A Importância do trabalho em rede e a atuação da academia no enfrentamento à violência contra a mulher

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1 Anais do I Simpósio sobre Estudos de Gênero e Políticas Públicas, ISSN Universidade Estadual de Londrina, 24 e 25 de junho de 2010 GT 5. Gênero e Violência Coord. Sandra Lourenço A Importância do trabalho em rede e a atuação da academia no enfrentamento à violência contra a mulher Elza Maria Campos 1 Mirian Jorge 2 Raquel Barcelos 3 Resumo Este trabalho realizado pelo Grupo de Estudos Trabalho, Gênero, e Violência Doméstica e Familiar da Instituição de Ensino UNIBRASIL pretende contribuir para a formação de profissionais com uma nova consciência social, que atuem na defesa de direitos e na gestão de políticas públicas, participando e fortalecendo a rede de atenção às mulheres em situação de violência de Curitiba e Região Metropolitana. Como ponto inicial de análise, tomamos o perfil levantado pelo Centro acerca das principais características das usuárias atendidas e estabelecemos algumas questões de investigação. Os dados preliminares acerca de escolaridade, faixa etária, número de filhos e tipos de violência vivida pelas usuárias, corroboram com a idéia de que a violência contra a população feminina não é um fato apenas dos grandes municípios, estando presente em todos os níveis sociais e culturais. Deste modo, a temática da violência é atravessada por fatores de classe, gênero e etnia, sendo assim, ela não atinge a população de forma homogênea. O acompanhamento sistemático das reuniões mensais da Rede de Proteção ao qual o Centro integra, será uma das estratégias 1Assistente Social, Mestre em Educação, professora do curso de Serviço Social da UNIBRASIL e coordenadora do Grupo de Pesquisa Trabalho, Gênero e Violência Doméstica e Familiar. 2 Assistente Social, Mestre e professora do Curso de Serviço Social da UNIBRASIL 3Assistente Social, Mestre e professora do Curso de Serviço Social da UNIBRASIL. 24

2 utilizadas para ampliar o campo de conhecimento acerca da temática. Por fim, argumentamos que com o envolvimento da academia, das organizações em rede e o trabalho com a comunidade estaremos construindo possibilidades de enfrentamento da violência contra a mulher. Palavras-chave: Gênero, violência doméstica e familiar. Introdução Este trabalho apresenta o projeto de estudo e pesquisa Trabalho, Gênero e Violência Doméstica e Familiar 4 vinculado ao Curso de Serviço da UNIBRASIL, instituição sediada em Curitiba - Paraná. Constitui-se como projeto da linha de pesquisa Trabalho, Movimentos Sociais e Serviço Social e teve início no mês de abril de Tem como finalidade contribuir para a reflexão acerca da violência de gênero através de estudos e de dados coletados pelo Centro de Referência e Atendimento a Mulher em Situação de Violência de Curitiba e Região Metropolitana 5. Tem ainda como meta a formação de profissionais com uma nova consciência social, que atuem na defesa de direitos e na gestão de políticas públicas, participando e fortalecendo a rede de atenção às mulheres em situação de violência. Entre as inquietações que instigaram e instigam o debate no grupo refere-se a dois pressupostos: a existência de uma rede de atenção e prevenção pode ser um caminho fundamental para que a mulher vitimizada reencontre a auto-estima possibilitando buscar sua autonomia pessoal e financeira, e a importância da participação da academia neste processo, especialmente como instrumento de fortalecimento desta rede de atenção e prevenção. São essas as perspectivas que nos propomos a explorar neste artigo. Ressalta-se que uma das bases em que se ancorou a elaboração do projeto e orienta o grupo de estudo e pesquisa: Trabalho, Gênero e Violência Doméstica e Familiar foi a perspectiva da importância das organizações em redes de atendimento, em especial, neste caso, às mulheres em situação de violência. Essas redes têm se constituído em importante articulação para a realização da atenção e prevenção, exercendo um papel de 4 O grupo de estudo e pesquisa conta com a participação de professores e alunos do curso de Serviço Social e de Psicologia e militantes do movimento feminista e de mulheres de Curitiba Paraná. 5O Centro de Referência e Atendimento a Mulher em Situação de Violência constitui-se como espaço estratégico da política de enfrentamento à violência contra as mulheres, exercendo o importante papel de articulador dos serviços, organismos governamentais e não governamentais que integram a rede de atendimento às mulheres de Curitiba e Região Metropolitana. Foi inaugurado no dia 06 de março de 2006, resultado da articulação do movimento feminista e de mulheres de Curitiba e do Estado do Paraná e contou com a presença da Ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres Nilcéa Freire. 25

