BARRAGENS DE TERRA SISTEMAS DE DRENAGEM INTERNA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "BARRAGENS DE TERRA SISTEMAS DE DRENAGEM INTERNA"

Transcrição

1 MARIA DA PENHA NOGUEIRA DE AZEVEDO BARRAGENS DE TERRA SISTEMAS DE DRENAGEM INTERNA Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Universidade Anhembi Morumbi no âmbito do Curso de Engenharia Civil com ênfase Ambiental. SÃO PAULO 2005

2 MARIA DA PENHA NOGUEIRA DE AZEVEDO BARRAGENS DE TERRA SISTEMAS DE DRENAGEM INTERNA Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Universidade Anhembi Morumbi no âmbito do Curso de Engenharia Civil com ênfase Ambiental. Orientador: Prof. Dra. Gisleine Coelho de Campos SÃO PAULO 2005

3 i AGRADECIMENTOS Aos meus pais e irmãos, pela força, apoio e incentivo; Ao Kleber, meu esposo, pela dedicação e paciência; À minha orientadora Dra. Gisleine Coelho de Campos, que sem ela certamente não seria possível a realização deste trabalho; A CNEC Engenharia S.A, pela contribuição em meus conhecimentos e formação; minha Ao Dr. Ciro Humes pela ajuda, incentivo e material fornecido; Ao Eng João Vicente Pires pela grande ajuda oferecida; A CESP e seus colaboradores na pessoa do Eng Júlio Cesar Pínfari, Eng José Ulisses Peloso e o Sr. Ariovaldo Antônio de Araújo, pelas informações e pela oportunidade de visita técnica a obra de Paraibuna além dos materiais fornecidos que subsidiaram este trabalho; A Construções e Comércio Camargo Correa S.A., por possibilitar acesso as informações técnicas sobre a Barragem de Paraibuna; A todos que fizeram possível a realização deste trabalho.

4 ii RESUMO Este trabalho apresenta um estudo sobre barragens de terra e os sistemas de drenagem interna. Inicialmente são abordados os tipos de barragens, suas finalidades e características. Apresentam-se também os fatores que podem influenciar a escolha de cada tipo de seção (barragem homogênea, de enrocamento ou de concreto). Posteriormente são discutidos a importância e os critérios de dimensionamento dos filtros de barragens de terra, apresentando os problemas que podem ocorrer pela ineficiência deste sistema, considerado pelos especialistas a alma da barragem. A barragem de Paraibuna, localizada no rio Paraibuna, constitui o estudo de caso: abordam-se as medidas mitigadoras que foram tomadas em relação aos impactos ambientais causados pela obra e as características dos sistemas de drenagem interna. Verifica-se que não houve, ao longo do tempo, grandes avanços tecnológicos nesses sistemas; desde 1922, empregam-se os critérios de filtro de Terzaghi. Os avanços deram-se em relação à ferramenta utilizada em seu dimensionamento que é, na maioria das vezes, executado através de softwares específicos. Palavras Chave: barragens de terra; drenagem interna; filtros; impactos ambientais.

5 iii ABSTRACT This paper describes a research performed about earth dams and usual internal drainage systems. The different types of dams are also presented, with emphasys in some aspects that can influence on their behaviour. Internal drainage systems, considered by geotechnical engineers the heart of an earth dam, are discussed. Most common problems involving these systems are described and some factors of their project are presented. Paraibuna dam, located in Paraibuna river, illustrate the main theoretical aspects discussed in this paper. Environmental impacts of its construction are also presented. Finally, this paper shows that there is not great technological development in earth dams. Nowadays, engineers are using the same materials and geometries in drainage systems that Terzaghi used in the last century. Key Worlds: earth dams; internal drainage; drains; environmental impacts.

6 iv LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 5.1: Barragem de Rosana...11 Figura 5.2: Barragem do Vigário...12 Figura 5.3: Barragem de Itumbiara...14 Figura 5.4: Barragem de São Simão, leito do Rio, Barragem de enrocamento...15 Figura 5.5: Barragem de São Simão...16 Figura 5.6: Barragem de Itaúba, seção transversal na estaca Figura 5.7: Vista aérea da barragem de Campos Novos...19 Figura 5.8: Vista da UHE Americana Barragem de concreto gravidade...20 Figura 5.9: Barragem de saco Nova Olinda PB...21 Figura 5.10: Usina de Funil da Furnas Centrais Elétricas...22 Figura 6.1: Seção sem filtro...31 Figura 6.2: Seção com filtro horizontal e enrocamento de pé...31 Figura 6.3: Seção com filtro horizontal e vertical...32 Figura 6.4: Conceitos mais recentes de filtros...32 Figura 6.5: Curva granulométrica...34 Figura 6.6: Barragem de Itumbiara...35 Figura 6.7: Barragem de Passaúna...37 Figura 6.8: Esquema de Injeções de calda de cimento em rocha...39 Figura 6.9: Trincheira de vedação em fundação muito permeável...40 Figura 6.10: Esquema ilustrativo de Piping...42 Figura 7.1: Barragem de Paraibuna...46 Figura 7.2: Barragem de Paraibuna...47

7 v Figura 7.3: Barragem de Paraibuna...50 Figura 7.4: Barragem de Paraibuna filtro vertical...51 Figura 7.5: Poço de inspeção...52 Figura 7.6: Gráfico do medidor de Vazão MV Figura 7.7: Vista da chegada da água no medidor de Vazão MV Figura 7.8: Medidor triangular de vazão do fluxo pela fundação...56 Figura 7.9: Detalhe do medidor de vazão Figura 7.10: Gráfico do medidor de Vazão MV Figura 7.11: Material arenoso decorrente de carreamento por águas de surgência.59 Figura 7.12: Gráfico do medidor de Vazão MV Figura 7.13: Medidor de vazão da drenagem interna do dique...60 Figura 7.14: Situação do inclinômetro...63 Figura 7.15: equipamento de leitura do inclinômetro...63 Figura 7.16: leitura de piezômetro de tubo...65 Figura 8.1: Vista dos tanques de piscicultura...68 Figura 8.2: Viveiro de mudas...68

8 vi LISTA DE TABELAS Tabela 6.1: Valores típicos de coeficientes de permeabilidade...27 Tabela 7.1: instrumentos instalados, em funcionamento e danificados...61 Tabela 7.2: instrumentos em funcionamento na UHE Paraibuna...64

9 vii LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS CBDB CBGB BT OD OE DQME DQ CESP USP CCR Rip-Rap Comitê Brasileiro de Barragens Comitê Brasileiro de Grandes Barragens Barragem de terra Ombreira Direita Ombreira Esquerda Dique Margem Esquerda Dique Companhia Energética de São Paulo Universidade de São Paulo Concreto Compactado a Rolo (CCR) Proteção do talude de montante da barragem de terra com blocos de rocha

10 viii LISTA DE SÍMBOLOS k V d Permeabilidade / condutividade velocidade Dimensão

11 ix SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO OBJETIVOS Objetivo Geral Objetivo Específico METODOLOGIA DO TRABALHO JUSTIFICATIVA TIPOS DE BARRAGENS E APLICAÇÕES Classificação quanto a seção de barragens Barragens de seção homogênea Barragens Zoneadas Barragens de enrocamento Barragem de concreto Critérios de projeto Materiais disponíveis Condições climáticas e trabalhabilidade Fatores geológico-geotécnicos e topográficos DRENAGEM INTERNA DE BARRAGEM DE TERRA...26

12 x 6.1 Permeabilidade O estado do solo O Grau de saturação Estrutura e anisotropia Temperatura Filtros em barragens de terra Filtro vertical (filtro chaminé) ou inclinado Drenos horizontais (tapete drenante) Fatores de segurança em filtros Controle de fluxo Piping Erosão regressiva Saturação e instabilização de taludes Perda excessiva de água BARRAGEM DE PARAIBUNA UM ESTUDO DE CASO Características da barragem Seção tipo Drenagem interna Vazão Diques observações relevantes Dique Dique da Margem esquerda... 57

13 xi 7.5 Instrumentação ANÁLISE CRÍTICA CONCLUSÕES...70 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...73 ANEXOS...I Anexo A Ensaio de Proctor Normal...ii Anexo B Mapa com a localização da usina de Paraibuna...iii

14 1 1 INTRODUÇÃO As barragens são utilizadas para formação de reservatórios (lagos) para atender demandas de abastecimento de água, geração de energia elétrica e para acúmulo de rejeitos industriais (Moreira, 1981). No Brasil há muitos rios que possibilitam aproveitamento hidrelétrico e isso é um incentivo para a geração deste tipo de energia. Contudo, a formação de reservatórios ocasiona grandes impactos ambientais e sociais, que precisam ser ponderados e avaliados (relação custo / benefício). As barragens de terra são amplamente utilizadas no Brasil e no mundo, pois a sua estrutura não exige muito da fundação e ela pode ser utilizada em diferentes tipos de solo; porém, vem aumentando significativamente o uso de barragens de enrocamento devido a sua esbeltez e rapidez de construção. Os principais problemas encontrados na construção de barragens são: ambientais, sociais e econômicos. O enchimento do reservatório inunda grandes regiões, podendo ocasionar danos irreparáveis para o meio ambiente e para a população. Áreas de uso agrícola deixam de existir, mudando por completo as características das regiões afetadas pelo reservatório. Entretanto, as obras de barramento trazem progresso e conforto, e são de grande importância para o desenvolvimento econômico do País.

15 2 As barragens precisam atender dois requisitos básicos que são: eficiência e segurança. Uma ruptura em um sistema de barramento traz conseqüências catastróficas e prejuízos incalculáveis, e até mesmo perda de vidas humanas, daí a importância de uma construção bem dimensionada, segura e com monitoramento constante. O papel dos sistemas de drenagem interna na estabilidade de barragens de terra é essencial, pois alivia os níveis de subpressão, disciplina o fluxo que é percolado pelo corpo da barragem a um destino seguro além de evitar o carreamento de materiais finos que pode ocasionar problemas de piping 1. A drenagem interna pode ser considerada como a alma da barragem. 1 Pipping é uma erosão regressiva, o mesmo que erosão interna, e consiste na desagregação e carreamento de partículas de solo.

