Efeitos da Produção Agropecuária (Arroz, Soja e Pecuária) sobre o Desmatamento no Estado de Mato Grosso em 2004

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1 Efeitos da Produção Agropecuária (Arroz, Soja e Pecuária) sobre o Desmatamento no Estado de Mato Grosso em 2004 Maria José Arruda da Silva (UFMT) Economista Benedito Dias Pereira (UFMT) Doutor, Professor do Departamento de Economia Gerson Rodrigues da Silva (UFMT) Doutorando, Professor do Departamento de Economia Alexandre Magno de Melo Faria (UFMT) Doutorando, Professor do Departamento de Economia Carlos Magno Mendes (UFMT) Doutor, Professor do Departamento de Economia RESUMO: O controle do desmatamento tem sido nas últimas décadas um grande desafio à humanidade. Suas conseqüências têm aberto inúmeras discussões e gerado a mobilização do Governo, comunidade científica e sociedade civil. Com recorrência à análise de regressão múltipla, o objetivo deste trabalho é levantar a discussão sobre as relações das atividades produtivas de arroz, soja e pecuária sobre o desmatamento no ano de 2004 em Mato Grosso, sinalizando se estas atividades exercem efeitos sobre o desmatamento. O estudo fundamenta-se na abordagem do desenvolvimento sustentável (economia ecológica). Os resultados apontam que apenas a atividade da pecuária teve significância estatística na explicação dos efeitos sobre o desmatamento.

2 1. INTRODUÇÃO Nos tempos atuais, discute-se um novo paradigma de desenvolvimento tendo como foco a sustentabilidade, o que vem conduzindo à mudanças e rediscussão dos conceitos e objetivos das correntes de pensamento econômico que consideram como padrão apenas o crescimento econômico. Deste modo, a questão ambiental tornou-se um dos mais importantes assuntos nas últimas décadas. Por oportuno, na Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro, em 1992, acordou-se entre os países participantes, a constituição de uma agenda de compromissos. No Brasil, a mesma foi denominada de Agenda 21, cujo ponto estratégico consistiu na gestão sustentável do Cerrado. O Estado de Mato Grosso faz parte da Amazônia Legal e compõe geográfica e economicamente a Região Centro-Oeste, com três grandes biomas distintos: Floresta, Cerrado e o Pantanal. O crescimento econômico do Estado foi realizado, num primeiro momento, por intermédio da pecuária e, em seguida, através do cultivo de arroz, soja, milho e algodão. A soja, atualmente, geralmente associada ao cultivo de arroz, representa um dos elementos propulsores da economia do Estado. O progresso tecnológico permitiu a incorporação de novas áreas de cultivo à dinâmica de ocupação do espaço regional, combinando desmatamento com novas atividades produtivas. A ocupação e o uso dos cerrados ao longo das últimas décadas em Mato Grosso vincularam-se à expansão da fronteira agrícola e, esta, por sua vez, à produção de grãos destinada à exportação, sobretudo, soja, implementada através do desmatamento, da adoção de tecnologias intensivas em capital e em insumos físico-químicos e, particularmente, com baixa utilização de mão-de-obra. Essa expansão causou grandes pressões antrópicas sobre os ecossistemas ao provocar desmatamentos e queimadas, erosão e compactação dos solos, contaminação da água por agrotóxicos, poluição dos recursos hídricos e redução do número de peixes dos rios e dos lagos. Nesse contexto, a economia de Mato Grosso vem se caracterizando pela predominância da produção agropecuária e, com maior abrangência, pela dinâmica do agronegócio, que opera com padrões internacionais de qualidade. O atrativo da economia do Estado não está no valor baixo da terra, mas sim nos elevados índices de produtividade, que já se igualam ou até ultrapassam os melhores do mundo, graças à combinação de solo, clima, disponibilidade de água e, naturalmente, tecnologias. Logo, em uma perspectiva estritamente econômica, a contribuição do agronegócio para o crescimento do PIB de Mato Grosso vem sendo acentuada. Esse fenômeno aconteceu fortemente na década de 90 e adentrou o Século XXI, sobretudo, conforme dito anteriormente, por meio da produção de soja. Entretanto, não contabilizado nos índices de crescimento, pode ser mostrado também o elevado e ascendente desmatamento no Estado, tema deste Artigo, conforme adiante se notará. Sob esses entendimentos, a produção de três das principais atividades (arroz, soja e pecuária) resulta em crescimento econômico, tanto na produção interna, quanto na pauta de

