Desde longa data são conhecidos alguns

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Desde longa data são conhecidos alguns"

Transcrição

1 Doença Hepática Alcoólica: Diagnóstico e Tratamento Prof. Dr. Moysés Mincis 1 Prof. Dr. Ricardo Mincis 2 Desde longa data são conhecidos alguns dos malefícios que o consumo excessivo de bebidas que contêm álcool (álcool etílico ou etanol) pode causar. Em trabalho recente se concluiu que o consumo diário de vinho tinto, em doses consideradas pequenas, atuou como protetor de coronárias. (1) As conclusões de trabalhos como esse devem ser muito cuidadosas, não devem significar estímulo para o consumo de bebidas alcoólicas. É indispensável visão global, salientando seus enormes riscos quando consumidas de modo excessivo. Vale lembrar também que mesmo em doses diárias pequenas há o risco de desenvolver dependência (sendo esta imprevisível). Os efeitos benéficos mencionados não foram verificados em todos os trabalhos. Em estudo epidemiológico, o mencionado consumo de etanol (em qualquer bebida alcoólica) não diminuiu os índices de mortalidade por doença coronariana. (2) Se fosse recomendar-se o consumo de álcool como cardioprotetor, deveria ser a partir de que idade? Cerca de 75% dos acidentes fatais com veículos ocorreram em pacientes com menos de 50 anos. Morrem, portanto, antes de iniciarem o consumo de álcool como tratamento (53 anos de idade dos pacientes do citado trabalho de Mukamal et al., 2003). (1) Como comentado em outros trabalhos, o uso de álcool em indivíduos de meia-idade não se justifica como terapêutica. (2,3) Mesmo em estudo de metanálise não houve evidência de efeito benéfico de vinho em homens sobre doença vascular. (4) Os trabalhos realizados, a partir de 1960, possibilitaram demonstrar a hepatotoxicidade do etanol. (5) Alguns autores verificaram que o etanol produziu esteatose, com evidentes alterações ultra-estruturais em ratos e no homem, assim como fibrose e cirrose em macacos. Dados epidemiológicos também reforçam os argumentos a favor da existência de efeito hepatotóxico do álcool. A hepatotoxicidade do etanol está intimamente relacionada com o metabolismo do etanol, que se processa principalmente no fígado. O álcool é a principal causa de cirrose nos países ocidentais. Estudos epidemiológicos possibilitaram demonstrar que há correlação entre consumo per capita de álcool e índices de mortalidade por cirrose em vários países do mundo. Para ressaltar a importância da doença hepática alcoólica (DHA), mencionaremos trabalho prospectivo realizado nos EUA. Os autores estudaram 280 pacientes com DHA. Após 48 meses de seguimento, verificaram que mais da metade do grupo com cirrose e dois terços dos que tinham cirrose e hepatite alcoólica (HA) haviam falecido. (6) A doença hepática alcoólica é a causa mais freqüente de disfunção hepática nos EUA. Essa ocorrência naquele país está também relacionada com o consumo elevado de bebidas alcoólicas, onde cerca de metade da população adulta consome regularmente bebidas alcoólicas e 15 a 20 milhões de indivíduos são alcoólatras. Em alguns hospitais universitários, o álcool é atualmente a principal causa da cirrose, entre os cirróticos in- Prof. Dr. Moysés Mincis (à esq.) e Prof. Dr. Ricardo Mincis 1 - Professor Titular da Disciplina de Gastroenterologia da Unifesp/EPM. Professor Titular da Disciplina de Gastroenterologia da Faculdade de Ciências Médicas de Santos. 2 - Professor Mestre da Disciplina de Gastroenterologia da Faculdade de Ciências Médicas de Santos. Prática Hospitalar Ano VIII Nº 48 Nov-Dez/

2 ternados. (7) No Brasil, onde, segundo dados da Secretaria Nacional Antidrogas, há 11% de indivíduos dependentes do álcool, a incidência de doença hepática alcoólica parece ser elevada. Não há, contudo, dados sobre essa incidência, como um todo, abrangendo muitos Estados em nosso país. Em Inquérito Nacional realizado em 1991, com dados fornecidos por alguns Estados, a prevalência de cirrose alcoólica variou entre 12% a 30% dos etilistas estudados. (8) O consumo de etanol pode causar os seguintes tipos de lesões hepáticas: esteatose, hepatite alcoólica, cirrose, fibrose perivenular, hepatite crônica ativa, fibrose alcoólica (no Japão), hepatocarcinoma, lesões venosas oclusivas, degeneração gordurosa microvesicular, colangite microscópica. A esteatose é a primeira e a mais freqüente das lesões hepáticas, induzidas pelo etanol, podendo ser a única ou estar associada com outra(s) lesão(ões), como hepatite alcoólica e cirrose. Esta surge, invariavelmente, após ingestão de altas doses de álcool, especialmente após três a sete dias de consumo etílico. A esteatose alcoólica pode evoluir, com a continuação da ingestão etílica, para fibrose e cirrose. Cerca de 10% a 35% dos pacientes com esteatose desenvolvem HA e 10% a 20% cirrose. (5) Segundo dados da literatura, a prevalência da hepatite alcoólica variou entre 8% e 63%, considerando trabalhos em diversos países. (9) É a lesão pré-cirrótica mais importante. Autores relatam cirrose hepática em 50% dos casos de hepatite alcoólica. Os índices de mortalidade por hepatite alcoólica variaram, conforme os trabalhos consultados, de 0% a 13,5% nas formas leves e de 29% a 55% nas formas graves. (9) A hepatite alcoólica comumente só se desenvolve em pacientes que consomem pelo menos 80 g de álcool etílico ao dia, durante pelo menos cinco anos (geralmente dez anos ou mais). A cirrose hepática é a fase da DHA considerada irreversível. A incidência da cirrose varia entre 12% e 30%, conforme os trabalhos consultados. (7) A cirrose só se estabeleceria após período mínimo de dez anos do consumo etílico. (7) A fibrose perivenular caracteriza-se pela presença de fibrose em torno da veia hepática, com extensão de pelo menos 2/3 e espessura superior a 4 mm. É considerada lesão pré-cirrótica. (5) Embora raramente o consumo crônico de etanol pode causar quadro histológico caracterizado pela presença de piecemeal necroses. Cerca de 5% dos pacientes com cirrose alcoólica desenvolvem carcinoma hepatocelular (10) (que pode também, embora raramente, se desenvolver em alcoólatras sem cirrose). Os fatores de risco para doença hepática alcoólica são: quantidade de álcool ingerida, duração (tempo) da ingestão, continuidade, sexo feminino, desnutrição, substâncias hepatotóxicas em bebidas alcoólicas, outras condições patológicas (obesidade, deposição de ferro), hepatites pelos vírus B e C, fator genético (predisponente). (5,11) Metabolismo do Etanol e suas Conseqüências Analisaremos resumidamente esse item, sendo que mais detalhes constam de outra publicação. (5) O álcool é absorvido por difusão passiva simples sem sofrer processos de digestão. Cerca de 75% do álcool ingerido é absorvido no estômago e 25% nos intestinos, principalmente ao nível de jejuno proximal. Excesso de ingestão de álcool altera a absorção de nutrientes, tais como vitaminas, proteínas, aminoácidos, desencadeando desnutrição e o dano hepático de muitos alcoólicos. O metabolismo normal de outros nutrientes, tais como o dos lipídios, pode ser alterado pelo metabolismo do etanol (que, como mencionado, ocorre quase exclusivamente no fígado), contribuindo para a formação de espécies de oxigênio reativo, causando estresse e depleção de glutationa, fatores que exacerbam o dano hepático. O estresse oxidativo induzido pelo etanol desempenha papel fundamental no mecanismo pelo qual o etanol produz dano hepático. (12) Álcool também interfere com o ciclo do folato, resultando hipometilação de DNA e pode predispor ao câncer. O álcool pode ser oxidado por três vias: ADH (álcool-desidrogenase) localizada no citosol ou fração solúvel, MEOS (sistema microssômico de oxidação do etanol localizado no retículo endoplasmático) e catalase (acredita-se que essa via não tenha papel significante no homem). A principal via é a ADH, que produz aldeído acético, que pode formar complexos estáveis de aldeído acético-proteína, que é imunogênico, sendo capaz de induzir dano inflamatório no fígado. Como conseqüência da oxidação via ADH há maior produção de NADH, causando alterações nos metabolismos dos lipídios, hidratos de carbono, ácido úrico e diminuição da síntese protéica, aumento de colágeno e esteatose. A indução do citocromo P4502E1 pelo consumo crônico de etanol desempenha papel importante na patogenia da DHA e altera o metabolismo de outros compostos, como o do acetaminofeno e ambiental de pró-carcinógenos. Em vários trabalhos recentes destaca-se a importância de determinantes genéticos do alcoolismo e da DHA. (13,14) Para se contrapor aos malefícios do consumo excessivo do álcool, alguns autores mencionam que o café e o chá reduzem o risco de doença hepática crônica nos EUA. (15) No Japão, o consumo habitual de café foi capaz, em um estudo, de reduzir o risco de hepatocarcinoma. Alguns autores admitem e outros não, que o vinho seja menos hepatotóxico que outras bebidas alcoólicas. Diagnóstico O estudo diagnóstico da DHA deve incluir: anamnese, exame físico, exames laboratoriais, métodos diagnósticos por imagem, dados morfológicos e avaliação da resposta (clínica e laboratorial) após a 114 Prática Hospitalar Ano VIII Nº 48 Nov-Dez/2006

