O CUIDADO DE PACIENTES COM FERIDAS E A CONSTRUÇÃO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O CUIDADO DE PACIENTES COM FERIDAS E A CONSTRUÇÃO"

Transcrição

1 O CUIDADO DE PACIENTES COM FERIDAS E A CONSTRUÇÃO DA AUTONOMIA DO ENFERMEIRO Atualidades CARING FOR PATIENTS WITH WOUNDS AND BUILDING NURSES AUTONOMY EL CUIDADO DE PACIENTES CON HERIDAS Y LA CONSTRUCCIÓN DE LA AUTONOMÍA DEL ENFERMERO Adriano Menis Ferreira I Mariluci Camargo Ferreira da Silva Candido II Marco Antonio Candido III RESUMO: Trata-se de um estudo de reflexão que pretende analisar a legislação no que se refere ao exercício profissional de enfermagem no Brasil e discutir sobre a autonomia do enfermeiro no cuidar de pacientes com feridas. Para a compreensão adequada sobre o tema, discorreu-se sobre algumas definições de autonomia, os subsídios para a sua construção e a necessidade de uma atenção holística aos clientes com feridas. Constata-se a necessidade de atuação dos enfermeiros e de seus órgãos representativos a fim de criar uma legislação que defina sua abrangência e atribuições no que tange à sua autonomia no cuidado de feridas. Para isso, é necessária a fundamentação da assistência na vertente técnico-científica e ético-legal, além do estímulo e valorização da autonomia do cliente em relação ao seu tratamento. Palavras-Chave: Cicatrização de feridas; autonomia profissional; legislação de enfermagem; cuidados de enfermagem. ABSTRACT: This study reflected on the body of laws regarding the nursing profession in Brazil and discussed nurses autonomy in caring for patients with wounds. In the endeavor to understand the subject properly, it discusses definitions of autonomy, how to support efforts to build it, and the need for holistic care for clients with wounds. It was found that nurses and their representative bodies should work actively for legislation that defines their scope and attributions as regards their autonomy in caring for patients with wounds. For that purpose, it is necessary for care to be grounded on technical-scientific and ethical-legal bases, in addition to encouraging and valuing clients autonomy over their treatment. Keywords: Wound healing; professional autonomy; legislation, nursing; nursing care. RESUMEN: Este estudio de reflexión tuvo como objetivo analizar la legislación referente al ejercicio profesional de enfermería en Brasil y discutir sobre la autonomía del enfermero en el cuidar de pacientes con heridas. Para proveer una adecuada comprensión sobre el tema, fueron incluidas definiciones de autonomía, consideraciones sobre los soportes para su construcción y la necesidad de una atención holística a los clientes con heridas. Fue constatada la necesidad de actuación de los enfermeros y de sus órganos representativos para crear una legislación que defina su alcance y atribuciones, en lo que se refiere a su autonomía en el cuidado de heridas. Para eso, es necesaria la fundamentación de la atención en la vertiente técnico-científica y ético-legal, además del estímulo y valoración de la autonomía del cliente en relación a su tratamiento. Palabras Clave: Cicatrización de heridas; autonomía profesional; legislación de enfermería; cuidados de enfermería. INTRODUÇÃO A enfermagem, no decorrer dos anos, vem conquistando muitos espaços na área de saúde, cada vez mais trazendo para si novas atividades, assumindo novos cargos, enfim, muito mais responsabilidade do que nos seus primórdios. Contudo, ao mesmo tempo em que isso traz orgulho para os profissionais, também os expõem a maiores riscos e responsabilidades no âmbito jurídico 1. O trabalho de enfermagem tornou-se mais técnico e mais especializado e o enfermeiro passou a ter maior destaque como membro da equipe multidisciplinar, com seu próprio corpo de conhecimentos para a prestação de cuidados ao cliente 2. I Pós-Doutor em Enfermagem. Professor do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Campus Três Lagoas. Mato Grosso do Sul, Brasil. II Doutora em Enfermagem Psiquiátrica pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Professora do Departamento de Enfermagem e acadêmica do Curso de Direito da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Campus Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, Brasil. III Advogado. Especialista em Direito Processual. p.656 Rev. enferm. UERJ, Rio de Janeiro, 2010 out/dez; 18(4):

2 Na história do tratamento de feridas, desde os tempos antigos, observa-se grande preocupação do homem em manter sua saúde, sua integridade física. Com os avanços tecnológicos, na área do cuidado aos portadores de feridas, obteve-se uma ascensão quanto aos produtos e métodos utilizados. Quanto à enfermagem, surgiu a necessidade da busca por um melhor preparo técnico-científico condizente com as novas tendências e perspectivas 3. A autonomia profissional em enfermagem nunca foi tão valorizada como atualmente, em parte decorrente da ascensão das funções do enfermeiro e a atuação especializada desse profissional, particularmente no tratamento de feridas. Os enfermeiros não estão apenas se responsabilizando por atividades antes realizadas pela equipe médica, mas também negociando e redefinindo o que de fato é de sua competência e assim tomando decisões independentes 4. A autonomia é um termo derivado do grego autos (próprio) e nómos (lei, regra, norma) e se refere ao poder da pessoa de tomar decisões que afetem sua vida, sua saúde e seu bem-estar, mediante valores, crenças, expectativas e prioridades de forma livre e esclarecida entre as alternativas apresentadas. É compreendida como liberdade, independência e bom senso que permite ao profissional tomar decisões e cumprir tarefas a fim de alcançar melhores resultados no trabalho 5,6. Autonomia também pode ser definida como a faculdade que tem o enfermeiro de autodeterminarse dentro da equipe de saúde, no exercício legal de suas atribuições profissionais de acordo com o sistema de saúde vigente de um país, uma região ou comunidade 7. Possuir autonomia profissional significa conquistar seu espaço pelo conhecimento e desenvolvimento profissional, ter segurança em si mesmo. A autonomia é vista como uma condição motivadora que torna o profissional mais satisfeito e com maior rendimento em suas atividades, embora ela possa ser entendida como um processo não completamente estabelecido 7. A violação desse princípio pode afetar negativamente e comprometer um trabalho de qualidade entre usuários, profissionais e instituições de saúde 6. Entretanto, é necessário compreender que cuidar de pacientes com feridas não depende apenas de uma categoria profissional, e dessa forma, para prestar um excelente cuidado a clientes portadores de feridas, é necessária uma assistência interdisciplinar, mas, sem dúvida, essa é uma atribuição desenvolvida pela enfermagem em sua prática diária, sem, contudo, desconsiderar a isonomia dos outros profissionais de saúde. Pelos motivos expostos, este estudo tem por objetivo analisar a legislação no que se refere ao exercício profissional de enfermagem no Brasil e discutir sobre a autonomia do enfermeiro no cuidar de pacientes com feridas. Ferreira AM, Candido MCFS, Candido MA A LEGISLAÇÃO E O EXERCÍCIO PROFISSIONAL Entre as grandes evoluções da legislação destaca-se o crescimento da consciência sobre os direitos dos profissionais no que diz respeito, em especial, para fins de estudo neste artigo, a autonomia profissional. O exercício do profissional deve sujeitar-se a regras preestabelecidas, voltadas à promoção, à proteção e à garantia dos direitos dos usuários dos serviços de saúde. A Constituição Federal de 1988 assegura a liberdade de exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer 8. Tal dispositivo, que consagra liberdade de profissão, tem previsão no Art. 5 o, inciso XIII, o qual contém uma norma de eficácia contida, onde a liberdade do exercício de qualquer profissão é integral, até que sobrevenha legislação regulamentadora 9. Para iniciar a análise sobre a autonomia do profissional de enfermagem que permeia diversos termos da área jurídica, faz-se importante a conceituação de alguns desses principais termos. Entende-se por legislação a totalidade das leis que vigoram em um país, ou seja, um conjunto de normas jurídicas sobre uma matéria 10,11. Cabe ressaltar que Deliberação são atos originados de órgãos colegiados, tais como comissões, tribunais administrativos, conselhos, entre outros, representando a vontade majoritária de seus componentes, significa resolução ou decisão e, embora não seja lei, tem valor de tal. Já Parecer é a opinião técnica sobre determinado assunto, o ato pelo qual os órgãos consultivos emitem opinião que podem ser obrigatória, facultativa e vinculante, sendo assuntos técnicos ou jurídicos dentro de sua órbita de competência 10. Na prática profissional, o enfermeiro comumente se depara com questões referentes ao tratamento de pacientes com feridas, tais como: Como agir com autonomia na escolha do melhor método terapêutico quando não há protocolos e normas que dão suporte à atuação do enfermeiro? Como ser autônomo respeitando os princípios éticos e legais no cuidar do cliente com feridas? O enfermeiro detém os requisitos para consolidar sua autonomia profissional: responsabilidade, conhecimento e conquista? A AUTONOMIA E O CUIDADO DE FERIDAS O enfermeiro deve ter em mente que, ao se discutir autonomia no cuidado a pacientes com feridas, não estamos apenas nos referindo a sua capacidade e direito de escolher uma terapêutica tópica, mas depreender esforços e o compromisso de atender suas necessidades na perspectiva global do cuidado desde sua avaliação ao acompanhamento da ferida. Ter o direito de selecionar um curativo/cobertura seria visto como um aspecto da autonomia, ou liberdade Rev. enferm. UERJ, Rio de Janeiro, 2010 out/dez; 18(4): p.657

