UNIVERSIDADE DO CONTESTADO UnC PROGRAMA DE MESTRADO EM DESENVOLVIMENTO REGIONAL JAQUELINE FATIMA PREVIATTI VEIGA

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1 UNIVERSIDADE DO CONTESTADO UnC PROGRAMA DE MESTRADO EM DESENVOLVIMENTO REGIONAL JAQUELINE FATIMA PREVIATTI VEIGA O CENÁRIO DAS VIOLÊNCIAS CONTRA AS MULHERES EM MUNICÍPIOS DA REGIÃO DO PLANALTO NORTE CATARINENSE CANOINHAS 2013

2 JAQUELINE FATIMA PREVIATTI VEIGA O CENÁRIO DAS VIOLÊNCIAS CONTRA AS MULHERES EM MUNICÍPIOS DA REGIÃO DO PLANALTO NORTE CATARINENSE Dissertação apresentada como registro para obtenção do titulo para o Programa de Mestrado em Desenvolvimento Regional (PMDR), da Universidade do Contestado (UnC), sob a orientação da Profª. Drª. Maria Luiza Milani. CANOINHAS 2013

3 AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus por ter me norteado para este mestrado. Por conta dele eu encontrei pessoas e instituições que me fizeram crescer muito intelectualmente. Agradeço aos meus pais Itelva Izidora Previatti e Carlos Adir Previatti, por terem me dado às bases para me tornar uma adulta com princípios éticos, mostrando a importância do trabalho e das atitudes corretas. Ao meu esposo Paulo Veiga pelo apoio necessário durante o curso, sempre com palavras e atitudes de incentivo incondicional. As minhas queridas sobrinhas Pamela Vanessa Sauer, Bianca Previatti e Milena Fruchting quais me auxiliaram na coleta de dados. A professora Drª. Maria Luiza Milani, por sua disponibilidade, compreensão e sabedoria. Você sabe orientar muito usando poucas palavras e denota uma ampla bagagem de conhecimento. Aos responsáveis pelas Delegacias de Polícia, por terem aberto a porta, disponibilizando integralmente os dados que solicitei. Também a toda a equipe da Delegacia, que me recebeu de braços abertos, atendendo prontamente às minhas solicitações. A boa vontade de todos (as) os (as) profissionais da instituição Pronto Atendimento que compreenderam me apoiaram nos momento em que tive que me ausentar. Principalmente a colega Elenir Cardoso que ao assumir varias responsabilidades durante a minha ausência, facilitou enormemente a realização desta pesquisa.

4 Hoje eu recebi flores. Não era o meu aniversário ou algum dia especial. Na noite passada tivemos a nossa primeira discussão. E ele disse coisas cruéis que realmente me magoaram. Eu sei que ele se arrependeu e que não queria fazer isso. Porque ele me mandou flores hoje. Hoje eu recebi flores. Não era nosso aniversário de casamento ou algum dia especial. Na noite passada, ele me jogou na parede e começou a me sufocar. Tudo parecia um pesadelo. Eu não podia acreditar que aquilo era real. Eu acordei nessa manhã com dores e toda arranhada. Eu sei que ele deve estar arrependido. Porque ele me mandou flores hoje. Hoje eu recebi flores. Não era o dia das mães ou algum dia especial. Na noite passada ele me bateu de novo. E foi muito pior do que todas as outras vezes. Se eu o deixar, o que farei? Como posso cuidar dos meus filhos? Como vou ter dinheiro? Tenho medo dele e tenho receio de deixá-lo. Mas eu sei que ele deve estar arrependido. Porque ele me mandou flores hoje. Hoje eu recebi flores. Hoje foi um dia muito especial. Foi o dia do meu funeral. Na noite passada ele finalmente me matou. Ele me bateu até eu morrer. Se eu somente tivesse tido a coragem suficiente e a força para deixá-lo... Eu não teria recebido flores Hoje. Autora: Kelly Paulette

5 RESUMO A dissertação tem como tema: O Cenário das Violências Contra as Mulheres em Municípios da Região do Planalto Norte Catarinense. Para o desenvolvimento do estudo classificamos a pesquisa em exploratória e descritiva. Os municípios pesquisados foram; Mafra, São Bento do Sul, Rio Negrinho, Campo Alegre, Itaiópolis, Papanduva e Monte Castelo. O objetivo geral foi estudar o cenário das violências que as mulheres dos municípios que compõem o Planalto Norte Catarinense, foram expostas no período de 2009 a 2012 e das Políticas Públicas que tratam desta questão. Para concretizarmos o conhecimento do território estudado pesquisamos boletins de ocorrências, em cinco Delegacias de Policia Civil e duas Delegacias de Proteção a Criança, Adolescente, Mulher e Idoso. Quanto ao resultado da pesquisa de campo, observamos que em municípios estruturados na rede de atenção ao atendimento às mulheres os números de denúncias aumentaram. Naqueles que a rede permanece desordenada ou em construção as denúncias diminuíram. Quanto aos dados socioeconômicos, as mulheres encontram-se em condições de vulnerabilidade social. Observamos que os espaços em que a violência esta presente mantem-se o privado, dito como familiar. A violência doméstica permanece evidente no espaço estudado, a forma de violência prevalente é a moral seguida pela psicológica tendo como agressor, homens que em algum momento efetivaram laços familiares. Fica evidente após análise dos dados, que as políticas públicas para o enfrentamento da violência contra as mulheres buscam a erradicação desta, evoluíram orientando articulação entre os espaços de atenção as mulheres vitimas de violência. Porém, não estão efetivamente sendo implantadas pelas mais variadas questões, desinteresse, desconhecimento e da vontade política para efetivá-las. Palavras Chaves: Mulheres, Violência contra a Mulher, Políticas Públicas. Linha de pesquisa: Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional.

6 ABSTRACT The dissertation has as theme: The Scenery of Violence Against Women in Cities of the Northern Plateau Region of Santa Catarina. To the development of the study we classified the research in exploratory and descriptive. The municipalities were surveyed; Mafra, São Bento do Sul, Rio Negrinho, Campo Alegre, Itaiópolis, Papanduva and Monte Castelo. The general objective was the study of the scenery of the violence that the women of the towns that compose 25th SDR, were exposed in the period from 2009 to 2012 and of the Public Politics that are about this subject. To concretize the knowledge of the studied territory we researched bulletins of occurrences, in five Police Stations from Civil Police and two Police Stations of Protection the Child, Adolescent, Woman and Senior. With relationship to the result of the field research, we observed that in municipal districts structured in the net of attention to the attendance to the women the numbers of accusations increased. In those that the net stays disordered or in construction the accusations decreased. With relationship to the socioeconomic datas, the women meet in conditions of social vulnerability. We observed that the spaces in that the violence this present stays the private, said as family. With predominance of some neighborhoods which it deserves more studies. The domestic violence stays evident in the studied space, the form of violence prevalent is the morals proceeded by the psychological tends as aggressor, men that in some moment accomplished family ties. It is evident after analysis of the data, that the public politics for the coping of the violence against the women look for the eradication of this, they developed guiding articulation among the spaces of attention the women you slay of violence. Even so, they are not indeed being implanted by the most varied subjects, indifference, and ignorance and of the will politics for effective them. Keywords: Women, Violence Against Women, Public Policies. Research Line: Public Policy and Regional Development.