3 abstenção alcoólica. O dado mais importante por ocasião da anamnese é procurar conhecer bem os hábitos etílicos. Os alcoólatras freqüentemente subestimam sua ingestão de álcool, informando que bebem socialmente. Deve-se também procurar saber se há história familiar de alcoolismo, uso de medicamentos que podem causar interação com o álcool, distúrbios da personalidade e a existência de doenças que poderiam ser causadas pelo efeito do álcool (exemplo: polineurite), entre outros dados. (16) Os pacientes com DHA podem ou não apresentar sintomas. Esses são inespecíficos e compreendem principalmente anorexia, náuseas, vômitos, emagrecimento e dores abdominais. Esses sintomas podem existir nas formas leves e intensas. Nas leves não há dados sugestivos de insuficiência hepatocelular ou de hipertensão portal. Nas formas intensas, com encefalopatia hepática há alterações psíquicas (desorientação temporoespacial, confusão, sonolência, letargia). Para se formular a hipótese diagnóstica de DHA, o consumo diário de álcool deve ser no mínimo de 40 g para a mulher e de 80 g para o homem, durante período de pelo menos um ano. Ao exame físico pode haver febre, aranhas vasculares, icterícia, ginecomastia, eritema palmar, hepatoesplenomegalia, entre outros sinais. A hepatomegalia está presente aproximadamente em 80% dos casos de DHA (em pacientes que continuam ingerindo bebidas alcoólicas). (5) Nas formas intensas, com encefalopatia, há sinais que caracterizam essa complicação hepática. A ascite está presente em 80% das formas intensas. Muitos pacientes apresentam também sinais relacionados com a síndrome de feminização: ginecomastia, perda de pêlos e atrofia testicular. Entre os exames laboratoriais merecem destaque aspartato aminotransferase (AST) e alanina aminotransferase (ALT) que não ultrapassam 300 UI/L, exceto em poucos pacientes com necrose esclerosante hialina ou quando há associadamente doença hepática induzida pelo paracetamol ou hepatite viral. AST/ALT 2 é muito sugestivo de hepatite ou cirrose alcoólicas. A gama-glutamiltransferase (GGT) está aumentada em número considerável de pacientes com DHA, mas pode também estar elevada em alcoólatras sem hepatopatia evidente e ainda em algumas doenças não hepáticas. Altos índices de GGT/FA são mais sugestivos de DHA do que de doença hepática não-alcoólica. As determinações dos níveis de albuminemia, do tempo de protrombina e da bilirrubinemia são úteis para detectar disfunção hepática. A denominada função discriminante (FD) de Maddrey et al. é muito útil para avaliação prognóstica da HA. (17) A FD é calculada determinando os níveis séricos de bilirrubina (em µmol/l) e o tempo de protrombina, utilizando a seguinte equação: FD = 4,6 (tempo de protrombina tempo controle) + níveis de bilirrubina/17,1). A divisão do nível de bilirrubina por 17,1 só deve ser feita quando o nível de bilirrubina for expresso em mg/dl, a fim de converter para µmol/l. Valores de 32 ou mais denotam doença hepática intensa, com índice de mortalidade em quatro semanas superior a 35%. Recentemente foi sugerido modelo para avaliar a fase final de doença hepática como fator preditivo de mortalidade de HA, em 30 e 90 dias, especialmente entre os que apresentam ascite e/ou encefalopatia. Esse modelo (MELD) baseia-se em três variáveis: creatinina sérica, bilirrubinas séricas e índice internacional normalizado (INR) para tempo de protrombina. Esse modelo é considerado superior ao teste da FD de Maddrey e escores de Child-Turcote-Pugh. (18,19) Surgiram recentemente vários testes bioquímicos para o estudo diagnóstico de DHA (5- hydroxytryptophol (metabólito urinário da serotonina), ethylglucuronide etilsulfato, peptídeo do pró-colágeno tipo III, transferrina carboidrato-deficiente, entre outros). Entretanto, não apresentam sensibilidade e especificidade que possibilitam diagnóstico de certeza de alcoolismo e de DHA. Embora os testes laboratoriais sejam úteis para o estudo diagnóstico da DHA, nem sempre há correlação entre os seus resultados e os dados histológicos. Alguns exames devem, por vezes, ser realizados para excluir doença hepática não-alcoólica: hepatite crônica viral (vírus B ou C), hepatopatias auto-imunes, hemocromatose genética, doença de Wilson, entre outras. A ultra-sonografia apresenta grande sensibilidade para o diagnóstico de esteatose, porém de especificidade relativamente baixa. Alguns autores consideram a existência do denominado pseudo-sinal dos canais paralelos de utilidade para o diagnóstico de HA (a sensibilidade seria de 82%, a especificidade de 87% e a acurácia de 84%). Esse sinal não foi observado em pacientes com hepatopatias não-alcoólicas e tampouco em indivíduos sadios. A ultra-sonografia pode ser útil para o diagnóstico diferencial com icterícia obstrutiva. A tomografia computadorizada pode mostrar dados sugestivos de esteatose e aspecto característico de fibrose hepática confluente na cirrose hepática avançada. A ressonância magnética é útil para o diagnóstico de esteatose, cirrose e para o diagnóstico diferencial entre cirrose alcoólica e cirrose biliar primária, além de identificar nódulos regenerativos (estes podem, à ultra-sonografia e à tomografia computadorizada, mimetizar hepatocarcinoma). Esofagogastroduodenoscopia pode mostrar se há varizes do esôfago, que podem existir mesmo na ausência de cirrose hepática. (17) Apesar da importância dos dados clínicos, testes laboratoriais e dos métodos diagnósticos por imagem, o diagnóstico de DHA, do tipo de lesão e de sua atividade só pode ser estabelecido com a inclusão de dados morfológicos, fornecidos pela laparoscopia e biópsia. Entretanto, os dados morfológicos, sem o conhecimento dos dados clínicos (especialmente os hábitos etílicos) não possibilitam o diagnóstico de doença hepática de etiologia alcoólica. Além disso, os dados do exame histológico não informam sobre a disfunção hepática (e desse modo não substituem os testes de função hepática). Por outro lado, devemos lembrar que freqüentemente a biópsia hepática não é realizada por várias razões. Dado importante para o diagnóstico de DHA é a melhora marcante, clínica e laboratorial, que surge após abstenção alcoólica. Contudo, a ausência dessa melhora não permite excluir a hipótese de DHA. Prática Hospitalar Ano VIII Nº 48 Nov-Dez/

4 Tratamento 1. Abstenção total de bebidas alcoólicas. É de fundamental importância para o tratamento. A esteatose não é, como se supunha, lesão sempre benigna. Além de poder evoluir (sem fase intermediária) para a cirrose, pode ser importante por ocasião de transplante hepático e em ressecções do fígado. Órgãos de doadores com esteatose são mais propensos ao desenvolvimento de falência primária do enxerto. Órgãos com esteatose intensa devem ser descartados (com relação ao transplante). A presença de esteatose também tem sido vista como potencial fator de risco para grandes cirurgias. Assim sendo, a esteatose (mesmo leve) deve ser tratada. Dependendo de sua intensidade, essa lesão pode desaparecer após uma a seis semanas de abstenção alcoólica e dieta normal. A HA pode regredir e o fígado se apresentar histologicamente normal após período de cessação de ingestão etílica. Essa cessação é importante, embora não suficiente em muitos casos, para a regressão de HA. Como mencionado, a cirrose é a fase irreversível da doença hepática, podendo se apresentar sob as formas compensada (sem ascite ou icterícia) ou descompensada. (20) A abstenção alcoólica em pacientes com cirrose de etiologia etílica pode aumentar a sobrevida, principalmente entre os que apresentam a forma compensada. A fibrose perivenular, a hepatite crônica ativa e a degeneração gordurosa microvesicular podem, em alguns casos, regredir após abstinência alcoólica. Quanto ao tratamento da dependência etílica, a Food and Drug Administration dos EUA aprovou dois medicamentos: dissulfiram e naltrexona. Se durante o uso de dissulfiram houver ingestão alcoólica, há aumento da concentração de aldeído acético (que não se converte em acetato) e que é tóxico para o sistema nervoso central. Os sintomas que podem surgir são: náuseas, vômitos, rubor facial e grande desconforto. Pode ocorrer também aumento da pressão arterial. Os efeitos colaterais da droga em si são raros e incluem algumas formas de neuropatia, surtos psicóticos e aumento do tempo de ação de anticoagulantes, anticonvulsivantes e antidepressivos. A dose é de 250 mg ao dia. A naltrexona é antagonista opiáceo. Estudos controlados têm demonstrado que uma dose de 50 mg ao dia por 12 semanas diminui consideravelmente o desejo de beber, a taxa de recaídas e a gravidade das mesmas. Doses diárias acima de 50 mg podem induzir hepatotoxicidade dose-dependente, o que contra-indica o uso em pacientes com hepatite aguda e insuficiência hepática. Naltrexona é a melhor escolha se o paciente não está em abstenção etílica pelo menos três ou cinco dias. (16) Efeitos adversos: náuseas, vômitos, cefaléia, vertigens, insônia, fadiga e sonolência. 2. Repouso. É recomendado na HA e nas formas descompensadas da DHA, com ascite, icterícia ou encefalopatia. 3. Tratamento sintomático. Das náuseas, vômitos e dores abdominais. Se for necessário usar analgésicos, preferir acetaminofeno, em doses não superiores a 2 g ao dia. 4. Correção dos distúrbios hidroeletrolíticos e metabólicos. Da desnutrição protéico-calórica, das deficiências vitamínicas e do ácido fólico. 5. Administração endovenosa de aminoácidos. Na dose diária de 80 g, associadamente com dieta de 100 g de proteínas e calorias ao dia, que pode reduzir a hiperbilirrubinemia, elevar a concentração sérica de albumina e diminuir o índice de mortalidade em pacientes com HA. 6. Soluções ricas em aminoácidos ramificados (leucina, isoleucina, valinas, quando houver encefalopatia hepática). 7. Cuidados. Relativos à retenção de líquidos, disfunção renal, infecções e hemorragias gastrointestinais. 8. Erradicação. Do Helicobacter pylori (Hp) em pacientes com HA e encefalopatia hepática está indicada, segundo alguns autores; pois diminui a formação de amônia (houve em alguns trabalhos aumento da prevalência de Hp na HA). Não há, contudo, consenso quanto a essa indicação. Tratamento específico Corticosteróides. Os corticosteróides têm, entre outros, os seguintes efeitos benéficos: aumentam o apetite, que está geralmente diminuído em etilistas; atuam como antiinflamatório; podem proteger membranas plasmáticas e de organelas contra efeitos tóxicos do etanol e de seus metabólitos; poderiam atenuar a ação citotóxica de anticorpos células T-dependente, assim como da linfocina por essas produzidas; diminuem a produção das interleucinas 6 e 8 e fator alfa de necrose tumoral; inibem a adesão de neutrófilos em células endoteliais. Os corticosteróides também aumentam a produção de albumina e inibem a dos colágenos I e IV. Entretanto, o seu emprego pode favorecer o aparecimento de infecções, septicemia, em pacientes com DHA, os quais são geralmente imunodeprimidos; podem desencadear, embora raramente, pancreatite aguda, quadros psicóticos, e favorecer infecções por vírus. Esses medicamentos estão indicados no tratamento da forma intensa da HA, em pacientes que não estejam apresentando hemorragia gastrointestinal ou infecções. Consideramos forma intensa da HA quando a função discriminante for maior que 32 ou quando houver encefalopatia espontânea. Os corticosteróides estão contra-indicados em doentes com o vírus da hepatite B, Aids e, possivelmente, com o vírus da hepatite C. A revisão da literatura permite verificar que foram utilizados os seguintes corticosteróides: prednisona, prednisolona e 5-metilprednisolona, doses que variam de, aproximadamente, 35 a 80 mg ao dia durante (na maioria dos trabalhos) quatro a seis semanas. Os efeitos benéficos desses medicamentos (na mencionada forma intensa da HA), diminuindo os índices de mortalidade, duram pelo menos um ano, prednisolona seria melhor que prednisona, (21) a qual requer a conversão para prednisolona (forma ativa). Quanto às interações, vale lembrar que a co-administração de digoxina pode aumentar a toxicidade digitálica secundária a 116 Prática Hospitalar Ano VIII Nº 48 Nov-Dez/2006

