FACULDADE DE PARÁ DE MINAS FAPAM Curso de Administração de Empresas. José Alexandre Normando dos Santos CADEIA DE SUPRIMENTOS COM ÊNFASE EM ESTOQUE

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1 FACULDADE DE PARÁ DE MINAS FAPAM Curso de Administração de Empresas José Alexandre Normando dos Santos CADEIA DE SUPRIMENTOS COM ÊNFASE EM ESTOQUE Pará de Minas, MG 2012

2 José Alexandre Normando dos Santos CADEIA DE SUPRIMENTOS COM ÊNFASE EM ESTOQUE Projeto de Monografia apresentado a Faculdade de Pará de Minas, como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em Administração. Orientadora: Annévia Palhares Pará de Minas, MG 2012

3 José Alexandre Normando dos Santos CADEIA DE SUPRIMENTOS COM ÊNFASE EM ESTOQUES Trabalho de Graduação para obtenção de título de Bacharel em Administração de Empresas, pela Faculdade de Pará de Minas - FAPAM. Aprovada em / / Prof.Orientadora: Annévia Palhares Vieira Diniz Oliveira Banca Examinadora: Prof.Ruperto Benjamin Cabanellas Vegas Banca Examinadora:

4 Dedico este trabalho aos meus pais, minha esposa e filha que sempre estiveram presentes, aos meus irmãos por todo apoio que deram na minha caminhada e a Deus por permitir que este sonho fosse alcançado e finalmente a todos os colegas que estiveram presentes no decorrer do curso.

5 AGRADECIMENTOS Agradeço a todos os professores que durante esta caminhada estiveram dispostos a me ensinar de maneira paciente e objetiva tudo o que sabiam e em especial ao professor Ruperto Vegas pelo apoio no decorre do curso e a professora Annévia Palhares pela atenção e apoio dado pela realização deste trabalho.

6 Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e viver com ousadia, pois o triunfo pertence a quem se atreve, e a vida é muito bela para ser insignificante. Charlie Chaplin

7 Resumo O presente estudo procurou examinar como as organizações estão formando seus estoques e de que forma mantém estes estoques na garantia de satisfazer as necessidades tanto de clientes internos e externos. O presente trabalho buscou entender de forma mais profunda toda a cadeia de suprimentos, tanto de reposição dos estoques como de distribuição onde a empresa esta inserida. Através destas informações procurou demonstrar ao leitor técnicas utilizadas nas organizações para uma melhor definição destes estoques através de ferramentas específicas como: Curva ABC, Definição de Estoque Máximo e Mínimo, Gráfico Dente de Serra, MRP. Após um entendimento sobre todo o ciclo de funcionamento da empresa, onde estão localizados seus principais fornecedores, tempo de reposição de cada matéria prima, forma de transporte usados na reposição dos estoques, foi possível ter o entendimento de todo o ciclo de reposição de estoques da empresa e assim aplicar as ferramentas acima citadas para identificar e planejar os volumes de estoques a ser mantido na organização possibilitando o gestor de estoques ter o conhecimento necessário para sua administração e manutenção. Palavra- chave: Ferramentas de gestão no controle e planejamento dos estoques.

8 LISTA DE FIGURAS Figura 1 Organograma... Figura 2 O Ciclo da Cadeia de Suprimentos... Figura 3 Processo de Compras... Figura 4 Fluxograma de Estoque... Figura 5 Estoque Explicativo do MRP... Figura 6 - Funções Básicas de um MRP... Figura 7-Fluxograma de formação estoques...72 Figura 8 - Funções Básicas de um MRP

9 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 Demonstração do Funcionamento do Gráfico Dente de Serra... Gráfico 2 Dente de Serra Utilizando o Estoque Mínimo... Gráfico 3 Níveis de Estoque Mantido no 1º Semestre 2010/TN... Gráfico 4 Níveis de Estoque Mantido no 2º Semestre 2010/TN... Gráfico 5 Giro do Estoque 1º Semestre Gráfico 6 Giro do Estoque 2º Semestre Gráfico 7 Prazo Médio Estocagem em dias 1º Semestre Gráfico 8 Prazo Médio Estocagem em dias 2º Semestre Gráfico 9 Níveis de Estoque Mantido no 1º Semestre 2011/TN... Gráfico 10 Níveis de Estoque Mantido no 2º Semestre 2011/TN... Gráfico 11 Giro do Estoque 1º Semestre Gráfico 12 Giro do Estoque 2º Semestre Gráfico 13 Prazo Médio Estocagem em dias 1º Semestre Gráfico 14 Prazo Médio Estocagem em dias 2º Semestre Gráfico 15 Curva ABC Identificação por Produto... Gráfico 16 Definição Estoque Matérias-Primas/TN... Gráfico 17 Níveis de Estoque 1º Semestre de 2012/TN... Gráfico 18 Giro do Estoque 1º Semestre Gráfico 19 Prazo Médio Estocagem 1º Semestre Gráfico 20 Volume de Estoque 2010, 2011,

10 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Registro Básico do MRP... Tabela 2 Classificação dos Itens pelo Grau de sua Importância... Tabela 3 Curva ABC de Consumo por Produto

11 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO Considerações Iniciais Situação Problemática Objetivos Objetivo Geral Objetivos Específicos Justificativa Caracterização da Empresa Missão/Visão/Valores da Empresa Organograma da Empresa REFERENCIAL TEÓRICO Cadeia de Suprimentos Gestão de Compras Identificação de Fornecedores Seleção de Fornecedores Administração de Estoque Estoque Definição Recebimentos de Materiais Movimentação e Armazenagem de Materiais MRP - Planejamento das Necessidades de Materiais Vantagens e Limitações do sistema MRP MRP II - Planejamento dos Recursos da Manufatura Gráfico Dente de Serra Classificação ABC Estoque de Segurança ou Estoque Mínimo Ponto de Pedido Estoque Máximo Giro de estoque... 47

12 3 METODOLOGIA Abordagem da pesquisa Propósito da pesquisa Tipos de Pesquisa Período da Coleta de Dados Instrumento de Coleta de Dados Plano de Coleta de Dados ANÁLISE DOS DADOS COLETADOS CONSIDERAÇÕES FINAIS Sugestões a empresa Limitações do Trabalho Sugestões para Trabalhos Futuros REFERÊNCIAS... 77

13 12 1 INTRODUÇÃO 1.1 Considerações Iniciais O tema do presente trabalho foi levantar informações sobre a cadeia de suprimentos e seu funcionamento. Desta forma foi possível aprofundar e entender as variáveis que existem entre desenvolver fornecedores potenciais na aquisição de insumos para a fabricação do produto final, entender de forma mais clara através de ferramentas específicas a formação do estoque e seus índices de controle. Foi usadas ferramentas que possibilitaram ao gestor de estoque uma melhor compreensão dos itens existentes no armazém garantindo uma alta performance de atendimento sem aumentar os níveis de estoque e principalmente sem onerar capital da empresa. Esta análise foi realizada através de pesquisa interna junto à empresa por meios de relatório que possibilitou verificar períodos mais longos propondo melhorias e mais segurança na tomada de decisão do gestor de estoque. 1.2 Situação Problemática Como melhorar o planejamento de toda cadeia de suprimentos, aplicando ferramentas de controle em estoque em uma empresa no seguimento de resinas termoplásticas, garantindo o atendimento aos clientes sem elevar o nível de estoque. 1.3 Objetivos Objetivo Geral Este trabalho tem como objetivo geral a análise do planejamento e controle de estoque da empresa, através de ferramentas específicas (Curva ABC, MRP, Definição de Estoque Máximo, Mínimo, Lead Time de Reposição, Gráfico Dente de Serra) propondo melhoria ao gestor através de indicadores que possibilitará um melhor controle de todos os itens do estoque.

14 Objetivos Específicos Análise da cadeia de suprimentos e suas variáveis quanto ao negócio da empresa pesquisada; Análise sobre parâmetros do estoque quando ao seu atendimento a clientes e produção através de relatórios gerenciais; Oferecer ao gestor de estoque ferramentas específicas na montagem, manutenção e controle do estoque. 1.4 Justificativa Procurar entender de forma clara como é o ciclo de funcionamento da empresa, o mercado no qual ela esta inserida, seu principais fornecedores e clientes e assim projetar os estoques as serem mantido na organização de modo a atender todas as necessidades internas e externas da empresa. Proporcionar um melhor entendimento sobre ferramentas específicas no controle de estoque através de levantamento teórico, oferecendo assim ao gestor de estoque uma melhor compreensão levando em conta todas as variáveis possíveis como: Tamanho Ideal dos Estoques, Lead Time de Reposição, Ponto de Pedido, Estoque Máximo e Mínimo a serem considerados, e classificação ABC dos estoques e MRP. Apontado quais os itens mais importantes a serem considerados na formação e manutenção do estoque. 1.5 Caracterização da Empresa A empresa analisada foi fundada em 2004, com instalações no estado de Minas Gerais, nasceu de um projeto inovador, arrojado e pioneiro, visando produção e comercialização de insumos básicos provenientes de polos químicos/petroquímicos e destinados a diversas cadeias produtivas. Possui 103 colaboradores atuando em diversas áreas da empresa.

