UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Centro de Ciências Tecnológicas da Terra e do Mar CTTMar Curso de Oceanografia

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Centro de Ciências Tecnológicas da Terra e do Mar CTTMar Curso de Oceanografia"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Centro de Ciências Tecnológicas da Terra e do Mar CTTMar Curso de Oceanografia Crescimento de juvenis de Robalo-flecha Centropomus undecimalis (Bloch,1792) durante fase de pré-engorda em tanque-rede na Enseada da Armação do Itapocoroy, Penha-SC AUGUSTO GUILHERME MUELLER FILHO ITAJAÍ 2012

2 UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Centro de Ciências Tecnológicas da Terra e do Mar CTTMar Curso de Oceanografia Crescimento de juvenis de Robalo-flecha Centropomus undecimalis (Bloch,1792) durante fase de pré-engorda em tanque-rede na Enseada da Armação do Itapocoroy, Penha-SC AUGUSTO GUILHERME MUELLER FILHO Monografia apresentada como requisito parcial para a obtenção do grau de oceanógrafo na Universidade do Vale do Itajaí, Santa Catarina. Orientador: Gilberto Caetano Manzoni ITAJAÍ 2012

3 AUGUSTO GUILHERME MUELLER FILHO CRESCIMENTO DE JUVENIS DE ROBALO-FLECHA CENTROPOMUS UNDECIMALIS (BLOCH,1792) DURANTE FASE DE PRÉ-ENGORDA EM TANQUE-REDE NA ENSEADA DA ARMAÇÃO DO ITAPOCOROY, PENHA-SC Este Trabalho de Conclusão de Curso foi julgado adequado para a obtenção do título de Bacharel em Oceanografia e aprovado pelo curso de Oceanografia da Universidade do Vale do Itajaí, Centro de Ciências Tecnológicas da Terra e do Mar. Área de Concentração : Aquicultura marinha. Itajaí, 08 de novembro de Prof.Dr. Gilberto Caetano Manzoni UNIVALI CECIESA CTL Orientador Prof.Dr. Paulo Ricardo Schwingel UNIVALI CECIESA CTL Membro Prof.Dr. Adriano Weidner Marenzi UNIVALI CECIESA CTL Membro iii

4 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho ao meu pai. ``Pai eterno. iv

5 AGRADECIMENTOS Meu pai, Augusto Guilherme Mueller, muito obrigado por me ensinar a dar valor as coisas realmente importantes da vida. Perseverança, paciência, amor e principalmente humildade são algumas das virtudes que me fazem lembrar e ter orgulho da pessoa maravilhosa que você foi. Obrigado pela confiança e incentivo. Descanse em paz. Te amo. Muito obrigado, Pai eterno. A minha mãe, Sueli R. Mueller, muito obrigado por todo carinho, amor e dedicação. Te amo. Aos meus irmãos Rafael e Maicon, muito obrigado pelos ensinamentos, e pela força nos momentos difíceis de minha vida, Obrigado. A toda minha família, muito obrigado pelo amor, compreensão e confiança. A minha namorada Jéssica Montibeller, obrigado por cada momento que passamos juntos, por me ajudar sempre que eu preciso, por estar comigo em todos momentos de minha vida, dividindo cada sentimento comigo. Obrigado. A todos meus colegas de curso, obrigado por todas alegrias e tristezas que compartilhamos. Contem comigo sempre. A todos os professores, coordenadores e funcionários da UNIVALI, obrigado por toda ajuda prestada e por todos ensinamentos. A todos que participaram de alguma forma no projeto. EPAGRI, Nicoluzzi, LAPMar (UFSC), UNIVALI. Obrigado. Este tipo de incentivo é muito importante para o desenvolvimento não só da aquicultura, mas todas áreas de pesquisa. A todo pessoal do CEMar, os terceiros, por dar todo suporte e me ajudar com que foi preciso, sem fazer corpo mole em momento algum. Obrigado não só em relação ao experimento, mas em todos ensinamentos que levarei pra minha vida. Aprendi muito com cada um de vocês. Ao Renatinho, Jeferson, Zé, Giba (Gibera), Karen, dona Eva, curupira, dentre outros. Obrigado pelo companheirismo e pelo espírito de equipe. Ao orientador do projeto, o honorário professor Dr. Gilberto Manzoni. Obrigado por fornecer todo suporte necessário para realização do experimento, pela confiança, e principalmente, pela oportunidade de eu trabalhar com excelentes pessoas e profissionais. A universidade e a comunidade precisam de pessoas como você. Muito obrigado. A todas estas pessoas e também aquelas que esqueci de citar aqui, meu sinceros e eternos agradecimentos. Que Deus abençoe a todos. Obrigado. v

6 EPÍGRAFE Não sabendo que era impossível, foi lá e fez Jean Cocteau vi

7 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO OBJETIVOS Objetivo Geral Objetivos Específicos REFERENCIAL TEÓRICO MATERIAIS E MÉTODOS Área de estudo Tanque-rede Redes Aclimatação dos peixes Alimentação Ração Troca de rede Limpeza das redes Parâmetros físico-químicos Biometria Parâmetros para análise do crescimento Ganho de peso e comprimento total médio Taxa de crescimento específico (TCE) Despesca Parâmetros para análise de biomassa e sobrevivência Sobrevivência Biomassa final Taxa de conversão alimentar aparente (CAA) RESULTADOS E DISCUSSÕES Área de estudo Tanque-rede Rede Aclimatação Alimentação Ração Troca de rede Limpeza das redes vii

8 5.7. Parâmetros físico-químicos Salinidade Temperatura Biometria Parâmetros para análise do crescimento Ganho de Peso e comprimento médio Taxa de crescimento específico Despesca Parâmetros para análise de biomassa e sobrevivência Sobrevivência Biomassa final Conversão alimentar aparente (CAA) CONCLUSÕES CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS viii

9 LISTA DE FIGURAS Figura 1: Posição do tanque-rede marinho, paralelo ao parque aquícola da fortaleza situado na Enseada da Armação do Itapocoroy, Penha-SC Figura 2: Tanque-rede com suas estruturas principais identificadas, flutuadores com diametro de 140mm, anel superior com diâmetro de 50mm e o bracked que une as duas estruturas Figura 3: Malha (2,5 mm) da rede utilizada no cultivo de juvenis de robalo-flecha (A). Rede de proteção contra aves marinhas colocada sobre o tanque-rede marinho (B) Figura 4: Vista lateral da alimentação dos juvenis de robalo-flecha em tanque-rede marinho na Enseada da Armação do Itapocoroy, Penha-SC (A). Vista superior da parte interna do tanque-rede durante alimentação dos juvenis de robalo-flecha (B) Figura 5: Troca da rede. A rede colmatada era amarrada em uma metade do tanque-rede, onde então era paneada para dentro da embarcação (A). Na outra metade já era amarrada a rede limpa (B) Figura 6:Rede de cultivo sendo pendurada na balsa de manejo da UNIVALI para secar (A). Rede de cultivo sendo lavada com lavadora de alta pressão (B). Rede de cultivo sendo limpa com vassoura (C) Figura 7: Juvenis de robalo-flecha selecionados para biometria nas caixas com aeração Figura 8: Juvenis de robalo-flecha anestesiados com benzocaína (0,08g/L) antes de serem medidos e pesados Figura 9: Pesagem de um juvenil de robalo-flecha em balança eletrônica digital (0,01g) Figura 10: Medição do comprimento total de juvenis de robalo-flecha com paquímetro Figura 11: Contagem final dos juvenis de robalo-flecha cultivados em tanque-rede na Enseada da Armação do Itapocoroy Figura 12: Anel inferior do tanque-rede incrustado (A). Rede de cultivo colmatada (B) Figura 13: As diferentes rações utilizadas durante o cultivo dos juvenis de robalo-flecha em tanque-rede na enseada da Armação do Itapocoroy, Penha-SC Figura 14: Variação da salinidade no tanque-rede marinho localizado na Enseada da armação do Itapocoroy, Penha-SC. No período de março/2012 a setembro/ Figura 15: Variação da temperatura ( C) na enseada da Armação do Itapocoroy no período de março a setembro de Figura 16: Box plot apresentando a média, erro padrão e desvio padrão do comprimento total (mm) dos juvenis de robalo-flecha cultivados nas cinco biometrias realizadas durante período de estudo Figura 17: Box plot apresentando a média, desvio padrão e o erro padrão do peso dos robalos nas cinco biometrias realizadas no período de estudo Figura 18: Heterogeneidade observada no desenvolvimento dos juvenis de robalo-flecha cultivados em tanque-rede na Enseada da Armação do Itapocoroy, Penha-SC ix

10 LISTA DE TABELAS Tabela 1: Desvio padrão, valor máximo e valor mínimo de salinidade registrados entre março e setembro de 2012 na Enseada da Armação do Itapocoroy, Penha-SC Tabela 2: Desvio padrão, valor máximo e valor mínimo de temperatura (ºC) registrados entre março e setembro de 2012 na Enseada da Armação do Itapocoroy, Penha-SC Tabela 3: Taxa de crescimento específico (TCE) total e taxas de crescimento específico (TCE) parciais calculadas entre cada biometria dos juvenis de robalo-flecha cultivados na Enseada da Armação do Itapocoroy x