5 hipocalemia; estrógenos podem aumentar os níveis de metilprednisolona; fenobarbital, fenitoína e rifampicina podem diminuir os níveis de metilprednisolona; quando forem usados concomitantemente diuréticos, deve-se monitorizar para hipocalemia. Esteróides anabolizantes. Esses medicamentos foram usados com o objetivo de estimular a síntese protéica e a regeneração hepática em pacientes com HA. Entretanto, em revisões sistemáticas e metanálises envolvendo estudos randomizados conduzidos pela Cochrane Database não foram demonstrados benefícios. Propiltiuracil. Esse medicamento atuaria bloqueando o estado hipermetabólico induzido pelo etanol e assim protegeria a zona perivenular do dano hipóxico. No tratamento da cirrose o propiltiuracil foi eficaz em um e ineficaz em outros trabalhos da literatura. (22) Recomendamos não utilizar esse medicamento até que outras pesquisas comprovem sua eficácia. Colchicina. Esse medicamento interfere no metabolismo de colágeno, inibindo sua síntese, diminuindo sua deposição e aumentando sua dissolução. Inibe também a secreção de pró-colágeno no tecido embrionário. Alguns acreditam que a colchicina possa atuar modificando a membrana de hepatócitos ou regulando o fluxo de mononucleares para a área necrótica. Em uma investigação em cirróticos, utilizando-se a colchicina na dose de 1 g ao dia, durante cinco dias por semana, houve melhora clínica evidente. (23) Revisões sistemáticas e metanálises envolvendo estudos randomizados conduzidas pela Cochrane Database não verificaram benefícios. Ácido ursodesoxicólico. Parece ter propriedades hepatoprotetoras. (24) Seu efeito benéfico é ainda mais evidente no tratamento da colestase intra-hepática (não incomum na DHA) leve ou moderada. Indicamos esse medicamento na DHA com colestase intra-hepática, na dose de 150 mg três a quatro vezes ao dia, até o desaparecimento dos sintomas. Dados preliminares de um pequeno ensaio clínico em pacientes com HA mostraram significativa melhora dos testes bioquímicos hepáticos. S-adenosil-L-metionina (Same). Esse medicamento parece ser realmente hepatoprotetor e segundo dados experimentais, útil no tratamento da fase inicial do dano hepático pelo etanol e outras substâncias hepatotóxicas (exemplo: ciclosporina A). Same é eficaz no tratamento da colestase intra-hepática, mesmo quando esta surge como complicação de insuficiência hepática aguda. Same é um metabólito fisiológico sintetizado a partir da metionina e ATP e exerce papel essencial nas reações bioquímicas de transmetilação e transulfuração. Same é convertido em cisteína que é necessária para a síntese de glutatião, substânciachave na proteção do fígado contra a ação de radicais livres e compostos tóxicos de origem endógena; está diminuída em diversas doenças hepáticas e não-hepáticas. A eficácia desse medicamento quanto à melhora ou normalização da função hepática na DHA parece ser mais evidente após período de abstenção alcoólica. Há na literatura um trabalho prospectivo em pacientes com HA intensa e no qual se observou que a administração IV de 200 mg, duas vezes ao dia, durante 14 dias, ocasionou melhora clínica e laboratorial em 36% dos casos. O efeito benéfico no tratamento da HA seria por sua ação antioxidante. Em recente trabalho prospectivo, randomizado, duplo-cego, verificou-se que Same foi eficaz no tratamento de pacientes com cirrose alcoólica, especialmente Child A e B. Há fundamento bioquímico para ser utilizado (25) e merece ser pesquisado. (26) Pode ser administrado via intravenosa, intramuscular ou via oral. Recentemente surgiram estudos placebocontrolados nos quais não se verificaram benefícios significativos. Fosfatidilcolina. Em estudo realizado em babuínos que ingeriam etanol, durante mais de seis anos e meio, observou-se que a suplementação da dieta com extrato de lecitina poliinsaturada de feijão de soja, contendo 94%-98% de fosfatidilcolina, preveniu o desenvolvimento de fibrose portal e cirrose. Esses resultados não foram confirmados em pesquisas no homem. (27) N-acetilcisteína EV. Embora em um trabalho pareceu ter sido eficaz no tratamento da HA, aumentando a sobrevida em 56% dos casos, em ensaios prospectivos randomizados preliminares seu uso não mostrou benefício. Pentoxifilina. Atua diminuindo a viscosidade do sangue, inibe a adesão e ativação de neutrófilos e modula a liberação de citocinas (entre outros efeitos). A ação benéfica no tratamento de HA intensa parece estar relacionada com a diminuição do risco de desenvolvimento da síndrome hepatorrenal, e pelo efeito inibitório sobre o fator de necrose tumoral. Em grande ensaio randomizado, duplo-cego e controlado por placebo em 101 pacientes com HA, verificou-se que houve melhora significativa na sobrevida de curto prazo. Silimarina. Embora haja pesquisas em que se observou melhora clínica e histológica da HA, após o emprego da silimarina, há necessidade de maior número de estudos, multicêntricos, para se assegurar a eficácia desse medicamento. Eventualmente a associação de silimarina com ácido ursodesoxicólico poderia ser benéfica no tratamento da HA. Infusão de insulina e glucagon. Esses hormônios foram empregados no tratamento da HA porque estimulam a regeneração celular. A melhora da função hepática foi discreta. Como ocorreram casos de óbito (conseqüentemente a hipoglicemia) não devem ser utilizados. Outros medicamentos e nutrição parenteral e enteral artificial. Foram estudados efeitos de antibióticos e lactobacilos (diminuem a absorção de endotoxinas), tromboxano (capaz, em estudo experimental, de reverter a inflamação e fibrose), de inibidor do fator de necrose tumoral, assim como da nutrição parenteral e enteral artificial, sem eficácia comprovada. Metformina poderia ser usada no tratamento da DHA ou prevenir sua progressão. (28) Infliximabe vem sendo estudado atualmente. (13) Medicamentos em pacientes com DHA A administração de medicamentos aos pacientes com disfunção hepática deve ser feita levando-se em consideração o Prática Hospitalar Ano VIII Nº 48 Nov-Dez/

