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1 Notícias Congresso Mundial da Retina International: O 15º Congresso Mundial da Retina International será organizado pela Retina Finlândia, em Helsínquia, de 30 de Junho a 5 de Julho, RI World Congress: 2008 Helsínquia, Finlândia Índice Principal Experiências Clínicas A seguinte actualização da pesquisa foi escrita pela Drª Elaine A. Richman (Richman Associates, LLC, Baltimore, MD, EUA), baseada em apresentações feitas na Reunião Anual da ARVO 2007, realizada em Forte Lauderdale, Florida, entre 6 e 10 de Maio A Neurotech lança a experiência clínica Fase II/III para tratamento da RP, utilizando o implante ECT A terapia da célula encapsulada (ECT) consiste na inserção de um minúsculo dispositivo contendo células da retina, que libertam uma proteína chamada factor neurotrófico ciliar (CNTF), para o interior do olho. A esperança é que a proteína possa resgatar fotoreceptores e reduzir a perda de visão em pacientes com Retinose Pigmentar (RP), Usher tipo II e III, e coroideremia. Começaram as inscrições para um estudo clínico Fase II/III, com vista a analisar a eficácia e segurança da ECT, monitorizar os efeitos colaterais, compará-la com outros tratamentos comuns mais usados e compilar informações que permitam que o tratamento seja usado com segurança. A Neurotech

2 Pharmaceuticals está a realizar as experiências clínicas em 14 lugares dos EUA. W. Tao, Neurotech USA, Inc, Rhode Island, EUA A experiência clínica com terapia genética para tratamento da doença Stargardt está já planeada Pesquisadores da Oxford BioMedica e Universidade de Columbia vão iniciar um estudo clínico de uma terapia genética para tratamento da doença de Stargardt, denominada StarGen. Esta doença é causada pela mutação no gene ABCA45 necessária para a produção da proteína que faz parte do funcionamento normal da célula fotoreceptora. A terapia implica a transferência de um gene normal ABCA4 para os fotoreceptores da retina que usam o sistema de fornecimento do vector lentiviral, propriedade da Oxford BioMedica. A StarGen conseguiu resultados positivos num modelo animal da doença de Stargardt. J.Kong, S.R. Kim, K.Binley, K.Doi, S.Naylor, J.R. Sparrow, P.Gouras, R.Allikmets. Oftalmologia, Universidade de Columbia, Nova Iorque, EUA. A experiência clínica da Fase II demonstra algum benefício das células da retina em desenvolvimento, transplantadas, na RP Os pesquisadores relatam que a implantação de uma camada de células em desenvolvimento da retina e RPE (Epitélio Pigmentar da Retina) sob a fóvea em seis pacientes com Retinite Pigmentar e

3 quatro pacientes com AMD (Degeneração Molecular relacionada com a Idade) melhorou a acuidade visual em três dos pacientes de RP e dois dos pacientes com AMD. (Um paciente de RP que tinha recebido um implante havia dois anos continuava a manter melhor acuidade visual, variando de 20/800 a 20/200.) Os pesquisadores continuam a estudar esta forma de transplante da retina nos seus laboratórios em Louisville, Kentucky. N.D. Radtke, M.J. Seiler, H.M. Petry, D.Pidwell, R.B. Aramant. Retina Vitreous Resource Center, Louisville, KY, USA. Experiências com terapia genética para a LCA estão já planeadas Cientistas clínicos da Universidade da Pensilvânia vão realizar uma experiência clínica de terapia genética para tratamento da Amaurose Congénita de Leber (LCA), no Hospital de Crianças de Filadélfia. Com efeito, o tratamento, que recuperou com êxito a visão funcional em mais de 50 cães com LCA, está prestes a ser experimentado em crianças e adultos com LCA causada por alterações no gene RPE65. A terapia genética é aplicada nas células epiteliais do pigmento da retina, usando um vector de vírus adeno-associado (AAV). Na Reunião Anual ARVO 2007, os pesquisadores tiveram oportunidade de informar sobre o sucesso do seu trabalho na optimização do sistema de aplicação da referida terapia. (a) J. Benzeste. Scheie Eye Institute, Filadélfia, EUA. (b) W. Hauswirth, Dept de Oftalmologia, Universidade da Florida Colégio de Medicina, EUA. (c) Alan Robin, Oftalmologia e Saude Internacional, Universidade Johns Hopkins, Baltimore, Maryland, EUA.