11 RESUMO Apesar do grande potencial, a piscicultura marinha no Brasil é pouco evoluída, principalmente se comparada com os principais produtores mundiais. Para que espécies nativas do Brasil, como o robalo-flecha, tenham uma disponibilidade maior no mercado é necessária à realização de estudos que permitam aperfeiçoar as metodologias de reprodução, pré-engorda e engorda desses organismos em cativeiro. Disponibilizando assim, informações importantes sobre o crescimento e sobrevivência da espécie de acordo com as metodologias de cultivo empregadas e sua relação com fatores abióticos. Com a finalidade de obter estas informações foi avaliado o desenvolvimento (crescimento, ganho de peso e sobrevivência) do robalo-flecha (Centropomus undecimalis) em tanque-rede na enseada da Armação do Itapocoroy, Penha-SC, durante um período de aproximadamente seis meses. No dia 05 de março de 2012 dez mil juvenis de robalo-flecha fornecidos pelo laboratório de pisicultura marinha (LAPMar) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), chegaram ao Centro experimental de maricultura (CEMar/Penha), onde permaneceram em quarentena no laboratório, em um tanque de 5000 litros. Posteriormente, os peixes com peso médio inicial de 1,1± 0,4g e comprimento médio inicial de 47,6 ± 6,1 mm, foram transferidos para o tanque rede com o volume de 64 m 3, totalizando uma biomassa inicial de 170 g/m 3. Os peixes foram alimentados manualmente uma vez ao dia, até a saciedade aparente, com ração para carnívoros. Devido a falta de uma ração exclusiva para Robalos e um problema no fornecimento da ração pela empresa parceira, foram ofertados em diferentes momentos quatro formulações de ração, com um nível mínimo de 50% de proteína bruta. A temperatura ( C) e a salinidade foram monitoradas durante todo o período experimental. Para verificar o desenvolvimento dos peixes, periodicamente foram realizadas amostragens de 100 indivíduos, que eram capturados no tanque rede, anestesiados, medidos e pesados. No dia 26 de outubro foi realizada a contagem final dos organismos para obtenção da sobrevivência e biomassa total do tanque. Os resultados demonstraram que a maior média mensal de temperatura foi de 24,3 C no mês de março enquanto que a menor foi de 18,2 C em julho. A salinidade oscilou entre 34,8 e 26,1. Com relação ao crescimento, os peixes apresentaram um desenvolvimento heterogêneo, com um peso médio de 3,7 ± 5,5 g e comprimento total médio de 71,0 ± 22,7 mm. A taxa de crescimento específico total foi de 0,627 %/dia, sendo que nos meses de junho e agosto os peixes tiveram o menor crescimento. A biomassa final do tanque foi de 44 g/m3, e a sobrevivência foi de 7,7%. A metodologia aplicada mostrou-se eficaz em alguns aspectos, principalmente em relação à aclimatação dos peixes, ao fundeio do tanque rede, trocas de rede, limpeza das redes, anestesia dos peixes e despesca. Contudo, os resultados de crescimento e sobrevivência foram abaixo da expectativa esperada, provavelmente em decorrência do pequeno tamanho inicial dos peixes, da reduzida frequência alimentar, da variedade de rações utilizadas e das baixas temperaturas observadas durante o inverno. Sugere-se a continuidade de trabalhos com esta espécie, mas é importante realizar uma etapa inicial de pré-engorda (berçário) em tanques escavados ou em laboratório, aonde os peixes possam ser alimentados com uma maior frequência e mantidos com água aquecida (20-28 o C), para daí então realizar a transferência de peixes maiores (30g) para as estruturas de cultivo no mar. PALAVRAS CHAVE: piscicultura-marinha, robalo-flecha, ração, Santa Catarina. xi

12 ABSTRACT Despite the great potential, the marine fish farming in Brazil is slightly evolved, especially when compared with major world producers. For native species in Brazil, such as snook, have a greater availability in the market is necessary conduct studies to improve the methodologies of breeding, pre-fattening and fattening of these organisms in captivity. Providing thus, important information of the growth and survival of this species according to the methods of cultivation employed and its relationship with environmental factors. With the purpose of obtain this information were evaluated development (growth, weight gain and survival) of snook (Centropomus undecimalis) in cages, at Armação of Itapocoroy bay, Penha-SC, during a period of approximately six months. On 5 march 2012, ten thousand juvenile snook provided by the marine pisiculture laboratory (LAPMar), of Federal University of Santa Catarina (UFSC), arrived at the Experimental mariculture center (CEMAR / Penha), where they remained in quarantine in laboratory in a tank of 5000 liters. Later, the fish with average weight of 1.1 ± 0.4 g and average length initial 47.6 ± 6.1 mm, were transferred to the cage whose volume is 64 m 3, totaling an initial biomass of 170 g / m 3. The fish were fed manually once a day, to apparent satiation, with carnivorous food. Because of problems in the supply of feed, were offered in different moments four feed formulations, with a minimum of 50% crude protein. The temperature ( C) and salinity were monitored throughout the experimental period. To check the development of the fish, periodically samplings were performed of 100 individuals, who were captured in the cage, anesthetized, measured and weighed. On the 26th of October was made the final count of organisms to obtain the survival and total biomass of the tank. The results demonstrated that the highest monthly average temperature was 24.3 C in March, while the lowest was 18.2 C in July. The salinity ranged between 34.8 and With relation to the growth, the fish showed a heterogeneous development, with an average weight of 3.7 ± 5.5 g and total mean length of 71.0 ± 22.7 mm. The total specific growth rate was % / day, and that in the months of June and August the fish had lowest growth. The final biomass of the tank was 44 g/m3, and survival was 7.7%. The methodology was effective in some aspects, especially in relation to acclimation of fish, anchorage of the tank, net exchanges, cleanliness of the nets, fish anesthesia and final count. However, the results of growth and survival were below of the expectation awaited, probably due to the small initial size of fish, reduced food frequency, the variety of diets used and the low temperatures observed during the winter. It is suggested to continue with works with this species, but it is important to realize an initial stage of prefattening (nursery) in dug tanks or in the laboratory, where the fish can be fed a higher frequency and maintained with heated water (20-28ºC), so then to conduct the transfer of larger fish 30g to the sea cultivation structures. KEYWORDS: Marine pisiculture, snook, ration, Santa Catarina. xii

13 1. INTRODUÇÃO Aquicultura pode ser definida como cultivo de seres que têm na água o seu principal ou mais frequente ambiente de vida, não abrangendo apenas organismos estritamente aquáticos, mas também os que passam menor tempo de sua existência em terra (CAMARGO; POUEY, 2005). A aquicultura mundial, excluindo macroalgas, atingiu aproximadamente 63,6 milhões de toneladas em Deste total, o cultivo de peixes é responsável por aproximadamente 61% (39,1 milhões), sendo destes 86% espécies de água doce, 9,2% diádromos e apenas 4,6% espécies marinhas (FAO, 2012). Acredita-se que no mundo a piscicultura em ambiente marinho teve início por volta do ano na Indonésia, onde juvenis de milk-fish (Chanos chanos) eram capturados nas marés cheias e cultivados em jaulas improvisadas, chamadas viveiros. Por volta de 1954 no Japão, iniciou-se a utilização de estruturas chamadas de tanques-rede marinhos (SHEPHERD & BROMAGE, 1988). O milk-fish junto com os salmonídeos são os principais peixes diádromos cultivados, sendo responsáveis por cerca de 3,6 milhões de toneladas (FAO, 2012). O mesmo levantamento diz que desde o começo de 1990 mais da metade da produção mundial de peixes diádromos foi de salmonídeos (FAO, 2012). Com relação ao desenvolvimento da piscicultura em ambiente marinho, somente a partir da década de 90 foi observado uma expansão mundial, com o cultivo de espécies como o olhete (Seriola quinquerradiata) (SHEPHERD & BROMAGE, 1988). De acordo com FAO (2012) entre as espécies marinhas indentificadas mais cultivadas no mundo estão os pampos e cavalas, cianídeos, dourada (Sparus auratta), robalo-europeu (Dicentrarchus labrax), tainhas (mugilidae). O mesmo estudo revela que do total produzido pela piscicultura marinha, mais de 400 mil toneladas são peixes marinhos não identificados. No Brasil, a piscicultura marinha supostamente teve início na região nordeste do país, mais especificamente no estado de Pernambuco no século XVII, sendo que durante o governo do holandês Maurício de Nassau eram cultivados robalos (Centropomus spp.), tainhas (Mugil) e carapebas (Eugerres e Diapterus) extensivamente em viveiros de maré (VON IHERING, 1932 apud CAVALLI, 2007). Porém a piscicultura marinha não consta nas estatísticas de produção de pescado do país, não é uma atividade desenvolvida comercialmente, estando limitada somente a algumas iniciativas de instituições de pesquisa, destacando-se o Instituto de Pesca/SP, Universidade Federal de Santa Catarina/SC, Fundação Universidade do Rio Grande/RS e Universidade Federal do Ceará/CE (ROUBACH et al., 2003 apud CAVALLI; HAMILTON, 2009). Recentemente a Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI) vem realizando experimentos com peixes marinhos, destacando-

14 se os realizados com a sardinha-cascuda (Harengula clupeola) (BEHLING, 2008); o robalopeva (C. parallelus) (ROOS, 2011) e o beijupirá (Rachycentron Canadum) (GOMES, Não publicado). Analisando as espécies naturalmente encontradas no litoral brasileiro, Cavalli e Hamilton (2007) consideraram três critérios de seleção das espécies para o cultivo: o mercado, o potencial de crescimento e a disponibilidade de tecnologia de cultivo. Estes mesmos autores definiram que os robalos são organismos que reúnem boas condições para serem cultivados. Para o litoral brasileiro são citadas quatro espécies pertencentes a esse gênero: Centropomus undecimalis, Centropomus parallelus, Centropomus ensiferus e Centropomus pectinatus (FIGUEIREDO & MENEZES, 1985), sendo as duas primeiras predominantes. As espécies do gênero Centropomus de maior importância econômica no Brasil são Centropomus undecimalis (BLOCH, 1792) e Centropomus parallelus (Poey, 1860), denominados popularmente no litoral sudeste-sul como robalo-flecha e robalo-peva respectivamente, e na região nordeste como camori ou camurim (ARAÚJO, 2008). O robalo-flecha (C. undecimalis) pertence a classe Osteichthyes; sub-clase Actinopterygii; ordem Perciformes; família Centropomidae; Gênero Centropomus (GREENWOOD, 1976 ; RIVAS, 1986 apud MENDONÇA,2004). O mesmo estudo caracteriza o robalo-flecha como uma espécie eurihalina, podendo ser encontrada no mar, em águas salobras estuarinas, lagunas, rios e lagoas, sendo capaz de se adaptar a diversos tipos de habitat, como fundos de areia, cascalho, lodo, raízes de mangue e lajes. Mendonça, (2004) revela também que estes peixes são organismos catádromos, ou seja, indivíduos maduros que se encontram em rios e lagos de água doce regressam ao mar para desovar, onde permanecem uma temporada antes de retornar ao ambiente estuarino. Acredita-se que os adultos do gênero se reproduzem preferencialmente na boca de rios e estuários e indivíduos jovens se beneficiam das águas costeiras ricas e de manguezais para se desenvolverem, o que facilita a localização e captura de reprodutores e até mesmo juvenis (CERQUEIRA, 2002). Mendonça (OP SIT.) destaca sua adaptação a diferentes habitats, qualificando esses peixes como rústicos e gregários. Se adaptam bem o cativeiro, sendo uma espécie muito resistente ás manipulações e variações dos parâmetros físico-químicos da água (MAGALHÃES, 1931; CHAPMAN et al, 1982; PATRONA, 1984 apud CERQUEIRA, 2002). São carnívoros e vorazes, se alimentam de moluscos, crustáceos e peixes (MUHLIA- MELO et. al, 1995 apud MENDONÇA, 2004). De acordo com Gomes (1995) apud Mendonça (2004) não existe diferença significativa das taxas metabólicas de robalos-flecha 2