6 fato de poderem apresentar redução do clareamento e aumento da vida média de drogas. Exemplos: cloranfenicol, lincomicina, clordiazepóxido, diazepam, fenobarbital, meperidina, teofilina, propranolol, fenantoína, tolbutamida. Tratamento da hepatite C em pacientes que consomem bebidas alcoólicas Até recentemente esses pacientes eram excluídos do tratamento específico da hepatite C. Em estudo multicêntrico recente verificou-se que a terapêutica (interferon e ribavirina) não alterava a resposta virológica sustentada nos etilistas. (29) Vacinação contra a hepatite B em alcoólatras Dispõe-se, atualmente, de uma vacina segura e eficaz (obtida por recombinação genética) contra a hepatite B, amplamente utilizada em todo o mundo. Essa vacinação é feita com doses de 20 µg de antígeno, que devem ser administradas por via intramuscular aos 0,30 e 180 dias. Com essa dose, obtém-se o aparecimento de anticorpos em 95% dos indivíduos. Contudo, em etilistas, a resposta quanto a essa imunoprofilaxia não é satisfatória. Em pesquisa recente verificouse que, se a dose utilizada for o dobro da mencionada, pode-se obter boa resposta, ou seja, proteção contra a hepatite B. (30) Tratamento cirúrgico Deve-se evitar cirurgia em doentes com HA (especialmente os que não estão em abstenção alcoólica), pois a mortalidade nesses casos é muito alta. Quanto ao transplante hepático, as seguintes considerações devem ser feitas: a. deve-se, em princípio, incluir entre os candidatos a transplante de fígado os pacientes com DHA; b. o critério de seleção (indicação de doentes com DHA como candidatos ) deve basear-se em dados clínicos (os mesmos utilizados para hepatopatias nãoalcoólicas, excluindo-se, naturalmente, os que apresentam comprometimento significante extra-hepático, especialmente disfunção cerebral, pancreatite crônica, cardiomiopatia e anormalidades musculoesqueléticas e psiquiátricas); c. período de abstinência etílica de, pelo menos, seis meses antes do transplante. Conclusão Baseado nesses critérios, conclui-se que não se deve, em princípio, indicar transplante de fígado na HA aguda (ou seja, em fase de consumo etílico). Em publicação recente salienta-se que não há consenso quanto à conveniência de se indicar transplante hepático em pacientes com HA aguda que não responderam ao tratamento clínico, em abstenção de seis meses. Atualmente a cirrose alcoólica é a segunda indicação mais freqüente de transplante no Brasil e no mundo. A sobrevida após um ano de transplante é semelhante à que ocorre em outras hepatopatias crônicas, entre 66% e 100%. A sobrevida após cinco anos também apresenta altos índices. Entretanto, a recidiva após o transplante, segundo alguns autores, é de 33%, com potencial de dano ao enxerto. Em estudo realizado em nosso meio, os índices de recidiva, quanto ao uso de álcool, foram pequenos. (31) Em publicações recentes ressalta-se a importância da proibição do tabagismo, que constitui problema adicional ao da recidiva do alcoolismo. Os indivíduos receptores de transplante são submetidos durante períodos longos a terapia imunossupressora, que juntamente com fatores como o fumo constituem risco de malignidade. (13) t Referências 1. Mukamal KL, Conigrave KM, Mittlemen MA et al. Roles of drinking pattern and type of alcohol consumed in coronary heart disease in men. N Engl J Med. 2003;348: Criqui MH, Ringel BL. Does diet or alcohol explain the French paradox? Lancet. 1994;344: Wannamethee SG, Shaper AG. Taking up regular drinking in middle age: effect on major coronary heart disease events and mortality. Heart. 2002;87: Di Castelnuevo A, Rotondo S, Iacoviello L, Donati MB, De Gaetano G. Meta-analysis of wine and beer consumption in relation to vascular risk. Circulation. 2002,105: Mincis M. Doença Hepática Alcoólica. In: Mincis M, Editor. Gastroenterologia & Hepatologia 3ª ed. São Paulo: Lemos Editorial; 2002 p Chedid A, Mendenhall CL, Garside P et al. Prognostic factors in alcoholic liver disease. Am J Gastroenterol. 1991;82: Sherlock S, Dooley J. Alcohol and the Liver. In: Sherlock S, Dooley J. Diseases of the Liver and Billiary System. 11ª ed. Oxford Blackwell Science. 2002; Mincis M. Inquérito Nacional sobre doença hepática alcoólica. Apresentado ao XI Congresso Nacional de Hepatologia & Jornada Latino-americana extra de Hepatologia; Foz de Iguaçu; 3 a 6 de abril de Mincis M. Hepatite Alcoólica. In: Mattos AA, Dantas W, editores. Compêndio de Hepatologia. 2ª ed. São Paulo: Fundo Editorial Byk; 2001, p Nalpas B, Feitelson M, Bréchot C, Rubin E. Alcohol, hepatotropic viruses, and hepatocelular carcinoma. Alcohol Clin Exp Res. 1995;19(5): Mincis M, Mizuta K, Bulhões M et al. Substâncias hepatotóxicas em pingas nacionais. Rev. Ass Med Brasil. 1993;39: Dey A, Cederbaum AI. Alcohol and Oxidative Liver Injury. Hepatology. 2006;43: Reuben A Alcohol and the liver. Current Opinion in Gastroenterology. 2006;22: Cichoz-Lach H, Partyka J, Nesino I et al. Genetic polymorphism of alcohol dehydrogenase 3 in alcohol liver cirrhosis and in alcohol chronic pancreatitis. Alcohol Alcoholism. 2006;41: Ruhl CE, Everhart JE. Coffee and tea consumption reduce are associated with a lower incidence of chronic liver disease in the United States. Gastroenterology. 2005;129: Saitz R. Unhealthy Alcohol Use. N Engl J Med. 2005;352: Mincis M, Mincis R. Esteatose-Hepatite Alcoólica. In Galvão-Alves J, Dani R. Editores. Terapêutica em Gastroenterologia. Rio de Janeiro, Guanabara-Koogan. 2005; Srikureja W, Kyulo NL, Runyon BA, Hu K-Q. MEL Score is a better prognostic model than Child-Turcotte-Plug or Discriminant Function Score in patients with alcoholic hepatitis. J Hepatol. 2005;42: D Amico G, Garcia-Tsao G, Pagliano L. Natural history and prognostic indicators of survival in cirrhosis. A systemac review of 118 studies. J Hepatol. 2006;44: Mincis M, Mincis R. Cirrose hepática. In: Coelho JCV. Aparelho Digestivo. Clínica e Cirurgia. São Paulo, Atheneu. 2005; O Shea RS, Mc Cullough AJ. Treatment of alcoholic hepatitis. Clin Liver Dis. 2005;9: Rambaldi A, Gluud C. Propylthioracil for alcoholic liver disease. Cochrane Database Syst Rev. 2005;CD pub Morgan TR, Weiss DG, Nemchausky B et al. Colchicine treatment for alcoholic cirrhosis: a randomized placebo-controlled clinical trial of patients survival. Gastroenterology. 2005;128: Montet AM, Oliva L, Beaugé F, Montet JC. Bile salts modulate chronic ethanol induced hepatotoxicity. Alcohol Alcohol. 2002;37: Lu SC, Tsukamoto H, Mato JM. Role of abnormal methionine metabolism in alcoholic liver injury. Alcohol. 2002;27: Zakhari S, Hoofnagle JH. Research Opportunities on Alcohol and Liver Damage. Hepatology. 2005;42: Lieber CS, Weiss DG, Groszmann R et al. Veterans Affairs cooperative study of polyenylphosphatidylcholine in alcoholic liver disease. Alcohol Clin Exp Res. 2003;27: Bergheim I, Guo L, Davis AM. Metformin Prevents Alcohol-Induced liver Injury in the Mouse: Critical Role of Plasmogen Activator Inibitor-1. Gastroenterology. 2006;130: Anand BS, Currie S, Dieperink E et al. Alcohol Use and Treatment of Hepatitis C vírus: Results of National Multicenter Study. Gastroenterology. 2006;130: Mincis M, Mincis R. Doença Hepática Alcoólica Rev Bras Medicina. 2005; Parolin MB, Coelho JC, da Igreja M et al. Resultados do transplante de fígado na doença hepática alcoólica. Arq. Gastroenterol. 2002;39: Endereço para correspondência: R. Itapeva, 518-8º - conj. 804 CEP São Paulo - SP. 118 Prática Hospitalar Ano VIII Nº 48 Nov-Dez/2006

Consumo Alcoólico no Mundo WHO 2008. 3,2% da mortalidade global 4% de anos de vida perdidos

Consumo Alcoólico no Mundo WHO 2008. 3,2% da mortalidade global 4% de anos de vida perdidos Consumo Alcoólico no Mundo WHO 2008 3,2% da mortalidade global 4% de anos de vida perdidos Consumo Alcoólico na Europa WHO 2008 Europa 4% da mortalidade global 7,9 % de anos de vida perdidos WHO report

Leia mais

Pâncreas. Pancreatite aguda. Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes.

Pâncreas. Pancreatite aguda. Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes. Pâncreas Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes. Pancreatite aguda Pancreatite crônica Cistos pancreáticos Câncer de Pancrêas Pancreatite aguda O pâncreas é um órgão com duas funções básicas:

Leia mais

DOENÇA HEPÁTICA ABORDAGEM PERICIAL ISENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA

DOENÇA HEPÁTICA ABORDAGEM PERICIAL ISENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA MANUAL DE PERÍCIA MÉDICA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE II EDIÇÃO DOENÇA HEPÁTICA ABORDAGEM PERICIAL ISENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA Na maioria dos casos, o diagnóstico de doença hepática requer uma anamnese detalhada

Leia mais

DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA TRATAMENTO COM DROGAS

DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA TRATAMENTO COM DROGAS DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA TRATAMENTO COM DROGAS HELMA PINCHEMEL COTRIM FACULDADE DE MEDICINA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA TRATAMENTO QUAIS OS OBJETIVOS?

Leia mais

Hepatotoxicidade Induzida por Estatinas

Hepatotoxicidade Induzida por Estatinas Hepatotoxicidade Induzida por Estatinas Aécio Flávio Meirelles de Souza Mestre em Gastroenterologia pelo Instituto Brasileiro de Estudos e Pesquisas em Gastroenterologia (IBEPEGE). São Paulo, SP Professor

Leia mais

PROGRAMA DE ACOMPANHAMENTO AOS CANDIDATOS A TRANSPLANTE HEPÁTICO HC-FMUFG TRABALHO FINAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA - 2010/2011

PROGRAMA DE ACOMPANHAMENTO AOS CANDIDATOS A TRANSPLANTE HEPÁTICO HC-FMUFG TRABALHO FINAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA - 2010/2011 UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO COORDENAÇÃO GERAL DE PESQUISA PROGRAMA INSTITUCIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA FACULDADE DE MEDICINA DEPARTAMENTO DE CIRURGIA GERAL

Leia mais

XXIII CONGRESSO MÉDICO DA PARAIBA João Pessoa, 3 a 5 de Julho de 2003

XXIII CONGRESSO MÉDICO DA PARAIBA João Pessoa, 3 a 5 de Julho de 2003 XXIII CONGRESSO MÉDICO DA PARAIBA João Pessoa, 3 a 5 de Julho de 2003 Considerações sobre Patogênese, diagnóstico e tratamento da Hepatopatia Alcoólica Victorino Spinelli Toscano Barreto - Prof. Adjunto

Leia mais

ETEC PROF. MÁRIO ANTÔNIO VERZA CURSO TÉCNICO EM AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE

ETEC PROF. MÁRIO ANTÔNIO VERZA CURSO TÉCNICO EM AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE ETEC PROF. MÁRIO ANTÔNIO VERZA CURSO TÉCNICO EM AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE CIRROSE HEPÁTICA EM DECORRÊNCIA DO ALCOOLISMO EM PACIENTES DO SEXO MASCULINO Ana Maria Silvano Mendes Emilena Aparecida dos Santos

Leia mais

Hepatite C Casos Clínicos

Hepatite C Casos Clínicos DIA MUNDIAL DE ENFRENTAMENTO DAS HEPATITES VIRAIS Hepatite C Casos Clínicos Dr. Bernardo Machado de Almeida Hospital de Clínicas UFPR H. Municipal São José dos Pinhais Curitiba, 28 de julho de 2014 Para

Leia mais

ÇÃO O DE EXAMES LABORATORIAIS

ÇÃO O DE EXAMES LABORATORIAIS INTERPRETAÇÃ ÇÃO O DE EXAMES LABORATORIAIS TRANSAMINASES HEPÁTICAS (TGO/TGP) Everton José Moreira Rodrigues Transaminases: enzimas que catalisam a transferência de um grupo alfa-amino de um aminoácido

Leia mais

50% dos acidentes automobilísticos. 25% dos suicídios

50% dos acidentes automobilísticos. 25% dos suicídios A mensagem que induz a beber com moderação abre o caminho para todos os problemas que o alcoolismo traz. Crescem as pressões sobre o uso abusivo de álcool. Esse hábito remonta a épocas imemoriais e os

Leia mais

Protocolo de Encaminhamentos de Referência e Contra-referência dos Ambulatórios de Gastrenterologia.