3 exportação. Ao mesmo tempo, essas atividades são potencialmente causadoras de diversos e significativos custos, dentre os quais, os ambientais, contrapondo-se, por conseguinte, aos princípios do desenvolvimento sustentável. Dessa forma, a importância do Artigo vincula-se à análise dos efeitos das atividades produtivas de arroz, soja e pecuária, mais especificamente, das variações das produções dessas atividades sobre o desmatamento em Mato Grosso; desse modo, elucidando ou confirmando possíveis suspeitas relacionadas à sojicultura, que, potencialmente, seria a grande causadora do desmate. O objetivo geral deste Artigo é aprofundar as investigações de importantes atividades agropecuárias sobre o desmatamento nos municípios de Mato Grosso. Por sua vez, o objetivo específico é identificar e analisar o efeito da produção de arroz, soja e pecuária sobre o desmatamento nos municípios de Mato Grosso, em Desta forma, indaga-se: a variação de produção agropecuária (arroz, soja e pecuária) exerceu efeito positivo ou direto sobre o desmatamento? Destarte, como este Artigo investigará se a variação na produção agropecuária (arroz, soja ou pecuária), em 2004, contribuiu para o desmatamento em Mato Grosso, a hipótese que naturalmente se formula é: espera-se que as três atividades (arroz, soja e pecuária) exerçam efeitos diretos ou positivos sobre o desmatamento. O Artigo se divide em cinco capítulos. Após esta introdução, no segundo, discute-se o conceito de desenvolvimento sustentável à luz das premissas da economia ecológica, conhecida como sustentabilidade forte. Esta linha de pensamento afirma, em síntese, que o crescimento é limitado pela escassez dos recursos naturais, pois a economia internaliza os custos ambientais, e o processo cientifico e tecnológico é visto como fundamental para aumentar a eficiência na utilização dos recursos naturais, não podendo ser superado apenas por meio de progresso tecnológico. No terceiro, a partir das estatísticas anteriormente citadas, estima-se regressão múltipla, cuja variável dependente é a área desmatada nos municípios de Mato Grosso em 2004 e três variáveis independentes: a variação da produção, entre 2003 e 2004, de arroz, soja e pecuária. No quarto, são feitas as análises e discussão de resultados e, no quinto, constam as considerações finais. 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1. DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL SEGUNDO A ECONOMIA ECOLÓGICA Até o final da década de 70, o impacto ambiental do crescimento econômico foi negligenciado tanto pelos formuladores da política econômica quanto pelos acadêmicos. O desafio de conciliar crescimento econômico com sustentabilidade ambiental é a proposição do conceito de desenvolvimento sustentável, embora suas definições e interpretações sejam várias e desprovidas de consenso. O conceito de desenvolvimento sustentável foi lançado em 1987 pela World Commission on Environment and Development no Relatório Bruntland. Entretanto: O conceito de desenvolvimento sustentável é um conceito normativo que surgiu com o nome de

4 ecodesenvolvimento 1 no início da década de 1970, como corretamente cita Romeiro (2003:5). Esse conceito sugere a busca de um crescimento econômico eficiente e racional, que respeita as pessoas e os limites do meio ambiente. No entanto, percebe-se que ele somente é alcançado por uma sociedade mediante o planejamento de longo prazo e a conseqüente implementação de ações econômicas, políticas e sociais que garantam o atendimento das demandas das gerações presentes sem comprometer as das gerações futuras. Em outras palavras, o desenvolvimento sustentável exige uma equação que não permite a concentração ou o mau uso dos recursos naturais e humanos, uma vez que estes são imprescindíveis na busca de resultados eficientes e eficazes do crescimento econômico. Do ponto de vista conceitual a produção visando o desenvolvimento sustentável é caracterizada pelas correntes da economia do meio ambiente e economia ecológica. Na abordagem da economia do meio ambiente, que tem raízes na economia neoclássica 2, o conceito de desenvolvimento sustentável é conhecido como sustentabilidade fraca, uma vez que os recursos naturais não representam um limite absoluto à expansão econômica, no longo prazo. À luz dessa visão, o consumo do capital natural pode ser irreversível e por isso não se pode basear em preços vigentes devido aos inúmeros impactos que o meio ambiente sofre. Uma saída para este impasse é a adoção principalmente de instrumentos de mercado através da eliminação do caráter público dos bens naturais e da definição do direito de propriedades sobre eles (Coase 3 ), da valoração ambiental da degradação ou poluição dos recursos naturais -e conseqüentemente a implementação da cobrança de taxas pela degradação praticada (Pigou)-, e a minimização dos custos totais dos agentes econômicos, incluindo os custos de controle de poluição e a quantia a ser gasta com o pagamento de taxas por poluir ( poluição ótima ) (MAY, LUSTOSA & VINHA, 2003). Diante disso: O que seria uma economia da sustentabilidade é visto como um problema, em última instância, de alocação intertemporal de recursos entre consumo e investimento por agentes econômicos racionais, cujas motivações são fundamentalmente maximizadoras de utilidade, conforme cita Romeiro (2003:1). Por oportuno, a racionalidade dos agentes econômicos neoclássicos se fundamenta na presença de informação plena, por supor a existência de mercados que naturalmente se equilibram e, naturalmente, por explicar a conduta humana a partir das ações de indivíduo maximizador de satisfação, etc. Por outro lado, segundo a abordagem da economia ecológica, o conceito de desenvolvimento sustentável é conhecido como sustentabilidade forte, ou seja, o crescimento é limitado pela escassez dos recursos naturais, pois a economia internaliza os custos ambientais, e 1 A autoria do termo ecodesenvolvimento não é bem estabelecida, mas existe concordância geral em atribuir a Ignacy Sachs, da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais (EHESS) de Paris uma preeminência nas suas qualificações conceituais, como menciona Romeiro (2003:5). 2 Para Sandroni (1985, p. 151), escola de pensamento econômico predominante entre 1870 e a Primeira Guerra Mundial, que se caracteriza fundamentalmente por ser microeconômica, baseada no comportamento dos indivíduos e, geralmente, nas condições de equilíbrio estático. 3 Teorema de Coase: (Ronald Coase) afirmou que se houver (i) propriedade e (ii) nenhum custo de transação, então, não haverá falha de mercado, não importando de quem é o direito de propriedade, pois o resultado na produção socialmente ótima de bens, conforme cita WESSELS (2002)

