Efeitos da Produção Agropecuária (Arroz, Soja e Pecuária) sobre o Desmatamento no Estado de Mato Grosso em 2004

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Efeitos da Produção Agropecuária (Arroz, Soja e Pecuária) sobre o Desmatamento no Estado de Mato Grosso em 2004"

Transcrição

1 Efeitos da Produção Agropecuária (Arroz, Soja e Pecuária) sobre o Desmatamento no Estado de Mato Grosso em 2004 Maria José Arruda da Silva (UFMT) Economista Benedito Dias Pereira (UFMT) Doutor, Professor do Departamento de Economia Gerson Rodrigues da Silva (UFMT) Doutorando, Professor do Departamento de Economia Alexandre Magno de Melo Faria (UFMT) Doutorando, Professor do Departamento de Economia Carlos Magno Mendes (UFMT) Doutor, Professor do Departamento de Economia RESUMO: O controle do desmatamento tem sido nas últimas décadas um grande desafio à humanidade. Suas conseqüências têm aberto inúmeras discussões e gerado a mobilização do Governo, comunidade científica e sociedade civil. Com recorrência à análise de regressão múltipla, o objetivo deste trabalho é levantar a discussão sobre as relações das atividades produtivas de arroz, soja e pecuária sobre o desmatamento no ano de 2004 em Mato Grosso, sinalizando se estas atividades exercem efeitos sobre o desmatamento. O estudo fundamenta-se na abordagem do desenvolvimento sustentável (economia ecológica). Os resultados apontam que apenas a atividade da pecuária teve significância estatística na explicação dos efeitos sobre o desmatamento.

2 1. INTRODUÇÃO Nos tempos atuais, discute-se um novo paradigma de desenvolvimento tendo como foco a sustentabilidade, o que vem conduzindo à mudanças e rediscussão dos conceitos e objetivos das correntes de pensamento econômico que consideram como padrão apenas o crescimento econômico. Deste modo, a questão ambiental tornou-se um dos mais importantes assuntos nas últimas décadas. Por oportuno, na Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro, em 1992, acordou-se entre os países participantes, a constituição de uma agenda de compromissos. No Brasil, a mesma foi denominada de Agenda 21, cujo ponto estratégico consistiu na gestão sustentável do Cerrado. O Estado de Mato Grosso faz parte da Amazônia Legal e compõe geográfica e economicamente a Região Centro-Oeste, com três grandes biomas distintos: Floresta, Cerrado e o Pantanal. O crescimento econômico do Estado foi realizado, num primeiro momento, por intermédio da pecuária e, em seguida, através do cultivo de arroz, soja, milho e algodão. A soja, atualmente, geralmente associada ao cultivo de arroz, representa um dos elementos propulsores da economia do Estado. O progresso tecnológico permitiu a incorporação de novas áreas de cultivo à dinâmica de ocupação do espaço regional, combinando desmatamento com novas atividades produtivas. A ocupação e o uso dos cerrados ao longo das últimas décadas em Mato Grosso vincularam-se à expansão da fronteira agrícola e, esta, por sua vez, à produção de grãos destinada à exportação, sobretudo, soja, implementada através do desmatamento, da adoção de tecnologias intensivas em capital e em insumos físico-químicos e, particularmente, com baixa utilização de mão-de-obra. Essa expansão causou grandes pressões antrópicas sobre os ecossistemas ao provocar desmatamentos e queimadas, erosão e compactação dos solos, contaminação da água por agrotóxicos, poluição dos recursos hídricos e redução do número de peixes dos rios e dos lagos. Nesse contexto, a economia de Mato Grosso vem se caracterizando pela predominância da produção agropecuária e, com maior abrangência, pela dinâmica do agronegócio, que opera com padrões internacionais de qualidade. O atrativo da economia do Estado não está no valor baixo da terra, mas sim nos elevados índices de produtividade, que já se igualam ou até ultrapassam os melhores do mundo, graças à combinação de solo, clima, disponibilidade de água e, naturalmente, tecnologias. Logo, em uma perspectiva estritamente econômica, a contribuição do agronegócio para o crescimento do PIB de Mato Grosso vem sendo acentuada. Esse fenômeno aconteceu fortemente na década de 90 e adentrou o Século XXI, sobretudo, conforme dito anteriormente, por meio da produção de soja. Entretanto, não contabilizado nos índices de crescimento, pode ser mostrado também o elevado e ascendente desmatamento no Estado, tema deste Artigo, conforme adiante se notará. Sob esses entendimentos, a produção de três das principais atividades (arroz, soja e pecuária) resulta em crescimento econômico, tanto na produção interna, quanto na pauta de

3 exportação. Ao mesmo tempo, essas atividades são potencialmente causadoras de diversos e significativos custos, dentre os quais, os ambientais, contrapondo-se, por conseguinte, aos princípios do desenvolvimento sustentável. Dessa forma, a importância do Artigo vincula-se à análise dos efeitos das atividades produtivas de arroz, soja e pecuária, mais especificamente, das variações das produções dessas atividades sobre o desmatamento em Mato Grosso; desse modo, elucidando ou confirmando possíveis suspeitas relacionadas à sojicultura, que, potencialmente, seria a grande causadora do desmate. O objetivo geral deste Artigo é aprofundar as investigações de importantes atividades agropecuárias sobre o desmatamento nos municípios de Mato Grosso. Por sua vez, o objetivo específico é identificar e analisar o efeito da produção de arroz, soja e pecuária sobre o desmatamento nos municípios de Mato Grosso, em Desta forma, indaga-se: a variação de produção agropecuária (arroz, soja e pecuária) exerceu efeito positivo ou direto sobre o desmatamento? Destarte, como este Artigo investigará se a variação na produção agropecuária (arroz, soja ou pecuária), em 2004, contribuiu para o desmatamento em Mato Grosso, a hipótese que naturalmente se formula é: espera-se que as três atividades (arroz, soja e pecuária) exerçam efeitos diretos ou positivos sobre o desmatamento. O Artigo se divide em cinco capítulos. Após esta introdução, no segundo, discute-se o conceito de desenvolvimento sustentável à luz das premissas da economia ecológica, conhecida como sustentabilidade forte. Esta linha de pensamento afirma, em síntese, que o crescimento é limitado pela escassez dos recursos naturais, pois a economia internaliza os custos ambientais, e o processo cientifico e tecnológico é visto como fundamental para aumentar a eficiência na utilização dos recursos naturais, não podendo ser superado apenas por meio de progresso tecnológico. No terceiro, a partir das estatísticas anteriormente citadas, estima-se regressão múltipla, cuja variável dependente é a área desmatada nos municípios de Mato Grosso em 2004 e três variáveis independentes: a variação da produção, entre 2003 e 2004, de arroz, soja e pecuária. No quarto, são feitas as análises e discussão de resultados e, no quinto, constam as considerações finais. 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1. DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL SEGUNDO A ECONOMIA ECOLÓGICA Até o final da década de 70, o impacto ambiental do crescimento econômico foi negligenciado tanto pelos formuladores da política econômica quanto pelos acadêmicos. O desafio de conciliar crescimento econômico com sustentabilidade ambiental é a proposição do conceito de desenvolvimento sustentável, embora suas definições e interpretações sejam várias e desprovidas de consenso. O conceito de desenvolvimento sustentável foi lançado em 1987 pela World Commission on Environment and Development no Relatório Bruntland. Entretanto: O conceito de desenvolvimento sustentável é um conceito normativo que surgiu com o nome de

4 ecodesenvolvimento 1 no início da década de 1970, como corretamente cita Romeiro (2003:5). Esse conceito sugere a busca de um crescimento econômico eficiente e racional, que respeita as pessoas e os limites do meio ambiente. No entanto, percebe-se que ele somente é alcançado por uma sociedade mediante o planejamento de longo prazo e a conseqüente implementação de ações econômicas, políticas e sociais que garantam o atendimento das demandas das gerações presentes sem comprometer as das gerações futuras. Em outras palavras, o desenvolvimento sustentável exige uma equação que não permite a concentração ou o mau uso dos recursos naturais e humanos, uma vez que estes são imprescindíveis na busca de resultados eficientes e eficazes do crescimento econômico. Do ponto de vista conceitual a produção visando o desenvolvimento sustentável é caracterizada pelas correntes da economia do meio ambiente e economia ecológica. Na abordagem da economia do meio ambiente, que tem raízes na economia neoclássica 2, o conceito de desenvolvimento sustentável é conhecido como sustentabilidade fraca, uma vez que os recursos naturais não representam um limite absoluto à expansão econômica, no longo prazo. À luz dessa visão, o consumo do capital natural pode ser irreversível e por isso não se pode basear em preços vigentes devido aos inúmeros impactos que o meio ambiente sofre. Uma saída para este impasse é a adoção principalmente de instrumentos de mercado através da eliminação do caráter público dos bens naturais e da definição do direito de propriedades sobre eles (Coase 3 ), da valoração ambiental da degradação ou poluição dos recursos naturais -e conseqüentemente a implementação da cobrança de taxas pela degradação praticada (Pigou)-, e a minimização dos custos totais dos agentes econômicos, incluindo os custos de controle de poluição e a quantia a ser gasta com o pagamento de taxas por poluir ( poluição ótima ) (MAY, LUSTOSA & VINHA, 2003). Diante disso: O que seria uma economia da sustentabilidade é visto como um problema, em última instância, de alocação intertemporal de recursos entre consumo e investimento por agentes econômicos racionais, cujas motivações são fundamentalmente maximizadoras de utilidade, conforme cita Romeiro (2003:1). Por oportuno, a racionalidade dos agentes econômicos neoclássicos se fundamenta na presença de informação plena, por supor a existência de mercados que naturalmente se equilibram e, naturalmente, por explicar a conduta humana a partir das ações de indivíduo maximizador de satisfação, etc. Por outro lado, segundo a abordagem da economia ecológica, o conceito de desenvolvimento sustentável é conhecido como sustentabilidade forte, ou seja, o crescimento é limitado pela escassez dos recursos naturais, pois a economia internaliza os custos ambientais, e 1 A autoria do termo ecodesenvolvimento não é bem estabelecida, mas existe concordância geral em atribuir a Ignacy Sachs, da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais (EHESS) de Paris uma preeminência nas suas qualificações conceituais, como menciona Romeiro (2003:5). 2 Para Sandroni (1985, p. 151), escola de pensamento econômico predominante entre 1870 e a Primeira Guerra Mundial, que se caracteriza fundamentalmente por ser microeconômica, baseada no comportamento dos indivíduos e, geralmente, nas condições de equilíbrio estático. 3 Teorema de Coase: (Ronald Coase) afirmou que se houver (i) propriedade e (ii) nenhum custo de transação, então, não haverá falha de mercado, não importando de quem é o direito de propriedade, pois o resultado na produção socialmente ótima de bens, conforme cita WESSELS (2002)