4 Visão Artificial Resolução espacial em pacientes de RP com prótese de retina de Segunda Visão ( Second Sight ) Os pesquisadores pediram a pacientes cegos, em que foram implantadas próteses na retina, produzindo uma visão artificial ( Segunda Visão ou Second Sight ), para indicarem a localização de clarões ou centelhas de luz (fosfenos) que eram provocados, sempre que determinados eléctrodos na prótese eram estimulados. Eles concluíram que a localização dos clarões ou centelhas de luz eram consistentes com a posição dos eléctrodos na retina. Por outro lado, relataram haver uma evidência de uma relação directa entre desempenho visual e o número de eléctrodos activos na prótese da retina. A capacidade de resolver espacialmente os modelos de luz podia ajudar os pacientes a identificar estímulos ambientais. (a) M.J. McMahon et al. Second Sight Medical Prod Inc, ylmar, C, EUA. (b) Instituto da Retina, Instituto de Olhos Doheny, Los Angeles, CA, EUA. Estimulação do nervo óptico AV-DONE provoca fosfenos (fotopsia) em pacientes de RP Eléctrodos inseridos no nervo óptico de dois pacientes de RP que tinham a capacidade de distinguir somente luz, provocaram o

5 aparecimento de fosfenos, que os pacientes descreveram como sendo redondos ou ovais e de tamanho variando entre a cabeça de um fósforo e uma bola de futebol. A abordagem, denominada visão artificial através de eléctrodo directo no nervo óptico (AV- DONE), está ser estudada, com vista a uma utilização mais alargada. H.Sakaguchi, E.Yonezawa, H.Kanda, M.Ozawa, M.Kamei, T.Fujikado, O.Ustariz-Gonzalez, A.Solis-Vivanco, H.Quiroz- Mercado, Y.Tano. Oftalmologia, Universidade de Osaka Escola Médica, Osaka, Japão. Resposta em pacientes de RP aos conjuntos de microfotodiodos (MPDA) da Retina Implant GmbH O resultado de um outro implante subretiniano, em oito pacientes com RP um conjunto microfotodiodo (MPDA) da companhia Retina Implant GmbH foi também apresentado na Reunião Anual ARVO Embora um paciente cego há mais de 30 anos não tenha demonstrado qualquer resposta à estimulação do implante, diversos outros pacientes, em testes de percepção visual e de luminosidade, foram capazes de distinguir linhas horizontais de verticais e a direcção do movimento de pontos. Além disso, os pesquisadores referiram, que a luminosidade e tamanho das imagens eram proporcionais ao nível de voltagem aplicada, através dos eléctrodos. E. Zrenner, Oftalmologia, Centro de Oftalmologia, Universidade de Tuebingen Alemanha.