16 3 2 OBJETIVOS Os sistemas de barramento são de grande importância, pois trazem benefícios e conforto ao homem. Contudo, esses sistemas precisam ser seguros e estáveis para que se consiga um aproveitamento sem riscos de ruptura. O objetivo do trabalho é estudar sistemas de drenagem interna, com foco em um caso de barragem de terra, apresentando suas características técnicas e forma de utilização. 2.1 Objetivo Geral O objetivo deste trabalho é estudar as barragens de terra, com seu foco voltado para a drenagem interna, que constitui um dos principais elementos para a segurança e eficiência de um sistema de barramento, o qual deve ser estanque e estável. Também será apresentado um breve relato sobre outras estruturas de barramento, como concreto e enrocamento. 2.2 Objetivo Específico Analisar sistemas de drenagem interna em barragens de terra, descrevendo os motivos que conduzem a escolha da drenagem. Suas principais características, finalidades e desempenho são pautados, com mais ênfase, no estudo de caso da

17 4 barragem de terra de Paraibuna, que se localiza no Município de Paraibuna, no Estado de São Paulo.

18 5 3 METODOLOGIA DO TRABALHO A elaboração deste trabalho baseou-se em pesquisas na Internet, livros técnicos, anais de congressos e seminários de geotecnia, relatórios de obras e visita técnica. A Internet foi utilizada como ferramenta de busca de livros atualizados, dos quais foram obtidas informações conceituais básicas sobre geotecnia e mecânica dos solos; dos anais de congresso, que também tratam dos temas acima, dados mais específicos e objetivos sobre casos de obras foram extraídos. Fez-se uma enriquecedora visita técnica à Barragem de Paraibuna, com acompanhamento de técnicos da Companhia Energética de São Paulo CESP, que forneceram relatórios técnicos e informações de grande importância e aplicabilidade para o estudo de caso discutido no presente trabalho.

19 6 4 JUSTIFICATIVA Barragens são em geral obras de grande porte e conseqüentemente obras de grande impacto ambiental e social. Para a construção de uma barragem de terra que tenha um desempenho seguro e eficiente, a drenagem interna deve ser dimensionada adequadamente, a bem da verdade ela é a alma da barragem, pois ela é controladora de fluxo, retém partícula de solo que poderiam ser carreadas, minimiza os níveis de pressão neutra e por conseqüência, resulta em maior segurança na estabilidade da barragem. Uma drenagem interna com dimensionamento criterioso conduz a um sistema seguro e estável. O assunto ao qual o trabalho se refere deve ser tratado com seriedade pois há histórico de casos catastróficos que ocorreram em barragens de terra, trazendo mortes e prejuízos à população, como é o caso da barragem de Teton, E.U.A., que rompeu em junho de 1976, ocasionando a morte de 14 pessoas, além de altos prejuízos materiais. O rompimento da barragem de Teton deu-se devido a formação de piping ou erosão regressiva, que teria se iniciado no contato solo-rocha (Massad, 2003). Ocorreu recentemente, no Brasil, o rompimento da barragem de Camará na Paraíba, fato que foi amplamente divulgado pelos meios de comunicação. O rompimento da barragem inundou as cidades de Alagoa Grande e Mulungu, destruiu plantações e

20 7 imóveis rurais, causando a morte de pelo menos 5 pessoas e deixando centenas de pessoas desabrigadas. Fatos como estes ocorridos na Barragem de Teton, E.U.A., e da Barragem de Camará na Paraíba, ilustram o quanto é desastroso o rompimento de uma barragem e a enorme responsabilidade de quem a projeta, de quem a constrói, bem como de quem a opera e mantém.

21 8 5 TIPOS DE BARRAGENS E APLICAÇÕES Segundo Caputo (1987), barragens são estruturas construídas para se represar água de um vale; não se deve confundir com diques que são obras executadas ao longo de um curso d água com a finalidade de se evitar o transbordamento para terrenos mais baixos. As Barragens são estruturas construídas em vales e destinadas a fechálos transversalmente, proporcionando assim um represamento de água, (Caputo, 1987). As barragens podem ser resumidas quanto a sua finalidade em dois grupos que são descritos a seguir: Barragens de regularização As barragens de regularização são barragens que têm como objetivo regularizar o regime hidrológico dos rios, ou seja, equilibrar a demanda com o consumo de água. Estas barragens possuem diversas finalidades, entre elas o uso para aproveitamento hidroelétrico, que consiste em transformar a energia potencial hidráulica em energia elétrica, devido ao desnível criado pela estrutura de barramento.

22 9 A formação de reservatório para abastecimento de água constitui uma outra finalidade das barragens de regularização. Outro uso específico destas barragens é para represar a água de forma a se ter a possibilidade de navegação (Moreira, 1981). Barragens de retenção As barragens de retenção são estruturas que são construídas com a finalidade de reter água, na maioria das vezes para controle de cheias (Moreira, 1981). É o caso da barragem de Taiaçupeba, que foi construída com a finalidade de reservatório para abastecimento público e que também é utilizada para controle de cheias. Outro exemplo de barragem de retenção é a sua utilização para contenção de resíduos industriais ou sedimentos, amplamente utilizada na mineração entre outros. 5.1 Classificação quanto a seção de barragens Para se obter a melhor solução em sistema de barramento, a barragem nunca deve ser analisada isoladamente. A melhor solução, tanto relacionada à eficiência quanto à economia, deve levar em consideração todo o conjunto na etapa de otimização.

23 10 As barragens podem ser classificadas quanto ao tipo de seção, como barragens homogêneas (terra), barragens zoneadas, barragem de enrocamento, barragens de concreto, entre outras. O que predomina na seleção do tipo de barragem está associado diretamente ao arranjo geral do empreendimento, e também a disponibilidade dos diversos materiais de construção empregados na execução da barragem (Moreira, 1981) Barragens de seção homogênea Barragens homogêneas são aquelas executadas com solo compactado. Apesar da denominação de homogênea, a seção destas barragens não são executadas com a utilização exclusiva de um único material; podem ser executadas também com o emprego de solos compactados com diferentes características. Essas barragens possuem na realidade o solo compactado como predominante, pois além do maciço a seção possui também filtro drenante e proteção de taludes de montante e jusante. É considerado como Montante o que está acima de um eixo de referência que corta a seção transversal do rio e Jusante é o que está abaixo deste mesmo eixo (CPFL, 2001). As barragens homogêneas, executadas em solo compactado, possuem no seu interior filtro drenante, e na sua fundação a jusante tapete drenante para controle de fluxo, subpressões e intercepto de fluxo pelo corpo da barragem.

24 11 Como exemplo de barragem com seção homogênea cita-se a Usina Hidroelétrica (UHE) Rosana: é uma barragem com metros de comprimento, construída com a finalidade de geração de energia elétrica. Essa UHE é um bom exemplo de adoção de barragem de seção homogênea empregada, principalmente, em regiões onde o vale é aberto, como é ilustrado pela figura 5.1. Figura 5.1: Barragem de Rosana (CBDB, 2005)

25 12 As seções destas barragens homogêneas requerem taludes mais abatidos para que se garanta a estabilidade do maciço, e como o nível de solicitação da fundação é menor em relação aos outros tipos de seções, ela é a mais adaptável a qualquer tipo de fundação, resultando em um menor custo em sua execução (considerando apenas a barragem), desde que se disponha material para a sua construção em distância economicamente viável. A figura 5.2 apresenta uma seção típica de barragem homogênea. Dreno Chaminé 10 N.A , Terreno natural 3,8 1 Argila Compactada 2,5 1 2,5 1 Enrocamento 2,5 1 Filtro de Areia (0,6 Mínimo) 370 Rocha Linha de Escavação Drenos da Fundação Figura 5.2: Barragem do Vigário (Cruz, 1996) Mesmo sendo barragens executadas em solo, apenas com filtros e proteção de taludes empregando outro tipo material, essas seções podem ter zoneamentos com diferentes tipos de solo. Esse zoneamento se dá em função dos materiais

26 13 disponíveis na região e do seu melhor aproveitamento, e ainda, as condições de trabalhabilidade no espaldar de montante 2. No espaldar de montante, até a zona central, é necessário a utilização de um material com característica mais impermeável para que se garanta a estanqueidade da barragem. Já a jusante esse material pode possuir características de permeabilidade menos rigorosas, portanto na indisponibilidade de materiais com características tecnológicas ideais de impermeabilidade, recorre-se a um zoneamento de forma a se otimizar a seção. Em termos de estabilidade das barragens, a compactação do maciço é fator fundamental para se conseguir tal resultado, uma vez que a compactação dos solos, por meios mecânicos, conduz a redução rápida do seu índice de vazios. A finalidade dessa compactação é melhorar as propriedades destes solos como: resistência ao cisalhamento, redução de recalques e resistência a erosão (Massad, 2003). A permeabilidade está relacionada com a umidade dos solos, por isso geralmente nas barragens de terra, costuma-se criar um núcleo mais impermeável, utilizando uma compactação acima da umidade ótima, porém essa umidade deve ser limitada para que se evitem problemas como laminações que podem levar a um caminho preferencial de percolação. 2 Espaldar de montante: Região entre o talude de montante e o núcleo da barragem

