Alocac~ao de Recursos e Qualidade de. Servico para Aplicac~oes Multimdia. Distribudas. Universidade Federal de Minas Gerais

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1 Alocac~ao de Recursos e Qualidade de Servico para Aplicac~oes Multimdia Distribudas Carlos C. Goulart Departamento de Informatica Universidade Federal de Vicosa Vicosa{MG Jose Marcos S. Nogueira y Departamento de Ci^encia da Computac~ao Universidade Federal de Minas Gerais Belo Horizonte, MG Resumo Este artigo apresenta um modelo de alocac~ao din^amica de recursos para garantir a Qualidade de Servico (QoS) para aplicac~oes multimdia em redes de computadores. Uma breve revis~ao dos conceitos relacionados a QoS para aplicac~oes multimdia distribudas e feita sob duas perspectivas distintas: ATM (Asynchronous Transfer Mode) e Internet. O modelo de alocac~ao din^amica de recursos se prop~oe a ser um modelo generico que pode ser mapeado para as duas perspectivas apresentadas. Um relato das implementac~oes feitas para ATM e para o protocolo RSVP e apresentado e os resultados obtidos s~ao discutidos. Abstract This paper presents a model of dynamic resource allocation to guarantee Quality of Service (QoS) to distributed multimedia applications. A brief review of some concepts related to QoS for distributed multimedia applications is presented from two dierent points of view: ATM (Asynchronous Transfer Mode) and Internet. The model of dynamic resource allocation is intended to be a general model that can be mapped according to both points of view presented. A description of the implementations that were made to ATM and to RSVP is presented and the major results are revisited. 1 Introduc~ao As aplicac~oes multimdiacombinam diferentes tipos de informac~ao tais como audio, vdeo, texto, etc., que podem ser transmitidos em uxos separados ou em conjunto, mas que necessitam sempre de sincronizac~ao. Para implementac~ao de aplicac~oes multimdia em ambientes de redes de computadores e necessario que alguns requisitos basicos sejam atendidos. Este requisitos est~ao relacionados principalmente com a capacidade da rede de transportar um grande volume de dados, com grande contribuic~ao da informac~ao de vdeo, e um conjunto de protocolos que torne este transporte eciente. Professor Adjunto DPI/UFV y Professor Adjunto DCC/UFMG

2 Nas primeiras redes de longa dist^ancia, as linhas de transmiss~ao eram de baixa velocidade e a capacidade de processamento dos roteadores era suciente para atender a demanda gerada pelas linhas de transmiss~ao. O ponto de estrangulamento das redes era localizado nas linhas de transmiss~ao. Com a evoluc~ao da tecnologia o estrangulamento nas redes mudou de lugar. Com o desenvolvimento da tecnologia de bras oticas, as linhas de transmiss~ao passaram a ser extremamente rapidas, enquanto que a capacidade de processamento dos roteadores n~ao acompanhou essa evoluc~ao. Assim, foram necessarias modicac~oes nos protocolos para que o processamento dos pacotes nos roteadores fosse feito de forma mais eciente. Alem disso, os protocolos mais comumente utilizados (Internet e OSI) n~ao prov^eem as funcionalidades necessarias para o transporte de dados multimdia. Dentre suas principais deci^encias podemos destacar: aus^encia de mecanismos de sincronizac~ao das diferentes informac~oes aus^encia de suporte para comunicac~ao de grupo e aus^encia de suporte para a denic~ao de qualidade de servico. Novas propostas de protocolos tentam resolver este tipo de problema. Em particular, duas das principais iniciativas est~ao sendo desenvolvidas pelas comunidades de Telecomunicac~oes, dentro do ATM Forum, e pela comunidade da Internet, no escopo do IETF (Internet Engineering Task Force). O modo de transfer^encia ATM (Asynchronous Transfer Mode) tem sido utilizado para implantar as principais redes de alta velocidade de longa dist^ancia em todo o mundo em combinac~ao com SDH (Synchronous Digital Hierarchy) na camada fsica, que permite uma alta taxa de transmiss~ao de bits. O ponto chave para a obtenc~ao da alta velocidade de comutac~ao no ATM foi a reduc~ao da complexidade do formato do pacote (chamado de celula). No caso do ATM, a celula possui um tamanho xo de 53 octetos, sendo que o cabecalho da celula e composto por apenas 5 octetos. O conjunto de funcionalidades denidas no cabecalho foi bastante reduzido, se comparado com as funcionalidades de um pacote IP, o que ajuda a reduzir a complexidade do processamento de comutac~ao das celulas ATM. O trabalho desenvolvido pelo IETF tem como origem a denic~ao da vers~ao 6 do protocolo IP (IPv6), que teve como motivo principal o aumento da faixa de enderecos IP. Assim, o formato do pacote IP foi alterado em relac~ao ao formato da vers~ao 4, que atualmente ainda e o formato mais utilizado na Internet. Alem do aumento do campo de enderecos de 32 para 128 bits, o cabecalho da vers~ao 6 foi simplicado em relac~ao ao formato da vers~ao 4. Esta simplicac~ao busca tambem uma reduc~ao na complexidade de processamento dos pacotes IP. A soluc~ao pretendida pelo IETF considera a utilizac~ao do protocolo IPv6 e o desenvolvimento de roteadores rapidos para esta vers~ao. Atualmente tem-se um cenario onde ATM/SDH e de fato a forma utilizada para implantac~ao de redes de alta velocidade de longa dist^ancia. Por outro lado a grande rede mundial, a Internet, utiliza o protocolo IP, ou seja, a grande maioria da informac~ao que circula pelas redes possui o formato do pacote IP. Assim, a utilizac~ao de IP sobre ATM tornou-se uma necessidade para as aplicac~oes do mundo real em redes de longa dist^ancia de alta velocidade. Novamente o antigo debate volta a cena, ja que ATM oferece um servico tipicamente orientado a conex~ao, enquanto que o protocolo IP oferece um servico n~ao orientado a conex~ao. O trabalho desenvolvido desenvolvido de tal forma que pudesse ser mapeado para o ATM e para os protocolos denidos pelo IETF. Esta opc~ao foi feita pela constatac~ao de que ambas as propostas t^em seus meritos e que a co-exist^encia sera um fato. Tanto isto e verdade que diversas proposta para a utilizac~ao de IP sobre ATM