15 14 É especializada em compostos TR Borracha Termoplásticas destinadas a indústrias de produtos injetados, especialmente para o segmento industrial calçadista. Localizada na cidade de Pará de Minas, Minas Gerias, a empresa está instalada as margens da Rodovia BR 262, na altura do Km 403, onde possui moderna planta industrial, operando em harmonia com a comunidade e o meio ambiente. 1.6 Missão/Visão/Valores da Empresa VISÃO: Ser a empresa de melhor desempenho do setor de compostos termoplásticos da América Latina. MISSÃO: Possibilitar a satisfação e desenvolvimento dos nossos clientes, a partir do alto desempenho de nossos produtos, desenvolvendo uma cultura de inovação permanente para garantir o crescimento sustentável; atentos continuamente a satisfação de sócios e colaboradores e atuando com responsabilidade socioambiental. VALORES: A nossa VISÃO E MISSÃO deverão doravante estar integradas em nossas mentes e corações para que alcancemos juntos, a melhor trajetória do segmento compostos termoplásticos que o mercado já presenciou.

16 Organograma da Empresa Figura 1 Organograma Fonte: Adaptado pelo autor (2012)

17 16 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Cadeia de Suprimentos A cadeia de suprimentos inclui todas as atividades e processos necessários para fornecer um produto ou serviço a um consumidor final. (ARNOLD, 2011, p.5) Segundo Arnold (2011) a cadeia de suprimentos é a integração entre empresa, fornecedores e clientes, e que estão interligadas por uma relação de oferta e demanda. O cliente de um determinado fornecedor compra a matériaprima agrega valor e vende a outro cliente que pode ter vários fornecedores ou pode ser um fornecedor exclusivo de terminado cliente. Enquanto houver uma cadeia de relacionamentos entre fornecedores e clientes, todos são membros da mesma cadeia de suprimentos. Já para Francischini e Gurgel (2004) a cadeia de suprimentos envolve várias etapas na relação de oferta e demanda entre clientes e fornecedores, e uma delas considerada muito importante por eles é a classificação de fornecedores potenciais que possam garantir a qualidade física e técnica do material a ser adquirido. Segundo eles a tarefa é difícil e onerosa para empresas, mais é fato que este trabalho deve ser levado muito a sério pelas organizações para garantir um fornecimento de componentes e serviços de qualidade, desta forma evitando corrigir defeitos durante o processo produtivo elevando os gastos com perdas e muitas vezes com atrasos junto ao cliente por não conseguir fabricar um produto de qualidade. Francischini e Gurgel (2004) definem ainda a importância de analisar fornecedores qualificados e sugerem alguns passos a ser seguidos para uma boa definição de bons fornecedores. Quais sejam? Estabelecer uma pesquisa detalhada sobre o fornecedor através de sindicatos associações, internet, consultoria especializada dentre outros; Estabelecer critérios para avaliação como qualidade do produto, prazos de entregas, distribuição se é própria ou terceirizada;

18 17 Cadastrar fornecedores selecionados e acompanhar o desempenho do fornecimento; É muito importante que se construa uma parceira com bons fornecedores, isso lhe possibilitará ter eficiência agilidade e qualidade nos seus produtos ou serviços oferecidos no mercado. Para Aurélio (2011) um dos principais responsáveis pelo bom desempenho de qualquer empresa é o fornecedor. Ele acredita que não basta somente preço ou prazo de entrega para uma boa qualificação de um fornecedor vai muito além disso, a qualidade do produto a ser ofertado ou adquirido deve atender aos parâmetros de qualidade, pois muitas vezes o gestor trabalha com um níveis de estoques bem baixo para não imobilizar de forma sistemática os ativos da empresa e isso coloca muitas vezes em risco o atendimento ao cliente final. Figura 2 - O ciclo da cadeia de suprimentos Fonte retirada: Após analisar a cadeia de suprimentos conforme figura 2 (ciclo da cadeia de suprimentos) foi possível destacar que é um sistema muito complexo e que precisa ser entendido de forma profunda pelos gestores de estoque.

19 18 Definir o fluxo da cadeia de suprimentos é muito importante para um bom funcionamento de todos os mecanismos de controle, onde estão situados nossos fornecedores e clientes, se são confiáveis aos acordos estabelecidos, tipo de distribuição, o lead time de reposição tanto dos fornecedores quanto na distribuição aos clientes. Tendo estas questões bem definidas o gestor de estoque pode tomar decisões mais seguras sem comprometer o bom funcionamento da organização. Com esta visão bem definida pela organização fica evidente uma boa comunicação entre a gestão de compras nesta fase de conhecimento e desenvolvimento junto a cadeia de suprimentos Gestão de Compras Francischini e Gurgel (2004) destacam que o setor de compras pode ser definido conforme o negócio da empresa, sendo um departamento centralizado ou com a participação de um comitê formado por outras áreas envolvidas neste processo com produção e vendas. Eles destacam a importância dos dois processos e mostra as vantagem e desvantagens com compras centralizadas ou formadas por um comitê de outras áreas. Vantagens da centralização: Visão global sistêmica quanto à organização do serviço; Poder de negociação buscando sempre melhoria dos níveis de preço junto a fornecedores; Influência do mercado em virtude do nível de relacionamento com os fornecedores; Controle financeiro dos compromissos assumidos pelas compras associadas ao controle de estoques; Economia de escala na aquisição centralizada, baixando os custos. Vantagens de um comitê formado por outras áreas: Experiências larga escala de experiência é aplicada nas decisões; Técnica as decisões são tomadas com base em métodos; Coordenação pressões sobre compras são mais baixas, melhorando as relações dos compradores com o pessoal interno e vendedores;

20 19 Políticas a participação das áreas de engenharia simultânea cria ambiente favorável para melhor desempenho do ponto de vista tanto político como profissional; Já para Arnold (2011) destaca compras como uma parte do processo onde o sucesso depende de outras áreas como marketing e engenharia de produção, que juntos com compras definem a melhor estratégia a ser seguida no processo de aquisição de insumos. Em média as empresas gastam 50% dos seus recursos proveniente das vendas na compra de insumos, desta forma ele destaca que é muito importante que haja uma sintonia entre as áreas envolvidas no processo de aquisição para que os insumos adquiridos sejam satisfatórios e atenda todos os padrões de qualidade exigidos ao menor preço possível. Com base nos autores, ficou claro a importância do setor de compras em qualquer empresa. Ele é a garantia de um ciclo perfeito entre a empresa e fornecedor, destaca ainda que mesmo que o setor de compras seja centralizado ou formado por comitê vindo de outras áreas, a garantia de um produto de qualidade, preço e entrega no tempo determinado, é uma das funções primordiais para garantir um bom funcionamento da empresa evitando prejuízos tanto na linha de produção quanto no atendimento ao cliente final. Desta forma é preciso estar com os objetivos bem definidos em compras para garantir um bom fluxo de informação em toda organização Objetivos de Compras Para Arnold (2011), compra tem como objetivo garantir um abastecimento no fluxo dos materiais na empresa visando assegurar junto a fornecedores que os prazos de entrega sejam sempre cumpridos para não criar uma série de perturbações para os departamentos de produção e vendas. Ele destaca que compras pode ser resumido em quatro categorias, são elas: Obter mercadorias com qualidade e na quantidade necessária a se manter o fluxo da empresa;

21 20 Obter mercadorias e serviços ao menor custo; Assegurar o melhor serviço possível e pronta entrega por parte do fornecedor; Procurar desenvolver e manter uma boa relação com fornecedores e buscar sempre desenvolver novos fornecedores potenciais. Destaca ainda que o setor de compras possui várias etapas a serem cumpridas para uma boa gestão e fluxo dentro de qualquer organização conforme mostra a figura 3 (Processo de Compras), e que devem ser acompanhadas de perto pelo setor de compras como: receber e analisar as requisições de compras, selecionar fornecedores potenciais visando garantir qualidade e prazos de entregas dos materiais adquiridos, solicitar cotações junto aos fornecedores aprovados visando sempre o menor preço das mercadorias, determinar o preço certo através de negociações junto aos fornecedores, emissão de ordem de compra garantido que os termos negociados seja cumprido por ambas as partes, acompanhamento das entregas das mercadorias compradas garantido que os prazos sejam cumpridos pelos fornecedores e caso houver problemas descobrir e tomar medidas corretivas visando um bom funcionamento dos fluxo na empresa.

