Resíduos Sólidos Urbanos e Sistemas de Tratamento de Esgotos. Coletânea de Legislação para o Licenciamento Ambiental

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3 Resíduos Sólidos Urbanos e Sistemas de Tratamento de Esgotos Coletânea de Legislação para o Licenciamento Ambiental 1

4 República Federativa do Brasil Presidente: Luiz Inácio Lula da Silva Vice-P -Presidente: José de Alencar Gomes da Silva Ministério do Meio Ambiente - MMA Ministra: Marina Silva Secretário-Executivo: Cláudio Roberto Langone Secretaria de Qualidade Ambiental - SQA Secretário: Victor Zular Zveibil Programa de Proteção e Melhoria de Qualidade Ambiental - PQA Diretor: Ruy de Góes Leite de Barros Projeto de Instrumentos de Gestão Ambiental- Progestão Gerente: Moema Pereira Rocha de Sá Esplanada dos Ministérios Bloco B, 8º andar, sala Brasília - DF Tel.: (61) /1164 Fax.: (61)

5 Resíduos Sólidos Urbanos e Sistemas de Tratamento de Esgotos Coletânea de Legislação para o Licenciamento Ambiental 1

6 Esta publicação foi produzida no âmbito do Projeto de Instrumentos de Gestão Ambiental PROGESTÃO, vinculado ao Programa de Proteção e Melhoria da Qualidade Ambiental - PQA da Secretaria de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA). COORDENAÇÃO: Moema Pereira Rocha de Sá. COMISSÃO EDITORIAL ORIAL: Marcus Bruno Malaquias Ferreira, Maria Ceicilene Aragão Martins Rego, Moema Pereira Rocha de Sá, Mônica de Azevêdo Costa Nogara, Rita Lima de Almeida, Ruy de Góes Leite de Barros e Victor Zular Zveibil CONCEPÇÃO: Moema Ferreira Rocha de Sá, Rita Lima Almeida, Ana Elizabeth Medeiros Fernandes REVISÃO: Elvira Maria Xavier Vieira. EQUIPE DO PROGESTÃO: Ana Elizabeth Medeiros Fernandes, Elvira Maria Xavier Vieira, Inês Caribé Nunes Marques, Luana das Chagas Silva, Marcelo Peres Facas, Marcia Catarina David, Marcus Bruno Malaquias Ferreira, Maria Ceicilene Aragão Martins Rego, Maria Mônica Guedes de Moraes e Rita Lima Almeida PROJETO O GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO GRAMAÇÃO: Qualitas Brasil Soluções em Marketing AGRADECIMENT GRADECIMENTOS OS: Silvia Martarello Astolpho (GAU/MMA), Silvia Regina Gonçalves (GAU/MMA) FOTOS OS: Gentilmente cedidas por Eliane Solon Ribeiro, Rita Alves Silva e Leandro Yokomizo. Catalogação na Fonte Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis C694 Coletânea de Legislação para o Licenciamento Ambiental: Resíduos Sólidos Urbanos e Sistemas de Tratamento de Esgotos Volume 1 / Ministério do Meio Ambiente / SQA. Brasília: MMA, v. 1 : 302 p. ISBN Legislação ambiental. 2. Licenciamento ambiental. 3. Resíduo sólido. I. Ministério do Meio Ambiente. II. Secretaria de Qualidade Ambiental nos Assentamentos Humanos - SQA. III. Título. CDU (2.ed.)