7 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 Municípios estudados no Planalto Norte Catarinense Quadro 1 Perfil socioeconômico das denunciantes no Planalto Norte Catarinense (2009 a 2012) Quadro 2 Fatores que contribuíram para a violência contra a mulher coletados por meio dos BOs nos municípios, Mafra, São Bento do Sul, Rio Negrinho, Campo Alegre, Itaiópolis, Papanduva e Monte Castelo (2009 a 2012) Figura 4 Organização da rede nos Municípios no recorte do Planalto Norte Catarinense

8 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Tipos de agressões mais comuns no Brasil Tabela 2 Mulheres agredidas por motivo declarado no Brasil Tabela 6 Faixa etária prevalente das denunciantes no Planalto Norte Catarinense (2009 a 2012) Tabela 8 Distribuição das ocorrências por bairros em Mafra entre 2009 a Tabela 9 Distribuição das ocorrências por bairros em São Bento do Sul entre 2009 a Tabela 10 Distribuição das ocorrências por bairros em Rio Negrinho entre 2009 a Tabela 11 Distribuição das ocorrências por bairros em Campo Alegre entre 2009 a Tabela 12 Distribuição das ocorrências por bairros em Itaiópolis entre 2009 a Tabela 13 Distribuição das ocorrências por bairros em Papanduva entre 2009 a Tabela 14 Distribuição das ocorrências por bairros em Monte Castelo entre 2009 a Tabela 15 Distribuição das ocorrências segundo o fato comunicado Mafra no período de 2009 a Tabela 16 Distribuição das ocorrências segundo o fato comunicado São Bento do Sul no período de 2009 a Tabela 17 Distribuição das ocorrências segundo o fato comunicado Rio Negrinho no período de 2009 a Tabela 18 Distribuição das ocorrências segundo o fato comunicado Campo Alegre no período de 2009 a Tabela 19 Distribuição das ocorrências segundo o fato comunicado Itaiópolis no período de 2009 a Tabela 20 Distribuição das ocorrências segundo o fato comunicado Papanduva no período de 2009 a Tabela 21 Distribuição das ocorrências segundo o fato comunicado Monte Castelo no período de 2009 a

9 Tabela 22 Distribuição das ocorrências segundo a relação entre a mulher e agressor Mafra (2009 a 2012) Tabela 23 Distribuição das ocorrências segundo a relação entre a mulher e agressor São Bento do Sul (2009 a 2012) Tabela 24 Distribuição das ocorrências segundo a relação entre a mulher e agressor Rio Negrinho (2009 a 2012) Tabela 25 Distribuição das ocorrências segundo a relação entre a mulher e agressor Campo Alegre no período de 2009 a Tabela 26 Distribuição das ocorrências segundo a relação entre a mulher e agressor Itaiópolis no período de 2009 a Tabela 27 Distribuição das ocorrências segundo a relação entre a mulher e agressor Papanduva no período de 2009 a Tabela 28 Prevalência das violências físicas por área do corpo afetada - Mafra (2009 a 2012) Tabela 29 Prevalência das agressões físicas por área do corpo afetada São Bento do Sul (2009 a 2012) Tabela 30 Prevalência das agressões físicas por área do corpo afetada Rio Negrinho (2009 a 2012) Tabela 31 Prevalência das agressões físicas por área do corpo afetada Campo Alegre (2009 a 2012) Tabela 32 Prevalência das agressões físicas por área do corpo afetada Itaiópolis (2009 a 2012) Tabela 33 Prevalência das agressões físicas por área do corpo afetada Papanduva (2009 a 2012) Tabela 34 Prevalência das agressões físicas por área do corpo afetada Monte Castelo (2009 a 2012)

10 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 2 Distribuição dos BOs registrados na delegacia em MAFRA por ano Gráfico 3 Distribuição dos BOs registrados na delegacia em SÃO BENTO DO SUL por ano Gráfico 4 Distribuição dos BOs registrados na delegacia em RIO NEGRINHO por ano Gráfico 5 Distribuição dos BOs registrados na delegacia em CAMPO ALEGRE por ano Gráfico 6 Distribuição dos BOs registrados na delegacia em ITAIÓPOLIS por ano Gráfico 7 Distribuição dos BOs registrados na delegacia em PAPANDUVA por ano Gráfico 8 Distribuição dos BOs registrados na delegacia em Monte Castelo por ano

11 LISTA DE ABREVIATURAS BO Boletins de Ocorrência DEAM Delegacias Especializadas no Atendimento a Mulher DP Delegacia de Polícia DPCAMI- Delegacias de Proteção a Crianças, Adolescentes, Mulher e Idoso MS Ministério da Saúde OMS Organização Mundial da Saúde ONU Organização das Nações Unidas WHO World Health Organization CFB Constituição Federal Brasileira SUS Sistema Único de Saúde CRAS Centro de Referência de Assistência Social CREAS Centro de Referência Especializado de Assistência Social SPM Secretaria de Políticas para as Mulheres ECA Estatuto da Criança e do Adolescente

12 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO REFERENCIAL TEÓRICO CARACTERÍSTICAS DA (AS) VIOLÊNCIA(S): DEFINIÇÕES E A QUESTÃO DE GÊNERO PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS DEFINIÇÕES GERAIS DOS PROCEDIMENTOS DE PESQUISA ESPAÇOS DE DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS DADOS BREVE CARACTERIZAÇÃO DO TERRITÓRIO ESTUDADO PERFIL DA POPULAÇÃO ESTUDADA NO ESPAÇO DO PLANALTO NORTE CATARINENSE BOLETINS DE OCORRÊNCIAS REGISTRADOS NAS DPs E DPCAMI NO PLANALTO NORTE CATARINENSE TERRITORIALIZAÇÃO DOS ATOS VIOLENTOS CONTRA O GÊNERO FEMININO NO PLANALTO NORTE CATARINENSE (2009 a 2012) CENÁRIOS DA VIOLÊNCIA CONTRA O GÊNERO FEMININO NO ESPAÇO ESTUDADO FATORES QUE CONTRIBUIRAM PARA OS ATOS VIOLENTOS CONTRA O GÊNERO FEMININO ORGANIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DE ATENÇÃO AS MULHERES NOS MUNICÍPIOS QUE COMPÕE O PLANALTO NORTE CATARINENSE CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERENCIAS APÊNDICES APENDICE A Questionário APENDICE B Carta de Apresentação ANEXOS ANEXO A Boletim de ocorrência

13 12 1 INTRODUÇÃO O tema deste estudo refere-se ao fenômeno da violência de gênero praticada contra as mulheres, mulheres residentes no território do Planalto Norte Catarinense. O objeto de estudo emergiu da vivência profissional da pesquisadora na unidade de pronto atendimento de Mafra, no qual atua como enfermeira, local este, em que as mulheres vítimas de atos violentos são encaminhadas para atendimento de emergência. Em determinados atendimentos estas mulheres vítimas de violência não sobreviveram, devido à agressão sofrida. Quando sobrevivem não encontram uma sequência para o atendimento que as possa apoiá-las. Para tanto, diante da lacuna percebida pela pesquisadora quanto aos atendimentos às mulheres vítimas da violência, gerou inquietudes estimulando para o desenvolvimento deste estudo para que se produzisse produzir viés de analises e discussão da problemática no território estudado. Para o desenvolvimento do tema, utilizamo-nos como base referência as políticas públicas para enfrentamento da violência contra as mulheres, quais apresentam em seu conteúdo, conceitos, diretrizes definidas, normas e estratégias para as ações, objetivando fortalecer e estruturar a atenção às mulheres, garantindo o direito a saúde, igualdade a vida, expressos na Constituição Federativa do Brasil de Segundo a Organización Panamericana de La Salud (2002), o termo violência tem origem da palavra latina vis, significando força. Tomado como referência o constrangimento, a dominação por meio da força física sobre o outro, a violência é tema amplo, discutido nas sociedades, porém é norteado por fenômenos complexos de difícil conceituação teórica, cuja definição não tem exatidão cientifica. A violência sofre influencias culturais e modificações diante do desenvolvimento dos valores sociais e das normas convencionais de relação entre as sociedades. Dessa forma, percebemos que o fenômeno da violência sofre mutações na história da humanidade, influenciada pela história e espaços geográficos, norteados por circunstâncias das realidades diferenciadas. Existiam violências toleradas e as condenadas nas sociedades, pois, desde os primórdios da existência humana a violência é uma manifestação humana. Porém, a violência adquiriu nas sociedades diferentes formas, cada vez mais complexas e organizadas. Para Minayo (2006), a violência decorre de ações realizadas por indivíduos, classe, nações ou omissões