3 de ação profissional pelo enfermeiro. No entanto, não se pode esquecer que autonomia não é liberdade total, mas sim liberdade de agir dentro de limites da competência, os quais, por sua vez, estão confinados pelas fronteiras do conhecimento. Assim, os enfermeiros não deveriam buscar tal autonomia, a menos que tenham conhecimento e competência suficiente para a atividade em questão. A autonomia profissional deve ser encorajada somente se o enfermeiro for tecnicamente competente e com habilidades de alto padrão ao que se propõe a realizar. Dessa maneira, autonomia e independência nas atividades práticas estão diretamente ligadas ao conhecimento que possui e reconhecimento de suas limitações e consequentemente na sua competência clínica. Destaca-se que competência não se restringe à demonstração de habilidades. Competência é a aplicação de habilidades em um contexto situacional que inclui avaliação, diagnóstico diferencial, desenvolvimento e aplicação de um plano de cuidados e sua consequente avaliação e evolução 4. Em outras palavras, a competência profissional, no cuidado com feridas, será plena com a aplicação da Sistematização da Assistência de Enfermagem. A experiência do cotidiano assistencial serve para construir a profissão e a autonomia do enfermeiro no cuidado de feridas, pois cuidar de pacientes com feridas não se caracteriza como uma ciência adquirida apenas com conhecimentos teóricos assimilados em cursos, leituras ou aprimoramentos em nível de pós-graduação. O enfermeiro trabalha com outros profissionais e organizações num espírito de cooperação e colaboração. No entanto, quando se trata de tomar decisões especificamente no tratamento de feridas, são inevitáveis os conflitos. O que se deve ter em mente é que as profissões se complementam e que uma disciplina respeite a outra a fim de objetivar um bem maior, qual seja, a recuperação do indivíduo. Reconhecemos que todos nós temos valores e pontos de vista pessoais que necessitam ser clarificados para não criar situação de impasse que gera ressentimentos e desrespeito, dificultando a confiança entre os profissionais e a expressão de suas autonomias. Estabelecer a negociação dentro da assistência no hospital requer conhecimentos, habilidades de comunicação, escuta ativa, mapeamento de situação, análise de diretivas, espaço para compartilhar, confiança, liberdade de expressão, autoconfiança, trabalho cooperativo e abertura para acordos 12. A liberdade de autonomia tem dependência entre a estrutura organizacional e o profissional, sendo que a organização permitirá o exercício da autonomia, estabelecendo limites; em relação ao profissional, dependerá exclusivamente deste querer tomar decisões desde que sejam apropriadas. Para que a autonomia do profissional seja legitimada, é necessário que esta garanta uma prestação de contas àquele para quem uma determinada ação foi realizada 13. O trabalho da enfermagem guarda certo condicionamento à prescrição de outra categoria profissional, trazendo uma crise de identidade profissional, tornando urgente a construção de novos conhecimentos que configurem independência e autonomia 12. Especificamente no ambiente hospitalar, a hegemonia do trabalho médico faz-se ainda presente. Porém, devemos assumir o processo de cuidar e do cuidado com autonomia, pois, apesar do fato de que em alguns aspectos mantém-se uma relação de interdependência com o trabalho médico, em muitos outros aspectos as ações são independentes. Não se discute aqui a autonomia de outros profissionais quanto ao ato de tratar paciente com feridas, nem tampouco a defesa de intervir na prescrição desses, mas sim, a busca de respaldo legal quanto à autonomia do enfermeiro no tratamento de feridas e a recusa de executar atividades prescritas por outros profissionais da equipe de saúde que julgue trazer algum prejuízo ao paciente portador de feridas. Ademais, o profissional de saúde, responsável pela prescrição, assume toda a responsabilidade pela avaliação do cliente, usualmente fazendo um diagnóstico diferencial dentro de uma série de possibilidades sugeridas pelos sinais e sintomas, e indica o produto tópico e tratamento adequados, efetuando a prescrição 1. Diante do supracitado, podemos citar uma situação que ocorre frequentemente na prática clínica. Em certas ocasiões não é incomum o profissional de enfermagem constatar em uma prescrição médica que realize determinado curativo com determinado produto, que à luz dos conhecimentos atuais não se justifica para o bom curso da cicatrização de uma ferida. Nesse caso, o enfermeiro, respaldado em sua Lei do Exercício Profissional, deve estabelecer um relacionamento com esse profissional médico e discutir a possibilidade de mudança de conduta para atender às reais necessidades do paciente. Caso esse profissional não queira mudar a conduta, cabe ao enfermeiro esclarecer que sua equipe não realizará o curativo e que o fato será registrado no prontuário argumentando tal decisão. Outra situação comumente encontrada na prescrição médica é apenas a indicação para realização de curativo, sem qualquer referência à forma de limpeza, terapia tópica e cuidados gerais com a ferida e o paciente. Neste caso fica a critério do enfermeiro avaliar e selecionar as melhores condutas para realização do curativo. É fato que em vários países enfermeiros executam a prescrição de medicamentos de uma forma geral, sendo esta atividade avaliada por órgãos governamentais como positiva, comprovando que houve melhora do nível da assistência, da comunicação e do acesso a clientes, a partir da assunção dessa prática profissional pelo enfermeiro 14. Diante da busca de autonomia profissional podemos nos respaldar na Lei do Exercício Profissional, pois é p.658 Rev. enferm. UERJ, Rio de Janeiro, 2010 out/dez; 18(4):