5 o processo científico e tecnológico é visto como fundamental para aumentar a eficiência na utilização dos recursos naturais, não podendo ser superado apenas por meio de progresso tecnológico. Esta corrente faz uso do conceito termodinâmico de entropia. Mais especificamente: A entropia é uma grandeza termodinâmica geralmente associada ao grau de desordem. Ela mede a parte da energia que não pode ser transformada em trabalho. É uma função de estado cujo valor cresce durante um processo natural em um sistema fechado, conforme consta no dicionário eletrônico Wikipédia (2008). O trabalho de Nicholas Georgescu Roegen, por oportuno, foi o pioneiro na aplicação desse conceito na análise econômica (MAY, LUSTOSA & VINHA, 2003). Daly (1991) ressalta que, para a abordagem da economia ecológica, o desenvolvimento sustentável se realiza desde que, a escala da economia esteja dentro da capacidade de suporte dos ecossistemas. Diz ainda que, para os economistas ecológicos a economia do homem passou da fase em que o fator limitante para o crescimento econômico era o capital produzido pelo ser humano, para uma em que o fator limitante é o capital natural remanescente. Para Romeiro, Keydon & Leonardi (2001), referir-se ao desenvolvimento sustentável significa abandonar os supostos discutíveis do crescimento sem limites, tão caro à tradição de pensar dos economistas (e daqueles que os consultam). Portanto, qualificar o desenvolvimento sustentável significa reduzir os graus de liberdade do processo econômico, sujeitando-o a condicionamentos ecológicos, procurando simultaneamente torná-lo mais eqüitativo e socialmente justo. Contrastando a economia ecológica e a economia do meio ambiente, Muller (2007) ressalta que, para a economia do meio ambiente a sustentabilidade envolve algum grau de conservação do capital natural, pois este tem fim e, de muitas formas é frágil. Já os ecologistas vêm argumentando que a preservação das condições de bem-estar das gerações futuras pode depender, de forma crucial, de tal conservação, visto que um uso inadequado do capital natural pode anular a possibilidade de que seja sustentável o desenvolvimento de uma sociedade. Sob esse entendimento, o desenvolvimento sustentável se pauta pela sustentabilidade forte. Nesse sentido, para Mueller (2007), segundo abordagem do documento Estratégia Mundial para a Conservação (EMC), o desenvolvimento sustentável é basicamente conservacionista, uma vez que sua preocupação volta-se principalmente para os impactos antrópicos sobre todos os seres vivos, em particular, o foco do EMC é basicamente o ecossistema global, embora ressalte que está no funcionamento do sistema econômico a origem dos principais problemas que atualmente afetam o ecossistema global. Por outro lado, o enfoque do Our Common Future, não está voltado à preservação da natureza, mas sim ao funcionamento do sistema econômico. A economia é vista como dependendo fundamentalmente dos recursos naturais fornecidos pelo ecossistema global, bem como da capacidade deste de suportar a agressão promovida pela humanidade e de assimilar os resíduos e a poluição, resultantes dos processos de produção e de consumo.

6 Assim, a partir da discussão da necessidade de implementação do desenvolvimento sustentável enquanto política pública em Mato Grosso, analisar atividades produtivas como parte do modelo de desenvolvimento para o Estado se reveste de elevada importância, visto que, os aspectos sociais e ambientais também se constituem em importantes elementos a serem incorporados na dinâmica econômica. Para que isso se concretize, por lógico, é preciso que a produção esteja alicerçada nos preceitos do desenvolvimento sustentável. Segundo esse entendimento, o fluxo de recursos naturais de baixa entropia (inputs), experimenta transformações na produção, bem como no consumo, voltando à natureza sob a forma de resíduos (outputs) para a acumulação ou para ingresso em ciclos biogeoquímicos através da energia solar, e finalmente, retorna a fazer parte de estruturas de baixa entropia, podendo, dessa forma, novamente ser úteis à economia. Trata-se, portanto, de um conceito meramente físico, onde se constata o reconhecimento explícito do papel da entropia, visto que os materiais utilizados não podem ser totalmente reciclados e, além disso, nesse processo e à luz dessa compreensão, a energia não é reciclada (DALY, 1991). Sob esse prisma, é importante a discussão levantada pelos economistas ecológicos sobre o tamanho do subsistema econômico em relação ao ecossistema total, uma vez que há indícios que a atual escala é insustentável. A razão disso é que a economia é um subsistema aberto inserido em um sistema total finito e fechado, contradizendo o relatório Brundtland, assinalando que para o alcance do tal almejado desenvolvimento sustentável se necessitaria do crescimento da economia mundial da ordem de cinco a dez vezes. Em síntese, pode-se constatar que o tamanho da economia em relação ao ecossistema total é outro fator a ser considerado na busca do crescimento com sustentabilidade. Dessa forma, tudo está baseado numa escala 4 ótima, mas definir qual seria esta escala ótima é a grande questão (DALY, 1991). Existem atualmente duas definições sobre a escala ótima: uma é puramente antropocêntrica, que entende que deve haver crescimento até o ponto em que os benefícios marginais (humanos) se igualem aos custos marginais, enquanto a outra é biocêntrica: o tamanho ótimo do nicho humano seria menor que o ótimo do ponto de vista antropocêntrico. Ambas, contudo, concordam que esse ótimo busca a sustentabilidade, ou seja, buscam escalas de produção que respeitem os limites do ecossistema. Destarte, para se atingir a sustentabilidade é necessária uma redução da escala da economia humana que não tem precedentes nos tempos modernos, conforme menciona Daly (1991). A economia ecológica ressalta que há três políticas para se alcançar os seguintes objetivos, segundo Daly (1991): alocação ótima (enquanto instrumento dos preços relativos - objetivo de eficiência), a distribuição ótima (enquanto instrumentos de distribuição da renda e da riqueza atuam - objetivo da eqüidade), e a escala ótima (enquanto instrumento, atualmente inexistente, de controle do uso de throughputs, isto é, um instrumento de limitação de população e/ou limitação do uso per capta de recursos naturais - objetivo de sustentabilidade). 4 Daly (1991) define: Escala e o resultado da multiplicação da população pelo uso per capita de recursos