3 ja foram apresentadas e continuam a ser discutidas no ^ambito do ATM Forum e do IETF. O restante deste artigo encontra-se organizado da seguinte forma: a sec~ao 2 apresenta uma breve discuss~ao sobre qualidade de servico e alocac~ao de recursos, onde s~ao apresentadas as vis~oes do modelo ATM e do modelo Internet na sec~ao 3 o modelo de alocac~ao din^amica de recursos proposto e descrito em seus aspectos mais relevantes as experi^encias de implementac~ao do modelo de alocac~ao de recursos proposto s~ao descritas na sec~ao 4. S~ao relatadas as implementac~oes feitas para ATM e para o protocolo RSVP do IETF a sec~ao 5 apresenta as conclus~oes relativas a este trabalho. 2 Qualidade de Servico e Alocac~ao de Recursos Qualidade de Servico (QoS - Quality of Service) e denida pela ISO como \o efeito coletivo do desempenho de um servico, o qual determina o grau de satisfac~ao de um usuario do servico" [10]. Como pode ser observado, a denic~ao da QoS e bastante generica e deve ser melhor denida para o problema especco que se deseja tratar, ou ainda para a soluc~ao adotada para resolver o problema. No caso de sistemas telef^onicos, por exemplo, um tempo medio menor do que 2 segundos para se ouvir o tom de discar pode ser um par^ametro concreto de QoS. No caso de aplicac~oes multimdia alguns par^ametros de QoS podem possuir um componente subjetivo, ja que qualidade de audio e vdeo est~ao relacionadas com a percepc~ao dos usuarios que e uma medida variavel. Em um sistema multimdia distribudo, a qualidade de servico pode ser denida como \a representac~ao do conjunto de caractersticas qualitativas e quantitativas de um sistema multimdia distribudo necessario para alcancar a funcionalidade de uma aplicac~ao"[16]. O processamento da QoS em um sistema multimdia distribudo envolve uma serie de tarefas que podem ser resumidas nos seguintes passos: (1) Estimar os requisitos da QoS do ponto de vista do usuario (2) Mapear as estimativas em par^ametros reais da QoS para os componentes do sistema envolvidos na aplicac~ao multimdia e (3) Negociar com os componentes do sistema para alcancar a QoS desejada. A denic~ao dos par^ametros de QoS depende da pilha de protocolos de comunicac~ao que se esta usando. Se os protocolos t^em algum suporte para a denic~ao da QoS isso facilita essa tarefa. A alocac~ao de recursos e o meio atraves do qual se torna possvel garantir a QoS das aplicac~oes multimdia. A poltica de alocac~ao de recursos pode determinar tr^es tipos de garantia: melhor esforco (best eort), determinstica e estatstica. Para a garantia tipo melhor esforco nenhum recurso e alocado e, neste caso, n~ao existe garantia alguma para a conex~ao. Na garantia determinstica o valor maximo de cada recurso e alocado para a conex~ao de modo que a conex~ao sempre tera recursos disponveis. A garantia estatstica e uma soluc~ao de compromisso entre as duas primeiras. Neste caso a quantidade de recursos alocados correspondera a algum valor entre o valor medio e o valor maximo. Esta estrategia utiliza o conceito de multiplexac~ao estatstica, onde uma determinada quantidade de recurso e alocada e pode ser compartilhada por varias conex~oes. Dessa forma, e possvel admitir um numero maior de conex~oes do que o numero de conex~oes da estrategia de garantia determinstica. Para muitas aplicac~oes multimdia esta soluc~ao de compromisso einteressante pois a garantia determinstica n~ao e necessaria. Outra classicac~ao das estrategias de alocac~ao de recursos e quanto ao momento da alocac~ao. A alocac~ao estatica e feita no momento da inicializac~ao do servico e a quantidade

4 de recursos alocada n~ao se altera durante todo o servico. Na alocac~ao din^amica os recursos podem ser alocados e liberados durante todo o tempo do servico. A vantagem de alocac~ao din^amica e que ela pode otimizar a utilizac~ao dos recursos da rede. Entretanto, e necessario o envio de pacotes de renegociac~ao e o processamento destes pacotes a cada alterac~ao na quantidade de recursos alocada. Para servicos n~ao orientados a conex~ao, a estrategia de alocac~ao din^amica e a mais adequada. Para servicos orientados a conex~ao, a alocac~ao estatica tende a ser a mais apropriada, embora a alocac~ao din^amica tambem possa ser usada. Uma discuss~ao detalhada sobre QoS para aplicac~oes multimdia distribudas pode ser encontrada em [16] 2.1 ATM e Qualidade de Servico A tecnologia ATM se prop~oe a servir de suporte para uma larga variedade de servicos e aplicac~oes. O controle de trafego em uma rede ATM esta relacionado com a habilidade da rede de fornecer Qualidade de Servico (QoS) para suas aplicac~oes. Assim, a QoS esta diretamente ligada ao gerenciamento de trafego. A func~ao primaria do gerenciamento de trafego e evitar que congestionamentos ocorram, o que por si so ja inviabilizaria qualquer conceito de QoS em uma rede. Uma func~ao adicional e promover o uso eciente dos recursos da rede. Um escopo para o gerenciamento e controle de trafego e congestionamento em redes ATM e denido pelo ATM Forum em [1]. Esse gerenciamento e controle incluem a denic~ao de func~oes genericas, tais como: Controle de Admiss~ao de Conex~oes (CAC { Connection Admission Control): conjunto de ac~oes tomadas pela rede na fase de estabelecimento de uma conex~ao para vericar se a mesma pode ser aceita ou se deve ser rejeitada (ou se um pedido de realocac~ao pode ser aceito) Controles de realimentac~ao (Feedback controls): controle adotado pela rede e pelos sistemas terminais de modo a regular o trafego submetido as conex~oes ATM de acordo com o estado de carga da rede Controle de Par^ametros de Uso (UPC { Usage Parameter Control): conjunto de ac~oes tomadas pela rede para monitorar e controlar o trafego Controle de prioridade de Celula: permite que em determinadas situac~oes celulas marcadas como de baixa prioridade possam ser descartadas Adequac~ao de Trafego (Trac Shapping): pode ser usado para mudar uma caracterstica do trafego Ger^encia de Recursos da Rede (NRM { Network Resource Management): permite uma separac~ao logica das conex~oes de acordo com caractersticas do servico Descarte de Quadro (Frame Discard): permite o descarte no nvel de quadros (blocos logicos de celulas ATM) ao inves do descarte no nvel de celulas Controle de Fluxo ABR (ABR Flow Control): pode ser utilizado para compartilhar adaptativamente a banda passante entre os usuarios. A denic~ao de Qualidade de Servico (QoS) na camada ATM e feita atraves da denic~ao dos par^ametros de QoS. Um ou mais destes par^ametros podem ser denidos por conex~ao para atender aos objetivos de desempenho requisitados pelo usuario e oferecidos pela rede. Os par^ametros de QoS denidos s~ao divididos em par^ametros negociados e n~ao negociados. Os par^ametros que podem ser negociados s~ao:

5 Variac~ao de atraso de celula pico-a-pico (Peak-to-peak Cell Delay Variation (peakto-peak CDV)): este par^ametro refere-se a variac~ao maxima entre o menor e o maior atraso m-a-m para o transporte de celulas Atraso de Transfer^encia de Celula (Maximum Cell Transfer Delay (maxctd)): refere-se ao atraso maximo m-a-m. A ocorr^encia deste atraso esta associado com uma probabilidade denida em func~ao do valor do maxctd Proporc~ao de Celulas Perdidas (Cell Loss Ratio): que e denido para uma conex~ao como a relac~ao entre o numero de celulas perdidas e o total de celulas transmitidas. Os par^ametros de QoS n~ao negociados est~ao relacionados com as caractersticas dos meios fsicos ou dos equipamentos usados na transmiss~ao e por isso n~ao podem ser de- nidos pelo usuario do servico. Os par^ametros de QoS n~ao negociados s~ao: Proporc~ao de Blocos de Celulas com numero Elevado de Erros (Severely Errored Cell Block Ratio (SECBR)) Proporc~ao de Celulas com Erro (Cell Error Ratio (CER)) etaxa de Celulas inseridas erroneamente (Cell Misinsertion Rate (CMR)). A arquitetura atual do servico ATM, denida pelo ATM Forum, especica cinco categorias de servico: 1. Taxa de Bits Constante (CBR { Constant Bit Rate): usado por conex~oes que requisitam uma quantidade xa de banda passante, que ca disponvel durante todo o tempo da conex~ao. Este tipo de servico e caracterizado pela taxa de pico de celula (Peak Cell Rate), sendo direcionado para aplicac~oes de tempo real com restric~oes muito fortes relacionadas com a variac~ao no atraso. O tipo de garantia oferecida pelo servico CBR e determinstica 2. Tempo Real com Taxa de Bits Variavel (rt-vbr { Real-Time Variable Bit Rate): usado para conex~oes de tempo real com restric~oes de atraso e de variac~ao de atraso. Estas conex~oes s~ao caracterizadas em termos da taxa de pico de celulas, taxa media de celulas (Sustainable Cell Rate) e tamanho maximo de rajada (Maximum Burst Size). A rajada corresponde aos perodos de tempo onde a conex~ao transmite usando taxas maiores do que sua taxa media. A garantia para os par^ametros relacionados com o atraso deve ser determinstica. A garantia para os demais par^ametros pode ser estatstica 3. Tempo n~ao Real com Taxa de Bits Variavel (nrt-vrb { Non-Real-Time Variable Bit Rate): direcionado para aplicac~oes de tempo n~ao real com trafego de rajada caracterizado em termos da taxa de pico de celulas, taxa media de celulas e tamanho maximo da rajada. N~ao s~ao impostas restric~oes de atraso. O tipo de garantia oferecida pelo servico nrt-vbr e estatstica 4. Taxa de Bits n~ao Especicada (UBR { Unspecied Bit Rate): servico voltado para conex~oes sem caracterstica de tempo real. A rede pode aplicar ou n~ao a taxa de pico de celulas para as func~oes de admiss~ao de conex~oes e de controle de par^ametros de uso. A classe de servico UBR e indicada para conex~oes com garantia do tipo melhor esforco 5. Taxa de Bits Disponvel (ABR { Available Bit Rate): e uma categoria de servico para a qual o estado de carga da rede pode inuir em futuros estabelecimentos de conex~ao. O servico ABR n~ao e voltado para aplicac~oes de tempo real. No estabelecimento da conex~ao o usuario deve informar os valores de taxa de pico de celula e a taxa mnima de celula (MCR { Minimum Cell Rate). A garantia oferecida pelo servico ABR e determinstica para taxas menores ou iguais a MCR ou tipo melhor esforco para taxas maiores do que MCR.

6 Um documento do ITU-T [11] tambem dene 5 classes de servico para as redes de banda larga baseadas em ATM, porem com algumas diferencas em relac~ao as denic~oes do ATM Forum. As classes de servico CBR (Constant Bit Rate) e VBR (Variable Bit Rate) equivalem as classes de servico DTR (Deterministic Bit Rate) esbr(statistical Bit Rate), respectivamente. As classes ABR (Available Bit Rate) eubr(unspecied Bit Rate) s~ao denidas da mesma forma. A classe de servico ABT (ATM Block Transfer) e denida apenas no documento [11]. Transfer^encia de Bloco ATM (ABT { ATM Block Transfer): introduz o conceito de bloco de celulas e transporta um bloco de celulas completo com taxa de perda de celula baixa e com pequena variac~ao no atraso. O servico ABT utiliza a alocac~ao de banda sob demanda para a transmiss~ao de cada bloco. No estabelecimento da conex~ao nenhuma banda e alocada. Existem dois tipos de servico ABT: (1) ABT/DT (ABT DelayedTransmission) onde a transmiss~ao do bloco so e iniciada apos a conrmac~ao da alocac~ao da banda passante e, (2) ABT/IT (ABT Immediate Transmission) onde a transmiss~ao do bloco e imediata e em caso de n~ao exist^encia de banda disponvel o bloco e descartado pela rede. Com excec~ao do servico ABT, todas as classes de servico denidas para o ATM utilizam a alocac~ao estatica de recursos no momento do estabelecimento da conex~ao. Este fato e explicado pela losoa do desenvolvimento do ATM que e um servico tipicamente orientado a conex~ao. 2.2 Qualidade de Servico na Internet Os protocolos Internet tradicionalmente oferecem o tipo de garantia melhor esforco, dentro da losoa de servico tipo datagrama. Apesar do IP vers~ao 6 possuir suporte para a denic~ao de qualidade de servico, ele continua sendo um protocolo de roteamento e n~ao implementa mecanismos de QoS. Neste caso a qualidade de servico deve ser oferecida pelo protocolo acima do IP. Algumas propostas est~ao sendo analisadas pelos grupos de trabalho do IETF [5]. Dentre estas propostas submetidas, o Reservation Protocol (RSVP) [6] vem se destacando como um possvel protocolo a ser usado para oferecer a QoS na Internet. O protocolo RSVP e usado por um host, representando uma conex~ao, para requisitar da rede uma QoS especca para um uxo de dados particular. O protocolo RSVP tambem e usado pelos roteadores para enviar requisic~oes de controle de QoS para todos os nodos no caminho da conex~ao e para estabelecer e manter o estado que permita oferecer o servico requisitado. O protocolo RSVP opera sobre o protocolo IP (vers~ao 4 ou vers~ao 6), ocupando o lugar do protocolo de transporte na pilha de protocolos. Entretanto, o RSVP n~ao transporta dados da aplicac~ao sendo um protocolo de controle da Internet como o IGMP, ICMP, ou protocolos de roteamento. RSVP n~ao e um protocolo de roteamento, mas foi projetado para ser utilizado com protocolos de roteamento ponto-a-ponto e ponto-a-multiponto atuais e futuros. O RSVP esta relacionado somente com a QoS daqueles pacotes que s~ao encaminhados de acordo com o roteamento.