27 14 A umidade acima da ótima pode também levar a formação de solo borrachudo, que é o fenômeno que ocorre quando se tenta compactar o solo e ele se comprime com a passagem do equipamento, porém em seguida volta a se dilatar como se fosse mesmo uma borracha. Na realidade o que se consegue comprimir são as bolhas de ar ocluso (Pinto, 2000). A compactação ótima está diretamente ligada a energia de compactação e ao teor de umidade do solo. Para se estabelecer estes fatores faz-se uso do ensaio de Proctor, que é descrito no Anexo A. A figura 5.3 ilustra o caso de uma barragem utilizando uma compactação do núcleo com umidade acima da ótima. Enrocamento de proteção Enrocamento fino compactado (transição) 1 3 Cascalho argiloso compactado 523,00 2,5 1 Argila Compactada (Wot-3%<W<Wot+1,5%) canaleta Argila Compactada (Wot-3%<W<Wot+1,5%) Argila Compactada (Wot-1%<W<Wot+1,5%) Dreno vertical de areia natural 2,5 1 Filtro "sanduíche" Solo residual de Gnaisse Rocha alterada Figura 5.3: Barragem de Itumbiara ABMS/ABGE, 1983 (Cruz, 1996)

28 Barragens Zoneadas A denominação de barragem zoneada se dá quando na seção da barragem não apresenta a predominância de um único material, como é o caso das barragens de seção de terra já citadas anteriormente. A escolha desta seção se dá em função da otimização dos materiais disponíveis na região. Barragens zoneadas devem sempre conter um núcleo impermeável para se garantir a estanqueidade do barramento (ELETROBRÁS, 2003). A seção da barragem de São Simão, no leito do rio, é um exemplo didático de barragem zoneada. Observa-se na figura 5.4 a otimização máxima do emprego dos materiais. Figura 5.4: Barragem de São Simão, leito do Rio, Barragem de enrocamento (Moreira 1981)

29 16 A barragem de São Simão localiza-se no Rio Paranaíba, na Bacia do Paranaíba. Tem como finalidade geração de energia elétrica e possui mais de quatro quilômetros de extensão. Nesta seção empregaram-se diferentes materiais como cascalho, argila compactada, areia, material de transição, material para rip-rap e random que é um material não selecionado que pode ser composto por solo, enrocamento e cascalho. Enrocamento é um material formado por blocos de rocha, lançados em camadas e compactados com equipamentos adequados, resultando em uma estrutura resistente e permeável. Na figura 5.5 é mostrada uma foto aérea da barragem em operação. Figura 5.5: Barragem de São Simão (CBDB, 2005)

30 Barragens de enrocamento Barragens são denominadas como de enrocamento quando na sua seção há a predominância de material rochoso. Em épocas anteriores, quando do início da utilização de enrocamento nas estruturas de barragens, os blocos de rochas eram simplesmente espalhados sem nenhuma compactação. Por serem só espalhados, com o primeiro enchimento do reservatório, poderia ocorrer um amolecimento nos contatos entre rochas, no caso de rochas sedimentares, havendo acomodação entre blocos, resultando em recalques elevados e imediatos. Com o desenvolvimento de novas tecnologias, descobriu-se que a compactação deste material rochoso com rolos lisos de aço vibratórios seria bastante eficiente, reduzindo-se deste modo o recalque por molhagem. Durante a compactação o expediente de molhar o enrocamento tornou-se também um método eficiente de se conseguir densidades mais elevadas. De acordo com Massad (2003), as estruturas de enrocamento (pedras) são mais estáveis, em função do elevado ângulo de atrito do material, não havendo relatos de ruptura de seus taludes. Para a formação do reservatório é necessário uma estanqueidade do barramento, que é garantida com o uso de um núcleo argiloso ou com membrana externa impermeável.

31 18 Apresenta-se na figura 5.6 um exemplo de barragem de enrocamento com núcleo argiloso, a seção da barragem de Itaúba. 183,00 N.A. Norm. 184,00 N.A. MÁX. 182,00 N.A. Mín. Eixo da barragem 187,00 A Enrocamento A + B A Enrocamento Enrocamento A + B 170,00 Argila compactada Núcleo Transição de GM Areia Artificial A + B A C Enrocamento A + B Fino Enrocamento Enrocamento C Enrocamento A + B A C Enrocamento A + B Enrocamento Figura 5.6: Barragem de Itaúba, seção transversal na estaca 11 (Cruz, 1996) O uso de barragens de enrocamento vem aumentando a cada dia no Brasil e no mundo. Isso se deve a sua capacidade de tolerar taludes bem mais íngremes que as barragens de seção homogênea, e pela sua rapidez de execução. Cabe ressaltar que as barragens de enrocamento com taludes mais inclinados só se aplicam em fundação rochosa ou com boa capacidade de suporte. Cresce também interesse em estudos de novas tecnologias na sua execução, como é o caso do uso de núcleo asfáltico para servir como material impermeável, já utilizado em barragens

32 19 Européias, substituindo o emprego de argila compactada como núcleo. No Brasil esta tecnologia nunca foi empregada. A topografia e a geologia muitas vezes favorecem o emprego de barragens de enrocamento. A UHE Campos Novos é um outro exemplo de barragem que está utilizando enrocamento em toda a sua seção, figura 5.7. Trata-se de uma barragem de enrocamento com face de concreto encontrando-se, atualmente, em fase final de construção (2005). Figura 5.7: Vista aérea da barragem de Campos Novos (CNEC, 2004)

33 Barragem de concreto O concreto também é um material amplamente utilizado na construção de barragens no país. Concreto gravidade Essas barragens são denominadas de barragens de concreto gravidade por serem executadas de tal forma que resistem, apenas por peso próprio, aos esforços (empuxo) que são aplicados pela água do reservatório (CPFL, 2001). A figura 5.8 apresenta barragem de gravidade concluída. Figura 5.8: Vista da UHE Americana Barragem de concreto gravidade (CBDB, 2005)

34 21 Barragem CCR As barragens de Concreto Compactado a Rolo (CCR) também são de gravidade porém o seu processo construtivo é diferente; neste caso o concreto é lançado em camadas pequenas e em seguida compactados com a utilização de um equipamento especial, geralmente um rolo compressor pesado (CPFL, 2001). Segundo a Associação Brasileira de Cimento Portland ABCP (2002), a primeira barragem construída totalmente utilizando a tecnologia de concreto compactado a rolo foi a barragem de Willow Creeck nos Estados Unidos no ano de Já no Brasil a primeira barragem construída totalmente em CCR foi a Barragem de saco Nova Olinda na Paraíba (figura 5.9) e foi finalizada no ano de Figura 5.9: Barragem de saco Nova Olinda PB (ABCP,2002)

35 22 Barragem em arco Também é uma barragem construída em concreto, curvada para montante e na direção do reservatório. A estrutura consegue transferir os esforços da água do reservatório (empuxo) para as ombreiras ou margens, isso é possível devido a sua geometria. Neste caso não é o peso próprio que resiste aos esforços o que possibilita uma redução significativa no volume de concreto a ser utilizado, porém essa estrutura é utilizada em vales profundos e estreitos e quando o material de apoio nas margens (rocha) é de excelente qualidade (CPFL, 2001). A barragem de Funil é um exemplo clássico de barragem em arco no Brasil, de Furnas Centrais Elétricas, ilustrado na figura Sua concepção é de arcogravidade (ABCP, 2002). Figura 5.10: Usina de Funil da Furnas Centrais Elétricas (ABCP, 2002)

36 Critérios de projeto Ao se pensar no arranjo geral de uma barragem, independente da finalidade, devese equilibrar ao máximo o uso de materiais resultantes da movimentação de volumes de corte de solo e rocha da própria obra. Quando os materiais disponíveis, resultantes das escavações obrigatórias, não satisfazerem às exigências quanto a características tecnológicas adequadas e volumes, se faz necessário o uso de áreas de empréstimo e bota-fora (ELETROBRÁS, 2003) Materiais disponíveis As características dos materiais disponíveis é um dos fatores de grande influência na escolha do tipo de seção a utilizar. A princípio todos os materiais são potencialmente úteis para o emprego na seção da barragem, incluindo solos e rochas. Porém os materiais provenientes de escavação nas proximidades da barragem serão os primeiros a serem analisados e eventualmente utilizados, pois são, geralmente, mais econômicos (ELETROBRÁS, 2003).

37 Condições climáticas e trabalhabilidade Condições climáticas e de trabalhabilidade também são fatores limitantes na escolha da seção da barragem, pois as condições dos materiais quanto a umidade, em loco, influenciam na trabalhabilidade, podendo colocar assim alguns materiais em vantagens ou desvantagens. Regiões com grande intensidade de chuvas podem diminuir dias úteis trabalhados, podendo assim atrasar os cronogramas. Para compensar a perda de horas trabalhadas pode ser exigido um número maior de equipamentos, ou que possam ser utilizados em condições climáticas adversas. E assim, nestas regiões, os materiais que necessitam de menos compactação podem ser mais competitivos, como é o caso do emprego de enrocamento Fatores geológico-geotécnicos e topográficos A geologia e a topografia da região onde será implantada a obra de barramento também é um dos fatores limitantes a que tipo de seção será utilizado. A escolha do projeto se dá, principalmente, em função das condições geológicas da fundação e da conformação da região onde será implantado o barramento.

38 25 Para se conhecer as condições da fundação e se caracterizar os materiais é necessário a realização de sondagens investigatórias. É muito importante essa investigação, pois as seções de barragens homogêneas são menos exigentes em relação à fundação; em compensação, necessitam de taludes mais abatidos para que fique estável, enquanto que as barragens de enrocamento, que exigem mais da fundação, podem ser executadas sem problemas utilizando taludes mais íngremes (ELETROBRÁS, 2003).

39 26 6 DRENAGEM INTERNA DE BARRAGEM DE TERRA O sistema de drenagem interna é um dos fatores predominantes para o bom funcionamento de uma barragem. Estatisticamente verifica-se que a maioria dos acidentes com barragens de terra deram-se devido a falta de um sistema eficiente de controle de fluxo (Massad, 2003). Por mais compactado que seja o material que compõe a estrutura de uma barragem de terra, sempre haverá fluxo pelo seu maciço. Este fluxo deve ser conhecido, quanto à vazão e ao caminho preferencial (redes de fluxo), e deve ser direcionado de forma a não ocasionar problemas. 6.1 Permeabilidade A permeabilidade de um meio poroso pode ser descrita como a facilidade ou a dificuldade que os vazios ou poros oferecem à passagem da água. Uma permeabilidade alta significa facilidade de percolação. Essa facilidade depende das características tecnológicas de cada material (Cruz, 1996).

