Apresentação... Quem é Maria da Penha Maia?... O que é violência contra a mulher?... O que é violência doméstica?...

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3 Índice Apresentação... Quem é Maria da Penha Maia?... O que é violência contra a mulher?... O que é violência doméstica?... Quais são os tipos de violência doméstica?... Do que trata a Lei Maria da Penha?... Como agir em caso de violência?... Quem poderá fazer a denúncia?

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5 Apresentação Em 2006, logo depois de sancionada a Lei Maria da Penha pelo presidente Lula, lançamos um caderno apresentando e explicando a então nova lei, que representou um marco histórico na luta das mulheres contra a violência. Agora, logo após o reconhecimento da constitucionalidade da lei pelo Supremo Tribunal Federal, achamos importante comunicar a mudança histórica decidida pelo STF neste início de A garantia de que qualquer pessoa pode fazer a denúncia de violência e a eliminação da representatividade da vítima em processo criminal contra o agressor direciona um recado de que o país não aceitará mais conviver com a impunidade. É importante salientar que a Lei Maria da Penha retirou milhares de mulheres agredidas da clandestinidade, contribuindo para a construção de um país mais justo. Como o acesso à informação também garante o acesso aos direitos, lançamos esta publicação em um formato um pouco diferente da primeira edição. Naquele momento era importante divulgar a íntegra da nova lei. Neste momento, mostrar como acessar a lei e fazer valer os direitos, de forma didática e mais informal, apresentando o novo avanço, deve ser prioridade. A decisão do STF sobre a Lei Maria da Penha representou um novo grande avanço, pois dá poderes ao Ministério Público de continuar a ação processual de agressão mesmo se a vítima se arrepender e quiser desistir do processo. Outro ponto fundamental é que agora qualquer pessoa pode denunciar a violência doméstica. As mudanças reforçam a proteção à mulher e a expectativa é de que mais mulheres vejam a 5

6 justiça sendo feita, ampliando a quantidade de processos e condenações. Sabemos que o fi m da violência passa pela articulação de diferentes políticas públicas que garantam a autonomia das mulheres e a defesa de seus direitos. Além de uma rede de proteção, precisamos avançar em programas que garantam emprego e renda para as mulheres, no atendimento da Educação Infantil, na implantação de uma política educacional não sexista, na valorização da cultura que promova a participação efetiva das mulheres. É necessário garantir o acesso das mulheres à terra, à habitação, aos espaços de decisão e de poder para que suas demandas sejam incluídas e, de fato, implementadas. O ministro Ayres Britto, no dia do histórico julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4.424), lembrou a máxima: o grau de civilização de um povo se mede pelo grau de proteção à mulher. Com esta frase, desejo a todas as mulheres e homens solidários à causa da igualdade, uma boa leitura e uma boa luta para que possamos avançar ainda mais. Raul Pont Deputado estadual e presidente do PT/RS 6

7 Quem é Maria da Penha Maia? A biofarmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes se tornou um símbolo no combate à violência doméstica após lutar durante 20 anos para ver seu agressor condenado. Em 1983, Maria da Penha recebeu um tiro de seu marido, Marco Antônio Heredia Viveiros, professor universitário, enquanto dormia. Como sequela, perdeu os movimentos das pernas e se viu presa a uma cadeira de rodas. Seu marido tentou acobertar o crime, afi rmando que o disparo havia sido cometido por um ladrão. Após um longo período no hospital, a farmacêutica retornou para casa, onde mais sofrimento lhe aguardava. Seu marido a manteve presa dentro de casa, iniciando-se uma série de agressões. Por fi m, uma nova tentativa de assassinato, desta vez por eletrocução, que a levou a buscar ajuda da família. Com uma autorização judicial, conseguiu deixar a casa em companhia das três fi lhas. Maria da Penha fi cou paraplégica. No ano seguinte, em 1984, Maria da Penha iniciou uma longa jornada em busca de justiça. Sete anos depois, seu marido foi a júri, quando foi condenado a 15 anos de prisão. A defesa apelou da sentença e, no ano seguinte, a condenação foi anulada. Um novo julgamento foi realizado em 1996 e uma condenação de 10 anos foi aplicada. Porém, o marido de Maria da Penha ficou preso apenas por dois anos, em regime fechado. 7