22 21 Figura 3 - Processo de Compras Fornecedores Pedido de Cotação Requisições de Compra Controle estoque Compras Cotação 1 Armazenamento Recebimento Cadastro de Fornecedor Fornecedor Nota Fiscal Cotação 2 Cotação 3 Cotação N Pedido de Compra Material Decisão Fonte: Francischini e Gurgel (2004, p.21) Identificação de Fornecedores Segundo Arnold (2011) mesmo que se tenham fornecedores aprovados é necessário e fundamental que o departamento de compras busque sempre pesquisar novas fontes de abastecimentos proporcionando segurança e eficiência na reposição de insumos. Ele destaca ainda alguns métodos relevantes na classificação de fornecedores que podem servir de base para uma análise mais aprofundada. 1. Selecionar os fatores que devem ser considerados na avaliação de fornecedor potenciais. 2. Atribuir peso a cada fator. Isso possibilita determinar a importância de um fator em relação a outro. Geralmente os pesos são medidos por escalas de 1 a 10. Se a um fator é atribuído o peso 5, e ao o outro o

23 22 peso 10, o segundo fator é considerado duas vezes mais importante que o primeiro. 3. Atribuir uma pontuação os fornecedores quanto a cada um dos fatores. Essa pontuação não é associada ao peso, em vez disso os fornecedores são classificados por suas habilidades de satisfazer às necessidades para cada fator. 4. Classificar os fornecedores. Sendo que o peso de cada fator é multiplicado por sua pontuação naquele fator. Por exemplo, se um fornecedor teve peso 8 e sua pontuação foi 3, o valor classificatório para aquele fator seria 24. Desta forma todos são classificados pela sua pontuação total que possibilita ao setor de compras analisar o potencial e a importância de cada fornecedor através da pontuação. Fazer uma boa seleção de fornecedores é de suma importância para toda organização evitando atrasos e até mesmo ruptura no ciclo da empresa Seleção de Fornecedores Arnold (2011) define que um bom fornecedor é aquele que tem tecnologia para fabricar o produto na qualidade exigida, e pode produzir as quantidades necessárias administrando seu negócio com eficiência gerando lucros e ainda vender seus produtos a preços competitivos. Destaca ainda que haja três tipos de fonte de fornecedores: única, múltipla e simples. Fonte única implica que apenas um fornecedor está disponível devido a patentes, especificações técnicas, matéria-prima, localização etc. Fonte múltipla possui mais de um fornecedor para um item, proporcionando maior competição entre os fornecedores gerando preços mais baixos e melhores serviços. Na prática existe uma relação competitiva entre fornecedor e cliente. Fonte simples é uma decisão da empresa ou setor de compras selecionar um fornecedor para um item quando existem várias fontes disponíveis, a intenção é criar uma parceria a longo prazo.

24 23 Conforme destacado pelos autores, a busca por fornecedores deve ser uma função constante a todo momento pelo setor de compras de uma empresa. Garantir um bom atendimento com produtos de qualidade e com preços competitivos é efeito de um bom relacionamento e desenvolvimento de fornecedores potenciais dentro de qualquer organização. (ARNOLD, 2011) Já para Slack (1999) a grande responsabilidade de desenvolver fornecedores potenciais é de compras, isso significa garantir um fluxo contínuo para o bom funcionamento da empresa. Segundo Slack (1999) os gerentes de compras fazem uma ligação vital entre a empresa e seus fornecedores e é preciso conhecer bem as necessidades da empresa para que seus fornecedores sejam desenvolvidos e qualificados na expectativa de um bom atendimento das necessidades fortalecendo a cada dia a parceria entre ambos. Após ser formado uma boa cartela de fornecedores é preciso se pensar na formação de estoques e como devemos controlá-los de forma eficiente. 2.2 Administração de Estoque Arnold (2011) defende que estoques são materiais de suprimentos que as empresas precisam manter para disponibilizar para venda direta ao cliente ou para sua própria necessidade garantindo um fluxo seguro do processo produtivo. Geralmente o estoque representa de 20% a 60% dos ativos totais de uma empresa e a partir do momento que este estoque vai sendo vendido, estes ativos se transformam em dinheiro que possibilita o caixa de qualquer empresa a honrar seus compromissos e a planejar novos investimentos futuros. Para Francischini e Gurgel (2004) a administração de estoque pode ser considerada como uma ferramenta de extrema importância no equilíbrio econômico e financeiro de qualquer empresa. Estabelecer um nível de estoque adequado ao bom funcionamento da empresa é garantir sua sobrevivência de maneira objetiva sem onerar o caixa da empresa estabelecendo um atendimento de qualidade ao fluxo contínuo do processo e garantido a satisfação dos clientes.

25 24 Por outro lado Arnold (2011, p.247) define que a administração de estoques é responsável pelo planejamento e controle dos estoques, deste o estágio da matéria-prima até o produto acabado entregue aos clientes. Já para Aurélio (2011) a administração de estoques é maximizar os efeitos entre as informações transmitidas por vendas e os inúmeros ajustes que podem ocorrer no processo produtivo sem elevar os níveis de estoque. Analisando a posição dos autores sobre administração de estoque pode ocorrer vários pontos de vista sobre o tema em questão, mas todos destacam a importância de uma boa gestão, já que para eles o tema resulta em resultados para a empresa e a satisfação dos clientes que tem a garantia de serem atendidos conforme suas necessidades. Desta forma vamos entender um pouco mais sobre estoque e porque manter estoque na organização. 2.3 Estoque Definição Para Francischini e Gurgel (2004, p.81) define-se estoque como quaisquer quantidades de bens físicos que seja conservador, de forma improdutiva, por algum intervalo de tempo. Por outro lado Corrêa Carlos e Corrêa Henrique (2005, p.335) destacam que estoque é "acúmulos de recursos materiais entre fases específicas de processo de transformação". Já para Dias (2011) relata que quanto maior for à necessidade de se manter vários tipos de estoque, maior é a responsabilidade dos departamentos envolvidos em sua administração. É muito importante que cada departamento envolvido nas políticas de estoque, tenha em sua concepção que o principal objetivo é otimizar ao máximo os recursos de maneira eficiente minimizando as necessidades de capital investido em estoque. Segundo Francischini e Gurgel (2004), a meta de qualquer empresa é maximizar os lucros sobre o capital investido seja em estoque ou em equipamento, de modo que o objetivo principal é aumentar o uso da eficiência do estoque como meio favorável e minimizar a necessidade de capital investido

26 25 desonerando o caixa da empresa possibilitando os investimentos necessários para expansão dos negócios onde a sobrevivência sempre vai ser a qualidade de seu produto e saber inovar a todo momento. Por outro lado Arnold (2011) destaca que possui várias maneiras de definir estoque, onde a mais considerada por ele é a classificação frequente de todas as matérias-primas que entra em uma organização industrial, passa por ela, agrega valor e por ela sai. Define ainda que possui várias etapas de estoque que devem ser consideradas em qualquer organização para sua concepção e administração. São elas: Matéria-prima são materiais comprados em sua forma bruta que ainda não passaram pelo processo de transformação. Incluem materiais comprados, peças de reposição de equipamentos, insumos na fabricação de produto de maior valor agregados e subconjuntos. Produtos acabados são produtos de maior valor agregado que já passaram por um processo de transformação e que estão disponíveis para venda direta ao cliente e podem ser retirados na fábrica ou no depósito de distribuição caso a empresa possua. Estoque de distribuição São produtos que já estão em trânsito sendo aguardados pelo cliente e que devem ser bem acompanhados pelo gestor dos estoques afim de garantir a satisfação do cliente. Ballou (1993) destaca que as organizações mantêm estoque para se protegerem das incertezas que podem ocorrer na cadeia de suprimentos, como falta de matéria-prima ou algum atraso por parte do fornecedor. Desta forma garante um fluxo contínuo ao processo produtivo e também maximiza o atendimento aos clientes garantido suas necessidades e fortalecendo a parceria buscando sempre fidelizar o cliente. Conforme destacado pelos autores sobre definição de estoque, podemse concluir vários pontos positivos e negativos em se manter estoque nas organizações sem um controle afinado dos gestores. Para o departamento de vendas de qualquer empresa pensar em não atender o cliente em suas

27 26 necessidades por não ter o produto em estoque é ceder espaço a concorrência. Já para o gerente de produção parar junto a linha de fabricação por não ter matéria-prima em estoque significa perca de produtividade e aumento dos custos fixos da produção, pois temos equipamentos e mão-deobra disponíveis e não pode operar a produção a todo vapor por falta de insumos. Por outro lado o gestão financeira destaca a todo momento que não se pode ter estoque em grandes volumes pois coloca o caixa da empresa em risco e diminui o lucro da organização. Desta forma resta ao gestor de estoque definir uma gestão bem planejada para que possa sanar as necessidades de todos os departamentos da empresa de maneira eficaz e segura. Já para Arnold (2011) os estoques podem ser classificados de acordo com as funções ou necessidades de demanda. Desta forma foram criados os seguintes estoques: Estoque de antecipação - são estoques formados para atender uma demanda futura como, por exemplo, uma promoção nas vendas, paradas na produção para ampliação ou até mesmo visando uma possível ameaça de greve por parte dos funcionários. Estoque de flutuação - este tipo de estoque é mais utilizado como medida de segurança em caso do fornecedor não atender os prazos acordados ou por algum motivo o tempo de reposição for mais demorado que o esperado, desta forma o estoque de flutuação garante um fluxo contínuo da produção e o atendimento aos clientes sem mudar as rotinas da organização. Estoque tamanho do lote - ocorre quando compramos e fabricamos quantidades maiores que o necessário para ganhar vantagem competitiva tanto na compra de algum insumo ou na fabricação de produtos destinados para venda. Quando compramos um volume maior, sua vantagem de negociar junto ao fornecedor fica mais atraente para ambas as parte e geralmente se tem descontos em lotes de grandes volumes, e no caso de produzir mais que o necessário geralmente é para ganhar produtividade nas linhas de produção reduzindo os custos produtivos.