3 articulador dos serviços prestados pelo governo e pelas organizações não governamentais. Os temas relacionados à violência doméstica e à desigualdade de gênero têm sido objeto de debate, essencialmente, desde a década de 1970, quando o movimento feminista e de mulheres passaram a ressaltar que, para desvendar o poder do homem sobre a mulher, por meio do emprego de violência, seria necessário compreender e explorar a estrutura patriarcal da sociedade. Desde então, diversos grupos se especializaram para enfrentar a problemática e, sobretudo, buscar a proteção da mulher. Sem dúvida, o século XX foi palco de imensas lutas para desvelar a histórica opressão de gênero, tendo sido considerado o século das mulheres em função das inúmeras conquistas sociais e políticas particularmente a inserção da mulher no mundo produtivo e a do descortinamento da invisibilidade da violência doméstica e familiar contra a mulher. Adentramos o século XXI com inúmeros desafios, um destes é aplicar a lei de 2006, conquista histórica das mulheres brasileiras, que vem selar uma dívida histórica com milhões de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar no Brasil. Dessa forma, sistematizamos na seguinte ordem este artigo, num primeiro momento iremos abordar a relação das categorias gênero e violência e a relação da academia no fortalecimento da Rede e em seguida apresentamos o Centro de Referência em que o grupo de pesquisa inicia sua atuação com análise de algumas variáveis para finalmente tecer as considerações finais. 1. Gênero e violência: uma articulação necessária: A discussão do conceito de gênero tem contribuído para um melhor entendimento da opressão específica da mulher e do conjunto das pessoas que vivem em sociedade. Tendo como compreensão a superação da fase de simples constatação da opressão da mulher para a tomada de consciência da existência de relações opressoras de sexo/gênero, permitindo evidenciar que, além de exploração entre as classes sociais, existe uma divisão sexual, também desigual. Isto permite avançar na compreensão de como se relacionam e se influenciam estas duas categorias, qual o seu vínculo com a produção e a base material da sociedade e de como se dá a dinâmica das transformações sociais no sentido da superação não só da exploração de classes como também da opressão/exploração de gênero. (RANGEL, 2000) Como afirma a pesquisadora brasileira Heleieth Saffioti (1992, p.211) a construção de gênero pode, pois, ser compreendida como um 26

