UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental PAULA MORAES PEREIRA IMPLEMENTAÇÃO DE UMA ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL NA BAÍA DE SEPETIBA, RIO DE JANEIRO : EDUCAÇÃO PARA O AMBIENTE Dissertação apresentada ao Cursos de Pós- Graduação em Ciência Ambiental da Universidade Federal Fluminense, como requisito parcial para obtenção do Grau de Mestre. Orientador : Profª. Drª. TANIA GUIMARÃES SANTA-RITA -Orientador : Prof. Dr. MAURO CELIO VIANA NITERÓI 1999

2 ii UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental PAULA MORAES PEREIRA IMPLEMENTAÇÃO DE UMA ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL NA BAÍA DE SEPETIBA, RIO DE JANEIRO: EDUCAÇÃO PARA O AMBIENTE Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado em Ciência Ambiental da Universidade Federal Fluminense como requisito parcial para obtenção do Grau de Mestre em Ciência Ambiental. Aprovada em 02 de março de BANCA EXAMINADORA Profª. Drª. Selene de Souza Carvalho Herculano dos Santos Universidade Federal Fluminense Prof. Dr. Acacio Geraldo de Carvalho Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Profª. Drª. Cacilda Nascimento de Carvalho Universidade Federal Fluminense Niterói 1999

3 iii Pereira, Paula Moraes Implementação de uma Área de Proteção Ambiental na Baía de Sepetiba: Educação para o Ambiente./Paula Moraes Pereira.- Niterói : [s.n.], f. Dissertação (Mestrado em Ciência Ambiental )- Universidade Federal Fluminense,1999. Bibliografia : f Meio Ambiente. 2. Educação Ambiental. I. Título

4 iv AGRADECIMENTOS Aos meus Orientadores, Tania G. Santa-Rita e Célio Mauro Viana, pelo incentivo, apoio e luta pelo curso Ciência Ambiental da Universidade Federal Fluminense (UFF); Aos Professores da UFF José Augusto Drummond, Edson B. Motta Barros, Selene Herculano e Cacilda Nascimento de Carvalho e ao Professor Acacio Geraldo de Carvalho da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFFRJ) pelas contribuições; Ao Programa de Cooperação Científica da Cidade do Rio de Janeiro, pela Bolsa de Estudos modalidade Mestrado 96/97, que possibilitou o trabalho de pesquisa; A Patrícia Figueiredo de Castro da Secretaria Municipal de Meio Ambiental da Cidade do Rio de Janeiro por informações sobre a região, acesso aos trabalhos desenvolvidos pela Prefeitura e contatos com pessoas interessadas na questão; Ao Sr. Gilberto Sales e ao Sr. Moacir Arruda Bueno do IBAMA Brasília pelos trabalhos enviados sobre unidades de conservação, sugestões e apoio com dados atualizados; A D. Gloria da Associação de Moradores Bela Brisa (gestão 96/97) e Ariane Luna Peixoto da Associação Guaratibana de Ecologia pelas informações sobre a área; Aos Diretores Arlete Silva e José Mauro da Silva, aos professores Carlos Santos e José Mauro Pinto e aos alunos das turmas participantes pela colaboração nas atividades realizadas dentro e fora da escola; Aos moradores das Ruas Maestro Deozílio e Damolândia que colaboraram na investigação na comunidade; A Claudia Andréa Lafayette Pinto, geógrafa, pela confecção do mapa da área estudada.

5 v SUMÁRIO AGRADECIMENTOS EPÍGRAFE LISTA DE ILUSTRAÇÕES LISTA DE TABELAS LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E SÍMBOLOS RESUMO ABSTRACT iii iv vii viii ix xi xii 1. INTRODUÇÃO 1 2. REVISÃO DA LITERATURA 2.1 Histórico das Unidades de Conservação Unidades de Conservação Brasileiras Áreas de Proteção Ambiental Educação para o ambiente MATERIAL E MÉTODOS 3.1 Área de estudo - baía de Sepetiba Levantamento de dados Abordagem no espaço escolar Atuação junto à comunidade RESULTADOS E DISCUSSÃO 4.1. Organização do mapa mental da comunidade escolar Docentes das escolas A e B Alunos da escola A Alunos da escola B 83