28 27 Estoque de transporte - esse tipo de estoque acontece mais em indústrias que tenha centro de distribuição em outras localidades, o estoque mantido garante a segurança do atendimento até que o estoque seja reposto pela indústria. Conforme a teoria de Arnold (2011) pode-se concluir que possui várias formas de estoque sendo que cada uma visa um tipo de atendimento, seja por estratégia da organização ou para atender as várias linhas da cadeia de suprimentos com foco sempre no cliente final. O que não pode ser esquecido pelo gestor de estoque, é que independente do tipo de estoque a se manter, ele deve ser controlado e analisado bem de perto para não onerar o caixa da empresa com estoque em excesso e atender outros departamentos como produção e vendas de maneira eficaz. Cabe ao gestor de estoque estar bem preparado para receber e armazenar este estoque de maneira segura e de fácil acesso garantido o fluxo perfeito na organização Recebimentos de Materiais Segundo Francischini e Gurgel (2004) a função básica do recebimento de materiais é assegurar que os produtos entregues a empresa estejam em conformidade com o que foi acordado junto ao fornecedor através da ordem de compra e estabelecer procedimentos de recebimentos que possam garantir a agilidade evitando prejuízo de ambas às partes. Já para Arnold (2011) além de garantir o recebimento conforme foi determinado pela ordem de compra emitida junto ao fornecedor, é preciso inspecionar os itens recebidos verificando se houve algum tipo de avaria durante o transporte e caso aconteça alguma não conformidade, deverá ser recusado o recebimento e informar imediatamente o setor de compras sobre o ocorrido. Em virtude do pensamento dos autores sobre os procedimentos de recebimentos de materiais, fica destacado que o setor de recebimentos tem uma suma importância para o bom funcionamento das relações entre o setor de compras e fornecedores. O setor de recebimento precisa garantir que o

29 28 acordo assumido entre as partes sejam cumpridos, e caso haja alguma divergência entre o que está sendo recebido e o que foi comprado precisa rapidamente tomar providências evitando problemas futuros no fluxo da empresa. O setor de recebimento precisa criar bons procedimentos no ato de receber as compras já concluídas contando sempre com auxílio da portaria e do setor de compras para agilizar o recebimento evitando perdas e prejuízos para ambas as partes, empresa e fornecedor. Além desta etapa, é preciso estabelecer parâmetros de como armazenar e movimentar estes estoques sem gerar gastos excessivos é que vamos ver a seguir Movimentação e Armazenagem de Materiais Segundo Francischini e Gurgel (2004) para que as mercadorias possam ser trabalhadas possibilitando um total aproveitamento dos recursos, são necessários que três elementos básicos estejam em perfeita sintonia e em constante movimentação, homem, máquina e material. Quando isso é bem definido nas organizações os resultados se destacam na finalização dos produtos finais. Já para Corrêa (2005) o sucesso operacional de uma empresa não depende apenas dos recursos humanos, depende também de como são organizados e armazenados. Por outro lado Arnold (2011) destaca que como acontece com outros elementos de um sistema, o de armazenamento tem por objetivo minimizar os custos e maximizar o atendimento tanto aos clientes internos e externos. Ele destaca ainda que para atingir estes objetivos devem-se desempenhar as seguintes tarefas: 1. Oferecer um atendimento pontual aos clientes internos e externos; 2. Manter o controle dos itens, de modo que eles possam ser encontrados prontos e corretamente; 3. Minimizar o esforço físico total e, consequentemente, de manuseio dos produtos dentro do depósito; 4. Fornecer elos de comunicação com os clientes.

30 29 É preciso que o gestor tenha um bom entendimento sobre movimentação e armazenamento de materiais, o foco principal do setor de almoxarifado é administrar de maneira estratégica os produtos recebidos e armazenar dentro do depósito de maneira correta e segura. Um dos pontos principais é identificar os materiais pela sua importância nos armazéns e codificá-los para uma melhor orientação e manuseio dentro do depósito visando minimizar os custos e maximizar os atendimentos aos fluxos de movimentação atendendo de forma rápida os clientes internos (produção) e externos (clientes final) conforme demostra a figura 4 (Fluxograma de Estoque). É necessário que o gestor do almoxarifado tenha um layout bem definido que possa facilitar o armazenamento dos materiais e as posições identificando cada item do estoque conforme denominado pelo layout com seu grau de importância no processo. Destaca ainda que cada parte do almoxarifado deve ser demarcado ou numerado facilitando o entendimento de qualquer pessoa que tenha acesso ao estoque. (ARNOLD, 2011)

31 30 Figura 4 - Fluxograma de Estoque ESTOQUE CARACTERÍSTICAS DOS ARMAZÉNS ACONDICIONAMENTO ESTOQUE EMBALAGEM E ELABORAÇÃO MANUSEIO E MANUTENÇÃO CONDIÇÕES AMBIENTAIS MÉTODOS E PRECAUÇÕES CONFIABILIDADE EQUIPAMENTO MÉTODOS E PRECAUÇÕES EQUIPAMENTOS ROTATIVIDADE EQUIPAMENTOS Fonte: Adaptada Arnold (2011) MRP - Planejamento das Necessidades de Materiais Campos e Martins (2002, p.97) destacam o MRP como uma técnica que permite determinar as necessidades de compras dos materiais que serão utilizados na fabricação de certo produto. Já para Arnold (2011, p.90) propósito do MRP é determinar quais são os componentes necessários, as quantidades e datas de vencimento, de modo que os itens no MPS sejam concluídos a tempo. Por outro lado Tubino (2009) destaca que o objetivo do MRP é aproveitar a capacidade de armazenamento e de processamento de dados (demanda, produção, estoque, estrutura de produtos). MRP é um sistema integrado com o objetivo de planejar as necessidades dos componentes para fabricação de um produto final. As informações são geradas através do MPS (registro de estoques). O MPS consiste em informar quais itens finais devem ser produzidos, as quantidades de cada um e as datas em que devem ser completadas. Desta

32 31 forma ele fornece ao MRP os insumos que serão gastos para fabricação de cada componente. Um insumo básico para o MRP é o estoque. Quando se calcula uma necessidade, o estoque é fundamental e devem ser considerado. Há dois tipos de informações necessárias para o bom funcionamento do MRP. O primeiro é chamado de fatores de planejamento, onde se considera as informações como, quantidade de pedidos, lead times, estoque de segurança e refugos. O segundo ponto é conhecer o status de cada item, o sistema de MRP precisa de informações como: quanto de estoque estará disponível, quanto estará alocado, e quanto estará disponível para demandas futuras. Após estas informações o MRP é capaz de processar e gerar informações claras sobre as necessidades de cada componente na fabricação de produto final, considerando o estoque já existente proporcionando ao setor de compras a necessidade correta para atender a demanda prevista de cada componente a ser comprado, e a gerar informações ao financeiro como fluxo de caixa necessário para promover e alocar recursos mantendo o ciclo contínuo no processo produtivo buscando sempre a fidelização dos clientes através do bom atendimento e no cumprimento dos prazos negociados. Por outro lado Campos (2011) destaca o MRP como um ferramenta que identifica a quantidade de itens necessários para a produção dos produtos ora solicitados, colaborando para a redução na quantidade de estoque alocados, identificando as necessidades existentes para compor os produtos bem como a disponibilidade de matéria-prima na fabricação de um produto final. Dias (2006) destaca ainda que o sistema MRP como uma ferramenta que estabelece uma série de procedimentos e regras, de modo a atender as necessidades de consumo numa sequência de tempo determinado capaz de suprir com perfeição cada item do componente do produto final. Em um modo mais simples, é uma ferramenta que define as quantidades necessárias e o tempo exato para cada utilização dos materiais na fabricação de um produto final. Dias (2006) aponta ainda que podemos apresentar os objetivos do MRP como sendo:

33 32 Garantir a disponibilidade de materiais, componentes e produtos para atendimento ao planejamento da produção e entrega dos clientes; Manter os inventários no nível mais baixo possível; Planejar atividades de manufaturas, de suprimentos e de programação de entregas. Analisando o que foi dito pelos autores, o MRP é uma ferramenta indispensável para qualquer empresa, através de seus conceitos podemos iniciar um planejamento visando sempre otimizar o estoque buscando sempre baixar os níveis de inventário facilitando os controles internos e aliviando o capital da empresa visando sempre novos investimentos para inovar. O MRP parte seus conceitos baseado em uma carteira de pedidos dos clientes nas previsões de demanda, isso é repassado para o plano mestre de produção também chamado de MPS que alimenta o MRP através de cada componente que será usado na fabricação de um produto final, utilizando fórmulas ou também chamada receita de bolo. Desta forma o MRP estabelece cálculos que explodem em uma série de necessidades ou quantidades de matérias-primas que serão usadas para fabricar cada produto gerado pelo plano mestre de produção (MPS). Assim esta demanda é repassada ao estoque que verifica a disponibilidade para atender o que esta sendo solicitado e caso o estoque não tenha esta disponibilidade no atendimento, o MRP calcula a quantidade correta a ser comprada para atender a demanda no tempo certo e na quantidade exata, gerando uma solicitação de compra junto ao almoxarifado que repassa ao setor de compras para iniciar um processo de aquisição de matéria-prima através de cotações de preços junto a fornecedores. Estas cotações possibilitam gerar uma necessidade de caixa junto ao financeiro que tem como prever a disponibilidade em valores e alocar recursos se necessário. Analisando o MRP conforme figura 5 (Esquema Explicativo do MRP), pode ser destacado que o seu bom entendimento por parte do gestor de estoque pode solucionar vários problemas existente hoje em qualquer organização, uma vez que estas informações são processadas pelo MRP basta somente o gestor de estoque estabelecer níveis de estoque sendo eles, máximo, ponto de pedido, estoque mínimo ou estoque de segurança,

34 33 tempo de reposição destes e acompanhar continuamente estes níveis junto ao fluxo de consumo (produção e distribuição) conforme colocado por Dias (2006). Figura 5: Esquema Explicativo do MRP Ordem dos clientes Provisões de demanda Programa mestre de produção Lista de Matériais Programa MRP Registros de inventários Saídas e Relatórios Fonte: adaptada de P.Dias (2006) Vantagens e Limitações do sistema MRP Dias (2006) destaca ainda o MRP como um sistema com vantagens e limitações. Caracteriza-se como um método de responder rapidamente as alterações na demanda do produto final, ou seja, a todo momento ele recebe os inputs, partes e componentes são recalculados fazendo com que o processo seja refinado. Desta forma ele destaca algumas vantagens do sistema MRP: Manutenção de níveis razoáveis de estoque de segurança e minimização ou eliminação de inventários, quando for possível; Possibilidade de identificação de problemas no processo;

35 34 Programação de produção baseada na demanda real ou previsão de vendas do produto final; Coordenação das alocações de ordens entre os pontos do sistema logístico da empresa; Adequação à produção por lotes ou processos de montagens. As limitações do MRP podem ser resumidas da seguinte forma: Processamentos computacionais pesados e difícil interferência quando em operação; Não avaliação dos custos de alocação de ordens e de transportes que podem crescer na medida da redução dos inventários e tamanhos de lotes de compra; Sistema não muito sensível às flutuações de curto prazo da demanda; Em algumas situações, o sistema torna-se muito complexo e não funciona como o esperado pelo gestor. Devido as necessidades, o MRP foi sofrendo modificações ao logo do tempo e por volta dos anos 80 surgiu o MRP II MRP II - Planejamento dos Recursos da Manufatura Conceito O MRP II caracteriza-se como excelente ferramenta de planejamento estratégico em áreas como logística, manufatura, marketing e finanças. (DIAS, 2006, p.137) Segundo Dias (2006) o sistema do MRP II baseia-se na lógica dos cálculos das necessidades que nascem de uma demanda de vendas passando pelo processo de produção alocando recursos (matéria-prima) na quantidade exata e no momento desejado diminuindo inventários. No entanto o sistema de MRP II estende os conceitos do MRP, permitindo a integração do planejamento financeiro com o operacional. O MRP II permite um melhor gerenciamento de

36 35 todos os recursos da empresa se dispusermos das quantidades de recursos necessários a fabricação de determinado produto. Esta ferramenta possibilita aos gestores um planejamento mais a longo prazo unindo os recursos financeiros aos operacionais da empresa, estabelecendo parâmetros de atendimento e diminuindo os níveis de estoque de maneira segura respeitando o estoque de segurança determinado. Permite ainda ver de forma clara a longo prazo quanto de materiais devem ser comprados, datas em que estes materiais devem estar disponíveis para serem consumidos, quanto será o custos destas operações e prazos para pagar estes recursos pelo setor financeiro, e quando compras tem que atuar para garantir um fluxo contínuo de produção atendo as expectativas do setor comercial e garantindo a satisfação e fidelização dos clientes. O MRP II pode ser executado conforme planejamento agendado, pedidos aberto e exigência líquida. Recebimento Agendado são pedidos colocados para a produção ou para um vendedor e representam um compromisso de se fabricar ou comprar. Pedidos Abertos recebimentos agendados nos registros do MRP constituem pedidos abertos na fábrica ou junto a um vendedor e são de responsabilidades do controle de atividades de compras e produção. Exigência Líquida os cálculos para se obter exigência líquida podem ser agora modificados para incluir recebimentos agendados. A tabela 1: (registro básico do MRP) demonstra um lead time para o item é de duas semanas e quantidade do pedido é de 200 unidades.

37 36 Tabela 1 - Registro Básico de MRP Semana Exigências Brutas Recebimentos Agendados 200 Disponível Planejado Exigências Líquidas 50 Recebimentos Planejados de Pedidos 200 Liberação de Pedidos 200 Fonte: Arnold, 2011, p.97 Tubino (2009) destaca que o MRP foi sendo modificado com o passar dos anos e na década de 80 surgiram a informatização nas empresas e o MRP e seus conceitos passaram a vigorar em uma nova ferramenta comandada por software que recebeu o nome de ERP. Com o passar dos anos as empresas se viam cada vez mais a necessidade de novas ferramentas e tecnologias para controlar suas atividades sendo que o conceito do MRP continua em softwares cada vez mais avançados e automatizados permitindo maior agilidade e controle nas organizações. O modelo de controle de estoques pelo MRP considera a dependência da demanda que existe entre itens componentes de produtos acabados no tempo. Ou seja, partindo-se das quantidades de produtos acabados a serem produzidos período a período, determinadas no plano mestre, o sistema passa a calcular as necessidades bruta dos demais itens dependentes de acordo com as estrutura (ou árvore) do produto e o roteiro de fabricação e compras. Começa-se pelos componentes de nível superior e desce de nível até chegar as matérias-primas. Para que haja um bom planejamento por parte do gestor, ele precisa saber quais itens deve-se ter atenção constante evitando falha no processo, onde é possível ver no gráfico Dente de Serra.

38 Gráfico Dente de Serra Dias (2011, p.40) aponta o gráfico dente serra como a apresentação da movimentação (entrada e saída) de um item dentro de um sistema de estoque pode ser feito por um gráfico, em que a abscissa é o tempo. Já para Ribeiro (2006) a curva dente de serra é um demonstrativo gráfico que engloba todas as informações apuradas, como: estoque mínimo, estoque máximo e ponto de ressuprimento. Destaca ainda que o gráfico dente de serra permite ao responsável pela gestão de estoque analisar as seguintes características do gráfico dente serra. Se o consumo é constante ou variável; Verificar se existe sazonalidade na demanda; Verificar se existem produtos que estão em fase de declínio; Controlar todo o fluxo no processo relacionado ao estoque (falta de insumos, avarias, atrasos na entrega). Gráfico 1 - Demonstração do Funcionamento do Gráfico Dente de Serra Fonte: Dias, 2011, p.43

39 38 Conforme mostra o gráfico 1 (Demonstração do Funcionamento do Gráfico Dente de Serra), o estoque iniciou o consumo com 140 unidades sendo consumido conforme a demanda entre janeiro e junho chegando a zero e sendo reposto com mais 140 unidades elevando novamente o estoque em junho. Segundo Dias (2011) podem ocorrer erros no processo, como uma variação no consumo ou mesmo atrasos nas entregas das matérias-primas pelos fornecedores. Destaca ainda que é necessário criar um estoque de segurança que permita ao gestor de estoque suprir estas falhas evitando uma parada no fluxo da produção ou mesmo uma entrega ao cliente final. Gráfico 2 - Dente de Serra Utilizando o Estoque Mínimo Fonte: Dias, 2011, p.45 O gráfico 2 (Dente de Serra Utilizando o Estoque Mínimo), fica evidente a segurança que o gestor passa ter em caso de falha nas reposições ou mesmo um atraso por parte dos fornecedores. O gráfico mostra neste cenário

