A literatura egípcia do Império Médio: espelho de uma civilização

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1 A literatura egípcia do Império Médio: espelho de uma civilização I volume Telo Ferreira Canhão Doutoramento em História (História Antiga) 2010

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3 A literatura egípcia do Império Médio: espelho de uma civilização I volume Telo Ferreira Canhão Tese orientada pelo Professor Doutor Luís Manuel de Araújo (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) Doutoramento em História (História Antiga) 2010

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5 III ANÁLISE DO CORPUS LITERÁRIO DO IMPÉRIO MÉDIO EM ANTOLOGIA E ANEXO DOCUMENTAL

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7 Introdução

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9 INTRODUÇÃO «A palavra ensina desde o tempo do deus.» Ensinamento Lealista, 8-2 A curiosidade sobre o passado é uma característica humana. Alguns dos próprios textos egípcios aqui traduzidos, cujas datas históricas se têm admitido serem do Império Médio, debruçam-se literariamente sobre épocas anteriores, seja o muito próximo Primeiro Período Intermediário ou as mais distantes IV e III dinastias. É evidente que somos privilegiados por estudarmos uma época posterior à invenção da escrita, pois para a maior parte do passado humano a arqueologia e as ciências a ela associadas são a única maneira de chegar ao seu conhecimento. Quando pouco mais temos do que artefactos, sepulturas ou povoados, é à arqueologia que compete o estudo desses vestígios. Começámos por perceber como uma espécie superou todas as outras, depois de que modo o homem foi dominando o meio envolvente, desenvolvendo novas tecnologias e, até, o seu modo de vida, desde aspectos mais relacionados com o seu dia-a-dia, como a alimentação, o vestuário ou as ferramentas, até às suas realizações artísticas e culturais. Hoje sabemos que mesmo para o estudo de períodos recentes, a arqueologia pode preencher lacunas sobre questões omissas nos documentos escritos. Sabemos também que por mais que as novas técnicas científicas transformem a arqueologia, ela terá sempre o mesmo objectivo: o estudo das sociedades, da sua cultura, da sua economia, qualquer que seja a época abordada. Com as respectivas variantes derivadas da maior ou menor quantidade de vestígios e da existência de documentação escrita, a arqueologia é, por tudo isso, fundamental ao conhecimento do passado humano, seja de que época for. Contudo, a arqueologia mostra uma exterioridade absoluta aos objectos de estudo, pois o arqueólogo é exterior ao sítio em análise e a tudo o que lá se encontra: detectam-se efeitos, relações, mas não a essência das próprias coisas. O que o arqueólogo revela é precisamente o efeito, a relação. A arqueologia pode reconstituir o aspecto exterior das estruturas e até das civilizações, mas o seu aspecto interior, a sua própria identidade, aquilo que os construtores dessas estruturas pensavam só é possível sentir através dos seus registos escritos. Esta prática, a escrita, foi possível graças a milénios de «polimento» dos idiomas e de organização e disciplinização da linguagem e respectivo enquadramento gramatical que, com o decorrer dos tempos, se tornou cada vez mais num sistema metódico, coerente e organizado. É com a linguagem, sejam os signos de comunicação gráficos, sonoros ou outros, que se transmite o que se pensa e, sem dúvida, que as palavras escritas «receberam a tarefa e o poder de representar o pensamento», como diz 307