7 Nodo Terminal (Emissor) Aplicação Classificador RSVP Escalonador de Pacotes Dados Protocolo de Roteamento Classificador RSVP Controle de Admissão Escalonador de Pacotes Controle de Política Figura 1: Arquitetura do RSVP Dados De modo a acomodar grupos grandes, com inclus~oes e exclus~oes din^amicas e receptores com requisitos diferentes, o RSVP deixa a responsabilidade pela requisic~ao da QoS para os receptores. Os pedidos de QoS s~ao encaminhados no caminho inverso do uxo de dados. Em cada nodo, um pedido de QoS e passado para dois modulos de decis~ao local: controle de admiss~ao e controle de poltica. O controle de admiss~ao verica se existem recursos para atender a solicitac~ao de QoS e o controle de poltica determina se o usuario possui permiss~ao para fazer a requisic~ao. Se um dos dois controles falha a requisic~ao n~ao sera atendida. A gura 1 mostra uma vis~ao dos blocos componentes do RSVP em um nodo terminal e em um nodo intermediario. Em cada nodo intermediario duas ac~oes podem ser tomadas apos a chegada de uma requisic~ao de QoS: 1. fazer uma reserva: caso o controle de admiss~ao e de poltica sejam satisfeitos a especicac~ao de uxo e usada para denir par^ametros no escalonador de pacotes e a especicac~ao de ltro e usada para denir a QoS para a conex~ao. Em caso de falha em um dos controles a reserva e rejeitada e uma indicac~ao de erro e encaminhada em sentido reverso 2. encaminhar o pedido para o proximo nodo: a requisic~ao e encaminhada em direc~ao ao emissor. Isto acontece quando a reserva de recursos do passo 1 e feita com sucesso. A requisic~ao de reserva que e encaminhada para o proximo nodo no caminho pode ser diferente da requisic~ao recebida devido a func~ao de junc~ao. No caso das transmiss~oes multicast, o protocolo RSVP apresenta uma caracterstica de escalabilidade bastante interessante, permitindo que novos usuarios se juntem a uma transmiss~ao ja em andamento. Outra caracterstica importante e a economia de recursos obtida com o esquema de reserva feita pelos receptores. Se dois ou mais usuarios estiverem requisitando recursos para atender a uma mesma transmiss~ao de grupo, na parte do caminho que for comum a eles sera necessario fazer a reserva de recursos para atender a apenas um usuario (func~ao de junc~ao). 3 O Modelo de Alocac~ao Din^amica de Recursos O modelo de renegociac~ao din^amica proposto em [4] usa como base a denic~ao de QoS mnima. O nvel de QoS e especicado em func~ao de valores denidos para os par^ametros de qualidade de servico. A negociac~ao inicial deve levar em conta o valor mnimo especicado, bem como os valores de pico e o valor inicial dos par^ametros de QoS de cada conex~ao. No modelo proposto, a aproximac~ao inicial considera apenas os valores de banda

8 passante alocada para cada conex~ao. Os outros par^ametros que devem ser considerados s~ao ciclos de CPU e atraso de transmiss~ao m-a-m. A reserva de ciclos de CPU esta diretamente relacionada com a capacidade do sistema operacional do nodo local de fazer a reserva deste tipo de recurso. No caso do atraso de transmiss~ao, este valor e considerado como um limite inferior para denir o espaco de tempo entre duas requisic~oes de renegociac~ao consecutivas, aparecendo de forma implcita no modelo proposto. Assim, um pedido de conex~ao deve especicar dois valores para a banda passante: 1. O valor mnimo de banda passante a ser alocado de forma permanente para a conex~ao, referenciado nas express~oes a seguir como banda m{nima i,ondei indica uma conex~ao particular 2. O valor inicial de banda passante que sera usado juntamente com o valor mnimo para denir a aceitac~ao em cada nodo do sistema, referenciada nas express~oes a seguir como banda inicial i. Idealmente, em caso de sucesso de todas as renegociac~oes, o valor de banda alocada para uma dada conex~ao sera igual ao valor da taxa de pico para o proximo intervalo de tempo. A denic~ao do intervalodetempoentre renegociac~oes deve ser func~ao do tempo de atraso m-a-m para a conex~ao, de tal forma que o processo de renegociac~ao dos valores alocados possa ser feito antes que o novo perodo se inicie. O algoritmo de controle de admiss~ao de conex~ao e o algoritmo de alocac~ao din^amica de recursos s~ao computados de maneira distribuda no sistema. Assim, a computac~ao deve ser feita em cada nodo j por onde uma conex~ao i vai passar. O criterio para aceitar uma conex~ao e baseado na seguinte comparac~ao: if (banda_total(j) - banda_alocada(j)) >= banda_inicial(i) aceita_conexao(i) else rejeita_conexao(i) onde: banda alocada (j) nx ( banda m{nima(i) if banda corrente = (i) <bandam{nima (i) banda corrente (i) caso contrario: i=1 banda total (j) e a capacidade total de um canal do nodo(j) onde a conex~ao(i) esta alocada e banda corrente (i) e a banda passante em uso pela conex~ao (i). Ovalor de banda alocada e calculado para todas as n conex~oes ativas do nodo j. Quando uma conex~ao esta usando menos recursos do que a quantidade permitida pela reserva mnima, o valor computado corresponde ao valor da banda mnima, que e maior do que o valor de banda corrente. Para aceitar ou rejeitar um pedido de renegociac~ao, a comparac~ao e feita usando o valor de banda que esta em uso(banda corrente) no momento em que o pedido e recebido. Para cada metodo de alocac~ao (pico, media ou din^amica) a banda alocada teraumvalor diferente, enquanto que o valor de banda corrente poderia ser o mesmo (isto no caso do mesmo conjunto de conex~oes ter sido aceito pelos tr^es metodos). O criterio para aceitar uma renegociac~ao considera a banda disponvel, conforme a seguinte comparac~ao: if (banda_total(j) - banda_corrente(j)) >= banda_requisitada(i) aceita_renegociacao else rejeita_renegociacao