BARRAGENS DE TERRA E DE ENROCAMENTO AULA 1. Prof. Romero César Gomes - Departamento de Engenharia Civil /UFOP

BARRAGENS DE TERRA E DE ENROCAMENTO AULA 1. Prof. Romero César Gomes - Departamento de Engenharia Civil /UFOP BARRAGENS DE TERRA E DE ENROCAMENTO AULA 1 Prof. Romero César Gomes - Departamento de Engenharia Civil /UFOP Conceitos Gerais As barragens convencionais são estruturas construídas transversalmente aos

Leia mais

POÇOS DE ALÍVIO PARA RESTABELECER OS CRITÉRIOS DE SEGURANÇA NA BARRAGEM DE SOBRADINHO

POÇOS DE ALÍVIO PARA RESTABELECER OS CRITÉRIOS DE SEGURANÇA NA BARRAGEM DE SOBRADINHO GGH/006 21 a 26 de Outubro de 2001 Campinas - São Paulo - Brasil GRUPO I GRUPO DE ESTUDO DE GERAÇÃO HIDRÁULICA - GGH POÇOS DE ALÍVIO PARA RESTABELECER OS CRITÉRIOS DE SEGURANÇA NA BARRAGEM DE SOBRADINHO

Leia mais

DIMENSIONAMENTO DE FILTROS

DIMENSIONAMENTO DE FILTROS DIMENSIONAMENTO DE FILTROS Até o meio da barragem faço tudo para a água não chegar. A partir daí faço tudo para a água sair da maneira que quero Arthur Casagrande IV.8- DIMENSIONAMENTO DE FILTROS IV.8.1-

Leia mais

U H E S Ã O S A LVA D O R

U H E S Ã O S A LVA D O R SÃO SALVADOR Estudo de impacto ambiental U H E S Ã O S A LVA D O R Anexos Volume IV Anexo A A-1 Anexo A. Capítulo I Caracterização do empreendimento Anexo A A-2 A1. Fases de Desvio do rio Tocantins para

Leia mais

* Desvio - Critérios de Projeto. * Tipos de Desvios: Exemplos. * Casos históricos importantes

* Desvio - Critérios de Projeto. * Tipos de Desvios: Exemplos. * Casos históricos importantes MARÇO/2011 EXPERIÊNCIA BRASILEIRA EM DESVIO DE GRANDES RIOS ERTON CARVALHO COMITÊ BRASILEIRO DE BARRAGENS - CBDB PRESIDENTE * Desvio - Critérios de Projeto * Etapas de Desvio * Tipos de Desvios: Exemplos

Leia mais

APLICAÇÃO DE GEOMEMBRANA COMO TAPETE IMPERMEÁVEL A MONTANTE EM BARRAGENS DE TERRA

APLICAÇÃO DE GEOMEMBRANA COMO TAPETE IMPERMEÁVEL A MONTANTE EM BARRAGENS DE TERRA ARTIGO APLICAÇÃO DE GEOMEMBRANA COMO TAPETE IMPERMEÁVEL A MONTANTE EM BARRAGENS DE TERRA Rodrigo César Pierozan Universidade de Brasília, Brasília, Brasil rodrigopierozan@hotmail.com Marcelo Miqueletto

Leia mais

Reabilitação de barragens de aterro. Barragem do Roxo. Anomalias, Diagnóstico e Reabilitação

Reabilitação de barragens de aterro. Barragem do Roxo. Anomalias, Diagnóstico e Reabilitação Reabilitação de barragens de aterro Barragem do Roxo Anomalias, Diagnóstico e Reabilitação Caraterísticas Gerais da Barragem do Roxo > Vale assimétrico Forte inclinação na margem esquerda Suave na margem

Leia mais

TALUDES DE MONTANTE E JUSANTE

TALUDES DE MONTANTE E JUSANTE TALUDES DE MONTANTE E JUSANTE Karl Terzaghi em seu discurso de abertura, referindo-se aos solos residuais brasileiros, disse que os nossos técnicos estavam em condições de pesquisar e experimentar nas

Leia mais

2 problemas principais podem requerer tratamento: Permeabilidade / Fluxo na Fundação e Ombreiras Conceitos e critérios diferentes para:

2 problemas principais podem requerer tratamento: Permeabilidade / Fluxo na Fundação e Ombreiras Conceitos e critérios diferentes para: IBC BRASIL Prof. Dr. Roberto Kochen Diretor Técnico Dezembro/2009 55 11 4195- FUNDAÇÔES DE BARRAGENS 2 problemas principais podem requerer tratamento: Deformabilidade Permeabilidade / Fluxo na Fundação

Leia mais

1. 2 Ocorrência de Água Subterrânea. b) - Solos Pedogênicos (Lateríticos):

1. 2 Ocorrência de Água Subterrânea. b) - Solos Pedogênicos (Lateríticos): b) - Solos Pedogênicos (Lateríticos): Evolução Pedogênica ou Pedogenética - por esse nome se agrupa uma complexa série de processos físico-químicos e biológicos que governam a formação de alguns solos.

Leia mais

READEQUAÇÃO DO SISTEMA DE DRENAGEM PLUVIAL DO ATERRO SANITÁRIO DE SÃO GIÁCOMO

READEQUAÇÃO DO SISTEMA DE DRENAGEM PLUVIAL DO ATERRO SANITÁRIO DE SÃO GIÁCOMO READEQUAÇÃO DO SISTEMA DE DRENAGEM PLUVIAL DO ATERRO SANITÁRIO DE SÃO GIÁCOMO Autores Rafael Rivoire Godoi Navajas, Engenheiro Civil graduado pela UFRGS (Universisade Federal do Rio Grande do Sul) 1998.

Leia mais

AHE SIMPLÍCIO QUEDA ÚNICA* Luiz Antônio Buonomo de PINHO Gerente / Engenheiro Civil Furnas Centrais Elétricas S. A.

AHE SIMPLÍCIO QUEDA ÚNICA* Luiz Antônio Buonomo de PINHO Gerente / Engenheiro Civil Furnas Centrais Elétricas S. A. AHE SIMPLÍCIO QUEDA ÚNICA* Luiz Antônio Buonomo de PINHO Gerente / Engenheiro Civil Furnas Centrais Elétricas S. A. Rogério Sales GÓZ Gerente / Engenheiro Civil Furnas Centrais Elétricas S. A. Brasil RESUMO

Leia mais

3 ASPECTOS GERAIS DA ÁREA ESTUDADA

3 ASPECTOS GERAIS DA ÁREA ESTUDADA 3 ASPECTOS GERAIS DA ÁREA ESTUDADA 3.1. Localização O aproveitamento Hidrelétrico de Itumbiara, com potência instalada de 2080 MW, situa-se no rio Paranaíba, na divisa dos estados de Minas Gerais e Goiás,

Leia mais

ESTRADAS E AEROPORTOS DRENAGEM SUPERFICIAL. Prof. Vinícius C. Patrizzi

ESTRADAS E AEROPORTOS DRENAGEM SUPERFICIAL. Prof. Vinícius C. Patrizzi ESTRADAS E AEROPORTOS DRENAGEM SUPERFICIAL Prof. Vinícius C. Patrizzi 2 DRENAGEM SUPERFICIAL DRENAGEM SUPERFICIAL OBJETIVOS INTERCEPTAR AS ÁGUAS QUE POSSAM ATINGIR A PLATAFORMA VIÁRIA E CONDUZI-LAS PARA

Leia mais

Permeabilidade dos Solos. Mecânica de Solos Prof. Fabio Tonin

Permeabilidade dos Solos. Mecânica de Solos Prof. Fabio Tonin Permeabilidade dos Solos Mecânica de Solos Prof. Fabio Tonin Permeabilidade É a propriedade que o solo apresenta de permitir o escoamento de água através dele. (todos os solos são mais ou menos permeáveis)

Leia mais

DRENAGEM DO PAVIMENTO. Prof. Ricardo Melo 1. INTRODUÇÃO 2. TIPOS DE DISPOSITIVOS SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM PAVIMENTO

DRENAGEM DO PAVIMENTO. Prof. Ricardo Melo 1. INTRODUÇÃO 2. TIPOS DE DISPOSITIVOS SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM PAVIMENTO UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA Departamento de Engenharia Civil e Ambiental Disciplina: Estradas e Transportes II Laboratório de Geotecnia e Pavimentação SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM PAVIMENTO DRENAGEM DO

Leia mais

DIRETRIZES EXECUTIVAS DE SERVIÇOS

DIRETRIZES EXECUTIVAS DE SERVIÇOS DIRETRIZES EXECUTIVAS DE SERVIÇOS ES-T02 ATERROS COMPACTADOS 1 DOCUMENTO DE CIRCULAÇÃO EXTERNA Í N D I C E PÁG. 1. OBJETO E OBJETIVO... 3 2. DESCRIÇÃO... 3 3. MATERIAIS... 3 4. EQUIPAMENTO...4 5. FUNDAÇÕES

Leia mais

Gestão das Águas Pluviais no Meio Urbano

Gestão das Águas Pluviais no Meio Urbano Gestão das Águas Pluviais no Meio Urbano PROF. DR. JOSÉ RODOLFO SCARATI MARTINS ESCOLA POLITÉCNICA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO A CIDADE É O GRANDE VILÃO AMBIENTAL Grandes demandas concentradas sobre uma

Leia mais

SISTEMAS DE TRATAMENTO DE ESGOTOS SANITÁRIOS PROJETO, IMPLANTAÇÃO E OPERAÇÃO DA ETE - ROTEIRO DO ESTUDO

SISTEMAS DE TRATAMENTO DE ESGOTOS SANITÁRIOS PROJETO, IMPLANTAÇÃO E OPERAÇÃO DA ETE - ROTEIRO DO ESTUDO SISTEMAS DE TRATAMENTO DE ESGOTOS SANITÁRIOS PROJETO, IMPLANTAÇÃO E OPERAÇÃO DA ETE - ROTEIRO DO ESTUDO Projetos de interceptor, emissário por gravidade, estação elevatória de esgoto e linha de recalque,