10 INTRODUÇÃO o «arqueólogo do pensamento» Michel Foucault 1. Isto porque a escrita é simplesmente a representação gráfica da fala que, por sua vez, já é a representação do que se pensa. Por outro lado, a palavra escrita, ao contrário da oral que é efémera, perdurará tanto tempo quanto o suporte onde foi registada e a qualidade do material de registo utilizado, em particular a tinta. Assim, quando surgiu, «a literatura passou a reflectir com pureza a alma dos povos, a par das outras artes, cuja forma de expressão não alcança todavia a precisão e a dualidade da palavra. Quando habilmente manejada, esta reproduz a cor como o pincel, releva as formas como o escopro, encanta os ouvidos como a orquestra, suscita visões de grandeza como os monumentos arquitectónicos. Mas chega a extremos de concreção sintética e de subtileza analítica a que não podem aspirar nem as artes plásticas com todo o seu poder de imitação, nem a música com toda a sua espiritualidade, nem a arquitectura com toda a sua potência sugestiva» 2. Daqui se depreende que a sociedade e a mentalidade de um povo ou de uma época se revelam nas suas concretizações artísticas, em particular na literária, o meio mais seguro para o historiador conhecer uma sociedade, procurando na obra literária «as pulsações do seu coração e as vibrações do seu cérebro» 3. Práticas, costumes, máximas, pensamentos, crenças, tradições, ou mesmo esperanças, ambições ou ilusões, tudo é objecto de atenção dos pensadores que, de forma por vezes genial, elaboram textos que acabam por constituir a literatura de um povo. Cada vez mais a literatura é «a poderosa alavanca com que os pensadores abalam o mundo» 4, uma vez que é um dos principais meios de divulgação da ciência, da moral e da filosofia. Chega mesmo a haver uma troca de influências entre os leitores, que de um modo geral fornecem os elementos necessários aos escritores, e os escritores, que trabalham esta matéria-prima no seu laboratório cerebral transformando-a, destilando-a e devolvendo-a habilmente manipulada sobre a forma de conjuntos estruturados de palavras com múltiplos significados e incidências. Já no início do século XVI, o humanista de origem judaica nascido em Valência, Juan Luís Vives ( ), afirmava: «Não há espelho que melhor reflicta a imagem do homem do que as suas palavras». Ora num espelho plano comum, que é uma superfície muito lisa e com alto índice de reflexão de luz, vemos a nossa imagem com a mesma forma e tamanho. Embora seja uma forma virtual, uma vez que não se pode projectar num alvo, é também direita e simétrica. Por outro lado, é do senso comum que o espelho nunca mente, pois aquilo que se vê num 1 M. FOUCAULT, As Palavras e as Coisas, p A. F. SAMPAIO (dir.), História da Literatura Portuguesa Ilustrada, vol. I, p A. F. SAMPAIO (dir.), História da Literatura Portuguesa Ilustrada, vol. I, p A. F. SAMPAIO (dir.), História da Literatura Portuguesa Ilustrada, vol. I, p

11 INTRODUÇÃO espelho é aquilo que realmente existe. De tal modo, que é célebre a frase inscrita no suporte de marfim do espelho que terá pertencido a Leonardo da Vinci e que se encontra no Museu do Louvre: «Não te queixes de mim, ó mulher. Só te devolvo o que tu me dás». Foi desta sequência de pensamentos que surgiu o título proposto para este trabalho. E isto porque a literatura de um povo reflecte a forma de ser e de pensar desse mesmo povo, incluindo as próprias marcas do tempo literário em que foi concebida e do tempo histórico que relata. Assim nós saibamos olhar para o espelho e ver com clareza o que nele se reflecte! É também importante que se assinale que neste trabalho ao aludir-se à literatura está-se apenas a sopesar o conjunto de produções literárias do Egipto, numa determinada época, sem nenhuma conotação com qualquer definição moderna de «literatura», ainda que se tenha em conta o valor estético dos textos abordados, o que é transversal a todas elas. Quando aqui se alude à literatura do antigo Egipto, desde logo fica afastado o conceito de uma literatura em sentido lato ou abrangente, que abarcaria toda a produção escrita e conhecida como património literário do antigo Egipto. Pelo contrário, pretende-se tão-somente abarcar uma produção de carácter mais restrito que, independentemente do conteúdo e por força da sua qualidade estética, foi considerada trabalho de primeiro plano pela própria «crítica» egípcia da época. Através dela, os escribas legaram-nos valores e conhecimentos, pensamentos e crenças tão importantes ou ainda mais do que tudo aquilo que os seus empreendimentos de carácter mais visível nos podem transmitir. E isto deve-se acrescentar sem escamotear o facto destas afirmações assentarem na certeza de só ter chegado até nós uma pequena parte da produção literária egípcia. Além disso, são vestígios fragmentados pelo tempo ou pela barbárie dos homens, cuja reconstituição em boa parte dos casos, só tem sido possível através de diferentes cópias do mesmo texto, por vezes ainda agravada por pertencerem a diversas épocas. Apesar de variada, a literatura egípcia que chegou até nós pode organizar-se em cinco géneros: ensinamentos, literatura das ideias, lírica, textos ideológicos e contos 5. Os ensinamentos são textos em que um orador se dirige a um interlocutor, normalmente pai e filho, transmitindo-lhe conselhos e ensinando-lhe preceitos baseados na sua experiência de vida. É o único género para o qual se conhece uma designação egípcia: sebait (sebayt) ensinamento, instruções. É um termo que se forma a partir da raiz sebá (sba), que significa também «porta», «estrela» e «ensinar», o que está perfeitamente de acordo com a ideia subjacente a estes textos que deveriam ser actos pedagógicos que funcionariam como portas que se abriam para o 5 P. VERNUS, Chants d'amour de l'égypte Antique, pp ; R. O. FAULKNER, A Concise Dictionary of Middle Egyptian, p. 219 ; J. N. CARREIRA, Literatura do Egipto Antigo, pp