9 onde: banda corrente (j) = nx i=1 banda corrente i : Neste caso, o valor de banda disponvel sera sempre maior ou igual do que no caso de um pedido de nova conex~ao. Isto ocorre porque o valor de banda corrente sera sempre menor ou igual do que o valor de banda alocada. O conceito de recursos disponveis em cada um dos dois casos e diferente. Se uma ou mais conex~oes estiverem usando um valor de banda passante (banda corrente) menor do que o valor de banda mnima, ent~ao existira uma certa quantidade de recursos que podera ser usada pelo algoritmo de alocac~ao de recursos e que n~ao podera ser usada para a aceitac~ao de uma nova conex~ao. O modelo proposto usa o valor mnimo da QoS como uma reserva estrategica de recursos para prover um nvel de sucesso para os futuros pedidos de renegociac~ao. Quando a quantidade requerida de recursos por uma conex~ao e maior do que o seu nvel mnimo, ovalor alocado e igual ao valor que esta sendo usado (banda corrente). Se o valor requerido de banda e menor do que o nvel mnimo, o valor alocado e igual ao nvel mnimo especicado na negociac~ao inicial. Assim, a quantidade disponvel de recursos para a renegociac~ao vai ser sempre maior ou igual a quantidade disponvel para os novos pedidos de conex~ao. Essa situac~ao e ilustrada nas guras 2.a e 2.b para uma dada conex~ao i. Banda Passante (Mbps) Banda Mínima Banda Passante (Mbps) Banda Mínima Tempo (s) Tempo(s) Banda passante (BW) disponível apenas para pedidos de renegociação a) Banda Passante Corrente b) Banda Passante Alocada Figura 2: Reserva de QoS Mnima Dessa forma o uso do nvel mnimo da QoS serve para limitar o numero de conex~oes aceitas e ao mesmo tempo aumenta a chance de sucesso para as renegociac~oes, uma vez que uma parcela dos recursos e reservada exclusivamente para uso das renegociac~oes. O conceito de recurso disponvel e diferente do ponto de vista de pedidos de renegociac~ao e de pedidos de novas conex~oes. Assim, o esquema de reserva de QoS mnima dene uma prioridade implcita dos pedidos de renegociac~ao sobre os pedidos de novas conex~oes. O modelo proposto foi simulado para um servico de vdeo com conex~oes com durac~ao variavel e taxa de bits do tipo VBR (Variable Bit Rate). O modelo proposto foi comparado com metodo de alocac~ao estatica utilizando como valor de banda alocada um valor entre a taxa de pico e o valor da taxa media, de modo a oferecer tambem uma garantia estatstica. Para o esquema proposto de alocac~ao din^amica de banda passante um valor limite para a reserva de banda (Res max) foi xado. Neste caso, quando o valor limite e igual a 4,0 Mbps, signica que as conex~oes podem reservar de zero a 4,0 Mbps. A gura 3 mostra uma comparac~ao entre o metodo de alocac~ao din^amica (com diferentes valores de limite para a reserva)e o metodo de alocac~ao pela media. O percentual de rejeic~ao de renegociac~oes, que representa a perda de pacotes devido a aus^encia de recursos, foi determinada para diferentes valores de carga da rede (numero de conex~oes requisitadas).

10 12 10 Res_max = valor máximo para a reserva mínima Alocação pela média ( ) Rejeições de Renegociação (%) Res_max = 2,5 Res_max = 3,0 Res_max = 3,5 Res_max = 4,0 2 Res_max = 4,5 Res_max = 5, Número de conexões requisitadas Figura 3: Comparac~ao entre alocac~ao din^amica e alocac~ao pela media De um modo geral, os resultados obtidos nas simulac~oes mostraram que para situac~oes onde a carga de trafego e baixa ou media os dois modelos possuem um comportamento semelhante, ou seja, ambos admitem o mesmo numero de conex~oes e a taxa de perda de informac~ao devido a aus^encia de recursos e desprezvel. Entretanto, quando a carga de trafego e alta o modelo de alocac~ao din^amica oferece um maior nvel de garantia para as conex~oes aceitas. O metodo de alocac~ao din^amica restringe o numero de conex~oes aceitas mais rapido do que o metodo de alocac~ao estatica, mas garante uma taxa de perda de informac~ao abaixo de 1%. Os resultados preliminares da simulac~ao podem ser encontrados em [3] enquanto que os resultados completos podem ser vistos em [4]. 4 Implementac~ao do Modelo de Alocac~ao de Recursos Esta sec~ao apresenta duas alternativas para a implementac~ao do modelo proposto em [4]. As alternativas incluem os protocolos da Internet e o ATM (Asynchronous Transfer Mode). A escolha feita baseou-se na tend^encia atual do desenvolvimento de redes de alta velocidade. ATM tem sido largamente utilizado como a soluc~ao para a implantac~ao das redes de banda larga. Uma soluc~ao bastante utilizada eadoc~ao de uma pilha de protocolos usando IP sobre ATM. Esta soluc~ao contempla a maioria das aplicac~oes Internet que utilizam o protocolo IP para fazer o roteamento de pacotes e prov^e uma capacidade de transmiss~ao bastante alta devido a capacidade dos comutadores ATM em processar as celulas ATM. 4.1 Implementac~ao usando ATM Uma alternativa para a implementac~ao do esquema de alocac~ao din^amica de banda passante e utilizando os servicos disponveis na UNI (User Network Interface) com a denic~ao de primitivas de servico e de PDUs (Unidades de Dado do Protocolo) associadas as primitivas. Diniz, Goulart e Nogueira descrevem em seu trabalho a implementac~ao de um servico de negociac~ao din^amica de banda passante em uma rede ATM [2]. A arquitetura implementada para a negociac~ao de banda passante e mostrada na gura 4.