15 adaptados em água doce em relação a outros mantidos em água salobra. Howels et. al (1990) apud Mendonça (2004) afirmam que o intervalo de 25 a 29ºC é ótimo para o desenvolvimento normal dos robalos, assim como a salinidade deve estar sempre em torno de 34. C. undecimalis pode ser comparado em qualidade aos robalos europeu (Dicentrarchus labrax) ou asiático (Lates calcarifer), sendo tais espécies objeto de cultivo em suas respectivas regiões, possuindo preço de venda elevado e oferta ainda insuficiente para cobrir toda demanda (PATRONA, 1988 apud CERQUEIRA, 2002). As espécies do gênero são importantes membros das comunidades estuarinas, ocupando posição de destaque entre aquelas de valor econômico agregado, em função de sua excelente qualidade como alimento, sendo bastante apreciadas (VASCONCELOS FILHO et al., 1995 apud ARAÚJO, 2008). Devido a sua importância econômica, informações sobre a dieta, principalmente das fases iniciais dos robalos, são necessárias para um melhor entendimento sobre seu ciclo de vida. Estas informações são imprescindíveis ao manejo deste recurso natural, tanto para sua propagação (repovoamento), quanto também para viabilizar a produção em escala na aquicultura (ARAÚJO, 2008). Maciel (2006) e Tsuzuki et al (2007) mostram em seus estudos que estes peixes são tolerantes a variações na qualidade da água e salinidade, além de possuir alto preço no mercado. O preço de venda do robalo está abaixo somente do preço do atum, estando acima do valor do salmão e da maioria das demais espécies de peixes comercializadas na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP, 2010). Apesar de seu valor de mercado estar entre os mais elevados, considerando-se peixes marinhos e de água doce, a pesca comercial de robalos do gênero Centropomus tem pouca importância no Brasil (BALDISSEROTO & GOMES, 2005). De acordo MPA (2012) a produção de robalos pela pesca extrativa no Brasil em 2010 foi de aproximadamente 3645 toneladas. No entanto, por frequentar áreas costeiras e possuir valor comercial elevado, a espécie é alvo de pescadores artesanais, sendo capturado nas modalidades de arrasto e emalhe. É alvo também da pesca esportiva com anzol e caça submarina com arpões (BALDISSEROTO & GOMES, 2005). Apesar de não existirem informações sobre a quantidade de robalos-flecha capturados, existem relatos de pescadores e mergulhadores que dizem estar cada vez mais difícil capturar esta espécie. Nesse sentido, para que espécies como o robalo-flecha tenham uma disponibilidade maior e mais regular no mercado é necessária a realização de estudos para otimizar e tornar viável a reprodução, pré-engorda e engorda desses organismos em cativeiro. Disponibilizando assim, informações importantes não só de crescimento, mas que também viabilizem o 3

16 desenvolvimento de uma metodologia de cultivo, e permitam identificar a influência de fatores abióticos no crescimento e sobrevivência da espécie. A geração destas informações serve também como base para pesquisas envolvendo espécies marinhas com potencial de cultivo no Brasil, para que assim, o cultivo de peixes marinhos seja completamente dominado, gerando emprego, renda e complementando o fornecimento de proteína animal em diversas regiões litorâneas do país. 4

17 2. OBJETIVOS 2.1. Objetivo Geral Avaliar o desenvolvimento do robalo-flecha (Centropomus undecimalis) durante fase de pré-engorda em tanque-rede na Enseada da Armação do Itapocoroy, Penha-SC Objetivos Específicos a) Avaliar a metodologia de cultivo utilizada pela equipe no experimento; b) Confrontar os parâmetros ambientais salinidade e temperatura com o crescimento e sobrevivência dos Robalos-flecha cultivados; c) Determinar o crescimento (cm) e ganho de peso médio (g) do robalo-flecha (C. undecimalis) durante a fase de pré-engorda; d) Determinar a biomassa final e sobrevivência do robalo-flecha (C. undecimalis) durante fase de pré-engorda; e) Analisar a taxa de conversão alimentar aparente (CAA). 5

18 3. REFERENCIAL TEÓRICO A pesca e a aqüicultura foram responsáveis por cerca de 148 milhões de toneladas de pescado no ano de 2010, proporcionando um abastecimento per capita aproximado de 18,4 kg de pescado em A aquicultura foi responsável por 47% do total de pescado comestível em 2010, estando este setor crescendo mais rapidamente que qualquer outro setor de produção de alimentos de origem animal, e a maior ritmo que a população, com um crescimento médio anual de 8,8% nas últimas 3 décadas. Apesar de uma produção expressiva de pescados originária da aquicultura, o cultivo de peixes exclusivamente marinhos corresponde há apenas 3,1%, que representa 1,8 milhões de toneladas (FAO, 2012). Na Europa as principais espécies cultivadas em ambiente marinho são o pargo europeu (Sparus aurata), o robalo europeu (Dicentrarchus labrax) e o robalo asiático (Lates calcarifer). Cultivadas principalmente no mar mediterrâneo, foram importantes para o desenvolvimento da piscicultura marinha no mundo (FAO, 2006a). A primeira espécie marinha não salmonidae que se cultivou comercialmente na Europa foi o robalo-europeu (Dicentrarchus labrax), que atualmente é o peixe comercial mais importante e amplamente cultivado nas áreas mediterrâneas, sendo Grécia, Turquia, Itália, Espanha, Croácia e Egito os maiores produtores (FAO, 2006a). O estudo revelou também que no fim dos anos 70 as metodologias e técnicas de cultivo e produção de larvas desta espécie já eram suficientemente bem desenvolvidas na maioria dos países mediterrâneos. O robalo europeu é euritérmico (5-28 C) e eurihalino, frequentando assim águas costeiras interiores e ocorrendo em estuários e lagunas (FAO, 2006a). Atualmente a maior parte de sua produção provém de cultivos em tanques-redes marinhos com diâmetro de 4 até 10m e 6-8 metros de profundidade (FAO, 2006a). Juvenis são pré-engordados até aproximadamente 15 g com alimentação automática várias vezes ao dia. Após esse tamanho a freqüência alimentar diminui e podem alcançar o tamanho comercial de g em meses (FAO, 2006a). A alimentação destes peixes é geralmente organizada de acordo com a temperatura e condições da água (HOSSU et. al, 2005). Hidalgo et al (1987) apud Hossu, et. al (2005) investigaram o efeito da temperatura sobre a eficiência alimentar do robalo-europeu (20-30g) e em concluíram que em temperaturas de 15 C a taxa de crescimento dos peixes foi menor do que em 20 C. Hidalgo e Alliot (1988) apud Hossu, et. al (OP SIT.) avaliaram os efeitos da temperatura da água na utilização da ração para juvenis de robalo-europeu, recomendando algumas necessidades nutricionais na alimentação destes peixes em 6

19 temperaturas menores de 20 C. Segundo esses autores o crescimento dos peixes aumentou com o incremento da temperaturada da água. Também foi observada uma maior mortalidade de peixes no tanque em que os organismos tinham menor média de peso (1,44g) O pargo europeu (Sparus aurata) é uma espécie comum no mar Mediterrâneo, apresenta hábitos eurihalinos e euritérmicos, sendo encontrado tanto em ambientes marinhos e águas salobras, como lagunas e áreas estuarinas, preferencialmente durante as etapas iniciais do seu ciclo de vida (FAO, 2006a). Em média juvenis pequenos (5g) levam 16 meses para atingirem tamanho comercial ( g). A engorda em tanques-rede marinhos é o sistema de cultivo normalmente usado nos países do mediterrâneo, com densidades de 10-15kg/m³. Sendo a Grécia o maior produtor da espécie (FAO, 2006a). De acordo com Hellin (1986) o crescimento do robalo-europeu e do pargo-europeu cultivados no mar mediterrâneo depende muito da temperatura da água, sendo que a temperatura ótima considerada é em torno de 25ºC. Abaixo de 18ºC observa-se redução no crescimento dos organismos, que é completamente bloqueado abaixo dos 12ºC. Para minimizar a influência das temperaturas baixas no crescimento desses peixes, foram realizados cultivos utilizando aquecimento da água, que era mantida em torno de 20ºC o ano todo, proporcionando assim um crescimento contínuo e que os peixes atingissem tamanho comercial em 18 meses. Já outras fazendas utilizam água do mar a temperatura natural, porém só são consideradas adequadas em lugares onde a temperatura não seja inferior a 14ºC. Feito desta maneira, o crescimento dos peixes marinhos na Europa se caracteriza por interrupções no inverno, fazendo com que atinja tamanho comercial ao fim de 2 a 3 anos. Hellin (1986) revela que cultivos geralmente são realizados em duas ou três etapas distintas, sendo elas: berçário, primeira engorda e engorda. A etapa chamada de berçário começa quando os alevinos são transferidos do incubatório para os viveiros berçário. Estes viveiros são de pequeno volume (25 a 50 m 3 ) e caracterizados principalmente por possuírem boa acessibilidade (para um melhor controle da criação e redução dos encargos trabalhistas manuais), e temperatura controlada. Os peixes permanecem nesta etapa durante aproximadamente 6 meses, até se atingir peso médio de cerca de g. Daí então os juvenis são transferidos para tanques maiores (60 até 300 m 3 ) para as etapas de engorda, onde permanecem até atingir g. A sobrevivência dos peixes após a etapa de engorda ao atingirem tamanho comercial pode variar de 10 até 50%, dependendo da espécie cultivada e das técnicas de produção utilizadas. Outra espécie importante cultivada no pacífico indo-ocidental pertencente também à família Centropomidade é o robalo asiático (Lates calcarifer), também conhecido como 7