12 INTRODUÇÃO conhecimento e estrelas destinadas a guiar a vida daqueles a quem eram dirigidas. Aqui se inserem o Ensinamento de Amenemat I ao seu filho Senuseret, o Ensinamento Lealista e o Ensinamento de Kheti. A literatura de ideias é um conjunto de textos onde se debatem ideias ou expõem teses. Podem assumir diversas formas como cartas, diálogos, lamentações ou máximas. Nesta área foram estudadas As Admoestações de Ipu-uer, o Diálogo de um Desesperado com o seu ba e as Lamentações de Khakheperréseneb. Na lírica celebram-se os prazeres terrenos, por vezes vividos com tanta intensidade que a demonstração de tão grande apego à vida e às suas delícias é também sintoma de cepticismo nas crenças de sobrevivência para além da morte. Agrupam poemas de amor e outros escritos como os cantos de harpista. O presente trabalho não se detém nesta temática 6. Dos textos ideológicos fazem parte a «propaganda» monárquica, hinos, bênçãos que passaram a ser considerados obras literárias quando lhes foram reconhecidas as suas excepcionais qualidades, alguns merecendo a atenção de escribas que os copiavam em exercícios de cópia ou ditado, em alguns casos inúmeras vezes, seduzidos pelos seus atractivos literários, tornandoos assim verdadeiros clássicos da literatura egípcia. Apenas foram apreciados os Hinos a Senuseret III. Finalmente, os contos são textos narrativos compostos por escribas de grande talento e constituem uma das expressões mais importantes da literatura egípcia no elenco das obras literárias do antigo Egipto. À partida não eram destinados ao povo mas a uma elite apreciadora da arte de composição e da língua; a sua excepcional qualidade também os tornava dignos de servirem pedagogicamente como exercícios de leitura e caligrafia, para os jovens destinados à profissão de escriba. Trata-se de obras com temáticas variadas que Gustave Lefebvre organiza em seis grupos (mitológicos, anedóticos, filosóficos, psicológicos, maravilhosos e contos-moldura), aos quais, contrapondo narrativa de acontecimentos fictícios a narrativa de fundo histórico, acrescenta o grupo dos romances que incluem textos cujos autores se basearam em factos reais 7. Percorrendo a literatura egípcia de todas as épocas, os textos que Gustave Lefebvre considera histórias romanceadas são a História de Sinuhe, que consta deste estudo, e a Desventura de Uenamon, de uma época posterior. Nos contos mitológicos este autor inclui a Lenda do Deus do Mar (Astarté) e as Aventuras de Hórus e de Set, em que as personagens principais são deuses 6 Veja-se, no entanto, os estudos de L. M. ARAÚJO, Estudos sobre Erotismo no Antigo Egipto; J. N. CARREIRA, Cantigas de Amor do Oriente Antigo; R. SOUSA, Os Doces Versos. Poemas de Amor do Antigo Egipto. 7 G. LEFEBVRE, Romans et Contes Égyptiens, pp. VII-IX. 310