11 Nodo Usuário (Receptor) Aplicação do Usuário Gerente QoS MIB QoS para ATM Camada de Negociação de QoS Protocolo de Negociação Camada ATM UNI (User Network Interface) UNI Nodo Servidor (Fonte) Aplicação do Usuário Gerente QoS MIB QoS para ATM Camada de Negociação de QoS Camada ATM Protocolo de Negociação MIB QoS para ATM Agente QoS MIB QoS para ATM Agente QoS Camada de Negociação de QoS Camada ATM Protocolo de Negociação Camada de Negociação de QoS Camada ATM Nodo Intermediário ATM Nodo Intermediário ATM Figura 4: Arquitetura de Renegociac~ao para ATM O principal objetivo da Camada de QoS implementada e fornecer a camada de aplicac~ao multimdia primitivas de servico que permitam a utilizac~ao da alocac~ao din^amica de banda passante em uma rede ATM. Para denic~ao e implementac~ao da camada de negociac~ao din^amica de QoS foram utilizados os conceitos de servico e protocolo, seguindo o modelo de informac~ao OSI. As primitivas de servico oferecidas ao usuario s~ao: Estabelecer Conex~ao (Par^ametros), Mais Recursos (Id Conex~ao, Par^ametros), Menos Recursos (Id Conex~ao, Par^ametros) e Terminar Conex~ao (Id Conex~ao). A estrutura interna da camada de QoS e mostrada na gura 4. Cada primitiva executa uma tarefa especca dentro do servico de negociac~ao din^amica de QoS. A denic~ao destas primitivas e a seguinte. Estabelecer Conex~ao. Uma aplicac~ao de usuario solicita o estabelecimento de uma conex~ao. O pedido deve ser analisado por todos os nodos no caminho daquela conex~ao. Se cada nodo possuir recursos disponveis, o pedido sera aceito e os recursos necessarios ser~ao alocados Solicitar Mais Recursos. Uma aplicac~ao pode solicitar que mais recursos sejam alocados para ela. Segue o mesmo raciocnio da primitiva Estabelecer Conex~ao. Se o nodo cliente puder aceitar o pedido, ele aloca recursos e envia o pedido para o proximo nodo. Sen~ao o pedido e rejeitado e contabilizado como tal. Um pedido e considerado como aceito quando o nodo cliente receber uma PDU conrmando a aceitac~ao do pedido por todos os nodos Solicitar Menos Recursos. Uma aplicac~ao informa que possui recursos sobrando e que pode liberar uma determinada quantidade. Assim, os par^ametros da MIB s~ao atualizados em cada nodo intermediario, subtraindo-se os valores dos recursos ate um valor mnimo. O pedido e passado para o proximo nodo. O esquema garante um valor mnimo de recursos para cada conex~ao. Este valor e indicado no estabelecimento da conex~ao Terminar Conex~ao. Uma aplicac~ao solicita o termino de uma conex~ao. Em cada nodo a MIB deve ser atualizada, liberando os recursos alocados para a conex~ao que esta sendo nalizada. O pedido e passado para o proximo nodo.

12 A vers~ao utilizada da UNI n~ao permite a renegociac~ao dos par^ametros de QoS durante o tempo da conex~ao. Assim, o servico de alocac~ao din^amica de recursos foi implementado atraves do servico CBR. Para cada intervalo entre renegociac~oes, o valor da taxa de pico e atualizado, uma nova conex~ao CBR e estabelecida com este novo valor, e os valores alocados para a conex~ao atual s~ao liberados. Este controle foi feito por um algoritmo de controle de admiss~ao de conex~oes implementado em uma estac~ao de trabalho e n~ao utilizando o algoritmo do comutador ATM. Isto foi necessario porque o comutador disponvel possuia uma arquitetura fechada, na qual n~ao se pode alterar o programa de controle de admiss~ao de conex~oes (CAC). Portanto, a estrutura de execuc~ao real do esquema desenvolvido n~ao corresponde exatamente a estrutura de execuc~ao proposta para o prototipo. O trabalho foi desenvolvido no Laboratorio de Redes de Alta Velocidade da Universidade Federal de Minas Gerais. Os equipamentos utilizados na implementac~ao do trabalho, todos seguindo a recomendac~ao do padr~ao UNI 3.0 do ATM Forum, foram: um comutador LightStream 100 ATM (A100 HyperSwitch) da Cisco com suporte para 16 linhas ATM a 155Mbps. uma estac~ao de trabalho Sparc 5 com placa ATM do tipo SBus da Sun de 155Mbps. A placa ATM e ligada ao comutador ATM atraves de bra otica duas estac~oes de trabalho Sun Ultra 1 com placas ATM do tipo SBus da Sun de 155Mbps. As placas ATM s~ao ligadas ao comutador ATM atraves de cabo par trancado categoria 5. De um modo geral os resultados obtidos com implementac~ao para ATM foram compatveis com os resultados da simulac~ao, consideradas as diferencas existentes entre os experimentos. No caso das simulac~oes foram considerados nodos com diferentes capacidades e o numero de conex~oes requisitadas era bastante variado, em func~ao da capacidade do nodo, para caracterizar diferentes cargas de trabalho. A gura 5 mostra o comportamento do percentual de rejeic~oes em func~ao do valor maximo da reserva de banda passante permitida por conex~ao. Assim como nas simulac~oes, o aumento da faixa de reserva na implementac~ao do servico de renegociac~ao reduz consideravelmente a taxa de rejeic~ao de pedidos de renegociac~ao. Os resultados completos relativo a a implementac~ao podem ser obtidos em [2]. Posteriormente o servico de alocac~ao din^amica de banda passante foi utilizado na implementac~ao de um servico de transmiss~ao de vdeo usando a codicac~ao MPEG [13, 14] Percentual de rejeicoes Valor da reserva maxima Figura 5: Inu^encia da reserva no percentual de rejeic~oes