5 o processo científico e tecnológico é visto como fundamental para aumentar a eficiência na utilização dos recursos naturais, não podendo ser superado apenas por meio de progresso tecnológico. Esta corrente faz uso do conceito termodinâmico de entropia. Mais especificamente: A entropia é uma grandeza termodinâmica geralmente associada ao grau de desordem. Ela mede a parte da energia que não pode ser transformada em trabalho. É uma função de estado cujo valor cresce durante um processo natural em um sistema fechado, conforme consta no dicionário eletrônico Wikipédia (2008). O trabalho de Nicholas Georgescu Roegen, por oportuno, foi o pioneiro na aplicação desse conceito na análise econômica (MAY, LUSTOSA & VINHA, 2003). Daly (1991) ressalta que, para a abordagem da economia ecológica, o desenvolvimento sustentável se realiza desde que, a escala da economia esteja dentro da capacidade de suporte dos ecossistemas. Diz ainda que, para os economistas ecológicos a economia do homem passou da fase em que o fator limitante para o crescimento econômico era o capital produzido pelo ser humano, para uma em que o fator limitante é o capital natural remanescente. Para Romeiro, Keydon & Leonardi (2001), referir-se ao desenvolvimento sustentável significa abandonar os supostos discutíveis do crescimento sem limites, tão caro à tradição de pensar dos economistas (e daqueles que os consultam). Portanto, qualificar o desenvolvimento sustentável significa reduzir os graus de liberdade do processo econômico, sujeitando-o a condicionamentos ecológicos, procurando simultaneamente torná-lo mais eqüitativo e socialmente justo. Contrastando a economia ecológica e a economia do meio ambiente, Muller (2007) ressalta que, para a economia do meio ambiente a sustentabilidade envolve algum grau de conservação do capital natural, pois este tem fim e, de muitas formas é frágil. Já os ecologistas vêm argumentando que a preservação das condições de bem-estar das gerações futuras pode depender, de forma crucial, de tal conservação, visto que um uso inadequado do capital natural pode anular a possibilidade de que seja sustentável o desenvolvimento de uma sociedade. Sob esse entendimento, o desenvolvimento sustentável se pauta pela sustentabilidade forte. Nesse sentido, para Mueller (2007), segundo abordagem do documento Estratégia Mundial para a Conservação (EMC), o desenvolvimento sustentável é basicamente conservacionista, uma vez que sua preocupação volta-se principalmente para os impactos antrópicos sobre todos os seres vivos, em particular, o foco do EMC é basicamente o ecossistema global, embora ressalte que está no funcionamento do sistema econômico a origem dos principais problemas que atualmente afetam o ecossistema global. Por outro lado, o enfoque do Our Common Future, não está voltado à preservação da natureza, mas sim ao funcionamento do sistema econômico. A economia é vista como dependendo fundamentalmente dos recursos naturais fornecidos pelo ecossistema global, bem como da capacidade deste de suportar a agressão promovida pela humanidade e de assimilar os resíduos e a poluição, resultantes dos processos de produção e de consumo.

6 Assim, a partir da discussão da necessidade de implementação do desenvolvimento sustentável enquanto política pública em Mato Grosso, analisar atividades produtivas como parte do modelo de desenvolvimento para o Estado se reveste de elevada importância, visto que, os aspectos sociais e ambientais também se constituem em importantes elementos a serem incorporados na dinâmica econômica. Para que isso se concretize, por lógico, é preciso que a produção esteja alicerçada nos preceitos do desenvolvimento sustentável. Segundo esse entendimento, o fluxo de recursos naturais de baixa entropia (inputs), experimenta transformações na produção, bem como no consumo, voltando à natureza sob a forma de resíduos (outputs) para a acumulação ou para ingresso em ciclos biogeoquímicos através da energia solar, e finalmente, retorna a fazer parte de estruturas de baixa entropia, podendo, dessa forma, novamente ser úteis à economia. Trata-se, portanto, de um conceito meramente físico, onde se constata o reconhecimento explícito do papel da entropia, visto que os materiais utilizados não podem ser totalmente reciclados e, além disso, nesse processo e à luz dessa compreensão, a energia não é reciclada (DALY, 1991). Sob esse prisma, é importante a discussão levantada pelos economistas ecológicos sobre o tamanho do subsistema econômico em relação ao ecossistema total, uma vez que há indícios que a atual escala é insustentável. A razão disso é que a economia é um subsistema aberto inserido em um sistema total finito e fechado, contradizendo o relatório Brundtland, assinalando que para o alcance do tal almejado desenvolvimento sustentável se necessitaria do crescimento da economia mundial da ordem de cinco a dez vezes. Em síntese, pode-se constatar que o tamanho da economia em relação ao ecossistema total é outro fator a ser considerado na busca do crescimento com sustentabilidade. Dessa forma, tudo está baseado numa escala 4 ótima, mas definir qual seria esta escala ótima é a grande questão (DALY, 1991). Existem atualmente duas definições sobre a escala ótima: uma é puramente antropocêntrica, que entende que deve haver crescimento até o ponto em que os benefícios marginais (humanos) se igualem aos custos marginais, enquanto a outra é biocêntrica: o tamanho ótimo do nicho humano seria menor que o ótimo do ponto de vista antropocêntrico. Ambas, contudo, concordam que esse ótimo busca a sustentabilidade, ou seja, buscam escalas de produção que respeitem os limites do ecossistema. Destarte, para se atingir a sustentabilidade é necessária uma redução da escala da economia humana que não tem precedentes nos tempos modernos, conforme menciona Daly (1991). A economia ecológica ressalta que há três políticas para se alcançar os seguintes objetivos, segundo Daly (1991): alocação ótima (enquanto instrumento dos preços relativos - objetivo de eficiência), a distribuição ótima (enquanto instrumentos de distribuição da renda e da riqueza atuam - objetivo da eqüidade), e a escala ótima (enquanto instrumento, atualmente inexistente, de controle do uso de throughputs, isto é, um instrumento de limitação de população e/ou limitação do uso per capta de recursos naturais - objetivo de sustentabilidade). 4 Daly (1991) define: Escala e o resultado da multiplicação da população pelo uso per capita de recursos

7 De acordo com os preceitos da Economia Neoclássica, na visão do Ótimo de Pareto a população pode dobrar ou diminuir pela metade, ainda assim o mercado continuará alocando otimamente os recursos entre os seus usos alternativos, no entanto, não há quem argumente que em função do problema da eficiência os custos da injustiça deveriam ser internalizados nos preços. Ainda neste tocante, pode-se perceber que juntamente com outras razões, os preços certos e ajustados estão levando, por exemplo, ao desaparecimento da biodiversidade, dada a presente escala da economia, excessivamente grande e ainda crescente. Para os economistas ecológicos, conforme abordado, essa dimensão do subsistema em relação ao ecossistema total está na escala ótima, e a atividade humana em nível suficientemente baixo, de forma a não destruir o funcionamento automático dos sistemas que sustentam a vida, evitando forçá-los a ingressar no domínio da administração humana. Ainda que a mão invisível dos ecossistemas é auto-regulável, não acontece o mesmo com a mão invisível do mercado, uma vez que se realize a alocação, não se tem condição de determinar nem a escala, nem a distribuição ótima. Cabe à economia limitar a macroeconomia em escala tal que a mão invisível possa funcionar ao máximo em ambos os domínios. Para Daly (1991), a definição de sustentabilidade em termos biofísicos e tratá-los então, utilizando modelos neoclássicos, como uma restrição à maximização da utilidade, evidencia ser mais simples e concreto. No entanto, percebe-se que o grau de limitação dos ecossistemas dependerá do grau de substitutibilidade na produção entre capital produzido pelo homem e recursos naturais. A visão neoclássica acredita em uma substitutibilidade quase perfeita entre capital e recursos, enquanto a visão ecológica acredita que estes são basicamente complementares, com uma possibilidade muito restrita de substituição marginal. Neste sentido, a economia ecológica considera a restrição ao uso de recursos naturais como condição à manutenção da sustentabilidade como muito comprometedora, uma vez que capitais e recursos naturais são fatores complementares e, desta forma, a falta de um (recursos naturais) limita radicalmente a produtividade do outro. Ao contrário, se os fatores podem ser substituídos mutuamente sem problemas, então a falta de um não diminui a produtividade do outro. Assim, no caso de substitutibilidade perfeita, não existe qualquer possibilidade de que algum dos fatores seja limitante. Já no caso de complementaridade, o fator em menor suprimento torna-se limitante, neste caso, o capital natural. Diante do exposto, são feitas os seguintes questionamentos: Por que os economistas ecológicos estariam corretos? Qual a razão do acúmulo de capital se há a natureza para nos suprir, já que são substitutos perfeitos? Para produzir capital o homem necessita dos recursos naturais (inputs), então, como explicar um substituto produzir outro substituto? Os ecologistas entendem ainda que, o capital natural é o estoque que permite o fluxo de recursos naturais: de que serve as produções agropecuárias sem o cerrado, a floresta amazônica, a qualidade do solo? Parece evidenciado que se entra em uma nova era na qual o capital natural remanescente é o fator limitante do crescimento. Diante disso: A lógica econômica nos orienta no