6 vi 4.2. Levantamento da percepção dos moradores em relação a região CONCLUSÕES REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 100 APÊNDICES Apêndice 1: Questionário aplicado aos professores 117 Apêndice 1: Avaliação formativa dos alunos 117 Apêndice 2: Questionário aplicado aos moradores 118 ANEXOS Anexo 1 : Dados de habitação popular da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, contidas na bacia contribuinte da baía de Sepetiba 120 Anexo 2: Dados de saneamento básico, em percentuais de domicílios atendidos, da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, contidos na bacia contribuinte da baía de Sepetiba 121 Anexo 3: Urna dos Índios é peça de valor: O Globo (1972) 122 Anexo 4: Urna indígena que pode ter mil anos encontrada no Rio. Jornal do Brasil (1972) 123

7 Es necesario exigir a todo investigador en cualquier campo de la ciencia, que demuestre a la sociedad que su trabajo tiene valor para ella, tanto como lo tiene para él, por el hecho de satisfacer su placer personal, si espera que la sociedad le preste ayuda ( Robert A. Milikan - Prêmio Nobel de Física) vii

8 viii LISTA DE ILUSTRAÇÕES Pág. Fig. 1 : Mapa do Estado do Rio de Janeiro ressaltando a baía de Sepetiba 51 Fig. 2 : Mapa da baixada Sepetiba Guaratiba 52 Fig. 3 : Croqui da APA das Brisas 52 Fig. 4 : Zoneamento da APA das Brisas, proposto em Fig. 5 : Trabalho de campo 63 Fig. 6 : Desenho de aluno da Escola A mostrando o culto afro-brasileiro 75 Fig. 7 : Mapa de aluno da Escola A mostrando a praia da Brisa 78 Fig.8 : Lixo na APA das Brisas 85 Fig. 9 : Área de manguezal de interesse especial no Estado do Rio de Janeiro 89 Fig. 10 : Sinalização da APA das Brisas 91

9 ix LISTA DE TABELAS Pág. Tabela 1 - Dados sobre Unidades de Conservação na América Latina 10 Tabela 2 - Categorias de Unidades de Conservação e Diretorias do IBAMA / Tabela 3 - Áreas de Proteção Ambiental sob administração federal até Tabela 4 - Áreas de Proteção Ambiental da cidade do Rio de Janeiro 36 Tabela 5 - Áreas de Proteção do Ambiente Cultural APAC 37 Tabela 6 - Distribuição dos professores entrevistados quanto a disciplina que lecionavam em Tabela 7 - Distribuição dos professores entrevistados quanto ao local de residência. 70 Tabela 8 - Descrição da área feita pelos professores das Escolas A e B 70 Tabela 9 - Tempo de residência na área dos entrevistados 88

10 x LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E SÍMBOLOS APA - Área de Proteção Ambiental APAC - Área de Proteção Ambiental e Cultural APEDEMA - Assembléia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente ARIE - Área de Relevante Interesse Ecológico CECA - Comissão Estadual de Controle Ambiental CONEMA - Conselho Estadual de Meio Ambiente DEVIS - Departamento de Vida Silvestre DEUC - Departamento de Unidades de Conservação DEREF - Departamento de Recursos Florestais DNOS - Departamento Nacional de Obras e Saneamento EE - Estação Ecológica FEEMA - Fundação Estadual de Engenharia e Meio Ambiente FLONA - Floresta Nacional IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBDF- Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal IPARDES - Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais IUPN - União Internacional para a Proteção da Natureza OIPN - Escritório Internacional para a Proteção da Natureza ONU- Organização da Nações Unidas PNUMA - Programa Nações Unidas para o Meio Ambiente PRONEA - Programa Nacional de Educação Ambiental PN - Parque Nacional

11 xi RPPN - Reserva Particular do Patrimônio Nacional RB - Reserva Biológica RE - Reserva Ecológica SEMA - Secretaria Especial do Meio Ambiente SERLA - Superintendência Estadual de Rios e Lagoas SNUC - Sistema Nacional de Unidades de Conservação UC - Unidade de Conservação UNEP- United Nations Environment Program UNESCO - Organização das Nações Unidas para Educação Ciência e Cultura WWF- Fundo Mundial para a Natureza