20 Perca, que começou a ser cultivado nos anos 70 na Tailândia e se expandiu rapidamente pelo sudeste asiático (FAO, 2006c). Esta espécie tem características eurihalinas, habitando águas doces, salobras e marinhas. Cresce rapidamente alcançando o tamanho comercial (350 g a 3 kg) entre seis meses e dois anos respectivamente. Geralmente seu cultivo é feito em tanques-redes que variam entre 3x3m e 10x10m, com profundidades entorno de 2-3m. (FAO, 2006c). Segundo esses autores juvenis de robalo-asiático podem ser colocados em gaiolas flutuantes em rios, zonas costeiras ou lagoas, ou diretamente em viveiros de água doce ou salobra. Os peixes podem ser alimentados com sobras de peixe picado (4-6 mm), ou em grânulos de pequenas dimensões. Esta fase nos viveiros dura em torno de 30 a 45 dias, uma vez que os alevinos alcançam aproximadamente 10 cm podem ser transferidos para os tanques de crescimento (FAO, 2006c). Na última década a produção de peixes planos (linguados) aumentou notavelmente, passando de toneladas no ano de 2000 para toneladas em 2008, sendo a China e Espanha os maiores produtores (FAO, 2010). As principais espécies planas produzidas são Psetta máxima, Paralichthys olivaceus e, Cynoglossus semilaevis (FAO, 2010). Recentemente a espécie Rachycentron canadum, conhecido também como beijupirá, tem recebido uma atenção especial. Em Taiwan esta espécie é comumente criada em tanques-rede tanto para o consumo doméstico quanto para a exportação, principalmente para o mercado japonês (LIAO; LEAÑO, 2007 apud CAVALLI; HAMILTON, 2009). Grande interesse no desenvolvimento de tecnologia de cultivo desta espécie reside principalmente na sua alta taxa de crescimento, pois é capaz de atingir um peso médio entre 4 e 6 kg em um ano de cultivo (ARNOLD et. al., 2002; BENETTI et. al., 2008 apud CAVALLI; HAMILTON, 2009), e entre 8 e 10 kg em 16 meses (LIAO et. al., 2004 apud CAVALLI ;HAMILTON, 2009), com taxas de conversão alimentar próximas a 1,5:1 (BENETTI et. al., 2008 apud CAVALLI; HAMILTON, 2009). Segundo esses autores cultivos experimentais com esta espécie estão sendo realizados no litoral de Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. No Brasil, experimentos com cultivo de peixes marinhos iniciaram na década de 80 com as tainhas (Mugilidae) (BENETTI ; FAGUNDES NETO, 1985). Posteriormente as pesquisas começaram a ser direcionadas aos robalos (C.parallelus e C. undecimalis). Segundo Cerqueira (2002) o laboratório de piscicultura marinha da Universidade Federal de Santa Catarina (LAPMAR) iniciou suas atividades de pesquisa em 1990 com robalos das espécies Centropomus undecimalis e Centropomus parallelus. Sendo que as primeiras desovas artificiais do C. parallelus foram obtidas em 1995, disponibilizando 8

ESTUDO DA FREQÜÊNCIA ALIMENTAR DO PIRARUCU, Arapaima gigas (CUVIER, 1829)

ESTUDO DA FREQÜÊNCIA ALIMENTAR DO PIRARUCU, Arapaima gigas (CUVIER, 1829) UNIVERSIDADE DO AMAZONAS Faculdade de Ciências da Saúde Programa de Pós-Graduação em Ciência de Alimentos ESTUDO DA FREQÜÊNCIA ALIMENTAR DO PIRARUCU, Arapaima gigas (CUVIER, 1829) André Lima Gandra Dissertação

Leia mais

A tabela abaixo demonstra alguns índices de produtividade da espécie: valores sujeitos a alterações dados dezembro de 2008/ Mato Grosso do Sul.

A tabela abaixo demonstra alguns índices de produtividade da espécie: valores sujeitos a alterações dados dezembro de 2008/ Mato Grosso do Sul. O CULTIVO DOS SURUBINS PINTADO E CACHARA 1. PERSPECTIVAS PARA A CRIAÇÃO DOS SURUBINS Os surubins são peixes nobres, conhecidos e valorizados no mercado nacional, por sua carne branca, de sabor suave e

Leia mais

I - INTRODUÇÃO. II - O SISTEMA DE CULTIVO 1. Cultivo monofásico 2. Cultivo bifásico

I - INTRODUÇÃO. II - O SISTEMA DE CULTIVO 1. Cultivo monofásico 2. Cultivo bifásico I - INTRODUÇÃO II - O SISTEMA DE CULTIVO 1. Cultivo monofásico 2. Cultivo bifásico III - TANQUES REDE E GAIOLAS 1. Estruturas para tanque redes ou gaiolas 2. Abertura de malhas 3. Comedouros 4. Flutuadores

Leia mais

DICAS SOBRE CRIAÇÃO E PESCA ESPORTIVA DO DOURADO: O MAIS COBIÇADO TROFÉU DOS RIOS BRASILEIROS.

DICAS SOBRE CRIAÇÃO E PESCA ESPORTIVA DO DOURADO: O MAIS COBIÇADO TROFÉU DOS RIOS BRASILEIROS. DICAS SOBRE CRIAÇÃO E PESCA ESPORTIVA DO DOURADO: O MAIS COBIÇADO TROFÉU DOS RIOS BRASILEIROS. 1 Nome popular: Dourado Ordem: Characiforme Família: Characidae Gênero: Salminus Espécies: maxillosus, brasiliensis

Leia mais

Promovendo a maricultura no Rio de Janeiro Sudeste do Brasil

Promovendo a maricultura no Rio de Janeiro Sudeste do Brasil Promovendo a maricultura no Rio de Janeiro Sudeste do Brasil Artur N. Rombenso, Viviana Lisboa y Luís A. Sampaio Introdução Cultivo de Cobia de 3 a 4 Kg. A maricultura no Brasil tem um modesto desenvolvimento

Leia mais

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE UERN FACULDADE DE CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS FANAT

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE UERN FACULDADE DE CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS FANAT UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE UERN FACULDADE DE CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS FANAT DEPARTAMENTO DE QUÍMICA DQ Título: A importância da dureza total e seus íons na criação do beijupira. Autores:

Leia mais

Aeração e Aquicultura - Ar Difuso Peixes e Camarões

Aeração e Aquicultura - Ar Difuso Peixes e Camarões SNatural Ambiente Aeração e Aquicultura - Ar Difuso Peixes e Camarões Apostila 3: Aeração em Viveiros de Camarões e Peixes Aeração de Tanques pequenos em Série Apostila 1: Teoria de Aeração Apostila 2:

Leia mais

CURSO INTERNACIONAL SOBRE CULTIVO DE CAMARÕES PROJETO SOED SOUTHERN OCEAN EDUCATION AND DEVELOPMENT RELATÓRIO FINAL

CURSO INTERNACIONAL SOBRE CULTIVO DE CAMARÕES PROJETO SOED SOUTHERN OCEAN EDUCATION AND DEVELOPMENT RELATÓRIO FINAL CURSO INTERNACIONAL SOBRE CULTIVO DE CAMARÕES PROJETO SOED SOUTHERN OCEAN EDUCATION AND DEVELOPMENT RELATÓRIO FINAL Coord. : Prof. Edemar Roberto Andreatta - UFSC Francisco de Oliveira Neto - EPAGRI Florianópolis

Leia mais

VI REUNIÃO ANUAL DO INSTITUTO DE PESCA DE SANTOS

VI REUNIÃO ANUAL DO INSTITUTO DE PESCA DE SANTOS VI REUNIÃO ANUAL DO INSTITUTO DE PESCA DE SANTOS Santos, 14 a 17 de abril de 1997 TANQUE REDE, PORQUE, ONDE e COMO IMPLANTAR. Por Philip C. Conolly Engenheiro de Pesca IBAMAlCEPSUL Cuttivo de Garoupas

Leia mais

Tratamento de Efluentes na Aqüicultura

Tratamento de Efluentes na Aqüicultura Tratamento de Efluentes na Aqüicultura Alessandro Trazzi, Biólogo, Mestre em Engenharia Ambiental. Diretor de Meio Ambiente - CTA VI Seminário de Aqüicultura Interior, Cabo Frio Rio de Janeiro. Introdução

Leia mais

SEGURO AQUÍCOLA LONGLINE ENVIRONMENT PANORAMA DA AQUICULTURA COMO FUNCIONA O SEGURO AQUÍCOLA?

SEGURO AQUÍCOLA LONGLINE ENVIRONMENT PANORAMA DA AQUICULTURA COMO FUNCIONA O SEGURO AQUÍCOLA? ÍNDICE LONGLINE ENVIRONMENT 3 PANORAMA DA AQUICULTURA 3 COMO FUNCIONA O SEGURO AQUÍCOLA? 3 ESPÉCIES ASSEGURADAS 4 RISCOS COBERTOS 5 QUANTO CUSTA O SEGURO AQUÍCOLA? 6 COMO OBTER O SEGURO AQUÍCOLA? 7 3 SEGURO

Leia mais

HILTON AMARAL JUNIOR EPAGRI / CEPC SC. CEPC.SC@MATRIX.COM.BR

HILTON AMARAL JUNIOR EPAGRI / CEPC SC. CEPC.SC@MATRIX.COM.BR A piscicultura em sistema integrado. HILTON AMARAL JUNIOR EPAGRI / CEPC SC. CEPC.SC@MATRIX.COM.BR Quando o esterco como qualquer outra matéria orgânica é adicionada a água de viveiros de peixes, parte

Leia mais

Produção Sustentável de Tilápias em Tanques-rede

Produção Sustentável de Tilápias em Tanques-rede Produção Sustentável de Tilápias em Tanques-rede Alex Frederico de Novaes Consultor Técnico Guabi Novaes & Martins Aquicultura - T Ó P I C O S - MERCADO LOCALIZAÇÃO DA PISCICULTURA ESTRUTURA: TANQUES,

Leia mais

PRODUÇÃO DE PEIXES EM TANQUES-REDE. Apresentação de Caso Cultivo de Tilápias em Paulo Afonso - BA

PRODUÇÃO DE PEIXES EM TANQUES-REDE. Apresentação de Caso Cultivo de Tilápias em Paulo Afonso - BA PRODUÇÃO DE PEIXES EM TANQUES-REDE Apresentação de Caso Cultivo de Tilápias em Paulo Afonso - BA Demanda do Governo do Estado Elaborar um PROGRAMA com oobjetivodeotimizar o uso dos recursos hídricos existentes

Leia mais

AQÜICULTURA. retoma desafios da

AQÜICULTURA. retoma desafios da Na década de 40 teve início uma grande mudança no modo de operar os sistemas de produção de alimentos em todo o mundo. A revolução verde introduziu novas tecnologias na forma de cultivar plantas e animais.

Leia mais

Rio Doce Piscicultura

Rio Doce Piscicultura Rio Doce Piscicultura (19) 3633 2044 / (19) 3633 8587 / (19) 9 9512 2879 / (19) 9 8961-8180 contatos@riodocepiscicultura.com.br contatos@riodocepeixes.com.br Orientações para Arraçoamento (Ração) O consumo

Leia mais

RIO GRANDE DO NORTE LEI Nº 9.978, DE 09 DE SETEMBRO DE 2015.