8 sentido de maximizar a produtividade e aumentar o suprimento do fator limitante. Uma das maneiras de maximizar a produtividade do capital é adotar tecnologias que utilizem intensamente os recursos naturais, sacrificando, assim, a produtividade desses recursos, conforme observa Daly (1991), sendo os recursos naturais, o novo fator limitante. Em síntese, baseando-se em Daly (1991), pode-se dizer que o desenvolvimento sustentável contempla uma lógica econômica (mercados, regulações e competitividade), uma lógica de equidade (moral, justiça e solidariedade) e uma lógica de sustentabilidade (ecossistemas, biosfera). Essas lógicas na prática requerem negociações de ordem política, ou seja, acordos sobre como se pode viver juntos nessa diversidade de interesses, visões do presente e aspirações em relação ao futuro. 3. METODOLOGIA Amplamente usada em pesquisas aplicadas, fundamentada em diversos pressupostos, a análise de regressão se constitui em modelo econométrico voltado à identificação e mensuração de relações causais entre variáveis. Esse modelo é aqui usado para se estimar uma função por intermédio do método de mínimos quadrados ordinários APLICAÇÃO DA METODOLOGIA Neste trabalho utilizam-se informações contidas no banco de dados da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA) e da Secretaria de Estado de Planejamento e Coordenação Geral (SEPLAN). Com estes dados, este trabalho recorre à regressão linear múltipla para identificar os efeitos das atividades de arroz, soja e pecuária sobre o desmatamento nos municípios de Mato Grosso. Os dados ou estatísticas que constam neste trabalho foram obtidos na SEMA (áreas desmatadas por hectares no ano de 2004) e SEPLAN (produção de arroz e soja; e atividade pecuária (numero de bovinos), em 2003 e 2004). Na regressão múltipla, a variável dependente é a área desmatada por hectares nos municípios de Mato Grosso, e as variáveis independentes: a variação das atividades produtivas de arroz, soja e pecuária entre 2003 e Reafirmando-se, para se identificar a natureza do relacionamento (se positiva ou direta ou negativa ou indireta) entre o desmatamento e as variáveis explicativas (variação da produção agropecuária: arroz, soja e pecuária) é utilizada a técnica de análise de regressão linear múltipla, explanada anteriormente. As estatísticas usadas na Regressão Linear Múltipla constam no Anexo ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS As estatísticas contidas nas fontes anteriormente citadas contemplam os 142 municípios de Mato Grosso. Recorda-se que o objetivo geral deste Artigo visa identificar a natureza da relação causal entre o desmatamento (2004) e a variação entre 2003 e 2004, da produção de arroz, soja e pecuária. Para tanto, foi realizada regressão linear múltipla, cujas variáveis

9 independentes são: variação da produção de arroz, variação da produção de soja e variação do número de bovinos, em cada município do Estado, entre 2003 e 2004, e como a variável dependente: a área desmatada (medidas em hectares) por esses mesmos municípios, em A necessidade de utilizar a variação de produção das atividades sobreditas no intervalo entre 2003 a 2004 fundamenta-se no entendimento de que o desmatamento em 2004 é explicado por essas variações. Com esta finalidade, Dm denota a área desmatada em hectares, VPa a variação da produção de arroz (em toneladas), VPs a variação da produção de soja (em toneladas) e VRb a variação no número de bovinos. Assim, a equação a ser estimada é: Dm = ˆb 0 + ˆb 1 VPa+ ˆb 2 VPs + ˆb 3 VRb + êi Relembrando-se que o objetivo específico deste Artigo é identificar e analisar o efeito da produção de arroz, soja e pecuária sobre o desmatamento nos municípios de Mato Grosso, e a hipótese formulada é que essas três atividades (arroz, soja e pecuária) exercem efeitos diretos ou positivos sobre o desmatamento, em Essa hipótese naturalmente vincula-se aos sinais da equação acima, ou seja, pressupõe-se que todos esses sinais são positivos. Para se estimar essa regressão linear múltipla foram testadas várias formas funcionais, a linear se revelou a mais indicada. Dessa maneira, com recorrência aos dados que constam no Anexo 1, utilizando-se o método da Regressão Linear Múltipla, obteve-se a seguinte equação estimada: Dm = 14,41 + 0,0054VPa 0,0028VPs + 0,11VRb + ε R 2 = 0,368 F = 4,223 (9,205) (0,611) (-0,311) (3,504) Dw = 1,992 n = 85 Antes de se prosseguir, ressalta-se que essa regressão foi realizada contemplando-se tãosomente 85 municípios, dado que, a partir do número original de observações (142 municípios), foram excluídas observações, consideradas outliers, que são elementos com comportamento muito diferente dos demais, posto que, nessas observações, os resíduos são grandes, em módulo. É extremamente importante se controlar os outliers porque, em virtude da forma de estimação da equação, geralmente por mínimos quadrados, um erro grande modifica significativamente os somatórios, alterando os coeficientes da equação (GUJARATI, 2000). Não existem limites fixos, mas geralmente se adota o intervalo de 2 desvios-padrão em torno da média dos erros, para se excluir os outliers. Como a média tem de ser igual a zero, os resíduos padronizados devem se situar no intervalo [-2;+2]. Portanto, os elementos que exibem erros que ultrapassam estes limites são suspeitos e devem ser analisados cuidadosamente. A existência de outliers deve sempre ser interpretada como um sinal de problemas na amostra. Logo, reafirmando-se, no presente estudo foram excluídos os elementos que apresentaram resíduos superiores a dois desvios em torno da média normalizada, o que resultou em uma amostra composta de 85 municípios.

10 Outrossim, o R 2 é o coeficiente de determinação da regressão. Esse coeficiente aponta o percentual da variância total da variável dependente (D m ) explicada pela equação de regressão, ou seja, ele mostra até que ponto as variáveis independentes podem influenciar a variância da variável dependente. Assim, com R 2 = 0,368 ou 36,8%, significa que 36, 8% dos motivos que causam Dm (área desmatada) e/ou o desmatamento são ocasionadas pelas atividades envolvidas na variação da produção de arroz, soja e pecuária (rebanho bovino). A estatística F testa o efeito global das variações independentes sobre o dependente, ou seja, ele testa a hipótese nula de que todos os coeficientes da regressão são iguais a zero. Quando o valor tabulado de F for menor que o valor calculado, rejeita-se a hipótese de nulidade. Assim, como F exibe valor igual a 4,223, infere-se que se deve rejeitar a hipótese de que os coeficientes da regressão são iguais a zero. Portanto, o teste F revela que os coeficientes são significativos e, assim sendo, a equação de regressão exibe significância estatística. Ademais, a Estatística Durbin-Watson (Dw) é utilizada para verificação de autocorrelação entre as variáveis independentes e indica o grau de correlação serial existente nos resíduos, com valores entre zero e 2 indicando correlação positiva e valores entre 2 e 4 correlação negativa. O ideal é que Dw seja igual a 2, apontando, nesse caso, a inexistência de autocorrelação entre os resíduos. Dessa forma, o valor obtido: Dw=1,992, revela a inexistência de autocorrelação. Constatou-se, ainda, que duas das possíveis violações dos pressupostos básicos da regressão múltipla, a multicolinearidade e a heterocedasticidade, não são estatisticamente significativas. Ademais, por intermédio do teste de Jarque-Bera, constatou-se que os resíduos exibem distribuição normal. A estatística t serve para medir a probabilidade que o valor do referido parâmetro tem de não ser estatisticamente igual a zero. De modo geral, quanto maior for o valor absoluto de t, menor a probabilidade do parâmetro ser estatisticamente igual a zero. Em particular, quando t 0 e β > 0, a relação causal entre as variáveis envolvidas é positiva e, portanto, os caracteres variam no mesmo sentido. No caso específico aqui tratado, foi feito o teste t para a VPa, VPs e VRb, os valores estimados foram: t VPa = 0,611, t VPs = -0,311, e t VRb = 3,504, com nível de significância de 5%. Atendo-se ao primeiro valor, constata-se que a influência da variação da produção de arroz sobre o desmatamento é estatisticamente não significativa, pois o valor obtido é menor que o valor tabelado da estatística (nível de significância de 5%). O mesmo resultado foi obtido com a soja, isto é, a influencia da variação da produção dessa oleaginosa sobre o desmatamento também não exibe significância estatística. Por outro lado, diferentemente das anteriores, a influencia da variável independente (variação no rebanho bovino) sobre a área desmatada exibe significância estatística, pois, comparando-se o valor tabelado e o calculado da estatística t, com o nível de significância já citado, deduz-se que ela efetivamente explica o desmatamento em Mato Grosso, em Recordando-se que a hipótese deste Artigo é que essas três atividades (arroz, soja e pecuária) estão diretamente relacionadas com o desmatamento. Observando-se que na equação

11 logo acima, conforme o teste t de cada variável sugere os sinais das variáveis: VPa e VRb são positivas e, diferentemente desses resultados, o sinal da variável VPs é negativa. Contudo, apenas o sinal da variável VRb é estatisticamente significativo. Diante disso, de acordo com as hipóteses e do problema deste Artigo, dentre as atividades (arroz, soja e pecuária) que, potencialmente exerceriam maior relevância sobre o desmatamento em 2004, conforme as evidências amostrais sugerem: rejeita-se a hipótese de que a variação da produção de arroz entre 2003 e 2004 exerceu efeito positivo sobre o desmatamento em 2004 e, também, rejeita-se a hipótese de que a variação da produção de soja entre 2003 e 2004 exerceu efeito positivo sobre o desmatamento em Entretanto, contrastando com essas inferências, se aceita a hipótese de que variação na produção pecuária (rebanho bovino), entre 2003 e 2004, exerceu efeito positivo sobre o desmatamento em Por oportuno, relembrando-se que, a fundamentação teórica deste Artigo se alicerça em pressupostos do desenvolvimento sustentável da economia ecológica, conhecida também como sustentabilidade forte. À luz dessa perspectiva, o crescimento é limitado pela escassez dos recursos naturais e a escala da economia, necessariamente, precisa estar dentro da capacidade de sustentação do ecossistema total, tendo como fator limitante, o capital natural. Para esta corrente, o crescimento tem limites na medida em que ele deve parar em algum momento. A esta situação denominou-se como economia do estado estacionário, onde não implica ausência de desenvolvimento, mas sim de desenvolvimento com melhoria qualitativa na transformação e uso dos recursos naturais atrás da inovação tecnológica. A economia ecológica ressalta ainda que, para se atingir o desenvolvimento sustentável é necessário que o nível de produção esteja de acordo com os limites absolutos da economia, ou seja, busque uma produção ótima visando a sustentabilidade. No entanto, existe nesta busca um problema levantado pelos ecologistas, de qual seria a escala ótima da economia humana frente ao ecossistema como um todo. É notório que esta escala deverá ser compatível com os limites dos ecossistemas, mas determiná-la é objeto de preocupação pelos economistas ecológicos. Em Mato Grosso, por oportuno, predominam grandes propriedades pecuárias. Nos processos produtivos praticados nesses latifúndios, de modo geral, adotam-se tecnologias intensivas no fator de produção terra. Há, contudo, posteriormente ao uso extensivo da terra, a conversão das pastagens em atividades agrícolas, onde predomina a sojicultura, e outras atividades menos representativas, como a rizicultura e a cotonicultura. Diante do exposto e dos resultados obtidos, percebe-se que Mato Grosso em 2004 não produziu sustentavelmente, de acordo com os pressupostos da economia ecológica sobre o desenvolvimento sustentável, pois a escala de produção, muito provavelmente, não é considerada ótima, ou seja, são escalas que não respeitam os limites do meio ambiente, uma vez que os índices de desmatamentos levantados são expressivos, acarretando sérios reflexos ao meio ambiente e à sociedade.