8 Em razão deste fato, o Centro pela Justiça pelo Direito Internacional (CEJIL) e o Comitê Latino-Americano de Defesa dos Direitos da Mulher (CLADEM), juntamente com a vítima Maria da Penha, formalizaram uma denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), órgão internacional responsável pelo arquivamento de comunicações decorrentes de violação de acordos internacionais. Paralelamente, iniciou-se um longo processo de discussão através de proposta elaborada por um Consórcio de ONGs (AD- VOCACY, AGENDE, CEPIA, CFEMEA, CLADEM/IPÊ e THEMIS). Assim, a repercussão do caso foi elevada a nível internacional. Após reformulação efetuada por meio de um grupo de trabalho interministerial, coordenado pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, do Governo Federal, a proposta foi encaminhada para o Congresso Nacional. Transformada a proposta em Projeto de Lei, realizaram-se durante o ano de 2005, inúmeras audiências públicas em Assembleias Legislativas das cinco regiões do País, contando com a intensa participação de entidades da sociedade civil. Assim, a Lei nº foi sancionada pelo Presidente da República em 07 de agosto de Em vigor desde 22 de setembro de 2006, a Lei Maria da Penha dá cumprimento, finalmente, às disposições da Constituição Federal de 1988, bem como à Convenção para Previnir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher, e à Convenção para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher (CEDAW) da ONU (Organização para as Nações Unidas). 8

9 O que é violência contra a mulher? A violência contra a mulher é caracterizada por qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada (Convenção Intermericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher, Belém/PA, 1994). A violência contra as mulheres é uma manifestação de relações de poder historicamente desiguais entre homens e mulheres que conduziram à dominação e à discriminação contra as mulheres pelos homens e impedem o pleno avanço das mulheres... (Declaração sobre a Eliminação da Violência contra as Mulheres, Resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas, dezembro de 1993) Vivemos, em nossa sociedade, uma relação de desigualdade entre homens e mulheres, que se manifesta de diversas formas e em diferentes espaços: seja no ambiente familiar, no mundo do trabalho, no universo da educação e da saúde, seja nos espaços ocupados histórica e culturalmente. É nesse contexto que se articulam as diferentes formas de violência sexista, alicerçadas no preconceito, que vão desde pressões emocionais e psicológicas até maus tratos físicos e orte. A violência contra as mulheres está presen- 9

10 te em todos os lugares: na cidade, no campo, nas escolas e universidades, no trabalho, nas ruas, na televisão e no cinema, nos sindicatos, nos partidos políticos, igrejas e cultos religiosos. Mas é dentro de casa que ela acontece com muito mais frequência e intensidade, de forma muitas vezes velada, escondida, amparada por construções culturais do tipo de que em briga de marido e mulher não se mete a colher, cada um sabe como educa seus fi lhos. O que é violência doméstica? (Art.5 da Lei ) Acontece, na maior parte das vezes, dentro de casa. Nesta situação é importante ressaltar que o agressor pode ser qualquer pessoa que tenha contato com a vítima, como marido, namorado, irmão, ex-marido, tio ou avô. O que não exclui que a violência também aconteça em outros espaços, como no trabalho, na escola, na rua. Esse tipo de violência se manifesta desde ameaças até espancamentos. Como a família representa, para boa parte das pessoas, relações de afeto, preocupação e cuidado, isso acaba ocultando os casos de violência, e poucas pessoas fi cam sabendo quando acontece. 10

11 Quais são os tipos de violência doméstica? (Art.7 da Lei ) A violência doméstica e familiar fi gura no Código Penal e estabelece as formas da violência doméstica contra a mulher como física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. a) Violência Física Entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal. É o espancamento com a mão ou objetos, tentativa de estrangulamento, arremesso de objetos contra a mulher, pontapés, podendo chegar à morte da mulher. Muitas vezes, ocorre paralelamente à violência psicológica. b) Violência Psicológica Entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, xingamento, gritos, imposição do medo, humilhação, reclamação excessiva das coisas que ela faz ou deixa de fazer, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação; quando o homem impede a mulher a 11

12 trabalhar fora de casa, ou de sair de casa por qualquer outro motivo, ou de vestir o que quer e gosta. c) Violência sexual Entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos; mesmo quando ocorre dentro do casamento ou nas relações de namoro. Caracterizam-se como violência sexual o estupro, assédio sexual ou abuso sexual. d) Violência patrimonial Entendida como qualquer conduta que confi gure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os espaços destinados a satisfazer suas necessidades. e) Violência moral Entendida como qualquer conduta que confi gure calúnia, difamação ou injúria. Por exemplo, acusar a mulher de um crime que não cometeu, ofendê-la com adjetivos que a desqualifi que, em qualquer âmbito. 12

