13ª Promotoria de Justiça Criminal de Rio Branco-Acre Especializada no Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "13ª Promotoria de Justiça Criminal de Rio Branco-Acre Especializada no Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher"

Transcrição

1 PESQUISA-DIAGNÓSTICO DA REDE DE PROTEÇÃO À MULHER VÍTIMA DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR NO MUNICÍPIO DE RIO BRANCO-ACRE Ministério Público do Estado do Acre 13ª Promotoria de Justiça Criminal de Rio Branco-Acre Especializada no Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher

2 ESTADO DO ACRE MINISTÉRIO PÚBLICO 13ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA CRIMINAL DE RIO BRANCO-ACRE ESPECIALIZADA NO COMBATE À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER PROJETO DE PESQUISA DIAGNÓSTICO DA REDE DE PROTEÇÃO À MULHER VÍTIMA DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR NO MUNICÍPIO DE RIO BRANCO-ACRE Maio de 2012

3 RESUMO Ao diagnosticar a estrutura e o funcionamento dos órgãos públicos estaduais e municipais que estruturam a rede de serviços de proteção à mulher vítima de violência doméstica e familiar, o Ministério Público do Estado do Acre busca cumprir a sua função constitucional, estabelecida no artigo 127 da Constituição da República Federativa do Brasil que é a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. Antes de tudo, se faz necessário conhecer profundamente a qualidade dos serviços prestados às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar e saber como as beneficiárias desses serviços avaliam sob o ponto de vista da resolutividade do problema e satisfação individual ao benefício gerado. A pesquisa permitirá ao Ministério Público atuar de forma pontual e eficaz nos órgãos que compõem a Rede de Serviços de Proteção à Mulher Vítima, sobretudo, incorporando valor e tornando possível melhorar a prática da justiça restauradora onde couber e atuando de forma mais qualificada na exigência das ações repressivas no sentido de ampliar a sensação de segurança junto às mulheres vítimas de violência. Objetivo: diagnosticar a qualidade dos serviços prestados e a atuação integrada dos órgãos governamentais estaduais e municipais que compõem a rede de proteção à mulher vítima de violência doméstica e familiar e a satisfação das mulheres beneficiárias dos serviços no município de Rio Branco, capital do Estado do Acre. Metodologia: A Técnica Amostral utilizada para os profissionais será a amostra estratificada. Serão entrevistados somente profissionais que atendem diretamente à vítima seja no primeiro atendimento ou recepção, na realização do serviço finalístico do órgão, voltado para o atendimento à mulher vítima de violência doméstica e familiar ou encaminhamento da vítima a outro órgão da Rede. No caso das vítimas será adotada a técnica amostral intencional não probabilística, onde são escolhidas intencionalmente as mulheres a serem entrevistadas. A amostra corresponde àquelas mulheres que foram registrar ocorrência na DEAM no período de 18 de junho a 18 de julho de 2012, as que forem ouvidas em audiência na Vara da Violência Doméstica e aquelas que estiverem em regime de proteção temporária na Casa Abrigo Mãe da Mata no mesmo período. Excetuando as mulheres que se recusaram a responder as perguntas, uma vez que a entrevista é voluntária. A Margem de erro pela técnica de amostragem estratificada se constitui em dimensionar o tamanho da amostra. Desta forma pretende-se atingir um nível de confiança de 95%, com margem de erro de 5% por cada órgão. Conclusões: os resultados dessa pesquisa subsidiarão a elaboração do Plano de Ação da 13ª Promotoria de Justiça Criminal de Rio Branco-Acre Especializada no Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, bem como os órgãos que compõem a rede de atendimento às mulheres vítimas de violência no Município de Rio Branco na elaboração de políticas integradas voltadas para a redução da violência e da criminalidade contra as mulheres no município de Rio Branco-Acre. Palavras-chave: violência doméstica e familiar contra a mulher, Lei Maria da Penha, Rede de Atendimento, Proteção e Defesa, ciclo da violência, articulação.

4 SUMÁRIO RESUMO INTRODUÇÃO JUSTIFICATIVA OBJETIVOS GERAL ESPECÍFICOS METERIAL E MÉTODO ANÁLISE DE DADOS (TABULAÇÃO, ANÁLISE E ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS) EQUIPE TÉCNICA MÉTODO E FLUXOGRAMA DA PESQUISA CRONOGRAMA APENDICES... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.

5 1. INTRODUÇÃO O artigo 127 da Constituição Federal estabelece que o Ministério Público é uma instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, ao qual incumbe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis, garantindo a cidadania plena e o desenvolvimento sustentável. Está também legitimado para atuar na esfera administrativa, fiscalizando órgãos públicos e privados. A 13ª Promotoria de Justiça Criminal de Rio Branco, especializada no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher foi criada no bojo da constituição e implementação da Lei nº /06, mais conhecida como Lei Maria da Penha. A Promotoria, conforme estabelece o artigo 8 - inciso II e VI da Lei Maria da Penha, deve atuar integrada com as demais entidades envolvidas na aplicação da lei. O Ministério Público, como órgão garantidor da aplicação correta e genuína da Lei, deve intervir para que a atuação integrada dos órgãos governamentais e não governamentais possam ocorrer, de forma que a mulher vítima de violência doméstica e familiar possa ser atendida plenamente com ações preventivas e repressivas. Os Promotores de Justiça podem intermediar, articular e facilitar o diálogo entre as organizações sociais de defesa dos direitos das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar e o poder público, para a construção de um espaço permanente de diálogo para a implementação de Políticas Públicas e evitar danos que uma política equivocada possa acarretar. No ano de 2005, iniciou-se em Rio Branco uma articulação para estruturação de uma rede de atendimento às mulheres vítimas de violência, em atenção ao que orienta a Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres para as Mulheres, construída pela Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, vinculada à Presidência da República. Nela fica estabelecida a atuação articulada entre instituições/serviços governamentais, não governamentais e comunidade, visando à ampliação e a melhoria da qualidade do atendimento; à identificação e encaminhamento adequado das mulheres em situação de violência; e o desenvolvimento de estratégias efetivas de prevenção. A constituição da rede de atendimento busca dar conta da complexidade da violência contra as mulheres e do caráter multidimensional do problema, que perpassa áreas, tais como: saúde, educação, segurança pública, assistência social, cultura, entre outras 1. A opção pela estruturação de uma Rede de Atendimento deveu-se a tentativa de eliminar e/ou minimizar o percurso crítico que a mulher em situação de violência faz para receber o devido atendimento, em face das diversas portas de entrada como os hospitais de urgência e emergência, delegacias, serviços de assistência social. Geralmente, a mulher em situação ou vítima de violência procura em diversos órgãos governamentais o amparo legal do Estado e, na maioria das vezes, percorre diversos ou os mesmos caminhos sem uma solução para o seu problema, levando ao desgaste emocional e à revitimização. 1 Política Nacional de Enfrentamento à Violência Contra Mulheres.

6 Diante da constatação desse fato na Rede de Atendimento de Rio Branco, é que se pretende realizar a pesquisa ora apresentada, com o objetivo de identificar os nós críticos na articulação dos órgãos públicos executores das políticas públicas de atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, bem como o grau de satisfação das mulheres que procuram os serviços públicos nos órgãos que formam a Rede. A pesquisa será coordenada pela 13ª Promotoria de Justiça Criminal de Rio Branco, com equipe multidisciplinar, composta por uma Psicóloga, uma Assistente Social, um Enfermeiro e uma Economista. Terá ainda a parceria da União Educacional do Norte UNINORTE.