12 5. CONSIDERACÕES FINAIS Dentre relevantes atividades produtivas praticadas nos municípios de Mato Grosso (Sojicultura, Rizicultura e Pecuária), o Artigo buscou encontrar causas do desmatamento. Em outras palavras, investigou-se se a variação, entre 2003 e 2004, da produção de cada dessas atividades, provocou ou não efeitos positivos ou diretos sobre o desmatamento nos municípios mato-grossenses, em Com base nos indicadores de desmatamento de Mato Grosso dos anos mais recentes, as hipóteses formuladas foram que a natureza dessas influências é positiva ou direta. As evidências amostrais, efetivamente, revelaram que duas dessas hipóteses (o efeito da variação da produção de soja sobre o desmatamento e o feito da variação da produção de arroz sobre o desmatamento) não revelam significância estatística. Todavia, contrariamente a esses resultados, a influência da variação da produção pecuária sobre o desmatamento exibe significância estatística. Do ponto de vista empírico, esse resultado foi obtido graças à expansão da pecuária matogrossense nos anos mais recentes, em especial o bovino, que praticamente triplicou, entre 1990 e , exibindo desempenho muito acima dos padrões convencionais, que coloca o Estado como um dos mais importantes no cenário nacional. Salienta-se que, ao sabor dessa dinâmica, as áreas desmatadas foram ocupadas com pastagens, assegurando à pecuária a condição de atividade predominante no uso e ocupação do território, com expressivo crescimento das áreas de pastagens plantadas, refletindo a grande evolução do rebanho bovino em Mato Grosso. Esta expansão da pecuária nas terras do Estado deve ter sido impulsionada pela demanda do mercado externo (nacional e inernacional) que, conforme as evidências amostrais desta Monografia sugerem, exercem influência indireta sobre o aumento do desmatamento, restringindo, em função disso, a presença de indicadores de desenvolvimento sustentável da economia agropecuária do Estado. Portanto, a expansão da pecuária mato-grossense nos últimos anos está relacionada à dinâmica do mercado nacional e internacional, além das características da estrutura fundiária do Estado, moldadas pela presença de número expressivo de latifúndios que, por seu turno, definem escalas produtivas causadoras de degradações ambientais. Essa escala, muito provavelmente, é incompatível com a capacidade de sustentação do ecossistema total, atuando, desse modo, como fator limitante para o crescimento e o desenvolvimento econômico de Mato Grosso, conforme preceitua a economia ecológica. Assim, para se atingir a sustentabilidade da pecuária bem como de outras relevantes atividades para a economia do Estado, seria necessária a implementação de política agrícola diferenciada, contemplando as suas características geográficas, ambientais, econômicas e sociais. A investigação foi elaborada com o uso de método econométrico de regressão linear múltipla para se conhecer o poder explicativo das variáveis independentes sobre a variável dependente. De acordo com essa metodologia, a variável dependente foi representada pela área 5 O número de bovinos em Mato Grosso, em 1990, foi de (SEPLAN, 2000) e, em 2004, de (SEPLAN, 2005)

13 desmatada em 2004, nos municípios mato-grossenses e, as variáveis independentes, a variação da produção de cada das atividades já citadas. Os resultados da regressão múltipla, ratificandose, abordado no capítulo anterior, apontam a pecuária (rebanho bovino) como causador de efeito positivo ou direto sobre o desmatamento em Contudo, conquanto os resultados econométricos tenham apontado a pecuária como principal responsável pelo desmatamento em Mato Grosso em 2004, não se deve omitir que a produção de soja, pelo seu volume majoritário, e a de arroz, usualmente utilizado como instrumento para domesticação da terra, que estabelece processo normalmente denominado de amansa terra, também devem ser responsabilizadas pelo desmatamento, pois, se, de um lado, a conversão em pastos de áreas dos três ecossistemas existentes no Estado (cerrado, florestas e pantanal), ao implicar em crescimento econômico, de outro lado, a posterior conversão desses pastos em atividades agrícolas, implica que a sojicutura e a rizicultura também causam, do ponto de vista funcional, efeitos sobre o desmatamento e queimadas. Essa conversão molda e define relevantes caracteres do crescimento ora sendo praticado na economia agropecuária matogrossense. Esses caracteres se particularizam pela acentuada presença de sérios impactos sobre o meio ambiente físico e social, com destaque para as mudanças climáticas, degradação do solo, diminuição da biodiversidade, dentre outros. Ratificando essa inferência, com foco no cenário amazônico do País, Margulis (2001) descreve que o principal fator do desmatamento é a pecuária, pois afirma que sem a conversão inicial do solo da Amazônia em pastagens é impossível se plantar soja. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Anuário Estatístico de Mato Grosso Volume 27. Mato Grosso: SEPLAN/MT, Anuário Estatístico MT/ Disponível em:. Acesso em: 17 de fevereiro de DALY, Herman E.: A Economia Ecológica e o Desenvolvimento Sustentável, Rio de Janeiro: AS- PTA, FEARNSIDE, Philip M. Desmatamento na Amazônia Brasileira: História, Índices e Conseqüências. Disponível em <www.conservation.org.br/publicacoes/megadiversidade/16_fearnside.pdf> Acesso em:18 de julho de GUJARATI, Damodar N., Econometria Básica, 3ª Ed., São Paulo: Makron Books, LAKATOS, E. M. e MARCONI, M. A. Fundamentos de Metodologia Cientifica. 6º edição, São Paulo: Atlas, MAY, Peter Hermann; LUSTOSA, Maria Cecília & VINHA, Valéria da: Economia do Meio Ambiente: Teoria e Prática, Rio de Janeiro: Elsevier, MARGULIS, S. Quem são os agentes dos desmatamentos na Amazônia e por que eles desmatam? Disponível em:

14 Acesso em: 20 de dezembro de MARTINS, Gilberto de Andrade, Estatística Geral e Aplicada, 2. ed., São Paulo: Atlas, MATO GROSSO, Plano de Desenvolvimento do Estado de Mato Grosso: MT+20, Mato Grosso, Brasil: MULLER, Charles C. Os Economistas e as Relações entre o Sistema Econômico e o Meio Ambiente, Brasília: Finatec, PEREIRA, R. S; MENDES, C. M. Monografia: Curso de Economia - Orientações Básicas, Cuiabá/MT: ROMEIRO, Ademar R. Economia e Biodiversidade. Disponível em: Acesso em: 13 de agosto de ROMEIRO, Ademar Ribeiro, KEYDON, Bastiann Philip & LEONARDI, Maria Lucia Azevedo, Economia do Meio Ambiente: Teoria, Políticas e a Gestão de Espaços Regionais, 3ª edição, Campinas/SP: Unicamp, ROMEIRO, Ademar, Economia Política da Sustentabilidade, In: MAY, Peter H., LUSTOSA, Maria Cecília, VINHA, Valéria (org) da Economia do Meio Ambiente -Teoria e Prática. São Paulo, Campus, SANDRONI, P. Dicionário de Economia. São Paulo: Abril Cultural, SOUZA, Nali. Desenvolvimento Econômico. São Paulo: Ed. Atlas, WESSELS, Walter J. Microeconomia: Teoria e Aplicações. São Paulo/SP: Saraiva, WIKIPÉDIA. Entropia Disponível em: Acesso em: 10 de fevereiro de 2008.

15 ANEXO 1: VARIAÇÃO NA PRODUÇÃO DE ARROZ, SOJA (EM GRÃO) E EFETIVO DO REBANHO BOVINO DOS MUNICIPIOS EM MATO GROSSO ( ) Municípios Variação na produção de Variação na produção Variação no Rebanho Arroz (%) de Soja (%) Bovino (%) Água Boa Alta Floresta Alto Araguaia Alto Boa Vista Alto Garças Alto Paraguai Barra do Bugres Barra do Garças Bom Jesus Araguaia Brasnorte Campinápolis Campo N. Parecis Campo Verde Campos de Júlio Canabrava do Norte Canarana Carlinda Chapada Guimarães Cláudia Cocalinho Comodoro Diamantino Dom Aquino Feliz Natal Gaúcha do Norte General Carneiro Guarantã do Norte Guiratinga Itaúba Itiquira Jaciara Jangada Juína Juscimeira Lambari D Oeste Lucas do Rio Verde Marcelândia Matupá

16 ANEXO 1: VARIAÇÃO NA PRODUÇÃO DE ARROZ, SOJA (EM GRÃO) E EFETIVO DO REBANHO BOVINO DOS MUNICIPIOS EM MATO GROSSO ( ) (continuação) Municípios Variação na produção de Arroz: Variação na produção de Soja: Variação no Rebanho Bovino: Mirassol d Oeste Nobres Nova Brasilândia Nova Canaã Nova Guarita Nova Lacerda Nova Marilândia Nova Mutum Nova Nazaré Nova Ubiratã Nova Xavantina Novo Mundo Novo São Joaquim Paranaíta Paranatinga Pedra Preta Peixoto de Azevedo Planalto da Serra Pontes e Lacerda Porto Alegre do Norte Porto dos Gaúchos Poxoréo Primavera do Leste Querência Ribeirão Cascalheira Ribeirãozinho Rondonópolis Rosário Oeste Salto do Céu Santa Carmem Santa Cruz do Xingu Santa Rita do Trivelato Santo Antonio Leverger Santo Antônio do Leste São Félix do Araguaia São José do Rio Claro Sapezal Sinop Sorriso

17 ANEXO 1- VARIAÇÃO NA PRODUÇÃO DE ARROZ, SOJA (EM GRÃO) E EFETIVO DO REBANHO BOVINO DOS MUNICIPIOS EM MATO GROSSO ( ) (continuação) Municípios Variação na produção de Arroz: Variação na produção de Soja: Variação na produção Pecuária: Tabaporã Tangará da Serra Tapurah Terra Nova do Norte Tesouro Torixoréu União do Sul Vera Fonte: Anuário Estatístico de Mato Grosso Volume 27, SEPLAN

VALORES DE INCENTIVO AO PROGRAMA DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO DOS CONSÓRCIOS INTERMUNICIPAIS DE SAÚDE - COMPETÊNCIA FEVEREIRO/2007 A N E X O I

VALORES DE INCENTIVO AO PROGRAMA DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO DOS CONSÓRCIOS INTERMUNICIPAIS DE SAÚDE - COMPETÊNCIA FEVEREIRO/2007 A N E X O I PORTARIA Nº 146/2007/GBSES O SECRETÁRIO DE ESTADO DE SAÚDE, no uso de suas atribuições legais e, Considerando o Decreto nº 2.312 de 12/02/2001, que dispõe sobre a instituição do Sistema de Transferência