14 13 dessas mesmas instâncias, que destes atos geram danos físicos, emocionais, morais a si e outros, enraizados nas estruturas sociais e políticas bem como na consciência dos indivíduos. A violência apresenta-se de forma complexa e multifacetada, corroborando para a identificação da violência de gênero. Segundo Morgado (2008), violência de gênero não é um fenômeno recente. Está presente em todas as classes sociais e sociedade, se compõe de conjunto de relações sociais, tomados de complexa compreensão. Desta forma, diante da violência de gênero podemos inferir que se trada de um fenômeno de natureza social, produto de um conjunto de determinantes que derivam da convivência dos grupos e na estruturação das sociedades. Diante das formas de violências instituídas nas sociedades, devemos analisar estudos aprofundados sobre as variadas definições da violência de gênero visando de conceitualizar tal fenômeno. Segundo Alberdi et al. (2002), para que possamos entender a denominação de violência de gênero, devemos levar em conta a condição de homens e mulheres na sociedade e o caráter social dos traços atribuídos para ambos. Observa-se que na construção cultural, os traços do feminino e do masculino, são constituídos como produto da sociedade e não da evolução biológica da humanidade. Como descreve Nogueira (2001), diferentemente do que pressupõe o essencialismo, as diferenças entre homens e mulheres não são devidas à naturalização de atributos de um e de outro, mas sim às relações sociais estabelecidas durante a construção social. A violência de gênero no contexto social é um fenômeno, resultante do comportamento humano no convívio social. Vista como multicausal a violência é reflexo das condições sociais e culturais, gerando recortes populacionais em situação de vulnerabilidade e desigualdade. Na constituição do modelo familiar tradicional as mulheres assumiram papéis diferenciados dos homens. Então as condições de gênero atribuídas ao diferentes sexos, legitimaram a dominação do homem sobra à mulher, mantendo-as diferentes socialmente. Desta forma, as violências às quais as mulheres vêm sendo submetidas durante a história da sociedade, estão as mais variadas formas, estão as intrafamiliares. Segundo o documento de Nacional de Políticas Públicas para as Mulheres (2011), quanto às denominações violência doméstica e violência familiar, a Lei Maria da Penha, no seu Art. 5º, descreve a violência conjugal como aquela que se dá em qualquer relação íntima de afeto, no qual agressor permanece convivendo

15 14 ou conviveu com a ofendida, independendo de coabitação. A lei define como violência contra a mulher, qualquer ato de violência de gênero que resulte em qualquer ação física, sexual ou psicológica, incluindo a ameaça. As questões de violência que envolvem as mulheres, passam a serem discutidas no âmbito governamental. Porém medidas para proteger as mulheres e coibir a violência são garantidas por meio das políticas públicas. Os espaços devem ser organizados para o acolhimento das mulheres vitimizada por atos perversos e complexos de violência. O Estado passa a intervir nas situações provocadoras de violência, aplicando medidas de proteção às mulheres vítimas da violência. Como descreve Foucault (1978), diante de uma nova administração, organiza-se uma nova rede de conhecimento das populações, os quais demonstram à realidade da sociedade e desta forma as prioridades políticas ganham novos rumos. Durante a construção da política pública de proteção as mulheres no Brasil, vários dispositivos foram implantados para estabelecer o respeito aos sujeitos de direito, como cidadão de pertencerem a uma nação. Desta forma as leis são submetidas a fatos, e nem sempre se considera o direito a vida dos membros de uma comunidade política, ficando obscura a individualidade dos grupos sociais. Segundo Arendt (1993), o sujeito político foi identificado com o domínio das necessidades vitais o corpo deixa de ser alguém com individualidades para ser transformado em elemento na mecânica geral dos seres vivos que passa a dar suporte aos processos biológicos. Para tanto, as discussões e mobilizações políticas foram para a mudança deste paradigma histórico, para que a mulher assumisse seu papel de componente de uma sociedade transformadora. Segundo Furegato (2006), a mobilização da sociedade e dos governantes é evidente a partir do século XX, quando várias conferências internacionais foram realizadas, resultante dos direitos humanos mínimos para todos os seres humanos, os quais tiveram impacto sobre a problemática da violência de gênero contra a mulher. Diversas foram às mobilizações e discussões para dar conta da problemática da violência contra as mulheres no Brasil e mundialmente. Segundo Schraiber et al. (2003), as conferências realizadas no século XX, quais discutem os direitos humanos para os habitantes do mundo, contribuíram para a detecção e investigação da violência de gênero contra a mulher percebida em ordem temporal pelos seguintes documentos: Carta das Nações Unidas (1945); Convenção contra o

16 15 genocídio (1948), Pacto internacional dos direitos civis e políticos (1966), Pacto internacional dos direitos econômicos, sociais e culturais (1966), Convenção sobre a eliminação de todas as formas de discriminação racial (1965), Convenção para a eliminação de todas as formas de discriminação contra a mulher (1979), Convenção contra a tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanas ou degradantes (1984), Convenção sobre os direitos da criança (1989) e, Convenção interamericana para prevenir, punir e erradicar a violência contra a mulher em Convenção de Belém do Pará em A partir da legislação nacional vigente a Constituição Federal do Brasil (1988) e, acordos internacionais, estas discussões emergiram delas, leis que garantissem na atualidade os direitos das mulheres a uma vida sem violência. No Brasil, o marco para enfrentamento da problemática relacionada à violência contra a mulher, ganha visibilidade no final dos anos 1970, quando foram instituídos os grupos de SOS Mulheres. Nestes grupos haviam representantes dos variados grupos feministas, aliados a grupos políticos e distintas correntes ideológicas. No Brasil em 1985, foram criadas as Delegacias Especiais de Atendimentos às Mulheres (DEAMs), por meio do Decreto número 2170 de 24/10/85, resultante de pressões exercidas pelos movimentos sociais. Para Bandeira (2002), as delegacias se constituíram nas primeiras respostas institucionais colocadas à disposição das mulheres no enfretamento da problemática da violência exercida contra elas. Esta política foi criada com o objetivo de atender a uma clientela específica: as mulheres em situação de violência, especialmente a violência doméstica. As discussões sobre a elaboração de políticas públicas para proteção das mulheres vítimas de violência permanecem constantes no Brasil. Na perspectiva de se estabelecer mecanismos para mapear e identificar os atos violentos aos quais as mulheres estão expostas, para a integração das diferentes áreas da sociedade, em 24 de novembro de 2003, foi promulgada a Lei , torna-se obrigatório à notificação dos casos de violência contra a mulher, dá responsabilidade aos serviços de saúde, em notificar casos suspeitos ou confirmados de violência de qualquer natureza contra a mulher. No ano de 2006, entra em vigor a Lei Maria a Penha (Lei nº /2006). Marco importante para a sociedade brasileira dispor de mecanismos punitivos aos agressores, denotando enfim, a gravidade dos atos de violência ao qual a mulher é vitimizada.