7 De acordo com os preceitos da Economia Neoclássica, na visão do Ótimo de Pareto a população pode dobrar ou diminuir pela metade, ainda assim o mercado continuará alocando otimamente os recursos entre os seus usos alternativos, no entanto, não há quem argumente que em função do problema da eficiência os custos da injustiça deveriam ser internalizados nos preços. Ainda neste tocante, pode-se perceber que juntamente com outras razões, os preços certos e ajustados estão levando, por exemplo, ao desaparecimento da biodiversidade, dada a presente escala da economia, excessivamente grande e ainda crescente. Para os economistas ecológicos, conforme abordado, essa dimensão do subsistema em relação ao ecossistema total está na escala ótima, e a atividade humana em nível suficientemente baixo, de forma a não destruir o funcionamento automático dos sistemas que sustentam a vida, evitando forçá-los a ingressar no domínio da administração humana. Ainda que a mão invisível dos ecossistemas é auto-regulável, não acontece o mesmo com a mão invisível do mercado, uma vez que se realize a alocação, não se tem condição de determinar nem a escala, nem a distribuição ótima. Cabe à economia limitar a macroeconomia em escala tal que a mão invisível possa funcionar ao máximo em ambos os domínios. Para Daly (1991), a definição de sustentabilidade em termos biofísicos e tratá-los então, utilizando modelos neoclássicos, como uma restrição à maximização da utilidade, evidencia ser mais simples e concreto. No entanto, percebe-se que o grau de limitação dos ecossistemas dependerá do grau de substitutibilidade na produção entre capital produzido pelo homem e recursos naturais. A visão neoclássica acredita em uma substitutibilidade quase perfeita entre capital e recursos, enquanto a visão ecológica acredita que estes são basicamente complementares, com uma possibilidade muito restrita de substituição marginal. Neste sentido, a economia ecológica considera a restrição ao uso de recursos naturais como condição à manutenção da sustentabilidade como muito comprometedora, uma vez que capitais e recursos naturais são fatores complementares e, desta forma, a falta de um (recursos naturais) limita radicalmente a produtividade do outro. Ao contrário, se os fatores podem ser substituídos mutuamente sem problemas, então a falta de um não diminui a produtividade do outro. Assim, no caso de substitutibilidade perfeita, não existe qualquer possibilidade de que algum dos fatores seja limitante. Já no caso de complementaridade, o fator em menor suprimento torna-se limitante, neste caso, o capital natural. Diante do exposto, são feitas os seguintes questionamentos: Por que os economistas ecológicos estariam corretos? Qual a razão do acúmulo de capital se há a natureza para nos suprir, já que são substitutos perfeitos? Para produzir capital o homem necessita dos recursos naturais (inputs), então, como explicar um substituto produzir outro substituto? Os ecologistas entendem ainda que, o capital natural é o estoque que permite o fluxo de recursos naturais: de que serve as produções agropecuárias sem o cerrado, a floresta amazônica, a qualidade do solo? Parece evidenciado que se entra em uma nova era na qual o capital natural remanescente é o fator limitante do crescimento. Diante disso: A lógica econômica nos orienta no