7 2. JUSTIFICATIVA A violência contra as mulheres é um fenômeno que atinge indiscriminadamente pessoas de todas as classes sociais, cor, idade e etnia. Pela ausência de dados e informações que atestem essa afirmativa, historicamente se discute sob a ótica da discriminação a desigualdade na posição social e de poder entre homens e mulheres. A sutileza e a barbárie com que são praticados os crimes contra a mulher caminham juntas. O conceito de violência adotado no âmbito das políticas públicas para as mulheres foi construído na Convenção de Belém do Pará no ano de Classifica como qualquer ação ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto no âmbito público como no privado. Destaca-se o conceito de gênero, por entender que qualquer violência praticada contra a mulher não se dissocia dos contextos sociais, políticos e culturais da (s) masculinidade (s) e da feminilidade (s), assim como das relações entre homens e mulheres. A violência se manifesta nas relações entre pessoas, num determinado contexto sócio-político em que elas vivem e convivem. O ato de violar seus direitos quanto à vida, a reprodução social e a dignidade são, sobretudo, uma violação dos direitos humanos das mulheres. Desenho 1: Identificação do sujeito em condição de vitimização conforme posição etária e segmento sócio-político, ambiente e ambiência de convivência social. A violência contra a mulher pode ser classificada como sendo: Violência Doméstica entendida como qualquer ação ou omissão baseada no gênero que cause à mulher morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial no âmbito da unidade doméstica, compreendida como espaço permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, no âmbito da família, entendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se considerem aparentados, unidos por laços naturais, afinidade ou por vontade expressa ou em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor

8 conviva ou tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabitação (Lei /2006). A violência doméstica contra a mulher compreende ainda: Violência física, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal; Violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação; Violência sexual, entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos; Violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades; Violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria. Violência Sexual: É a ação que obriga uma pessoa a manter contato sexual, físico ou verbal, ou participar de outras relações sexuais com uso da força, intimidação, coerção, chantagem, suborno, manipulação, ameaça ou qualquer outro mecanismo que anule o limite da vontade pessoal. Manifesta-se como: expressões verbais ou corporais que não são do agrado da pessoa; toques e carícias não desejados; exibicionismo e voyerismo; prostituição forçada; participação forçada em pornografia; relações sexuais forçadas - coerção física ou por medo do que venha a ocorrer (Taquette, 2007). Violência Institucional: é aquela praticada, por ação e/ou omissão, nas instituições prestadoras de serviços públicos (...)É perpetrada por agentes que deveriam garantir uma atenção humanizada, preventiva e reparadora de danos. A violência institucional compreende desde a dimensão mais ampla, como a falta de acesso aos serviços e a má qualidade dos serviços prestados, até expressões mais sutis, mas não menos violentas, tais como os abusos cometidos em virtude das relações desiguais de poder entre profissional e usuário. Uma forma comum de violência institucional ocorre em função de práticas discriminatórias, sendo as questões de gênero, raça, etnia, orientação sexual e religião um terreno fértil para a ocorrência de tal violência (Taquette, 2007). Mulheres em situação de violência são, por vezes, revitimizadas nos serviços quando: são julgadas; não têm sua autonomia respeitada; são

9 forçadas a contar a história de violência inúmeras vezes; são discriminadas em função de questões de raça/etnia, de classe e geracionais. Uma outra forma de violência institucional que merece destaque é a violência sofrida pelas mulheres em situação de prisão, que são privadas de seus direitos humanos, em especial de seus direitos sexuais e reprodutivos. Violência Simbólica: é a forma de violência suave e que não é percebida enquanto tal pelas mulheres. Pierre Bourdieu utilizou esse conceito para ressaltar a força da dominação social injusta e as possíveis explicações para a submissão feminina em detrimento do poder masculino. É a reprodução do pensamento, sentimento, comportamento diante da visão de mundo que essencializa as disposições masculina e feminina. Diz ele: é a violência insensível, invisível às suas próprias vítimas, que se exerce essencialmente pelas vias puramente simbólicas da comunicação e do conhecimento, ou, mais precisamente, do desconhecimento, do reconhecimento ou, em última instância, do sentimento. Desenho 2: Contexto da Violência Doméstica e Familiar Conforme o Mapa da Violência 2012 Atualização: Homicídios de Mulheres no Brasil, elaborado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos CIBELA, no ano de 2010, o Acre aparece na 14ª posição entre os Estados Brasileiros em relação a taxa de homicídios,

10 com 4,9 mulheres assassinadas para cada 100 mil mulheres habitantes. A taxa média nacional foi de 4,6. Já a capital Rio Branco ocupa a 10ª posição entre as capitais brasileiras Gráfico 1: Taxa de homicídios nos Estados brasileiros, 2010.

11 Gráfico 2: Taxa de homicídios na capitais brasileiras, Fonte: SIM/SVS/MS Obs. A capital Vitória não consta no mapa da violência. Conforme estudo do Analista Criminal da Secretaria de Estado de Segurança Pública Aldo Colombo (2011), a partir de setembro de 2006, quando entra em vigor a Lei Maria da Penha, houve uma redução do número de registros de violência contra a mulher em relação aos meses

12 que antecederam a sua vigência, contudo não há estudos que descrevam melhor os impactos da lei na variação desses registros. Gráfico 3: Série histórica de registros de ocorrências na Delegacia da Mulher. Tomando como base os indicadores de violência contra a mulher de lesão corporal e ameaça, e considerando a significância da quantidade de ocorrências destas naturezas registradas na DEAM de 2005 a julho de 2009, observa-se que o número de registro destes crimes reduz significativamente a partir de setembro de No caso de lesão corporal, a partir da vigência da Lei Maria da Penha o número de registros mensais reduziu em cerca de 50% e se estabilizou até o final do período analisado, conforme gráfico abaixo. Em relação aos registros de ameaça, a redução também é expressiva, caindo drasticamente entre setembro de 2006 a fevereiro de Não foi possível analisar dados mais atualizados na série histórica (gráfico abaixo), em função de uma mudança no sistema de dados da Polícia Civil e de alterações nas nomenclaturas do tipo penal. Gráfico 4. Série histórica de registros na DEAM de Rio Branco de lesões corporais e ameaças Como é possível perceber no gráfico abaixo, os homicídios contra mulheres em Rio Branco são expressivos para o conjunto do Estado. No período de 2007 a 2011, o município foi responsável por 50% dos casos registrados no Acre.

13 Gráfico 5. Série histórica de homicídios consumados com vítimas do gênero feminino ocorridos no Acre e Rio Branco Rio Branco Acre Fonte: Delegacia da Mulher DEAM, A Organização Mundial de Saúde OMS, atesta que a maioria dos crimes praticados contra as mulheres no mundo é de autoria de seus (ex) companheiros. Em Rio Branco, entre os anos 2005 e 2011, os registros da Delegacia da Mulher confirma essa informação. Gráfico 6. Relação agressor e vítima - Proporção do número de ocorrências registradas na Delegacia da Mulher no período de 2005 a Companheiro 41% Ex comapanheiro 17% Conhecido 12% Nenhuma 9% namorado Não informado 6% 6% Ex cunhado Mãe Ex namorado 3% 3% 3% 0% 10% 20% 30% 40% 50% Fonte: Delegacia da Mulher DEAM, Quanto ao estado de alteração psíquica do autor, o estudo mostra que a 50% dos autores estavam sóbrios quando cometeram o crime, conforme é demonstrado no gráfico abaixo.

14 Gráfico 7: Estado em que se encontrava o autor de violência contra a mulher, registrado na Delegacia da Mulher no período de 2005 a Não Informado Drogado/embriagado Sóbrio 9% 50% 41% Fonte: Delegacia da Mulher DEAM, 201 Utilizando como fonte o Sistema Penitenciário do presídio Francisco de Oliveira Conde SIPEN/FOC, para identificar a ocupação profissional dos autores de violência contra a mulher, dos reeducandos que ingressaram naquela unidade prisional por terem cometido crime previsto na lei /6, na sua maioria são autônomos e de serviços gerais e tem como fonte de renda a realização de serviços nas áreas da construção civil. Gráfico 08. Ocupação do autor de violência contra a mulher que deu entrada na Unidade de Recuperação Francisco de Oliveira Conde, entre aos anos 2005 e Outras Ocupações Autônomo Serviços Gerais Trabalhador Rural Diarista Mecânico Desempregado Estudante Vigilante Funcionário Público Aposentado Motorista Marceneiro Padeiro 7% 6% 4% 2% 2% 1% 1% 1% 1% 1% 1% 13% 28% 33% Fonte: Instituto Penitenciário - FOC, Ainda pela mesma fonte (FOC, 2011), quando se avalia o nível de escolaridade dos reeducandos que entraram na Unidade de Recuperação Francisco de Oliveira Conde, no ano de 2011, o destaque é para os que possuem o ensino fundamental incompleto (de 1ª a 4ª série).

15 Gráfico 09. Escolaridade do autor de Violência contra a Mulher que deu entrada na Unidade de Recuperação Francisco de Oliveira Conde, entre aos anos 2005 e % 1% 7% 3% 8% 9% 10% 8% Não informado Ensino Superior Completo Ensino Superior Incompleto Ensino Médio Incompleto Ensino Médio Completo Ensino Fundamental Incompleto Ensino Fundamental Completo Analfabeto Alfabetizado 52% Fonte: Instituto Penitenciário - FOC, Quanto à idade dos autores de violência contra a mulher, a maioria encontra na idade entre 25 e 39 anos, sendo que a faixa de maior representatividade está entre 30 e 34 anos, com 24,11% dos autores. Gráfico 10. Faixa Etária do Autor de Violência contra a Mulher que deu entrada na Unidade de Recuperação Francisco de Oliveira Conde, entre aos anos 2005 e a 24 anos 12,46% 25 a 29 anos 30 a 34 anos 23,30% 24,11% 35 a 39 anos 17,64% 40 a 44 anos 11,97% 45 a 49 anos 50 a 54 anos 55 a 59 anos Idoso 4,85% 3,40% 1,46% 0,81% Fonte: Instituto Penitenciário - FOC, 2011.