13 4.2 Implementac~ao usando o RSVP O protocolo RSVP utiliza duas classes de mensagens principais: (1) Resv que e utilizada pelos receptores para fazer as requisic~oes de QoS e Path que e enviada pelo emissor para manter e atualizar as informac~oes de roteamento. Como o RSVP foi denido para ser utilizado com diferentes protocolos de nvel inferior, o formato de suas mensagens e denido de maneira generica. Ao inves de especicar formatos baseados em campos, a especicac~ao e feita em termos de objetos. A gura 6 mostra o formato geral das mensagens do RSVP. OCabecalho Comum possui um formato xo para todas as mensagens. O campo Vers identica o numero de vers~ao do protocolo. O campo Flag ainda esta sem uso denido. O campo Msg Type identica o tipo de mensagem (Resv = 1). RSVP Checksum e utilizado para a detecc~ao de erros. O campo Send TTL identica o tempo de vida da mensagem na origem. E o campo RSVP Length especica o tamanho total da mensagem, incluindo o cabecalho. Cabeçalho Comum Ver Flag Msg_type RSVP Checksum SendTTL Reserved RSVP Length Formato do Objeto Length(bytes) ClassNum C_type (Conteúdo do Objeto) Figura 6: Formato da Mensagem RSVP O restante da mensagem (corpo) possui tamanho variado e e composto por objetos com tipo denido. O formato de cada objeto, por sua vez, e constitudo por um cabecalho (4 octetos) e o conteudo do objeto que possui tamanho variavel. Os campos do cabecalho especicam o tamanho total do objeto em octetos (Length), a classe do objeto (Class Num), como por exemplo uma especicac~ao de uxo (FLOWSPEC), e o tipo do objeto que deve ser unico dentro de uma classe. O formato do conteudo depende da classe e do tipo de objeto considerado. ORFC 2210 do IETF [7] especica o formato de objetos para serem utilizados dentro da vis~ao de servicos integrados na Internet. Os modelo adotado para a QoS na Internet permite a especicac~ao de dois tipos de servico: (1) o servico de QoS garantida (Guaranteed QoS) [9] onde a garantia oferecida e determinstica e (2) o servico que oferece uma garanta estatstica para a QoS (Controlled Load) [8]. O formato denido para os objetos podem ser utilizados com qualquer um dos dois tipos de servico. Tr^es tipos de objetos s~ao denidos para representar as tr^es vis~oes diferentes de QoS que podem existir no sistema. Estes tr^es objetos podem ser utilizados para a implementac~ao do servico de alocac~ao din^amica de banda passante, conforme descrito a seguir: 1. SENDER TSPEC contem a especicac~ao do trafego que o emissor vai gerar, ou que poderia gerar caso a rede e os receptores tenham recursos para suporta-lo. Esta mensagem pode ser utilizada para que a fonte de trafego (emissor) informe as caractersticas do trafego a ser gerado. No caso de uma aplicac~ao de comunicac~ao de grupo, a informac~ao pode ser codicada conforme a denic~ao apresentada em [7], onde o trafego e caracterizado por informac~oes tais como, taxa de pico, taxa media, tamanho de rajada, etc, para um controle de taxa baseado no algoritmo do balde furado

14 2. ADSPEC carrega informac~oes que podem ser geradas pelo emissor do uxo de dados ou pelos nodos intermediarios, para serem entregues ao(s) receptor(es). A informac~ao contida neste objeto pode ser utilizada e alterada pelos nodos intermediarios. Estas mensagens podem ser geradas por um nodo intermediario ou pelo emissor para indicar a falta de recursos. Esta mensagem e enviada para o receptor e serve para informar aos nodos que ja haviam alocado recursos para um determinado pedido que parte dos recursos reservados podem ser liberados. Este tipo de mensagem e utilizado, tambem, para atualizar informac~oes de roteamento 3. FLOWSPEC possui informac~oes relativas as reservas de recurso que podem ser feitas pelos receptores. Estas mensagens s~ao geradas pelos receptores com base nas informac~oes recebidas em SENDER TSPEC. Os valores contidos neste objeto tambem podem ser utilizados e atualizados nos nodos intermediarios antes de chegar ao emissor do uxo de dados. Estas mensagens ser~ao mandadas em direc~ao ao emissor para que a reserva de recursos seja feita ao longo do caminho. Os nodos intermediarios devem processar a informac~ao contida em FLOWSPEC para fazer a alocac~ao ou liberac~ao de recursos. No caso de inexist^encia de recursos, o nodo intermediario pode alterar as informac~oes de FLOWSPEC antes de encaminha-lo para o proximo nodo no caminho. No caso de inexist^encia de recursos, o nodo intermediario deve gerar tambem uma mensagem do tipo ADSPEC e envia-la para o receptor de modo que recursos previamente alocados possam ser liberados A losoa do RSVP e bastante semelhante a do modelo de alocac~ao din^amica de recursos. Ambos utilizam a ideia de atualizac~ao do estado de carga que sera demandado pela rede nos proximos instantes de tempo. O modelo de alocac~ao din^amica reforca a ideia de reserva baseada na qualidade mnima admitida (Reserva mnima). No caso do protocolo RSVP toda solicitac~ao, seja por mais recursos ou apenas para conrmar a quantidade de recursos atual, traz o valor de banda que sera necessaria no proximo intervalo de tempo. Assim, e necessario que seja feita uma pequena alterac~ao nas requisic~oes de reserva no ponto de origem. Deve ser feita uma comparac~ao entre o valor solicitado e a taxa mnima. Sempre que o valor solicitado for menor do que a taxa mnima, a descric~ao do uxo deve ser alterada para que seja solicitada a taxa mnima. Esta soluc~ao e facilitada pelo mecanismo de junc~ao do RSVP. Outro detalhe importante e garantir que as requisic~oes de recursos sejam geradas em intervalos de tempo que possam garantir a manutenc~ao do soft state denida pelo RSVP. Caso o intervalo entre duas requisic~oes por recursos seja maior do que o intervalo limite denido pelo RSVP, requisic~oes extras devem ser geradas no meio do intervalo. Estas requisic~oes extras devem ter os valores id^enticos ao da ultima requisic~ao, apenas para garantir que a reserva feita n~ao sera cancelada. O esquema de alocac~ao din^amica de recursos foi implementado como parte do projeto de nal de curso de graduac~ao no DCC/UFMG [15]. Para a implementac~ao foi utilizado ocodigo fonte do RSVP disponvel no Information Sciences Institute atraves do endereco Existem tr^es vers~oes publicas do codigo do protocolo RSVP para os sistemas operacionais Solaris, FreeBSD e IRIX. A vers~ao utilizada foi para o sistema operacional Solaris A utilizac~ao do RSVP para a implementac~ao do esquema de alocac~ao din^amica de banda passante mostrou que o esquema pode trazer benefcios com relac~ao ao aumento da taxa de utilizac~ao de recursos, ao mesmo tempo em que fornece uma garantia estatstica em nveis superiores a 97%. A maior limitac~ao