4 processo infinito de modelagem-conquista dos seres humanos, que tem lugar na trama das relações sociais entre mulheres, entre homens e entre mulheres e homens. As relações entre os gêneros são, portanto, relações de poder. Mais claramente, de exploração/opressão da mulher pelo homem. Para Louro (1996), o termo Gênero teve inicio de sua utilização na década de 80 por estudiosas feministas. Nos textos e artigos publicados a utilização de mulher passou a ser substituída por gênero, sem saber que esse termo traz consigo diversas outras implicações. Estes estudos desejavam mostrar que mulher/fêmea e homem/macho, são biologicamente identificados, mas que o masculino e feminino são construções sociais e históricas, o termo gênero por sua vez não desejava se referir à sexualidade ou a identidade biológica, mas a construção social do feminino e masculino e que de uma sociedade para outra acontecem diversas variações do que se entende por papeis masculinos e femininos, pois comportamentos em nossa sociedade considerados masculinos/ femininos em outras culturas podem estar invertidos, pois sua construção social e histórica se deu de maneira diferente. Há uma grande exclusão da mulher ao mostrar o homem como o provedor. A autora demonstra em seu texto as diferenças vividas até hoje na sociedade, assim podemos ver a descaracterização do homem como só ele sendo o provedor e a mulher lutando por igualdade. A partir desta premissa as (os) estudiosas (os) desejam descobrir a maneira pela qual a construção destes dois papeis acontecem. Em seu texto Louro (1996), cita Terry Eagleton e analisa as polaridades de masculino e feminino e suas pluralidades, analisa que as construções de feminino e masculino se dão em pólos opostos, mas que um depende do outro, apesar de diferentes, existe interdependência entre eles. Esta mesma autora pontua que o conceito de gênero foi desenvolvido histórica e culturalmente. Para entendermos esta subjetividade precisamos compreender a formação do ser social e do senso comum. Ao longo de décadas o movimento feminista tem lutado para que ocorra uma igualdade, mas uma igualdade política, de direitos e deveres: (...) optar pelo conceito de gênero significava uma decisão de ordem epistemológica, implicava opção teórica. (LOURO, 1996, p. 8) Para entender o conceito de gênero, que, segundo a autora, não é simplesmente outra forma de chamar, e de se dizer a mesma coisa. Para isso é preciso elucidar a diferença entre o sexo de um indivíduo e seu gênero. Para ela, diferente do sexo, onde o indivíduo, homem ou mulher se diferencia biologicamente; o gênero se caracteriza pela história, cultura e 27

5 experiências sociais do indivíduo, sujeito social masculino ou feminino: (...) agora não se trata mais de focalizar apenas as mulheres como objeto de estudo, mas sim o processo de formação da feminilidade e da masculinidade, ou os sujeitos femininos e masculinos. (Idem, p. 9). Já relações de gênero é uma expressão usada para entender como as relações entre homens e mulheres são construídas na sociedade ao longo da história; e, ainda, como a diferença se transforma em desigualdade vivida no cotidiano, na vida familiar, no trabalho, no sindicato e na política. Sendo assim, o debate sobre a categoria gênero, sobre a história dos movimentos feministas e de mulheres, bem como sobre as interfases conceituais e reais entre gênero e violência, é fundamental na discussão e implementação de políticas de enfrentamento da violência, simbólica e/ou física, praticadas contra a mulher. (SAFFIOTI, 2003). Para esta mesma autora violência de gênero é; é o conceito mais amplo, abrangendo vítimas como mulheres, crianças e adolescentes de ambos os sexos. No exercício da função patriarcal, os homens detêm o poder de determinar a conduta das categorias sociais nomeadas, recebendo autorização ou, pelo menos, tolerância da sociedade para punir o que se lhes apresenta como desvio. Ainda que não haja nenhuma tentativa, por parte das vítimas potenciais, de trilhar caminhos diversos do prescrito pelas normas sociais, a execução do projeto de dominação-exploração da categoria social homens exige que sua capacidade de mando seja auxiliada pela violência. Com efeito, a ideologia de gênero é insuficiente para garantir a obediência das vítimas potenciais aos ditames do patriarca, tendo este necessidade de fazer uso da violência. (2002, p. 1-2). Saffioti (2003) ao tratar da análise da violência nos revela que não basta apenas olhar um fenômeno de forma isolada é preciso compreender todo o seu contexto. Portanto o processo do conhecimento deve se dar em um primeiro momento pela percepção da sua totalidade, em seguida é necessário fragmentar seus elementos constitutivos afim de estudá-los, e por fim a recomposição dos mesmos, de sua totalidade, é imprescindível. O olhar desta vez está permeado de conhecimento, possibilitando a aproximação com a realidade. Violência pressupõe opressão, conflito de interesses entre opressores e oprimidos. Pressupõe relações sociais de dominância e subalternidade. A violência contra a mulher pressupõe que homens e mulheres têm uma participação social desigual em função de sua condição sexual. A violência de gênero é inerente ao padrão das organizações sociais de gênero conhecidas, como lembra Saffioti (2003), é tão estrutural quanto a divisão da sociedade em classes sociais e em gênero/raça/etnia. 28