4 Ferreira AM, Candido MCFS, Candido MA um instrumento determinante na busca de maior espaço para as tomadas de decisão por parte do enfermeiro. Ela regula em seus artigos as atividades a serem exercidas de forma privativa por esse profissional. Com esse instrumento de poder, as ações tomadas pelo enfermeiro são seguramente validadas e apoiam sua autonomia. Certamente que a regulamentação do exercício profissional traz ao enfermeiro a possibilidade de uma autonomia profissional já que especifica suas atividades privativas 12. Conforme a Resolução COFEn n o 311/2007, que versa sobre o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, no capítulo 1, Art. 1 o, o enfermeiro deve exercer a profissão com liberdade, autonomia e ser tratado segundo os pressupostos e princípios legais, éticos e dos direitos humanos. Já o Art. 6 o da mesma diz que o enfermeiro deve fundamentar suas relações no direito, na prudência, no respeito, na solidariedade e na diversidade de opinião e posição ideológica. É dessa maneira que sua prática deve ser consolidada 15. O capítulo II do Código de Ética 15 preceitua que a assistência de enfermagem deve ser realizada livre de danos decorrentes da imperícia, negligência ou imprudência (Art.16); o profissional deve manter-se atualizado (Art.18) e principalmente responsabilizarse pela falta cometida em suas atividades, seja individual ou em equipe (Art.20). E cabe ao enfermeiro supervisionar a equipe a fim de manter a integridade física do cliente, atuando como defensor de seus direitos. É competência do enfermeiro, conforme a Lei do Exercício Profissional no Artigo II, inciso I, letra c: Planejamento, organização, coordenação, execução e avaliação dos serviços de assistência de Enfermagem. Assim, a inobservância do dever de cuidar acontece pela negligência, imperícia e imprudência, que não são consideradas elementos da culpa, mas sim a exteriorização da conduta culposa 16. De acordo com o Código de Ética 15, capítulo I, Art. 10, é direito do enfermeiro: recusar-se a executar atividades que não sejam de sua competência técnica, científica, ética e legal ou que não ofereçam segurança ao profissional, à pessoa, família e coletividade e Art.36 participar da prática multiprofissional e interdisciplinar com responsabilidade, autonomia e liberdade. Podemos citar como responsabilidades e deveres os Artigos 5 o, 13 e 15, respectivamente: Exercer a profissão com justiça, compromisso, equidade, resolutividade, dignidade, competência, responsabilidade, honestidade e lealdade; Avaliar criteriosamente sua competência técnica, científica, ética e legal e somente aceitar encargos ou atribuições, quando capaz de desempenho seguro para si e para outrem; Prestar assistência de enfermagem sem discriminação de qualquer natureza. Entre as atribuições do enfermeiro, observa-se que, em relação ao tratamento de lesões de pele, o profissional como executor ou supervisor dos cuidados baseia-se em conhecimentos obtidos no decorrer de sua formação e durante sua incessante busca por atualização. Entretanto, nem sempre este fato assegura ao profissional a tomada de decisão, e, neste sentido, um instrumento de apoio a que o profissional pode recorrer é a legislação da classe. No entanto, estudo demonstra a escassez de legislação sobre o tema 17. Na busca de preencher esta lacuna, algumas instituições oferecem ao profissional o suporte para a atuação através de protocolos, normas e rotinas, mas ainda não é o suficiente para objetivar, otimizar e padronizar esse procedimento. A ação de avaliar e tratar feridas é um papel fundamental para a maioria dos enfermeiros. Não se restringe apenas à execução da técnica de curativos, caracterizando-se somente como uma tarefa mecânica a ser executada em complacência rígida com a prescrição médica. Dessa maneira, o cuidado com feridas exige que o profissional de enfermagem detenha conhecimentos técnico-científicos, além de discernimento para o exercício de juízo profissional. Diante disto, a autonomia se estende ou se limita em tamanho variável de acordo com a competência do profissional e que este só dispõe de autonomia quando possui o poder de controlar o seu próprio trabalho, e decorrente deste controle é que se pode ser responsável pelas ações que desencadeia Constata-se que as legislações (leis, pareceres, deliberações, resoluções e decretos) são ferramentas primordiais e essenciais para o profissional enfermeiro implementar sua autonomia e buscar subsídios para a sua prática com todo respaldo ético-legal, dispondo ao cliente portador de feridas qualidade e segurança. Cabe aos órgãos de classe legislar sobre temas pertinentes à prática profissional que permeiam diariamente as atividades dos profissionais. A esse respeito urge a necessidade de legislação específica que verse sobre a autonomia do enfermeiro no tratamento de feridas. CONSIDERAÇÕES FINAIS O profissional enfermeiro deve atentar não apenas para a lesão em si, mas ter a sensibilidade para planejar holisticamente o cuidado de modo a contemplar o ser humano em sua plenitude. É possível concluir que, para o enfermeiro prestar uma assistência autônoma, é preciso objetivar, otimizar e padronizar os procedimentos de prevenção e tratamento de feridas. Isso deve ser feito perante protocolos técnicos que garantam respaldo legal, técnico e científico ao profissional, a fim de melhorar a assistência ao portador de feridas. O enfermeiro, como profissional integrante da equipe de saúde, possui respaldo ético-legal para intervir, junto ao paciente/cliente, com feridas, da avaliação até a prescrição de terapêuticas tópicas, porém dentro dos limites que a própria Lei do Exercício Profissional de Enferma- Rev. enferm. UERJ, Rio de Janeiro, 2010 out/dez; 18(4): p.659

5 gem (Lei n o 7.498/1986) impõe, bem como as normalizações do Ministério da Saúde e as Resoluções do COFEn e os Pareceres dos Conselhos Regionais de Enfermagem (COREns) que orientam em relação a essa atividade. REFERÊNCIAS 1.Sobrinho VG, Carvalho EC. Uma visão jurídica do exercício profissional da equipe de enfermagem. Rev enferm UERJ. 2004; 12: Oguisso T, Freitas GF. Enfermeiros prescrevendo medicamentos: possibilidades e perspectivas. Rev Bras Enferm. 2007; 60(2): Declair VPS. Novas considerações no tratamento de feridas. Rev Paul Enfermagem.1998; 17(1/3): Benbow M. Ethics and wound management. JCN. 2006; 20(3): Dheyer DJD. Chronics decision-marking autonomy in nursing. JONA. 1992; 22(2): Oguisso T, Zoboli E. Ética e bioética: desafios para a enfermagem e a saúde. Barueri (SP): Manole; Bianco MHBC. Construção da autonomia do enfermeiro no cotidiano: um estudo etnográfico sob o referencial teórico de Agnes Heller [tese de doutorado]. Ribeirão Preto (SP): Universidade de São Paulo; Lenza P. Direito constitucional esquematizado. São Paulo: Saraiva; Novelino M. Direito constitucional. São Paulo: Editora Método; Benasse PR. Dicionário jurídico de bolso. 4 a ed. Belo Horizonte(MG): Leme; Horcaio I. Dicionário jurídico referenciado. São Paulo: Primeira Impressão; Jesus MS, Said FA. Autonomia e a prática assistencial do enfermeiro. Cogitare Enferm. 2008; 13(3): Bueno FMG, Queiroz MS. O enfermeiro e a construção da autonomia profissional no processo de cuidar. Rev Bras Enferm. 2006; 59: Buchan J, Calman L. Implementing nurse prescribing: updated review of current practice internationally. Geneva (SWT): ICN; Conselho Federal de Enfermagem (Br) Resolução 311/ Aprova a reformulação do Código de Ética dos profissionais de enfermagem. Rio de Janeiro: COFEn; Cavalieri Filho S. Programa de responsabilidade civil. 3 a ed. São Paulo: Ed. Malheiros; Ferreira AM, Bogamil DDD, Tormena PC. O enfermeiro e o tratamento de feridas: em busca da autonomia do cuidado. Arq Ciênc Saúde. 2008; 15(3): Carapinheiro G. Saberes e poderes no hospital: uma sociologia dos serviços hospitalares. Porto(Po): Editora Afrontamento; Figueiredo AM. Ética e cuidado-perspectivas do enfermeiro no tratamento das lesões cutâneas para o próximo milênio. Rev. Nursing (Ed brasileira). 2000; 22:21-5. p.660 Rev. enferm. UERJ, Rio de Janeiro, 2010 out/dez; 18(4):

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO PARECER COREN-SP GAB Nº 073/2011

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO PARECER COREN-SP GAB Nº 073/2011 PARECER COREN-SP GAB Nº 073/2011 Assunto: Responsabilidade pelo Controle, Guarda e Dispensação de Medicamentos de Pesquisa Clínica. 1. Do fato Solicitado parecer sobre o controle, guarda e dispensação

Leia mais

ANEXO RESOLUÇÃO COFEN Nº 468/2014 ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO ACONSELHAMENTO GENÉTICO

ANEXO RESOLUÇÃO COFEN Nº 468/2014 ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO ACONSELHAMENTO GENÉTICO ANEXO RESOLUÇÃO COFEN Nº 468/2014 ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO ACONSELHAMENTO GENÉTICO I. OBJETIVO Estabelecer diretrizes para atuação privativa do Enfermeiro em Aconselhamento Genético, no âmbito da equipe

Leia mais

SUMÁRIO. de curativos. 3.2 Limitações. Página 1 de 7

SUMÁRIO. de curativos. 3.2 Limitações. Página 1 de 7 Coordenação Geral das Câmaras Técnicas Câmara Técnica de Gestão e Assistência em Enfermagem CTGAE Comissão de Gestão do Cuidado na Média e Alta Complexidade PAD nº 796/2013 Parecer CTGAE nº 003/2013 EMENTA:

Leia mais

PARECER COREN-SP 07/2015 CT Processo nº 2699/2015

PARECER COREN-SP 07/2015 CT Processo nº 2699/2015 PARECER COREN-SP 07/2015 CT Processo nº 2699/2015 Ementa: Realização de curativo pelo técnico de imobilização ortopédica. 1. Do fato Enfermeira solicita parecer sobre realização de curativo pelo técnico

Leia mais

COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO E PARECERES PARECER n.º 007/2013

COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO E PARECERES PARECER n.º 007/2013 COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO E PARECERES PARECER n.º 007/2013 Aprovado na 523ª Reunião Ordinária de Plenário de 26 de agosto de 2013. 1. Do Fato Assunto: Dispensação de medicamentos pelo Técnico de Enfermagem.