Leia mais

NOTA TÉCNICA DE AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DO MURO DE ARRIMO EM PORTO GRANDE

NOTA TÉCNICA DE AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DO MURO DE ARRIMO EM PORTO GRANDE PLANO BÁSICO AMBIENTAL DA AHE CACHOEIRA CALDEIRÃO NOTA TÉCNICA DE AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DO MURO DE ARRIMO EM PORTO GRANDE Licença Prévia 0112/2012 Condicionante Específica Nº 2.26 Elaborar um estudo específico

Leia mais

Rebaixamento de lençol freático

Rebaixamento de lençol freático Rebaixamento de lençol freático Profa. Andrea Sell Dyminski UFPR Necessidade do Controle da Água Subterrânea Interceptação da água percolada que emerge nos taludes e fundo de escavações Aumentar a estabilidade

Leia mais

ESTABILIZAÇÃO DA BARRAGEM DAS CODORNAS. Jorge Felippe da Silva Filho e Alexandre José de Carvalho

ESTABILIZAÇÃO DA BARRAGEM DAS CODORNAS. Jorge Felippe da Silva Filho e Alexandre José de Carvalho XXIII Seminário Nacional de Grandes Barragens - Belo Horizonte, 1999 - Pág. 165 a 174 ESTABILIZAÇÃO DA BARRAGEM DAS CODORNAS Jorge Felippe da Silva Filho e Alexandre José de Carvalho RESUMO Durante as

Leia mais

Elevatórias de Esgoto Sanitário. Profª Gersina N.R.C. Junior

Elevatórias de Esgoto Sanitário. Profª Gersina N.R.C. Junior Elevatórias de Esgoto Sanitário Profª Gersina N.R.C. Junior Estações Elevatórias de Esgoto Todas as vezes que por algum motivo não seja possível, sob o ponto de vista técnico e econômico, o escoamento

Leia mais

Rebaixamento do Lençol Freático

Rebaixamento do Lençol Freático Rebaixamento do Lençol Freático 1 - Introdução A construção de edifícios, barragens, túneis, etc. normalmente requer escavações abaixo do lençol freático. Tais escavações podem exigir tanto uma drenagem,

Leia mais

Utilização de Geomembrana de PEAD em Tratamento de Fundação na Barragem de São Salvador

Utilização de Geomembrana de PEAD em Tratamento de Fundação na Barragem de São Salvador Utilização de Geomembrana de PEAD em Tratamento de Fundação na Barragem de São Salvador Rafael Marques Cardoso Intertechne Consultores S. A., Curitiba, Brasil, rm@intertechne.com.br Alex Martins Calcina

Leia mais

EFEITO DA ÁGUA EM MINAS A CÉU-ABERTO

EFEITO DA ÁGUA EM MINAS A CÉU-ABERTO EFEITO DA ÁGUA EM MINAS A CÉU-ABERTO redução da resistência ao cisalhamento em superfícies potenciais de ruptura devido à poropressão ou mesmo a mudanças no teor de umidade do material; o aumento das forças

Leia mais

Geomecânica dos resíduos sólidos

Geomecânica dos resíduos sólidos III Conferência Internacional de Gestão de Resíduos da América Latina Geomecânica dos resíduos sólidos urbanos: uma introdução Miriam Gonçalves Miguel Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo

Leia mais

DRENAGEM URBANA SUSTENTÁVEL

DRENAGEM URBANA SUSTENTÁVEL Fabiana Y. Kobayashi 3695130 Flávio H. M. Faggion 4912391 Lara M. Del Bosco 4913019 Maria Letícia B. Chirinéa 4912241 Marília Fernandes 4912683 DRENAGEM URBANA SUSTENTÁVEL escola politécnica - USP Novembro

Leia mais

TERRAPLENAGEM Conceitos Básicos de Terraplenagem Definição Operações básicas da terraplenagem: Classificação dos materiais:

TERRAPLENAGEM Conceitos Básicos de Terraplenagem Definição Operações básicas da terraplenagem: Classificação dos materiais: - Conceitos Básicos de Terraplenagem - Elaboração do Projeto de terraplenagem - Movimento de terra Cálculo de volumes, DMT e notas de serviço - Diagrama de Bruckner - Execução de terraplenagem- equipamentos

Leia mais

SESI PROJETO EXECUTIVO DE TERRAPLENAGEM PARA QUADRA POLIESPORTIVA DA UNIDADE SESI-SIMÕES FILHO/BA VOLUME ÚNICO RELATÓRIO DOS PROJETOS

SESI PROJETO EXECUTIVO DE TERRAPLENAGEM PARA QUADRA POLIESPORTIVA DA UNIDADE SESI-SIMÕES FILHO/BA VOLUME ÚNICO RELATÓRIO DOS PROJETOS SIMÕES FILHO BAHIA. PROJETO EXECUTIVO DE TERRAPLENAGEM PARA QUADRA POLIESPORTIVA DA UNIDADE SESI-SIMÕES FILHO/BA VOLUME ÚNICO RELATÓRIO DOS PROJETOS Salvador, Outubro/2010 SIMÕES FILHO BAHIA. A P R E S

Leia mais

Compactação de Aterros Aulas 2 e 3

Compactação de Aterros Aulas 2 e 3 Compactação de Aterros Aulas 2 e 3 Profa. Andrea Sell Dyminski Maio/2009 Compactação em Campo 1)Escolha da área de empréstimo: É função de: Distância de Transporte Volume do material disponível Tipos de

Leia mais

HIDROLOGIA BÁSICA Capítulo 7 - Infiltração 7. INFILTRAÇÃO

HIDROLOGIA BÁSICA Capítulo 7 - Infiltração 7. INFILTRAÇÃO 7. INFILTRAÇÃO 7 - INFILTRAÇÃO 7.1 - Conceituação Geral Uma gota de chuva pode ser interceptada pela vegetação ou cair diretamente sobre o solo. A quantidade de água interceptada somente pode ser avaliada

Leia mais

A Importância da Observação e Manutenção Periódicas para Garantir a Eficácia de Obras de Estabilização de Taludes Naturais: Um Caso Concreto

A Importância da Observação e Manutenção Periódicas para Garantir a Eficácia de Obras de Estabilização de Taludes Naturais: Um Caso Concreto A Importância da Observação e Manutenção Periódicas para Garantir a Eficácia de Obras de Estabilização de Taludes Naturais: Um Caso Concreto Faiçal Massad e Milton Assis Kanji Escola Politécnica, Universidade

Leia mais

ESTRADAS E AEROPORTOS DRENAGEM DE VIAS

ESTRADAS E AEROPORTOS DRENAGEM DE VIAS ESTRADAS E AEROPORTOS DRENAGEM DE VIAS Prof. Vinícius C. Patrizzi 2 DRENAGEM PROFUNDA 3 DRENAGEM PROFUNDA 4 DRENAGEM PROFUNDA DRENAGEM PROFUNDA OBJETIVOS INTERCEPTAR AS ÁGUAS QUE POSSAM ATINGIR O SUBLEITO;

Leia mais

Enchente - caracteriza-se por uma vazão relativamente grande de escoamento superficial. Inundação - caracteriza-se pelo extravasamento do canal.

Enchente - caracteriza-se por uma vazão relativamente grande de escoamento superficial. Inundação - caracteriza-se pelo extravasamento do canal. Capítulo Controle de Enchentes e Inundações 10 1. DEFINIÇÃO Enchente - caracteriza-se por uma vazão relativamente grande de escoamento superficial. Inundação - caracteriza-se pelo extravasamento do canal.

Leia mais

2 INSTRUMENTAÇÃO E SEGURANÇA DE BARRAGENS

2 INSTRUMENTAÇÃO E SEGURANÇA DE BARRAGENS 2 INSTRUMENTAÇÃO E SEGURANÇA DE BARRAGENS 2.1. Introdução O interesse crescente pela segurança de barragens tem levado, em um número apreciável de países, à implementação de normas e critérios específicos

Leia mais

Tanques Sépticos e Disposição de Efluentes de Tanques Sépticos

Tanques Sépticos e Disposição de Efluentes de Tanques Sépticos UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO DECIV DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL Tanques Sépticos e Disposição de Efluentes de Tanques Sépticos DISCIPLINA: SANEAMENTO PROF. CARLOS EDUARDO F MELLO e-mail: cefmello@gmail.com

Leia mais

Exercício 1: Calcular a declividade média do curso d água principal da bacia abaixo, sendo fornecidos os dados da tabela 1:

Exercício 1: Calcular a declividade média do curso d água principal da bacia abaixo, sendo fornecidos os dados da tabela 1: IPH 111 Hidráulica e Hidrologia Aplicadas Exercícios de Hidrologia Exercício 1: Calcular a declividade média do curso d água principal da bacia abaixo, sendo fornecidos os dados da tabela 1: Tabela 1 Características

Leia mais

ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE SINOP DEPARTAMENTO DE

ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE SINOP DEPARTAMENTO DE ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE SINOP DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL Definição de solo Ciências aplicadas Contexto

Leia mais

Paredes Diafragma moldadas in loco

Paredes Diafragma moldadas in loco Paredes Diafragma moldadas in loco Breve descrição das etapas executivas Introdução A parede diafragma moldada in loco é um elemento de fundação e/ou contenção moldada no solo, realizando no subsolo um

Leia mais

INSPEÇÃO FORMAL DE GEOLOGIA DE ENGENHARIA DA BARRAGEM, ESTRUTURAS CIVIS ANEXAS E TALUDES

INSPEÇÃO FORMAL DE GEOLOGIA DE ENGENHARIA DA BARRAGEM, ESTRUTURAS CIVIS ANEXAS E TALUDES INSPEÇÃO FORMAL DE GEOLOGIA DE ENGENHARIA DA BARRAGEM, ESTRUTURAS CIVIS ANEXAS E TALUDES UHE ROSAL CEMIG GERAÇÃO E TRANSMISSÃO S.A. GERÊNCIA DE SEGURANÇA DE BARRAGENS AG/SB 1. OBJETO Realização de inspeção

Leia mais

Mecânica de Solos Prof. Fabio Tonin

Mecânica de Solos Prof. Fabio Tonin Compactação dos Solos Mecânica de Solos Prof. Fabio Tonin Compactação É o processo mecânico de aplicação de forças externas, destinadas a reduzir o volume dos vazios do solo, até atingir a massa específica

Leia mais

Seção transversal (S): engloba toda a área de escavação para construção do canal.