13 Do que trata a Lei Maria da Penha? (Art.1 da Lei ) A Lei , denominada Lei Maria da Penha, tipifi ca e pune os atos de violência contra a mulher, trata da criação de mecanismos que têm por objetivo conter e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Sancionada em 7 de agosto de 2006, leva esse nome em homenagem a Maria da Penha Maia, brasileira, que como muitas outras mulheres, fez da sua dor uma luta. Locais que devem ser procurados em caso de violência doméstica Delegacia de Polícia - DP Delegacia de Atendimento à Mulher - DEAMs Coordenadorias ou Secretarias municipais das Mulheres Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres - SPM Comdim - Conselhos Municipais dos Direitos das Mulheres Conselho Estadual dos Direitos das Mulheres 13

14 Centros de Referência para Mulheres Vítimas de Violência Redes de Acolhimento e Atendimento às mulheres em situação de violência doméstica e familiar (ongs, sindicatos, movimentos, associações, clubes de mães, pastorais) Disque Denúncia 180 ou No endereço você encontra uma listagem completa com endereços e contatos, separados por municípios, de uma série de serviços voltados para as mulheres. Todos os endereços de delegacias de polícia, coordenadorias e secretarias de mulheres, conselhos municipais e centros de referência do Rio Grande do Sul estão listados ali. 14

15 Como agir em caso de violência Qualquer mulher que tenha sido vítima de violência doméstica e familiar, independente de sua idade, pode procurar os serviços de atendimento à vítima de violência doméstica e familiar. O serviço a ser procurado dependerá muito do resultado da violência: 1) Se o resultado for lesão corporal grave ou violência sexual, a mulher deverá ser encaminhada diretamente ao serviço de saúde mais próximo (Pronto Socorro, Hospitais). Após a vítima ser atendida no serviço de saúde, o caso será encaminhado à autoridade policial para registro da ocorrência e independentemente da vontade da vítima, será dado andamento ao processo contra o agressor. 2) Se o resultado for lesão corporal leve, violência psicológica, violência moral, violência patrimonial ou qualquer outro tipo de violência, a mulher vítima de violência doméstica e familiar deve procurar os centros de referência para atendimento. Não existindo este serviço, deverá procurar a delegacia de polícia mais próxima de sua casa para registrar uma ocorrência policial. Se preferir, ela pode dirigir-se a uma Delegacia Especial de Defesa da Mulher. 15

16 Em ambos os casos acima o papel da autoridade policial será (Art.10 e Art.11 da Lei ): 1 - ouvir a vítima, redigir o boletim de ocorrência onde será descrito detalhadamente o fato ocorrido. Nos casos de agressões físicas (lesão corporal) a autoridade policial deverá tomar as providências para abrir um processo contra o agressor, e, independentemente da vontade da vítima, dar andamento ao mesmo. Nos demais casos de violência, a autoridade policial dependerá de autorização da vítima para dar andamento ao processo, podendo a vítima desistir somente na presença de um juiz em audiência; 2 - colher as provas que servirem para verifi car se o fato ocorreu e como ocorreu; 3 - mandar para o juiz, em até 48 horas, o pedido de medidas protetivas de urgência. O juiz, por sua vez terá o mesmo prazo para responder se estas medidas devem ou não ser aplicadas; 4 - em caso de agressão física leve (lesão corporal leve), encaminhar a vítima ao hospital ou posto de saúde e ao Instituto Médico Legal; 5 - em caso de necessidade, fornecer transporte para a vítima e seus dependentes para abrigo ou local seguro e acompanhar a vítima para retirar seus pertences do domicílio familiar; 6 - ordenar a identifi cação do agressor, ouvir o agressor e as testemunhas. 16

17 Medidas protetivas de urgência (Art. 18 e seguintes da Lei ) As medidas protetivas foram criadas para proteger as mulheres vítimas de violência doméstica de possíveis atos abusivos ou criminosos por parte de seu agressor. Elas podem ser solicitadas pela vítima, ainda no seu primeiro contato com a Delegacia de Polícia ou Delegacia de Atendimento à Mulher (nas cidades onde houver), e encaminhadas ao Juiz Criminal pela (o) delegada (o), no prazo de 48 horas. O juiz também tem apenas 48 horas para decidir sobre as medidas porque as mesmas são urgentes. A mulher, por exemplo, poderá solicitar a separação de corpos, alimentos, proibição do agressor de aproximar-se da vitima e de seus familiares e/ou, ainda, que o mesmo seja proibido de freqüentar determinados lugares. Quais são as medidas protetivas? (Art.22 da Lei ) 1) Afastamento do agressor do lar com o retorno da vítima e seus dependentes ao mesmo; 2) proibição de contato ou aproximação do agressor com a vítima, seus familiares e testemunhas; 3) prestação de alimentos aos fi lhos menores por parte do agressor; 4) separação de corpos; 17