40 39 um consumo constante de janeiro a maio onde o estoque sempre é reposto quando atinge o estoque mínimo, desta forma caso aconteça qualquer variação no processo o estoque de segurança passa a ser utilizado evitando parada até que seja reposto novamente. Mas como ser eficiente se temos vários produtos em estoque? A classificação ABC pode ajudar o gestor de estoque a identificar variações no comportamento do estoque e demonstrar de forma clara os itens de maior importância. Desta forma vamos analisar esta ferramenta de extrema importância Classificação ABC Dias (2011, p.73) aponta a curva ABC é um importante instrumento para o administrador; ela permite identificar aqueles itens que justificam atenção e tratamento adequado quanto a sua administração. Já para Arnold (2011, p.266) o princípio ABC baseia se na observação de que um pequeno número de itens frequentemente domina os resultados atingidos em qualquer situação. Esta observação foi feita por um economista italiano chamado Valfredo Pareto que mais tarde recebeu o nome de lei de Paretos. Esta lei de Pareto aplica-se em administração de estoque e compara a relação entre porcentagem de itens e o percentual de utilização em valores monetários que segue um padrão em que: A. Cerca de 20% dos itens correspondem a aproximadamente a 80% da utilização em valores monetários; B. Cerca de 30% dos itens correspondem a aproximadamente a 15% da utilização dos valores monetários; C. Cerca de 50% dos itens correspondem a aproximadamente 5% da utilização dos valores monetários. Por outro lado Campos e Martins (2002) relata que a análise ABC é uma das formas mais usuais para se classificar a importância de cada item em estoque, consiste na verificação em um certo período que pode ser definido

41 40 pelo gestor de estoque que utiliza geralmente entre 6 meses a 1 ano, onde fica definido pela sua ordem de importância no processo a classificação a cada um desses itens. Já para Ribeiro (2006) a análise ABC fornece informações relevantes para o gestor de estoque onde podem ser identificados quais os itens mais importantes no qual devem ter uma atenção maior e também quais itens devem ser reduzidos para minimizar consideravelmente os custos do estoque. A tabela 2 destaca como deve ser feito para se classificar cada item pelo grau de importância.

42 41 Tabela 2 - Classificação dos Itens pelo Grau de sua Importância Itens Valor consumido/valor total Percentual Percentual acumulado ,00/ ,25 27,34 27, ,25/ ,25 22,83 50, ,50/ ,25 9,83 60, ,00/ ,25 8,38 68, ,50/ ,25 6,86 75, ,00/107982,25 4,85 80, ,50/ ,25 4,81 84, ,00/ ,25 3,47 88, ,00/ ,25 2,46 90, ,00/ ,25 2,23 93, ,00/ ,25 2,17 95, ,00/ ,25 1,86 97, ,00/ ,25 1,84 98, ,50/ ,25 0,98 99, ,00/ ,25 0,09 100,00 Fonte: Campos e Martins, 2002, p.164

43 42 Uma análise da tabela 2,fica evidente que os três primeiros itens 2035, 1030 e 1020 representam 60% dos gastos totais com materiais em estoque no período e são classificados com classe A. Os quatros seguintes 2050, 6070, 2015 e 3055 que representam mais de 25% dos gastos com materiais são classificado como classe B. Os oito itens restantes representam 15% e são classificados como classe C. Analisando o pensamento dos autores, a classificação ABC é de suma importância no controle dos estoques. Ficou evidente que é necessário uma coleta de dados muito intensa por um logo período para que se possa ter dados concretos a serem utilizados com parâmetros. Uma vez bem coletados, estes dados servem com parâmetros para o gestor analisar o grau de importância de cada item em seus estoques e o classifica na classe A, B ou C. Após essa classificação, o gestor deve constantemente analisar se sua classificação não teve variações e assim dar importância a materiais mais importantes e reduzir outros materiais que não tenha giro de estoque minimizando os custos Estoque de Segurança ou Estoque Mínimo Segundo Arnold (2011) o estoque de segurança tem por sua finalidade prevenir perturbações na produção ou no atendimento aos clientes. Destaca ainda que este tipo de estoque é feito para cobrir flutuações que podem ocorrer tanto na entrega do produto pelo fornecedor quanto no tempo de reposição lead time de entrega. Já para Dias (2011, p.50) define estoque de segurança sendo a quantidade mínima que deve existir em estoque, que se destina a cobrir eventuais atrasos nos ressuprimentos, objetivando a garantia do funcionamento do processo produtivo. Segundo ele, a determinação do estoque mínimo é também uma das mais importantes informações para a administração de estoque. Esta importância está diretamente ligada a um grau de imobilização financeira das empresas, a definição deste estoque de segurança deve ser bem definido pelo gestor, pois uma quantidade em excesso poderia levar a empresa a manter um estoque desnecessário com um alto custo, mas a falta dele pode ocorrer

44 43 ruptura no estoque deixando de atender os clientes. O estabelecimento de uma margem de segurança ou estoque mínimo é o risco que a companhia está disposto a assumir com relação a ocorrência da falta de estoque. Dias (2011) aponta duas características para se determinar o estoque mínimo: A. Fixação de determinada projeção mínima (projeção estimada do consumo); B. Cálculos com base estatística. O estoque mínimo é necessário para evitar os custos adicionais com paradas de células produtivas e perda de vendas por falta de ressuprimentos ou produtos acabados. No entanto, se o estoque mínimo for reposto, consequentemente atenderá toda produção e toda a venda, mas o custo econômico de manutenção deste estoque será demasiadamente alto podendo a empresa ter problemas de liquidez. Segundo Dias (2011) para se determinar a dimensão do estoque mínimo, estes cálculos deveriam ser feitos de maneira inversa, ou seja, fixando por meio da política da empresa, o grau de atendimento desejado para cada item, ou para cada classe ou mesmo para cada grupo de materiais. A definição do estoque mínimo depende muito das previsões vindo do comercial ou vendas para que se possam planejar as necessidades reais de cada insumo e o grau de atendimento que o gestor quer trabalhar para se formar um estoque de segurança. Fórmula simples para se calcular o estoque mínimo, segundo Dias (2011): E.Mn = C x K E.Mn = estoque mínimo C = consumo médio mensal K = fator de segurança arbitrário com o qual se deseja garantir contra um risco de ruptura.

45 44 Se o gestor de estoque quiser que uma peça tenha um grau de atendimento de 90%, ou seja, ter a garantia de que somente em 10% das vezes o estoque desta peça esteja zero levando em conta que o consumo mensal é 60 unidades, o estoque mínimo será: E.Mn= C x K E.Mn = 60 x 0,9 E.Mn = 54 unidades. Desta forma é possível identificar que sempre vai haver um estoque de segurança de 54 unidades para evitar qualquer ruptura no processo, seja ela por parte de um atraso do fornecedor ou por escassez de matéria-prima no mercado. Segundo Coelho (2011) podemos destacar outras formas de definir qual seria o tamanho do estoque de segurança ou estoque minimo, veja as formulas: Ou ES o lead time tem um desvio padrão muito pequeno (ou nulo), o estoque de segurança pode ser seguramente aproximado por: Matematicamente o valor obtido pela fórmula deve ser sempre arredondado para cima, para garantir que estamos cobertos contra as variações desejadas, mas por conveniência, habitualmente arredonda-se o valor obtido pela fórmula para o número redondo mais próximo (se a fórmula deu resultado 182,3 pode-se arredondar para 180 ou 200, por exemplo).

46 Ponto de Pedido Dias (2011) destaca que uma das informações básicas necessárias para se calcular o estoque mínimo é saber qual o tempo correto de reposição, ou seja, o tempo gasto desde o momento que se identifica a necessidade de reposição até a chegada do material ao estoque. Este tempo pode ser divido em três partes: A. Emissão do pedido: tempo que leva desde a emissão do pedido de compra até a chegada ao fornecedor. B. Preparação do pedido: tempo que leva o fornecedor para fabricar os produtos, emitir o faturamento e deixá-los em condições de serem transportados. C. Transporte: tempo que leva da saída do fornecedor até o recebimento pela empresa dos materiais encomendados. Em virtude de sua grande importância, este tempo de reposição deve ser determinado de modo mais realista possível, pois podem ocorrer várias modificações em todo processo causando ao gestor de estoque uma incerteza sobre qual deverá ser seu estoque de segurança ideal. Já para Ballou (1993) o objetivo do (PR) ponto de ressuprimento, é auxiliar e controlar as quantidades adicionais de estoque, necessário como proteção contra oscilações na demanda e no tempo de reposição. Destaca ainda que este lote de reposição deve ser a quantidade que possa balancear os custos de manutenção e aquisição. Conforme destacado pelos autores, o ponto de ressuprimento é muito importante para garantir que as sazonalidades do mercado não comprometa o atendimento aos clientes ou a produção, podemos assim destacar algumas fórmulas que permitem ao gestor a calcular o tempo exato de reposição do estoque. Será calculado com a fórmula: PP = Emi + (C x Tr) ou PP = ES + (C x Tr)