17 16 Para a consolidação das estratégias de enfrentamento das violências contra as mulheres, as políticas públicas de prevenção e combate as formas de violências a este grupo populacional, encontram-se em fase consolidação no Brasil. A mobilização da sociedade para trabalhar ações efetivas no enfrentamento a violência contra a mulher é evidente. Diante dos desafios para consolidar as políticas públicas de enfrentamento as violências contra as mulheres nos municípios que compõem o Planalto Norte Catarinense, o mapeamento do cenário da violência atenta para o reconhecimento da situação dos atos violentos aos quais as mulheres estão expostas nesse território. O que fazemos acerca dos atos violentos é que denotam a forma como a sociedade visualiza a violência, nas mais variadas condições. Na contemporaneidade a mulher que é submetida aos atos violentos, percorrer a rede para acolhimento e atenção, que objetiva também tratar também do agressor, com base nas políticas publicas de prevenção e combate às violências. Porém, esta sequência nem sempre está constituída é operante. Perante as formas de relação social que julgamos ocorrem sob as influências de inúmeras crenças, que levam as mulheres agredidas a vivenciarem o desamparo solitariamente. Mediante este panorama questiona-se: qual o cenário das violências que as mulheres dos municípios que compõem o Planalto Norte Catarinense, foram expostas no período de 2009 a 2012? Desta forma, o desenvolvimento deste estudo tem como questões norteadoras; Como se caracteriza a violência contra o gênero feminino no cenário atual dos direitos? Quais são as principais políticas públicas emergidas após a Constituição Federal Brasileira de 1988, direcionadas ao escopo da violência contra as mulheres? Quais as formas de violências preponderantes contra as mulheres nos registros dos Boletins de Ocorrências das Delegacias Civis e Especializadas dos municípios do Planalto Norte Catarinense no período de 2009 a 2012? Estão sendo aplicadas as políticas públicas especificas para o enfrentamento da violência contra o gênero feminino, no território estudado? Diante destas questões definiu-se como objetivo geral: estudar o cenário das violências sobre as mulheres residentes nos municípios do Planalto Norte Catarinense no período de 2009 a São objetivos específicos:

18 17 - Estudar o conjunto de políticas públicas sociais desde a Constituição Federal Brasileira de 1988 que enfocam a mulher e a violência sobre o gênero; Identificar as formas de violências preponderantes contra as mulheres nos registros dos Boletins de Ocorrências das Delegacias Civis e Especializadas dos municípios do Planalto Norte Catarinense desde 2009 a 2012; - Analisar a organização dos espaços de atenção a as mulheres vitima de violências e em situação de vulnerabilidade nos municípios do Planalto Norte Catarinense, perante os dados de campo e as políticas públicas destinadas ao problema da violência do gênero. Como justificativa da realização da pesquisa, constatamos a distâncias existentes entre as políticas públicas para o enfrentamento a violência contra as mulheres propostas e as vigentes, nos espaços de atenção as vítimas de violências. É notório que as políticas públicas para a promoção, proteção e empoderamento da mulher em situação de vulnerabilidade ou vitima da violência doméstica e também de outras formas de violência evoluíram em muitos aspectos. Mas é inegável também que a implementação destas políticas ainda padece com muitos problemas, dentre eles os agentes deste processo não estão preparados para implanta-las, devido esta desestruturação as políticas de enfrentamento a violência contra as mulheres tornam-se ineficientes e fragmentadas. Tudo isso se torna ainda mais preocupante quando levamos em consideração as formas brutais de violência quais as mulheres vêm sendo expostas na atualidade, dentre estas agressões físicas que marcam seu corpo e até levam a morte, as violências psicologias marcam a sua vida cotidiana e afetam as relações sociais. Acresce-se esta problemática as dificuldades econômicas e sociais as quais as mulheres estão inseridas, que estão intrinsecamente ligadas às regiões menos desenvolvidas no país. Este panorama as políticas públicas sociais formuladas, porém, não implantadas em sua totalidade, denotam a situação de abandono em que as mulheres, vítimas das mais variadas formas de violência, encontram-se ainda no século XI, diante destas discussões da sociedade civil para proteger as mulheres, a violência continua em evidência. Contudo, o impulso maior para a elaboração deste estudo é a fragilidade do processo de implantação do Pacto de enfrentamento a violência contra mulher, bem como o desconhecimento das características e das formas de violência às quais as mulheres do Planalto Norte Catarinense estão sendo submetidas. Pela vivência da

19 18 pesquisadora no cotidiano da assistência a saúde, os profissionais desconhecem a rede de atenção a estas mulheres. Sendo assim, a relevância desse tema somada a preocupação e comprometimento profissional, com a melhoria da assistência integral a mulher, considerando as suas especificidades locais e a rede de atenção. Como podemos ver, o estudo diz respeito não somente à uma área especifica, mas sim abrange várias áreas que trabalham com a mulher vítima de violência, como saúde, educação, assistência social e segurança. Portanto, este estudo justifica-se pela necessidade de evidenciarmos o cenário da violência para ampliarmos o conhecimento dos profissionais que acolhem estas mulheres. Para se ampliar a rede de atenção à mulher entre outros aspectos relacionados com o bem estar da população feminina. Na primeira parte desta dissertação é apresentado o referencial teórico o qual trata das violências no contesto geral, discutidas na sequência as violências de gênero, as políticas públicas e seus desdobramentos. A segunda parte é composta pela metodologia e discussão dos dados coletados e confrontados com o referencial teórico. Na terceira parte da dissertação são apresentadas as considerações finais. Esta dissertação é elaborada conforme a normalização da UnC.

20 19 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 CARACTERÍSTICAS DA (AS) VIOLÊNCIA(S): DEFINIÇÕES E A QUESTÃO DE GÊNERO A violência de forma globalizada está presente em nosso cotidiano, considerada uma situação social, que tem se mostrado frequente na contemporaneidade. Desta forma, manifesta-se atualmente nas escolas, no trânsito, nas ruas, contra a criança, contra a mulher e também idoso. É evidenciada nos mais variados espaços, tanto público quanto privado afetando os grupos sociais. Para Nascimento (2007), a violência ameaça a vida, altera a saúde, produz enfermidade podendo levar a morte, ou como possibilidade próxima. Nas sociedades a violência apresenta-se de forma banal e corriqueira na rotina diária da população brasileira, configurando-se como um problema de saúde pública. O tema requer discussão ampla, pois, nesse contexto estão todas as formas de violências que envolvem as sociedades. Diante deste, devemos também suas considerar representação no Brasil pelas causas externas, as quais compreendem os acidentes e as violências. Estas consideradas como a segunda causa de morte, descritas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) (2002), que aponta em estudos a notável tendência ao crescimento dos índices das violências por causas externas. Contudo, os aspectos da violência necessitam de conhecimentos básicos sobre sua magnitude, suas características e impactos causados a população afetada. Na grande maioria, os dados epidemiológicos não contemplam informações que levam a compreensão adequada das violências, sendo necessário dados variados para mapear seus impactos. As causas externas de morbimortalidade compreendem as lesões decorrentes de acidentes e de violências como agressões, homicídios, suicídios, abuso físico, sexuais e psicológicos, condições que implicam em desafio para as sociedades e seus governantes, devido ao impacto nos anos vividos da população. Nas populações as manifestações e distribuições das violências apresentamse de forma diferenciadas, segundo dados consolidados pela Organização Mundial da Saúde (2000), as principais manifestações da violência podem ser ilustradas pelos homicídios e suicídios.