18 5) encaminhamento da vítima e seus dependentes a programa ofi cial ou comunitário de proteção ou de atendimento; 6) restituição de bens indevidamente subtraídos da vítima pelo agressor; 7) suspensão de procurações conferidas pela vítima ao agressor; 8) suspensão de Porte de Arma do agressor; 9) proibição do agressor de frequentar determinados lugares; 10) restrição ou suspensão de visitas do agressor aos dependentes menores; 11) afastar a vítima do lar sem o prejuízo dos direitos relativos a bens, guarda dos fi lhos e alimentos; 12) proibição temporária para a celebração de compra, venda e locação de propriedade em comum; 13) prestação de caução provisória por perdas e danos materiais decorrentes da prática de violência doméstica contra a vítima. É importante perceber que outras medidas protetivas diferentes das descritas na Lei Maria da Penha poderão ser concedidas pelo juiz, tendo como objetivo preservar a mulher vítima de violência doméstica e familiar. 18

19 Dos filhos da mulher vítima de violência Conforme dispõe a Lei Maria da Penha (Art. 23), a mulher vítima de violência doméstica e familiar poderá: 1) se conduzida a programa ofi cial de proteção e atendimento pelo juiz, levar seus fi lhos junto; 2) se o juiz determinar o retorno da vítima ao lar após o afastamento do agressor, os fi lhos retornarão junto; 3) se a vítima for afastada do lar por motivos específi cos determinados pelo juiz, os fi lhos poderão acompanhar a mãe. Quem poderá fazer a denúncia? (ADI 4424) No caso do crime de lesão corporal, qualquer pessoa poderá fazer a denúncia, dirigindo-se à delegacia mais próxima e registrando a violência à autoridade policial, para que a mesma investigue o fato e dê o andamento pertinente conforme o resultado da investigação policial. Nos demais casos, isto é, quando não houver lesão corporal, como por exemplo o crime de ameaça, a própria vitima deverá ir até a delegacia mais próxima, realizar a denúncia e autorizar a autoridade policial a dar andamento ao proces- 19

20 so contra o agressor. Outro avanço na Lei é o Ministério Público tem poder de continuar a ação de agressão mesmo se a vítima se arrepender e quiser desistir do processo.(art.25) Faltas ao trabalho (Ar t. 9 da Lei ) Um elemento muito importante da Lei Maria da Penha é a garantia do trabalho da agredida. A funcionária pública vítima de agressão tem direito à prioridade na remoção e as trabalhadoras celetistas (carteira assinada) têm garantido o vinculo trabalhista por até seis meses. Neste período, segundo inúmeros juristas, caberá ao órgão previdenciário realizar o pagamento dos salários. Assessoria Jurídica (Art. 27 e 28 da Lei ) Nos processos judiciais que não envolvam lesão corporal, a mulher vítima tem direito de ser acompanhada por advogado em todos os atos processuais, sendo garantido o acesso à Defensoria Pública ou à Assistência Judiciária gratuita. Nos casos de lesão corporal o processo será de competência do Ministério Público, não sendo necessária a constituição de advogado, salvo vontade da vítima em contratar profi ssional para atuar como assistente da acusação. Nas questões cíveis é garantido à mulher o acesso à Defensoria Pública ou Assistência Judiciária gratuita, sendo obrigatório o acompanhamento processual por advogado. 20

21 Acesse e baixe gratuitamente o Guia de Serviços para Mulheres 21

22 Expediente Publicação do Gabinete do Deputado Estadual Raul Pont Março de 2012 Endereço: Praça Marechal Deodoro, 101/1003, Assembleia Legislativa do RS - CEP: Porto Alegre/RS Telefone: (51) Fax: (51) Colaboração: Vanessa Gil, Claudia Prates, João Paulo Damiani, Gilmar Rossa, Rossana Silveira e Lúcio Costa. Jornalista responsável: Paula Coruja (MTb ) 22

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