Seção transversal (S): engloba toda a área de escavação para construção do canal. CONDUTOS LIVRES Definições Escoamento de condutos livres é caracterizado por apresentar uma superfície livre na qual reina a pressão atmosférica. Rios são os melhores exemplos deste tipo de conduto. Sua

Leia mais

Capítulo 6 ELEMENTOS GEOMÉTRICOS DAS ESTRADAS DE RODAGEM

Capítulo 6 ELEMENTOS GEOMÉTRICOS DAS ESTRADAS DE RODAGEM Capítulo 6 ELEMENTOS GEOMÉTRICOS DAS ESTRADAS DE RODAGEM 6.1. INTRODUÇÃO A geometria de uma estrada é definida pelo traçado do seu eixo em planta e pelos perfis longitudinal e transversal. A Fig. 6.1 apresentada

Leia mais

Prof. Vinícius C. Patrizzi ESTRADAS E AEROPORTOS

Prof. Vinícius C. Patrizzi ESTRADAS E AEROPORTOS Prof. Vinícius C. Patrizzi ESTRADAS E AEROPORTOS Elementos geométricos de uma estrada (Fonte: PONTES FILHO, 1998) GEOMETRIA DE VIAS 1. INTRODUÇÃO: A geometria de uma estrada é definida pelo traçado do

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO Escola de Minas DECIV Patologia das Construções. Patologia das Fundações

UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO Escola de Minas DECIV Patologia das Construções. Patologia das Fundações UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO Escola de Minas DECIV Patologia das Construções Patologia das Fundações ETAPAS IMPORTANTES: Determinar o número de furos de sondagem, bem como a sua localização; Analisar

Leia mais

UTILIZAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM EM MURO DE SOLO REFORÇADO NA OBRA DE RECOMPOSIÇÃO DE TALUDE EM JACAREPAGUÁ RJ

UTILIZAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM EM MURO DE SOLO REFORÇADO NA OBRA DE RECOMPOSIÇÃO DE TALUDE EM JACAREPAGUÁ RJ UTILIZAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM EM MURO DE SOLO REFORÇADO NA OBRA DE RECOMPOSIÇÃO DE TALUDE EM JACAREPAGUÁ RJ Autor: Departamento Técnico - Atividade Bidim Colaboração: Eng. Gerson Cunha Eng. Maria Francisca

Leia mais

IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA DE CONTROLE E MONITORAMENTO DE PROCESSOS EROSIVOS DA UHE SANTO ANTÔNIO DO JARI

IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA DE CONTROLE E MONITORAMENTO DE PROCESSOS EROSIVOS DA UHE SANTO ANTÔNIO DO JARI IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA DE CONTROLE E MONITORAMENTO DE PROCESSOS EROSIVOS DA UHE SANTO ANTÔNIO DO JARI Relatório de Andamento N o. 01 (RTA-Jari-ProcessosErosivos-01/12) Preparado por: Especialmente para:

Leia mais

Decantação primária e precipitação

Decantação primária e precipitação Decantação primária e precipitação Prof. Dr. Peterson B. Moraes Departamento de Tecnologia em Saneamento Ambiental Centro Superior de Educação Tecnológica UNICAMP - Limeira 1 Decantadores primários (sedimentação)

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS ESCOLA DE AGRONOMIA E ENGENHARIA DE ALIMENTOS SETOR DE ENGENHARIA RURAL. Prof. Adão Wagner Pêgo Evangelista

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS ESCOLA DE AGRONOMIA E ENGENHARIA DE ALIMENTOS SETOR DE ENGENHARIA RURAL. Prof. Adão Wagner Pêgo Evangelista UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS ESCOLA DE AGRONOMIA E ENGENHARIA DE ALIMENTOS SETOR DE ENGENHARIA RURAL Prof. Adão Wagner Pêgo Evangelista 3 CONDUÇÃO DE ÁGUA 3.1 CONDUTOS LIVRES OU CANAIS Denominam-se condutos

Leia mais

6As áreas de abastecimento representam uma possível fonte de poluição ao meio

6As áreas de abastecimento representam uma possível fonte de poluição ao meio ÁREA DE ABASTECIMENTO E ARMAZENAMENTO DE COMBUSTÍVEL 6As áreas de abastecimento representam uma possível fonte de poluição ao meio ambiente e seu manuseio e armazenagem também apresentam considerável grau

Leia mais

Revestimento de Canal de Drenagem com Geomanta Revetment Drainage Channel with Geomats

Revestimento de Canal de Drenagem com Geomanta Revetment Drainage Channel with Geomats Revestimento de Canal de Drenagem com Geomanta Revetment Drainage Channel with Geomats Nome dos autores: Petrúcio Santos; Fábio Mendonça Bocheni José Roberto de Campos Costa Junior Instituição: Maccaferri

Leia mais

BOAS PRÁTICAS NA GESTÃO DE PROJETOS DE BARRAGENS DE REJEITOS

BOAS PRÁTICAS NA GESTÃO DE PROJETOS DE BARRAGENS DE REJEITOS SEMINÁRIO SOBRE A GESTÃO DA SEGURANÇA DE BARRAGENS EM MINERAÇÃO DNPM/IBRAM/SINDIEXTRA/FEAM/CREA-MG BOAS PRÁTICAS NA GESTÃO DE PROJETOS DE BARRAGENS DE REJEITOS ENG. JOAQUIM PIMENTA DE ÁVILA ENG. RICARDO

Leia mais

A1.2 Águas subterrâneas. A1.2.0 Introdução 1

A1.2 Águas subterrâneas. A1.2.0 Introdução 1 A1.2 Águas subterrâneas Os objetivos desta seção consistem em avaliar o potencial e as disponibilidades das águas subterrâneas, bem como determinar suas principais limitações e áreas mais favoráveis à

Leia mais

Escopo Geral de Serviços de Engenharia Geotécnica.

Escopo Geral de Serviços de Engenharia Geotécnica. Escopo Geral de Serviços de Engenharia Geotécnica. A seguir explicitam-se todas as etapas do trabalho de engenharia geotécnica recomendáveis para parecer técnico e ou projeto deste tipo, a fim de: - Orientar

Leia mais

OBRAS DE TERRA MUROS DE ARRIMO OU DE CONTENÇÃO

OBRAS DE TERRA MUROS DE ARRIMO OU DE CONTENÇÃO OBRAS DE TERRA MUROS DE ARRIMO OU DE CONTENÇÃO CURSO: Engenharia Civil SÉRIE: 10º Semestre DISCIPLINA: Obras de Terra CARGA HORÁRIA SEMANAL: 02 aulas-hora CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 40 aulas-hora 1.DEFINIÇÕES

Leia mais

PCH SANTA LAURA CONTROLE DO PLANEJAMENTO. Giorgia Zomer Fenili GASPARETTO Engenheira Civil ENGEVIX ENGENHARIA S.A.

PCH SANTA LAURA CONTROLE DO PLANEJAMENTO. Giorgia Zomer Fenili GASPARETTO Engenheira Civil ENGEVIX ENGENHARIA S.A. COMITÊ BRASILEIRO DE BARRAGENS VI SIMPÓSIO BRASILEIRO SOBRE PEQUENAS E MÉDIAS CENTRAIS HIDRELÉTRICAS BELO HORIZONTE MG, 21 A 25 DE ABRIL DE 2008 T23 A01 PCH SANTA LAURA CONTROLE DO PLANEJAMENTO Giorgia

Leia mais

HIDROGEOLOGIA AVANÇADA. PARTE II Aula 03. üíferos. Os Aqüí. Prof. Milton Matta

HIDROGEOLOGIA AVANÇADA. PARTE II Aula 03. üíferos. Os Aqüí. Prof. Milton Matta HIDROGEOLOGIA AVANÇADA PARTE II Aula 03 Os Aqüí üíferos Prof. Milton Matta Aquïfero aqui + FERO = (H2O) (SUPORTE) AQUÍFERO Aquífero é uma formação geológica, formada por rochas permeáveis seja pela porosidade

Leia mais

UHE BELO MONTE PROJETO BÁSICO DE ENGENHARIA

UHE BELO MONTE PROJETO BÁSICO DE ENGENHARIA CÓDIGO DO DOCUMENTO BEL-B-GR-DE-GER-000-0001 GERAL - LOCALIZAÇÃO E ACESSOS UHE BELO MONTE PROJETO BÁSICO DE ENGENHARIA GERAL TÍTULO BEL-B-GR-DE-GER-000-0002 BEL-B-GR-DE-GER-000-0003 BEL-B-GR-DE-GER-000-0004

Leia mais

APLICAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM NA CONTENÇÃO EM GABIÕES NO KM 4,7 DA RODOVIA MGT 383

APLICAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM NA CONTENÇÃO EM GABIÕES NO KM 4,7 DA RODOVIA MGT 383 APLICAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM NA CONTENÇÃO EM GABIÕES NO KM 4,7 DA RODOVIA MGT 383 Autor: Departamento Técnico - Atividade Bidim Colaboração: João Carlos Costa Andrade Luiz Augusto Duarte Perdigão Eng.