Protocolo de Encaminhamentos de Referência e Contra-referência dos Ambulatórios de Gastrenterologia. Rua Santa Marcelina, 177 CEP 08270-070 SÅo Paulo SP Fone(11) 6170-6237- Fax 6524-9260 www.santamarcelina.org E-mail: dir.med@santamarcelina.org Protocolo de Encaminhamentos de Referência e Contra-referência

Leia mais

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DO EXAME DE SUFICIÊNCIA PARA OBTENÇÃO DO CERTIFICADO DE ATUAÇÃO NA ÁREA DE HEPATOLOGIA

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DO EXAME DE SUFICIÊNCIA PARA OBTENÇÃO DO CERTIFICADO DE ATUAÇÃO NA ÁREA DE HEPATOLOGIA EDITAL DE CONVOCAÇÃO DO EXAME DE SUFICIÊNCIA PARA OBTENÇÃO DO CERTIFICADO DE ATUAÇÃO NA ÁREA DE HEPATOLOGIA Local: Rio de Janeiro - RJ Data da prova: 21 de maio de 2011 Horário: 08h00 às 12h00 Período

Leia mais

N o 35. Março 2015. O mieloma múltiplo é uma. MIELOMA MÚLTIPLO: Novo Medicamento no tratamento contra o Câncer de Medula Óssea

N o 35. Março 2015. O mieloma múltiplo é uma. MIELOMA MÚLTIPLO: Novo Medicamento no tratamento contra o Câncer de Medula Óssea N o 35 Março 2015 Centro de Farmacovigilância da UNIFAL-MG Site: www2.unifal-mg.edu.br/cefal Email: cefal@unifal-mg.edu.br Tel: (35) 3299-1273 Equipe editorial: prof. Dr. Ricardo Rascado; profa. Drª. Luciene

Leia mais

DOENÇAS HEPÁTICAS 18/9/2014 UNESC ENFERMAGEM SAÚDE DO ADULTO PROFª.: FLÁVIA NUNES DEFINIÇÃO HEPATITES VIRAIS HEPATITES VIRAIS HEPATITES VIRAIS

DOENÇAS HEPÁTICAS 18/9/2014 UNESC ENFERMAGEM SAÚDE DO ADULTO PROFª.: FLÁVIA NUNES DEFINIÇÃO HEPATITES VIRAIS HEPATITES VIRAIS HEPATITES VIRAIS UNESC ENFERMAGEM SAÚDE DO ADULTO PROFª.: FLÁVIA NUNES DOENÇAS HEPÁTICAS DEFINIÇÃO É qualquer inflamação do fígado, causada por infecções provocadas por vírus ou bactérias), álcool, medicamentos, drogas,

Leia mais

Especialização em SAÚDE DA FAMÍLIA. Caso complexo Natasha. Fundamentação teórica Dispepsia

Especialização em SAÚDE DA FAMÍLIA. Caso complexo Natasha. Fundamentação teórica Dispepsia Caso complexo Natasha Especialização em Fundamentação teórica DISPEPSIA Vinícius Fontanesi Blum Os sintomas relacionados ao trato digestivo representam uma das queixas mais comuns na prática clínica diária.

Leia mais

A hepatite aguda causa menos danos ao fígado que a hepatite crônica.

A hepatite aguda causa menos danos ao fígado que a hepatite crônica. Hepatites Virais O FÍGADO E SUAS FUNÇÕES. O fígado é o maior órgão do corpo humano, está localizado no lado superior direito do abdômen, protegido pelas costelas (gradio costal). É responsável por aproximadamente

Leia mais

PROGRAMA DE ACOMPANHAMENTO AOS CANDIDATOS A TRANSPLANTE HEPÁTICO HC-FMUFG TRABALHO FINAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA - 2010/2011

PROGRAMA DE ACOMPANHAMENTO AOS CANDIDATOS A TRANSPLANTE HEPÁTICO HC-FMUFG TRABALHO FINAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA - 2010/2011 UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO COORDENAÇÃO GERAL DE PESQUISA PROGRAMA INSTITUCIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA FACULDADE DE MEDICINA DEPARTAMENTO DE CIRURGIA GERAL

Leia mais

Metabolismo do Etanol. Daniel Zimmermann Stefani FFFCMPA - AD 2009

Metabolismo do Etanol. Daniel Zimmermann Stefani FFFCMPA - AD 2009 Metabolismo do Etanol Daniel Zimmermann Stefani FFFCMPA - AD 2009 Roteiro de estudo Absorção e oxidação do etanol Alcool desidrogenase(adh) Aldeido Desidrogenase(ALDH) MEOS Efeitos tóxicos Interferência

Leia mais

EXAME DA FUNÇÃO HEPÁTICA NA MEDICINA VETERINÁRIA

EXAME DA FUNÇÃO HEPÁTICA NA MEDICINA VETERINÁRIA EXAME DA FUNÇÃO HEPÁTICA NA MEDICINA VETERINÁRIA GOMES, André PARRA, Brenda Silvia FRANCO, Fernanda de Oliveira BASILE, Laís JOSÉ, Luana Trombini ROMERO, Vinícius Lovizutto Acadêmicos da Associação Cultural

Leia mais

Endereço para correspondência: Sociedade Brasileira de Hepatologia Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2391, Conj. 102, CEP 01452-000, São Paulo - SP.

Endereço para correspondência: Sociedade Brasileira de Hepatologia Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2391, Conj. 102, CEP 01452-000, São Paulo - SP. EDITAL DE CONVOCAÇÃO DO EXAME DE SUFICIÊNCIA PARA OBTENÇÃO DO CERTIFICADO DE ATUAÇÃO NA ÁREA DE HEPATOLOGIA Local: Centro Convenções Serrano Resort Gramado RS Data: 01 de outubro de 2009 Horário: 17h30min

Leia mais

II Workshop Internacional de Atualização em Hepatologia ENDOCRINOLOGIA

II Workshop Internacional de Atualização em Hepatologia ENDOCRINOLOGIA II Workshop Internacional de Atualização em Hepatologia O FÍGADO F NA ENDOCRINOLOGIA MÁRIO REIS ÁLVARES-DA-SILVA Hospital de Clínicas de Porto Alegre Universidade Federal do Rio Grande do Sul Curitiba,

Leia mais

Corticóides na Reumatologia

Corticóides na Reumatologia Corticóides na Reumatologia Corticóides (CE) são hormônios esteróides produzidos no córtex (área mais externa) das glândulas suprarrenais que são dois pequenos órgãos localizados acima dos rins. São produzidos

Leia mais

Artigo de Revisão. Álcool e o Fígado. Resumo. Hepatotoxicidade do Etanol. Summary. Metabolismo do Etanol. Alcohol and the Liver

Artigo de Revisão. Álcool e o Fígado. Resumo. Hepatotoxicidade do Etanol. Summary. Metabolismo do Etanol. Alcohol and the Liver Artigo de Revisão Álcool e o Fígado Alcohol and the Liver MOYSÉS MINCIS 1, RICARDO MINCIS 2 152 Resumo Os autores comentam fundamentados em revisões sistemáticas, metanálises e em sua própria experiência,

Leia mais

FÍGADO. Veia cava inferior. Lobo direito. Lobo esquerdo. Ligamento (separa o lobo direito do esquerdo) Vesícula biliar

FÍGADO. Veia cava inferior. Lobo direito. Lobo esquerdo. Ligamento (separa o lobo direito do esquerdo) Vesícula biliar FÍGADO É o maior órgão interno È a maior glândula É a mais volumosa de todas as vísceras, pesa cerca de 1,5 kg no homem adulto, e na mulher adulta entre 1,2 e 1,4 kg Possui a coloração arroxeada, superfície

Leia mais

TRATAMENTO DE HEPATITE C CRÔNICA

TRATAMENTO DE HEPATITE C CRÔNICA TRATAMENTO DE HEPATITE C CRÔNICA Departamento de Clínica Médica Disciplina de Gastroenterologia PROTOCOLO DE TRATAMENTO DE HEPATITE C CRÔNICA COM INTERFERON E RIBAVIRINA. INTRODUÇÃO A hepatite C vem sendo

Leia mais

Tratamento da Cirrose Biliar Primária. Cláudio G. de Figueiredo Mendes Serviço de Hepatologia Santa Casa do Rio de Janeiro

Tratamento da Cirrose Biliar Primária. Cláudio G. de Figueiredo Mendes Serviço de Hepatologia Santa Casa do Rio de Janeiro Tratamento da Cirrose Biliar Primária Cláudio G. de Figueiredo Mendes Serviço de Hepatologia Santa Casa do Rio de Janeiro Doenças hepáticas auto-imunes HAI CBP CEP Overlap Syndromes (ano: 2001) HAI CBP

Leia mais

Data: 28/01/2014 NT 13/2014. Medicamento X Material Procedimento Cobertura. Solicitante: Dr. JOSÉ CARLOS DE MATOS Juiz de Direito

Data: 28/01/2014 NT 13/2014. Medicamento X Material Procedimento Cobertura. Solicitante: Dr. JOSÉ CARLOS DE MATOS Juiz de Direito NT 13/2014 Solicitante: Dr. JOSÉ CARLOS DE MATOS Juiz de Direito Réus: Município de Oliveira e Estado de Minas Gerais Numeração Única: 0362.12.008001-9. Data: 28/01/2014 Medicamento X Material Procedimento

Leia mais

HELMA PINCHEMEL COTRIM FACULDADE DE MEDICINA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

HELMA PINCHEMEL COTRIM FACULDADE DE MEDICINA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA Doença Hepática Gordurosa Não-Alcoólica, Obesos Graves & Cirurgia Bariátrica HELMA PINCHEMEL COTRIM FACULDADE DE MEDICINA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA A prevalência de obesidade é crescente nos últimos

Leia mais

16/06/2010. Histórico Exame físico Exames complementares. Síntese. Metabolismo. Detoxificação. Urinálise*

16/06/2010. Histórico Exame físico Exames complementares. Síntese. Metabolismo. Detoxificação. Urinálise* HEPATOPATIAS EM FELINOS MV, M.Sc Maria Alessandra Martins Del Barrio PUC-MG Poços de Caldas VETMASTERS FUNÇÕES Síntese Metabolismo Detoxificação DIAGNÓSTICO DAS HEPATOPATIAS Histórico Exame físico Exames