6 Estudos do gene Os microconjuntos SNP* identificam mutações novas nos pacientes com LCA e RP juvenil Até agora, as mutações em 11 genes foram associadas ao o LCA autossómico recessivo e ao RP juvenil. Os investigadores falaram sobre o sucesso do mapeamento da homozigosidade, usando conjuntos SNP* para identificar mutações em genes conhecidos e para identificar novas doenças causadoras de variações genéticas. *marcadores moleculares designados por polimorfismos nucleotídicos simples (SNPs), A.I. Den Hollander, I.Lopez, S.Yzer, K.W. Littink, M.A. Musarella, G.A. Fishman, I.H. Maumenee, K.Rohrschneider, F.P. M. Cremers, R.K. Koenekoop. Genética Ocular McGill Ctr/Oftalmologia Pediátrica, Centro de Saúde da Universidade McGill, Montreal, Canada. Microconjuntos novos para ADRP e XLRP Os investigadores relatam ter projectado e validado com sucesso dois microconjuntos genotípicos, um para a Retinose Pigmentar Autossómica Ddominante (ADRP) e o outro para a Retinose Pigmentar com lig-x (XLRP), contendo todos os genes e mutações associadas conhecidas. Dizem que este representa o primeiro chip completo da doença para ADRP e XLRP. A despistagem em grande escala poderia facilitar o diagnóstico, detectar variações genéticas novas, e identificar pacientes para ensaios clínicos e futuros tratamentos. J.Zernant, H.Roomere, I.Lopez, C.Ayuso, S.Banfi, F.P. M. Cremers, R.K. Koenekoop., R. Allikmets. Oftalmologia, Universidade de Columbia, Nova Iorque, EUA.

7 Um novo modelo de rato com perda da função do fotoreceptor dos cones Ao ensaiarem uma variedade de estirpes de ratos, os investigadores encontraram recentemente um, que mostra a perda progressiva da função do fotoreceptor dos cones. A mutação foi designada por perda 7 da função do fotoreceptor dos cones (cpfl7). (Os 7 referem a mutação que é a sétima associada com o mau funcionamento dos cones nos ratos.) Os investigadores estudaram as características anatómicas, genéticas e funcionais da retina neste tipo de rato. A análise genética revela uma mutação autossómica recessiva no seu cromossoma 19. Os pesquisadores planeiam usar este modelo animal para estudar a perda da função fotoreceptora dos cones. N.L. Hawes, B.S. Harris, R.E. Hurd, P.Ward Bailey, J.Wang, M.T. Davisson, S.Nusinowitz, J.Heckenlively, B. Chang. Laboratório Jackson, Bar Harbor, ME, EUA. Restauração pela terapia genética da função retiniana em modelos de rato, da acromatopsia humana Os investigadores relatam a restauração da visão funcional nos ratos com uma mutação num gene (Gnat2) que codifica normalmente uma proteína chamada alfa-transducin, que é necessária aos fotoreceptores dos cones, para assegurar a sua condição saudável de sobrevivência. Os ratos são usados como um modelo para estudar a perturbação da visão, conhecida como

8 acromatopsia humana. (Os indivíduos com acromatopsia têm visão Central deficiente,o que implica uma visão de cores igualmente deficiente, por causa da perda de cones). Os investigadores injectaram o gene sob a retina dos ratos. Dois meses depois, ensaiaram a actividade eléctrica nas retinas e constataram que a maioria dos ratos tinha respondido positivamente à terapia genética. W.Deng, J.J. Alexander, S.H. Min, Q.Li, J.Pang, J.Li, B.Chang, J.Lem, W.W. Hauswirth. Dept de Oftalmologia, Universidade da Florida Colégio de Medicina, Gainesville, FL, EUA. A terapia genética não evita a degenerescência dos fotoreceptores no rato rds Este tipo de rato é um modelo do RP recessivo. Falta-lhe um gene normal para fazer a proteína periferina que é necessária aos discos dos segmentos exteriores das células fotoreceptoras, bastonetes e cones. Os investigadores referiram um esforço que vem sendo feito para proteger os fotoreceptores, através da transferência de genes do factor neurotrófico ciliar (CNTF). Foi injectado AAV- CNTF intravítreo num dos olhos de ratos rds e, quatro meses mais tarde, compararam as propriedades eléctricas e o aspecto da retina, nos olhos tratados e não tratados. Verificaram que o CNTF aplicado no vítreo, através da transferência do gene, não impediu que os fotoreceptores se degenerassem. R.E. MacLaren, P.K. Buch, A.Georgiadis, M.Tschernutter, R.A. Pearson, A.J. Smith, R.R. Ali. Div de Terapia Molecular, Instituto de Oftalmologia/UCL, Londres, Inglaterra.