21 20 No cenário das violências a magnitude desse agravo é percebida mundialmente. Segundo World Health Organization (WHO) (2010), as causas externas são responsáveis por mais de 5 milhões de mortes em todo o mundo, representando cerca de 9% da mortalidade mundial. Porém, a representação das violências não afeta as populações de forma uniformizada. Em determinados grupos populacionais mais vulneráveis as mortes por causas externas estão mais presentes, sofrendo um impacto maior nos anos perdidos de vida. Como descreve Dahlberg et al. (2006), as taxas de mortalidade por homicídio entre os homens são três vezes mais altas do que entre as mulheres, com incidência mundial nos homens de 15 a 29 anos, seguidos de perto por homens de 30 a 44 anos. Em todo o mundo, os suicídios são responsáveis pelos anos perdidos de vida cerca de 820 mil pessoas em Mais de 60% de todos os suicídios ocorreram entre homens, e mais da metade na faixa etária de 15 a 44 anos. Tanto para homens quanto para mulheres, as taxas de suicídio aumentam com a idade e são as mais altas entre os indivíduos com 60 anos. Segundo dados informados e copilados pelo no Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), em 2009 foram notificadas mortes, das quais 12,5% foram decorrentes de causas externas, denotando a terceira causa de morte no Brasil. Contudo a distribuição não se apresenta uniforme nas regiões brasileira, no Norte, Nordeste e Centro Oeste apresentam-se como a segunda causa, quarta, na Região Sudeste, e a terceira, na Região Sul. A violência de forma abrangente sofre influências de amplos fatores, deste os o fator de vulnerabilidade, que para muitos autores torna-se apropriados para descrever a situação das sociedades ditas pobres, ou em desenvolvimento, esta afirmação se dá, devido à capacidade de apreensão da dinâmica dos fenômenos que o conceito abstrai das relações sociais. Segundo Castel (1997), define a vulnerabilidade social como uma zona intermediária instável que conjuga a precariedade do trabalho e a fragilidade dos suportes de proximidade. Quando a economia permanece estável as relações permanecem sólidas, porém, bastam oscilações neste campo, dilatando assim, a zona de vulnerabilidade. Os estudos que tomam como base a vulnerabilidade social, principalmente os que se debruçam sobre a realidade dos países menos desenvolvidos, associam a zona

22 21 de instabilidade frente à precariedade do trabalho, à pobreza e à falta de proteção social. Desta forma, a vulnerabilidade social no mundo da violência do gênero feminino, é ressaltada pelo amplo conceito que a vulnerabilidade proporciona para entendimento dos eventos que vulnerabilizam as pessoas. A vulnerabilidade não é definida somente por determinantes de natureza econômica, são considerados também fatores como; a fragilização dos vínculos afetivos, as discriminações sociais e seu vinculo com a violência, relações territoriais e políticas dentre outros. Situações estas que afetam as pessoas. Segundo Oliveira (1995) as situações de vulnerabilidade podem ser geradas pela sociedade e podem ser originárias das formas como as pessoas lidam com as perdas, os conflitos, a morte, a separação, as rupturas. As dimensões da vulnerabilidade social, que incidem sobre a violência do gênero feminino, são expressas por Katzman (2001, p.173): As situações de vulnerabilidade social devem ser analisadas a partir da existência ou não, por parte dos indivíduos ou das famílias, de ativos disponíveis e capazes de enfrentar determinadas situações de risco. Logo, a vulnerabilidade de um indivíduo, família ou grupos sociais refere-se à maior ou menor capacidade de controlar as forças que afetam seu bem estar, ou seja, a posse ou controle de ativos que constituem os recursos requeridos para o aproveitamento das oportunidades propiciadas pelo Estado, mercado ou sociedade. Estes ativos estariam assim ordenados: (i) físicos, que envolveriam todos os meios essenciais para a busca de bem estar. Estes poderiam ainda ser divididos em capital físico propriamente dito (terra, animais, máquinas, moradia, bens duráveis relevantes para a reprodução social); ou capital financeiro, cujas características seriam a alta liquidez e multifuncionalidade, envolvendo poupança e crédito, além de formas de seguro e proteção; humanos, que incluiriam o trabalho como ativo principal e o valor agregado ao mesmo pelos investimentos em saúde e educação, os quais implicariam em maior ou menor capacidade física para o trabalho, qualificação etc; sociais, que incluiriam as redes de reciprocidade, confiança, contatos e acesso à informação. Assim, a condição de vulnerabilidade deveria considerar a situação das pessoas a partir dos seguintes elementos: a inserção e estabilidade no mercado de trabalho; a debilidade de suas relações sociais e, por fim, o grau de regularidade e de qualidade de acesso aos serviços públicos ou outras formas de proteção social. Entretanto, como já foi explicito anteriormente vulnerabilidade não é o mesmo que pobreza. Em alguns casos a vulnerabilidade está inclusa na pobreza, o grupo social vulnerabilizado transcende as condições de empobrecido. Conforme tal definição, determinados grupos estão expostos a maior ou menor perigo social, que neste caso, se expressam e se encontram nas dimensões das mulheres, assim

23 22 como na sociedade e em situações de violencia do gênero. A vulnerabilização quando associada às condições expressas das posições que as mulheres ocupam na sociedade atualmente, instituem-se de forma a expressar às especificidades do seu contexto cotidiano. No caso, as relações baseadas nas desigualdades do gênero, nas dificuldades enfrentas pelas mulheres pela subordinação econômica ao marido, na chefia familiar, no trabalho, na vida pessoal, na vida sexual e reprodutiva da familia ou na politica. Tendo em vista, os atores envolvidos, e as condições de vulnerabilidade social, indicadores denotam os riscos da vulnerabilidade para violência intrafamiliar. Segundo Sagot (2006), a violência que ocorre no contexto familiar, ou seja, a violência intrafamiliar, representa um problema de grandes dimensões, produto de uma organização social estruturada com base na desigualdade de gênero e idade. Afetam especialmente mulheres, meninos e meninas. Na maioria dos casos, essa exercida por homens contra as mulheres, sejam elas crianças ou adultas, mas numa relação de poder entre o mais forte e o mais fraco. Desta forma, a identificação de diferentes situações de vulnerabilidade social, devem levar em conta os indivíduos, famílias e comunidades. Assim, a vulnerabilidade social decorre de fenômenos diversos, com causas e consequências distintas dos riscos sociais que atingem os vários segmentos populacionais, no caso as condições que predispõem as mulheres a estarem vulneráveis ás violências. Como afirma Strey (2001, p. 48): A violência contra a mulher é também chamada de violência de gênero e embora possa incidir sobre homens é entendida quase como sinônimo de violência contra a mulher, seja ela doméstica ou familiar. As mulheres são maciçamente as maiores vítimas da violência de gênero, sendo que esta não conhece fronteiras, nem de classe, nem de nível de industrialização de uma região ou país, nem do tipo de cultura ou grupo étnico, constituindo-se no mais democrático de todos os fenômenos sociais. Dessa forma, para podermos entender como a vulnerabilidade social incide sobre a violência contra as mulheres, torna-se pertinente elencar os principais indicadores que denotam vulnerabilidade social das famílias. Nesse contexto, é necessário observar a constituição familiar, dinâmica das relações familiares, estrutura econômica, nível de escolarização, aspectos de saúde da família, caracterização do domicílio, antecedentes criminais de algum membro do grupo familiar, existência de violência familiar, mendicância, prostituição entre outros que corroboram para a perpetuação das barbáries infringidas as mulheres. Contudo,