Leia mais

HEPATITES VIRAIS. A perspectiva do clínico

HEPATITES VIRAIS. A perspectiva do clínico HEPATITES VIRAIS A perspectiva do clínico CASO 1 Paciente de 28 anos, apresenta sintomas de mal-estar geral, anorexia, náuseas e fraqueza há 1 semana. Há 2 dias notou que a urina estava mais escura, os

Leia mais

EDITAL DO EXAME DE SUFICIÊNCIA PARA OBTENÇÃO DO CERTIFICADO DE ATUAÇÃO NA ÁREA DE HEPATOLOGIA 2014

EDITAL DO EXAME DE SUFICIÊNCIA PARA OBTENÇÃO DO CERTIFICADO DE ATUAÇÃO NA ÁREA DE HEPATOLOGIA 2014 EDITAL DO EXAME DE SUFICIÊNCIA PARA OBTENÇÃO DO CERTIFICADO DE ATUAÇÃO NA ÁREA DE HEPATOLOGIA 2014 Local: Centro de Convenções do Hotel Tropical Tambaú Data da prova: 27/09/2014 Horário: 08h00 às 12h00

Leia mais

Seção 10 - Distúrbios do Fígado e da Vesícula Biliar Capítulo 116 - Manifestações Clínicas das Doenças do Fígado

Seção 10 - Distúrbios do Fígado e da Vesícula Biliar Capítulo 116 - Manifestações Clínicas das Doenças do Fígado Texto de apoio ao Curso de Especialização Atividade física adaptada e saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira Seção 10 - Distúrbios do Fígado e da Vesícula Biliar Capítulo 116 - Manifestações Clínicas das Doenças

Leia mais

DOENÇAS CAUSADAS PELO ALCÓOL. Uma droga lícita

DOENÇAS CAUSADAS PELO ALCÓOL. Uma droga lícita DOENÇAS CAUSADAS PELO ALCÓOL Uma droga lícita Alcoolismo Importância Clínica Tóxico para todos os orgãos e tecidos do corpo humano Efeito lento e cumulativo Causa importante de acidentes de trabalho, transito

Leia mais

Informação pode ser o melhor remédio. Hepatite

Informação pode ser o melhor remédio. Hepatite Informação pode ser o melhor remédio. Hepatite HEPATITE A hepatite é uma inflamação do fígado provocada na maioria das vezes por um vírus. Diferentes tipos de vírus podem provocar hepatite aguda, que se

Leia mais

INTERPRETAÇÃO DE EXAMES LABORATORIAIS

INTERPRETAÇÃO DE EXAMES LABORATORIAIS INTERPRETAÇÃO DE EXAMES LABORATORIAIS CINÉTICA DO FERRO Danni Wanderson Introdução A importância do ferro em nosso organismo está ligado desde as funções imune, até as inúmeras funções fisiológicas, como

Leia mais

O fígado e a deficiência de alfa-1. antitripsina (Alfa-1) 1 ALPHA-1 FOUNDATION

O fígado e a deficiência de alfa-1. antitripsina (Alfa-1) 1 ALPHA-1 FOUNDATION O fígado e a deficiência de alfa-1 antitripsina (Alfa-1) 1 ALPHA-1 FOUNDATION O que é deficiência de alfa-1 antitripsina? Alfa-1 é uma condição que pode resultar em graves doenças pulmonares em adultos

Leia mais

Edital Prova 2010 - Porto Alegre

Edital Prova 2010 - Porto Alegre Edital Prova 2010 - Porto Alegre 23/03/2010 14 de agosto de 2010 EDITAL DE CONVOCAÇÃO DO EXAME DE SUFICIÊNCIA PARA OBTENÇÃO DO CERTIFICADO DE ATUAÇÃO NA ÁREA DE HEPATOLOGIA Local: Porto Alegre - RS Data

Leia mais

Hepatite alcoólica. Alcoholic hepatitis ARTIGO DE ATUALIZAÇÃO

Hepatite alcoólica. Alcoholic hepatitis ARTIGO DE ATUALIZAÇÃO ARTIGO DE ATUALIZAÇÃO Hepatite alcoólica Alcoholic hepatitis Carlos Sandoval Gonçalves, Maria da Penha Zago Gomes, Patrícia Lofêgo Gonçalves, Luciana Lofêgo Gonçalves, Fausto Edmundo Lima Pereira Centro

Leia mais

Cirrose alcoólica 1. Alcoholic cirrhosis

Cirrose alcoólica 1. Alcoholic cirrhosis Cirrose alcoólica 1 Guilherme Augusto Assunção Guimarães 2, Rafael Diniz Linhares Soares 2, Sergio Custodio de Faria 2, Antonio de Freitas Gonçalves Junior 3 1.Trabalho realizado na Faculdade Montes Belos

Leia mais

Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica

Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica & Biópsia Hepática Helma Pinchemel Cotrim Universidade Federal da Bahia BIÓPSIA HEPÁTICA SIM? DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA DIAGNÓSTICO HISTOLÓGICO - PONTOS FAVORÁVEIS 1- Amplo espectro e necessidade

Leia mais

Introdução. Metabolismo dos pigmentos biliares: Hemoglobina Biliverdina Bilirrubina Indireta (BI) ou nãoconjugada

Introdução. Metabolismo dos pigmentos biliares: Hemoglobina Biliverdina Bilirrubina Indireta (BI) ou nãoconjugada Introdução Metabolismo dos pigmentos biliares: Hemoglobina Biliverdina Bilirrubina Indireta (BI) ou nãoconjugada BI + Albumina Hepatócitos Bilirrubina Direta (BD) ou conjugada Canalículos biliares Duodeno

Leia mais

DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA ABORDAGEM TERAPÊUTICA

DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA ABORDAGEM TERAPÊUTICA DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA ABORDAGEM TERAPÊUTICA HELMA PINCHEMEL COTRIM FACULDADE DE MEDICINA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA- DHGNA ABORDAGEM TERAPÊUTICA

Leia mais

ALCOOLISMO: CONSEQUÊNCIAS FISIOPATOLOGICAS NA CIRROSE HEPÁTICA 1

ALCOOLISMO: CONSEQUÊNCIAS FISIOPATOLOGICAS NA CIRROSE HEPÁTICA 1 ALCOOLISMO: CONSEQUÊNCIAS FISIOPATOLOGICAS NA CIRROSE HEPÁTICA 1 Siqueira, D. F. de.²; Nicola, G. D. O. 3 ; Fighera, S. M. 4 ; Pozzobon, L. 4 ; Vedoin, P.C. 4 ; Walter, R. da R. 4 ; Freitas H. M. B de.

Leia mais

PROPOSTA DE UM INFORMATIVO SOBRE OS MALEFÍCIOS DO ALCOOLISMO NA FASE DA CIRROSE HEPÁTICA

PROPOSTA DE UM INFORMATIVO SOBRE OS MALEFÍCIOS DO ALCOOLISMO NA FASE DA CIRROSE HEPÁTICA PROPOSTA DE UM INFORMATIVO SOBRE OS MALEFÍCIOS DO ALCOOLISMO NA FASE DA CIRROSE HEPÁTICA BULKA, L. C. DIAS, T. M. GONSALVES, T, S. S. NIEMIES, R. P. PRADO, P. F. CONTENÇAS, T. Docente do curso de Enfermagem

Leia mais

HEPATITE C PCR Qualitativo, Quantitativo e Genotipagem

HEPATITE C PCR Qualitativo, Quantitativo e Genotipagem HEPATITE C PCR Qualitativo, Quantitativo e Genotipagem O Vírus da Hepatite C (HCV) é considerado o principal agente etiológico responsável por 90 a 95% dos casos de hepatite pós-transfusional não A e não

Leia mais

Seção 13 - Distúrbios Hormonais Capítulo 148 - Hipoglicemia

Seção 13 - Distúrbios Hormonais Capítulo 148 - Hipoglicemia Texto de apoio ao curso de especialização Atividade física adaptada e saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira Manual Merck Seção 13 - Distúrbios Hormonais Capítulo 148 - Hipoglicemia A hipoglicemia é um distúrbio

Leia mais

Portaria n.º 541/GM Em 14 de março de 2002. O Ministro de Estado da Saúde no uso de suas atribuições legais,

Portaria n.º 541/GM Em 14 de março de 2002. O Ministro de Estado da Saúde no uso de suas atribuições legais, Portaria n.º 541/GM Em 14 de março de 2002. O Ministro de Estado da Saúde no uso de suas atribuições legais, Considerando a Lei nº 9.434, de 04 de fevereiro de 1997, que dispõe sobre a remoção de órgãos,

Leia mais

Rivastigmina (Port.344/98 -C1)

Rivastigmina (Port.344/98 -C1) Rivastigmina (Port.344/98 -C1) Alzheimer DCB: 09456 CAS: 129101-54-8 Fórmula molecular: C 14 H 22 N 2 O 2.C 4 H 6 O 6 Nome químico: (S)-N-Ethyl-3-[(1-dimethylamino)ethyl]-N-methylphenylcarbamate hydrogen

Leia mais

Abordagem Diagnóstica e Terapêutica da Diabete Melito Não Complicada em Cães

Abordagem Diagnóstica e Terapêutica da Diabete Melito Não Complicada em Cães Abordagem Diagnóstica e Terapêutica da Diabete Melito Não Complicada em Cães Cecilia Sartori Zarif Residente em Clínica e Cirurgia de Pequenos Animais da UFV Distúrbio do Pâncreas Endócrino Diabete Melito

Leia mais

HEPATITES O QUE VOCÊ PRECISA SABER

HEPATITES O QUE VOCÊ PRECISA SABER HEPATITES O QUE VOCÊ PRECISA SABER O QUE É HEPATITE? QUAIS OS TIPOS? Hepatopatias Hepatites Virais Doença hepática alcoólica Hepatopatias criptogênicas Hepatites tóxicas Hepatopatias auto-imunes Hepatopatias

Leia mais

Hepatite auto-imune: Indicações de tratamento e outros cuidados específicos

Hepatite auto-imune: Indicações de tratamento e outros cuidados específicos Associação Paulista para o Estudo do Fígado Hepatite auto-imune: Indicações de tratamento e outros cuidados específicos Fabrício Guimarães Souza -FMUSP- 1- Indicações e problemas do tratamento 2- Condições

Leia mais

Albumina na prática clínica

Albumina na prática clínica Uso de Albumina Humana na Prática Clínica Hemocentro-Unicamp Angela Cristina Malheiros Luzo Bioquímica Fisiologia Polipeptídio pobre em triptofano (600 aminoácido). Peso molecular ao redor de 69.000 Forma

Leia mais

Cirrose hepática Curso de semiologia em Clínica Médica

Cirrose hepática Curso de semiologia em Clínica Médica Cirrose hepática Curso de semiologia em Clínica Médica Departamento de Clínica Médica Faculdade de Medicina de Botucatu UNESP 2007 Cirrose hepática Definição: Processo de lesão difusa do fígado caracterizado

Leia mais

Indicações para Transplante de Fígado em Pacientes Adultos

Indicações para Transplante de Fígado em Pacientes Adultos Universidade Federal da Bahia Departamento de Anatomia Patológica e Medicina Legal Patologia Aplicada II Patologia dos Transplantes Prof. Luciano Espinheira Fonseca Júnior Universidade Federal da Bahia

Leia mais

SAMe. Ajuda a combater depressão, doenças hepáticas e dores provenientes da osteoartrite.