16 Quanto ás vítimas, o estudo de Colombo apresenta o perfil quanto à escolaridade e faixa etária, no período de 1 de janeiro de 2010 a 27 de outubro de Segundo ele, poucas são as características das vítimas registradas no banco de dados SIGO. Diferentemente do perfil dos homens, quanto à escolaridade, as mulheres vítimas de violência apresentam um perfil bastante variado, embora com o maior percentual, está igualmente entre aquelas com ensino fundamental incompleto, com 27%. Gráfico 11. Escolaridade das Mulheres Vítimas de Violência que registram Boletim de Ocorrência na Delegacia da Mulher entre 1 de janeiro de 2010 e 27 de outubro de Alfabetizada Ensino Fundamental Completo 3% 14% 14% 6% 4% 5% 7% 27% Ensino Fundamental Incompleto Ensino Médio Completo Ensino Médio Incompleto 20% Não Alfabetizada Não Informado Ensino Superior Completo Ensino Superior Incompleto Fonte: Delegacia da Mulher, Quanto à idade, a predominância são vítimas entre 18 e 29 anos. Quando comparado com a faixa etária do autor, percebe-se que as mulheres apresentam idade bem inferior aos homens agressores. Gráfico 12. Faixa etária das Mulheres Vítimas de Violência que registram Boletim de Ocorrência na Delegacia da Mulher entre 1 de janeiro de 2010 e 27 de outubro de Não Informado 0,2% 65 ou mais 1,2% 35 a 64 anos 32,3% 30 a 34 anos 17,9% 18 a 29anos 39,3% 12 a 17 anos 7,4% Até 11 anos 1,6% Fonte: Delegacia da Mulher, 2011.

17 A Secretaria de Estado de Segurança Pública realizou em 2011 no município de Rio Branco, uma pesquisa de percepção de segurança e satisfação da população quanto aos serviços prestados pelos órgãos de segurança pública. A pesquisa foi realizada nos meses de julho e agosto, em 248 setores censitários, conforme a divisão do IBGE, entrevistando pessoas acima de 15 anos em domicílios. Quanto à vitimização, 12% das mulheres entrevistadas declararam ter sofrido algum tipo de violência nos últimos 12 meses anteriores à pesquisa. Gráfico 13. Pessoas que foram vítimas de crimes violentos nos últimos 12 meses, até o mês de agosto de FEMININO 12% 88% MASCULINO 13% 87% SIM NÃO Fonte: Secretaria de Estado de Segurança Pública, Os crimes de maior frequência praticados contra as mulheres que sofreram violência se destaca a ameaça, seguido de lesão e agressão física, conforme mostra o gráfico abaixo. Gráfico 14. Tipo de Violência sofrida pelas Mulheres nos últimos 12 meses, até o mês de agosto de OFENSA VERBAL VIOLENCIA DOMESTICA ESTUPRO AMEAÇA LESÃO/AGRESSÃO TENTATIVA DE HOMICIDIO Fonte: Secretaria de Estado de Segurança Pública, 2011.

18 Entre as mulheres que foram vitimadas no período, 30% deles tinha idade entre 21 e 30 anos, o que confirma a informação anterior. Gráfico 15. Faixa Etária das Mulheres Vítimas de Crimes Violentos nos últimos 12 meses, até o mês de agosto de a 40 26% 21 a 30 30% 41 a 50 16% Menor de 20 14% 51 a 60 9% 61 a 70 3% Maior de 70 2% Fonte: Secretaria de Estado de Segurança Pública, Outra informação que se confirma pela Pesquisa Domiciliar é a escolaridade das vítimas. No gráfico abaixo é possível perceber que as vítimas de violência possuem baixa escolaridade. Gráfico 16. Escolaridade das Mulheres Vítimas de Crimes Violentos nos últimos 12 meses, até o mês de agosto de NÃO ALFABETIZADO 3 POS-GRADUAÇÃO 5 SUPERIOR COMPLETO 12 SUPERIOR INCOMPLETO 10 MÉDIO COMPLETO 39 MÉDIO INCOMPLETO 19 FUND COMPLETO 17 FUND INCOMPLETO 40 Fonte: Secretaria de Estado de Segurança Pública, O gráfico abaixo é possível perceber que a faixa de renda das mulheres que sofreram violência, em sua grande maioria, é de até 1 salário mínimo (valor atual).

19 Gráfico 17. Faixa de Renda das Mulheres Vítimas de Crimes Violentos nos últimos 12 meses, até o mês de agosto de % 11% 24% 58% ATÉ 1 SALÁRIO MINIMO DE 1 ATÉ 2 DE 2 ATÉ 3 SUPERIOR A 3 Quando perguntadas se procurou ajuda, 51% afirmaram que sim; quanto ao tipo de ajuda, 41% delas foram à delegacia especializada e 49% ligaram para o serviço de atendimento policial de urgência, o 190. Ao se desvendar as multidimensões da violência de gênero praticada contra as mulheres, é imperativo que o Estado também adote uma abordagem multisetorial, atuando de forma conjunta, seja na prevenção, repressão, assistência e garantia de direitos, envolvendo as áreas de saúde, educação, assistência social, segurança pública e justiça, inclusão social entre outros, para dar cabo à garantia e integridade do atendimento à mulher. Para isso, o conceito de Rede de Atendimento se aplica na medida em que são criadas as interfaces entre as ações desenvolvidas pelos diversos órgãos voltados para os direitos das Mulheres. No caso daquelas em situação de violência, a rede deve ter a configuração conforme o descrito abaixo: Centros de Referência CASA ROSA MULHER: são espaços de acolhimentos/atendimento psicológico e social, orientação e encaminhamento Jurídico. A casa Rosa Mulher desenvolve ainda cursos profissionalizantes. Casa Abrigo MÃE DA MATA: são locais seguros que oferecem moradia protegida transitória e atendimento integral às mulheres em situação de risco eminente em razão da violência doméstica.

20 Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher DEAM: unidade especializada de Polícia Civil. Tem caráter preventivo e repressivo. Defensoria da Mulher: tem a finalidade de dar assistência jurídica, orientar e encaminhar as mulheres em situação de violência. Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher: são órgãos de justiça Ordinária com competência cível e criminal. Central de Atendimento à Mulher Ligue 180: é um serviço do Governo Federal que auxilia e orienta as mulheres em situação de violência, através de discagem telefônica direta. Ouvidorias (não existe em Rio Branco): é um canal de comunicação direto entre a instituição e o cidadão. É o espaço de escuta especializado que procura atuar de forma articulada com outras ouvidorias em todo o país, promovendo os encaminhamentos que se fizerem necessária. Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) e Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) em Rio Branco são 7 CRAS, sendo um por cada regional urbano do município e um CREAS. Fazem parte do Programa de Atenção Integral à Família PIF e desenvolvem serviços básicos continuados e ações de caráter preventivo para famílias em situação de vulnerabilidade social (proteção básica) e em situação de risco pessoal e social (proteção especial). Centro de Reabilitação do Agressor: será implantado na Secretaria de Estado de Direitos Humanos. São espaços de atendimento e acompanhamento de homens autores de violência contra a mulher, encaminhados dos Juizados Especiais de Violência Doméstica e Familiar e demais juizados e varas. Polícia Civil e Militar: são responsáveis pelo registro de qualquer ocorrência de violência e por ações de prevenção e repressão à violência. Geralmente é o policial militar que realiza o primeiro atendimento, na maioria das vezes na residência da vítima. Instituto Médico Legal: atende as mulheres que sofrem violência física, seja ela sexual ou não. Coleta de provas que serão necessárias ao processo judicial e condenação do agressor. Serviços de Saúde em casos de violência sexual - Maternidade Barbara Heliodora: responsável pelo acolhimento, prevenção e tratamento de agravos resultantes de violência sexual. Presta serviços de assistência médica, enfermagem, psicológica e social, inclusive a interrupção de gravidez prevista em Lei em caso de estupro. Serviço de Saúde em caso de violência física Serviço de Urgência e Emergência Pronto Socorro: responsável pelo atendimento médico e ambulatorial às mulheres vítimas de qualquer violência física. É obrigatório o preenchimento da ficha de