6 De acordo com a concepção de Scott (1995), o gênero é um elemento constitutivo de relações sociais baseado nas diferenças percebidas entre os sexos, apresentando-se também como uma forma primordial de dar significado às relações de poder. Na vida real as diversas formas de violência se entrelaçam. A violência física raramente aparece desvinculada da violência simbólica e psicológica. Por outro lado, as ameaças e perseguições freqüentemente são acompanhadas de atos de violência física. A luta dos movimentos feministas e de mulheres, particularmente no século XX, fomentou ações concretas de combate ao comportamento criminoso contra a população feminina e concretizou políticas públicas como via eficaz de enfrentamento desses problemas e possibilitou o enfrentamento teórico do preconceito e da naturalização da violência. Nesse sentido, tanto a produção da academia como a luta política dos movimentos feministas e de mulheres na instituição das Delegacias da Mulher foi um passo importante para a atenção e defesa, das mulheres. Grande parte dessas Delegacias encontra-se sucateada e, não obstante, a violência se firma, cada vez mais, como prática cotidiana. Ofensas verbais, ameaças, torturas psicológicas, discriminações sociais, espancamentos, abusos sexuais, estupros, assassinatos, suicídios e indução ao crime são fatos continuamente vivenciados. Com a criação da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres em 2003 e a realização das Conferências de Políticas para as Mulheres, que contou com centenas de milhares de participantes de todo o país, que resultou na elaboração e aprovação do I e II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres. Assim, um novo entendimento se apresenta, a saber, que o enfrentamento da violência contra a mulher deve constituir-se em políticas públicas e que o Estado deve assumir como sua a responsabilidade pela viabilização dessas políticas. Neste sentido, os Centros de Referência, as Casas Abrigos, as Defensorias Públicas, os Juizados Especiais são instrumentos fundamentais para a real efetivação da Lei Maria da Penha. 2. A academia e as práticas interventivas na situação de violência contra a mulher. A atuação da acadêmica junto ao Centro de Referência de Atenção à Mulher em Situação de Violência tem sido no sentido de colaborar para a discussão teórica das causas da violência contra a mulher, e também no fortalecimento deste espaço, uma vez que vive em constante ameaça, seja por falta de estrutura, seja pela falta de recursos humanos. Contribuímos 29

7 também na articulação e realização de eventos tais como: a semana de comemoração pelo dia 08 de março no ato público em comemoração ao dia Internacional da Mulher, realização de seminário específico sobre Gênero, Ciência e Tecnologia na Semana do Serviço Social, além de participação em várias reuniões do referido Centro e em diversas oficinas, eventos, simpósios. Desse modo, percebemos a importância da construção do conhecimento científico no campo do gênero e violência, pois esta relação tem sido histórica e determinante no leque de apreensões da realidade social através das diferentes áreas que circunscrevem a sociedade hoje. Vemos em Louro (1996), que no bojo do movimento feminista da década de 80 as discussões sobre gênero são trazidas para,...o sagrado interior das academias e para os grupos de estudo o calor da militância política, as estudiosas (...) feministas acabaram por promover uma contaminação do fazer científico por metodologias e procedimentos de investigação antes rejeitados, contribuindo para a revalorização de estudos, (...), contribuindo para tirar do plano inferior da irracionalidade os sentimentos, o desejo, a empatia, a afetividade elementos que, como lembra Bila Sorj (1992), são considerados ligados às mulheres, entendidos como restritos à esfera doméstica e, portanto, como necessariamente excluídos da esfera pública e das instituições políticas. (Louro 1996, p.16) As contribuições da academia para constituição das referidas categorias tem sido fundamental, no sentido de desmitificar as relações de gênero e dar visibilidade as questões referentes a essa temática. Destarte, a produção do conhecimento científico nesse sentido, possibilita a apresentação de uma variedade de relações sociais que não são descritas nas metodologias e nas teorias, evidenciando como o conhecimento científico é socialmente construído, e que o cientista é um sujeito motivado por determinantes históricos e sociais. Percebemos que ao mesmo tempo em que fragiliza a ciência, a dinâmica social e gera uma certa crise, a criação de novos paradigmas para explicar a realidade se torna necessário. Segundo Simone Lisniowski (2006), estes novos paradigmas buscam a inclusão de uma análise histórica e a inclusão de outras racionalidades e a própria produção do conhecimento científico deve ser contextualizada, em uma realidade histórico-social que exige criticidade para que se produzam novos elementos de análise e não somente a reprodução de velhos paradigmas que servem atualmente à dominação e à alienação e de verdades absolutas que limitam a produção de novos conhecimentos. Estes novos paradigmas também exigem modelos, 30