9 Os investigadores esperam prever as taxas da severidade e da progressão de ADRP, baseadas no tipo de mutação que afecta a proteína da rodopsina. As mutações no gene que codificam a proteína rodopsina representam até 40% dos casos da Retinose dominante Autossómica Pigmentar (ADRP). Os investigadores procuraram uma correlação entre a severidade e as taxas de progressão de ADRP e a mutação específica no gene que afecta então uma parcela discreta da molécula da rodopsina. No seu estudo de quatro famílias com mutações diferentes no gene da rodopsina, constataram que as mutações de R135L e de R135W causaram doença difusa e severa. A mutação de R135W causou uma RP mais severa, mais rápida e mais progressiva. A mutação de P180A foi relacionada com um fenótipo moderado (traços ou características perceptíveis) com variabilidade regional. A mutação de G188R conduziu à doença difusa de severidade moderada. Se caracterizarmos o impacto de mutações particulares da rodopsina, iremos melhorar o conhecimento da RP e produzir informação que poderá ajudar os médicos e pacientes a prever o rumo da doença. D.Man, K.T. Gallaher, N.Yanamala, N.Waseem, B.J. Jennings, E.Reese, K.Gerwert, S.S. Bhattacharya1, A.Iannaccone, J.Klein- Seetharaman. Genética Molecular, UCL Instituto de Oftalmologia, Londres, Inglaterra. Os investigadores mostraram igualmente que a mesma mutação em pessoas diferentes nem sempre produz o mesmo fenótipo da doença. Isto sugere que outros genes estejam a modificar a manifestação da mutação compartilhada. D.J. Sidjanin, K.Schneck, E.Reese, A.Iannaccone. Oftfhalmologia/Instituto de Olhos Hamilton, UTHSC, Memphis, TN, EUA.

10 Alterações do olfacto encontradas em alguns pacientes de LCA As mutações no gene CEP290 são comuns nos pacientes com Amaurose congénita de Leber (LCA). Depois de se ter verificado que um modelo de rato com um defeito genético similar tinha uma deficiência no sentido do olfacto, os investigadores decidiram proceder a testes em pacientes de LCA com a mutação CEP290 e em portadores da deficiência. Assim, foram realizados testes em quatro pacientes e dois portadores, sendo que todos negaram ter problemas de olfacto. Os testes, contudo, revelaram que todos os pacientes tiveram a função do olfacto significativamente afectada. Um portador teve uma redução severa no olfacto e outro teve uma redução moderada. A deficiência orgânica pode estar relacionada com a manifestação nos cílios dos neurónios olfactivos, embora nem todos os pacientes de RP com ciliopatias tenham disfunção olfactiva. Os investigadores sugerem que o teste olfactivo possa fornecer uma maneira simples de identificar um subgrupo de pacientes com esta deficiência específica. R.K. Koenekoop1, R.Hannant, H.Khanna, D.P. McEwen, P.Jenkins, C.Brown, A.I. den Hollander, F.P. M. Cremers, J.Martens, A.Swaroop. Oftalmologia/Neurologia-Neurocirurgia, Universidade McGill-Hospital de Crianças, Montreal, Canada. Estudo genético e do fenótipo de pacientes com LCA na Itália