21 notificação do Sistema de Informação de Agravos de Notificação para os casos de violência doméstica, sexual e/ou outras violências, do Ministério da Saúde. Secretaria de Estado de Política para as Mulheres responsável pela articulação e execução de políticas para as mulheres. A Rede de Cuidados no Enfrentamento à Violência contra a Mulher de Rio Branco REVIVA iniciou a sua formação no ano de 2002, com a participação do Centro de Direitos Humanos e Educação Popular - CDDHEP, Secretaria de Estado de Assistência Social, SECIAS, Secretaria Extraordinária de Políticas para as Mulheres SEMULHER e Ministério Público. Em 2004 foi assinado um termo de compromisso entre esses órgãos. No ano de 2009, a Rede define o fluxo de atendimento e compõe o Comitê Gestor da Rede, coordenado pela Assessoria da Mulher, do Gabinete do Governador. Nesse mesmo ano, o Governo do Estado assina Decreto nº de 20 de maio de 2009, instituindo O Pacto de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, cria a Câmara Técnica de Gestão Estadual e formaliza a Rede. Embora os órgãos da Rede de Atendimento às mulheres em situação de violência estejam estruturados no município de Rio Branco, a articulação entre os serviços prestados ainda não funcionam enquanto fluxo contínuo; os atendimentos são fragmentados, fazendo com que as mulheres percorram o mesmo circulo várias vezes sem uma resposta efetiva ao seu problema. A pesquisa que se pretende realizar visa identificar os nós críticos da rede, os problemas relacionados à efetivação dos serviços e conhecer a percepção das mulheres atendidas quanto ao grau de satisfação frente aos serviços públicos prestados. Os entrevistados serão servidores dos órgãos públicos que fazem parte da rede. Responderão perguntas sobre o tipo de atendimento prestado e quais as suas condições, a capacitação para o tipo de atendimento prestado, sobre o conhecimento que o profissional possui sobre a Lei Maria da Penha e sobre o fluxo de atendimento no âmbito da Rede. De outro lado, as vítimas de violência avaliarão os serviços dos órgãos públicos da Rede, enquanto beneficiárias. As entrevistas serão realizadas somente na Delegacia Especializada da Mulher, por ser a porta de entrada da grande maioria dos casos de violência registrados em Rio Branco, em horário de maior incidência de registros, por um período de 30 dias initerruptamente. Este estudo é relevante e oportuno, pois como foi visto anteriormente, longe de se ter um controle desse tipo de violência, quando se observa as tendências históricas dos registros, há que se ter uma excelência no atendimento àquelas mulheres vitimadas ou em situação que configura um potencial de violência. Faz-se necessário ainda um conjunto de medidas para eliminar os nós críticos de funcionamento da Rede, desta forma, se pretende extrair da pesquisa subsídios para tal; também formulação de diretrizes e estratégias para melhorar as políticas públicas voltadas para as mulheres em situação de violência no município de Rio Branco.

22 3.1 Geral 3. OBJETIVOS Conhecer e avaliar os nós críticos de funcionamento da Rede de Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência no município de Rio Branco por meio da percepção dos servidores dos órgãos (oferta) e pelas beneficiárias dos serviços (demanda). 3.2 Específicos Caracterizar os entrevistados/servidores públicos que prestam serviço em todos os órgãos que compõem a Rede de Atendimento à Mulher Vítima de Violência em Rio Branco, quanto a sua escolaridade, regime e tempo de trabalho, profissão, tempo de atuação com mulheres vítimas de violência e motivação para tal atividade, capacitação para atuar na área; serviços e encaminhamentos no âmbito da Rede; Caracterizar a instituição promotora dos serviços, quanto à estrutura física e capacidade de atendimento; Avaliar a oferta e a qualidade do serviço no âmbito da Rede, por meio das vítimas de violência que procuram a Delegacia Especializada da Mulher DEAM, quanto o motivo da busca pelo serviço e suas especificidades; serviço prestado pela instituição e pelos seus servidores; articulação da rede e satisfação dos serviços; Captar opiniões das mulheres vítimas de violência sobre as melhorias que precisam ser implantadas para melhorar os serviços, efetivar as rotinas e fluxos da rede.

PROJETO DE LEI Nº de de 2015.

PROJETO DE LEI Nº de de 2015. PROJETO DE LEI Nº de de 2015. INSTITUI A POLÍTICA ESTADUAL PARA O SISTEMA INTEGRADO DE INFORMAÇÕES DE VIOLÊNCIA CONTRA O IDOSO NO ESTADO DE GOIÁS, DENOMINADO OBSERVATÓRIO ESTADUAL DA VIOLÊNCIA CONTRA O

Leia mais

LEI DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR Lei n. 11.340/06

LEI DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR Lei n. 11.340/06 LEI DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR Lei n. 11.340/06 PREVISÃO CONSTITUCIONAL 1) O art. 226, 8º CF, dispões que: O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando

Leia mais

Lei Maria da Penha Lei 11.340/06

Lei Maria da Penha Lei 11.340/06 Legislação Penal Especial Aula 02 Professor Sandro Caldeira Lei Maria da Penha Lei 11.340/06 Art. 1 o Esta Lei cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos

Leia mais

Lei Maria da Penha. Pelo fim da violência. ulher. contra a

Lei Maria da Penha. Pelo fim da violência. ulher. contra a Lei Maria da Penha Pelo fim da violência ulher contra a Ligação gratuita, 24 horas, para informações sobre a Lei Maria da Penha e os serviços para o atendimento às mulheres em situação de violência. Lei

Leia mais

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA. IV Encontro de Enfermagem Ginecológica Rio de Janeiro - UERJ - Julho 2013. Cecília Teixeira Soares

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA. IV Encontro de Enfermagem Ginecológica Rio de Janeiro - UERJ - Julho 2013. Cecília Teixeira Soares VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA IV Encontro de Enfermagem Ginecológica Rio de Janeiro - UERJ - Julho 2013 Cecília Teixeira Soares Relatório Mundial sobre Violência e Saúde Nas relações

Leia mais

Projeto Circulando pela Rede

Projeto Circulando pela Rede DIAGNÓSTICO DA REDE DE PROTEÇÃO À MULHER VÍTIMA DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR NO MUNICÍPIO DE RIO BRANCO-ACRE Projeto Circulando pela Rede MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ACRE 3ª Promotoria de Justiça

Leia mais

Curso de. Direito. Núcleo de Prática Jurídica. Lei Maria da Penha. Lei n.º 11.340, de 7 de agosto de 2006. www.faesa.br

Curso de. Direito. Núcleo de Prática Jurídica. Lei Maria da Penha. Lei n.º 11.340, de 7 de agosto de 2006. www.faesa.br Curso de Direito Núcleo de Prática Jurídica Lei Maria da Penha Lei n.º 11.340, de 7 de agosto de 2006 www.faesa.br mportante: Onde Procurar Atendimento na Grande Vitória Disque-Denúncia: 180 Delegacias

Leia mais

Combate e prevenção à violência contra a mulher

Combate e prevenção à violência contra a mulher Combate e prevenção à violência contra a mulher O CIM - Centro Integrado de Atendimento à Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar - tem por objetivo fazer valer a Lei n.º 11.340/06, Lei Maria da

Leia mais

BATERIA DE EXERCÍCIOS-LEI MARIA DA PENA

BATERIA DE EXERCÍCIOS-LEI MARIA DA PENA CURSO PREPARATÓRIO EAP-/2013- TODOS OS ALUNOS EXERCÍCIOS LEI MARIA DA PENHA- TODAS AS TURMAS- 31/01/14 PROFESSOR WILSON- BATERIA DE EXERCÍCIOS-LEI MARIA DA PENA 01- De acordo com a lei 11.340/06 conhecida

Leia mais

1. Em relação aos crimes contra a violência doméstica, analise as afirmações e em seguida assinale a alternativa correta.

1. Em relação aos crimes contra a violência doméstica, analise as afirmações e em seguida assinale a alternativa correta. 1. Em relação aos crimes contra a violência doméstica, analise as afirmações e em seguida assinale a alternativa correta. I. Por expressa determinação legal não se aplicam aos crimes praticados com violência

Leia mais

Lei Maria da Penha Guia

Lei Maria da Penha Guia Lei Maria da Penha Guia COLEGAS: Quase um microssistema, a Lei n. 11.340/06 é um verdadeiro patrimônio jurídico: ela não se encerra em si mesma, trazendo um leque de providências protetivas à mulher, nas

Leia mais

LEI MARIA DA PENHA. SARNEY FILHO Deputado Federal

LEI MARIA DA PENHA. SARNEY FILHO Deputado Federal CÂMARA DOS DEPUTADOS SARNEY FILHO Deputado Federal LEI MARIA DA PENHA Lei n o 11.340, de 7 de agosto de 2006, que cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Centro de

Leia mais

Formas de Violência Doméstica (contra crianças, adolescentes e mulheres)

Formas de Violência Doméstica (contra crianças, adolescentes e mulheres) VIOLÊNCIA DOMÉSTICA A violência é uma questão social que afeta a todas as pessoas, mulheres e homens, sejam elas crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos. Ela acontece em todas as classes sociais,

Leia mais

LEI Nº 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006.

LEI Nº 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006. LEI Nº 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006. Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do 8º do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação

Leia mais

LEI Nº 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006.