RIO GRANDE DO NORTE LEI Nº 9.978, DE 09 DE SETEMBRO DE 2015. RIO GRANDE DO NORTE LEI Nº 9.978, DE 09 DE SETEMBRO DE 2015. Denomina Lei Governador Cortez Pereira, dispõe sobre desenvolvimento Sustentável da Carcinicultura no Estado do Rio Grande do Norte e dá outras

Leia mais

ANÁLISE ECONOMICA DO CULTIVO DE MEXILHÕES (PERNA PERNA), EM DOIS SISTEMAS, PENHA/SC

ANÁLISE ECONOMICA DO CULTIVO DE MEXILHÕES (PERNA PERNA), EM DOIS SISTEMAS, PENHA/SC ANÁLISE ECONOMICA DO CULTIVO DE MEXILHÕES (PERNA PERNA), EM DOIS SISTEMAS, PENHA/SC GILBERTO CAETANO MANZONI; MARIA INEZ ESPAGNOLI GERALDO MARTINS; XXXX XXXX XXXX; UNESP JABOTICABAL - SP - BRASIL minezesp@fcav.unesp.br

Leia mais

Deputado Estadual Neodi Saretta Julho de 2015

Deputado Estadual Neodi Saretta Julho de 2015 Deputado Estadual Neodi Saretta Julho de 2015 O País é banhado por uma costa marítima de 8,5 mil quilômetros e possui 12% da água doce do planeta; O pescado é a proteína animal mais saudável e consumida

Leia mais

MATERIAIS E METODOLOGIA

MATERIAIS E METODOLOGIA QUANTIFICAÇÃO DA PRECIPITAÇÃO E A RELAÇÃO COM A PRESSÃO ATMOSFÉRICA EM UMA ÁREA DE CULTIVO DE MANGA NO MUNICÍPIO DE CUIARANA-PA SILVA, F. M. 1 ; TORRES, C.S.C. 2 ; SOUSA, A. M. L. 3 ; NUNES, H. G. G. C.

Leia mais

Desempenho da piscicultura de água doce

Desempenho da piscicultura de água doce Desempenho da piscicultura de água doce Epagri/Cedap: Fernando Soares Silveira, oceanógrafo, fernando@epagri.sc.gov.br; Fabiano Müller Silva, engenheiro-agrônomo, fabiano@epagri.sc.gov.br; Alex Alves dos

Leia mais

INCENTIVANDO O CONSUMO DE PESCADO À REDE EDUCACIONAL DO MUNICÍPIO DE SOLÂNEA - PARAÍBA

INCENTIVANDO O CONSUMO DE PESCADO À REDE EDUCACIONAL DO MUNICÍPIO DE SOLÂNEA - PARAÍBA INCENTIVANDO O CONSUMO DE PESCADO À REDE EDUCACIONAL DO MUNICÍPIO DE SOLÂNEA - PARAÍBA SOUZA, Weysser Felipe Cândido de 1 MAGALHÃES, Jeysiane Alves 2 SILVA, José Elenilson Ferreira 2 FILHO, Pedro Brito

Leia mais

REQUERIMENTO Nº, DE 2008 (Do Senhor Flávio Bezerra)

REQUERIMENTO Nº, DE 2008 (Do Senhor Flávio Bezerra) REQUERIMENTO Nº, DE 2008 (Do Senhor Flávio Bezerra) Requer o envio desta Indicação ao Poder Executivo, por intermédio do Ministério do Meio Ambiente para a recriação de Recifes Artificiais por meio de

Leia mais

Recebendo seus Alevinos

Recebendo seus Alevinos Recebendo seus Alevinos 1. Cuidados contra entrada e saída de peixes no viveiro O primeiro cuidado a ser tomado é a prevenção da entrada de peixes predadores nos viveiros. É possível fazer isso, protegendo

Leia mais

TAMBAQUI alimentando com eficiência para reduzir custos

TAMBAQUI alimentando com eficiência para reduzir custos 1 Por: Fernando Kubitza, Ph.D. Acqua Imagem Serviços em Aquicultura fernando@acquaimagem.com.br entre os peixes amazônicos, o tambaqui é a espécie de maior destaque na América Latina, em especial no Brasil.

Leia mais

Natural Ambiente Ar Difuso e Aquicultura - Aeração. 1) Desestratificação e Aeração de Lagos e Tanques pg 4.

Natural Ambiente Ar Difuso e Aquicultura - Aeração. 1) Desestratificação e Aeração de Lagos e Tanques pg 4. 1 Ar Difuso e Aquicultura - Aeração 1) Desestratificação e Aeração de Lagos e Tanques pg 4. 2) Aeração em Viveiros de Camarões e Piscicultura e Aeração de Tanques pequenos em Série pg 8. 3) Aeração em

Leia mais

ZONA COSTEIRA, MANGUEZAIS E A MUDANÇA CLIMÁTICA

ZONA COSTEIRA, MANGUEZAIS E A MUDANÇA CLIMÁTICA ZONA COSTEIRA, MANGUEZAIS E A MUDANÇA CLIMÁTICA Eng. Renaldo Tenório de Moura, D.Sc. IBAMA ZONA COSTEIRA NO BRASIL Recife 8.500km Lei 7661/88 Institui a PNGC; Dec. 5300/2004 Regras de uso e ocupação; Critérios

Leia mais

LIMA, Marcelo - 2016.

LIMA, Marcelo - 2016. PRINCÍPIOS DE BOAS PRÁTICAS DE MANEJO E MEDIDAS DE BIOSSEGURAÇA PARA A PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL DO CAMARÃO Litopenaeus vannamei DIANTE DOS DESAFIOS IMPOSTOS PELAS ENFERMIDADES DE IMPORTANCIA ECONÔMICA. LIMA,

Leia mais

ESTUDOS DAS CONDIÇÕES DE ARMAZENAMENTO DE SOJA EM SILOS CILÍNDRICOS: ANÁLISE DE PERIGO DE PERDA POR QUEIMA 1

ESTUDOS DAS CONDIÇÕES DE ARMAZENAMENTO DE SOJA EM SILOS CILÍNDRICOS: ANÁLISE DE PERIGO DE PERDA POR QUEIMA 1 ESTUDOS DAS CONDIÇÕES DE ARMAZENAMENTO DE SOJA EM SILOS CILÍNDRICOS: ANÁLISE DE PERIGO DE PERDA POR QUEIMA 1 Gabriela Ottoni Zimmermann 2 ; Rafael Carlos Eloy Dias 3 INTRODUÇÃO A produção brasileira de

Leia mais

Tilápia Oportunidade para pequenos e grandes Realidade e Perspectivas

Tilápia Oportunidade para pequenos e grandes Realidade e Perspectivas Tilápia Oportunidade para pequenos e grandes Realidade e Perspectivas Ricardo Neukirchner Presidente da ABCT Ass. Brasileira dos Criadores de Tilápia Sócio-Diretor Piscicultura Aquabel Ltda Sócio-Diretor

Leia mais

Comparação entre Variáveis Meteorológicas das Cidades de Fortaleza (CE) e Patos (PB)

Comparação entre Variáveis Meteorológicas das Cidades de Fortaleza (CE) e Patos (PB) Comparação entre Variáveis Meteorológicas das Cidades de Fortaleza (CE) e Patos (PB) F. D. A. Lima 1, C. H. C. da Silva 2, J. R. Bezerra³, I. J. M. Moura 4, D. F. dos Santos 4, F. G. M. Pinheiro 5, C.

Leia mais

I-007 - UTILIZAÇÃO DA PRÉ-FILTRAÇÃO E FILTRAÇÃO LENTA NO TRATAMENTO DE ÁGUA PARA PISCICULTURA

I-007 - UTILIZAÇÃO DA PRÉ-FILTRAÇÃO E FILTRAÇÃO LENTA NO TRATAMENTO DE ÁGUA PARA PISCICULTURA I-7 - UTILIZAÇÃO DA PRÉ-FILTRAÇÃO E FILTRAÇÃO LENTA NO TRATAMENTO DE ÁGUA PARA PISCICULTURA José Euclides Stipp Paterniani (1) Engenheiro Civil, Mestre em Hidráulica e Saneamento pela USP, 1986, Doutor

Leia mais

A Pesca Industrial no Estado de São Paulo

A Pesca Industrial no Estado de São Paulo Apresentação FIESP Os Múltiplos Usos do Mar e a Atividade Pesqueira A Pesca Industrial no Estado de São Paulo PESCA INDUSTRIAL ATIVIDADE REGULAMENTADA LICENCIADA NÃO CRIMINOSA TIPOS DE PESCA A pesca industrial

Leia mais

CAPÍTULO 11 O FENÔMENO EL NINO

CAPÍTULO 11 O FENÔMENO EL NINO CAPÍTULO 11 O FENÔMENO EL NINO 1.0. O que é o El Nino? É o aquecimento anômalo das águas superficiais na porção leste e central do oceano Pacífico equatorial, ou seja, desde a costa da América do Sul até

Leia mais

Sazonalidade da temperatura do ar e radiação solar global em cidades de diferentes portes na Amazônia Brasileira.

Sazonalidade da temperatura do ar e radiação solar global em cidades de diferentes portes na Amazônia Brasileira. Sazonalidade da temperatura do ar e radiação solar global em cidades de diferentes portes na Amazônia Brasileira. Ingrid Monteiro Peixoto de Souza 1, Antonio Carlos Lôla da Costa 1, João de Athaydes Silva

Leia mais

ARGUMENTAÇÕES PARA O CULTIVO DO BARRAMUNDI, Lates calcarifer, EM VIVEIROS ESTUARINOS NO NORDESTE DO BRASIL

ARGUMENTAÇÕES PARA O CULTIVO DO BARRAMUNDI, Lates calcarifer, EM VIVEIROS ESTUARINOS NO NORDESTE DO BRASIL ARGUMENTAÇÕES PARA O CULTIVO DO BARRAMUNDI, Lates calcarifer, EM VIVEIROS ESTUARINOS NO NORDESTE DO BRASIL Alberto J.P. Nunes, Ricardo C.C. Pinto FENACAM 2014 12/11/2014-14:30 15:00 h Centro de Eventos

Leia mais

A Criação de Ostras no Rio Grande do Norte

A Criação de Ostras no Rio Grande do Norte A Criação de Ostras no Rio Grande do Norte Dra. Cibele Soares Pontes Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Depto. Ciências Animais, Setor de Aqüicultura. BR 110 - Km 47 Bairro Pres. Costa

Leia mais

Piscicultura. Fatores competitivos. Valor aproximado. Agronegócios

Piscicultura. Fatores competitivos. Valor aproximado. Agronegócios Piscicultura Descrição Empreender e atrair projetos para consolidação e expansão da piscicultura em Alagoas, envolvendo todos os elos da cadeia produtiva: criadores, beneficiadores, fornecedores de insumos

Leia mais

Autor: Rui Fernando João Charneca

Autor: Rui Fernando João Charneca Nas últimas aulas, tem sido objecto do nosso estudo a importância da utilização dos recursos naturais, nomeadamente dos recursos biológicos, e as implicações para o ambiente. Com esta actividade pretende-se

Leia mais

COMPARAÇÃO ENTRE A TEMPERATURA DA ÁREA URBANA E DA ÁREA RURAL DO MUNICÍPIO DE VIGIA

COMPARAÇÃO ENTRE A TEMPERATURA DA ÁREA URBANA E DA ÁREA RURAL DO MUNICÍPIO DE VIGIA COMPARAÇÃO ENTRE A TEMPERATURA DA ÁREA URBANA E DA ÁREA RURAL DO MUNICÍPIO DE VIGIA Andressa Garcia Lima 1, Dra. Maria Aurora Santos da Mota 2 1 Graduada em Meteorologia- UFPA, Belém-PA, Bra. andressinhagl@yahoo.com.br.