Leia mais

NOTA TÉCNICA Perguntas e respostas referentes às Resoluções do CFF nº 585 e nº 586, de 29 de agosto de 2013.

NOTA TÉCNICA Perguntas e respostas referentes às Resoluções do CFF nº 585 e nº 586, de 29 de agosto de 2013. NOTA TÉCNICA Perguntas e respostas referentes às Resoluções do CFF nº 585 e nº 586, de 29 de agosto de 2013. Assessoria da Presidência Assessoria técnica Grupo de consultores ad hoc Conselho Federal de

Leia mais

PARECER COREN-SP 002/2015 CT Processo nº 5334/2014

PARECER COREN-SP 002/2015 CT Processo nº 5334/2014 PARECER COREN-SP 002/2015 CT Processo nº 5334/2014 Ementa: Prescrição de coberturas para tratamento de feridas por Enfermeiro 1. Do fato Enfermeira solicita parecer sobre prescrição de coberturas/correlatos

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO PARECER COREN-SP GEFIS Nº 29 / 2010 Abordagem Sindrômica. Participação Legal do Enfermeiro. Programa de Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis. Programa de Atenção Integral em Doenças Prevalentes

Leia mais

Centro Universitário de Várzea Grande Curso de Graduação em Enfermagem

Centro Universitário de Várzea Grande Curso de Graduação em Enfermagem Centro Universitário de Várzea Grande Curso de Graduação em Enfermagem ENFERMAGEM COMO CIÊNCIA (Ética e bioética em enfermagem) Profª. Ingrid Letícia Fernandes Resumo produzido para a disciplina de Enfermagem

Leia mais

I ANÁLISE: Rua Barão de São Borja, 243 Boa Vista CEP 50.070-325 Fone: 3412-4100 www.coren-pe.gov.br

I ANÁLISE: Rua Barão de São Borja, 243 Boa Vista CEP 50.070-325 Fone: 3412-4100 www.coren-pe.gov.br Parecer Técnico Coren-PE nº 003/2015 Protocolo Coren-PE nº 930/2015 Solicitantes: Kátia Maria Sales Santos Cunha Unidade de Enfermagem do HEMOPE Assunto: No transporte, o profissional de enfermagem deverá

Leia mais

COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO E PARECERES PARECER n.º 012/2014

COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO E PARECERES PARECER n.º 012/2014 COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO E PARECERES PARECER n.º 012/2014 Assunto: Legalidade de administração de contraste em clínica radiológica e de diagnóstico por imagem. Aprovado na 539ª Reunião Ordinária de Plenário

Leia mais

PORTARIA CRN-3 nº 0112/2000

PORTARIA CRN-3 nº 0112/2000 PORTARIA CRN-3 nº 0112/2000 A Presidente do Conselho Regional de Nutricionistas 3ª Região, no uso de suas atribuições legais, que lhe conferem a Lei Federal nº 6583/78 e o Decreto Federal nº 84444/80 e,

Leia mais

PARECER COREN-SP 028/2014 CT PRCI n 100.954 Ticket n 280.428, 282.601, 283.300, 283.647, 284.499, 287.181, 290.827, 299.421

PARECER COREN-SP 028/2014 CT PRCI n 100.954 Ticket n 280.428, 282.601, 283.300, 283.647, 284.499, 287.181, 290.827, 299.421 PARECER COREN-SP 028/2014 CT PRCI n 100.954 Ticket n 280.428, 282.601, 283.300, 283.647, 284.499, 287.181, 290.827, 299.421 Ementa: Realização de treinamentos, palestras, cursos e aulas por profissionais

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO PARECER COREN-SP GAB Nº 043 / 2011

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO PARECER COREN-SP GAB Nº 043 / 2011 PARECER COREN-SP GAB Nº 043 / 2011 1. Do fato Solicitado parecer por enfermeira sobre a realização de cálculo de dimensionamento de pessoal de Enfermagem em Hospital Psiquiátrico Assunto: Dimensionamento

Leia mais

O Art. 5º, Inciso II da Constituição Federal da República Federativa do Brasil:

O Art. 5º, Inciso II da Constituição Federal da República Federativa do Brasil: PARECER SETOR FISCAL Nº 38/2015 Assunto: Solicitação de parecer sobre as atribuições do Enfermeiro em ambulatório de farmácia particular. 1. Do fato: Gostaria de obter informações quanto às atribuições

Leia mais

PARTE EXPOSITIVA. SGAS 915 Lote 72 CEP: 70390-150 Brasília-DF FONE: (61) 3445 5900 FAX: (61) 3346 0231 http://www.portalmedico.org.

PARTE EXPOSITIVA. SGAS 915 Lote 72 CEP: 70390-150 Brasília-DF FONE: (61) 3445 5900 FAX: (61) 3346 0231 http://www.portalmedico.org. PROCESSO-CONSULTA CFM nº 9.936/10 PARECER CFM nº 15/12 INTERESSADO: INSS Instituto Nacional do Seguro Social ASSUNTO: Registro e comunicação de afastamento e/ou substituição de diretor técnico e clínico

Leia mais

Tema: Perícia Médica do Instituto Nacional do Seguro Social

Tema: Perícia Médica do Instituto Nacional do Seguro Social Novo Código de Ética Médico e Saúde do Trabalhador Tema: Perícia Médica do Instituto Nacional do Seguro Social Realização: DIESAT Apoio: Fundacentro São Paulo, 22 jun 2010 Os dilemas, os sensos, os consensos,

Leia mais

RESOLUÇÃO CRM-PR Nº 196/2014

RESOLUÇÃO CRM-PR Nº 196/2014 RESOLUÇÃO CRM-PR Nº 196/2014 Disciplina a responsabilidade ética dos médicos supervisores e tutores acadêmicos no âmbito do Projeto Mais Médicos para o Brasil. O CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO

Leia mais

REGULAMENTO DO PERFIL DE COMPETÊNCIAS DO ENFERMEIRO DE CUIDADOS GERAIS

REGULAMENTO DO PERFIL DE COMPETÊNCIAS DO ENFERMEIRO DE CUIDADOS GERAIS ÍNDICE Regulamento do Perfil de Competências do Enfermeiro de Cuidados Gerais Preâmbulo...05 Artigo 1.º - Objecto...07 Artigo 2.º - Finalidades...07 Artigo 3.º - Conceitos...08 Artigo 4.º - Domínios das

Leia mais

Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul Sistema Cofen/Conselhos Regionais - Autarquia Federal criada pela Lei Nº 5.

Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul Sistema Cofen/Conselhos Regionais - Autarquia Federal criada pela Lei Nº 5. PARECER TÉCNICO N. 011/2015 ASSUNTO: Competência Legal do Profissional Enfermeiro(a) no manuseio de Aparelhos em Procedimentos estéticos. Enfermeiras Relatoras: Janaina Paes de Souza - COREN/MS 326.905,

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SANTA CATARINA

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SANTA CATARINA PARECER COREN/SC Nº 009/CT/2015/PT Assunto: Acolhimento com Classificação de Risco I Fato: O Enfermeiro Gerente do Núcleo de Atenção à Saúde, o Gerente do Serviço de Enfermagem. do Hospital e o enfermeiro

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DO RIO GRANDE DO SUL Autarquia Federal - Lei nº 5.905/73

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DO RIO GRANDE DO SUL Autarquia Federal - Lei nº 5.905/73 CÂMARA TÉCNICA DE LEIS E NORMAS CÂMARA TÉCNICA DE PESQUISA E EDUCAÇÃO PARECER TÉCNICO Nº 01/2015 Porto Alegre, 06 de novembro de 2015. Atividade do Técnico de Enfermagem como auxiliar de operador de máquina,

Leia mais

PARECER COREN-DF Nº 004/2011

PARECER COREN-DF Nº 004/2011 PARECER COREN-DF Nº 004/2011 SOLICITANTE: Dr. Obedes de Souza Vasco, Coren-DF nº 191085-ENF, Sra. Margarida de Souza Queiroz, Dra. Luciana Simionatto e Silva, Coren-DF nº 58827-ENF, e Dra. Christiane Gigante,

Leia mais

PARECER CREMEC N.º 06/2014 14/03/2014

PARECER CREMEC N.º 06/2014 14/03/2014 PARECER CREMEC N.º 06/2014 14/03/2014 PROCESSO-CONSULTA PROTOCOLO CREMEC Nº 6566/08 ASSUNTO: RESPONSABILIDADE MÉDICA PARECERISTA: CÂMARA TÉCNICA DE AUDITORIA DO CREMEC EMENTA O ato médico é responsabilidade