8 sentido de maximizar a produtividade e aumentar o suprimento do fator limitante. Uma das maneiras de maximizar a produtividade do capital é adotar tecnologias que utilizem intensamente os recursos naturais, sacrificando, assim, a produtividade desses recursos, conforme observa Daly (1991), sendo os recursos naturais, o novo fator limitante. Em síntese, baseando-se em Daly (1991), pode-se dizer que o desenvolvimento sustentável contempla uma lógica econômica (mercados, regulações e competitividade), uma lógica de equidade (moral, justiça e solidariedade) e uma lógica de sustentabilidade (ecossistemas, biosfera). Essas lógicas na prática requerem negociações de ordem política, ou seja, acordos sobre como se pode viver juntos nessa diversidade de interesses, visões do presente e aspirações em relação ao futuro. 3. METODOLOGIA Amplamente usada em pesquisas aplicadas, fundamentada em diversos pressupostos, a análise de regressão se constitui em modelo econométrico voltado à identificação e mensuração de relações causais entre variáveis. Esse modelo é aqui usado para se estimar uma função por intermédio do método de mínimos quadrados ordinários APLICAÇÃO DA METODOLOGIA Neste trabalho utilizam-se informações contidas no banco de dados da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA) e da Secretaria de Estado de Planejamento e Coordenação Geral (SEPLAN). Com estes dados, este trabalho recorre à regressão linear múltipla para identificar os efeitos das atividades de arroz, soja e pecuária sobre o desmatamento nos municípios de Mato Grosso. Os dados ou estatísticas que constam neste trabalho foram obtidos na SEMA (áreas desmatadas por hectares no ano de 2004) e SEPLAN (produção de arroz e soja; e atividade pecuária (numero de bovinos), em 2003 e 2004). Na regressão múltipla, a variável dependente é a área desmatada por hectares nos municípios de Mato Grosso, e as variáveis independentes: a variação das atividades produtivas de arroz, soja e pecuária entre 2003 e Reafirmando-se, para se identificar a natureza do relacionamento (se positiva ou direta ou negativa ou indireta) entre o desmatamento e as variáveis explicativas (variação da produção agropecuária: arroz, soja e pecuária) é utilizada a técnica de análise de regressão linear múltipla, explanada anteriormente. As estatísticas usadas na Regressão Linear Múltipla constam no Anexo ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS As estatísticas contidas nas fontes anteriormente citadas contemplam os 142 municípios de Mato Grosso. Recorda-se que o objetivo geral deste Artigo visa identificar a natureza da relação causal entre o desmatamento (2004) e a variação entre 2003 e 2004, da produção de arroz, soja e pecuária. Para tanto, foi realizada regressão linear múltipla, cujas variáveis

9 independentes são: variação da produção de arroz, variação da produção de soja e variação do número de bovinos, em cada município do Estado, entre 2003 e 2004, e como a variável dependente: a área desmatada (medidas em hectares) por esses mesmos municípios, em A necessidade de utilizar a variação de produção das atividades sobreditas no intervalo entre 2003 a 2004 fundamenta-se no entendimento de que o desmatamento em 2004 é explicado por essas variações. Com esta finalidade, Dm denota a área desmatada em hectares, VPa a variação da produção de arroz (em toneladas), VPs a variação da produção de soja (em toneladas) e VRb a variação no número de bovinos. Assim, a equação a ser estimada é: Dm = ˆb 0 + ˆb 1 VPa+ ˆb 2 VPs + ˆb 3 VRb + êi Relembrando-se que o objetivo específico deste Artigo é identificar e analisar o efeito da produção de arroz, soja e pecuária sobre o desmatamento nos municípios de Mato Grosso, e a hipótese formulada é que essas três atividades (arroz, soja e pecuária) exercem efeitos diretos ou positivos sobre o desmatamento, em Essa hipótese naturalmente vincula-se aos sinais da equação acima, ou seja, pressupõe-se que todos esses sinais são positivos. Para se estimar essa regressão linear múltipla foram testadas várias formas funcionais, a linear se revelou a mais indicada. Dessa maneira, com recorrência aos dados que constam no Anexo 1, utilizando-se o método da Regressão Linear Múltipla, obteve-se a seguinte equação estimada: Dm = 14,41 + 0,0054VPa 0,0028VPs + 0,11VRb + ε R 2 = 0,368 F = 4,223 (9,205) (0,611) (-0,311) (3,504) Dw = 1,992 n = 85 Antes de se prosseguir, ressalta-se que essa regressão foi realizada contemplando-se tãosomente 85 municípios, dado que, a partir do número original de observações (142 municípios), foram excluídas observações, consideradas outliers, que são elementos com comportamento muito diferente dos demais, posto que, nessas observações, os resíduos são grandes, em módulo. É extremamente importante se controlar os outliers porque, em virtude da forma de estimação da equação, geralmente por mínimos quadrados, um erro grande modifica significativamente os somatórios, alterando os coeficientes da equação (GUJARATI, 2000). Não existem limites fixos, mas geralmente se adota o intervalo de 2 desvios-padrão em torno da média dos erros, para se excluir os outliers. Como a média tem de ser igual a zero, os resíduos padronizados devem se situar no intervalo [-2;+2]. Portanto, os elementos que exibem erros que ultrapassam estes limites são suspeitos e devem ser analisados cuidadosamente. A existência de outliers deve sempre ser interpretada como um sinal de problemas na amostra. Logo, reafirmando-se, no presente estudo foram excluídos os elementos que apresentaram resíduos superiores a dois desvios em torno da média normalizada, o que resultou em uma amostra composta de 85 municípios.