12 xii RESUMO Esta pesquisa teve como objetivo avaliar a relação de uma comunidade situada às margens da baía de Sepetiba com uma unidade de conservação denominada Área de Proteção Ambiental das Brisas (APA das Brisas). Esta categoria de unidade tem como idéia básica utilizar o zoneamento e o gerenciamento adequados para orientar as atividades produtivas, possibilitando assim a conservação dos recursos. Para a implementação de uma APA é necessário a delimitação de parâmetros sócio-ambientais e o desenvolvimento de atividades educativas. A Área de Proteção Ambiental das Brisas foi criada em Embora os terrenos sejam privados, é administrada pela Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. O planejamento de ações educativas em duas escolas vizinhas (dezoito professores e setenta e dois alunos ) e um levantamento de dados junto a treze moradores da APA fizeram parte da metodologia de investigação. As atividades como trabalhos de campo, confecção de mapas, leituras de textos e debates foram realizadas nas disciplinas Ciências e Matemática e envolveram alunos da 6ª e 7ª séries do ensino fundamental. A ação na escola demonstrou que as unidades de conservação podem ser utilizadas para o desenvolvimento de temas ambientais articulados às disciplinas formais, e com isso desenvolvendo o conceito de cidadania. Os dados obtidos revelaram que a comunidade não tem conhecimento da APA, mas mostraram também que a atuação das Associações de Moradores e da Prefeitura pode mudar este quadro.

13 xiii ABSTRACT This research aims to evaluate the relationship between the community that lives on the shores of baia de Sepetiba and conservation unit called Environmental Protection Area ( APA das Brisas). The conservation unit s main purpose is to use environmental planning for productive activities, to allow for natural resources conservation. It is necessary to know the social environmental pattern of the community and perform educational activities to implement the unit. The area is privately owned but is overseen by a local authority from Rio de Janeiro City Hall. The activities were held in two public schools, in math and sciences classes with seventy-two students of sixth and seventh grades. Data obtained in schools showed that protected areas are a topic that can be used as environmental sources by teachers to help the discussion about citizenship. The data collected in the local community showed that they did not know the conservation unit, but that neighborhood associations and the administration staff of Rio de Janeiro City Hall could work together to change this scenario.

14 1 1. INTRODUÇÃO O estudo em pauta foi realizado como requisito para obtenção do grau de Mestre em Ciência Ambiental da Universidade Federal Fluminense onde se discutiu questões relativas a importância da educação para a implementação de uma Área de Proteção Ambiental da baía de Sepetiba. Esta dissertação é um relatório crítico de uma experiência de trabalho em educação ambiental e tem a finalidade de contribuir para a discussão sobre as unidades de conservação através da descrição de uma investigação realizada em uma comunidade que abriga uma área de proteção ambiental. Em muitos locais, pesquisas relacionadas ao ambiente e às suas comunidades podem tornar-se importantes quando trazem subsídios para um planejamento adequado e consequentemente, uma melhoria da qualidade de vida local. Nesta perspectiva, a tese a ser defendida define-se como uma proposta em educação para o ambiente como forma de auxiliar a implementação de unidades de conservação de uso direto (APA). As Áreas de Proteção Ambiental (APAs) integram a Política Nacional de Meio Ambiente e têm por finalidade assegurar o bem estar das populações, conservar e melhorar as condições ecológicas locais, diferindo de outras unidades pelo caráter de promover a regulamentação das atividades humanas, sem alterar a dominialidade dos imóveis nela inseridos (IPARDES, 1995).

15 2 A estratégia de pesquisa se baseou na análise do discurso resgatado, para se explicitar o mapa mental, ou seja, a percepção que a população escolar e não escolar tinha do ambiente de estudo. O mapa mental (mapa falante) ajuda a recriar objetivamente o processo e a realidade de uma região. Ele ajuda a recriar objetivamente o processo e a realidade de um povoado (Lessa, 1990; Maroti e Santos,1997). Foram entrevistados dezoito professores do ensino fundamental de duas escolas municipais vizinhas à APA, setenta e dois alunos da sexta e sétima séries das mesmas escolas e treze moradores da APA. Todas as ações desenvolvidas para escrever esta dissertação foram subsidiadas pela pesquisa qualitativa e pela pesquisa - ação. Segundo Minayo (1996), a pesquisa qualitativa é aquela que busca o aprofundamento e a abrangência da compreensão de um tópico, seja ele de um grupo social, de uma organização, de uma instituição, de uma política ou de uma representação. A pesquisa - ação é uma pesquisa social realizada em estrita associação com uma ação ou uma resolução de problema coletivo e no qual os participantes estão envolvidos de forma cooperativa (Thiollent,1992). Quando as entrevistas foram elaboradas, a preocupação maior era oferecer uma oportunidade para a comunidade escolar avaliar a realidade do bairro através de um aspecto inicial, que era a APA, mas com o objetivo de discutir também os aspectos históricos, sociais e econômicos da área. A área escolhida para o trabalho foi a Área de Proteção Ambiental das Brisas (APA), situada às margens da baía de Sepetiba, no bairro de Guaratiba, no Rio de Janeiro. Esta área foi criada pela lei n.º 1918 de 5 de outubro de 1992 (Rio de Janeiro,1992), e seu zoneamento econômico - ecológico foi proposto pela Gerência de Estudos e Projetos Ambientais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente da Cidade