8 metodologias, concepções, fundamentos, que tendem à universalidade, mesmo considerando sua impossibilidade. Coloca ainda que, Uma das características da produção do conhecimento científico, apontadas por François Jacob (Dorea & Segurado, 2000), é sua imprevisibilidade, que sempre busca o novo, não revela na sua origem, qual será o percurso fixo da pesquisa e muito menos seu destino final. A trajetória da pesquisa é múltipla e complexa. São as desterritorializações que tornam a ciência e a própria história da humanidade tão instigantes. (Lisniowski, 2006 p.20) Assim sendo, compreendemos que o papel da academia, o papel da universidade é produzir conhecimento, provocar o pensamento crítico, formar pessoas com a perspectiva de transformar o cotidiano e acreditar na possibilidade das mulheres de romperem com o ciclo da violência. Mas, entendemos que a academia não está acima da sociedade, ao contrário vive esta dinamicidade e é afetada por ela, para tanto: É forçoso reconhecer, então, a estreita ligação do fazer acadêmico com as praticas e lutas sociais. Temos, portanto, de admitir que a teorização não pode mais ser nem singular nem fixa, ou melhor, temos de aceitar ainda eu isto possa parecer desestabilizador e pouco confortável que nossas certezas teóricas são sempre provisórias, precisam se provisórias; afinal esta parece ser uma característica indispensável a uma (um) intelectual comprometida(o) (LOURO, 1996 p. 17) Neste sentido, o Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência constitui-se como espaço estratégico da política de enfrentamento à violência contra as mulheres, e um lócus privilegiado para a observação, reflexão, investigação e intervenção da academia. Neste contexto este exerce um importante papel de articulador, garantindo o acesso a outros serviços para as mulheres que se encontram em situação de vulnerabilidade, em função da violência de gênero. O atendimento prestado pelo Centro tem como objetivo cessar a violência vivenciada pela mulher, sem ferir o seu direito à autodeterminação. Promovendo também, meios para que ela fortaleça sua auto-estima e tome decisões relativas à situação de violência vivenciada, intervindo para evitar futuros atos de agressão e contribuindo na interrupção do ciclo de violência e penalização do responsável pela agressão. É neste sentido que vem se concretizando a Rede Metropolitana de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, com reuniões mensais, que cada vez mais agrega os serviços e profissionais. Para realização de suas atividades se articula com diversas organizações governamentais e conta também com o apoio de entidades do 31