Leia mais

PROVIMENTO N.º 019/2007/CM

PROVIMENTO N.º 019/2007/CM Enc. à IOMAT em: / / Publicado no D.J. de n.º Em: / / Circulado em: / / ESTADO DE MATO GROSSO PROVIMENTO N.º 019/2007/CM Institui a divisão territorial do Estado de Mato Grosso em pólos judiciais regionais,

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO

GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE NOVEMBRO -2008 PACTO PELA SAÚDE Compromisso negociado e assumido pelos gestores de saúde das três esferas de governo, visando qualificar a

Leia mais

04 a 06 de Novembro de 2015 Cuiabá - MT

04 a 06 de Novembro de 2015 Cuiabá - MT 04 a 06 de Novembro de 2015 Cuiabá - MT Padrões de evolução de atividades agropecuárias em regiões adjacentes ao Pantanal: o caso da série histórica da agricultura e da produção animal na bacia do Rio

Leia mais

TABELA REFERENCIAL DE PREÇOS DE TERRAS NO ESTADO DE MATO GROSSO

TABELA REFERENCIAL DE PREÇOS DE TERRAS NO ESTADO DE MATO GROSSO TABELA REFERENCIAL DE PREÇOS DE TERRAS NO ESTADO DE MATO GROSSO Apresentação Trata a presente planilha do resultado de uma discussão entre os Peritos Federais Agrários avaliadores do INCRA/MT com a informação

Leia mais

INSTITUTO MATOGROSSENSE DE ECONOMIA AGROPECUÁRIA IMEA MAPA DE MACRORREGIÕES DO IMEA

INSTITUTO MATOGROSSENSE DE ECONOMIA AGROPECUÁRIA IMEA MAPA DE MACRORREGIÕES DO IMEA INSTITUTO MATOGROSSENSE DE ECONOMIA AGROPECUÁRIA IMEA 11 de Novembro de 2010. MAPA DE MACRORREGIÕES DO IMEA A presente nota técnica tem o intuito de justificar a razão do estudo para segmentar o Estado

Leia mais

Governo de Mato Grosso Secretaria de Estado de Planejamento e Coordenação Geral Superintendência de Planejamento Coordenadoria de Avaliação

Governo de Mato Grosso Secretaria de Estado de Planejamento e Coordenação Geral Superintendência de Planejamento Coordenadoria de Avaliação Governo de Mato Grosso Secretaria de Estado de Planejamento e Coordenação Geral Superintendência de Planejamento Coordenadoria de Avaliação ET CAV/SP/SEPLAN nº 01/2013 Analfabetismo em Mato Grosso Edmar

Leia mais

O que é FUNDEIC? Fundo de Desenvolvimento Industrial e Comercial do Estado de Mato Grosso.

O que é FUNDEIC? Fundo de Desenvolvimento Industrial e Comercial do Estado de Mato Grosso. O que é FUNDEIC? Fundo de Desenvolvimento Industrial e Comercial do Estado de Mato Grosso. Objetivo do Fundo: O FUNDEIC tem por objetivo propiciar recursos para financiamento a micro e pequenas empresas,

Leia mais

A N E X O I QUADRO I - CARGOS / PERFIS PROFISSIONAIS / REQUISITOS

A N E X O I QUADRO I - CARGOS / PERFIS PROFISSIONAIS / REQUISITOS CARGO TÉCNICO DO Administrador Analista de Sistemas Assistente Social Advogado Contador Economista Engenheiro Civil Médico Psicólogo Técnico em Assuntos Educacionais A N E X O I QUADRO I - CARGOS / PERFIS

Leia mais

SISTEMA FIEMT. SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Regional de Mato Grosso

SISTEMA FIEMT. SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Regional de Mato Grosso SISTEMA FIEMT SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Regional de Mato Grosso MISSÃO Promover a educação profissional e tecnológica, a inovação e a transferência de tecnologias

Leia mais

Crescimento em longo prazo

Crescimento em longo prazo Crescimento em longo prazo Modelo de Harrod-Domar Dinâmica da relação entre produto e capital Taxa de poupança e produto http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/ Modelo keynesiano Crescimento = expansão

Leia mais

OFERTA E DEMANDA POTENCIAIS DE CRA EM MUNICÍPIOS DE MATO GROSSO - ICV, DEZEMBRO DE 2013 SEM aplicação da flexibilização do ZEE Dados em hectares

OFERTA E DEMANDA POTENCIAIS DE CRA EM MUNICÍPIOS DE MATO GROSSO - ICV, DEZEMBRO DE 2013 SEM aplicação da flexibilização do ZEE Dados em hectares SEM aplicação da flexibilização do ZEE de ACORIZAL 0 84.182 40.520 26.930 13.957 583 33 84.182 40.520 26.930 13.957 583 33 AGUA BOA 15.392 3.713 7.347 1.204 1.885 0 731.544 461.238 86.199 62.377 39.667

Leia mais

VI CRESCIMENTO ECONÔMICO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

VI CRESCIMENTO ECONÔMICO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO VI CRESCIMENTO ECONÔMICO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO 1. Crescimento Econômico Conceitua-se crescimento econômico como "o aumento contínuo do Produto Interno Bruto (PIB) em termos globais e per capita,

Leia mais

Pesquisa de Estoques

Pesquisa de Estoques Pesquisa Estoques número 2 julho/zembro 2014 ISSN 1519-8642 parte 26 Mato Grosso Instituto Brasileiro Geografia e Estatística -IBGE Presinta da República Dilma Rousseff Ministro do Planejamento, Orçamento

Leia mais

Prof. Dr. Carlos Rinaldi Cuiabá, UFMT, 2014

Prof. Dr. Carlos Rinaldi Cuiabá, UFMT, 2014 Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) na UFMT Prof. Dr. Carlos Rinaldi Cuiabá, UFMT, 2014 Hoje, no Brasil, são inúmeras as Instituições de Ensino credenciadas para oferecer cursos na modalidade de

Leia mais

Senado Federal. Gabinete do Senador Pedro Taques. Brasília

Senado Federal. Gabinete do Senador Pedro Taques. Brasília Senado Federal Brasília Dezembro 2011 Senado Federal PLANO TAQUES ORÇAMENTO PARTICIPATIVO NA ALOCAÇÃO DE EMENDAS Brasília Dezembro 2011 SUMÁRIO 1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS... 4 2. DEMANDAS PARA LOA 2012...

Leia mais

QUALIFICAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE PROFESSORES DAS UNIDADES DE ENSINO NA ELABORAÇÃO DE PROGRAMAS FORMAIS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

QUALIFICAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE PROFESSORES DAS UNIDADES DE ENSINO NA ELABORAÇÃO DE PROGRAMAS FORMAIS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL QUALIFICAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DE PROFESSORES DAS UNIDADES DE ENSINO NA ELABORAÇÃO DE PROGRAMAS FORMAIS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL MOHAMED HABIB* & GIOVANNA FAGUNDES** * Professor Titular, IB, UNICAMP ** Aluna

Leia mais

O Papel dos Critérios Econômicos na Gestão das Reservas da Biosfera

O Papel dos Critérios Econômicos na Gestão das Reservas da Biosfera O Papel dos Critérios Econômicos na Gestão das Reservas da Biosfera Ronaldo Seroa da Motta ronaldo.seroa@ipea.gov.br Seminário Internacional sobre Reservas da Biosfera, Serviços Ambientais e Indicadores

Leia mais

Protected Areas Index (%) Acorizal Cerrado 0, , , ,0000 0, ,06

Protected Areas Index (%) Acorizal Cerrado 0, , , ,0000 0, ,06 SCENARIO I Using the same percentage of total Ecological ICMS (5%) and, taking into account an annual collection of R$ 1,848,013,322.65 for 2015, and the criteria of Areas of 2%,, and of in 1% each, we

Leia mais

Município D 8.902 545 6,12 Município E 231.977 3.544 1,53 Município F 93.655 1.280 1,37

Município D 8.902 545 6,12 Município E 231.977 3.544 1,53 Município F 93.655 1.280 1,37 01 - Os problemas ambientais estão na ordem do dia dos debates científicos, das agendas políticas, da mídia e das relações econômicas. Até muito recentemente, ao se falar de meio ambiente, as instituições

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PROCESSO EMPRESARIAL: UMA ESTRATÉGIA NA INTEGRAÇÃO DAS AÇÕES DE SUSTENTABILIDADE

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PROCESSO EMPRESARIAL: UMA ESTRATÉGIA NA INTEGRAÇÃO DAS AÇÕES DE SUSTENTABILIDADE Revista Ceciliana Jun 5(1): 1-6, 2013 ISSN 2175-7224 - 2013/2014 - Universidade Santa Cecília Disponível online em http://www.unisanta.br/revistaceciliana EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO PROCESSO EMPRESARIAL: UMA

Leia mais

MÓDULO: QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO Relatório das Oficinas de Campo sobre Rotinas Trabalhistas e Segurança do Trabalho (NR 31)

MÓDULO: QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO Relatório das Oficinas de Campo sobre Rotinas Trabalhistas e Segurança do Trabalho (NR 31) PROGRAMA DE GESTÃO ECONÔMICA, SOCIAL E AMBIENTAL DA SOJA BRASILEIRA. MÓDULO: QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO Relatório das Oficinas de Campo sobre Rotinas Trabalhistas e Segurança do Trabalho (NR 31) 2011

Leia mais

Boletim Epidemiológico da Dengue, Chikungunya e Zika no estado de MT Semana 34/2015 nº28

Boletim Epidemiológico da Dengue, Chikungunya e Zika no estado de MT Semana 34/2015 nº28 Boletim Epidemiológico da Dengue, Chikungunya e Zika no estado de MT Semana 34/2015 nº28 SITUAÇÃO DENGUE Em 2015, período que compreende de 01 de Janeiro a 01 de setembro, no estado de Mato Grosso foram

Leia mais

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO 1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO A análise da evolução temporal (ou dinâmica) da economia constitui o objeto de atenção fundamental do desenvolvimento econômico,

Leia mais

PESQUISA QUANTITATIVA e QUALITATIVA

PESQUISA QUANTITATIVA e QUALITATIVA universidade de Santa Cruz do Sul Faculdade de Serviço Social Pesquisa em Serviço Social I I PESQUISA QUANTITATIVA e QUALITATIVA BIBLIOGRAFIA: MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de

Leia mais

Palavras-chave: Cana-de-açúcar; Bem-estar; Goiatuba; Expansão agrícola.