47 46 Sendo: PP = Ponto de Pedido Tr = Tempo de reposição C = Consumo Médio Mensal (empresas usam D referente a demanda) Em = Estoque mínimo ES = Estoque de segurança Exemplo: Suponha que o consumo de uma determinada peça seja de 100 unidades mês e que o tempo de reposição seja de 3 meses com um estoque de segurança de 30 unidades. Veja os cálculos: PP= ES+(C*TR) PP= 30+(100*3) PP= 320 unidades. Desta forma toda vez que o estoque sobre esta peça atingir 320 unidades, será necessário fazer o pedido de reposição para que não haja ruptura no estoque garantindo o atendimento aos clientes Estoque Máximo O estoque máximo é definido conforme Dias (2011, p. 50) como a soma do estoque mínimo mais o lote de compra. É calculado a partir de dados encontrados no estoque de segurança e no lote econômico, é utilizado para informar sobre as diminuições de consumo e a antecipação de entregas, este valor deve ser suficientemente elevado para suportar variações normais de estoque - ditados pela dinâmica dos mercados. Deve ser assegurado que a cada novo lote o nível de estoque não cresça elevando os custos. Os parâmetros do estoque máximo auxiliam o gestor de estoque quanto a decisão de parada da produção de determinado produto

48 47 acabado ou aquisição de determinado insumo. Pois quando o estoque de determinado item chega ao máximo estabelecido, significa que se adquirido acima deste nível estaremos aumentando o custo de armazenagem e consequentemente o ciclo econômico da empresa. Para se chegar aos níveis de estoque máximo conforme Dias (2006, p.60), podemos utilizar a fórmula a seguir: Emax = ES + LC E MAX = Estoque Máximo ES= Estoque de segurança ou estoque mínimo. LC= lote de compra Exemplo: Imagine um estoque de lâmpadas que tem como definição as seguintes situações: Para estoque mínimo 30 unidades e seu lote de compra seja de 250 unidades, qual seria o estoque máximo projetado? EMAX= (ES+LC) EMAX= = 280 unidades Desta forma nosso estoque máximo seria composto por 280 unidades de lâmpadas sendo reposto sempre conforme a necessidade do estoque Giro de estoque Segundo Dias (2011, p.65) o giro de estoque ou rotatividade, é uma relação existente entre o consumo anual e o estoque médio do produto. Já para Campos e Martins (2002) giro de estoque pode ser definido como quantas vezes por unidade de tempo o estoque se renovou ou girou. O grande mérito da rotatividade do estoque é que ele apresenta um parâmetro fácil para a comparação entre empresa do mesmo ramo de atividade e entre classe de materiais em estoque.

49 48 Para fins de controle deve-se determinar a taxa de rotatividade adequada a empresa e então compará-la com a taxa real. É bastante recomendável que ao determinar um padrão de rotatividade se estabeleça um índice para grupo de materiais que correspondem a mesma faixa de preço ou consumo. O critério de avaliação será determinado pela política de estoque da empresa. Não devemos nos esquecer, porém, de que: A. Disponibilidade de capital para investir em estoque é que vai determinar a taxa de rotatividade padrão. B. Não se deve utilizar taxa de rotatividade igual para materiais com preço de aquisição diferentes. Use de preferência a classificação ABC indicando cada classe com seu índice; se não for suficiente, subdivida em D, E. C. Baseado na política da empresa, nos programas de produção e nas previsões de vendas, determine a rotatividade que atenda as necessidades ao menor custo total. D. Estabeleça uma periodicidade para a comparação entre a rotatividade padrão e a rotatividade real. Por outro lado Feitas (2012) classifica o giro de estoque como um indicador fundamental para se medir o desempenho e tamanho do estoque. Este tipo de indicador pode ser aplicado em qualquer tipo de estoque independente de sua complexidade ou tamanho. O resultado apresentado pelo giro ou rotatividade do estoque, aponta quantas vezes um determinado item do estoque foi renovado durante um determinado período, desta forma é possível saber se estamos com estoque em excesso ou se estamos conduzindo determinado item com maior risco devido seu alto giro. Freitas (2012) destaca ainda que dizer que o giro do estoque foi 1, durante o mês, significa dizer que tudo que tinha no estoque foi vendido e que o estoque foi reposto por produtos novos. Para-se calcular o giro de estoque é

50 49 bastante simples, durante um determinado período somamos tudo que foi vendido, então, dividimos pela média do estoque. Podemos definir o giro de estoque conforme fórmula apresentada por Dias (2006, p. 75): GIRO= CONSUMO MÉDIO ESTOQUE MÉDIO Exemplo: o consumo de uma peça anual foi de 800 unidades e o estoque médio mantido é de 100 unidades. Desta forma o giro seria: 800 GIRO = Desta forma é possível verificar que o estoque deste item em especifico esta girando 8 vezes ao ano, ou seja, a cada 1,5 mês o estoque é vendido e renovado.

51 50 3 METODOLOGIA Método é o conjunto das atividades sistematizadas que descrevem os procedimentos a serem seguidos na realização da pesquisa, sendo que sua organização varia de acordo com as peculiaridades de cada pesquisa a ser abordada. (GIL, 2002) Já Roesch (1999) destaca a metodologia como sendo a forma que o projeto será realizado levando em consideração todo tipo de pesquisa a ser fundamentada. 3.1 Abordagem da pesquisa Segundo a classificação de Roesch (1999), esta pesquisa é caracterizada através de seu método como uma pesquisa quantitativa porque os dados obtidos serão expressos mediante a símbolos numéricos. Destaca ainda a necessidade de utilizar o melhor meio possível de controlar o delineamento da pesquisa para garantir uma boa interpretação dos resultados. 3.2 Propósito da pesquisa Esta pesquisa teve o propósito de estudar a logística integrada da empresa e propor melhorias ao processo já existente, permitindo uma melhor compreensão dos fatos e apresentando técnicas de controle de estoques já existentes no mercado buscando melhorar o atendimento a clientes tanto internos quanto externos sem onerar o capital da empresa. 3.3 Tipos de Pesquisa Segundo Vergara (2000), classifica-se pesquisa em relação a dois aspectos: quanto aos meios e quanto aos fins. Quanto aos meios, o presente trabalho teve com característica sendo uma pesquisa documental, e quanto aos fins, como uma abordagem metodológica.

52 51 Para Gil (2002) a pesquisa documental assemelha-se muito com a pesquisa bibliográfica, a diferença entre ambas esta na natureza das fontes. Enquanto a bibliográfica tem contribuições de diversos autores sobre determinado assunto, a documental vale-se de materiais que ainda não receberam um tratamento analítico. Segundo Vergara (2000, p.47) a pesquisa metodológica é o estudo que se refere a instrumentos de captação ou de manipulação da realidade. Está portanto associada a caminhos, formas, maneiras, procedimentos para atingir determinado fim. 3.4 Período da Coleta de Dados O presente projeto teve a coleta de dados realizada entre os períodos de julho e agosto de Instrumento de Coleta de Dados Como instrumento de coleta de dados foi utilizado a observação participante e análise de documentos, sendo que a primeira é definido por Roesch (1999) como uma maneira muito utilizada nas organizações de forma aberta, onde o observador tem permissão para observar, entrevistar e participar das mudanças decorrente do ambiente de trabalho. Já para Gil (2002), a pesquisa documental são fontes que o observador participante tem acessos a documentos, relatórios, registros dentro das empresas que possibilita uma análise retroativa entre períodos que pode ser de meses ou até mesmo anos. Desta forma os documentos permitem o entendimento de situações onde conceitua a empresa com base em uma visão de dentro da organização. 3.6 Plano de Coleta de Dados O plano de coleta de dados foi realizado através de dados secundários e pela observação presente do autor junto organização definida. O método

53 52 utilizado foi satisfazer os objetivos proposto com base nas análises na gestão de estoque da organização, foram utilizados indicadores específicos na composição e gestão de estoques entre os períodos de 2010 a Como base nos levantamentos através de relatórios gerenciais da organização, foi possível buscar informações importantes para determinar de que maneira será possível avaliar a situação da organização quantos aos volumes mantidos em estoque. Após todo levantamento de históricos de movimentação de entrada e saídas do estoque da organização, foram determinados indicadores fundamentais para entender o comportamento e volumes do estoque mantido junto a empresa. Desta forma foram utilizados os seguintes indicadores: A. Estoque Máximo Emax = ES + LC Emax: = estoque máximo Es = estoque de segurança Lc = lote de compra ou ponto de pedido B. Classificação ABC do estoque, com objetivo de definir os itens de maior importância. C. Giro de estoques, com o objetivo de definir quanto tempo o estoque leva para ser renovado. Consumo Médio GIRO= Estoque Médio D. Prazo médio de estocagem em dias. Prazo médio = Período Giro de Estoque