7 P R E F Á C I O Até o fim da década de 1960, a temática ambiental no Brasil era tratada de maneira indireta, por meio de diversos diplomas legais, que versavam sobre temas conexos ao meio ambiente, como o Código de Águas, Código de Minas, Código Florestal, Código de Caça, Código de Pesca, a Política Nacional de Saneamento, entre outros. Em 1972, na Suécia, com a participação de 113 países, foi realizada a 1ª Conferência das Nações Unidas para Meio Ambiente Humano, ou Conferência de Estocolmo, marco das grandes discussões em torno da problemática ambiental, em suas implicações planetárias. Nesse debate, a tônica foi a polarização em torno dos temas preservação e desenvolvimento que, entre outros pontos, culminou com a definição do Princípio 21 da Declaração de Estocolmo, afirmando a soberania dos Estados para explorar seus próprios recursos naturais, de acordo com a sua política ambiental. Reafirmando sua posição naquela Conferência, o Brasil desenvolve a sua Política Nacional de Meio Ambiente que, lançada oficialmente em 31 de agosto de 1981, pela Lei nº 6.938, estabeleceu conceitos, princípios, objetivos, instrumentos, penalidades, seus fins, mecanismos de formulação e aplicação, e instituiu o Sistema Nacional de Meio Ambiente Sisnama e o Conselho Nacional de Meio Ambiente- Conama, órgão consultivo e deliberativo do Sisnama. Mas a consagração da política ambiental brasileira veio um pouco mais tarde, com a promulgação da Constituição Federal de 1988, que dedicou um capítulo inteiro ao meio ambiente, tendo como relevância a imposição, ao poder público e à coletividade, do dever de defender e proteger o meio ambiente para as presentes e futuras gerações. A atuação do Ministerio do Meio Ambiente - MMA vem evoluindo nesse contexto e está pautada em quatro pilares de sustentação de sua política ambiental: a transversalidade, integrando todos os setores e ações de governo; o fortalecimento do Sistema Nacional de Meio Ambiente; o controle; e a participação social, por meio dos diferentes mecanismos de informação e participação pública. Num verdadeiro exercício do fortalecimento do Sisnama, de controle e de participação social, e visando criar condições para a harmonização da gestão ambiental, em caráter nacional, o MMA criou novos fóruns para discutir os principais temas de interesse entre o IBAMA e os órgãos estaduais de meio ambiente - OEMA, e para identificar a necessidade de atuação do MMA junto a esses órgãos. A definição de uma agenda de temas prioritários para serem desenvolvidos pelo Ministério, por seu turno, representou uma prática de transversalidade, uma vez que nessa agenda foram contempladas as relações com outras entidades governamentais, não governamentais e com entidades privadas, representativas de segmentos do setor produtivo e cujas atividades fazem interface com a política ambiental do Ministerio do Meio Ambiente. No intuito de construir uma base de referências legais sobre alguns dos temas priorizados, foram reunidas em dois volumes as normas referentes ao licenciamento ambiental da destinação final de resíduos sólidos urbanos, licenciamento ambiental de sistemas de tratamento de esgotos sanitários e ao licenciamento ambiental de projetos de assentamentos de reforma agrária, que orientaram as discussões travadas em seminários específicos sobre tais temas. Esses volumes, que sistematizam a legislação ambiental por tema específico, constituem os primeiros de uma série da presente Coletânea de Legislação para o Licenciamento Ambiental, e além de representarem efetivo material de consulta e de suporte aos técnicos e gestores dos órgãos ambientais licenciadores, facilitam o acesso de diferentes segmentos da sociedade civil às principais normas de licenciamento ambiental referentes aos temas mencionados. Ministério do Meio Ambiente 7

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9 A P R E S E N T A Ç Ã O Este volume da Coletânea de Legislação contém as referências legais para o licenciamento ambiental da destinação final de resíduos sólidos urbanos; da gestão de resíduos da construção civil e demolição; do gerenciamento de resíduos de serviços de saúde; e para o licenciamento ambiental de sistemas de tratamento de esgotos sanitários, temas que envolvem demandas de diversos setores de governos, da iniciativa privada e da sociedade civil. O Ministério do Meio Ambiente MMA, por intermédio de sua Secretaria de Qualidade Ambiental SQA, sistematizou o marco legal concernente a esses temas, reunindo-os em documentos base, que orientaram os Seminários Nacionais de Licenciamento Ambiental de Resíduos Sólidos Urbanos e de Licenciamento Ambiental de Sistemas de Tratamento de Esgotos Sanitários. Os Seminários tiveram ampla participação do setor ambiental federal, distrital e estadual; do setor produtivo; de entidades setoriais; de órgãos públicos; da sociedade civil; e do Ministério Público. Esses Seminários tiveram como objetivo: (i) reunir, integrar e promover a troca de experiências entre os técnicos dos órgãos estaduais, distrital e federal de meio ambiente; (ii) colher subsídios para o planejamento, formulação e revisão de normas relacionadas aos temas tratados nos Seminários, visando à harmonização dos procedimentos de licenciamento ambiental das atividades, em âmbito nacional, e (iii) debater procedimentos para a simplificação do licenciamento ambiental dessas atividades. Como resultado dos Seminários, foram elaboradas propostas de resoluções, as quais foram submetidas ao Conselho Nacional de Meio Ambiente CONAMA, tendo sido aprovada a que dispõe sobre licenciamento ambiental simplificado de Sistemas de Esgotamento Sanitário - Resolução N o 377, de 9 de outubro de A proposta de resolução para licenciamento ambiental de áreas para disposição final de resíduos sólidos urbanos encontrase em análise no CONAMA. Assim, este volume constitui-se do documento base utilizado nos Seminários, enriquecido com as discussões travadas durante esses eventos, acrescido das últimas resoluções aprovadas no CONAMA, consideradas relevantes para orientar o licenciamento ambiental dos temas tratados neste volume. São apresentadas inicialmente as diretrizes constitucionais referentes ao meio ambiente, prosseguindo com as normas gerais de licenciamento ambiental e específicas referentes aos temas em pauta, hierarquizadas em leis e Decretos Federais, Resoluções do Conselho Nacional de Meio Ambiente CONAMA e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária Anvisa, contendo as últimas atualizações (alterações e/ou regulamentações) incorporadas ao texto original ou apresentadas em edições completas de normas mais recentes. Secretaria de Qualidade Ambiental 9