Leia mais

INSTRUÇÃO TÉCNICA DPO Nº 5, de 10/11/2011

INSTRUÇÃO TÉCNICA DPO Nº 5, de 10/11/2011 INSTRUÇÃO TÉCNICA DPO Nº 5, de 10/11/2011 1. Objeto. 2. Referências. OUTORGA DE APROVEITAMENTOS HIDRELÉTRICOS UHE / PCH / CGH 3. Obtenção de outorgas junto ao. 4. Fluxograma dos procedimentos para uso

Leia mais

Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade

Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade Procedência: Grupo de Trabalho da Câmara Técnica de Recursos Hídricos Decisão Consema 02/2012 Assunto: Normas para exploração de areia e argila em rios intermitentes de Pernambuco Proposta de Resolução

Leia mais

Os serviços que serão executados na FNS são brevemente resumidos a seguir:

Os serviços que serão executados na FNS são brevemente resumidos a seguir: SUBPROGRAMA DE MANUTENÇÃO E CAPINA NA VIA FÉRREA Este Subprograma trata do gerenciamento e planejamento da execução dos serviços de manutenção e capina da via férrea que será executado em toda a extensão

Leia mais

Usina Hidrelétrica Belo Monte APRESENTAÇÃO GERAL DO EMPREENDIMENTO

Usina Hidrelétrica Belo Monte APRESENTAÇÃO GERAL DO EMPREENDIMENTO Usina Hidrelétrica Belo Monte APRESENTAÇÃO GERAL DO EMPREENDIMENTO BREVE HISTÓRICO Estudo de Inventário do rio Xingu: realizados na década de 1970 com relatório técnico emitido no final de 1979 Estudos

Leia mais

DP-H13 DIRETRIZES DE PROJETO PARA COEFICIENTE DE RUGOSIDADE

DP-H13 DIRETRIZES DE PROJETO PARA COEFICIENTE DE RUGOSIDADE REFERÊNCIA ASSUNTO: DIRETRIZES DE PROJETO DE HIDRÁULICA E DRENAGEM DATA DP-H13 DIRETRIZES DE PROJETO PARA COEFICIENTE DE RUGOSIDADE -309- ÍNDICE PÁG. 1. OBJETIVO... 311 2. RUGOSIDADE EM OBRAS HIDRÁULICAS...

Leia mais

Muro de arrimo segmentado

Muro de arrimo segmentado 1 de 12 01/11/2010 18:40 Muro de arrimo segmentado Este artigo apresenta a seqüência executiva de um muro de arrimo segmentado. A técnica consiste no reforço de solo pela inclusão de elementos planos (geogrelhas

Leia mais

Implantação de Monitoramento da Barragem de Salto Caxias através de Auscultação Geodésica

Implantação de Monitoramento da Barragem de Salto Caxias através de Auscultação Geodésica Implantação de Monitoramento da Barragem de Salto Caxias através de Auscultação Geodésica Pedro Luis Faggion, Luis A. Koenig Veiga, Silvio Rogério Correia de Freitas, Carlos Aurélio Nadal Universidade

Leia mais

Geotecnia nos Campos Gerais: um caso de obra de saneamento no arenito

Geotecnia nos Campos Gerais: um caso de obra de saneamento no arenito Geotecnia nos Campos Gerais: um caso de obra de saneamento no arenito Ney Augusto Nascimento, Ph.D., PPGCC-UFPR email: neyan@ufpr.br Resumo: O caso de uma obra de tratamento de resíduos industriais de

Leia mais

Barragens de concreto em abóbada com dupla curvatura.

Barragens de concreto em abóbada com dupla curvatura. ANÁLISE DIMENSIONAL Modelos Reduzidos Prof. Manuel Rocha - LNEC Prof. Eduardo C. S. Thomaz Notas de aula Barragens de concreto em abóbada com dupla curvatura. Na década de 60, época do projeto e da construção

Leia mais

IP-06/2004 DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTOS COM BLOCOS INTERTRAVADOS DE CONCRETO

IP-06/2004 DIMENSIONAMENTO DE PAVIMENTOS COM BLOCOS INTERTRAVADOS DE CONCRETO 1. OBJETIVO O objetivo deste documento é fornecer os subsídios de projeto para pavimentos com peças pré-moldadas de concreto no Município de São Paulo, orientando e padronizando os procedimentos de caráter

Leia mais

LISTA 1 CS2. Cada aluno deve resolver 3 exercícios de acordo com o seu númeo FESP

LISTA 1 CS2. Cada aluno deve resolver 3 exercícios de acordo com o seu númeo FESP LISTA 1 CS2 Cada aluno deve resolver 3 exercícios de acordo com o seu númeo FESP Final 1 exercícios 3, 5, 15, 23 Final 2 exercícios 4, 6, 17, 25 Final 3- exercícios 2, 7, 18, 27 Final 4 exercícios 1 (pares),

Leia mais

(VERSÃO ORIGINAL COM EXCLUSÃO DE NOMES E IMAGENS DE PESSOAS)

(VERSÃO ORIGINAL COM EXCLUSÃO DE NOMES E IMAGENS DE PESSOAS) PCAI Programa de Controle Ambiental Intrínseco SÍTIO BELO MONTE (VERSÃO ORIGINAL COM EXCLUSÃO DE NOMES E IMAGENS DE PESSOAS) Foto 01: Casa de força de Belo / vista de montante para jusante. Situação atual

Leia mais

CARGO: ENGENHARIA CIVIL II

CARGO: ENGENHARIA CIVIL II MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO SUL DE MINAS GERAIS CONCURSO PÚBLICO DE DOCENTES DO QUADRO EFETIVO EDITAL

Leia mais

ISF 211: PROJETO DE TERRAPLENAGEM

ISF 211: PROJETO DE TERRAPLENAGEM ISF 211: PROJETO DE TERRAPLENAGEM 1. OBJETIVO Definir e especificar os serviços constantes do Projeto de Terraplenagem nos Projetos de Engenharia Ferroviária, Projeto Básico e Projeto Executivo. 2. FASES

Leia mais

ÁGUA NO SOLO. Geografia das Águas Continentais. Profª Rosângela Leal

ÁGUA NO SOLO. Geografia das Águas Continentais. Profª Rosângela Leal ÁGUA NO SOLO Geografia das Águas Continentais Profª Rosângela Leal A ÁGUA E O SOLO Os solos são constituídos de elementos figurados, água e ar. Os elementos figurados são contituídos partículas minerais

Leia mais

Estudo da Resistência ao Cisalhamento de Interface em Fita Metálica para Soluções em Terra Armada

Estudo da Resistência ao Cisalhamento de Interface em Fita Metálica para Soluções em Terra Armada COBRAMSEG : ENGENHARIA GEOTÉCNICA PARA O DESENVOLVIMENTO, INOVAÇÃO E SUSTENTABILIDADE. ABMS. Estudo da Resistência ao Cisalhamento de Interface em Fita Metálica para Soluções em Terra Armada Sérgio Barreto

Leia mais

TECNICAS CONSTRUTIVAS I

TECNICAS CONSTRUTIVAS I Curso Superior de Tecnologia em Construção de Edifícios TECNICAS CONSTRUTIVAS I Prof. Leandro Candido de Lemos Pinheiro leandro.pinheiro@riogrande.ifrs.edu.br FUNDAÇÕES Fundações em superfície: Rasa, Direta

Leia mais

ABASTECIMENTO DE ÁGUA SOLUÇÕES ALTERNATIVAS

ABASTECIMENTO DE ÁGUA SOLUÇÕES ALTERNATIVAS UFPR Ministério da Educação UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ Setor de Ciências da Saúde Departamento de Saude Comunitária ABASTECIMENTO DE ÁGUA Profª. Eliane Carneiro Gomes Departamento de Saúde Comunitária

Leia mais

TENDÊNCIAS ACTUAIS DA LEGISLAÇÃO DE BARRAGENS. Laura Caldeira

TENDÊNCIAS ACTUAIS DA LEGISLAÇÃO DE BARRAGENS. Laura Caldeira TENDÊNCIAS ACTUAIS DA LEGISLAÇÃO DE BARRAGENS Laura Caldeira Índice 1. Conceitos de segurança estrutural 2. Conceitos de risco 3. Utilização de sistemas de classificação 4. Considerações finais 2 1. Conceitos

Leia mais

Escavações e Escoramentos na Cidade de São Paulo: Evolução e Tendências Futuras

Escavações e Escoramentos na Cidade de São Paulo: Evolução e Tendências Futuras Escavações e Escoramentos na Cidade de São Paulo: Ivan Grandis IGR Engenharia Ltda. Jaime Domingos Marzionna ENGEOS Engenharia e Geotecnia S/S Ltda. Escola Politécnica da USP Twin Cities 1 Evolução das

Leia mais

APLICAÇÃO DE GEOTÊXTIL BIDIM IMPREGNADO COM EMULSÃO ASFÁLTICA PARA IMPERMEABILIZAÇÃO DE TANQUES DA AÇUCAREIRA QUATÁ S/A SÃO PAULO

APLICAÇÃO DE GEOTÊXTIL BIDIM IMPREGNADO COM EMULSÃO ASFÁLTICA PARA IMPERMEABILIZAÇÃO DE TANQUES DA AÇUCAREIRA QUATÁ S/A SÃO PAULO APLICAÇÃO DE GEOTÊXTIL BIDIM IMPREGNADO COM EMULSÃO ASFÁLTICA PARA IMPERMEABILIZAÇÃO DE TANQUES DA AÇUCAREIRA QUATÁ S/A SÃO PAULO Autor: Departamento Técnico - Atividade Bidim Colaboração: Laerte Guião

Leia mais

CAPÍTULO 11 ENGETUBO

CAPÍTULO 11 ENGETUBO 138 CAPÍTULO 11 ENGETUBO 1. Generalidades Os geotubos são tubos fabricados a partir de materiais poliméricos e são classificados como flexíveis. No caso do Engetubo da Engepol o polímero é o PEAD polietileno