16 3 do Rio de Janeiro em 1995 (SMAC, 1995). Este zoneamento ainda não foi regulamentado em A baía de Sepetiba possui diferentes áreas, com grande diversidade biológica, mangues e restingas, que são reconhecidamente importantes para os ecossistemas costeiros (Fundação Instituto Estadual de Florestas, 1989; Souza e Ferreira,1990; Begossi,1991; Costa,1992; Maximiliano,1993). Segundo Kneip (1987) a região de Guaratiba apresenta ainda um sítio arqueológico de grande valor, onde vários sambaquis e objetos indígenas foram encontrados (anexos 3 e 4 deste trabalho). Esta unidade de conservação (UC) está em uma área localizada na transição da área rural e urbana do município do Rio de Janeiro. Esta dissertação foi dividida em capítulos que se seguem a esta introdução. O segundo capítulo foi dividido em quatro partes : a primeira descreve o histórico e os marcos conceituais relacionados às unidades de conservação; a segunda, comenta sobre como o País, o Estado e o Município do Rio de Janeiro administram as diferentes categorias de unidades de conservação (UC); a terceira parte aborda a administração das Áreas de Proteção Ambiental e a quarta contém um breve histórico da educação para o ambiente em unidades de conservação e no ensino formal. O terceiro capítulo se refere à área estudada, a baía de Sepetiba e o entorno da APA das Brisas, e sua ocupação humana; descreve-se também a metodologia da pesquisa, a análise de mapas mentais da comunidade e os procedimentos utilizados para a realização do planejamento, execução e avaliação das atividades na escola, além da montagem e aplicação das entrevistas com professores e moradores da região sobre as percepções relativas à APA das Brisas. O quarto capítulo apresenta os resultados dos levantamentos obtidos tanto na escola quanto na comunidade e a discussão sobre a implementação da unidade de conservação no local. O quinto capítulo é composto pelas conclusões deste estudo. As referências bibliográficas, os apêndices e os anexos

17 4 formam as sessões finais do texto. O objetivo geral do presente trabalho foi identificar a percepção de grupos sócio - culturais (professores e alunos de duas escolas municipais de ensino fundamental vizinhas à APA e moradores do entorno) em relação a APA das Brisas visando contribuir para a implementação e gerenciamento da mesma. Além disso foram planejadas e executadas, no espaço escolar, ações voltadas à educação para o ambiente tendo como referencial a APA e a região.

18 5 2. REVISÃO DA LITERATURA 2.1 HISTÓRICO DAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO A idéia de separar áreas intocáveis para a proteção de exemplares da natureza começou a ser discutida no início do século XIX. Foi neste período que começaram a surgir as três principais linhas que caracterizaram o ecologismo * : a conservação da natureza, o biologismo social e a sacralização objetiva de uma natureza mística (Acot, 1994). Entretanto, desde o aparecimento da espécie humana, há aproximadamente anos, nossas ações vêm alterando os ecossistemas naturais em escala crescente ao longo do tempo. Uma maneira de amenizar a destruição dos ecossistemas seria a criação de áreas protegidas. Na Inglaterra do século XVIII, de acordo com levantamentos feitos por McCormick (1992) sobre o ambientalismo, a história natural tornou-se um passatempo popular vitoriano e o estudo da natureza era, em si mesmo, um ato de devoção. O ambientalismo britânico tinha, assim, a preocupação com a preservação dos espaços para amenidades, particularmente as áreas verdes urbanas. Com isso foi criada, em 1865, uma organização chamada Common Society que tinha o objetivo de comprar terras para transformá-las em parques. Nem sempre os locais escolhidos tinham * O ecologismo propõe um sistema de valores pós-materialistas calcado no equilíbrio ecológico, na justiça social, na não-violência e na solidariedade com as futuras gerações. (Leis e Viola apud Mattos, 1997)