Palavras-chave: Cana-de-açúcar; Bem-estar; Goiatuba; Expansão agrícola. Implicações da Expansão do cultivo da cana-deaçúcar sobre o município de Goiatuba Washington Pereira Campos8 Márcio Caliari9 Marina Aparecida da Silveira10 Resumo: A partir de 2004, ocorreu um aumento

Leia mais

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Novembro 2014

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Novembro 2014 Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Novembro 2014 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EM EMPRESAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL DE MÉDIO PORTE NO BRASIL. Elisabete Maria de Freitas Arquiteta

Leia mais

FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO, CONTABILIDADE E ATUÁRIA PROGRAMA DE ENSINO

FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO, CONTABILIDADE E ATUÁRIA PROGRAMA DE ENSINO FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO, CONTABILIDADE E ATUÁRIA PROGRAMA DE ENSINO Curso: ECONOMIA Ano: 2005/2 Disciplina: Microeconomia III Código: 3276 Créditos: 04 Carga Horária: 60 H/A EMENTA Abordar,

Leia mais

Moacyr Bernardino Dias-Filho Embrapa Amazônia Oriental www.diasfilho.com.br Importância das pastagens na pecuária brasileira A maioria (> 90%) do rebanho é criado a pasto Pastagem é a forma mais econômica

Leia mais

3 Abordagem Sistêmica

3 Abordagem Sistêmica 3 Abordagem Sistêmica 3.1 A visão sistêmica Como uma das correntes do pensamento administrativo, a abordagem sistêmica foi introduzida em meados da década de 60. Os teóricos de sistemas definiram-na como,

Leia mais

Desempenho Recente e Perspectivas para a Agricultura

Desempenho Recente e Perspectivas para a Agricultura Desempenho Recente e Perspectivas para a Agricultura A safra de grãos do país totalizou 133,8 milhões de toneladas em 2009, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de dezembro,

Leia mais

População e PIB das cidades médias crescem mais que no resto do Brasil

População e PIB das cidades médias crescem mais que no resto do Brasil RELEASE 17 de JULHO de 2008. População e PIB das cidades médias crescem mais que no resto do Brasil Aumentos de riquezas e de habitantes nas cidades com 100 mil a 500 mil, neste século, superam a média

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE Indicadores sócio-econômicos. Campos Gerais. Paraná.

PALAVRAS-CHAVE Indicadores sócio-econômicos. Campos Gerais. Paraná. 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( x ) TRABALHO

Leia mais

ESTIMATIVAS DAS COTAS DO FPM MATO GROSSO

ESTIMATIVAS DAS COTAS DO FPM MATO GROSSO ESTIMATIVAS DAS COTAS DO FPM MATO GROSSO, e de François E. J. de Bremaeker Rio de, janeiro de ESTIMATIVAS DAS COTAS DO FPM MATO GROSSO, e de François E. J. de Bremaeker Economista e Geógrafo Gestor do

Leia mais

ESTIMATIVAS DAS COTAS DO FPM MATO GROSSO

ESTIMATIVAS DAS COTAS DO FPM MATO GROSSO ESTIMATIVAS DAS COTAS DO FPM MATO GROSSO e de e de François E. J. de Bremaeker Rio de, novembro de ESTIMATIVAS DAS COTAS DO FPM MATO GROSSO e de e de François E. J. de Bremaeker Economista e Geógrafo Gestor

Leia mais

CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL CDES GT MATRIZ ENERGÉTICA PARA O DESENVOLVIMENTO COM EQUIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL CDES GT MATRIZ ENERGÉTICA PARA O DESENVOLVIMENTO COM EQUIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL CDES GT MATRIZ ENERGÉTICA PARA O DESENVOLVIMENTO COM EQUIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL COLÓQUIO EMPREGOS VERDES E CONSTRUÇÕES SUSTENTÁVEIS 20.08.2009

Leia mais

MT PRÓ-CATADOR Convênio 010-2013

MT PRÓ-CATADOR Convênio 010-2013 MT PRÓ-CATADOR Convênio 010-2013 Patrocinadores Ministério do Trabalho e Emprego -MTE Secretaria Nacional de Economia Solidária - SENAES Secretaria de Estado do Meio Ambiente SEMA-MT Duração 12/06/2013

Leia mais

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Fevereiro/2014 A taxa de câmbio é um dos principais preços relativos da economia, com influência direta no desempenho macroeconômico do país e na composição de

Leia mais

Resumo. O caminho da sustentabilidade

Resumo. O caminho da sustentabilidade Resumo O caminho da sustentabilidade Termos recorrentes em debates e pesquisas, na mídia e no mundo dos negócios da atualidade, como sustentabilidade, desenvolvimento sustentável, responsabilidade empresarial

Leia mais

Caracterização da coleta seletiva de resíduos sólidos no Brasil: avanços e dificuldades

Caracterização da coleta seletiva de resíduos sólidos no Brasil: avanços e dificuldades Revista Economia & Tecnologia (RET) Volume 9, Número 4, p. 129-136, Out/Dez 2013 Seção: Tecnologia & Inovação Caracterização da coleta seletiva de resíduos sólidos no Brasil: avanços e dificuldades Alessandra

Leia mais

O MATOPIBA e o desenvolvimento "destrutivista" do Cerrado

O MATOPIBA e o desenvolvimento destrutivista do Cerrado O MATOPIBA e o desenvolvimento "destrutivista" do Cerrado Paulo Rogerio Gonçalves* No dia seis de maio de 2015 o decreto n. 8447 cria o Plano de Desenvolvimento Agropecuário do Matopiba e seu comitê gestor.

Leia mais

A Mensuração dos Ativos Ambientais

A Mensuração dos Ativos Ambientais A Mensuração dos Ativos Ambientais Ronaldo Seroa da Motta ronaldo.seroa@ipea.gov.br I CONGRESSO INFORMAÇÃO DE CUSTOS E QUALIDADE DO GASTO NO SETOR PÚBLICO MF,MPO,FGV, ISI e ESAF Brasília, 31 de agosto

Leia mais

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS VI.1. Introdução A avaliação de riscos inclui um amplo espectro de disciplinas e perspectivas que vão desde as preocupações

Leia mais

A CRISE DOS ALIMENTOS EM 2007 E SUAS IMPLICAÇÕES PARA O MERCADO INTERNACIONAL WALDÊNIA JANINE FERREIRA SILVA

A CRISE DOS ALIMENTOS EM 2007 E SUAS IMPLICAÇÕES PARA O MERCADO INTERNACIONAL WALDÊNIA JANINE FERREIRA SILVA 1 A CRISE DOS ALIMENTOS EM 2007 E SUAS IMPLICAÇÕES PARA O MERCADO INTERNACIONAL WALDÊNIA JANINE FERREIRA SILVA INTRODUÇÃO As recentes altas dos preços dos alimentos remetem a vários questionamentos de

Leia mais

1. Avaliação de impacto de programas sociais: por que, para que e quando fazer? (Cap. 1 do livro) 2. Estatística e Planilhas Eletrônicas 3.

1. Avaliação de impacto de programas sociais: por que, para que e quando fazer? (Cap. 1 do livro) 2. Estatística e Planilhas Eletrônicas 3. 1 1. Avaliação de impacto de programas sociais: por que, para que e quando fazer? (Cap. 1 do livro) 2. Estatística e Planilhas Eletrônicas 3. Modelo de Resultados Potenciais e Aleatorização (Cap. 2 e 3

Leia mais

Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21

Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21 Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21 Resenha Desenvolvimento Raíssa Daher 02 de Junho de 2010 Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21

Leia mais

RELACÃO CANDIDATOS E VAGAS NO VESTIBULAR PARA O CURSO DE ADMINISTRAÇÃO EM AGRONEGÓCIOS DE 2007/1 A 2010/2 - UNEMAT/ CUTS

RELACÃO CANDIDATOS E VAGAS NO VESTIBULAR PARA O CURSO DE ADMINISTRAÇÃO EM AGRONEGÓCIOS DE 2007/1 A 2010/2 - UNEMAT/ CUTS RELACÃO CANDIDATOS E VAGAS NO VESTIBULAR PARA O CURSO DE ADMINISTRAÇÃO EM AGRONEGÓCIOS DE 2007/1 A 2010/2 - UNEMAT/ CUTS TARDIVO, Wagner Antonio 1 Tangará da Serra/MT - dezembro 2010 Resumo: A relação

Leia mais

Moratória da Soja no Bioma Amazônia Brasileiro

Moratória da Soja no Bioma Amazônia Brasileiro Moratória da Soja no Bioma Amazônia Brasileiro Uma iniciativa multistakeholder de sucesso no combate ao desflorestamento Conferência da Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima Copenhague, Dinamarca Dezembro

Leia mais

Curso de Desenvolvimento. sustentável.

Curso de Desenvolvimento. sustentável. 50 Série Aperfeiçoamento de Magistrados 17 Curso de Desenvolvimento Sustentável Juliana Andrade Barichello 1 O objetivo deste trabalho é discorrer sobre os principais pontos das palestras proferidas sobre

Leia mais

A GESTÃO HOSPITALAR E A NOVA REALIDADE DO FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA RENILSON REHEM SALVADOR JULHO DE 2006

A GESTÃO HOSPITALAR E A NOVA REALIDADE DO FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA RENILSON REHEM SALVADOR JULHO DE 2006 A GESTÃO HOSPITALAR E A NOVA REALIDADE DO FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA RENILSON REHEM SALVADOR JULHO DE 2006 No passado, até porque os custos eram muito baixos, o financiamento da assistência hospitalar

Leia mais

Prova de Microeconomia

Prova de Microeconomia UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CURSO DE MESTRADO EM ECONOMIA PROCESSO SELETIVO 2010 Prova de Microeconomia INSTRUÇÕES PARA A PROVA Leia atentamente as questões. A interpretação das questões faz parte da

Leia mais

5 Análise prospectiva dos investimentos das EFPC

5 Análise prospectiva dos investimentos das EFPC 5 Análise prospectiva dos investimentos das EFPC Nesta seção serão apresentados os resultados encontrados para os diversos modelos estimados. No total foram estimados dezessete 1 modelos onde a variável

Leia mais

I MPACTO AMBI ENTAL DA I RRI GAÇÃO NO BRASI L

I MPACTO AMBI ENTAL DA I RRI GAÇÃO NO BRASI L I MPACTO AMBI ENTAL DA I RRI GAÇÃO NO BRASI L Salassier Bernardo, Ph.D. UENF Este trabalho aborda aspectos do impacto ambiental da irrigação, considerando seus efeitos sobre modificação do meio ambiente,

Leia mais

Análise do Laudo de Avaliação do Ed. Santa Clara

Análise do Laudo de Avaliação do Ed. Santa Clara Análise do Laudo de Avaliação do Ed. Santa Clara Objeto da análise: Laudo de Avaliação n 0 7128.7128.632314/2012.01.01.01 SEQ.002 Autor do laudo: Eng. Denis Francisco Lunardi. Solicitante do laudo: Caixa

Leia mais

What Are the Questions?