LEI Nº 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006. LEI Nº 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006. Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do 8 o do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação

Leia mais

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006. Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006. Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do

Leia mais

Secretaria de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres 1º Fórum de Violência contra a Mulher: Múltiplos olhares

Secretaria de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres 1º Fórum de Violência contra a Mulher: Múltiplos olhares Secretaria de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres 1º Fórum de Violência contra a Mulher: Múltiplos olhares Campinas, Abril de 2014 Violência contra as Mulheres: dados Internacional: 1 de cada

Leia mais

Direitos Humanos - Lei Maria da Penha: O Que. Conquistamos e o Que Podemos Conquistar?

Direitos Humanos - Lei Maria da Penha: O Que. Conquistamos e o Que Podemos Conquistar? Direitos Humanos - Lei Maria da Penha: O Que Conquistamos e o Que Podemos Conquistar? Material didático destinado à sistematização do conteúdo da disciplina Direitos Humanos Publicação no semestre 2015.1

Leia mais

Direitos Humanos: As múltiplas faces da violência

Direitos Humanos: As múltiplas faces da violência Direitos Humanos: As múltiplas faces da violência Material didático destinado à sistematização do conteúdo da disciplina Direitos Humanos Publicação no semestre 2015.1 do curso de Direito. Autor: Jean

Leia mais

Propostas dos GTs da Conferência Municipal de São Paulo. Princípios e diretrizes de Segurança Pública

Propostas dos GTs da Conferência Municipal de São Paulo. Princípios e diretrizes de Segurança Pública Propostas dos GTs da Conferência Municipal de São Paulo Princípios e diretrizes de Segurança Pública Eixo 1 1. Fortalecimento do pacto federativo; 2. Municipalização da Segurança Pública; 3. Estabelecer

Leia mais

INFORMAÇÕES SOBRE O MUNICÍPIO DE ARARAQUARA RELATÓRIO CENTRO DE REFERÊNCIA DA MULHER

INFORMAÇÕES SOBRE O MUNICÍPIO DE ARARAQUARA RELATÓRIO CENTRO DE REFERÊNCIA DA MULHER INFORMAÇÕES SOBRE O MUNICÍPIO DE ARARAQUARA O Município de Araraquara está localizado no centro do Estado de São Paulo, possuindo uma área total 1.312 Km2 com 77,37 Km2 ocupados pela área urbana. Sua posição

Leia mais

O Paraná Está Ligado!

O Paraná Está Ligado! VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER O Paraná Está Ligado! Lançamento de rede estadual marca o enfrentamento à violência contra a mulher no Paraná O lançamento simbólico de uma rede de atenção à mulher em situação

Leia mais

VIolênCIA. VoCê. saber. contra a mulher. PrECIsA. Coordenação Associação das Trabalhadoras Domésticas e Centro de Ação Cultural - Centrac

VIolênCIA. VoCê. saber. contra a mulher. PrECIsA. Coordenação Associação das Trabalhadoras Domésticas e Centro de Ação Cultural - Centrac VoCê PrECIsA saber Coordenação Associação das Trabalhadoras Domésticas e Centro de Ação Cultural - Centrac Texto Maria Madalena de Medeiros / Ana Patrícia Sampaio de Almeida Projeto Gráfico Áurea Olimpia

Leia mais

Re s p o n s a b i l i z a ç ã o e

Re s p o n s a b i l i z a ç ã o e Anexo II Di r e t r i z e s Ge r a i s d o s Se rv i ç o s d e Re s p o n s a b i l i z a ç ã o e Educação do Agressor SERVIÇO DE RESPONSABILIZAÇÃO E EDUCAÇÃO DO AGRESSOR Ap r e s e n ta ç ã o A presente

Leia mais

Secretaria Nacional de Enfrentamento a Violencia contra as Mulheres

Secretaria Nacional de Enfrentamento a Violencia contra as Mulheres Secretaria Nacional de Enfrentamento a Violencia contra as Mulheres Setembro de 2012 Secretaria de Políticas para as Mulheres/PR Diretrizes para Enfrentamento ao Protocolo de Palermo Tráfico de Mulheres

Leia mais

afetiva e sexual, seja como forma de ameaçar e demonstrar ciúmes, isso é violência patrimonial doméstica e intrafamiliar contra lésbicas/bissexuais.

afetiva e sexual, seja como forma de ameaçar e demonstrar ciúmes, isso é violência patrimonial doméstica e intrafamiliar contra lésbicas/bissexuais. Lei Maria da Penha em casos de lesbofobia: Você sabia que a Lei 11.340/06 não é só para casais, e muito menos só para casais heterossexuais? 17/10/2012 Pouca gente sabe, mas a Lei Maria da Penha foi criada

Leia mais

PREVENÇÃO DE VIOLÊNCIAS E PROMOÇÃO DA CULTURA DE PAZ

PREVENÇÃO DE VIOLÊNCIAS E PROMOÇÃO DA CULTURA DE PAZ MINISTÉRIO DA SAÚDE IMPACTO DA VIOLÊNCIA NA SAÚDE DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES PREVENÇÃO DE VIOLÊNCIAS E PROMOÇÃO DA CULTURA DE PAZ VOCÊ É A PEÇA PRINCIPAL PARA ENFRENTAR ESTE PROBLEMA Brasília - DF 2008

Leia mais

DECRETO Nº 6.044, DE 12 DE FEVEREIRO DE 2007.

DECRETO Nº 6.044, DE 12 DE FEVEREIRO DE 2007. DECRETO Nº 6.044, DE 12 DE FEVEREIRO DE 2007. Aprova a Política Nacional de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos - PNPDDH, define prazo para a elaboração do Plano Nacional de Proteção aos Defensores

Leia mais

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER AGORA É CRIME!

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER AGORA É CRIME! Márcio Marques. Aluno da Faculdade de Direito de Campos RJ, 1. Período, 2ª. Turma e da Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Desenvolvimento da Polícia Civil RJ. E-mail: marciomarques1104@hotmail.com

Leia mais

Diagnóstico da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher em Minas Gerais 2013-2015

Diagnóstico da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher em Minas Gerais 2013-2015 Diagnóstico da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher em Minas Gerais 2013-2015 GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS SISTEMA INTEGRADO DE DEFESA SOCIAL CENTRO INTEGRADO DE INFORMAÇÕES DE DEFESA SOCIAL

Leia mais

PARÁ: O histórico do Ministério Público Paraense no enfrentamento à Violência contra a mulher

PARÁ: O histórico do Ministério Público Paraense no enfrentamento à Violência contra a mulher PARÁ: O histórico do Ministério Público Paraense no enfrentamento à Violência contra a mulher Lucinery Helena Resende Ferreira do Nascimento Túlio Carlos Souza Ortiz Desde o nascimento da Lei 11.340, em

Leia mais

Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres. 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento;

Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres. 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento; Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento; Objetivo geral Promover a igualdade no mundo do trabalho e a autonomia

Leia mais

LEI Nº 11.340 MARIA DA PENHA. Escritório no Brasil

LEI Nº 11.340 MARIA DA PENHA. Escritório no Brasil MARIA DA PENHA Escritório no Brasil (MARIA DA PENHA) Novembro, 2012 Esta cartilha foi produzida no âmbito do Programa Conjunto Interagencial Segurança Cidadã: prevenindo a violência e fortalecendo a cidadania

Leia mais

LEI Nº 11.340 MARIA DA PENHA. Escritório no Brasil

LEI Nº 11.340 MARIA DA PENHA. Escritório no Brasil MARIA DA PENHA Escritório no Brasil (MARIA DA PENHA) Novembro, 2012 Esta cartilha foi produzida no âmbito do Programa Conjunto Interagencial Segurança Cidadã: prevenindo a violência e fortalecendo a cidadania

Leia mais

O OLHAR DAS UNIVERITÁRIAS ESTUDANTES DO CURSO DE GRADUAÇÃO DE ECONOMIA DOMÉSTICA SOBRE A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER RESUMO

O OLHAR DAS UNIVERITÁRIAS ESTUDANTES DO CURSO DE GRADUAÇÃO DE ECONOMIA DOMÉSTICA SOBRE A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER RESUMO O OLHAR DAS UNIVERITÁRIAS ESTUDANTES DO CURSO DE GRADUAÇÃO DE ECONOMIA DOMÉSTICA SOBRE A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER Lívia Rodrigues 1 Ana Beatriz de Melo Holanda, 2 Natiane Muliterno da Cunha

Leia mais

Diretrizes para Implementação dos Serviços de Responsabilização e Educação dos Agressores

Diretrizes para Implementação dos Serviços de Responsabilização e Educação dos Agressores PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA SECRETARIA DE POLÍTICAS PARA MULHERES SECRETRIA DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES Diretrizes para Implementação dos Serviços de Responsabilização e Educação dos Agressores

Leia mais

A SECRETARIA MUNICIPAL DE POLÍTICAS PARA MULHERES AS AÇÕES SÃO DESENVOLVIDAS POR QUATRO ÁREAS ESTRATÉGICAS:

A SECRETARIA MUNICIPAL DE POLÍTICAS PARA MULHERES AS AÇÕES SÃO DESENVOLVIDAS POR QUATRO ÁREAS ESTRATÉGICAS: O QUE É QUE FAZ A SECRETARIA MUNICIPAL DE POLÍTICAS PARA MULHERES A Prefeitura de São Paulo, em maio de 2013, seguindo a política implementada nacionalmente e atendendo uma reivindicação histórica do movimento

Leia mais

Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres

Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres META 3 Eliminar as disparidades entre os sexos no ensino fundamental e médio, se possível, até 2005, e em todos os níveis de ensino, o mais

Leia mais

Espelho Penal Peça. Endereçamento correto da interposição 1ª Vara Criminal do Município X 0 / 0,25

Espelho Penal Peça. Endereçamento correto da interposição 1ª Vara Criminal do Município X 0 / 0,25 Espelho Penal Peça O examinando deve redigir uma apelação, com fundamento no artigo 593, I, do Código de Processo Penal. A petição de interposição deve ser endereçada ao juiz de direito da 1ª vara criminal

Leia mais

As ilustrações desta cartilha foram efetuadas por Carlos Myrria (092-236-5568 e 092-985-5420)

As ilustrações desta cartilha foram efetuadas por Carlos Myrria (092-236-5568 e 092-985-5420) Fica autorizada a reprodução do texto e ilustrações, no todo ou em parte, desde que se não altere o sentido, bem como seja citada a fonte. As ilustrações desta cartilha foram efetuadas por Carlos Myrria

Leia mais

Combate à Violência contra a mulher

Combate à Violência contra a mulher Respeitar a mulher: Esta é a lei! Respeitar a mulher: Esta é a lei! Combate à Violência contra a mulher Respeitar a mulher: esta é a lei! RESPEITAR A MULHER: ESTA É A LEI! Durante muito tempo o ambiente

Leia mais

Ato Normativo nº. 473-CPJ, de 27 de julho de 2006. (pt. nº. 3.556/06)

Ato Normativo nº. 473-CPJ, de 27 de julho de 2006. (pt. nº. 3.556/06) Ato Normativo nº. 473-CPJ, de 27 de julho de 2006 (pt. nº. 3.556/06) Constitui, na comarca da Capital, o Grupo de Atuação Especial de Inclusão Social, e dá providências correlatas. O Colégio de Procuradores

Leia mais

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER A Organização Mundial de Saúde (OMS) define violência como o uso intencional da força física ou do poder, real ou em ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa, ou contra

Leia mais

NÚCLEO DE ESTUDOS DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER NA CIDADE DE PONTA GROSSA

NÚCLEO DE ESTUDOS DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER NA CIDADE DE PONTA GROSSA 9. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( X ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO (

Leia mais

Presidência da República Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres

Presidência da República Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres Presidência da República Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres 1 Apresentação A Política Nacional de Enfrentamento à Violência

Leia mais

RELATÓRIO DE PESQUISA

RELATÓRIO DE PESQUISA 2011 14 RELATÓRIO DE PESQUISA Relatório da Pesquisa de Satisfação dos Usuários do SUS quanto aos aspectos de acesso e qualidade percebida na atenção à saúde, mediante inquérito amostral. Ministério da

Leia mais

(1979) Convenção Sobre Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher CEDAW

(1979) Convenção Sobre Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher CEDAW (1979) Convenção Sobre Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher CEDAW (1994) Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher (Convenção de Belém

Leia mais

PROPOSTAS PARA O ESTADO BRASILEIRO - NÍVEIS FEDERAL, ESTADUAL E MUNICIPAL

PROPOSTAS PARA O ESTADO BRASILEIRO - NÍVEIS FEDERAL, ESTADUAL E MUNICIPAL PROPOSTAS PARA O ESTADO BRASILEIRO - NÍVEIS FEDERAL, ESTADUAL E MUNICIPAL MEDIDAS CONCRETAS PARA O ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NO ÂMBITO DOMÉSTICO/FAMILIAR A presente Matriz insere-se no

Leia mais

CONFERÊNCIA LIVRE DO SISTEMA DE JUSTIÇA MPPR/ OAB/ TJ CONFERÊNCIA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA - CONSEG

CONFERÊNCIA LIVRE DO SISTEMA DE JUSTIÇA MPPR/ OAB/ TJ CONFERÊNCIA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA - CONSEG CONFERÊNCIA LIVRE DO SISTEMA DE JUSTIÇA MPPR/ OAB/ TJ Princípio A segurança pública deve promover a cidadania e prevenir a criminalidade. Princípio As políticas de segurança pública devem ser transversais.

Leia mais

PERFIL DAS MULHERES PARTICIPANTES DO PROJETO ACOLHER 2012.

PERFIL DAS MULHERES PARTICIPANTES DO PROJETO ACOLHER 2012. PERFIL DAS MULHERES PARTICIPANTES DO PROJETO ACOLHER 2012. O banco de dados desenvolvido para a execução do Projeto Acolher também atendia ao objetivo de produção de estatísticas. Deste modo, foi desenhado

Leia mais

O Desafio da Implementação das Políticas Transversais

O Desafio da Implementação das Políticas Transversais O Desafio da Implementação das Políticas Transversais Professora: Juliana Petrocelli Período: Novembro de 2013 PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS SECRETARIA NACIONAL DE PROMOÇÃO DOS

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR EFICÁCIA DA LEI MARIA DA PENHA

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR EFICÁCIA DA LEI MARIA DA PENHA EFICÁCIA DA LEI MARIA DA PENHA Renan De Marchi Moreno Acadêmico de Direito na Universidade Unicastelo Fernandópolis-SP Orientadora: Profa. Denise Cristina de Matto Garcia RESUMO: O presente trabalho tem

Leia mais

Psicologia e políticas públicas no enfrentamento à violência contra a mulher METODOLOGIA MEXENDO NO VESPEIRO

Psicologia e políticas públicas no enfrentamento à violência contra a mulher METODOLOGIA MEXENDO NO VESPEIRO Psicologia e políticas públicas no enfrentamento à violência contra a mulher METODOLOGIA MEXENDO NO VESPEIRO Simone Francisca de Oliveira- Psicóloga e Mestre em Psicologia Social pela UFMG- Professora

Leia mais

Palavras-chaves: denuncia, consumo de álcool, consumo de drogas.

Palavras-chaves: denuncia, consumo de álcool, consumo de drogas. VIOLENCIA CONTRA A MULHER E A DEPENDENCIA FINACEIRA. UM ESTUDO DE CASO NO MUNICIPIO DE PITANGA. MARLY APARECIDA MAZUR MACHADO/UNICENTRO E-MAIL: maymazur@outlook.com SIMÃO TERNOSKI (ORIENTADOR)/UNICENTRO

Leia mais

Violência Doméstica e Familiar Contra à Mulher

Violência Doméstica e Familiar Contra à Mulher Violência Doméstica e Familiar Contra à Mulher 1 Relações de gênero: são relações de poder que criam desigualdades, subordinações, posições e valores diferenciados para mulheres e homens. Tais relações

Leia mais

A 4ª Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia - Estatísticas e Cases

A 4ª Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia - Estatísticas e Cases A 4ª Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia - Estatísticas e Cases Dra.Ancilla-Dei Vega Dias Baptista Giaconi Maio/2014 0 4ª Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia Criada em 23 de Novembro

Leia mais

Introdução. Uma das facetas mais comuns da violência permanece até os dias de hoje, como uma forma social de lidar com conflitos.

Introdução. Uma das facetas mais comuns da violência permanece até os dias de hoje, como uma forma social de lidar com conflitos. VIOLÊNCIA(S) Introdução Lidar com as várias faces da violência é parte do cotidiano dos estagiários, defensores públicos, agentes, oficiais e demais funcionários da Defensoria Pública do Estado de São

Leia mais

Projeto TEMPO DE DESPERTAR Em homenagem a Robin Willians

Projeto TEMPO DE DESPERTAR Em homenagem a Robin Willians Projeto TEMPO DE DESPERTAR Em homenagem a Robin Willians I. INTRODUÇÃO Durante uma pesquisa realizada exclusivamente com homens pelo Instituto Avon/Data Popular e lançada em novembro de 2013, alguns dados

Leia mais

DIREITOS HUMANOS, FEMINISMO E POLÍTICAS PÚBLICAS DE GÊNERO: APLICABILIDADE DA LEI Nº 11.340/06 EM CAMPINA GRANDE/PB

DIREITOS HUMANOS, FEMINISMO E POLÍTICAS PÚBLICAS DE GÊNERO: APLICABILIDADE DA LEI Nº 11.340/06 EM CAMPINA GRANDE/PB DIREITOS HUMANOS, FEMINISMO E POLÍTICAS PÚBLICAS DE GÊNERO: APLICABILIDADE DA LEI Nº 11.340/06 EM CAMPINA GRANDE/PB (ASFORA, R. V. S.) - Raphaella Viana Silva Asfora/Autora ¹ Escola Superior da Magistratura

Leia mais

Secretaria Municipal de Assistência Social Centro de Referência Especializado de Assistência Social

Secretaria Municipal de Assistência Social Centro de Referência Especializado de Assistência Social Secretaria Municipal de Assistência Social Centro de Referência Especializado de Assistência Social Proposta para Implementação de Serviço de Responsabilização e Educação de Agressores Grupo Paz em Casa

Leia mais

www.senado.leg.br/datasenado

www.senado.leg.br/datasenado www.senado.leg.br/datasenado Lei Maria da Penha completa 9 Promulgada em 2006, a Lei Maria da Penha busca garantir direitos da mulher, além da prevenção e punição de casos de violência doméstica e familiar.