24 23 ressaltamos que o olhar feminino diferencia-se do masculino na configuração das relações sociais, construídas numa aprendizagem elaborada ao longo da história da humanidade. Estas relações são advindas do interior dos grupos, mediadas por conflitos sociais, identificando relações desiguais de poder no espaço das relações familiares. Nesta perspectiva, evidencia-se a dificuldade dos grupos sociais em desenvolver habilidades para trabalhar com tais contextos sociais na dinâmica das relações humanas. Dantas et al. (2005), descreve que devido a uma ordem social de tradição patriarcal por muito tempo se consentiu um certo padrão de violência contra as mulheres, designando ao homem o papel ativo na relação social e sexual entre os sexos. Ao mesmo tempo se restringiu à mulher e a ela, coube a passividade e reprodução, construções sociais que ancoraram condições de representação destas mulheres no convívio social. Ao focarmos a interface das desigualdades sociais que afetam as relações de gênero, corroborando para a violência, depara-mo-nos com amplas implicações relacionadas ao fenômeno. Devemos considerar neste contexto, que a maioria da vitimas permanecem coagidas a manterem relacionamentos baseados na dependência financeira, social e emocional. Isto favorece para eventos cíclicos mantenedores de violência. Segundo Zuma (2005), a violência pode ser dividida em três categorias: violência autoinfligida, violência interpessoal e violência coletiva. Cada uma delas contem subtipos. A violência que ocorre nas relações familiares é um subtipo da violência interpessoal e, por sua vez, é dividida em violência entre parceiros íntimos, condição esta denominada de violência doméstica. Para tanto, no âmbito da denominação da violência do gênero feminino, há cerca de três décadas, vem sendo estudada a violência intrafamiliar, no Brasil, qual é descrita como forma de violência cometida pela família ou responsável. Tanto pela magnitude, como pelas repercussões do problema, há uma alta prevalência de violência contra mulheres, na violência intrafamiliar com consequências para a saúde, conforme a literatura. Heise (1994), aponta índices que variam de 25 a 30% de mulheres acima de 15 anos que na vida adulta experimentaram pelo menos um episódio de violência física, em países como os Estados Unidos ou Canadá, até índices de 75%, como na índia. Também conforme a literatura tal violência mostrase sobretudo como evento das relações de gênero. Assim, complexo fenômeno presente na violência social, é norteado por fatores que corroboram para seu crescimento e, alguns grupos ditos vulneráveis, como as mulheres são acometidas

25 24 de forma brutal pela violência. Esta situação, expressa nos índices de violência pelos quais, as sociedades tornam-se vulneráveis na atualidade, contribuindo para elevar os índices de violência contra a mulher nas sociedades em desenvolvimento. Diante da forte presença da violência, toda a forma de violência deve ser estudada, em suas inúmeras manifestações e as populações afetadas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a violência é entendida na sua forma mais ampla como; ameaça, pela utilização intencional da força física e/ou da força psíquica, que pode ser usada contra si mesmo, contra outros ou contra um grupo ou uma comunidade; que ameaça ou coloca fortemente em risco de um traumatismo, ou de prejuízo para as suas funções psicológicas. Segundo Monteiro (2004), a violência nega valores considerados universais, tais como liberdade, igualdade e a própria vida, reduzindo o exercício da cidadania de quem a ela é submetida e, principalmente, o gozo da liberdade. A violência é também uma ameaça permanente à vida dos seres humanos, por constituir-se em constante alusão à morte, pela magnitude dos atos, pela crueldade do agressor e pela passividade e silêncio do agredido. Para efetivação deste estudo discutiremos as questões de violência que afetam o gênero feminino. Assim, o entendimento quanto a gênero se faz pertinente. Segundo Farah (2002), o termo gênero foi incorporado pelo feminismo, devido à produção científica que começava a descrever as situações que as mulheres vivenciaram durante a evolução das sociedades. Desde então gênero recebe várias interpelações influenciadas pela corrente feminista. Carvalho (1998) enfatiza que a definição de gênero, segue a proposta da corrente feminista da diferença, referenciada como qualquer diferença entre homens e mulheres. Estas são aceitáveis somente diante das questões biológicas sexuais e não as diferenças impostas pela sociedade, as quais durante sua conformação contribuíram para enfatizar diferenças entre ambos os sexos, de ordem cultural. Desta forma, as questões das diferenças entre homens e mulheres estabelecem relações entre os polos masculino e feminino, produção versus reprodução. Nas reflexões de Farah (2002), para o feminismo da diferença, as condições do gênero concentram-se na esfera pública, devido à origem histórica da subordinação da mulher na sociedade. Também se destacam as questões de caráter histórico das diferenças de gênero advindo da própria construção social da percepção da diferença sexual. As diferenças permeiam, os atributos e os papéis de

26 25 gênero favorecem o homem em detrenimento da mulher, legitimando as relações de poder entre ambos os sexos. Devemos levar em consideração ao discutirmos gênero, as referências ao conceito difundido pelas ciências sociais, para explicar a evolução histórica das identidades, masculina e feminina. Segundo Salzsman (1992), os discursos justificam a hierarquização dos homens no termo masculino e das mulheres no termo feminino qualificação essa, adotado nas sociedades, cada qual conforme a sua cultura, resultando nas diferenças sociais. São sistemas de crenças que especificam as características de cada sexo e, a partir destas, determinam os direitos, os espaços, as atividades e as condutas próprias de cada. Tais considerações, que envolvem gênero enfatizam as relações sociais entre os sexos, efetivando das desigualdades entre homens e mulheres. Para tanto, o conceito de gênero é amplo e interfere no cotidiano feminino. Suas nuances advém das relações entre homens e mulheres. A discussão desta questão é norteado por peculiaridades, resultante das relações históricas sociais, sobre qual a sociedade atua e corrobora para sua conceituação, conforme a ideologia daquela sociedade. Para Saffiotti: O gênero está longe de ser um conceito neutro. Pelo contrário, ele carrega uma dose apreciável de ideologia, justamente a ideologia patriarcal, que cobre uma estrutura de poder desigual entre mulher e homens. Porque o conceito de gênero, na sua visão, não atacaria o coração da engrenagem de exploração-dominação, alimentando-a (SAFFIOTI, 2004, p. 136). Neste sentido, a representação do gênero feminino denota uma categoria social, que historicamente vem tomando interpretação do caráter relacional do gênero com a sociedade. Então, as discussões sobre gênero perpetuadas atualmente, são resultantes das mobilizações dos grupos socias, incentivadas também pela violência contra o gênero feminino. Esta advém das relações humanas e suas incursões na conformação política e histórica das sociedades. É favorecida, devido à cultuação dos traços atribuídos a homens e mulheres, que são percebidos como produto da sociedade e suas influências culturais. Para Blay (2003), a violência de gênero é um problema mundial e antigo, a violação dos corpos femininos são fatos que vem acontecendo ao longo da história das relações entre as mulheres e a sociedade.

27 26 As menções à violência de gênero vêem sendo percebidas diariamente nos noticiários, perpassando as reflexões das sociedades para determinar os fatores condicionantes desta situação. Saffioti (2004), realiza sobreposições ao tema, conceitua as especificidades de cada fenômeno para designar a violência. Caracteriza a violência e os contextos em que ocorrem, principalmente, as formas de violência contra o gênero feminino. No que tange ao significado da violência e todas as consequências que surgem da ocorrência deste fenômeno, na sociedade patriarcal em que vivemos, existe uma forte banalização da violência de forma que há uma tolerância e até certo incentivo da sociedade para que os homens possam exercer sua virilidade baseada na força/dominação com fulcro na organização social de gênero. Dessa forma, é normal e natural que os homens maltratem suas mulheres, assim como que pais e mães maltratem seus filhos, ratificando, deste modo, a pedagogia da violência (SAFFIOTTI, 2004, p. 74). A violência de gênero constituiu-se em negação dos direitos humanos, na qual a mulher tornou-se vitima. Assim, violência contra a mulher recebe denominação atualizada de violência de gênero, que contempla as diferentes formas de agressões que as mulheres vivenciam na vida social e privada. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) (2006), a violência contra a mulher é descrita como qualquer ato que tem por base o gênero, e que resulta ou pode resultar em dano ou sofrimento de natureza física, psicológica ou sexual, inclusive ameaças, coerção ou privação da liberdade, quer se produzam na vida pública ou privada. Portanto, como se percebe, a violência contra a mulher tem conformação direta com as relações entre o direito e a cultura da inferioridade da mulher diante do homem. Baseado nos modelos familiares vigentes durante a evolução da sociedade, o modelo composto por pai, mãe e filhos com ligações consanguíneas, forma tradicional de constituição das famílias, notadamente vigente por varias décadas na sociedade brasileira, foi superado. Observa-se a reorganização do núcleo familiar, construído por grau de parentesco ou afeto, assim, violência contra a mulher, família, gênero e cultura são coisas indissociáveis. A violência contra as mulheres assume diferença das outras formas de violência, pois, a mesma é repressora e nem sempre se dá de forma evidente, e frequentemente está no cotidiano das mulheres. Embutida e disfarçada pelo pensamento dominante de que a mulher é propriedade do homem, a realidade da