What Are the Questions? PET-Economia UnB 06 de abril de 2015 Joan Robinson Mrs. Robinson Formou-se em Economia na Universidade de Cambridge em 1925 Em 1965, obteve a cadeira de professora titular em Cambridge Economista pós-keynesiana

Leia mais

1. Introdução. 1.1 Introdução

1. Introdução. 1.1 Introdução 1. Introdução 1.1 Introdução O interesse crescente dos físicos na análise do comportamento do mercado financeiro, e em particular na análise das séries temporais econômicas deu origem a uma nova área de

Leia mais

um preço mais elevado, sinalizando qualidade. Se o produto não for bom, essa mesma empresa terá prejuízo em longo prazo, pois os contratos de

um preço mais elevado, sinalizando qualidade. Se o produto não for bom, essa mesma empresa terá prejuízo em longo prazo, pois os contratos de 1 Introdução Os economistas norte-americanos Joseph Stiglitz, George Akerlof e Michael Spence foram agraciados, em 2001, com o Prêmio Nobel de Economia, devido à contribuição dada por seus trabalhos, no

Leia mais

AÇÃO DE SENSIBILIZAÇÃO AMBIENTAL REALIZADA NA PONTE DO RIO SÃO JORGE/PARQUE NACIONAL DOS CAMPOS GERAIS

AÇÃO DE SENSIBILIZAÇÃO AMBIENTAL REALIZADA NA PONTE DO RIO SÃO JORGE/PARQUE NACIONAL DOS CAMPOS GERAIS AÇÃO DE SENSIBILIZAÇÃO AMBIENTAL REALIZADA NA PONTE DO RIO SÃO JORGE/PARQUE NACIONAL DOS CAMPOS GERAIS Andressa Stefany Teles Jasmine Cardoso Moreira Victor Emanuel Carbonar Santos RESUMO: Impactos negativos

Leia mais

RESENHA. Desenvolvimento Sustentável: dimensões e desafios

RESENHA. Desenvolvimento Sustentável: dimensões e desafios RESENHA Desenvolvimento Sustentável: dimensões e desafios Sustainable Development: Dimensions and Challenges Marcos Antônio de Souza Lopes 1 Rogério Antonio Picoli 2 Escrito pela autora Ana Luiza de Brasil

Leia mais

PROJEÇÕES DO AGRONEGÓCIO Brasil 2009/10 a 2019/20

PROJEÇÕES DO AGRONEGÓCIO Brasil 2009/10 a 2019/20 PROJEÇÕES DO AGRONEGÓCIO Brasil 2009/10 a 2019/20 AGE - ASSESSORIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA Chefe da AGE: Derli Dossa. E-mail: derli.dossa@agricultura.gov.br Equipe Técnica: José Garcia Gasques. E-mail: jose.gasques@agricultura.gov.br

Leia mais

Convenção sobre Diversidade Biológica: O Plano de Ação de São Paulo 2011/2020. São Paulo, 06 de março de 2.012 GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Convenção sobre Diversidade Biológica: O Plano de Ação de São Paulo 2011/2020. São Paulo, 06 de março de 2.012 GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO Convenção sobre Diversidade Biológica: O Plano de Ação de São Paulo 2011/2020 SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE São Paulo, 06 de março de 2.012 GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO Contexto Convenção sobre Diversidade

Leia mais

CENTRO DE PÓS-GRADUAÇÃO, PESQUISA E EXTENSÃO OSWALDO CRUZ

CENTRO DE PÓS-GRADUAÇÃO, PESQUISA E EXTENSÃO OSWALDO CRUZ Introdução Quando se pretende elaborar um trabalho acadêmico e sua respectiva comunicação científica, é necessário que se faça inicialmente um planejamento, no qual devem constar os itens que permitirão

Leia mais

Contextos da Educação Ambiental frente aos desafios impostos. Núcleo de Educação Ambiental Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Contextos da Educação Ambiental frente aos desafios impostos. Núcleo de Educação Ambiental Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro Contextos da Educação Ambiental frente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas Maria Teresa de Jesus Gouveia Núcleo de Educação Ambiental Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Leia mais

MULTIMÍDIAS PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA 1. Resumo

MULTIMÍDIAS PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA 1. Resumo MULTIMÍDIAS PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA 1 VIERO, Lia Margot Dornelles 2 1 Trabalho de Pesquisa _UNIFRA 2 Curso de Geografia do Centro Universitário Franciscano (UNIFRA), Santa Maria, RS, Brasil E-mail:

Leia mais

Email do Autor Principal: edjbiologia@gmail.com

Email do Autor Principal: edjbiologia@gmail.com AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS SOBRE A PERCEPÇÃO AMBIENTAL DOS DIFERENTES ATORES SOCIAIS PROVOCADOS PELO CURSO DE AGENTES MULTIPLICADORES EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL, CAMPINA GRANDE-PB. Émerson David Justino Graduando

Leia mais

Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior

Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior INTRODUÇÃO O que é pesquisa? Pesquisar significa, de forma bem simples, procurar respostas para indagações propostas. INTRODUÇÃO Minayo (1993, p. 23), vendo por

Leia mais

CAPÍTULO 11. Poupança, acumulação de capital e produto. Olivier Blanchard Pearson Education

CAPÍTULO 11. Poupança, acumulação de capital e produto. Olivier Blanchard Pearson Education Olivier Blanchard Pearson Education Poupança, acumulação de capital e CAPÍTULO 11 2006 Pearson Education Macroeconomics, 4/e Olivier Blanchard Poupança, Os efeitos da taxa de poupança a razão entre a poupança

Leia mais

A PESQUISA E SUAS CLASSIFICAÇÕES

A PESQUISA E SUAS CLASSIFICAÇÕES 1/6 A PESQUISA E SUAS CLASSIFICAÇÕES Definir o que é pesquisa; mostrar as formas clássicas de classificação das pesquisas; identificar as etapas de um planejamento de pesquisa. INTRODUÇÃO O que é pesquisa?

Leia mais

A PROBLEMÁTICA DO COPOM

A PROBLEMÁTICA DO COPOM A PROBLEMÁTICA DO COPOM Na ata de reunião terminada em 17 de outubro, em que houve a decisão unânime de manter a taxa SELIC em 11,25%, o COPOM dá uma indicação de sua motivação principal: 19. O Copom considera

Leia mais

Avaliação Econômica. O Processo de Seleção de Diretores nas Escolas Públicas Brasileiras

Avaliação Econômica. O Processo de Seleção de Diretores nas Escolas Públicas Brasileiras Avaliação Econômica O Processo de Seleção de Diretores nas Escolas Públicas Brasileiras Objeto da avaliação: adoção de diferentes mecanismos para a seleção de diretores de escolas públicas brasileiras

Leia mais

Os pressupostos básicos para a teoria de Bertalanffy foram os seguintes:

Os pressupostos básicos para a teoria de Bertalanffy foram os seguintes: Teoria Geral de Sistemas Uma introdução As Teorias Clássicas (Administração Científica e Teoria Clássica), a Abordagem Humanística (Teoria das Relações Humanas), a Teoria Estruturalista e a Teoria da Burocracia

Leia mais

ambientes de topografia mais irregular são mais vulneráveis a qualquer tipo de interferência. Nestes, de acordo com Bastos e Freitas (2002), a

ambientes de topografia mais irregular são mais vulneráveis a qualquer tipo de interferência. Nestes, de acordo com Bastos e Freitas (2002), a 1. INTRODUÇÃO Muitas e intensas transformações ambientais são resultantes das relações entre o homem e o meio em que ele vive, as quais se desenvolvem num processo histórico. Como reflexos dos desequilíbrios

Leia mais

Análise exploratória da Inovação Tecnológica nos Estados, Regiões e. no Brasil com base na Pesquisa de Inovação Tecnológica PINTEC

Análise exploratória da Inovação Tecnológica nos Estados, Regiões e. no Brasil com base na Pesquisa de Inovação Tecnológica PINTEC USCS UNIVERSIDADE MUNICIPAL DE SÃO CAETANO DO SUL PROGRAMA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA Guilherme Yukihiro Dallaido Shibata Análise exploratória da Inovação Tecnológica nos Estados, Regiões e no Brasil com

Leia mais

Aprendendo a Interpretar Dados Financeiros de uma Empresa Usando Estatística de Forma Simples e Prática

Aprendendo a Interpretar Dados Financeiros de uma Empresa Usando Estatística de Forma Simples e Prática Aprendendo a Interpretar Dados Financeiros de uma Empresa Usando Estatística de Forma Simples e Prática Ederson Luis Posselt (edersonlp@yahoo.com.br) Eduardo Urnau (dudaurnau@gmail.com) Eloy Metz (eloy@softersul.com.br)

Leia mais

SOBRE UM PROJETO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA COM MODELAGEM MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA

SOBRE UM PROJETO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA COM MODELAGEM MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA SOBRE UM PROJETO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA COM MODELAGEM MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA Susana Lazzaretti Padilha Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) Campus Cascavel susana.lap@hotmail.com

Leia mais

A INTERVENÇÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO BAIRRO COHAB SÃO GONÇALO - CUIABÁ/MT: ANALISANDO IMPACTOS SOFRIDOS NA COMUNIDADE

A INTERVENÇÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO BAIRRO COHAB SÃO GONÇALO - CUIABÁ/MT: ANALISANDO IMPACTOS SOFRIDOS NA COMUNIDADE A INTERVENÇÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO BAIRRO COHAB SÃO GONÇALO - CUIABÁ/MT: ANALISANDO IMPACTOS SOFRIDOS NA COMUNIDADE Thaiane Cristina dos Santos - Universidade de Cuiabá Renner Benevides - Universidade

Leia mais

Levantamento de Indicadores de Sustentabilidade no Assentamento Antonio Conselheiro, Município de Barra do Bugres 1

Levantamento de Indicadores de Sustentabilidade no Assentamento Antonio Conselheiro, Município de Barra do Bugres 1 Levantamento de Indicadores de Sustentabilidade no Assentamento Antonio Conselheiro, Município de Barra do Bugres 1 B. R. WINCK (1) ; M. Rosa (2) ; G. LAFORGA (3), R. N. C. FRANÇA (4), V. S. Ribeiro (5)

Leia mais

O PERCURSO FORMATIVO DOS DOCENTES QUE ATUAM NO 1º. CICLO DE FORMAÇÃO HUMANA

O PERCURSO FORMATIVO DOS DOCENTES QUE ATUAM NO 1º. CICLO DE FORMAÇÃO HUMANA O PERCURSO FORMATIVO DOS DOCENTES QUE ATUAM NO 1º. CICLO DE FORMAÇÃO HUMANA Profª. Ms. Marilce da Costa Campos Rodrigues - Grupo de estudos e pesquisas em Política e Formação Docente: ensino fundamental

Leia mais

1ª PARTE - OBJETIVA ESPECIFICA (Valendo 05 pontos cada questão)

1ª PARTE - OBJETIVA ESPECIFICA (Valendo 05 pontos cada questão) PREFEITURA DE VÁRZEA ALEGRE CE PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO Nº 01/2014 SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO CONTRATAÇÂO TEMPORÁRIA - PROVA DE GEOGRAFIA PROFESSOR DE GEOGRAFIA (6º ao 9º ANO) ASSINATURA DO

Leia mais

Resumo. Introdução. Grupo de pesquisadores da rede municipal de ensino da cidade do Recife PE.