9 movimento de mulheres de Curitiba e do Estado do Paraná que foram inclusive responsáveis pela conquista deste espaço através da ação do Conselho Estadual da Mulher do Paraná 6. Neste contexto, o grupo de estudo e pesquisa desta Instituição de Ensino realizou articulação com o Centro que resultou na efetivação de estágio tendo a atuação de acadêmicas do Curso de Serviço Social, bem como participação em reuniões mensais da Rede coordenadas pelo Centro de Referência. Segundo Faleiros, o trabalho em redes fomenta os meios para superação do sentimento de impotência frente às condições de trabalho colocadas para os assistentes sociais, e também combate a onipotência de acreditar que o serviço social, enquanto profissão tem condições de mudar tudo. O autor afirma que a rede é uma articulação de atores em torno [...] de uma questão ao mesmo tempo política, social, profundamente complexa e processualmente dialética (FALEIROS, 1999, p.25). Uma intervenção em rede pode ampliar a autonomia dos sujeitos envolvidos, extrapolando a ação individual do profissional para com as usuárias, criando possibilidades de aumentar a participação dos sujeitos. Apresentamos a seguir algumas informações acerca dos atendimentos realizados no Centro de Referência no período de 2006 a 2008, que indicam a magnitude do problema. Quadro I - DADOS DO CENTRO DE REFERÊNCIA DE 2006 A 2008 Meses USUÁRIAS Casada Solteira União Estável Outros Total Total Média 127,33 48,00 77,33 50,00 302,67 Fonte: Registro dos atendimentos executados no Centro de Referência. Observa-se nesse quadro que às usuárias que mais procuraram atendimento no Centro de Referência encontram-se na condição de casadas o que corresponde a 42% do total de 908 atendimentos, logo na seqüência 6 As Entidades que participaram da criação do Centro de Referência foram a União Brasileira de Mulheres, Federação de Mulheres do Paraná, Comitê Multipartidário de Mulheres, Rede de Mulheres Negras do Paraná, Espaço Mulher, Centro de Convivência Menina Mulher, Associação de Entidades de Mulheres do Paraná e Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica Seção Paraná. 32

10 estão as em união estável com 26%, as solteiras com 16% e ainda 17% em outras condições. Podemos mencionar que da soma das mulheres atendidas 32% possuem 2 filhos, 23% um filho, logo em seguida aparecem com 21% mulheres com 3 filhos e entre 9%,8% e 6% mães com mais de 3 filhos. Quadro II TIPOS DE VIOLÊNCIA Ano TIPOS DE VIOLÊNCIA Física Psicológica Sexual Ameaça Moral Outros Total * * Total Fonte: Registro dos atendimentos realizados no Centro de Referência. A natureza da violência com maior predominância é a psicológica o que corresponde a 752 atendimentos referentes a 35% do total de 2171 acolhimentos no CR. Entendemos que a violência psicológica segundo a Lei Maria da Penha afeta a saúde psíquica da mulher, deixando marcas que não aparecem no seu corpo, mas que atingem sua auto-estima e identidade. Tem-se com grande visibilidade a violência física com 27% a qual é caracterizada como qualquer conduta que ofenda a integralidade ou saúde corporal da mulher. Posteriormente aparece a violência denominada de ameaça, com expressivo índice de 24%. Seqüencialmente aparece a violência moral com 9%, a sexual com 4% e outros tipos de violência com 1%. Quadro III ESCOLARIDADE DAS USUÁRIAS Ano Analfabeta Ensino Ensino Ensino Fundamental Médio Superior Total Total