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11 ÍNDICE CONSTITUIÇÃO FEDERAL LEIS ORDINÁRIAS Lei Nº de 15 de setembro de Institui o novo Código Florestal Lei Nº de 26 de setembro de Institui a Política Nacional de Saneamento e cria o Conselho Nacional de Saneamento Lei Nº de 31 de agosto de Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências Lei Nº de 24 de julho de Disciplina a ação civil pública de responsabilidade por danos causados ao meio-ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico (VETADO) e dá outras providências Lei Nº de 12 de fevereiro de Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências Lei Nº de 18 de julho de Regulamenta o art. 225, 1º, incisos I, II, III e VII da Constituição Federal, institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e dá outras providências Lei ei Nº de 10 de julho de Regulamenta os arts. 182 e 183 da Constituição Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências Lei Nº de 16 de abril de Dispõe sobre o acesso público aos dados e informações existentes nos órgãos e entidades nos órgãos e entidades integrantes do SISNAMA Lei Nº de 6 de abril de Dispõe sobre normas gerais de contratação de consórcios públicos e dá outras providências DECRETOS Decreto Nº de 6 de junho de Regulamenta a Lei nº 6.902, de 27 de abril de 1981, e a Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, que dispõem, respectivamente sobre a criação de Estações Ecológicas e Áreas de Proteção Ambiental e sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, e dá outras providências Decreto Nº de 1 de outubro de Dispõe sobre a proteção das cavidades naturais subterrâneas existentes no território nacional Decreto Nº de 21 de setembro de Dispõe sobre a especificação das sanções aplicáveis às condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências Decreto Nº de 22 de agosto de Regulamenta artigos da Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza - SNUC, e dá outras providências Decreto Nº de 26 de outubro de Dá nova redação ao caput do art. 31 do Decreto nº 4.340, de 22 de agosto de 2002, que regulamenta artigos da Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza - SNUC RESOLUÇÕES CONAMA Resolução CONAMA,, Nº 01 de 23 de janeiro de Dispõe sobre critários básicos e diretrizes gerais para a avaliação de impacto ambiental

12 Resolução CONAMA Nº 01-A de 23 de janeiro de Resolução CONAMA Nº 06 de 24 de janeiro de Dispõe sobre a aprovação de modelos para publicação de pedidos de licenciamento Resolução CONAMA Nº 11de 18 de março de Dispõe sobre alterações na Resolução CONAMA nº 001/ Resolução CONAMA Nº 14 de 18 de março de Dispõe sobre o referendo à Resolução nº 5/ Resolução CONAMA Nº 09 de 03 de dezembro de Dispões sobre a realização de Audiências Públicas no processo de Licenciamento Ambiental Resolução CONAMA Nº 05 de I5 de junho de Dispõe sobre o licenciamento de obras de saneamento básico Resolução CONAMA Nº 08 de 06 de dezembro de Dispõe sobre os padrões de qualidade do ar, previstos no PRONAR Resolução CONAMA Nº 02 de 22 de agosto de Dispõe sobre adoção de ações corretivas, de tratamento e de disposição final de cargas deterioradas, contaminadas ou fora das especificações ou abandonadas Resolução CONAMA Nº 06 de 19 de setembro de Dispõe sobre a incineração de resíduos sólidos provenientes de estabelecimentos de saúde, portos e aeroportos Resolução CONAMA Nº 05 de 5 de agosto de Estabelece definições, classificação e procedimentos mínimos para o gerenciamento de resíduos sólidos oriundos de serviços de saúde, portos e aeroportos, terminais ferroviários e rodoviários Resolução CONAMA Nº 04 de 9 de outubro de Estabelece as Áreas de Segurança Aeroportuárias Resolução CONAMA Nº 14 de 13 de dezembro de Estabelece o prazo para os fabicantes de veículos automotores leves de passageiros equipados com motor do ciclo Otto apresentarem ao IBAMA um programa trienal para a execução de ensaios de durabilidade por agrupamento de motores Resolução CONAMA Nº 237 de 9 de novembro de Regulamenta os aspectos de licenciamento ambiental estabelecidos na Política Nacional do Meio Ambiente Resolução CONAMA Nº 241 de 30 de janeiro de Dispoe sobre os prazos para o cumprimento das exigências das relativas ao PROCONVE para os veículos importados Resolução CONAMA Nº 242 de 30 de junho de Dispoe sobre os prazos para o cumprimento das exigências das relativas ao PROCONVE para os veículos importados Resolução CONAMA 257 de 30 de junho de Estabelece que pilhas e baterias que contenham em suas composições chumbo, cádmio, mercúrio e seus compostos tenham os procedimentos de reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição final ambientalmente adequados Resolução CONAMA 258 de 26 de agosto de Determina que as empresas fabricantes e as importadoras de pneumáticos ficam abrigadas a coletar e dar destinação final ambientalmente adequadas aos pneus inservíveis Resolução CONAMA 264 de 26 de agosto de Dispõe sobre licenciamento de fornos rotativos de produção de clínquer para atividades de co-processamento de resíduos Resolução CONAMA 275 de 25 de abril de Estabelece código de cores para diferentes tipos de resíduos na coleta seletiva