28 27 violência contra as mulheres é produto de uma cultura dominantemente masculina. As formas variadas de violências a que este grupo está exposto, tem sofrido modificações durante a evolução das sociedades, principalmente em desenvolvimento, como a brasileira. Quanto às formas de violência contra a mulher a Organização Panamericana de Saúde (2007), descreve que a violência doméstica e familiar contra a mulher, é um fenômeno que atinge inúmeras mulheres em todo o planeta. Destaca que é um problema social que acontece em todo mundo, em todos os níveis sociais, sendo na maioria dos casos práticado com certa frequência por homens conhecidos da vítima, pelas mais variadas formas e intensidades, ocorrendo desde a violência psicológica, sexual até a física, que em alguns casos leva a mulher à morte. A violência doméstica é a forma mais ampla de violência, abrangendo pessoas que vivem sob o mesmo teto, mas não necessariamente vinculadas pelo parentesco. A Lei /2006, denominada como Maria da Penha, define a violência familiar e doméstica em seu art. 5º, configurando como qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial. Que é registrada no âmbito da unidade doméstica, no âmbito da família. Desta forma, vários fatores permeiam a violência doméstica, dentre este a condição de subordinação e maus tratos intrafamiliar, levam as situações de violência que afeta um grupo expressivo de mulheres. A sociedade indiretamente também se omite diante desta situação, contribuindo para que a mulheres permaneçam escondidas, vivenciando a violência no âmbito das relações familiares. Deixam espaços para que o homem por meio da força domine a mulher. Esta situação acontece nos espaços privados, condicionante para denominação de violência domestica. Como descreve Nascimento (2002, p. 02): As causas da violência doméstica contra a mulher estão relacionadas com as desigualdades entre homens e mulheres e com a hierarquia de gênero, onde o masculino domina o feminino o isolamento doméstico leva as mulheres ao desconhecimento de seus direitos, e isso se soma à violência social e a perda de valores éticos, como o respeito e a solidariedade. A violência praticada pelos homens contra as mulheres demonstra a intenção explícita de submeter à mulher às suas vontades, pois, a violência representa um abuso físico, psicológico e sexual, deixando marcas no corpo e na vida das mulheres. A violência física toma forma quando o homem esbofeteia, belisca, morde, dá socos e pontapés, espanca, maltrata,

29 28 esfaqueia, alveja a tiros e até mesmo mata a mulher (NASCIMENTO, 2002, p. 02). No Brasil a violência contra a mulher também contempla as relações entre os sexos, o poder arraigado à cultura da violência sobre as mulheres. A violência doméstica contra as mulheres vem se alastrando nas diferentes classes da sociedade, realidade esta que não está expressa somente às mulheres que vivem em situação de pobreza, evidência constante no cotidiano. A violência perpassa ideologias, classes sociais, raças e etnias. Culturalmente esta situação afeta as mulheres impedindo o seu desenvolvimento humano e restringindo sua participação na sociedade. A cultuação das relações familiares nas quais a sociedade descreve a mulher que convive com o seu agressor, como sendo conivente com determinada situação infracional s sobre seu corpo, porque gosta de apanhar. Este é um fato culturalmente explicável, pois, em determinados momento históricos da humanidade as mulheres receberam papéis distintos, diferenciando-as dos homens, trazendo representações a estes sujeitos sociais e seus respectivos direitos. Estes adicionam as mulheres toda uma carga de culpabilização pela violência, socialmente disseminada. Se o homem cometeu tantos crimes durante a construção da humanidade assim, o fez pelo bem da sociedade. A Fundação Perseu Abramo 1 (2001), com base numa amostra de entrevistadas, estima que a cada 15 segundos uma mulher sofra agressão e que mais de dois milhões de mulheres sejam espancadas anualmente no país, sendo que uma em cada cinco brasileiras declarou já ter sofrido algum tipo de violência por parte do público masculino. Em mais da metade (53%) dos casos a violência foi praticada pelo marido ou companheiro da vítima e em 70% incluiu além do esposo e namorados outros homens com quem a mulher já havia mantido relações de afeto. A violência contra as mulheres passa identificada na legislação e posteriormente julgada, assim, a violência contra a mulher prevista na Lei /2006, estabelece as formas de violência doméstica contra a mulher como física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Segundo Krantz et al (2005), a violência física caracteriza-se pelos atos infligidos intencionalmente, como chutes, mordidas, bofetadas, espancamentos, ou até mesmo estrangulamentos. Lesões que 1 Instituto de Pesquisa Fundação Perseu Abramo (FPA). Fundado em 1996, pelo Partido dos Trabalhadores. Desenvolve projetos de caráter político cultural.

30 29 podem ser dissimulada como acidentes corriqueiros causando ocasionalmente lesões graves levando ao óbito. A violência psicológica segundo a Lei Mara da Penha (2006), caracterizada por condutas aplicadas com o objetivo de desconstruir a identidade da vitima, atribulando a saúde. O ato de violência neste caso é expresso na utilização da manipulação e formas de ameaças. Quanto o entendimento de violência sexual, esta descrito na literatura ação que ocorre o controle e a subordinação da sexualidade da mulher. Estatisticamente esta forma de violência é descrita como a mais comum e mulheres do mundo inteiro sofrem por conta deste ato, que na maioria das vezes é perpetrada pelo próprio parceiro intimo, não descaracterizando a participação por outros agressores. Esta modalidade de violência não é contida na legislação, sendo incorporada nesse conceito de violência desde a Convenção Interamericana para Prevenir e Punir e Erradicar a violência Doméstica, tal violência não necessita estar comprovada mediante laudos, ficando a critério do Juiz o entendimento do contexto e posterior julgamento. Outra forma de violência é a sexual descrita no artigo 7º inciso III da Lei /2006, como constrangimento como propósito de limitar a autodeterminação sexual e reprodutiva da vitima, inclusive a obrigá-la à prostituição, impedindo a mulher de usar métodos anticoncepcionais, tanto pode ocorrer mediante violência física como por meio de grave ameaça (violência psicológica). Segundo Rotania et al. (2003), a violência sexual de forma ampla, classifica-se por atos variados desde estupro até mesmo atentado violento ao pudor. Assim a ocorrência da violência sexual, fica caracterizada como qualquer conduta que constranja a mulher a presenciar, manter ou participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade; que a impeça de usar qualquer método contraceptivo; que a force ao matrimonio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação ou ainda; que a limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos. O avanço em considerar a ocorrência de violência sexual no âmbito intrafamiliar foi alvo de resistência entre os legisladores, está conquista na legislação pretende estimular a autonomia da mulher em relação ao seu corpo. Esta foi inserida