11 Os investigadores que realizam uma análise detalhada de mutações genéticas, em pacientes italianos com LCA, e igualmente uma análise do genótipo, fenótipo, conseguiram identificar a mutação genética em 28% de 95 pacientes. RPE65, GUCY2D, e CRB1 eram as mutações mais comuns. Quase todos os pacientes RPE65 revelaram uma espessura macular normal, em Tomografias de Coerência Óptica (OCT), enquanto que aqueles com mutações CRB1 mostraram espessura macular reduzida e uma retina com uma aparência grosseiramente laminada. A fluorescência do fundo do olho, que foi observada em aproximadamente um terço dos pacientes com mutações de RPE65 e de GUCY2D, não era visível nos pacientes CRB1. Os investigadores planeiam estudos adicionais para investigar uma associação possível entre a autofluorescência do fundo do olho e os resultados das OCT s. F.Testa, S.Rossi, P.E. Bianchi, E.Fazzi, M.Fossarello, C.Ziviello, A.Auricchio, E.Rinaldi, F.Simonelli, S.Banfi. Instituto Telethon de Genética e Medicina (TIGEM), Nápoles, Itália. Pesquisa das Células Tronco ou Embrionárias As células embrionárias humanas (hesc) que ainda não se transformaram num ou outro tipo de células podem ser estimuladas a transformarem-se em células epiteliais do pigmento da retina -RPE ou células progenitoras da retina, dizem os pesquisadores que estudam maneiras de preparar as células para o transplante na retina de pessoas com doenças degenerativas. Estudaram a influência no hesc de vários ambientes de cultura, em cadinhos no laboratório; eles relataram que as células imaturas assumiram as características biológicas de RPE da retina.

12 J.Gong, O.Sagiv, H.Cai, S.H. Tsang, L.V. Del Priore. Oftalmologia, Universidade de Columbia, Nova Iorque, EUA. Outros investigadores relatam observações similares, em que usam células progenitoras da retina e as desenvolvem em ambientes especiais, no laboratório (cultura de células). As células mostraram características de gânglio retiniano e de células bipolares. O tipo da célula foi confirmado, procurando manifestações da proteína que lhe é peculiar. K.Dutt1, R.Kumar, Y.Cao. Pathology. Escola de Medicina Morehouse, Atlanta, GA, EUA. Outras Áreas Baixos níveis de DHA encontrados em glóbulos vermelhos dos pacientes com distrofias da retina O ácido Docosahexaenóico (DHA) é um ácido, gordo encontrado normalmente nas paredes das células em todo o corpo, sendo especialmente abundante na retina. Quando os investigadores consideraram os níveis de DHA no sangue, como um indicador de DHA da retina, encontraram níveis inferiores nos pacientes com RP, comparado com os normais. Os pacientes com RP Recessivo lig-x ou Autossómico tiveram os mais baixos níveis de DHA (33% abaixo do normal). Os baixos níveis foram igualmente encontrados nos pacientes com degenerescência macular de Stargardt (17% abaixo do normal), Amaurose congénita de Leber (14%), coroideremia (20%), retinosquise (26%), e distrofia das células cone (20%). O suplemento nutritivo de DHA que eleva o DHA no sangue está sob investigação para o tratamento do RP

13 D.R. Hoffman, D.K. H. Wheaton, D.G. Birch. Fundação da Retina do Sudoeste, Texas, EUA. Modelos adicionais de rato para o síndroma de Usher Novos modelos de ratos para estudar a síndroma de Usher foram desenvolvidos. Um é um modelo do rato da síndroma de Usher do tipo 2ª; o outro é um modelo de Usher do tipo 1C. Este rato tem a mesma deleção do ADN encontrado nos pacientes. Ambos os modelos de ratos têm deficiências de audição e visão e podem ser usados para estudar terapias potenciais. J.J. Lentz, W.C. Gordon, H.Farris, S.Sampath, P.D. Deininger, N.G. Bazan1, B.J. Keats. Oftalmologia e Neurociência, Centro de Serviços de Saúde LSu, Nova Orleães, LA, EUA. Pacientes com RP referem benefícios de medicina complementar e alternativa As pessoas com RP indicam frequentemente que a qualidade da sua visão é afectada pelo stress. As respostas a um questionário, colocado num fórum online, mostraram que a utilização de medicina complementar e alternativa (CAM) pode ajudar a aliviar o stress. Os inquiridos referiram o uso de suplementos nutritivos (por exemplo, luteína, uva-do-monte, palmitato da vitamina A, DHA), meditação, ioga, terapia da mente-corpo, massagem, terapias do movimento ou da energia, acupunctura, e a fitoterapia/aromaterapia. Os investigadores concluem que as