13 INTRODUÇÃO e se envolvem em aventuras e peripécias impossíveis de realizar pelos mortais; nos contos anedóticos faz constar a Luta de Apopi e de Sekenenré, A Tomada de Joppe e a Princesa de Bakhtan, por se basearem não em acontecimentos históricos mas em pequenos acontecimentos anedóticos verificados em determinadas épocas; nos contos filosóficos aparece Verdade e Mentira, uma alegoria em que o bem, Verdade, triunfa sobre o mal, Mentira; nos contos psicológicos temos a primeira parte do Conto dos Dois Irmãos em que, na presença do marido, uma mulher calunia um jovem por quem está apaixonada; nos contos maravilhosos inclui a segunda parte do anterior conto, e ainda O Náufrago, que mereceu neste estudo devida atenção, os contos do Papiro Westcar, também aqui abordados, O Príncipe Predestinado e O Pastor que viu uma Deusa, contos onde a magia assume papel de destaque, criando ambientes em que o maravilhoso é a pedra de toque que prende a atenção dos leitores e dos ouvintes. Os contos-moldura, onde se enquadra o Conto do Camponês Eloquente, o qual também consta no presente trabalho, é um género em que o conto é apenas uma parte secundária da totalidade da obra literária, mas que não pode ser separado do todo; no caso presente constituía a introdução e a conclusão. A obra completa-se com um conjunto de petições, identificadas no texto como tendo sido proferidas no tempo de Nebkauré Kheti. Com excepção dos contos-moldura (onde, além do Conto do Camponês Eloquente 8, ainda integra o Conto Profético, que nesta abordagem se titula de Profecia de Neferti), de uma forma ou de outra, mais ou menos vincadamente, todos os outros contos dos diferentes géneros têm a sua quota de maravilhoso, pois o maravilhoso é praticamente inseparável do conto egípcio. Foram certamente estas as razões que tornaram deveras apreciadas as palavras de Gustave Lefebvre, certamente muito interpelantes para os que se debruçam sobre esta temática: «Os contos oferecem-nos portanto a sociedade, a sua hierarquia, as suas diversas classes, como também as suas ideias morais e crenças religiosas, um quadro fiel, pleno de vida, com ricas cores, de detalhes cuidadosamente escritos, que nos permitem penetrar mais profundamente na alma egípcia. A este título eles interessam não somente à história da literatura, mas mais ainda talvez à da civilização» 9. Acrescentemos que não são só os contos, mas os textos literários em geral que nos oferecem tudo isto: conhecer a literatura egípcia é a forma privilegiada de alcançar o modo de pensar e sentir da civilização egípcia, enfim, de estudar a «alma egípcia». 8 G. LEFEBVRE, Romans et Contes Égyptiens, p. VII. Simpson inclui este conto na parte da sua obra intitulada «Narrativas e Contos da Literatura do Médio Egipto»; ver W. K. SIMPSON, The Literature of Ancient Egypt, p. 31. Quanto a Miriam Lichtheim inclui-o na «literatura didáctica» do Império Médio; ver M. LICHTHEIM, Ancient Egyptian Literature, I, p G. LEFEBVRE, Romans et Contes Égyptiens, p. XXV. 311