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. PARECER COREN-SP 008/2012 CT PRCI nº 99.075/2012 e Ticket n 287.354

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. PARECER COREN-SP 008/2012 CT PRCI nº 99.075/2012 e Ticket n 287.354 PARECER COREN-SP 008/2012 CT PRCI nº 99.075/2012 e Ticket n 287.354 Assunto: Atribuições dos Auxiliares de Enfermagem e possíveis desvios de função. 1. Do fato Uma Auxiliar de Enfermagem que atua na Saúde

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. PARECER COREN-SP 038/2014 CT PRCI 5331/2014 Tickets n 377.737 e 386.538

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. PARECER COREN-SP 038/2014 CT PRCI 5331/2014 Tickets n 377.737 e 386.538 PARECER COREN-SP 038/2014 CT PRCI 5331/2014 Tickets n 377.737 e 386.538 Ementa: Legalidade de instalação de câmeras de segurança no ambiente hospitalar. 1. Do fato Solicita-se esclarecimento sobre a instalação

Leia mais

Novo Código de Ética Médica e a Saúde dos Trabalhadores: o que mudou?

Novo Código de Ética Médica e a Saúde dos Trabalhadores: o que mudou? CÓDIGO DE ÉTICA Novo Código de Ética Médica e a Saúde dos Trabalhadores: o que mudou? Ruth Virgolino Chefe da DIPOC/DIRSAT/INSS CÓDIGO DE ÉTICA NOVO CÓDIGO DE ÉTICA E A PERÍCIA MÉDICA DO INSS Código de

Leia mais

UNA-SUS Universidade Aberta do SUS SAUDE. da FAMILIA. CASO COMPLEXO 9 Família Lima. Fundamentação Teórica: Consulta de enfermagem na Saúde Coletiva

UNA-SUS Universidade Aberta do SUS SAUDE. da FAMILIA. CASO COMPLEXO 9 Família Lima. Fundamentação Teórica: Consulta de enfermagem na Saúde Coletiva CASO COMPLEXO 9 Família Lima : Consulta de enfermagem na Saúde Coletiva Eliana Campos Leite Saparolli A consulta de enfermagem é uma atividade privativa do enfermeiro respaldada pela atual legislação do

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DO RIO GRANDE DO SUL Autarquia Federal Lei nº 5.905/73

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DO RIO GRANDE DO SUL Autarquia Federal Lei nº 5.905/73 PARECER CTSAB Nº 03/2014 Porto Alegre, 11 de agosto de 2014. Atuação do Profissional Enfermeiro na Atividade Física. I - Relatório Trata-se de solicitação de dúvida e emissão de parecer, encaminhada por

Leia mais

NOVA LEI DO ATO MÉDICO E SUAS IMPLICAÇÕES

NOVA LEI DO ATO MÉDICO E SUAS IMPLICAÇÕES V Fórum Nacional de Saúde Ocular NOVA LEI DO ATO MÉDICO E SUAS José Alejandro Bullón Bullón & Albuquerque Advogados Associados Brasília - DF Inciso XIII do art. 5.º da Constituição Federal: é livre o exercício

Leia mais

SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM: A CRIAÇÃO DE UMA FERRAMENTA INFORMATIZADA.

SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM: A CRIAÇÃO DE UMA FERRAMENTA INFORMATIZADA. SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM: A CRIAÇÃO DE UMA FERRAMENTA INFORMATIZADA. ANDRADE 1, Elizandra Faria GRANDO 2, Simone Regina BÖING 3, Jaci Simão VIECELLI 4, Ana Maria SILVA 5, Jeane Barros

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM MINAS GERAIS

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM MINAS GERAIS CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM MINAS GERAIS CÂMARA TÉCNICA DA ATENÇÃO BÁSICA COREN MG 2006, 2007, 2008 e 2009 PROTOCOLOS ASSISTENCIAS DA ATENÇÃO BÁSICA DEFINIÇÕES Protocolo, do grego protókollon, primeira

Leia mais

VISIBILIDADE SOCIAL DA ENFERMAGEM: RECONHECENDO AS CONQUISTAS E LACUNAS

VISIBILIDADE SOCIAL DA ENFERMAGEM: RECONHECENDO AS CONQUISTAS E LACUNAS VISIBILIDADE SOCIAL DA ENFERMAGEM: RECONHECENDO AS CONQUISTAS E LACUNAS Prof a. Dr a. Dorisdaia Carvalho de Humerez FORÇA DE TRABALHO NA ENFERMAGEM Na Saúde, 65% da Força de Trabalho é formada por profissionais

Leia mais

Parecer. Conflitos de Interesses Multidisciplinares.

Parecer. Conflitos de Interesses Multidisciplinares. Parecer. Conflitos de Interesses Multidisciplinares. É lícito presumir que toda conduta profissional deva estar assentada na boa-fé, tanto do agente profissional quanto do cliente. Na verdade, a boa fé

Leia mais

Competências e Habilidades Específicas:

Competências e Habilidades Específicas: DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 1. PERFIL DO FORMANDO EGRESSO/PROFISSIONAL Enfermeiro, com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva. Profissional qualificado

Leia mais

CONSELHO FEDERAL DE FONOAUDIOLOGIA

CONSELHO FEDERAL DE FONOAUDIOLOGIA Resolução CFFa nº 427, de 1º de março de 2013 "Dispõe sobre a regulamentação da Telessaúde em Fonoaudiologia e dá outras providências." O Conselho Federal de Fonoaudiologia no uso de suas atribuições legais

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE RONDÔNIA REQUERIMENTO PARA CRT (Certidão de Responsabilidade Técnica)

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE RONDÔNIA REQUERIMENTO PARA CRT (Certidão de Responsabilidade Técnica) CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE RONDÔNIA REQUERIMENTO PARA CRT (Certidão de Responsabilidade Técnica) Eu, Enfermeiro (a), inscrito (a) sob n.º COREN-RO, em / / Endereço Residencial: Nº, Bairro:, Cidade:,

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE MINAS GERAIS

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE MINAS GERAIS PARECER TÉCNICO Nº. 136 / 2011 REFERÊNCIA: Competência do enfermeiro para realizar a Classificação de Risco nos diversos pontos de atenção à saúde da população. HISTÓRICO Recebemos da Presidente do Coren-MG

Leia mais

CURSO: ENFERMAGEM. Objetivos Específicos 1- Estudar a evolução histórica do cuidado e a inserção da Enfermagem quanto às

CURSO: ENFERMAGEM. Objetivos Específicos 1- Estudar a evolução histórica do cuidado e a inserção da Enfermagem quanto às CURSO: ENFERMAGEM Missão Formar para atuar em Enfermeiros qualificados todos os níveis de complexidade da assistência ao ser humano em sua integralidade, no contexto do Sistema Único de Saúde e do sistema

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO CURSO DE NUTRIÇÃO, BACHARELADO REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO Das disposições gerais O presente documento

Leia mais

Política de humanização no estado de São Paulo

Política de humanização no estado de São Paulo Artigo Política de humanização no estado de São Paulo Por Eliana Ribas A autora é psicanalista e doutora em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Atua como coordenadora

Leia mais

Seminário de Residência Médica de Cancerologia Clínica Seminar of Residence in Clinical Oncology

Seminário de Residência Médica de Cancerologia Clínica Seminar of Residence in Clinical Oncology RESIDÊNCIA MÉDICA Seminário de Residência Médica de Cancerologia Clínica Seminar of Residence in Clinical Oncology José Luiz Miranda Guimarães* Neste número estamos divulgando o resultado parcial do Seminário

Leia mais

ESPECÍFICO DE ENFERMAGEM PROF. CARLOS ALBERTO

ESPECÍFICO DE ENFERMAGEM PROF. CARLOS ALBERTO ESPECÍFICO DE ENFERMAGEM PROF. CARLOS ALBERTO ADMINISTRAÇÃO DE ENFERMAGEM AVALIANDO O QUE ESTUDAMOS 1. A Supervisão de Enfermagem é fundamental para o desenvolvimento dos recursos humanos, através da educação

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SANTA CATARINA

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SANTA CATARINA PARECER COREN/SC Nº 001/CT/2013 Assunto: Solicitação de parecer sobre a legalidade da realização por profissional Enfermeiro de retirada de dreno torácico, fio de marca passo e cateter após cirurgia cardíaca.