Leia mais

Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica - EVTE Piscicultura em Tanques Rede

Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica - EVTE Piscicultura em Tanques Rede Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica - EVTE Piscicultura em Tanques Rede Sistema Grande Volume Baixa Densidade - GVBD COOPERÇU Agosto de 2013 1 ---------------------------------------------------------

Leia mais

REPRODUÇÃO INDUZIDA DE PACU (PIARACTUS MESOPOTAMICUS) COM O USO DE DIFERENTES HORMÔNIOS COMERCIAIS

REPRODUÇÃO INDUZIDA DE PACU (PIARACTUS MESOPOTAMICUS) COM O USO DE DIFERENTES HORMÔNIOS COMERCIAIS REPRODUÇÃO INDUZIDA DE PACU (PIARACTUS MESOPOTAMICUS) COM O USO DE DIFERENTES HORMÔNIOS COMERCIAIS Vander Bruno dos Santos Zootecnista, Dr. PqC do Pólo Regional Alta Sorocabana/APTA vander@apta.sp.gov.br

Leia mais

MÉTODO DE ANÁLISE DA VULNERABILIDADE COSTEIRA À EROSÃO

MÉTODO DE ANÁLISE DA VULNERABILIDADE COSTEIRA À EROSÃO MÉTODO DE ANÁLISE DA VULNERABILIDADE COSTEIRA À EROSÃO João Thadeu de Menezes; Antonio Henrique da Fontoura Klein. Laboratório de Oceanografia Geológica.- Centro de Ciências Tecnológicas da Terra e do

Leia mais

Streptococcus sp. Boletim Técnico

Streptococcus sp. Boletim Técnico Boletim Técnico S Streptococcus sp. C A Estreptococose é uma doença causada por bactérias gram positivas do gênero Streptococcus sp. e S. agalactiae. Esta é considerada a enfermidade de maior impacto econômico

Leia mais

EVAPORAÇÃO EM TANQUE DE CIMENTO AMIANTO

EVAPORAÇÃO EM TANQUE DE CIMENTO AMIANTO EVAPORAÇÃO EM TANQUE DE CIMENTO AMIANTO GERTRUDES MACARIO DE OLIVEIRA 1, MÁRIO DE MIRANDA VILAS BOAS RAMOS LEITÃO, ANDREIA CERQUEIRA DE ALMEIDA 3, REGIANE DE CARVALHO BISPO 1 Doutora em Recursos Naturais,

Leia mais

A vida de uma enguia

A vida de uma enguia Escola Superior Agrária Instituto Politécnico de Castelo Branco A vida de uma enguia Texto de apoio Piscicultura António Moitinho Rodrigues Castelo Branco 2002 Introdução Além dos peixes como o salmão

Leia mais

INFLUÊNCIA DAS ADIÇÕES MINERAIS NA CORROSÃO DE ARMADURAS INDUZIDA POR CLORETOS E POR CARBONATAÇÃO NO CONCRETO ARMADO

INFLUÊNCIA DAS ADIÇÕES MINERAIS NA CORROSÃO DE ARMADURAS INDUZIDA POR CLORETOS E POR CARBONATAÇÃO NO CONCRETO ARMADO INFLUÊNCIA DAS ADIÇÕES MINERAIS NA CORROSÃO DE ARMADURAS INDUZIDA POR CLORETOS E POR CARBONATAÇÃO NO CONCRETO ARMADO 1 OLIVEIRA, Andrielli Morais (1), CASCUDO, Oswaldo (2) Palavras chave: Corrosão, adições

Leia mais

PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. Comercialização do pescado no Município de Campos dos Goytacazes RJ

PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. Comercialização do pescado no Município de Campos dos Goytacazes RJ PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. Comercialização do pescado no Município de Campos dos Goytacazes RJ Gabriela Soares Carvalho Pamplona Corte Real 1 ; Marize Bastos de Matos 1 ;

Leia mais

Estudos sobre a implantação de tanques-rede em Reservatórios de Minas Gerais. CEMIG 2011 ELIZABETH LOMELINO CARDOSO elomelinoc@epamig.

Estudos sobre a implantação de tanques-rede em Reservatórios de Minas Gerais. CEMIG 2011 ELIZABETH LOMELINO CARDOSO elomelinoc@epamig. Estudos sobre a implantação de tanques-rede em Reservatórios de Minas Gerais CEMIG 2011 ELIZABETH LOMELINO CARDOSO elomelinoc@epamig.br Parques Aquícolas Decreto Nº 4.895 de 25 de novembro de 2003 (autorização

Leia mais

Ecologia e Etnoecologia de Robalos na Baía de Paraty-RJ, Brasil. Sugestões para o processo de co-manejo (parte II)

Ecologia e Etnoecologia de Robalos na Baía de Paraty-RJ, Brasil. Sugestões para o processo de co-manejo (parte II) Ecologia e Etnoecologia de Robalos na Baía de Paraty-RJ, Brasil. Sugestões para o processo de co-manejo (parte II) Vinicius Nora Orientador(a): Prof.ª Dr.ª Alpina Begossi Co-orientador (a): Prof.ª Dr.ª

Leia mais

RELATÓRIO. Curso Química analítica aplicada a aquicultura. Curso Qualidade da água em piscicultura de água doce

RELATÓRIO. Curso Química analítica aplicada a aquicultura. Curso Qualidade da água em piscicultura de água doce Universidade Federal de Santa Catarina Centro de Ciências Agrárias - Departamento de Aquicultura Florianópolis - Santa Catarina - Brasil Southern Oceans Education and Development Project (Canadian International

Leia mais

TÍTULO: AVALIAÇÃO DO CRESCIMENTO DE PROPÁGULOS DA RIZOPHORA MANGLE EM DOIS TRATAMENTOS

TÍTULO: AVALIAÇÃO DO CRESCIMENTO DE PROPÁGULOS DA RIZOPHORA MANGLE EM DOIS TRATAMENTOS TÍTULO: AVALIAÇÃO DO CRESCIMENTO DE PROPÁGULOS DA RIZOPHORA MANGLE EM DOIS TRATAMENTOS CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: ECOLOGIA INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA AUTOR(ES):

Leia mais

MÉTODO DE CULTIVO NA PRODUÇÃO DE ALEVINOS DE TILÁPIA DO NILO REVERTIDOS

MÉTODO DE CULTIVO NA PRODUÇÃO DE ALEVINOS DE TILÁPIA DO NILO REVERTIDOS Revista Educação Agrícola Superior Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior - ABEAS - v.29, n.2, p.142-146, 2014. ISSN - 0101-756X - DOI: http://dx.doi.org/10.12722/0101-756x.v29n02a19 MÉTODO

Leia mais

Agência Estadual de Meio Ambiente Diretoria de Gestão Territorial e Recursos Hídricos Unidade de Gestão de Recursos Hídricos

Agência Estadual de Meio Ambiente Diretoria de Gestão Territorial e Recursos Hídricos Unidade de Gestão de Recursos Hídricos 6 1. INTRODUÇÃO O presente relatório disponibiliza o resultado do monitoramento da qualidade das águas nas Bacias Hidrográficas Litorâneas e das captações para abastecimento, realizado pela Agência Estadual

Leia mais

PROJETO MAIS PEIXES EM NOSSAS ÁGUAS

PROJETO MAIS PEIXES EM NOSSAS ÁGUAS PROJETO MAIS PEIXES EM NOSSAS ÁGUAS Promover o desenvolvimento socioambiental e econômico na região de influência do reservatório da EMPRESA por meio de ações de inclusão social e produtiva e melhoria

Leia mais

IMPACTOS AMBIENTAIS DO TRÁFEGO DE EMBARCAÇÕES DE CARGA NA ZONA COSTEIRA DO MUNICÍPIO DE MAZAGÃO AP

IMPACTOS AMBIENTAIS DO TRÁFEGO DE EMBARCAÇÕES DE CARGA NA ZONA COSTEIRA DO MUNICÍPIO DE MAZAGÃO AP IMPACTOS AMBIENTAIS DO TRÁFEGO DE EMBARCAÇÕES DE CARGA NA ZONA COSTEIRA DO MUNICÍPIO DE MAZAGÃO AP Helenilza F. Albuquerque Cunha 1, Everaldo Borges Matos 2, Lucivaldo Monteiro da Costa 2 e Alan Cavalcanti

Leia mais

Aquicultura na América Latina e Caribe Situação Atual, Tendências e Perspectivas

Aquicultura na América Latina e Caribe Situação Atual, Tendências e Perspectivas Aquicultura na América Latina e Caribe Situação Atual, Tendências e Perspectivas Felipe Matias Red de Acuicultura de Las Américas (RAA/ FAO) Secretario Ejecutivo Fenacam, Novembro de 2014 Mudanças na Sociedade

Leia mais

O Aquanegócio Brasileiro: uma visão diferente. SEBRAE/MT Cuiabá, 16 Outubro 2014

O Aquanegócio Brasileiro: uma visão diferente. SEBRAE/MT Cuiabá, 16 Outubro 2014 O Aquanegócio Brasileiro: uma visão diferente SEBRAE/MT Cuiabá, 16 Outubro 2014 28 Estados-Membros; 507 milhões de habitantes; Maior importadora mundial de alimentos; Alta demanda por qualidade, segurança

Leia mais

TECNOLOGIA ALTERNATIVA PARA A

TECNOLOGIA ALTERNATIVA PARA A TECNOLOGIA ALTERNATIVA PARA A PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL DE CAMARÕES MARINHOS EM PEQUENA ESCALA 1 Julio V. Lombardi 1 Biólogo, Doutor, Pesquisador Científico, Instituto de Pesca - APTA, Centro de Pesquisa e

Leia mais

Torezani1, E.; Baptistotte1, C.; Coelho1, B. B.; Santos2, M.R.D.; Bussotti2, U.G.; Fadini2, L.S.; Thomé1, J.C.A.; Almeida1, A.P.