10 Outrossim, o R 2 é o coeficiente de determinação da regressão. Esse coeficiente aponta o percentual da variância total da variável dependente (D m ) explicada pela equação de regressão, ou seja, ele mostra até que ponto as variáveis independentes podem influenciar a variância da variável dependente. Assim, com R 2 = 0,368 ou 36,8%, significa que 36, 8% dos motivos que causam Dm (área desmatada) e/ou o desmatamento são ocasionadas pelas atividades envolvidas na variação da produção de arroz, soja e pecuária (rebanho bovino). A estatística F testa o efeito global das variações independentes sobre o dependente, ou seja, ele testa a hipótese nula de que todos os coeficientes da regressão são iguais a zero. Quando o valor tabulado de F for menor que o valor calculado, rejeita-se a hipótese de nulidade. Assim, como F exibe valor igual a 4,223, infere-se que se deve rejeitar a hipótese de que os coeficientes da regressão são iguais a zero. Portanto, o teste F revela que os coeficientes são significativos e, assim sendo, a equação de regressão exibe significância estatística. Ademais, a Estatística Durbin-Watson (Dw) é utilizada para verificação de autocorrelação entre as variáveis independentes e indica o grau de correlação serial existente nos resíduos, com valores entre zero e 2 indicando correlação positiva e valores entre 2 e 4 correlação negativa. O ideal é que Dw seja igual a 2, apontando, nesse caso, a inexistência de autocorrelação entre os resíduos. Dessa forma, o valor obtido: Dw=1,992, revela a inexistência de autocorrelação. Constatou-se, ainda, que duas das possíveis violações dos pressupostos básicos da regressão múltipla, a multicolinearidade e a heterocedasticidade, não são estatisticamente significativas. Ademais, por intermédio do teste de Jarque-Bera, constatou-se que os resíduos exibem distribuição normal. A estatística t serve para medir a probabilidade que o valor do referido parâmetro tem de não ser estatisticamente igual a zero. De modo geral, quanto maior for o valor absoluto de t, menor a probabilidade do parâmetro ser estatisticamente igual a zero. Em particular, quando t 0 e β > 0, a relação causal entre as variáveis envolvidas é positiva e, portanto, os caracteres variam no mesmo sentido. No caso específico aqui tratado, foi feito o teste t para a VPa, VPs e VRb, os valores estimados foram: t VPa = 0,611, t VPs = -0,311, e t VRb = 3,504, com nível de significância de 5%. Atendo-se ao primeiro valor, constata-se que a influência da variação da produção de arroz sobre o desmatamento é estatisticamente não significativa, pois o valor obtido é menor que o valor tabelado da estatística (nível de significância de 5%). O mesmo resultado foi obtido com a soja, isto é, a influencia da variação da produção dessa oleaginosa sobre o desmatamento também não exibe significância estatística. Por outro lado, diferentemente das anteriores, a influencia da variável independente (variação no rebanho bovino) sobre a área desmatada exibe significância estatística, pois, comparando-se o valor tabelado e o calculado da estatística t, com o nível de significância já citado, deduz-se que ela efetivamente explica o desmatamento em Mato Grosso, em Recordando-se que a hipótese deste Artigo é que essas três atividades (arroz, soja e pecuária) estão diretamente relacionadas com o desmatamento. Observando-se que na equação

11 logo acima, conforme o teste t de cada variável sugere os sinais das variáveis: VPa e VRb são positivas e, diferentemente desses resultados, o sinal da variável VPs é negativa. Contudo, apenas o sinal da variável VRb é estatisticamente significativo. Diante disso, de acordo com as hipóteses e do problema deste Artigo, dentre as atividades (arroz, soja e pecuária) que, potencialmente exerceriam maior relevância sobre o desmatamento em 2004, conforme as evidências amostrais sugerem: rejeita-se a hipótese de que a variação da produção de arroz entre 2003 e 2004 exerceu efeito positivo sobre o desmatamento em 2004 e, também, rejeita-se a hipótese de que a variação da produção de soja entre 2003 e 2004 exerceu efeito positivo sobre o desmatamento em Entretanto, contrastando com essas inferências, se aceita a hipótese de que variação na produção pecuária (rebanho bovino), entre 2003 e 2004, exerceu efeito positivo sobre o desmatamento em Por oportuno, relembrando-se que, a fundamentação teórica deste Artigo se alicerça em pressupostos do desenvolvimento sustentável da economia ecológica, conhecida também como sustentabilidade forte. À luz dessa perspectiva, o crescimento é limitado pela escassez dos recursos naturais e a escala da economia, necessariamente, precisa estar dentro da capacidade de sustentação do ecossistema total, tendo como fator limitante, o capital natural. Para esta corrente, o crescimento tem limites na medida em que ele deve parar em algum momento. A esta situação denominou-se como economia do estado estacionário, onde não implica ausência de desenvolvimento, mas sim de desenvolvimento com melhoria qualitativa na transformação e uso dos recursos naturais atrás da inovação tecnológica. A economia ecológica ressalta ainda que, para se atingir o desenvolvimento sustentável é necessário que o nível de produção esteja de acordo com os limites absolutos da economia, ou seja, busque uma produção ótima visando a sustentabilidade. No entanto, existe nesta busca um problema levantado pelos ecologistas, de qual seria a escala ótima da economia humana frente ao ecossistema como um todo. É notório que esta escala deverá ser compatível com os limites dos ecossistemas, mas determiná-la é objeto de preocupação pelos economistas ecológicos. Em Mato Grosso, por oportuno, predominam grandes propriedades pecuárias. Nos processos produtivos praticados nesses latifúndios, de modo geral, adotam-se tecnologias intensivas no fator de produção terra. Há, contudo, posteriormente ao uso extensivo da terra, a conversão das pastagens em atividades agrícolas, onde predomina a sojicultura, e outras atividades menos representativas, como a rizicultura e a cotonicultura. Diante do exposto e dos resultados obtidos, percebe-se que Mato Grosso em 2004 não produziu sustentavelmente, de acordo com os pressupostos da economia ecológica sobre o desenvolvimento sustentável, pois a escala de produção, muito provavelmente, não é considerada ótima, ou seja, são escalas que não respeitam os limites do meio ambiente, uma vez que os índices de desmatamentos levantados são expressivos, acarretando sérios reflexos ao meio ambiente e à sociedade.