SAMe. Ajuda a combater depressão, doenças hepáticas e dores provenientes da osteoartrite. SAMe Ajuda a combater depressão, doenças hepáticas e dores provenientes da osteoartrite. Classificação: Suplemento nutricional SAMe Sinonímia: S adenosil L metionina Fórmula estrutural: Fórmula molecular:

Leia mais

EVOLUTIVAS PANCREATITE AGUDA

EVOLUTIVAS PANCREATITE AGUDA Academia Nacional de Medicina PANCREATITE AGUDA TERAPÊUTICA José Galvão-Alves Rio de Janeiro 2009 PANCREATITE AGUDA FORMAS EVOLUTIVAS INÍCIO PANCREATITE AGUDA 1º - 4º Dia Intersticial Necrosante 6º - 21º

Leia mais

Hepatites Virais 27/07/2011

Hepatites Virais 27/07/2011 SOCIEDADE DIVINA PROVIDÊNCIA Hospital Nossa Senhora da Conceição Educação Semana Continuada de Luta Contra em CCIH as Hepatites Virais 27/07/2011 Enfº Rodrigo Cascaes Theodoro Enfº CCIH Rodrigo Cascaes

Leia mais

Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica

Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica TRATAMENTO Helma Pinchemel Cotrim Profa. Associada-Doutora - Faculdade de Medicina Universidade Federal da Bahia HISTÓRIA NATURAL* DHGNA ESTEATOSE 80% ESTÁVEL 20%

Leia mais

Alterações Metabolismo Carboidratos DIABETES

Alterações Metabolismo Carboidratos DIABETES 5.5.2009 Alterações Metabolismo Carboidratos DIABETES Introdução Diabetes Mellitus é uma doença metabólica, causada pelo aumento da quantidade de glicose sanguínea A glicose é a principal fonte de energia

Leia mais

ETIOLOGIA. Alcoólica Biliar Medicamentosa Iatrogênica

ETIOLOGIA. Alcoólica Biliar Medicamentosa Iatrogênica PANCREATITE AGUDA ETIOLOGIA Alcoólica Biliar Medicamentosa Iatrogênica FISIOPATOLOGIA MANIFESTAÇÃO CLÍNICA CRITÉRIOS PROGNÓSTICOS Ranson Na admissão: Idade > 55 anos Leucócitos > 1600 N uréico aumento

Leia mais

Esta bula é continuamente atualizada. Favor proceder a sua leitura antes de utilizar o medicamento. Anandron nilutamida

Esta bula é continuamente atualizada. Favor proceder a sua leitura antes de utilizar o medicamento. Anandron nilutamida Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda Esta bula é continuamente atualizada. Favor proceder a sua leitura antes de utilizar o medicamento. Anandron nilutamida FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO Comprimidos de

Leia mais

Concentração no local do receptor

Concentração no local do receptor FARMACOCINÉTICA FARMACOCINÉTICA O que o organismo faz sobre a droga. FARMACODINÂMICA O que a droga faz no organismo. RELAÇÕES ENTRE FARMACOCINÉTICA E FARMACODINÂMICA DROGA ORGANISMO FARMACOCINÉTICA Vias

Leia mais

Tipos de Diabetes. Diabetes Gestacional

Tipos de Diabetes. Diabetes Gestacional Tipos de Diabetes Diabetes Gestacional Na gravidez, duas situações envolvendo o diabetes podem acontecer: a mulher que já tinha diabetes e engravida e o diabetes gestacional. O diabetes gestacional é a

Leia mais

Legifol CS folinato de cálcio. APRESENTAÇÕES Legifol CS solução injetável de 10 mg/ml em embalagens contendo 10 ampolas de 5 ml (50 mg).

Legifol CS folinato de cálcio. APRESENTAÇÕES Legifol CS solução injetável de 10 mg/ml em embalagens contendo 10 ampolas de 5 ml (50 mg). Legifol CS folinato de cálcio I - IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO Nome comercial: Legifol CS Nome genérico: folinato de cálcio APRESENTAÇÕES Legifol CS solução injetável de 10 mg/ml em embalagens contendo

Leia mais

Veículo: Jornal da Comunidade Data: 24 a 30/07/2010 Seção: Comunidade Vip Pág.: 4 Assunto: Diabetes

Veículo: Jornal da Comunidade Data: 24 a 30/07/2010 Seção: Comunidade Vip Pág.: 4 Assunto: Diabetes Veículo: Jornal da Comunidade Data: 24 a 30/07/2010 Seção: Comunidade Vip Pág.: 4 Assunto: Diabetes Uma vida normal com diabetes Obesidade, histórico familiar e sedentarismo são alguns dos principais fatores

Leia mais

12 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO GASTROENTEROLOGISTA

12 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO GASTROENTEROLOGISTA 12 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO GASTROENTEROLOGISTA QUESTÃO 21 São fatores etiológicos relacionados à litíase biliar, EXCETO: a) Hemólise crônica. b) Dietas hipocalóricas em obesos. c) Nuliparidade.

Leia mais

Profissional de Saúde. Perguntas Frequentes

Profissional de Saúde. Perguntas Frequentes Profissional de Saúde Perguntas Frequentes Índice Qual o objetivo deste livreto? O que eu devo saber sobre ipilimumabe? O que eu devo saber sobre reações adversas importantes? O que eu devo discutir com

Leia mais

O comportamento social pode levar a doenças hepáticas Rute Eduviges Godinho Cecília Polidoro Mamer

O comportamento social pode levar a doenças hepáticas Rute Eduviges Godinho Cecília Polidoro Mamer O comportamento social pode levar a doenças hepáticas Rute Eduviges Godinho Cecília Polidoro Mamer Os estudos sobre mortalidade com freqüência enfatizam a importância das causas relacionadas às doenças

Leia mais

ENCEFALOPATIA DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA. Workshop Internacional de Atualização em Hepatologia Curitiba, Abril de 2006

ENCEFALOPATIA DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA. Workshop Internacional de Atualização em Hepatologia Curitiba, Abril de 2006 Workshop Internacional de Atualização em Hepatologia Curitiba, Abril de 2006 DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA ENCEFALOPATIA HEPÁTICA MÁRIO REIS ÁLVARES DA SILVA Hospital de Clínicas de Porto Alegre Universidade

Leia mais

Caso Clínico. Emanuela Bezerra - S5 28/04/2014

Caso Clínico. Emanuela Bezerra - S5 28/04/2014 Caso Clínico Emanuela Bezerra - S5 28/04/2014 IDENTIFICAÇÃO: M.P.B.S, sexo feminino, 27 anos, solteira, procedente de Nova Olinda-CE, Q.P.: " pele amarelada e com manchas vermelhas" HDA: Paciente relata

Leia mais

PROJETO DE LEI N.º 1.115, DE 2011 (Do Sr. Missionário José Olimpio)

PROJETO DE LEI N.º 1.115, DE 2011 (Do Sr. Missionário José Olimpio) CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI N.º 1.115, DE 2011 (Do Sr. Missionário José Olimpio) Dispõe sobre a obrigatoriedade de conter nos rótulos das bebidas alcoólicas os males que o consumo de álcool causa

Leia mais

Oferecemos uma ampla gama de tratamentos entre os que podemos destacar:

Oferecemos uma ampla gama de tratamentos entre os que podemos destacar: A cirurgia endovascular agrupa uma variedade de técnicas minimamente invasivas mediante as quais CIRURGIA ENDOVASCULAR = CIRURGIA SEM CORTES! Técnicas Minimamente Invasivas As técnicas de cirurgia endovascular

Leia mais

Capacitação em Serviço: Dengue em 15 minutos

Capacitação em Serviço: Dengue em 15 minutos Capacitação em Serviço: Dengue em 15 minutos Situação Epidemiológica O Brasil é responsável por 75% dos casos de dengue na América Latina A partir de 2002, houve grande aumento de casos de dengue e das

Leia mais

47 Por que preciso de insulina?

47 Por que preciso de insulina? A U A UL LA Por que preciso de insulina? A Medicina e a Biologia conseguiram decifrar muitos dos processos químicos dos seres vivos. As descobertas que se referem ao corpo humano chamam mais a atenção

Leia mais

Pancreatite aguda e crônica. Ms. Roberpaulo Anacleto

Pancreatite aguda e crônica. Ms. Roberpaulo Anacleto Pancreatite aguda e crônica Ms. Roberpaulo Anacleto Pâncreas Pâncreas Regulação da secreção pancreática : 1) ph pela ação do suco gástrico liberação de secretina pelo duodeno e jejuno estímulo para liberação

Leia mais

AGENTE DE FÉ E DO CORAÇÃO PASTORAL NACIONAL DA SAÚDE 04 de outubro de 2013. Dislipidemias

AGENTE DE FÉ E DO CORAÇÃO PASTORAL NACIONAL DA SAÚDE 04 de outubro de 2013. Dislipidemias AGENTE DE FÉ E DO CORAÇÃO PASTORAL NACIONAL DA SAÚDE 04 de outubro de 2013 Dislipidemias Raul D. Santos Unidade Clínica de Lípides InCor-HCFMUSP Faculdade de Medicina da USP Metabolismo do colesterol,

Leia mais

paracetamol Biosintética Farmacêutica Ltda. Solução oral 200 mg/ml

paracetamol Biosintética Farmacêutica Ltda. Solução oral 200 mg/ml paracetamol Biosintética Farmacêutica Ltda. Solução oral 200 mg/ml BULA PARA PROFISSIONAL DA SAÚDE Bula de acordo com a Resolução-RDC nº 47/2009 I - IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO paracetamol Medicamento

Leia mais

PARECER DO GATS nº 20/08

PARECER DO GATS nº 20/08 PARECER DO GATS nº 20/08 Responsável: Sandra de Oliveira Sapori Avelar Data de elaboração: 10 de julho de 2008. TEMA: INFLIXIMABE NA DOENÇA DE CROHN INTRODUÇÃO: A doença de Crohn é uma condição inflamatória

Leia mais

ALTERAÇÕES RENAIS. Texto extraído do Editorial do Endocrinologia&Diabetes clínica e experimental vol. 7 número 3, julho/2007.

