o tema de Adaptação as Mudanças Climáticas e redução de risco de desastres nos países em desenvolvimento das Pequenas- Ilhas. Estes países se aliaram por compartilharem desafios e preocupações quanto ao desenvolvimento ambiental, devido às fragilidades a desastres ambientais, especialmente em função da vulnerabilidade aos efeitos das mudanças climáticas alertadas pelo IPCC. Possuem também semelhanças geográficas e demográficas como, por exemplo, uma população pequena, falta de recursos de transporte, distanciamento e dependência do comércio internacional, dentre outras. Estes já possuem grupos temáticos para tratar do tema, como Dessa forma, estes países se organizaram em um grupo para que, no âmbito do Regime Internacional de Mudanças Climáticas e nas reuniões de negociações anuais das Conferências das Partes, tivessem voz e fossem ouvidos pela sociedade internacional. Já que, por serem países com poucas capabilities, com poucos recursos financeiros, políticos e com baixo poder de influência no sistema internacional, teriam dificuldades para se fazer ouvir nesse cenário. Estes Estados funcionam basicamente como um lobby ad hoc, pressionando os demais Estados dentro do Regime Internacional de Mudanças Climáticas e sendo a voz de negociação dos pequenos Estados insulares em desenvolvimento, SmallIslandDevelopingStates (SIDS), dentro do sistema das Nações Unidas. (ALLIANCE OF SMALL ISLAND STATES, 2013). Serão também analisados os relatórios do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, que abrange cientistas de todo o mundo e que fazem as projeções sobre esse tema (analisando as projeções dos eventos climáticos extremos, como aumento do nível do mar, aumento das precipitações, dentre outros) Uma metodologia importante a ser aplicada neste trabalho será a análise de discurso dos atores que ainda serão identificados como responsáveis pela internalização das políticas internacionais nos Países - Ilhas quanto as ameaças dos eventos extremos de mudanças climáticas. Essa etapa do trabalho será importante pois a análise do discurso envolve algo mais do que saber o que se fala, envolve saber quem fala, para quem fala, como falam e para que falam, pois o discurso pode ter inúmeras funções e significados. Serão também realizada a revisão bibliográfica das teorias de segurança internacional, assim como da securitização dos novos fenômenos, do conceito de segurança 12

13 humana apresentado no relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o qual afirma que o sistema internacional deve proteger a soberania nacional e os direitos individuais. Por último, será realizado um trabalho de campo em um dos Países - Ilhas que houver uma medida de adaptação e mitigação pertinente aos fenômenos extremos de mudanças climáticas. Serão feitas entrevistas com as pessoas envolvidas nestas políticas e ações. Será utilizada a metodologia do relato de experiência, coletando os depoimentos e registros de situações e casos que ocorreram na implementação de um determinado projeto ou programa em uma situação de risco. Como se trata de um trabalho que está em construção, ainda não há conclusões. Portanto, a metodologia aqui apresentada só será concluída após o término desse trabalho. REFERÊNCIAS BARBOSA, Luciana Mendes. Explorando a Construção de Ameaças: A securitização das mudanças climáticas no sistema internacional. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, BUZAN, Barry. Rethinking Security After The Cold War. Cooperation and Conflict, v.32, n.1, p. 5-28, 1997.,Barry; WAEVER, Ole; WILDE, Jaap de. Security: A New Framework for Analysis. Lynne Rienner Publishers Inc, 1998., WAEVER, Ole.Macrosecuritisation and security constellations: reconsidering scale in securitisation theory. ReviewofInternationalStudies, v. 35, n. 2, p , DAGNINO, Ricardo de Sampaio; JUNIOR, Salvador Carpi. Risco Ambiental: Conceitos e Aplicações. Climatologia e Estudos da Paisagem Rio Claro- Vol.2- n.2- Julho/ Dezembro/ 2007, p. 50. EITERER, Luiz Henrique Eiterer. O método da análise de Discurso, Disponível em: <http://lheiterer.blogspot.com.br/2008/07/o-mtodo-da-anlise-do-discurso.html> Acesso em: 30 de Julho de KEOHANE, Robert O.; NYE, Joseph S. Power and interdependence. Boston: Scott, Foresman and Company, 2001 LIOTTA AND OWEN, Taylor.Why Human Security? The Whitehead Journal of Diplomacy and International Relations.Winter/Spring Disponível em: Acesso em 30 de Maio de 2012 OBSERVATÓRIO DO CLIMA. Redes Brasileiras de ONGs e Movimentos Sociais em Mudanças Climáticas. Disponível em: <www.oc.org.br> Acesso 20 de Agosto de Brasília,

14 QUINN, Zachary E. Responding to Impacts of Climate Change on Water Resources.Nova Science Publisher, Inc. New York, SILVA, Jackson Ronie Sá; ALMEIDA, Cristovão Domingos; GUINDANI, Joel Felipe. Pesquisa documental: pistas teóricas e metodológicas. Revista Brasileira de História & Ciências Sociais, Ano I - Número I - Julho de 2009 UNITED NATIONS DEVELOPMENT PROGRAMME.Human Development Report, New Dimensions of Human Security.New York: Oxford University Press, Disponível em: <http://hdr.undp.org/en/reports/global/hdr1994/chapters/> Acesso 30 de Maio de WORLD WATER ASSESSMENT PROGRAMME.The United Nations World Water Development Report 3: Water in a Changing World. Paris: UNESCO (The United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization and London: Earthscan, WORLD WATER ASSESSMENT PROGRAMME.The United Nations World Water Development Report 3. Case Studies Volume: Facing the Challenges. Paris: UNESCO (The United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization and London: Earthscan, Notas: i Definido pelo IPCC- Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas- como um aumento da temperatura global que se vem observando nos últimos 150 anos em função do aumento dos gases de efeito estufa na atmosfera. ii Measures that could be implemented in the short term include: Increased emphasis on the development and adaptation of technologies which may increase the productivity or efficiency, consistent with the principles of sustainable growth and development, acceleration of economic development efforts in developing countries. Because these countries have largely resources based economics efforts improving natural. Such efforts would help formation of such capital as may be necessary to adapt to climate change, and generally make sustainable and development more feasible. iii Versão livre de speech-act iv Entende-se por documento: documento: 1. declaração escrita, oficialmente reconhecida, que serve de prova de um acontecimento, fato ou estado; 2. qualquer objeto que comprove, elucide, prove ou registre um fato, acontecimento; 3. arquivo de dados gerado por processadores de texto (SILVA, 2009 apud HOUAISS, 2008: 260). 14

15 v Tradução livre de: CaribbeanComunityClimateChange Centre. Para mais informações, ver em: <http://www.caribbeanclimate.bz/> vi Tradução livre de The African, Caribbeana and Pacific Group os States.Verem: <http://www.acp.int/> 15

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