14 INTRODUÇÃO Refira-se, com clareza, que não é intenção fazer uma abordagem dos textos num estudo do ponto de vista estritamente literário, de forma a produzir qualquer definição de literatura egípcia e eventual determinação de géneros literários que levem a uma nova arrumação dos objectos em análise. Como vimos, outros, melhor habilitados, já antes o fizeram. O que se pretende, de facto, nesta parte do trabalho, é procurar ideias, maneiras de pensar e agir que possamos considerar suportes civilizacionais egípcios, que permitam um melhor conhecimento da civilização egípcia do Império Médio, através dos textos apresentados em antologia no primeiro capítulo deste volume, e que surgem traduzidos e comentados no segundo volume. Na realidade, o que se propõe é aquilo a que se poderá chamar o tratamento arqueológico do texto, e não o seu tratamento literário. Correr-se-á mesmo o risco de não ter em conta a hipótese de eventuais exageros motivados por diversas razões, quer sejam propagandísticas quer sejam de outra natureza desconhecida. Contudo, uma tarefa desta natureza pode ser praticamente infinita ou, no mínimo, muito extensa, porque há muito a colher em cada texto, e cada elemento extraído pode ser observado de múltiplas maneiras. Tudo depende da sensibilidade e da perspectiva de quem investiga. Por esta razão, se o próprio autor não impuser um limite correrá o risco de ser acusado de apresentar um trabalho incompleto, por não ter sido abordada esta ou aquela perspectiva. Neste sentido, a presente análise reterá um número mínimo de temas, mais precisamente três grandes temas globalizantes, aqueles que no decurso do trabalho de investigação e estudo despertaram maior atenção no conjunto dos doze textos traduzidos. Também não é intenção determinar a correcção, ou incorrecção, da atribuição da datação do corpus literário em estudo, partindo do princípio de que os textos em análise, pelo menos os seus arquétipos, são, de facto, do Império Médio. Ainda assim, antes de se abordarem questões respeitantes às épocas em causa, seja a época da datação literária, seja a época da datação histórica, e de se procurar ver o que nos dizem os textos sobre elas, abordar-se-á esta questão da datação a partir do Conto do Camponês Eloquente, apresentando um conjunto de elementos do tipo dos que se podem aplicar, de uma forma geral, a cada um dos textos. Tudo leva a crer que os manuscritos do Conto do Camponês Eloquente são do Império Médio: B1, B2 e Bt da XII dinastia e R, o único descoberto em contexto datado, da XIII dinastia 10. Não tendo sido possível determinar a antiguidade dos três primeiros papiros a partir de dados arqueológicos, foram os estudos epigráficos e, sobretudo, filológicos, que permitiram datá-los. Para este fim, contribuiu tam- 10 G. LEFEBVRE, Romans et Contes Égyptiens de l Époque Pharaonique, p. 45 ; R. B. PARKINSON, The Tale of The Eloquent Peasant, pp. xxv-xxviii. Para mais informações sobre os papiros cfr. T. F. CANHÃO, «O Conto do Camponês Eloquente na Literatura do Antigo Egipto», em Cadmo (14), pp ; ver também J. N. CARREI- RA, Literatura do Egipto Antigo, pp ). 312

15 INTRODUÇÃO bém o facto do cólofon de B2 ser semelhante ao de outros contos da XII dinastia, nomeadamente da História de Sinuhe e do Conto do Náufrago 11. Por seu lado, com R foram encontrados no Ramesseum alguns objectos cuja origem aponta para finais da XII dinastia, além de 23 outros papiros cuja datação só foi possível através do contexto, que os posicionou na XIII dinastia e ao túmulo onde se encontravam nos finais da XIII dinastia. Em obras mais antigas, autores como Adolf Erman, Sergio Donadoni e Edda Bresciani 12 atribuíram como data da sua composição o Primeiro Período Intermediário. Em 1967, Sergio Donadoni insistia nessa suposição, contudo, com um certo grau de imprecisão: «quatro manuscritos não muito posteriores à época da composição» 13. Eram conclusões motivadas pela única referência histórica que o Conto do Camponês Eloquente apresenta entre a primeira e a segunda petições (B1, : «Ora este camponês fazia este discurso no tempo da majestade do rei do Alto e do Baixo Egipto Nebkauré, justo de voz»), reforçada no final, já depois da nona petição, quando Rensi manda entregar ao soberano 14 o papiro onde escrevera as queixas (B2, : «E o grande intendente Rensi, filho de Meru, mandou-o entregar à majestade do rei do Alto e do Baixo Egipto Nebkauré, justo de voz»). São duas afirmações respeitantes ao rei Nebkauré Kheti, um dos três monarcas conhecidos do período heracleopolitano e do qual pouco mais se sabe do que o nome. Mohammed Mokhtar reforça aquela ideia dizendo que no Primeiro Período Intermediário se assistiu ao florescimento de uma literatura realista que mostrava a vida tal como era e na qual se integrava o Conto do Camponês Eloquente. Esse estilo literário orientava-se no sentido de «uma decidida aproximação à democracia, justiça, humanismo, igualdade social e benevolência com respeito ao pobre» 15. Mas, de facto, uma coisa é a datação da época histórica na qual se desenrola a acção, isto é, a datação literária, e outra é a época em que o texto foi imaginado e escrito pela primeira 11 P. LUINO, La Véritable Histoire de Sinouhé, p. 140 ; P. LE GUILLOUX, Le Conte du Naufragé (Papyrus Ermitage 1115), p. 68; M. LAPIDUS, La Quête de l Île Merveilleuse (le Conte du Naufragé), p. 88; G. R. PARKINSON, The Tale of Sinuhe and Other Ancient Egyptian Poems, pp. 43 e 98; G. LEFEBVRE, Romans et Contes Égyptiens, pp. 25 e 40; E. PERRY, A Critical Study of the Eloquent Peasant, p E. PERRY, A Critical Study of the Eloquent Peasant, p. 6; A. ERMAN, Die Literatur der Ägypter, p. 175; S. DONA- DONI, Storia della Letteratura Egizianna Antica, p. 95; S. DONADONI e E. BRESCIANI, Letteratura e Poesia dell Antico Egitto, p S. DONADONI, La Letteratura Egizia, p Usaremos indiscriminadamente os termos rei, soberano, monarca e faraó, conscientes porém de que esta última designação surgiu por via hebraica, composta a partir da expressão per-aá (pr-aa), a Casa Grande, isto é, o Palácio, sendo comprovada como designação exclusiva do rei do Egipto apenas a partir da XVIII dinastia, mais precisamente de Tutmés III (M.-A. BONHÈME e A. FORGEAU, Pharaon. Les Secrets du Pouvoir, pp ). 15 M. G. MOKHTAR, Ihnâsya El-Medina (Herakleopolis Magna). Its importance and its role in pharaonic history, p