11 Fonte: Registro dos atendimentos realizados no Centro de Referência 7 Através desses dados compreendemos que as usuárias que mais buscaram orientação junto ao CR possuem em maior evidência o ensino fundamental as quais aparecem com 49% do total, seguidas pelas que conquistaram ensino médio com 35%, as com ensino superior com 14% e em último as consideradas analfabetas com 2%. A violência contra a mulher tem sido apontada pela ONU como uma violação dos Direitos Humanos e como um problema de saúde pública, ou seja, como uma das principais causas de doenças de mulheres; e da mesma forma como um dos principais entraves ao desenvolvimento dos países no mundo inteiro. (LISBOA & PINHEIRO, 2005). Mas, para o cumprimento da lei é necessário que todos os organismos governamentais e não governamentais estejam integrados e inter-relacionados. Sem dúvida, a política da educação, da saúde, da assistência social, do trabalho e da cultura são elos propulsores na luta contra a violência doméstica e familiar. 3. Considerações finais Historicamente, a sociedade tem sido estruturada sob relações desiguais em todas as esferas da sociedade, restando às mulheres uma situação de subordinação e opressão em relação aos homens nos espaços de decisão, no trabalho e na família. Isso reflete a face de uma sociedade patriarcal, que vê no homem a figura do senhor, com poder, mando e autoridade sobre as mulheres. Como conseqüência dessa estrutura hierárquica, questões como a violência doméstica e a injusta divisão sexual do trabalho - que destina às mulheres o espaço privado inviabiliza o rompimento com os processos de violência estabelecidos no âmbito doméstico e familiar. Ao longo da História, a sociedade reservou à mulher um lugar social, por assim dizer, e a natureza de suas obrigações fundamentais: a reprodução da espécie, os cuidados com a prole e o trabalho doméstico que garanta ao provedor da família o homem as condições necessárias para garantir o sustento e a sobrevivência da familiar. 7 Pontuamos, ainda, a faixa etária das usuárias, onde os dados nos mostram que 294 do mesmo total supracitado, ou seja, 32% das mulheres que buscaram atendimento possuem idades entre 31 a 40 anos, posteriormente temos 238 mulheres, número correspondente a 26% com idades entre 21 a 30 anos, na seqüência aparece 209 mulheres que é igual a 23% relacionados com idades entre 41 a 50 anos, nessa escala aparece,127 e 40 mulheres que diz respeito a 14% e 4% respectivamente da faixa etária de maior de 50 anos e entre 18 a 20 anos, também na respectiva seqüência. 34

12 Entendemos que este debate e esta problematização evidenciam que as relações de gênero, não são produtos de um destino biológico, mas sim de construções sociais e históricas a partir de uma base material. Neste estudo buscamos traçar o perfil das usuárias e a natureza das violências sofridas pelas mulheres, violência, as quais se aprestam de forma sinuosa e que causam grandes danos com o desenvolvimento de doenças como hipertensão, angústia, depressão, sofrimento psíquico entre outras. (LISBOA & PINHEIRO, 2005). As reflexões realizadas sobre a temática, revelou que as mulheres tem sido mantida afastada das políticas dos direitos humanos. Mais do que isso, o Estado tem historicamente ratificado um ordenamento social de gênero através de um conjunto de leis que se pretendem objetivas e neutras, porque partem da errônea premissa de que a desigualdade de fato entre homens e mulheres não existe na sociedade. De toda forma, podemos asseverar que vivemos na atualidade um momento de retomada das políticas públicas com viés de gênero, exemplo disso foi a implantação da Secretaria de Políticas para as Mulheres do governo federal com a perspectiva de articulação e intersetorialidade das políticas públicas dos vários ministérios e a realização de duas Conferências de Políticas para as Mulheres com participação ampla do movimento feminista e de mulheres. E ainda, o advento da Lei Maria da Penha, a criação de Centros de Referência e Casa Abrigo e Juizados Especiais, entre outras medidas tem marcado estes últimos anos a atuação do governo federal neste campo. Mas, estamos ainda muito distantes de garantir concretamente a incorporação da dimensão de gênero nas políticas públicas e a efetivação destas, haja visto as dificuldades cotidianas do Centro de Referência de Atenção à Mulher em situação de violência e dos demais instrumentos de proteção e atendimento às mulheres. Finalizando, gostaríamos de afirmar que na condição de professores/pesquisadores tivemos a possibilidade de conviver com alunas/os com ânsia do saber, com compromisso acadêmico, que com certeza assumirão com firmeza o projeto ético-político do Serviço Social. A experiência vivenciada e compartilhada com as/os alunas/os pesquisadoras/os do Grupo de Estudo e Pesquisa Trabalho, Gênero e Violência Doméstica e Familiar, constituem um momento de trocas e de descobrimentos contínuos seja através das leituras dos clássicos e de autores diversos seja através do conhecimento tácito, que vai descortinando 35