Torezani1, E.; Baptistotte1, C.; Coelho1, B. B.; Santos2, M.R.D.; Bussotti2, U.G.; Fadini2, L.S.; Thomé1, J.C.A.; Almeida1, A.P. ABUNDÂNCIA, TAMANHO E CONDIÇÃO CORPORAL EM CHELONIA MYDAS (LINNAEUS 1758) NA ÁREA DO EFLUENTE DA CST (COMPANHIA SIDERÚRGICA DE TUBARÃO), ESPÍRITO SANTO BRASIL, 2000-2004. Torezani1, E.; Baptistotte1, C.;

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA INTERMINISTERIAL MPA/MMA Nº 2, DE 16 DE MAIO DE 2013

INSTRUÇÃO NORMATIVA INTERMINISTERIAL MPA/MMA Nº 2, DE 16 DE MAIO DE 2013 INSTRUÇÃO NORMATIVA INTERMINISTERIAL MPA/MMA Nº 2, DE 16 DE MAIO DE 2013 Estabelece critérios para pesca na Lagoa Aruarama no Rio de Janeiro O MINISTRO DE ESTADO DA PESCA E AQUICULTURA E A MINISTRA DE

Leia mais

Sistemas de recuperação de águas pluviais

Sistemas de recuperação de águas pluviais Ambietel Tecnologias Ambientais, Lda UPTEC P.MAR Av. Liberdade, s/n 4450-718 Leça da Palmeira Telef: +351 225 096 087 Sistemas de recuperação de águas pluviais A água da chuva é um recurso natural que

Leia mais

Universidade de Brasília Faculdade UnB Planaltina

Universidade de Brasília Faculdade UnB Planaltina Universidade de Brasília Faculdade UnB Planaltina RELATÓRIO DO ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICA E ECONÔMICA DA CRIAÇÃO DE PEIXES EM TANQUES-REDE NA REPRESA DA USINA DE CORUMBÁ IV SITUADA EM SANTO ANTÔNIO

Leia mais

REDVET: 2008, Vol. IX, Nº 12

REDVET: 2008, Vol. IX, Nº 12 REDVET Rev. electrón. vet. http://www.veterinaria.org/revistas/redvet Vol. IX, Nº 12 Diciembre/2008 http://www.veterinaria.org/revistas/redvet/n121208.html Avaliação do jundiá (Rhamdia quelen) em diferentes

Leia mais

Ministério da Indústria e Comércio

Ministério da Indústria e Comércio Ministério da Indústria e Comércio Instituto Nacional de Pesos e Medidas - INPM Portaria INPM nº. 15, de 02 de maio de 1967 O Diretor-geral do Instituto Nacional de Pesos e Medidas, no uso de suas atribuições,

Leia mais

HABITATS MARINHOS E COSTEIROS

HABITATS MARINHOS E COSTEIROS HABITATS MARINHOS E COSTEIROS Manguezais Marismas e planícies de maré Estuários e Lagunas Praias Costões Rochosos Recifes de Coral Plataforma Continental Mar Profundo Fontes Hidrotermais MANGUEZAIS Compreendem

Leia mais

AGREGAÇÃO DE VALOR PRODUZINDO CAFÉ DE QUALIDADE SUPERIOR (Colheita e Pós-colheita)

AGREGAÇÃO DE VALOR PRODUZINDO CAFÉ DE QUALIDADE SUPERIOR (Colheita e Pós-colheita) WWW.CETCAF.COM.BR AGREGAÇÃO DE VALOR PRODUZINDO CAFÉ DE QUALIDADE SUPERIOR (Colheita e Pós-colheita) Autores: Frederico de Almeida Daher Marcos Moulin Teixeira ÍNDICE Pág. Prefácio... 03 Ações a Serem

Leia mais

Sistemas de recuperação de águas pluviais

Sistemas de recuperação de águas pluviais Ambietel Tecnologias Ambientais, Lda UPTEC P.MAR Av. Liberdade, s/n 4450-718 Leça da Palmeira Telef: +351 225 096 087 Sistemas de recuperação de águas pluviais A água da chuva é um recurso natural que

Leia mais

DEFINIÇÃO MAIS SIMPLES

DEFINIÇÃO MAIS SIMPLES DINÂMICA COSTEIRA DEFINIÇÃO MAIS SIMPLES A costa é onde a terra, a água e o ar se encontram. As águas desta junção tríplice podem ser doces o salgadas. A costa é melhor observada como zona de mistura ou

Leia mais

SOLUÇÕES FORTLEV PARA CUIDAR DA ÁGUA

SOLUÇÕES FORTLEV PARA CUIDAR DA ÁGUA C A T Á L O G O T É C N I C O SOLUÇÕES FORTLEV PARA CUIDAR DA ÁGUA CAIXA D ÁGUA EM POLIETILENO MUITO MAIS TECNOLOGIA E VERSATILIDADE PARA CUIDAR DA ÁGUA A FORTLEV é a maior empresa produtora de soluções

Leia mais

ESTUDO DAS PROPRIEDADES FÍSICAS DA FIBRA DE CURAUÁ

ESTUDO DAS PROPRIEDADES FÍSICAS DA FIBRA DE CURAUÁ ESTUDO DAS PROPRIEDADES FÍSICAS DA FIBRA DE CURAUÁ Carolina Coelho da Rosa carolinarosa@ufpa.br Debora Dias Costa Moreira deborinhadias@hotmail.com Géssica Katalyne Bilcati ge_katalyne87@hotmail.com UFPA,

Leia mais

8º CONGRESSO IBEROAMERICANO DE ENGENHARIA MECANICA Cusco, 23 a 25 de Outubro de 2007

8º CONGRESSO IBEROAMERICANO DE ENGENHARIA MECANICA Cusco, 23 a 25 de Outubro de 2007 8º CONGRESSO IBEROAMERICANO DE ENGENHARIA MECANICA Cusco, 23 a 25 de Outubro de 2007 ESTUDO E DETERMINAÇÃO DE UM SISTEMA DE AQUECIMENTO DE MISTURA ÁGUA/ÓLEO PARA AVALIAÇÃO AUTOMÁTICA DE MEDIDORES DE VAZÃO

Leia mais

Projetos de pesquisa em rede: Rede Aquabrasil REPIMAR

Projetos de pesquisa em rede: Rede Aquabrasil REPIMAR UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIZ DE QUEIROZ DEPARTAMENTO DE AGROINDÚSTRIA, ALIMENTOS E NUTRIÇÃO Projetos de pesquisa em rede: Rede Aquabrasil REPIMAR Juliana Antunes Galvão

Leia mais

QUALIDADE DO EFLUENTE GERADO NO PROCESSO DE PARBOILIZAÇÃO DE ARROZ. Catia Cirlene Felipi 1 Cladir Teresinha Zanotelli 2

QUALIDADE DO EFLUENTE GERADO NO PROCESSO DE PARBOILIZAÇÃO DE ARROZ. Catia Cirlene Felipi 1 Cladir Teresinha Zanotelli 2 QUALIDADE DO EFLUENTE GERADO NO PROCESSO DE PARBOILIZAÇÃO DE ARROZ Catia Cirlene Felipi 1 Cladir Teresinha Zanotelli 2 1 UNIVILLE Universidade da Região de Joinville Curso de Engenharia Ambiental Rua Júlio

Leia mais

XII Congresso Brasileiro de Meteorologia, Foz de Iguaçu-PR, 2002

XII Congresso Brasileiro de Meteorologia, Foz de Iguaçu-PR, 2002 XII Congresso Brasileiro de Meteorologia, Foz de Iguaçu-PR, 2002 AVALIÇÃO DO AQUECIMENTO DA ÁGUA EM TANQUES DE CIMENTO AMIANTO E CLASSE A Cristiane da Costa Bezerra, Mário de Miranda Vilas Boas Ramos Leitão,

Leia mais

Projeto Conservação Recifal (PCR) Conservação, Pesquisa e Ordenamento do num sistema recifal do Nordeste brasileiro

Projeto Conservação Recifal (PCR) Conservação, Pesquisa e Ordenamento do num sistema recifal do Nordeste brasileiro Projeto Conservação Recifal (PCR) Conservação, Pesquisa e Ordenamento do num sistema recifal do Nordeste brasileiro Pereira, P.H.C 1.; Pedrosa, M 1.; Lima, R 1.; Silva, R 1.;Lippi, D. L. 1 ;Leal, I. 1

Leia mais

Qualidade do concreto em modelos de estacas escavadas

Qualidade do concreto em modelos de estacas escavadas Qualidade do concreto em modelos de estacas escavadas Mauro Leandro Menegotto Universidade Comunitária da Região de Chapecó, Chapecó, Brasil, maurolm@unochapeco.edu.br Marcelo Alexandre Gusatto Universidade

Leia mais

MUITO MAIS TECNOLOGIA E VERSATILIDADE PARA CUIDAR DA ÁGUA

MUITO MAIS TECNOLOGIA E VERSATILIDADE PARA CUIDAR DA ÁGUA MUITO MAIS TECNOLOGIA E VERSATILIDADE PARA CUIDAR DA ÁGUA A FORTLEV é a maior empresa de soluções para armazenamento de água no Brasil. Campeã de vendas no seu segmento, garante a liderança no mercado

Leia mais

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES PROJECTO SOED RELATÓRIO DE ACTIVIDADES (Março Dezembro 2008) Por: Eulália Domingos Mugabe Florianópolis, 5 de Janeiro de 2009 RESUMO Durante o período compreendido entre Março e Dezembro de 2008, em Florianópolis,

Leia mais

Políticas do MPA para o Desenvolvimento da Aquicultura, com Ênfase na Carcinicultura Brasileira. Ministro Marcelo Crivella

Políticas do MPA para o Desenvolvimento da Aquicultura, com Ênfase na Carcinicultura Brasileira. Ministro Marcelo Crivella Ministério da Pesca e Aquicultura Políticas do MPA para o Desenvolvimento da Aquicultura, com Ênfase na Carcinicultura Brasileira Ministro Marcelo Crivella SEMINÁRIO PESCA, AQUICULTURA e CARCINICULTURA

Leia mais

5 Resultados e Discussões

5 Resultados e Discussões 5 Resultados e Discussões O mercado para reciclagem existe e encontra-se em crescimento, principalmente pelo apelo exercido pela sociedade por produtos e atitudes que não causem agressão ao meio ambiente,

Leia mais

IMPACTO CAUSADO PELO Isognomon bicolor (C. B. ADAMS, 1845) EM CULTIVOS DE Perna perna (LINNAEUS, 1758) NO LITORAL NORTE DE SANTA CATARINA - BRASIL

IMPACTO CAUSADO PELO Isognomon bicolor (C. B. ADAMS, 1845) EM CULTIVOS DE Perna perna (LINNAEUS, 1758) NO LITORAL NORTE DE SANTA CATARINA - BRASIL IMPACTO CAUSADO PELO Isognomon bicolor (C. B. ADAMS, 1845) EM CULTIVOS DE Perna perna (LINNAEUS, 1758) NO LITORAL NORTE DE SANTA CATARINA - BRASIL Altevir Caron Jr.¹ Edir José Tedesco² Adriano W. Cacciaori

Leia mais

RELAÇÃO ENTRE PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA E ÁGUA SUBTERRÂNEA NO SETOR NORDESTE DA CIDADE DE BELÉM/PA - UM ESTUDO DE CASO.