16 INTRODUÇÃO vez, ou seja, a datação histórica 16. Gerhard Fecht, que concorda com a inclusão dos papiros do Conto do Camponês Eloquente no Império Médio, afirma que a «época presumível» da sua redacção corresponde ao período heracleopolitano, embora seja claro pela indicação «justo de voz» (maé-kheru) que o rei estava morto. É também indiscutível para este autor, que neste texto a métrica utilizada é igualmente do Império Médio, o que o leva à constatação de que a «época verdadeira» da redacção ou é posterior à reunificação ou os manuscritos foram adaptados posteriormente 17. Apresenta então uma série de argumentos, mais circunstanciais do que conclusivos, para demonstrar que o arquétipo do Conto do Camponês Eloquente não foi escrito nem na XII dinastia, tão pouco na XI, mas duzentos ou trezentos anos antes. Para isso fundamenta-se em análises contextuais comparativas com textos das duas épocas, principalmente entre o Ensinamento para Merikaré, provavelmente da IX ou da X dinastia, o Ensinamento de Amenemhat I ao seu filho Senuseret e o Ensinamento Lealista, ambos da XII dinastia. O primeiro é o testamento de um rei heracleopolitano não identificado 18, que se dirige ao filho Merikaré tentando explicar- -lhe acontecimentos recentes e dando-lhe conselhos para, no futuro, evitar situações similares. No segundo, o fundador da XII dinastia Amenemhat I, provável vizir de Mentuhotep IV, o último rei da XI dinastia 19, justifica a sua presença no trono com a obra que realizou: a pacificação final do reino iniciada com a unificação de Mentuhotep II. Apresenta, ainda, o seu reconhecimento aos deuses, numa prova de que a ideologia legitima o rei a posteriori. O último texto é a tentativa ideológica de justificar e fortalecer a autoridade do faraó, num apelo explícito aos súbditos, isto é, o funcionalismo, invocando a lealdade ao seu soberano 20. Gerhard Fecht acha surpreendente e até inconcebível que o camponês Khuenanupu, vivendo num período particularmente agitado pelas classes sociais mais baixas, que representava, 16 O. BERLEV, «The Date of the Eloquent Peasant"», p G. FECHT, «Bauerngeschichte», LÄ, I, col Prevalece ainda uma certa confusão acerca da ordem dos reis das IX/X dinastias, não se sabendo mesmo qual a sua composição completa, havendo mais suposições do que certezas. No texto só o nome do filho permaneceu legível (M. LICHTHEIM, Ancient Egyptian Literature, I, p. 97; P. CLAYTON, Crónicas dos Faraós, pp.70-71). 19 Segundo a Câmara dos Antepassados de Karnak, terá existido ainda um Mentuhotep IV, Nebtauiré Mentuhotep. Contudo, o Papiro Real de Turim no seu lugar apresenta um espaço vazio «de sete anos» e o seu nome é omisso nas listas reais de Abido e de Sakara. Para Clayton é Mentuhotep III. O fundador da XI dinastia terá sido o governador de Tebas que se assumiu como rei com o nome de Antef I. Seguiram-se-lhe Antef II e Antef III e só depois o filho deste, Nebhepetré Mentuhotep, ou seja, Mentuhotep II. O rei Mentuhotep I terá sido o pai de Antef I, que certas fontes confirmam como rei e do qual pouco mais se sabe. Esta situação gera desfasamentos entre os diversos autores, considerando uns três reis com este nome e outros quatro, de modo que Mentuhotep I, II e III de uns, correspondem aos Mentuhotep II, III e IV de outros (C. VANDERSLEYEN, L Egypte et la Vallé du Nil. Tomo II. De la fin de l Ancien Empire à la fin du Nouvel Empire, pp e 37-39; P. CLAYTON, Chronicle of the Pharaohs, pp.72-77). 20 G. POSENER, L Enseignement Loyaliste. Sagesse égyptienne du Moyen Empire, pp