Leia mais

Texto CURSO DE COOPERATIVISMO AUDITORIA EM SAÚDE

Texto CURSO DE COOPERATIVISMO AUDITORIA EM SAÚDE Texto CURSO DE COOPERATIVISMO AUDITORIA EM SAÚDE Etimologia Termo Auditoria deriva: Palavra inglesa audit que significa examinar, corrigir, certificar. Do latim auditore O que ouve; ouvinte. Definição

Leia mais

Coordenação Geral das Câmaras Técnicas. Câmara Técnica de Legislação e Normas - CTLN. serviço de enfermagem domiciliar. SUMÁRIO

Coordenação Geral das Câmaras Técnicas. Câmara Técnica de Legislação e Normas - CTLN. serviço de enfermagem domiciliar. SUMÁRIO Coordenação Geral das Câmaras Técnicas Câmara Técnica de Legislação e Normas - CTLN Parecer CTLN nº 002/2013 EMENTA: Exercício profissional nas empresas prestadoras de serviço de enfermagem domiciliar.

Leia mais

O SUS que nos queremos...alocação de Recursos Humanos de Enfermagem.

O SUS que nos queremos...alocação de Recursos Humanos de Enfermagem. O SUS que nos queremos...alocação de Recursos Humanos de Enfermagem. Os profissionais enfermeiros nas instituições públicas de saúde têm importante papel sobre as decisões relacionadas à assistência aos

Leia mais

Profa. Rosemara Soares de Souza Caires. Unidade II SERVIÇO SOCIAL

Profa. Rosemara Soares de Souza Caires. Unidade II SERVIÇO SOCIAL Profa. Rosemara Soares de Souza Caires Unidade II SERVIÇO SOCIAL INTERDISCIPLINAR Aproximações entre o Serviço Social e a Interdisciplinaridade A interdisciplinaridade se manifesta na profissão por meio

Leia mais

CÓDIGO DE ÉTICA DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO

CÓDIGO DE ÉTICA DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO CÓDIGO DE ÉTICA DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO Considerando a intensificação do relacionamento do profissional na área da segurança do trabalho, sendo imperativo para a disciplina profissional,

Leia mais

PARECER COREN-SP 007/2014 CT PRCI nº 099.152/2012 Tickets nº 277.202, 277.242, 281.850, 284.033, 290.514 e 302.667

PARECER COREN-SP 007/2014 CT PRCI nº 099.152/2012 Tickets nº 277.202, 277.242, 281.850, 284.033, 290.514 e 302.667 PARECER COREN-SP 007/2014 CT PRCI nº 099.152/2012 Tickets nº 277.202, 277.242, 281.850, 284.033, 290.514 e 302.667 Ementa: Solicitação de exames por Enfermeiro e avaliação de resultado. 1. Do fato Enfermeiras

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. PARECER COREN-SP 032/2012 CT PRCI n 100.074/2012 e Ticket 279.456

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. PARECER COREN-SP 032/2012 CT PRCI n 100.074/2012 e Ticket 279.456 PARECER COREN-SP 032/2012 CT PRCI n 100.074/2012 e Ticket 279.456 Ementa: Preenchimento de atestado médico por profissional de Enfermagem. 1. Do fato Questionamento de Enfermeiro sobre a possibilidade

Leia mais

Dr. Sandro Fenelon é radiologista e editor médico do site www.imaginologia.com.br

Dr. Sandro Fenelon é radiologista e editor médico do site www.imaginologia.com.br Dr. Sandro Fenelon é radiologista e editor médico do site www.imaginologia.com.br Copyright Imaginologia.com.br - Todos os direitos reservados. Radiologia e Diagnóstico por Imagem para médicos clínicos

Leia mais

ATUALIZAÇÃO EM FERIDAS CUTÂNEAS E CURATIVOS

ATUALIZAÇÃO EM FERIDAS CUTÂNEAS E CURATIVOS ATUALIZAÇÃO EM FERIDAS CUTÂNEAS E CURATIVOS Taís Lopes Saranholi Universidade do Sagrado Coração, Bauru/SP E-mail: tais_saranholi@hotmail.com Cássia Marques da Rocha Hoelz E-mail: cassiarocha@bauru.sp.gov.br

Leia mais

MODELO REGIMENTO DO CORPO CLÍNICO CAPÍTULO I CONCEITUAÇÃO

MODELO REGIMENTO DO CORPO CLÍNICO CAPÍTULO I CONCEITUAÇÃO MODELO REGIMENTO DO CORPO CLÍNICO CAPÍTULO I CONCEITUAÇÃO Art. 1º - Corpo Clínico é o conjunto de médicos que se propõe a assumir solidariamente a responsabilidade de prestar atendimento aos usuários que

Leia mais

A RELEVÂNCIA DO ENFERMEIRO NO CUIDADO AO PORTADOR DE FERIDAS: RELATO DE EXPERIÊNCIA 1

A RELEVÂNCIA DO ENFERMEIRO NO CUIDADO AO PORTADOR DE FERIDAS: RELATO DE EXPERIÊNCIA 1 A RELEVÂNCIA DO ENFERMEIRO NO CUIDADO AO PORTADOR DE FERIDAS: RELATO DE EXPERIÊNCIA 1 BORDIGNON, Juliana Silveira 2 ; DONADUZZI, Daiany Saldanha da Silveira 3 ; SANTOS; Juniara Dias dos 4, FERREIRA, Emanuelli

Leia mais

CÓDIGO DE ÉTICA DA GSIME TECNOLOGIA E INFORMÁTICA LTDA Nome Fantasia: GTI Solution

CÓDIGO DE ÉTICA DA GSIME TECNOLOGIA E INFORMÁTICA LTDA Nome Fantasia: GTI Solution CÓDIGO DE ÉTICA DA GSIME TECNOLOGIA E INFORMÁTICA LTDA Nome Fantasia: GTI Solution GTI Solution Código de Ética: GSIME TECNOLOGIA E INFORMÁTICA LTDA 1. INTRODUÇÃO A GSIME TECNOLOGIA E INFORMÁTICA LTDA

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. PARECER COREN-SP 037/2012 CT PRCI n 100.072/2012 Tickets n 279.441, 284.278, 284.556 e 297.

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. PARECER COREN-SP 037/2012 CT PRCI n 100.072/2012 Tickets n 279.441, 284.278, 284.556 e 297. PARECER COREN-SP 037/2012 CT PRCI n 100.072/2012 Tickets n 279.441, 284.278, 284.556 e 297.459 Ementa: Regulamentação e competência do instituto das abordagens de pré e pósconsultas pela equipe de Enfermagem

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DO RIO GRANDE DO SUL Autarquia Federal Lei n 5.905/73

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DO RIO GRANDE DO SUL Autarquia Federal Lei n 5.905/73 DECISÃO COREN-RS Nº 006/2009 Dispõe sobre as normatizações para o exercício do profissional Enfermeiro em relação à constituição e funcionamento das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs).

Leia mais

ANEXO III REQUISITOS E ATRIBUIÇÕES POR CARGO/FUNÇÃO

ANEXO III REQUISITOS E ATRIBUIÇÕES POR CARGO/FUNÇÃO ANEXO III REQUISITOS E ATRIBUIÇÕES POR CARGO/FUNÇÃO ANALISTA EM SAÚDE/ ASSISTENTE SOCIAL PLANTONISTA REQUISITOS: Certificado ou Declaração de conclusão do Curso de Serviço Social, registrado no MEC; E

Leia mais

Regimento como elaborar

Regimento como elaborar PGQ - Programa Gestão com Qualidade d Sistema 4 - Oficina Melhores Práticas Oficina i 1 Regimento como elaborar Facilitador Dr.Sérgio Luz sergiol@webcorensp.org.br Apresentação PGQ Programa Gestão com

Leia mais

Diagnóstico e prescrição feitos por enfermeiro(a) em Unidades Básicas de Saúde. Cons. Rosylane Nascimento das Mercês Rocha

Diagnóstico e prescrição feitos por enfermeiro(a) em Unidades Básicas de Saúde. Cons. Rosylane Nascimento das Mercês Rocha PARECER CFM nº 27/15 INTERESSADO: Sras. T.B.R.B. e M.C.R.S. ASSUNTO: RELATOR: Diagnóstico e prescrição feitos por enfermeiro(a) em Unidades Básicas de Saúde Cons. Rosylane Nascimento das Mercês Rocha EMENTA:

Leia mais

SUS: princípios doutrinários e Lei Orgânica da Saúde

SUS: princípios doutrinários e Lei Orgânica da Saúde Universidade de Cuiabá - UNIC Núcleo de Disciplinas Integradas Disciplina: Formação Integral em Saúde SUS: princípios doutrinários e Lei Orgânica da Saúde Profª Andressa Menegaz SUS - Conceito Ações e

Leia mais

CÓDIGO DE ÉTICA. ANS nº 41431.0

CÓDIGO DE ÉTICA. ANS nº 41431.0 CÓDIGO DE ÉTICA Aprovado pelo Conselho Consultivo da Saúde BRB Caixa de Assistência em sua 37ª Reunião Extraordinária, realizada em 10.12.2010. Brasília, 22 de fevereiro de 2011 I - APRESENTAÇÃO CÓDIGO

Leia mais

ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções)

ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) 13. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( x ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE

Leia mais

FRENTE MINEIRA DE DEFESA DA SAÚDE

FRENTE MINEIRA DE DEFESA DA SAÚDE FRENTE MINEIRA DE DEFESA DA SAÚDE FRENTE MINEIRA DE DEFESA DA SAÚDE 1. Conselho Regional de Psicologia MG 2. Conselho Regional de Serviço Social - MG 3. Conselho Regional de Enfermagem MG 4. Conselho de

Leia mais

Código Deontológico. (Inserido no Estatuto da OE republicado como anexo pela Lei n.º 111/2009 de 16 de Setembro)

Código Deontológico. (Inserido no Estatuto da OE republicado como anexo pela Lei n.º 111/2009 de 16 de Setembro) Código Deontológico (Inserido no Estatuto da OE republicado como anexo pela Lei n.º 111/2009 de 16 de Setembro) SECÇÃO II Do código deontológico do enfermeiro Artigo 78.º Princípios gerais 1 - As intervenções

Leia mais

BIOÉTICA E CUIDADOS PALIATIVOS: UM DESAFIO PARA A ENFERMAGEM.

BIOÉTICA E CUIDADOS PALIATIVOS: UM DESAFIO PARA A ENFERMAGEM. BIOÉTICA E CUIDADOS PALIATIVOS: UM DESAFIO PARA A ENFERMAGEM. RESUMO Karyn Albrecht SIQUEIRA, 1. Aline MASSAROLI, 2. Ana Paula LICHESKI, 2. Maria Denise Mesadri GIORGI, 3. Introdução: Com os diversos avanços

Leia mais

COMISSÃO DE ORIENTAÇÃO E FISCALIZAÇÃO ORIENTAÇÂO Nº 4

COMISSÃO DE ORIENTAÇÃO E FISCALIZAÇÃO ORIENTAÇÂO Nº 4 COMISSÃO DE ORIENTAÇÃO E FISCALIZAÇÃO ORIENTAÇÂO Nº 4 Dispõe sobre a Nomeação de Assistentes Sociais na qualidade de Peritos Judiciais Reportamo-nos aos Encontros realizados pela Justiça Federal subsecção

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 555 DE 30 DE NOVEMBRO DE 2011

RESOLUÇÃO Nº 555 DE 30 DE NOVEMBRO DE 2011 RESOLUÇÃO Nº 555 DE 30 DE NOVEMBRO DE 2011 Ementa: Regulamenta o registro, a guarda e o manuseio de informações resultantes da prática da assistência farmacêutica nos serviços de saúde. O Conselho Federal

Leia mais

CUIDADOS PALIATIVOS NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA EM PACIENTES TERMINAIS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

CUIDADOS PALIATIVOS NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA EM PACIENTES TERMINAIS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA CUIDADOS PALIATIVOS NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA EM PACIENTES TERMINAIS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA Jéssyka Cibelly Minervina da Costa Silva (NEPB/UFPB) jessykacibelly@gmail.com Maria Andréa Fernandes

Leia mais

REVISÃO VACINAS 15/02/2013

REVISÃO VACINAS 15/02/2013 REVISÃO VACINAS 1. Conforme a Lei Federal n o 7.498/86, que dispõe sobre o exercício da enfermagem, são atividades privativas do enfermeiro: a) administrar medicamentos e prestar consultoria de b) observar

Leia mais

ANEXO II QUADRO DE ATRIBUIÇÕES, REQUISITOS E REMUNERAÇÃO

ANEXO II QUADRO DE ATRIBUIÇÕES, REQUISITOS E REMUNERAÇÃO ANEXO II QUADRO DE ATRIBUIÇÕES, REQUISITOS E REMUNERAÇÃO FUNÇÃO / REMUNERAÇÃO Médico Infectologista REQUISITO Medicina e Título de Especialista concedido pela Respectiva Sociedade de Classe ou Residência

Leia mais

ESPECÍFICO DE ENFERMAGEM PROF. CARLOS ALBERTO

ESPECÍFICO DE ENFERMAGEM PROF. CARLOS ALBERTO ESPECÍFICO DE ENFERMAGEM PROF. CARLOS ALBERTO CONCURSO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ESPECÍFICO DE ENFERMAGEM TEMA 04: ATIVIDADES DO ENFERMEIRO ATIVIDADES DO ENFERMEIRO SUPERVISÃO GERENCIAMENTO AVALIAÇÃO AUDITORIA

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO CURSO DE FISIOTERAPIA, BACHARELADO REGULAMENTO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO NÃO OBRIGATÓRIO Das Disposições Gerais O presente

Leia mais

Ética na prática profissional. Dra. Jussara Loch - PUCRS

Ética na prática profissional. Dra. Jussara Loch - PUCRS Ética na prática profissional Dra. Jussara Loch - PUCRS Conceitualização do termo ética Uma aproximação à ética do nutricionista: As bases éticas da relação clínica Mínimos e Máximos éticos O bom profissional

Leia mais

O Erro Médico. Erro de Diagnóstico e Erro de Procedimento Alessandra Abate. cit., p. 422). ! " # $ % % & ' ( ( ( ( % ) * +, -.

O Erro Médico. Erro de Diagnóstico e Erro de Procedimento Alessandra Abate. cit., p. 422). !  # $ % % & ' ( ( ( ( % ) * +, -. O Erro Médico Erro de Diagnóstico e Erro de Procedimento Alessandra Abate Primeiramente vale mencionar a dificuldade de se fazer um diagnóstico em qualquer fase do tratamento de um paciente ou até mesmo

Leia mais

ATENDIMENTO MULTIPROFISSIONAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: PERCEPÇÃO DA EQUIPE

ATENDIMENTO MULTIPROFISSIONAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: PERCEPÇÃO DA EQUIPE ATENDIMENTO MULTIPROFISSIONAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: PERCEPÇÃO DA EQUIPE Rosimery Cruz de Oliveira Dantas Universidade Federal de Campina Grande Campus Cajazeiras. Symara Abrantes Albuquerque

Leia mais

Código de Conduta Ética

Código de Conduta Ética CÓDIGO DE CONDUTA ÉTICA Código de 1. O CÓDIGO 1.1 PRINCÍPIOS ÉTICOS: 1.1.1. Os dirigentes e os empregados da Companhia de Tecnologia da Informação do Estado de Minas Gerais PRODEMGE pautam suas ações no

Leia mais

CURSO COMPLETO DE ENFERMAGEM

CURSO COMPLETO DE ENFERMAGEM CURSO COMPLETO DE ENFERMAGEM P/ CONCURSO - 2015 2ª AULA CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM Equipe Professor Rômulo Passos 2015 Aula nº 2 - Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem.