13 Resolução CONAMA Nº 281 de 12 de julho de Dispõe sobre modelos de publicação de pedidos de licenciamento ambiental Resolução CONAMA Nº 301 de 12 de março de Altera dispositivos da Resolução nº 258, de 26/8/99, que dispõe sobre pneumáticos Resolução CONAMA Nº 302 de 20 de março de Dipõe sobre parâmetros, definições e limites de Área de Preservação Permanente de reservatórios artificiais e o regime de uso do entorno Resolução CONAMA Nº 303 de 20 de março de Dispõe sobre parâmetros, definições e limites de Área de Preservação Permanente Resolução CONAMA Nº 307 de 5 de julho de Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil Resolução CONAMA Nº 308 de março de Dispõe sobre Licenciamento Ambiental de Sistemas de disposição final dos resíduos sólidos urbanos gerados em municípios de pequeno porte Resolução CONAMA Nº 316 de 29 de outubro de Dispõe sobre procedimentos e critérios para o funcionamento de sistemas de tratamento térmico de resíduos Resolução CONAMA Nº 348 de 16 de agosto de Altera a Resolução CONAMA nº 307, 5/6/02, incluindo o amianto na classe de resíduos perigosos Resolução CONAMA Nº 357 de 17 de março de Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências Resolução CONAMA Nº 358 de 29 de abril de Dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde e dá outras providências Resolução CONAMA Nº 362 de 23 de junho de Dispõe sobre rerrefino de óleo lubrificante Resolução CONAMA Nº 369 de 28 de março de Dispõe sobre os casos excepcionais, de utilização pública, interesse social ou baixo impacto ambiental, que possibilitam a intervenção ou supressão de vegetação em Área de Preservação Permanente - APP Resolução CONAMA Nº 371 de 5 de abril de Estabelece diretrizes aos órgãos ambientais para o cálculo, cobrança, aplicação, aprovação e controle de gastos de recursos advindos de compensação ambiental, conforme a Lei nº 9.985, de 18/6/00, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza - SNUC e dá outras providências Resolução CONAMA Nº 370 de 6 de abril de Prorroga o prazo para complementação das condições e padrões de lançamento de efluentes, previsto no art. 44 da Resolução nº 357, de 17 de março de Resolução CONAMA Nº 373 de 9 de maio de Define critérios de seleção de áreas para recebimento do Óleo Diesel com o Menor Teor de Enxofre-DMTE, e dá outras providências Resolução CONAMA Nº 375 de 29 de agosto de Define critérios e procedimentos, para o uso agrícola de lodos de esgoto gerados em estações de tratamento de esgoto sanitário e seus produtos derivados, e dá outras providências Resolução CONAMA Nº 377 de 9 de outubro de Dispõe sobre licenciamento ambiental simplificado de Sistemas de Esgotamento Sanitário RESOLUÇÕES ANVISA Resolução ANVISA Nº 306 de 07 de dezembro de Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde

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15 C O N S T I T U I Ç Ã O F E D E R A L CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 TÍTULO I DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: (...) II a cidadania; III a dignidade da pessoa humana; (...) TÍTULO II DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS Capítulo I DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...) XIV é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional; (...) XXII é garantido o direito de propriedade; XXIII a propriedade atenderá a sua função social; XXXIII todos tem direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado; (ver Lei /2005) (...) XXXIV são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder; b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal; (...) LXIX conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas-corpus ou habeas-data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público; (...) LXXIII qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência; (...) 15

16 CONSTITUIÇÃO FEDERAL TÍTULO III DA ORGANIZAÇÃO DO ESTADO Capítulo II DA UNIÃO Art. 20. São bens da União: (...) II as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental, definidas em lei; Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: (...) III proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos; (...) VI proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas; VII preservar as florestas, a fauna e a flora; (...) Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: (...) VI florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição; VII proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico; VIII responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico; (...) 1º No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais. 2º A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados. 3º Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. 4º A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário. (...) Capítulo IV DOS MUNICÍPIOS Art. 30. Compete aos Municípios: I - legislar sobre assuntos de interesse local; II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber; (...) Capítulo VII DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Seção I Disposições Gerais 16 Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (...)

17 CONSTITUIÇÃO FEDERAL 4º Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível. (...) (...) (...) (...) TÍTULO IV DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES Capítulo II DO PODER EXECUTIVO Seção V Do Conselho da República e do Conselho de Defesa Nacional Subseção II Do Conselho de Defesa Nacional Art. 91. O Conselho de Defesa Nacional é órgão de consulta do Presidente da República nos assuntos relacionados com a soberania nacional e a defesa do Estado democrático (...). (...) 1º Compete ao Conselho de Defesa Nacional: (...) III - propor os critérios e condições de utilização de áreas indispensáveis à segurança do território nacional e opinar sobre seu efetivo uso, especialmente na faixa de fronteira e nas relacionadas com a preservação e a exploração dos recursos naturais de qualquer tipo; (...) Capítulo IV DAS FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA (...) Seção I Do Ministério Público Art São funções institucionais do Ministério Público: (...) III - promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos; (...) TÍTULO VII DA ORDEM ECONÔMICA E FINANCEIRA Capítulo I DOS PRINCÍPIOS GERAIS DA ATIVIDADE ECONÔMICA Art A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios: (...) III - função social da propriedade; (...) VI - defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de ); (...) 17

18 CONSTITUIÇÃO FEDERAL Art Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado exercerá, na forma da lei, as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este determinante para o setor público e indicativo para o setor privado. 1º A lei estabelecerá as diretrizes e bases do planejamento do desenvolvimento nacional equilibrado, o qual incorporará e compatibilizará os planos nacionais e regionais de desenvolvimento. 2º A lei apoiará e estimulará o cooperativismo e outras formas de associativismo. (...) Capítulo II DA POLÍTICA URBANA Art A política de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder Público municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem- estar de seus habitantes. 1º O plano diretor, aprovado pela Câmara Municipal, obrigatório para cidades com mais de vinte mil habitantes, é o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana. 2º A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano diretor. (...) Capítulo III DA POLÍTICA AGRÍCOLA E FUNDIÁRIA E DA REFORMA AGRÁRIA (...) 18 Art A função social é cumprida quando a propriedade rural atende, simultaneamente, segundo critérios e graus de exigência estabelecidos em lei, aos seguintes requisitos: I - aproveitamento racional e adequado; II - utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente; III - observância das disposições que regulam as relações de trabalho; IV - exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores. (...) TÍTULO VIII DA ORDEM SOCIAL (...) Capítulo II DA SEGURIDADE SOCIAL (...) Seção II Da Saúde (...) Art Ao sistema único de saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da lei: (...) II executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do trabalhador; (...) IV participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico; (...) VIII colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho. (...) Capítulo III DA EDUCAÇÃO, DA CULTURA E DO DESPORTO (...) Seção II Da Cultura (...)

19 CONSTITUIÇÃO FEDERAL Art Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem: (...) IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; V - os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico. (...) Capítulo V DA COMUNICAÇÃO SOCIAL (...) Art A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição. (...) Capítulo VI DO MEIO AMBIENTE Art Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações. 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público: I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas; II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético; III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção; IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade; V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente; VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente; VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade. 2º Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da lei. 3º As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados. 4º A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato- Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais. 5º São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas naturais. 6º As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua localização definida em lei federal, sem o que não poderão ser instaladas. (...) 19

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