17 INTRODUÇÃO não fosse um analfabeto grosseiro pouco dado a perturbações; ou que fizesse determinadas críticas éticas, denunciando com acutilância a falta de escrúpulos dos funcionários. E isso sem ser feito de modo gratuito, mas desenvolvendo um raciocínio claramente ético e oportuno; o próprio facto do ouvinte saber pelo desenrolar da narrativa que a disputa entre ele e o grande intendente Rensi é fictícia, não retira seriedade aos princípios morais enunciados. Portanto, em seu entender, trata-se de um conjunto de discursos rebeldes que traduzem discussões profundas e sábias, totalmente em desacordo com um ser insubmisso que demonstra sempre grande segurança e coragem no relacionamento com um alto funcionário, sem nunca se deixar arrebatar pela imprudência. Por isso Gerhard Fecht pensa que o ambiente do Conto do Camponês Eloquente está perfeitamente de acordo com o modo de agir e de pensar do tempo de Heracleópolis (IX e X dinastias) e em desacordo com o pensamento e a prática pós-unificação da XII dinastia. Inclusivamente, as semelhanças que manifestamente existem com outros textos, em nada contrariam segundo a sua opinião, o facto de o arquétipo do Conto do Camponês Eloquente ser do Primeiro Período Intermediário 21. No entanto, outros conceituados egiptólogos 22, depois de cuidadosos estudos dos papiros, de análises contextuais e linguísticas, e do cruzamento com outros textos, concluíram que os manuscritos do texto em causa são do Império Médio, mais concretamente das XII e/ou XIII dinastias. Mesmo com o arquétipo dado como desaparecido, alguns precisam melhor as suas opiniões: Gustave Lefebvre afirma que é um texto escrito «na bela língua da XII dinastia» 23 ; Oleg Berlev, baseando-se no título de Rensi, mer-per uer (mr-pr wr), situa-o na XII dinastia 24 ; Pascal Vernus, através de uma demonstração puramente linguística, acredita que o Conto do Camponês Eloquente terá sido escrito na segunda metade da XII dinastia 25 ; William K. Simpson repete esta ideia afirmando que este texto, como outros onde se incluem as Admoestações de Ipuuer e as Lamentações de Khakheperréseneb 26, é de carácter propagandístico, escrito intencio- 21 G. FECHT, «Bauerngeschichte», LÄ, I, col Na parte final da sua exposição, Fecht compara expressões do Conto com Os Ensinamentos de Ptahhotep, Ensinamento para Merikaré, Ensinamento para Kagemni e Diálogo de um Desesperado com o seu ba (G. FECHT, «Bauerngeschichte», LÄ, I, col ). 22 A. H. GARDINER, «The Eloquent Peasant», p. 5; M. LICHTHEIM, Ancient Egyptian Literature, I, p. 169; G. MAS- PERO, Contes Populaires de l'égypte Ancienne, pp G. LEFEBVRE, Romans et Contes Égyptiens, pp O. BERLEV, «The Date of the Eloquent Peasant"», pp P. VERNUS, «La date du Paysant Eloquent», pp Textos cujos arquétipos parecem ter sido compostos na XII dinastia. Para Lichtheim é muito provável que pelo menos o segundo tenha sido escrito no reinado de Senuseret II; para Simpson são da XII dinastia, podendo o segundo ser mesmo do Segundo Período Intermediário. Nas Admoestações de Ipu-uer o autor lamenta as calami- 315