RELAÇÃO ENTRE PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA E ÁGUA SUBTERRÂNEA NO SETOR NORDESTE DA CIDADE DE BELÉM/PA - UM ESTUDO DE CASO. RELAÇÃO ENTRE PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA E ÁGUA SUBTERRÂNEA NO SETOR NORDESTE DA CIDADE DE BELÉM/PA - UM ESTUDO DE CASO. Márcia Cristina da Silva Moraes Concluinte do Curso de Meteorologia UFPA Milton

Leia mais

AGRICOTEC. Empresa catarinense, voltada para o ramo agroindustrial, está investindo fortemente na Aqüicultura, principalmente

AGRICOTEC. Empresa catarinense, voltada para o ramo agroindustrial, está investindo fortemente na Aqüicultura, principalmente EQUIPAMENTOS PARA PISCICULTURA Empresa catarinense, voltada para o ramo agroindustrial, está investindo fortemente na Aqüicultura, principalmente em equipamentos para piscicultura e carnicicultura que

Leia mais

TÍTULO: Validação e Introdução de Tecnologia Apropriada à Produção de Tambaqui (Piscicultura)

TÍTULO: Validação e Introdução de Tecnologia Apropriada à Produção de Tambaqui (Piscicultura) TÍTULO: Validação e Introdução de Tecnologia Apropriada à Produção de Tambaqui (Piscicultura) 1. IDENTIFICAÇÃO: Nome do Programa ao qual pertence: PROTA Data de início: Previsão de duração: Nome do responsável:

Leia mais

Energias Renováveis e Limpas: Um Exemplo que Vem do Mar

Energias Renováveis e Limpas: Um Exemplo que Vem do Mar Energias Renováveis e Limpas: Um Exemplo que Vem do Mar Grupo de Oceanografia Tropical - GOAT Prof. Dr. Carlos A. D. Lentini clentini@ufba.br http://www.goat.ifis.ufba.br Simpósio Internacional Sustentabilidade

Leia mais

CUSTO E RENTABILIDADE DA PRODUÇÃO DE TILÁPIA (Oreochromis spp.) EM TANQUE-REDE NO MÉDIO PARANAPANEMA, ESTADO DE SÃO PAULO, SAFRA 2004/05 1

CUSTO E RENTABILIDADE DA PRODUÇÃO DE TILÁPIA (Oreochromis spp.) EM TANQUE-REDE NO MÉDIO PARANAPANEMA, ESTADO DE SÃO PAULO, SAFRA 2004/05 1 CUSTO E RENTABILIDADE DA PRODUÇÃO DE TILÁPIA (Oreochromis spp.) EM TANQUE-REDE NO MÉDIO PARANAPANEMA, ESTADO DE SÃO PAULO, SAFRA 2004/05 1 Fernanda de Paiva Badiz Furlaneto 2 Daercy Maria Monteiro de Rezende

Leia mais

OTIMIZAÇÃO DOS PROCESSOS DE CALIBRAÇÃO NA GRANDEZA TEMPERATURA

OTIMIZAÇÃO DOS PROCESSOS DE CALIBRAÇÃO NA GRANDEZA TEMPERATURA VI CONGRESSO NACIONAL DE ENGENHARIA MECÂNICA VI NATIONAL CONGRESS OF MECHANICAL ENGINEERING 18 a 21 de agosto de 2010 Campina Grande Paraíba - Brasil August 18 21, 2010 Campina Grande Paraíba Brazil OTIMIZAÇÃO

Leia mais

CONSELHO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE DO AMAZONAS

CONSELHO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE DO AMAZONAS RESOLUÇÃO/CEMAAM/Nº01/08 Estabelece normas e procedimentos para regularização ambiental de TANQUES, VIVEIROS, BARRAGENS, PEQUENOS RESERVATÓRIOS, CANAIS DE IGARAPÉS E TANQUES REDE DESTINADOS PARA A AQÜICULTURA

Leia mais

SOLUÇÕES FORTLEV PARA CUIDAR DA ÁGUA

SOLUÇÕES FORTLEV PARA CUIDAR DA ÁGUA C A T Á L O G O T É C N I C O SOLUÇÕES FORTLEV PARA CUIDAR DA ÁGUA CAIXA D ÁGUA EM FIBRA DE VIDRO MUITO MAIS TECNOLOGIA E VERSATILIDADE PARA CUIDAR DA ÁGUA A FORTLEV é a maior empresa produtora de soluções

Leia mais

Atenção no manejo dos peixes na saída do inverno Por: Fernando Kubitza, Ph.D. Acqua & Imagem - Jundiaí-SP fernando@acquaimagem.com.

Atenção no manejo dos peixes na saída do inverno Por: Fernando Kubitza, Ph.D. Acqua & Imagem - Jundiaí-SP fernando@acquaimagem.com. Atenção no manejo dos peixes na saída do inverno Por: Fernando Kubitza, Ph.D. Acqua & Imagem - Jundiaí-SP fernando@acquaimagem.com.br E stamos chegando ao final do inverno nas regiões sul e sudeste, que

Leia mais

A1-206 Avaliação da qualidade fisiológica de sementes de milho variedade (Zea mays) armazenadas em garrafas PET.

A1-206 Avaliação da qualidade fisiológica de sementes de milho variedade (Zea mays) armazenadas em garrafas PET. A1-206 Avaliação da qualidade fisiológica de sementes de milho variedade (Zea mays) armazenadas em garrafas PET. Previero, Conceição Aparecida, CEULP/ULBRA, conceicaopreviero@gmail.com, Moraes, Eriel Dantas

Leia mais

Daniel Latorraca Ferreira Gestor de projetos do IMEA-

Daniel Latorraca Ferreira Gestor de projetos do IMEA- Daniel Latorraca Ferreira Gestor de projetos do IMEA- Índice Sobre o diagnóstico Aspectos sociais e produtivos Aspectos econômicos e mercadológicos Mercado consumidor Análise estratégica Sobre o diagnóstico

Leia mais

A Pecuária é uma actividade agrária que consiste na criação de animais (gado) para a obtenção de carne, leite, lã, peles e, ainda, de força de

A Pecuária é uma actividade agrária que consiste na criação de animais (gado) para a obtenção de carne, leite, lã, peles e, ainda, de força de A Pecuária é uma actividade agrária que consiste na criação de animais (gado) para a obtenção de carne, leite, lã, peles e, ainda, de força de trabalho nas actividades agrícolas. Por gado entende-se o

Leia mais

Informativo. O Mercado da Tilápia - 1 trimestre de 2015. Comportamento do varejo - Mercado Nacional. Mercado da Tilápia

Informativo. O Mercado da Tilápia - 1 trimestre de 2015. Comportamento do varejo - Mercado Nacional. Mercado da Tilápia Informativo Mercado da Tilápia 03 O Mercado da Tilápia - 1 trimestre de 2015 Palmas, TO Abril, 2015 Renata Melon Barroso Med. Veterinária, Dra. em Genética Analista da Embrapa, renata.barroso@embrapa.br

Leia mais

PROCESSO DE CRIAÇÃO DAS AVES DE POSTURA EMBRAPA SUÍNOS E AVES

PROCESSO DE CRIAÇÃO DAS AVES DE POSTURA EMBRAPA SUÍNOS E AVES PROCESSO DE CRIAÇÃO DAS AVES DE POSTURA EMBRAPA SUÍNOS E AVES Pablo Zotti AMADOR 1 ; Maribel Barbosa da CUNHA 2 1 Instituto Federal Catarinense, Concórdia/SC; 2 Instituto Federal Catarinense, Concórdia/SC

Leia mais

Consumo de água na cidade de São Paulo. Cláudia Cristina dos Santos 1 Augusto José Pereira Filho 2

Consumo de água na cidade de São Paulo. Cláudia Cristina dos Santos 1 Augusto José Pereira Filho 2 Consumo de água na cidade de São Paulo Cláudia Cristina dos Santos 1 Augusto José Pereira Filho 2 1 Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais INPE Caixa Postal 515 - CEP 12245-970 São José dos Campos SP,

Leia mais

A situação da Aquacultura e da pesca no Brasil e no mundo World and Brazil situation of fisheries and Aquaculture

A situação da Aquacultura e da pesca no Brasil e no mundo World and Brazil situation of fisheries and Aquaculture Rev Bras Reprod Anim, Belo Horizonte, v.30, n.3/4, p.81-85, jul./dez. 2006. Disponível em www.cbra.org.br A situação da Aquacultura e da pesca no Brasil e no mundo World and Brazil situation of fisheries

Leia mais

ME-25 MÉTODOS DE ENSAIO ENSAIO DE PENETRAÇÃO DE MATERIAIS BETUMINOSOS

ME-25 MÉTODOS DE ENSAIO ENSAIO DE PENETRAÇÃO DE MATERIAIS BETUMINOSOS ME-25 MÉTODOS DE ENSAIO ENSAIO DE PENETRAÇÃO DE MATERIAIS BETUMINOSOS DOCUMENTO DE CIRCULAÇÃO EXTERNA 1 ÍNDICE PÁG. 1. INTRODUÇÃO... 3 2. OBJETIVO... 3 3. E NORMAS COMPLEMENTARES... 3 4. DEFINIÇÃO... 3

Leia mais

Projeto Roaz. Embarcação Autônoma de Monitoramento Aquático

Projeto Roaz. Embarcação Autônoma de Monitoramento Aquático Projeto Roaz Embarcação Autônoma de Monitoramento Aquático O ROAZ é uma embarcação autônoma, usada para o monitoramento, coleta de dados ambientais, ecobatimetria e levantamentos de topografia subaquática,

Leia mais