19 6 exemplares importantes da fauna e flora. Ainda que a primeira reserva criada pelo governo britânico, a de Norfolk Broads, tenha sido criada em 1888, somente depois da Segunda Guerra Mundial a idéia de proteção do habitat ganhou apoio amplo na Grã- Bretanha. O National Trust foi uma organização que adquiriu propriedades para a preservação e por volta de 1910 contava com 13 áreas de interesse natural entre suas aquisições. Já naquela época eram contestadas as formas aleatórias dessas compras. Não apenas na Europa, mas em diferentes partes do mundo foram criadas áreas para a preservação de ambientes naturais ou para o lazer. Na Austrália o governo criou, a partir de 1860, áreas de lazer público e parques nacionais. Na África, o histórico de preservação está ligado à colonização pelos britânicos. As reservas criadas pelo Reino Unido na África Oriental, por volta de 1890, eram direcionadas para a caça, tendo a Convenção sobre Preservação de Fauna e Flora em seu Estado Natural garantido a criação de áreas protegidas, de modo a diminuir as ameaças à vida selvagem (McCormick, 1992). Em 1870, um grupo de exploradores norte-americanos recomendou que fosse protegida a parte superior do Rio Yellowstone. Em 1872 foi criado o Parque Nacional de Yellowstone, no estado de Wyoming, ao norte das Montanhas Rochosas, no centro-oeste americano, sendo este o marco inicial da proteção de ecossistemas intactos. Até 1899, segundo Acot (1994), foram criados nos Estados Unidos, mais quatro parques: Yosemite e Sequoia,(Califórnia), General Grant, (Virginia) e o Monte Rainier,(Washington). Assim, parece que, com o passar do tempo, aumentou o interesse pela proteção da natureza, pois crescia a ameaça de catástrofes ecológicas. Em 1909, os europeus, preocupados com esta questão, se reuniram no Congresso Internacional para a Proteção da Natureza, em Paris, e propuseram a idéia de um organismo internacional de proteção da natureza. Em 1913, em Berna, foi assinado a Ato de Fundação da

20 7 Comissão Consultiva para a Proteção Internacional da Natureza. Com a 1ª Guerra Mundial, essa organização perdeu sua força. Em 1928, o holandês P.G. Van Tienhoven recebeu apoio para montar um escritório de coordenação internacional, com apoio holandês, que em 1934 recebeu a denominação de L Office International pour la Protection de la Nature (OIPN). Infelizmente, a falta de uma autoridade internacionalmente importante contribuiu para o fracasso dessa organização. De 1940 a 1947 esse organismo manteve um funcionamento de rotina e elaborou um relatório sobre as atividade relacionadas à vida selvagem durante o período da guerra. Em 1946, foi criada a UNESCO para promover a cooperação internacional na educação, ciência e cultura. Ela não estava relacionada com a OIPN e seu único envolvimento oficial com as ciências naturais estava na promoção da educação e do intercâmbio científico. A partir de uma conferência em Paris, em 1948, um pequeno grupo preocupado com a questão ambiental conseguiu estabelecer a União Internacional para a Proteção da Natureza (IUPN) com o objetivo voltado para a preservação da vida selvagem e do ambiente natural. Em 1956, esta organização mudou o nome para União Internacional para a Conservação da Natureza e dos seus Recursos (IUCN), com a missão de conservar e pesquisar as áreas úmidas e compor regras para a criação e administração de parques e reservas no mundo inteiro (McCormick, 1992). Em 1962, aconteceu a I Conferência Mundial sobre Parques Nacionais, em Seattle (EUA), com a preocupação de se estabelecer uma coordenação, de caráter internacional, visando o planejamento e coordenação de pesquisas científicas com base interdisciplinar e a proteção dos ambientes marinhos.