Resumo. Introdução. Grupo de pesquisadores da rede municipal de ensino da cidade do Recife PE. TRABALHO DOCENTE: POR UMA EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA, TRANSFORMADORA E EMANCIPATÓRIA OLIVEIRA, Marinalva Luiz de Prefeitura da Cidade do Recife GT-22: Educação Ambiental Resumo Este trabalho tem o objetivo

Leia mais

REQUERIMENTO. (Do Sr. Carlos Bezerra) Senhor Presidente:

REQUERIMENTO. (Do Sr. Carlos Bezerra) Senhor Presidente: REQUERIMENTO (Do Sr. Carlos Bezerra) Requer o envio de Indicação ao Poder Executivo, sugerindo a criação de unidade de pesquisa agropecuária da EMBRAPA na região do Vale do Araguaia, em Mato Grosso. Senhor

Leia mais

AS PERSPECTIVAS DA ECONOMIA CRIATIVA NO BRASIL PARA GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA

AS PERSPECTIVAS DA ECONOMIA CRIATIVA NO BRASIL PARA GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA AS PERSPECTIVAS DA ECONOMIA CRIATIVA NO BRASIL PARA GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA Miranda Aparecida de Camargo luckcamargo@hotmail.com Acadêmico do Curso de Ciências Econômicas/UNICENTRO Luana Sokoloski sokoloski@outlook.com

Leia mais

Organização social e política

Organização social e política Organização social e política Este capítulo, com tabelas, busca retratar as organizações sindicais laborais e patronais, os diversos tipos de cooperativas e algumas associações. Foi estruturada a representatividade

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO Evolução de Pensamento Administrativo I Estudo da administração, suas áreas e funções, o trabalho do administrador e sua atuação; a evolução

Leia mais

Nova geração de políticas para o desenvolvimento sustentável

Nova geração de políticas para o desenvolvimento sustentável Nova geração de políticas para o desenvolvimento sustentável Helena M M Lastres Secretaria de Arranjos Produtivos e Inovativos e Desenvolvimento Local Rio de Janeiro, 1 de dezembro de 2010 Novas geração

Leia mais

CRISE ECONÔMICA, FRONTEIRA DE RESURSOS E O DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA: O CASO DA EXPANSÃO DA AGROPECUÁRIA NO ESTADO DE MATO GROSSO

CRISE ECONÔMICA, FRONTEIRA DE RESURSOS E O DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA: O CASO DA EXPANSÃO DA AGROPECUÁRIA NO ESTADO DE MATO GROSSO CRISE ECONÔMICA, FRONTEIRA DE RESURSOS E O DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA: O CASO DA EXPANSÃO DA AGROPECUÁRIA NO ESTADO DE MATO GROSSO Charles Mueller Departamento de Economia, Unb COMENTÁRIOS INICIAIS Não é

Leia mais

ANÁLISE ECONOMÉTRICA DA OFERTA DE ALGODÃO NO ESTADO DE MATO GROSSO

ANÁLISE ECONOMÉTRICA DA OFERTA DE ALGODÃO NO ESTADO DE MATO GROSSO ANÁLISE ECONOMÉTRICA DA OFERTA DE ALGODÃO NO ESTADO DE MATO GROSSO Nilton Marques de Oliveira 1 Carlos Antônio F. Dias 2 Antônio José Medina dos Santos Baptista 2 Resumo Este trabalho teve por objetivo

Leia mais

O ENSINO DO PRINCÍPIO DE BERNOULLI ATRAVÉS DA WEB: UM ESTUDO DE CASO

O ENSINO DO PRINCÍPIO DE BERNOULLI ATRAVÉS DA WEB: UM ESTUDO DE CASO O ENSINO DO PRINCÍPIO DE BERNOULLI ATRAVÉS DA WEB: UM ESTUDO DE CASO Rivanildo Ferreira de MOURA 1, Marcos Antônio BARROS 2 1 Aluno de Graduação em Licenciatura em Física, Universidade Estadual da Paraíba-UEPB,

Leia mais

EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016

EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016 EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016 901491 - EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO I Estudo da administração, suas áreas e funções, o trabalho do administrador e sua atuação; a evolução da teoria organizacional

Leia mais

Também chamada Teoria de Preços, estuda o comportamento dos consumidores, produtores e o mercado onde estes interagem.

Também chamada Teoria de Preços, estuda o comportamento dos consumidores, produtores e o mercado onde estes interagem. Microeconomia Também chamada Teoria de Preços, estuda o comportamento dos consumidores, produtores e o mercado onde estes interagem. A macroeconomia, por sua vez, estuda os fenômenos da economia em geral,

Leia mais

1º. ENCONTRO DE SECRETÁRIOS DE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DO ESTADO DE MATO GROSSO

1º. ENCONTRO DE SECRETÁRIOS DE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DO ESTADO DE MATO GROSSO 1º. ENCONTRO DE SECRETÁRIOS DE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DO ESTADO DE MATO GROSSO FEV/2009 MISSÃO INSTITUCIONAL Educar para o trabalho em atividades de comércio de bens, serviços e turismo VISÃO DE FUTURO O

Leia mais

BIOINDICADORES E BIOMARCADORES DE AGROQUÍMICOS NO CONTEXTO DA RELAÇÃO SAÚDE-AMBIENTE

BIOINDICADORES E BIOMARCADORES DE AGROQUÍMICOS NO CONTEXTO DA RELAÇÃO SAÚDE-AMBIENTE BIOINDICADORES E BIOMARCADORES DE AGROQUÍMICOS NO CONTEXTO DA RELAÇÃO SAÚDE-AMBIENTE Cláudio Martin Jonsson Vera Lúcia Castro Jaguariúna, outubro 2005. O modelo de agricultura utilizado atualmente visa

Leia mais

EVOLUÇÃO DO TRANSPORTE DE SEDIMENTOS DO RIO PARAGUAI SUPERIOR EVOLUÇÃO DO TRANSPORTE DE SEDIMENTOS DO RIO PARAGUAI SUPERIOR

EVOLUÇÃO DO TRANSPORTE DE SEDIMENTOS DO RIO PARAGUAI SUPERIOR EVOLUÇÃO DO TRANSPORTE DE SEDIMENTOS DO RIO PARAGUAI SUPERIOR EVOLUÇÃO DO TRANSPORTE DE SEDIMENTOS DO RIO PARAGUAI Grizio-orita, E.V. 1 ; Souza Filho, E.E. 2 ; 1 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA Email:edineia_grizio@hotmail.com; 2 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ

Leia mais

HETEROGENEIDADE ESTRUTURAL NO SETOR DE SERVIÇOS BRASILEIRO

HETEROGENEIDADE ESTRUTURAL NO SETOR DE SERVIÇOS BRASILEIRO HETEROGENEIDADE ESTRUTURAL NO SETOR DE SERVIÇOS BRASILEIRO João Maria de Oliveira* 2 Alexandre Gervásio de Sousa* 1 INTRODUÇÃO O setor de serviços no Brasil ganhou importância nos últimos tempos. Sua taxa

Leia mais

Gráfico nº 1 - Variação do Nível de Atividade 1T/08-1T/07 Elaboração Núcleo de Pesquisa Industrial da FIEA 52,08

Gráfico nº 1 - Variação do Nível de Atividade 1T/08-1T/07 Elaboração Núcleo de Pesquisa Industrial da FIEA 52,08 Resumo Executivo A Sondagem Industrial procura identificar a percepção dos empresários sobre o presente e as expectativas sobre o futuro. Os dados apresentados servem como parâmetro capaz de mensurar o

Leia mais

TRATRADO DE ÁGUA DOCE O CENÁRIO INTERNACIONAL E A PROBLEMÁTICA DA ÁGUA, MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO

TRATRADO DE ÁGUA DOCE O CENÁRIO INTERNACIONAL E A PROBLEMÁTICA DA ÁGUA, MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO [27] TRATRADO DE ÁGUA DOCE O CENÁRIO INTERNACIONAL E A PROBLEMÁTICA DA ÁGUA, MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO 1. Nos últimos anos a maioria dos países enfrentou grave crise econômica, que gerou um grande

Leia mais

Segmentação de Mercados na Assistência à Saúde

Segmentação de Mercados na Assistência à Saúde Escola Nacional de Saúde Pública Fundação Oswaldo Cruz Segmentação de Mercados na Assistência à Saúde Autores: Luís Otávio Farias Clarice Melamed VI Encontro Nacional de Economia da Saúde Nova Friburgo,

Leia mais

Conteúdo Específico do curso de Gestão Ambiental

Conteúdo Específico do curso de Gestão Ambiental Conteúdo Específico do curso de Gestão Ambiental 1.CURSOS COM ÊNFASE EM : Gestão Ambiental de Empresas 2. CONCEPÇÃO DOS CURSOS: O Brasil possui a maior reserva ecológica do planeta sendo o número um em

Leia mais

MODELAGEM COM EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DE PRIMEIRA ORDEM E APLICAÇÕES À ECONOMIA

MODELAGEM COM EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DE PRIMEIRA ORDEM E APLICAÇÕES À ECONOMIA MODELAGEM COM EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DE PRIMEIRA ORDEM E APLICAÇÕES À ECONOMIA PAULO, João Pedro Antunes de Universidade Estadual de Goiás UnU de Iporá jpadepaula@hotmail.com RESUMO Esta pesquisa foi feita

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA ECOLÓGICA PARA A EDUCAÇÃO DOS CIDADÃOS E CIDADÃS E FUTUROS TRABALHADORES

A IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA ECOLÓGICA PARA A EDUCAÇÃO DOS CIDADÃOS E CIDADÃS E FUTUROS TRABALHADORES A IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA ECOLÓGICA PARA A EDUCAÇÃO DOS CIDADÃOS E CIDADÃS E FUTUROS TRABALHADORES Bruna Maria Jacques Freire de Albuquerque, Universidade Católica de Pernambuco, exbolsista de Iniciação

Leia mais