15 encontrada nesta primeira implementac~ao foi a incompatibilidade do sistema operacional com as func~oes de reserva de recurso do RSVP. A vers~ao utilizada do sistema operacional n~ao permite executar a reserva de recursos no seu nucleo (kernel). Assim, os pedidos de reserva de recurso s~ao simulados. Informac~oes detalhadas sobre a implementac~ao e os resultados alcancados podem ser vistos em [12, 15]. 5 Conclus~oes As aplicac~oes multimdia distribudas demandam uma serie de requisitos de uma rede de computadores para a sua adequada implementac~ao. O conceito de Qualidade de Servico associado as aplicac~oes multimdia distribudas requer que as tarefas de reserva e alocac~ao de recursos na rede sejam feitas de forma a garantir a exist^encia de recursos durante todo o tempo de uma conex~ao. Diferentes soluc~oes tem sido apresentadas para resolver o problema de garantir os requisitos de QoS para as aplicac~oes multimdia em redes. Particularmente tem se destacado as propostas desenvolvidas no ^ambito do ATM Forum e do IETF. Este trabalho apresentoudeummodelodealocac~ao din^amica de recursos para garantir a QoS de aplicac~oes multimdia em redes e os resultados obtidos na sua implementac~ao. O modelo foi implementado para a negociac~ao din^amica de banda passante, de modo atender conex~oes com comportamento de taxa de bits variavel. Os pontos principais do modelo s~ao: a denic~ao de um nvel mnimo para a banda passante e a renegociac~ao do valor alocado durante todo o tempo de conex~ao. O modelo foi denido de forma generica de tal modo que fosse possvel a sua implementac~ao para as duas vis~oes mencionadas. O modelo foi simulado para vericar a sua ecacia na garantia do nvel de QoS para as conex~oes aceitas. O mapeamento para ATM foi feito atraves da implementac~ao de um servico de negociac~ao din^amica de banda passante usando a API fornecida pelo fabricante do comutador. Foi denido um conjunto de primitivas para permitir a negociac~ao dos par^ametros de banda passante de uma conex~ao. Os resultados obtidos com esta implementac~ao foram compatveis com os resultados obtidos na simulac~ao do modelo proposto. Posteriormente este servico de alocac~ao din^amica foi utilizado para a implementac~ao de um servico de transmiss~ao de vdeo MPEG. O mapeamento para os protocolos do IETF foi feito utilizando o protocolo RSVP, que possui uma certa semelhanca com o modelo proposto no sentido de trabalhar com alocac~ao din^amica de recursos. O uso do RSVP para a implementac~ao do esquema de alocac~ao din^amica de banda passante mostrou que e possvel oferecer uma garantia estatstica em nveis elevados mesmo quando a carga da rede e muito alta. Agradecimentos Este trabalho foi possvel gracas ao apoio recebido da CAPES, atraves de seu programas de bolsas PICD, e do CNPq, atraves do programa RHAE. Gostaramos de agradecer tambem a toda equipe do laboratorio de Redes de Alta Velocidade da UFMG, onde foram realizadas as implementac~oes. E nalmente, ao Prof. Gerald Neufeld, da University of British Columbia, que teve uma participac~ao fundamental na fase de elaborac~ao e simulac~ao do nosso modelo.

16 Refer^encias [1] The ATM Forum, Trac Management Specication - Version 4.0, The ATM Forum, April, [2] A. L. B. Diniz, Um Servico de Alocac~ao Din^amica de Banda Passante em Redes ATM para Suporte a Aplicac~oes Multimdia, Master's thesis, Departamento de Ci^encia da Computac~ao, Universidade Federal de Minas Gerais, Marco, [3] C. C. Goulart, J. M. S. Nogueira, G. W. Neufeld, Dynamic QoS Negotiation for Multimedia Applications at Intermediate Nodes, In Proceedings of IEEE SICON'97 { Singapore International Conference on Networks, pp , Singapore, april, [4] C. C. Goulart, Um esquema de alocac~ao din^amica de recursos para garantir QoS para aplicac~oes multimdia em Redes, PhD thesis, Universidade Federal de Minas Gerais, Abril, 1998 [5] IETF { Internet Engineering Task Force, IETF Integrated Service documents, Internet drafts, [6] IETF { Internet Engineering Task Force, RFC 2205 { Resource ReSerVation Protocol (RSVP) { Version 1 Functional Specication, September, [7] IETF { Internet Engineering Task Force, RFC 2210 { The use of RSVP with IETF Integrated Services, September, [8] IETF { Internet Engineering Task Force, RFC 2211 { Specication of the Controlled- Load Network Element Service, Sepetember, [9] IETF { Internet Engineering Task Force, RFC 2212 { Specication of Guaranteed Quality of Service, September, [10] JTC1/SC21/WG1. ISO/IEC DIS { Quality of Service Framework - Outline, February, [11] ITU-T. Recommendation I Trac control and congestion control in B-ISDN, August, [12] A. A. F. Loureiro, V. L. Santos, C. C. Goulart, J. M. S. Nogueira. A Study of Dynamic QoS Negotiation for Multimedia Applications in RSVP. In Proceedings of VI IEEE/IFIP International Workshop on Quality of Service, Napa, CA, USA, May, [13] F. F. N. Pereira. Transmiss~ao de Vdeo MPEG com Negociac~ao Din^amica de Banda Passante em Rede ATM. Master's thesis, Departamento de Ci^encia da Computac~ao, Universidade Federal de Minas Gerais, Setembro, [14] F. F. N. Pereira, J. M. S. Nogueira. Transmission of MPEG Video over ATM-based Networks utilizing Dynamic Bandwith Negotiations. In Proceedings of Multimedia Management Network Systems Conference, Versailles, France, [15] V. L. Santos, A. A. F. Loureiro, C. C. Goulart, J. M. Mata. Implementac~ao de uma proposta de Qualidade de Servico Utilizando Negociac~ao Din^amica. Relatorio de Projeto Orientado, DCC/UFMG, Dezembro, [16] L. A. Vogel, B. Kerherve, G. von Bochmann, J. Gecse. Distributed Multimedia and QOS: A Survey. IEEE Multimedia, pp , Summer, 1995.

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