ALTERAÇÕES RENAIS. Texto extraído do Editorial do Endocrinologia&Diabetes clínica e experimental vol. 7 número 3, julho/2007. ALTERAÇÕES RENAIS E.D. teve seu diabetes diagnosticado em 1985, nessa época tinha 45 anos e não deu muita importância para os cuidados que seu médico lhe havia recomendado, sua pressão nesta época era

Leia mais

Profissional. de Saúde. Guia contendo. questões. frequentes

Profissional. de Saúde. Guia contendo. questões. frequentes Este medicamento está sujeito a monitorização adicional. Pede-se aos profi ssionais de saúde que notifi quem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema nacional de notifi cação. concentrado

Leia mais

Tratamento da co-infecção HIV-HVC Fernando L Gonçales Jr Disciplina de Infectologia-FCM-UNICAMP

Tratamento da co-infecção HIV-HVC Fernando L Gonçales Jr Disciplina de Infectologia-FCM-UNICAMP Tratamento da co-infecção HIV-HVC Fernando L Gonçales Jr Disciplina de Infectologia-FCM-UNICAMP Prevalência da HVC entre pacientes HIV(+) Published or presented 1990-2001 Canada: 69% Germany: 13.8 52%

Leia mais

Ferro (Fe): composição corporal - estruturas (citocromos, hemoglobina e mioglobina) Após absorção (mucosa ID) transferrina ferritina

Ferro (Fe): composição corporal - estruturas (citocromos, hemoglobina e mioglobina) Após absorção (mucosa ID) transferrina ferritina Revisão Bibliográfica 4ª-feira, 26 Maio 2010 Introdução Ferro (Fe): composição corporal - estruturas (citocromos, hemoglobina e mioglobina) Após absorção (mucosa ID) transferrina ferritina Eritropoiese

Leia mais

TEXTO BÁSICO PARA SUBSIDIAR TRABALHOS EDUCATIVOS NA SEMANA DE COMBATE À DENGUE 1

TEXTO BÁSICO PARA SUBSIDIAR TRABALHOS EDUCATIVOS NA SEMANA DE COMBATE À DENGUE 1 TEXTO BÁSICO PARA SUBSIDIAR TRABALHOS EDUCATIVOS NA SEMANA DE COMBATE À DENGUE 1 A Dengue A dengue é uma doença infecciosa de origem viral, febril, aguda, que apesar de não ter medicamento específico exige

Leia mais

ALTERAÇÕES METABÓLICAS NO PERFIL LIPÍDICO E GLICÊMICO DE PACIENTES HIV POSITIVOS QUE FAZEM USO DE ANTIRETROVIRAIS

ALTERAÇÕES METABÓLICAS NO PERFIL LIPÍDICO E GLICÊMICO DE PACIENTES HIV POSITIVOS QUE FAZEM USO DE ANTIRETROVIRAIS ALTERAÇÕES METABÓLICAS NO PERFIL LIPÍDICO E GLICÊMICO DE PACIENTES HIV POSITIVOS QUE FAZEM USO DE ANTIRETROVIRAIS Greice Rodrigues Bittencourt Introdução A terapia antiretroviral contemporânea (TARV) baseado

Leia mais

Disciplina: FISIOLOGIA CELULAR CONTROLE DA HOMEOSTASE, COMUNICAÇÃO E INTEGRAÇÃO DO CORPO HUMANO (10h)

Disciplina: FISIOLOGIA CELULAR CONTROLE DA HOMEOSTASE, COMUNICAÇÃO E INTEGRAÇÃO DO CORPO HUMANO (10h) Ementário: Disciplina: FISIOLOGIA CELULAR CONTROLE DA HOMEOSTASE, COMUNICAÇÃO E INTEGRAÇÃO DO CORPO HUMANO (10h) Ementa: Organização Celular. Funcionamento. Homeostasia. Diferenciação celular. Fisiologia

Leia mais

Em pleno novo milênio nossa sociedade aparece com uma

Em pleno novo milênio nossa sociedade aparece com uma 8 Epidemiologia da Atividade Física & Doenças Crônicas: Diabetes Dênis Marcelo Modeneze Graduado em Educação Física Mestre em Educação Física na Área de Atividade Física, Adaptação e Saúde-UNICAMP Em pleno

Leia mais

MODELO DE BULA. ONTRAX cloridrato de ondansetrona

MODELO DE BULA. ONTRAX cloridrato de ondansetrona MODELO DE BULA ONTRAX cloridrato de ondansetrona Forma farmacêutica e apresentações: Caixas com 1 ampola de 2 ml de solução injetável com 4 mg/ 2mL Caixas com 20 ampolas de 2 ml de solução injetável com

Leia mais

Pesquisa revela uma das causas de morte prematura na Rússia: a vodca

Pesquisa revela uma das causas de morte prematura na Rússia: a vodca Pesquisa revela uma das causas de morte prematura na Rússia: a vodca Post 02 Fevereiro 2014 By UNIAD Revista Veja - Álcool Estudo concluiu que risco de morte entre homens russos com menos de 55 anos pode

Leia mais

CLORIDRATO DE SEVELÂMER CRISTÁLIA PRODUTOS QUÍMICOS FARMACÊUTICOS LTDA. COMPRIMIDOS REVESTIDOS 800 MG BULA DO PACIENTE

CLORIDRATO DE SEVELÂMER CRISTÁLIA PRODUTOS QUÍMICOS FARMACÊUTICOS LTDA. COMPRIMIDOS REVESTIDOS 800 MG BULA DO PACIENTE CLORIDRATO DE SEVELÂMER CRISTÁLIA PRODUTOS QUÍMICOS FARMACÊUTICOS LTDA. COMPRIMIDOS REVESTIDOS 800 MG BULA DO PACIENTE Cloridrato de sevelâmer Medicamento Genérico, Lei nº 9.787, de 1999. APRESENTAÇÃO

Leia mais

5.1 Doenças do esôfago: acalasia, esofagite, hérnia hiatal, câncer de cabeça e pescoço, câncer de esôfago, cirurgias

5.1 Doenças do esôfago: acalasia, esofagite, hérnia hiatal, câncer de cabeça e pescoço, câncer de esôfago, cirurgias MÓDULO I NUTRIÇÃO CLÍNICA 1-Absorção, digestão, energia, água e álcool 2-Vitaminas e minerais 3-Proteínas, lipídios, carboidratos e fibras 4-Cálculo das necessidades energéticas 5-Doenças do aparelho digestivo

Leia mais

ALIMENTAÇÃO Preventiva. Volume I

ALIMENTAÇÃO Preventiva. Volume I ALIMENTAÇÃO Preventiva Volume I By porque evoluir é preciso Que o teu alimento seja seu medicamento Hipócrates Pai da medicina moderna Não coma, nutra-se! Existem muitas informações importantes disponíveis,

Leia mais

ALCOOLISMO: CONSEQUENCIAS FISIOPATOLÓGICAS NA CIRROSE HEPÁTICA 1

ALCOOLISMO: CONSEQUENCIAS FISIOPATOLÓGICAS NA CIRROSE HEPÁTICA 1 ALCOOLISMO: CONSEQUENCIAS FISIOPATOLÓGICAS NA CIRROSE HEPÁTICA 1 BASSOTTO, Maria Julia Stoever. 2 ; SCREMIN, Luana Thomazette Cechin 2 ; BITTENCURT, Mariana Oriques 2 ; BARCELOS, Louise Muniz 2 ; RANGEL,

Leia mais

VI Workshop Internacional de Atualização em Hepatologia 2012 Pólipos de Vesícula Biliar Diagnóstico e Conduta

VI Workshop Internacional de Atualização em Hepatologia 2012 Pólipos de Vesícula Biliar Diagnóstico e Conduta VI Workshop Internacional de Atualização em Hepatologia 2012 Pólipos de Vesícula Biliar Diagnóstico e Conduta Júlio Coelho Universidade Federal do Paraná Pólipo de Vesícula Biliar Estudos Científicos Ausência

Leia mais

Hepatite C Grupo Vontade de Viver

Hepatite C Grupo Vontade de Viver Hepatite C Grupo Vontade de Viver De apoio aos Portadores de Hepatite C Apresentação Data de Fundação : 19 Maio de 2002 Formação do Grupo: Portadores e ex-portadores do vírus C Trasplantados de fígado

Leia mais

Câncer de Mama COMO SÃO AS MAMAS:

Câncer de Mama COMO SÃO AS MAMAS: Câncer de Mama COMO SÃO AS MAMAS: As mamas (ou seios) são glândulas e sua função principal é a produção de leite. Elas são compostas de lobos que se dividem em porções menores, os lóbulos, e ductos, que

Leia mais

Diagnóstico do câncer

Diagnóstico do câncer UNESC FACULDADES ENFERMAGEM - ONCOLOGIA FLÁVIA NUNES Diagnóstico do câncer Evidenciado: Investigação diagnóstica por suspeita de câncer e as intervenções de enfermagem no cuidado ao cliente _ investigação

Leia mais

TEMA: Abiraterona (Zytiga ) para tratamento de câncer de próstata avançado sem quimioterapia prévia.

TEMA: Abiraterona (Zytiga ) para tratamento de câncer de próstata avançado sem quimioterapia prévia. NTRR 158/2014 Solicitante: Juíz: Dra. Solange Maria de Lima Oliveira Juiza da 1ª Vara Cível de Itaúna. Data: 04/07/2014 Medicamento X Material Procedimento Cobertura Número do processo: 0338.14.006.873-9

Leia mais