14 informações sobre a melhoria da visão, que os inquiridos atribuiram ao CAM e também as melhorias do bem-estar físico e emocional, exigem pesquisa adicional para que possam ser conclusivas. A.K. Kiser, L.Yang, G.Dagnelie. Centro de Visão de Lions, Universidade Johns Hopkins, Baltimore, MD, EUA. Autofluorescência do fundo do olho para avaliação da função visual na RP Investigadores estudaram, em 186 pacientes com RP, a correlação entre a acuidade visual melhor corrigida e a intensidade da autofluorescência do fundo do olho (FAF) na mácula. Encontraram uma correlação significativa entre as duas, indiciando que a FAF poderia ser uma ferramenta útil para avaliar a função macular na RP. A.Hagiwara, K.Ogata, K.Okada, S.Mizunoya, T.Sugawara, S.Yamamoto. Departmento de Oftalmologia, Universidade Chiba, Escola de Graduados de Medicina, Chiba, Japão. RP na Irlanda do Norte A Irlanda do Norte tem uma população de aproximadamente Entre este grupo, aproximadamente 475 têm RP (dominante autossómica 21%; recessiva autossómica 20%, 12% lig-x; 47% sem antecedentes familiares). A genotipagem revelou as mutações que envolvem genes RHO, USH, e RPGR. Os investigadores não vêem nenhuma diferença na epidemiologia do

15 RP na Irlanda do Norte e noutras partes. Propuseram a criação de uma base de dados de RP para a Irlanda do Norte. J.J. O'Neill, G.J. McKay, D.A. Simpson, G.Silvestri. Dept. de Oftalmologia, Universidade de Queens, Belfast, Belfast, Irlanda do Norte. Base de dados Pan-Européia para avaliação de dados clínicos e genéticos na AMD Uma base de dados foi desenvolvida para que clínicos e os investigadores europeus relatem e analisem convenientemente dados clínicos e genéticos dos pacientes com AMD. A base de dados é um projecto do EVI-GENORET, um consórcio de sócios académicos e industriais constituído para desenvolver uma base de dados europeia, integrada com dados do genótipo, fenótipo, em desenvolvimento e funcionais, sobre a retina, na saúde e na doença. O projecto da base de dados e o sistema de relatórios tornam esta base de fácil acesso. Não há nenhuma exigência especial de software ou de hardware para os utilizadores. Os clínicos completam um formulário electrónico seguro, padronizado que podem continuar a usar para controlar dados clínicos subsequentes. Para mais informação, veja o programa FP6 CORDIS (EC-FP ). C.Bellmann, H.P. N. Scholl, R.Wilke, A.Webster, U.Chakravarthy, F.G. Holz, O.Poch, J.Cunha-Vaz, J.A. Sahel, E.Zrenner. Oftalmologia, Centro de Oftalmologia, Universidade de Tuebingen, Alemanha.

16 Imagiologia Oftálmica A ARVO lançou três sessões este ano, como parte de um programa para membros da ARVO, cujos interesses científicos abrangem várias disciplinas. Entre estes grupos transversais, estava o grupo de Imagiologia Oftálmica presidido pelo Dr. Wolfgang Drexler da escola de Ciências da Optometria e da Visão na Universidade de Cardiff no País de Gales. O seu grupo está a desenvolver imagens subcelulares, moleculares e funcionais em 3 dimensões, para aplicações biomédicas. Entre os palestrantes na sessão especial estava o Dr. Austin Roorda da Universidade da Califórnia, Berkeley, demonstrando como um sistema óptico adaptável permite o acesso microscópico ao olho e pode ser usado para estudar as células da retina e do epitélio pigmentar retiniano (RPE). Esta tecnologia apresenta novas opções para observar a patologia do olho e o impacto dos diversos tratamentos

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