Leia mais

PERSPECTIVAS DE ANÁLISE DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA MULHER: MAPEAMENTO DAS DENÚNCIAS ENTRE OS ANOS DE 2010 E 2011 NA CIDADE DE CAMPINA GRANDE-PB

PERSPECTIVAS DE ANÁLISE DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA MULHER: MAPEAMENTO DAS DENÚNCIAS ENTRE OS ANOS DE 2010 E 2011 NA CIDADE DE CAMPINA GRANDE-PB PERSPECTIVAS DE ANÁLISE DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA MULHER: MAPEAMENTO DAS DENÚNCIAS ENTRE OS ANOS DE 2010 E 2011 NA CIDADE DE CAMPINA GRANDE-PB Autoria: Antonio Pereira Cardoso da Silva Filho Universidade

Leia mais

SUMÁRIO APRESENTAÇÃO...3 CONSIDERAÇÕES DA SECRETARIA MUNICIPAL DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES SPM...5

SUMÁRIO APRESENTAÇÃO...3 CONSIDERAÇÕES DA SECRETARIA MUNICIPAL DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES SPM...5 PLANO MUNICIPAL DE POLÍTICAS PARA MULHERES ICATÚ 2013-2015 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO...3 CONSIDERAÇÕES DA SECRETARIA MUNICIPAL DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES SPM...5 1. PRINCÍPIOS DA POLÍTICA NACIONAL PARA AS

Leia mais

Lei Maria da Penha: uma evolução histórica

Lei Maria da Penha: uma evolução histórica Lei Maria da Penha: uma evolução histórica Karina Balduino Leite e Rivadavio Anadão de Oliveira Guassú Maria da Penha foi uma entre as incontáveis vítimas de violência doméstica espalhadas pelo planeta.

Leia mais

ENUNCIADOS. Suspensão Condicional do Processo. Lei Maria da Penha e Contravenções Penais

ENUNCIADOS. Suspensão Condicional do Processo. Lei Maria da Penha e Contravenções Penais ENUNCIADOS Suspensão Condicional do Processo Enunciado nº 01 (001/2011): Nos casos de crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher não se aplica a suspensão condicional do processo. (Aprovado

Leia mais

Questões Fundamentadas Da Lei Maria da Penha Lei 11.340/2006

Questões Fundamentadas Da Lei Maria da Penha Lei 11.340/2006 1 Para adquirir a apostila digital de 150 Questões Comentadas Da Lei Maria da Penha - Lei 11.340/2006 acesse o site: www.odiferencialconcursos.com.br ATENÇÃO: ENTREGA SOMENTE VIA E-MAIL ESSA APOSTILA SERÁ

Leia mais

O PAPEL DO SERVIÇO DE EPIDEMIOLOGIA NA REDE DE PROTEÇÃO A CRIANÇA E AO ADOLESCENTE EM SITUACAO DE RISCO PARA A VIOLENCIA NO HOSPITAL DE CLÍNICAS.

O PAPEL DO SERVIÇO DE EPIDEMIOLOGIA NA REDE DE PROTEÇÃO A CRIANÇA E AO ADOLESCENTE EM SITUACAO DE RISCO PARA A VIOLENCIA NO HOSPITAL DE CLÍNICAS. O PAPEL DO SERVIÇO DE EPIDEMIOLOGIA NA REDE DE PROTEÇÃO A CRIANÇA E AO ADOLESCENTE EM SITUACAO DE RISCO PARA A VIOLENCIA NO HOSPITAL DE CLÍNICAS. AREA TEMÁTICA: Saúde. COORDENADORA: Prof.ª Dr.ª Denise

Leia mais

Palavras-chave: Lei Maria da Penha. Violência doméstica e familiar entre militares. Justiça Militar. Crime militar. Polícia judiciária militar.

Palavras-chave: Lei Maria da Penha. Violência doméstica e familiar entre militares. Justiça Militar. Crime militar. Polícia judiciária militar. DA EVENTUAL APLICAÇÃO DE MEDIDAS PROTETIVAS PREVISTAS NA LEI MARIA DA PENHA NOS CASOS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER MILITAR Abelardo Julio da Rocha 1 RESUMO Em 1969, quando surgiram o Código Penal

Leia mais

Informações práticas para denunciar crimes raciais

Informações práticas para denunciar crimes raciais Informações práticas para denunciar crimes raciais O que é racismo? Racismo é tratar alguém de forma diferente (e inferior) por causa de sua cor, raça, etnia, religião ou procedência nacional. Para se

Leia mais

Presidência da República Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres

Presidência da República Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres Presidência da República Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres 1 Apresentação A Política Nacional de Enfrentamento à Violência

Leia mais

FLUXO DE ATENDIMENTO A VIOLÊNCIA SEXUAL Superintendência de Atenção Primária S/SUBPAV/SAP

FLUXO DE ATENDIMENTO A VIOLÊNCIA SEXUAL Superintendência de Atenção Primária S/SUBPAV/SAP FLUXO DE ATENDIMENTO A VIOLÊNCIA SEXUAL Superintendência de Atenção Primária S/SUBPAV/SAP Betina Durovni Subsecretária de Atenção Primária, Vigilância e Promoção de Saúde 1 Introdução A violência contra

Leia mais

Como proceder à notificação e para onde encaminhá-la?

Como proceder à notificação e para onde encaminhá-la? Se a família não quiser ou não puder assumir a notificação, o educador deverá informar a família que, por força da lei, terá que notificar o fato aos órgãos competentes. Como proceder à notificação e para

Leia mais

VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR CONTRA A MULHER E AS REDES DE ATENDIMENTO

VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR CONTRA A MULHER E AS REDES DE ATENDIMENTO CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR CONTRA A MULHER E AS REDES DE ATENDIMENTO

Leia mais

Aprova o Regimento Interno do Centro de Referência de Assistência Social - CRAS. D E C R E T A:

Aprova o Regimento Interno do Centro de Referência de Assistência Social - CRAS. D E C R E T A: DECRETO N 1.289, DE 28 DE AGOSTO DE 2014. Aprova o Regimento Interno do Centro de Referência de Assistência Social - CRAS. O PREFEITO MUNICIPAL DE DOURADOS, Estado de Mato Grosso do Sul, no uso das atribuições

Leia mais

Expert Consultation on Prevention of and Responses to Violence against Young Children Lima, 27 28 August 2012

Expert Consultation on Prevention of and Responses to Violence against Young Children Lima, 27 28 August 2012 Expert Consultation on Prevention of and Responses to Violence against Young Children Lima, 27 28 August 2012 JANDIRA FEGHALI (Deputada Federal/Brasil) Temas: Trabalhando com autoridades e parlamentares

Leia mais

Edital para Seleção de Estudantes. Edital nº 01/2013

Edital para Seleção de Estudantes. Edital nº 01/2013 Edital nº 01/2013 A Coordenação do Programa Rede de Atenção às Mulheres em Situação de Violência: Construindo e Fortalecendo, no uso de suas atribuições, faz saber que estarão abertas as inscrições para

Leia mais

CASOTECA DIREITO GV PRODUÇÃO DE CASOS 2011

CASOTECA DIREITO GV PRODUÇÃO DE CASOS 2011 CASOTECA DIREITO GV PRODUÇÃO DE CASOS 2011 CASOTECA DIREITO GV Caso do Campo de Algodão: Direitos Humanos, Desenvolvimento, Violência e Gênero ANEXO I: DISPOSITIVOS RELEVANTES DOS INSTRUMENTOS INTERNACIONAIS

Leia mais

LEI MARIA DA PENHA. 5ª edição. Série Legislação. Câmara dos Deputados

LEI MARIA DA PENHA. 5ª edição. Série Legislação. Câmara dos Deputados LEI MARIA DA PENHA 5ª edição Câmara dos Deputados Série Legislação Brasília 2016 LEI MARIA DA PENHA 5ª edição Mesa da Câmara dos Deputados 55ª Legislatura 2015-2019 2ª Sessão Legislativa Presidente Eduardo