18 INTRODUÇÃO nalmente na tentativa de contrariar uma certa inquietação política e social que o Egipto viveu no final da XII dinastia 27 ; por fim, Richard Parkinson coloca-o no final da XII dinastia, «não muito depois dos reinados de Senuseret III e Amenemhat III», nos casos de B1, B2 e Bt, e de meados da XIII dinastia no que respeita a R, aparentemente mostrando que os heracleopolitanos não foram anatematizados pela XII dinastia. De certo modo isto foi demonstrado pelo facto de alguns reis de meados da XII dinastia, como Senuseret II e Amenemhat III, terem mandado proceder a edificações em Heracleópolis 28. São diversos os argumentos destes estudiosos, indo do facto de o autor do Conto do Camponês Eloquente estar familiarizado com questões, conceitos e vocabulário burocrático e legal da época, o que prova a sua erudição e um possível treino na prática jurídica, até às preocupações com a corrupção dos funcionários e a injustiça, aspectos que se enquadram tanto num panorama de anarquia do Primeiro Período Intermediário como no de reorganização e expansão administrativa levada a cabo no Império Médio. Juntemos a nossa voz àqueles que julgam mesmo plausível supor que a autoria do Conto do Camponês Eloquente possa ser atribuída a um dos reis do final da XII dinastia, com a ideia de ajudar essa reforma. Com efeito, a figura real no conto assume sempre uma posição respeitada, cuja autoridade nunca é questionada, todas as suas ordens são escrupulosamente cumpridas e o enquadramento nos valores máximos do Estado é plenamente conseguido. O suporte desta afirmação provém de duas análises que merecem particular destaque. Oleg Berlev fez o levantamento do número de vezes em que o título de «grande intendente» (mr-pr wr), seguido ou não do nome «Rensi» (rnsy) e do patronímico «filho de Meru», meru sa (mrw sa), é mencionado no Conto do Camponês Eloquente. Encontrou-o 26 vezes sempre escrito de forma completa, sem qualquer abreviatura ou simplificação como, ao contrário de outros cargos, acontece sempre com este título durante o Império Médio. O patronímico aparece isolado apenas duas vezes (B1, 218 e B2, 133) e o nome nunca figura escrito isoladamente. Como isto acontece em todos os papiros, conclui que esta fórmula é parte integrante do texto, não podendo ter sido introduzida por nenhum copista posterior, o que entra em conflito com a data literária do conto, com a qual concorda inteiramente. De facto, «grande intendente» era um dos dades do Primeiro Período Intermediário; nas Lamentações de Khakheperréseneb temos um sacerdote que fala consigo próprio, lamentando os perigos e a desorganização dos tempos conturbados (W. K. SIMPSON, The Literature of Ancient Egypt, pp. 210 e 230; M. LICHTHEIM, Ancient Egyptian Literature, I, pp e 149). 27 W. K. SIMPSON, The Literature of Ancient Egypt, p. 31; W. K. SIMPSON, «The political background of the Eloquent Peasant», pp R. B. PARKINSON, The Tale of The Eloquent Peasant, pp. xxv-xxviii; R. B. PARKINSON, «The date of the Tale of the Eloquent Peasant», p

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