Leia mais

Gabriela Herrmann Cibeira 1. Nutrição na enfermagem: uma disciplina fundamental para a formação do enfermeiro

Gabriela Herrmann Cibeira 1. Nutrição na enfermagem: uma disciplina fundamental para a formação do enfermeiro 5 1. NUTRIÇÃO NA ENFERMAGEM: UMA DISCIPLINA FUNDAMENTAL PARA A FORMAÇÃO DO ENFERMEIRO 1. NUTRITION ON NURSING: AN IMPORTANT DISCIPLINE FOR KNOWLEDGE IN NURSING Gabriela Herrmann Cibeira RESUMO OBJETIVO:

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SANTA CATARINA

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SANTA CATARINA PARECER COREN/SC Nº 007/CT/2014 Assunto: Solicitação de parecer sobre o processo de elaboração de protocolos assistenciais. I Do Fato Trata-se de solicitação sobre a elaboração de protocolos assistências

Leia mais

Enfermagem. Nome IES: UNIVERSIDADE DE CUIABÁ - UNIC

Enfermagem. Nome IES: UNIVERSIDADE DE CUIABÁ - UNIC Enfermagem Nome IES: UNIVERSIDADE DE CUIABÁ - UNIC 1 CURSO: Enfermagem Dados de identificação da Universidade de Cuiabá - UNIC Dirigente da Mantenedora residente: Ed. Rodrigo Calvo Galindo Base legal da

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. PARECER COREN-SP 009/2013 CT PRCI n 99.503 e Ticket n 279.162

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. PARECER COREN-SP 009/2013 CT PRCI n 99.503 e Ticket n 279.162 PARECER COREN-SP 009/2013 CT PRCI n 99.503 e Ticket n 279.162 Ementa: Serviço de Educação Continuada. 1. Do fato Enfermeira questiona a quem hierarquicamente é subordinado o Serviço de Educação Continuada

Leia mais

PARECER TÉCNICO I ANÁLISE E FUNDAMENTAÇÃO:

PARECER TÉCNICO I ANÁLISE E FUNDAMENTAÇÃO: PARECER TÉCNICO ASSUNTO: Solicitação de parecer acerca de Técnico de Enfermagem lotado no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de transtorno mental acompanhar paciente internado em outra instituição,

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO PARECER COREN-SP CAT Nº 040 / 2010

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO PARECER COREN-SP CAT Nº 040 / 2010 PARECER COREN-SP CAT Nº 040 / 2010 Assunto: Desobstrução de sonda vesical de demora. 1. Do fato Profissional de enfermagem questiona se enfermeiros e técnicos de enfermagem podem realizar desobstrução

Leia mais

DA CONSULTA. SGAS 915 Lote 72 CEP: 70390-150 Brasília-DF FONE: (61) 3445 5900 FAX: (61) 3346 0231 http://www.portalmedico.org.br

DA CONSULTA. SGAS 915 Lote 72 CEP: 70390-150 Brasília-DF FONE: (61) 3445 5900 FAX: (61) 3346 0231 http://www.portalmedico.org.br PROCESSO-CONSULTA CFM nº 11.656/11 PARECER CFM nº 16/12 INTERESSADOS: CRM-DF CRM-PE Dr. E.M.V. ASSUNTO: Exigência do Conselho Federal de Enfermagem de contratação de profissional enfermeiro em clínicas

Leia mais

UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA(campus BH) CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM Profa. Carla Cruz

UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA(campus BH) CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM Profa. Carla Cruz UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA(campus BH) CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM Profa. Carla Cruz ORIENTAÇÕES CIENTÍFICAS E METODOLÓGICAS TCC: TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 1 a. Etapa: ESCOLHENDO A ÁREA,

Leia mais

INTRODUÇÃO OBJETIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS

INTRODUÇÃO OBJETIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS INTRODUÇÃO Com base no Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais - REHUF, destinado à reestruturação e revitalização dos hospitais das universidades federais, integrados

Leia mais

Imposição, por parte das cooperativas de trabalho médico e planos de saúde, do local onde o médico assistente deverá tratar seu paciente RELATOR:

Imposição, por parte das cooperativas de trabalho médico e planos de saúde, do local onde o médico assistente deverá tratar seu paciente RELATOR: PROCESSO-CONSULTA CFM nº 15/14 PARECER CFM nº 8/14 INTERESSADO: Cooperativa dos Médicos Retinólogos de Minas Gerais Retcoop e Associação Zona da Mata de Oftalmologia Azmo ASSUNTO: Imposição, por parte

Leia mais

A GESTÃO DOS PROCESSOS TRABALHO NO CREAS

A GESTÃO DOS PROCESSOS TRABALHO NO CREAS A GESTÃO DOS PROCESSOS TRABALHO NO CREAS A Gestão inclui: A coordenação dos recursos humanos e do trabalho em equipe interdisciplinar; Planejamento, monitoramento e avaliação; O registro de informações;

Leia mais

FISIOTERAPIA - GRADUAÇÃO

FISIOTERAPIA - GRADUAÇÃO FISIOTERAPIA - GRADUAÇÃO CARACTERIZAÇÃO DO CURSO DENOMINAÇÃO: Curso De Graduação Em Fisioterapia. DIPLOMA CONFERIDO: BACHAREL NÚMERO DE VAGAS: 225 VAGAS ANUAIS TURNOS DE OFERTA: NOTURNO REGIME LETIVO:

Leia mais

REGIMENTO INTERNO DO CORPO CLÍNICO

REGIMENTO INTERNO DO CORPO CLÍNICO REGIMENTO INTERNO DO CORPO CLÍNICO APRESENTAÇÃO A Casa de Saúde São José foi fundada em 1923 e tem como missão Servir à Vida, promovendo Saúde. É uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, católica,

Leia mais

II Encontro de Disfagia: a utilização de protocolos na prática fonoaudiológica

II Encontro de Disfagia: a utilização de protocolos na prática fonoaudiológica II Encontro de Disfagia: a utilização de protocolos na prática fonoaudiológica O que vamos conversar? Sobre o Conselho Atividades da Fiscalização Código de Ética e Legislações relacionadas à Disfagia Discussão

Leia mais

PARECER CFM 22/14 INTERESSADO:

PARECER CFM 22/14 INTERESSADO: PARECER CFM nº 22/14 INTERESSADO: Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal Coordenação de Cirurgia Geral ASSUNTO: Projeto de lei nº 799/12 que dispõe sobre o reconhecimento da profissão de instrumentador

Leia mais

RESOLUÇÃO CFM nº 1.668/2003

RESOLUÇÃO CFM nº 1.668/2003 RESOLUÇÃO CFM nº 1.668/2003 (Publicada no D.O.U. 03 Junho 2003, Seção I, pg. 84) Dispõe sobre normas técnicas necessárias à assistência domiciliar de paciente, definindo as responsabilidades do médico,

Leia mais

MEDICAMENTOS DE ALTO CUSTO: QUEM PAGA A CONTA?

MEDICAMENTOS DE ALTO CUSTO: QUEM PAGA A CONTA? MEDICAMENTOS DE ALTO CUSTO: QUEM PAGA A CONTA? De acordo com a Constituição Federal do Brasil, no capítulo dos direitos sociais, todo cidadão tem o direito à saúde, educação, trabalho, moradia, lazer,

Leia mais

Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul

Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul PARECER CJ N 108/2008 CONSULENTE: Dr. José Antônio Crespo Cavalheiro CONSULTOR: Dra. Carla Bello Fialho Cirne Lima PROTOCOLO: 12.084 de 14 de julho de 2008 Médicos especialistas em mastologia. Portarias

Leia mais

Art. 11. O Enfermeiro exerce todas as atividades de enfermagem, cabendo-lhe: I - privativamente: i) consulta de enfermagem;

Art. 11. O Enfermeiro exerce todas as atividades de enfermagem, cabendo-lhe: I - privativamente: i) consulta de enfermagem; Trata-se de estudo acerca da Decisão COREN/RJ n.º 1178/98, que dispões sobre colheita de material para exames de análise clínica pelo pessoal de enfermagem. A nossa proposição visa a formalizar uma posição

Leia mais

FABIANA PRADO DOS SANTOS NOGUEIRA CONSELHEIRA CRMMG DELEGADA REGIONAL UBERABA

FABIANA PRADO DOS SANTOS NOGUEIRA CONSELHEIRA CRMMG DELEGADA REGIONAL UBERABA FABIANA PRADO DOS SANTOS NOGUEIRA CONSELHEIRA CRMMG DELEGADA REGIONAL UBERABA FABIANA PRADO DOS SANTOS NOGUEIRA CONSELHEIRA CRMMG DELEGADA REGIONAL UBERABA Conjunto de normas que definem os aspectos da

Leia mais

PARECER COREN-SP GAB n 010/2011 PRCI 107.590 Revisão e atualização em 2014

PARECER COREN-SP GAB n 010/2011 PRCI 107.590 Revisão e atualização em 2014 PARECER COREN-SP GAB n 010/2011 PRCI 107.590 Revisão e atualização em 2014 Ementa: Realização de testes prétransfusionais por profissionais de Enfermagem. 1. Do fato Enfermagem. Solicitado parecer sobre

Leia mais