Leia mais

PROGRAMAÇÃO DOS 16 DIAS DE ATIVISMO PELO FIM DA VIOLÊNCIA À MULHER CDDM/OAB/SE

PROGRAMAÇÃO DOS 16 DIAS DE ATIVISMO PELO FIM DA VIOLÊNCIA À MULHER CDDM/OAB/SE PROGRAMAÇÃO DOS 16 DIAS DE ATIVISMO PELO FIM DA VIOLÊNCIA À MULHER CDDM/OAB/SE Data Dia Evento 06.11 Terça - feira FASE Palestra do Presidente - ASSINATURA do Convênio FASE/OAB- CDDM E DISTRIBUIÇÃO DE

Leia mais

Violência Intrafamiliar e Maus Tratos contra a pessoa idosa. Profª Dra. Ângela Cristina Puzzi Fernandes

Violência Intrafamiliar e Maus Tratos contra a pessoa idosa. Profª Dra. Ângela Cristina Puzzi Fernandes Violência Intrafamiliar e Maus Tratos contra a pessoa idosa Profª Dra. Ângela Cristina Puzzi Fernandes A Organização das Nações Unidas instituiu 15 de junho como o Dia Mundial de Conscientização da Violência

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2010

PROJETO DE LEI Nº, DE 2010 PROJETO DE LEI Nº, DE 2010 (Da Sra. Jô Moraes) Prevê o pagamento, pelo Poder Público, de danos morais e pensão indenizatória aos dependentes das vítimas fatais de crimes de violência sexual e violência

Leia mais

25 de novembro - Dia Internacional de Combate à Violência Contra as Mulheres. Carta de Brasília

25 de novembro - Dia Internacional de Combate à Violência Contra as Mulheres. Carta de Brasília Anexo VI 25 de novembro - Dia Internacional de Combate à Violência Contra as Mulheres Carta de Brasília Na véspera do Dia Internacional de Combate à Violência Contra as Mulheres nós, trabalhadoras dos

Leia mais

EIXO 2 PROTEÇÃO E DEFESA DOS DIREITOS: PROPOSTAS APROVADAS OBTIVERAM ENTRE 80 e 100% DOS VOTOS

EIXO 2 PROTEÇÃO E DEFESA DOS DIREITOS: PROPOSTAS APROVADAS OBTIVERAM ENTRE 80 e 100% DOS VOTOS EIXO 2 PROTEÇÃO E DEFESA DOS DIREITOS: PROPOSTAS APROVADAS OBTIVERAM ENTRE 80 e 100% DOS VOTOS Garantir a elaboração e implementação da Política e do Plano Decenal de Direitos Humanos de Criança e Adolescente

Leia mais

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: Por um MP mais eficiente

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: Por um MP mais eficiente PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: Por um MP mais eficiente Natal, 2011 1. Quem somos 2. Histórico da Gestão Estratégica 3. Resultados práticos 4. Revisão

Leia mais

CONVENÇÃO INTERAMERICANA PARA PREVENIR, PUNIR E ERRADICAR A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, CONVENÇÃO DE BELÉM DO PARÁ

CONVENÇÃO INTERAMERICANA PARA PREVENIR, PUNIR E ERRADICAR A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, CONVENÇÃO DE BELÉM DO PARÁ CONVENÇÃO INTERAMERICANA PARA PREVENIR, PUNIR E ERRADICAR A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, CONVENÇÃO DE BELÉM DO PARÁ (Adotada em Belém do Pará, Brasil, em 9 de junho de 1994, no Vigésimo Quarto Período Ordinário

Leia mais

ATENDIMENTO ÀS MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: ANÁLISE DE UMA CASA ABRIGO

ATENDIMENTO ÀS MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: ANÁLISE DE UMA CASA ABRIGO ATENDIMENTO ÀS MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: ANÁLISE DE UMA CASA ABRIGO Juliana Medeiros da Silva 1 A violência doméstica praticada pelo parceiro íntimo é uma das formas mais comuns de violência

Leia mais

Brasília 2014. Câmara dos Deputados LEI MARIA DA PENHA. 4ª edição. Série Legislação

Brasília 2014. Câmara dos Deputados LEI MARIA DA PENHA. 4ª edição. Série Legislação Brasília 2014 Câmara dos Deputados LEI MARIA DA PENHA 4ª edição Série Legislação LEI MARIA DA PENHA 4ª edição Mesa da Câmara dos Deputados 54ª Legislatura 2011-2015 4ª Sessão Legislativa Presidente Henrique

Leia mais

Aprendendo Conceitos sobre Gênero e Sexo. Você Sabia

Aprendendo Conceitos sobre Gênero e Sexo. Você Sabia Aprendendo Conceitos sobre Gênero e Sexo Você Sabia Que o sexo de uma pessoa é dado pela natureza e por isso nascemos macho ou fêmea? Que o gênero é construído pelas regras da sociedade para definir, a

Leia mais

Palmas harmônica: um trabalho pelo fim da violência contra a mulher

Palmas harmônica: um trabalho pelo fim da violência contra a mulher Palmas harmônica: um trabalho pelo fim da violência contra a mulher Este documento tem por objetivo apresentar um relatório dos atendimentos realizados à mulher em situação de violência, através dos serviços

Leia mais

SUMÁRIO. Localidades da pesquisa, amostra e entrevistas realizadas por Área de Planejamento AP s 2. Caracterização do entrevistado sem carteira 04

SUMÁRIO. Localidades da pesquisa, amostra e entrevistas realizadas por Área de Planejamento AP s 2. Caracterização do entrevistado sem carteira 04 Pesquisa de Opinião Pública sobre as Campanhas Educativas para o Trânsito & da I m a g e m I n s t i t u c i o n a l da CET- RIO Relatório de Pesquisa 2008 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO 03 PRINCIPAIS RESULTADOS

Leia mais

VIOLÊNCIA NO TRABALHO EM AMERICA LATINA UMA FORMA DE DISCRIMINAÇÃO NO EMPREGO RISCO PARA A SAÚDE DOS TRABALHADHORES

VIOLÊNCIA NO TRABALHO EM AMERICA LATINA UMA FORMA DE DISCRIMINAÇÃO NO EMPREGO RISCO PARA A SAÚDE DOS TRABALHADHORES VIOLÊNCIA NO TRABALHO EM AMERICA LATINA UMA FORMA DE DISCRIMINAÇÃO NO EMPREGO RISCO PARA A SAÚDE DOS TRABALHADHORES FORMA DE DISCRIMINAÇÃO E VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS A violência é global e sistêmica.

Leia mais

Plano Porto Alegre das Mulheres

Plano Porto Alegre das Mulheres Gabinete da Primeira Dama Gabinete de Planejamento Estratégico Coordenação das Mulheres Plano Porto Alegre das Mulheres Mapa de Políticas por Diretriz 1 Novembro/2011 Plano Porto Alegre das Mulheres ROTEIRO

Leia mais

1.4 Objeto e Metodologia

1.4 Objeto e Metodologia 1.4 Objeto e Metodologia O objeto a pesquisa cujos dados serão apresentados foi definido juntamente com a SAS- Secretaria de Assistência Social de Presidente Prudente em especial com a equipe do CREAS

Leia mais

CARTILHA DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS

CARTILHA DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS CARTILHA DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS Os Juizados Especiais foram criados para atender; de uma forma rápida e simples, problemas cujas soluções podem ser buscadas por qualquer cidadão. Antes deles,

Leia mais

Prefeito da cidade do Rio de Janeiro

Prefeito da cidade do Rio de Janeiro SUMÁRIO Palavra do Prefeito Palavra da Secretária O que é gênero? O que é violência contra as mulheres? O ciclo da violência SPM-Rio Equipamentos da SPM-Rio Fluxogramas de atendimento às mulheres Lei Maria

Leia mais

Por uma vida sem violência

Por uma vida sem violência Lei Maria da Penha v007.indd Spread 1 of 18 - Pages(36, 1) 26/02/10 19:55 Lei Maria da Penha v007.indd Spread 2 of 18 - Pages(2, 35) 26/02/10 19:55 28 de Setembro: Dia pela Descriminação do Aborto na America

Leia mais

A SEGURANÇA É HOJE A PRINCIPAL PREOCUPAÇÃO DO BRASILEIRO. Diversos problemas levaram à situação atual

A SEGURANÇA É HOJE A PRINCIPAL PREOCUPAÇÃO DO BRASILEIRO. Diversos problemas levaram à situação atual A SEGURANÇA É HOJE A PRINCIPAL PREOCUPAÇÃO DO BRASILEIRO Diversos problemas levaram à situação atual O problema sempre foi tratado com uma série de OUs Natureza ou policial ou social Responsabilidade ou

Leia mais