12 5. CONSIDERACÕES FINAIS Dentre relevantes atividades produtivas praticadas nos municípios de Mato Grosso (Sojicultura, Rizicultura e Pecuária), o Artigo buscou encontrar causas do desmatamento. Em outras palavras, investigou-se se a variação, entre 2003 e 2004, da produção de cada dessas atividades, provocou ou não efeitos positivos ou diretos sobre o desmatamento nos municípios mato-grossenses, em Com base nos indicadores de desmatamento de Mato Grosso dos anos mais recentes, as hipóteses formuladas foram que a natureza dessas influências é positiva ou direta. As evidências amostrais, efetivamente, revelaram que duas dessas hipóteses (o efeito da variação da produção de soja sobre o desmatamento e o feito da variação da produção de arroz sobre o desmatamento) não revelam significância estatística. Todavia, contrariamente a esses resultados, a influência da variação da produção pecuária sobre o desmatamento exibe significância estatística. Do ponto de vista empírico, esse resultado foi obtido graças à expansão da pecuária matogrossense nos anos mais recentes, em especial o bovino, que praticamente triplicou, entre 1990 e , exibindo desempenho muito acima dos padrões convencionais, que coloca o Estado como um dos mais importantes no cenário nacional. Salienta-se que, ao sabor dessa dinâmica, as áreas desmatadas foram ocupadas com pastagens, assegurando à pecuária a condição de atividade predominante no uso e ocupação do território, com expressivo crescimento das áreas de pastagens plantadas, refletindo a grande evolução do rebanho bovino em Mato Grosso. Esta expansão da pecuária nas terras do Estado deve ter sido impulsionada pela demanda do mercado externo (nacional e inernacional) que, conforme as evidências amostrais desta Monografia sugerem, exercem influência indireta sobre o aumento do desmatamento, restringindo, em função disso, a presença de indicadores de desenvolvimento sustentável da economia agropecuária do Estado. Portanto, a expansão da pecuária mato-grossense nos últimos anos está relacionada à dinâmica do mercado nacional e internacional, além das características da estrutura fundiária do Estado, moldadas pela presença de número expressivo de latifúndios que, por seu turno, definem escalas produtivas causadoras de degradações ambientais. Essa escala, muito provavelmente, é incompatível com a capacidade de sustentação do ecossistema total, atuando, desse modo, como fator limitante para o crescimento e o desenvolvimento econômico de Mato Grosso, conforme preceitua a economia ecológica. Assim, para se atingir a sustentabilidade da pecuária bem como de outras relevantes atividades para a economia do Estado, seria necessária a implementação de política agrícola diferenciada, contemplando as suas características geográficas, ambientais, econômicas e sociais. A investigação foi elaborada com o uso de método econométrico de regressão linear múltipla para se conhecer o poder explicativo das variáveis independentes sobre a variável dependente. De acordo com essa metodologia, a variável dependente foi representada pela área 5 O número de bovinos em Mato Grosso, em 1990, foi de (SEPLAN, 2000) e, em 2004, de (SEPLAN, 2005)

13 desmatada em 2004, nos municípios mato-grossenses e, as variáveis independentes, a variação da produção de cada das atividades já citadas. Os resultados da regressão múltipla, ratificandose, abordado no capítulo anterior, apontam a pecuária (rebanho bovino) como causador de efeito positivo ou direto sobre o desmatamento em Contudo, conquanto os resultados econométricos tenham apontado a pecuária como principal responsável pelo desmatamento em Mato Grosso em 2004, não se deve omitir que a produção de soja, pelo seu volume majoritário, e a de arroz, usualmente utilizado como instrumento para domesticação da terra, que estabelece processo normalmente denominado de amansa terra, também devem ser responsabilizadas pelo desmatamento, pois, se, de um lado, a conversão em pastos de áreas dos três ecossistemas existentes no Estado (cerrado, florestas e pantanal), ao implicar em crescimento econômico, de outro lado, a posterior conversão desses pastos em atividades agrícolas, implica que a sojicutura e a rizicultura também causam, do ponto de vista funcional, efeitos sobre o desmatamento e queimadas. Essa conversão molda e define relevantes caracteres do crescimento ora sendo praticado na economia agropecuária matogrossense. Esses caracteres se particularizam pela acentuada presença de sérios impactos sobre o meio ambiente físico e social, com destaque para as mudanças climáticas, degradação do solo, diminuição da biodiversidade, dentre outros. Ratificando essa inferência, com foco no cenário amazônico do País, Margulis (2001) descreve que o principal fator do desmatamento é a pecuária, pois afirma que sem a conversão inicial do solo da Amazônia em pastagens é impossível se plantar soja. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Anuário Estatístico de Mato Grosso Volume 27. Mato Grosso: SEPLAN/MT, Anuário Estatístico MT/ Disponível em:. Acesso em: 17 de fevereiro de DALY, Herman E.: A Economia Ecológica e o Desenvolvimento Sustentável, Rio de Janeiro: AS- PTA, FEARNSIDE, Philip M. Desmatamento na Amazônia Brasileira: História, Índices e Conseqüências. Disponível em <www.conservation.org.br/publicacoes/megadiversidade/16_fearnside.pdf> Acesso em:18 de julho de GUJARATI, Damodar N., Econometria Básica, 3ª Ed., São Paulo: Makron Books, LAKATOS, E. M. e MARCONI, M. A. Fundamentos de Metodologia Cientifica. 6º edição, São Paulo: Atlas, MAY, Peter Hermann; LUSTOSA, Maria Cecília & VINHA, Valéria da: Economia do Meio Ambiente: Teoria e Prática, Rio de Janeiro: Elsevier, MARGULIS, S. Quem são os agentes dos desmatamentos na Amazônia e por que eles desmatam? Disponível em:

14 Acesso em: 20 de dezembro de MARTINS, Gilberto de Andrade, Estatística Geral e Aplicada, 2. ed., São Paulo: Atlas, MATO GROSSO, Plano de Desenvolvimento do Estado de Mato Grosso: MT+20, Mato Grosso, Brasil: MULLER, Charles C. Os Economistas e as Relações entre o Sistema Econômico e o Meio Ambiente, Brasília: Finatec, PEREIRA, R. S; MENDES, C. M. Monografia: Curso de Economia - Orientações Básicas, Cuiabá/MT: ROMEIRO, Ademar R. Economia e Biodiversidade. Disponível em: Acesso em: 13 de agosto de ROMEIRO, Ademar Ribeiro, KEYDON, Bastiann Philip & LEONARDI, Maria Lucia Azevedo, Economia do Meio Ambiente: Teoria, Políticas e a Gestão de Espaços Regionais, 3ª edição, Campinas/SP: Unicamp, ROMEIRO, Ademar, Economia Política da Sustentabilidade, In: MAY, Peter H., LUSTOSA, Maria Cecília, VINHA, Valéria (org) da Economia do Meio Ambiente -Teoria e Prática. São Paulo, Campus, SANDRONI, P. Dicionário de Economia. São Paulo: Abril Cultural, SOUZA, Nali. Desenvolvimento Econômico. São Paulo: Ed. Atlas, WESSELS, Walter J. Microeconomia: Teoria e Aplicações. São Paulo/SP: Saraiva, WIKIPÉDIA. Entropia Disponível em: Acesso em: 10 de fevereiro de 2008.

15 ANEXO 1: VARIAÇÃO NA PRODUÇÃO DE ARROZ, SOJA (EM GRÃO) E EFETIVO DO REBANHO BOVINO DOS MUNICIPIOS EM MATO GROSSO ( ) Municípios Variação na produção de Variação na produção Variação no Rebanho Arroz (%) de Soja (%) Bovino (%) Água Boa Alta Floresta Alto Araguaia Alto Boa Vista Alto Garças Alto Paraguai Barra do Bugres Barra do Garças Bom Jesus Araguaia Brasnorte Campinápolis Campo N. Parecis Campo Verde Campos de Júlio Canabrava do Norte Canarana Carlinda Chapada Guimarães Cláudia Cocalinho Comodoro Diamantino Dom Aquino Feliz Natal Gaúcha do Norte General Carneiro Guarantã do Norte Guiratinga Itaúba Itiquira Jaciara Jangada Juína Juscimeira Lambari D Oeste Lucas do Rio Verde Marcelândia Matupá

16 ANEXO 1: VARIAÇÃO NA PRODUÇÃO DE ARROZ, SOJA (EM GRÃO) E EFETIVO DO REBANHO BOVINO DOS MUNICIPIOS EM MATO GROSSO ( ) (continuação) Municípios Variação na produção de Arroz: Variação na produção de Soja: Variação no Rebanho Bovino: Mirassol d Oeste Nobres Nova Brasilândia Nova Canaã Nova Guarita Nova Lacerda Nova Marilândia Nova Mutum Nova Nazaré Nova Ubiratã Nova Xavantina Novo Mundo Novo São Joaquim Paranaíta Paranatinga Pedra Preta Peixoto de Azevedo Planalto da Serra Pontes e Lacerda Porto Alegre do Norte Porto dos Gaúchos Poxoréo Primavera do Leste Querência Ribeirão Cascalheira Ribeirãozinho Rondonópolis Rosário Oeste Salto do Céu Santa Carmem Santa Cruz do Xingu Santa Rita do Trivelato Santo Antonio Leverger Santo Antônio do Leste São Félix do Araguaia São José do Rio Claro Sapezal Sinop Sorriso

17 ANEXO 1- VARIAÇÃO NA PRODUÇÃO DE ARROZ, SOJA (EM GRÃO) E EFETIVO DO REBANHO BOVINO DOS MUNICIPIOS EM MATO GROSSO ( ) (continuação) Municípios Variação na produção de Arroz: Variação na produção de Soja: Variação na produção Pecuária: Tabaporã Tangará da Serra Tapurah Terra Nova do Norte Tesouro Torixoréu União do Sul Vera Fonte: Anuário Estatístico de Mato Grosso Volume 27, SEPLAN

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