21 8 Duas grandes conferências marcaram a discussão em torno da questão ambiental, nos anos 60/70: a Conferência da Biosfera (Paris, 1968) e a Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano (Estocolmo, 1972). Na Conferência da Biosfera conclui-se que o uso e a conservação racional do meio ambiente humano e unidades de conservação dependiam de questões científicas, políticas, sociais e econômicas. A Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano foi uma reunião importantíssima para o desenvolvimento do ambientalismo internacional e para o crescimento da discussão em torno da questão ambiental. Durante essa reunião foi elaborada e aprovada a Declaração sobre o Ambiente Humano com o objetivo de estabelecer uma visão global e princípios comuns, que servissem de inspiração e orientação à humanidade, para melhoria do ambiente (Brito,1995; Ramos,1996). Após a Conferência foi a criada a UNEP (United Nations Environment Programme) com o objetivo de coordenar as ações da Organização das Nações Unidas voltadas para o meio ambiente. O UNEP possui escritórios regionais nos diferentes continentes e na região da América Latina e Caribe é denominado de Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e está localizado na cidade do México. Esse programa reconhece o ambiente como totalidade, isto é, não pode ser compartimentalizado. Uma das mais importantes funções dele é promover e divulgar informações sobre o meio ambiente. Como desdobramento da Conferência de 1972, a IUCN / PNUMA / WWF apresentaram, em 1980, a Estratégia Mundial para a Conservação. Esse texto relatava os problemas ambientais mais importantes e buscava auxiliar na conquista do desenvolvimento sustentável, através da conservação dos recursos vivos. Segundo Fonseca, Pinto e Rylands (1997), a partir do III Congresso Mundial de Parques, realizado em Bali, Indonésia, em 1982, começou a ser discutida a importância da expansão do número de áreas protegidas no mundo como uma estratégia vital para a conservação dos recursos naturais do planeta. A partir desse Congresso se intensificaram as preocupações, de forma mais clara, com as relações entre o homem e

22 9 a área natural protegida (Brito,1995). O conceito de unidade de conservação sofreu modificações ao longo do tempo. As novas idéias e sugestões foram surgindo de acordo com as mudanças ocorridas com os aspectos sócio - históricos e culturais. Até 1991, o governo federal protegia os seguintes remanescentes dos biomas : A Amazônia, com uma área de hectares; uma área de transição entre o Cerrado e a Amazônia, com hectares, a Caatinga, apresentando uma área protegida de hectares e centralizadas em áreas de manejo indireto dos recursos; a Mata Atlântica, equivalente a hectares; o Pantanal com hectares, e o Planalto Sul, com hectares de área protegida. Estas áreas eqüivalem a 5% do território brasileiro (IBGE, 1994 ; Brito, 1995). O levantamento de 1996 indicou que o Brasil possuía 679 unidades de conservação, em todas as categorias de manejo, totalizando cerca de 60 milhões de hectares (Fonseca, Pinto e Reylands,1997). Segundo Lovejoy (1997), o Brasil já tem muitas unidades de vários tipos mas o sistema deve ser ligado com um Plano Nacional de Levantamento Biológico que pode fornecer uma compreensão nova da biogeografia. Na América Latina, a situação mais comum é a delimitação de áreas protegidas em locais onde residem grupos indígenas, população rural e grandes latifúndios. Esta medida gera conflitos quando essas áreas são usadas para a produção. A Tabela 1 apresenta dados relativos as unidades de conservação da América Latina.

23 10 TABELA 1 : Dados sobre Unidades de Conservação na América Latina. Período Evento 1876 Criação da 1ª área protegida no México 1886 Criação do 1º parque estadual da Cidade em São Paulo, Brasil Criação dos 1º parques na Argentina, Chile e Venezuela 1937 Criação do 1º parque nacional do Itatiaia, Brasil 1979 I Plano de Sistema de unidades de conservação do Brasil 1982 II Plano de Sistema de unidades de conservação do Brasil 1992 IV Congresso Mundial de Parques Nacionais - Venezuela 1997 I Congresso Latino Americano de Parques Nacionais - Colômbia FONTE: Adaptado de Arregui, 1992; Amend e Amend, 1994; Carrillo e Chavet, 1994 ; Miller,1997 A primeira área protegida na América Latina foi estabelecida no México, em 1876, e a partir do início do século XX o conjunto de áreas protegidas cresceu rapidamente. Na Argentina, no Chile e na Venezuela, os primeiros parques criados foram: Nahuel Huapi, Vicente Pérez Rosales e Henri Pitier, respectivamente. Porém esses países, juntamente com o Brasil e a Bolívia apresentam conflitos envolvendo populações residentes em áreas protegidas, mas parecem estar buscando soluções para incorporar as populações ao manejo das áreas e suas zonas de influências. Em 1992, o IV Congresso de Parques Nacionais, realizado em Caracas, na Venezuela, ampliou o debate sobre a diversidade biológica e as populações residentes em áreas protegidas. Os esforços para conservar a diversidade biológica através do estabelecimento de áreas protegidas na América Latina estão alcançando apenas sucessos parciais. A estratégia de integração das populações locais com os objetivos e as ações de manejo das áreas muitas vezes não existe, o que contribui para a degradação dessas áreas. Houve uma mudança de enfoque onde as ações de gestão dessas unidades começaram a ser feitas em parceria com a sociedade residente, pois a experiência tem mostrado que é importante a opinião das lideranças e comunidades