31 30 na legislação considerando também que esta forma de violência não acontece de forma isolada e consuma com outros tipos de violência. Seguindo a descrição das formas de violência podemos referenciar a violência patrimonial, no artigo 7º inciso IV da Lei Maria da Penha, classificada como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades. A última forma prevista pelo legislador artigo 7º inciso V da Lei Maria da Penha, porém não menos relevante, a violência moral é entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria. A calúnia, segundo Greco (2010), é o mais grave de todos os crimes contra a honra previstos pelo vigente Código Penal Brasileiro (1940), ocorrendo com o ato de imputar falsamente a alguém fato definido como crime. Por outro lado, a difamação se caracteriza com a imputação de fato ofensiva à reputação de outrem. Já a injúria se dá com ofensa da dignidade ou decoro da vítima. Então se entende como crime; a calúnia, a difamação ou injuria e normalmente acontece concomitante à violência psicológica. As demonstrações destas formas de violência estão descritas em pesquisa realizada pelo instituto Avon/Ipsos (2011), que descrevem os tipos de agressão mais comuns no Brasil. À mulher esta exposta a vários tipos de violência, além da violência física e podemos observar a psicológica em evidência. Diante da realidade brasileira retratada, observa-se a evidência dos tipos prevalentes das agressões sofridas pelas mulheres. No quadro abaixo segue as formas mais evidentes de agressões. Tabela 1 Tipos de agressões mais comuns no Brasil VIOLÊNCIA FÍSICA 80% Agressão física/soco/chute/porrada do companheiro / marido / parente 77% Agressão que pode até causar a morte da esposa / matar 3% VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA 62% Agressões verbais/xingamento/gritos do companheiro/marido/parente 41% Humilhar a companheira/esposa/ Falta de respeito do companheiro/marido 11% Agressão psicológica/atingir a autoestima da companheira/esposa 5% Ciúmes/desconfiança exagerada do companheiro/esposo 4% Companheiro ameaçar a companheira se o deixar/denunciar 3% Companheiro prender a esposa em casa/proibir de sair de casa/tirar a liberdade 3% Ameaçar a companheira com arma/de morte 2%

32 31 Abuso de autoridade/tratar a esposa como escrava 2% VIOLÊNCIA MORAL 6% Constranger/xingar a companheira em público 4% Difamar/caluniar a esposa/companheira/mulher 2% VIOLENCIA SEXUAL 6% A mulher ser obrigada a fazer sexo/estuprada 6% Fonte: Pesquisa Instituto Avon/Ipsos Percepções sobre a Violência Doméstica Contra a Mulher no Brasil (2011). Quanto a percepção ou entendimento das mulheres em relação a atos violentos, a pesquisa da Avon/Ipsos (2011), com o tema a Percepções sobre a Violência Doméstica contra a Mulher no Brasil, em que 1,8 mil pessoas de cinco regiões brasileiras foram entrevistadas, mostram que 27% das mulheres entrevistadas declaram ter sofrido agressões graves. Como segue no quadro abaixo, os motivos pelos quais a violência contra o gênero foi gerada, são derivados dos relacionamentos humanos, denotando a idéia do poder mantenedor do homem sobre a mulher e, também fatores que se enquadram nas questões de vulnerabilidade social. Tabela 2 Mulheres agredidas por motivo declarado no Brasil. Motivos % Ciúmes 48 Bebidas/Alcoolismo 43 Falta de Respeito 25 Desconfiança 20 Traição 20 Desentendimento 19 Problemas econômicos/financeiros 18 Desequilíbrio Emocional 18 Fonte: Pesquisa Instituto Avon/Ipsos Percepções sobre a Violência Doméstica Contra a Mulher no Brasil (2011). Outro ponto interessante da pesquisa sobre a percepção sobre a Violência Contra a Mulher no Brasil (2011), está na identificação dos diversos tipos de violência as quais a mulher está exposta. A mais evidente é a violência física em 80% dos casos. Não obstante, está à violência psicológica em 79% dos casos, anteriormente não tematizada, denotando a capacidade dos sujeitos em identificar e expressar situações que os colocam em situação de vulnerabilidade. Richardson et al, (2002), pontua que a violência emocional refere-se a eventos psicológicos agressivos contínuos na vida da mulher. Geralmente são abusos que propiciam a

33 32 depreciação da autoestima e bem estar da vítima, afetando sua vida e seus relacionamentos sociais. Qualquer situação de controle sobre a mulher que a coloque emocionalmente vulnerável ao cônjuge, caracteriza-se como violência emocional. Para tanto, estas formas de violência repercutem em termos de condição de saúde das mulheres. Para Filho (1999), nos últimos anos a violência passou a ser considerada como um problema de saúde pública. O interesse da área da saúde deve-se, sobretudo, aos efeitos nas condições gerais de saúde e bem estar populacional. Porém, Schraiber et al (1999), afirmam ainda haver dificuldades para se reconhecer a real magnitude do fenômeno. Segundo as autoras, os entraves devem-se em função da carência de políticas públicas de intervenção, práticas sociais eficazes e estudos que enfoquem a complexidade das interações do fenômeno buscando seus determinantes e suas consequências. Minayo et al. (1999), pontua que no Brasil, o tema insere-se como parte da agenda da saúde pública principalmente a partir da década de 1980, tendendo a se consolidar no final dos anos Portanto, a subnotificação das violências contra as mulheres nos serviços de saúde, geram dados imprecisos quanto à magnitude da problemática da violência. Pois, há evidências na associação dos problemas de saúde e violência contra a mulher, quando os dados não são coletados e copilados de forma fidedigna geram estimativas imprecisas das complicações físicas e psicológicas, diante da importância da problemática para a saúde pública. Para conceitualizarmos o panorama e as complexidades da evolução da violência contra as mulheres e suas nuances que evolvem a complexa relação do gênero feminino, tomamos como base estudo realizado pelo Instituto Sangari 2 (2012), a qual aponta para novas preocupações. Os dados apontam para as taxas dos homicídios femininos, quais permanecem em evidência entre os anos de 1980 a 2010, período estudado naquela pesquisa. Denotando a importância dos estudos relacionados às violências sofridas pelas mulheres para saúde pública. Dados estes, que contribuem para elaboração e aplicação de políticas públicas efetivas e direcionadas para o atendimento das mulheres vitimas de violências. 2 Instituto Sangari de pesquisa, fundado em 2003 pela empresa Sangari Brasil. Integra o grupo internacional, presente em 17 países e desenvolve soluções para Ensino em Ciências.

34 33 Pela análise dos dados que compõem o gráfico 1, pesquisa realizada pelo Instituto Sangari (2012), fica evidente o crescente aumento no período de 1980 a Neste período se percebe a duplicação dos homicídios femininos de 2,3 para 4,6 homicídios para cada 100 mil mulheres. As taxas permanecem estáveis até 2006, apresentando tendência de queda, em torno de 4,2 homicídios para cada 100 mil mulheres. Leve decréscimo no primeiro período de vigência efetiva da lei Maria da Penha, possibilitando leve decréscimo nas as taxas em 2007, e posterior aumento no ano de Gráfico 1: Taxas de homicídios femininos no Brasil entre 1980/2010 Fonte: Mapa da Violência/MJ/Instituto Sangari O cenário nacional descreve um pouco da situação da violência a qual as mulheres brasileiras estão expostas. Porém, o território estudado está localizado espaçialmente no Estado de Santa Catarina. Este é um pequeno recorte do espaço geográfico pertencente às vite e sete unidades federativas do Brasil. Assim, apresentamos a situação de Santa Catarina em relação à violência contra as mulheres em breve apanhado. A conformação favorável do espaço social, econômico e geografico de Santa Catarina, não confere situação favoravel a violência no gênero feminino. Estatisticamente o Estado de Santa Catarina ocupa a 23 a colocação em relação aos Estados brasileiros, em relação a violência que acomentem as mulhres nos Estado. O estudo foi realizado pelo Instituto Sangari (2012), o qual apresenta

(1979) Convenção Sobre Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher CEDAW

(1979) Convenção Sobre Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher CEDAW (1979) Convenção Sobre Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher CEDAW (1994) Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher (Convenção de Belém

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