Leia mais

ECONOMIA NAS FUNDAÇÕES DE TORRES ESTAIADAS EM LINHAS DE TRANSMISSÃO DE 460 kv. Rubens Ashcar CTEEP

ECONOMIA NAS FUNDAÇÕES DE TORRES ESTAIADAS EM LINHAS DE TRANSMISSÃO DE 460 kv. Rubens Ashcar CTEEP IX/FI-22.7 COMITÊ 22 LINHAS AÉREAS DE ALTA TENSÃO ECONOMIA NAS FUNDAÇÕES DE TORRES ESTAIADAS EM LINHAS DE TRANSMISSÃO DE 460 kv Rubens Ashcar CTEEP RESUMO Este trabalho apresenta a economia obtida nas

Leia mais

Desempenho da Calha Rochosa Não-Revestida do Vertedouro da Usina Hidrelétrica Governador Ney Braga (Segredo) após 14 anos de Operação

Desempenho da Calha Rochosa Não-Revestida do Vertedouro da Usina Hidrelétrica Governador Ney Braga (Segredo) após 14 anos de Operação Desempenho da Calha Rochosa Não-Revestida do Vertedouro da Usina Hidrelétrica Governador Ney Braga (Segredo) após 14 anos de Operação Roberto Werneck Seara; Benedito de Souza Neto; Fabiano Rossini COPEL

Leia mais

HIDRÁULICA DE POÇOS. Prof. Marcelo R. Barison

HIDRÁULICA DE POÇOS. Prof. Marcelo R. Barison HIDRÁULICA DE POÇOS Prof. Marcelo R. Barison Infiltração e Escoamento - as zonas de umidade do solo - Aqüífero Livre; Aqüífero Confinado. TIPOS DE AQÜÍFEROS Representação Esquemática dos Diferentes Tipos

Leia mais

AVALIAÇÃO DE SEGURANÇA DA BARRAGEM DE CURUÁ-UNA COM BASE NA PIEZOMETRIA. Laryssa P. Ligocki Alexandre R. Saré Alberto S. F. J.

AVALIAÇÃO DE SEGURANÇA DA BARRAGEM DE CURUÁ-UNA COM BASE NA PIEZOMETRIA. Laryssa P. Ligocki Alexandre R. Saré Alberto S. F. J. COMITÊ BRASILEIRO DE BARRAGENS XXV SEMINÁRIO NACIONAL DE GRANDES BARRAGENS SALVADOR, 12 A 15 DE OUTUBRO DE 2003 T92 A12 AVALIAÇÃO DE SEGURANÇA DA BARRAGEM DE CURUÁ-UNA COM BASE NA PIEZOMETRIA Laryssa P.

Leia mais

DIRETRIZES EXECUTIVAS DE SERVIÇOS PARA

DIRETRIZES EXECUTIVAS DE SERVIÇOS PARA DIRETRIZES EXECUTIVAS DE SERVIÇOS PARA ES-C01 ESTRUTURAS DE ARRIMO 1 DOCUMENTO DE CIRCULAÇÃO EXTERNA ÍNDICE PÁG. 1. OBJETO E OBJETIVO...3 2. S...3 3. CONSIDERAÇÕES INICIAIS...3 4. MUROS DE CONCRETO ARMADO...4

Leia mais

Revista Educação Agrícola Superior Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior - ABEAS - v.25, n.1, p.26-30, 2010.

Revista Educação Agrícola Superior Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior - ABEAS - v.25, n.1, p.26-30, 2010. Revista Educação Agrícola Superior Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior - ABEAS - v.25, n.1, p.26-30, 2010. LOCAÇÃO E ESCAVAÇÃO DE BARRAGENS SUBTERRÂ- NEAS Marluce A. de Azevedo 1 ; José

Leia mais

Sistemas Prediais de Águas Pluviais (SPAP)

Sistemas Prediais de Águas Pluviais (SPAP) Escola de Engenharia Civil - UFG SISTEMAS PREDIAIS Sistemas Prediais de Águas Pluviais (SPAP) Concepção de projeto Métodos de dimensionamento dos componentes e sistemas Prof. Ricardo Prado Abreu Reis Goiânia

Leia mais

APROVEITAMENTO HIDRELÉTRICO DE FUNIL FASES DE IMPLANTAÇÃO DA BARRAGEM MISTA DE TERRA/ENROCAMENTO. Luis Mario Cáceres Cáceres Fernando Nunes da Silva

APROVEITAMENTO HIDRELÉTRICO DE FUNIL FASES DE IMPLANTAÇÃO DA BARRAGEM MISTA DE TERRA/ENROCAMENTO. Luis Mario Cáceres Cáceres Fernando Nunes da Silva COMITÊ BRASILEIRO DE BARRAGENS XXV SEMINÁRIO NACIONAL DE GRANDES BARRAGENS SALVADOR, 12 A 15 DE OUTUBRO DE 2003 T92 A34 APROVEITAMENTO HIDRELÉTRICO DE FUNIL FASES DE IMPLANTAÇÃO DA BARRAGEM MISTA DE TERRA/ENROCAMENTO

Leia mais

FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS S.A. marcelle@furnas.com.br

FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS S.A. marcelle@furnas.com.br FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS S.A. USINAS HIDRELÉTRICAS marcelle@furnas.com.br GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA EMPREENDIMENTOS DO SETOR ELÉTRICO HIDROELETRICOS CGH PCH UHE Potência Instalada < = 1,0 MW 1,0 MW

Leia mais

SÉRIE: DISCIPLINA: CARGA HORÁRIA SEMANAL: CARGA HORÁRIA SEMESTRAL:

SÉRIE: DISCIPLINA: CARGA HORÁRIA SEMANAL: CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: OBRAS DE TERRA MUROS DE ARRIMO OU DE CONTENÇÃO CURSO: Engenharia Civil SÉRIE: 10º Semestre DISCIPLINA: Obras de Terra CARGA HORÁRIA SEMANAL: 02 aulas-hora CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 40 aulas-hora 1.DEFINIÇÕES

Leia mais

ENGENHARIA DE FORTIFICAÇÃO E CONSTRUÇÃO CADERNO DE QUESTÕES

ENGENHARIA DE FORTIFICAÇÃO E CONSTRUÇÃO CADERNO DE QUESTÕES CONCURSO DE ADMISSÃO AO CURSO DE FORMAÇÃO ENGENHARIA DE FORTIFICAÇÃO E CONSTRUÇÃO CADERNO DE QUESTÕES 2014 1 a QUESTÃO Valor: 1,00 O núcleo central de inércia é o lugar geométrico da seção transversal

Leia mais

Conceitos e Requisitos para Pavimentos de Concreto Permeável

Conceitos e Requisitos para Pavimentos de Concreto Permeável prática recomendada pr-3 Conceitos e Requisitos para Pavimentos de Concreto Permeável MSc. Mariana L. Marchioni e MSc. Cláudio Oliveira Silva Associação Brasileira de Cimento Portland Engº Arcindo Vaquero

Leia mais

Check list e Avaliação. Orientações para preenchimento do Formulário de Inspeção/Vistoria e Subsídios para Avaliação do Sistema

Check list e Avaliação. Orientações para preenchimento do Formulário de Inspeção/Vistoria e Subsídios para Avaliação do Sistema SISTEMA DE ESGOTO ESTÁTICO Check list e Avaliação Orientações para preenchimento do Formulário de Inspeção/Vistoria e Subsídios para Avaliação do Sistema Belo Horizonte, Outubro de 2008 SISTEMA DE ESGOTO

Leia mais

ANEXO I EDITAL DE TOMADA DE PREÇOS Nº 008/2014

ANEXO I EDITAL DE TOMADA DE PREÇOS Nº 008/2014 ANEXO I EDITAL DE TOMADA DE PREÇOS Nº 008/2014 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS PARA ELABORAÇÃO DE ESTUDOS AMBIENTAIS PARA O PROCESSO DE LICENÇA DE INSTALAÇÃO DO ALTEAMENTO DO VERTEDOURO DA BARRAGEM DO CIPÓ 1)

Leia mais

ESTRUTURAS DE CONTENÇÃO AULA 2. CIV 247 OBRAS DE TERRA Prof. Romero César Gomes

ESTRUTURAS DE CONTENÇÃO AULA 2. CIV 247 OBRAS DE TERRA Prof. Romero César Gomes ESTRUTURAS DE CONTENÇÃO AULA 2 CIV 247 OBRAS DE TERRA Prof. Romero César Gomes 2.1 Critérios de Projeto de Muros de Arrimo. 2.2 Análises da Estabilidade de Muros de Arrimo. 2.3 Exemplo de Cálculo. Aula

Leia mais

As águas podem causar inúmeros problemas nas estradas, dentre os quais:

As águas podem causar inúmeros problemas nas estradas, dentre os quais: Estradas 2 Segunda Parte Drenagem Uma estrada é construída para permitir o tráfego em qualquer condição climática. No Brasil isto é essencialmente verdade nas estações chuvosas, onde ocorrem alagamentos.

Leia mais

ESGOTAMENTO ESPECIFICAÇÕES OBJETIVO... 2 CONSIDERAÇÕES GERAIS... 2 CONSIDERAÇÕES ESPECÍFICAS... 2

ESGOTAMENTO ESPECIFICAÇÕES OBJETIVO... 2 CONSIDERAÇÕES GERAIS... 2 CONSIDERAÇÕES ESPECÍFICAS... 2 1/7 SUMÁRIO OBJETIVO... 2 CONSIDERAÇÕES GERAIS... 2 CONSIDERAÇÕES ESPECÍFICAS... 2 01 ESGOTAMENTO COM BOMBAS... 3 02 REBAIXAMENTO DE LENÇOL FREÁTICO COM PONTEIRAS FILTRANTES... 3 03 REBAIXAMENTO DE LENÇOL

Leia mais

ISF 210: PROJETO DE DRENAGEM

ISF 210: PROJETO DE DRENAGEM ISF 210: PROJETO DE DRENAGEM 1. OBJETIVO Definir e especificar os serviços constantes do Projeto de Drenagem e Obras de Arte Correntes nos Projetos de Engenharia de Infraestrutura Ferroviária. 2. FASES

Leia mais