24 11 vizinhas (Mamirauá, 1996; IBAMA, 1997 ). Segundo o relatório do IBAMA, apresentado no Congresso Latino Americano de Áreas Protegidas, realizado na Colômbia, em 1997, a discussão está centralizada em torno do conhecimento e conservação da diversidade biológica, apesar de não se descuidar da questão social (IBAMA,1997). 2.2 Unidades de Conservação Brasileiras. A preocupação com a proteção de bosques e matas remonta ao século dezenove quando D. João VI, em 1817, baixou decreto em que determinava o fim do corte de árvores junto a mananciais e nas beiras dos riachos, para preservar rios ameaçados na Serra da Carioca (Drummond,1997). José Bonifácio de Andrada e Silva também estava atento para as questões ambientais e chegou a sugerir, em 1821, a criação de um setor administrativo específico para este assunto (Brito,1995). A primeira proposta de criação de unidades de conservação brasileiras foi feita por André Rebouças em 1876, que indicou duas áreas, uma no sul do país e outra no centro-oeste para serem transformadas em Parques Nacionais: Sete Quedas e Ilha do Bananal. Entretanto, somente em 1937 oficializou-se o primeiro parque nacional, em Itatiaia, Rio de Janeiro. O decreto de criação enfatiza as finalidades científicas, menciona potencial de lazer para os residentes das populosas zonas metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e a existência de florestas primitivas inteiramente distintas de outras florestas de montanha no Brasil. Os Parques Nacionais de Iguaçu no Paraná e Serra dos Órgãos no Rio de Janeiro foram criados em 1939 ( Drummond, 1988 ; Alves, 1996). No Brasil, segundo Jorge Pádua (1997), as unidades de conservação criadas de 1937 até a década de 70, não o foram através de critérios técnicos e

25 12 científicos e muito menos com a idéia de sistema. Foram criadas principalmente devido a seus atributos cênicos, como o Parque Nacional de Iguaçu ou por algum fenômeno geológico espetacular, como o Parque Nacional de Ubajara, ou pela riqueza da fauna como o Parque Nacional das Emas ou por oportunismo político como no caso das áreas da Amazônia. Durante a Conferência da ONU, em Estocolmo, em 1972, a delegação brasileira argumentou que a preocupação com o ambiente era uma decisão dos países imperialistas para bloquear a ascensão dos países em desenvolvimento. As questões ambientais durante o regime autoritário-militar não eram prioritárias já que o governo e a oposição coincidiam na necessidade do crescimento econômico acelerado. Segundo Viola (1987) as críticas de oposição focalizavam nos custos sociais do crescimento no seu caráter concentrador da renda, sem fazer quase referências a seu brutal custo ecológico". Em 1973, o Governo Brasileiro instituiu a Secretaria Especial do Meio Ambiente (SEMA), através de Decreto n.º (Brasil,1973) com o objetivo de cumprir exigências formais para aprovação de empréstimos destinados a grandes obras públicas e financiados por organismos internacionais. Esta Secretaria, ligada ao Ministério do Interior e chefiada por Paulo Nogueira Neto atuava também na conservação do meio ambiente e no uso racional dos recursos naturais, no controle da poluição, na educação ambiental e na conservação de ecossistemas. O fato de estar ligada ao Ministério do Interior, um dos principais responsáveis pela implantação da estratégia de crescimento econômico acelerado, aponta para uma grande contradição da política ambiental brasileira (Vianna et al,1994 apud Brito,1995). Paralelo a esta Secretaria existia, desde 1967, o Instituto Brasileiro para o Desenvolvimento Florestal (IBDF), criado pelo Decreto-lei n.º 289, como uma autarquia do Ministério da Agricultura, com a responsabilidade de orientar, coordenar

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