54 53 E. MRP (planejamento das necessidades de materiais). A coleta de dados foi realizada no período de julho de 2012 através de fontes secundárias obtidas junto a empresa em estudo com o objetivo de levantar dos os parâmetros propostos pelo autor através dos indicadores acima citados. 4 ANÁLISE DOS DADOS COLETADOS Conforme o mercado cada vez mais competitivo entre as organizações é preciso conhecer bem os campos de atuações e principalmente os departamentos que compõem a empresa com objetivo de buscar cada vez mais os resultados propostos entre diretores e acionistas. Quando falamos de estoque, por exemplo, podemos descartar conforme Arnold (2011) que o estoque é responsável entre 20 a 60% dos ativos totais de uma empresa. Desta forma, é de suma importância que os gestores de estoque tenham ciência deste contexto na determinação de qual será o tamanho do estoque a manterem em uma empresa. Com base nos levantamentos obtidos entre os anos de 2010, 2011, 2012 na empresa em estudo por meio de relatórios gerenciais, pode-se descartar um auto volume em estoque de matéria-prima de forma geral mantido na empresa conforme destacado no gráfico 3. Os dados utilizados são números fictícios que representa de forma objetiva os volumes de estoque mantidos na empresa no primeiro semestre de 2010.

55 54 Gráfico 3 - Níveis de Estoque Mantido no 1º Semestre 2010/TN Fonte: Dados coletados pelo autor, 2012 Conforme demonstrado no gráfico 3, os níveis de estoque geral de matéria-prima tiveram grandes variações entres os meses em estudo, tendo uma redução expressiva de janeiro a junho de 2010 devido a empresa estar trabalhando com excesso de estoque baseado no consumo. Desta forma foram tomadas algumas medidas de redução nos estoque sendo a principal o cancelamento de algumas compras entre março e abril fazendo com que o estoque fosse sendo reduzido sucessivamente no 1º semestre de 2010.

56 55 Um dos principais benefícios destas reduções foi o impacto que este estoque estava causando no caixa da empresa que com altos volumes, imobilizava o capital da empresa impossibilitando novos investimentos que poderiam melhorar a produtividade da empresa tornando-a mais competitiva no mercado.mas as reduções não foram bem definidas pela equipe de estoque que logo no segundo semestre de 2010 o estoque voltou a ter grandes volumes conforme mostrado no gráfico 4. Gráfico 4 - Níveis de Estoque Mantido no 2º Semestre 2010/TN Fonte: Dados coletados pelo autor, 2012 Conforme o gráfico 4, pode-se verificar um aumento nos níveis de estoque muito considerável no segundo semestre de 2010, visto que as vendas da empresa em questão tenha uma tendência de aumento no segundo semestre devido a mudança de coleção no mercado. Com base nos estudos e ferramentas mostradas no referencial como giro do estoque, é possível entendermos melhor como anda os níveis de estoque da empresa conforme demonstrado na gráfico 5. O giro de estoque consiste entre os cálculos do consumo médio mensal de matéria-prima, dividido pelo estoque médio mensal mantido para estes

57 56 consumos. Se este giro for muito baixo significa que os volumes mantidos em estoque de matéria-prima está muito alto em relação ao consumo podendo assim o gestor reduzir os níveis de estoque gradativamente até chegar aos níveis ideais. Veja a fórmula: Giro = Consumo médio Estoque médio Para ficar mais claro, veja um exemplo de cálculo de giro de estoque do mês de janeiro de 2010 levando em conta que o estoque médio mantido no mês era de toneladas e consumo médio mensal era de toneladas, sendo assim vamos aplicar a fórmula: Giro = = 0, Através do cálculo pode-se concluir que em janeiro de 2010 o estoque mantido na empresa eram muito superiores ao consumo girando apenas 0,20 do estoque geral de matéria-prima. Uma das consequências do aumento do estoque se deu devido ao planejamento de vendas que não aconteceu e supostamente houve compras de insumos para atender estas vendas fazendo com que o estoque tivesse seus níveis elevados conforme destacado no gráfico 5.

58 57 Gráfico 5 - Giro do Estoque 1º Semestre 2010 Fonte: Dados coletados pelo autor, 2012 Conforme em destacado no gráfico 5, os níveis de estoque mantido na empresa está muito acima das necessidades sendo que o giro mostra claramente em quanto tempo o estoque estava sendo renovado. Desta forma, melhorando seu giro a cada mês chegando em junho 2010 a um giro de 0,93, ou seja, o estoque quase se renovou dentro do próprio mês de junho de Isso só foi possível mediante a atuação da equipe de que constatou que como vendas não estavam atingindo o projetado, o estoque estava aumentando consideravelmente e atuou diretamente junto a equipe de compras para reduzir o volume de compras futuras para que o estoque fosse sendo reduzido novamente conforme o planejamento projetado. Já o segundo semestre de 2010 o cenário foi bem diferente que havia apresentado em junho de 2010, pois os níveis de estoque de matéria-prima voltaram a crescer novamente conforme gráfico 6.

59 58 Gráfico 6 - Giro do Estoque 2º Semestre 2010 Fonte: Dados coletados pelo autor, 2012 Já no segundo semestre de 2010, o giro do estoque mostra outro cenário bem diferente que tinha acontecido no 1º semestre. O gráfico 6 mostra claramente que o estoque vêm aumentando a cada mês fazendo com que o giro fosse caindo chegando a dezembro de 2010 em torno de 0,16 o giro. O que se pode concluir que os níveis de estoque em dezembro de 2010 eram muito superiores as necessidades da empresa e por isso teve um alto volume de capital imobilizado. Conforme análise há um grande descompasso na formação do estoque, já que no primeiro semestre o volume mantido em foram caindo e já no segundo semestre os níveis novamente voltaram a subir além da demanda necessária. Para ficar melhor a análise ou entendimento, os gráficos 7 e 8 mostram qual é o prazo médio de estocagem em dias e relata de forma clara quanto tempo médio de estoque de matéria-prima era armazenado. O prazo médio de estocagem em dia é uma forma de análise bastante interessante para os gestores de estoque, pois quanto se conhece o tempo real de armazenamento pode ser feito modificação no processo como, por exemplo, cancelamentos de volumes de compras futuras para regular os níveis de estoque. O prazo médio de estocagem pode ser definido pela fórmula abaixo:

60 59 Prazo médio = Período Giro de Estoque Vamos ao exemplo do mês de janeiro de 2010 através dos cálculos. O período de tempo calculado é de 30 dias, e giro do estoque para este mês era de 0,20, ou seja, estava gastando somente 20% de tudo que estava disponível para aquele mês. Vamos a aplicação da fórmula: Prazo médio de estocagem = dias 0,20 O prazo médio de estoque para janeiro de 2010 era de 150 dias conforme demonstrado nos gráficos 7 e 8. Gráfico 7- Prazo Médio Estocagem em dias 1º Semestre 2010 Fonte: Dados coletados pelo autor, 2012

61 60 Gráfico 8 - Prazo Médio Estocagem em dias 2º Semestre 2010 Fonte: Dados coletados pelo autor, 2012 Os gráficos 7 e 8, demonstram que os níveis de estoque mantidos em dias, tiveram grande oscilação entre o 1º e 2º semestre de 2010 fechando o ano com estoque elevado chegando em dezembro de 2010 com prazo médio de 187 dias, ou seja, estoque para aproximadamente 6 meses sem haver qualquer reposição mantendo o consumo da empresa. Uma das causas dos volumes de estoque oscilarem tanto foi uma previsão de vendas mal projetada que fez o gestor de estoque com base nestas informações reportasse ao setor de compras grandes pedidos de insumos para atender estas demandas colocadas por vendas. Conforme foi passando o tempo as vendas não aconteceram e a consequência de um planejamento falho foi os níveis de estoque aumentarem muito acima da necessidade impactando diretamente nos resultados da empresa. Como base nas informações vamos analisar o comportamento do estoque no ano de 2011 levando em consideração o estoque médio mantido entres os meses assim como o giro do estoque e o prazo médio de estocagem no ano de 2011 conforme o gráfico 9.

62 61 Gráfico 9 - Níveis de Estoque Mantido no 1º Semestre 2011/TN Fonte: Dados coletados pelo autor, 2012 O gráfico 9 mostra o comportamento do estoque entre janeiro a junho de 2011, destacando uma elevação nos níveis de estoque gerando um ponto de alerta e atenção, pois quanto maior for o estoque maior é o capital imobilizado da empresa. Desta forma vamos continuar a analisar os níveis de estoque de matérias-primas do 2º semestre de 2011 conforme o gráfico 10. Gráfico 10 - Níveis de Estoque Mantido no 2º Semestre 2011/TN Fonte: Dados coletados pelo autor, 2012

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