13 continuamente um novo homem e uma nova mulher na compreensão e orientação do grande educador Antonio Gramsci. Destacamos ainda, que esta vivência consolida o compromisso com uma nova perspectiva social e com uma educação libertadora. Evidenciamos a fala de Rubem Alves (1995) que em seu livro intitulado Conversas com quem gosta de ensinar, nos presenteia com uma importante analogia. Ele compara os educadores como as velhas árvores. Eles possuem uma face, um nome, uma estória a ser contada, habitam um mundo em que o que vale é a relação que os liga aos alunos, sendo que cada aluno é uma entidade, sui generis, portador de um nome, também de uma estória, sofrendo tristezas e alimentando esperanças. O autor ao referir-se às velhas árvores e aos educadores, compara a árvore jequitibá e o eucalipto, sendo que a primeira se coloca no mundo com força, têm uma personalidade, a segunda se liga ao mundo das finanças, pode ser substituída facilmente. Penso que a convivência no grupo de estudo e pesquisa fortalece a idéia deste mestre da educação brasileira, e nos aproxima ao jequitibá. Bibliografia ALVES, Rubem. Conversas com quem gosta de ensinar. São Paulo: Cortez, Apostila do Centro de Referência e Atendimento à Mulher em Situação de Violência. (sem data). BUTLER, J. Fundamentos contingentes: o feminismo e a questão do pósmodernismo. In: Cadernos Pagú. Campinas: Núcleo de estudos de Gênero/UNICAMP, 1998 (11): FALEIROS, Vicente de Paula. Estratégias em Serviço Social. São Paulo: Cortez, CAMPOS, Elza M. (et all). Envolvendo a academia, envolvendo as organizações em rede através de um projeto acadêmico voltado para o enfrentamento da violência contra a mulher. In III Simpósio Nacional de Tecnologia e Sociedade. Universidade Tecnológica do Paraná, Curitiba, 10 a 13 de novembro de LISBOA, T.K.; PINHEIRO, E.P. A Intervenção do Serviço Social junto à questão da violência contra a mulher. Katálysis. V.8 n.2 jl./dez Florianópolis SC LINS, RM. A cama na varanda: arejando nossas idéias a respeito do amor e sexo, Rio de Janeiro: Rocco,

14 LISNIOWSKI, Simone. A Produção do Conhecimento Científico: um debate paradigmático e metodológico. Universidade de Brasília- Departamento de Pós-Graduação em Sociologia. Brasília, Maio/2006. MARIANO, S A. O sujeito do feminismo e o pós-estruturalismo. In: Estudos Feministas, Florianópolis, 2005, 13(3): MARX, K. As teses sobre Feuerbach. A ideologia alemã. São Paulo: Hucitec, RANGEL, Olivia J. O que é gênero. Palestra realizada em Curitiba Paraná na Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social em novembro de SCOTT, J. O enigma da igualdade. Rev de Est feministas. Florianópolis, 13(1):11-30 Janeiro-abril SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. In: Educação & Realidade. Faculdade de Educação - UFRGS, Porto Alegre, v.20, n.o 2 p.5-22, jul/dez, II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres. Brasília: Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres p. SAFFIOTI, H.I.B. Violência estrutural e de gênero: Mulher gosta de apanhar? Programa de Prevenção Assistência e combate à violência contra a Mulher. Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, SAFIOTTI, Heleieth. Contribuições feministas para o estudo da violência de gênero Estudos Feministas, número 1-2, julho/ dezembro. Labrys, Disponível em Acessado em 15 de junho de SAFFIOTI, Heleieth. Rearticulando Gênero e Classe Social. São Paulo: Fundação Carlos Chagas,

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